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Este material é parte integrante da disciplina Linguagem e Argumentação Jurídica oferecido pela UNINOVE. O acesso às atividades, as leituras interativas, os exercícios, chats, fóruns de discussão e a comunicação com o professor devem ser feitos diretamente no ambiente de aprendizagem on line. AULA 19 PG 2
Sumário AULA 19 A LINGUAGEM DO PARECER...4 Conceitos essenciais...4 BIBLIOGRAFIA...7 AULA 19 PG 3
AULA 19 A LINGUAGEM DO PARECER Nesta aula, veremos que no nosso ambiente de atuação, entre profissionais do Direito, há uma atividade bastante solicitada, a de parecerista. Aqui conheceremos a finalidade de um parecer jurídico e as principais características de sua linguagem. Conceitos essenciais Antes de tratarmos dos aspectos contidos na linguagem de um parecer, devemos fixar algumas ideias iniciais que servirão para melhor esclarecer a matéria que virá a seguir. Expressões como parecerista, parecer, a mim me parece são usadas todas as vezes que determinado profissional, de determinada habilidade, dá sua opinião técnica/profissional sobre certo tema. No mercado de trabalho, podemos encontrar profissionais altamente capacitados a dar pareceres na área do Direito, da Medicina, da Engenharia e, certamente, em todas as áreas técnicas nas diversas ciências existentes. Chamamos de parecerista aquela pessoa que, devido ao seu profundo conhecimento técnico, é contratada para manifestar se sobre o tema de sua especialização, por escrito. Parecer, por sua vez, é exatamente o documento redigido pelo parecerista e que contém todas as informações necessárias para a solução de determinado problema, segundo sua experiência teórica e prática. Na área jurídica, portanto, o parecerista será alguém que, no mínimo, seja graduado na ciência do Direito, não importando se é ou foi advogado, juiz, promotor, delegado ou possua qualquer outra profissão relacionada à área. O que, geralmente, podemos observar entre os pareceristas é que eles costumam aperfeiçoar se por meio de pós graduações, obtendo os títulos de especialista, mestre, doutor ou mesmo livre docente. Cursar uma pós graduação significa aprofundar se numa matéria ou disciplina ao ponto de conhecê la em todos os detalhes. AULA 19 PG 4
Também, costumam ser os pareceristas professores de faculdades e, por conta de mais essa atividade de trabalho, acabam tornando se conhecidos em seu meio, seja pela grande capacidade intelectual demonstrada nas obras que escrevem e publicam, seja por conta de, com isso, tornarem se altamente respeitados por seus colegas e alunos. Quando a reputação de um desses professores vai além dos limites do lugar onde leciona ou advoga, tendo em vista que seus livros ou artigos são lidos por diversos outros profissionais e quando são mencionados e comentados pela qualidade de seu conteúdo, passamos a denominar esse parecerista de doutrinador. Outro ponto de grande importância nessa temática refere se às situações pelas quais o parecerista é chamado a dar sua opinião. Muitas vezes, quem contrata o parecer é um cliente. Quando um fato jurídico acontece a uma pessoa e torna se necessária a aplicação da lei a essa hipótese, esse cliente procura um parecerista para manifestar se sobre aquele acontecimento. Assim, toda vez que se solicita um parecer, esse pedido é formulado, por escrito e endereçado ao parecerista que, por sua vez, irá analisar o caso concreto e enquadrá lo de acordo com a lei, emitirá a sua opinião, também por escrito, respondendo ao pedido a ele formulado. A linguagem de um parecer é bastante formal e, além disso, exige um tratamento muito cordial entre as pessoas envolvidas nessa atividade de trabalho. A reverência, o respeito e a cortesia são elementos indispensáveis no tratamento entre as pessoas, não há dúvida. Entretanto, quando um cliente ou um advogado solicita a emissão de um parecer a um parecerista, é importante que faça isso observando tanto a boa narrativa do fato que se quer solucionar quanto o uso de pronomes de tratamento mais indicados para esse tipo de comunicação, como Doutor professor, Mestre e Vossa Senhoria. Acesse a plataforma de estudo para realizar leitura complementar. Seja como for, o que vale nesse expediente é a autoridade do profissional parecerista e que suas colocações sejam conclusivas no que diz respeito ao tema tratado. AULA 19 PG 5
O que podemos entender por conclusões está ligado à ideia da utilização de determinadas ferramentas, ou seja, o parecer pode ser legal, doutrinário, jurisprudencial etc., ou é possível que se utilize o parecerista de todas essas fontes do Direito conjuntamente. Um parecer legal é aquele que, para concluir sobre a solução do caso concreto, usa a lei ou as leis aplicáveis. Assim, toda a fundamentação do referido parecer se realizará sob o agasalho da norma legal, por meio da combinação de artigos, parágrafos e incisos. No parecer doutrinário, o que se visa é relacionar várias opiniões semelhantes a do parecerista. Ou seja, ele poderá contar com a colaboração indireta de outros pensadores da mesma disciplina e mencionará no parecer quem são esses outros profissionais e quais são as suas respectivas opiniões. Fará isso por meio de citações, isto é, de livros que consultar, recortará os trechos da obra cuja redação lhe interesse, copiando as para o conteúdo de seu parecer. Já no parecer jurisprudencial, as conclusões tiradas pelo parecerista surgem a partir da pesquisa que faz acerca de como os tribunais têm entendido a matéria que está sob seus cuidados. Desse modo, o parecerista serve se de várias decisões no mesmo sentido do tema que necessita elucidar. Ele consulta as listas de jurisprudências, identifica a matéria, faz análises e conclui seu trabalho apresentando ao solicitante do parecer julgamentos de casos semelhantes, oferecendo uma alternativa de solução com base no que já foi sentenciado. Compreendidas essas questões, faça os exercícios propostos e, na próxima aula, trataremos da linguagem do texto normativo. AULA 19 PG 6
BIBLIOGRAFIA SILVA, Luciano Correia da Silva. Manual de linguagem forense. São Paulo: Edipro, 1991. SANTOS, Gélson Clemente dos. Comunicação e expressão: Introdução ao curso de redação. Rio de Janeiro: Forense, 1983. AULA 19 PG 7