TÍTULO: VANTAGENS DAS MICROS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE NA MODALIDADE PREGÃO DA LICITAÇÃO



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Transcrição:

TÍTULO: VANTAGENS DAS MICROS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE NA MODALIDADE PREGÃO DA LICITAÇÃO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: CIÊNCIAS CONTÁBEIS INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE AURIFLAMA AUTOR(ES): WAGNER FERNANDES DE OLIVEIRA, MARCOS PAULO SCAGLIA ROSA ORIENTADOR(ES): JEFERSON FERNANDES FASSA, JOÃO ANGELO SEGANTIN

1. RESUMO Este trabalho pretende apresentar as Vantagens das Micro e Empresas de Pequeno Porte, na modalidade pregão da licitação, sobre outros tipos de empresas. Será explicado o modo como é feito o pregão analisando as estratégias das empresas. Tem-se como principal objetivo neste trabalho, apresentar as principais vantagens das ME S e EPP s no cenário pregão licitação por possuírem um papel significativo no desenvolvimento social e econômico do país. Sabe-se que dentro do cenário econômico brasileiro encontram-se as micros e empresas de pequeno porte que, podem ser consideradas como um dos principais pilares de sustentação econômica do país. E, mesmo com tanta importância, ainda não tem recebido tratamento compatível por conta da sua capacidade de gerar contrapartidas sociais e econômicas. Neste sentido, a metodologia utilizada na elaboração deste trabalho é a pesquisa bibliográfica, pois possibilitará obter dados concretos sobre as estratégias utilizadas por elas, bem como as orientações de renomados autores e estudiosos do tema. Palavras Chave: Vantagens; Micro e Empresa de Pequeno Porte; Licitação; Pregão. 2. INTRODUÇÃO A licitação pode ocorrer nas modalidades: concorrência, tomada de preços, concurso, convite, leilão ou pregão. A licitação na modalidade pregão é o procedimento administrativo formal para contratação de serviços ou aquisição de produtos pelos entes da Administração Pública de forma direta ou indireta. (CHARLES, 2009). Neste cenário, as Micro e Empresas de Pequeno Porte, possuem tratamento diferenciado nas licitações em que participam, o que não as isentam de seguir as normas e Leis a respeito do pregão. Em outras palavras, a organização de regras legislativas deve obedecer a um parâmetro exigido por lei. Pode-se dizer que a licitação é uma área de tensão, pois, o princípio fundamental dessa situação ou procedimento é a isonomia, ou seja, essas empresas, precisam estar em conformidade com a Constituição Federal para que haja a validação de alguma categoria licitante.

Nesse sentido, o trabalho de pesquisa pretende apresentar os procedimentos que envolvem a Licitação nas micro e empresas de pequeno porte, analisando suas vantagens perante o Código Comercial Brasileiro e pelas legislações emitidas pelo governo federal, tanto na esfera tributária como na previdenciária, enfocando as questões da importância de estarem na lisura da lei. O problema de pesquisa pretende verificar quais as normativas que envolvem as licitações públicas nas micro e pequenas empresas, afinal geram muitos empregos e aumento de renda da população. Além, de apresentar pressupostos teóricos que contribuem para uma futura carreira contábil. 3. OBJETIVOS Tem-se como principal objetivo neste trabalho, apresentar as principais vantagens das ME S e EPP s no cenário pregão licitação por possuírem um papel significativo no desenvolvimento social e econômico do país. Os objetivos específicos consistem em: Conceituar ME s e EPP s; Analisar as Leis específicas que diferenciam ME s e EPP s; Identificar as Vantagens das ME s e EPP s sobre as grandes empresas; Investigar as características das empresas ME s e EPP s; Apresentar cláusulas que beneficiam as ME s e EPP s na modalidade pregão na licitação; Conceituar Licitação e Pregão. 4. METODOLOGIA Para este trabalho, empregou-se a metodologia de pesquisa bibliográfica. Para tanto, estão sendo utilizadas formas diversas para consulta, tais como estudo sobre a lei que rege as licitações, livros e artigos nacionais pertinentes ao assunto, além de sites específicos sobre o tema. De acordo com Gil (2002) a pesquisa básica é um conhecimento mais generalizado, objetivando a formulação de teorias e leis. Para o autor, a principal vantagem da pesquisa bibliográfica reside no fato de permitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela que poderia pesquisar diretamente. É o tipo de pesquisa que mais aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porquê das coisas. 5. DESENVOLVIMENTO 5.1 Micro e Pequenas Empresas

Pode-se afirmar que dentro do cenário econômico brasileiro encontram-se as micros e empresas de pequeno porte que, podem ser consideradas como um dos principais pilares de sustentação econômica do país. De acordo com os informativos SEBRAE (2015) as ME s e EPP s estão nesse patamar, hora por conta de sua capacidade de gerar empregos ou pela facilidade que apresentam ao participar de modalidade pregão nas licitações e contratações públicas. Em termos legais, no Brasil, a classificação do porte das empresas segue a caracterização pelo número de colaboradores permanentes, ou pelo faturamento. Essas empresas são responsáveis por cerca de mais de 4 milhões de empresas constituídas e mais da metade oferecem empregos formais, assalariados e tendo grande participação no PIB- Produto Interno Bruto do país. Já, as empresas de pequeno porte desenvolvem um papel que, substitui o modelo anterior de importações, buscando a competitividade, passando a ser elos importantes das cadeias produtivas no cenário empresarial brasileiro. De acordo com SEBRAE (2008) essas empresas, têm presença marcante na forma de produzir, além de atuarem como fornecedores de pequenos lotes em nichos de mercado ou em mercados especializados. Neste cenário, a empresa de pequeno porte pode ser analisada como parceira eficiente no processo produtivo e econômico do país, afinal, participa da produção de bens e serviços em geral. Os informativos do SEBRAE (2008) apontam que as microempresas é aquelas do ramo industrial com até 19 funcionários e aquelas do ramo de comércio ou serviços com até nove funcionários. De acordo com Ramiro e Carvalho (2002), elas empregam cerca de 8,5 milhões de um total de 23,7 milhões de trabalhadores registrados tanto na iniciativa privada como em estatais. Pode-se considerar que este cenário expressivo no país é atribuído as muitas vantagens proporcionadas por esse tipo de seguimento. Almeida e Asai (2002) defendem que essas vantagens dizem respeito à habilidade, tamanho e, principalmente na rapidez que tem de comunicação interna, bem como na resolução de problemas. Em outras palavras, as micro e pequenas empresas possuem maior flexibilidade para atende aos clientes, que precisam de uma quantidade menor de produtos, ou baixa escala. Para Krugliaska (1996) a flexibilidade permite que se possa responder prontamente as demandas do mercado, pois é mais fácil fazer alterações ou adaptações. Para o autor, os serviços prestados pelas Micro e pequenas empresas,

na realidade são mais rápidos e práticos e permite ao cliente estar mais próximo em função dos custos indiretos, eliminando os desperdícios e reduzindo as atividades que não agregam valores a organização. Conforme Kruglianska (1996) pode-se afirmar que as micro e pequenas empresas tem uma estrutura enxuta. Isso facilita aos seus colaboradores um contato direto e permanente com a estrutura administrativa e gerencial da empresa, na troca de ideias em relação a novos produtos ou, algum outro serviço que possa ser oferecido. Porém, e ainda nas palavras do autor, mesmo com toda flexibilidade em suas atividades, pode-se perceber algumas limitações quando se trata da área gerencial. Esse fato acontece por conta do improviso, ou seja, falta de profissionalismo e gerenciamento. De acordo com SEBRAE (2008) no que diz respeito aos aspectos comportamentais do empresário, existe certa tendência ao conservadorismo, individualismo, centralização do poder e uso de improvisação em relação a ação planejada. Para Filho (2001) o perfil de um proprietário de um pequeno negócio é daqueles que tem uma dedicação de quase a totalidade de seu tempo para o trabalho no seu empreendimento. Portanto, pode-se afirmar que a micro e pequena empresa depende fortemente do seu proprietário, ou seja, de um olhar para as possibilidades do mercado. 5.2 Licitação Dentro dessas possibilidades está a participação nas licitações públicas, criada para impor uma forma de restrição à Administração Pública, para que a mesma não possa fazer contratos livremente, ou seja, da maneira que quiser, tendo em vista que se deve preservar o princípio da igualdade de todos para contratar com a Administração e também o princípio da moralidade, que será desrespeitado se verificar comportamento que, embora de acordo com a lei, ofenda à moral, os bons costumes e a ideia comum de honestidade. Para Filho apud Citadini (1999) entende que licitação é o procedimento administrativo vinculado por meio do qual os entes da Administração Pública e aqueles por ela controlados selecionam a melhor proposta entre as oferecidas pelos vários interessados, com dois objetivos, a celebração de contrato, ou a obtenção do melhor trabalho técnico, artístico ou científico.

Outro conceito sobre licitação é apresentado por Di Pietro (1999) afirmando que, licitação é um procedimento administrativo pelo qual um ente público, no exercício da função administrativa, abre a todos os interessados, que se sujeitam às condições fixadas no instrumento convocatório, a possibilidade de formularem propostas dentre as quais selecionará e aceitará a mais conveniente para a celebração do contrato. Diante desses dois conceitos, pode-se verificar que se trata de uma maneira mais democrática que o Estado encontrou de melhorar as propostas para a Administração Pública. Dentro da lei a licitação está prevista no art. 37, XXI da Constituição Federal, que assim dispõe: ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômicas indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. 5.2.1 Modalidades de Licitação Vale salientar que, no ordenamento jurídico a licitação é um gênero que se subdivide em várias modalidades: concorrência, tomada de preços, convite, concurso, leilão, todas têm características próprias e se destinam a determinados tipos de contratação. A lei licitatória, Lei n. º 8.666, de 21/06/93, no 8. º, do art. 22, veda a criação de outras modalidades oua combinação daquelas ali arroladas. 5.2.2.1 Pregão No campo do Pregão, medida provisória n.º 2.182-18, editada em 23/08/2001, instituiu, no âmbito da União, uma nova modalidade denominada Pregão. Conforme Citadini (1999) no campo do direito Administrativo, pregão é o modo pelo qual se realiza o leilão, modalidade de licitação destinada à venda de bens móveis inservíveis para a Administração, ou legalmente apreendidos ou penhorados e até mesmo à alienação de bens imóveis que venham a integrar o patrimônio do ente público em função de penhora ou dação em pagamento.

Apesar da Lei Licitatória n. º 8.666/93, vedar a criação de outras modalidades de licitação ou a combinação delas, a medida provisória n. º 2.182-18/2001 instituiu, no âmbito da União, uma nova modalidade denominada Pregão. Porém, esta lei vedava a criação de outras modalidades de licitação, salvo se introduzidas por outra norma geral. Foi então que surgiu a Lei 10.520, de 17/07/2002, convertendo a medida provisória em norma geral, determinando também a sua aplicação aos Estados, Distrito Federal e Municípios. Isso acabou por dispensar estas entidades de editarem leis próprias sobre a matéria. E é Di Pietro (1999) que salienta que o pregão é a modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns em que a disputa pelo fornecimento é feita em sessão pública, por meio de propostas e lances, para classificação e habilitação do licitante com a proposta de menor preço. Portanto, pode-se dizer que a definição da proposta mais vantajosa para a administração é feita por meio de proposta de preço escrita e, após, disputa por lances verbais e, logo pós os lances, ainda pode haver a negociação direta com o pregoeiro, no intuito da diminuição do valor ofertado. É importante destacar que esse tipo de licitação denominada pregão vem despertando inúmeras dúvidas dentro do campo empresarial, no entanto, vem sendo utilizado com sucesso pelas Micro e pequenas empresas, pois estas apresentam grande vantagens frente as grandes empresas, conforme citado anteriormente. 5.4 Lei Complementar 123/2006 A Lei complementar 123/2006 enquadra as ME se.p.p s na categoria e está prevista no artigo 3 da Lei, com todos as condições e os limites que precisam ser respeitados em cada caso. De acordo com esta lei a empresa poderá faturar até o total da sua faixa de enquadramento e poderá também faturar o mesmo valor em receitas provenientes das exportações que não será desenquadrada como MPE. 14. Para fins de enquadramento como microempresa ou empresa de pequeno porte, poderão ser auferidas receitas do mercado interno até o limite previsto no inciso II do caput ou no 2º, conforme o caso, e, adicionalmente, receitas decorrentes da exportação de mercadorias ou serviços, inclusive quando realizadas por meio de comercial exportadora ou da sociedade de propósito específico previsto no art. 56 desta Lei complementar, desde que as receitas de exportação também não excedam os referidos limites de receita bruta anual.

É importante salientar que nessa categoria as micros e pequenas empresas terão direito a todos os benefícios e possuir essas informações são importantes para a validação da declaração de MPE, principalmente, para análise do balanço ou caso seja necessária a realização de diligências nas licitações. Porém, essas empresas não terão o benefício se estiver incluída nas hipóteses previstas no 4 do Artigo 3. Em todos os demais casos os benefícios deverão ser aplicados. 6. RESULTADOS Este estudo foi baseado em pesquisa bibliográfica, na qual foi possível verificar que o procedimento licitação na modalidade pregão para as ME s e E.P.P s acontece por ato da Autoridade Competente, encarregada de examinar, aprovar a minuta de Edital com seus anexos. Esse edital é produzido com o concurso de documentos previamente elaborados pela Unidade Administrativa ou da área incumbida da realização da licitação, afinal, esta conhece com detalhes os bens ou serviços a serem contratados, bem como as planilhas de custo do produto. Posteriormente, faz-se uma verificação da disponibilidade de recurso orçamentário do pregoeiro. Também, para a instalação da licitação é instituída um ou mais documentos que devem justificar, ou seja, fundamentar a necessidade da compra ou contratação. Esses documentos devem compor o termo de referência que estará contido no processo administrativo, cuja tramitação obedece a uma linha hierárquica, até ser completamente concluída, com ou sem a apreciação do responsável pela realização da licitação. O quadro 01 apresenta a documentação necessária Quadro 01- Da Documentação 1º Justificação da compra ou contratação; 2ºTermo de referência, definindo o objeto de contratação, de forma precisa e detalhada, a estrutura de custo, os preços praticados no mercado, a forma e prazo para entrega do bem ou realização do serviço contratado, bem como as condições de sua aceitação. 3º Reserva no orçamento dos valores estimados para o contrato, com indicação da respectiva rubrica orçamentária. Fonte: Vantagens das Micros e Empresas de Pequeno Porte na Modalidade Pregão da Licitação, 2015.

Quanto ao Edital, este é um documento de publicidade da licitação, que contem na integra as disposições contratuais que são acordadas com a administração publica e o licitante vencedor. Para a elaboração deste Edital é utilizados alguns elementos levantados pela documentação e preparada para a instrumentalização do processo de instauração licitatória. Os critérios que devem ser seguidos estão representados pelo quadro 02. Quadro 02- Critérios para contratação Objeto da contratação Condições para participação da licitação Procedimentos para credenciamento na sessão do pregão Requisitos de apresentação da proposta de preços e dos documentos de habilitação Procedimentos para recebimento e abertura dos envelopes com as propostas Critérios de procedimento de julgamento das propostas Requisitos da habilitação do licitante Procedimentos e critérios para interposição de recursos e para aplicação de sanções administrativas Fonte: Vantagens das Micros e Empresas de Pequeno Porte na Modalidade Pregão da Licitação, 2015. A convocação dos interessados acontece por meio da publicação de aviso, sendo este um extrato do conteúdo do edital, destinado a ampla divulgação junto aos interessados. Pode-se verificar conforme dados coletados através do site do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão que nos últimos 5 anos, houve um aumento significativo na contração pública, das micro e empresas de pequeno porte, ou seja, um crescimento significativo e que está representado através do gráfico 01 100% Gráfico 01- Contratações ME s e EPP s 80% 60% 40% Série 1 20% 0% 2010 2011 2012 2013 2014 Fonte: Ministério do Planejamento, Organização e Gestão, 2015.

Conforme se observa, nesses últimos 5 anos, o número de contratações públicas apresentou um crescimento significativo. Pode-se afirmar que, em termos monetários, esse crescimento total foi da ordem de 58%. No entanto, em relação às modalidades ME s e EPP S de 2013 a 2014 o aumento foi de 2% levando em conta as mudanças no cenário econômico brasileiro que diminui a possibilidade de contratação de bens e serviços. Vale salientar que essas aquisições são excepcionalidades reguladas na Lei nº 8.666/93, que possibilita à Administração Pública a contratação de bens e serviços sem a necessidade prévia de licitação. Esses dados foram extraídos do portal de compras do governo federal gerenciado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS A elaboração deste artigo possibilitou entender e compreender sobre as vantagens das microempresas e empresas de pequeno porte no Brasil, bem como sua importância na sociedade econômica. Essas vantagens podem ser consideradas como um dos aspectos mais importantes para o crescimento deste seguimento no país, uma vez que tem por objetivo a promoção do desenvolvimento econômico e social no âmbito municipal e regional. Pode-se compreender que foi desde a publicação da Lei Complementar n 123/06 que a Lei Federal n 8.666/93 ganhou destaque com a inovação deste tratamento igualitário obrigatório. As microempresas e empresas de pequeno porte passaram a ter um tratamento diferenciado, no intuito de promover o desenvolvimento dos órgãos públicos brasileiros. Contudo, o trabalho de pesquisa mostrou que as ME s e EPP s ao participarem de licitação ou pregão, que é instrumento pelo qual a administração pública contrata os particulares, são privilegiadas nos processos de licitação, pois são frágeis frente às empresas de grande porte. Desta feita, não há que se falar em violação do princípio da isonomia, haja vista que os desiguais devem ser tratados desigualmente. 8. FONTES CONSULTADAS ALMEIDA, M. I. R.; ASAI, L. N. Influência da globalização nas pequenas empresas. In: COSTA, B. K; ALMEIDA, M. I. R. Estratégia: perspectivas e aplicações. São Paulo: Atlas, 2002.

BOHN, R. de M. Destino? Sucesso! Grandes Vitórias nas Pequenas Batalhas. Porto Alegre: Razão Bureau Editorial, 2006. BRASIL. Lei Complementar nº. 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil/ Leis/LCP/Lcp123.htm>. Acesso em 05 de maio de 2015. CITADINI, A. R.. 3. Ed. São Paulo: Max Limonad, 1999. p. 165. DI PIETRO, M. S. Z. Direito Administrativo. 11. Ed. São Paulo: Atlas, 1999. GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2007. KRUGLIANSKAS. I. Tornando a pequena e média empresa competitiva: como inovar e sobreviver em mercados globalizados. Sao Paulo: IEGE, 1996. RAMIRO, D; CARVALHO, A. Como e porque eles venceram. VEJA, São Paulo, p. 88-95, 03 abr. 2002. SEBRAE. Estudos e Pesquisas Critérios de Classificação do Porte da Empresa. Brasília, 2008. Disponível em: <http://www.sebrae.com.br/customizado/estudos-e-pesquisas/bia-97-criteriosparaclassificação-do-porte-de-empresas/bia_97/integra_bia>. Acesso em: 16 maio 2015. SEBRAE. Fatores Condicionantes e Taxa de Mortalidade de Empresas no Brasil Relatório de Pesquisa 2015. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www2.ba.sebrae.com.br/banco/documentos/biblioteca/sobrevivencia%20mpe s%202007.pdf>. Acesso em: 18 maio 2015