Transtornos do Espectro do Autismo
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- Armando Miranda Farias
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1 Transtornos do Espectro do Autismo O Município adotou o documento Ministerial, LINHA DE CUIDADO PARA A ATENÇÃO ÀS PESSOAS COM TRANSTORNOS DO ESPECTRO DO AUTISMO E SUAS FAMILIAS NA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL, (RAPS), DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, como diretriz nos cuidados da pessoa com TEA e seus familiares 1
2 RAS O objetivo da RAS é garantir a integralidade do cuidado e promover a integração sistêmica, de ações e serviços de saúde com provisão de atenção contínua, integral, de qualidade, responsável e humanizada, bem como incrementar o desempenho do Sistema, em termos de acesso, equidade, eficácia clínica e sanitária, e eficiência econômica. 2
3 Redes de Atenção RAPS Rede de Atenção Psicossocial Rede de Cuidados às Pessoas com Deficiência Rede Cegonha Rede de Atenção às Urgências 3
4 Linha de Cuidado Documento ministerial lançado em 2013, construído coletivamente através de consulta pública e composto por representantes de Universidades, da Sociedade Civil, gestores e profissionais da RAPS. Também colaboraram com esta construção as Áreas Técnicas da Saúde da Pessoa com Deficiência, Saúde da Criança e Aleitamento Materno, da Rede de Atenção à Urgência e Emergência; os Ministérios da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate a Fome e a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, com vistas a garantir ressonância e articulação entre todas as Redes de interface para o cuidado das pessoas com TEA e suas famílias. 4
5 Perspectiva Organização dos pontos de atenção da RAPS Definir estratégias de ação Garantir produção de cuidado continuado, comunitário/territorial, incluindo a atenção básica e o acesso à complexa densidade tecnológica Desenvolvimento do trabalho intersetorial, assim como a interação com os sistema de garantia de direitos Articulação à Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência e contextualização quanto às Políticas Públicas da Educação, Assistência Social e Direitos Humanos Garantir práticas plurais, intra e intersetoriais 5
6 Este documento reconhece que as concepções cerebrais e relacionais, afetivas, cognitivas e estruturais terão que habitar o mesmo espaço público, se não quisermos correr o risco de que uma delas se autoproclame totalizante. Posto as diversas concepções, o documento reafirma a potência do cuidado em Redes de Atenção à Saúde para a ampliação do acesso qualificado, o que deve incluir esforços de articulações entre as diferentes Redes. 6
7 O TEA como Transtorno Mental Os TEA estão incluídos entre os transtornos mentais segundo o DSM-V. Para que uma condição clínica seja considerada um transtorno mental é preciso que ela revele um comportamento funcional da vida cotidiana em termos de sofrimento, incapacidade ou deficiência. Os transtornos mentais, são categorias descritivas e não explicativas sobre as etiológicas.são definidas por alterações da subjetividade e do comportamento que se manifestam independentemente das causas subjacentes, sejam estas biológicas, psicológicas ou sociais. 7
8 Processo diagnóstico O processo diagnóstico é o momento inicial da construção de um Projeto Terapêutico que será alinhavado a partir das características específicas da família e não apenas das dificuldades ou sinais psicopatológicos da pessoa em questão. É necessário pensar em estratégias para incluir a família e a comunidade no projeto terapêutico. Deve ser realizado por uma equipe multiprofissional Observação em situações distintas: atendimentos individuais, atendimentos familiares, atividades livres e espaços grupais Escuta qualificada da família 8
9 Segundo a OMS o Diagnóstico de TEA só pode ser estabelecido após os 30 meses de idade. A identificação de sinais precoces, já indicam necessidade de cuidado, mesmo sem diagnóstico concluído. O IRD é um instrumento de rastreio. Este instrumento prioriza a sensibilidade de prever risco e não de fazer diagnóstico, pois podemos produzir falsos positivos. 9
10 Classificação diagnóstica Na CID 10, (10ª edição da Classificação Internacional de Doenças da OMS) nomeia o grupo como Transtorno Global do Desenvolvimento e DSM V, (5ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) nomeia o grupo como Transtornos do espectro do autismo. A CIF, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde CIF (WHO, 2001) vem sendo utilizada como instrumento complementar à Classificação Internacional de Doenças (CID 10) e é recomendável sua utilização para a avaliação e planejamento de Projetos Terapêuticos Singulares. 10
11 Diretrizes para o cuidado Profissional ou Equipe de referência: Este profissional ou equipe devem favorecer o cuidado contínuo, servir de ponte entre famílias, demais profissionais e os serviços. Projeto Terapêutico Singular: É o direcionamento das ofertas de cuidado construído a partir da identificação das necessidades dos sujeitos e suas famílias. O PTS deve ser composto por ações dentro e fora do serviço, acompanhado por profissionais ou equipes de referência, junto às famílias e às pessoas com TEA. Ele deve ser revisto sistematicamente, com vistas à produção de autonomia e garantia de direitos. Lógica da Pluralidade de abordagens e visões: como não há apenas uma demanda, mas as exigências advindas dos multifatores etiológicos e seus vários prognósticos, se faz necessário uma lógica criativa das formas de tratamento, evitando sempre um pensamento unívoco ou hegemônico Trabalho em Rede. 11
12 Não existe uma única abordagem a ser privilegiada no atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo. Recomenda-se que a escolha entre as diversas abordagens existentes considere sua efetividade e segurança, e seja tomada de acordo com a singularidade de cada caso 12
13 Tecnologias de Cuidado Tratamento clínico de base psicanalítica Análise do Comportamento Aplicada (ABA) Comunicação Suplementar e Alternativa (CSA) TEACCH Acompanhamento Terapêutico Aparelhos de Alta Tecnologia: Jogos, aplicativos, notebooks Tratamento Medicamentoso 13
14 O importante é verificar que não há uma única abordagem, única forma de treinamento, uso exclusivo de medicação ou projeto terapêutico fechado, que possa dar conta das dificuldades de todas as pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo. 14
15 RAPS I-AB: UBS, equipes consultórios na Rua e de apoio à atenção Residencial de caráter transitório, Centros de Convivência, NASF II-Atenção Psicossocial Especializada: CAPS I, Iie III, AD, Infantil e Adulto III-Atenção de Urgência e Emergência: Samu, Sala de estabilização, UPA 24hs, PS, UBS e CAPS IV- Atenção Residencial de Caráter Transitório: UA, Serviço de Atenção em Regime Residencial V- Atenção Hospitalar: Enfermaria Especializada em Hospital Geral, Serviço Hospitalar de Referência VI Estratégias de Desinstitucionalização Serviço de RT e PVC VII - Estratégias de Reabilitação Psicossocial: Geração de trabalho e renda/ empreendimentos solidários/cooperativas sociais Rede Cuidados à Pessoa com Deficiência Atenção básica: UBS, NASF Atenção especializada em reabilitação física, auditiva, intelectual/tea, visual, ostomia e em múltiplas deficiências 1 serviço de reabilitação (já habilitados) Centros de Especialidades em Reabilitação (CER) Oficina ortopédica fixa ou itinerante Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) Atenção hospitalar e de urgência e emergência 15
16 A Atenção ao TEA nos componentes Atenção Básica :acompanhamento do pré natal e do processo de desenvolvimento infantil. Em caso de suspeita de risco para o TEA,dar apoio a família no que se refere aos cuidados básicos de saúde,ao diagnóstico, a prevenção de agravos e às ofertas de reabilitação.acolher e orientar os pais, acionar outros pontos de atenção para melhor proceder o diagnóstico. 16
17 - NASF- recurso a ser acionado de forma a contribuir com o processo diagnóstico, a proposição do PTS e sua viabilização, matriciar a ESF. - Centros de Convivência e Cooperativa: Trabalham na base da inclusão social com ações que extrapolam o campo da saúde. 17
18 Atenção Especializada Atenção Psicossocial Especializada: CAPS: É UM DOS SERVIÇOS DE REFERÊNCIA para o cuidado às pessoas com TEA, independente de sua idade. Opera na lógica da intensidade do cuidado, com base territorial e comunitária, devendo contar com uma diversidade de abordagens e dar apoio às famílias. Deve incluir outros pontos de atenção da saúde e de outros setores que disponham de recursos necessários à qualidade da atenção, como Unidades Básicas de Saúde, os Centros Especializados de Reabilitação (CER), Programa Acompanhante de Saúde da Pessoa com Deficiência (APD), as Instituições de Ensino, os serviços da Assistência Social, Trabalho, Esporte, Cultura e Lazer. 18
19 Estratégias de Reabilitação Psicossocial- Promoção da articulação sistemática entre as redes de saúde e de economia solidária. Este componente é de fundamental importância para a construção de PTS de adolescentes em idade adequada para o trabalho, jovens e adultos com TEA. Atenção à Urgência e Emergência: Na identificação de agravamentos clínicos. - SAMU - Unidade Pronto Atendimento (UPA): realiza o pronto atendimento das demandas de urgência em saúde. 19
20 Leitos ou Enfermaria de Saúde Mental em Hospital Geral: São Leitos de saúde mental nas enfermarias de clínica médica, pediatria ou obstetrícia, ou de enfermarias especializadas em saúde mental no hospital geral. Estratégias de Desinstitucionalização: - Os serviços de Residências Terapêuticas são pontos de atenção, caracterizando-se por serem moradias inseridas na sociedade, destinadas a acolher pessoas de internação de longa permanência. - O Programa de Volta para Casa: Auxilio reabilitação psicossocial. 20
21 Atenção Especializada à Pessoa com Deficiência: Centros Especializados em Reabilitação CER Atendem II, III ou IV tipos de deficiência: física, auditiva, intelectual/tea, visual TEA: Frequentemente estão presentes alterações cognitivas, de linguagem e sociabilidade, que limitam capacidades funcionais no cuidado de si e interações sociais e demandam cuidados específicos de habilitação e reabilitação Trabalho em Rede 21
22 Acompanhante de Saúde da Pessoa com Deficiência: APD Equipes presentes nos CER com atendimento à deficiência intelectual/tea Tem por objetivo ampliar o potencial da pessoa com deficiência intelectual, fortalecer as famílias e ampliar o acesso e a participação da pessoa nos diversos espaços de saúde, da comunidade, de lazer e convivência, de educação e trabalho, promovendo a cidadania. O programa desenvolve ações nos domicílios, na comunidade e em unidades de saúde, atuando de forma articulada à atenção básica e especializada em Saúde Mental Olhar funcionalidade (CIF) 22
23 No município atualmente 447 UBS 6 Hora Certa 118 AMA 16 Pronto Socorro Municipal e Pronto Atendimento 18 Hospitais Municipais 162 Vagas em Saúde Mental em Hospital Geral 94 equipes NASF ESF 24 CAPS i 21 CECCOs 31 CAPS Adultos 25 CAPS ADs 24 RTs 14 UAA 2 UAI 15 CER habilitados, 12 deles para reabilitação às pessoas com deficiência intelectual e TEA 20 equipes do Programa Acompanhante da Pessoa com Deficiência 23
24 Número de atendimentos de pessoas com TEA na RAPS das regiões Centro Oeste, Leste, Sul e Norte Unidades Caps Infantil 1035 UBS 375 Ambulatório de Especialidades 73 Caps Adulto 80 CECCO 34 AME Psiquiatria 19 NASF 7 Melhor em Casa 1 Numero de Atendimentos TOTAL
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