III.5. Eixo do Escudo das Guianas

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1 III.5. Eixo do Escudo das Guianas III.5.1. Localização e Área de Influência do Eixo O Eixo do Escudo das Guianas foi definido por meio da delimitação de uma área de influência que incorpora a vinculação dos principais pontos de articulação entre a Venezuela, a Guiana, o Suriname e o Brasil. Esta área de influência é relativamente dinâmica, já que está relacionada também com a localização física dos projetos que estão incorporados aos distintos grupos em que se dividiu o eixo. A área atual do Eixo do Escudo das Guianas está detalhada no mapa apresentado a seguir: Mapa nº 38 - Localização e área de influência do Eixo do Escudo das Guianas ESCUDO DAS GUIANAS Abrange a região leste da Venezuela (os Estados de Sucre, Anzoátegui, Monagas, Miranda, Distrito Capital, Vargas, Delta Amacuro e Bolívar), o arco norte do Brasil (os Estados do Amapá e de Roraima e quase a totalidade das mesorregiões do Centro Amazonense e Baixo Amazonas dos Estados do Amazonas e do Pará, respectivamente ligando-se ao sul com o rio Amazonas) e a totalidade dos territórios da Guiana e do Suriname. A área de influência delimitada para o Eixo do Escudo das Guianas alcança uma superfície de km 2, equivalente a 16,97% da soma da superfície total dos países que formam o eixo, sendo suas principais cidades, portos e passagens de fronteira os que se apresentam no quadro a seguir: 153

2 Quadro nº 88 - Superfície, população, principais cidades, passagens de fronteira e portos marítimos do Eixo do Escudo das Guianas Países Unidades territoriais Superfície km 2 População hab Principais cidades Passagens de fronteira Portos marítimos GUIANA Georgetown Lethem Georgetown Área de influência Corriverton New Amsterdam SURINAME Paramaribo Apoera Área de influência Albina BRASIL Bonfim Roraima Boa Vista Pacaraima Caracaraí Amapá Macapá Oiapoque Santana AI do Est. Amazonas Manaus Cucui Manaus AI do Estado do Pará Belém Maloca Velha Santarém Área de influência VENEZUELA Ciudad Guyana Pto. Ordaz Anzoátegui Barcelona Pto. Guanta Bolívar Ciudad Bolívar S. Elena U. Delta Amacuro Tucupita Miranda Los Teques Monagas Maturín Sucre Cumaná Distrito Capital Caracas Vargas La Guaira La Guaira Área de influência Total países do Eixo Total área de influência

3 III.5.2. Caracterização Básica do Eixo Aspectos Demográficos Calculou-se, para 2008, uma população total aproximada de habitantes para a área de influência definida para o Eixo do Escudo das Guianas, o que representa 7,21% da soma da população total dos países que o integram. Além disso, a área de influência do eixo alcançou uma densidade habitacional média de 9,47 habitantes/km 2. Este indicador varia de um máximo de 4.830,98 habitantes/km 2 para a área do Distrito Capital venezuelano, a um mínimo de 1,84 habitantes/km 2, correspondente ao território do Estado de Roraima no Brasil. A região tem uma das densidades populacionais mais baixas entre os Eixos de Integração e Desenvolvimento definidos na IIRSA. Aspectos Econômicos Determinou-se para a área de influência do Eixo do Escudo das Guianas um PIB de US$ 176,1027 bilhões em preços correntes de mercado de 2000 sobre a base dos valores das estatísticas da Cepal para cada país em 2007 e considerando as porcentagens da participação no PIB calculadas por cada instituto estatístico nacional para as unidades territoriais de cada país integrante do eixo. 10 Este montante representa 18,18% da soma dos PIBs totais para o mesmo ano dos países que formam o eixo. O PIB resultante da soma dos PIBs dos países que integram o Eixo do Escudo das Guianas em valores correntes de 2000 variou positivamente entre 2000 e 2007 em 27,53%, o que implicou uma taxa de crescimento média anual de 3,53% para o mesmo período. Em relação à dinâmica do crescimento relativo das classes de atividades econômicas nos países da região, constata-se que os setores de estabelecimentos financeiros, seguros e bens imóveis, etc.; transportes, armazenamento e comunicações; comércio, restaurantes e hotéis e o de agricultura, caça, silvicultura e pesca são, nessa ordem, os que cresceram em maior proporção nos últimos sete anos. Da área de influência do Eixo do Escudo das Guianas realizaram-se exportações por um valor anual de US$ 104,749 bilhões em 2008, 11 que, comparado ao valor anual das exportações para 2000 (US$ 32,7506 bilhões) da mesma região, constata-se uma variação positiva de 219,84% em oito anos. Além disso, quando se compara o valor das exportações do eixo em 2008 com a soma das exportações totais dos países que formam o Eixo do Escudo das Guianas, verifica-se que as primeiras alcançam 34,84% das segundas (US$ 300,6187 bilhões). ESCUDO DAS GUIANAS Para 2008, 97,92% das exportações em valor pelos países que integram o Eixo do Escudo das Guianas são extrarregionais, enquanto 2,08% (US$ 6,2416 bilhões) correspondem a exportações entre os países do eixo (intrarregionais). Esta última porcentagem alcançava 2,20% do total das exportações de 2000 (US$ 1,9176 bilhão). Entre os cinco principais produtos exportados pelos países do Eixo do Escudo das Guianas, o petróleo cru é o mais importante, representando aproximadamente 35,98% do valor total exportado em 2008, seguido em importância pelas exportações de minério de ferro não aglomerado e seus concentrados (com 3,68% do total exportado). O terceiro, o quarto e o quinto lugares são ocupados, respectivamente, pelos grãos de soja, o minério de ferro aglomerado e seus concentrados e os aviões/veículos aéreos, de peso inferior a 15 mil quilos. Somados, os cinco principais produtos exportados a partir de cada país alcançam 46,59% em valor do total exportado pelos países que integram o Eixo do Escudo das Guianas em Neste cálculo se somou o PIB total nacional de Venezuela porque não foram encontrados publicados os PIBs dos estados desse país. 11 Para este cálculo se incluíram as exportações totais da Venezuela, porque não foram encontrados registros documentados das exportações dos Estados desse país. 155

4 Em relação aos modos de transporte das exportações da região analisada, observa-se que para as exportações em volume pelos Estados brasileiros do eixo (Amapá, Roraima, Amazonas e Pará) 12 em 2008, o modo marítimo alcançou 92,67% do total exportado, o modo ferroviário 0%, o modo rodoviário 0,02%, o modo aéreo 0,01%, o modo fluvial 7,28% e o modo outros meios 0,02%. O volume total exportado por estes quatro estados com destino à Venezuela, à Guiana e ao Suriname alcançou no ano passado ,7 toneladas e representou 12,5% do total em volume exportado pelo Brasil para esses três países e 0,26% do volume total exportado para o mundo pelos quatro estados brasileiros do Eixo do Escudo das Guianas. As exportações em volume destes mesmos quatro estados brasileiros do eixo em 2000 realizaram-se da seguinte maneira: o modo marítimo alcançou 89,08% do total exportado, o modo ferroviário 0%, o modo rodoviário 0,07%, o modo aéreo 0,01%, o modo fluvial 10,74% e o modo outros meios 0,10%. Em relação às principais atividades econômicas que se destacam na área de influência do eixo, podem ser mencionadas a extração mineral (ouro, ferro, bauxita), florestal, pesqueira, de hidrocarbonetos, etc., assim como a agroindústria, a produção de aço e alumínio, a geração hidrelétrica e a indústria de montagem e fabricação de equipamentos elétricos, eletrônicos e eletromecânicos. Os centros de produção dominantes ou centros dinâmicos do Eixo do Escudo das Guianas encontram-se na região leste da Venezuela (Ciudad Guayana, Ciudad Bolívar, Cumaná, Maturín, Piar) e na região nordeste do Estado do Amazonas no Brasil (na Superintendência da Zona Franca de Manaus - Suframa), nos quais se desenvolvem quase 90% da atividade econômica do eixo, 51% e 36%, respectivamente. Nessas regiões prevalece a atividade industrial e a prestação de serviços relacionados. Nos parágrafos seguintes estão detalhadas as atividades mais importantes do desenvolvimento produtivo da região considerada, de acordo com as unidades territoriais que integram o eixo: Brasil - Estados do Amapá, Roraima, área de influência do Amazonas e do Pará. Roraima: produção de soja e outros produtos agrícolas, exploração de recursos florestais. Amapá: produção de minério de manganês, ouro, minério de ferro e cromo, explorações florestais, frutas tropicais e palmitos. Amazonas: eletrônicos, pneus, petróleo e gás, ecoturismo, biotecnologia e pesca esportiva. Pará: alumínio, polpas e sucos, cosméticos, fitofármacos, madeira e móveis, fibras e sistemas agroflorestais. Venezuela Estados de Anzoátegui, Bolívar, Delta Amacuro, Miranda, Monagas, Sucre, Distrito Capital e Vargas. Anzoátegui: produção de petróleo cru e refinado, gás natural, hulha e cimento, assim como a extração madeireira. Entre as atividades com perspectivas nos setores secundário e terciário figuram a indústria automotiva, materiais de construção, derivados de petróleo, agroindústria, turismo e comércio. Na agricultura destaca-se a produção de amendoim, milho, algodão, cana, sorgo, café, cacau, banana, raízes e tubérculos. Bolívar: as principais atividades de produção são a extração e processamento de bauxita, ouro e minério de ferro, a indústria do alumínio, a indústria do aço, a geração de energia hidrelétrica e transmissão elétrica e os hidrocarbonetos e derivados. Delta Amacuro: pesca, destacando a exploração de camarões, lagostas, ostras e caranguejos; a extração e refino de petróleo nos municípios de Pedernales e Tucupita. Produz ferro, manganês, bauxita, argila e ouro de aluvião nas vertentes da serra de Imataca. Na agricultura seus produtos mais importantes são arroz, milho, cacau, mandioca, inhame, banana-de-são-tomé e abacaxi. Destaca-se a produção de palmito, principalmente para a exportação. Miranda: produção de cacau, cana-de-açúcar, milho, frutas e verduras; sobressai, também, a atividade manufatureira que forma, junto com a do Distrito Federal, o primeiro conjunto urbano manufatureiro do país. Destacam-se os setores de metalmecânicos, químicos, alimentícios, têxteis e de calçados. Desenvolvem-se a avicultura e a criação de suínos; e realiza-se a exploração da pesca do atum, cavala, tainha, parati e uma variedade de crustáceos e moluscos. Monagas: a atividade petroleira seguida pela atividade agropecuária, especialmente a pecuária de carne e leite, cana-de-açúcar, algodão, café, amendoim, bananas e mandioca. 12 Dados obtidos no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior de Brasil. 156

5 Sucre: a indústria processadora de produtos do mar, sendo um importante produtor de atum, sardinhas, pargo, mero, lagostas, camarões, polvo e outras espécies. Na atividade agrícola destacam-se a produção de cacau, café, cana-de-açúcar, coco, raízes e tubérculos. Vargas: principalmente o setor turístico e de serviços. A agricultura desenvolve-se no oeste (Carayaca e El Junko) e no leste. Guiana: a produção de minério de bauxita; produção de açúcar e de arroz, melaço, rum, produtos florestais e crustáceos. Suriname: derivados do petróleo, ouro, pedras preciosas ou semipreciosas, bauxita, fruticultura, produtos florestais, pesca e produtos bovinos, avícolas e suínos. Infraestrutura Atual A infraestrutura de integração do eixo é em geral limitada e seu estado é ainda deficiente, embora para superar essas circunstâncias exista capacidade potencial para seu desenvolvimento e recomposição. É importante destacar que nos últimos anos se completou a execução de obras viárias importantes que melhoram a conexão internacional no eixo (rodovia Caracas Manaus que liga o Brasil à Venezuela por meio de uma passagem de fronteira) e outras estão em execução. A rede viária dos países do Eixo do Escudo das Guianas alcança um total de km, o que representa 6,36% do total da soma das redes viárias nacionais dos quatro países que integram o eixo. Além disso, o eixo conta com 17,97% das redes viárias nacionais de sua área de influência pavimentadas. A infraestrutura viária caracteriza-se por sua maior densidade nas áreas próximas ao litoral marítimo. Há, na maioria das fronteiras entre os países, barreiras naturais importantes como a selva amazônica e os rios. De fato, há muito poucas passagens de fronteira de conexões terrestres na área de influência do eixo e, como destacado em parágrafos anteriores, os movimentos de cargas devido ao comércio exterior entre os países do eixo são principalmente marítimos e de baixa importância relativa. A rede ferroviária existente na área de influência do Eixo do Escudo das Guianas alcança um total de 643 km, dos quais se encontram operativos 46,19% (só no Brasil). Na área de influência do eixo não existem ligações ferroviárias entre os países da região. A Venezuela tem em execução o Sistema Ferroviário Nacional que prevê a construção de km de vias férreas até ESCUDO DAS GUIANAS Na infraestrutura portuária marítima do eixo destacam-se os seguintes principais portos, segundo seus movimentos de cargas: Guanta, La Guaira e Puerto Ordaz localizados na Venezuela, no Oceano Atlântico e o último no rio Caroni; Georgetown e New Amsterdam na Guiana, Paramaribo e Nieuw-Nickerie no Suriname; Santarém no Estado do Pará, Santana no Estado do Amapá e Manaus no Estado do Amazonas. Todos possuem instalações adequadas para o trânsito, movimento e acondicionamento de mercadorias de importação e exportação. Entre 2001 e 2007 o movimento de cargas total dos três portos brasileiros assinalados cresceu 20,23% (de toneladas para toneladas). Há uma adequada infraestrutura aeroportuária no eixo, que possibilitaria a conexão por transporte aéreo em toda a sua extensão. No entanto, não há conexões diretas entre a Guiana e o Suriname, entre a Guiana e a Venezuela, entre a Venezuela e o Suriname, nem entre o Brasil e o Suriname. Existem problemas de regulamentação da segurança aérea na Guiana. Há conexão de energia entre Boa Vista, no Brasil, e o sistema venezuelano, mas o restante dos sistemas elétricos dos demais países encontra-se isolado. A Guiana gera somente energia termelétrica, o que impossibilita dar valor agregado à mineração de bauxita. O Suriname tem energia hidrelétrica (Brokopondo), mas que é limitada. O significativo potencial hidrelétrico não está desenvolvido por falta de promoção de um lado e, por outro, pela indefinição das políticas energéticas. Existem projetos de geração e transmissão internacionais muito importantes entre os projetos do eixo. 157

6 III.5.3. Potencial de Desenvolvimento do Eixo A área de influência do Eixo do Escudo das Guianas representa um mercado de quase 16 milhões de habitantes em uma área de influência estendida de 1,66 milhões de km 2, com um valor agregado de aproximadamente US$ 176,1027 bilhões (concentrados em 98,99% entre o Brasil e a Venezuela), institucionalmente delimitado em um processo de cooperação que já conta com 20 anos de história (Tratado de Cooperação Amazônica) e que garante, sobre a base de reciprocidade, a mais ampla liberdade de navegação comercial no curso do Amazonas e demais rios amazônicos internacionais (excetuando a navegação de cabotagem). Na área de influência do Eixo do Escudo das Guianas, há regiões com muito baixa densidade demográfica e populações indígenas significativas. Por exemplo, o Estado de Roraima, apesar da intensa migração que recebe, apresenta o menor índice de densidade demográfica do Brasil, porque 37% de seu território, 82 mil km 2, consiste em áreas livres onde se concentra a maioria da população. Os 63% restantes estão ocupados pela Floresta Amazônica, que tem a terceira maior população indígena do país: 38 mil indivíduos pertencentes a oito etnias. Dos 9,4 milhões de hectares da reserva indígena dos ianomâmis, a maior do país, 5,6 milhões se encontram em território de Roraima e o restante no Estado do Amazonas. Devido a esta situação, a construção, adequação ou a melhoria de obras de infraestrutura, assim como a ocupação e uso do solo em áreas marginais, pode gerar impactos biogeofísicos e socioeconômicos sobre a área de influência dos mesmos. Por outro lado, a situação de isolamento da Guiana e do Suriname em relação à América Latina, e mais especificamente à América do Sul, e a inexistência ou baixa qualidade da infraestrutura física nos eixos Brasil - Guiana, Guiana - Suriname e Suriname - Guiana Francesa - Brasil propiciam que exista um escasso aproveitamento da vizinhança. Por isso, a maior parte do abastecimento de alimentos e utensílios à Guiana e ao Suriname, provém de regiões muito distantes, dos Estados Unidos e da Europa. Em linhas gerais, com exceção do comércio entre o Brasil e a Venezuela, as demais possibilidades comerciais não se concretizam ou são muito pouco significativas. Estas limitações transformam-se em oportunidades de desenvolvimento, mas exigem estratégias muito bem planejadas e executadas para resolver os vários gargalos (tanto de ordem natural como cultural) que impedem a conectividade. A curto e médio prazos, as atividades vão se concentrar na exploração dos hidrocarbonetos (tanto gás como petróleo); na Venezuela, como na área de influência do Brasil e do Suriname, há reservas importantes que permitem continuar e melhorar a exploração destes produtos. Além disso, no território do eixo há um grande potencial mineiro principalmente na zona montanhosa (tepuyes) do maciço das Guianas, região de extrativismo mineral por excelência de ouro, diamantes e ferro. Esta região se localiza em grande parte no território da Guiana e do Suriname, e nela se encontram grandes reservas de ferro, bauxita, ouro, diamantes e pedras preciosas. O setor pesqueiro é outro que será muito importante e poderia utilizar o potencial de espécies marítimas que são encontradas nas costas da Venezuela e das Guianas. A grande quantidade de espécies exóticas, tais como o pargo e o mero entre outras, poderia estimular a pesca artesanal; já a de sardinha e de atum poderia beneficiar o setor industrial. Outro setor importante é o turismo. Dada a geografia do eixo, poderia crescer principalmente o ecoturismo na zona da selva tropical da Amazônia e na região montanhosa do maciço das Guianas. Além disso, existe um grande potencial relativo ao turismo do tipo caribenho no extenso litoral da Venezuela. Por último, são indiscutíveis as potencialidades dos recursos madeireiros na região amazônica, onde existem atualmente pelo menos espécies florestais. Será necessário que as explorações contem com os cuidados de proteção ambiental suficientes com vistas a alcançar um mercado mais amplo e de melhores preços e, ao mesmo tempo, impedir as consequências do mau manejo. 158

7 III.5.4. Agrupamentos do Eixo As delegações dos quatro países que integram o eixo mantiveram por consenso os quatro agrupamentos do eixo: Quadro nº 89 - Agrupamentos identificados no Eixo do Escudo das Guianas Agrupamentos Países envolvidos Grupo 1: Interconexão Venezuela - Brasil Venezuela - Brasil Grupo 2: Interconexão Brasil - Guiana Brasil - Guiana Grupo 3: Interconexão Venezuela (Ciudad Guayana) - Guiana (Georgetown) - Suriname (Paramaribo) Venezuela - Guiana - Suriname Grupo 4: Interconexão Guiana - Suriname - Guiana Francesa - Brasil Guiana - Suriname - Brasil A localização geográfica e a área de influência de cada um deles são ilustradas no mapa a seguir: Mapa nº 39 - Agrupamentos do Eixo do Escudo das Guianas ESCUDO DAS GUIANAS 159

8 III.5.5. Agrupamento de Projetos e Funções Estratégicas Grupo 1: Interconexão Venezuela - Brasil FUNÇÃO ESTRATÉGICA Desenvolver setores econômicos com potencial, como a indústria pesada, de bens duráveis, mineração e joalheria, agronegócios e turismo (tanto do tipo ecológico como do caribenho), tomando como ponto de partida a rodovia pavimentada existente entre Caracas e Manaus e a linha de transmissão entre Guri e Boa Vista. Conectar Manaus ao sul da Venezuela. Mapa nº 40 - Eixo do Escudo das Guianas Grupo 1 160

9 Quadro nº 90 - Eixo do Escudo das Guianas Grupo 1: Investimentos associados Eixo do Escudo das Guianas: Grupo 1 Investimento estimado (US$ milhões) Caracas-Manaus (rodovia existente que exige recuperação) (*) 168,0 Hidrovia do rio Negro até a fronteira com a Venezuela 0,0 Porto de águas profundas no nordeste da costa caribenha da Venezuela ou melhoria do atual Porto de Guanta 0,0 Via férrea conectando o porto de águas profundas ou o porto de Guanta com Ciudad Guayana 0,0 Segunda ponte bimodal sobre o rio Orinoco 0,0 Expansão da atual linha de transmissão Guri - Boa Vista (a) 0,0 Linhas de fibra ótica, ou outra tecnologia apropriada, que interconectem Caracas ao norte do Brasil 0,0 TOTAL 0,0 Notas: (*) No total não foi considerado o investimento deste projeto, que foi realizado, principalmente, antes do início da IIRSA. (a) Está em avaliação pelos países a proposta de modificação deste projeto apresentada pelo Brasil. ESCUDO DAS GUIANAS 161

10 Grupo 2: Interconexão Brasil - Guiana FUNÇÃO ESTRATÉGICA Apoiar o desenvolvimento sustentável e a integração entre os Estados brasileiros do Amazonas e de Roraima e a Guiana, mediante a consolidação da infraestrutura que une os dois países. Mapa nº 41 - Eixo do Escudo das Guianas Grupo 2 Quadro nº 91 - Eixo do Escudo das Guianas Grupo 2: Investimentos associados Eixo do Escudo das Guianas: Grupo 2 Investimento estimado (US$ milhões) Rodovia Boa Vista - Bonfim - Lethem - Linden - Georgetown 25,0 Ponte sobre o rio Arraya 1,5 Ponte sobre o rio Takutu 10,0 Porto de águas profundas na Guiana 0,0 Planta hidrelétrica de Amalia 300,0 Melhoria dos acessos a Georgetown 0,0 TOTAL 336,5 162

11 Grupo 3: Interconexão Venezuela (Ciudad Guayana) - Guiana (Georgetown) - Suriname (Paramaribo) FUNÇÃO ESTRATÉGICA Implementar e desenvolver um vínculo de integração no extremo norte da América do Sul conectando a Venezuela, a Guiana e o Suriname. Mapa nº 42 - Eixo do Escudo das Guianas Grupo 3 ESCUDO DAS GUIANAS Quadro nº 92- Eixo do Escudo das Guianas Grupo 3: Investimentos associados Eixo do Escudo das Guianas: Grupo 3 Rodovias de conexão Venezuela (Ciudad Guayana) - Guiana (Georgetown) - Suriname (Apura - Zanderij - Paramaribo) Investimento estimado (US$ milhões) 205,4 Cruzamento internacional do rio Corentine 0,0 Modernização do porto de Apura 0,0 Navegabilidade do rio Corentine 0,0 TOTAL 205,4 163

12 Grupo 4: Interconexão Guiana - Suriname - Guiana Francesa - Brasil FUNÇÃO ESTRATÉGICA Consolidar uma conexão física internacional para promover o desenvolvimento sustentável e a integração da Guiana, do Suriname e dos Estados brasileiros do Amapá e do Pará. Mapa nº 43 - Eixo do Escudo das Guianas Grupo 4 164

13 Quadro nº 93 - Eixo do Escudo das Guianas Grupo 4: Investimentos associados Eixo do Escudo das Guianas: Grupo 4 Investimento estimado (US$ milhões) Melhoria da rodovia Georgetown - Albina; rodovia de Macapá ao Oiapoque: Trecho Ferreira Gomes - Oiapoque 295,0 Melhoria do cruzamento internacional do rio Marowijne 50,0 Planta hidrelétrica 500 MW 0,0 Rodovia Apura - Nieuw Nickerie 40,0 Linha de transmissão de alta voltagem desde Paramaribo - Nieuw Nickerie (South Drain) - Guayana (Corriverton) 0,0 Esquema hidrelétrico 300 MW (Tapanahoni Diversion) 0,0 Interconexão elétrica entre Suriname e Guiana Francesa 0,0 Ponte internacional sobre o rio Oiapoque 0,0 TOTAL 385,0 ESCUDO DAS GUIANAS 165

14 III.5.6. Carteira de Projetos do Eixo do Escudo das Guianas Aspectos Gerais Os países concordaram em incluir no Eixo do Escudo das Guianas 25 projetos, por um investimento estimado de US$ 926,9 milhões (dos 25 projetos 16 ainda não têm estimativa de custo na base de dados), tal como é resumido a seguir: Quadro nº 94 - Aspectos gerais da Carteira do Eixo do Escudo das Guianas Eixo do Escudo das Guianas Nome N o de projetos Investimento estimado (US$ milhões) Grupo 1 Interconexão Venezuela - Brasil 7 0,0 Grupo 2 Interconexão Brasil - Guiana 6 336,5 Grupo 3 Interconexão Venezuela (Ciudad Guayana) - Guiana (Georgetown) - Suriname (Paramaribo) 4 205,4 Grupo 4 Interconexão Guiana - Suriname - Guiana Francesa - Brasil 8 385,0 TOTAL ,9 Composição Setorial A composição setorial dos projetos do eixo é detalhada a seguir: Quadro nº 95 - Composição setorial da Carteira do Eixo do Escudo das Guianas Transporte Comunicações Energia Setor / subsetor N o projetos Investimento estimado (US$ milhões) N o projetos Investimento estimado (US$ milhões) N o projetos Investimento estimado (US$ milhões) Rodoviário ,9 Marítimo 3 0,0 Fluvial 2 0,0 Ferroviário 1 0,0 Interconexão de comunicações 1 0,0 Geração energética 3 300,0 Interconexão energética 3 0,0 TOTAL ,9 1 0, ,0 166

15 Tipologia de Projetos A tipologia de projetos do eixo é resumida nos quadros a seguir: Quadro nº 96 - Tipologia de projetos de transporte rodoviário do Eixo do Escudo das Guianas Tipologia de projetos N o de projetos Investimento estimado (US$ milhões) Pontes (novas e recuperação) 6 61,5 Pavimentação (obra nova) 2 230,4 Recuperação de pistas e estruturas 3 335,0 Circunvalação viária (bypass) e acesso a cidades 1 0,0 TOTAL ,9 Quadro nº 97 - Tipologia de projetos energéticos do Eixo do Escudo das Guianas Tipologia de projetos N o de projetos Investimento estimado (US$ milhões) Geração energética 3 300,0 Interconexão energética 3 0,0 TOTAL 6 300,0 ESCUDO DAS GUIANAS Quadro nº 98 - Tipologia dos projetos de transporte marítimo do Eixo do Escudo das Guianas Tipologia de projetos N o de projetos Investimento estimado (US$ milhões) Adequação de portos marítimos 1 0,0 Novos portos marítimos 2 0,0 TOTAL 3 0,0 Quadro nº 99 - Tipologia dos projetos de transporte fluvial do Eixo do Escudo das Guianas Tipologia de projetos N o de projetos Investimento estimado (US$ milhões) Melhoria da navegabilidade fluvial 2 0,0 TOTAL 2 0,0 167

16 Quadro nº Tipologia dos projetos de transporte ferroviário do Eixo do Escudo das Guianas Tipologia de projetos N o de projetos Investimento estimado (US$ milhões) Construção de ferrovias 1 0,0 TOTAL 1 0,0 Quadro nº Tipologia dos projetos de comunicações do Eixo do Escudo das Guianas Tipologia de projetos N o de projetos Investimento estimado (US$ milhões) Interconexão de comunicações (Ac. a Sistemas) 1 0,0 TOTAL 1 0,0 Projetos-âncora Os países identificaram no eixo quatro projetos-âncora, que totalizam um investimento estimado de US$ 693,4 milhões, de acordo com o detalhamento a seguir: Quadro nº Projetos-âncora do Eixo do Escudo das Guianas Grupo Projetos-âncora Investimento estimado (US$ milhões) Tipo de financiamento Âmbito Fase 1 Caracas - Manaus (rodovia existente que exige recuperação) (*) 2 Rodovia Boa Vista - Bonfim - Lethem - Linden - Georgetown 3 Rodovias de conexão Venezuela (Cidade Guayana) - Guiana (Georgetown) - Suriname (Paramaribo) 4 Melhoria da rodovia Georgetown - Albina; rodovia de Macapá a Oiapoque: Trecho Ferreira Gomes - Oiapoque 168,0 25,0 205,4 295,0 Público Binacional Concluído Público Binacional Concluído Público Trinacional Em execução Público Trinacional Em execução TOTAL 525,4 Nota: (*) Não foi considerado no montante final o custo deste projeto existente cujo investimento foi realizado, principalmente, antes do início da IIRSA. 168

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