09/08/2010 HEMORRAGIA HEMORRAGIA
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- Isaac Veiga Laranjeira
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1 HEMORRAGIA HEMORRAGIA Mecanismos Per rexis: ruptura Per diabrosis: corrosão Saída de sangue do interior dos vasos para o interstício, cavidades ou exterior do organismo Per diapedesis: aumento de permeabilidade Tipos de hemorragia Petéquias Equimoses Sufusões (pinceladas) Víbices (mucosas) Hematomas Diátese hemorrágica (Doenças hemorrágicas) 1
2 Púrpura hemorrágica 2
3 3
4 Hemorragias Cavitárias Hemotórax Hemopericárdio Hemoperitônio Hemartrose Gastrorragia Enterorragia Hematúria 4
5 Conseqüências da Hemorragia Vaso comprometido Local afetado Velocidade da hemorragia Choque Hipovolêmico HEMOSTASIA FLUIDEZ X HEMOSTASIA Mecanismo pelo qual o organismo detém uma hemorragia Parede vascular FASES Vasoconstrição rápida ( fluxo) Agregação Plaquetária (ativação e adesão de plaquetas) Coagulação Sangüínea (ativação da cascata e tamponamento) Fibrinólise (lise do trombo e reparação) F luidez a atividade tividade a anti nti-trombótica trombótica Hem ostasia a tividade trombótica 5
6 HEMOSTASIA Cascata da coagulação Vasos de pequeno e médio calibre Cascata da coagulação Iniciada por fatores presentes no plasma lesão endotelial vasoconstrição adesão plaquetária Via intrínseca massa plaquetária frouxa rolha 3 cessa sangramento Via extrínseca hemácias e fibrina 30 rolha compacta e coesa 24 fibrina e restos plaquetários Iniciada por fatores teciduais fibrinólise e reparação Formação e dissolução do trombo TROMBOSE Formação de trombos: protrombina trombina fibrinogênio fibrina Dissolução de trombos: plasminogênio plasmina degradação da fibrina O fígado é a única fonte de fibrinogênio, protrombina e albumina, além da maioria das alfa e beta-globulinas. Formação de uma estrutura sólida (trombo) no interior do sistema cárdio-vascular de um ser vivo, a partir dos constituintes normais do sangue. Fatores determinantes (Tríade de Virchow): Lesões ao endotélio vascular Alterações na velocidade do fluxo e turbulência Alterações nos componentes sangüíneos Mecanismo Lesão do endotélio Ativa cascata de coagulação Exemplo aneurismas Alterações do fluxo e turbulência Alterações dos componentes sanguíneos Agregação plaquetária da viscosidade produção dos fatores de coagulação Deposição de fibrina lesão arterial turbulência/alteração de fluxo lesão endotelial Ativa cascata de coagulação Outras situações estase sangüínea - fluxo próprio trombo Agregação de glóbulos brancos e vermelhos trombose 6
7 TROMBOSE Causas Traumas Bacteremias Infecções virais Toxemias Pressões externas Distúrbios metabólicos Inflamações Hemólise intravascular Aneurismas Estase venosa Desidratação Picadas consecutivas de agulhas TROM BOSE Classificação dos trombos: Quanto à composição Brancos: secos e friáveis plaquetas, fibrina, leucócitos - artérias e cavidades cardíacas Vermelhos: úmidos e elásticos plaquetas, fibrina, hemácias - veias Mistos: mais comuns Quanto à localização Murais: artérias de grande calibre e câmarascardíacas Oclusivos: artérias de médio calibre e veias Conseqüências Dependem princi palm ente da localização e natur eza do trombo, podendo resultar em embolia, isquemia e infarto Evolução dos trombos Lise remoção completa por fibrinólise - pequenos Organização formação de tecido conjuntivo, vasos e endotelização tendência à retração, predominam colágeno e fibras elásticas Recanalização TROMBOSE neoformação vascular através do trombo 7
8 Diferenças entre Trombos e Coágulos Coágulos post mortem brilhantes superfície lisa destacam-se facilmente após remoção, o local de adesão mostra superfície lisa Trombos ante mortem opacos superfície irregular aderidos à superfície de inserção implantados sobre superfície irregular 8
9 Coagulação intravascular disseminada (CID) Coagulação intravascular disseminada (CID) Coagulopati a de consumo Síndrome adquirida caracterizada pela ativação difusa da coagulação intravascular, levando a formação de microtrombos em capilares, arteríolas e vênulas, geralmente compostos por plaquetas e fibrina. Mecani smos Lesões endoteliais; Complexos Ag-Ac circulantes; Necrose tecidual - da trombina circulante CID; Combinação de mecanismos distintos; Qualquer situação que desencadeie a cascata de coagulação. Principal conseqüência obstrução de circulação terminal 9
10 Causas Septicemia, queimaduras, vasculites, embolia gordurosa, dirofilariose, acidente ofídico, complicações cirúrgicas, pancreatite, viremias, complexos Ag-Ac, hemólise intravascular, toxemia, reações alérgicas, lesão endotelial extensa, neoplasias (vasculares, leucemias), transfusão, retenção fetal, cirrose... C oagulação Intravascular Disseminada Coagulação intravascular disseminada (CID) Doença Base Ativação de citocinas pró-coagulantes TNF, IL-6, FAT Deprimem atividade anti-coagulante (anti-trombina III) e fibrinólise Aumenta deposição de fibrina CID ISQUEMIA Causas Redução do fluxo sangüíneo para determinado órgão ou região Trombose, embolia, neoplasias, choque, insuficiência cardíaca, anemia. Conseqüências dependem: Órgão afetado (cérebro, rim e coração) Calibre do vaso envolvido Grau de oclusão do vaso Eficiência da circulação colateral EMBOLIA Processo pelo qual um êmbolo é transportado de uma parte à outra do organismo através da circulação sangüínea Conseqüências Artérias terminais: infarto Veias: pulmão Tipos de Êmbolos Fragmentos de trombos (tromboembolia pulmonar ou sistêmica) Pulmonar trombos venosos/sistêmica trombos arteriais tromboendocardites Gordura (embolia gordurosa/embolia de medula óssea) Fraturas ósseas Gases (embolia gasosa) Parasitas (embolia por parasitas) Spirocerca lupi, Strongylus vulgaris, Dirofilaria immitis Colônias de bactérias (embolia bacteriana ou séptica) 10
11 INFARTO Área localizada de necrose isquêmica Causas Trombose, embolia, arterite, compressão, torção Tipos de infarto Anêmico Oclusão de artérias Órgãos compactos (rim, coração, baço) Hemorrágico Área isquêmica associada à hemorragia maciça Geralmente oclusão venosa Órgãos de dupla circulação (pulmão) Conseqüências Organização e cicatrização Agregação leucocitária e formação de tecido conjuntivo com reendotelização. Invasão por bactérias Gangrena ou abscessos. Morte INFARTO Infarto do miocárdio. CHOQUE Termo clínico que se aplica a quadros onde há falha de perfusão sanguínea tecidual súbita e generalizada (colapso circulatório) 11
12 Fisiopatogenia do Choque Volemia - Débito cardíaco - Vasodilatação Periférica Persistência da causa Hipotensão arterial Hipotensão arterial Hipóxia tecidual - oxigenação Produção de ATP via anaeróbica acúmulo de ácido lático metabolismo celular retenção de catabólitos Produção de catecolaminas Adrenalina/noradrenalina Miocárdio - força e freqüência Vasos periféricos - constrição Ativação do sistema r-a-a a e do ADH retenção de sódio reabsorção de água Acidose metabólica dilatação dos esfíncteres arteriolares estase venosa volemia, débito cardíaco Choque Morte TIPOS DE CHOQUE Choque hipovolêmico: Grande perda de sangue ou líquidos Hemorragia maciça, desidratação grave, queimaduras extensas. volemia, débito cardíaco Choque cardiogênico: Débito cardíaco sistólico inadequado Miocardites, infarto agudo, moléstias valvulares, ruptura cardíaca, arritmias, tamponamento pericárdico volemia, débito cardíaco Choque Séptico: Vasodilatação periférica Septicemia, bacteremia liberação de mediadores promovem vasodilatação volemia, débito cardíaco Choque Neurogênico: Vasodilatação periférica que Dor intensa, est resse, lesõ es no tronco encef álico vasodilatação periférica mediada pelo sistema nervoso volemia, débito cardíaco Choque Anafilático: Vasodilatação periférica Complexos Ag- Ac liberação d e histamina vasodilatação periférica volemia, débito cardíaco TIPOS DE CHOQUE Causas de Choque Hipovolemia Hemorragias Traumatismos Ruptura Aneurismas Diátese Hemorrágic a Vasodilatação Perda de Líquidos Diarréia/Vômitos Desidratação Queimaduras Débito Cardíaco Anafilaxia Distúrbios neurológicos Sepse Infarto Agudo Miocardites/Arritmias Rupturas valvulares Tamponamento Cardíaco 12
13 Acabou!!!!!! 13
HEMORRAGIA Mecanismos Per rexis: ruptura Per diabrosis: corrosão Per diapedesis: aumento de permeabilidade
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