Processamento de Materiais Cerâmicos
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- Filipe Lisboa Morais
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1 Processamento de Materiais Cerâmicos Beneficiamento de matériasprimas 1
2 Processamento de Materiais Cerâmicos Beneficiamento de matérias-primas Quanto mais específica a aplicação de um produto cerâmico e, ainda, quanto maior o grau de automatização na produção do mesmo, maior a necessidade de tratamento das matérias-primas (MP) envolvidas no desenvolvimento de um corpo cerâmico. 2
3 Beneficiamento envolve: diminuição do tamanho de partículas da MP classificação granulométrica etapas de purificação química e operações unitárias, como: filtração flotagem lavagem lixiviação 3
4 1. Cominuição/Moagem 4
5 [Navarro, 1985/3:334] Modos de desintegração Compressão Choque + compressão Desagregação Choque recíproco Abrasão Corte 5
6 1. Britagem Britador de mandíbulas 6
7 Britador de martelos 7
8 2. Moagem 8
9 Objetivos da Moagem Reduzir de tamanho de partícula Reduzir da porosidade das partículas Dispersar aglomerados e agregados Reduzir o tamanho de partícula máximo Aumentar a concentração de partículas coloidais Modificar o formato das partículas Misturar diferentes componentes 9
10 Cominuição ou moagem 10
11 Moinho de Bolas A moagem ocorre devido ao efeito cascata Velocidade Angular Crítica: cr 0,5 R 1 2 O Condição ideal: ( 0,65 0,85) cr 11
12 Condições de Carregamento (moinho de bolas) O meio de moagem ocupa cerca de 50% do volume do moinho O volume de suspensão deve ser pouco maior do que os espaços vazios entre os elementos do meio de moagem Outras variáveis importantes: Viscosidade da suspensão ( mpa s) Tamanho e geometria do meio de moagem Resistência ao desgaste do meio de moagem e do revestimento do moinho 12
13 Moinhos de bolas e de rolos 13
14 Como selecionar o equipamento de moagem? Tamanho do alimentador Tamanho de partículas final desejado Composição do produto Taxa de produção desejada 14
15 Desempenho da moagem Partículas geradas Tempo Colisãodosmeios Tempo Impacto sobrepartículas Colisão Partículas geradas Impacto Eficiência da Moagem Frequência de Área de = colisões x Impacto x Eficiência do Impacto 15
16 Frequência das Colisões 16
17 Área de Impacto Área do cilindro > Área da esfera Maior no. de partículas é atingido em cada impacto 17
18 Eficiência do Impacto Probabilidade de fratura é alta quando: a energia do impacto é elevada a resistência mecânica da partícula é baixa A eficiência de moagem diminui: à medida que o tamanho de partícula diminui se a suspensão estiver floculada (viscosidade muito alta) se o teor de sólidos for muito baixo (viscosidade muito baixa), permitindo que as partículas escapem da zona de colisão. 18
19 Influência da concentração de sólidos em uma suspensão defloculada de alumina 19
20 [Reed, 1995:329] Variação de tamanho de partículas em função do tempo (Al 2 O 3 ) calcinada Tamanho inicial: 200 mesh 20
21 [Reed, 1995:330] Variação de tamanho de partículas em função do moinho 21
22 Coesividade/adesividade Materiais pequenos e úmidos são mais difíceis de se quebrar Deve-se secar o material antes da moagem ou fazer a moagem a úmido Para teores médios de umidade, há poucas chances de se obter sucesso na moagem (ou cominuição) 22
23 Seleção do equipamento Considerações a respeito do material a ser moído (3): Pontos de fusão e de escoamento Uma grande parte da energia adicionado é convertida em calor e pode provocar a fusão ou transformações de fase do material Dureza do material a ser moído Flamabilidade do material 23
24 3. Processos de separação Classificação granulométrica Peneiramento As peneiras são classificadas de acordo com o tamanho das aberturas, pelo número de malhas por polegada linear e pelo diâmetro dos arames ou fios com que são feitas, definidas por normas técnicas. 24
25 [Reed, 1995:363] Peneiras 25
26 [Reed, 1995:364] Hidrociclone 26
27 [Reed, 1995:367] Filtro-prensa 27
28 Classificação por sedimentação Baseia-se na relação entre o diâmetro de partículas e a velocidade de sedimentação de um pó em um determinado fluido (lei de Stokes). V =d 2 ( P - l )g/18, Onde v é a velocidade de sedimentação, d é o diâmetro esférico equivalente, P é a densidade do pó, l é a densidade do fluido e é a densidade do fluido. 28
29 Equipamentos 29
30 . Filtração A filtração é um equipamento bastante utilizado para separação de partículas do líquido de suspensão, principalmente por ser mais barato, exigindo menor consumo de energia do que métodos de evaporação 30
31 Filtro-prensa 31
32 4. Secagem Retirada de água e líquidos de matérias-primas em pó ou em aglomerados como as tortas do filtroprensa. Na maioria dos casos, a etapa de secagem está associada ao processo de granulação, caso da secagem por atomização (spray-drying). 32
33 Spray-drier Uma suspensão aquosa de partículas (barbotina), é atomizada em pequenas gotas que caem no interior de uma câmara sob fluxo de ar quente. Ao secar, as gotas formam grânulos esféricos. Nesse processo, é possível controlar o tamanho, umidade e densidade dos grânulos e ainda, adicionar quantidades controladas de ligantes e lubrificante 33
34 [Reed, 1995:382] Atomizadores 34
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