PURIFICAÇÃO DO CALDO PARA PRODUÇÃO DE AÇÚCAR
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- Débora Lameira Carlos
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1 Universidade de São Paulo USP Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Esalq Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição - LAN LAN 1458 Açúcar e Álcool PURIFICAÇÃO DO CALDO PARA PRODUÇÃO DE AÇÚCAR Prof. Antonio Sampaio Baptista 1
2 PURIFICAÇÃO DO CALDO PARA PRODUÇÃO DE ÁLCOOL 1 Introdução 2 Aspectos tecnológicos 3Sulfo-defecação 4 Caleagem 5 Aquecimento 6 Decantação 7 Filtração 8 Considerações finais 2
3 1. INTRODUÇÃO PURIFICAÇÃO DO CALDO Do ponto de vista físico-químico o caldo é definido como uma solução que contém matéria em diversos graus de dispersão, desde partículas grosseiras até íons. Tabela 1 - Classificação das partículas dispersas no caldo de cana Dispersões Diâmetro (µ) % peso Espécies Grosseiras > Bagacilho, areia, pedregulho, gravetos, etc. Coloidais 0,001 a 1 0,05 0,3 Ceras, gorduras, proteínas, colóides, corantes, amido, tanino, gomas e dextranas, resultantes do crescimento e da ação de microrganismos, etc. Moléculas e Iônicas < 0, Açúcares: sacarose, glicose e frutose; Sais inorgânicos: fosfato, sulfato de Ca, Mg, K, Na, etc. Ácidos orgânicos: ácido aconitico, oxálico, málico, etc. Substâncias coloidais.
4 1. INTRODUÇÃO PURIFICAÇÃO DO CALDO
5 1. INTRODUÇÃO Aspectos tecnológicos da purificação PURIFICAÇÃO DO CALDO - coagulação de colóides REMOÇÃO DAS IMPUREZAS (dissolvidas e suspensas) - formação de precipitados insolúveis - adsorsão e arraste das impurezas - redução da turbidez e da opalescência do caldo Processos de Purificação (princípios) a) mecânicos: peneiragem/ filtração b) químicos: mudança de reação do meio - caleagem c) físicos: efeito da temperatura e sedimentação 5
6 1. INTRODUÇÃO PURIFICAÇÃO DO CALDO
7 2 Aspectos tecnológicos
8 2 Aspectos tecnológicos
9 2 Aspectos tecnológicos
10 2 Aspectos tecnológicos
11 2 Aspectos tecnológicos Video 1 Video 2
12 2 Aspectos tecnológicos
13 2 Aspectos tecnológicos
14 2 Aspectos tecnológicos
15 2 Aspectos tecnológicos
16 2 Aspectos tecnológicos
17 2 Aspectos tecnológicos PENEIRAS ROTATIVAS
18 2 Aspectos tecnológicos
19 2 Aspectos tecnológicos
20 2 Aspectos tecnológicos
21 2 Aspectos tecnológicos
22 2 Aspectos tecnológicos
23 2 Aspectos tecnológicos
24 2 Aspectos tecnológicos
25 2 Aspectos tecnológicos
26 2 Aspectos tecnológicos
27 2 Aspectos tecnológicos Caleagem do caldo
28 PROCESSO DE PURIFICAÇÃO DO CALDO COMPORTAMENTO DOS FOSFATOS EM FUNÇÃO DO ph: Fases de dissociação química de fosfato: a) ph = 5 = H 3 PO 4 H 2 PO 4 + H + (ph = 5,0 : 100% H 2 PO 4 ) b) ph = 5 a 10 = H 2 PO 4 HPO 4 + H + ph = 7,0 : 50% H 2 PO % HPO 4 ) 2-3- c) ph 10 = HPO 4 PO 4 + H (ph = 12,5 : 50% HPO % PO 4 ) (H PO ) 3 4 (H2 PO 4 ) 2- (HPO ) (PO ) NOTA: Quanto maior o número de cargas livres maior é a reatividade do meio e maior é a formação de coágulos e sedimentos, ou seja, aumentando o ph do caldo ocorre aumento do volume de lodo formado durante a decantação. 28
29 PROCESSO DE PURIFICAÇÃO DO CALDO ESTÁGIOS BÁSICOS DE CLARIFICAÇÃO Permitir que as partículas coloidais neutras formem aglomerados (floculação primária); Agrupar os aglomerados para formar grandes flocos (floculação secundária). 29
30 PROCESSO DE PURIFICAÇÃO DO CALDO 6. AQUECIMENTO DO CALDO Objetivos do aquecimento - acelerar as reações - provocar coagulação e floculação de colóides - reduzir a densidade e viscosidade do caldo - aumentar a velocidade de sedimentação e emersão das impurezas Aquecimento gradual Primários ºC Secundário ºC - Horizontal Aquecedor - Vertical Eficiência do aquecimento - superfície de aquecimento - material das tubulações - eliminação dos gases incondensáveis - eliminação do vapor condensado - tipo e qualidade do vapor - limpeza (incrustações) 30
31 PROCESSO DE PURIFICAÇÃO DO CALDO 7. DECANTAÇÃO DO CALDO Eficiência do processo - qualidade do caldo - qualidade da clarificação - ph e temperatura do caldo - tempo de retenção do caldo Objetivos - precipitação e coagulação dos colóides; - rápida velocidade de sedimentação; - mínimo volume de borras ou lodo; - borras densas, e - produção de caldo límpido e transparente. Velocidade sedimentação tamanho, forma e densidade da partícula densidade e viscosidade do meio 31
32 Lei de Stokes - sedimentação depende Vs PROCESSO DE PURIFICAÇÃO DO CALDO D².( d d 2). 1 g = = cm/seg 18µ onde: Vs = velocidade de sedimentação (cm/s) D = diâmetro da partícula (cm) d1 = peso específico do sólido (g/cm³) d2 = peso específico do líquido (g/cm³) µ = viscosidade do líquido (poise) g = aceleração da gravidade (cm/s²) resistência do meio ação da gravidade Velocidade no interior do aparelho - características: v = 3 a 6 cm/min.h, escorrimento laminar perfeito; v = 6 a 12 cm/min, escorrimento regular, excelente decantação; v = 12 a 15 cm/min., principiam as irregularidades na decantação, mas possível; v > 15 cm/min., turbulento 32
33 PROCESSO DE PURIFICAÇÃO DO CALDO SISTEMA DE DECANTAÇÃO DE MÚLTIPLAS BANDEJAS Constituição - balão de flash - decantador - caixa de lodo - caixa de caldo decantado Setores do decantador (Dorr) a) câmara de coagulação ou de floculação b) câmara de caldo clarificado, ou de sedimentação c) câmara concentradora de lodo Características do Aparelho a) tempo de residência do caldo: 2 a 3 horas b) Vol médio: 3,4 m 3 /TCH 33
34 Decantador de caldo Decantador Tipo Door com tomadas externas de caldo 34
35 Funcionamento: Caixa de caldo claro Câmara de coagulação 10 a 12 rph Saída de caldo clarificado Câmaras de sedimentação Câmara concentradora de lodo lodo 35
36 8. FILTRAÇÃO DAS BORRAS Objetivo a operação de filtração visa recuperar o caldo arrastado com as borras ou lodo, o qual tem considerável teor de sacarose. Filtração das borras Filtro rotativo a vácuo Prensa desaguadora Eficiência da filtração: - qualidade do caldo - concentração do caldo - adição de leite de cal (ph 7,5 a 8,0) - adição de bagacilho - (6 a 10 kg/tc) - quantidade de água: 100 a 150 % peso da torta - temperatura da água - 75 a 80 ºC Sistema de operação do filtro rotativo à vácuo - vácuo para sucção Baixo - 10 a 25 cm Hg Alto - 20 a 50 cm Hg 36
37 Filtro rotativo Descarregamento do lodo em filtro de 13 x 32 37
38 Filtro tipo Prensa desaguadora 38
39 11 CONSIDERAÇÕES FINAIS A purificação do caldo visa retirar o máximo de impurezas do caldo; Os processos de purificação do caldo para a produção de etanol e açúcar devem ser conduzindo obedecendo as características peculiares para cada linha de produção; A purificação do caldo é realizada por processos mecânicos, físicos e químicos; 39
40 11 CONSIDERAÇÕES FINAIS Os principais equipamentos envolvidos na purificação do caldo são: peneiras, aquecedores, decantadores e filtros a vácuo; O principal agente químico utilizado na purificação do caldo é a cal. Contudo, outros agentes químicos podem ser utilizados; 40
41 PURIFICAÇÃO DO CALDO 11 CONSIDERAÇÕES FINAIS Com a clarificação do caldo tem-se menor desgastes de equipamentos e melhor operacionalidade na condução da evaporação do caldo; Para a produção de açúcar cristal branco faz-se necessária a sulfitação do caldo; A obtenção do caldo clarificado pode ser através do uso de decantadores com várias bandejas ou com bandeja única. 41
42 12 Referências PURIFICAÇÃO DO CALDO DELGADO, A. ; CESAR, M.A.A. Elementos de Tecnologia e Engenharia do açúcar de cana. Piracicaba : Zanini, p. PAYNE, J.H. Operações unitárias na produção de cana-de- açúcar. São Paulo: NOBEL, p. RIBEIRO, C., BLUMER, S., HORII. Fundamentos de tecnologia sucroalcooleira: tecnologia do açúcar. Piracicaba: ESALQ/Depto de Agroindústria, Alimentos e Nutrição, V.2, p. USHIMA, A.K., RIBEIRO, A.M.M., SOUZA, M.E.P., SANTOS N.F. Conservação de energia na indústria do açúcar e do álcool. São Paulo, IPT, p. 42
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