Beneficiamento gravimétrico
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- Vanessa Lacerda Sintra
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1 Beneficiamento gravimétrico Beneficiamento em meios densos Prof. Régis SEBBEN PARANHOS
2 Concentração meio-denso Introdução Concentração gravimétrica emprega ar ou água como meio de separação; Como todos os minérios são mais densos, as velocidades de translação das partículas apresentam mesma direção e sentido que a aceleração do campo; A concentração em meio denso é mais precisa, pois a separação é realizada em um fluido com densidade intermediária às dos constituintes que se deseja separar. Pág. 173
3 Meios densos Aspectos gerais Existência de um intervalo amplo de densidade de minerais: 0,4 a 19 g/cm³; Água é usada somente para materiais leves, como plásticos, madeira etc; Densidade menor que a água, usar metanol (meio leve); (tab. pág. 59); A maior parte dos minérios apresentam densidade superior à da água, sendo necessária a utilização de líquidos densos Pág. 175
4 Líquidos densos Materiais Suspensões aquosas: cloreto de cálcio (final século 19, hoje inviável) densidade máxima 1,35g/cm³ corrosivo nitrato de cálcio p/plásticos (hoje) Líquidos orgânicos: laboratório 0,86 a 3,3g/cm³ baixa viscosidade alta estabilidade tóxicos (não usado na indústria) Pág. 175
5 Suspensões Definição Mistura de sólidos finamente cominuidos em um líquido (água); Requisitos necessários para os sólidos formadores de densos-densos são: Resistência à degradação por abrasão; Baixa abrasividade; Resistência à corrosão; Densidade adequada; Facilidade de recuperação Baixo custo. Pág. 176
6 Principais materiais Circuitos a meio-denso Densidade do material puro (g/cm³) Densidade máxima do meio denso (g/cm³) Granulometria típica empregada Ferrosilício 6,7-7,1 3,8-210 µm Galena (PbS) 7,6 3,3-210 µm Magnetita (Fe3O4) 5,2 2,4-45 µm Pirita (FeS2) 5,2 2,4 - Barita (BaSO4) 4,7 2,0-75 µm Quartzo (SiO2) 2,6 1,4 425 x -150µm
7 Densidade do meio denso Determinação m Cm s 100 (100 C m ) m = densidade relativa do meio denso; s = densidade relativa dos sólidos; C m = percentagem de sólidos em massa no meio denso.
8 Estabilidade e reologia do meio denso Aspectos gerais Estabilidade está relacionada com a tendência dos sólidos formadores de sedimentarem; Apresenta relação inversa com a velocidade de sedimentação dos sólidos; Muito importante EXISTIR alta estabilidade; Alta estabilidade resulta: Alta concentração de sólidos no meio-denso; Reduzido tamanho de partículas; Formato irregular de partículas; Presença de contaminantes de baixa densidade.
9 Estabilidade e reologia do meio denso Comportamento reológico Separações em meio-denso utilizam sólidos finamente cominuidos dispersos em água (fluido newtoniano); Quando a concentração de sólidos aumenta, a suspensão passa a apresentar comportamento nãonewtoniano; Em geral, o comportamento encontrado se aproxima ao de fluidos de Bingham ou pseudoplásticos com tensão crítica de escoamento;
10 Influência da reologia na separação Aspectos gerais Motivos para a separação não ocorrer: Tensão mínima para o início do movimento das partículas; Tempo insuficiente para a separação + efeito da viscosidade; Ação de correntes dispersivas, causando remistura...
11 Processo e equipamentos de meio-denso Aspectos gerais Processos precisos, semelhantes aos ensaios de afunda-flutua; Complicadores: coleta dos afundados e flutuados; manutenção da densidade do meio; recuperação do meio-denso; separação de partículas + finas que sedimentam através do meio, e apresentam alta viscosidade.
12 Etapas do processo de separação em de meio-denso Preparação da alimentação; Separação dos produtos flutuado e afundado no equipamento a meio-denso; Recuperação do material formador do meio-denso dos produtos separados; Regeneração da polpa de meiodenso.
13 Separadores estáticos Aspectos gerais Força dominante é a gravidade; Tanques onde meio-denso e minérios são alimentados continuamente, ocorrendo separação (flutuados e afundados); Necessidade de: mecanismo para elevar a fração que afunda agitação para uniformizar densidade Efeito do tamanho das partículas no desvio médio (Ep)
14 Separadores estáticos Características Presença de correntes com objetivo de: Manter as partículas em suspensão; Prevenir a saturação do meio por partículas mistas (densidades próximas ao NGM); Permitir o transporte dos flutuados para fora do separador. Diferentes posições de alimentação em separadores estáticos
15 Separadores estáticos Tipos principais Separadores cônicos; Separadores com descarga de tambor e híbridos.
16 Separadores dinâmicos Principais equipamentos De acordo com a geometria, são classificados em: Cilindros cônicos: ciclones a meio-denso; Cilindros: separador Vorsyl, Dynawhirlpool, Tri-flo e o Larcodems. De acordo com o tipo de tubo de alimentação e descarga, são classificados em: Alimentação em voluta (menor desgaste e maior precisão; Alimentação tangencial.
17 Ciclones a meio denso Princípio de funcionamento Formado por duas seções justapostas: uma cilíndrica e outra cônica; Na seção cilíndrica está o vortex finder, pelo qual o produto leve é retirado; Na seção cônica há o apex, que permite a retirada do produto denso; Alimentação + meio denso é realizada por um tubo posicionado tangencialmente ao corpo do ciclone, próximo ao topo. Pág. 218
18 Processos gravimétricos Hidrociclone Flutuado Overflow Alimentação Alimentação Secção cilindrica Vortex finder Afundado Apex
19 Processos gravimétricos Nomes de hidrociclones Hidrociclone autógeno; Hidrociclone fundo chato; Hidrociclone de fundo plano; WOC (water-only cyclones) CBC (circulating bed concentrator) Wide-angle cyclone; Hidrociclone concentrador; Tricone.
20 Over flow (Pr oduto leve Núcleo de ar Processos gravimétricos Hidrociclone autógeno Alim entação
21 Hidrociclones Circuito típico
22 Hidrociclones Características - Disponíveis comercialmente com diâmetros da seção cilíndrica de 50 a 600 mm; (800mm) - O diâmetro do hidrociclone influencia a capacidade e o tamanho de partícula a ser beneficiada; - Tamanho máximo de partícula recomendado na alimentação é expresso por D c /20 ou, se possível por D c /10.
23 Hidrociclones Variáveis operacionais As principais variáveis operacionais são: - Diâmetro do hidrociclone. - Distância do vortex finder do corpo do ciclone. - Diâmetros do vortex finder e apex. - Concentração de sólidos da polpa. - Pressão da alimentação.
24 Espessamento Deslamagem Corte granulométrico Hidrociclones Aplicações R Produto Final Hidrociclone Granulometria Hidrociclone 1 Alimentação MOINHO Produto do Moinho
25 Hidrociclones Aplicações - Pré-concentração de ouro de depósitos de pláceres. - Minério de ferro. - Remoção de pirita de carvão. - Recuperação secundária de materiais. - Reciclagem de chumbo de baterias. - etc.
26 Processos gravimétricos Hidrociclone autógeno ou concentrador -Separação baseada predominantemente na granulometria; - Influência secundária da densidade e da forma das partículas; - Maior ângulo do cone e vortex finder mais longo; - Ângulos entre 45 e 120º são usados; pág. 261
27 Processos gravimétricos Vantagens dos ciclones autógenos Desenho simples não apresentando partes móveis; Pequena manutenção; São necessários poucos ajustes durante a operação; Opera somente com água; Um sistema de recuperação do meio-denso também não é necessário; Requer espaço pequeno; Não necessita peneiramento anterior a utilização; Pode beneficiar carvão oxidado até granulometria de 100 malhas (0,149 mm), ao contrário da flotação; Separa pirita fina (-0,6 mm) de carvão mais eficientemente do que a flotação.
28 Processos gravimétricos Desvantagens dos ciclones autógenos Grande consumo de água; Eficiência no corte densimétrico não muito alta; Não utilizado no beneficiamento de minerais com grande quantidade de near gravity material (NGM); Rejeito e concentrado limpos não podem ser obtidos simultaneamente em uma unidade simples.
29 Hidrociclones Tipos Hidrociclone Krebs
30 Hidrociclones Tipos Hidrociclones AKW
31 Hidrociclones
32 Hidrociclones
33 Hidrociclones MOZLEY Hidrociclones
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