Matérias-primas naturais

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Matérias-primas naturais"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ESCOLA DE ENGENHARIA DE LORENA EEL naturais Argilas 20/3/2018

2 Argilas Comparação entre as escalas principais de dimensões de partículas em sólidos Pérsio de Souza Santos

3 Argilas é um material natural textura terrosa granulação fina 50% das partículas menores que 2 µm constituída essencialmente de argilominerais Pode conter outros minerais que não são argilominerais (quartzo, mica, pirita, hematita, etc) matéria orgânica outras impurezas.

4 Argilas argilominerais são os minerais característicos das argilas; quimicamente são silicatos de alumínio ou magnésio hidratados, podendo conter outros íons Principais argilominerais Minerais Fórmula química ideal Grupo Família Caulinta Al 2 (Si 2 O 5 )(OH) 4 Haloisita Al 2 (Si 2 O 5 )(OH) 4.2H 2 O Montmorilonita (Al 1,67 Na 0,33 Mg 0,33 )(Si 2 O 5 )(OH) 2 Caulinita 1:1 Esmectita Pirofilita Al 2 (Si 2 O 5 ) 2 (OH) 2 Micas hidratadas Moscovita - ilita Al 2-x Mg x K 1-x-y (Si 1,5-y Al 0,5+y O 5 ) 2 (OH) 2 2:1

5 Naturais 7. Argilas Estrutura dos argilominerais

6 Naturais 7. Argilas Unidades estruturais extremamente estáveis Polimerizam formando folhas bidimensionais

7 Naturais 7. Argilas Classes e Grupos dos argilominerais

8 7. Argilas Argilominerais mais importantes Plano de átomos Folha tetraédricas e octaédricas Camada 1:1 2:1 Folha ou lamela TO

9 7. Argilas Argilominerais mais importantes Folha ou lamela TOT

10 7. Argilas Argilominerais mais importantes

11 7. Argilas Argilominerais mais importantes O que é BENTONITA? é o nome genérico da argila composta pelo argilomineral MONTMORILONITA (55 70%), do grupo das ESMECTITAS, independente da sua origem ou ocorrência. IMPORTÂNCIA Alto poder de inchamento, alta capacidade de troca iônica e tixotrópica

12 7. Argilas Argilominerais mais importantes

13 7. Argilas Argilominerais mais importantes Resumo Estruturas do argilominerais mais importantes

14 naturais Argilas A argila se origina da desagregação de rochas que comumente contém feldspato, por intemperismo

15 naturais Argilas Graças aos argilominerais, as argilas na presença de água desenvolvem uma série de propriedades tais como: plasticidade, resistência mecânica a úmido, retração linear de secagem, compactação, tixotropia, etc. Isso tudo explicam a grande variedade de aplicações tecnológicas das argilas.

16 naturais Argilas Tipos de argilas Argilas comuns: são as de composição mista, com predomínio de minerais argilosos como: esmectita, ilitas e clorita, quartzo, carbonatos. - em quantidades menores são encontrados a caulinita, feldspatos e óxido de ferro. Argilas especiais: Teores superiores a 50% de caulinita Cerâmicas brancas e refratárias Argilas gordas ou magras: conforme menor ou maior quantidade de colóides colóides são responsáveis pela plasticidade da argila

17 naturais Argilas Tipos de argilas Argilas ball clay nomenclatura tradicional plásticas ou semi-plásticas semi-refratárias (1200ºC) Argilas fire clay nomenclatura tradicional refratárias (ponto de fusão superior a 1425ºC) pode conter quartzo, ilita e outros minerais acessórios

18 naturais Tipos de argilas

19 naturais Argilas Áreas ou campos de aplicações das argilas A maioria das aplicações das argilas reporta-se ao domínio da cerâmica, onde as suas propriedades básicas são a plasticidade e o endurecimento quando queimada.

20 naturais Argilas Áreas ou campos de aplicações das argilas Argilas ricas em caulinita - podem ser utilizadas em aplicações mais nobres: porcelanas produtos brancos - mais translúcidos - uso doméstico, isoladores elétricos ou noutros fins. Argilas comuns - construção civil. - cerâmica estrutural telhas, tijolos, lajotas, lajes, etc

21 naturais Argilas Áreas ou campos de aplicações das argilas Outros campos de aplicação da argila incluem: indústrias do papel, do cimento, de refratários, da borracha, de aglomerantes de areia em moldes para fundição, dos plásticos e tintas plásticas; agricultura; agregados leves

22 naturais Argilas Identificação dos argilominerais difração de raios X Análises térmicas Análises microscópicas Vamos estudar no próximo assunto da ementa

23 naturais Beneficiamento de argilas A presença de outros minerais, muitas vezes considerados como impurezas, pode afetar substancialmente as características de uma argila para uma dada aplicação; daí a razão, para muitas aplicações, de se eliminar por processos físicos os minerais indesejáveis.

24 naturais Beneficiamento de argilas manual ou mecanicamente transportada para a usina de beneficiamento por caminhões, vagões ou transportadores automáticos é feito quando se deseja melhorar uma argila, buscando-se as propriedades desejadas para uma determinada aplicação Consiste na remoção de impurezas indesejáveis (como areia e mica) ou ajuste de granulometria O processo consiste basicamente de operações unitárias, como separação granulométrica por peneiramento, sedimentação seletiva, filtração e secagem, flotação por espumas

25 naturais Beneficiamento de argilas Diferentes métodos de beneficiamento podem ser usados, dependendo da textura e grau de agregação entre as partículas de argila Para uma argila com baixo teor de impurezas, ou em que as impurezas não afetam seu uso industrial, ela é: secagem, britagem moagem em moinho de bolas até a granulometria desejada pelo consumidor. Exemplos: argilas plásticas para: piso vermelho, agregados leves, cimento, inertes para inseticidas

26 naturais beneficiamento a úmido de argilas é feito normalmente para argilas cauliníticas faz-se uma dispersão da argila estável, defloculada, as frações mais grosseiras como quartzo e mica são separadas em tambores rotativos ou peneiras vibratórias (peneira ABNT 200), a barbotina é levada a um tanque de sedimentação e floculada com um ácido - espessamento. líquido sobrenadante é descartado o material espessado é submetido a um filtro-prensa. a torta obtida é seca, moída em moinho de disco ou bolas, e ensacada para consumo

27 naturais Beneficiamento de argilas Peneira Vibratória Cilíndrica

28

29 naturais Aglomeração Aglomeração é entendida como um processo em que materiais com granulometria fina são convertidos em porções maiores (várias vezes)

30

31 naturais

32 Caulim Caulinita - Al 2 O 3.2SiO 2.2H 2 O

33 China Kao-Lin Argila da China Feldspatos alcalinos Micas caulim Al 2 O 3.2SiO 2.2H 2 O Refratários Porcelanas Revestimentos metacaulim Mulita + SiO 2 Al 2 O 3.2SiO 2 Fornece resistência e plasticidade na conformação desses materiais

34 Rochas graníticas Formação Intemperismo Caulim caulinização Minerais associados Mica Feldspatos Quartzo Outros

35 Caulim - Al 2 O 3.2SiO 2.2H 2 O É uma argila branca, macia, plástica Partículas finas tipo placas Mineral caulinita Propriedades Alta cristalinidade Alto grau de brancura Elevada opacidade Resistência do filme após aplicação Viscosidade de suspensões

36 naturais Caulim Aplicações em cerâmicas Converte em mulita e vidro acima de 1000ºC Formulações porcelanas de mesa e sanitárias, revestimentos Formulações de refratários Reduz deformação piroplástica durante a queima

37

38 F I M

Composição dos Solos

Composição dos Solos Composição dos Solos Composição do Solo Fragmentos de rocha Minerais primários Minerais secundários: Argilo-minerias Silicatos não cristalinos Óid Óxidos e hidróxidos hidóid de ferro e alumínio íi Carbonatos

Leia mais

Argilas e processamento de massa cerâmica

Argilas e processamento de massa cerâmica Argilas e processamento de massa cerâmica ARGILA não é barro! ARGILA não é barro! Argila é um material natural, de granulometria fina, que quando umedecido adquire plasticidade; Quimicamente as argilas

Leia mais

MINERALOGIA DOS SOLOS COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA DOS SOLOS

MINERALOGIA DOS SOLOS COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA DOS SOLOS COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA DOS SOLOS minerais resistentes ao intemperismo. Ex: quartzo minerais intemperizáveis em diferentes graus de alteração. Exs: feldspatos, micas minerais secundários originados do

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DE ARGILAS E DE PRODUTOS DE CERÂMICA VERMELHA ORIUNDOS DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE- RN.

CARACTERIZAÇÃO DE ARGILAS E DE PRODUTOS DE CERÂMICA VERMELHA ORIUNDOS DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE- RN. 28 de junho a 1º de julho de 2004 Curitiba-PR 1 CARACTERIZAÇÃO DE ARGILAS E DE PRODUTOS DE CERÂMICA VERMELHA ORIUNDOS DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE- RN. W. B. N. Sousa 1, E. C. Silva 2, U. U.

Leia mais

ARGILOMINERAIS PROPRIEDADES E APLICAÇÕES

ARGILOMINERAIS PROPRIEDADES E APLICAÇÕES Departamento de Engenharia Civil Pós-graduação ARGILOMINERAIS PROPRIEDADES E APLICAÇÕES Classificação Estrutural dos Argilominerais Introdução 1 Conceitos Geotécnicos Básicos 05/10/2011 Origem dos Solos

Leia mais

Materiais Cerâmicos Formulação. Conceitos Gerais

Materiais Cerâmicos Formulação. Conceitos Gerais Materiais Cerâmicos Formulação Conceitos Gerais Mulita - Síntese Objetivo : sintetizar mulita 3Al 2 O 3.2SiO 2 ou Al 6 Si 2 O 13 A mulita é uma fase cerâmica obtida pela reação entre alumina e sílica em

Leia mais

FONTE DE PLASTICIDADE E FUNDÊNCIA CONTROLADA PARA PORCELANATO OBTIDO POR MOAGEM VIA ÚMIDA

FONTE DE PLASTICIDADE E FUNDÊNCIA CONTROLADA PARA PORCELANATO OBTIDO POR MOAGEM VIA ÚMIDA FONTE DE PLASTICIDADE E FUNDÊNCIA CONTROLADA PARA PORCELANATO OBTIDO POR MOAGEM VIA ÚMIDA Henrique Cislagui da Silva, Nilson Schwartz da Silva e Rui Acácio Lima Neto SUMÁRIO Introdução Tendência da produção

Leia mais

Universidade Paulista Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia Departamento de Engenharia Civil Professora Moema Castro, MSc.

Universidade Paulista Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia Departamento de Engenharia Civil Professora Moema Castro, MSc. Universidade Paulista Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia Departamento de Engenharia Civil Professora Moema Castro, MSc. C O M P L E M E N T O S D E M E C Â N I C A D O S S O L O S E F U N D A Ç

Leia mais

Material de apoio. Granulometria do Solo. Granulometria do Solo

Material de apoio. Granulometria do Solo. Granulometria do Solo Universidade Paulista Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia Departamento de Engenharia Civil Professora Moema Castro, MSc. Material de apoio 2 PINTO, C. de S. CursoBásicodeMecânicados Solos, Editora

Leia mais

FORMULAÇÃO DE MASSA CERÂMICA PARA FABRICAÇÃO DE TELHAS

FORMULAÇÃO DE MASSA CERÂMICA PARA FABRICAÇÃO DE TELHAS 1 FORMULAÇÃO DE MASSA CERÂMICA PARA FABRICAÇÃO DE TELHAS R.M.P.R. Macêdo 1,2 ; R.P.S. Dutra 1 ; R.M. Nascimento 1,3 ; U.U. Gomes 1 ; M.A.F. Melo 1 Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN Campus

Leia mais

TEXTURA DO SOLO. Atributos físicos e químicos do solo -Aula 4- Prof. Alexandre Paiva da Silva

TEXTURA DO SOLO. Atributos físicos e químicos do solo -Aula 4- Prof. Alexandre Paiva da Silva TEXTURA DO SOLO Atributos físicos e químicos do solo -Aula 4- Prof. Alexandre Paiva da Silva Introdução Textura vs Granulometria Tamanho das partículas minerais Frações de interesse Atributo intrínseco

Leia mais

MATERIAIS CERÂMICOS. Prof. Arthur. DISCIPLINA Materiais de construção

MATERIAIS CERÂMICOS. Prof. Arthur. DISCIPLINA Materiais de construção MATERIAIS CERÂMICOS Prof. Arthur DISCIPLINA Materiais de construção 2 ARGILA 3 DEFINIÇÃO: São substâncias minerais provenientes da decomposição das rochas feldspáticas, que possuem a propriedade de plasticidade

Leia mais

INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS CERÂMICOS

INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS CERÂMICOS INTRODUÇÃO AOS MATERIAIS CERÂMICOS CAPÍTULO 2 - PROCESSOS DE FABRICAÇÃO PPGEM - EE - UFRGS 2. PROCESSOS DE FABRICAÇÃO 2.1 PROCESSAMENTO DE PÓS 2.2 CONFORMAÇÃO 2.3 SECAGEM 2.4 DENSIFICAÇÃO 2.5 ACABAMENTO

Leia mais

8/2/2011 AGLOMERANTES. Definição: Exemplos: Aglomerantes. Nomenclatura. Relação Pega x Endurecimento. Propriedades. Argila Gesso Cal Cimento Betume

8/2/2011 AGLOMERANTES. Definição: Exemplos: Aglomerantes. Nomenclatura. Relação Pega x Endurecimento. Propriedades. Argila Gesso Cal Cimento Betume Definição: AGLOMERANTES Aglomerantes são materiais ativos, geralmente pulverulentos, que entram na composição das pastas, argamassas e concretos. Nomenclatura Exemplos: Aglomerantes Aglomerantes = materiais

Leia mais

Plasticidade e Consistência dos Solos. Mecânica de Solos Prof. Fabio Tonin

Plasticidade e Consistência dos Solos. Mecânica de Solos Prof. Fabio Tonin Plasticidade e Consistência dos Solos Mecânica de Solos Prof. Fabio Tonin Os solos finos (silte e argila), não são caracterizados adequadamente pelo ensaio de granulometria. Necessita-se outros parâmetros:

Leia mais

Efeito do Processo de Calcinação na Atividade Pozolânica da Argila Calcinada

Efeito do Processo de Calcinação na Atividade Pozolânica da Argila Calcinada Realização 20 a 22 de Junho de 2016 - São Paulo/SP Efeito do Processo de Calcinação na Atividade Pozolânica da Argila Calcinada Gabriel Alves Vasconcelos Engenheiro Civil João Henrique da Silva Rêgo Professor

Leia mais

Disciplina: Mineralogia e Tratamento de Minérios. Prof. Gustavo Baldi de Carvalho

Disciplina: Mineralogia e Tratamento de Minérios. Prof. Gustavo Baldi de Carvalho Disciplina: Mineralogia e Tratamento de Minérios Prof. Gustavo Baldi de Carvalho Indústrias: Plásticos Cerâmica Metalúrgica Amplamente utilizado nas indústrias de plásticos, tintas, papel e cosméticos,

Leia mais

ANÁLISE DAS PROPRIEDADES TECNOLÓGICAS DOS PRODUTOS DA CERÂMICA VERMELHA DA CIDADE DO APODI

ANÁLISE DAS PROPRIEDADES TECNOLÓGICAS DOS PRODUTOS DA CERÂMICA VERMELHA DA CIDADE DO APODI ANÁLISE DAS PROPRIEDADES TECNOLÓGICAS DOS PRODUTOS DA CERÂMICA VERMELHA DA CIDADE DO APODI Rafael Bezerra Cavalcanti Aluno Bolsista de Iniciação Científica IFRN Campus Mossoró E-mail: [email protected]

Leia mais

MOLDAGEM. Prof. Ivanir L. Oliveira. Carga Horária: 4 horas -17 semanas (17 faltas)

MOLDAGEM. Prof. Ivanir L. Oliveira. Carga Horária: 4 horas -17 semanas (17 faltas) MOLDAGEM Prof. Ivanir L. Oliveira Carga Horária: 4 horas -17 semanas (17 faltas) PLANEJAMENTO DE ENSINO /Processos PLANEJAMENTO DE ENSINO Processos em moldes não permanentes. Conceito de areias de fundição

Leia mais

REJEITO DE CAULIM DE APL DE PEGMATITO DO RN/PB UMA FONTE PROMISSORA PARA CERÂMICA BRANCA

REJEITO DE CAULIM DE APL DE PEGMATITO DO RN/PB UMA FONTE PROMISSORA PARA CERÂMICA BRANCA 04 a 06 dez 07 II Jornada Nacional da Produção Científica em Educação Profissional e Tecnológica REJEITO DE CAULIM DE APL DE PEGMATITO DO RN/PB UMA FONTE PROMISSORA PARA CERÂMICA BRANCA Lídia Dely Alves

Leia mais

Estudo da Reutilização de Resíduos de Telha Cerâmica (Chamote) em Formulação de Massa para Blocos Cerâmicos

Estudo da Reutilização de Resíduos de Telha Cerâmica (Chamote) em Formulação de Massa para Blocos Cerâmicos Acesse a versão colorida no site: www.ceramicaindustrial.org.br http://dx.doi.org/10.4322/cerind.2016.013 Estudo da Reutilização de Resíduos de Telha Cerâmica (Chamote) em Formulação de Massa para Blocos

Leia mais

REDUÇÃO NOS CICLOS DE QUEIMA DE LOUÇAS SANITÁRIAS ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE MASSAS CERÂMICAS RICAS EM ÁLCALIS NA COMPOSIÇÃO

REDUÇÃO NOS CICLOS DE QUEIMA DE LOUÇAS SANITÁRIAS ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE MASSAS CERÂMICAS RICAS EM ÁLCALIS NA COMPOSIÇÃO REDUÇÃO NOS CICLOS DE QUEIMA DE LOUÇAS SANITÁRIAS ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE MASSAS CERÂMICAS RICAS EM ÁLCALIS NA COMPOSIÇÃO W.F.V. Cavalcante *, R.A.F. Sanguinetti, Y.P. Yadava R.Academio Hélio Ramos, S/N,

Leia mais

Revisão sobre Rochas e Minerais

Revisão sobre Rochas e Minerais Revisão sobre Rochas e Minerais Quando conhecemos melhor as pedras, elas deixam de ser simples objetos inanimados e transformam-se em pequenos capítulos da história do planeta Terra e da nossa própria

Leia mais

2.1.1 MATÉRIA-PRIMA B CARACTERIZAÇÃO DA MATÉRIA-PRIMA POLIMORFISMO

2.1.1 MATÉRIA-PRIMA B CARACTERIZAÇÃO DA MATÉRIA-PRIMA POLIMORFISMO 2.1.1 MATÉRIA-PRIMA B CARACTERIZAÇÃO DA MATÉRIA-PRIMA POLIMORFISMO Exemplo: estabilização da ZrO 2 por CaO 2.1.1 MATÉRIA-PRIMA B CARACTERIZAÇÃO DA MATÉRIA-PRIMA POLIMORFISMO Dilatação térmica de uma argila

Leia mais

Capítulo 1 Origem e formação dos solos

Capítulo 1 Origem e formação dos solos Capítulo 1 Origem e formação dos solos Geotecnia I SLIDES 02 Prof. MSc. Douglas M. A. Bittencourt [email protected] A origem do solo Em geral, os solos são formados pela decomposição das rochas

Leia mais

Parte 1: Conceitos Básicos GEOTÉCNICA. Granulometria

Parte 1: Conceitos Básicos GEOTÉCNICA. Granulometria Parte 1: Conceitos Básicos GEOTÉCNICA Granulometria Conceitos Geotécnicos Básicos Grãos individuais Tamanho, forma, rugosidade, mineralogia, superfície específica Relações entre fases Porosidade, índice

Leia mais

Capítulo 1 Origem e formação dos solos

Capítulo 1 Origem e formação dos solos Capítulo 1 Origem e formação dos solos Geotecnia I SLIDES 02 Prof. MSc. Douglas M. A. Bittencourt [email protected] A origem do solo Em geral, os solos são formados pela decomposição das rochas

Leia mais

Resumo histórico. Argilas cozidas ao sol e em fornos Torre de Babel. Assírios e Caldeus Pérsia. Egito Romanos. Árabes. Inglaterra

Resumo histórico. Argilas cozidas ao sol e em fornos Torre de Babel. Assírios e Caldeus Pérsia. Egito Romanos. Árabes. Inglaterra Materiais Cerâmicos Resumo histórico Argilas cozidas ao sol e em fornos Torre de Babel Tijolo cerâmico + betume Assírios e Caldeus Pérsia Casas populares Egito Romanos Alvenarias revestidas com pedras

Leia mais

MINERAIS SECUNDÁRIOS

MINERAIS SECUNDÁRIOS MINERAIS SECUNDÁRIOS -Aula 27- Alexandre Paiva da Silva Minerais primários: diretamente da rocha Ex.: micas, feldspatos, quartzo, etc Minerais secundários: formados no solo a partir de outros minerais

Leia mais

Assunto: Material Cerâmico Prof. Ederaldo Azevedo Aula 7 e-mail: [email protected] História: A industria da cerâmica é uma das mais antigas do mundo; Isso em razão da facilidade de fabricação

Leia mais

Figura 01 - Perfil esquemático de ocorrência de solos em ambiente tropical

Figura 01 - Perfil esquemático de ocorrência de solos em ambiente tropical 3.3 - SOLOS DE EVOLUÇÃO PEDOGÊNICA Complexa série de processos físico-químicos e biológicos que governam a formação dos solos da agricultura. Compreendem a lixiviação do horizonte superficial e concentração

Leia mais

O CONHECIMENTO DAS MATÉRIAS-PRIMAS COMO DIFERENCIAL DE QUALIDADE NAS CERÂMICAS OTACÍLIO OZIEL DE CARVALHO

O CONHECIMENTO DAS MATÉRIAS-PRIMAS COMO DIFERENCIAL DE QUALIDADE NAS CERÂMICAS OTACÍLIO OZIEL DE CARVALHO O CONHECIMENTO DAS MATÉRIAS-PRIMAS COMO DIFERENCIAL DE QUALIDADE NAS CERÂMICAS OTACÍLIO OZIEL DE CARVALHO O OBJETIVO DE TODO CERAMISTA É transformar as matérias-primas disponíveis nas proximidades da empresa,

Leia mais

Moagem Fina à Seco e Granulação vs. Moagem à Umido e Atomização na Preparação de Massas de Base Vermelha para Monoqueima Rápida de Pisos Vidrados

Moagem Fina à Seco e Granulação vs. Moagem à Umido e Atomização na Preparação de Massas de Base Vermelha para Monoqueima Rápida de Pisos Vidrados Moagem Fina à Seco e Granulação vs. Moagem à Umido e Atomização na Preparação de Massas de Base Vermelha para Monoqueima Rápida de Pisos Vidrados G. Nassetti e C. Palmonari Centro Cerâmico Italiano, Bologna,

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA DE ARGILAS DO MUNICÍPIO DE ITAJÁ-RN PARA UTILIZAÇÃO EM INDÚSTRIA CERÂMICA VERMELHA.

CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA DE ARGILAS DO MUNICÍPIO DE ITAJÁ-RN PARA UTILIZAÇÃO EM INDÚSTRIA CERÂMICA VERMELHA. CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA DE ARGILAS DO MUNICÍPIO DE ITAJÁ-RN PARA UTILIZAÇÃO EM INDÚSTRIA CERÂMICA VERMELHA. G. C. Luna da Silveira 1, R. Guimarães Sallet 2 1,2 Departamento de Geologia. Mestrado

Leia mais

CERÂMICAS: definições e classificação

CERÂMICAS: definições e classificação CERÂMICAS: definições e classificação 7/3/2017 DEFINIÇÕES Cerâmica compreende todos os materiais inorgânicos, não metálicos, obtidos geralmente após tratamento térmico em temperaturas elevadas. Cerâmicas

Leia mais

20º CBECIMAT - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais 04 a 08 de Novembro de 2012, Joinville, SC, Brasil

20º CBECIMAT - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais 04 a 08 de Novembro de 2012, Joinville, SC, Brasil ESTUDO DAS PROPRIEDADES PRÉ E PÓS QUEIMA DA MISTURA DE ARGILAS DA REGIÃO DE BOA SAÚDE E DO MUNICIPIO DE ITAJÁ (RN) OBJETIVANDO A OBTENÇÃO DE TIJOLOS CERÂMICOS DE ENCAIXE R. F. Sousa 1 ; R. B. Assis 2 ;

Leia mais

Aula 02 (Revisão): Ligação Química e Estruturas Cristalinas

Aula 02 (Revisão): Ligação Química e Estruturas Cristalinas Aula 02 (Revisão): Ligação Química e Estruturas Cristalinas Prof. Dr. André Luiz Molisani Curso de Engenharia de Materiais e-mail: [email protected] 2017 1 MATERIAL RECOMENDADO PARA ESTUDO: Capítulo

Leia mais

Efeito da Adição de Calcita Oriunda de Jazida de Argila em Massa de Cerâmica de Revestimento

Efeito da Adição de Calcita Oriunda de Jazida de Argila em Massa de Cerâmica de Revestimento Efeito da Adição de Calcita Oriunda de Jazida de Argila em Massa de Cerâmica de Revestimento http://dx.doi.org/10.4322/cerind.2014.076 R. A. L. Soares a *, R. M. do Nascimento b, C. A. Paskocimas b, R.

Leia mais

Cerâmicos Produção. Classificação segundo: Porosidade Aplicação Estrutura. Barro Vermelho. Porosos. Faianças. Ref.

Cerâmicos Produção. Classificação segundo: Porosidade Aplicação Estrutura. Barro Vermelho. Porosos. Faianças. Ref. Cerâmicos Classificação segundo: Porosidade Aplicação Estrutura Barro Vermelho Porosos Faianças Cerâmicos Argilosos Ref. Argilosos Grês Não Porosos Sanitarios Porcelana Produção Fluxograma Preparação da

Leia mais

NOÇÕES DE SOLO. Rita Moura Fortes

NOÇÕES DE SOLO. Rita Moura Fortes NOÇÕES DE SOLO Rita Moura Fortes [email protected] Terminologia de solos e rochas TERMINOLOGIA Engenharia Civil Terra: construção civil material natural não consolidado, possível de ser escavado

Leia mais

Avaliação da Potencialidade de Uso do Resíduo Proveniente da Indústria de Beneficiamento do Caulim na Produção de Piso Cerâmico

Avaliação da Potencialidade de Uso do Resíduo Proveniente da Indústria de Beneficiamento do Caulim na Produção de Piso Cerâmico Avaliação da Potencialidade de Uso do Resíduo Proveniente da Indústria de Beneficiamento do Caulim na Produção de Piso Cerâmico Felipe Lira Formiga Andrade a *, Marcio Luiz Varela b, Ricardo Peixoto Suassuna

Leia mais

O que são e para que servem as Argilas?

O que são e para que servem as Argilas? Implicações gerais no domínio geotécnico O que são e para que servem as Argilas? O QUE É A ARGILA? Argila como classe granulométrica Partículas de dimensão inferior a 0.002 0.004 mm Argila como mineral

Leia mais

ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP DEPARTAMENTO DE

ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP DEPARTAMENTO DE ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL A ORIGEM DOS SOLOS Todos os solos se originam

Leia mais

MINERAL É uma substância inorgânica ocorrendo na natureza, mas não necessariamente de origem inorgânica (ex: petróleo e âmbar), a qual tem

MINERAL É uma substância inorgânica ocorrendo na natureza, mas não necessariamente de origem inorgânica (ex: petróleo e âmbar), a qual tem TERMOS TÉCNICOST MINERAL É uma substância inorgânica ocorrendo na natureza, mas não necessariamente de origem inorgânica (ex: petróleo e âmbar), a qual tem propriedades físicas e composição química definidas

Leia mais

Roberta Bomfim Boszczowski e Laryssa Petry Ligocki. Características Geotécnicas dos Solos Residuais de Curitiba e RMC

Roberta Bomfim Boszczowski e Laryssa Petry Ligocki. Características Geotécnicas dos Solos Residuais de Curitiba e RMC Roberta Bomfim Boszczowski e Laryssa Petry Ligocki Características Geotécnicas dos Solos Residuais de Curitiba e RMC MAPA GEOLÓGICO CARACTERÍSTICAS REGIONAIS Rochas do embasamento: condições muito boas

Leia mais

ESTRUTURA DO SOLO. Uma das propriedades mais importantes do solo Solos bem estruturados Solos bem agregados

ESTRUTURA DO SOLO. Uma das propriedades mais importantes do solo Solos bem estruturados Solos bem agregados 1 ESTRUTURA DO SOLO PROF. GILSON MOURA FILHO/SER/UFAL CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA DISCIPLINA: FÍSICA DE SOLOS 1. INTRODUÇÃO Uma das propriedades mais importantes do solo Solos bem estruturados

Leia mais

REAPROVEITAMENTO DA CINZA DE CARVÃO MINERAL COMO MATÉRIA- PRIMA PARA PROCESSAM ENTO CERÂMICO

REAPROVEITAMENTO DA CINZA DE CARVÃO MINERAL COMO MATÉRIA- PRIMA PARA PROCESSAM ENTO CERÂMICO REAPROVEITAMENTO DA CINZA DE CARVÃO MINERAL COMO MATÉRIA- PRIMA PARA PROCESSAM ENTO CERÂMICO D. L. Villanova, C. P. Bergmann Rua Osvaldo Aranha, 99/705, Centro, Porto Alegre/RS, CEP: 90035-190 [email protected]

Leia mais

Geodinâmica externa. UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. 3 Intemperismo FUNDAMENTOS DE GEOLOGIA

Geodinâmica externa. UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. 3 Intemperismo FUNDAMENTOS DE GEOLOGIA UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Centro de Ciências Exatas, Biológicas e Ambientais UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Centro de Ciências Exatas, Biológicas e Ambientais

Leia mais

AVALIAÇÃO DA POROSIDADE APARENTE E ABSORÇÃO DE ÁGUA DA MASSA CERÂMICA PARA PORCELANATO EM FUNÇÃO DA INCORPORAÇÃO DE RESÍDUO DE CAULIM.

AVALIAÇÃO DA POROSIDADE APARENTE E ABSORÇÃO DE ÁGUA DA MASSA CERÂMICA PARA PORCELANATO EM FUNÇÃO DA INCORPORAÇÃO DE RESÍDUO DE CAULIM. AVALIAÇÃO DA POROSIDADE APARENTE E ABSORÇÃO DE ÁGUA DA MASSA CERÂMICA PARA PORCELANATO EM FUNÇÃO DA INCORPORAÇÃO DE RESÍDUO DE CAULIM. Menezes, J.N.¹;Varela, D.L.V.²;Varela, M.L.,³; Instituto Federal de

Leia mais

Compacidade das areias e Limites de Atterberg

Compacidade das areias e Limites de Atterberg Conceitos Básicos P.P. (2011) GEOTÉCNIA Compacidade das areias e Limites de Atterberg Introdução (revisão) Mineralogia: argila se caracterizam por seu tamanho muito pequeno e sua atividade elétrica superficial

Leia mais

Palavras chave: argila, cerâmica, resíduo, homogeneização, sinterização.

Palavras chave: argila, cerâmica, resíduo, homogeneização, sinterização. 1 CARACTERIZAÇÃO DE ARGILAS USADAS PELA INDÚSTRIA CERÂMICA VERMELHA DE MARTINÓPOLIS SP E EFEITO DA INCORPORAÇÃO DE RESÍDUO SÓLIDO NAS SUAS PROPRIEDADES CERÂMICAS S.R. Teixeira, A.E. Souza, G.T. A. Santos,

Leia mais

Operações Unitárias Experimental II Filtração. Professora: Simone de Fátima Medeiros

Operações Unitárias Experimental II Filtração. Professora: Simone de Fátima Medeiros Operações Unitárias Experimental II Filtração Professora: Simone de Fátima Medeiros Lorena SP-2014 Conceito Separação sólido-fluido: Separação de partículas sólidas contidas em um fluido (líquido ou gás)

Leia mais

Prof. Cristiano Ferrari

Prof. Cristiano Ferrari 1 2 PROF. CRISTIANO FERRARI TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES (CEFET-OP) ENGENHEIRO CIVIL (UFV) PÓS-GRADUANDO EM GESTÃO DE PESSOAS E NEGÓCIOS (UNIVERTIX) E-mail: [email protected] 3 PLANO DE TRABALHO

Leia mais

INTEMPERISMO DE ROCHAS MINERALOGIA DE SOLOS

INTEMPERISMO DE ROCHAS MINERALOGIA DE SOLOS INTEMPERISMO DE ROCHAS X MINERALOGIA DE SOLOS INTEMPERISMO DE ROCHAS 1-CONCEITO: conjunto de processos que ocorrem na superfície terrestre envolvendo ação de agentes atmosféricos, água, calor solar, gelo,vento,

Leia mais

INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS. Prof. Carlos Falcão Jr.

INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS. Prof. Carlos Falcão Jr. INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS Prof. Carlos Falcão Jr. Sucatas de ferro (componentes desgastados, quebrados) também servem como matériaprima. INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS 1) Matérias-primas

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DE NOVOS MATERIAIS CERÂMICOS A PARTIR DE RESÍDUOS DE LAPIDÁRIOS

DESENVOLVIMENTO DE NOVOS MATERIAIS CERÂMICOS A PARTIR DE RESÍDUOS DE LAPIDÁRIOS DESENVOLVIMENTO DE NOVOS MATERIAIS CERÂMICOS A PARTIR DE RESÍDUOS DE LAPIDÁRIOS GUERRA, R.F. 1 REIS, A.B.dos 2, VIEIRA. F. T. 3 1 Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri, Departamento de

Leia mais

Disciplina: Materiais de Construção Civil I. Carga horária: 80 h/a Período: 2º

Disciplina: Materiais de Construção Civil I. Carga horária: 80 h/a Período: 2º Disciplina: Materiais de Construção Civil I Ano letivo: Carga horária: 80 h/a Período: 2º Pré-requisito: ------ EMENTA Origem dos materiais utilizados na construção civil, suas propriedades físico-químicas,

Leia mais

Agregados para argamassas e concreto

Agregados para argamassas e concreto Agregados para argamassas e concreto Agregados Materiais em forma de grãos, geralmente inertes, sem tamanho e forma definidos, que têm por objetivo compor argamassas e concretos. Funções dos agregados:

Leia mais

ESTUDO COMPARATIVO DE METODOLOGIAS PARA DETERMINAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO GRANULOMÉTRICA DE ARGILAS

ESTUDO COMPARATIVO DE METODOLOGIAS PARA DETERMINAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO GRANULOMÉTRICA DE ARGILAS ESTUDO COMPARATIVO DE METODOLOGIAS PARA DETERMINAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO GRANULOMÉTRICA DE ARGILAS B. M. A. de BRITO 1, J. M. CARTAXO 1, G. A. NEVES 1, H. C. FERREIRA 1 1 Unidade Acadêmica de Engenharia de

Leia mais

ESTRUTURA CRISTALINA DE SILICATOS

ESTRUTURA CRISTALINA DE SILICATOS ESTRUTURA CRISTALINA DE SILICATOS Elementos em ordem de abundância na crosta: Oxigênio - O -2 1,30 A Silício Si +4 0,30 A NC = 4 Alumínio Al +3 0,47 A NC = 4 ou 6 A grande maioria dos outros cátions ocorre

Leia mais

PROCESSAMENTO DE CERÂMICAS II. Aula montada pela aluna de doutorado GISELI C. RIBEIRO VIDRAGEM. Supervisor: Sebastião Ribeiro 23/11/16

PROCESSAMENTO DE CERÂMICAS II. Aula montada pela aluna de doutorado GISELI C. RIBEIRO VIDRAGEM. Supervisor: Sebastião Ribeiro 23/11/16 PROCESSAMENTO DE CERÂMICAS II Aula montada pela aluna de doutorado GISELI C. RIBEIRO Supervisor: Sebastião Ribeiro VIDRAGEM 23/11/16 Pisos e Revestimentos Porcelanas e louças sanitárias Acabamento As peças

Leia mais

Difratometria por raios X

Difratometria por raios X 57 A amostra 06 foi coletada no fundo de um anfiteatro (Figura 23), em uma feição residual de um degrau no interior da voçoroca, este material, aparentemente mais coeso, também consiste em areia muito

Leia mais

2.2 PROCESSOS DE FABRICAÇÃO: CONFORMAÇÃO

2.2 PROCESSOS DE FABRICAÇÃO: CONFORMAÇÃO SLIP CASTING SLIP CASTING SLIP CASTING Fatores Importantes Reologia - grau de defloculação da barbotina; Viscosidade; ph; Concentração de sólidos; Granulometria Vantagens Produção de componentes de forma

Leia mais

GMEC7301-Materiais de Construção Mecânica Introdução

GMEC7301-Materiais de Construção Mecânica Introdução GMEC7301-Materiais de Construção Mecânica Introdução TIPOS DE MATERIAIS Quais são os materiais disponíveis para o engenheiro? Classificação dos materiais. i O sistema de classificação mais comum considera

Leia mais

TRANSPORTES E OBRAS DE TERRA

TRANSPORTES E OBRAS DE TERRA TRANSPORTES E OBRAS DE TERRA Movimento de Terra e Pavimentação NOTAS DE AULA MECÂNICA DOS SOLOS Prof. Edson de Moura Aula 04 Granulometria de Solos 2009 Granulometria de Solos A finalidade da realização

Leia mais

APROVEITAMENTO DO REJEITO DE PEGMATITO PARA INDÚSTRIA CERÂMICA

APROVEITAMENTO DO REJEITO DE PEGMATITO PARA INDÚSTRIA CERÂMICA APROVEITAMENTO DO REJEITO DE PEGMATITO PARA INDÚSTRIA CERÂMICA Mara TAVARES (1); Keite AVELINO (2); Patrícia MEDEIROS (3); Elione CARLOS (4); Eiji HARIMA (5) (1) Instituto Federal de Educação, Ciência

Leia mais

UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE Curso de Tecnologia em Cerâmica Trabalho de Conclusão de Curso

UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE Curso de Tecnologia em Cerâmica Trabalho de Conclusão de Curso UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE Curso de Tecnologia em Cerâmica Trabalho de Conclusão de Curso ESTUDO da adição de cinza de carvão mineral em formulação cerâmica de monoqueima André Frasson Ramos

Leia mais

AULA 4 Físico-Química Industrial. Operações Unitárias Na Indústria Farmacêutica

AULA 4 Físico-Química Industrial. Operações Unitárias Na Indústria Farmacêutica AULA 4 Físico-Química Industrial Operações Unitárias Na Indústria Farmacêutica Prof a Janaina Barros 2010 CLASSIFICAÇÃO Operações preliminares: São normalmente utilizadas antes de qualquer outra operação.

Leia mais

TERRA FULLER: RESÍDUO DESCARTÁVEL OU RECICLÁVEL APÓS SEU USO NA INDÚSTRIA DO SEBO? RESUMO

TERRA FULLER: RESÍDUO DESCARTÁVEL OU RECICLÁVEL APÓS SEU USO NA INDÚSTRIA DO SEBO? RESUMO TERRA FULLER: RESÍDUO DESCARTÁVEL OU RECICLÁVEL APÓS SEU USO NA INDÚSTRIA DO SEBO? Caroline Stefany Bredariol [email protected] Cátia Aparecida Vita [email protected] Elisama Amoroso

Leia mais

Benefícios do Uso de Feldspato Sódico em Massa de Porcelanato Técnico

Benefícios do Uso de Feldspato Sódico em Massa de Porcelanato Técnico Benefícios do Uso de Feldspato Sódico em Massa de Porcelanato Técnico 22 de junho de 2017 Autores Alexandre Medina - Imerys Thiago de Barros Madazio - Imerys Fábio Gomes Melchiades - Centro de Revestimentos

Leia mais

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS DE SINOP FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGIAS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL GEOTECNIA I

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS DE SINOP FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGIAS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL GEOTECNIA I UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS DE SINOP FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGIAS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL GEOTECNIA I Aula 01 Augusto Romanini Sinop - MT 2017/2 Versão: 2.0 AULAS Aula

Leia mais

PURIFICAÇÃO DO CALDO PARA PRODUÇÃO DE ÁLCOOL

PURIFICAÇÃO DO CALDO PARA PRODUÇÃO DE ÁLCOOL Universidade de São Paulo USP Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Esalq Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição - LAN LAN 685 - Tecnologia do Álcool PURIFICAÇÃO DO CALDO PARA PRODUÇÃO

Leia mais

Caracterização Tecnológica de Minerais Industriais

Caracterização Tecnológica de Minerais Industriais SENAI/CTCmat Centro de Tecnologia em Materiais Caracterização Tecnológica de Minerais Industriais Oscar Rubem Klegues Montedo HISTÓRICO Localizado em Criciúma SC, o maior polo cerâmico do sul do país,

Leia mais

PRODUÇÃO DE ZEÓLITAS A PARTIR DE CAULIM EM SISTEMA AGITADO COM AQUECIMENTO A VAPOR EM ESCALA SEMI-PILOTO

PRODUÇÃO DE ZEÓLITAS A PARTIR DE CAULIM EM SISTEMA AGITADO COM AQUECIMENTO A VAPOR EM ESCALA SEMI-PILOTO PRODUÇÃO DE ZEÓLITAS A PARTIR DE CAULIM EM SISTEMA AGITADO COM AQUECIMENTO A VAPOR EM ESCALA SEMI-PILOTO Rodrigues, E. C. (1) ; Abreu, A. P. O.; (1) ; Farias, B. M.; (1) ; Macêdo, E. N. (1) ; Souza, J.

Leia mais

MCC I Cal na Construção Civil

MCC I Cal na Construção Civil MCC I - AGLOMERANTES MCC I Aglomerantes Aglomerante Aéreo Cal na Construção Civil Definição: A cal é um aglomerante inorgânico, produzido a partir de rochas calcárias, composto basicamente de cálcio e

Leia mais

Cimento Portland Fabricação Composição química Propriedades

Cimento Portland Fabricação Composição química Propriedades Cimento Portland Fabricação Composição química Propriedades É um aglomerante hidráulico obtido pela moagem do clínquer Portland com adições de gesso e, eventualmente, escória básica de alto-forno, pozolana

Leia mais

Características, Propriedades e Classificação de Solos. Prof. Dr. Eurico L. de Sousa Neto. 11. Textura do Solo

Características, Propriedades e Classificação de Solos. Prof. Dr. Eurico L. de Sousa Neto. 11. Textura do Solo 11. Textura do Solo A textura de um solo constitui-se numa das características mais estáveis do solo e representa a distribuição das partículas do solo quanto ao tamanho. A grande estabilidade faz com

Leia mais

ESTUDO DOS PARÂMETROS TÉCNICOS DO ADOQUIM CERÂMICO COM INCORPORAÇÃO DE RESÍDUO DE ROCHA ORNAMENTAL

ESTUDO DOS PARÂMETROS TÉCNICOS DO ADOQUIM CERÂMICO COM INCORPORAÇÃO DE RESÍDUO DE ROCHA ORNAMENTAL ESTUDO DOS PARÂMETROS TÉCNICOS DO ADOQUIM CERÂMICO COM INCORPORAÇÃO DE RESÍDUO DE ROCHA ORNAMENTAL Juliana P. R. G. de Carvalho 1 (M), Carlos Maurício F. Vieira 2 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense

Leia mais

CAPÍTULO 4: ROCHAS SEDIMENTARES 4.1. INTRODUÇÃO:

CAPÍTULO 4: ROCHAS SEDIMENTARES 4.1. INTRODUÇÃO: CAPÍTULO 4: ROCHAS SEDIMENTARES 4.1. INTRODUÇÃO: As rochas sedimentos podem ser definidas como tipo rochoso derivado de outras rochas, depositado na forma de fragmentos ou precipitado quimicamente, que

Leia mais

ROCHAS ORNAMENTAIS FELDSPATO E QUARTZO

ROCHAS ORNAMENTAIS FELDSPATO E QUARTZO ROCHAS ORNAMENTAIS FELDSPATO E QUARTZO Ricardo Dutra (SENAI PR) [email protected] Resumo O Brasil possui uma das maiores reservas mundiais de granitos, e a lavra extensiva dos mesmos gera um volume

Leia mais

ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. Processos de Fabricação Cerâmica

ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. Processos de Fabricação Cerâmica ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Processos de Fabricação Cerâmica Paulo César dos Santos RA: 0259144 José Gabriel dos Santos RA: 0717594 Rogério de Castro RA: 0730736 Alex Valério RA: 0864327 Gilmar de Brito RA:

Leia mais

CARACTERÍSTICAS DO SOLO PARA EXECUÇÃO DE TAIPA - PARTE I

CARACTERÍSTICAS DO SOLO PARA EXECUÇÃO DE TAIPA - PARTE I CARACTERÍSTICAS DO SOLO PARA EXECUÇÃO DE TAIPA - PARTE I Jorge de Brito, Professor Associado c/ Agregação IST 1. Introdução Nesta edição da coluna, pretende-se fornecer indicações sobre a forma de seleccionar

Leia mais

ANÁLISE DE POROSIDADE APARENTE NA FABRICAÇÃO DE PORCELANATO UTILIZANDO RESÍDUOS DE CAULIM E GRANITO SINTERIZADOS A TEMPERATURA DE 1250ºC

ANÁLISE DE POROSIDADE APARENTE NA FABRICAÇÃO DE PORCELANATO UTILIZANDO RESÍDUOS DE CAULIM E GRANITO SINTERIZADOS A TEMPERATURA DE 1250ºC ANÁLISE DE POROSIDADE APARENTE NA FABRICAÇÃO DE PORCELANATO UTILIZANDO RESÍDUOS DE CAULIM E GRANITO SINTERIZADOS A TEMPERATURA DE 1250ºC João Batista Monteiro de Sousa 1 ; Paulo Henrique Morais do Nascimento

Leia mais

Origem e Formação dos Solos

Origem e Formação dos Solos UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL MSO1 - Mecânica dos Solos I Origem e Formação dos Solos Prof.: Flavio A. Crispim SINOP - MT 2012 Definição de solo Pode ser definido

Leia mais

A Influência da Variação da Moagem dos Carbonatos e Tratamento Térmico no Material, nas Características Físicas do Produto Acabado

A Influência da Variação da Moagem dos Carbonatos e Tratamento Térmico no Material, nas Características Físicas do Produto Acabado A Influência da Variação da Moagem dos Carbonatos e Tratamento Térmico no Material, nas Características Físicas do Produto Acabado Eduardo L. Bittencourt 1, José Celso B. Júnior 2 e Mário D. M. Silvestre

Leia mais

2. Considerando a figura dada na questão 2, explique a principal dificuldade de conformação da sílica fundida em relação ao vidro de borosilicato.

2. Considerando a figura dada na questão 2, explique a principal dificuldade de conformação da sílica fundida em relação ao vidro de borosilicato. Lista de Exercícios Materiais Cerâmicos 1. Num vidro, a deformação pode ocorrer por meio de um escoamento isotrópico viscoso se a temperatura for suficientemente elevada. Grupos de átomos, como por exemplo

Leia mais

MATERIAIS CERÂMICOS. Cerâmica vem da palavra grega keramus que significa coisa queimada

MATERIAIS CERÂMICOS. Cerâmica vem da palavra grega keramus que significa coisa queimada MATERIAIS CERÂMICOS Cerâmica vem da palavra grega keramus que significa coisa queimada Definição Tradicional Minerais de composição inconstante e pureza duvidosa são expostos a um tratamento térmico não-mensurável,

Leia mais

FORMULAÇÃO DE MATERIAIS CERÂMICOS

FORMULAÇÃO DE MATERIAIS CERÂMICOS FORMULAÇÃO DE MATERIAIS CERÂMICOS 1. Introdução Uma fase é caracterizada por uma composição, com estequiometria bem determinada e estrutura cristalina específica. Dois compostos podem ter mesma composição

Leia mais

CONFECÇÃO DE AMOSTRAS CERÂMICAS LABORATORIAIS POR EXTRUSÃO E ANÁLISE DAS PROPRIEDADES FÍSICO-MECÂNICAS DE TIJOLOS VAZADOS E BARRINHAS MACIÇAS

CONFECÇÃO DE AMOSTRAS CERÂMICAS LABORATORIAIS POR EXTRUSÃO E ANÁLISE DAS PROPRIEDADES FÍSICO-MECÂNICAS DE TIJOLOS VAZADOS E BARRINHAS MACIÇAS CONFECÇÃO DE AMOSTRAS CERÂMICAS LABORATORIAIS POR EXTRUSÃO E ANÁLISE DAS PROPRIEDADES FÍSICO-MECÂNICAS DE TIJOLOS VAZADOS E BARRINHAS MACIÇAS J. C. S. Andrade 1*, D. P. O. Brito 2, R. B. Nóbrega Júnior

Leia mais