MUDANÇAS TRIBUTÁRIAS 2015/2016
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- Matheus Paiva de Escobar
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1 MUDANÇAS TRIBUTÁRIAS 2015/2016 Efeitos práticos no patrimônio das Famílias e Investidores Out/2015
2 CONTEXTO TRIBUTÁRIO DO BRASIL Governo federal anuncia medidas para elevar carga tributária Imposto sobre herança pode quintuplicar arrecadação e Estados querem subir imposto sobre herança e icms diesel e Governo quer multar correntistas brasileiros no exterior que fogem de imposto Empresas terão de entregar declaração de planejamento tributário à Receita 2
3 PROGRAMA ITCD DO RS (LEI /2015 Imposto sobre Herança e Doações) Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doações IGHD (PEC 96/2015) Imposto sobre Grandes Heranças e Doações (adicional do ITCD) ANISTIA (PL 2960/2015) Anistia recursos não declarado no exterior AUMENTO DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE Ganho de Capital na Venda de Ativos Fundo de Investimento Juros sobre o Capital Próprio CPMF (PEC 140/2015) 3
4 ITCD - CONTEXTO DO BRASIL Para escapar desse cenário de alta dos impostos as famílias estão emigrando para outros países ou antecipando a sucessão O PESO DOS TRIBUTOS SOBRE PROPRIEDADE Em países selecionados, % do PIB GIRO GLOBAL Veja as alíquotas máximas do imposto sobre doação Reino Unido França Canadá Estados Unidos Coréia do Sul Itália Espanha Brasil Portugal Turquia Suécia Alemanha Chile 1 0,9 0,9 1,4 1,3 1, ,8 2,7 3,3 4,2 3,9 Japão Alemanha Suíça França EUA Chile Luxemburgo Itália Brasil 8,0 8,0 14,4 35,0 40,0 45,0 50,0 50,0 55,0 4
5 ITCD - CONTEXTO DO BRASIL As atuais alíquotas do ITCMD estadual já tem autorização constitucional para o patamar de 8%. CONFAZ acabou de enviar pedido ao Senado para que o teto seja elevado de 8% para 20% IMPOSTO SOBRE HERANÇAS NO BRASIL Veja as alíquotas máximas em cada unidade federativa do País 8,0 8,0 8,0 8,0 6,0 5,0 5,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 3,0 3,0 2,0 SC CE BA GO RS MG PE PR PI RJ RR SE TO SP AL PB MT RO AC MA DF ES PA RN AP MS 5
6 ITCD - CONTEXTO DO BRASIL Brasil paraíso fiscal na tributação da herança? NÃO! Nós tributamos o consumo! Para escapar desse cenário de alta dos impostos as famílias estão antecipando a sucessão no Brasil ou migrando para outros países. País Imposto sobre Herança Imposto sobre Consumo Médio Máximo BRASIL 3,86% 8,00% 28,70% EUA 29,00% 40,00% 5,80% Alemanha 28,50% 50,00% 12,70% Austrália 0,00% 0,00% 12,00% Canadá 0,00% 0,00% 14,70% Chile 13,00% 25,00% 19,00% China 0,00% 0,00% 11,80% França 32,50% 60,00% 15,40% Índia 0,00% 0,00% 38,00% Inglaterra 40,00% 40,00% 16,00% Itália 6,00% 8,00% 15,30% Japão 30,00% 50,00% 5,30% Luxemburgo 24,00% 48,00% 17,00% México 0,00% 0,00% 12,90% Noruega 0,00% 0,00% 25,00% Rússia 0,00% 0,00% 13,10% Suécia 0,00% 0,00% 25,00% Suíça 25,00% 50,00% 8,00% Fonte: EY 6
7 ITCD RS ALTERAÇÕES DA LEI Nº /2015 Introduz na lei orgânica do ITCD/RS (Lei nº 8.821/89), a transmissão causa mortis e doação de ações, quotas e valores (previsão anterior apenas em decreto e instrução normativa) Retira as hipóteses de isenção transmissões causa mortis por sucessão legítima, cujo quinhão não ultrapasse UFIR-RS (R$ ,00) Obriga, além do contribuinte, as empresas, o cônjuge sobrevivente, o responsável e o solidário a fornecerem à Fazenda Pública Estadual os elementos necessários para a apuração da BC do ITCMD Reintroduz alíquotas progressivas no ITCD do RS, elevando os atuais 3% e 4% para até 6% Tipo de Transmissão Causa Mortis Lei nº /15 (DOE de 25/09/2015) Alíquota Anterior 4% Doação 3% NOVA ALÍQUOTA Faixa Valor em UFIR-RS Valor em RS % I Até ,20 0% II De Até ,00 3% III De Até ,00 4% IV De Até ,00 5% V Acima de ,00 6% I Até ,00 3% II Acima de ,00 4% 7
8 ITCD RS ASPECTOS POLÊMICOS Vigência das novas alíquotas trazidas pela Lei nº , de 25/09/2015 A Lei estadual prevê vigência a partir da data da publicação A CF/88 estabelece a necessidade de observação dos Princípios da Anterioridade Nonagesimal e do Exercício Financeiro A nova Lei nº /2015 foi publicada em 25/09/2015, logo, tem vigência a partir de Jan/2016 Entendemos que as doações realizadas até 31/12/2015 devem ser tributadas com alíquota de 3% 8
9 ITCD RS ASPECTOS POLÊMICOS Cobrança de ITCD sobre benefícios de Previdência Privada Caráter eminentemente patrimonial, equiparando-se a uma simples aplicação financeira (TJ/RS - Agravo de Instrumento nº , de 07/02/13) Apuração da base de cálculo nas doações de quotas e ações, mediante avaliação da Receita Estadual O TJ/RS - Agravo nº , de 02/09/15 afastou a ofensa aos princípios da legalidade tributária e tipicidade, vez que: A base de cálculo está prevista na Lei 8.821/89: Valor Venal; e A forma de apuração está definida nos itens 6.4 e da IN DRP nº 45/98 (Efeitos a partir de 25/06/14): PL atualizado, acrescido de 50% da Receita Líquida média anual e atualizada. 9
10 IGHD (PEC 96/2015) Adicional do ITCD estadual Necessidade de aprovação da alteração na constituição e Lei federal para a sua cobrança Alíquota de até 27,5% - projetos em debate estabelecem alíquotas progressivas Vigência Não há mais tempo para aprovação em 2015 Se aprovado em 2016 terá vigência a partir de 2017 Situação atual: aguarda designação de relator da CCJ. Regime Especial. 10
11 HIPÓTESES DO NOVO IMPOSTO SOBRE HERANÇA (PATRIMÔNIO) NO BRASIL ESTADUAL FEDERAL Estados majoram a alíquota até o limite atual 8% Senado aprova proposta do CONFAZ para elevar o limite para 20% Aprovação da PEC 96/2015 e instituição do adicional ao imposto estadual de até 27,5% Cobra o IGF Imposto sobre Grandes Fortunas 11
12 Famílias antecipam a sucessão para evitar o novo Imposto sobre a Herança 12
13 ANTECIPANDO A SUCESSÃO NO BRASIL Planejamento Sucessório Relacionamento Interpessoal (sociologia e psicologia) Relação entre duas ou mais pessoas Delimitado pelo contexto onde esteja inserido Implica numa relação social, observação a um conjunto de normas Direito Societário regula a relação jurídica dentro de uma sociedade Família traz as normas de estrutura, organização e proteção da família Sucessões regula a transferência de bens entre herdeiros Governança Corporativa Sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo as práticas e os relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle Direito Societário, Família e Sucessões Relacionamento Interpessoal Governança Corporativa
14 ANTECIPANDO A SUCESSÃO NO BRASIL DOAÇÃO OU PARTILHA EM VIDA Reserva de Usufruto Inalienabilidade Incomunicabilidade Impenhorabilidade Reversibilidade Disponível e Legítima DEMAIS RECOMENDAÇÕES Testamento Plano de Previdência Holding familiar, FIP, FI, FII, FIDC Participações Societárias Declaração de Planejamento Tributário 12
15 EMIGRAÇÃO DE BRASILEIROS Estruturação Societária e Tributária MOTIVAÇÕES PESSOAIS MOTIVAÇÕES PRÁTICAS Segurança Pessoal Realização de um sonho Formação dos filhos Atividades Profissionais Família Amigos D Segurança Jurídica Preservação do Patrimônio Migração dos Bens Atividades Profissionais Condições para Residência (visto) Planejamento Sucessório Tamanho do Patrimônio A estruturação está diretamente ligada a motivação do migrante e deve ser aplicada de forma específica. 13
16 Demais mudanças tributárias 2015/
17 ANISTIA (PL 2960/2015) Possibilita a regularização de ativos mantidos no exterior não declarados no Brasil (por exemplo investimentos financeiros, imóveis, participações societárias) Alíquota: 35% (17,5% de principal e 100% de multa) Base de cálculo: valor da moeda estrangeira convertida pela taxa de 31/12/2014 (proporciona alíquota efetiva muito menor que os 35%) Regime de Tramitação de Urgência 14
18 IMPOSTO DE RENDA 2016 MP 692/2015 Eleva os atuais 15% de Imposto de Renda devido sobre ganhos de capital na venda de bens e direitos (imóveis, veículos, quotas ou ações de empresas) para até 30% 15% para ganhos de até R$ 1 milhão 20% para ganhos acima de R$ 1 milhão até R$ 5 milhões 25% para ganhos acima de R$ 5 milhões até R$ 20 milhões 30% para ganhos acima de R$ 20 milhões 15
19 IMPOSTO DE RENDA 2016 Ainda a MP 692/2015 Aumento do IR sobre Ganho de Capital Vigência: Se convertida a MP em Lei, tem vigência a partir de 01/01/16 Data limite para finalizar negociações em curso: 31/12/2015 Impactados Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas (simples nacional) só excetua Pessoa Jurídica tributada pelo regime de Lucro Real, Presumido ou Arbitrado Determinados investidores estrangeiros (4131 e CC5) 16
20 IMPOSTO DE RENDA 2016 Ainda a MP 692/2015 Aumento do IR sobre Ganho de Capital Alguns exemplos de operações atingidas Venda de participações societárias em empresas em integralização em FIP Venda de imóveis ou integralização em FII ou FIM Realização financeiras de participações em offshore Não devem ser impactadas (a depender da regulamentação) Venda de ações em bolsa (renda variável ainda que por pessoa física) O resgate ou amortização de cotas em fundos onshore (FIM, FIA ou FIP) 17
21 IMPOSTO DE RENDA 2016 MP 694/2015 Eleva a atual alíquota de 15% sobre pagamento de Juros sobre o Capital Próprio JCP para 18% Limita o valor de JCP anual em 5% anuais Vigência - se convertida a MP em Lei, tem vigência a partir de 01/01/16 18
22 IMPOSTO DE RENDA 2016 Instrução Normativa Receita Federal nº 1.585/2015 FIM / FIP / FIA Atualmente o repasse de dividendos desses Fundos não é tributada Passa a tributar os dividendos repassados a alíquota de 15% Operacionalização complicada possível revisão por parte do Governo 19
23 NOVA CPMF (PEC 140/2015) Contribuição provisória sobre movimentação ou transmissão de valores e de créditos e direitos de natureza financeira Alíquota de 0,20% Prazo: até 31/12/2019 Vigência: primeiro dia do quarto mês subsequente ao de sua publicação 20
24 Recomendações conclusivas para o enfrentamento das mudanças tributárias 2015/
25 CONCLUSÃO Sucessão - enfrentar o tabu e debater o tema como forma de preservação da harmonia e do patrimônio da Família Atentar para a condução de um debate multidisciplinar, imprimindo a mesma atenção para as suas diversas áreas Aumento da Carga Tributária Reapreciação das operações em curso Reapreciação da estrutura patrimonial da Família Estabelecimento de um Cronograma de Execução 20
26 OBRIGADO! 26
27 MUDANÇAS TRIBUTÁRIAS 2015/2016 Apêndice sobre Emigração de brasileiros Out/2015
28 EMIGRAÇÃO DE BRASILEIROS Estruturação Tributária Princípio da Universalidade O residente no Brasil paga imposto sobre renda gerada em qualquer parte do globo Princípio da Territorialidade O não residente no Brasil paga imposto sobre rendimentos provenientes de fontes no Brasil Guerra Fiscal entre países Tratados Internacionais, Residência Fiscal 2
29 EMIGRAÇÃO DE BRASILEIROS Estruturação Tributária O não residente paga imposto sobre rendimentos provenientes de fontes no Brasil, bem como para a transferência da propriedade de bens no Brasil BENS NO BRASIL DE PROPRIEDADE DE NÃO RESIDENTE RENDA TRIBUTOS SOBRE PATRIMÔNIO REGISTRO PÚBLICO Imóveis IR, IOF IPTU, ITBI, ITCMD CARTÓRIO Aplicações Financeiras IR, IOF IOF, ITCMD BACEN Créditos com terceiros IR, IOF IOF*, ITCMD BACEN Participações Societárias IR, IOF IOF*, ITCMD BACEN, JUNTA BENS NO BRASIL DE PROPRIEDADE DE NÃO RESIDENTE RENDA TRIBUTOS SOBRE PATRIMÔNIO REGISTRO PÚBLICO Imóveis IR, IOF IPTU, ITBI CARTÓRIO Aplicações Financeiras IR, IOF IOF BACEN Créditos com terceiros IR, IOF IOF* BACEN Participações Societárias IR, IOF IOF*, ITCMD BACEN, JUNTA Fonte: dmgsa.com.br O registro dos bens em pessoa jurídica é mais eficiente (offshore, trust, fundação, Joint-Tenancy with Rights of Survivorship) 3
30 EMIGRAÇÃO DE BRASILEIROS Estruturação Tributária BRASIL Não Residente para Fins Fiscais Que não resida no Brasil em caráter permanente Que se retire do Brasil em caráter permanente Que ingresse no Brasil com visto temporário por até 183 dias EUA Residente para fins fiscais Independe do status do processo imigratório Substantial presence test: - = (XX Dias no 2º Ano Antecedente / 6) + (YY Dias no 1º Ano Antecedente / 3) + (ZZ* Dias no Ano Corrente). - Se a soma for igual ou maior a 183 dias, é considerado RESIDENTE para fins fiscais. Residente: Princípio da universalidade Não residente: Princípio da territorialidade *ZZ deve ser igual ou maior a 31 dias. 4
31 EMIGRAÇÃO Alguns Tipos de Visto Temporário nos EUA Categoria do Visto Visto A-1 Visto B-1 Visto B-2 Visto C-1 Visto D Visto F-1 Visto G-1 / G-2 / G-4 Visto H-1 Visto I Visto J-1 Visto L-1 Visto M-1 Visto O-1 Visto P-1 Visto Q Visto R-1 Residência Temporária nos EUA Descrição Diplomatas e funcionários de governos estrangeiros Visitantes de negócios, empregados domésticos, estudantes acadêmicos e pesquisadores Férias, turismo ou tratamento médico Trânsito pelos Estados Unidos Tripulantes de aeronaves ou embarcações marítimas Estudantes: acadêmicos e vocacionais Funcionários de organismo internacional Trabalhadores temporários Jornalistas e membros da mídia Programas de intercâmbio Trabalhadores temporários (transferência na mesma empresa) Estudantes vocacionais Pessoas com habilidades extraordinárias em Ciências, Artes, Educação, Negócios ou Atletismo Artistas e animadores Intercâmbio cultural internacional Trabalhadores religiosos 5
32 EMIGRAÇÃO Alguns Tipos de Visto Permanente nos EUA Residência Permanente nos EUA Categoria do Visto Visto IR / IH / IW Visto F Visto E Visto DV Descrição Parentes imediatos de cidadãos Americanos Com base em família Com base em emprego (incluindo investidores) Programa EB-5 Com base na diversidade de imigrantes ( loteria de vistos ) 6
33 EMIGRAÇÃO DE BRASILEIROS Pedido de Residência Permanente nos EUA Programa EB-5 Capital mínimo de US$ 500 mil ou US$ investidos em novo negócio; Negócio próprio ou por meio de Centros Regionais; Geração de no mínimo 10 empregos para trabalhadores norte-americanos. Comprovação de elegibilidade ao programa. Comprovação da origem legal dos recursos aplicados (não pode ser empréstimo). 7
34 EMIGRAÇÃO DE BRASILEIROS Cronogramade Execuçãodo Pedidode ResidênciaPermanente ProgramaEB-5 NÚMERO DE MESES COMPROVAÇÃO E ANÁLISE DO INVESTIMENTO (I-526) ANÁLISE DO PEDIDO DE VISTO IMIGRANTE (DS-230) PERÍODO DE RESIDÊNCIA PERMANENTE CONDICIONAL ANÁLISE DO PEDIDO DE RESIDÊNCIA INCONDICIONAL (I-829) GREEN CARD... RESIDÊNCIA INCONDICIONAL PEDIDO DE 34 CIDADANIA
35 EMIGRAÇÃO DE BRASILEIROS Alguns exemplos de investimento via Centros Regionais (Programa EB-5) Localização EUA Projeto Representante Área Phoenix e Arizona Marriot Hotel Invest America Hotelaria Florida VooDoo BBQ & Grill Exclusive Visas Franquia de Restaurantes Nova York e cidades vizinhas Dunkin Donuts LCR Capital Partners Franquia de Restaurantes Texas Florida Apartamentos Residenciais e Salas Comerciais Orlando City US Freedom Capital ARCG Florida Regional Center, LLC Construção Civil Entretenimento Centros Regionais são entidades públicas (agências governamentais) ou privadas (parcerias ou qualquer outra entidade comercial existente nos EUA) envolvidas com a promoção de aumento de capital nacional, criação de empregos e melhoria da produtividade regional ( 9
36 EMIGRAÇÃO DE BRASILEIROS EUA Diferença entre Residentes Permanentes x Cidadãos americanos Direito Residentes Cidadãos Permanentes dos EUA Viver e trabalhar em qualquer lugar dos EUA? Sim Sim Protegido pela lei dos EUA? Sim Sim Acesso ao sistema de ensino superior? Sim Sim Acesso e cuidados médicos? Sim Sim Pede viajar para fora dos EUA? Sim Sim É possível obter o passaporte americano? Não Sim Pode concorrer a cargos políticos? Não Sim Acesso a benefícios federais? Não Sim Deve seguir os requisitos de residência? Sim Não Fonte: 10
37 EMIGRAÇÃO DE BRASILEIROS Alguns pontos práticos na saída definitiva do Brasil Comunicação das fontes pagadoras Atentar para incidência tributária mais onerosa Declaração de Saída Definitiva Atentar para os registros com terceiros e contas de dependente Registro no BACEN Participação Societária Créditos com terceiros (atentar para também registrar no terceiro) Alteração das contas bancárias para a condição de não residente Saída da administra -ção de toda e qualquer empresa Permitido Conselho de Administr. Constituição de procurador para representa -ção junto aos ativos no Brasil Serviço Militar dos filhos, eleitoral, aditamento de contratos mudança de domicílio, água, luz, telefone, carro,... 11
38 EMIGRAÇÃO Necessária conciliação das motivações da migração com os requisitos para a residência (Visto), tributação da Renda e do Patrimônio 12
39 MUDANÇAS TRIBUTÁRIAS 2015/2016 Apêndice sobre Regimes de Casamento e Direito Sucessório Out/2015
40 Regimes de Casamento Comunhão Parcial No regime da comunhão parcial os bens adquiridos na constância do casamento são comuns Bens adquiridos à época de solteiro são bens particulares e continuam pertencendo ao seu titular Bens recebidos a título de doação ou herança pertencem ao seu titular Frutos e Rendimentos são compartilhados desde que gerados na constância do casamento.
41 Regimes de Casamento Divórcio na Comunhão Parcial Serão objeto de partilha os bens comuns (adquiridos durante a união), à razão de 50% para cada cônjuge. Bens Anteriores 100% Cônjuge 1 100% Cônjuge 2 Bens Posteriores (bens comuns) 50% Cônjuge 1 50% Cônjuge 2
42 Regimes de Casamento Comunhão Universal No regime de comunhão universal comunicam-se todos os bens dos cônjuges, inclusive os pertencentes e existentes antes do casamento. Bens recebidos a título de doação ou herança se comunicam (salvo disposição em contrário). Frutos e Rendimentos também se comunicam.
43 Regimes de Casamento Divórcio na Comunhão Universal Serão objeto da partilha todos os bens (prévios e comuns), à razão de 50% para cada cônjuge. 50% Cônjuge 1 50% Cônjuge 2
44 Regimes de Casamento Separação de Bens No regime de separação de bens, estes permanecerão sob a administração exclusiva de cada um dos cônjuges, que os poderá livremente alienar ou gravar de ônus real. Obrigatoriedade Legal: pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento; pessoa maior de 70 (setenta) anos; todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial.
45 Regimes de Casamento Divórcio na Separação de Bens Nenhum bem será objeto de partilha (exceto os registrados em nome de ambos os cônjuges), cabendo a cada cônjuge os bens registrados em seu respectivo nome. 100% dos Bens registrados no nome do Cônjuge 1 100% dos Bens registrados no nome do Cônjuge 2
46 Regimes de Casamento União Estável Reconhecida como entidade familiar, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família. Supletivamente aplica-se o Regime de Comunhão Parcial de Bens. Companheiro não é considerado Herdeiro Necessário. Extingue-se pela Separação de Fato.
47 Regimes de Casamento Divórcio na União Estável Será aplicada a mesma previsão do regime de comunhão parcial de bens: serão objeto de partilha os bens comuns (adquiridos durante a união), à razão de 50% para cada cônjuge (exceto se adotado regime diverso). Bens Anteriores 100% Cônjuge 1 100% Cônjuge 2 Bens Posteriores (bens comuns) 50% Cônjuge 1 50% Cônjuge 2
48 Direito Sucessório Vocação Hereditária (Falecimento) Pertence aos herdeiros necessários a metade dos bens da herança, constituindo a legítima. São herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes e o cônjuge (depende do regime de casamento). O testador somente poderá dispor de metade da herança, salvo se não houver herdeiros necessários. A herança de pessoa viva não pode ser objeto de contrato. A sucessão abre-se no lugar do último domicílio do falecido.
49 Direito Sucessório Vocação Hereditária Comunhão Universal 50% Meação 25% Legítima 25% Disponível. Descendentes. Ascendentes. Cônjuge Herdeiros Necessários Meeiro
50 Direito Sucessório Vocação Hereditária Comunhão Parcial Bens anteriores 50% Legítima 50% Disponível. Descendentes. Ascendentes. Cônjuge Herdeiros necessários Bens posteriores 50% Meação 25% Legítima 25% Disponível. Descendentes. Ascendentes. Cônjuge Herdeiros necessários Meeiro
51 Direito Sucessório Vocação Hereditária Separação Convencional 50% Legítima 50% Disponível. Ascendentes. Descendentes. Cônjuge Todos concorrem como Herdeiros necessários (na existência de Descendentes e Cônjuge os ascendentes não concorrem)
52 Direito Sucessório Vocação Hereditária Separação Obrigatória 50% Legítima 50% Disponível. Descendentes. Ascendentes. Cônjuge (Súmula 377 STF) Herdeiros necessários Súmula 377 STF: No regime de separação legal de bens, comunicam-se os adquiridos na constância do casamento.
53 Direito Sucessório Vocação Hereditária União Estável - Comunhão Parcial Bens anteriores 50% Legítima 50% Disponível. Descendentes. Ascendentes. Cônjuge Herdeiros necessários Bens posteriores 50% Meação 25% Legítima 25% Disponível. Descendentes. Ascendentes. Cônjuge Herdeiros necessários
54 Direito Sucessório Caracterização da União Estável Requisitos subjetivos more uxório: mútua assistência moral, material e espiritual, caracterizada pelos interesses e atos comuns inerentes à entidade familiar. affectio maritalis: ânimo de constituir família, isto é, que além do afeto (elemento componente de toda relação familiar), o propósito comum de formação de uma entidade familiar.
55 Direito Sucessório Caracterização da União Estável Requisitos objetivos Notoriedade - a relação não é furtiva, secreta. Reconhecimento social da união (público). Estabilidade ou duração prolongada - não exige um tempo mínimo de convivência, basta que se comprove a intenção de constituir uma família. Continuidade - relacionamento sem interrupções. Inexistência de impedimentos matrimoniais inexistência dos impedimentos previstos pelo art CC, por exemplo, os companheiros não podem possuir outra relação de caráter conjugal.
56 Direito Sucessório Utilização de Cláusulas Restritivas no Testamento Parcela Disponível Incomunicabilidade Os bens doados/herdados não se comunicam com o patrimônio do cônjuge (em qualquer regime de casamento) Impenhorabilidade Impede a penhora de bens doados ou herdados Inalienabilidade Impede a venda ou doação dos bens doados/herdados Reversão Se o doador sobreviver ao donatário, os bens doados voltam ao patrimônio do doador Reserva de Usufruto transferência somente da nua propriedade, preserva os frutos, rendimentos e acréscimos com o doador
57 Direito Sucessório DOAÇÃO Sujeita-se à sistemática de tributação vigente no momento da doação (efeito inter vivos) Bilateral a alteração depende das partes Não condiciona o inventário a processo judicial Público ou Particular Não há necessidade de justa causa para gravar a legítima com cláusulas restritivas Pode ser estabelecida Reserva de Usufruto e Reversibilidade Trata exclusivamente da transferência de bens e encargos TESTAMENTO Sujeita-se a sistemática de tributação vigente no momento do falecimento (efeito causa mortis) Unilateral alteração não depende dos herdeiros Condiciona o inventário a processo judicial Público, cerrado ou Particular Necessidade de justa causa para gravar a legítima com cláusulas restritivas Não aplicável a Reserva de Usufruto e a Reversibilidade Pode tratar de diversos temas além da transferência de bens e encargos
58 Direito Sucessório Inventário/Partilha e Separação/Divórcio - Inovação da Lei /2007 Inventário e Partilha Pode ser feito por escritura pública Prazo: 60 dias até o máximo de 12 meses Requisitos: Não envolvimento de incapazes e inexistência de testamento. Tem que ser assistido por advogado. Separação e Divórcio Pode ser feito por escritura pública, que deverá versar sobre partilha, pensão alimentícia e eventual alteração ou manutenção de nome Requisitos: Não envolvimento de incapazes / assistência de advogado
59 Fone: (fax) Rua da Glória, 251 5º andar Centro Cívico Ed. Neo Corporate Curitiba/PR CEP:
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