Urinálise. João Batista Costa Neto, PharmD
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- Terezinha Martins Miranda
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1 Urinálise João Batista Costa Neto, PharmD
2 Apresentação Farmacêutico Bioquímico pela Universidade Federal de Santa Maria/RS; Residência em Análises Clínicas HU/UFSM/RS; Especialista em Onco-hematologia pelo Hospital Albert Einstein - SP; Oficial Farmacêutico da Aeronáutica - Chefe do Laboratório de Análises Clínicas do Hospital da Base Aérea de Campo Grande / MS; Docente do curso de Especialização em Citologia Clínica do SBCC-MS; Coordenador do CELLAQ - Cursos on-line na área laboratorial; Docente da SBAC E-learning Rio de Janeiro - RJ; Curriculum lattes na internet: Delegado da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas - MS; Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Citologia Clínica - SBCC; Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas - SBAC.
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13 Urinálise Medicina Laboratorial diagnóstica se inicia com o ESTUDO DA URINA = URINOSCOPIA Onde: antigo Egito (papiros) Grécia antiga (Hipócrates 500 anos antes de Cristo). Quando desde os primórdios da história O que era Observado : ASPECTO E COR ODOR SABOR TESTE DA FORMIGA (presença de açúcar)
14 Urinálise ESTUDO CIENTÍFICO DA URINA Onde: Europa Quando 1694 (século XVII em diante) evolução da química orgânica e invenção do Microscópio O que era examinado: ASPECTO E COR, ODOR, SABOR TESTE DA FORMIGA ANÁLISE QUÍMICA e MICROSCÓPICA
15 Urinálise Amostra biológica de mais rápida obtenção Amostra biológica de mais fácil coleta num laboratório clínico: COLETA INDOLOR Preservação dífícil duas horas no máximo Informações laboratoriais sobre as funções metabólicas do dono da amostra por meio de exames simples: Custo base: tira reagente (R$0,60 a R$0,80) microscopia pós centrifugação
16 Urinálise 1. IMUNOQUÍMICA 60 a 70% da rotina de um Laboratório de Análises Clínicas (LAC) Bioquímica básica, hormônios, marcadores tumorais, sorologia 2. HEMATOLOGIA 10 A 15% da rotina de um Laboratório de Análises Clínicas (LAC) HEMOGRAMA, COAGULAÇÃO E IMUNO-HEMATO 3. URINÁLISE 10 a 15% da rotina de um Laboratório de Análises Clínicas (LAC) 4. PARASITOLOGIA 10 a 15% da rotina de um Laboratório de Análises Clínicas (LAC)
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23 Formação A urina é constantemente formada ultrafiltrado do plasma O Sistema urinário é composto por 4 componentes: Rins: onde a urina é filtrada Ureteres: que levam a urina a bexiga Bexiga: onde a urina é armazenada Uretra: onde a urina é excretada O fluxo sanguineo renal orienta esse processo A filtração sanguínea envolve processos de reabsorção e excreção
24 Formação 2 rins Artéria renal, veia renal e ureteres Uma cápsula sobre cada rim glândula supra-renal
25 Néfron Unidade funcional do rim Há cerca de 1,0-1,5 Há cerca de 1,0-1,5 milhões em cada rim
26 Glomérulo Formado pelas arteríolas aferentes As paredes glomerulares são permeáveis à agua Ocorre filtração da água que sai pela cápsula de Bowman O sangue restante deixa o glomérulo pela arteríola
27 Fisiologia Renal Fluxo sanguíneo renal Filtração glomerular Reabsorção tubular Secreção tubular
28 Fluxo sanguíneo renal Fluxo sanguíneo total : 1200 ml/min Fluxo plasmático total : ml/min O sangue chega pela arteríola aferente, é filtrado nos glomérulos e sai pela arteríola eferente Está relacionado à superfície corporal
29 Filtração glomerular O glomérulo está localizado dentro da cápsula de Bowman início dos túbulos renais Filtro não seletivo A filtração glomerular depende: Estrutura/pressão/sistema renina-angiotensina
30 Reabsorção tubular Transporte ativo substância a ser reabsorvida deve se ligar a uma proteína transportadora glicose, aminoácidos, sais Transporte passivo água
31 Secreção tubular Passagem de substâncias do sangue para o filtrado tubular Funções: Eliminação de produtos residuais não filtrados pelo glomérulo Regulação do equilíbrio ácido-básico pela secreção de íons H +
32 Volume urinário final Fluxo filtrado no glomérulo : 120 ml/min Excretado como urina: 1mL/min Desidratação reduz a produção de urina para 0,3 ml/min Excessiva hidratação aumenta a produção de urina para 15mL/min Adulto produz em média ml de urina por dia Dia > Noite
33 Urinálise 70% - FASE PRÉ ANALÍTICA COLETA: idosos, crianças (lactentes) orientação inadequada quanto a assepsia TRANSPORTE E PRESERVAÇÃO ANTES DA ANÁLISE DUAS HORAS no máximo REFRIGERAR, REFRIGERAR E REFRIGERAR... Geldeiras maletas térmicas DESCENTRALIZAR AS ANÁLISES
34 Amostra de urina
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37 Urinálise Isolada ao acaso Primeira da manhã (preferencialmente) Amostra com tempo marcado: 02,06,12, 24 horas provas bioquímicas: clearence, proteinúria e microalbuminúria
38 Urinálise Urina de 24 horas laboratório deve: orientar por escrito laboratório deve fornecer os frascos adequados laboratório deve verificar se o paciente entendeu as orientações
39 Clearance creatinina
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41 Urinálise Exame Físico (características físicas) Aspecto, Cor, Volume (?-importante relatar quando muito baixo prejudicando restante da análise)
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43 Exame físico
44 Urina amostra > 2h
45 Influências pré-analíticas
46 Norma Brasileira Leitura
47 Urinálise Exame Químico Fitas Reagentes: Meio simples e rápido de realizar várias análises bioquímicas simultâneas. Quadrados de papel absorventes impregnados por substâncias químicas e presos em tiras de plástico.
48 Urinálise
49 Princípio das reações
50 Urinálise
51 Automação
52 Densidade
53 Densidade
54 ph
55 Proteína
56 Proteína
57 Proteína
58 Glicose
59 Corpos Cetônicos
60 Sangue/Hb
61 Sangue/Hb
62 Bilirrubina
63 Bilirrubina
64 Urobilinogênio
65 Urobilinogênio
66 Nitrito
67 Nitrito
68 Leucócitos
69 Leucócitos
70 Nitrito/esterase
71 Controle de qualidade Nacional: Material de CQI de tira de urina fabricado pela CONTROL-LAB Material de CQI de tira de urina distribuído pelo PNCQ Importado: Material de CQI de tira de urina fabricado pela BIORAD rotinas muito grandes. Problemas: estabilidade da amostra-controle após aberta PREÇO ($$$$$)
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74 Urinálise Depende principalmente da SENSIBILIDADE da fita ou tira reagente utilizada Quanto maior a quantidade de FALSOS NEGATIVOS menor a sensibilidade e portanto maior a necessidade de microscopia desnecessária. Quanto maior a sensibilidade da tira/fita utilizada pelo laboratório menor a necessidade de análise microscópica
75 Norma
76 Contagem Células/campo: Lâmina e Lamínula barato e prático
77 Cilindros Importante Relatar o(s) tipo(s) de cilindro presentes na amostra Relatar a freqëncia dos mesmos quando presentes (raros, regular nº, numerosos) Raros cilindros hialinos: sem importância clinica.
78 Cristais Identificação dos cristais: Atlas de urinálise na bancada ph de urina Presença ou não de hematúria importante hemácias dismórficas
79 Cristais URINA ÁCIDA Ácido úrico Oxalato de Cálcio Urato de Sódio Leucina Cistina medicamentos Urato amorfo (precipitado)
80 Cristais URINA ALCALINA Fosfato triplo Carbonato de Ca Fosfato de Cálcio amorfo
81 Outros elementos Bactérias: importante tempo de coleta se maior que duas horas esquecer Fungos: contaminação com secreção vaginal. Muco: contaminação com secreção vaginal. Espermatozóide em urina de mulher: Solicitar nova amostra colhida no laboratório, dependendo da situação avisar o médico solicitante. Abstinência sexual para coleta de urina.
82 ATENÇÃO Exame de urina: falsa hematúria e proteinúria. NÃO SE COLHE URINA DE PACIENTES MENSTRUADAS! SOMENTE NAS UTIs e neste caso usar tampão vaginal antes da coleta e fazer higiene caprichada. Nas dosagens hormonais ocorrem variações fisiológicas que devem ser interpretadas pelo seu médico. Mas o período menstrual não é fator impeditivo para realização de exames.
83 Litíase Supersaturação concentração do soluto carga iónica ph urinário Presença de inibidores Citrato, Magnésio, Pirofosfato, GAG Epitaxia Estase, infecção Matriz (não cristalina)
84 Litíase ph>6 hiperoxalúria primária dietética entérica hipocitratúria hiperuricosúria hipercalciúria idiopática hiperabsorção jejunal perdas renais reabsorção (hiperparatiroidismo)
85 Litíase Ácido úrico ph <5.5 hiperuricosúria Cistina Defeito genético, autosómico recessivo (crom. 2p.16 e mais recentemente 19q13.1) - Absorção anormal, intestinal e tubular renal de aminoácidos dibásicos, como a cistina, ornitina, lisina e arginina (COLA)
86 Litíase ph > 7.2 estase bactérias desdobradoras de ureia Proteus mirabilis Pseudomona spp (mas não a E. coli)
87 Litíase
88 Litíase assintomática relacionada com: obstrução infecção a cólica renal
89 Litíase quase sempre a causa é litiásica... mas pensar também noutras causas de obstrução: necrose papilar coágulo tumor
90 Litíase
91 Litíase
92 Litíase
93 Litíase
94 Litíase
95 Obrigado!
96 Roteiro Prático Leitura
97 Ácido úrico
98 Oxalato de cálcio
99 Cristais amorfos
100 Carbonato de cálcio
101 Biurato de amônia
102 Fosfato Triplo Magnesiano
103 Fosfato Triplo Magnesiano
104 Fosfato de cálcio
105 Cistina
106 Tirosina
107 Bilirrubina
108
109 Células epiteliais
110 Cilindro hemático
111 Cilindro hemático
112 Cilindro leucocitário
113 Cilindro hialino
114 Cilindro granuloso
115 Cilindro cereo
116 Cilindro cereo
117 Leucócitos/bactérias
118 Leveduras
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