Ivo da Costa do Rosário (UFF/UFRJ)
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- Walter Castelo Valverde
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1 Aspectos morfossintáticos das construções correlatas aditivas: Uma perspectiva funcional Ivo da Costa do Rosário (UFF/UFRJ) Ainda é marcante a polêmica quanto à existência e à caracterização da correlação, entendida como processo sintático distinto da coordenação e da subordinação. A maioria dos gramáticos tradicionais, por influência da Nomenclatura Gramatical Brasileira, não incluiu em suas obras a correlação, apesar de esta apresentar especificidades bem particulares em relação aos processos mais canônicos de estruturação sintática. Contudo, a despeito de a NGB preconizar apenas a existência dos processos sintáticos de subordinação e coordenação, no âmbito do chamado período composto, houve vozes e opiniões dissonantes ao longo do percurso de sua normatização. Chediak (1960, p. 74), consultado acerca do assunto, na época da elaboração da NGB, afirmou: É lamentável que o Anteprojeto tenha excluído a correlação e a justaposição como processos de composição de período. Melo (1978), Castilho (2004), Módolo (1999), Rodrigues (2007), entre outros autores, buscam um direcionamento diferente para a questão, filiando-se às ideias do gramático Oiticica (1952). Na correlação, segundo esses autores, a cada elemento gramatical na primeira oração corresponde outro elemento gramatical na segunda, sem o quê o arranjo sintático seria inaceitável. Ainda segundo tais autores, essa definição de caráter genérico já seria suficiente para contrapor a correlação aos outros dois processos mais clássicos de estruturação do chamado período composto. Em termos funcionais-discursivos, segundo Módolo (1999), a correlação é particularmente útil para emprestar vigor a um raciocínio, aparecendo principalmente nos textos apologéticos e enfáticos, que se destacam mais por expressarem opiniões, defenderem posições, angariarem apoio, do que por informarem com objetividade os acontecimentos. Assim, rompendo com a tradição gramatical e ainda com a força do paradigma formal estruturalista, intentamos, com este trabalho, propor um tratamento inovador para a questão. Nosso objetivo é analisar a correlação como um processo distinto dos demais à luz da linguística funcional norte-americana, mais especificamente sob o arcabouço teórico do paradigma da gramaticalização. Acreditamos que este trabalho tem o mérito de propor uma descrição mais precisa para a sintaxe do português que, com modelos herdados da antiga tradição greco-latina, ainda ressente-se de uma consistência descritiva e analítica mais apurada, haja vista a constituição moderna de nossa língua portuguesa. Em termos metodológicos, nossa pesquisa persegue, em um primeiro momento, um viés estritamente teórico, cuja intenção é desvelar as dissensões acerca do tema e propor um tratamento preciso para o conceito de gramaticalização que, de per si, também comporta em seu bojo divergências significativas. Em um segundo momento, aplicaremos o instrumental teórico adotado aos dados da língua portuguesa, mais especificamente um corpus de textos políticos, extraídos do site da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Esse segundo momento visa à comprovação de nossa tese inicial que gira em torno da relevância de considerarmos a correlação como um expediente sintático distinto dos demais. A adoção do paradigma da gramaticalização permeará nossas investigações por demonstrar, como já foi verificado em diversas outras pesquisas, alto poder descritivo e analítico. Sem dúvida, o trabalho ora proposto poderá contribuir em grande medida para os estudos em língua portuguesa. O diálogo a ser travado entre correlação e gramaticalização determina um momento bem marcante dos estudos linguísticos no Brasil, afinal, as preocupações dos pesquisadores que se debruçam sobre os temas da correlação e gramaticalização estão distantes no tempo, mas reclamam uma aproximação ou aglutinação com vistas a perquirições mais modernas.
2 Palavras-chave: Gramaticalização correlação subordinação - coordenação - morfossintaxe Referências bibliográficas: ABREU, Antônio Suárez. Coordenação e Subordinação uma proposta de descrição gramatical. In: ALFA Revista de Lingüística. São Paulo, Fundação Editora da UNESP, v. 41, ALONSO, Amado y UREÑA, Pedro Henríquez. Gramática castellana. Buenos Aires, Losada, AZEREDO, José Carlos. Fundamentos de Gramática do Português. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, Iniciação à sintaxe do português. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., BARRETO, Therezinha Maria Mello. Gramaticalização das conjunções na história do português. Salvador, Universidade Federal da Bahia, Tese de Doutorado. 2 vol. BECHARA, Evanildo. Gramática escolar da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Lucerna, Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro, Lucerna, BELLO, Andrés. Gramática de la lengua castellana. Paris, Roger y Chernoviz Editores,1965. BOSQUE, Ignacio y DEMONTE, Violeta. (orgs.) Gramática Descriptiva de la Lengua Española. Real Academia Española. Madrid, Espasa, BYBEE, Joan. Mechanisms of Change in Grammaticalization: The Role of Frequency. In: Brian D. Joseph and Richard D. Janda (eds.). The Handbook of Historical Linguistics. Blackwell Publishing, CAMARA JR., Joaquim Mattoso. Dicionário de Lingüística e Gramática. Petrópolis, Vozes, Estrutura da Língua Portuguesa. Petrópolis, Vozes, História e Estrutura da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Padrão Livraria Editora Ltda., CHEDIAK, Antônio José (org). Nomenclatura Gramatical Brasileira e sua elaboração. CADES, CUENCA, Maria Josep & HILFERTY, Joseph. Introducción a la lingüística cognitiva. Barcelona, Ariel Lingüística, S.A., CUNHA, Celso & CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 3ª ed. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, CUNHA, Maria Angélica Furtado da; OLIVEIRA, Mariângela Rios; MARTELOTTA, Mário Eduardo. (org.). Lingüística Funcional teoria e prática. Rio de Janeiro, DP & A Editora, VI JEL UERJ 02 a 04dez2010 pág. 2
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