Aspectos históricos da Semiótica
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- Diogo Gusmão Dias
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1 Aspectos históricos da Semiótica
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3 O que é Semiótica? Origem da palavra Semiótica: O termo semióticavem da raiz grega semeion,que quer dizersigno. Logo, Semiótica é a ciência dos signos (verbal e não-verbal). Assim como a gramáticae a aritméticaou a biologiae a filologia, que são campos da ciência que estudam as diversas áreas de conhecimento humano, a semiótica, na sua origem, é a ciência do signo, ou seja, é a ciência que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos artes visuais, fotografia, música, cinema, culinária, vestuário, gestos, religião, ciência, literatura etc, isto é, sistemas de significação.
4 O que é Semiótica? A semiótica como conhecemos hoje surgiu em fins do século XIX, começo do século XX, o que poderia denominar de uma consciência semiótica. Na segunda metade do século XIX, surge na então União Soviética (atual Rússia), paralelamente ao que ocorria no mundo, a semiótica da cultura, com tendência para uma visão globalizadora da cultura. A Semiótica como ciência geral dos signos, nasceu do americano Charles SandersPeirce( ) nos Estados Unidos. A Semiologia passada a ser chamar Semiótica, foi desenvolvida por Greimase Ferdinand de Saussure na França.
5 Tipos de semiótica As "semióticas" se voltam à investigação de signos e/ou significação. O que diferencia um tipo de semiótica de outro é a concepção e a delimitação de seu campo de estudo. Assim, essa variedade foi construída à medida que os estudos divergiam em seus propósitos. Semiótica peirceana(peirce USA): Foco de atenção:universalidade epistemológica e metafísica. Nas palavras de Santaella: "uma teoria sígnica do conhecimento que busca divisar e deslindar seu ser de linguagem, isto é, sua ação de signo" (2006: 14). Semiótica do discurso/semiologia(saussure; Lévi-Strauss; Barthes; Greimas Europa Ocidental): Foco de atenção:signos verbais. Semiótica russa ou semiótica da cultura(jakobson; Hjelmslev; Lotman antiga União Soviética): Foco de atenção:linguagem, literatura e outros fenômenos culturais, como a comunicação não-verbal e visual, mito, religião.
6 O que é Semióticada Cultura? Os semioticistasda Escola de Tártu-Moscou (ETM) -entre os grandes nomes da Escola estão: Ivanov, Piatigórski, Topórov, Uspiênskie, especialmente, Iuri Lótman, -entendem a cultura como linguagem. Para eles, linguagem é o elo que une domínios diferentes da vida no planeta (MACHADO, 2003, p. 25). Por isso, aplicaram-se em compreender toda e qualquer linguagem, todas as formas de expressão, que vão além da esfera social, estão na cultura e abarcam todos os aspectos da vida. Eles entendiam que as inúmeras formas de expressão fazem parte de um conglomerado sígnicoque vai além da codificação gráfico-visual do alfabeto verbal (MACHADO, 2003, p. 13), para eles, a cultura se realiza em sistemas sígnicosde diferentes naturezas: o gestual, o visual, o sonoro, o arquitetônico, etc.
7 O que é Semióticada Cultura? A definição de cultura para a ETM é memória não-genética, um conjunto de informações que os grupos sociais acumulam e transmitem por meio de diferentes manifestações do processo da vida, como a religião, a arte, o direito (leis), formando um tecido, um continuumsemiótico sobre o qual se estrutura o mecanismo das relações cotidianas. São programas de comportamento que permitem converter acontecimentos em conhecimento. Para a ETM, quanto mais complexa se tornou a sociedade, mais complexas foram as demandas de formas de interagir entre seus indivíduos e entre eles e a natureza.
8 O que é Semiótica do discurso/semiologia? A semiótica francesa, para se constituir, foi influenciada por três áreas do conhecimento: a linguística (Ferdinand de Saussure), a antropologia (Leví-Strausse a filosofia (Louis Hjelmslev). Para Bertrand (2003:14): A concepção semiótica do discurso vista como uma interação entre produção (por um sujeito enunciador) e apreensão (ou interpretação por um outro sujeito enunciador) foi pouco a pouco se aproximando da realidade da linguagem em ato, procurando apreender o sentido em sua dimensão contínua e estreitando cada vez mais o estatuto e a identidade de seu sujeito. Em outras palavras: procura descrever e explicar o que o texto diz e como ele faz para dizer o que diz, examinando, em primeiro lugar, o seu plano de conteúdo, concebido sob a forma de um percurso global que simula a geração do sentido.
9 O que é Semiótica do discurso/semiologia? Desdobramentos hoje: Antes da morte de Greimas, já surgira na França, a chamada semiótica das paixões, teoria desenvolvida por ele e por Jacques Fontanille, que lida com a transformação contínua e recursiva dos estados de alma. semiótica plástica, de Jean-Marie Floch, cujo propósito é entender não só as condições de produção, mas também um certo tipo de relação entre um significante (visual) e um significado (Floch, 2006:02). semiótica tensiva: desenvolvida por Claude Zilberberge J. Fontanille, onde intensidade seria a dimensão do sensível, enquanto, a extensidade, o lugar do inteligível. Semiótica do sensível: a partir da última obra de Greimaschamada L Imperfection(1987) que teve continuidade por Eric Landowski: (...) sua constante preocupação em descrever agora um sentido que se dá em ato, seja nas experiências individuais, seja nas práticas sociais cotidianas, nas quais estão necessariamente envolvidos componentes afetivos e sensoriais. (FETICHE: 2006:02)
10 Alguns conceitos: O que é Signo? Signo, segundo Charles SandersPeirce, o pensador da semiótica, seria: uma coisa que representa uma outra coisa: seu objeto. Eles só pode funcionar como signo se carregar esse poder de representar, substituir uma outra coisa diferente dele. O signo não é o objeto. Ele apenas está no lugar do objeto. Portanto, ele só pode representar esse objeto de um certo modo e numa certa capacidade. Não importa de que espécie; qualquer coisa que representa alguma outra coisa para alguém. Ou seja: toda e qualquer coisa que se organize ou tenda a organizar-se sob a forma de linguagem, verbal ou não, é objeto de estudo da Semiótica (Pignatari, 1987 p.13).
11 Alguns conceitos: O que é Signo? -Lestrês Riches HeuresduDuc de Berry: conjunto de signos verbais e não verbais organizados em forma de sistema.
12 Alguns conceitos: O que é Signo? - Uzbequistão: conjunto de signos verbais e não verbais organizados em forma de sistema.
13 Alguns conceitos: O que é Signo?
14 Linguagem Qualquer produção discursiva apresenta intertextualidade, ou seja, é formada a partir da combinação dos diversos elementos da linguagem. Dois importantes teóricos analisaram a linguagem e o signo: Ferdinand de Saussure, suíço, analisou o discurso por meio da linguística, relacionando a estrutura da língua com valores da sociedade Charles Pierce, norte-americano, centrou-se nos elementos não-verbais da linguagem que produziam efeitos filosóficos, ou seja, através da semiótica é possível compreender que os valores culturais interferem na produção e na interpretação das diversas expressões humanas.
15 Linguagem Analisar o discurso é essencial para compreender como e por que nos comunicamos. A partir dessas informações, podemos afirmar que: Não há comunicação sem linguagem; Não existe linguagem sem código. Como exemplo, a língua portuguesa que é um código; Os códigos podem ser verbais, visuais e sonoros. Assim, podemos dizer que: A linguagem é feita de códigos e os códigos são feitos de signos. Ex.: Linguagem escrita. Código: a língua portuguesa. Signo: palavras
16 Linguagem A divisão do signo segundo Saussure é feita em duas partes: Significante: refere-se à parte material do signo forma gráfica, o som A palavra rosa, temos o significante (a forma), que muda conforme o idioma Significado: parte abstrata do signo -a ideia, o conteúdo, o conceito O objeto, a flor ou a cor, é o significado, Enquanto o semioticistacharles Peircedividiu o signo em três categorias: ícone, índice e símbolo. Ícone: signo que representa fielmente seu objeto; Índice: apresenta uma relação de proximidade; Símbolo: convenção, lei.
17 Para que serve a Semiótica? A Semiótica, cada vez mais, vem sendo utilizada no campo comunicacional como método de pesquisa nas mais diversas áreas, seja nos estudos das linguagensmusical e gestual, das linguagens fotográfica, cinematográfica e pictórica, bem como das linguagens poética, publicitária e jornalística. Precisamos ler os signoscom a mesma naturalidade com que respiramos, com a mesma prontidão que reagimos ao perigo e com a mesma profundidade que meditamos (SANTAELLA, 2000: 11). A semiótica possibilita analisar as relações entre uma coisa e seu significado.
18 Para que serve a Semiótica? Segundo Décio Pignatari: Serve para estabelecer as ligações entre um código e outro código, entre uma linguagem e outra linguagem. Serve para ler o mundo não-verbal: ler um quadro, ler uma dança, ler um filme e para ensinar a ler o mundo verbal em ligação com o mundo icônico ou não-verbal. (...) A Semiótica acaba de uma vez por todas com a ideia de que as coisas só adquirem significado quando traduzidas sob a forma de palavras. (1987: 17) A análise semiótica ajuda a compreender mais claramente por que a arte pode, eventualmente, ser um discurso do poder, mas nunca um discurso para o poder. A semiótica peirceanaé, segundo Santaella, um método científico para orientar o raciocínio.
19 Para que serve a Semiótica? Flyart ABC design: proposta de tipografia objeto: o signo em si mesmo. Havaianas Reveillon 2012.
20 Para que serve a Semiótica? Realismo Social Moscou : estações de metrô sendo utilizadas como um discurso para o poder.
21 Referências NÖTH, Winfred. Panorama da Semiótica: de Platão a Peirce. São Paulo: Annablume, 1995 PIGNATARI, Décio. Semiótica & Literatura. São Paulo: Cultrix, Santaella, Lúcia. O que é Semiótica. São Paulo: Brasiliense, e NÖTH, Winfred. Imagem: cognição, semiótica, mídia. São Paulo: Iluminuras, Imagens: Foto 1.: Foto2: Jorge Coimbra. 0&ma=000000&p=3&o=0
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