Câncer de Próstata Avançado
|
|
|
- Sílvia Filipe Gil
- 10 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Urologia Fundamental CAPÍTULO 25 Câncer de Próstata Avançado Renato Panhoca Mário Henrique Bueno Bavaresco
2 UROLOGIA FUNDAMENTAL INTRODUÇÃO Células prostáticas, normais e tumorais têm seu metabolismo regulado pela ação dos andrógenos, principalmente testosterona e di-hidrotestosterona (DHT). Os testículos são responsáveis por 95% dos andrógenos produzidos e a glândula adrenal pelos 5% restantes. A maioria da testosterona sérica encontra-se ligada a proteínas circulantes (SHBG e albumina) e apenas 2 a 3% encontram-se na forma livre, metabolicamente ativa, que é incorporada a células prostáticas. Uma vez no interior da célula, testosterona é metabolizada em DHT pela enzima 5-alfa-redutase, um metabólito muito mais potente. A DHT liga-se aos receptores androgênicos nucleares, ativando funções celulares de crescimento. O entendimento dos mecanismos hormonais de controle do crescimento das células tumorais prostáticas nos fornece múltiplos alvos terapêuticos e representam o pilar do tratamento do câncer de próstata metastático. As informações que se seguem estão baseadas no protocolo de avaliação e de tratamento do câncer de próstata avançado no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo. DIAGNÓSTICO DE DOENÇA AVANÇADA E RECIDIVA BIOQUÍMICA O adenocarcinoma de próstata avançado pode ser detectado no momento do estadiamento inicial ou após tratamento de cunho curativo, quando se configura a chamada recidiva bioquímica caracterizada pela elevação do PSA. Considera-se tumor de próstata avançado qualquer tumor com metástase documentada (óssea, visceral ou glanglionar), ou PSA elevado após o tratamento definitivo. O estadiamento sistêmico é realizado conforme exposto na Tabela 1. A solicitação dos exames segue as seguintes regras: Definição de recidiva: após tratamento com intuito curativo, e é interpretado como falha terapêutica ; Após prostatectomia radical temos duas definições: Americana de Oncologia Clínica); Tabela 1 Estadiamento sistêmico Exame PSA e toque retal Biopsia + Anatomopatológico Cintilografia óssea (metástases ósseas) Tomografia computadorizada de pelve ou Ressonância nuclear magnética de pelve (metástases linfonodais) Ressonância nuclear magnética óssea Biópsia óssea (guiada por tomografia) Indicações Todos os paciente PSA > 20 Gleason > ou = 7 T3 -T4 ao toque Cintilografia negativa PSA > 20 Gleason > ou = 7 T3 - T4 ao toque Cintilografia óssea duvidosa Cintilografia óssea duvidosa RNM óssea duvidosa gunda mensuração >0,2 ng/dl (Consenso Europeu). Após o tratamento radioterápico a utilização do PSA para definir a presença de recidiva é mais complexo, pois o PSA pode sofrer oscilações ao longo do tempo. Nessa situação, temos de obter o PSA nadir, que é o menor valor atingido após a terapia, que ocorre depois de 18 a 24 meses do tratamento. Mensurações subsequentes podem mostrar oscilações acima ou abaixo do nadir e a isso chamamos de efeito bounce. Por essa razão, temos as definições: - Três elevações consecutivas do PSA (ASTRO) pós-rt exclusiva; - Nadir + 2 ng/dl (consenso de Phoenix) pós-rt + hormônio neoadjuvante. Local da recidiva A diferenciação, se a recidiva da doença é local ou sistêmica, tem implicações no manejo desses pacientes pela possibilidade de terapia de resgate. Os principais fatores que determinam que seja mais provável de a recidiva ser sistêmica após cirurgia são Gleason > ou = 7, invasão de vesículas seminais, PSA detectável antes de um ano da cirurgia, tempo de duplicação do PSA <10 meses e acometimento linfonodal. Após o tratamento radioterápico, a definição é muito controversa do local da recidiva. Vários critérios tem sido aplicados na tentativa de diferenciar 222
3 Câncer de Próstata Avançado a recidiva local da sistêmica após a RTX. Critérios clínicos adversos pré-tratamento, como PSA maior que 10, Gleason >7, PSA nadir >0,5ng/dl após tratamento e tempo de duplicação do PSA após recidiva >6 meses aumentam a chance de a recidiva ser sistêmica. TRATAMENTO DA DOENÇA AVANÇADA O foco da discussão não será as terapias de resgate após recidiva bioquímica, mas aos tratamentos de controle e de suporte dados aos pacientes nessa situação de doença incurável Terapia de privação androgênica (TPA) Classes de drogas Bloqueio androgênico pode ser alcançado por intervenção em vários pontos; iniciando no eixo hipotálamo-hipofisário, nas glândulas suprarrenais e até diretamente sobre o testículo e finalmente no interior das células prostáticas nos receptores androgênicos. O tratamento padrão-ouro para eliminação da produção gonadal da testosterona é a orquiectomia bilateral, procedimento pioneiro para tratamento de câncer metastático com mais de 50 anos de uso. Após algumas horas da castração cirúrgica, a redução nos níveis séricos de testosterona chega a 95%. Análogos LHRH se ligam e estimulam receptores LHRH na hipófise. Essa ação agonista resulta em aumento sensível da secreção de LH e de testosterona, seguido de declínio sustentado paradoxal em 2 a 4 semanas. Os principais medicamentos dessa classe são gosserrelina e leuprolida, com apresentações de depósito que podem ser administradas a cada três meses. Antiandrogênicos (AA) têm seus efeitos mediante bloqueio de receptores estrogênicos presentes na célula prostática. AA esteroides (acetato de ciproterona) e não esteroides (bicalutamida, nilutamida e flutamida) têm sido utilizados no tratamento do câncer de próstata como monoterapia ou em associação com outras classes para obtenção do bloqueio androgênico máximo (BAM). Estrógenos, como dietiletilbestrol, agem como inibidores da secreção de LH e indiretamente, da testosterona. Além disso, apresentam efeito citotóxico direto nas células tumorais prostáticas. O cetoconazol inibe a secreção adrenal de andrógenos e testicular, podendo ser utilizado para alcançar níveis de castração da testosterona em 24 a 48 horas. Principais indicações e vantagens e desvantagens de cada classe de TPA estão resumidas na Tabela 2. Resumo das evidências clínicas (COBEU) As principais evidências clínicas são: Terapia de primeira linha: análogos LHRH e orquiectomia são tratamento de primeira linha no tratamento do câncer de próstata metastático (NE- 1; GR A). Mesmo sem estudos diretos comparando Tabela 2 Resumo das principais indicações, prós e contras das TPA Classe Indicações Vantagens Desvantagens Orquiectomia subcapsular bilateral Cirúrgico Pacientes que aceitam a cirurgia 1ª linha Tratamento definitivo (baixa adesão ao tratamento medicamentoso) indicação principal nos quais o seguimento seja impossível Deformativa Efeito psicológico negativo Análogos GH-RH Gosserrelina Triptorelina leuprolida Todos os pacientes 1ª linha Possibilidade intermitência Uso injetável mensal ou trimestral Necessidade do uso de antiandrogênicos prévios fenômeno hiperestimulação Custo elevado Bloqueadores de receptor periférico não-hormonal Bicalutamida Flutamida Nilutamida Pacientes com função sexual preservada (monoterapia) Como associação em casos de escape a terapêutica de 1 a linha Menos efeitos colaterais sistêmicos da deficiência de testosterona Melhora nos escores de qualidade de vida Necessidade do uso em doses altas como monoterapia Custo elevado 223
4 UROLOGIA FUNDAMENTAL (Continuação) Tabela 2 Resumo das principais indicações, prós e contras das TPA Classe Indicações Vantagens Desvantagens Bloqueadores de receptor periférico hormonal Acetato de ciproterona Todos os pacientes Grande disponibilidade Uso via oral com custo reduzido Efeitos cardiovasculares Menor sobrevida quando utilizado em BAM Bloqueio androgênico máximo (BAM) Análogo ou orquiectomia + antiandrogênicos Doença agressiva?!!! Ganho de sobrevida?!!! Custo elevado Maior incidência de efeitos colaterais Estrógeno Dietiletilbestrol Como associação ou em casos de escape a terapêutica de 1 a linha e 2 a linha Efeito citotóxico direto nas células tumorais prostáticas O menor custo entre todas as drogas hormonioterápicas Maior incidência de efeitos colaterais relacionados ao sistema cardiovascular Cetoconazol Em doses elevadas 1.200mg/dia para atingir níveis de castração em ~24 horas Pode ser usado em pacientes sem condições de cirurgia (compressão medular) Hepatotoxicidade os diferentes análogos LHRH, evidências indiretas são semelhantes em efetividade. Estrógenos são igualmente efetivos, mas têm mais efeitos colaterais cardiovasculares. Utilização de AA como monoterapia de primeira linha, em especial bicalutamida na dosagem de 150 mg, é recomendada quando se deseja preservar a atividade sexual (NE-1; GR A). Estudos que comparam DES com orquiectomia com acetato de ciproterona não apresentam diferenças. Terapia de segunda linha: suspensão do AA em pacientes com BAM resulta em resposta em 20 a 30% dos pacientes (NR-4; GR C). Introdução de AA ao bloqueio simples com análogo LHRH ou orquiectomia e troca do AA utilizado no BAM podem apresentar respostas temporárias (NR-3; GR B). Na falha da troca de AA recomenda-se a utilização de cetoconazol, de estrógenos ou de glicocorticoides (NR-3; GR B). Utilização de estrógeno na dose de 1 a 3 mg/ dia produz resposta bioquímica em 25 a 67% dos pacientes e melhora da dor (NE-3). Castração secundária em pacientes utilizando AA como monoterapia pode apresentar resposta de 25 a 69% (NE-3). Utilização de cetoconazol mostra queda do PSA em 32% dos pacientes (NE-3). Racional das manipulações hormonais Uma vez configurado a doença avançada e decidido o tratamento, é necessário racionalidade na escolha de qual TPA a ser instituída. Não apenas evidências clínicas fundamentam a escolha da TPA. Avaliação criteriosa das indicações, vantagens e desvantagens de cada TPA, características clínicas do paciente e de sua patologia, probabilidade de aderência correta ao tratamento, disponibilidade das drogas e avaliação dos custos são situações essenciais de avaliação para obtenção de sucesso na escolha da terapia. O fluxograma 1 sumariza a sequência das manipulações hormonais que se mostram mais adequadas frente às considerações anteriormente expostas. Controle das complicações do tratamento hormonal Os principais efeitos colaterais e complicações da TPA estão na Tabela 3. Esses efeitos são inúmeros e alguns necessitam nossa intervenção pela gravidade ou pela piora da qualidade de vida. 224
5 Câncer de Próstata Avançado Fluxograma 1 Hormonioterapia Orquiectomia Análogo LHRH Ciproterona Bloqueio periférico Estrógeno Bloqueio periférico Estrógeno Retirada do bloqueio Retirada do bloqueio Hormônio-resistência Tabela 3 Toxicidade do tratamento hormonal Libido deprimida Potência deprimida Ginecomastia Edema Ondas de calor Osteoporose Orquiectomia LHRH Estrógenos Ciproterona Antiandro-genes raro; ++ ocasional; +++ frequente; ++++ muito frequente. Complicações da TPA: Ondas de calor: causadas principalmente pela orquiectomia e por análogos LHRH, podem ser de intensidade variada, chegando a necessitar de tratamento específico. As principais drogas utilizadas para esses casos são dietilestilbestrol (1 mg/dia) e ciproterona 50 mg/dia, ambos semelhantes quimicamente aos hormônios femininos que justificam sua ação. Perda da libido e disfunção erétil: todas as TPA levam a essas duas situações. Utilização de AA (bicalutamida 150 mg/dia) pode ser escolhida pela menor incidência desses efeitos e pela manutenção da testosterona sérica normal. A utilização de medicamentos para facilitar a ereção, como inibidores de fosfodiesterase tipo 5, é de muito pouca valia. Ginecomastia e mastalgia: o aumento doloroso das mamas é particularmente intenso com uso de dietiletilbestrol e de AA. Esses últimos mantêm a testosterona elevada e convertida em estrógeno perifericamente pela aromatase. O melhor tratamento para essa complicação é irradiação prévia das mamas ao uso dessas medicações. A mastalgia pode ser intensa com necessidade do uso de analgésicos e/ou de tamoxifeno. Osteoporose: vários trabalhos mostram risco aumentado em pacientes sob TPA quanto ao desenvolvimento de osteoporose e consequente maior risco de fratura. Nessa situação, os pacientes devem ser submetidos a densitometria óssea (DMO) de base. Seguimento e tratamento dependem do achado da DMO: - Normais (Tscore 0 e -1DP): repetir densitometria em um ou dois anos; - Osteopênicos (Tscore -1 e -2,5DP): bisfosfonatos, ácido zoledrônico (6 em 6 meses ou anual); - Osteoporóticos (Tscore <-2,5DP): bisfosfonatos, ácidos zoledrônico (3 em 3 meses); Pacientes tratados devem ser reavaliados anualmente com DMO. 225
6 UROLOGIA FUNDAMENTAL Doença hormônio-refratária Para se configurar a situação hormônio-refratária é necessário que tenhamos, obrigatoriamente, testosterona em níveis de castração (<50 mg), uma vez que fora dessa situação podemos ter ação androgênica restante como fator de progressão da doença. Portanto, para configuração de doença hormôniorefratária necessitamos de três elevações consecutivas do PSA, com intervalo mínimo de três semanas, associadas à testosterona em níveis de castração ou progressão clínica da doença com metástases linfonodais ou viscerais ou ainda novas áreas acometidas na cintilografia óssea. Tratamento da doença hormôniorefratária Racional do tratamento Nessa ocasião, as manipulações hormonais não mostram qualquer benefício, mas sua manutenção (em pacientes que não foram orquiectomizados) justifica-se pela manutenção de clones tumorais hormônio-sensíveis. Doença hormônio-refratária caracteriza-se pela evolução inexorável ao óbito secundário à progressão e a complicações do câncer de próstata, que ocorre em média 18 meses após a instalação desse quadro. Casos avançados associam-se à presença de metástases ósseas em cerca de dois terços dos indivíduos, enquanto pacientes que evoluem a óbito decorrente de câncer de próstata desenvolvem metástases em 90% das vezes. Complicações da doença avançada em sua maioria ocorrem no esqueleto, esses acontecimentos adversos são chamamos de eventos relacionados ao esqueleto, (ERE). Os principais ERE são fratura óssea patológica, compressão medular, radioterapia antálgica, quimioterapia, dor óssea severa e incapacitante e hipercalcemia da malignidade. Terapias médicas utilizadas nessa população são unicamente de suporte e visam o controle das complicações esqueléticas citadas anteriormente: O Fluxograma 2 sumariza a sequência de introdução das diversas modalidades de tratamento. Bisfosfonatos: ácido zoledrônico na dosagem de 4 mg/mês é eficaz e seguro para tratamento de metástases ósseas do CaPHR (NE 1 GR A). Resultados com evidência clínica mostram risco diminuído da ocorrência de complicações ósseas, mais tempo sem ocorrência Fluxograma 2 Neoplasia de próstata hormônio-refratária com presença de metástases Analgésicos + Ácido zoledrônico (mensal) Dor sem controle Estrógeno Controle da dor Dor generalizada Dor localizada Manutenção Quimioterapia Radioterapia antálgica + Avaliação radiológica* Sim Não Melhora * Caso haja acometimento de ossos longos Classificação de Mireis para avaliar cirurgia ortopédica profilática. 226
7 Câncer de Próstata Avançado de complicações ósseas (incluindo fraturas), melhor controle da dor, portanto melhora sintomatologia e diminuição e retardamento de ocorrência de eventos relacionados ao esqueleto. Radioterapia paliativa: indicada se houver metástases ósseas localizadas e sintomáticas. Nesse contexto, obtemos 80% de alívio sintomático, mas com 50% dos pacientes apresentando reaparecimento da dor. Não parece haver diferença nos resultados da terapia em dose única ou fracionada, no entanto, a necessidade de retratamento e fraturas é maior quando utilizado dose única. Quimioterapia: indicada para pacientes com Ca- PHR que tenham sintomas ósseos e boa performance clínica (Karnofsky >70). O objetivo principal é o alívio dos sintomas, embora a utilização de docetaxel tenha mostrado ganho na sobrevida (pouco mais de dois meses), tornando essa terapia padrão (NE 1 GR A). Os principais resultados são mostrados na Tabela 4. Radioisótopos: indicado para pacientes com metástases ósseas múltiplas que não respondem à terapia analgésica e à QT. Seu uso é fundamentado na absorção seletiva nas áreas acometidas, resultando em menor agressão aos tecidos normais, com tratamento simultâneo de todos os sítios de acometimento. Realizado sempre após QT por causa do risco de mielossupressão. Os principais agentes utilizados são o estrôncio (89 Sr), o samário (153 Sm), o fósforo (32 P) e o rênio (186 Re). Cirurgia ortopédica preventiva/paliativa: fraturas patológicas ocorrem em 9 a 30% de pacientes com metástases ósseas em geral, dependendo da localização das metástases. Cerca de 50% dos que sofrem uma fratura na bacia morrem em um ano. As fraturas também pioram sensivelmente a qualidade de vida, além de aumentar sobremaneira os custos do tratamento. Dessa forma, a presunção de sua ocorrência e a correção da lesão óssea mediante cirurgia tem como principais objetivos: alívio da dor, restauração da habilidade de caminhar, preservação da estabilidade e da função do membro, aumento da sobrevida e recuperação óssea. Algumas situações configuram alto risco para fratura patológica a saber: - 50% de perda do córtex/avaliado em qualquer incidência; - Avulsão do trocânter menor indica fratura iminente de fêmur (lesão >2,5cm); - Classificação de MIRELS 1989 (Clin Orthop 1989) (Tabela 5). A pontuação dessa classificação indica o tratamento provável que merecerá a lesão em avaliação: entre 4 e 7 pontos observação ou radioterapia e acima de 8 pontos provável conduta cirúrgica (avaliação do ortopedista). Tabela 5 Parâmetros Classificação de MIRELS 1999 Ossos longos sem fratura patológica 4 parâmetros: Localização anatômica Grau de dor Característica radiológica da lesão % diâmetro ósseo acometido Pontos Local MMSS mmii Peritrocantérica Dor Leve Moderada Funcional Rx Blástico Misto Lítico % diâmetro <1/3 1/3-2/3 >2/3 4-7 pontos observação ou RT 8-12 pontos cirúrgico Tabela 4 Quimioterapia na Hormoniorefratariedade Droga Referência Achados principais Mitoxantrona + prednisona Tannock et al, % resposta subjetiva (média de 43 semanas) Melhor que só prednisona Mitoxantrona + hidrocortisona (Estudo fase III) Paclitaxel + estramustine Estudo fase III Docetaxel a cada 3 semanas Docetaxel semanal Mitoxantrona a cada 3 semanas todos + prednisona Kantoff et al, Petryak, Eisenberger, % resposta do PSA (vs 22% só hidrocortisona) Melhor controle da dor com a associação 53% resposta do PSA 44% resposta objetiva Ganho na sobrevida Sobrevida 18,6 meses - docetaxel Sobrevida 16,4 meses - mitoxantrona Toxicidade > grupo docetaxel Ganho na sobrevida 227
8 UROLOGIA FUNDAMENTAL Tabela 6 Tratamento farmacológico da dor óssea Analgésicos Adjuvantes dipirona 0,5-1 g - 4/6 horas antidepresssivos Analgésicos comuns amitriptilina 12,5-50 mg/dia paracetamol 0,5-1 g - 6/8 horas nortriptilina mg/dia diclofenaco fluoxetina sertralina 20 mg/dia 50 mg/dia Anti-inflamatórios piroxican 8/12 horas anticonvulsionantes cetoprobeno carbamazepina mg - 8 horas clonazepan 0,5-2 mg - 8/24 horas codeína mg - 4/6 horas neurolépticos Opioides fracos diazepan 5-10 mg - 12 horas tramadol mg - 4/6 horas bromazepan 3-6 mg - 12/24 horas midazolan 7,5-15 mg/dia dimorf mg - 4/8 horas corticosteroides Opioides fortes ms long mg - 8/12 horas prednisona mg/dia oxicodona mg - 12 horas Recomendações: Sempre a via oral é preferencial; Deve ser evitada a via intramuscular; Opcionalmente utiliza-se a via subcutânea Medicações de proteção gástrica devem ser avaliados (antiácidos/bloq H2/Bloq H*). Titulação da dose até a resposta desejada Nível O Nível 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4 OMS nível de analgesia utilizado Não usam analgésicos comuns (AC) + anti-inflamatórios (AINH) AC + AINH + Opioides fracos AC + AINH + Opioides fortes AC + AINH + Opioides + métidos invasivos As medicações adjuvantes podem ser inseridas em qualquer nível da analgesia Terapias de suporte Analgésica: os principais analgésicos e a classificação da Organização Mundial de Saúde do grau de utilização dos analgésicos estão resumidos na Tabela 6. Higiênica, psicológica e nutricional: os principais cuidados higiênicos são relacionados ao controle da incontinência urinária e fecal, e ao manejo de sondas, derivações e cateteres que por ventura sejam necessários. A assistência global ao paciente oncológico prevê assistência psicológica e nutricional, ambas com intuito de minimizar as complicações e melhorar as condições clínicas e mentais do mesmo. LEITURA RECOMENDADA 1. Huggins C, Hodges CV. Studies on prostatic cancer. I.The effect of castration of estrogen and of androgen injection on serum phosphatases in metastatic carcinoma of the prostate. Cancer Res 1941;168(1): COBEU-12ª Reunião em 24 de novembro de 2006 Montevideo. 3. Carlin BI, Andriole GL. The natural history, skeletal complications, and management of bone metastases in patients with prostate carcinoma. Cancer 2000;88(Suppl): Saad F, Gleason DM, Murray R, Tchekmedyian S, Venner for the prevention of skeletal complications in patients with metastatic hormone-refractory prostate cancer. J Natl Cancer Inst 2004;96: McQuay HJ, Collins SL, Carroll D, Moore RA. Radiotherapy for the palliation of painful bone metastases. Cochrane Database of Systematic Reviews 1999, Issue
Módulo: Câncer de Próstata Metastático
Módulo: Câncer de Próstata Metastático Caso 1 WGB, 57 anos, masculino Paciente sem comorbidades 1997: PSA elevado em exame de rotina (sic) 1997: Prostatectomia: adenocarcinoma de próstata comprometendo
TEMA: Abiraterona (Zytiga ) para tratamento de câncer de próstata avançado sem quimioterapia prévia.
NTRR 158/2014 Solicitante: Juíz: Dra. Solange Maria de Lima Oliveira Juiza da 1ª Vara Cível de Itaúna. Data: 04/07/2014 Medicamento X Material Procedimento Cobertura Número do processo: 0338.14.006.873-9
Atuação da Acupuntura na dor articular decorrente do uso do inibidor de aromatase como parte do tratamento do câncer de mama
Atuação da Acupuntura na dor articular decorrente do uso do inibidor de aromatase como parte do tratamento do câncer de mama O câncer de mama - 2º tipo de câncer mais freqüente no mundo e o mais comum
Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 1.945, DE 27 DE AGOSTO DE 2009
Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 1.945, DE 27 DE AGOSTO DE 2009 Altera, atualiza, e recompõe a Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses/Próteses e Materiais Especiais do SUS.
III EGEPUB/COPPE/UFRJ
Luiz Otávio Zahar III EGEPUB/COPPE/UFRJ 27/11/2014 O que é a próstata? A próstata é uma glândula pequena que fica abaixo da bexiga e envolve o tubo (chamado uretra) pelo qual passam a urina e o sêmen.
Diretrizes Assistenciais
Diretrizes Assistenciais Protocolo de tratamento adjuvante e neoadjuvante do câncer de mama Versão eletrônica atualizada em Fevereiro 2009 Tratamento sistêmico adjuvante A seleção de tratamento sistêmico
Câncer de Próstata. Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho
Câncer de Próstata Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho O que é próstata? A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem
Protocolo de Tratamento do Câncer de Mama Metastático. Versão eletrônica atualizada em Dezembro 2009
Protocolo de Tratamento do Câncer de Mama Metastático Versão eletrônica atualizada em Dezembro 2009 Protocolo de Tratamento do Câncer de Mama Metastático O tratamento de pacientes com câncer de mama metastático
Saúde da Próstata. XXX Ciclo de Debate Município Saudável Envelhecimento Ativo. Claudio B. Murta
Divisão de Clínica Urológica Saúde da Próstata XXX Ciclo de Debate Município Saudável Envelhecimento Ativo Claudio B. Murta Médico Urologista Coordenador do Centro de Referência do Homem Hospital de Transplantes
Radioterapia para Metástases em Coluna Eduardo Weltman Hospital Israelita Albert Einstein Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Radioterapia para Metástases em Coluna Aspectos Clínicos Indicações
O que é câncer de mama?
Câncer de Mama O que é câncer de mama? O câncer de mama é a doença em que as células normais da mama começam a se modificar, multiplicando-se sem controle e deixando de morrer, formando uma massa de células
CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução
CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto Introdução É realizada a avaliação de um grupo de pacientes com relação a sua doença. E através dele
Qual a melhor sequência de tratamento no câncer da próstata resistente à castração CPRC
Qual a melhor sequência de tratamento no câncer da próstata resistente à castração CPRC Marcus V Sadi Disciplina de Urologia Escola Paulista de Medicina - Unifesp Câncer da próstata resistente à castração
Porque se cuidar é coisa de homem. Saúde do homem
Porque se cuidar é coisa de homem. Saúde do homem SAÚDE DO HOMEM Por preconceito, muitos homens ainda resistem em procurar orientação médica ou submeter-se a exames preventivos, principalmente os de
Tratamento do câncer no SUS
94 Tratamento do câncer no SUS A abordagem integrada das modalidades terapêuticas aumenta a possibilidade de cura e a de preservação dos órgãos. O passo fundamental para o tratamento adequado do câncer
TEMA: Octreotida LAR no tratamento de tumor neuroendócrino
NTRR 31/2013 Solicitante: Juiz Juarez Raniero Número do processo:0479.13.003726-6 Reu: Secretaria de Saúde de Passos Data: 25/03/2013 Medicamento x Material Procedimento Cobertura TEMA: Octreotida LAR
O Câncer de Próstata. O que é a Próstata
O Câncer de Próstata O câncer de próstata é o segundo tumor mais comum no sexo masculino, acometendo um em cada seis homens. Se descoberto no início, as chances de cura são de 95%. O que é a Próstata A
2ª. PARTE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
2ª. PARTE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CANCEROLOGIA 21. O melhor esquema terapêutico para pacientes com neoplasia maligna de bexiga, os quais são clinicamente inelegíveis para cirurgia radical, é: a) Ressecção
04/06/2012. Curso Nacional de Atualização em Pneumologia SBPT 2012. Tratamento da dor oncológica. Definição. Dr Guilherme Costa
Curso Nacional de Atualização em Pneumologia SBPT 2012 Tratamento da dor oncológica Dr Guilherme Costa Mestre em Pneumologia - UNIFESP Especialista em Pneumologia SBPT Coordenador da Comissão de Câncer
Câncer de próstata. O que você deve saber. Marco A. Fortes HNMD
Câncer de próstata O que você deve saber Marco A. Fortes HNMD Incidência do câncer em homens no Brasil em 1999 Localização Homens % Pele 19500 15,0 Pulmão 14800 11,6 Próstata 14500 11,4 Estômago 13600
P R O S T AT E C T O M I A R A D I C A L L A P A R O S C Ó P I C A
P R O S T AT E C T O M I A R A D I C A L L A P A R O S C Ó P I C A O Câncer de próstata (Cap) É o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos,
Hipogonadismo. O que é Hipogonadismo? Causas 25/02/ 2015. Minhavida.com.br
Hipogonadismo O que é Hipogonadismo? Hipogonadismo é uma doença na qual as gônadas (testículos nos homens e ovários nas mulheres) não produzem quantidades adequadas de hormônios sexuais, como a testosterona
LINHA DE CUIDADOS DE SAÚDE EM ONCOLOGIA
SAÚDE EM DIA O Programa Saúde em Dia consiste em linhas de cuidados integrais, com foco na patologia e na especialidade médica, direcionados a melhoria da saúde dos beneficiários de planos de saúde empresariais.
CANCER DE MAMA FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO
CANCER DE MAMA FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO OS TIPOS DE CANCER DE MAMA O câncer de mama ocorre quando as células deste órgão passam a se dividir e se reproduzir muito rápido e de forma
Analisar a sobrevida em cinco anos de mulheres. que foram submetidas a tratamento cirúrgico, rgico, seguida de quimioterapia adjuvante.
Estudo de sobrevida de mulheres com câncer de mama não metastático tico submetidas à quimioterapia adjuvante Maximiliano Ribeiro Guerra Jane Rocha Duarte Cintra Maria Teresa Bustamante Teixeira Vírgilio
Atualização do Congresso Americano de Oncologia 2014. Fabio Kater
Atualização do Congresso Americano de Oncologia 2014 Fabio Kater Multivitaminas na prevenção do câncer de mama, próstata e pulmão: caso fechado! Revisão da literatura para tipos específicos de câncer
O QUE É? O TUMOR DE WILMS
O QUE É? O TUMOR DE WILMS Rim O TUMOR DE WILMS O QUE SIGNIFICA ESTADIO? O QUE É O TUMOR DE WILMS? O tumor de Wilms é o tipo de tumor renal mais frequente na criança. Desenvolve-se quando células imaturas
Um estudo da Universidade Stanford reforça o papel da finasterida, comumente usada contra a calvície, na prevenção ao câncer de próstata
Um estudo da Universidade Stanford reforça o papel da finasterida, comumente usada contra a calvície, na prevenção ao câncer de próstata Naiara Magalhães Ricardo Benichio MAIS SEGURANÇA Depois de cinco
CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS.
Laura S. W ard CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Nódulos da Tiróide e o Carcinoma Medular Nódulos da tiróide são um
Azul. Novembro. cosbem. Mergulhe nessa onda! A cor da coragem é azul. Mês de Conscientização, Preveção e Combate ao Câncer De Próstata.
cosbem COORDENAÇÃO DE SAÚDE E BEM-ESTAR Novembro Azul Mês de Conscientização, Preveção e Combate ao Câncer De Próstata. Mergulhe nessa onda! A cor da coragem é azul. NOVEMBRO AZUL Mês de Conscientização,
Corticóides na Reumatologia
Corticóides na Reumatologia Corticóides (CE) são hormônios esteróides produzidos no córtex (área mais externa) das glândulas suprarrenais que são dois pequenos órgãos localizados acima dos rins. São produzidos
DIAGNÓSTICO MÉDICO DADOS EPIDEMIOLÓGICOS FATORES DE RISCO FATORES DE RISCO 01/05/2015
01/05/2015 CÂNCER UTERINO É o câncer que se forma no colo do útero. Nessa parte, há células que podem CÂNCER CERVICAL se modificar produzindo um câncer. Em geral, é um câncer de crescimento lento, e pode
GABARITO. Resposta: Cálculo da superfície corporal para dose de gencitabina 1 m 2 --- 1000 mg 1,66 m 2 --- X mg X = 1660 mg
GABARITO 1 - Sr José, 65 anos, apresenta dor abdominal intensa há dois meses. Após solicitação de ultrasonografia pelo médico assistente chegou-se ao diagnóstico de câncer de pâncreas. O tratamento proposto
DOENÇAS DA PRÓSTATA. Prof. João Batista de Cerqueira Adjunto DSAU - UEFS
DOENÇAS DA PRÓSTATA Prof. João Batista de Cerqueira Adjunto DSAU - UEFS O QUE É A PRÓSTATA? A próstata é uma glândula que tem o tamanho de uma noz, e se localiza abaixo da bexiga, envolvendo a uretra masculina.
O que é câncer de estômago?
Câncer de Estômago O que é câncer de estômago? O câncer de estômago, também denominado câncer gástrico, pode ter início em qualquer parte do estômago e se disseminar para os linfonodos da região e outras
O QUE É? O HEPATOBLASTOMA
O QUE É? O HEPATOBLASTOMA Fígado O HEPATOBLASTOMA O QUE SIGNIFICA ESTADIO? O QUE É O HEPATOBLASTOMA? O hepatoblastoma é o tipo de tumor maligno do fígado mais frequente na criança; na maioria dos casos
Diretrizes Assistenciais DIRETRIZ DE TRATAMENTO FARMACOLOGICO DA DOR
Diretrizes Assistenciais DIRETRIZ DE TRATAMENTO FARMACOLOGICO DA DOR Versão eletrônica atualizada em março/2012 Definição Diretriz que orienta a prescrição de fármacos que visam aliviar a Dor Aguda e Crônica
RESENHA: Avanços no tratamento do Câncer de Próstata Metastático Resistente à Castração, com base no artigo:
RESENHA: Avanços no tratamento do Câncer de Próstata Metastático Resistente à Castração, com base no artigo: Abiraterone acetate for treatment of metastatic castration-resistant prostate cancer: final
A Segurança na Administração da Quimioterapia Oral.ral
A Segurança na Administração da Quimioterapia Oral.ral 2º Congresso Multidisciplinar em Oncologia do Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus Enfª Érika Moreti Campitelli Antineoplásico oral: Atualmente
TEMA: Cabazitaxel (Jevtana ) para tratamento câncer de próstata metastático
NTRR 58/2014 Solicitante: Juiz Dr Fernando de Moraes Mourão Comarca de Arcos Número do processo: 0042.14.001267-7 Réu: Estado de Minas Data: 31/03/2014 Medicamento X Material Procedimento Cobertura TEMA:
Entenda o que é o câncer de mama e os métodos de prevenção. Fonte: Instituto Nacional de Câncer (Inca)
Entenda o que é o câncer de mama e os métodos de prevenção Fonte: Instituto Nacional de Câncer (Inca) O que é? É o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não
1. Da Comunicação de Segurança publicada pela Food and Drug Administration FDA.
UTVIG/NUVIG/ANVISA Em 31 de janeiro de 2011. Assunto: Nota de esclarecimento sobre notícia veiculada na mídia que trata de comunicado de segurança da FDA Food and Drug Administration sobre possível associação
Título: Modelo Bioergonomia na Unidade de Correção Postural (Total Care - AMIL)
Projeto: Unidade de Correção Postural AMIL Título: Modelo Bioergonomia na Unidade de Correção Postural (Total Care - AMIL) Autores: LACOMBE,Patricia, FURLAN, Valter, SONSIN, Katia. Instituição: Instituto
Enfermagem em Oncologia e Cuidados Paliativos
Prof. Rivaldo Assuntos Enfermagem em Oncologia e Cuidados Paliativos Administração e Gerenciamento de Enfermagem Enfermagem na Atenção à Saúde da Mulher e da Criança Enfermagem nas Doenças Transmissíveis
O GUIA COMPLETO TIRE TODAS SUAS DÚVIDAS SOBRE ANDROPAUSA
O GUIA COMPLETO TIRE TODAS SUAS DÚVIDAS SOBRE ANDROPAUSA O QUE É ANDROPAUSA? Problemas hormonais surgidos em função da idade avançada não são exclusivos das mulheres. Embora a menopausa seja um termo conhecido
Tema: NIVOLUMABE EM ADENOCARCINOMA MUCINOSO DE PULMÃO ESTADIO IV
Nota Técnica 2015 NATS HC UFMG Solicitante: Renato Martins Prates Juiz Federal da 8ª Vara Seção Judiciária de Minas Gerais Nº Processo: 41970-36.2015.4.01.3800 Data 20/08/2015 Medicamento X Material Procedimento
Prostatectomia para doença localmente avançada. José Milfont Instituto de Urologia do Rio de Janeiro
Prostatectomia para doença localmente avançada José Milfont Instituto de Urologia do Rio de Janeiro Apesar dos esforços para detecção precoce do câncer de próstata: 10% dos homens ainda são diagnosticados
Oncologia. Aula 2: Conceitos gerais. Profa. Camila Barbosa de Carvalho 2012/1
Oncologia Aula 2: Conceitos gerais Profa. Camila Barbosa de Carvalho 2012/1 Classificação da Quimioterapia Em relação ao número de medicamentos usados; Em relação ao objetivo; Em relação à via de administração;
Posso fazer a barba?
A UU L AL A Posso fazer a barba? Você estudou na Aula 6 as transformações que acontecem durante a puberdade feminina. Agora chegou a hora de falarmos da puberdade masculina. Para os meninos, a puberdade
Linfadenectomia em câncer de próstata. Marcos Tobias Machado Setor de Uro-oncologia
Linfadenectomia em câncer de próstata Marcos Tobias Machado Setor de Uro-oncologia Diagnóstico do acometimento linfonodal em câncer de próstata Tomografia VPP:50% e VPN: 33% Ressonância magnética = TC
Câncer de Tireóide. O segredo da cura é a eterna vigilância
Câncer de Tireóide Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira O câncer de tireóide é um tumor maligno de crescimento localizado dentro da glândula
Qual é a função dos pulmões?
Câncer de Pulmão Qual é a função dos pulmões? Os pulmões são constituídos por cinco lobos, três no pulmão direito e dois no esquerdo. Quando a pessoa inala o ar, os pulmões absorvem o oxigênio, que é levado
Doença de Paget. Definição:
Definição: É uma doença sistêmica de origem desconhecida que determina alteração no Processo de Remodelação Óssea. Apresenta um forte componente genético. Se caracteriza por um aumento focal no remodelamento
Pode ser difícil para si compreender o seu relatório patológico. Pergunte ao seu médico todas as questões que tenha e esclareça todas as dúvidas.
Perguntas que pode querer fazer Pode ser difícil para si compreender o seu relatório patológico. Pergunte ao seu médico todas as questões que tenha e esclareça todas as dúvidas. Estas são algumas perguntas
O QUE É? O NEUROBLASTOMA. Coluna Vertebral. Glândula supra-renal
O QUE É? O NEUROBLASTOMA Coluna Vertebral Glândula supra-renal O NEUROBLASTOMA O QUE SIGNIFICA ESTADIO? O QUE É O NEUROBLASTOMA? O neuroblastoma é um tumor sólido maligno, o mais frequente em Pediatria
TEMA: Uso de Calcitriol no hipoparatireoidismo após cirurgia de tireóide
NT 27/2012 Solicitante: Dra. Jacqueline de Souza Toledo e Dutra Juíza de Direito do 2º JESP do Juizado Especial da Comarca de Pouso Alegre Data: 29/11/2012 Medicamento X Material Procedimento Cobertura
Diretriz para tratamento da dor óssea metastática com radioisótopos
Diretriz para tratamento da dor óssea metastática com radioisótopos Contribuição : Alexandre Barbosa Cancela Moreira Revisão : Bárbara Juarez Amorim Edição : Elba Cristina Sá de Camargo Etchebehere I.
TEMA: Temozolomida para tratamento de glioblastoma multiforme
NOTA TÉCNICA 2014 Solicitante Dr. Renato Martins Prates Juiz Federal da 8ª Vara Data: 19/02/2014 Medicamento X Material Procedimento Cobertura TEMA: Temozolomida para tratamento de glioblastoma multiforme
INTRODUÇÃO (WHO, 2007)
INTRODUÇÃO No Brasil e no mundo estamos vivenciando transições demográfica e epidemiológica, com o crescente aumento da população idosa, resultando na elevação de morbidade e mortalidade por doenças crônicas.
TUMORES DO PÉNIS: Cirurgia Minimamente Invasiva. Pedro Eufrásio. Serviço de Urologia Centro Hospitalar Tondela-Viseu
TUMORES DO PÉNIS: Cirurgia Minimamente Invasiva Pedro Eufrásio Serviço de Urologia Centro Hospitalar Tondela-Viseu INTRODUÇÃO Tumor do pénis é raro. Variabilidade geográfica. 95% são carcinomas espinho-celulares.
I Encontro Multidisciplinar em Dor do HCI
I Encontro Multidisciplinar em Dor do HCI Princípios do Tratamento da Dor Oncológica Odiléa Rangel Gonçalves Serviço de Anestesiologia Área de Controle da Dor Princípios do Tratamento da Dor Oncológica
Folheto para o paciente
Folheto para o paciente Quimioembolização Transarterial com Eluição de Fármaco (detace) de tumores hepáticos: Uma opção minimamente invasiva para o tratamento de tumores hepáticos Diagnóstico do hepatocarcinoma
PECOGI A.C.Camargo Cancer Center PROGRAMA 2014
PECOGI A.C.Camargo Cancer Center PROGRAMA 2014 21/08 QUINTA-FEIRA 7:50 8:00 Abertura 8:00 9:30 Mesa Redonda: CEC de Esôfago 8:00 8:15 Ferramentas de estadiamento na neoplasia esofágica. É possível individualizar
O QUE É? A LEUCEMIA MIELOBLÁSTICA AGUDA
O QUE É? A LEUCEMIA MIELOBLÁSTICA AGUDA A LEUCEMIA MIELOBLÁSTICA AGUDA O QUE É A LEUCEMIA MIELOBLÁSTICA AGUDA? A Leucemia Mieloblástica Aguda (LMA) é o segundo tipo de leucemia mais frequente na criança.
Ensino. Principais realizações
Principais realizações Reestruturação dos Programas de ; Início do Projeto de Educação à Distância/EAD do INCA, por meio da parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública ENSP/FIOCRUZ; Três novos Programas
RELATÓRIO PARA A. SOCIEDADE informações sobre recomendações de incorporação de medicamentos e outras tecnologias no SUS
RELATÓRIO PARA A SOCIEDADE informações sobre recomendações de incorporação de medicamentos e outras tecnologias no SUS RELATÓRIO PARA A SOCIEDADE Este relatório é uma versão resumida do relatório técnico
A. Heidenreich(presidente), J. Bellmunt, M.Bolla, S. Joniau,T.H. van der Kwast, M.D. Mason, V.Matveev, N.Mottet, H-P. Schmid,T. Wiegel, F.
DIRETRIZES SORE ÂNER DA PRÓSTATA (Texto atualizado em março de 2011) A. Heidenreich(presidente), J. ellmunt, M.olla, S. Joniau,T.H. van der Kwast, M.D. Mason, V.Matveev, N.Mottet, H-P. Schmid,T. Wiegel,
Câncer de Pulmão. Prof. Dr. Luis Carlos Losso Medicina Torácica Cremesp 18.186
Câncer de Pulmão Todos os tipos de câncer podem se desenvolver em nossas células, as unidades básicas da vida. E para entender o câncer, precisamos saber como as células normais tornam-se cancerosas. O
4 Segmentação. 4.1. Algoritmo proposto
4 Segmentação Este capítulo apresenta primeiramente o algoritmo proposto para a segmentação do áudio em detalhes. Em seguida, são analisadas as inovações apresentadas. É importante mencionar que as mudanças
Módulo Doença avançada
Módulo Doença avançada Radioterapia de SNC no Câncer de pulmão: Up date 2013 Robson Ferrigno Esta apresentação não tem qualquer conflito de interesse Metástases Cerebrais Câncer mais freqüente do SNC 1/3
Diretrizes Assistenciais. Medicina Psicossomática e Psiquiatria
Diretrizes Assistenciais Medicina Psicossomática e Psiquiatria Versão eletrônica atualizada em fev/2012 TRATAMENTO DE TABAGISMO Indicação: Pacientes tabagistas atendidos na SBIBAE Contraindicação: Não
Numeração Única: 0145120798114 ou 0798114-29.2012.8.13.0145
NT 25/2012 Solicitante: João Martiniano Vieira Neto Juiz da 2ª Vara de Registros Públicos e Fazenda Pública Municipal de Juiz de Fora/MG Data: 26/11/2012 Medicamento X Material Procedimento Cobertura Numeração
Linfomas. Claudia witzel
Linfomas Claudia witzel Pode ser definido como um grupo de diversas doenças neoplásicas : Do sistema linfático Sistema linfóide Que tem origem da proliferação de linfócitos B ou T em qualquer um de seus
Módulo: Câncer de Rim Localizado
Módulo: Câncer de Rim Localizado Caso 1 CAL, 56 anos, masculino Paciente médico, obeso (IMC = 41; peso 120 kg) Antecedentes clínicos: nefrolitíase Antecedentes cirúrgicos: Laparotomia mediana por divertículo
Administração Central Unidade de Ensino Médio e Técnico - CETEC. Ensino Técnico. Qualificação:Sem certificação técnica
Plano de Trabalho Docente 2013 Ensino Técnico ETEC Paulino Botelho Código: 091 Município:São Carlos Eixo Tecnológico:Ambiente, Saúde e Segurança Habilitação Profissional: Técnico de Enfermagem Qualificação:Sem
CPMG- SGT NADER ALVES DOS SANTOS CÂNCER DE PRÓSTATA PROF.WEBER
CPMG- SGT NADER ALVES DOS SANTOS CÂNCER DE PRÓSTATA PROF.WEBER Próstata Sobre o Câncer Sintomas Diagnóstico e exame Tratamento Recomendações O QUE É A PRÓSTATA? A próstata é uma glândula que tem o tamanho
Núcleo Mama Porto Alegre (NMPOA) Estudo longitudinal de rastreamento e atenção organizada no diagnóstico e tratamento do câncer de mama
Núcleo Mama Porto Alegre (NMPOA) Estudo longitudinal de rastreamento e atenção organizada no diagnóstico e tratamento do câncer de mama 2004 Projeto Núcleo Mama Porto Alegre Estudo com parceria entre Hospital
Sumário. Data: 06/12/2013 NT 245 /2013. Medicamento x Material Procedimento Cobertura
NT 245 /2013 Solicitante: Ilmo Dr RODRIGO DIAS DE CASTRO Juiz de Direito Comarca de Campestre Data: 06/12/2013 Medicamento x Material Procedimento Cobertura Número do processo: 0023168-04.2013.8.13.0110
NOVEMBRO. NAO SE ESCONDA ATRaS DOS SEUS PRECONCEITOS CUIDAR DA SAUDE TAMBEM e COISA DE HOMEM
NOVEMBRO AZUL NAO SE ESCONDA ATRaS DOS SEUS PRECONCEITOS CUIDAR DA SAUDE TAMBEM e COISA DE HOMEM O movimento internacional, conhecido como Novembro Azul, é comemorado em todo o mundo, quando teve início
Resumo Aula 9- Psicofármacos e Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) na infância, na adolescência e na idade adulta
Curso - Psicologia Disciplina: Psicofarmacologia Resumo Aula 9- Psicofármacos e Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) na infância, na adolescência e na idade adulta Psicofármacos:Transtorno
Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS:
Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS: As mamas (ou seios) são glândulas e sua função principal é a produção de leite. Elas são compostas de lobos que se dividem em porções menores, os lóbulos, e ductos, que
TEMA: Seretide, para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
NOTA TÉCNICA 92/2013 Solicitante Dr. Wellington Reis Braz João Monlevade Processo nº 0362.13.4367-6 Data: 13/06/2013 Medicamento X Material Procedimento Cobertura TEMA: Seretide, para Doença Pulmonar Obstrutiva
ORIENTAÇÕES SOBRE CANCRO DA PRÓSTATA
ORIENTAÇÕES SOBRE CANCRO DA PRÓSTATA (Texto actualizado em Março de 2005: está prevista a publicação de uma actualização em 2010. Aconselha-se os leitores a consultar o texto impresso completo de 2009
IMUNOCASTRAÇÃO. Universidade Estadual de Londrina Camila Lorena de Lucio 4º ano de Zootecnia.
IMUNOCASTRAÇÃO Universidade Estadual de Londrina Camila Lorena de Lucio 4º ano de Zootecnia. Cronograma 1.Introdução 2. Suínos 3. Bovinos 4.Imunocastração 5. Considerações finais 1. Introdução A castração
Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015. Amélia Estevão 10.05.2015
Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015 Amélia Estevão 10.05.2015 Objetivo: Investigar a vantagem da utilização da RM nos diferentes tipos de lesões diagnosticadas na mamografia e ecografia classificadas
A situação do câncer no Brasil 1
A situação do câncer no Brasil 1 Fisiopatologia do câncer 23 Introdução O câncer é responsável por cerca de 13% de todas as causas de óbito no mundo: mais de 7 milhões de pessoas morrem anualmente da
USO PRÁTICO DOS INDICADORES DE IRAS: SUBSIDIANDO O TRABALHO DA CCIH HOSPITAIS COM UTI
USO PRÁTICO DOS INDICADORES DE IRAS: SUBSIDIANDO O TRABALHO DA CCIH HOSPITAIS COM UTI Débora Onuma Médica Infectologista INTRODUÇÃO O que são Indicadores? 1. Indicador é uma medida quantitativa que pode
Arimide. Informações para pacientes com câncer de mama. Anastrozol
Informações para pacientes com câncer de mama. AstraZeneca do Brasil Ltda. Rod. Raposo Tavares, km 26,9 CEP 06707-000 Cotia SP ACCESS net/sac 0800 14 55 78 www.astrazeneca.com.br AXL.02.M.314(1612991)
Gradação Histológica de tumores
Gradação Histológica de tumores A gradação histológica é uma avaliação morfológica da diferenciação celular de cada tumor. Baseada geralmente em 03-04 níveis de acordo com o tecido específico do tumor.
Câncer de Testículo Não Seminomatoso
Câncer de Testículo Não Seminomatoso Estágio Clínico II Estado da Arte Fabio Kater Centro Paulista de Oncologia / Hospital Nove de Julho Introdução Incidência maior que no começo do século passado Idade
FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES - ALDACTONE
ALDACTONE Espironolactona FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES - ALDACTONE Comprimidos de 25 mg - caixas contendo 20 unidades. Comprimidos de 100 mg - caixas contendo 16 unidades. USO PEDIÁTRICO E ADULTO
Data: 21/06/2013. NTRR 99/2013 Solicitante: Anacleto Falci 2º Juiz de Direito Auxiliar Comarca de Governador Valadares/MG. Numeração: 0191254-50.
NTRR 99/2013 Solicitante: Anacleto Falci 2º Juiz de Direito Auxiliar Comarca de Governador Valadares/MG. Numeração: 0191254-50.2013 Data: 21/06/2013 Medicamento X Material Procedimento Cobertura TEMA:
Protocolo. Transplante de células-tronco hematopoiéticas nas hemoglobinopatias
Protocolo Transplante de células-tronco hematopoiéticas nas hemoglobinopatias Versão eletrônica atualizada em Abril 2012 Embora a sobrevida dos pacientes com talassemia major e anemia falciforme (AF) tenha
TEMA: Tansulosina (Tamsulon ) para o tratamento de hiperplasia benigna da próstata
Nota Técnica 106/2014 Data: 08/06/2014 Solicitante: Dra Cláudia Luciene Silva Oliveira Juíza de Direito Comarca de Contagem Medicamento Material Procedimento Cobertura x Número do processo: 0079.14.024.426-4
Gerenciamento de Problemas
Gerenciamento de Problemas O processo de Gerenciamento de Problemas se concentra em encontrar os erros conhecidos da infra-estrutura de TI. Tudo que é realizado neste processo está voltado a: Encontrar
METÁSTASES ÓSSEAS. Felipe Trevisan Radioterapia HCFMRP USP. Fevereiro de 2012
METÁSTASES ÓSSEAS Felipe Trevisan Radioterapia HCFMRP USP Fevereiro de 2012 Epidemiologia Grande parte das 500.000 mortes anuais estão relacionadas a metástases Metástases ósseas estão em terceiro lugar
