CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 2010
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- Artur Fortunato Coimbra
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2 1 CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 2010 O Censo da Educação Superior, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), constitui se em importante instrumento de obtenção de dados para a geração de informações que subsidiam a formulação, o monitoramento e a avaliação das políticas públicas, bem como os estudos acadêmicos e a gestão das instituições de ensino. O Censo coleta informações sobre as Instituições de Educação Superior (IES), os cursos de graduação e sequenciais de formação específica e sobre cada aluno e docente, vinculados a esses cursos. A coleta é realizada por meio do Sistema on line Censup, que deve ser acessado e preenchido por todas as instituições da educação superior, conforme Decreto nº 6.425, de 4 de abril de Após verificação de consistência e de consolidação dos dados, as informações são disponibilizadas no site do Inep por meio dos seguintes documentos: microdados, que são dados brutos trabalhados para assegurar o sigilo de informações pessoais e para facilitar seu manuseio em softwares estatísticos. A divulgação dos microdados confere transparência ao processo na medida em que as análises publicadas podem ser reproduzidas e aprofundadas por outros pesquisadores; sinopse estatística, que é construída com base em dados agregados usualmente demandados pelos usuários; resumo técnico, que reúne os principais resultados do Censo, apresentando um Panorama da Educação Superior Brasileira; metodologia do Censo, que é o documento que detalha os conceitos e as técnicas empregados. Os resultados coletados subsidiam o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior SINAES, seja no cálculo dos Indicadores CPC (Conceito Preliminar de Curso) e IGC (Índice Geral de Cursos), seja no fornecimento de informações, como número de matrículas, de ingressos, de concluintes, entre outras. O presente documento tem o objetivo de apresentar sinteticamente os principais resultados do Censo da Educação Superior 2010, sem pretender ser conclusivo, destacando, por meio de gráficos e tabelas, algumas tendências observadas ao longo dos últimos dez anos.
3 A principal novidade do Censo 2010 foi sua integração ao Cadastro e MEC. É objetivo deste cadastro permitir a interoperabilidade dos programas da educação superior, como, por exemplo: ProUni, Fies, Enade, Sinaes, Sisu, UAB, etc. Em termos legais, o Cadastro e MEC tornou se o Cadastro Único de IES e de Cursos por meio da Portaria Normativa n 40, de 12 de dezembro de Os resultados do Censo 2010, como segunda edição da coleta individualizada de docentes e de alunos, permitem delinear análises voltadas para o aprimoramento e para a consolidação dessa nova metodologia de coleta. Tabela 1 Estatísticas Básicas de Graduação (presencial e a distância) por Categoria Administrativa Brasil 2010 Estatísticas Básicas Total Geral Categoria Administrativa Pública Total Federal Estadual Municipal Graduação Instituições Cursos Matrículas de Graduação Ingressos (todas as formas) Concluintes Funções Docentes em Exercício¹ Pós Graduação Matrículas de Pós Graduação Graduação e Pós Graduação Privada Matrículas Total² Razão Matrículas Total 2 /Funções Docentes em Exercício 18,97 13,67 13,15 14,42 14,68 22,21 Nota¹: Corresponde ao número de vínculos de docentes a instituições que oferecem cursos de graduação. A atuação docente não se restringe, necessariamente, aos cursos de graduação. Nota²: Inclui matrículas de Graduação e de Pós Graduação Participaram do Censo Instituições que ofertam cursos de graduação e/ou sequenciais de formação específica. Apenas uma (1) IES oferece cursos sequenciais exclusivamente, a qual não está computada no número de IES na tabela acima. Considerando apenas os cursos de graduação, cursos presenciais e a distância compõem os resultados do Censo O número de matrículas, nesses cursos, foi , o número de concluintes e de ingressos (considerando todas as formas de ingresso)
4 Em 2010, foram registrados vínculos de funções docentes em exercício nas instituições de educação superior. As funções docentes em exercício não se restringem à atuação em cursos de graduação, podendo incorporar a atuação na pós graduação. 3 Como efeito de ações e de políticas governamentais recentes voltadas para a expansão da oferta e a democratização do acesso e da permanência no ensino superior, os resultados do Censo da Educação Superior 2010 reafirmam a tendência de ampliação do atendimento nesse nível de ensino ao longo da década. Essas diretrizes revelam sintonia com o Plano Nacional de Educação que, entre outros objetivos, estabelece a expansão da oferta de educação superior, a diminuição das desigualdades por região nessa oferta e a diversificação de um sistema superior de ensino para atender clientelas com demandas específicas de formação. O número de matrículas, nos cursos de graduação, aumentou em 7,1% de 2009 a 2010 e 110,1% de 2001 a Vários fatores podem ser atribuídos a essa expansão: do lado da demanda: o crescimento econômico alcançado pelo Brasil nos últimos anos vem desenvolvendo uma busca do mercado por mão de obra mais especializada; já do lado da oferta: o somatório das políticas públicas de incentivo ao acesso e à permanência na educação superior, dentre elas: o aumento do número de financiamento (bolsas e subsídios) aos alunos, como os programas Fies e ProUni e o aumento da oferta de vagas na rede federal, via abertura de novos campi e novas IES, bem como a interiorização de universidades já existentes. Além dos fatores acima citados, outras iniciativas, sob a ótica da oferta, corroboram para a expansão ora discutida. A oferta de vagas na educação superior brasileira, historicamente, esteve localizada em cursos de bacharelado e na modalidade de ensino presencial. Diante da necessidade de rápida resposta para a formação de profissionais, e com a evolução das novas tecnologias, novos formatos de cursos têm sido adotados. A saber, os cursos na modalidade de ensino a distância e os cursos de menor duração voltados à formação profissionalizante de nível superior, chamados tecnológicos. Ao observar a trajetória do número de matrículas na educação superior nos últimos anos, fica evidente o destaque do crescimento desses cursos. O atendimento na educação superior é ilustrado pelos gráficos a seguir por meio da evolução dos números de matrícula, de ingressos e de concluintes. Para esses três indicadores, pode se observar uma tendência de crescimento ao longo do período.
5 Gráfico 1 Evolução do Número de Matrículas em Cursos de Graduação (presencial e a distância) Brasil De 2008 para 2009, observa se queda no número de matrículas públicas, ocorrida nas Instituições de Educação Superior (IES) estaduais e municipais. Quanto à queda de de matrículas nas IES estaduais; corresponde apenas à Universidade do Tocantins, esta Universidade, conforme Portaria n 33 de 21/07/2009 foi descredenciada para oferta de cursos superiores na modalidade de Educação a Distância. Conforme observado no Gráfico 2, houve correspondente queda no número de ingressos no ano de Essa queda ocorreu, em maior proporção, nos cursos a distância das categorias administrativas estadual e municipal e, em menor proporção, nos cursos presenciais das categorias administrativas municipal e privada.
6 Gráfico 2 Evolução do Número de Ingressos (todas as formas de ingresso) em Cursos de Graduação (presencial e a distância) Brasil Em relação aos resultados sobre concluintes (Gráfico 3), vale destacar que a metodologia adotada no ano de 2009 para coleta da situação de vínculo do aluno incluía a categoria Provável formando. A coleta de dados feita dessa forma, inflacionou os resultados correspondentes. Considerando que, em 2010, esta categoria deixou de existir, recomenda se a não inclusão do ano de 2009 na interpretação dos resultados sobre concluintes para a série histórica apresentada Gráfico 3 Evolução do Número de Concluintes em Cursos de Graduação (presencial e a distância) Brasil
7 MATRÍCULAS 6 1 REGIÃO GEOGRÁFICA A figura 1 mostra a distribuição de matrículas em cursos de graduação na modalidade de ensino presencial por região geográfica nos anos 2001 e Conforme apresentado, a participação percentual no número de matrículas das regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste aumentou de 2001 para 2010, em contrapartida ao decréscimo da participação das regiões Sudeste e Sul. Região Geográfica Matrículas Cursos Presenciais 2001 % 2010 % Brasil Norte , ,5 Nordeste , ,3 Sudeste , ,7 Sul , ,4 Centro_Oeste , ,1 Figura 1 Distribuição e Participação Percentual de Matrículas em Cursos de Graduação Presenciais por Região Geográfica Brasil 2001 e ORGANIZAÇÃO ACADÊMICA A maior parte das matrículas, no ano de 2010, continua concentrada nas universidades (54,3%), seguida das faculdades (31,2%) e dos centros universitários (14,5%), conforme Gráfico 4. Ao longo do período, verifica se a diminuição percentual da participação do número de matrículas das universidades, e o aumento percentual da participação das faculdades e dos centros universitários nesse atendimento. 1 Optou se por não incluir os cursos a distância na desagregação por região geográfica, visto que, para tal análise, somente é possível considerar a localização dos pólos de apoio presencial.
8 7 Apesar do número de matrículas estar concentrado nas universidades, as faculdades correspondem ao maior número de instituições na educação superior. Em 2010, o número de faculdades corresponde a do total de instituições que preencheram o Censo. A proposta de diversificação do sistema superior de ensino consistiu em uma das metas do PNE , a qual estabelecia o favorecimento e a valorização de estabelecimentos não universitário com assegurada qualidade na oferta do ensino. 100% 90% 80% 70% 60% 31,2% 14,5% 50% 40% 30% 20% 54,3% 10% 0% Universidades Centros Universitários* Faculdades * Inclui Institutos Federais e Centros Federais de Educação Tecnológica Gráfico 4 Evolução da Participação Percentual do Número de Matrículas (presencial e a distância) por Organização Acadêmica Brasil CATEGORIA ADMINISTRATIVA O total de matrículas em cursos de graduação no ano de 2010 representa mais que o dobro das matrículas de Apesar do caráter preponderantemente privado da expansão ao longo desse período, tais resultados apontam para certa estabilização da participação desse setor, que, em 2010, representa 74,2% das matrículas. Por outro lado, nesse mesmo período, o setor público assiste a uma inédita e significativa expansão. As categorias Federal e Estadual apresentam crescimento no número de matrículas de 2001 a 2010 da ordem de 85,9% e 66,7%, respectivamente.
9 8 Tabela 2 Evolução do Número de Matrículas (presencial e a distância) por Categoria Administrativa Brasil Matrículas Ano Pública Privada Total Total % Federal % Estadual % Municipal % Privada % , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,2 As instituições federais de educação superior (IFES), pelo segundo ano consecutivo, apresentaram o maior crescimento percentual anual do número de matrículas. De 2009 para 2010, houve aumento de 11,8% no número de matrículas nas IFES, o que representa quase o dobro do aumento das IES privadas. Também, pelo segundo ano consecutivo, houve queda no número de matrículas nas IES municipais Pública Privada Gráfico 5 Evolução do Número de Matrículas (presencial e a distância) por Categoria Administrativa (público e privado) Brasil
10 O Gráfico 6 demonstra uma elevação pontual, no ano de 2008, no número de matrículas das instituições estaduais. Essa elevação ocorreu nos cursos a distância. No entanto, conforme mencionado anteriormente, devido ao descredenciamento de uma instituição estadual na oferta desses cursos, houve queda no número de matrículas em Federal Estadual Municipal Gráfico 6 Evolução do Número de Matrículas (presencial e a distância) nas Instituições Públicas de Educação Superior Brasil MODALIDADE DE ENSINO O Censo da Educação Superior iniciou a coleta de informações sobre os cursos a distância no ano A partir de então, essa modalidade de ensino apresentou constante crescimento, abrangendo uma importante participação na educação superior brasileira. O Censo 2010 confirma a tendência de crescimento dos cursos na modalidade de ensino a distância, que atingem 14,6% do total do número de matrículas.
11 ,6% ,6% Presencial A distância Gráfico 7 Evolução do Número de Matrículas por Modalidade de Ensino Brasil Os cursos presenciais atingem os totais de matrículas de bacharelado, de licenciatura e matrículas de grau tecnológico. A educação a distância, por sua vez, soma matrículas de licenciatura, de bacharelado e matrículas em cursos tecnológicos. Os percentuais representativos desses dados são apresentados no gráfico a seguir. Tecnológico 10,0% Licenciatura 17,0% Presencial Não aplicável* 0,3% Tecnológico 25,3% A distância Não aplicável* 0,0% Bacharelado 28,8% Bacharelado 72,6% Licenciatura 45,8% * A categoria Não aplicável corresponde à Área Básica de Curso Gráfico 8 Número de Matrículas por Modalidade de Ensino e Grau Acadêmico Brasil 2010
12 O Gráfico 9 apresenta a dispersão da idade dos alunos matriculados nos cursos de graduação, conforme a modalidade de ensino. No ano de 2010, metade dos alunos dos cursos presenciais tem até 24 anos, sendo que os alunos 25% mais jovens têm até 21 anos e os 25% mais velhos possuem mais de 29 anos. Em média, os alunos dos cursos presenciais possuem 26 anos. Também em 2010, nos cursos a distância, metade dos alunos tem até 32 anos, os 25% mais jovens têm até 26 anos e os 25% mais velhos têm mais de 40 anos. Os alunos dos cursos a distância, possuem, em média 33 anos. Esses dados indicam que os cursos a distância atendem a um público com idade mais avançada. 11 Esse comportamento permite inferir que a opção da modalidade a distância proporciona o acesso à educação superior àqueles que não tiveram a oportunidade de ingressar na idade adequada nesse nível de ensino, ou ainda, que representa uma alternativa àqueles que já se encontram no mercado de trabalho e precisam de um curso de nível superior com maior flexibilidade de horários, ou, mesmo que se trata da opção por uma segunda graduação Idade Presencial A distância 3 quartil Mediana 1 quartil Média Gráfico 9 Dispersão da Idade dos Alunos Matriculados nos Cursos de Graduação por Modalidade de Ensino Brasil 2010
13 12 5 GRAU ACADÊMICO O Gráfico 10 indica os resultados da participação percentual do total de matrículas por grau acadêmico no período de 2001 a Não informado: corresponde aos cursos que não informaram grau acadêmico nos Censo da Educação Superior até o ano de Não aplicável: corresponde à Área Básica de Curso. Gráfico 10 Evolução do Número Total de Matrículas (presencial e a distância) por Grau Acadêmico Brasil Deve se ressaltar que, em 2010, deixa de existir a caracterização bacharelado e licenciatura 2, o que implica algumas ressalvas na análise da evolução do número de matrículas nos cursos de licenciatura ou de bacharelado. Até o ano de 2009, a informação sobre o total de matrículas de licenciatura era calculada a partir do somatório das matrículas declaradas como licenciatura e daquelas declaradas como bacharelado e licenciatura. O mesmo ocorria para a informação sobre o bacharelado, calculada a partir do somatório bacharelado e bacharelado e licenciatura. Com isso, os totais informados para licenciatura e 2 Até 2009, o atributo grau acadêmico dos cursos de graduação, no Censo da Educação Superior, previa a possibilidade de que um único curso fosse declarado concomitantemente como Bacharelado e Licenciatura. Em 2010, por disposição regulatória do Cadastro, os cursos passaram a admitir uma única classificação em relação ao grau acadêmico, quais sejam: Bacharelado, Licenciatura ou Tecnológico. Diante disso, os cursos que possuíam o grau acadêmico de Bacharelado e Licenciatura foram cadastrados pelas IES em uma das seguintes situações: a) dois cursos, sendo um de licenciatura e outro de bacharelado, b) dois cursos, sendo um licenciatura, outro bacharelado e uma Área Básica de Curso; c) apenas um curso de bacharelado ou d) apenas um curso de licenciatura. Os alunos que até 2009 estavam vinculados aos cursos declarados como sendo Bacharelado e Licenciatura, poderão aparecer, em 2010, vinculados a um ou dois cursos, além da Área Básica de Curso.
14 bacharelado poderiam estar superestimados, já que nem todos os alunos optavam pela conclusão do curso nos dois graus acadêmicos TECNOLÓGICO O Censo 2010 confirma a trajetória de expansão da matrícula nos cursos tecnológicos, que em 2001 era de e atingiu, em 2010, um total de matrículas crescimento de mais de dez vezes no período. Pode se observar uma elevação significativa da proporção de matrículas nos cursos tecnológicos, que passaram de 2,3% para 12,3% ao longo do período. O crescimento dos cursos tecnológicos aponta no sentido dos investimentos na educação profissional de nível superior, principalmente pela iniciativa privada, mas também pela expansão das Instituições Federais de Educação Tecnológica. O número de matrículas nas IFES em cursos tecnológicos aumentou 481% de 2001 para Do total de matrículas em cursos tecnológicos das IFES no ano de 2010, estão nos Institutos Federais. Em 2010, as matrículas nos cursos tecnológicos são, em sua maior parte, da área de Gerenciamento e administração. Com 44,0% das matrículas, essa área abriga cinco vezes mais matrículas que àquela com o segundo maior atendimento, qual seja: Processamento da informação, com 8,5% das matrículas. Na sequência, encontram se as áreas de Ciência da computação, com 6,6%, Marketing e publicidade, com 6,1% e Proteção ambiental (cursos gerais), com 5,1%. Tabela 3 Distribuição do Número de Matrículas em Cursos Tecnológicos (presencial e a distância) segundo Área do Conhecimento Brasil 2010 Área do Conhecimento Matrícula % Total Geral ,0 1 Gerenciamento e administração ,0 2 Processamento da informação ,5 3 Ciência da computação ,6 4 Marketing e publicidade ,1 5 Proteção ambiental (cursos gerais) ,1 6 Engenharia e profissões de engenharia (cursos gerais) ,9 7 Hotelaria, restaurantes e serviços de alimentação ,3 8 Técnicas audiovisuais e produção de mídia ,1 9 Design e estilismo ,0 10 Serviços de beleza ,9 Outros Cursos ,5
15 Para os cursos tecnológicos de Instituições Federais da Educação Superior, Gerenciamento e administração é também a área de conhecimento que oferece maior atendimento, com 24,7% das matrículas e, Processamento da informação, o segundo maior atendimento com 12,3% das matrículas. Na sequência, encontram se as áreas de Engenharia e profissões de engenharia (cursos gerais), com 7,7%, Proteção ambiental (cursos gerais), com 6,3%, Eletrônica e automação, com 6,2%, e Processamento de alimentos, com 5,6%. 14 Tabela 4 Distribuição do Número de Matrículas em Cursos Tecnológicos (presencial e a distância) segundo Área do Conhecimento Instituições Federais de Educação Superior Brasil 2010 Área do Conhecimento Matrícula % Total geral Gerenciamento e administração ,7 2 Processamento da informação ,3 3 Engenharia e profissões de engenharia (cursos gerais) ,7 4 Proteção ambiental (cursos gerais) ,3 5 Eletrônica e automação ,2 6 Processamento de alimentos ,6 7 Produção agrícola e pecuária ,8 8 Engenharia civil e de construção ,5 9 Uso do computador ,6 10 Viagens, turismo e lazer ,5 Outros Cursos ,9 6 TURNO O Gráfico 11 apresenta os resultados sobre a participação percentual das matrículas presenciais por turno, considerando o atendimento oferecido por categoria administrativa para os anos de 2000 a Observa se aumento progressivo na participação dos cursos noturnos. As matrículas presenciais noturnas passam de 56,1% em 2000 para 63,5% em Em relação à participação percentual das categorias administrativas, verifica se que, no caso das instituições municipais, o atendimento noturno foi predominante ao longo de todo o período. Em 2010, 76,2% das matrículas presenciais municipais são noturnas. Para as instituições federais, diferentemente, predomina o atendimento diurno. De todo modo, as instituições federais vêm aumentando proporcionalmente o atendimento noturno que, em 2010, representam 28,4% das matrículas presenciais.
16 As instituições estaduais, por sua vez, apresentam o atendimento mais equilibrado por turno; sendo que, em 2010, 54,2% de suas matriculas são diurnas. Vale destacar que também no caso das instituições estaduais, entre 2005 e 2006, as matrículas presenciais noturnas iniciam a recuperação de sua participação. Finalmente, no caso das instituições privadas, o atendimento noturno tem aumentado progressivamente desde o início do período. É, portanto, na categoria privada que as matrículas presenciais noturnas apresentam elevação mais expressiva, atingindo em 2010 o correspondente a 72,8% de seu atendimento e totalizando matrículas % 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Federal Estadual Municipal Privada Diurno Noturno Gráfico 11 Evolução da Participação de Matrículas dos Cursos Presenciais por Turno e Categoria Administrativa Brasil SEXO No que se refere ao atendimento por sexo, o Gráfico 12 ilustra que as matrículas contaram com participação majoritariamente feminina ao longo do período de 2001 a A participação feminina mostra se ainda superior considerando se os concluintes (Gráfico 13). Em 2010, do total de matrículas, 57,0% são femininas e, entre os concluintes, a participação feminina é de 60,9%.
17 16 43,7% 43,1% 43,1% 43,2% 43,6% 43,6% 43,9% 44,1% 42,9% 43,0% 56,3% 56,9% 56,9% 56,8% 56,4% 56,4% 56,1% 55,9% 57,1% 57,0% Feminino Masculino Gráfico 12 Evolução da Participação Percentual de Matrículas em Cursos de Graduação (presencial e a distância) por Sexo Brasil ,6% 37,0% 37,4% 37,1% 37,3% 38,9% 39,9% 39,3% 38,8% 39,1% 62,4% 63,0% 62,6% 62,9% 62,7% 61,1% 60,1% 60,7% 61,2% 60,9% Feminino Masculino Gráfico 13 Evolução da Participação Percentual de Concluintes em Cursos de Graduação (presencial e a distância) por Sexo Brasil
18 FUNÇÕES DOCENTES 17 REGIME DE TRABALHO Conforme Gráfico 14, a categoria pública apresenta, predominantemente, regime de trabalho de tempo integral. Nesse sentido, pode se observar que são crescentes os percentuais relativos a tempo integral ao longo do período, que passa a representar 80,2% em O regime de tempo parcial, por sua vez, passa de 18,5%, em 2002, para 12,9%, em Residualmente, o percentual de horistas representa 6,8%, em Na categoria privada, prevalecem os horistas, ainda que esses tenham diminuído de 55,8%, em 2002, para 48,0%, em Os regimes integral e parcial aumentam seus percentuais de participação, sobretudo de 2008 para No ano de 2010, 24,0% dos regimes de trabalho são em tempo integral e 28,0% em tempo parcial. 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Pública Privada Tempo Integral Tempo Parcial Horista Gráfico 14 Evolução da Participação Percentual dos Docentes por Regime de Trabalho e Categoria Administrativa (pública e privada) Brasil TITULAÇÃO O Gráfico 15 ilustra a elevação da titulação do total de funções docentes de 2001 para Percentualmente, pode se verificar que a maior elevação se dá em relação ao título de doutorado (123,1%),
19 seguida de crescimento na titulação de mestrado (99,6%) e da categoria Até Especialização (23,2%). Entre os componentes desta última categoria, está o aumento de 54,0% na titulação de especialistas e o decréscimo de 42,9% das funções docentes com apenas graduação Até Especialização Mestrado Doutorado Gráfico 15 Evolução do Número de Funções Docentes por Titulação Brasil A partir do Gráfico 16, pode se verificar elevação progressiva da titulação das funções docentes nas IES públicas e privadas, de 2001 a Essa elevação é traduzida pelo aumento do percentual de funções docentes com doutorado e com mestrado, e correspondente redução da participação da titulação Até Especialização. Especificamente em relação à categoria pública, as funções docentes com doutorado passam de 35,9%, em 2001, para 49,9%, em 2010; para o mestrado, observa se uma participação relativamente estável, passando de 26,9%, em 2001, para 28,9%, em Para o grupo com Até Especialização, o correspondente percentual de participação diminui em 16,1%, totalizando 21,2% em Sobre a categoria privada, importa observar a participação majoritária do mestrado, que passa de 35,4% das funções docentes, em 2001, para 43,1% em Para o grupo com Até Especialização, que predominava em 2001 (52,0%), com uma queda de mais de 10% em relação a 2001, passa a representar 41,5% das funções docentes em Finalmente, o doutorado passa de 12,1% em 2001 para 15,4% em 2010.
20 Apesar da elevação das funções docentes com doutorado nas instituições privadas, esse percentual ainda se mostra bastante reduzido comparativamente ao verificado nas públicas. Observa se uma correspondência de, aproximadamente, três funções docentes com doutorado nas IES públicas para cada função docente com essa titulação nas IES privadas Participação Percentual Até Especialização Mestrado Doutorado Até Especialização Mestrado Doutorado Pública Privada Gráfico 16 Evolução da Participação Percentual da Titulação Docente por Categoria Administrativa (pública e privada) Brasil
21 20 INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE EDUCAÇÃO SUPERIOR (IFES) MATRÍCULAS De acordo com o Gráfico 17, pode se observar a tendência de crescimento das matrículas nas IFES ao longo do período de 2001 a Esse total passa de , em 2001, para , em Considerando apenas o período de 2007 para 2010, esse crescimento é de 46,4% e, de 2009 para 2010, o crescimento é de 11,8% Gráfico 17 Evolução do Número de Matrículas em Cursos de Graduação (presencial e a distância) das IFES Brasil Assim como mencionado anteriormente, pelo segundo ano consecutivo, as IFES apresentaram o maior crescimento anual do número de matrículas. O crescimento de 11,8% corresponde a 1,7 vezes o segundo maior crescimento percentual por categoria administrativa, no caso das instituições privadas. Considerando a modalidade de ensino, observa se também crescimento da participação das matrículas de cursos a distância, que passaram de 0,4%, em 2001, para 11,2%, em Também para os cursos a distância, verifica se um incremento mais expressivo a partir de 2007.
22 ,2% 88,8% Presencial A distância Gráfico 18 Evolução do Número de Matrículas em Cursos de Graduação (presencial e a distância) das IFES por Modalidade de Ensino Brasil Comparativamente ao total geral de matrículas, as IFES apresentam predominância ligeiramente superior de cursos presenciais. Em 2010, a participação das matrículas presenciais é de 85,4% para o total geral e de 88,8% nas federais (Gráfico 18). CONCLUINTES No que se refere aos concluintes, de acordo com o Gráfico 19, após a oscilação observada entre 2006 e 2008, os resultados indicam, em 2009, recuperação por parte das IFES, as quais, no ano de 2010, atingem o número recorde de concluintes. Em relação a 2001, com concluintes, o total apresentado em 2010 é 52,4% maior.
23 Gráfico 19 Evolução do Número de Concluintes em Cursos de Graduação (presencial e a distância) das IFES Brasil No que se refere ao número de concluintes por modalidade de ensino nas IFES, o Gráfico 20 permite observar especial variação da educação a distância ao longo do período. A maior participação em termos absolutos e percentuais é verificada no ano de 2005, com concluintes (7,1%), seguida de queda nos demais anos e expressiva recuperação em 2010, com concluintes (6,5%). Essa recuperação, provavelmente, representa efeito da ampliação do total de ingressos apresentada em ,5% ,5% Presencial A distância Gráfico 20 Evolução do Número de Concluintes em Cursos de Graduação (presencial e a distância) das IFES por Modalidade de Ensino Brasil
24 23 INGRESSOS (todas as formas de ingresso) Em relação ao número de ingressos, o Gráfico 21 ilustra a tendência de crescimento nas IFES. Esse total correspondia a , em 2001, e atinge , em 2010, o que representa uma elevação de 110,6% Gráfico 21 Evolução do Número de Ingressos (todas as formas de ingresso) em Cursos de Graduação (presencial e a distância) das IFES Brasil
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