Análise do Desempenho 4T12
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- Regina Guimarães Vilaverde
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1 Análise do Desempenho 4T12
2 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Este Relatório faz referências e declarações sobre expectativas, sinergias planejadas, estimativas de crescimento, projeções de resultado e estratégias futuras sobre o Conglomerado Banco do Brasil. Tais declarações baseiam-se nas atuais expectativas, estimativas e projeções da Administração sobre acontecimentos futuros e tendências financeiras que possam afetar os negócios do Conglomerado. Essas referências e declarações não são garantia de desempenho futuro e envolvem riscos e incertezas que podem extrapolar o controle da administração, podendo, desta forma, resultar em saldos e valores diferentes daqueles aqui antecipados e discutidos. As expectativas e projeções da administração são vinculadas às condições do mercado (mudanças tecnológicas, pressões competitivas sobre produtos, preços, entre outros), do desempenho econômico geral do país (taxa de juros e câmbio, mudanças políticas e econômicas, inflação, mudanças na legislação tributária, entre outras) e dos mercados internacionais. Expectativas futuras decorrentes da leitura deste relatório devem considerar os riscos e incertezas que envolvem os negócios do Conglomerado. O Banco do Brasil não se responsabiliza em atualizar qualquer estimativa contida em relatório publicado em períodos anteriores. As tabelas e gráficos deste relatório apresentam, além dos saldos e valores contábeis, números financeiros e gerenciais. As taxas de variação relativa são apuradas antes do procedimento de arredondamento em hões. O arredondamento utilizado segue as regras estabelecidas pela Resolução 886/66 da Fundação IBGE: caso o algarismo decimal seja igual ou superior a 0,5, aumenta-se em uma unidade; caso o algarismo decimal seja inferior a 0,5, não há acréscimo de uma unidade. 1
3 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Índice Índice... 2 Índice de Tabelas... 4 Índice de Figuras... 7 Apresentação... 8 Glossário... 9 Sumário do Resultado Resultado Guidance Guidance Retorno ao Acionista Margem Financeira Bruta Spread por Carteira Ativos e Principais Itens Patrimoniais Basileia Carteira de Crédito BOMPRATODOS Rendas de Tarifas Despesas Administrativas Eficiência Premissas do Guidance Informações Úteis Demonstrações Contábeis Resumidas Balanço Patrimonial Resumido Demonstração Resumida do Resultado Societário Demonstração do Resultado com Realocações Abertura das Realocações Glossário de Realocações Receitas e Despesas Operacionais Totais Crédito Carteira de Crédito Carteira de Crédito Pessoa Física Carteira de Crédito Pessoa Jurídica Carteira de Crédito de Agronegócios BOMPRATODOS Risco de Crédito Carteira Total Carteira de Crédito Pessoa Física Carteira de Crédito Pessoa Jurídica Carteira de Agronegócios Carteira de Crédito no Exterior e BV Carteira de Crédito Renegociada Concentração Liquidez Captações Outros Componentes Patrimoniais Impostos Diferidos Ativo Atuarial Ágios sobre Investimentos Ativos Intangíveis Resultado Financeiro Análise das Aplicações Análise das Captações Análise Volume e Taxa Spread Margem Gerencial Margem Financeira Bruta Negócios Não Financeiros Rendas de Tarifas Cartões
4 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Administração de Recursos de Terceiros Seguridade Mercado de Capitais Despesas Administrativas Despesas de Pessoal Estrutura Operacional Outras Despesas Administrativas Rede de Atendimento Rede MaisBB Rede Externa Outras Informações do Resultado Indicadores de Produtividade Gestão de Riscos Gestão dos Riscos Risco de Crédito Risco de Mercado Risco de Liquidez Risco Operacional Estrutura de Capital Investimentos Estratégicos Informações de Coligadas e Controladas Negócios Internacionais Banco Patagonia Banco Votorantim Banco Votorantim Série de Demonstrações Contábeis Balanço Patrimonial Resumido Demonstração Resumida do Resultado Societário Demonstração do Resultado com Realocações
5 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Índice de Tabelas Tabela 1. Guidance Tabela 2. Despesas de PCLD Estimativas 4T Tabela 3. Guidance Tabela 4. DRE com Realocações Principais Linhas Tabela 5. Itens Extraordinários Tabela 6. Principais Indicadores do Resultado Tabela 7. Composição da MFB¹ Tabela 8. Spread Anualizado¹ Tabela 9. Principais Itens Patrimoniais Tabela 10. Fontes e Usos Tabela 11. Carteira de Crédito Classificada e Ampliada Tabela 12. Indicadores de Qualidade da Carteira de Crédito Classificada Tabela 13. Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito Classificada Tabela 14. Rendas de Tarifas Tabela 15. Despesas Administrativas Ajustadas Tabela 16. Principais Indicadores Econômicos¹ Tabela 17. Composição Acionária - % Tabela 18. Dividendos e Juros sobre Capital Próprio Tabela 19. Indicadores de Mercado Tabela 20. Participação nos Índices de Mercado Brasileiro - % Tabela 21. Informações do BB Tabela 22. Ratings Tabela 23. Compulsório/Exigibilidade Tabela 24. Balanço Patrimonial Resumido Ativo Tabela 25. Balanço Patrimonial Resumido Passivo Tabela 26. Demonstração Resumida do Resultado Societário Tabela 27. Demonstração do Resultado com Realocações Tabela 28. Demonstrativo das Realocações e Itens Extraordinários Tabela 29. Efeitos Fiscais e Participação nos Lucros e Resultados sobre Itens Extraordinários Tabela 30. Receitas e Despesas Operacionais Totais Tabela 31. Carteira de Crédito Classificada e Ampliada Tabela 32. Crédito SFN¹ Tabela 33. Carteira de Crédito Pessoa Física Tabela 34. Crédito Pessoa Física¹ Participação de Mercado Tabela 35. Carteira de Crédito Classificada Orgânica - Pessoa Física Tabela 36. Composição da Carteira de Crédito Consignado Orgânica¹ Tabela 37. Carteiras Adquiridas¹ Tabela 38. Taxas e Prazos Médios Tabela 39. Carteira de Crédito Pessoa Jurídica Tabela 40. Câmbio de Exportação e Importação Tabela 41. ACC/ACE Tabela 42. Financiamentos de Projetos em Infraestrutura Tabela 43. Crédito MPE por Setor de Atividade Tabela 44. Produtos de Crédito - MPE Tabela 45. Exportações Tabela 46. Participação do Brasil no Agronegócio Mundial em Dezembro/ Tabela 47. Carteira de Crédito Classificada de Agronegócios por Região Tabela 48. Carteira de Crédito de Agronegócios por Destinação Tabela 49. Carteira de Crédito de Agronegócios por Linha de Crédito Tabela 50. Carteira de Crédito de Agronegócios por Item Financiado Tabela 51. Carteira de Agronegócios por Porte Tabela 52. Carteira de Crédito de Agronegócios por Tipo de Personalidade Jurídica Tabela 53. Carteira de Crédito Ampliada de Agronegócios por Fonte de Recursos Tabela 54. Receitas de Equalização e Fator de Ponderação Tabela 55. Recursos Equalizáveis da Carteira de Agronegócios Tabela 56. Desembolsos por Finalidade do Crédito Rural Julho a Dezembro Tabela 57. Distribuição de Mitigadores no Custeio Agrícola Julho a Dezembro Tabela 58. Mitigadores do Custeio Agrícola por Região Julho a Dezembro Tabela 59. Resseguro de Mitigadores no Custeio Agrícola Tabela 60. Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito Classificada
6 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 61. Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito Classificada BB e BB sem BV Tabela 62. Índices de Atraso da Carteira Classificada Tabela 63. Índice de Atraso +90 Dias da Carteira Classificada BB e BB sem BV Tabela 64. Risco Médio da Carteira Classificada¹ Tabela 65. Carteira de Crédito Classificada por Nível de Risco Tabela 66. Carteira de Crédito Classificada PF por Nível de Risco sem BV Tabela 67. Movimentação da PCLD da Carteira de Crédito Classificada PF sem BV Tabela 68. Carteira de Crédito Classificada PJ por Nível de Risco sem BV Tabela 69. Movimentação da PCLD da Carteira de Crédito Classificada PJ sem BV Tabela 70. Carteira de Crédito Classificada de Agronegócios por Nível de Risco Tabela 71. Carteira de Crédito Classificada de Agronegócios PF por Nível de Risco Tabela 72. Movimentação da PCLD Carteira de Crédito Classificada de Agronegócios PF Tabela 73. Carteira de Crédito Classificada de Agronegócios PJ por Nível de Risco Tabela 74. Movimentação da PCLD Carteira de Crédito Classificada de Agronegócios PJ Tabela 75. Operações Prorrogadas e Não Prorrogadas do Agronegócio Tabela 76. Índices de Atraso da Carteira Classificada de Agronegócios Tabela 77. Carteira de Crédito Classificada no Exterior por Nível de Risco Tabela 78. Carteira de Crédito Classificada Banco Votorantim (50%) Tabela 79. Carteira de Crédito Renegociada Tabela Maiores Tomadores Tabela Maiores Tomadores em relação ao PR Tabela 82. Concentração da Carteira de Crédito por Macrossetor Tabela 83. Composição dos Ativos Tabela 84. Composição dos Passivos Tabela 85. Carteira de Títulos por Categoria Tabela 86. Carteira de Títulos por Prazo - Valor de Mercado Tabela 87. Saldo da Liquidez Tabela 88. Captações de Mercado Tabela 89. Captações no Exterior Tabela 90. Emissões Vigentes no Exterior Tabela 91. Fontes e Usos Tabela 92. Principais Captações vs. Taxa Selic Tabela 93. Segregação de Depósitos por Prazo de Exigibilidade Tabela 94. Abertura do Crédito Tributário Tabela 95. Abertura do Passivo Fiscal Diferido Tabela 96. Previ - Fundo Paridade Tabela 97. Previ - Fundo de Destinação Tabela 98. Previ - Fundo de Contribuição Tabela 99. Previ - Fundo de Utilização Tabela 100. Efeitos da Contabilização da Previ (Plano 1) Tabela 101. Ágios nas Aquisições de Investimentos Tabela 102. Intangível Tabela 103. Estimativa de Amortização dos Ativos Intangíveis Tabela 104. Saldos Médios e Taxa de Juros Ativos Rentáveis (Trimestral) Tabela 105. Saldos Médios e Taxa de Juros Ativos Rentáveis Tabela 106. Spread por Carteira Tabela 107. Resultado com Títulos e Valores Mobiliários Tabela 108. Saldos Médios e Taxa de Juros Passivos Onerosos (Trimestral) Tabela 109. Saldos Médios e Taxa de Juros Passivos Onerosos Tabela 110. Variação de Receita e Despesa e Variação Volume/Taxa (Trimestral) Tabela 111. Variação de Receita e Despesa e Variação Volume/Taxa Tabela 112. Análise de Volume (Ativos Rentáveis) - Taxa Trimestral Tabela 113. Análise de Volume (Ativos Rentáveis) - Taxa Ano Tabela 114. Margem Líquida de Juros e Margem de Lucro Tabela 115. Margem Gerencial Tabela 116. Composição da Margem Financeira Bruta¹ Tabela 117. Rendas de Tarifas Tabela 118. Base de Clientes Tabela 119. Fundos de Investimento e Carteiras Administradas por Segmento Tabela 120. Fundos de Investimento e Carteiras Administradas por Tipo Tabela 121. Seguros - Resultado Financeiro e Operacional Tabela 122. Previdência Resultado Financeiro e Operacional Tabela 123. Capitalização - Resultado Financeiro e Operacional
7 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 124. Despesas de Pessoal Tabela 125. Outras Despesas Administrativas Tabela 126. Rede de Atendimento Tabela 127. Rede de Agências por Região Tabela 128. Rede MaisBB Dados Operacionais Tabela 129. Rede de Distribuição no Exterior Tabela 130. Outras Receitas Operacionais Tabela 131. Outras Despesas Operacionais Tabela 132. Índices de Cobertura Ajustados¹ Tabela 133. Índices de Eficiência Ajustados¹ Tabela 134. Outros Indicadores de Produtividade Tabela 135. Balanço em Moedas Estrangeiras Tabela 136. Perfil de Repactuação das Taxas de Juros Tabela 137. Composição das Perdas Operacionais (%) Tabela 138. Índice de Basileia Conglomerado Econômico-Financeiro¹ Tabela 139. Principais Contas da Parcela PEPR (Conglomerado Econômico-Financeiro) Tabela 140. PRE para Risco de Mercado por Fator de Risco Tabela 141. Capital Alocado para Risco Operacional por Linha de Negócio Tabela 142. Exposição Ponderada por Fator de Risco e PEPR (posição 31/12/2012) Tabela 143. Participações Societárias do BB Banco Múltiplo Tabela 144. Participações Societárias do BB Banco de Investimentos Tabela 145. Participações Societárias do BB Seguros S.A Tabela 146. Participações Societárias não Consolidadas Tabela 147. Saldos Patrimoniais - Consolidado no Exterior Tabela 148. Consolidado no Exterior Resultado Tabela 149. Banco Patagonia Principais Linhas do Resultado Tabela 150. Banco Patagonia Destaques Patrimoniais Tabela 151. Banco Patagonia Destaques Operacionais e Estruturais Tabela 152. Banco Patagonia Indicadores de Rentabilidade, Capital e Crédito Tabela 153. Destaques Patrimoniais Tabela 154. Demonstração Resumida do Resultado Societário Tabela 155. Demonstrações do Resultado com Realocações¹ - Trimestral Tabela 156. Demonstrações do Resultado com Realocações¹ Anual Tabela 157. Margem Líquida de Juros e Margem de Lucro Tabela 158. Carteira de Crédito Tabela 159. Carteira de Veículos Tabela 160. Índices de Atraso da Carteira Classificada Total Tabela 161. Carteira de Crédito Classificada por Nível de Risco Total Tabela 162. Índices de Atraso da Carteira Gerenciada Total Tabela 163. Carteira de Crédito Gerenciada por Nível de Risco Total Tabela 164. Captações Tabela 165. Principais Indicadores de Produtividade Tabela 166. Destaques Operacionais e Estruturais Tabela 167. Índice de Basileia Tabela 168. Balanço Patrimonial Ativo Série Trimestral Tabela 169. Balanço Patrimonial Ativo Série Anual Tabela 170. Balanço Patrimonial Passivo Série Trimestral Tabela 171. Balanço Patrimonial Passivo Série Anual Tabela 172. Demonstração Resumida do Resultado Série Trimestral Tabela 173. Demonstração Resumida do Resultado Série Anual Tabela 174. Demonstração do Resultado com Realocações Série Trimestral Tabela 175. Demonstração do Resultado com Realocações Série Anual
8 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Índice de Figuras Figura 1. Lucro Líquido por Ação, Dividendos e Juros sobre Capital Próprio Figura 2. Captações Externas (US$ bilhões) Figura 3. Índice de Basileia Figura 4. BOMPRATODOS - Principais Linhas Crédito PF Figura 5. Carteira de Veículos Orgânica INAD 90 e Nível de Risco - % Figura 6. Capital de Giro e Investimento MPE Figura 7. Índices de Eficiência Ajustados ¹ - % Figura 8. Participação das Linhas de Repasse nos Desembolsos - % Figura 9. Balança Comercial (FOB) Figura 10. Produção vs. Área Plantada da Safra de Grãos Figura 11. Percentual das Operações Contratadas com Mitigadores de Risco Julho a Dezembro. 49 Figura 12. Relação Preço/Custo de Soja e Milho Figura 13. BOMPRATODOS - Principais Linhas Crédito PF Figura 14. Carteira Orgânica de Veículos - INAD90 e Nível de Risco Figura 15. Capital de Giro MPE Figura 16. Provisão de Crédito Carteira de Crédito Classificada Figura 17. Inadimplência Acima de 90 Dias BB x SFN -% Figura 18. Vintage Trimestral Figura 19. Vintage Anual Figura 20. Vintage Anual Carteira Própria de Financiamento de Veículos Figura 21. Participação de Mercado das Captações do BB Figura 22. Evolução do Spread Figura 23. Carteira de Títulos e Valores Mobiliários por Indexador (Banco Múltiplo) Figura 24. Administração de Recursos de Terceiros Figura 25. Evolução do Quadro de Pessoal Figura 26. Terminais de Autoatendimento Figura 27. Transações por Canal de Atendimento - % Figura 28. Evolução da Exposição Cambial em % do PR Figura 29. Ativos e Passivos por Indexador Figura 30. Posição Líquida por Indexador Figura 31. Reserva de Liquidez em Moeda Nacional (Posição: último dia útil) Figura 32. Reserva de Liquidez Moeda Estrangeira (Posição: último dia útil) Figura 33. Indicador DRL Figura 34. Produção por Canal e Inadimplência da 1ª Parcela Veículos Leves Figura 35. Veículos Inad. +90 dias das Safras após 4 meses da Originação - BV Financeira - % 115 Figura 36. Originação (Financiamento de Veículos e Créditos Consignados) Figura 37. PCLD Carteira Gerenciada vs PCLD Carteira Classificada
9 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Apresentação O relatório Análise do Desempenho apresenta a situação econômico-financeira do Banco do Brasil (BB). Destinado aos analistas de mercado, acionistas e investidores, com periodicidade trimestral, esta publicação disponibiliza conteúdo com dados sobre indicadores econômicos, desempenho dos papéis BB e gestão de riscos. O leitor encontrará, ainda, tabelas com séries históricas de até oito períodos do Balanço Patrimonial Resumido, da Demonstração Resumida do Resultado Societário, da Demonstração do Resultado com Realocações, além de informações sobre rentabilidade, produtividade, qualidade da carteira de crédito, estrutura de capital, mercado de capitais e dados estruturais. Ao final do relatório as Demonstrações Contábeis e Notas Explicativas do trimestre em análise são apresentadas. Destaques 1) Desde o 2T12, a nomenclatura Lucro Recorrente foi alterada para Lucro Líquido Ajustado ; 2) A partir do 3T12, no capítulo 3, as informações sobre a Carteira de Crédito de Agronegócios passou a evidenciar: (i) o conceito ampliado de crédito e (ii) a abertura das fontes de recursos e as receitas de Equalização de Taxa em forma de tabela; 3) Ainda no Capitulo 3, as informações sobre a Carteira de Crédito Renegociada foram reformuladas. Além disso, o quadro k da nota explicativa nº. 10, que evidencia as Operações de Crédito do Banco do Brasil, foi aperfeiçoado de maneira a demonstrar o fluxo das operações renegociadas; 4) A partir do 4T12, as séries históricas de Margem Financeira Bruta e spread foram revisadas desde o 1T11, tendo em vista a realocação das despesas de atualização de IHCD e dívidas subordinadas, de Outras Despesas Operacionais para Despesas de Intermediação Financeira. Adicionalmente, essas despesas foram transferidas de Resultado de Tesouraria para Despesa Financeira de Captação Institucional; 5) No capítulo 9, a série de índice de eficiência foi revista para refletir o lucro líquido ajustado; 6) No Capítulo 11.1, os investimentos estratégicos do Banco do Brasil passaram a ser apresentados evidenciando o controlador intermediário; 7) No Capítulo 12, a série histórica do indicador atraso das operações de crédito vencidas há mais de 90 dias do Banco Votorantim foi revista para adequação à metodologia utilizada pelo BB. Acesso on-line A leitura do relatório Análise do Desempenho pode ser realizada no site de Relações com Investidores do Banco do Brasil. Também são disponibilizadas maiores informações sobre a Empresa, como: Governança Corporativa, notícias, perguntas frequentes e o Download Center, contendo versões deste relatório para o aplicativo Adobe Reader. Informações Gerais, Análise Patrimonial e do Resultado, e Demonstrações Contábeis Completas; as séries históricas em Excel; apresentações ao mercado; Relatório Anual e de Responsabilidade Socioambiental; Balanço Social; Teleconferências dos Resultados e outras também estão disponíveis no site. Banco do Brasil Relações com Investidores bb.com.br bb.com.br/ri 8
10 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Glossário Alavancagem: indicador financeiro que expressa a relação entre o ativo total e o patrimônio líquido da empresa. Ativos Rentáveis: refletem a soma de todos os ativos que geram retorno financeiro para a instituição. O retorno total desses ativos está incluído na receita bruta de intermediação financeira (RIF). BOMPRATODOS: programa que compreende um conjunto de medidas alinhadas ao novo posicionamento institucional do BB, Excelência no Relacionamento. Consiste na redução das taxas de juros em diversas linhas de crédito para pessoa física e micro e pequenas empresas acompanhada do serviço exclusivo de assessoria financeira para estimular o uso consciente desse crédito. Captações Comerciais: Inclui Depósitos Totais, Letras de Crédito de Agronegócio, Letras Imobiliárias e Operações Compromissadas com Títulos Privados. Captações Institucionais: Inclui captações direcionadas a investidores institucionais, com a utilização de instrumentos como Dívida Sênior, Letras Financeiras, Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD). Carteira de Crédito Ampliada no País: carteira de crédito classificada adicionada das operações com títulos e valores mobiliários privados adquiridos pelo BB e das garantias prestadas, considerando-se as operações realizadas no país. Carteira de Crédito Ampliada: carteira de crédito classificada adicionada das operações com títulos e valores mobiliários privados adquiridos pelo BB e das garantias prestadas. Carteira de Crédito Classificada: carteira de crédito contabilizada segundo os critérios estabelecidos pela Res. nº 2.682/99 do Conselho Monetário Nacional (CMN). Carteira de Crédito Gerenciada: conceito adotado pelo Banco Votorantim, abrangendo a carteira de crédito contabilizada segundo a Res. nº CMN 2.862/99, adicionada de ativos cedidos com coobrigação para outras instituições financeiras e dos ativos cedidos para fundos de investimento em direitos creditórios FIDCs. Carteira de Crédito Gerenciada Ampliada: conceito adotado pelo Banco Votorantim, abrangendo carteira de crédito gerenciada adicionada de títulos e valores mobiliários privados, avais e fianças prestados. Carteira de Crédito Orgânica: corresponde à carteira de crédito classificada do BB excluindo-se as operações provenientes do Banco Votorantim e de carteiras adquiridas. Carteira de Crédito Renegociada por Atraso: composta pelos créditos renegociados para composição de dívidas em virtude de atraso no pagamento pelos clientes. Não inclui operações prorrogadas da carteira de agronegócio. Correspondente Bancário: são empresas, integrantes ou não do Sistema Financeiro Nacional, contratadas por instituições financeiras e demais instituições autorizadas pelo Banco Central do Brasil para a prestação de serviços de atendimento aos clientes e usuários dessas instituições. Garantias: são operações onde o BB garante a liquidação financeira dos contratos (aval e fiança). Hedge Fiscal: operações contratadas para reduzir os efeitos de variação cambial sobre o resultado, já considerando os impactos sobre a tributação. Índices de Cobertura de despesas administrativas e despesas de pessoal - ajustados: indicadores de produtividade expressos pelas relações: 1) rendas de tarifas/despesas administrativas; 2) rendas de tarifas/despesas de pessoal. Índices baseados nas demonstrações do resultado com realocações. Índice de Eficiência ajustado: indicador de produtividade que expressa à relação entre as despesas administrativas e suas receitas operacionais. Quanto menor o índice mais eficiente é a empresa. Índice de Seguridade: reflete o quanto as empresas dos ramos de seguros, previdência aberta e capitalização contribuíram para a formação do lucro líquido ajustado do conglomerado Banco do Brasil. Lucro Líquido Ajustado: lucro líquido sem itens extraordinários. 9
11 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Margem Financeira Bruta (MFB): É calculada pela diferença entre as receitas e despesas de intermediação financeira considerando-se as realocações. Representa o resultado das operações de intermediação financeira, antes da provisão para risco de crédito. Margem Líquida de Juros: receita líquida de juros dividida pelo saldo médio dos ativos rentáveis. Margem de Lucro Líquida: diferença entre a taxa média de retorno dos ativos rentáveis e a taxa média de custo dos passivos onerosos. Passivos Onerosos: engloba a soma de todos passivos que acarretam despesa financeira para a instituição. O custo financeiro total desses passivos reflete a despesa de intermediação financeira. Realocações: ajustes realizados na Demonstração do Resultado Societário (DRE) com o objetivo de possibilitar melhor entendimento do negócio e do desempenho da empresa. Receita Líquida de Juros: composto pela diferença entre os ganhos com os ativos rentáveis e os custos referentes aos passivos onerosos. Retorno sobre Patrimônio Líquido Anualizado (RSPL): razão entre o lucro líquido e a média aritmética do patrimônio líquido do período em referência, excluída a participação de minoritários. Anualizado exponencialmente. Spread Gerencial: é o resultado da margem financeira gerencial dividida pelos respectivos saldos médios. Na apuração da margem financeira gerencial são auferidas inicialmente as receitas financeiras, classificadas por tipo de carteira. Além disso, são deduzidos os custos de oportunidade definidos para cada uma das linhas que compõem as carteiras. Em relação ao crédito destinado para PF e PJ, com recursos livres, o custo de oportunidade é a taxa média Selic (TMS). No caso da carteira agrícola e outros recursos direcionados, o custo de oportunidade é calculado de acordo com a origem do funding e com a necessidade ou não de aplicação obrigatória de parte dessa fonte de recurso. Spread Global Bruto: aplicação do conceito de spread específico ao segmento bancário que é calculado dividindo-se a margem financeira bruta pelos ativos rentáveis médios. TVM Privados: são operações caracterizadas pela aquisição de títulos e valores mobiliários (commercial papers e debêntures) emitidos por empresas privadas. 10
12 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Sumário do Resultado Resultado Lucro Líquido do BB atinge R$ 12,2 bilhões em 2012 O Banco do Brasil apresentou lucro líquido de R$ 12,2 bilhões em 2012, desempenho correspondente a RSPL de 19,8%. O lucro líquido ajustado (sem itens extraordinários) atingiu R$ 11,5 bilhões no ano, equivalente a RSPL ajustado de 18,7%. O resultado acumulado no ano foi impulsionado principalmente pela expansão dos negócios e ampliação do relacionamento com clientes que permitiram o incremento da margem financeira bruta (MFB) e a diversificação de receitas. O indicador de inadimplência do BB acima de 90 dias apresentou queda e permaneceu abaixo do apresentado pelo SFN. O BB registrou lucro líquido de R$ 4,0 bilhões no 4T12, correspondente a RSPL de 27,0%. O lucro líquido ajustado foi de R$ 3,2 bilhões no trimestre, equivalente a RSPL de 21,2%. O Lucro líquido Ajustado do BB, sem Previ, foi de R$ 10,7 bilhões em 2012, o maior já observado, apresentado acréscimo de 7,5% sobre o ano anterior. No 4T12, o resultado sem Previ foi de R$ 3,0 bilhões, com acréscimo de 21,1% e 11,1% em relação ao 3T12 e 4T11, na mesma ordem. Guidance 2012 O Guidance para 2012 e os resultados alcançados são apresentados na tabela a seguir. Os itens patrimoniais foram calculados a partir dos valores registrados em dez/12 ante dez/11. As linhas de resultado são calculadas pela comparação entre os montantes acumulados em 2012 sobre o ano anterior. Tabela 1. Guidance 2012 Indicadores Realizado 2012 Estimativas 2012 RSPL Ajustado 18,7% 17% - 20% Margem Financeira Bruta¹ 12,0% 10% - 14% Depósitos Totais 6,7% 14% - 18% Carteira de Crédito - País 23,1% 17% - 21% PF² 16,3% 19% - 23% PJ 29,5% 18% - 22% Agronegócio 20,7% 13% - 16% PCLD³ 3,2% 3,1% - 3,5% Rendas de Tarifas 15,5% 13% - 18% Despesas Administrativas 13,9% 8% - 12% Taxa de Imposto 27,6% 31% - 34% 1 Série histórica revisada desde 1T11. Na metodologia anterior, a variação da MFB seria de 13,3% sobre o ano anterior. 2 - Considera créditos adquiridos com coobrigação, conforme Resolução CMN nº 3.533/ Despesas de PCLD dos últimos doze meses / carteira de crédito classificada média do mesmo período. Tabela 2. Despesas de PCLD Estimativas 4T12 Realizado 4T12 Estimativas 4T12 Despesas de PCLD¹ R$ 3,636 bilhões R$ 3,5 a R$ 3,7 bilhões 1 Comunicado ao mercado de 03/05/2012. As principais justificativas para os desvios no Guidance 2012 foram: a) Depósitos Totais diversificação da base de captações do Banco com foco em novos produtos, notadamente Letra de Crédito do Agronegócio, que em 12 meses registrou incremento de 358,2% ou R$ 26,6 bilhões; b) Carteira de Crédito PF demanda por crédito menor que a esperada na economia e redução na originação de financiamento de veículos por parte do Banco Votorantim; 11
13 Sumário do Resultado c) Carteira de Crédito PJ crescimento da demanda por parte das empresas, notadamente no último trimestre do ano; d) Crédito Agronegócio elevada demanda, principalmente por médios/grandes produtores e cooperativas agrícolas, e contratação da safra 2012/2013; e) Despesas Administrativas incorporação de operações, notadamente negócios com o grupo segurador Mapfre, Banco Postal e Banco Patagonia, que ainda não eram consolidadas no resultado durante todo ao período de 2011; f) Taxa de Imposto benefício fiscal de Juros sobre o Capital Próprio JCP. Guidance 2013 O Guidance para 2013 é apresentado na tabela a seguir. Cabe notar que a projeção é elaborada para o ano, e o acompanhamento ao longo dos trimestres pode ser prejudicado por sazonalidades ou eventos específicos do período em questão. A partir de 2013: (i) o Guidance de Depósitos Totais foi substituído por Captações Comerciais (Depósitos Totais, LCA, LCI e Operações Compromissadas com Títulos Privados); (ii) Carteira de Crédito País foi substituída por Carteira de Crédito Ampliada no País (Inclui TVM Privados e Garantias Prestadas); e (iii) foi excluído o indicador Taxa de Imposto. Tabela 3. Guidance 2013 Indicadores Estim ativas 2013 RSPL Ajustado¹ 14% - 17% Margem Financeira Bruta 7% - 10% Captações Comerciais ² 15% - 19% Carteira de Crédito Ampliada - País³ 16% - 20% PF 18% - 22% PJ 16% - 20% Agronegócio 13% - 17% PCLD⁴ 3,0% - 3,4% Rendas de Tarifas 10% - 14% Despesas Administrativas 7% - 10% 1 - O cálculo do RSPL Ajustado projetado para 2013 utiliza estimativa de Patrimônio Líquido, conforme a legislação vigente em 31/12/ Captações Comerciais incluindo Depósitos Totais, LCA, LCI e Operações Compromissadas com Títulos Privados. 3 - Carteira de Crédito Ampliada no País inclui TVM Privados e Garantias. 4 - Despesas de PCLD dos últimos doze meses / carteira de crédito classificada média do mesmo período. Ao final deste Sumário encontram-se as premissas utilizadas na elaboração do Guidance de Retorno ao Acionista Remuneração aos acionistas alcança R$ 4,9 bilhões em 2012 O lucro líquido por ação do Banco do Brasil alcançou R$ 4,30 em O BB manteve a prática de distribuir 40% do lucro líquido a seus acionistas (payout) e destinou R$ 4,9 bilhões em remuneração, sendo R$ 1,6 bilhão em dividendos e R$ 3,3 bilhões em JCP. 12
14 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Figura 1. Lucro Líquido por Ação, Dividendos e Juros sobre Capital Próprio 4,28 4,30 4,9 4,9 3,1 3,3 1,08 0,98 1,38 1,2 1,1 0,8 0,8 1,6 0,8 1,8 1,6 0,7 0,4 0,3 4T11 3T12 4T Dividendos (R$ bilhões) Juros sobre Capital Próprio (R$ bilhões) Lucro Líquido por Ação (R$) Resultado impulsionado pelo crescimento dos negócios A tabela a seguir, extraída do demonstrativo de resultados com realocações, apresenta os principais destaques do período. A Margem Financeira Bruta, diferença entre as receitas e as despesas de intermediação financeira do Banco, encerrou 2012 em R$ 45,7 bilhões, com elevação de 12,0% sobre o ano anterior. O desempenho foi impulsionado pela evolução da carteira de crédito no período. O desempenho das rendas de tarifas foi impulsionado pelo aumento da oferta de crédito, a reformulação da estrutura de atendimento, a fidelização e ampliação do relacionamento com clientes e o programa BOMPRATODOS. O detalhamento das receitas de tarifas pode ser encontrado no item 8.1 do relatório Análise do Desempenho. O crescimento das despesas administrativas de 13,9% na comparação 2012/2011 foi influenciado pela incorporação de operações, particularmente negócios com o grupo segurador Mapfre, Banco Postal e Banco Patagonia, que ainda não eram considerados no resultado durante todo o período de Excluídos esses componentes, o aumento das despesas administrativas foi de 10,1% no período. Tabela 4. DRE com Realocações Principais Linhas Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t s/2011 Receitas da Intermediação Financeira (4,2) (0,9) ,6 Operações de Crédito + Leasing ,5 3, ,3 Resultado de Operações com TVM (13,0) (5,6) (9,3) Despesas da Intermediação Financeira¹ (15.153) (13.833) (12.835) (15,3) (7,2) (62.019) (58.796) (5,2) Margem Financeira Bruta¹ ,2 6, ,0 Provisão p /Créd. de Liquidação Duvidosa (2.892) (3.764) (3.636) 25,7 (3,4) (11.827) (14.651) 23,9 Margem Financeira Líquida ,0 12, ,2 Rendas de Tarifas ,1 3, ,5 Res.de Op. c/ Seguros, Previdencia e Cap ,1 5, ,7 Margem de Contribuição ,3 9, ,8 Despesas Administrativas (6.966) (7.123) (7.499) 7,6 5,3 (24.752) (28.194) 13,9 Despesas de Pessoal (3.954) (4.001) (4.211) 6,5 5,2 (13.943) (15.777) 13,1 Outras Despesas Administrativas (3.012) (3.122) (3.288) 9,2 5,3 (10.809) (12.417) 14,9 Resultado Comercial ,0 14, ,8 Demandas Cíveis 275 (281) (23) - (91,6) (135) (813) 501,5 Demandas Trabalhistas (278) (182) (196) (29,7) 7,3 (724) (726) 0,2 Outros Componentes do Resultado (435) (761) (590) 35,6 (22,4) (687) (2.539) 269,3 Resultado Antes da Tributação s/ o Lucro ,1 27, (5,7) Imposto de Renda e Contribuição Social (1.425) (891) (1.324) (7,1) 48,7 (5.388) (4.455) (17,3) Participações Estatutárias no Lucro (450) (372) (500) 11,0 34,2 (1.737) (1.745) 0,4 Lucro Líquido Ajustado ,1 19, (1,9) 1 Série histórica revisada desde 1T11. Na metodologia anterior, a variação da MFB seria de 13,3% sobre o ano anterior. 13
15 Sumário do Resultado Na linha de Outros Componentes do Resultado, o montante contabilizado dos ganhos e perdas atuariais do Plano de Benefícios I da Previ, por sua vez, recuou R$ 1,6 bilhão (-54,5%) em relação ao ano anterior. Na comparação 4T12/4T11, a MFB apresentou crescimento de 11,2% e as rendas de tarifas aumentaram 9,1%, impulsionadas pela expansão da carteira de crédito. O detalhamento das realocações pode ser encontrado no capítulo do relatório Análise do Desempenho. Itens Extraordinários O resultado dos itens extraordinários foi positivo em R$ 678 milhões em 2012, valor líquido de imposto e participações estatutárias no lucro. Os itens tratados como extraordinários no ano foram: (i) despesas com ações judiciais referentes aos planos econômicos; (ii) eficiência tributária, decorrente de revisão periódica quanto ao tratamento da base fiscal; (iii) reversão de PCLD adicional; e (iv) alienação de imóveis. A Oferta Pública Secundária de cotas do Fundo de Investimento Imobiliário BB Progressivo II, encerrada em dez/12, permitiu o reconhecimento total da diferença entre o valor de mercado dos imóveis transferidos para o Fundo e o valor contábil dos mesmos no balanço patrimonial. O impacto dessa operação no resultado no 4T12 foi de R$ 614,7 milhões, líquido de efeitos de impostos e PLR. Tabela 5. Itens Extraordinários hões 4T11 3T12 4T Lucro Líquido Ajustado (+) Itens Extraordinários do Período (53) Alienação de Investimentos Planos Econômicos (95) (255) (167) (103) (968) Eficiência Tributária Reversão de PCLD Adicional Alienação de Imóveis Efeitos Fiscais e PLR sobre Itens Extraordinários (625) (78) (401) Lucro Líquido Tabela 6. Principais Indicadores do Resultado Indicadores - % 4T11 3T12 4T Spread Global ¹ ³ 5,5 5,0 5,1 5,4 5,1 Despesas de PCLD sobre Carteira ² 3,08 3,19 3,19 3,08 3,19 Índice de Eficiência Ajustado ³ 45,3 44,3 43,4 42,9 43,2 Índice de Eficiência Ajustado³- em 12 meses % 42,9 43,6 43,2 - - RSPL Ajustado ¹ 22,9 18,1 21,2 21,7 18,7 Taxa Efetiva de Imposto 31,7 24,8 29,2 31,3 27,6 1 - Indicadores anualizados. 2 - Despesa de PCLD acumulada em 12 meses dividida pela carteira de crédito classificada média do mesmo período. 3 Série histórica revisada desde o 1T11. Margem Financeira Bruta A composição da MFB é apresentada na tabela a seguir. Nessa abertura, as linhas de receita financeira com operações de crédito e despesas financeiras de captação não consideram o efeito da variação cambial. As despesas financeiras decorrem, principalmente, de depósitos a prazo e poupança. A partir do 4T12, as despesas de captação realizadas com investidores institucionais compreendendo os instrumentos de divida sênior, dívida subordinada e IHCD foram apartadas em linha específica. A série histórica desses dados foi reprocessada desde 1T11, para manutenção de comparabilidade. A linha de tesouraria compreende: (i) o resultado com juros; (ii) as receitas de compulsórios rentáveis; (iii) hedge fiscal, derivativos e outros instrumentos financeiros que compensam os efeitos da variação cambial no resultado. Por se tratar de recursos direcionados, com aplicações específicas em operações de crédito vinculadas a programas oficiais de financiamento, por exemplo, Finame, BNDES e FCO, as despesas com esses recursos foram apartadas das despesas financeiras de captação e alocadas na linha demais. 14
16 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 7. Composição da MFB¹ Fluxo Trimestral Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t12 Margem Financeira Bruta ,2 6,9 Receita Financeira c/ Operações de Crédito ,2 1,6 Despesa Financeira de Captação (7.200) (6.678) (6.241) (13,3) (6,5) Despesa Financeira de Captação Institucional (584) (742) (919) 57,2 23,8 Recuperação de Crédito ,4 32,3 Resultado de Tesouraria (19,6) (15,3) Demais (1.000) (852) (441) (55,9) (48,3) 1 A série histórica da MFB foi revisada desde o 1T11. Spread por Carteira A tabela seguinte apresenta o spread gerencial segmentado por tipo de operações. O spread é o resultado da margem financeira gerencial dividida pelos respectivos saldos médios. Na apuração da margem financeira gerencial são auferidas inicialmente as receitas financeiras, classificadas por tipo de carteira. Em seguida são deduzidos os custos de oportunidade definidos para cada uma das linhas que compõem as carteiras. Em relação ao crédito destinado para PF e PJ, com recursos livres, o custo de oportunidade é a taxa média Selic (TMS). No caso da carteira agrícola e outros recursos direcionados, o custo de oportunidade é calculado de acordo com a origem do funding e com a necessidade ou não de aplicação obrigatória de parte dessa fonte de recurso. O Spread Global, por sua vez, é a aplicação do conceito de spread específico do segmento bancário, calculado pela relação entre a MFB e os ativos rentáveis médios. O Spread Global Ajustado pelo Risco é apurado com base na relação entre a margem financeira líquida e os ativos rentáveis médios, ou seja, considera as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa. A tabela seguinte apresenta o desempenho dos índices de spread do BB. Tabela 8. Spread Anualizado¹ % 4T11 3T12 4T Operações de Crédito 9,0 8,6 8,1 8,5 8,4 Pessoa Física 15,5 15,2 14,8 14,4 14,6 Pessoa Jurídica 6,1 5,5 4,8 5,8 5,5 Agronegócios 6,1 5,8 5,8 5,3 5,6 Depósitos 1,4 0,9 0,9 1,6 1,0 Depósitos a prazo 1,4 0,9 0,8 1,7 1,0 Depósitos à vista 3,1 2,2 2,0 3,2 2,4 Depósitos de Poupança 0,7 0,5 0,5 0,8 0,5 Demais 0,9 0,7 0,5 0,9 0,7 Spread Global 5,5 5,0 5,1 5,4 5,1 Spread Ajustado pelo risco 4,0 3,3 3,5 3,7 3,5 1 - Série histórica revista desde o 1T11. Ativos e Principais Itens Patrimoniais Ativos totais superam R$ 1,15 trilhão Os ativos totais do Banco do Brasil superaram R$ 1,15 trilhão em dez/12, o que representou expansão de 17,2% sobre dez/11. As principais linhas do ativo são operações de crédito e leasing, TVM e aplicações interfinanceiras de liquidez, que responderam por 76,1% do total de ativos do BB em dez/12. Em relação aos passivos, destacam-se as captações em depósitos que representaram 41,0% do passivo total, bem como o incremento da participação das Letras de Crédito do Agronegócio. A tabela a seguir apresenta os principais itens do Balanço Patrimonial. 15
17 Sumário do Resultado Tabela 9. Principais Itens Patrimoniais Var. % hões Dez/11 Set/12 Dez/12 s/dez/11 s/set/12 Ativos Totais ,2 4,2 Carteira de Crédito Ampliada ¹ ,9 9,1 Carteira de Crédito Ampliada - País¹ ,2 9,2 Títulos e Valores Mobiliários ,6 2,4 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ,9 2,2 Captações Comerciais ² ,5 1,6 Depósitos Totais ,7 (0,8) à Vista ,5 21,6 de Poupança ,6 5,0 Interfinanceiros ,7 5,3 a Prazo (1,1) (8,3) Depósitos Judiciais ,2 1,6 LCA+LCI ,6 48,9 Oper. Compromissadas c/tit. Privados ,1 Captações no Mercado Aberto ,7 5,3 Patrimônio Líquido ,1 3,1 1 - Inclui TVM privados e garantias prestadas. 2 Inclui depósitos totais, LCA, LCI e operações compromissadas com títulos privados. Sólida estrutura de fontes de recursos garante expansão dos negócios A estrutura de fontes de recursos do Banco do Brasil apresenta maior diversificação, com redução da participação de depósitos e incremento de Letras do Crédito Agronegócio (LCA) e demais Letras Bancárias, como mostra a tabela a seguir. Cabe destacar ainda as captações no exterior e a emissão de Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD) no País em A carteira de crédito continua como principal destino dos recursos captados, representando 78,1% do total de fontes em dez/12, conforme mostra a tabela a seguir. Tabela 10. Fontes e Usos Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Fontes , , ,0 19,8 4,0 Captações Comerciais , , ,7 14,5 1,6 Depósitos Totais , , ,4 6,7 (0,8) LCA + LCI , , ,9 358,6 48,9 Oper. Compromissadas c/ Tit. Privados 664 0, , , ,1 13,1 Obrigações por Repasses no País , , ,2 24,6 20,4 Fundos Financ / Desenvolvimento , , ,7 27,1 9,0 Dívida Subordinada , , ,7 30,1 0,7 Demais Letras Bancárias¹ , , ,4 13,1 4,0 IHCD no País , ,2 - - Obrigações no Exterior² , , ,0 49,4 12,3 Usos , , ,0 19,8 4,0 Recursos Disponíveis , , ,3 35,0 (19,4) Compulsórios , , ,6 (14,5) (6,3) Carteira de Crédito Líquida (a) + (b) - (c) , , ,1 25,4 9,9 Carteira de Crédito Classificada (a) , , ,1 24,3 9,3 TVM Privados (b) , , ,1 33,5 11,6 Provisão para Risco de Crédito (c) (19.015) (3,3) (21.282) (3,2) (21.210) (3,1) 11,5 (0,3) Indicadores - % Carteira de Crédito Líquida / Depósitos Totais 97,2 103,1 114,3 Carteira de Crédito Líquida / Captações Comerciais 95,5 96,7 104,6 Carteira de Crédito Líquida / Fontes 74,6 73,9 78,1 1 - Inclui Letras Financeiras e Debêntures (NE 19). 2 - Inclui Empréstimos no Exterior, Obrigações por TVM no Exterior, Obrigações por Repasses no Exterior, Dívida Subordinada no Exterior e IHCD. O saldo das captações externas atingiu a marca de US$ 45,0 bilhões em dez/12, montante 30,1% superior ao observado em dez/11, com destaque para as emissões de títulos no exterior, incluindo: IHCD no valor de US$ 1,0 bilhão em janeiro, objeto do prêmio Best Financing Innovation ; divida 16
18 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 sênior em Euro e Iene em setembro, que marcou o retorno do BB ao mercado japonês. Em outubro, o Banco realizou nova captação no mercado externo, com a emissão de títulos de dívida de dez anos, totalizando US$ 1,9 bilhão. Em jan/13, o Banco emitiu IHCD no valor de US$ 2,0 bilhões, sua maior captação, à taxa de 6,25% ao ano, adquiridos por investidores dos Estados Unidos, Europa e Ásia. Figura 2. Captações Externas (US$ bilhões) Compromissadas 34,6 3,2 3,1 42,3 2,0 3,1 11,3 45,0 1,7 3,2 11,6 Pessoa Física 7,3 Pessoa Jurídica Emissões 11,0 15,4 17,5 Interbancário 10,0 10,5 10,9 Dez/11 Set/12 Dez/12 Basileia Índice de Basileia superior ao mínimo exigido O BB registrou índice de Basileia de 14,83% em dez/12, superior ao mínimo de 11% exigido pelo Bacen, indicando um excesso de Patrimônio de Referência (PR) de R$ 27,9 bilhões. As emissões de letras financeiras subordinadas no país totalizando R$ 5,2 bilhões e captação externa sob a forma de IHCD no montante de US$ 2,0 bilhões, realizadas em jan/13, representam um impacto positivo de aproximadamente128 pontos base sobre o índice de Basileia de dez/12. Figura 3. Índice de Basileia 13,98 14,81 14,83 3,45 4,07 4,28 10,53 10,74 10,55 Dez/11 Set/12 Dez/12 Nível I Nível II Carteira de Crédito Carteira de Crédito cresce com qualidade A carteira de crédito ampliada atingiu R$ 580,8 bilhões em dez/12, com expansão de 24,9% em doze meses e 9,1% em relação ao observado em set/12, como mostra a tabela a seguir. A participação da 17
19 Sumário do Resultado carteira de crédito classificada do Banco do Brasil no mercado doméstico de crédito atingiu 20,4% em dez/12, indicando incremento em relação ao verificado em dez/11 (19,2%) e set/12 (19,6%). Tabela 11. Carteira de Crédito Classificada e Ampliada Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Carteira de Crédito Classificada (a) , , ,0 24,3 9,3 País , , ,4 23,1 9,4 Pessoa Física , , ,9 16,3 5,8 CDC Consignação , , ,1 14,3 2,7 CDC Salário , , ,3 11,7 (1,0) Financiamento a Veículos , , ,8 14,5 8,6 Financiamento Imobiliário , , ,9 69,0 19,8 Cartão de Crédito , , ,0 20,4 16,5 Cheque Especial , , ,5 (3,7) (12,3) Demais , , ,2 7,8 4,6 Pessoa Jurídica , , ,2 29,5 12,0 MPE , , ,9 30,7 11,2 Médias e Grandes , , ,3 28,7 12,5 Agronegócio , , ,4 20,7 9,6 Pessoa Física , , ,1 29,5 12,5 Pessoa Jurídica , , ,3 4,7 3,5 Exterior , , ,6 38,7 8,6 TVM Priv. e Garantias (b) ,9 7,0 Carteira de Crédito Ampliada (a + b) , , ,0 24,9 9,1 Pessoa Física , , ,3 16,8 6,1 Pessoa Jurídica , , ,1 30,3 10,8 Agronegócio , , ,6 20,8 9,8 Exterior , , ,0 32,8 8,0 Carteira de Crédito PF amparada em linhas de menor risco A carteira de crédito pessoa física ampliada encerrou dezembro em R$ 152,6 bilhões, aumento de 16,8% em doze meses e de 6,1% sobre o set/12, respondendo por 26,3% da carteira de crédito ampliada do Banco. Considerando-se apenas a carteira de crédito orgânica, ou seja, excluindo-se as carteiras adquiridas e 50% das operações do Banco Votorantim, a carteira PF registrou crescimento de 25,9% em doze meses e 7,1% sobre o trimestre anterior. Esse desempenho foi favorecido pelo desenvolvimento da estratégia BOMPRATODOS. No segmento de financiamento de veículos, ocorreu importante crescimento em termos de carteira orgânica, que atingiu R$ 11,0 bilhões em dez/12 (+134,9% sobre dez/11 e 20,3% ante set/12), sendo que o perfil das operações segue dentro dos rígidos critérios de análise de crédito adotados pelo Banco. Os empréstimos consignados somaram R$ 58,6 bilhões em dez/12, com expansão de 14,3% sobre igual período de 2011 e 2,7% sobre o trimestre anterior. O market share do BB nesse segmento foi de 31,2% em dez/12. O crédito imobiliário cresce de forma consistente desde o inicio das operações em No segmento PF, a carteira imobiliária alcançou R$ 10,2 bilhões em dez/12, com acréscimo de 69,0% sobre dez/11 e 19,8% ante set/12. A participação de mercado do BB no crédito imobiliário para PF atingiu 3,7% em dez/12, contra 3,0% em dez/11. A carteira de crédito imobiliária PJ também tem se destacado, alcançando saldo de R$ 2,7 bilhões em dez/12. No total, o saldo da carteira imobiliária (PF+PJ) atingiu R$ 12,9 bilhões em dez/12 (+68,5% em doze meses). O volume total desembolsado para o segmento imobiliário foi de R$ 7,1 bilhões em 2012 (+43,2% sobre o ano anterior). Carteira de Crédito PJ impulsionada pela demanda por crédito das empresas A carteira de crédito ampliada de pessoas jurídicas alcançou R$ 273,8 bilhões, com crescimento de 30,3% na comparação anual e 10,8% sobre set/12, respondendo por 47,1% da carteira de crédito 18
20 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 total. Na carteira PJ como um todo, destaca-se a expansão das linhas de capital de giro (giro, recebíveis, conta garantida, cartão de crédito e cheque especial), com saldo de R$ 153,3 bilhões e acréscimo de 35,6% sobre dez/11. As linhas de crédito para investimentos produtivos atingiram R$ 87,4 bilhões (considerando R$ 44,6 bilhões para PJ e R$ 42,8 bilhões para o agronegócio) em dez/12 (+25,0% em doze meses). O desembolso de crédito para investimento atingiu o montante de R$ 42,8 bilhões (+27% em relação a 2011) em 2012, com destaque para as linhas de repasse de recursos do BNDES, Pronaf, Investimento Agropecuário, FCO e PROGER, sendo que 73% desses recursos foram destinados aos segmentos de MPE e Produtores Rurais. Nas linhas de repasse do BNDES, desde 2008, o BB é o agente financeiro líder no repasse global de recursos, com market share de 28,6% em As operações de crédito com micro e pequenas empresas atingiram R$ 88,9 bilhões em dez/12 (+30,7% em doze meses). Ressalte-se que o desempenho no período foi favorecido pelo programa BOMPRATODOS. Além disso, o BB tem utilizado o Fundo de Garantia de Operações (FGO) e o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) para permitir maior acesso ao crédito para MPE e reduzir o custo para o tomador final. Com isso, as linhas de capital de giro para MPE cresceram R$ 13,2 bilhões em doze meses e R$ 6,4 bilhões no trimestre, totalizando R$ 61,0 bilhões em dez/12. As linhas de investimento para MPE encerraram dez/12 em R$ 25,9 bilhões, com crescimento de 40,9% em doze meses e 10,7% sobre set/12. Destaque para o Cartão BNDES, produto em que o BB mantém liderança em valores desembolsados, quantidade de cartões e transações, alcançando, em dez/12, desembolso acumulado de R$ 17,9 bilhões desde o início da sua comercialização. Esse montante representou incremento de R$ 7,2 bilhões nos últimos 12 meses, com 67,4% dos cartões emitidos no mercado. A carteira de crédito no exterior ampliada do Banco atingiu R$ 46,4 bilhões em dez/12, saldo 32,8% superior ao observado em dez/11. O saldo das operações de ACC/ACE alcançou R$ 11,2 bilhões em dez/12, com acréscimo de 15,8% em doze meses, o que garantiu ao BB participação de mercado de 32,1% ao final de Carteira de Crédito de Agronegócios Ampliada alcança R$ 108 bilhões O Banco do Brasil é líder absoluto no crédito ao agronegócio, com 62,5% de market share. A carteira de agronegócios no conceito ampliado, incluindo operações de crédito rural e agroindustrial, representou 18,6% da carteira de crédito total em dez/12, alcançando R$ 108,0 bilhões, com expansão de 20,8% em doze meses. As linhas de Pronaf e Pronamp atingiram R$ 24,2 bilhões e R$ 11,9 bilhões, respectivamente, com incremento em doze meses de 20,7% e 66,1% na mesma ordem. Essas operações foram impulsionadas por ajustes nas condições de crédito que ampliaram o público alvo. A carteira de agronegócio PF atingiu R$ 74,1 bilhões em dez/12, crescendo 29,5% ante dez/11. Já a carteira de agronegócio PJ alcançou saldo de R$ 32,9 bilhões (+4,7%). O percentual das operações de custeio da safra 2012/2013 contratadas com mitigadores de risco atingiu 53,0% em dez/12, ou seja, R$ 6,8 bilhões. O índice de inadimplência da carteira de agronegócio segue baixo, com indicador de operações em atraso acima de 90 dias de 0,6%, ante 0,7% em dez/11. Indicadores de inadimplência recuam e seguem abaixo do SFN O indicador que mede o atraso das operações acima de 90 dias na visão BB consolidado encerrou dez/12 em 2,05% (1,77%, excluindo-se as operações do BV), patamar bem inferior ao verificado no Sistema Financeiro Nacional (SFN), que atingiu 3,64% no mesmo período. O BB também apresenta uma estrutura de crédito melhor do que a do SFN. As operações classificadas nos níveis de risco de AA-C encerraram dez/12 em 94,5% do total da carteira, contra 92,4% observado no SFN. A tabela seguinte apresenta os indicadores de qualidade da carteira de crédito. 19
21 Sumário do Resultado Tabela 12. Indicadores de Qualidade da Carteira de Crédito Classificada % Dez/11 Set/12 Dez/12 Operações Vencidas + 15 dias/total da Carteira 3,63 3,70 3,29 Operações Vencidas dias/total da Carteira 1,14 1,13 0,91 Operações Vencidas + 60 dias/total da Carteira 2,49 2,57 2,38 Operações Vencidas dias/total da Carteira 1,47 1,52 1,24 Operações Vencidas + 90 dias/total da Carteira 2,16 2,19 2,05 Operações de Risco AA - C / Total da Carteira 93,9 94,0 94,5 Provisão/Carteira de Crédito 4,50 4,43 4,03 Provisão PF/Carteira de Crédito 6,84 6,34 5,95 Provisão PJ/Carteira de Crédito 3,10 3,44 3,27 Provisão/Operações Vencidas + 60dias 180,4 172,0 169,8 Provisão/Operações Vencidas + 90dias 207,6 202,5 196,5 Risco Médio BB 4,08 4,10 3,81 Risco Médio SFN 5,67 5,75 5,52 Operações Vencidas + 90 dias/total da Carteira SFN 3,60 3,77 3,64 As despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) aumentaram 25,7% em relação ao 4T11, variação compatível com o crescimento da carteira de crédito classificada de 24,3% no período. Tabela 13. Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito Classificada Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t12 (A) Despesas de PCLD - Trimestral (2.892) (3.764) (3.636) 25,7 (3,4) (B) Despesas de PCLD - 12 Meses (11.827) (13.907) (14.651) 23,9 5,3 (C) Carteira de Crédito Classificada ,3 9,3 (D) Média da Carteira Classificada - 3 Meses ,3 8,2 (E) Média da Carteira Classificada - 12 Meses ,0 5,4 Despesas sobre Carteira (A/D) - % 0,70 0,80 0,72 Despesas sobre Carteira (B/E) - % 3,08 3,19 3,19 O saldo das provisões encerrou o trimestre em R$ 21,2 bilhões, o que proporciona cobertura de 196,5% das operações vencidas há mais de 90 dias, percentual superior ao verificado no SFN, que alcançou 151,9% em dez/12. BOMPRATODOS BOMPRATODOS impulsiona operações de crédito Em abril/12 foi lançado o programa BOMPRATODOS, incluindo um conjunto de medidas abrangendo assessoria financeira, redução de taxas de juros das principais linhas de crédito voltadas para pessoas físicas e micro e pequenas empresas e aprimoramento do relacionamento com os clientes. Desse modo, o Banco procura estimular o uso consciente do crédito e contribuir para manutenção de baixa inadimplência, permitindo a expansão do crédito com qualidade. As figuras a seguir mostram a evolução dos principais produtos oferecidos aos clientes PF no escopo do BOMPRATODOS. Nos produtos tradicionais, consignado e CDC, o programa permitiu que o Banco mantivesse trajetória de crescimento, fortalecendo o bom posicionamento do BB nesses segmentos. Com isso, a carteira do BB Crediário voltou a crescer, encerrando dez/12 com saldo de R$ 570 milhões (+130,4% sobre mar/12). As operações de veículos originadas nas agências BB totalizaram R$ 11,0 bilhões em dez/12 (+138,6% sobre mar/12). Ressalte-se que não houve mudança nos critérios de análise de concessão de crédito das novas operações, assegurando a manutenção da qualidade da carteira. Além disso, as operações de financiamento de veículos estão concentradas em clientes PF A e B (Private e Estilo) que possuem conta corrente há mais de cinco anos. 20
22 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Figura 4. BOMPRATODOS - Principais Linhas Crédito PF hões Consignado INSS¹ CDC Salário Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Veículos BB Crediário Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 1 Não considera crédito adquirido. O gráfico a seguir mostra que a inadimplência acima de 90 dias da carteira de veículos do BB é inferior à registrada pelo SFN. A abertura dessa carteira por nível de risco indica que 94,4% das operações estão concentradas entre os níveis AA-C, com melhora de 400 pontos base sobre mar/12. Figura 5. Carteira de Veículos Orgânica INAD 90 e Nível de Risco - % Inad90 Veículos - BB Orgânico vs SFN Carteira Veículos por NR 5,00 5,70 6,00 6,00 5,30 10,0 5,8 5,6 2,21 2,08 1,36 0,93 0,92 Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 BB SFN 90,0 94,2 94,4 Dez/11 Set/12 Dez/12 AA-C D-H A evolução dos saldos das operações de capital de giro e investimento para MPE pode ser vista no gráfico a seguir. Em relação ao registrado em mar/12, essas operações tiveram crescimento de 18,5% e 18,2%, respectivamente, estimuladas pelo programa BOMPRATODOS que agregou volume e aprimorou o relacionamento com o cliente MPE. 21
23 Sumário do Resultado Figura 6. Capital de Giro e Investimento MPE hões Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Capital de Giro Investimento Rendas de Tarifas Expansão dos negócios diversifica Receitas de Tarifas A expansão da oferta de crédito, a forte atuação do Banco no segmento de varejo, impulsionada pela reformulação da estrutura de atendimento, a fidelização e ampliação do relacionamento com clientes, e o programa BOMPRATODOS vêm favorecendo o aumento da base de clientes e a expansão do volume de negócios, contribuindo para a diversificação das rendas de tarifas. Essas receitas cresceram 15,5% em doze meses e 9,6% na comparação 4T12/4T11. Tabela 14. Rendas de Tarifas Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t s/2011 Rendas de Tarifas ,6 3, ,5 Cartão de Crédito/Débito ,1 7, ,7 Conta Corrente (5,6) (0,7) ,9 Administração de Fundos ,6 (3,8) ,0 Operações de Crédito ,9 18, ,5 Cobrança ,7 3, ,1 Arrecadações ,3 2, ,7 Interbancária ,2 3, ,0 Seguros, Previdência e Capitalização ,9 31, ,5 Rendas de Mercado de Capitais ,3 4, ,9 Outros ,5 (1,4) ,5 O faturamento com cartões de crédito alcançou R$ 99,4 bilhões em 2012, crescimento de 23,0% sobre o ano anterior. No comparativo 4T12/4T11, o crescimento foi 26,4%, impulsionado pela maior utilização de cartões como meio de pagamento, o aumento do gasto médio e a oferta de soluções inovadoras como o acesso a linhas de crédito do Banco. Destaca-se o faturamento com cartões de crédito empresariais e Cartão BNDES, que juntos cresceram 33,9% no ano. Assim, o saldo da carteira de crédito total de cartões cresceu 33,5% em relação ao ano anterior, alcançando um volume financeiro de R$ 27,2 bilhões. O Banco do Brasil, por meio da BB Gestão de Recursos BB DTVM, é líder na indústria nacional de fundos de investimento desde Em dez/12, o BB atingiu o total de R$ 444,0 bilhões em recursos administrados e uma participação de mercado de 20,0%. O market share chegaria a 20,7% se considerado 50,0% do saldo de recursos administrados pelo BV, com a Votorantim Asset Management VAM (R$ 34,0 bilhões em dez/12). 22
24 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Em nov/12, o Banco do Brasil anunciou sua intenção de criar a BB Seguridade, uma subsidiária integral responsável por consolidar, sob uma única sociedade, todas as suas atividades nos ramos de seguros, previdência complementar aberta, capitalização e atividades afins, incluindo quaisquer expansões futuras dessas atividades. O organograma com a estrutura societária pretendida após a constituição da BB Seguridade é demonstrado no item 8.4 da Análise do Resultado. Informações adicionais sobre rendas de tarifas, cartões, resultado de seguridade, administração de recursos de terceiros e atuação no mercado de capitais podem ser consultadas no capítulo 8 do relatório Análise do Desempenho. A Rede de Correspondentes Mais BB, que inclui o Banco Postal, propiciou a atração de mais de 2,3 milhões de propostas de abertura de conta corrente em 2012, com 556 mil adesões ao cartão de crédito e desembolso em crédito de R$ 7,4 bilhões, totalizando 1,5 milhão de operações. Comparando a produção do canal com o ano de 2011, foi observado um incremento de 146% em desembolso de crédito. Desse montante, o crédito consignado respondeu por 35% do total. Despesas Administrativas As despesas Administrativas cresceram 13,9% na comparação 2012/2011, em boa medida, por conta de gastos que ocorreram em parte do exercício 2011, decorrentes: (i) da parceria com o grupo segurador Mapfre; (ii) da aquisição do Banco Patagonia; e (iii) da aquisição do direito de utilização da rede de atendimento do Banco Postal. Excluindo esses três fatores, o aumento das despesas administrativas foi de 10,1% na mesma comparação, percentual que resulta de reajuste salarial concedido na data-base de set/11, reajuste das provisões administrativas pela inflação do período de out/11 a set/12, aumento do número de funcionários no período, reajustes contratuais realizados, bem como a expansão da rede de distribuição. Tabela 15. Despesas Administrativas Ajustadas Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t s/2011 Despesas Administrativas (6.966) (7.123) (7.499) 7,6 5,3 (24.752) (28.194) 13,9 Despesas de Pessoal (3.954) (4.001) (4.211) 6,5 5,2 (13.943) (15.777) 13,1 Outras Despesas Administrativas (3.012) (3.122) (3.288) 9,2 5,3 (10.809) (12.417) 14,9 Eficiência As variações relevantes em outras receitas e outras despesas operacionais são apresentas no item 9.3 do relatório Análise do Desempenho 4T12. Na comparação doze meses, o desempenho das rendas de tarifas e o controle das despesas administrativas determinaram a melhoria tanto no índice que mede a cobertura das despesas de pessoal, quanto daquele que mede a cobertura das despesas administrativas. A redução dos índices de cobertura em relação ao 3T12 decorre do aumento da despesa de pessoal e os reajustes contratuais característicos do 4T12. O índice de eficiência, razão entre as despesas administrativas e as receitas operacionais, em doze meses, encerrou o 4T12 em 43,2%. Esse desempenho é explicado pela redução do montante contabilizado referente ao reconhecimento dos ganhos e perdas atuariais do Plano de Benefícios I da Previ, assim como os fatores que impactaram as despesas administrativas, mencionados no item anterior. 23
25 Sumário do Resultado Figura 7. Índices de Eficiência Ajustados ¹ - % 45,3 42,9 43,6 44,3 43,2 43,4 4T11 3T12 4T12 Índice de Eficiência (acumulado 12 meses) - % Índice de Eficiência - % 1 A série de índice de eficiência foi revista para refletir o lucro líquido ajustado. Os dados foram revistos desde 1T11. Premissas do Guidance As estimativas para 2013 foram elaboradas levando em consideração as seguintes premissas: Premissas influenciadas pela administração: 1. Rentabilização da carteira de clientes como forma de potencializar receitas; 2. Ampliação da rede de atendimento, da base com novos clientes e rentabilização de clientes já existentes, a partir da parceria com o Banco Postal; 3. Manutenção do atual modelo de negócios, sem considerar novas aquisições e/ou parcerias estratégicas que possam a ser firmadas para exploração de segmentos específicos; 4. Alinhamento da estrutura de custos ao crescimento do volume de negócios; 5. Reajustes nos contratos com fornecedores e acordo coletivo de trabalho, alinhados à prática de mercado. Premissas que escapam ao controle da administração: 1. Baixo crescimento das economias desenvolvidas em 2013; 2. Maior resistência, mas não imunidade, da economia brasileira a choques externos; 3. Ambiente político sem ruptura institucional; 4. Manutenção do rating soberano do Brasil no status de grau de investimento; 5. Manutenção da atual arquitetura da política macroeconômica doméstica: câmbio flutuante, metas para a inflação (âncora nominal) e disciplina fiscal, implicando redução gradual e consistente da relação entre a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e o Produto Interno Bruto (PIB); 6. Evolução da balança comercial brasileira e seus efeitos na carteira de comércio exterior; 7. Aumento gradual do potencial de crescimento da economia brasileira (PIB potencial); 8. Evolução das taxas de juros, câmbio, inflação e PIB de acordo com o consenso de mercado; 9. Avanço do marco regulatório/agenda microeconômica, com estímulos aos investimentos públicos e privados; 10. Estabilidade regulatória, inclusive no que concerne às alíquotas de tributos incidentes sobre as atividades do Banco e à legislação trabalhista e previdenciária; 11. Alteração nas regras de consumo de capital e nas alíquotas de recolhimento compulsório medidas macroprudenciais; 12. Implementação de recomendações de Basileia III; 13. Diretrizes do Plano de safra 2013/
26 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Informações Úteis Tabela 16. Principais Indicadores Econômicos¹ Atividade Econômica PIB (variação % em 12 meses) 5,2 (0,3) 7,5 2,7 ND Consumo das Famílias 5,7 4,4 6,9 4,1 ND Consumo do Governo 3,2 3,1 4,2 1,9 ND Formação Bruta do Capital Fixo 13,6 (6,7) 21,3 4,7 ND Exportações 0,5 (9,1) 11,5 4,5 ND Importações 15,4 (7,6) 35,8 9,8 ND Utilização da Capacidade Instalada (%) 82,6 79,9 82,3 81,8 ND PEA (Variação % em 12 meses) 1,8 0,9 2,0 1,2 1,7 Taxa de Desemprego (variação % média em 12 meses) 7,9 8,1 6,7 6,0 5,5 Emprego Formal criação líquida em 12 meses (mil empregos) 1.452,2 995, , ,0 868,2 Produção Industrial (variação % em 12 meses) 3,1 (7,4) 10,5 0,4 (2,7) Setor Externo Transações Correntes (variação % em 12 meses) (1,7) (1,5) (2,2) (2,1) (2,4) Investimento Estrangeiro Direto (US$ bilhões) 45,1 25,9 48,5 66,7 65,2 Reservas Internacionais (US$ bilhões - saldo final de período) 206,8 239,1 288,6 352,0 373,1 Risco País (pontos final de período) 430,0 197,0 189,0 223,0 142,0 Balança Comercial (US$ bilhões - acumulado no ano) 24,7 25,3 20,1 29,8 19,4 Exportações (US$ bilhões - acumulado em 12 meses) 197,9 153,0 201,9 256,0 242,6 Importações (US$ bilhões - acumulado em 12 meses) 173,2 127,6 181,8 226,2 223,1 Dólar Ptax Venda (cotação em R$ - fim de período) 2,3370 1,7412 1,6662 1,8758 2,0435 Dólar Ptax Venda (variação % em 12 meses) 31,9 (25,5) (4,3) 12,6 8,9 Indicadores Monetários IGP-DI FGV (% acumulado em 12 meses) 9,1 (1,4) 11,3 5,0 8,1 IGP-M FGV (% acumulado em 12 meses) 9,8 (1,7) 11,3 5,1 7,8 IPCA IBGE (% acumulado em 12 meses) 5,9 4,3 5,9 6,5 5,8 Selic (% - fim de período) 13,75 8,75 10,75 11,00 7,25 Selic Acumulado (% acumulado em 12 meses) 12,5 9,9 9,8 11,6 8,5 TR Acumulado (exbtn) (% acumulado em 12 meses) 1,8 0,7 0,8 1,3 0,3 TJLP - IBGE (% - fim de período) 6,3 6,0 6,0 6,0 5,5 Libor (% - fim de período) 3,9 0,3 0,3 0,4 0,4 Finanças Públicas Superávit Primário (% PIB acumulado em 12 meses) 3,4 2,0 2,8 3,1 2,4 DBSP (% PIB) 57,4 62,0 54,7 54,2 58,6 DLSP (% PIB) - Sem Petrobrás 38,5 42,8 40,2 36,4 35,1 Indicadores de Crédito Carteira de Crédito do SFN (R$ bilhões) 1.227, , , , ,6 Pessoa Física (R$ bilhões) 532,3 635,9 778,2 940, ,0 Pessoa Jurídica (R$ bilhões) 695,0 778,4 927, , ,7 Crédito/PIB (PIB acumulado em 12 meses) 41,3 44,4 45,2 49,0 53,5 Endividamento Familiar (%) 33,3 36,1 38,1 40,4 41,0 Inadimplência Total (% do saldo em atraso superior a 90 dias) 3,2 4,3 3,2 3,6 5,5 PF² 8,0 7,7 5,7 7,3 7,9 PJ² 1,8 3,8 3,5 3,9 4,0 Taxa de aplicação Total (% a.a.)² 43,3 34,3 35,0 37,1 28,1 PF 57,9 42,7 40,6 43,8 34,6 PJ 30,7 25,5 27,9 28,2 20,6 Spread Total (% a.a.)² 30,7 24,4 23,5 26,9 21,1 PF 45,0 31,6 28,5 33,7 27,4 PJ 18,4 16,5 17,0 17,9 13,7 Prazo médio (em meses)² PF 16,3 16,8 18,7 20,0 21,1 PJ 10,1 9,5 13,3 13,4 14,4 1 - Todos os indicadores são extraídos de fontes oficiais como Banco Central do Brasil, Fundação Getúlio Vargas, IBGE, etc. 2 - Operações de crédito referenciais para taxa de juros. ND - Não Disponível 25
27 Capítulo 1 Informações Úteis Tabela 17. Composição Acionária - % Acionistas Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 União Federal 59,1 59,1 59,1 59,1 59,1 Previ 10,4 10,4 10,4 10,4 10,4 BNDESPar 0,1 0,1 0,2 0,2 0,2 Ações em Tesouraria 0,0 0,0 0,0 0,3 0,7 Free Float 30,4 30,4 30,4 30,1 29,6 Pessoas Físicas 6,2 5,7 6,4 5,7 6,0 Pessoas Jurídicas 8,7 7,2 6,5 6,2 5,2 Capital Estrangeiro 15,5 17,5 17,5 18,3 18,5 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Número de Ações Tabela 18. Dividendos e Juros sobre Capital Próprio hões 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 União Federal 731,2 603,7 709,4 662,9 933,5 Previ 128,2 105,9 124,4 116,2 164,0 BNDES 1,6 1,3 2,3 2,2 3,0 Pessoas Físicas 76,8 57,9 76,3 63,7 94,1 Pessoas Jurídicas 107,7 74,0 78,1 69,3 82,5 Capital Estrangeiro 191,9 178,9 210,1 204,7 291,5 Total 1.237, , , , ,6 Tabela 19. Indicadores de Mercado 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Lucro por Ação - R$ 1,08 0,89 1,30 0,98 1,38 Preço / Lucro 12 meses 5,60 6,36 4,92 6,34 6,01 Preço / Valor Patrimonial 1,16 1,24 0,90 1,11 1,11 Capitalização de Mercado - hões Valor Patrimonial - BBAS3 20,39 20,96 21,74 22,37 23,06 Cotação BBAS3 - Fechamento - R$ 23,70 25,95 19,53 24,80 25,60 Variação no Período - % - BBAS3 (4,6) 9,5 (24,7) 27,0 3,2 Dividend Yield - %¹ 7,2 6,4 8,2 6,4 6,7 1 - Dividendos e JCP 12 meses / Capitalização de Mercado Tabela 20. Participação nos Índices de Mercado Brasileiro - % Set/11 - Dez/11 Jan/12 - Abr/12 Mai/12 - Ago/12 Set/12 - Dez/12 Jan/13 - Abr/13 Índice Bovespa - Ibovespa 3,136 3,170 3,169 3,082 2,904 Índice Brasil - IBrX 2,627 2,215 2,020 1,995 2,163 Índice Brasil 50 - IBrX ,186 2,697 2,467 2,486 2,645 Índice Carbono Eficiente - ICO2 5,236 4,604 4,190 4,224 4,057 Índice Financeiro - IFNC 13,379 11,186 10,382 9,808 11,092 Índice de Governança Corporativa Trade - IGCT 3,327 2,835 2,536 2,505 2,580 Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada - IGC 4,396 3,769 3,256 3,216 3,290 Índice de Sustentabilidade Empresarial - ISE 1,850 1,438 1,501 1,350 1,353 Índice de Ações com Tag Along Diferenciado - ITAG 4,271 3,577 3,150 3,037 3,093 Índice Mid-Large Cap - MLCX 2,735 2,301 2,094 2,077 2, Prévia da Carteira Teórica 26
28 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 21. Informações do BB 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Itens Patrimoniais R$ bilhões Ativos 981, , , , ,5 Patrimônio Líquido 58,4 60,1 62,3 64,1 66,1 Carteira de Crédito Classificada 423,0 431,9 459,8 480,7 525,7 Carteira de Crédito Ampliada¹ 465,1 472,9 508,2 532,3 580,8 Depósitos 442,4 446,9 467,0 476,1 472,1 à Vista 62,0 60,7 60,6 61,5 74,8 De Poupança 100,1 101,8 105,6 112,1 117,7 a Prazo 265,8 270,1 285,8 286,8 263,0 Rentabilidade Lucro por Ação - R$ 1,08 0,89 1,30 0,98 1,38 Rentabilidade s/ o PL Médio An. % 22,5 18,1 21,4 18,6 27,0 Rentabilidade Ajustada s/ PL Médio An. % 22,9 19,7 21,2 18,1 21,2 Rentabilidade s/ Ativos Médios An. % 1,3 1,0 1,2 1,0 1,4 Spread An. % 5,5 5,3 5,4 5,0 5,1 Produtividade Eficiência² - % 45,3 42,8 42,3 44,3 43,4 Eficiência Acumulada em 12 meses² - % 42,9 43,2 43,4 43,6 43,2 RPS / Despesas de Pessoal² - % 118,8 128,5 132,0 126,2 130,2 RPS / Despesas Administrativas² - % 72,1 71,0 71,9 69,6 73,1 Desp. de Pessoal por Funcionário - 34,8 32,5 34,0 35,0 36,8 Colaboradores⁴/ (Agências + PAA + PAB) Contas Corrente por Colaborador⁴ Ativos por Colaborador⁴ Cart. de Créd. Clas./Pontos Atend.³ hões 22,5 23,2 24,4 25,3 27,5 Qualidade da Carteira de Crédito Provisão / Carteira de Crédito - % 4,5 4,5 4,4 4,4 4,0 Provisão/Operações Vencidas + 90 dias - % 207,6 204,4 202,1 202,5 196,5 Carteira Líq. de Prov. / Carteira Total - % 95,5 95,5 95,6 95,6 96,0 Estrutura de Capital Alavancagem (vezes) 16,8 16,7 16,9 17,2 17,4 Índice de Basileia- % 14,0 14,3 14,2 14,8 14,8 Nível I 10,5 10,9 10,6 10,7 10,6 Nível II 3,5 3,3 3,6 4,1 4,3 Quantidade Total de Ações - milhões Dados Estruturais Agências Total de Pontos de Atendimento³ Base de Clientes mil Total de Contas Corrente mil Pessoa Física mil Pessoa Jurídica mil Total de Contas de Poupança mil Colaboradores Funcionários Estagiários Participação de Mercado Ativos 20,9 21,3 20,8 21,0 21,1 Depósitos 26,4 27,1 27,3 28,0 28,4 Repasses BNDES 21,5 24,7 23,8 27,1 28,6 Crédito 19,2 19,2 19,5 19,6 20,4 Agronegócio 62,8 63,6 63,8 62,7 62,5 Administração de Recursos de Terceiros 21,6 21,3 21,4 20,9 20,0 Faturamento de Cartão de Crédito 20,9 20,8 21,0 20,9 ND Câmbio de Importação 20,2 20,0 21,3 22,5 23,1 Câmbio de Exportação 26,5 26,3 28,4 27,2 26,2 1 - Inclui TVM privados, garantias prestadas e o saldo de carteiras de crédito PF adquiridas com coobrigação, em conformidade à Resolução CMN 3.533/ Serie revista em função de mudanças de metodologia, referente à DRE com realocações. 3 - Rede Própria 4 - Inclui funcionários e estagiários. ND - Não Disponível 27
29 Capítulo 1 Informações Úteis Tabela 22. Ratings 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Ratings Globais Fitch Ratings Individual¹ C / D Viabilidade¹ - bb+ bb+ bb+ bb+ Curto Prazo em Moeda Local F2 F2 F2 F2 F2 Longo Prazo em Moeda Local BBB BBB BBB BBB BBB Curto Prazo em Moeda Estrangeira F2 F2 F2 F2 F2 Longo Prazo em Moeda Estrangeira BBB BBB BBB BBB BBB Moody's Força Financeira C+ C+ C- C- C- Curto Prazo em Moeda Local P-1 P-1 P-2 P-2 P-2 Curto Prazo em Moeda Estrangeira P-2 P-2 P-2 P-2 P-2 Dívida de Longo Prazo em Moeda Estrangeira Baa1 Baa1 Baa1 Baa1 Baa1 Depósitos de Longo Prazo em Moeda Local A2 A2 A3 A3 A3 Depósitos de Longo Prazo em Moeda Estrangeira Baa2 Baa2 Baa2 Baa2 Baa2 Standard & Poor's Curto Prazo em Moeda Estrangeira A-3 A-3 A-2 A-2 A-2 Longo Prazo em Moeda Local BBB BBB BBB BBB BBB Longo Prazo em Moeda Estrangeira BBB BBB BBB BBB BBB Ratings Nacionais Fitch Ratings Curto Prazo F1+(bra) F1+(bra) F1+(bra) F1+(bra) F1+(bra) Longo Prazo AAA (bra) AAA (bra) AAA (bra) AAA (bra) AAA (bra) Moody's Curto Prazo BR-1 BR-1 BR-1 BR-1 BR-1 Longo Prazo Aaa.br Aaa.br Aaa.br Aaa.br Aaa.br 1 - O rating Individual da Fitch Ratings foi substituído pelo de Viabilidade que mensura, basicamente, as mesmas características de risco. Tabela 23. Compulsório/Exigibilidade Compulsório/Exigibilidade Depósitos à Vista 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Alíquota ¹ 43% 43% 43% 44% 44% Adicional ² 12% 12% 12% 6% 0% Exigibilidade ³ 28% 28% 28% 34% 34% Exigibilidade (microfinanças) ⁴ 2% 2% 2% 2% 2% Livre 15% 15% 15% 14% 20% Depósitos de Poupança Alíquota ⁵ 17% 17% 17% 17% 17% Adicional ⁶ 10% 10% 10% 10% 10% Exigibilidade⁷ 68% 68% 68% 68% 68% Livre 5% 5% 5% 5% 5% Depósitos a Prazo Alíquota ⁸ 20% 20% 20% 20% 20% Adicional ⁹ 12% 12% 12% 12% 11% Livre 68% 68% 68% 68% 69% Depósitos Judiciais Alíquota ¹⁰ 0% 0% 0% 0% 0% Livre 100% 100% 100% 100% 100% No BB, as exigibilidades são aplicadas no Crédito Rural. 1 - Até 02/07/2012: alíquota de 43%; De 09/07/2012 a 16/06/2014: 44%; A partir de 23/06/2014: 45% (Circular Bacen de 24/06/2010). 2 - Até 15/07/2012: alíquota de 12% (Circular Bacen de 03/12/2010); De 16/07/2012 a 30/09/2012: 6%; A partir de 01/10/2012: 0% (Circular Bacen de 14/09/2012). 3 - Até 30/06/2012: 28%; (MCR 6-2 alterado pela Resolução Bacen de 30/06/2009); após 1/07/2012: 34% (Circular Bacen 4,096 de 29/06/2012). 4 - Resolução Bacen 3.422, de 30/11/ Até 25/06/2010: alíquota de 15%; de 28/06/2010 até 24/06/2011: 16%; De 27/06/2011 até 29/06/2012: 17%; De 02/07/2012 até 28/06/2013: 18%; De 01/07/2013 até 27/06/2014: 19%; A partir de 30/06/0214 até 26/06/2015: 20% (Resolução Bacen de 26/03/2009). 6 - Circular Bacen 3.486, de 24/02/ Até 30/06/2010: 70%; de 01/07/2010 a 30/06/2011: 69%; De 01/07/2011 a 30/06/2012: 68%; De 01/07/2012 a 30/06/2013: 67%; De 01/07/2013 a 30/06/2014: 66%; A partir de 01/07/0214 até 30/06/2015: 65% (Resolução Bacen de 26/03/2009). 8 - Até 05/12/2010: alíquota de 15% (Circular Bacen de 24/02/2010); A partir de 06/12/2010: 20% (Circular Bacen de 03/12/2010). 9 - Até 03/12/2010: alíquota de 8% (Circular Bacen de 24/02/2010); A partir de 06/12/2010: 12% (Circular Bacen de 03/12/2010) Circular Bacen 3.223, de 06/02/
30 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Demonstrações Contábeis Resumidas 2.1. Balanço Patrimonial Resumido Tabela 24. Balanço Patrimonial Resumido Ativo Saldos Var. % hões Dez/11 Set/12 Dez/12 s/dez/11 s/set/12 ATIVO ,2 4,2 Circulante e Realizável a Longo Prazo ,6 4,3 Disponibilidades ,7 (15,1) Aplic. Interfinanceiras de Liquidez ,9 2,2 TVM e Instr. Financ. Derivativos ,6 2,4 Títulos Disponíveis para Negociação ,1 10,0 Títulos Disponíveis para Venda ,8 1,0 Títulos Mantidos até o Vencimento (15,0) (20,4) Instrumentos Financeiros Derivativos ,3 (9,0) Relações Interfinanceiras (13,4) (9,2) Depósitos no Banco Central (14,5) (6,3) Compuls. s/ Depósitos não Remunerados ,0 28,0 Compuls. s/ Depósitos Remunerados (18,9) (12,1) Demais ,1 (48,4) Relações Interdependências ,5 114,6 Operações de Crédito ,9 10,0 Setor Público ,9 24,6 Setor Privado ,9 9,0 Vinculadas à Cessão ,4 (PCLD) (18.222) (20.583) (20.522) 12,6 (0,3) Operações de Arrendamento Mercantil (34,0) (10,8) Op. de Arrend. e Subarrend. a Receber (34,4) (10,9) (PCLD de Arrendamento Mercantil) (213) (145) (128) (40,0) (11,8) Outros Créditos ,9 3,9 Créd. por Avais e Fianças Honrados ,2 2,9 Carteira de Câmbio (1,9) (6,5) Rendas a Receber ,9 7,0 Negoc. e Intermed. de Valores ,5 (33,5) Créditos Específicos ,2 2,4 Créd. de Oper. de Seg., Previd. e Capitaliz ,0 (3,6) Crédito Tributário ,8 (3,9) Ativo Atuarial ,5 9,9 Fundo Paridade (54,0) (56,8) Deved. por Depósitos em Garantia ,8 2,1 Fundo Destinação Superávit - PREVI ,3 1,5 Fundo de Destinação (35,6) (16,8) Fundo de Contribuição (33,7) (14,4) Fundo de Utilização ,9 15,6 Diversos ,2 15,7 (Provisão para Outros Créditos) (1.665) (1.392) (1.476) (11,3) 6,1 (Com Caract. de Concessão de Crédito) (580) (554) (560) (3,4) 1,2 (Sem Caract. de Concessão de Crédito) (1.085) (838) (916) (15,6) 9,3 Outros Valores e Bens (23,7) (14,0) Outros Valores e Bens ,9 5,0 (Provisões para Desvalorizações) (188) (173) (195) 3,6 13,0 Despesas Antecipadas (26,7) (15,3) Permanente ,0 1,9 Investimentos (4,2) (4,4) Imobilizado de Uso ,7 11,6 Intangível (4,4) 1,2 Diferido (46,6) (10,9) 29
31 Capítulo 2 Demonstrações Contábeis Resumidas Tabela 25. Balanço Patrimonial Resumido Passivo Saldos Var. % hões Dez/11 Set/12 Dez/12 s/dez/11 s/set/12 PASSIVO ,2 4,2 Circulante e Exigível a Longo Prazo ,5 4,3 Depósitos ,7 (0,8) Depósitos à Vista ,5 21,6 Depósitos de Poupança ,6 5,0 Depósitos Interfinanceiros ,7 5,3 Depósitos a Prazo (1,1) (8,3) Captações no Mercado Aberto ,7 5,3 Operações Compromissadas com Títulos Privados ,1 13,1 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos ,6 31,5 Letras de Crédito do Agronegócio ,2 49,1 Demais Letras Bancárias ,8 3,9 Obrig. por TVM no Exterior ,2 25,1 Relações Interfinanceiras ,7 (99,3) Relações Interdependências ,6 143,5 Obrigações por Empréstimos ,9 5,1 Empréstimos no País - Outras Instituições ,6 0,0 Empréstimos no Exterior ,7 5,3 Obrig. por Repasses do País - Inst. Oficiais ,6 20,4 Tesouro Nacional (58,6) (31,0) BNDES ,1 29,7 CEF ,7 47,5 Finame ,4 5,7 Outras Instituições (73,3) 33,2 Obrigações por Repasses do Exterior (14,5) (8,6) Instrumentos Financeiros Derivativos (5,0) (5,1) Outras Obrigações ,1 4,2 Cobrança e Arrec. de Trib. e Assemelhados ,3 (91,8) Carteira de Câmbio (7,1) 5,3 Sociais e Estatutárias (14,4) 19,5 Fiscais e Previdenciárias ,2 2,2 Negociação e Intermediação de Valores ,3 3,5 Prov. Técnicas de Seg., Prev. e Capitalização ,8 9,1 Fundos Financeiros e de Desenvolvimento ,1 9,0 Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida ,2 (0,5) Operações Especiais ,4 0,0 Dívida Subordinada ,7 1,1 Passivo Atuarial (6,0) (4,9) Diversas ,6 17,7 Resultados de Exercícios Futuros ,7 10,7 Patrimônio Líquido ,1 3,1 Capital ,1 46,1 Reservas de Reavaliação (1,8) (0,4) Reservas de Lucros (33,1) (40,3) Ajuste Valor de Mercado -TVM e Derivativos ,2 (9,0) Lucros ou Prejuízos Acumulados (Ações em Tesouraria) (0) (162) (461) - - Participações Minoritárias nas Controladas ,3 2,7 Contas de Resultado
32 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Demonstração Resumida do Resultado Societário Tabela 26. Demonstração Resumida do Resultado Societário Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t s/2011 Rec. da Intermed. Financeira (5,3) (1,6) ,4 Operações de Crédito ,1 3, ,6 Op. Arrendam. Mercantil (22) (43,8) Result. Operações com TVM (13,0) (5,6) (9,3) Result. Instrum. Finan. Derivativos (403) (206) (409) 1,3 98,8 (1.461) (1.434) (1,8) Result. Operações de Câmbio (11,9) 45,3 (374) Result. Aplicações Compulsórias (41,9) (19,5) (18,1) Op. Venda / Transf. Ativos Financ , Result. Fin. Oper. Seg., Previ. e Cap (2,4) 23, (6,0) Desp. Intermed. Financeira (18.226) (17.316) (16.132) (11,5) (6,8) (73.554) (72.360) (1,6) Op. Captação no Mercado¹ (13.709) (12.481) (11.684) (14,8) (6,4) (54.370) (51.112) (6,0) Op. Emprést., Cessões e Repasses¹ (1.305) (1.220) (1.125) (13,8) (7,8) (7.210) (7.376) 2,3 PCLD (3.211) (3.615) (3.323) 3,5 (8,1) (11.975) (13.872) 15,8 Result. Bruto Interm. Financeira ,1 11, ,1 Outras Rec.(Desp.) Operac. (2.128) (3.290) (2.382) 11,9 (27,6) (7.600) (10.480) 37,9 Rec. Prestação de Serviços ,1 5, ,6 Rendas de Tarifas Bancárias ,9 0, ,2 Despesas de Pessoal (4.260) (4.183) (4.406) 3,4 5,3 (14.913) (16.503) 10,7 Outras Despesas Administrativas (3.664) (4.062) (4.018) 9,7 (1,1) (13.422) (16.013) 19,3 Outras Despesas Tributárias (1.129) (1.109) (1.154) 2,2 4,0 (4.259) (4.416) 3,7 Result. Part. Colig. e Controladas 56 (8) (76) - 854, (42,0) Result. Op. Seg., Prev. e Capitalização ,1 5, ,7 Outras Receitas Operacionais ,6 42, (9,6) Outras Despesas Operacionais¹ (1.963) (2.268) (2.347) 19,6 3,5 (8.945) (8.966) 0,2 Resultado Operacional ,7 47, (6,9) Resultado Não Operacional , , ,9 Result. Antes Tribut. s/ Lucro ,2 74, (1,6) IR e CS (1.372) (522) (1.826) 33,1 250,0 (4.722) (4.241) (10,2) Part. Estatutárias no Lucro (443) (386) (600) 35,4 55,7 (1.791) (1.835) 2,5 Participações Minoritárias (39) (44) (37) (5,0) (15,9) (93) (156) 67,3 Lucro Líquido ,5 45, ,7 1 - Série histórica revisada desde o 1º trimestre de 2011, por contabilização das despesas referentes aos prêmios pagos a clientes decorrentes de depósitos judiciais e atualização de recursos liberados no âmbito do BB Crédito Imobiliário de acordo com a resolução CMN 3.706/09 nas Despesas de Captação de Mercado, que anteriormente compunham as Outras Despesas Operacionais. Adicionalmente, a série histórica das Despesas de Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses também foi revisada desde o 1T11 por contabilização das despesas referentes à remuneração sobre recursos destinados a pagamento de benefícios do INSS e atualização dos recursos a devolver ao Tesouro Nacional, que anteriormente compunham as Outras Despesas Operacionais. 31
33 Capítulo 2 Demonstrações Contábeis Resumidas 2.3. Demonstração do Resultado com Realocações Tabela 27. Demonstração do Resultado com Realocações Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t s/2011 Receitas da Intermediação Financeira (4,2) (0,9) ,6 Operações de Crédito (1) ,4 4, ,8 Operações de Arrendamento Mercantil (22) (43,8) Resultado de Operações com TVM (13,0) (5,6) (9,3) Resultado com Inst. Financeiros Derivativos (403) (206) (409) 1,3 98,8 (1.461) (1.434) (1,8) Resultado de Operações de Câmbio (11,9) 45,3 (374) Resultado das Aplicações Compulsórias (41,9) (19,5) (18,1) Oper. de Venda ou de Transf. de Ativos Financ , Res. Fin. das Op. de Seg., Previd. e Capitaliz (2,4) 23, (6,0) Ganho(Perda) Cambial s/ PL no Ext. (2) 9 21 (9) (17,5) Outros Rec. Op. com Caract. de Interm. (3) (4) (5) (5) (1) (3) (37,7) 188,4 (75) Hedge Fiscal (6) (7) ,8 (25,5) (7,8) Despesa da Intermediação Financeira (15.153) (13.833) (12.835) (15,3) (7,2) (62.019) (58.796) (5,2) Operações de Captação no Mercado¹ (8) (9) (13.847) (12.613) (11.950) (13,7) (5,3) (54.809) (51.660) (5,7) Op. de Emp., Cessões e Repasses¹ (10) (1.305) (1.220) (885) (32,2) (27,5) (7.210) (7.136) (1,0) Margem Financeira Bruta ,2 6, ,0 Prov. p/ Créd. de Liquid. Duvidosa (11) (12) (2.892) (3.764) (3.636) 25,7 (3,4) (11.827) (14.651) 23,9 Margem Financeira Líquida ,0 12, ,2 Rendas de Tarifas ,1 3, ,5 Receitas de Prestação de Serviços ,1 5, ,6 Rendas de Tarifas Bancárias ,9 0, ,2 Res. de Op. com Seg., Prev. e Capitaliz ,1 5, ,7 Despesas Tributárias s/ Faturamento (6) (13) (1.071) (1.049) (1.088) 1,6 3,8 (4.081) (4.183) 2,5 Margem de Contribuição ,3 9, ,8 Despesas Administrativas (6.966) (7.123) (7.499) 7,6 5,3 (24.752) (28.194) 13,9 Despesas de Pessoal (14) (3.954) (4.001) (4.211) 6,5 5,2 (13.943) (15.777) 13,1 Outras Despesas Administrativas (15) (16) (17) (3.012) (3.122) (3.288) 9,2 5,3 (10.809) (12.417) 14,9 Outras Despesas Tributárias (13) (61) (64) (68) 12,0 6,6 (216) (268) 24,2 Resultado Comercial ,0 14, ,8 Risco Legal (4) (463) (219) 5.928,6 (52,7) (860) (1.539) 79,0 Demandas Cíveis (15) (18) (24) 275 (281) (23) - (91,6) (135) (813) 501,5 Demandas Trabalhistas (14) (19) (278) (182) (196) (29,7) 7,3 (724) (726) 0,2 Outros Componentes do Resultado (435) (761) (590) 35,6 (22,4) (687) (2.539) 269,3 Res. de Part. em Colig. e Control. (2) 47 (29) (67) - 128,5 22 (94) - Res. De Outras Receitas/Despesas Operac. (482) (731) (523) 8,6 (28,4) (709) (2.445) 244,8 Outras Rec Op. (1) (3) (5) (10) (18) (19) (20) (21) (3,8) 15, (2,4) PREVI (20) (45,9) (0,0) (54,5) Outras Desp Op.¹ (4) (9) (11) (16) (17) (21) (2.654) (2.386) (2.389) (10,0) 0,1 (9.629) (9.595) (0,4) Resultado Operacional ,3 29, (6,0) Resultado Não Operacional (22) (23) 9 60 (4) ,4 Resultado Antes da Trib. s/ o Lucro ,1 27, (5,7) IR e Contribuição Social (7) (25) (27) (1.425) (891) (1.324) (7,1) 48,7 (5.388) (4.455) (17,3) Benefício Fiscal de JCP ,4 3, ,9 Participações Estatutárias no Lucro (26) (450) (372) (500) 11,0 34,2 (1.737) (1.745) 0,4 Participações Minoritárias (39) (44) (37) (5,0) (15,9) (93) (156) 67,3 Lucro Líquido Ajustado ,1 19, (1,9) Itens Extraordinários (53) , ,9 Alienação de Participações (22) Planos Econômicos (8) (24) (95) (255) (167) 76,3 (34,4) (103) (968) 843,1 Eficiência Tributária (25) (36,9) Reversão de PCLD Adicional (12) Alienação de Imóveis (23) Ef. Fiscais e PLR sobre Itens Extraord. (26) (27) (625) - - (78) (401) 413,2 Lucro Líquido ,5 45, ,7 1 - Série histórica revisada desde o 1º trimestre de 2011, por contabilização das despesas referentes aos prêmios pagos a clientes decorrentes de depósitos judiciais e atualização de recursos liberados no âmbito do BB Crédito Imobiliário de acordo com a resolução CMN 3.706/09 nas Despesas de Captação de Mercado, que anteriormente compunham as Outras Despesas Operacionais. Adicionalmente, a série histórica das Despesas de Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses também foi revisada desde o 1T11 por contabilização das despesas referentes à remuneração sobre recursos destinados a pagamento de benefícios do INSS e atualização dos recursos a devolver ao Tesouro Nacional, que anteriormente compunham as Outras Despesas Operacionais. 32
34 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Abertura das Realocações Neste capítulo são demonstrados os ajustes realizados na Demonstração do Resultado Societário para a obtenção da DRE com Realocações. Tais ajustes têm por objetivo: a) segregar os itens extraordinários e apresentar o lucro líquido ajustado do período; b) alterar a disposição dos itens de receitas e despesas, para possibilitar um melhor entendimento do negócio e do desempenho da empresa; c) permitir que a Margem Financeira Bruta (MFB) registrada no período reflita, efetivamente, o ganho de todos os ativos rentáveis, buscando informar ao mercado qual é o spread obtido pela divisão dessa margem pelo saldo médio dos ativos rentáveis. Para tal foi necessário: I - Integrar, na MFB, as rendas com características de intermediação financeira contabilizadas em outras receitas operacionais provenientes de ativos rentáveis registrados no grupamento de outros créditos do balanço patrimonial; II - Identificar, em item específico dentro da MFB, o ganho (perda) cambial sobre os ativos e passivos no exterior; III - Manter na MFB valores relativos a reajustes cambiais negativos e reversão de despesas que foram contabilizados em outras receitas / despesas operacionais para evitar inversão de saldo de rubricas, cujas naturezas são de intermediação financeira; IV - Identificar e anular os efeitos de operações de hedge fiscal, contratadas a partir do 4T08, sobre a taxa efetiva de imposto e sobre a MFB; V Integrar, na MFB, todas as despesas de captação relativas à emissão de Dívidas Subordinadas e Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida. A seguir apresentamos demonstrativo de todas as realocações realizadas no período: 33
35 Capítulo 2 Demonstrações Contábeis Resumidas Tabela 28. Demonstrativo das Realocações e Itens Extraordinários hões ITEM DE P ARA EV ENTO 4 T11 3 T12 4 T Outras Receitas Operacionais Receitas de Operações de Crédito Receitas de Equalização - Safra Agrícola 773,6 804, , , ,0 2 Res. de Part. em Coligadas e Controladas Ganho(Perda) Cambial s/ PL no Ext. Ganho(Perda) Cambial s/ PL no Ext. 9,2 21,4 (9,3) 433,3 357,5 3 Outras Receitas Operacionais Outras Rec. de Op. c/ Caract. de Int. Fin. Reajuste Cambial 9,3 5,4 7,2 957,4 500,9 4 Outras Despesas Operacionais Outras Rec. de Op. c/ Caract. de Int. Fin. Reajuste Cambial (14,6) (6,6) (10,5) (1.075,1) (104,2) 5 Outras Receitas Operacionais Outras Rec. de Op. c/ Caract. de Int. Fin. Rec. Operac. com Caract. de Interm. Financeira ,6-6 Despesas Tributárias s/ Faturamento Hedge Fiscal Hedge Fiscal 2,2 3,7 2,8 37,1 34,2 7 Imposto de Renda e Contribuição Social Hedge Fiscal Hedge Fiscal 18,2 30,4 22,7 304,2 280,6 8 Operações de Captação no M ercado Planos Econômicos Planos Econômicos - (125,6) (96,9) - (493,2) 9 Outras Despesas Operacionais Operações de Captação no M ercado Despesa de Captação - Dívida Subordinada e IHCD (138,4) (257,2) (362,8) (439,2) (1.040,9) 10 Outras Receitas Operacionais Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses Reversão de Despesa com Recursos do Pronaf ,1-240,1 11 Prov. p/ Créditos de Liquidação Duvidosa Outras Despesas Operacionais PCLD sem Caract. de Int. Financeira (319,8) 148,5 (163,4) (147,9) 80,3 12 Prov. p/ Créditos de Liquidação Duvidosa Reversão de PCLD Adicional Reversão de PCLD Adicional ,3-699,1 13 Outras Despesas Tributárias Despesas Tributárias s/ Faturamento Despesas Tributárias s/ Faturamento (1.068,5) (1.044,9) (1.085,5) (4.043,6) (4.148,4) 14 Despesas de Pessoal Demandas Trabalhistas Provisão para Demandas Trabalhistas (306,2) (182,3) (195,5) (969,1) (726,7) 15 Outras Despesas Administrativas Demandas Cíveis Despesas de Demandas Judiciais (127,8) (410,0) (93,9) (562,7) (1.357,3) 16 Outras Despesas Administrativas Outras Despesas Operacionais Despesa de Amortização do Banco Postal - (60,0) (60,0) - (180,0) 17 Outras Despesas Administrativas Outras Despesas Operacionais Verba de Relacionamento Negocial (523,5) (470,4) (575,9) (2.051,1) (2.058,6) 18 Outras Receitas Operacionais Demandas Cíveis Reversão de Passivos Contigentes 307,5 0,0-324,9 69,7 19 Outras Receitas Operacionais Demandas Trabalhistas Reversão de Passivos Trabalhistas 28, ,6 0,9 20 Outras Receitas Operacionais PREVI Revisão dos Ativos e Passivos Atuariais da Previ 530,6 287,3 287, , ,2 21 Outras Receitas Operacionais Outras Despesas Operacionais Reversão de Provisão - Passivo Previdenciário ,1-384,1 22 Resultado Não Operacional Alienação de Participações Alienação de Participações ,9-23 Resultado Não Operacional Alienação de Imóveis Alienação de Imóveis , ,0 24 Demandas Cíveis Planos Econômicos Planos Econômicos (94,9) (129,3) (70,4) (102,6) (474,8) 25 Imposto de Renda e Contribuição Social Eficiência Tributária Eficiência Tributária - 243,9-386,4 243,9 26 Participações Estatutárias no Lucro Efeitos Fiscais e PLR s/ Itens Extraordinários Efeitos Fiscais e PLR s/ Itens Extraordinários 6,9 (13,2) (100,4) (53,3) (90,4) 27 Imposto de Renda e Contribuição Social Efeitos Fiscais e PLR s/ Itens Extraordinários Efeitos Fiscais e PLR s/ Itens Extraordinários 35,2 94,6 (524,6) (24,7) (310,1) 34
36 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Glossário de Realocações (1) Referente às receitas de equalização de encargos sobre as operações de crédito rural. Os cálculos para equalização das taxas de juros são baseados nas portarias do Ministério da Fazenda, que determinam as fórmulas de cálculo, de acordo com a fonte de recursos. (2) Corresponde ao resultado das variações dos direitos e obrigações relativas a variações cambiais incorridas pela atualização periódica dos empréstimos e financiamentos pagáveis em moeda estrangeira. (3) a (5) Inclui as receitas e despesas financeiras de câmbio além de outras receitas operacionais com características de intermediação financeira. (6) e (7) Mecanismo para reduzir os efeitos de variação cambial sobre o resultado. (8) e (24) Despesas com provisão proveniente de ações judiciais referentes aos planos econômicos. (9) Despesas referentes às Dívidas Subordinadas e Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida contabilizadas em outras despesas operacionais. (10) Reversão da despesa de atualização de recursos do Pronaf contabilizada em outras receitas operacionais. (11) Despesas com PCLD para créditos sem característica de intermediação financeira. (12) Reversão parcial de provisão adicional para créditos de liquidação duvidosa constituída em exercícios anteriores. (13) Despesas tributárias realocadas para compor a margem de contribuição. (14) Despesas provenientes de demandas trabalhistas. (15) Despesas provenientes de demandas cíveis. (16) Despesa de amortização do intangível relacionado ao Banco Postal. (17) Parcela da verba de relacionamento negocial contabilizada em outras despesas administrativas. (18) Reversão de saldos que, por força do plano de contas do Bacen (COSIF), não pôde ser contabilizada em Outras Despesas Administrativas na DRE societária. (19) Reversão de saldos que, por força do plano de contas do Bacen (COSIF), não pôde ser contabilizada em Despesas de Pessoal na DRE societária. (20) Receitas oriundas da revisão dos ativos e passivos atuariais da Previ. (21) Reversão de despesa de provisão relativa ao passivo previdenciário do Banco, contabilizada em outras receitas operacionais. (22) Alienação parcial de investimentos do conglomerado BB. No 2T11, venda de participação na Visa Internacional e na Mastercard. (23) Alienação de Imóveis para lançamento do Fundo Imobiliário BB Progressivo II. (25) Receita referente à eficiência tributária gerada pelo Banco do Brasil em revisão periódica da base fiscal. (26) e (27) Segregação dos efeitos de itens extraordinários do período sobre o pagamento de Participações nos Lucros e Resultados (PLR), e a unificação dos efeitos desses itens sobre os impostos (IR e CSLL). A tabela a seguir demonstra isoladamente o efeito de cada item extraordinário nos impostos e na PLR. Tabela 29. Efeitos Fiscais e Participação nos Lucros e Resultados sobre Itens Extraordinários Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t s/2011 Alienação de Participações (75) - - Planos Econômicos ,9 (34,4) ,5 Eficiência Tributária - (32) (49) (32) (35,4) Reversão de PCLD Adicional - - (211) (309) - Fundo Imobiliário - - (488) (488) - Total (625) - - (78) (401) 413,2 35
37 Capítulo 2 Demonstrações Contábeis Resumidas 2.4. Receitas e Despesas Operacionais Totais A seguir é apresentada tabela com o reagrupamento das receitas e das despesas da DRE com Realocações, com objetivo de evidenciar o percentual de consumo das despesas operacionais totais em relação ao total de receitas. Tabela 30. Receitas e Despesas Operacionais Totais Saldos hões 4T11 Part. % 3T12 Part. % 4T12 Part. % 2011 Part. % 2012 Part. % Receitas Operacionais Totais , , , , ,0 Margem Financeira Bruta , , , , ,7 Rendas de Tarifas , , , , ,6 Res. de Oper. com Seg., Previd. e Capitaliz , , , , ,5 Result. Partic. em Coligadas e Controladas 47 0,3 (29) (0,2) (67) (0,4) 22 0,0 (94) (0,1) Outras Receitas Operacionais , , , , ,7 PREVI 531 3, , , , ,0 Outras Despesas Operacionais (2.654) (16,7) (2.386) (14,6) (2.389) (13,6) (9.629) (15,9) (9.595) (14,4) Despesas Operacionais Totais (10.993) (69,0) (12.462) (76,1) (12.510) (71,3) (41.736) (68,8) (48.834) (73,3) Despesas Administrativas Ampliadas (6.970) (43,8) (7.586) (46,4) (7.718) (44,0) (25.612) (42,2) (29.732) (44,6) Despesas Administrativas (6.966) (43,7) (7.123) (43,5) (7.499) (42,7) (24.752) (40,8) (28.194) (42,3) Despesas de Pessoal (3.954) (24,8) (4.001) (24,4) (4.211) (24,0) (13.943) (23,0) (15.777) (23,7) Outras Despesas Administrativas (3.012) (18,9) (3.122) (19,1) (3.288) (18,7) (10.809) (17,8) (12.417) (18,6) Risco Legal (4) (0,0) (463) (2,8) (219) (1,2) (860) (1,4) (1.539) (2,3) Outras Despesas Tributárias (61) (0,4) (64) (0,4) (68) (0,4) (216) (0,4) (268) (0,4) Despesas Tributárias s/ Faturamento (1.071) (6,7) (1.049) (6,4) (1.088) (6,2) (4.081) (6,7) (4.183) (6,3) Prov. Créditos de Liquid. Duvidosa (2.892) (18,2) (3.764) (23,0) (3.636) (20,7) (11.827) (19,5) (14.651) (22,0) Resultado Operacional , , , , ,7 Resultado Não Operacional 9 0,1 60 0,4 (4) (0,0) 56 0, ,2 Resultado Antes da Trib. s/ o Lucro , , , , ,8 Imposto de Renda e Participações no Lucro (1.875) (11,8) (1.263) (7,7) (1.824) (10,4) (7.126) (11,7) (6.200) (9,3) Participações Minoritárias (39) (0,2) (44) (0,3) (37) (0,2) (93) (0,2) (156) (0,2) Lucro Líquido Ajustado , , , , ,3 Itens Extraordinários (53) (0,3) 70 0, , , ,0 Lucro Líquido , , , , ,3 36
38 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Crédito 3.1. Carteira de Crédito A seguir apresentamos os conceitos fundamentais para o correto entendimento das informações constantes nas tabelas deste capítulo. a) Carteira de Crédito Classificada: carteira de crédito contabilizada segundo os critérios estabelecidos pela Resolução 2.682/99 do Conselho Monetário Nacional (CMN). b) Carteira de Crédito Orgânica: corresponde à carteira de crédito classificada excluindo-se as operações provenientes do Banco Votorantim e de carteiras adquiridas. c) Carteira de Crédito Ampliada: corresponde à carteira de crédito classificada adicionada das operações com títulos e valores mobiliários privados adquiridos pelo Banco do Brasil e das garantias prestadas. c.1) TVM Privados: são operações caracterizadas pela aquisição de títulos e valores mobiliários (commercial papers e debêntures) emitidos por empresas privadas. c.2) Garantias: são operações onde o BB garante a liquidação financeira dos contratos (aval e fiança). Tabela 31. Carteira de Crédito Classificada e Ampliada Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Carteira de Crédito Classificada (a) , , ,0 24,3 9,3 País , , ,4 23,1 9,4 Pessoa Física , , ,9 16,3 5,8 CDC Consignação , , ,1 14,3 2,7 CDC Salário , , ,3 11,7 (1,0) Financiamento de Veículos , , ,8 14,5 8,6 Financiamento Imobiliário , , ,9 69,0 19,8 Cartão de Crédito , , ,0 20,4 16,5 Cheque Especial , , ,5 (3,7) (12,3) Demais , , ,2 7,8 4,6 Pessoa Jurídica , , ,2 29,5 12,0 MPE , , ,9 30,7 11,2 Médias e Grandes , , ,3 28,7 12,5 Agronegócio , , ,4 20,7 9,6 Pessoa Física , , ,1 29,5 12,5 Pessoa Jurídica , , ,3 4,7 3,5 Exterior , , ,6 38,7 8,6 TVM Privados e Garantias (b) Carteira de Crédito Ampliada (a + b) , , ,0 24,9 9,1 Pessoa Física , , ,3 16,8 6,1 Pessoa Jurídica , , ,1 30,3 10,8 Agronegócio , , ,6 20,8 9,8 Exterior , , ,0 32,8 8,0 Tabela 32. Crédito SFN¹ Saldos Var. % hões Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 s/dez/11 s/set/12 SFN ,2 5,4 Pessoa Física ,8 5,1 Pessoa Jurídica ,9 5,8 Participação de Mercado BB - % 19,2 19,2 19,5 19,6 20,4 1 Informações extraídas da Nota para Imprensa do Banco Central do Brasil de dezembro de
39 Capítulo 3 Crédito Carteira de Crédito Pessoa Física As tabelas a seguir apresentam as principais linhas de crédito destinadas às pessoas físicas. Ressalta-se que as linhas de crédito consignado e financiamento de veículos incluem o saldo das carteiras de crédito adquiridas com coobrigação, segundo Resolução CMN 3.533/08. Tabela 33. Carteira de Crédito Pessoa Física Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Carteira de Crédito Classificada , , ,5 16,3 5,8 CDC , , ,5 12,9 1,7 Crédito Consignado , , ,4 14,3 2,7 Empréstimo Pessoal , , ,9 3,4 (0,3) CDC Salário , , ,2 11,7 (1,0) Financiamento Imobiliário , , ,7 69,0 19,8 Financiamento de Veículos , , ,5 14,5 8,6 Cartão de Crédito , , ,4 20,4 16,5 Cheque Especial , , ,6 (3,7) (12,3) Microcrédito 848 0, , ,6 9,8 65,9 Demais , , ,2 13,2 3,5 TVM Privados e Garantias 28 0, , , ,7 172,5 Carteira de Crédito Ampliada , , ,0 16,8 6,1 Tabela 34. Crédito Pessoa Física¹ Participação de Mercado Dez/11 Set/12 Dez/12 hões BB SFN Part. % BB SFN Part. % BB SFN Part. % Crédito Consignado , , ,2 Financiamento Imobiliário , , ,7 Financiamento de Veículos , , ,8 1 - Inclui carteiras de crédito adquiridas com coobrigação segundo Resolução CMN 3.533/08. A carteira de crédito classificada orgânica PF, ou seja, excluindo-se as carteiras adquiridas e 50% das operações do Banco Votorantim, registrou crescimento de 7,1% no trimestre e 25,9% sobre o mesmo período do ano anterior. Destaque para as operações de veículos originadas nas agências BB que cresceram 20,3% em relação ao último trimestre e 134,9% em relação ao final de 2011, totalizando saldo de R$ 11,0 bilhões. Desse total, 60,0% estão concentrados em clientes PF A e B que possuem conta corrente há mais de 10 anos, e outros 19,7% são operações contratadas por clientes que possuem conta corrente entre 5 e 10 anos. Além disso, 47,1% dos clientes recebem salário pelo Banco do Brasil. Na seção deste relatório é apresentada a evolução do saldo da carteira de veículos desde a implantação do programa BOMPRATODOS. As operações de cartão de crédito, que registraram crescimento de 16,6% no trimestre, foram influenciadas positivamente pelo crescimento sazonal de compras no último trimestre de cada ano. 38
40 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 35. Carteira de Crédito Classificada Orgânica - Pessoa Física Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Carteira Classificada Orgânica , , ,0 25,9 7,1 CDC , , ,8 16,6 2,4 Crédito Consignado , , ,9 20,4 4,0 Empréstimo Pessoal , , ,1 3,9 (0,3) CDC Salário , , ,8 11,7 (1,0) Financiamento Imobiliário , , ,8 69,0 19,8 Financiamento de Veículos , , ,5 134,9 20,3 Cartão de Crédito , , ,6 20,4 16,6 Cheque Especial , , ,1 (3,7) (12,3) Microcrédito 848 0, , ,8 9,8 65,9 Demais , , ,2 13,2 3,5 Tabela 36. Composição da Carteira de Crédito Consignado Orgânica¹ Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Servidores Públicos , , ,4 21,9 4,4 Aposentados e Pensionistas do INSS , , ,8 15,1 2,7 Funcionário do Setor Privado , , ,9 6,8 1,1 1 Até o 3T12, foi demonstrada abertura da carteira de crédito consignado classificada. Tabela 37. Carteiras Adquiridas¹ Saldos Var. % hões Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 s/dez/11 s/set/12 Crédito Consignado (13,2) (4,0) Financiamento a Veículos (10,2) 13,8 Total (11,6) 5,2 1 - Inclui carteiras de crédito adquiridas com coobrigação segundo Resolução CMN 3.533/08. Tabela 38. Taxas e Prazos Médios hões Dez/11 Set/12 Dez/12 Banco do Brasil CDC Veículos¹ Taxa Média - % a.m. 1,58 1,29 1,26 Prazo Médio - meses Financiamento Imobiliário Ticket Médio - 163,3 155,2 163,9 Prazo Médio - meses 260,3 278,0 281,0 Crédito Consignado¹ Taxa Média - % a.m. 2,06 1,95 1,90 Prazo Médio - meses BV - Financiamento de Veículos Taxa Média - % a.m. 1,97 1,81 1,78 Prazo Médio - meses 46,4 44,1 44,6 1 Série revisada desde setembro/2011. A partir do 3T12, os prazos médios da carteira foram calculados ponderando o prazo restante das operações pelo saldo devedor apurado nos fechamentos de balancetes, ao contrário da metodologia anterior que considerava os prazos médios da contratação das operações em ser. As taxas também passaram a ser ponderadas pelo saldo devedor apurado no fechamento. 39
41 Capítulo 3 Crédito Carteira de Crédito Pessoa Jurídica A tabela a seguir apresenta as principais linhas de crédito destinadas às empresas. Destaque na comparação trimestral para as operações de capital de giro, que apresentaram crescimento de 17,3%. Essa linha foi influenciada positivamente pelo grande volume de contratações de empresas do segmento corporate e large corporate. Tabela 39. Carteira de Crédito Pessoa Jurídica Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Carteira de Crédito Classificada , , ,0 29,5 12,0 Capital de Giro , , ,3 39,7 17,3 Investimento , , ,3 17,9 12,3 Recebíveis , , ,4 12,9 12,5 Conta Garantida , , ,1 1,0 5,9 ACC/ACE , , ,1 15,8 (20,4) BNDES Exim , , ,5 (14,8) (4,8) Cartão de Crédito , , ,2 56,9 9,5 Cheque Especial 163 0, , ,1 5,6 (16,0) Crédito Imobiliário , , ,0 66,3 17,4 Demais , , ,1 38,8 12,3 TVM Privados e Garantias , , ,0 33,9 6,2 Carteira de Crédito Ampliada , , ,0 30,3 10,8 O BB desembolsou R$ 24,0 bilhões em operações de repasses do BNDES entre janeiro e dezembro de 2012, o que representou 28,6% de participação no total dessas operações e garantiu a liderança no ranking do período. Vale ressaltar que o crescimento do BB foi o maior entre os grandes bancos brasileiros. Crédito para Comércio Exterior O Banco do Brasil é o principal parceiro do comércio internacional brasileiro, encerrando o 4T12 com participação de mercado de 26,2% e 23,1% em operações de câmbio exportação e importação, respectivamente. Com liderança nas operações de ACC/ACE, o BB encerrou 2012 com 32,1% de participação neste mercado. Tabela 40. Câmbio de Exportação e Importação Câmbio Exportação Saldos Var. % 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 s/4t11 s/3t12 Volume Contratado (US$ milhões) (22,3) (8,2) Participação de Mercado - % 26,5 26,3 28,4 27,2 26,2 Câmbio Importação Volume Contratado (US$ milhões) ,0 9,4 Participação de Mercado - % 20,2 20,0 21,3 22,5 23,1 Tabela 41. ACC/ACE Saldos Var. % 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 s/4t11 s/3t12 Volume Contratado (US$ milhões) (16,3) (32,8) Quantidade de Contratos (2,8) (0,1) Volume Médio por Contrato (US$ mil) (13,9) (32,7) Crédito para Investimentos Os desembolsos para investimentos realizados pelo Banco do Brasil atingiram o montante de R$ 42,8 bilhões em 2012, crescimento de 27% em relação ao ano anterior, com destaque para as linhas de repasse de recursos do BNDES, Pronaf Agricultura Familiar, Investimento Agropecuário, FCO e PROGER. Vale ressaltar que 73% desses recursos foram destinados aos segmentos de Micro, Pequenas e Médias Empresas e Produtores Rurais. O gráfico a seguir apresenta a participação das linhas de repasse nos desembolsos desse tipo de modalidade. 40
42 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Figura 8. Participação das Linhas de Repasse nos Desembolsos - % 8,5 3,1 8,9 11,4 56,2 11,9 BNDES/Finame Pronaf FCO Investimento Agropecuário Proger Demais Investimentos Em 2012, o BB aprovou apoio financeiro a grandes projetos de investimento em infraestrutura no montante de R$ 47,5 bilhões. Desse total, R$ 14 bilhões foram desembolsados no exercício. Os projetos aprovados são financiados por intermédio das linhas do BNDES e da Resolução 3.844/10. A tabela a seguir apresenta os setores da economia beneficiados com esses investimentos. Tabela 42. Financiamentos de Projetos em Infraestrutura hões Contratados em 2012 Desembolsos em 2012 Transportes Energia Setor Naval e Petróleo Infraestrura Urbana Infraestrura - Demais Outros Total Crédito para Micro e Pequenas Empresas - O Banco do Brasil manteve-se como principal parceiro do segmento de micro e pequenas empresas. Ao final do 4T12, o BB possuía 2,34 milhões de contascorrentes com 2,25 milhões de clientes micro e pequenas empresas. O saldo das operações para MPE em dezembro/2012 foi de R$ 88,9 bilhões, incremento de 30,7% em relação ao mesmo período de Enquadram-se como clientes no segmento MPE as empresas com faturamento anual de até R$ 25 milhões. As tabelas a seguir apresentam as principais linhas de crédito destinadas às MPE. Tabela 43. Crédito MPE por Setor de Atividade Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Indústria , , ,2 39,0 12,4 Comércio , , ,3 22,8 8,4 Serviço , , ,4 33,1 14,3 Total ,7 11,2 41
43 Capítulo 3 Crédito Tabela 44. Produtos de Crédito - MPE Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Capital de Giro , , ,6 27,5 11,7 Investimento , , ,1 40,9 10,7 Comércio Exterior , , ,3 10,0 1,6 Total ,7 11,2 Entre os produtos de crédito para financiamentos de investimentos, o Cartão BNDES, produto em que o BB mantém liderança em valores desembolsados, quantidade de cartões e quantidade de transações, alcançou em dez/12 R$ 17,9 bilhões de desembolso acumulado desde o início da sua comercialização. Esse montante representa o incremento de R$ 7,3 bilhões nos últimos 12 meses, com 67,4% dos cartões emitidos no mercado. No trimestre, o saldo dessas operações alcançou R$ 8,9 bilhões, incremento de 49,5% em relação ao mesmo período de Destaque também para as operações de BNDES Automático (Investimento e Giro), onde o BB responde por desembolsos da ordem de R$ 6,5 bilhões, equivalentes a 51% da carteira do BNDES nessa linha. Destaca-se que, desse montante, R$ 5,8 bilhões foi desembolsado no programa PROGEREN, que tem o objetivo de financiar a produção e a geração de emprego e renda. Nas operações de capital de giro e de financiamento de investimentos com micro e pequenas empresas, o Banco do Brasil utiliza amplamente o Fundo de Garantia de Operações (FGO) como forma de mitigar os riscos de crédito das operações e ampliar o volume da carteira. O Banco do Brasil é administrador e cotista do FGO, fundo com natureza privada e cujo patrimônio é formado pela integralização de cotas pelo Tesouro Nacional e outros agentes financeiros. A integralização de cada cotista equivale a 0,5% da carteira a ser garantida. Nos casos de perda, o compromisso do FGO está limitado a 7% da carteira garantida por agente financeiro. As garantias prestadas pelo FGO nas operações de empréstimos e financiamentos alcançam até 80% do valor contratado, sendo o valor da garantia limitado a R$ 500 mil/proponente quando se tratar de operações de Investimento e R$ 100 mil/proponente com garantia fidejussória nas operações de Capital de Giro. Ao final de dezembro/2012, havia 461,3 mil operações com cobertura do Fundo, totalizando o saldo aplicado de R$ 13,9 bilhões, o que representa crescimento de 12,6% em relação ao volume do trimestre anterior. Ao final de dez/12, as operações garantidas por esse Fundo representavam 26,7% dos desembolsos observados nas linhas que admitem a vinculação dessa garantia. Outro importante mecanismo para viabilizar a contratação de operações de financiamentos de investimentos é o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe). O Fampe complementa em até 80% o valor das garantias necessárias à realização de operações com micro e pequenas empresas. Ao final do 4T12, o saldo devedor das operações garantidas pelo Fundo atingiu R$ 3,3 bilhões, sendo o saldo devedor garantido de R$ 2,4 bilhões. Atendimento às Cooperativas e Arranjos Produtivos Locais A atuação do BB no segmento cooperativista de crédito busca parceria em negócios, de modo a contribuir para o fortalecimento desse mercado, por meio da disponibilização de produtos e serviços financeiros. Dentre as soluções disponíveis destacam-se o Serviço de Integração aos Sistemas de Compensação de Cheques e Outros Papéis (Compe) e de Liquidação de Pagamentos e Transferências Interbancárias (SPB), além do Cartão Ourocard Cooperativas. Até o 4T12, na prestação do serviço de integração, o Banco mantinha parceria com 325 cooperativas de crédito, envolvendo 463,8 mil cooperados. Em dezembro de 2012, o BB apoiava 248 Arranjos Produtivos Locais (APL), prestando atendimento a 23,2 mil empreendimentos. Foram disponibilizados R$ 3,2 bilhões, até o final do 4T12, que contribuíram para o crescimento sustentável das localidades onde os APL estão inseridos Carteira de Crédito de Agronegócios O Agronegócio é um dos principais setores da economia brasileira, tendo fundamental importância para o crescimento do País. O Banco do Brasil, como principal agente de política agrícola, representa um elo entre o Governo e o produtor rural, atuando como o maior financiador do agronegócio em todos os segmentos e etapas da cadeia produtiva, do pequeno produtor às grandes empresas agroindustriais. 42
44 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 A Balança Comercial Brasileira teve, até dezembro/2012, um superávit de US$ 19,4 bilhões. O volume verificado é sustentado pelo saldo positivo na Balança Comercial do Agronegócio Brasileiro, que no mesmo período registrou superávit de US$ 79,4 bilhões, conforme figura a seguir. Figura 9. Balança Comercial (FOB) 77,5 79,4 US$ bilhões 49,7 60,0 54,9 63,1 40,0 24,7 25,3 20,3 29,8 19, Agronegócio Brasil Fonte: MAPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento As tabelas a seguir mostram o volume das exportações abertas pelos principais produtos e a participação brasileira no agronegócio internacional. Tabela 45. Exportações hões Complexo de Soja Carnes Complexo Sucroalcooleiro Produtos Florestais Café, Chá, Mate e Especiarias Fumo e seus Produtos Couros, Produtos de Couros e Peleteria Sucos de Frutas Demais Produtos Total Fonte: MAPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Tabela 46. Participação do Brasil no Agronegócio Mundial em Dezembro/2012 Produção Exportação % Comércio Mundial Café 1º 1º 28,6 Suco de Laranja 1º 1º 81,8 Carne Bovina 2º 2º 16,2 Açúcar 1º 1º 45,3 Complexo da Soja 1º 1º 38,8 Carne de Frango 3º 1º 35,6 Milho 3º 2º 23,2 Algodão 5º 3º 11,3 Fonte: USDA PSD online O desempenho do setor nos últimos anos é resultado da busca permanente de novas tecnologias, sempre visando à rentabilidade e à continuidade dos empreendimentos. Tais melhorias de tecnologia e de qualidade das assistências técnicas permitiram um aumento da produção brasileira em volume 43
45 Capítulo 3 Crédito muito superior ao da abertura de novas terras. Na figura seguinte, visualiza-se a evolução da produção por área plantada, resultado de ganhos de produtividade. Figura 10. Produção vs. Área Plantada da Safra de Grãos 2.884, , , , , , , ,7 180,4 163,0 165,7 133,3 143,3 134,1 146,8 119,4 47,2 46,2 47,1 47,6 47,3 49,9 50,8 52,0 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13¹ Produção (milhões de ton.) Área (milhões ha) Produtividade (ton/ha) Fonte: Conab Companhia Nacional de Abastecimento. 1 - Quarto levantamento da Safra 2012/2013 de grãos Agronegócios no BB A distribuição das operações de agronegócios por região do País mostra a participação de cada uma delas no desempenho do crédito. Tabela 47. Carteira de Crédito Classificada de Agronegócios por Região Região Crédito Rural - % Agroindustrial - % Total - % Norte 3,4 0,3 2,8 Nordeste 5,6 0,2 4,5 Centro-Oeste 22,7 1,5 18,4 Sudeste 31,7 90,0 43,4 Sul 36,6 8,1 30,9 O crédito rural financia o custeio da produção e da comercialização de produtos agropecuários e estimula os investimentos rurais, incluindo armazenamento, beneficiamento e industrialização dos produtos agrícolas. Ainda, incentiva a utilização de técnicas agrícolas sustentáveis que contribuam para melhorar a renda, reduzir as emissões de gases de efeito estufa e preservar os recursos naturais. Neste sentido, destaca-se o desempenho do BB no Programa ABC (Programa Agricultura de Baixo Carbono), que incentiva os produtores rurais a utilizarem técnicas agropecuárias sustentáveis, para reduzir a emissão de gases do efeito estufa e do desmatamento. As operações contratadas através desse programa atingiu o montante de R$ 2,7 bilhões de saldo em carteira. Na safra 2012/2013, de julho a dezembro, foram contratados R$ 1,6 bilhão, o que equivale a 88% do montante do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), no mesmo período. A atividade agropecuária respeita o calendário agrícola, chamado de ano-safra, que se inicia em julho de cada ano e termina em junho do ano seguinte. Neste contexto, a safra contemplada neste relatório (2012/2013) iniciou-se em jul/12 e findará em jun/13. No primeiro trimestre do ano-safra, são demandados recursos para o plantio (custeio) da safra de verão e ocorre concentração dos pagamentos dos recursos de custeio emprestados na safra de verão do ano-safra anterior. Entre outubro e dezembro a demanda por recursos de custeio continua, porém em volume inferior à do primeiro trimestre da safra. No terceiro trimestre da safra (janeiro a março) se inicia a demanda por financiamentos de custeio da safra de inverno e da safra de verão 44
46 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 das regiões Norte/Nordeste. Já no último trimestre do ano-safra ganha importância a demanda por recursos de comercialização, pois se trata do período de colheita. A carteira rural do SFN alcançou R$ 171,3 bilhões em dezembro/12, crescimento de 21,4% em doze meses. A carteira rural no Banco do Brasil representou 18,6% da carteira de crédito ampliada em dezembro/12. O BB mantém-se como maior parceiro do agronegócio brasileiro com participação de 62,5%. A tabela a seguir apresenta a destinação da carteira de agronegócio do BB segmentada em linhas de custeio, investimento, agroindustrial e comercialização. Tabela 48. Carteira de Crédito de Agronegócios por Destinação Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Carteira de Crédito Classificada , , ,1 20,7 9,6 Custeio , , ,1 26,1 11,6 Investimento , , ,7 33,3 12,0 Comercialização , , ,6 10,6 19,0 Agroindustrial , , ,9 3,2 1,8 Demais , , ,7 (33,1) (6,5) Cédula de Produto Rural e Garantias 703 0, , ,9 40,5 38,5 Carteira de Crédito Ampliada , , ,0 20,8 9,8 A tabela a seguir apresenta a composição da carteira de crédito de agronegócios por linha de crédito. Destaque para o saldo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) que totalizou R$ 24,2 bilhões em dezembro/12, crescimento de 8,4% sobre setembro/12 e 20,7% frente ao mesmo período do ano anterior. O Pronaf destina-se ao apoio financeiro das atividades agropecuárias e não agropecuárias exploradas mediante emprego direto da força de trabalho do produtor familiar. Destaque também para a evolução do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) que totalizou R$ 11,9 bilhões em dezembro/12, crescimento de 23,0% no comparativo trimestral e 66,1% em relação a dezembro/11. Tabela 49. Carteira de Crédito de Agronegócios por Linha de Crédito Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Carteira de Crédito Classificada , , ,1 20,7 9,6 Custeio Agropecuário , , ,7 20,3 9,1 Comerc. e Ind. Prod. Agropecuários , , ,2 1,5 1,3 Pronaf , , ,4 20,7 8,4 Pronamp , , ,0 66,1 23,0 FCO Rural , , ,3 18,0 3,6 BNDES/Finame Rural¹ , , ,4 9,1 13,1 Demais , , ,2 39,1 19,7 Cédula de Produto Rural e Garantias 703 0, , ,9 40,5 38,5 Carteira de Crédito Ampliada , , ,0 20,8 9,8 A tabela a seguir detalha o saldo das operações de crédito destinadas ao agronegócio por item financiado. 45
47 Capítulo 3 Crédito Tabela 50. Carteira de Crédito de Agronegócios por Item Financiado Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Carteira de Crédito Classificada , , ,1 20,7 9,6 Bovinocultura , , ,6 27,5 8,4 Carne , , ,9 31,3 11,5 Leite , , ,7 19,8 2,1 Soja , , ,5 18,0 14,3 Milho , , ,7 32,9 18,1 Cana , , ,4 39,8 31,6 Maquinas e Implementos , , ,4 30,1 11,9 Café , , ,2 45,4 18,8 Arroz , , ,7 2,7 0,5 Avicultura , , ,3 16,3 6,2 Algodao , , ,3 2,1 (0,6) Suinocultura 899 1, , ,2 47,1 31,2 Outros , , ,8 13,2 6,2 Cédula de Produto Rural e Garantias 703 0, , ,9 40,5 38,5 Carteira de Crédito Ampliada , , ,0 20,8 9,8 A tabela a seguir mostra o saldo da carteira do agronegócio por porte de cliente. Tabela 51. Carteira de Agronegócios por Porte Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Carteira de Crédito Classificada , , ,1 20,7 9,6 Mini Produtor , , ,3 8,2 7,1 Pequeno Produtor , , ,6 21,3 9,0 Médio e Grande Produtor , , ,7 37,2 15,0 Cooperativas Agroindustriais , , ,8 14,8 1,9 Empresas , , ,7 2,5 3,9 Cédula de Produto Rural e Garantias 703 0, , ,9 40,5 38,5 Carteira de Crédito Ampliada , , ,0 20,8 9,8 Na tabela seguinte, é apresentada a distribuição do saldo da carteira de crédito de agronegócios por tipo de personalidade jurídica. Tabela 52. Carteira de Crédito de Agronegócios por Tipo de Personalidade Jurídica Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Carteira de Crédito Classificada , , ,1 20,7 9,6 Pessoa Física , , ,6 29,5 12,5 Pessoa Jurídica , , ,5 4,7 3,5 Cédula de Produto Rural e Garantias 703 0, , ,9 40,5 38,5 Carteira de Crédito Ampliada , , ,0 20,8 9,8 Nos financiamentos rurais e agroindustriais o BB utiliza 77,2% de recursos próprios (principalmente depósitos a vista, poupança rural e Letras de Crédito do Agronegócio LCA). Além destes, o BB também repassa recursos do BNDES, Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e de Fundos Constitucionais, tais como Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). A seguir, é apresentada a carteira de crédito ampliada de agronegócios por fonte de recursos: 46
48 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 53. Carteira de Crédito Ampliada de Agronegócios por Fonte de Recursos Saldos hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % Poupança Rural , , ,1 Depósitos à Vista , , ,6 LCA , ,7 FCO , , ,4 BNDES/FINAME , , ,8 FAT , , ,5 Demais¹ , , ,8 Carteira de Crédito Ampliada , , ,0 1 - Tesouro Nacional, LCA, Funcafé, Cédula de Produto Rural e Garantias O Banco do Brasil atua como agente financeiro em operações de crédito rural incentivadas pelo governo e destinadas ao financiamento de ações de interesse público. Essas operações são realizadas com taxas de juros reduzidas ao tomador e o Banco utiliza como funding os recursos da Poupança, Depósitos à Vista, FAT, Tesouro Nacional, Funcafé e FCO. Para tornar essa intermediação viável e cobrir o custo da captação, o risco de crédito, os custos administrativos e tributários e a rentabilidade do Banco, o Tesouro Nacional e o Bacen podem autorizar os seguintes subsídios: a) Equalização de Taxas: valor pago pelo Tesouro Nacional que representa uma receita dos bancos para a cobertura dos custos administrativos e tributários, além de garantir a taxa de rentabilidade sobre os recursos aplicados; b) Fator de Ponderação: é um multiplicador adotado pelo Governo Federal para aplicação dos recursos originários de depósitos à vista e poupança rural. Por meio desse mecanismo, os bancos são autorizados a cumprir uma menor taxa de exigibilidade de aplicação de recursos em crédito rural, possibilitando que o montante liberado seja investido em operações a taxas de mercado, com objetivo de compensar o diferencial de rentabilidade decorrente da baixa taxa de juros paga pelo tomador final nas operações do crédito rural incentivadas pelo governo. O mecanismo do fator de ponderação reduz as receitas dos bancos com a equalização de taxas, mas permite o aumento das receitas financeiras, pois o resultado gerado pela instituição financeira na aplicação dos recursos liberados à taxa de mercado reduz a quantidade de recursos que o governo tem que equalizar e faz a compensação proporcional na rentabilidade. No Banco do Brasil, os recursos liberados para o caixa são aplicados à remuneração TMS. A tabela a seguir mostra o histórico do recebimento de receitas a título de equalização de taxas e fator de ponderação. Tabela 54. Receitas de Equalização e Fator de Ponderação Saldos hões 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Receitas de Equalização Fator de Ponderação Total A tabela a seguir evidencia a distribuição dos recursos equalizáveis da carteira de agronegócios do BB. 47
49 Capítulo 3 Crédito Tabela 55. Recursos Equalizáveis da Carteira de Agronegócios Saldos hões Dez/11 Set/12 Dez/12 Carteira de Crédito Classificada Recursos Equalizáveis Custeio Investimento Comercialização Recursos Não-Equalizáveis Cédula de Produto Rural e Garantias Carteira de Crédito Ampliada Em sua atuação no financiamento do agronegócio brasileiro, o Banco do Brasil atinge todos os segmentos, desde o pequeno produtor às empresas agroindustriais. A tabela seguinte mostra o comparativo do desembolso da safra 2012/13 com a de 2011/12, detalhando a finalidade do crédito e sua destinação. Tabela 56. Desembolsos por Finalidade do Crédito Rural Julho a Dezembro hões Safra 11/12 (A) Safra 12/13 (B) Var. (%) (B/A) Familiar ,2 Custeio ,7 Investimento ,9 Empresarial ,6 Custeio ,7 Investimento ,9 Comercialização ,3 Total ,5 A tabela seguinte mostra a utilização de mitigadores de risco na contratação de operações de custeio agrícola da safra 2012/2013. Tabela 57. Distribuição de Mitigadores no Custeio Agrícola Julho a Dezembro Contratação hões Safra 10/11 Part. % Safra 11/12 Part. % Safra 12/13 Part. % Custeio Agrícola , , ,0 Total com Mitigador , , ,0 Proagro , , ,2 Seguro Agrícola , , ,8 Proteção de Preço 616 6, , ,9 Sem Mitigador , , ,0 Desde a safra 2006/07 o Banco do Brasil passou a exigir de forma conjugada a contratação de proteção contra intempéries climáticas (Seguro Agrícola ou Proagro) nas operações de custeio agrícola. Desde então, a estratégia vem sendo mantida e aperfeiçoada a cada nova safra, inclusive a oferta massificada de opções a partir da safra 2009/10. A estratégia de mitigação leva em consideração diversas informações das operações demandadas pelos clientes, tais como risco do cliente, cultura a ser financiada, local do financiamento. Essas informações permitem direcionar o mecanismo de proteção (Seguro Agrícola/Proagro ou Opções) mais adequado ao perfil de risco de cada operação. Os mitigadores do custeio agrícola estão concentrados nas culturas de soja e milho, que têm maior contratação na região sul. A tabela abaixo mostra o percentual de mitigadores por região. 48
50 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 58. Mitigadores do Custeio Agrícola por Região Julho a Dezembro Mitigadores por Região - %¹ Safra 10/11 Safra 11/12 Safra 12/13 Norte 49,4 39,6 36,7 Nordeste 66,3 47,1 40,5 Centro-Oeste 43,9 38,9 31,5 Sudeste 29,2 30,9 33,9 Sul 76,0 74,2 72,3 1 Não inclui proteção de preço. Os riscos assumidos em decorrência da contratação de Seguro Agrícola, na Safra 2012/2013, não ficam restritos ao Grupo Segurador BB Mapfre, pois foram firmados contratos de resseguro sobre o saldo do mitigador conforme tabela a seguir. Tabela 59. Resseguro de Mitigadores no Custeio Agrícola Resseguradoras País % IRB Re Brasil 30,0 Mapfre Re Espanha 15,0 Munich Re Alemanha 13,5 Sw iss Re Suíça 12,2 Scor Re Suíça 10,1 BB Mapfre Brasil 10,0 Partner Re Suíça 5,6 Hannover Alemanha 2,9 R+Versicherun Alemanha 0,7 Total 100,0 Figura 11. Percentual das Operações Contratadas com Mitigadores de Risco Julho a Dezembro Safra 2010/2011 Safra 2011/2012 Safra 2012/ ,8 61,2 43,2 56,8 47,0 53,0 Custeio Agrícola com mitigadores Custeio Agrícola sem mitigadores Detalhamentos de preço e custo das culturas de milho e soja no histórico das últimas safras são apresentados na próxima figura. A margem é representada pelo percentual das receitas líquidas versus custos envolvidos em cada cultura, ou seja, a parte destinada ao produtor. Os valores de preço e custo das culturas têm como referência o estado do Paraná, utilizando-se os principais municípios para a confecção de média proporcional. 49
51 R$ / Kg R$ / Kg Capítulo 3 Crédito Figura 12. Relação Preço/Custo de Soja e Milho Margem % - Soja Evolução Preço e Custo - Soja 0,92 0,76 0,69 0,75 47,1 34,8 53,5 57,6 62,1 0,40 0,54 0,35 0,32 0,32 0,35 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13 Preço Custo Margem % - Milho Evolução Preço e Custo - Milho 55,7 48,4 46,9 0,27 0,23 0,39 0,37 0,41 24,0 22,4 0,21 0,18 0,17 0,19 0,22 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13 Preço Custo Fonte: Banco do Brasil BOMPRATODOS Lançado em 4 de abril, o BOMPRATODOS inclui um conjunto de medidas que aliam assessoria financeira, redução dos juros nas principais linhas voltadas para clientes pessoas físicas e micro e pequenas empresas, além do aprimoramento do relacionamento com o cliente. Adicionalmente, essas medidas estimulam o uso consciente do crédito e contribuem para a manutenção da inadimplência em níveis abaixo da média de mercado. As figuras a seguir mostram a evolução das principais linhas oferecidas aos clientes PF no escopo do BOMPRATODOS. Nas linhas tradicionais, consignado e CDC, o programa permitiu que o banco mantivesse trajetória de crescimento, fortalecendo o bom posicionamento do BB nesses segmentos. Figura 13. BOMPRATODOS - Principais Linhas Crédito PF hões Consignado INSS¹ CDC Salário Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 50
52 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Veículos BB Crediário Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 1 Não considera crédito adquirido. O gráfico a seguir mostra que a inadimplência superior a 90 dias (Inad90) da carteira orgânica de veículos do Banco do Brasil é inferior à registrada pelo SFN. Além disso, a abertura dessa carteira por nível de risco indica que 94,4% dessas operações estão concentradas entre os níveis AA-C, com melhora de 20 pontos base no trimestre. Figura 14. Carteira Orgânica de Veículos - INAD90 e Nível de Risco Inad 90 Veículos - BB vs SFN Carteira de Veículos por Nível de Risco 5,0 5,7 6,0 6,0 5,3 10,0 5,8 5,6 2,2 2,1 1,4 0,9 0,9 90,0 94,2 94,4 Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 BB SFN Dez/11 Set/12 Dez/12 AA-C D-H A evolução do saldo das operações de capital de giro para micro e pequenas empresas podem ser visualizadas no gráfico a seguir. Essas operações tiveram crescimento de 11,7% na comparação trimestral, totalizando saldo de R$ 61,0 bilhões em Dezembro/12, impactado positivamente pelo programa BOMPRATODOS que agregou volume e aprimorou o relacionamento com o cliente MPE. Figura 15. Capital de Giro MPE hões Capital de Giro Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 51
53 Capítulo 3 Crédito 3.2. Risco de Crédito Todas as segmentações da carteira de crédito nesta seção referem-se à carteira classificada (Resolução CMN 2.682/99), exceto se indicado de outra forma. As despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) aumentaram 25,7% em relação ao 4T11, variação compatível ao crescimento de 24,3% da carteira de crédito no mesmo período. Tabela 60. Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito Classificada Saldos Var. % hões 4T11 1T12¹ 2T12 3T12 4T12 s/4t11 s/3t12 (A) Despesas de PCLD - Trimestral (2.892) (3.576) (3.677) (3.764) (3.636) 25,7 (3,4) (B) Despesas de PCLD - 12 meses (11.827) (12.773) (13.403) (13.907) (14.651) 23,9 5,3 (C) Carteira de Crédito Classificada ,3 9,3 (D) Média da Carteira - 3 meses ,3 8,2 (E) Média da Carteira - 12 meses ,0 5,4 Despesas sobre Carteira (A/D) - % 0,70 0,84 0,82 0,80 0,72 Despesas sobre Carteira (B/E) - % 3,08 3,21 3,22 3,19 3, Com objetivo de manter a comparabilidade dos períodos, o saldo da carteira divulgado em março/12 foi revisado segundo critérios gerenciais a fim de consolidar as carteiras adquiridas, conforme Res. CMN 3.533/08. Caso fossem desconsideradas as operações do Banco Votorantim, a carteira de crédito classificada do BB cresceria 10,1% na comparação Dez-12/Set-12, percentual superior ao aumento das respectivas despesas de PCLD no período (0,2%). Tabela 61. Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito Classificada BB e BB sem BV Saldos Var. % hões 4T11 1T12¹ 2T12 3T12 4T12 s/4t11 s/3t12 Despesas de PCLD Trimestral - BB (2.892) (3.576) (3.677) (3.764) (3.636) 25,7 (3,4) Despesas de PCLD Trimestral - BB sem BV (A) (2.343) (2.782) (2.958) (3.098) (3.103) 32,4 0,2 Carteira de Crédito Classificada - BB ,3 9,3 Carteira de Crédito Classificada - BB sem BV (B) ,3 10,1 Despesa de PCLD/Carteira de Crédito (A/B) - % 0,60 0,69 0,69 0,69 0, Com objetivo de manter a comparabilidade dos períodos, o saldo da carteira divulgado em março/12 foi revisado segundo critérios gerenciais a fim de consolidar as carteiras adquiridas, conforme Res. CMN 3.533/08. Na figura a seguir, a PCLD é detalhada segregando as provisões mínimas exigidas pela Resolução CMN nº 2.682/99 do total contabilizado. Em dez/12, a provisão total apresentou aumento de 11,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e redução de 0,3% frente ao registrado em set/12. Figura 16. Provisão de Crédito Carteira de Crédito Classificada hões Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Provisão Requerida Provisão Adicional 52
54 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Os principais indicadores de atraso e provisão são apresentados nas tabelas a seguir. Tabela 62. Índices de Atraso da Carteira Classificada hões 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Carteira de Crédito Classificada¹ Operações Vencidas + 15 dias Op. Vencidas + 15 dias/carteira de Crédito - % 3,63 3,93 3,65 3,70 3,29 Operações Vencidas + 60 dias Op. Vencidas + 60 dias/carteira de Crédito - % 2,49 2,64 2,56 2,57 2,38 Op. Vencidas dias/carteira de Crédito - % 1,14 1,29 1,09 1,13 0,91 Op. Vencidas + 90 dias Op. Vencidas + 90 dias/carteira de Crédito - % 2,16 2,22 2,19 2,19 2,05 Op. Vencidas dias/carteira de Crédito - % 1,47 1,72 1,46 1,52 1,24 Op. Vencidas + 90 dias/carteira de Crédito - SFN - % 3,60 3,74 3,78 3,77 3,64 Baixa para Prejuízo Recuperação (851) (750) (1.109) (813) (1.076) Recuperação/Baixa para Prejuízo - % 34,7 24,7 41,0 28,9 33,3 Saldo Perda Saldo Perda/Carteira de Crédito - anualizado - % 1,53 2,13 1,40 1,68 1,65 Provisão Provisão/Carteira de Crédito - % 4,5 4,5 4,4 4,4 4,0 Provisão/Op. Vencidas + 15 dias - % 123,7 115,3 121,3 119,6 122,6 Provisão/Op. Vencidas + 60 dias - % 180,4 171,6 172,6 172,0 169,8 Provisão/Op. Vencidas + 90 dias - % 207,6 204,4 202,1 202,5 196,5 1 - Com objetivo de manter a comparabilidade dos períodos, o saldo da carteira divulgado em março/12 foi revisado segundo critérios gerenciais a fim de consolidar as carteiras adquiridas, conforme Res. CMN 3.533/08. O indicador de inadimplência do BB acima de 90 dias (Inad90) encerrou dezembro/12 em 2,05%, redução de 14 pontos base no comparativo com set/12 e 11 pontos base na comparação com o mesmo período do ano anterior. O Inad90 do BB permanece inferior ao observado no SFN que alcançou 3,64% em dez/12, elevação de 4 pontos base na comparação anual. Observa-se na figura a seguir que a evolução do Inad90 do Banco do Brasil historicamente apresenta-se em patamar inferior ao registrado pelo SFN. Figura 17. Inadimplência Acima de 90 Dias BB x SFN -% 3,14 3,64 2,77 2, Op. Vencidas + 90 dias/carteira de Crédito - SFN Op. Vencidas + 90 dias/carteira de Crédito - BB 53
55 Capítulo 3 Crédito Tabela 63. Índice de Atraso +90 Dias da Carteira Classificada BB e BB sem BV % Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Op. Vencidas + 90 dias/carteira de Crédito - BB 2,16 2,22 2,19 2,19 2,05 Op. Vencidas + 90 dias/carteira de Crédito - BB sem BV 1,81 1,78 1,77 1,81 1,77 Provisão/Op. Vencidas + 90 dias - BB 207,64 204,43 202,12 202,55 196,46 Provisão/Op. Vencidas + 90 dias - BB sem BV 244,31 245,03 238,08 232,15 217,26 A tabela a seguir mostra que o risco médio da carteira do BB apresentou redução em relação ao observado no mesmo período do ano passado e também frente ao trimestre imediatamente anterior. O indicador do Banco segue bem abaixo do registrado pelo SFN. Tabela 64. Risco Médio da Carteira Classificada¹ % Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Risco Médio BB 4,1 4,1 4,1 4,1 3,8 Risco Médio SFN 5,7 5,7 5,7 5,8 5,5 1 - Provisão exigida/carteira total Carteira Total A carteira total do BB apresenta níveis de risco melhores do que os observados no SFN nessa mesma classificação. As operações do BB classificadas nos níveis de risco de AA-C representaram 94,5% do total em dez/12, contra 92,4% registrado no SFN. Tabela 65. Carteira de Crédito Classificada por Nível de Risco Dez/11 Set/12 Dez/12 hões Saldo Provisão Part. % Saldo Provisão Part. % Saldo Provisão Part. % SFN¹ AA , , ,1 23,5 A , , ,9 42,0 B , , ,8 17,4 C , , ,7 9,6 D , , ,7 2,3 E , , ,7 0,9 F , , ,3 0,7 G , , ,4 0,6 H , , ,3 3,1 Total , , ,0 100,0 AA-C , , ,5 92,4 D-H , , ,5 7,6 1 - Dados preliminares de dezembro/ Carteira de Crédito Pessoa Física Nas tabelas a seguir, a carteira de crédito pessoa física e a respectiva movimentação da PCLD são apresentadas sem considerar as operações da parceria realizada com o BV, ou seja, corresponde a carteira de crédito pessoa física orgânica acrescida da carteira adquirida. As operações classificadas com nível de risco AA-C representaram 92,2% do total em dez/12, acréscimo de 50 pontos base em relação ao trimestre anterior e 110 pontos base sobre dez/11. 54
56 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 66. Carteira de Crédito Classificada PF por Nível de Risco sem BV Dez/11 Set/12 Dez/12 hões Saldo Provisão Part. % Saldo Provisão Part. % Saldo Provisão Part. % AA 648-0, , ,0 A , , ,1 B , , ,2 C , , ,8 D , , ,1 E , , ,9 F , , ,4 G , , ,5 H , , ,0 Total , , ,0 AA-C , , ,2 D-H , , ,8 Tabela 67. Movimentação da PCLD da Carteira de Crédito Classificada PF sem BV hões 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Carteira de Crédito Classificada PF Provisão Inicial Migração de Risco a) Piora de Risco b) Melhora de Risco (603) (448) (500) (500) (606) 2 - Contratações Perdas (1.040) (1.201) (1.040) (1.029) (1.118) Total ( ) Outros Impactos¹ (182) (162) (158) (316) (227) Provisão Final Provisão Exigida pela Res. CMN Fluxo da Provisão - hões a) Provisão Adicional b) Despesas de Provisão Provisão / Carteira - % 6,8 6,8 6,5 6,3 5,9 Fluxo da Provisão / Carteira - % 1,0 1,1 1,0 0,9 0,9 Op. Vencidas +15 dias/carteira 4,9 5,2 4,9 4,7 4,2 Op. Vencidas +90 dias/carteira 3,1 2,9 2,8 2,8 2,6 1 - Amortização, liquidação, liberação de parcelas e débito de encargos. Acompanhamento por Safras Nos gráficos seguintes é apresentado o acompanhamento por safras da inadimplência da carteira de crédito de pessoas físicas. Essa metodologia, conhecida no exterior por Vintage, proporciona um detalhamento maior e mais próximo da carteira do que os indicadores tradicionais. O acompanhamento por safras permite avaliar, ao longo do tempo, como se comporta a inadimplência do conjunto de operações contratadas em determinado período. Para inadimplência, consideram-se as operações vencidas há mais de 90 dias e, para apuração da Carteira de Crédito Pessoa Física as operações de Cheque Especial e Cartão de Crédito não são contabilizadas. O acompanhamento demonstra como as operações contratadas mais recentemente apresentam uma curva de inadimplência mais favorável do que aquelas contratadas no início do acompanhamento. Esse resultado espelha o aperfeiçoamento constante nos modelos de análise, concessão e acompanhamento do crédito. As inflexões apresentadas nas curvas da figura referem-se às cessões de créditos. O gráfico a seguir apresenta a Vintage PF na visão trimestral. As linhas mostram como se comportou a inadimplência das operações contratadas em cada trimestre, nos períodos subsequentes. As linhas mais longas, portanto, referem-se ao período de acompanhamento mais antigo. 55
57 Capítulo 3 Crédito Figura 18. Vintage Trimestral O segundo gráfico traz o acompanhamento de safras na periodicidade anual, facilitando a visualização e a interpretação dos dados. Figura 19. Vintage Anual No gráfico a seguir é apresentado o detalhamento da carteira própria de financiamento de veículos na visão anual. 56
58 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Figura 20. Vintage Anual Carteira Própria de Financiamento de Veículos Carteira de Crédito Pessoa Jurídica Nas tabelas a seguir, a carteira de crédito pessoa jurídica e a respectiva movimentação da PCLD são apresentadas sem considerar as operações da parceria realizada com o BV. A participação das operações classificadas nos níveis de risco de AA-C alcançou 95,2% do total da carteira em dez/12. Tabela 68. Carteira de Crédito Classificada PJ por Nível de Risco sem BV Dez/11 Set/12 Dez/12 hões Saldo Provisão Part. % Saldo Provisão Part. % Saldo Provisão Part. % AA , , ,0 A , , ,4 B , , ,1 C , , ,7 D , , ,2 E , , ,7 F , , ,4 G , , ,5 H , , ,0 Total , , ,0 AA-C , , ,2 D-H , , ,8 57
59 Capítulo 3 Crédito Tabela 69. Movimentação da PCLD da Carteira de Crédito Classificada PJ sem BV hões 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Carteira de Crédito Classificada PJ Provisão Inicial Migração de Risco a) Piora de Risco b) Melhora de Risco (203) (301) (284) (188) (334) 2 - Contratações Perdas (860) (1.123) (879) (1.047) (1.218) Total ( ) Outros Impactos¹ (81) (92) (105) (82) (153) Provisão Final Provisão Exigida pela Res. CMN Fluxo da Provisão - hões a) Provisão Adicional b) Despesas de Provisão Provisão / Carteira - % 3,1 3,2 3,2 3,4 3,3 Fluxo da Provisão / Carteira - % 0,8 0,8 0,8 0,9 0,8 Op. Vencidas +15 dias/carteira 3,0 3,4 3,2 3,6 3,2 Op. Vencidas + 90 dias/carteira 1,9 2,0 2,1 2,3 2,2 1 - Amortização, liquidação, liberação de parcelas e débito de encargos Carteira de Agronegócios Na tabela a seguir é apresentada a carteira de crédito classificada de agronegócios por nível de risco. Tabela 70. Carteira de Crédito Classificada de Agronegócios por Nível de Risco Dez/11 Set/12 Dez/12 hões Saldo Provisão Part. % Saldo Provisão Part. % Saldo Provisão Part. % AA , , ,6 A , , ,3 B , , ,4 C , , ,9 D , , ,4 E , , ,7 F , , ,2 G , , ,2 H , , ,2 Total , , ,0 AA-C , , ,2 D-H , , ,8 As próximas tabelas apresentam a carteira de crédito classificada de agronegócios pessoa física por nível de risco e a movimentação da PCLD relativa a tais operações. 58
60 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 71. Carteira de Crédito Classificada de Agronegócios PF por Nível de Risco Dez/11 Set/12 Dez/12 hões Saldo Provisão Part. % Saldo Provisão Part. % Saldo Provisão Part. % AA , , ,7 A , , ,0 B , , ,3 C , , ,9 D , , ,0 E , , ,9 F , , ,3 G , , ,3 H , , ,7 Total , , ,0 AA-C , , ,9 D-H , , ,1 Tabela 72. Movimentação da PCLD Carteira de Crédito Classificada de Agronegócios PF hões 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Cart. de Créd. Classificada de Agro. PF Provisão Inicial Migração de Risco a) Piora de Risco b) Melhora de Risco (374) (227) (245) (256) (343) 2 - Contratações Perdas (269) (285) (196) (138) (184) Total ( ) (104) Outros Impactos¹ (88) (21) (47) (150) (82) Provisão Final Provisão Exigida pela Res. CMN Fluxo da Provisão - hões a) Provisão Adicional b) Despesas de Provisão Provisão / Carteira - % 4,5 4,3 4,1 4,0 3,6 Fluxo da Provisão / Carteira - % 0,1 0,5 0,4 0,2 0,3 1 - Amortização, liquidação, liberação de parcelas e débito de encargos. As tabelas a seguir apresentam a carteira de crédito classificada de agronegócios pessoa jurídica por nível de risco e a respectiva movimentação da PCLD. Tabela 73. Carteira de Crédito Classificada de Agronegócios PJ por Nível de Risco Dez/11 Set/12 Dez/12 hões Saldo Provisão Part. % Saldo Provisão Part. % Saldo Provisão Part. % AA , , ,3 A , , ,1 B , , ,5 C , , ,5 D , , ,1 E , , ,2 F , , ,0 G , , ,0 H , , ,2 Total , , ,0 AA-C , , ,3 D-H , , ,7 59
61 Capítulo 3 Crédito Tabela 74. Movimentação da PCLD Carteira de Crédito Classificada de Agronegócios PJ hões 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Cart. de Créd. Classificada de Agro. PJ Provisão Inicial Migração de Risco a) Piora de Risco b) Melhora de Risco (24) (23) (25) (32) (47) 2 - Contratações Perdas (5) (67) (23) (3) (10) Total ( ) 50 (25) Outros Impactos¹ (25) (24) (19) (32) (49) Provisão Final Provisão Exigida pela Res. CMN Fluxo da Provisão - hões (2) (8) a) Provisão Adicional b) Despesas de Provisão (2) (8) Provisão / Carteira - % 1,1 0,9 1,0 0,9 0,9 Fluxo da Provisão / Carteira - % 0,1 0,1 0,1 (0,0) (0,0) 1 - Amortização, liquidação, liberação de parcelas e débito de encargos. O risco médio da carteira é influenciado pelas operações das safras de 2005 a 2007 prorrogadas, com saldo total de R$ milhões em dez/12. A Resolução CMN 2.682/99 que disciplina a classificação de risco e constituição de provisão para créditos de liquidação duvidosa estabelece a manutenção do risco das operações renegociadas no nível de risco observado à época da renegociação. Em função desta regra as operações renegociadas majoram o risco médio da carteira de crédito. Na tabela a seguir, a carteira de crédito classificada do agronegócio é segregada em operações não prorrogadas e prorrogadas. Verifica-se que as operações em atraso acima de 90 dias (risco BB) representam 0,4% da carteira total não prorrogada em dez/12, enquanto que esse mesmo indicador para as operações prorrogadas alcançou 3,9%. Tabela 75. Operações Prorrogadas e Não Prorrogadas do Agronegócio Operações Não-Prorrogadas Operações Prorrogadas hões Saldo Provisão Atraso 90¹ Saldo Provisão Atraso 90¹ AA A (0) B C D E F G H Total AA-C D-H As operações em atraso no nível AA referem-se a crédito com risco de terceiros. Na tabela seguinte são apresentados os saldos, índice de inadimplência 90 dias e risco médio da carteira classificada de agronegócio segmentada em carteira total, prorrogada e não prorrogada. A relação entre as provisões requeridas (Resolução CMN 2.682/99) e o saldo de operações apresentou melhora de 30 pontos base em relação a set/12 e de 60 pontos base sobre igual período do ano anterior. Simulação realizada com as operações não prorrogadas risco BB, retirando-se o efeito arrasto provocado pelas operações prorrogadas, indica manutenção do risco médio em dez/12 em 0,39%. 60
62 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 76. Índices de Atraso da Carteira Classificada de Agronegócios hões Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Carteira de Crédito Classificada Provisão Operações Vencidas + 90 dias Op. Vencidas + 90 dias/carteira de Crédito - %¹ 0,7 0,6 0,5 0,5 0,6 Provisão/Carteira do Crédito - % 3,3 3,1 3,1 3,0 2,7 Baixa para prejuízo Op. não prorrogadas - Risco BB + Terceiros Provisão Operações Vencidas + 90 dias Op. Vencidas + 90 dias/operações não Prorrogadas - % 0,4 0,4 0,4 0,4 0,4 Provisão/Operações não prorrogadas - % 2,0 2,0 2,1 2,1 2,0 Baixa para prejuízo Op. prorrogadas - Risco BB + Terceiros Provisão Operações Vencidas + 90 dias Op. Vencidas + 90 dias/operações Prorrogadas - % 5,8 3,6 1,9 1,7 4,1 Provisão/Operações prorrogadas - % 21,7 20,2 19,8 18,6 16,7 Baixa para prejuízo Simulação Op. não pror. sem efeito arrasto das pror. a - Risco BB + Terceiros b - Provisão Risco médio (b/a) 0,31 0,37 0,37 0,35 0,39 c - Risco BB d - Provisão Risco médio (d/c) 0,31 0,37 0,37 0,35 0, No cálculo do índice foi computado o atraso proveniente de operações com risco de terceiros Carteira de Crédito no Exterior e BV As tabelas a seguir demonstram as Carteiras Externa e do BV por nível de risco, respectivamente. Tabela 77. Carteira de Crédito Classificada no Exterior por Nível de Risco Dez/11 Set/12 Dez/12 hões Saldo Provisão Part. % Saldo Provisão Part. % Saldo Provisão Part. % AA , , ,7 A , , ,4 B , , ,3 C , , ,3 D , , ,2 E , , ,0 F 3 2 0, , ,0 G 4 3 0, , ,0 H , , ,1 Total , , ,0 AA-C , , ,6 D-H , , ,4 Na carteira BV, a participação das operações classificadas nos níveis de risco de AA-C alcançou 89,3% do total da carteira em dez/12, evolução de 80 pontos base no comparativo com o trimestre anterior. 61
63 Capítulo 3 Crédito Tabela 78. Carteira de Crédito Classificada Banco Votorantim (50%) Dez/11 Set/12 Dez/12 hões Saldo Provisão Part. % Saldo Provisão Part. % Saldo Provisão Part. % AA , , ,1 A , , ,8 B , , ,0 C , , ,4 D , , ,4 E , , ,8 F , , ,8 G , , ,9 H , , ,7 Total , , ,0 AA-C , , ,3 D-H , , , Carteira de Crédito Renegociada Na tabela a seguir é apresentada a carteira de crédito renegociada. O saldo dessa carteira inclui a participação no BV e, por outro lado, não contempla as operações prorrogadas da carteira de agronegócio, abordadas na seção deste Relatório. A seguir estão descritas as definições das principais linhas constantes da tabela: a) Créditos Renegociados: saldo renegociado das operações de crédito no período, vincendas ou em atraso; b) Renegociados por Atraso: créditos renegociados no período para composição de dívidas em virtude de atraso no pagamento; c) Renovados: créditos renegociados de operações não vencidas para liquidação parcial ou integral de operação anterior ou qualquer outro tipo de acordo que implique alteração nos prazos de vencimento ou nas condições de pagamento originalmente pactuadas. Tabela 79. Carteira de Crédito Renegociada hões 4T11 3T12 4T12 Créditos Renegociados Renegociados por Atraso Renovados Créditos Renegociados por Atraso - Movimentação Saldo Inicial Contratações Recebimento e Apropriação de Juros (222) Baixas para Prejuízo (432) (299) (395) Saldo Final¹ Créditos Renegociados por Atraso - Saldo da Provisão Créditos Renegociados por Atraso - Inadimplência + 90 dias Indicadores - % Provisão/Carteira 65,0 64,8 62,7 Inadimplência + 90 dias/carteira 15,8 16,0 15,3 Índice de Cobertura 411,3 406,2 408,6 1 - Inclui o montante de créditos rurais renegociados com saldo de R$ 24,6 milhões em dezembro de 2012 (R$ 22,5 milhões em dez/2011). 62
64 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Concentração Tabela Maiores Tomadores Período 1º Cliente (%) Saldo 2º ao 20º (%) Saldo 21º ao 100º (%) Saldo 100 maiores (%) Saldo Mar/11 2, , , , Jun/11 2, , , , Set/11 2, , , , Dez/11 2, , , , Mar/12 2, , , , Jun/12 1, , , , Set/12 1, , , , Dez/12 1, , , , Tabela Maiores Tomadores em relação ao PR Período 1º Cliente (%) Saldo 2º ao 20º (%) Saldo 21º ao 100º (%) Saldo 100 maiores (%) Saldo Mar/11 15, , , , Jun/11 12, , , , Set/11 13, , , , Dez/11 11, , , , Mar/12 11, , , , Jun/12 10, , , , Set/12 9, , , , Dez/12 8, , , ,
65 Capítulo 3 Crédito Tabela 82. Concentração da Carteira de Crédito por Macrossetor hões Saldo Var. % Macrossetor¹ Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Metalurgia e Siderurgia , , ,1 25,4 6,5 Construção Civil , , ,8 34,1 9,2 Alimentos de Origem Vegetal , , ,0 17,1 (1,1) Petroleiro , , ,4 2,9 1,8 Energia Elétrica , , ,6 31,2 9,7 Serviços , , ,0 3,1 (8,9) Automotivo , , ,6 26,0 11,0 Transportes , , ,0 30,6 10,8 Comércio Varejista , , ,5 20,4 10,2 Alimentos de Origem Animal , , ,8 14,2 9,8 Eletroeletrônico , , ,5 31,0 12,1 Têxtil e Confecções , , ,4 19,6 5,8 Papel e Celulose , , ,7 35,6 9,6 Administração Pública ,7 - - Insumos Agrícolas , , ,5 33,3 11,4 Telecomunicações , , ,6 24,1 6,7 Químico , , ,1 19,4 9,7 Madeireiro e Moveleiro , , ,9 21,0 9,1 Comércio Atacadista e Ind. Diversas , , ,7 35,2 14,3 Bebidas , , ,8 16,0 7,6 Couro e Calçados , , ,8 17,6 6,5 Demais Atividades , , ,5 137,7 17,8 Total , , ,0 31,1 10,1 Carteira de Crédito Interna Carteira de Crédito Externa Garantias TVM Total Não inclui as operações do Banco Votorantim. 64
66 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Liquidez Os ativos totais cresceram 17,2% na comparação em doze meses, com destaque para a evolução das operações de crédito. Tabela 83. Composição dos Ativos Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Ativos Totais , , ,0 17,2 4,2 Ativos de Liquidez , , ,2 20,7 1,7 Disponibilidades , , ,1 22,7 (15,1) Aplicações Interfinaceiras , , ,1 31,9 2,2 TVM (exceto vinculado ao Bacen) , , ,0 9,6 2,4 Outros Ativos , , ,8 15,4 5,7 Crédito Tributário , , ,2 9,8 (3,9) Operações de Crédito , , ,8 23,9 10,0 Demais , , ,8 2,1 (0,8) Tabela 84. Composição dos Passivos Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Passivos Totais , , ,0 17,2 4,2 Passivos de Liquidez , , ,1 15,6 5,3 Depósitos Interfinanceiros , , ,4 14,7 5,3 Captações no Mercado Aberto , , ,6 15,7 5,3 Outros Passivos , , ,9 17,7 3,9 Depósitos de Poupança , , ,2 17,6 5,0 Depósitos a Prazo , , ,9 (1,1) (8,3) Depósitos Judiciais , , ,5 11,2 1,6 Letras de Crédito do Agronegócio , , ,0 358,2 49,1 Demais , , ,8 30,0 11,1 Tabela 85. Carteira de Títulos por Categoria Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Títulos e Valores Mobiliários , , ,0 9,6 2,4 Títulos Disponíveis p/ Negociação , , ,5 18,1 10,0 Títulos Disponíveis p/ Venda , , ,7 7,8 1,0 Títulos Mantidos até o Vencimento , , ,0 (15,0) (20,4) Instrumentos Financ. Derivativos , , ,8 1,3 (9,0) Tabela 86. Carteira de Títulos por Prazo - Valor de Mercado Até 1 ano 1 a 5 anos 5 a 10 anos Acima de 10 anos hões Saldo Part. % Saldo Part. % Saldo Part. % Saldo Part. % Mar/ ,3% ,4% ,9% ,4% Jun/ ,8% ,6% ,8% ,8% Set/ ,1% ,7% ,5% ,8% Dez/ ,2% ,6% ,3% ,0% Mar/ ,5% ,6% ,6% ,3% Jun/ ,9% ,0% ,7% ,4% Set/ ,7% ,9% ,8% ,5% Dez/ ,8% ,7% ,8% ,7% Total A tabela seguinte apresenta o Saldo de Liquidez, diferença entre os Ativos e Passivos de Liquidez. 65
67 Capítulo 5 Captações Tabela 87. Saldo da Liquidez Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Ativos de Liquidez (A) , , ,0 20,7 1,7 Disponibilidades , , ,0 22,7 (15,1) Aplicações Interfinanceiras , , ,7 31,9 2,2 TVM (exceto vincul. ao Bacen) , , ,3 9,6 2,4 Passivos de Liquidez (B) , , ,0 15,6 5,3 Depósitos Interfinanceiros , , ,8 14,7 5,3 Captações no Mercado Aberto , , ,2 15,7 5,3 Saldo da Liquidez (A-B) ,7 (3,0) 66
68 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Captações Em 2012, as captações do Banco do Brasil no mercado registraram R$ 741,8 bilhões, evolução de 13,5% nos últimos doze meses. Destaque para o crescimento das Letras de Crédito do Agronegócio em detrimento aos Depósitos a Prazo, refletindo a estratégia de diversificação do funding. Tabela 88. Captações de Mercado Saldos Var. % hões Dez/11 Part.% Set/12 Part.% Dez/12 Part.% s/dez/11 s/set/12 Depósitos à Vista , , ,1 20,5 21,6 Depósitos de Poupança , , ,9 17,6 5,0 Depósitos Interfinanceiros , , ,2 14,7 5,3 Depósitos a Prazo , , ,5 (1,1) (8,3) Depósitos Judiciais , , ,6 11,2 1,6 Captações no Mercado Aberto , , ,4 15,7 5,3 Letras de Crédito do Agronegócio , , ,6 358,2 49,1 Demais Letras Bancárias¹ , , ,3 13,8 3,9 TOTAL , , ,0 13,5 2,6 1 - Inclui Letras de Crédito Imobiliário, Letras Financeiras e Debêntures (Nota Explicativa 19). A seguir são apresentadas as participações do Banco do Brasil nas captações de mercado do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Figura 21. Participação de Mercado das Captações do BB R$ bilhões 33,4 33,5 59,6 61,1 31,2 31,6 32,0 31,5 32,0 57,6 62,0 60,7 60,6 61,5 74,8 23,5 22,9 23,3 23,8 23,7 23,4 23,6 112,1 105,6 100,1 101,8 95,5 90,5 89,2 117,7 Mar/11 Jun/11 Set/11 Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Depósitos à Vista Part. de Mercado¹ - % Mar/11 Jun/11 Set/11 Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Depósitos de Poupança Part. de Mercado¹ - % 25,6 26,1 27,0 252,8 27,8 28,7 265,8 270,1 30,4 31,0 285,8 286,8 263,0 24,6 25,0 25,1 25,6 25,1 25,4 25,4 690,5 697,9 589,0 614,2 637,6 646,7 661,5 561,3 234,2 219,0 Mar/11 Jun/11 Set/11 Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Depósitos a Prazo Part. de Mercado¹ - % Mar/11 Jun/11 Set/11 Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Captações de Mercado² Part. de Mercado¹ - % 1 - As informações sobre participação de mercado no SFN são provenientes do relatório 50 Maiores bancos do Banco Central. Posição: Set/12; 2 - Considera depósitos totais e captações no mercado aberto. O montante captado pelo Banco do Brasil no exterior alcançou US$ 45,0 bilhões ao final de dezembro/2012, acréscimo de em 6,4% em relação a setembro e 30,1% sobre dezembro/2011. No 4T12, a expansão das captações do Banco do Brasil em outros países foi liderada pelas operações de emissões e certificados de depósitos, que registraram incremento de US$ 2,2 bilhões em relação ao trimestre anterior, com evolução de 14,2%. 67
69 Capítulo 5 Captações As operações do Banco Patagonia, que representam 9,6% da carteira total de captações no exterior, registraram saldos de US$ 2,5 bilhões na Pessoa Jurídica, US$ 1,3 bilhão na Pessoa Física, US$ 137 milhões no Interbancário, US$ 188 milhões em Emissões e US$ 218 milhões em Repo. Tabela 89. Captações no Exterior US$ milhões Saldos Var. % Modalidade¹ Dez/11 Part.% Set/12 Part.% Dez/12 Part.% s/dez/11 s/set/12 Emissões e Cert. de Depósitos² , , ,0 60,0 14,2 Interbancário , , ,3 8,9 4,0 Pessoa Jurídica , , ,8 59,6 2,5 Pessoa Física , , ,1 2,3 3,8 Repo , , ,8 (46,2) (16,4) Special 305 0, , ,1 55,8 14,4 TOTAL , , ,0 30,1 6,4 1 - As informações referentes ao Banco Patagonia e ao BB Americas (antigo Eurobank) foram incorporadas aos saldos dos produtos a partir de Jun/11 e Mar/12, respectivamente; 2 - O total de emissões considera as emissões no mercado internacional de capitais e os CDs (Certificate of Deposits). A tabela a seguir apresenta as emissões do Banco do Brasil no mercado internacional de capitais. O volume das operações vigentes no exterior soma US$ 14,8 bilhões por seus valores nominais. Tabela 90. Emissões Vigentes no Exterior Data de Emissão Volume em US$ milhões Moeda Prazo em anos Cupom (%) Frequência do Cupom Preço de Emissão Retorno p/ Investidor(%) Spread s/ Treasury Rating Estrutura 19/12/ USD 10 6,550 Trimestral 100,000 6, A/A3 Securitização 20/9/ USD 10 8,500 Semestral 99,174 8, Baa1 Subordinada Nível II 18/7/ BRL 10 9,750 Semestral 100,000 9,750 - Baa1 Sênior 6/3/ USD 6 L3M+0,55 Trimestral 100,000 L3M+0,55 - AA-/Aa3 Securitização 29/4/ USD 10 5,250 Trimestral 100,000 5,250 - A/A3 Securitização 5/9/ USD 7 L3M+1,2 Trimestral 100,000 L3M+1,20 - A/A3 Securitização 2/7/ USD 5 L6M+2,55 Semestral 98,250 L6M+2,55 - Baa1 Sênior 20/10/ USD - 8,500 Semestral 100,000 8,500 - Baa2 Perpétuo 22/1/ USD 5 4,500 Semestral 99,333 4, Baa1 Sênior 22/1/ USD 10 6,000 Semestral 99,451 6, Baa1 Sênior 29/4/ USD 5 4,500 Semestral 100,684 4, Baa1 Sênior 5/10/ USD 10 5,375 Semestral 99,361 5, Baa1 Subordinada Nível II 20/1/ EUR 5 4,500 Anual 99,453 4,625 mid-sw ap+200 Baa1 Sênior 26/5/ USD 10 5,875 Semestral 98,695 6, Baa1 Subordinada Nível II 23/11/ USD 5 3,875 Semestral 99,413 4, Baa1 Sênior 20/1/ USD - 9,250 Semestral 100,000 9, BB Perpétuo 5/3/ USD - 9,250 Semestral 108,500 8,488 - BB Perpétuo 19/6/ USD 10 5,875 Semestral 99,023 6, BB+/Baa1 Subordinada Nível II 24/9/ JPY 3 1,800 Semestral 100,000 1, BBB / Baa1 Sênior 10/10/ USD 10 3,875 Semestral 98,978 4, BBB / Baa1 Sênior 31/1/ USD - 6,250 Semestral 100,000 6, Baa1 / BBB Perpétuo Fontes e Usos Os indicadores apresentados na tabela a seguir demonstram a relação entre as fontes de captação e as aplicações dos recursos no Banco do Brasil. Em dezembro de 2012, as fontes de captação atingiram um saldo R$ 690,4 bilhões, avanço de 19,8% sobre o ano anterior. Destaque para o crescimento da linha Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) que cresceu R$ 26,6 bilhões nos últimos 12 meses. As captações via LCA tem se apresentado como uma opção de funding de baixo custo. Quanto ao uso, destaque para a linha de Títulos e Valores Mobiliários Privados, que avançou 33,5% ao final de 2012, ante o ano anterior. Entretanto, a carteira de crédito continua sendo o principal destino dos recursos captados. 68
70 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 91. Fontes e Usos Saldos Var. % hões Dez/11 Part.% Set/12 Part.% Dez/12 Part.% s/dez/11 s/set/12 Fontes , , ,0 19,8 4,0 Captações Comerciais , , ,7 14,5 1,6 Depósitos Totais , , ,4 6,7 (0,8) LCA + LCI , , ,9 358,6 48,9 Oper. Compromissadas c/ Tit. Privados 664 0, , , ,1 13,1 Obrigações por Repasses no País , , ,2 24,6 20,4 Fundos Financeiros e de Desenvolvimento , , ,7 27,1 9,0 Dívida Subordinada , , ,7 30,1 0,7 Demais Letras Bancárias¹ , , ,4 13,1 4,0 IHCD no País , ,2-1,4 Obrigações no Exterior² , , ,0 49,4 12,3 Usos , , ,0 19,8 4,0 Recursos Disponíveis , , ,3 35,0 (19,4) Compulsórios , , ,6 (14,5) (6,3) Carteira de Crédito Líquida (a) + (b) - (c) , , ,1 25,4 9,9 Carteira de Crédito Classificada (a) , , ,1 24,3 9,3 TVM Privados (b) , , ,1 33,5 11,6 Provisão para Risco de Crédito (c) (19.015) (3,3) (21.282) (3,2) (21.210) (3,1) 11,5 (0,3) Indicadores - % Carteira de Crédito Líquida / Depósitos Totais 97,2 103,1 114,3 Carteira de Crédito Líquida / Captações Comerciais 95,5 96,7 104,6 Carteira de Crédito Líquida / Fontes 74,6 73,9 78,1 1 - Inclui Letras Financeiras e Debêntures (Nota Explicativa 19); 2 - Inclui Empréstimos no Exterior, Obrigações por TVM no Exterior, Obrigações por Repasses no Exterior, Dívida Subordinada no Exterior e Instrumentos Híbridos de Capital e Divida no Exterior. O quadro abaixo mostra o custo de captação dos depósitos no BB em comparação à taxa média Selic do período. Em comparação ao 3T12 é possível notar um aumento de 140 bps nessa relação. Este aumento se deve principalmente às linhas de Depósitos de Poupança (modalidade antiga), Depósitos Judiciais e Depósitos a Prazo de Fundos e Programas que, não sendo atrelados a TMS do período, ficaram relativamente mais caros, sensibilizando o custo de captação total do Banco. Tabela 92. Principais Captações vs. Taxa Selic hões Saldo Médio 4T11 3T12 4T12 Custo % Selic Saldo Médio Custo % Selic Saldo Médio Custo % Selic Depósitos à Vista Depósitos de Poupança (1.822) 69, (1.443) 68, (1.514) 76,2 Depósitos a Prazo - Fundos e Programas (142) 61, (105) 77, (103) 86,4 Depósitos a Prazo - Depósitos Judiciais (1.684) 81, (1.750) 107, (1.718) 116,1 Depósitos a Prazo - Rede e Institucional (4.097) 88, (3.392) 92, (2.811) 90,2 Depósitos Interfinanceiros (144) 38, (137) 46, (134) 47,3 Letras de Crédito do Agronegócio (164) 88, (344) 85, (420) 81,4 Total (7.889) 68, (6.826) 75, (6.279) 77,1 Tabela 93. Segregação de Depósitos por Prazo de Exigibilidade hões Curto Prazo² Part. % Longo Prazo³ Part. % Total Total Depósitos a Prazo¹ , , Depósitos de Poupança , Depósitos à Vista , Depósitos Interfinanceiros , , Total , , Inclui os valores de R$ ,7 milhões (R$ ,5 milhões em ), relativos a depósitos a prazo com cláusula de recompra antecipada (compromisso de liquidez), considerados os prazos de vencimento originais; 2 - Com vencimento até 1 ano; 3 - Com vencimento superior a 1 ano. 69
71 Capítulo 6 Outros Componentes Patrimoniais 6 Outros Componentes Patrimoniais 6.1. Impostos Diferidos Crédito Tributário (Ativo Fiscal Diferido) O crédito tributário origina-se principalmente de diferenças intertemporais de Imposto de Renda e Contribuição Social. As diferenças intertemporais decorrem de divergências no tratamento atribuído pelas normas contábil e fiscal a determinadas despesas que compõem o lucro do período. As despesas com provisão, por serem constituídas com fundamento em perdas prováveis, são um exemplo. Elas somente poderão ser dedutíveis quando as perdas ocorrerem efetivamente. O montante de créditos tributários de diferenças intertemporais representou 89,3% do estoque em dezembro de Os créditos tributários oriundos de prejuízos fiscais de Imposto de Renda e de base negativa de Contribuição Social representam um benefício fiscal pela possibilidade de sua compensação conforme ocorra geração de lucro tributável futuro. Tabela 94. Abertura do Crédito Tributário Saldos Var. % hões Dez/11 Part.% Set/12 Part.% Dez/12 Part.% s/dez/11 s/set/12 Diferenças Intertemporais , , ,3 14,6 (3,8) PCLD , , ,1 11,6 (2,0) Provisões Passivas , , ,3 8,1 (4,7) Operações de crédito - Lei n.º 9.430/ , , ,3 31,9 2,3 Marcação a Mercado 284 1, , ,0 79,1 10,1 Outras Provisões , , ,6 3,6 (30,6) CSLL Escriturada a 18% (MP 2.158/2001) , , ,1 (18,3) (3,1) Prejuízo Fiscal / Base Negativa 175 0, ,5 86 0,3 (51,2) (33,3) Superveniência de Depreciação 616 2, , ,2 (10,9) (3,5) Total de Crédito Tributário , , ,0 9,8 (3,9) No exercício, observou-se a realização de créditos tributários no Banco Múltiplo no montante de R$ mil, correspondente a 153,64% da respectiva projeção de utilização para o período de 2012, que constava no estudo técnico elaborado em , conforme Nota Explicativa 25-e. Passivo Fiscal Diferido O passivo fiscal diferido representa o valor do tributo devido em período futuro e relacionado às receitas e ganhos tributáveis classificados como diferenças intertemporais. De forma análoga ao crédito tributário por diferença intertemporal, provém do tratamento contábil e fiscal sobre as receitas decorrentes de ajustes patrimoniais e cuja realização está condicionada no futuro. A tabela abaixo mostra a abertura do passivo fiscal diferido: Tabela 95. Abertura do Passivo Fiscal Diferido Saldos Var. % hões Dez/11 Part.% Set/12 Part.% Dez/12 Part.% s/dez/11 s/set/12 Ganhos Atuariais , , ,3 10,9 2,1 Ajuste a Valor Presente - Arrend. Mercantil , , ,4 (28,2) (12,2) Atualização de Depósitos Judiciais 357 5, , ,2 8,3 1,6 Marcação a Mercado 266 3, , ,5 27,1 (25,2) Outros 379 5, , ,5 (31,1) (65,4) Total das Obrigações Fiscais Diferidas , , ,0 4,9 (6,9) 70
72 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Ativo Atuarial Histórico O ativo atuarial do Banco do Brasil representa a parcela da patrocinadora no superávit obtido pelo Plano de Benefícios 1 (Plano 1), administrado pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil Previ e mensurado conforme determina a Deliberação CVM nº 600/2009. Seu valor é apurado periodicamente com fundamento em laudo de avaliação atuarial e sua disponibilidade é condicionada ao cumprimento dos requisitos estabelecidos em legislação e por autoridades reguladoras. O Plano 1, estabelecido sob a modalidade Benefício Definido, foi custeado pelas contribuições dos participantes, beneficiários (aposentados e pensionistas) e patrocinador (Banco do Brasil) até dezembro de 2000, à razão de 2/3 (dois terços) pelo Banco e de 1/3 (um terço) pelos participantes. A adesão de novos participantes foi encerrada em 23/12/1997. A partir de janeiro de 2001 foi implementada a contribuição paritária (50%) pelo Banco do Brasil e pelos participantes e beneficiários, visando adequação às disposições da Emenda Constitucional n. 20. Participantes do Plano 1 São participantes do Plano 1 os funcionários que detinham a condição de associado da Previ em 24/12/1997 e aqueles que foram exonerados anteriormente, mas optaram por permanecer no plano. Os participantes estão divididos em dois grupos: I) Contrato 97: grupo de participantes admitidos até 14/04/1967 que não estavam aposentados e até aquela data não reuniam condições para a aposentadoria. Foram abrangidos por contrato assinado em 24/12/1997 entre o Banco do Brasil e a Previ, no qual foi firmado o compromisso do pagamento pelo patrocinador das aposentadorias relativas ao período em que não houve a formação de reserva matemática. A partir de abril/1967, as reservas matemáticas garantidoras dos benefícios desse grupo de participantes passaram a ser integralizadas ao Plano 1; II) Admitidos entre 15/04/1967 e 23/12/1997. Em vista da situação superavitária do Plano 1, as contribuições pelos participantes e patrocinador estão suspensas desde janeiro/2007. Fundo Paridade A implementação da contribuição paritária permitiu, a partir do saldo de reservas remanescentes, a constituição do Fundo Paridade, com montante inicial de R$ 2,2 bilhões. Atualmente, o fundo é corrigido mensalmente com base na meta atuarial (INPC + 5% a.a.), e vem sendo utilizado desde janeiro de 2007 para compensar eventual desequilíbrio financeiro na relação entre Reserva a Amortizar e Amortizante Antecipada decorrente do contrato estabelecido com a Previ em 1997 (Contrato 97), o qual garantiu benefícios complementares aos participantes do Plano 1 admitidos até e que não estavam aposentados até aquela data. Tabela 96. Previ - Fundo Paridade hões 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Saldo Inicial Contribuições ao Plano 1 - Contrato 97 (20) 0 (21) 0 (17) Atualização Contr. Amortizante antecipada - Grupo Especial (1.014) Saldo Final No 4T12, BB e Previ formalizaram a integralização de reservas matemáticas garantidoras dos complementos adicionais de aposentaria referentes a participantes do Contrato 97, conforme previsto no artigo 84 do Estatuto da Previ. O montante, no valor de R$ 1,014 bilhão, calculado por atuário contratado, foi integralizado nas obrigações do Plano 1, em contrapartida à baixa parcial do Fundo Paridade, conforme Nota Explicativa
73 Capítulo 6 Outros Componentes Patrimoniais Fundo de Destinação Em 24/11/2010, o Banco firmou Memorando de Entendimentos visando à destinação e utilização parcial do superávit do Plano, conforme determinam a Lei Complementar n.º 109/2001 e a Resolução CGPC n.º 26/2008, que permitiu a reclassificação do montante de R$ 7,52 bilhões para o Fundo de Destinação Previ, em contrapartida à baixa parcial do Ativo Atuarial. Esse novo fundo é corrigido pela meta atuarial (INPC + 5% a.a.). Tabela 97. Previ - Fundo de Destinação hões 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Saldo Inicial Atualização Transferência p/ fundos de Utilização (527) (264) (398) (418) (562) Saldo Final Fundo de Contribuição No 1º semestre de 2011 o Banco promoveu a criação do Fundo de Contribuição, constituído por recursos transferidos do Fundo de Destinação para fazer frente à suspensão da cobrança de contribuições pelo período de três exercícios, conforme estabelecido no Memorando de Entendimentos. O Fundo de Contribuição é corrigido igualmente pela meta atuarial. Tabela 98. Previ - Fundo de Contribuição hões 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Saldo Inicial Atualização Contribuições ao Plano 1 (133) (108) (105) (110) (148) Saldo Final Fundo de Utilização O Fundo de Utilização reflete a contabilização de reserva especial na Previ para reversão parcelada de valores aos participantes e patrocinador. Essa reserva está condicionada à comprovação da cobertura integral do valor presente das obrigações do plano (art. 25, Deliberação CGPC 26/2008). É corrigido pela meta atuarial (INPC + 5% a.a.). Tabela 99. Previ - Fundo de Utilização hões 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Saldo Inicial Constituição Atualização Saldo Final Atualização Periódica Conforme dispõe a Deliberação CVM nº 600/09, na apuração de valores de ativo ou passivo atuarial a serem reconhecidos pela patrocinadora, deve ser observado o limite estabelecido pelo Método do Corredor, que somente permite a contabilização de valores superiores a 10% dos ativos e/ou passivos, evitando dessa maneira a volatilidade do montante no decorrer do tempo. Em vista da paridade contributiva, considera-se ainda a participação do Banco no superávit, ou seja, 50% do valor presente dos ativos e obrigações atuariais do Plano. A mensuração do saldo atuarial do Plano 1 é realizada semestralmente (junho e dezembro) e contempla: (i) o montante do superávit do plano para o final do semestre corrente e (ii) a estimativa do resultado do plano para o final do semestre subsequente, consideradas as projeções do custo do serviço corrente, contribuições dos participantes e custos dos juros. Com base no saldo de ativo atuarial apurado para o período corrente (junho e dezembro), o BB efetua o ajuste semestral de seu ativo atuarial em contrapartida à receita recorrente do período. A valorização em questão corresponde ao montante do superávit ainda não reconhecido que excedeu 72
74 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 ao corredor, dividido pelo tempo médio de trabalho remanescente dos empregados que participam do Plano 1. A partir da estimativa de resultado atuarial do Plano 1 para o final do semestre subsequente, o BB efetua o reconhecimento antecipado mensal desse montante à razão de 1/6 dos ganhos ou perdas projetados, no decorrer do semestre ao qual se refere. A tabela abaixo demonstra o cálculo utilizado para mensuração do ativo atuarial. Tabela 100. Efeitos da Contabilização da Previ (Plano 1) hões 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 (a) Valor Justo dos Ativos do Plano (b) Valor Presente das Obrigações Atuariais (98.850) (98.850) ( ) ( ) ( ) (c) Superávit BB = [(a) + (b)] x 50% (d) Ativo Atuarial sem Ajuste Semestral Saldo Inicial do Ativo Atuarial Reconhecimento Antecipado - Mensal ¹ Contribuição Contrato 97 ² (e) Superávit não Reconhecido = (c) - (d) (537) (935) (4.441) (f) Método do Corredor - BB ³ (g) Excesso ao Corredor = (e) - (f) (h) Tempo Médio Remanescente de Trabalho - Semestres (i) Ajuste Semestral = (g) / (h) (j) Saldo do Ativo Atuarial = (d) + (i) (1) Valor histórico revisado desde o 3T12, considerando Reconhecimento Antecipado Mensal de R$ 95,8 milhões (2) Valores referem se aos pagamentos assumidos pelo Banco no Contrato 97. Assim, foram consumidos os saldos do Fundo Paridade e Fundo de Contribuição, conforme demonstrado na Nota Explicativa 27-e. (3) 50% do Máximo Valor entre 10% dos Ativos ou -10% dos Passivos 73
75 Capítulo 6 Outros Componentes Patrimoniais 6.3. Ágios sobre Investimentos Anualmente as cotas de amortização são reavaliadas conforme projeções de resultado que fundamentaram os negócios. As estimativas são elaboradas por empresas especializadas contemplando os prazos e as taxas de desconto utilizadas para apuração do valor presente líquido dos fluxos de caixas futuros. Tabela 101. Ágios nas Aquisições de Investimentos hões 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Banco Nossa Caixa Valor Contábil Amortização Acumulada (444) (562) (681) (800) (918) Saldo Líquido de Amortização Despesas com Amortização no Período¹ (58) (118) (119) (119) (118) Banco Votorantim Valor Contábil Amortização Acumulada (86) (98) (110) (122) (135) Saldo Líquido de Amortização Despesas com Amortização no Período¹ (11) (12) (12) (12) (13) Banco Patagonia Valor Contábil Amortização Acumulada (13) (27) (41) (57) (73) Saldo Líquido de Amortização Despesas com Amortização no Período¹ (5) (14) (14) (16) (16) Cielo Valor Contábil Amortização Acumulada (119) (143) (155) (173) (191) Saldo Líquido de Amortização Despesas com Amortização no Período¹ (21) (24) (12) (18) (18) Demais Empresas do Conglomerado Valor Contábil Amortização Acumulada (273) (322) (371) (413) (449) Saldo Líquido de Amortização Despesas com Amortização no Período¹ (47) (50) (49) (42) (36) 1 Contabilizada em Outras Despesas Operacionais. Fluxo Trim estral 74
76 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Ativos Intangíveis As despesas de amortização do ativo intangível referentes à aquisição do direito de exploração do Banco Postal iniciaram-se em janeiro de A tabela a seguir apresenta a movimentação dos ativos intangíveis do BB. Tabela 102. Intangível hões 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Direitos por Aquisição de Folhas de Pagamento Saldo Inicial Despesas com Amortização¹ (524) (555) (457) (470) (467) Outros Valores Aquisições Baixas (590) (14) (11) (693) (122) Saldo final (a) Aquisição/Desenvolvimento de Softw ares Saldo Inicial Despesas com Amortização² (44) (49) (52) (56) (53) Outros Valores Aquisições Baixas Saldo final (b) Banco Postal Saldo Inicial Despesas com Amortização¹ - (30) (30) (60) (60) Outros Valores Aquisições Baixas Saldo final (c) Outros Ativos Intangíveis Saldo Inicial Despesas com Amortização² Outros Valores (9) (4) (3) (1) (2) Aquisições Baixas (3) Saldo final (d) Saldo (a+b+c+d) Contabilizada em Outras Despesas Administrativas e realocada para Outras Despesas Operacionais na Demonstração do Resultado com Realocações. 2 Contabilizada em Outras Despesas Operacionais. Tabela 103. Estimativa de Amortização dos Ativos Intangíveis hões Total Valores a Amortizar
77 Capítulo 7 Resultado Financeiro 7 - Resultado Financeiro Este capítulo apresenta tanto a análise patrimonial (aplicações e captações) como a avaliação das receitas e despesas desses ativos e passivos. Em relação aos itens patrimoniais, evidencia-se a composição dos ativos rentáveis e passivos onerosos, bem como o spread gerencial das operações de crédito. Nas seções de resultado, apresenta-se uma análise volume e taxa com a alocação das variações nas receitas e despesas de juros pela mudança no volume médio dos itens patrimoniais e pela variação da taxa média de juros Análise das Aplicações Tabela 104. Saldos Médios e Taxa de Juros Ativos Rentáveis (Trimestral) hões Ativos Rentáveis Saldo Médio¹ 3T12 Receitas Taxa Anual (%) Saldo Médio¹ 4T12 Receitas Taxa Anual (%) TVM + Aplic. Interfinanceiras - Hedge , ,4 Operações de Crédito + Leasing , ,0 Depósito Compulsório Rentável , ,7 Demais , ,8 Total , ,2 Ativos Não Rentáveis Créditos Tributários Demais Ativos Ativo Permanente Total ATIVO TOTAL Média aritmética dos saldos finais dos meses que compõem o período Tabela 105. Saldos Médios e Taxa de Juros Ativos Rentáveis hões Ativos Rentáveis Saldo Médio¹ Receitas Taxa Anual (%) Saldo Médio¹ Receitas Taxa Anual (%) TVM + Aplic. Interfinanceiras - Hedge , ,6 Operações de Crédito + Leasing , ,8 Depósito Compulsório Rentável , ,8 Demais , ,8 Total , ,2 Ativos Não Rentáveis Créditos Tributários Demais Ativos Ativo Permanente Total ATIVO TOTAL Média aritmética dos saldos finais dos meses que compõem o período Spread por Carteira A tabela seguinte apresenta o spread gerencial segmentado por tipo de operações. O spread é o resultado da margem financeira gerencial dividida pelos respectivos saldos médios. Na apuração da margem financeira gerencial são auferidas inicialmente as receitas financeiras, classificadas por tipo de carteira. Em seguida são deduzidos os custos de oportunidade definidos para cada uma das linhas que compõem as carteiras. Em relação ao crédito destinado para PF e PJ, com recursos livres, o custo de oportunidade é a taxa média Selic (TMS). No caso da carteira agrícola 76
78 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 e outros recursos direcionados, o custo de oportunidade é calculado de acordo com a origem do funding e com a necessidade ou não de aplicação obrigatória de parte dessa fonte de recurso. Tabela 106. Spread por Carteira % 4T11 3T12 4T Operações de Crédito 9,0 8,6 8,1 8,5 8,4 Pessoa Física 15,5 15,2 14,8 14,4 14,6 Pessoa Jurídica 6,1 5,5 4,8 5,8 5,5 Agronegócios 6,1 5,8 5,8 5,3 5,6 Demais 2,5 2,0 2,4 2,6 2,1 Spread Global 5,5 5,0 5,1 5,4 5,1 1 - Série revista devido a ajuste na metodologia de cálculo. Figura 22. Evolução do Spread 5,6 5,6 5,4 5,5 5,3 5,4 5,0 5,1 4,1 3,9 3,6 4,0 3,5 3,7 3,3 3,5 1T11 2T11 3T11 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Spread Global Spread Ajustado pelo Risco 1 - Série revista devido a ajuste na metodologia de cálculo. Resultado com TVM O Resultado de operações com Títulos e Valores Mobiliários encerrou o quarto trimestre com saldo de R$ milhões, representando um decréscimo de 5,6% em relação ao 3T12. Essa retração foi influenciada principalmente pela redução de 10,5% da TMS efetiva sobre o 3T12. Na comparação 2012/2011, as receitas com TVM apresentaram queda de 9,3%, influenciadas principalmente por: (i) redução de 26,9% da TMS sobre o 2011; e (ii) menor desvalorização cambial em relação ao mesmo período de Na tabela a seguir são evidenciados os resultados das operações de todo o conglomerado (incluindo empresas não financeiras, BB Banco de Investimento, Banco Votorantim, subsidiárias e agências no exterior) apresentando apenas as operações classificadas pelo Banco Central como TVM/Aplicações Interfinanceiras de Liquidez. Tabela 107. Resultado com Títulos e Valores Mobiliários Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t s/2011 Res. Títulos e Valores Mobiliários (13,0) (5,6) (9,3) Res. Títulos de Renda Fixa (12,3) (7,0) (8,8) Reavaliação - Curva (26,4) (6,8) (19,6) Resultado das Negociações , ,8 Marcação a Mercado (183) 202 (5) (97,1) ,6 Aplicações Interf. de Liquidez (6,8) (8,3) ,4 Rendas no Exterior (77,7) (83,8) (33,8) Demais (32,3) 130, (30,1) 77
79 Capítulo 7 Resultado Financeiro A figura a seguir apresenta a classificação da carteira de títulos do BB por tipo de indexador. A classificação abaixo não inclui a carteira do BV. Figura 23. Carteira de Títulos e Valores Mobiliários por Indexador (Banco Múltiplo) 24,8% 71,9% 3,3% CDI / TMS Prefixado Outros 7.2. Análise das Captações Tabela 108. Saldos Médios e Taxa de Juros Passivos Onerosos (Trimestral) hões 3T12 4T12 Saldo Médio¹ Despesas Taxa Anual (%) Saldo Médio¹ Despesas Taxa Anual (%) Passivos Onerosos Depósitos de Poupança (1.443) 5, (1.514) 5,3 Depósitos Interfinanceiros (137) 3, (134) 3,3 Depósitos a Prazo (5.247) 7, (4.631) 6,9 Captações no Mercado Aberto (4.072) 7, (3.787) 7,0 Obrig. por Emprest. e Rep. no Exterior (324) 10, (166) 5,0 Obrig. por Emprest. e Repasses no País (825) 6, (600) 4,2 Fundos Financ. e de Desenvolvimento (71) 6, (119) 10,0 Dívida Subordinada (633) 5, (756) 5,5 Obrigações com T.V.M. no Exterior (352) 6, (384) 5,6 Letras de Crédito do Agronegócio (344) 6, (420) 5,7 Demais Letras Bancárias (18) 0, (16) 0,7 Total (13.465) 6, (12.528) 6,2 Demais Passivos Depósitos à Vista Outros Passivos Patrimônio Líquido Total PASSIVO TOTAL Média aritmética dos saldos finais dos meses que compõem o período 78
80 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 109. Saldos Médios e Taxa de Juros Passivos Onerosos hões Passivos Onerosos Saldo Médio¹ Despesas Taxa Anual (%) Saldo Médio¹ Despesas Taxa Anual (%) Depósitos de Poupança (6.908) 7, (6.445) 6,0 Depósitos Interfinanceiros (808) 5, (540) 3,6 Depósitos a Prazo (22.231) 9, (21.412) 7,7 Captações no Mercado Aberto (19.701) 10, (16.908) 8,2 Obrig. por Emprest. e Rep. no Exterior (3.773) 37, (3.495) 27,5 Obrig. por Emprest. e Repasses no País (2.696) 5, (2.986) 5,6 Fundos Financ. e de Desenvolvimento (649) 17, (655) 14,5 Dívida Subordinada (1.329) 4, (2.442) 5,4 Obrigações com T.V.M. no Exterior (1.382) 9, (1.728) 7,8 Letras de Crédito do Agronegócio (434) 9, (1.162) 6,5 Demais Letras Bancárias (269) 4, (106) 1,1 Total (60.182) 9, (57.880) 7,5 Demais Passivos Depósitos à Vista Outros Passivos Patrimônio Líquido Total PASSIVO TOTAL Média aritmética dos saldos finais dos meses que compõem o período 7.3. Análise Volume e Taxa Os dois quadros a seguir apresentam a alocação das variações nas receitas e despesas de juros pela mudança no volume médio dos ativos rentáveis e dos passivos onerosos e pela variação da taxa média de juros sobre esses ativos e passivos, nos períodos em análise. As variações no volume e na taxa de juros foram calculadas com base nas movimentações dos saldos médios durante o período e nas variações das taxas médias de juros sobre os ativos rentáveis e passivos onerosos. A variação de taxa média foi calculada pela variação na taxa de juros no período multiplicada pela média dos ativos geradores de receitas ou pela média dos passivos geradores de despesas no primeiro período. A variação líquida é a diferença entre as receitas de juros do período presente e do anterior. A variação por volume médio é a diferença entre a variação líquida e aquela decorrente da taxa média. 79
81 Capítulo 7 Resultado Financeiro Tabela 110. Variação de Receita e Despesa e Variação Volume/Taxa (Trimestral) hões Ativos Rentáveis Volume médio (1) Taxa média (2) Variação líquida (3) Volume médio (1) Taxa média (2) Variação líquida (3) TVM + Aplic. Interfinanceiras - Hedge 322 (690) (368) (2.216) (934) Operações de Crédito + Leasing (997) (2.727) 491 Depósito Compulsório Rentável (117) (154) (271) (145) (657) (802) Demais (3) (6) (9) 11 (17) (6) Total (1.609) (309) (5.494) (1.252) Passivos Onerosos 4T12/3T12 Depósitos de Poupança (70) (2) (72) (229) Depósitos Interfinanceiros (9) 12 3 (21) Depósitos a Prazo (229) Captações no Mercado Aberto (135) (684) Obrig. por Emprest. e Repasses no Exterior (3) (22) Obrig. por Emprest. e Repasses no País (61) (86) Fundos Financeiros e de Desenvolvimento (4) (44) (48) (26) Dívida Subordinada (90) (34) (124) (309) 15 (294) Obrigações com T.V.M. no Exterior (73) 42 (32) (153) (37) (190) Letras de Crédito do Agronegócio (129) 52 (76) (324) 67 (256) Demais Letras Bancárias (0) 2 2 (2) Total (507) (2.167) Variação Líquida Taxa Média 2 - (Juros Período Atual / Saldo Período Atual) x (Saldo Período Anterior) (Juros Período Anterior) 3 - Juros Período Atual Juros do Período Anterior 4T12/4T11 Na comparação 2012/2011, a evolução na receita líquida de juros também foi impulsionada pelo crescimento da carteira de crédito. Tabela 111. Variação de Receita e Despesa e Variação Volume/Taxa hões Ativos Rentáveis Volume médio (1) Taxa média (2) Variação líquida (3) TVM + Aplic. Interfinanceiras - Hedge (7.601) (2.867) Operações de Crédito + Leasing (6.442) Depósito Compulsório Rentável 233 (1.525) (1.292) Demais 54 (223) (169) Total (15.517) 586 Passivos Onerosos Depósitos de Poupança (888) Depósitos Interfinanceiros (40) Depósitos a Prazo (3.067) Captações no Mercado Aberto (1.966) Obrig. por Emprest. e Repasses no Exterior (692) Obrig. por Emprest. e Repasses no País (176) (114) (290) Fundos Financeiros e de Desenvolvimento (131) 125 (6) Dívida Subordinada (848) (266) (1.114) Obrigações com T.V.M. no Exterior (565) 220 (346) Letras de Crédito do Agronegócio (874) 146 (727) Demais Letras Bancárias (37) Total (9.451) Variação Líquida Taxa Média 2 - (Juros Período Atual / Saldo Período Atual) x (Saldo Período Anterior) (Juros Período Anterior) 3 - Juros Período Atual Juros do Período Anterior 2012/
82 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Spread Tabela 112. Análise de Volume (Ativos Rentáveis) - Taxa Trimestral hões 3T12 4T12 Var. Abs. Volume: Ativos Rentáveis¹ Margem Financeira Bruta Spread - %² 1,2274 1,2411 0,0137 Ganho/(Perda) com Volume³ 649 Ganho/(Perda) com Taxa⁴ 125 Ganho/(Perda) com Volume e Taxa⁵ Média aritmética dos saldos finais dos meses que compõem o período 2 - Margem Financeira Bruta / Ativos Rentáveis 3 - Ganho/(Perda) resultante da multiplicação entre o volume dos ativos rentáveis do período atual pelo spread do período anterior. 4 - Ganho/(Perda) resultante da multiplicação entre o volume dos ativos rentáveis do período anterior pelo spread do período atual. 5 - Ganho/(Perda) combinado dos dois efeitos supracitados. Tabela 113. Análise de Volume (Ativos Rentáveis) - Taxa Ano hões Var. Abs. Volume: Ativos Rentáveis¹ Margem Financeira Bruta Spread - %² 5,4218 5,0975 (0,3243) Ganho/(Perda) com Volume³ Ganho/(Perda) com Taxa⁴ (2.442) Ganho/(Perda) com Volume e Taxa⁵ (467) 1 - Média aritmética dos saldos finais dos meses que compõem o período 2 - Margem Financeira Bruta / Ativos Rentáveis 3 - Ganho/(Perda) resultante da multiplicação entre o volume dos ativos rentáveis do período atual pelo spread do período anterior. 4 - Ganho/(Perda) resultante da multiplicação entre o volume dos ativos rentáveis do período anterior pelo spread do período atual. 5 - Ganho/(Perda) combinado dos dois efeitos supracitados. Tabela 114. Margem Líquida de Juros e Margem de Lucro hões 4T11 3T12 4T Saldo Médio Total dos Ativos Rentáveis Saldo Médio Total dos Passivos Onerosos Receita Líquida de Juros Receitas de Juros Despesas de Juros (14.646) (13.465) (12.528) (60.182) (57.880) Demais Componentes da Margem Financeira Bruta¹ Margem Financeira Bruta Passivos Onerosos / Ativos Rentáveis - % 86,0 86,7 85,4 85,9 86,2 Receitas de Juros / Ativos Rentáveis² - % 13,2 11,0 10,2 13,2 11,2 Despesas de Juros / Passivos Onerosos² - % 8,8 6,9 6,2 9,3 7,5 Margem de Lucro Líquida² ³ - % 4,4 4,0 4,0 3,9 3,7 Margem Líquida de Juros² ⁴ - % 5,3 4,7 4,8 5,3 4,7 Margem Financeira Bruta / Ativos Rentáveis² - % 5,5 5,0 5,1 5,4 5,1 1 - Contém derivativos, contratos de assunção de dívidas, resultado de op. de câmbio, recuperação de créd. baixados como prejuízo, empréstimos de ouro, fundo garantidor de crédito, ganho/perda cambial no exterior e outras receitas com características de intermediação financeira. 2 - Taxas anualizadas. 3 - Diferença entre a taxa média dos ativos rentáveis e a taxa média dos passivos onerosos. 4 - Receita líquida de juros dividida pelo saldo médio dos ativos rentáveis. 81
83 Capítulo 7 Resultado Financeiro 7.5. Margem Gerencial A margem gerencial do BB proveniente de operações de crédito e depósitos é apresentada na próxima tabela. No cálculo de cada linha faz-se a diferença entre a receita/despesa financeira e o respectivo custo/receita de oportunidade de cada linha, como por exemplo: TMS, Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) ou Taxa Referencial de Juros (TR). Tabela 115. Margem Gerencial Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t s/2011 Operações de Crédito ,8 1, ,2 Pessoa Física ,7 1, ,3 Pessoa Jurídica ,3 (3,3) ,3 Agronegócios ,0 6, ,6 Depósitos (32,2) (7,6) (26,7) Depósitos a prazo (37,1) (11,1) (27,5) Depósitos à vista (28,3) (1,6) (26,8) Depósitos de Poupança (17,0) (5,0) (22,7) Demais (69,3) (43,5) (19,2) 7.6. Margem Financeira Bruta Na tabela a seguir, as linhas de receita financeira com operações de crédito e despesas financeiras de captação não consideram o efeito da variação cambial. A partir do 4T12 foram apartadas as despesas de captação realizadas com investidores institucionais compreendendo os instrumentos de divida sênior, divida subordinada e IHCD no país e no exterior. Para manutenção da comparabilidade da série foram reprocessados os dados desde 1T11. A linha de tesouraria compreende: (i) o resultado com juros; (ii) as receitas de compulsórios rentáveis; (iii) hedge fiscal, derivativos e outros instrumentos financeiros que compensam os efeitos da variação cambial no resultado. A linha demais compreende, principalmente, os recursos aprovisionados no BB de aplicação obrigatória em operações de crédito vinculadas a programas oficiais de financiamento, como Finame, BNDES e FCO. Tabela 116. Composição da Margem Financeira Bruta¹ Fluxo Trimestral Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t12 Margem Financeira Bruta ,2 6,9 Receita Financeira c/ Operações de Crédito ,2 1,6 Despesa Financeira de Captação (7.200) (6.678) (6.241) (13,3) (6,5) Despesa Financeira de Captação Institucional (584) (742) (919) 57,2 23,8 Recuperação de Crédito ,4 32,3 Resultado de Tesouraria (19,6) (15,3) Demais (1.000) (852) (441) (55,9) (48,3) 1 - Série revista devido a ajuste na metodologia de cálculo. 82
84 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Negócios Não Financeiros 8.1. Rendas de Tarifas A expansão da oferta de crédito, a forte atuação do Banco no segmento de varejo, impulsionada pela reformulação da estrutura de atendimento, a fidelização e ampliação do relacionamento com clientes, e o programa BOMPRATODOS vêm favorecendo o aumento da base de clientes e a expansão do volume de negócios, contribuindo para a diversificação das rendas de tarifas. Essas receitas cresceram 9,6% em relação ao 4T11. No comparativo 4T12/4T11, destaque para: (i) receitas com as operações de cartões que totalizaram R$ 1,3 bilhão no 4T12, crescimento de 18,1% sobre igual período em 2011, em linha com aumento do faturamento de cartões de crédito (26,4%); (ii) receitas com operações de crédito que somaram R$ 613,9 milhões no trimestre, com evolução de 23,9% em relação ao 4T11, impulsionadas pelo aumento de 24,3% na carteira de crédito em doze meses e (iii) receitas relacionadas às tarifas de conta corrente que apresentaram crescimento de 6,9% no ano, espelhando o aumento de 4,6% da base de clientes e de 3,6% no número de contas correntes. O crescimento do volume de negócios, sensibilizados pela elevação do consumo dos clientes existentes e novos correntistas, proporcionado pelo programa BOMPRATODOS, também favoreceu o incremento nas Rendas de Tarifas. A expansão dos negócios financeiros e não financeiros do Banco tem permitido uma maior rentabilização da base de clientes, com a geração de negócios sustentáveis. Tabela 117. Rendas de Tarifas Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t s/2011 Rendas de Tarifas ,1 3, ,5 Cartão de Crédito / Débito ,1 7, ,7 Conta Corrente (5,6) (0,7) ,9 Administração de Fundos ,6 (3,8) ,0 Operações de Crédito ,9 18, ,5 Cobrança ,7 3, ,1 Arrecadações ,3 2, ,7 Interbancária ,2 3, ,0 Seguros, Previdência e Capitalização ,9 31, ,5 Rendas de Mercado de Capitais ,3 4, ,9 Outros ,8 (1,4) ,5 Tabela 118. Base de Clientes Posição Var. % milhares Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 s/dez/11 s/set/12 Base de Clientes ,6 1,2 Contas Corrente ,6 0,9 Pessoa Física ,5 1,0 Pessoa Jurídica ,5 (1,1) 8.2. Cartões O faturamento com cartões de crédito alcançou R$ 99,4 bilhões em 2012, crescimento de 23,0% sobre o ano anterior. No quarto trimestre, o faturamento com cartões de crédito cresceu 26,4% sobre igual período do ano anterior, impulsionado pela maior utilização de cartões como meio de pagamento, o aumento do gasto médio e a oferta de soluções inovadoras como o acesso a linhas de crédito do Banco. Destaca-se o faturamento com cartões de crédito empresariais e Cartão BNDES, que juntos cresceram 33,9% no ano. Assim, o saldo da carteira de crédito total de cartões cresceu 33,5% em relação ao ano anterior, alcançando um volume financeiro de R$ 27,2 bilhões. 83
85 Capítulo 8 Negócios Não Financeiros 8.3. Administração de Recursos de Terceiros O Banco do Brasil, por meio da BB Gestão de Recursos BB DTVM, é líder na indústria nacional de fundos de investimento desde Ao final do 4º trimestre de 2012 atingiu o total de R$ 444,0 bilhões em recursos administrados e uma participação de mercado de 20,0%. Cabe ressaltar que a participação de mercado do Banco do Brasil chegaria a 20,7% se considerado 50,0% do saldo de recursos administrados pelo Banco Votorantim por meio da Votorantim Asset Management - VAM (R$ 33,96 bilhões ao final do 4ºT12). O BB manteve-se líder na administração de recursos dos seguintes segmentos: I. Investidor Institucional, com patrimônio de R$ 174,41 bilhões (21,3% de participação no mercado); II. III Poder Público, com R$ 117,5 bilhões (61,9% de participação); e Varejo, com R$ 57,5 bilhões (33,4% de participação). O crescimento de 6,79% em Recursos Administrados em relação ao ano anterior ocorreu em função da valorização de ativos. Figura 24. Administração de Recursos de Terceiros 22,0 22,3 22,0 21,6 21,3 21,4 20,9 20,0 393,9 407,7 410,8 415,8 442,1 447,8 452,1 444,0 Mar/11 Jun/11 Set/11 Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Recursos Administrados - R$ bilhões Participação de Mercado - % O segmento com maior participação no patrimônio da BB DTVM é o de Investidores Institucionais, com 39,3% (posição de dezembro de 2012). No 4T12 houve revisão de metodologia de classificação de produtos nos segmentos pessoa física e pessoa jurídica. Os dados históricos não foram revisados. Tabela 119. Fundos de Investimento e Carteiras Administradas por Segmento Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Investidor Institucional , , ,3 3,9 5,1 Pessoa Física , , ,7 23,9 27,2 Governo , , ,5 24,7 (11,1) Pessoa Jurídica , , ,0 (59,2) (59,6) Investidor Estrangeiro , , ,6 12,2 0,0 Total , , ,0 6,8 (1,8) 84
86 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 120. Fundos de Investimento e Carteiras Administradas por Tipo Saldos Var. % hões Dez/11 Part. % Set/12 Part. % Dez/12 Part. % s/dez/11 s/set/12 Fundos de Investimentos , , ,0 6,7 (2,0) Renda Fixa , , ,3 8,0 0,1 Renda Variável , , ,4 (0,3) (0,8) Multimercado , , ,8 (62,2) (62,6) Outros , , ,5 30,2 6,2 Carteiras Administradas , , ,0 10,4 4,7 Renda Fixa , , ,0 10,4 4,7 Renda Variável Total , , ,0 6,8 (1,8) A gestão de recursos no Banco do Brasil é dirigida a todos os segmentos de mercado e, desde 2006, tem nota máxima (MQ1) em Excelência em Qualidade de Gestão atribuída pela Moody s Seguridade Em novembro/2012, o Banco do Brasil anunciou sua intenção de criar subsidiária integral, BB Seguridade, responsável por consolidar, sob uma única sociedade, todas as suas atividades nos segmentos de seguros, previdência complementar aberta, capitalização e atividades afins. Em 2013, dependendo de estudos que indiquem a viabilidade, pretende-se que haja uma oferta pública de ações de emissão da BB Seguridade. Adicionalmente, foi comunicada também a intenção de constituir nova sociedade holding, BB Cor Participações, subsidiária da BB Seguridade, que deterá participação acionária no capital social da BB Corretora. O organograma com a estrutura societária pretendida após a constituição da BB Seguridade é demonstrado a seguir: BB Seguridade BB Cor.Participações 100% T 100% T BB Seguros 100,0% T BB Corretora Corretagem 49,9% ON 74,9% T BB Mapfre SH1 Seguros de Pessoas Sócio: Mapfre Participações 49,0% ON 50,0% T Mapfre BB SH2 Seguros de Patrimônio Sócio: Mapfre Participações 49,9% ON 74,9% T Brasilprev Previdência Sócio: PFG do Brasil Brasilcap Capitalização 49,9% ON 66,7% T Sócios: Icatu Capitalização Aliança da Bahia As informações referentes ao Índice de Seguridade, Demonstração do Resultado Gerencial por Ramo de Atuação, Índice Combinado Ampliado e Destaques Operacionais de Seguros Previdência e Capitalização foram substituídas por informações contábeis disponíveis na Nota Explicativa às Demonstrações Contábeis nº 21 - Operações de Seguros, Previdências e Capitalização. A seguir apresentamos o Resultado Financeiro e Operacional por cada tipo de segmento: 85
87 Capítulo 8 Negócios Não Financeiros Tabela 121. Seguros - Resultado Financeiro e Operacional Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t12 Resultado Financeiro (11,0) (3,5) Receitas financeiras (1,2) 7,8 Despesas financeiras (23) (21) (35) 47,8 67,1 Atualização e Juros de Provisões Técnicas (9) (2) (8) - - Resultado Operacional ,8 3,2 Prêmios retidos e contribuições ,1 6,6 Variação das provisões técnicas (24) (230) (316) - - Sinistros retidos (583) (618) (622) 6,7 0,7 Despesas de comercialização (168) (210) (207) 23,2 (1,5) Total ,1 1,2 Tabela 122. Previdência Resultado Financeiro e Operacional Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t12 Resultado Financeiro (19,5) (12,7) Receitas financeiras ,9 (0,3) Despesas financeiras (454) (557) (624) 37,3 12,0 Atualização e Juros de Provisões Técnicas (542) (495) (403) (25,7) (18,7) Resultado Operacional Prêmios retidos e contribuições ,3 71,9 Variação das provisões técnicas (2.384) (2.514) (4.357) 82,7 73,3 Despesas de comercialização (46) (32) (33) (29,1) 0,8 Despesas com benefícios e resgates de planos de previdência (5) (13) (7) 47,1 (47,9) Total (28,4) 43,5 Tabela 123. Capitalização - Resultado Financeiro e Operacional Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t12 Resultado Financeiro ,2 51,1 Receitas financeiras ,0 8,1 Despesas financeiras 2 (19) Atualização e Juros de Provisões Técnicas (54) (78) (91) 68,5 17,5 Resultado Operacional ,3 20,5 Prêmios retidos e contribuições ,5 21,4 Variação das provisões técnicas (18) (498) Despesas de comercialização (26) (40) (46) 77,1 13,5 Despesas com sorteios e resgates de títulos de capitalização (536) (12) (2.077) - - Total ,5 63, Mercado de Capitais No mercado doméstico de capitais, o BB oferece serviço de compra e venda de ações por meio da sua rede de agências, internet (home broker) e dispositivos móveis (smartphone e tablet). No 4T12, o volume movimentado foi de 5,1 bilhões, com 189 mil negócios. Conforme o ranking Anbima, o Banco do Brasil até dezembro de 2012, por intermédio do BB-Banco de Investimento (BB-BI): i. Coordenou 78 emissões de debêntures e notas promissórias, totalizando R$ milhões de volume originado; ii. Realizou 4 operações de CRI e FIDC, que geraram um volume de R$ 473 milhões no mercado de securitização; iii. Coordenou 7 ofertas públicas, no segmento de distribuição atacado, que somaram R$ milhões no mercado de renda variável, alcançando o 1º lugar por número de operações e o 3º lugar por volume, segundo ranking Anbima; 86
88 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 iv. No segmento varejo do mercado de renda variável, coordenou 3 ofertas públicas auferindo R$ 9,6 milhões em receitas; v. No mercado de fusões e aquisições, o BB-BI participou de 4 operações que somaram R$ milhões, ficando em 11º lugar no ranking Anbima acumulado até 30 de setembro, último dado disponível. Na custódia de ativos, o Banco ocupa o 3º lugar no ranking Anbima, posição de dezembro/2012, com R$ 551 bilhões custodiados que representam 19,7% de participação de mercado. No mercado de comercialização de Ouro, o BB foi responsável pelo volume de R$ 25,4 milhões em negociações no 4º trimestre de 2012, o que representou um incremento de 20%, se comparado ao mesmo período de 2011, e uma evolução de 19% com relação ao volume total comercializado no 3º trimestre de Na indústria de private equity, o BB-BI atua desde 2004 como investidor e, atualmente, é cotista de 15 fundos. A partir de 2007, passou a prestar serviços de assessoria econômico-financeira a Fundos de Investimento em Participações, atuando como assessor em 6 fundos investidos. O total de capital comprometido pelo BB-BI na indústria de private equity é de R$ milhões. No mercado de capitais internacional, o BB, por meio de suas corretoras externas BB Securities Ltd (Londres), Banco do Brasil Securities LLC (Nova Iorque) e BB Securities Asia Pte. Ltd. (Cingapura) atuou em 28 das 68 operações de captação externa realizadas por empresas, bancos e governo brasileiro, das quais 26 na condição de lead-manager e 2 como co-manager. Do total de aproximadamente US$ 50,3 bilhões emitidos até o final do quarto trimestre de 2012, o BB participou em cerca de US$ 29,0 bilhões. Adicionalmente, o BB atuou em 7 operações de emissores estrangeiros como co-manager, no montante de US$ 8,9 bilhões. 87
89 Capítulo 9 Despesas Administrativas 9 - Despesas Administrativas 9.1. Despesas de Pessoal A variação de 5,2% na despesa de pessoal na comparação 4T12-3T12 é explicada, principalmente, pela assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho 2012/2013 (reajuste de 7,5%). Observa-se que esse reajuste impactou todo o 4T12 e no 3T12 apenas o mês de setembro. Na comparação doze meses, o crescimento da despesa de pessoal de 13,1% deveu-se, em parte, ao incremento das despesas em cerca de R$ 293 milhões no período, referente à consolidação das despesas com o Banco Patagonia e parceria com o Grupo Mapfre, em abril e junho de 2011, respectivamente. Desconsiderando esse efeito, o crescimento das despesas de pessoal na visão doze meses seria de 11,3%, justificado pelo reajuste salarial concedido na data-base de setembro de 2011, reajuste das provisões administrativas pela inflação do período de outubro de 2011 a dezembro de 2012 e aumento do número de funcionários. Tabela 124. Despesas de Pessoal Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t s/2011 Despesas de Pessoal (3.954) (4.001) (4.211) 6,5 5,2 (13.943) (15.777) 13,1 Proventos (2.117) (1.900) (2.364) 11,7 24,4 (7.117) (8.157) 14,6 Benefícios (531) (522) (582) 9,6 11,4 (1.911) (2.146) 12,3 Encargos Sociais (715) (688) (841) 17,6 22,1 (2.456) (2.872) 17,0 Treinamento (37) (12) (21) (43,8) 73,3 (77) (55) (27,7) Previdência Complementar (95) (79) (111) 17,1 40,5 (306) (337) 10,3 Honorários de Diretores e Conselheiros (16) (16) (17) 4,3 5,9 (58) (62) 6,8 Provisões Administrativas de Pessoal (443) (784) (275) (38,0) (64,9) (2.019) (2.147) 6,3 A figura seguinte apresenta a evolução do quadro de pessoal do BB. Figura 25. Evolução do Quadro de Pessoal Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Colaboradores (Funcionários+Estagiários) Funcionários Estagiários 9.2. Estrutura Operacional Outras Despesas Administrativas A evolução observada em outras despesas administrativas no comparativo 4T12-3T12 está em linha com os reajustes contratuais realizados. Destaca-se: (i) na linha Amortização e Depreciação, a redução da despesa de depreciação, devido à alienação dos prédios utilizados pelo BB para o Fundo Imobiliário, além da alteração na metodologia de contabilização da depreciação de benfeitorias realizadas em imóveis de terceiros; e (ii) na linha Publicidade e Relações Públicas, o crescimento sazonal da despesa justificado pelas campanhas de final de ano, aquisições de calendários, entre outros. 88
90 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Na visão doze meses é importante destacar o efeito da consolidação das despesas com o Banco Patagonia (abril/2011), com o grupo Mapfre (junho/2011) e aquisição do direito de utilização da rede de atendimento do Banco Postal (janeiro/2012). Esses itens representaram um incremento de cerca de R$ 719 milhões no período. Desconsiderando esse efeito, o crescimento nos doze meses de outras despesas administrativas seria de 8,5%. Importante ressaltar que o Banco mantém um rígido programa de controle de despesas que compensou parcialmente o crescimento verificado. Tabela 125. Outras Despesas Administrativas Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t s/2011 Outras Despesas Administrativas (3.012) (3.122) (3.288) 9,2 5,3 (10.809) (12.417) 14,9 Comunicação e Processamento de Dados (556) (543) (574) 3,2 5,6 (2.022) (2.224) 10,0 Amortização e Depreciação (331) (340) (232) (30,1) (31,9) (1.293) (1.271) (1,7) Serv. de Vigilância, Segurança e Transp. (450) (532) (536) 19,1 0,9 (1.622) (2.056) 26,8 Imóveis e Bens de Uso (448) (471) (517) 15,4 9,9 (1.625) (1.896) 16,7 Publicidade e Relações Públicas (263) (170) (239) (9,2) 40,8 (683) (724) 5,9 Serviços de Terceiros (525) (617) (671) 27,9 8,7 (1.974) (2.436) 23,4 Demais Despesas Administrativas (439) (449) (520) 18,4 15,6 (1.590) (1.811) 13, Rede de Atendimento Desde 1º de janeiro de 2012 a rede de atendimento do Banco Postal, com mais de 6 mil pontos, passou a integrar a rede MaisBB de correspondentes. Com essa parceria, ao final de dezembro de 2012, a rede de atendimento do Banco do Brasil estava presente em municípios brasileiros, o que corresponde a 97% do total. O BB possui parcerias para o compartilhamento de terminais de autoatendimento e utilização da rede de lotéricas onde é possível realizar saques, depósitos, pagamentos, entre outros serviços. Essas parcerias consolidam o atendimento pulverizado e nacional da rede do Banco do Brasil. Tabela 126. Rede de Atendimento Rede Própria Posição Dez/11 Set/12 Dez/12 s/dez/11 s/set/12 Agência ,9 0,4 Salas de Autoatendimento ,5 0,2 Postos de Atendimento ,0 1,0 Subtotal ,0 0,6 Rede MaisBB ,9 (12,5) Correspondentes Bancários (17,7) (18,0) Banco Postal Rede Compartilhada Var. % CEF - lotéricas ,2 6,1 Banco 24h ,7 4,6 TAA: BRB + CEF ,8 4,7 Subtotal ,6 5,3 Total ,6 (1,7) O BB possui a maior rede de agências do Brasil. A tabela seguinte apresenta a distribuição da rede de agências por região do País. Tabela 127. Rede de Agências por Região BB SFN Part. % Norte ,1 Nordeste ,4 Centro-Oeste ,1 Sudeste ,1 Sul ,9 Total ,1 89
91 Capítulo 9 Despesas Administrativas Canais Automatizados A rede de atendimento do Banco do Brasil é um diferencial estratégico, disponibilizando uma ampla gama de serviços aos clientes, além de apoiar a instituição na estratégia de controle de custos. O gráfico a seguir apresenta a quantidade de terminais da rede própria do BB e da parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF), Banco Regional de Brasília (BRB) e rede do Banco 24h. Figura 26. Terminais de Autoatendimento Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Terminais de Autoatendimento TAA: Banco 24h TAA: BRB + CEF As transações automatizadas são responsáveis por parcela expressiva do total de operações bancárias realizadas pelo Banco do Brasil. A figura seguinte apresenta o percentual das transações por canal de atendimento. Figura 27. Transações por Canal de Atendimento - % 93,8 93,5 93,4 94,6 94,0 9,0 10,4 10,9 12,0 12,3 12,9 11,1 11,6 12,0 14,0 6,2 6,5 6,6 5,4 5,9 18,7 18,5 18,1 18,8 18,8 19,6 21,5 20,9 20,6 19,7 33,6 32,0 31,9 31,2 29,2 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 TAA Internet PF Internet PJ Caixa POS COBAN e Outros Trans. Automatizadas Em 2012, destaca-se também a atuação dos canais abaixo: i. celular 138,8 milhões de transações realizadas por 2.961,4 mil usuários; ii. autoatendimento Setor Público (internet e celular) 313,7 milhões de transações realizadas por 21,4 mil usuários; iii. Gerenciador Financeiro 301,5 milhões de transações por mais de 727,3 mil empresas, principalmente de pequeno porte. 90
92 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Rede MaisBB A rede MaisBB, composta por Correspondentes Bancários e Banco Postal, está presente em mais de 17 mil pontos espalhados pelo País. A Rede oferece atendimento em horários diferenciados, levando comodidade e conveniência aos clientes. A parceria com o Banco Postal permitiu ao BB acessar cerca de 1,8 mil municípios onde não mantinha agências ou correspondentes bancários. A tabela a seguir apresenta dados operacionais da Rede MaisBB, segregados em Correspondentes Bancários e Banco Postal: Tabela 128. Rede MaisBB Dados Operacionais Rede MaisBB Correspondentes Bancários Banco Postal 3T12 4T12 3T12 4T12 Dados Operacionais Aberturas de Contas PF¹ (unidades) Pagamentos, Recebimentos e Consultas² Depósitos Saques Extratos Saldos Recebimentos³ Crédito⁴ Quantidade de Operações (unidades) Volume Desembolsado (hões) Quantidade de propostas. Valor referente à Correspondentes Bancários no 3T12 ajustado devido ao reprocessamento de dados; 2 - Quantidade de Transações em milhares; 3 - Recebimentos de títulos, tributos e convênios; 4 - Informações do Banco Postal: operações efetuadas na Rede Banco Postal e por clientes do Banco Postal em outros canais do Banco Rede Externa A rede externa do Banco é composta por 49 dependências localizadas em 24 países. Em complemento a essa estrutura, o Banco do Brasil mantém acordo com outras instituições financeiras no exterior para atendimento aos seus clientes. Ao final de dezembro de 2012, havia bancos atuando como correspondentes do BB em 139 países. Tabela 129. Rede de Distribuição no Exterior Agências Subagências Escritórios de Representação Subsidiárias e Sucursais Unid. de Serv. Compartilhados Assunção Cidade do Leste Caracas Banco do Brasil AG BB USA Serv. Center Roma Buenos Aires Gifu Cidade do México Banco do Brasil Securities LLC BB Europa Serv. Center Frankfurt Gunma Dubai BB Leasing Company Ltd. Grand Cayman Hamamatsu Hong Kong BAMB Brazilian Americ. Merch. Bank La Paz Ibaraki Lima BB Securities Ltd. Londres Londres Nagano Luanda BB USA Holding Company Madri Nagóia Montevidéu BB Money Transfers, Inc. Miami Sta. Cruz de La Sierra Panamá BB Securities Asia PTE, Ltd Milão Seul BB AG - Sucursais em Portugal Nova Iorque Washington Cascais Paris Xangai Marquês de Pombal Santiago Tóquio Parque das Nações Porto Costa da Caparica Lisboa Unid. de Negócios 9.3. Outras Informações do Resultado As demais variações relevantes nas outras receitas e despesas operacionais são apresentadas nas tabelas a seguir. 91
93 Capítulo 9 Despesas Administrativas Tabela 130. Outras Receitas Operacionais Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t s/2011 Outras Receitas Operacionais (3,8) 15, (2,4) Recuperação de Encargos e Despesas (22,3) 1, (16,2) Atualização de Depósitos em Garantia¹ (30,4) (4,8) (24,7) Atualiz. Fundos Dest. Superávit - Previ ,2 19, ,6 Receitas de Empresas Colig. e Contr. Não Financeiras ,7 4, ,4 Operações com Cartões (59,8) (58,8) ,4 Rev. de Provisões - Pessoal, Adm. e Obrig. Atuarias (76,4) (74,1) ,5 Rendas de Títulos e Créditos a Receber ,3 88, ,6 Demais ,3 82, ,0 1 - Refere-se, principalmente, às receitas provenientes de atualização de garantias de operações relacionados ao comércio exterior. Tabela 131. Outras Despesas Operacionais Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t s/2011 Outras Despesas Operacionais (2.654) (2.386) (2.389) (10,0) 0,1 (9.629) (9.595) (0,4) Atualização das Obrig. Atuariais (277) (234) (276) (0,6) 18,0 (998) (825) (17,3) Despesas das Emp. Ligadas não Financ. (247) (463) (479) 94,0 3,6 (1.443) (1.794) 24,4 Parceiros Comerciais¹ (78) (98) (112) 42,6 14,4 (539) (389) (27,7) Op. com Cartões de Crédito / Débito ² (389) (405) (124) (68,2) (69,4) (1.260) (1.329) 5,4 Atualização de Depósitos em Garantia (101) (64) (61) (39,9) (4,3) (425) (275) (35,3) Descontos Concedidos em Renegociação (83) (94) (155) 87,1 65,6 (290) (396) 36,8 Amortização de Ágio em Investimentos³ (143) (208) (201) 40,5 (3,2) (575) (833) 44,8 Falhas/Fraudes e Outras Perdas (56) (48) (41) (27,1) (14,9) (460) (196) (57,3) Verba de Relacionamento Negocial⁴ (524) (470) (576) 10,0 22,4 (2.051) (2.059) 0,4 Demais (755) (305) (365) (51,6) 19,8 (1.590) (1.499) (5,8) 1 - Refere-se à despesa decorrente de parcerias, principalmente no Banco Votorantim; 2 - Despesas relacionadas, principalmente, ao gasto com o programa de relacionamento Pessoa Física (programa de pontos do cartão) e com o pagamento de cotas do uso das marcas (bandeiras); 3 - Decorre, principalmente, das despesas relacionadas à Aliança do Brasil e Banco Nossa Caixa; 4 - Decorre, principalmente, de negociações para aquisição de folhas de pagamento de órgãos da Administração Direta e Indireta Indicadores de Produtividade Nesta seção são apresentados os indicadores de produtividade normalmente utilizados para análise de instituições financeiras. Na comparação doze meses, o desempenho favorável das rendas de tarifas e o controle das despesas administrativas determinaram a melhoria tanto no índice que mede a cobertura das despesas de pessoal, quanto daquele que mede a cobertura das despesas administrativas. Com relação ao 4T12-3T12, a redução dos índices de cobertura justifica-se pelo aumento da despesa de pessoal e os reajustes contratuais característicos do 4T12. Tabela 132. Índices de Cobertura Ajustados¹ Fluxo Trimestral Fluxo Anual hões 4T11 1T12 2T12 3T12 4T Rendas de Tarifas Despesas Administrativas Despesas de Pessoal Rendas de Tarifas/Despesas de Pessoal 127,1 136,7 135,8 132,0 130,2 130,8 133,6 Rendas de Tarifas/ Despesas Administrativas 72,2 76,2 75,7 74,1 73,1 73,7 74,7 1 Série revista, devido à mudança de metodologia. Dados referentes à Demonstração de Resultado com Realocações. O indicador de eficiência com base acumulada em 12 meses permite uma análise com menor volatilidade. Na comparação doze meses, o desempenho verificado está influenciado pelas despesas decorrentes do direito de utilização da rede de atendimento do Banco Postal e da consolidação das despesas do Banco Patagonia e do Grupo Mapfre. 92
94 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 133. Índices de Eficiência Ajustados¹ Fluxo Trimestral Fluxo Anual hões 4T11 1T12 2T12 3T12 4T Receitas Operacionais (A) Margem Financeira Líquida Prov. p/ Créd. de Liquidação Duvidosa Rendas de Tarifas Res. de Part. em Coligadas e Controladas (29) (67) 22 (94) Res de Op. com Seg., Previd. e Capitaliz Outras Receitas Operacionais Outras Despesas Operacionais (2.654) (2.422) (2.397) (2.386) (2.389) (9.629) (9.595) Despesas Administrativas (B) Despesas de Pessoal Outras Despesas Administrativas Índice de Eficiência (B/A) - % 45,3 42,8 42,3 44,3 43,4 42,9 43,2 Índice de Eficiência 12 meses - % 42,9 43,2 43,4 43,6 43, Série revista, devido à mudança de metodologia. Dados referentes à Demonstração de Resultado com Realocações. A tabela seguinte apresenta outros indicadores de produtividade utilizados. Tabela 134. Outros Indicadores de Produtividade Fluxo Trimestral 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Ativos por Colaborador¹ Contas Correntes por Colaborador¹ Colaboradores¹/(Agências+PAA+PAB) Funcionários em Agências/(Agências+PAA+PAB) Cart. de Créd. Clas./Pontos de Atendimento² - hões 22,5 23,2 24,4 25,3 27,5 Renda de Tarifas/Pontos de Atendimento² - 267,9 270,8 278,9 277,6 286,4 Despesa de Pessoal por Funcionário - 34,8 32,5 34,0 35,0 36,8 Contas Correntes/(Agências+PAA+PAB) Inclui funcionários e estagiários; 2 - Rede própria. 93
95 Capítulo 10 Gestão de Riscos 10 - Gestão de Riscos Gestão dos Riscos A Gestão dos Riscos O gerenciamento de riscos no Conglomerado Financeiro do Banco do Brasil contempla de forma abrangente os riscos de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. As atividades de gerenciamento são realizadas por estruturas especializadas, conforme objetivos, políticas, estratégias, processos, procedimentos e sistemas descritos em cada um desses riscos. Não obstante as atividades estarem focadas nos riscos de crédito, de mercado, de liquidez e operacional, o Banco adota mecanismos para garantir a suficiência de capital para cobertura de outros riscos incorridos. A gestão colegiada dos riscos é realizada de forma totalmente segregada das unidades de negócios. As políticas de riscos são aprovadas pelo Conselho de Administração do Banco e formuladas pelo Comitê de Risco Global - CRG, um fórum composto pelo Presidente e Vice-Presidentes. As ações para implantação e acompanhamento das diretrizes emanadas do CRG são conduzidas em subcomitês específicos (Crédito, Mercado e Liquidez e Operacional), que são fóruns constituídos por Diretores Estatutários. Para conhecer mais sobre o processo de gestão de riscos no Banco do Brasil, acesse o website bb.com.br/ri. As tabelas e gráficos constantes deste capítulo não consideram as informações contábeis do Banco Votorantim (BV), a menos que haja referência explícita em contrário. Nesse sentido, define-se a expressão BB Consolidado como Banco do Brasil no país e exterior exclusive BV Risco de Crédito Risco de Crédito é definido como a possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não cumprimento pelo tomador ou contraparte de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na renegociação e aos custos de recuperação. A definição de risco de crédito compreende, entre outros: I - o risco de contraparte: a possibilidade de não cumprimento, por determinada contraparte, de obrigações relativas à liquidação de operações que envolvam a negociação de ativos financeiros, incluindo aquelas relativas à liquidação de instrumentos financeiros derivativos; II - o risco país: a possibilidade de perdas associadas ao não cumprimento de obrigações financeiras nos termos pactuados por tomador ou contraparte localizada fora do País, em decorrência de ações realizadas pelo governo do país onde localizado o tomador ou contraparte, e o risco de transferência, entendido como a possibilidade de ocorrência de entraves na conversão cambial dos valores recebidos; III - o risco de commitment: a possibilidade de ocorrência de desembolsos para honrar avais, fianças, coobrigações, compromissos de crédito ou outras operações de natureza semelhante; IV - o risco de interveniente: a possibilidade de perdas associadas ao não cumprimento de obrigações financeiras nos termos pactuados por parte intermediadora ou convenente de operações de crédito; e V - o risco de concentração: a possibilidade de perdas de crédito decorrentes de exposições significativas a uma contraparte, a um fator de risco ou a grupos de contrapartes relacionadas por meio de características comuns. No Banco do Brasil, a estrutura de gerenciamento do risco de crédito é composta pelas Diretorias de Gestão de Riscos, Diretoria de Crédito e Diretoria de Reestruturação de Ativos Operacionais, sendo o diretor de Gestão de Riscos, por meio de indicação do Conselho de Administração, o responsável pelo gerenciamento do risco de crédito do Banco. Essa estrutura está em consonância à Resolução CMN 3.721, de 30/04/ Risco de Mercado Risco de Mercado reflete a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas por uma instituição financeira. Inclui os riscos das operações 94
96 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 sujeitas à variação cambial, das taxas de juros, incluindo a Carteira de Não Negociação (Parcela RBAN), dos preços de ações e dos preços de mercadorias (commodities). A Diretoria de Gestão de Riscos (Diris), conforme previsto na Resolução CMN 3.464, de 26/06/2007, é responsável pelo gerenciamento do risco de mercado no Banco do Brasil, com estrutura para gerenciamento dos riscos de mercado compatível com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e a dimensão da exposição aos riscos da instituição, segregada das unidades de negociação e da unidade executora da atividade de auditoria interna. O BB utiliza métodos estatísticos e de simulação para mensurar os riscos de mercado das suas exposições. Entre as métricas resultantes da aplicação destes métodos, destacam-se: I - Sensibilidades, II - Valor em Risco (VaR), e III - Estresse. O Banco do Brasil adota política de gerenciar a exposição cambial de forma a minimizar seus efeitos sobre o resultado do Consolidado Econômico-Financeiro. Apresentamos, a seguir, o demonstrativo dos ativos, passivos e derivativos do BB Consolidado referenciados em moedas estrangeiras. A exposição cambial líquida, para , é passiva no valor de US$ milhões, o que reflete a estratégia de hedge fiscal adotada pelo Banco. O hedge fiscal objetiva reduzir a volatilidade do resultado, após os efeitos tributários, haja vista que os ganhos com a variação cambial dos investimentos no exterior não são tributados e, similarmente, as perdas não geram dedução na base tributária. Tabela 135. Balanço em Moedas Estrangeiras hões - 31/12/2012 CONTAS PATRIMONIAIS MOEDA ATIVO PASSIVO Dólar dos EUA Euro Libra Esterlina Iene Franco Suíço Dólar Canadense 3 2 Ouro 20 - Demais Total Posição Líquida - Patrimoniais (14.962) DERIVATIVOS MOEDA COMPRADO VENDIDO Dólar dos EUA Euro Libra Esterlina Iene Franco Suíço - 91 Dólar Canadense - - Demais Total Posição Líquida - Derivativos TOTAIS PATRIMONIAIS E DERIVATIVOS Posição Líquida Total (2.648) Posição Líquida Total - Em US$ milhões (1.296) A exposição cambial regulatória do BB Consolidado, calculada conforme a Circular Bacen 3.389, de 25 de junho de 2008, é da ordem de R$ 1.656,0 milhões para a data de 31 de dezembro de O gráfico a seguir evidencia o comportamento da exposição cambial do BB Consolidado, em relação ao Patrimônio de Referência (PR), trimestralmente, desde dezembro de
97 Capítulo 10 Gestão de Riscos Figura 28. Evolução da Exposição Cambial em % do PR 1,34% 0,07% 1,16% 0,09% 1,88% 0,68% 0,68% 0,79% 0,87% 3,53% 0,71% 0,50% 0,84% 0,88% 0,69% 0,73% 0,71% 0,56% 0,98% Dez/10 Mar/11 Jun/11 Set/11 Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Compensação "Parcela G" ¹ Outras Moedas Cesta de Moedas 1- Conforme Circular Bacen 3.389, de 25/06/2008, a parcela G é o valor adicional à exposição cambial do conglomerado caso a exposição no País e a exposição da rede de agências no exterior apresentem posições opostas. Nessa situação é adicionada a menor parcela em valor absoluto. Balanço por Indexador A tabela a seguir apresenta a composição dos ativos e passivos, inclusive derivativos, do BB Consolidado, detalhada por indexador: Figura 29. Ativos e Passivos por Indexador R$ bilhões - 31/12/2012 PREFIXADO 1.143, ,3 CDI / TMS / F ACP 312,5 530,7 IRP/TBF/TR 256,5 ÍNDICE DE PREÇO TJLP 201,3 78,9 30,4 12,6 207,1 30,5 2,8 MOEDA ESTRANGEIRA / OURO / RV 202,0 204,9 SEM INDEXADOR 87,4 129,0 Ativo Passivo O gráfico a seguir evidencia os descasamentos líquidos por indexador do BB Consolidado: Figura 30. Posição Líquida por Indexador R$ bilhões - 31/12/
98 Passivos Ativos Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ ,09% 218,2 0,86% 9,8-0,1-0,01% -2,9-41,7-0,25% -3,64% -55,2-4,83% -128,2 PREFIXADO INDICE DE PREÇO TJLP MOEDA ESTRANGEIRA / OURO / RV SEM INDEXADOR CDI / TMS / FACP -11,21% IRP/TBF/TR Demonstrativo do Perfil de Repactuação das Taxas de Juros Apresentamos, a seguir, tabela contendo o estoque de operações sensíveis às variações nas taxas de juros, alocados por fator de risco e por prazo de indexação de taxa de juros do BB Consolidado: Tabela 136. Perfil de Repactuação das Taxas de Juros hões - 31/12/2012 Ativos < 1 Meses 1 > 3 Meses 3 > 6 Meses 6 > 12 Meses 1 > 3 Anos > 3 Anos Total Prefixado CDI/TMS TR/TBF/IRP Índice de Preço TJLP US$/ME Total - Ativos Passivos Prefixado¹ CDI/TMS TR/TBF/IRP Índice de Preço TJLP US$/ME Total - Passivos Gap (5.940) (86.984) Gap Acumulado (5.940) (92.925) (64.015) (29.970) Gap Acumulado como % Ativos (que rendem juros) -1,3% -46,1% 33,2% 46,8% 44,1% 13,1% 3,9% 1 - Está considerada a totalidade dos depósitos em conta corrente (R$ 60,4 bilhões) em passivos prefixados Risco de Liquidez Risco de Liquidez é definido como a ocorrência de desequilíbrios entre ativos negociáveis e passivos exigíveis - "descasamentos" entre pagamentos e recebimentos que possam afetar a capacidade de 97
99 Capítulo 10 Gestão de Riscos pagamento da instituição, levando-se em consideração as diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e obrigações. O Banco do Brasil considera para o risco de liquidez os riscos associados à solvência, liquidação e sistêmico. O Banco do Brasil mantém níveis de liquidez adequados aos compromissos da Instituição assumidos no Brasil e no exterior, resultado da sua ampla e diversificada base de depositantes, da qualidade dos seus ativos, da capilaridade da sua rede de dependências externas e da sua capacidade de acesso ao mercado internacional de capitais. O rigoroso controle do risco de liquidez está em consonância com a Política de Risco de Mercado e de Liquidez estabelecida para o Conglomerado, atendendo às exigências da supervisão bancária nacional e dos demais países onde o Banco opera. O gerenciamento do risco de liquidez do Banco do Brasil segrega a Liquidez em Reais da Liquidez em Moedas Estrangeiras. Para tanto, atualmente, utiliza os seguintes instrumentos de gestão: I - Projeções de Liquidez; II - Teste de Estresse; III - Limites de Risco de Liquidez; IV - Plano de Contingência de Liquidez. Os instrumentos de gestão do risco de liquidez são periodicamente monitorados e reportados aos Comitês Estratégicos da instituição. Os limites de risco de liquidez atualmente utilizados no Banco do Brasil são a Reserva de Liquidez, aplicada ao risco de liquidez de curto prazo, e o Indicador de Disponibilidade de Recursos Livres (DRL), voltado ao gerenciamento do risco de liquidez de médio e longo prazo. A partir de junho de 2012, foi implementado o limite do Colchão de Liquidez para o gerenciamento do risco de liquidez em cenários de estresse. A figura seguinte apresenta o acompanhamento mensal da Reserva de Liquidez em Moeda Nacional do Banco. Figura 31. Reserva de Liquidez em Moeda Nacional (Posição: último dia útil) Dez/11 Jan/12 Fev/12 Mar/12 Abr/12 Mai/12 Jun/12 Jul/12 Ago/12 Set/12 Out/12 Nov/12 Dez/12 Liquidez Média Reserva de Liquidez A figura abaixo apresenta o acompanhamento da Reserva de Liquidez em Moeda Estrangeira do Banco. 98
100 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Figura 32. Reserva de Liquidez Moeda Estrangeira (Posição: último dia útil) Dez/11 Jan/12 Fev/12 Mar/12 Abr/12 Mai/12 Jun/12 Jul/12 Ago/12 Set/12 Out/12 Nov/12 Dez/12 Liquidez Média Reserva de Liquidez Em junho de 2012, a gestão do risco de liquidez passou a utilizar nova forma de consolidação das variáveis que compõem a Liquidez em Moeda Estrangeira. Esta consolidação leva em consideração o risco de transferência de recursos em moeda estrangeira do exterior para o Brasil e vice-versa, o que diminuiu a volatilidade da série e, consequentemente, resultou num decréscimo no valor da Reserva de Liquidez em Moeda Estrangeira. O indicador de Disponibilidades de Recursos Livres (DRL) visa assegurar equilíbrio entre captação e aplicação de recursos da carteira comercial da área interna e garantir o financiamento da Liquidez em moeda nacional com recursos comerciais. O limite do DRL, definido anualmente pelo Comitê de Risco Global (CRG) de acordo com as metas de captações e aplicações comerciais, é parâmetro utilizado no planejamento e na execução do orçamento da instituição e monitorado sob periodicidade mensal. Em 2012, a composição dos produtos utilizados no cálculo do DRL foi reavaliada, tendo em vista identificar operações com características financeiras alinhadas com os objetivos do indicador não contempladas anteriormente, e aperfeiçoar a gestão do risco de liquidez de médio e longo prazo. A alteração da composição do índice resultou, principalmente, na inclusão de grande volume de títulos privados adquiridos com finalidade de concessão de crédito classificados na Carteira de Não Negociação de que trata a Resolução CMN O aperfeiçoamento da composição do DRL permitiu que o CRG aprovasse limite mínimo mensal menor para o ano de 2012, admitindo-se o escalonamento dos valores para o alcance gradual desse limite. 99
101 Capítulo 10 Gestão de Riscos Figura 33. Indicador DRL Dez/11 Jan/12 Fev/12 Mar/12 Abr/12 Mai/12 Jun/12 Jul/12 Ago/12 Set/12 Out/12 Nov/12 Dez/12 DRL Mensal DRL Limite Devido à sazonalidade observada nos meses de janeiro e fevereiro de 2012 com relação às captações e aplicações, não foi possível atender o escalonamento previsto no referido período. Entretanto, a partir do mês de março, a curva da execução orçamentária já indicou para a adequação dos limites estabelecidos para o indicador DRL. No último trimestre do ano, em função do movimento de redução de taxas de juros liderado pelo Banco, e da elevação das operações de crédito, foi necessário reavaliar o limite do indicador DRL. Esta alteração, aliada à nova estratégia de captação de recursos, permitiu ao Banco alcançar os objetivos negociais definidos, porém, mantendo-se o equilíbrio entre fontes e usos de recursos comerciais. Tal medida permite ao Banco a realização da gestão de seus ativos e passivos sem comprometer a liquidez corrente do Banco, a qual se mantém em níveis confortáveis, conforme demonstrado na figura Reserva de Liquidez em Moeda Nacional deste capítulo. Destaca-se que a manutenção da Liquidez em moeda nacional e em moeda estrangeira, acima dos limites das suas respectivas Reserva de Liquidez, possibilita a execução do planejamento estratégico do Banco em níveis confortáveis de exposição ao risco de liquidez Risco Operacional Risco Operacional representa a possibilidade de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou decorrente de eventos externos. Esta definição inclui a possibilidade de perdas decorrentes do risco legal que está associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como a sanções em razão do descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela instituição. No aspecto quantitativo, a tabela abaixo apresenta o comportamento das perdas operacionais do BB consolidadas por categorias de eventos de perda. Ressalta-se que o BB considera as constituições/reversões de provisões notadamente para passivos contingentes no total apurado de perdas operacionais para as categorias Problemas Trabalhistas e Falhas nos Negócios: 100
102 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 137. Composição das Perdas Operacionais (%) Categoria de Evento de Perda 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Problemas Trabalhistas 58,5 18,3 34,3 33,0 42,5 Falhas nos Negócios 24,3 66,3 56,1 52,8 41,2 Fraudes e Roubos Externos¹ 11,9 11,2 10,1 9,5 15,0 Danos ao Patrimônio Físico 0,6 0,4 0,7 0,5 1,1 Fraudes Internas 0,7 0,5 0,6 0,7 0,5 Falhas de Sistemas 0,0 0,1 0,6 0,0 0,0 Interrupção das Atividades 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Falhas em Processos 4,0 3,2-2,4 3,5-0,3 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 1 - A categoria Fraudes e Roubos Externos, por características próprias dos eventos de perda que consolida, é sensibilizada gerencialmente por lançamentos posteriores à apuração em bases mensais; por isso pode apresentar variações nas percentagens apuradas em períodos anteriores. Os valores percentuais apresentados na tabela acima representam a posição na data 31/12/12. Aderente à Resolução CMN e aos requisitos de Basiléia II, foram revisadas as políticas específicas associadas ao risco operacional, tendo sido aprovadas pelo Conselho de Administração em dezembro de O Banco do Brasil utiliza diversos instrumentos de gestão de risco, e monitora periodicamente as perdas operacionais, a fim de adotar medidas de mitigação. Aprimorando este modelo, o Banco desenvolveu metodologia de identificação de riscos operacionais aplicada ao mapeamento de seus processos organizacionais, viabilizando a identificação de possíveis perdas operacionais previamente à sua efetiva materialização. Atendendo aos requisitos mínimos do Edital de Audiência Pública Bacen nº 39/2011, no último trimestre o banco revisou sua estrutura de gerenciamento de risco operacional e iniciou processo de aquisição de ferramenta de gestão. Estas mudanças proporcionaram a revisão do plano de candidatura ao uso de modelos internos para alocação de capital para risco operacional. 101
103 Capítulo 10 Gestão de Riscos Estrutura de Capital O Índice de Basileia foi apurado segundo os critérios estabelecidos pelas Resoluções CMN 3.444/2007 e 3.490/2007, que tratam do cálculo do Patrimônio de Referência (PR) e do Patrimônio de Referência Exigido (PRE), respectivamente. As informações relativas ao Banco Votorantim (BV) são consolidadas pelo Método de Equivalência Patrimonial (MEP). Desempenho O Banco do Brasil encerrou dezembro de 2012 com Patrimônio de Referência 34,1% superior ao observado no mesmo período do ano anterior, atingindo R$ milhões. Tabela 138. Índice de Basileia Conglomerado Econômico-Financeiro¹ hões Dez/11 Mar/12 Jun/12 Set/12 Dez/12 Patrimônio de Referência - PR Nível I Capital Social Reservas² Reservas de Reavaliação (5) (5) (5) (5) (5) Ajuste ao Valor de Mercado -TVM e Deriv Ações em Tesouraria (0) - - (162) (461) Lucros ou Prejuízos Acumulados Participações Acumuladas nas Minoritárias Contas de Resultado Créd. Trib. Excl. nível I do PR Res.3059 (0) (0) (0) (0) - Ativos Diferidos (165) (142) (128) (114) (111) Ajustes da Marcação a Mercado (351) (413) (586) (833) (701) Adicional de Provisão Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida - Nível I Nível II Dívida Subordinada Reservas de Reavaliação Ajustes da Marcação a Mercado Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida - Nível II Deduções do PR (5.011) (4.849) (5.503) (5.323) (4.919) Instrumentos Financeiros Excluídos do PR (5.011) (4.849) (5.503) (5.323) (4.919) PRE Risco de Crédito³ Risco de Mercado⁴ Risco Operacional⁵ Excesso / Insuficiência de PR Coeficiente K - % 13,98 14,26 14,22 14,81 14,83 1- As informações e saldos contábeis do Banco Votorantim deixaram de ser incluídos nos demonstrativos de limites de gestão de riscos e na base de apuração do Índice de Basiléia do Banco, de forma retroativa a 30/09/ Refere-se às Reservas de Capital, Reavaliação e Lucros. 3 - Referente à parcela PEPR, conforme circular de 12/09/ Referente às parcelas PCAM, PJUR, PCOM e PACS, Circulares a 3.364/2007, 3.366/2007, 3.368/2007 e 3.389/ Referente à parcela POPR, conforme circular 3.383, de 30/04/2008. Em Jan/2013, o Banco realizou emissão de dívida subordinada no exterior no valor de US$ 2,0 bilhões, e emissão de letras financeiras subordinadas no mercado interno no valor de R$ 5,2 bilhões. Essas captações, quando autorizadas pelo Banco Central do Brasil, serão incorporadas ao Capital Nível II do BB, resultando num incremento de 128 pontos-base sobre o Índice de Basiléia. O PRE do BB alcançou o montante de R$ milhões em dezembro, aumento de 26,4% em relação a dezembro de Maior parte da exigência foi ocasionada pela parcela de risco de crédito (PEPR), reflexo principalmente da expansão das operações de crédito. A tabela a seguir apresenta as principais variações nas contas da parcela PEPR no quarto trimestre de 2012 vis-à-vis igual período de 2011, considerando o Consolidado Econômico-Financeiro: 102
104 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 139. Principais Contas da Parcela PEPR (Conglomerado Econômico-Financeiro) Var. % hões Dez/11 Set/12 Dez/12 s/dez/11 s/set/12 Operações de Crédito ,6 10,8 Outros Direitos (ouro, adiant. ao FGPC, outros adiant.) ,8 6,0 TVM e Derivativos (4,7) 9,7 Créditos a Liberar ,0 11,2 Permanente ,0 0,7 Demais ,5 (2,1) TOTAL ,2 7,9 Em relação ao risco de mercado, apresentamos, na tabela a seguir, o Patrimônio de Referência Exigido, em dezembro de 2012, por fator de risco. Tabela 140. PRE para Risco de Mercado por Fator de Risco hões Fatores de Risco Dez/11 Set/12 Dez/12 s/dez/11 s/set/12 PRE Câmbio PRE Taxa de Juros ,7 4,7 PRE Commodities (35,0) 6,5 PRE Ações (11,0) (13,9) PRE Risco de Mercado¹ ,3 4,7 1 - Inclui posições do BNC e a participação do BB nas posições do BV Var. % Para apuração da Parcela de Capital para Cobertura do Risco Operacional (POPR), o BB utiliza a Abordagem Padronizada Alternativa prevista na circular BACEN n 3.383/2008. O valor da POPR, segregado em linhas de negócios, é complementado pela parcela adicional, discriminada na linha coligadas e controladas no país e exterior, cujo resultado é função da variação do valor do investimento do BB em empresas não financeiras mais o valor da participação no Banco Votorantim. A atual POPR, obtida sobre os valores médios do período de seis semestres que se encerrou com o balanço de , está sendo cumprida com a respectiva alocação de capital, mensalmente, durante o período de julho a dezembro de Tabela 141. Capital Alocado para Risco Operacional por Linha de Negócio Linha de Negócio Valor (hões) Part. % Administração de Ativos 122 3,2 Coligadas e Controladas no País e Exterior 253 6,7 Comercial ,4 Corretagem de Varejo 4 0,1 Finanças Corporativas 9 0,2 Negociação e Vendas ,8 Pagamentos e Liquidações ,0 Serviços de Agente Financeiro 102 2,7 Varejo ,7 TOTAL ,0 103
105 Capítulo 10 Gestão de Riscos Tabela 142. Exposição Ponderada por Fator de Risco e PEPR (posição 31/12/2012) hões FPR Set/12 Dez/12 Set/12 Dez/12 Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez TVM e Instrumentos Financeiros Derivativos Relações Interfinanceiras Operações de Crédito Operações de Arrendamento Mercantil Outros Direitos Outros Valores e Bens Permanente Exposição Ponderada por Fator de Risco¹ PEPR² 20% % % % % % % % % % % % % % % % % % % % % % % % % Compromisso de Crédito não cancelável incondicional e unilateralmente pela Instituição Adiantamentos concedidos pela Instituição Garantias prestadas-avais, fianças e coobrigações Créditos tributários Operações a liquidar de compra de moeda estrangeira, de ouro ou de títulos e valores mobiliários no mercado a vista Operações a liquidar de venda de moeda estrangeira, de ouro ou de títulos e valores mobiliários no mercado a vista 50% % % % % % % % % % % % % % % % Ativos deduzidos do PR a serem deduzidos do PEPR -100% (5.437) (5.029) (598) (553) -300% (0) - (0) - Total Somatório dos produtos das exposições pelos respectivos Fatores de Ponderação de Risco, ajustados pelo Fator de Conversão. 2 - Exposição Ponderada por Fator de Risco multiplicada por 0,
106 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Investimentos Estratégicos 11.1 Informações de Coligadas e Controladas Tabela 143. Participações Societárias do BB Banco Múltiplo P a rtic ipa ç ã o Tota l - % S a ldo de Inve stime nto Re sult. de P a rtic ip. Ativida de De z/ 12 De z/ 11 De z/ Participações Consolidadas Segmento Bancário Banco do Brasil AG. Viena Bancária (1) 100, BB Leasing S.A. Arrendamento Mercantil Arrendamento (1) 100, BB Leasing Company Ltd. Arrendamento (1) 100, BB Securities Asia Pte. Ltd. Corretora (1) 100, (482) BB Securities LLC. Corretora (1) 100, BB Securities Ltd. Corretora (1) 100, BB USA Holding Company, Inc. Bancária (1) 100, (853) Brasilian American Merchant Bank Holding (1) 100, Besc DTVM S.A. Adm. de Ativos (1) 99, Banco Patagonia S.A. Banco Múltiplo (1) 58, Banco Votorantim S.A. Banco Múltiplo (2) 50, ( ) EuroBank Bancária (1) 100, (12.897) Segmento Investimentos BB Banco de Investimento S.A. Banco de Invest. (1) 100, S e gme nto Ge stã o de Re c ursos BB DTVM S.A. Adm. de Ativos (1) 100, Segmento Seg., Previd. e Capitaliz. ¹ BB Seguros Participações S.A. Holding (1) 100, BB Corretora de Seg. e Adm. de Bens S.A. Corretora (1) 100, BB Seguridade S.A. Holding (1) 100, S e gme nto Me ios de P a ga me nto BB Adm. de Cartões de Crédito S.A. Serviços (1) 100, BB Elo Cartões Participações S.A. Holding (1) 100, (3.812) BB Elo Participações S.A. Holding (2) Elo Serviços S.A. Serviços (2) Outros S e gme ntos BB Administradora de Consórcios S.A. Consórcios (1) 100, BB Tur Viagens e Turismo Ltda. Turismo (1) 100, (1.188) BB Money Transfers Inc. Serviços (1) 100, (934) Cobra Tecnologia S.A. Informática (1) 99, BV Participações S.A. Holding (2) 50, (38.237) 1 Em 17/12/2012 foi aprovada a criação da BB Seguridade, Holding controladora das empresas do ramo de seguridades do Banco. Até o final de 2012 foi mantido no Banco Múltiplo o resultado de equivalência da BB Seguros e Participações S.A. e BB Corretora de Seg. e Adm. De Bens S.A, tendo sido migrado para a nova Holding apenas os saldos de investimento das mesmas. (1) Controladas, consolidadas integralmente. (2) Controladas em conjunto, consolidadas proporcionalmente. (3) Coligadas, consolidadas proporcionalmente conforme determinação do Bacen. 105
107 Capítulo 11 Investimentos Estratégicos Tabela 144. Participações Societárias do BB Banco de Investimentos P a rtic ipa ç ã o Tota l - % S a ldo de Inve stime nto Re sult. de P a rtic ip. Ativida de De z/12 De z/11 De z/ P a rtic ipa ç õe s Consolida da s S e gme nto Inve stime ntos Kepler Weber S.A. Indústria (2) 17, Companhia Brasileira de Securit. Cibrasec Aquisição de Créd. (3) 12, Neoenergia S.A. Energia (2) 11, S e gme nto S e g., P re vid. e Ca pita liz. Seg. Brasileira de Créd. à Exportação SBCE Seguradora (3) 12, S e gme nto Me ios de P a ga me nto Cia Bras. de Soluções e Serv. CBSS Alelo Serviços (2) 49, Cielo S.A. Serviços (2) 28, Tecnologia Bancária S.A. Tecban Serviços (3) 13, Outros S e gme ntos Ativos S.A. Securitizadora de Créd. Financ. Aquisição de Créd. (1) 100, (1) Controladas, consolidadas integralmente. (2) Controladas em conjunto, consolidadas proporcionalmente. (3) Coligadas, consolidadas proporcionalmente conforme determinação do Bacen. Tabela 145. Participações Societárias do BB Seguros S.A P a rtic ipa ç ã o Tota l - % S a ldo de Inve stime nto Re sult. de P a rtic ip. Ativida de De z/12 De z/11 De z/ Participações Consolidadas Segmento Seg., Previd. e Capitaliz. Nossa Caixa Capitalização S.A. Capitalização (1) 100, Brasilprev Seguros e Previdência S.A. Seg./Previd. (2) 74, Brasilcap Capitalização S.A. Capitalização (2) 66, BB Mapfre SH1 Participações S.A. Holding (2) 74, Mapfre Vida S.A Companhia de Seguros Aliança do Brasil Vida Seguradora S.A Aliança Participações S.A Mapfre Participações S.A Seguradora Seguradora Seguradora Holding Holding Mapfre BB SH2 Participações S.A. Holding (2) 50, (36.134) Mapfre Seguros Gerais S.A Mapfre Affinity Seguradora S.A Mapfre Assistência S.A Brasilveículos Companhia de Seguros Aliança do Brasil Seguros S.A Seguradora Seguradora Serviços Seguradora Seguradora Aliança REV Participações S.A Holding (1) Controladas, consolidadas integralmente. (2) Controladas em conjunto, consolidadas proporcionalmente. Tabela 146. Participações Societárias não Consolidadas P a rtic ipa ç ã o Tota l - % S a ldo de Inve stime nto Re sult. de P a rtic ip. Ativida de De z/12 De z/11 De z/ Participações não Consolidadas Mapfre Nossa Caixa Vida e Previdência S.A¹ Seg./Previd. (4) 74, Cadam S.A. Mineradora (4) 21, Cia. Hidromineral Piratuba Saneamento (4) 15, Itapebi Geração de Energia Energia (4) 19, Estruturadora Brasileira de Projetos - EBP Serviços (4) 11, Consolidada ver Nota Explicativa 2 de dezembro (4) Coligadas, avaliadas pelo método de equivalência patrimonial. 106
108 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Negócios Internacionais O posicionamento estratégico do Banco no exterior é direcionado aos segmentos de atacado e varejo, em favor do apoio às comunidades de imigrantes brasileiros, do financiamento às empresas brasileiras com negócios envolvendo a corrente de comércio exterior e da atuação em mercado de capitais. As ações do conglomerado vislumbram fortalecer o relacionamento com instituições financeiras internacionais, agentes econômicos e governos, apoiando a implantação de projetos transnacionais e binacionais. Nos EUA, desde outubro o Banco do Brasil Americas trabalha com produtos e serviços como poupança e cartão de crédito. Voltada para pessoas físicas, a instituição possui atualmente uma rede de três agências localizadas na Flórida. Na Europa, continua o processo de reestruturação das plataformas tecnológicas e de negócios, a partir da centralização de atividades e transformação das agências BB em sucursais da subsidiária integral do BB AG. Viena. O Banco tem concentrado esforços para continuar sendo o primeiro banco dos brasileiros no Brasil e no exterior, com capilaridade para atender seus clientes em todos os lugares. A tabela a seguir apresenta os saldos das principais contas patrimoniais de agências, controladas e subsidiárias no exterior, inclusive Banco Patagonia. Os valores relativos às transações entre as dependências no exterior foram eliminados e a linha Grupo BB representa o saldo das transações entre as dependências no exterior e o restante do Grupo BB no País. Tabela 147. Saldos Patrimoniais - Consolidado no Exterior Var. % hões Dez/11 Set/12 Dez/12 s/dez/11 s/set/12 ATIVO ,3 10,3 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ,0 33,6 Titulos e Valores Mobiliários ,4 13,7 Títulos Disponíveis para Negociação (11,0) 16,7 Títulos Disponíveis para Venda ,8 13,4 Títulos Mantidos até o Vencimento (18,4) 1,0 Operações de Crédito ,7 8,6 Setor Público (28,7) (19,9) Setor Privado ,8 11,5 Outros Ativos ,9 (27,2) Grupo BB ,9 7,5 PASSIVO ,3 10,3 Depósitos ,2 4,0 Depósitos à Vista ,9 (1,5) Depósitos a Prazo ,8 2,3 Depósitos Interfinanceiros ,1 10,0 Recursos de Aceites e Emissões de Títulos ,0 25,4 Obrigações por Empréstimos ,9 2,5 Dívidas Subordinadas e Bônus Perpétuos ,6 (0,3) Demais Passivos (19,0) 1,1 Grupo BB ,5 27,2 Patrimônio Líquido ,8 3,9 Atribuível à controladora ,1 4,0 Participação dos não controladores ,3 3,1 Tabela 148. Consolidado no Exterior Resultado Var. % hões s/2011 LUCRO (PREJUÍZO) ,5 Atribuível à controladora ,5 Participações dos não controladores ,6 107
109 Capítulo 11 Investimentos Estratégicos Banco Patagonia Em abril de 2011, o BB assumiu o controle do Banco Patagonia da Argentina por meio da aquisição de 51% do seu capital. O negócio constituiu marco para o processo de internacionalização e foi o primeiro passo do novo modelo de atuação em mercados com potencialidades. Posteriormente, o Banco Central do Brasil autorizou o BB a aumentar sua participação naquele banco para até 75% de seu capital total por meio de Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA). Em agosto de 2011, a autorização foi concedida pela Comisión Nacional de Valores da Argentina e, no período de setembro a outubro de 2011, a OPA foi realizada na Bolsa de Valores de Buenos Aires. Após o encerramento da oferta, em 11/10/2011, o Banco do Brasil passou a deter 58,96% do capital social e votante do Banco Patagonia. A operação teve por objetivo a ampliação da parceria com empresas brasileiras e argentinas, e a diversificação do portfólio de produtos e serviços, buscando potencializar o atendimento aos clientes, a expansão da carteira de crédito e a atuação junto à cadeia de valor do segmento de Pessoas Jurídicas estabelecidas na Argentina, principalmente, nas províncias de Buenos Aires e Rio Negro. O BB visa, com a aquisição, associar sua experiência no atendimento aos grandes grupos empresariais brasileiros à expertise do Banco Patagonia de atuar junto a empresas locais, em especial na administração de folhas de pagamento, além de operar no varejo bancário. A seguir uma seleção de indicadores patrimoniais, estruturais e de resultado do Banco Patagonia. Tabela 149. Banco Patagonia Principais Linhas do Resultado Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t s/2011 Margem Financeira Bruta ,3 (21,3) ,3 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (25) (62) (40) 59,7 (36,0) (45) (134) 195,6 Receitas de Prestação de Serviços ,4 7, ,3 Despesas Administrativas (136) (161) (164) 20,4 1,9 (468) (626) 33,8 Outros ,4 62, ,7 Resultado Antes da Tributação s/ Lucro (1,7) (16,9) ,5 Impostos (69) (88) (67) (2,7) (24,1) (159) (270) 70,1 Lucro Líquido (1,0) (11,6) ,6 Tabela 150. Banco Patagonia Destaques Patrimoniais Saldos Var. % hões Dez/11 Set/12 Dez/12 s/dez/11 s/set/12 Ativos ,0 17,3 Operações de Crédito ,0 11,3 Exposição ao Setor Público ,3 (3,1) Depósitos ,3 16,1 Patrimônio Líquido ,3 3,1 Tabela 151. Banco Patagonia Destaques Operacionais e Estruturais Var. % Dez/11 Set/12 Dez/12 s/dez/11 s/set/12 Clientes ,8 1,7 Agências ,5 4,5 Agências em Buenos Aires ,4 2,5 Pontos de Atendimento ,7 3,3 Funcionários ,9 (0,3) Tabela 152. Banco Patagonia Indicadores de Rentabilidade, Capital e Crédito % 4T11 3T12 4T12 Retorno sobre o Patrimônio Líquido 27,4 30,9 30,0 Indice de Basileia 19,4 19,3 18,9 Provisão / Operações Vencidas + 90 dias 234,2 252,1 255,2 Operações Vencidas + 90 dias / Carteira de Crédito 0,9 1,0 1,0 108
110 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/ Banco Votorantim Banco Votorantim A parceria com a Votorantim Finanças na direção conjunta do Banco Votorantim, iniciada em setembro de 2009, possui um racional estratégico e visão de longo prazo, tendo permitido ao BB explorar oportunidades de negócios em diversos segmentos, dentre os quais se destacam: I) Desenvolvimento do modelo de originação de ativos de crédito ( BV Originadora BVO ): o Banco Votorantim e o BB avançaram na estruturação de um modelo de originação direta de ativos de crédito ao BB, o BVO, o qual terá foco em concessionárias (veículos novos) e clientes do BB. Com base nesse novo modelo, que será implantado em 2013, o Banco do Brasil elevará a presença do Banco nas concessionárias ampliando o potencial de originação de novos negócios em ambiente externo às agências bancárias. II) Projeto Mais BB : o BB e a BV Financeira têm aprofundado sua parceria no segmento de financiamento ao consumo. O BB conta com promotoras, geridas pela BV Financeira, para oferecer os produtos de crédito consignado, antecipação de 13º salário entre outros, junto às agências do BB, contribuindo para o aumento do volume de originação de créditos do banco; III) Oferta de produtos de investimento: o BB e o Banco Votorantim têm atuado conjuntamente no desenvolvimento e distribuição de fundos de investimento inovadores e customizados de Direitos Creditórios (FIDCs), Imobiliários (FIIs), de Investimentos em Participações (FIPs) e Crédito Privado. Ao final de 2012, o volume total dos fundos relativos a essa parceria somava R$ 3,3 bilhões, geridos pela VAM Votorantim Asset Management. O destaque no quarto trimestre foi o BB Progressivo II, fundo de Investimento Imobiliário, composto por 64 imóveis - agências e prédios comerciais locados para o BB pelo prazo de 10 anos. A oferta pública de R$ 1,6 bilhão alcançou demanda superior a R$ 20 bilhões e contou com a participação de aproximadamente 48 mil investidores; IV) Ampliação dos negócios do segmento de Atacado: aprofundamento da parceria nos negócios relacionados a grandes empresas, com foco em originação de crédito, produtos estruturados, derivativos (hedge), mandatos de emissões de ações e bonds no mercado internacional; V) Ampliação de canais de distribuição: o BB obtém acesso a ampla rede distribuição terceirizada do BV, com canais alternativos bem desenvolvidos, distribuídos em: concessionárias, revendas, promotoras e lojas da BV Financeira. A consolidação das demonstrações financeiras do BV nos demonstrativos contábeis do BB é proporcional à sua participação no capital social. Os ativos e passivos passaram a ser consolidados desde o 3T09 e as contas de resultado desde o 4T09. Todos os números apresentados a seguir refletem 100% dos saldos, contas patrimoniais e contas de resultado do Banco Votorantim. Informações adicionais podem ser obtidas no site de Relações com Investidores do Banco Votorantim ( Tabela 153. Destaques Patrimoniais hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t12 Ativos Totais ,2 8,5 TVM e Derivativos ,0 4,7 Carteira de Crédito (3,0) (1,9) Depósitos¹ (39,7) (15,9) Captação no Mercado Aberto ,2 16,9 Patrimônio Líquido ,9 (7,0) * Exceto outros depósitos Var. % 109
111 Capítulo 12 Banco Votorantim Tabela 154. Demonstração Resumida do Resultado Societário Fluxo Trimestral Var. % Fluxo 12 meses Var. % hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t s/2011 Receitas da Intermediação Financeira ,8 4, (13,1) Operações de Crédito (25,9) (3,8) (17,2) Operações de Arrendamento Mercantil (28,5) (6,9) (22,8) Resultado de Operações com TVM ,5 28, ,7 Result. com Instrum. Financ. Derivat. (815) (264) (405) (50,4) 53,4 (1.198) (1.108) (7,4) Resultado de Operações de Câmbio ,5 40, ,1 Resultado das Aplicações Compulsórias (86,4) (51,6) (62,1) Oper. de Venda ou de Transf. de Ativos Financ , Despesa da Intermediação Financeira (2.339) (2.046) (2.079) (11,1) 1,6 (11.035) (9.148) (17,1) Operações de Captação no Mercado (2.218) (1.863) (1.872) (15,6) 0,5 (10.129) (8.252) (18,5) Operações de Emp., Cessões e Rep. (121) (174) (145) 19,3 (16,7) (906) (808) (10,8) Oper. de Venda ou de Transf. de Ativos Financ. - (10) (62) - 535,2 - (70) - Margem Financeira Bruta ,3 9, (4,3) Provisão para Créd. Liquidação Duvidosa (1.097) (1.332) (1.066) (2,8) (20,0) (3.343) (5.423) 62,2 Margem Financeira Líquida (298) (164) (657) - Outras Receitas/Despesas Operacionais (657) (626) (710) 8,0 13,4 (1.955) (2.444) 25,0 Receitas de Prestação de Serviços (0,6) 11, (17,0) Despesas de Pessoal (209) (221) (279) 33,2 26,2 (859) (978) 13,9 Outras Despesas Administrativas (433) (395) (443) 2,2 12,1 (1.545) (1.572) 1,7 Despesas Tributárias (150) (127) (129) (13,9) 1,5 (623) (478) (23,3) Result. de Particip. em Colig. e Controladas (0) ,3 (0) 70 - Outras Receitas Operacionais ,0 229, (4,2) Outras Despesas Operacionais (200) (194) (286) 43,2 47,4 (438) (774) 76,7 Resultado Operacional (955) (790) (503) (47,3) (36,4) (317) (3.101) 878,4 Resultado Não Operacional (85) (43) (24) (72,3) (45,4) (76) (139) 84,3 Resultado Antes da Tributação s/ Lucro (1.040) (834) (527) (49,4) (36,8) (393) (3.241) 725,3 Imposto de Renda e Contribuição Social (40,3) (22,7) ,2 Participações Estatutária no Lucro (85) (36) (120) 41,1 230,1 (355) (363) 2,1 Lucro Líquido (643) (497) (358) (44,3) (28,0) (187) (1.988) 960,9 Sumário do Resultado Os resultados consolidados do BV foram impactados, principalmente, pelos fatores ligados ao Varejo, dos quais se destacaram: I. Inadimplência das carteiras de veículos originadas entre Jul/10 e Set/11, que possuem qualidade inferior à média histórica e ainda representam 48% da carteira de veículos (62% em Dez/11); II. Entrada em vigor da Resolução 3.533/Bacen, que alterou as regras no mercado de cessões de crédito, impactando as receitas dos bancos que nele atuam; III. Redução de 45% no volume originado pelo Varejo em 2012, em comparação ao montante registrado em 2011, para assegurar a qualidade e rentabilidade das novas safras; e IV. Elevação gradual do índice de cobertura da carteira gerenciada do Varejo. Mesmo diante desses fatores, os resultados consolidados apresentaram nova melhora de 28,0% em relação ao trimestre anterior, principalmente em razão da redução de 34% (R$ 397 milhões) nas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PCLD do Varejo sendo essa a terceira redução trimestral consecutiva). Ressaltam-se dois pontos adicionais: I. O BV voltou a reportar margem líquida positiva no 4T12 (R$ 205 milhões), resultado da efetividade do processo de ajuste iniciado no 4T11, e que será concluído em 2013; II. As linhas de despesas administrativas somada às despesas de pessoal registraram R$ 721 milhões no 4T12, 17% superior aos R$ 615 milhões auferidos no 3T12. Estas despesas foram impactadas pela intensificação dos processos de cobrança no Varejo, pelo acordo coletivo e por despesas relacionadas ao processo de reestruturação; O BV avançou em 2012 na Agenda de Mudanças, que reúne as principais iniciativas estratégicas do processo de ajuste do banco iniciado no 4T11 e que conta com total apoio dos acionistas. A Agenda de Mudanças possui três principais frentes: 110
112 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 A. Nova produção: as melhorias nos processos e modelos de crédito contribuíram para reduzir a inadimplência em veículos leves no 4T12 (Set/12: 9,2%, Dez/12: 7,7%). No 1S13, será implantado um novo motor de crédito que permitirá aumentar a taxa de decisões automáticas e ampliar a capacidade de discriminação de risco do modelo de crédito do BV, reduzindo ainda mais os indicadores de inadimplência; B. Tratamento do estoque originado entre Jul/10 e Set/11: foi dado continuidade no aperfeiçoamento dos processos de cobrança com ações diferenciadas por perfil de clientes. Adicionalmente, o índice de cobertura das operações de crédito do Varejo foi elevado de 84% em setembro de 2012 para 90% em dezembro de 2012; e C. Eficiência e Governança: além de atrair profissionais experientes de mercado e adequar as estruturas organizacionais ao novo patamar de produção do Varejo, o BV continuou atuando no aperfeiçoamento de controles internos e na implantação de melhorias operacionais no Varejo. Cabe destacar que no 4T12, a controlada BV Financeira alterou o critério de reconhecimento dos custos associados à produção de empréstimos e financiamentos incorridos após a originação da operação, conforme explicação detalhada da nota explicativa número 2 das demonstrações contábeis divulgadas pelo BV. Tabela 155. Demonstrações do Resultado com Realocações¹ - Trimestral Fluxo Trimestral 3T12 4T12 Var. % hões Contábil Realocações Realocada Contábil Realocações Realocada s/3t12 Receitas da Intermediação Financeira (47) (116) ,2 Operações de Crédito (46) (114) (6,2) Operações de Arrendamento Mercantil (6,9) Resultado de Operações com TVM ,7 Result. com Instrum. Financ. Derivat. (264) (1) (265) (405) (2) (406) 53,2 Resultado de Operações de Câmbio ,8 Resultado das Aplicações Compulsórias (51,6) Oper. de Venda ou de Transf. de Ativos Financ ,1 Despesa da Intermediação Financeira (2.044) - (2.046) (2.079) - (2.079) 1,6 Operações de Captação no Mercado (1.863) - (1.863) (1.872) - (1.872) 0,5 Operações de Emp., Cessões e Rep. (174) - (174) (145) - (145) (16,7) Oper. de Venda ou de Transf. de Ativos Financ. (8) - (10) (62) - (62) 535,2 Margem Financeira Bruta (47) (116) ,2 Provisão para Créd. Liquidação Duvidosa (1.332) 46 (1.286) (1.066) 114 (951) (26,0) Margem Financeira Líquida (164) (1) (166) 207 (2) Outras Receitas/Despesas Operacionais (626) (2) (628) (710) (2) (712) 13,3 Receitas de Prestação de Serviços ,7 Despesas de Pessoal (221) - (221) (279) - (279) 26,2 Outras Despesas Administrativas (395) - (395) (443) - (443) 12,1 Despesas Tributárias (127) 0 (126) (129) 0 (128) 1,6 Result. de Particip. em Colig. e Controladas ,3 Outras Receitas Operacionais 36 (10) (29) ,8 Outras Despesas Operacionais (194) 7 (188) (286) 26 (260) 38,6 Resultado Operacional (790) (4) (794) (503) (4) (507) (36,2) Resultado Não Operacional (43) - (43) (24) - (24) (45,4) Resultado Antes da Tributação s/ Lucro (834) (4) (838) (527) (4) (530) (36,7) Imposto de Renda e Contribuição Social (22,5) Participações Estatutária no Lucro (36) - (36) (120) - (120) 230,1 Lucro Líquido (497) - (497) (358) - (358) (28,0) 1 - As realocações referem-se a: (i) receitas de recuperação de créditos baixados para prejuízo e despesas com provisões de crédito referentes à carteira cedida com coobrigação, classificadas na linha Operações de Crédito que foram realocados para Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa e (ii) variações cambiais dos investimentos no exterior, que são contabilizadas em Outras Receitas (Despesas) Operacionais e que foram realocadas para Resultado de Instrumentos Financeiros Derivativos, bem como os efeitos fiscais e tributários da estratégia de hedge desses investimentos. 111
113 Capítulo 12 Banco Votorantim Tabela 156. Demonstrações do Resultado com Realocações¹ Anual Fluxo 12 meses Var. % hões Contábil Realocações Realocada Contábil Realocações Realocada s/2011 Receitas da Intermediação Financeira (254) (15,6) Operações de Crédito (331) (20,7) Operações de Arrendamento Mercantil (22,8) Resultado de Operações com TVM ,7 Result. com Instrum. Financ. Derivat. (1.198) 99 (1.098) (1.108) 77 (1.031) (6,1) Resultado de Operações de Câmbio ,1 Resultado das Aplicações Compulsórias (62,1) Oper. de Venda ou de Transf. de Ativos Financ Despesa da Intermediação Financeira (11.035) - (11.035) (9.148) - (9.148) (17,1) Operações de Captação no Mercado (10.129) - (10.129) (8.252) - (8.252) (18,5) Operações de Emp., Cessões e Rep. (906) - (906) (808) - (808) (10,8) Oper. de Venda ou de Transf. de Ativos Financ (70) - (70) - Margem Financeira Bruta (254) (12,3) Provisão para Créd. Liquidação Duvidosa (3.343) (165) (3.507) (5.423) 331 (5.092) 45,2 Margem Financeira Líquida (4) (657) 77 (580) - Outras Receitas/Despesas Operacionais (1.955) (77) (2.032) (2.444) (61) (2.505) 23,3 Receitas de Prestação de Serviços (17,0) Despesas de Pessoal (859) - (859) (978) - (978) 13,9 Outras Despesas Administrativas (1.545) - (1.545) (1.572) - (1.572) 1,7 Despesas Tributárias (623) (3) (626) (478) (2) (479) (23,3) Result. de Particip. em Colig. e Controladas (0) - (0) Outras Receitas Operacionais 263 (180) (143) ,9 Outras Despesas Operacionais (438) 106 (332) (774) 84 (689) 107,6 Resultado Operacional (317) (81) (398) (3.101) 16 (3.085) 675,0 Resultado Não Operacional (76) (139) - (139) - Resultado Antes da Tributação s/ Lucro (393) 22 (370) (3.241) 16 (3.224) 770,8 Imposto de Renda e Contribuição Social 561 (22) (16) ,1 Participações Estatutária no Lucro (355) - (355) (363) - (363) 2,1 Lucro Líquido (187) 0 (187) (1.988) 0 (1.988) 960,9 1 - As realocações referem-se a: (i) receitas de recuperação de créditos baixados para prejuízo e despesas com provisões de crédito referentes à carteira cedida com coobrigação, classificadas na linha Operações de Crédito que foram realocados para Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa e (ii) variações cambiais dos investimentos no exterior, que são contabilizadas em Outras Receitas (Despesas) Operacionais e que foram realocadas para Resultado de Instrumentos Financeiros Derivativos, bem como os efeitos fiscais e tributários da estratégia de hedge desses investimentos. Margem Financeira Bruta As receitas de intermediação financeira aumentaram 2,2% em relação ao 3T12, principalmente devido ao incremento do resultado de operações com Títulos e Valores Mobiliários (TVM), que foi impulsionado pelo crescimento das receitas com operações estruturadas do segmento Corporate & Investment Banking (CIB) e pelo bom desempenho da Tesouraria. No acumulado de 2012, as receitas de intermediação financeira diminuíram 15,6% em relação ao ano anterior, principalmente devido à redução de 20,7% nas receitas com operações de crédito, reflexo da queda nas receitas com operações de cessão de crédito. Importante lembrar que a controlada BV Financeira atua como extensão do BB no financiamento de veículos fora do ambiente de agências e que, até Dez/11, a BV Financeira realizava operações de cessão de crédito com coobrigação junto ao BB de forma recorrente, reconhecendo as receitas dessas operações no ato da cessão conforme previa a legislação vigente à época. Entretanto, desde Janeiro de 2012 passou a vigorar a Resolução CMN 3.533, que alterou as regras de contabilização de operações de cessão de crédito (com coobrigação) realizadas a partir de Pelas novas regras, as receitas destas operações devem ser apropriadas ao longo do prazo remanescente dos contratos. Adicionalmente, os créditos cedidos com retenção substancial de risco devem permanecer, na sua totalidade, registrados no ativo do cedente (instituição vendedora). Essa mudança regulatória impactou o mercado de securitização e os resultados dos bancos que nele atuam, além de ser a principal razão para a redução anual registrada nas receitas com operação de crédito do Banco. 112
114 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Cabe destacar que o Banco Votorantim permanece responsável pelas despesas com provisões de crédito e de liquidação antecipada dos contratos cedidos com coobrigação. Em 2012, foram reconhecidas despesas de R$ 394 milhões ante R$ 726 milhões em 2011 referentes à liquidação antecipada destes contratos. As despesas de intermediação financeira aumentaram 1,7% em relação ao 3T12. Na comparação anual diminuíram 17,1%, queda explicada principalmente pela redução da taxa básica de juros (Selic) e do saldo médio de recursos captados. Nos últimos anos, o Banco Votorantim conseguiu alongar o prazo médio do seu funding, o que contribuiu para a redução do descasamento de prazos entre ativos e passivos a níveis bastante conservadores e historicamente baixos. Esse fato, aliado à leve retração da carteira de crédito em 2012, diminuiu substancialmente a necessidade de funding adicional. Nesse contexto favorável, o Banco tem atuado na redução do seu custo de captação. No ano de 2012, a Margem Líquida de Juros apresentou retração de 60 pontos base em relação ao ano anterior, principalmente devido à redução nas receitas com operações de cessão de crédito, que impactou negativamente a margem financeira bruta (MFB). Tabela 157. Margem Líquida de Juros e Margem de Lucro hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t12 Saldo Médio de Ativos Geradores de Receitas (2,4) 2,4 Saldo Médio de Passivos Geradores de Despesas (4,0) 1,2 Receita Líquida de Juros ¹ (10,0) 12,2 Receitas de Juros (10,6) 5,9 Despesas de Juros (2.331) (2.038) (2.074) (11,0) 1,8 Demais Componentes da Margem Financeira Bruta² (803) (248) (379) (52,8) 52,5 Margem Financeira Bruta ,2 3,2 Passivos Onerosos / Ativos Rentáveis - % 90,8 90,4 89,3 (1,6) (1,2) Taxa de Juros s/ Saldo Médio Ativos Geradores de Receitas³ - % 15,6 13,7 14,2 (8,8) 3,6 Taxa de Juros s/ Saldo Médio Passivos Geradores de Despesas⁴ - % 9,7 8,9 9,0 (7,6) 0,6 Margem de Lucro Líquida⁵ - % 5,9 4,8 5,2 (10,7) 9,4 Margem Líquida de Juros⁶ - % 6,4 5,4 5,9 (7,9) 9,7 Spread Global - Margem Financeira Bruta / Ativos Rentáveis - % 3,3 4,4 4,4 31,9 0,8 1 - Definida como receitas de juros menos despesas de juros. 2 - Contém derivativos, contratos de assunção de dívidas, resultado de operações de câmbio, empréstimos de ouro, fundo garantidor de crédito, ganho/perda cambial no exterior e outras receitas com características de intermediação financeira. 3 - Receita total de juros dividida pelo saldo médio dos ativos geradores de receitas. 4 - Despesa total de juros total dividida pelo saldo médio dos passivos geradores de despesas. 5 - Diferença entre a taxa média dos ativos geradores de receitas e a taxa média dos passivos geradores de despesas. 6 - Receita líquida de juros dividida pelo saldo médio dos ativos geradores de receitas. Carteira de Crédito A carteira de crédito gerenciada encerrou o ano de 2012 em R$ 68,4 bilhões. O saldo de ativos originados pelo Varejo e cedidos com coobrigação encerrou dez/12 em R$ 9,1 bilhões, apresentando nova redução como consequência do novo ambiente regulatório imposto pela Resolução CMN Desse montante, R$ 8,7 bilhões, ou 96% do saldo total, tinham como cessionário o acionista BB, que adquire carteiras de financiamento de veículos e de crédito consignado originadas pelo BV, em linha com sua estratégia de atuação no crédito ao consumo. A retração da carteira do Varejo está associada à postura mais conservadora da instituição diante do novo contexto econômico-regulatório e da elevação sistêmica da inadimplência de pessoas físicas, particularmente no segmento de financiamento de veículos. A carteira ampliada do segmento BV Empresas (médias empresas), que registrou saldo de R$ 9,5 bilhões no 4T12, praticamente estável no trimestre e com expansão de 5,4% nos últimos 12 meses. Este segmento continua a operar com elevado nível de garantias fortes que cobriam mais de 100% da carteira ao final de Já a carteira de crédito ampliada do segmento Corporate, no qual o BV é um dos líderes de mercado, finalizou o 4T12 com saldo de R$ 31,8 bilhões, mantendo-se praticamente estável nos últimos 12 meses. Com o intuito de aumentar sua relevância para os clientes e ampliar as receitas com serviços, o CIB fortaleceu sua plataforma de produtos de valor agregado (derivativos, produtos estruturados, serviços de banco de investimento e distribuição local e internacional). 113
115 Capítulo 12 Banco Votorantim Tabela 158. Carteira de Crédito hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t12 Carteira de Crédito Classificada (a) (3,0) (1,9) Pessoa Física (Varejo) (1,0) (1,0) Consignado ,7 0,1 Veículos (CDC e Leasing) (4,4) (1,3) Outros¹ ,9 (3,3) Pessoa Jurídica (Atacado)² (6,6) (3,6) Corporate (12,3) (4,8) BV Empresas ,2 (1,9) Ativos cedidos - com Coobrigação (b) (41,1) (13,7) FIDCs (c) (54,1) (18,3) Carteira de Crédito Gerenciada (d=a+b+c) (13,7) (4,3) Avais e Fianças Prestados (e) ,8 2,5 TVM Privado e outros (f) ,8 3,4 Carteira de Crédito Ampliada Gerenciada (d+e+f) (7,5) (2,7) Varejo (16,3) (4,6) Atacado ,7 (0,3) 1 - Empréstimo pessoal + CDC sem garantias + Cartão de Crédito; 2 - Inclui o saldo de operações de crédito no exterior; dezembro/12: R$ 1,7 milhão. Var. % O BV tem aprimorado as políticas, processos e modelos de crédito do Varejo. Desde o 1T12, passou a utilizar o modelo de rating interno praticado pelo BB no processo de aprovação de crédito, além de novas ferramentas e indicadores para gestão de performance da carteira. Tabela 159. Carteira de Veículos Produção Dez/11 Set/12 Dez/12 Taxa Média por Safra - % a.a. 26,4 24,1 23,5 Prazo Médio por Safra Meses 46,4 44,1 44,6 Loan to Value (Valor financiado / Valor do bem) - Média % 59,5 57,0 58,4 Veículos Usados / Veículos Leves - % 73,7 80,5 77,6 Carteira Taxa Média da Carteira - % a.a. 24,7 25,5 26,7 Duration da carteira Meses 20,2 17,0 17,3 Loan to Value (Valor financiado / Valor do bem) - Média % 67,6 67,6 67,6 Veículos Usados / Carteira de Veículos - % 67,1 68,1 69,8 Idade Média dos Veículos (anos) 4,8 4,8 5,1 As iniciativas adotadas resultaram na originação de financiamentos de veículos com recorde de qualidade em O gráfico a seguir Inad30 reflete o atraso após 30 dias da primeira parcela das safras de veículos leves, e possui elevada correlação com a inadimplência acima de 90 dias, sinalizando uma tendência de melhora no comportamento do Inad90. Ao longo de 2012, o Inad 30 manteve níveis historicamente baixos, indicando que as safras de financiamentos de veículos desse período possuem excelente qualidade. 114
116 dez/09 jan/10 fev/10 dez/09 jan-10 fev-10 mar-10 abr-10 mai-10 jun-10 jul-10 ago-10 set-10 out-10 nov-10 dez-10 jan-11 fev-11 mar-11 abr-11 mai-11 jun-11 jul-11 ago-11 set-11 out-11 nov-11 dez-11 jan-12 fev-12 mar-12 abr-12 mai-12 jun-12 jul-12 ago-12 mar/10 abr/10 mai/10 jun/10 jul/10 ago/10 set/10 out/10 nov/10 dez/10 jan/11 fev/11 mar/11 abr/11 mai/11 jun/11 jul/11 ago/11 set/11 out/11 nov/11 dez/11 jan/12 fev/12 mar/12 abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 dez/ Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Figura 34. Produção por Canal e Inadimplência da 1ª Parcela Veículos Leves Revendas Multimarcas (R$ bilhões) Concessionárias (R$ bilhões) Inadimplência 1º Parcela ("Inad 30") Figura 35. Veículos Inad. +90 dias das Safras após 4 meses da Originação - BV Financeira - % INAD 90 dias - 4 meses (BV Financeira) INAD 90 dias - 4 meses (Bacen) 115
117 Capítulo 12 Banco Votorantim Figura 36. Originação (Financiamento de Veículos e Créditos Consignados) R$ bilhões 8,1 7,9 6,6 4,7 3,7 3,7 3,7 4,0 1T11 2T11 3T11 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 R$27,3 (45%) R$15,0 Inadimplência e Provisão A inadimplência no mercado de financiamento de veículos, no qual o BV possui forte presença, dobrou de patamar em 2011 (2,5% em Dez/10; 5,0% em Dez/11) e atingiu 6,1% em Maio/12, recorde da série histórica do Bacen. Após 17 meses de altas consecutivas, no segundo semestre de 2012 a inadimplência começou a ceder, mas encerrou 2012 ainda no elevado patamar de 5,3%. Mesmo nesse contexto de alta inadimplência, as despesas consolidadas com PCLD, líquidas de receitas com recuperação de créditos baixados para prejuízo, apresentaram redução de 26% em relação ao trimestre anterior, sendo esta a terceira redução trimestral consecutiva. No Atacado, as despesas com PCLD somaram R$ 182 milhões no 4T12, ante R$ 119 milhões no 3T12, principalmente devido à antecipação do provisionamento integral de casos em recuperação judicial do segmento BV Empresas (médias empresas), que reflete a postura conservadora adotada pelo Banco em relação a provisões de crédito. No Varejo, as despesas com PCLD registraram expressiva redução de 34% no 4T12, ante o 3T12. Esta nova redução trimestral é explicada por quatro fatores principais: (i) menor impacto das carteiras originadas entre Jul/10 e Set/11, que possuem registro de inadimplência acima da média histórica; (ii) melhor qualidade das safras originadas a partir de Set/11; (iii) melhoria nos processos de cobrança, com aplicação de novas políticas e incentivos; e (iv) melhoria sazonal da condição de cobrança para pessoas físicas por conta do 13º salário. A significativa redução nas despesas com PCLD contribuiu para que o Banco Votorantim voltasse a reportar margem líquida positiva no 4T12. A partir do 4T12, visando alinhar as informações divulgadas ao mercado à metodologia utilizada pelo BB, o Banco Votorantim incorporou aos seus materiais de divulgação de resultados o indicador atraso das operações de crédito vencidas há mais de 90 dias, permitindo uma melhor análise da qualidade da carteira de crédito do Banco. 116
118 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Figura 37. PCLD Carteira Gerenciada vs PCLD Carteira Classificada 8,2 8,4 8,0 6,9 7,3 7,7 7,6 7,0 6,9 5,4 5,8 4, ,0 3,2 4, , T11 2T11 3T11 4T11 1T12 2T12 3T12 4T12 Despesa de PCLD Carteira Classificada - hões Despesa de PCLD Carteira Gerenciada - hões Inad 90 - Carteira Classificada (%) Vencidas - critério (E-H vencido) - Carteira Classificada Tabela 160. Índices de Atraso da Carteira Classificada Total hões 4T11 3T12 4T12 Carteira de Crédito Operações Vencidas + 90 dias Operações Vencidas + 90 dias / Carteira de Crédito - % 6,9 8,0 7,0 Baixa para Prejuízo (546) (1.269) (1.434) Recuperação Saldo Perda (509) (1.205) (1.341) Saldo Perda / Carteira de Crédito - anualizado - % 3,5 8,6 9,8 Provisão (3.206) (4.522) (4.154) Provisão / Operações Vencidas + 90 dias - % 78,9 97,7 104,4 Despesas PCLD / Carteira de Crédito média (12 meses) - % 5,5 9,1 9,3 Tabela 161. Carteira de Crédito Classificada por Nível de Risco Total Dez/11 Set/12 Dez/12 hões Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % AA-C , , ,3 D-H , , ,7 Prov. Compl Prov. Total Total , , ,0 O BV é responsável pelo risco dos ativos cedidos com coobrigação e pelos FIDCs (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios) nos quais possui 100% das cotas subordinadas. Assim, buscando assegurar uma comunicação mais consistente ao mercado sobre a qualidade efetiva da sua carteira de crédito, a seguir são apresentadas informações sobre inadimplência e provisão incluindo as cessões em que há retenção de risco, denominada Carteira Gerenciada. 117
119 Capítulo 12 Banco Votorantim No consolidado, a inadimplência das operações com atraso superior a 90 dias da carteira gerenciada encerrou o 4T12 em 6,6%, com redução de aproximadamente 80 pontos base sobre o 3T12. No Atacado, a inadimplência encerrou 2012 em 2,4%, estável em relação a setembro de 2012 principalmente devido ao crescimento da inadimplência no segmento BV Empresas, que encerrou o 4T12 em 3,1%. A elevação da inadimplência entre médias empresas, também observada no mercado, decorre principalmente do menor ritmo de atividade econômica. Segundo dados do Bacen, a inadimplência média de pessoas jurídicas encerrou 4T12 em 4,0%. No Varejo, as operações vencidas há mais de 90 dias representavam 8,3% da carteira gerenciada no 4T12, redução de 110 pontos base sobre o trimestre anterior. Em veículos leves, a inadimplência da carteira gerenciada encerrou 2012 em 7,7%, com redução de 140 pontos em relação ao 3T12. Tabela 162. Índices de Atraso da Carteira Gerenciada Total hões 4T11 3T12 4T12 Carteira de Crédito Gerenciada Operações Vencidas + 90 dias Operações Vencidas + 90 dias / Carteira de Crédito Gerenciada - % 5,8 7,4 6,6 Baixa para Prejuízo (546) (1.269) (1.434) Recuperação Saldo Perda (509) (1.205) (1.341) Saldo Perda / Carteira de Crédito Gerenciada - anualizado - % 2,6 6,9 8,1 Provisão (3.675) (4.914) (4.518) Provisão / Operações Vencidas + 90 dias - % 80,0 93,1 99,9 Despesas PCLD / Carteira de Crédito Gerenciada média (12 meses) - % 4,7 7,3 7,4 Tabela 163. Carteira de Crédito Gerenciada por Nível de Risco Total Dez/11 Set/12 Dez/12 hões Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % AA-C , , ,2 D-H , , ,8 Prov. Compl Prov Total , , ,0 1 - As cessões são realizadas por meio da controlada BV Financeira, não gerando diferenças entre a carteira própria e gerenciada do Atacado. Captações O total de recursos captados alcançou R$ 77,2 bilhões ao final de dezembro de Incluindo os recursos provenientes de cessões de ativos, o saldo de recursos captados somou R$ 91,6 bilhões. No atual contexto favorável de funding, em que o Banco Central também reduziu a taxa Selic, o Banco Votorantim tem atuado na redução do seu custo de captação. Em 2012, o Banco utilizou os recursos provenientes do aporte de capital, da emissão de Letras Financeiras (LFs), de linhas externas e de cessões de ativos de crédito para o Banco do Brasil e para FIDCs para reduzir seu custo de captação. Essa estratégia, que também envolveu a migração de recursos para outros instrumentos, como LFs e Debêntures vinculadas a operações compromissadas, possibilitou a redução do volume de depósitos a prazo. Este movimento de migração de recursos, também observado no mercado em geral, tem contribuído para o aumento dos prazos médios de captação. No encerramento de 2012, o saldo de LFs e de debêntures vinculadas a operações compromissadas atingiu 40% do total de recursos captados, ante 32% em
120 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 164. Captações hões 4T11 3T12 4T12 s/4t11 s/3t12 Depósitos (15,9) (39,7) Compromissadas¹ ,9 (2,4) Aceites e Emissões ,5 27,7 Letras Financeiras ,5 53,5 Obrigações por TVM no Exterior ,5 35,0 Outros (LCA, LCI e Debêntures) ,5 (19,8) Dívida Subordinada (13,1) (5,5) Certificado de Depósito Bancário (35,2) (30,0) Nota Subordinada ,2 22,4 Letras Financeiras (0,8) 1,3 Repasses (7,3) (17,5) Empréstimos (7,7) (3,6) Outras Captações² (0,3) (44,5) Total de Captações (1,1) (10,0) Securitização ,3 (29,8) Ativos cedidos com coobrigação ,1 (28,9) Ativos cedidos para FIDCs³ (6,5) (32,7) Total de Captações e Securitização (0,7) (13,8) Captações Externas⁴/Captações e Securitização (%) 12,5 15,2 17,2 Carteira de Crédito/Total de Captações (%) 68,4 74,4 73,7 Compulsórios (%) 73,4 76,0 74,9 1 - Captações com títulos privados; 2 - Inclui Box de Opções e NCE; 3 - FIDCs que o Banco Votorantim e a BV Financeira detém 100% das cotas subordinadas; 4 - Inclui TVM no Exterior, Empréstimos no Exterior e Nota Subordinada Var. % Despesas de Pessoal As despesas de pessoal somaram R$ 279 milhões, ante R$ 221 milhões no trimestre anterior. Esse aumento reflete maiores despesas com proventos, encargos sociais e benefícios em razão da convenção coletiva de 2012, bem como despesas não recorrentes relacionadas ao processo de reestruturação. Em 2012, as despesas de pessoal totalizaram R$ 978 milhões, crescimento de 13,9% em relação ao ano anterior, principalmente devido a despesas pontuais ligadas ao processo de reestruturação. Adicionalmente, cabe destacar que em 2012 foi alterada a forma de contabilização das despesas com comissões pagas à força comercial do Varejo. Estas despesas, antes reconhecidas na linha de Participações Estatutárias no Lucro, passaram a ser reportadas na linha de Despesas de Pessoal e explicam aproximadamente 40% do aumento anual observado em despesas de pessoal. Em razão das diversas iniciativas adotadas em 2012, incluindo a adequação das estruturas organizacionais ao novo patamar de originação do Varejo. O índice de eficiência acumulado dos últimos 12 meses encerrou o 4T12 em 51,0%, ainda impactado por despesas não recorrentes associadas ao processo de reestruturação em curso. O histórico do indicador foi ajustado após revisão da metodologia e adequação do critério ao formato do BB. Tabela 165. Principais Indicadores de Produtividade 4T11 3T12 4T12 Índice de Eficiência¹ (acumulado 12 meses) - % 39,2 52,4 51,0 Desp. de Pessoal e Outras Desp. Administrativas - hões Despesas de Pessoal + Outras Despesas Administrativas / Margem Financeira Líquida + despesas com PCLD + Receitas de Prestação de Serviços + Resultado de Outras Receitas e Despesas Operacionais. 2 - Inclui funcionários e estagiários 119
121 Capítulo 12 Banco Votorantim Outras Despesas Administrativas No 4T12, as despesas administrativas somaram R$ 443 milhões, ante R$ 395 milhões no trimestre anterior. Esse crescimento é explicado principalmente pela intensificação dos processos de cobrança no Varejo e por despesas relacionadas ao processo de reestruturação em curso, como a rescisão do contrato de locação de automóveis que eram utilizados pela força comercial do Varejo. Em relação a 2011, as despesas administrativas de 2012 cresceram 1,7%, principalmente devido à intensificação dos processos de cobrança no Varejo, que resultaram no aumento de despesas com emolumentos judiciais e taxas cartorárias, mas que também contribuíram para reduzir a inadimplência e aumentar a recuperação de créditos. Tabela 166. Destaques Operacionais e Estruturais Dez/11 Set/12 Dez/12 Clientes - mil Recursos Administrados - hões¹ Quantidade de Filiais Inclui produtos offshore e de tesouraria. Índice de Basileia O processo de ajuste prudencial em curso, iniciado no 4T11, conta com total apoio dos acionistas Banco do Brasil e Votorantim Finanças, comprometidos com a manutenção da estrutura de capital do Banco em níveis adequados. Em Junho de12, os acionistas realizaram aumento do capital social do Banco no montante de R$ 2,0 bilhões, envolvendo aportes iguais de R$ 1,0 bilhão cada. Esse compromisso dos acionistas também se estende à preparação do Banco Votorantim ao novo ambiente regulatório de Basileia III. O índice de Basileia encerrou 4T12 em 14,3% (9,3% sob a forma de Tier I), registrando incremento de 20 pontos base em relação ao 4T11 e mantendo-se acima do mínimo de 11% estabelecido pela Resolução no 2.099/94, do Conselho Monetário Nacional. Tabela 167. Índice de Basileia hões Dez/11 Set/12 Dez/12 PR - Patrimônio de Referência PR Nível I PR Nível II PRE - Patrimônio de Referência Exigido Excesso / (Insuficiência) de PR : PR - PRE Índice de Basiléia : (PRx100) / (PRE/0,11) % 14,1 15,2 14,3 Nível I % 9,5 9,9 9,3 Nível II % 4,7 5,3 5,0 Agenda de Mudanças Para retomar o crescimento sustentável e com rentabilidade no médio prazo, o BV continua avançando rapidamente na implantação da sua Agenda de Mudanças, que possui três principais frentes: Qualidade da nova produção: A prioridade do processo de ajuste prudencial foi assegurar a qualidade e rentabilidade dos financiamentos de veículos originados desde o 3T11. Para tanto, desde o 4T11 foram implantadas diversas iniciativas, incluindo: I. Crédito: aprimoramento das políticas, processos e modelos de crédito. Em 2012 foram incorporadas novas variáveis no modelo de crédito, como o rating interno do BB e informações adicionais de bureaus de crédito (ex: Serasa Experian), que aumentaram a capacidade de discriminação de risco do modelo. II. III. Rentabilidade: elevação no foco em clientes com melhor perfil de risco, com adequação dos volumes de originação e aperfeiçoamento do modelo de remuneração das áreas comerciais; e Modelo de atuação: intensificação do foco no canal revendas multimarcas (veículos usados) para originação de financiamentos voltados à carteira própria, o qual é historicamente mais rentável para a BV Financeira. Em concessionárias (veículos novos), a BV Financeira atuará 120
122 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 principalmente na originação direta de ativos de crédito para o BB, por meio do modelo da BV Originadora. Tratamento do Estoque: a segunda frente de Mudanças está relacionada ao tratamento das carteiras de financiamento de veículos originadas entre Julho de 10 e Setembro de 11, que possuem inadimplência superior à média histórica. Além do aumento gradual do índice de cobertura das operações de crédito do Varejo, foi promovida uma revisão e intensificação dos processos de cobrança visando minimização de perdas. Eficiência e Governança: a terceira frente contempla iniciativas que visam aumentar a eficiência e aperfeiçoar a governança corporativa, tais como: i) revisão do modelo interno de remuneração pagas aos canais de distribuição; ii) atração de profissionais experientes e valorização de talentos internos; iii) adequação das estruturas organizacionais ao novo patamar de originação de financiamentos e; iv) fortalecimento de controles internos e melhorias em políticas e processos. 121
123 Capítulo 13 Série de Demonstrações Contábeis 13 - Série de Demonstrações Contábeis Balanço Patrimonial Resumido Tabela 168. Balanço Patrimonial Ativo Série Trimestral hões M ar/ 11 Jun/ 11 Set / 11 D ez/ 11 M ar/ 12 Jun/ 12 Set / 12 D ez/ 12 A T IV O C irculant e e R ealizável a Lo ng o Prazo Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações no M ercado Aberto Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos e Valores M obiliários Títulos Disponíveis para Negociação Títulos Disponíveis para Venda Títulos M antidos até o Vencimento Instrumentos Financeiros Derivativos Relações Interfinanceiras Depósitos no Banco Central Compuls. s/ Dep. à Vista e Rec. Livres Compulsórios s/poupança Demais Relações Interdependências Operações de Crédito Setor Público Setor Privado Vinculadas à Cessão ( Prov. p/ Créditos de Liquid. Duvidosa) (16.140) (16.892) (17.816) (18.222) (18.790) (19.579) (20.583) (20.522) Operações de Arrendamento M ercantil Op. de Arr. e Subarrend. a Receber (PCLD de Arrendamento Mercantil) (195) (212) (214) (213) (208) (164) (145) (128) Outros Créditos Créditos por Avais e Fianças Honrados Carteira de Câmbio Rendas a Receber Negociação e Intermediação de Valores Créditos Específicos Créd. de Op. de Seg, Previd. e Capitaliz Crédito Tributário Ativo Atuarial Fundo Paridade Devedores por Depósitos em Garantia Fundo Destinação Superávit - PREVI Fundo de Destinação Fundo de Contribuição Fundo de Utilização Diversos (Prov. p/ Outros Créd. De Liq. Duvidosa) (1.565) (1.330) (1.256) (1.665) (1.447) (1.605) (1.392) (1.476) (C/ Caract. de Concessão de Crédito) (681) (630) (580) (580) (575) (598) (554) (560) (S/ Caract. de Concessão de Crédito) (884) (700) (676) (1.085) (872) (1.007) (838) (916) Outros Valores e Bens Outros Valores e Bens (Provisões para Desvalorizações) (181) (187) (185) (188) (187) (181) (173) (195) Despesas Antecipadas Permanent e Investimentos Partic. em Coligadas e Controladas Outros Investimentos (Provisão para Perdas) (84) (78) (79) (84) (84) (84) (89) (91) Imobilizado de Uso Imóveis de Uso Reavaliações de Imóveis de Uso Outras Imobilizações de Uso (Depreciações Acumuladas) (6.381) (6.701) (6.918) (7.123) (7.342) (7.533) (7.773) (7.531) Intangível Ativos Intangíveis (Amortização Acumulada) (4.345) (4.812) (5.232) (5.211) (5.774) (4.217) (4.356) (4.668) Diferido Gastos de Organização e Expansão (Amortização Acumulada) (1.841) (1.863) (1.890) (1.903) (1.918) (1.911) (1.611) (1.616) 122
124 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 169. Balanço Patrimonial Ativo Série Anual hões C A GR - % A T IV O ,9 C irculant e e R ealizável a Lo ng o Prazo ,8 Disponibilidades ,1 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ,4 Aplicações no M ercado Aberto ,8 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros ,3 Títulos e Valores M obiliários ,7 Títulos Disponíveis para Negociação ,0 Títulos Disponíveis para Venda ,5 Títulos M antidos até o Vencimento (10,5) Instrumentos Financeiros Derivativos (11,2) Relações Interfinanceiras ,7 Depósitos no Banco Central ,9 Compuls. s/ Dep. à Vista e Rec. Livres ,2 Compulsórios s/poupança ,9 Demais ,0 Relações Interdependências ,7 Operações de Crédito ,2 Setor Público ,8 Setor Privado ,3 ( Prov. p/ Créditos de Liquid. Duvidosa) (13.179) (17.685) (16.433) (18.222) (20.522) 11,7 Vinculadas à Cessão Operações de Arrendamento M ercantil (10,8) Op. de Arr. e Subarrend. a Receber (9,8) (PCLD de Arrendamento M ercantil) (71) (231) (191) (213) (128) 15,8 Outros Créditos ,1 Créditos por Avais e Fianças Honrados ,9 Carteira de Câmbio (4,7) Rendas a Receber ,8 Negociação e Intermediação de Valores ,8 Créditos Específicos ,6 Créd. de Op. de Seg, Previd. e Capitaliz ,4 Crédito Tributário ,9 Ativo Atuarial ,2 Fundo Paridade Devedores por Depósitos em Garantia ,8 Fundo Destinação Superávit - PREVI Fundo de Destinação Fundo de Contribuição Fundo de Utilização Diversos ,6 (Prov. p/ Outros Créd. De Liq. Duvidosa) (1.377) (1.682) (1.572) (1.665) (1.476) 1,8 (C/ Caract. de Concessão de Crédito) (579) (702) (690) (580) (560) (0,8) (S/ Caract. de Concessão de Crédito) (798) (980) (882) (1.085) (916) 3,5 Outros Valores e Bens ,7 Outros Valores e Bens (Provisões para Desvalorizações) (170) (176) (177) (188) (195) 3,5 Despesas Antecipadas ,5 Permanent e ,6 Investimentos ,6 Partic. em Coligadas e Controladas ,1 Outros Investimentos ,6 (Provisão para Perdas) (68) (78) (84) (84) (91) 7,6 Imobilizado de Uso ,7 Imóveis de Uso ,1 Reavaliações de Imóveis de Uso Outras Imobilizações de Uso ,6 (Depreciações Acumuladas) (4.940) (5.753) (6.198) (7.123) (7.531) 11,1 Imobilizado de Arrendamento Bens Arrendados (Depreciações Acumuladas) (4) (2) Intangível ,2 Ativos Intangíveis ,4 (Amortização Acumulada) (2) (1.982) (3.808) (5.211) (4.668) 578,5 Diferido (41,6) Gastos de Organização e Expansão (2,2) (Amortização Acumulada) (1.241) (1.775) (1.868) (1.903) (1.616) 6,8 123
125 Capítulo 13 Série de Demonstrações Contábeis Tabela 170. Balanço Patrimonial Passivo Série Trimestral hões M ar/ 11 Jun/ 11 Set / 11 D ez/ 11 M ar/ 12 Jun/ 12 Set / 12 D ez/ 12 PA SSIV O C irculant e e N ão C irculant e Depósitos Depósitos à Vista Depósitos de Poupança Depósitos Interfinanceiros Depósitos a Prazo Depósitos para Investimento Captações no M ercado Aberto Carteira Própria Operações Compromissadas com Títulos Privados Carteira de Terceiros Carteira de Livre M ovimentação Recursos de Aceites e Emissão de Títulos Letras de Crédito do Agronegócio Demais Letras Bancárias Obrigações por TVM no Exterior Relações Interfinanceiras Recebimentos e Pagamentos a Liquidar Correspondentes Relações Interdependências Recursos em Trânsito de Terceiros Transferências Internas de Recursos Obrigações por Empréstimos Empréstimos no País - Outras Inst Empréstimos no Exterior Obrig por Repass. do País - Inst. Oficiais Tesouro Nacional BNDES CEF FINAM E Outras Instituições Obrigações por Repasses do Exterior Instrumentos Financeiros Derivativos Outras Obrigações Cobrança e Arrec. de Trib. e Assemelh Carteira de Câmbio Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias Negociação e Intermediação de Valores Prov Téc. de Seg., Previd. e Capitalização Fundos Financeiros e de Desenv Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida Operações Especiais FCO (Dívida Subordinada) Passivo Atuarial Diversas R esult ad o s d e Exercí cio s F ut uro s Pat rimô nio Lí q uid o Capital Reservas de Capital Reservas de Reavaliação Reservas de Lucros Aj. ao Valor de M erc. -TVM e Derivat Lucros ou Prejuízos Acumulados 0 - (26) (Ações em Tesouraria) (0) (0) (0) (0) - - (162) (461) Particip. M inoritárias nas Controladas Contas de Resultado
126 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 171. Balanço Patrimonial Passivo Série Anual hões C A GR - % PA SSIV O ,9 C irculant e e N ão C irculant e ,9 Depósitos ,9 Depósitos à Vista ,5 Depósitos de Poupança ,0 Depósitos Interfinanceiros ,2 Depósitos a Prazo ,1 Depósitos para Investimento Captações no M ercado Aberto ,5 Carteira Própria ,6 Operações Compromissadas com Títulos Privados ,5 Carteira de Terceiros ,4 Carteira de Livre M ovimentação Recursos de Aceites e Emissão de Títulos ,3 Letras de Crédito do Agronegócio Demais Letras Bancárias ,4 Obrigações por TVM no Exterior ,9 Relações Interfinanceiras ,7 Recebimentos e Pagamentos a Liquidar (18,8) Correspondentes ,3 Relações Interdependências ,0 Recursos em Trânsito de Terceiros ,0 Transferências Internas de Recursos ,7 Obrigações por Empréstimos ,6 Empréstimos no País - Outras Inst Empréstimos no Exterior ,7 Obrig por Repass. do País - Inst. Oficiais ,7 Tesouro Nacional (32,7) BNDES ,1 CEF FINAM E ,2 Outras Instituições (14,1) Obrigações por Repasses do Exterior (2,8) Instrumentos Financeiros Derivativos (3,1) Outras Obrigações ,6 Cobrança e Arrec. de Trib. e Assemelh ,5 Carteira de Câmbio ,4 Sociais e Estatutárias (0,3) Fiscais e Previdenciárias ,2 Negociação e Intermediação de Valores ,3 Prov Téc. de Seg., Previd. e Capitalização ,6 Fundos Financeiros e de Desenv ,0 Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida ,8 Operações Especiais (2,3) FCO (Dívida Subordinada) ,3 Passivo Atuarial ,4 Diversas ,1 R esult ad o s d e Exercí cio s F ut uro s Pat rimô nio Lí q uid o ,9 Capital ,9 Reservas de Capital Reservas de Reavaliação (10,6) Reservas de Lucros ,2 Aj. ao Valor de M erc. -TVM e Derivat ,5 Lucros ou Prejuízos Acumulados (Ações em Tesouraria) (31) (31) (0) (0) (461) 96,1 Particip. M inoritárias nas Controladas (0)
127 Capítulo 13 Série de Demonstrações Contábeis Demonstração Resumida do Resultado Societário Tabela 172. Demonstração Resumida do Resultado Série Trimestral hões 1T 11 2T 11 3T 11 4T 11 1T 12 2T 12 3T 12 4T 12 R eceit as d a Int ermed iação F inanceira Operações de Crédito Operações de Arrendamento Mercantil (22) Resultado de Operações com TVM Resultado com Inst. Finan. Derivativos (413) (878) 233 (403) (845) 25 (206) (409) Resultado de Operações de Câmbio (1.577) (450) Resultado das Aplicações Compulsórias Oper. de Venda/Transf. de Ativos Financeiros Res. Fin. das Op. com Seg., Prev. e Capit Despesa da Intermediação Financeira (15.299) (16.753) (23.277) (18.226) (18.456) (20.456) (17.316) (16.132) Operações de Captação no Mercado¹ (11.829) (13.088) (15.743) (13.709) (13.908) (13.040) (12.481) (11.684) Op. de Emp., Cessões e Repasses¹ (839) (816) (4.249) (1.305) (1.108) (3.922) (1.220) (1.125) Prov. para Créditos de Liquidação Duvidosa (2.631) (2.848) (3.285) (3.211) (3.440) (3.494) (3.615) (3.323) R esult ad o B rut o d a Int erm. F inanceira Outras Receitas/ Despesas Operacionais (1.756) (1.821) (1.895) (2.128) (2.853) (1.955) (3.290) (2.382) Receitas de Prestação de Serviços Rendas de Tarifas Bancárias Despesas de Pessoal (3.272) (3.531) (3.850) (4.260) (3.932) (3.981) (4.183) (4.406) Outras Despesas Administrativas (3.133) (3.201) (3.425) (3.664) (4.045) (3.888) (4.062) (4.018) Outras Despesas Tributárias (1.019) (1.084) (1.027) (1.129) (1.083) (1.071) (1.109) (1.154) Res. de Part. em Coligadas e Controladas (20) (140) (115) 463 (8) (76) Res. de Op. com Seg., Prev. e Capitalização Outras Receitas Operacionais Outras Despesas Operacionais¹ (2.016) (2.826) (2.139) (1.963) (2.689) (1.662) (2.268) (2.347) R esult ad o Op eracio nal Resultado Não Operacional R esult ad o A nt es d a T rib. s/ o Lucro Imposto de Renda e Contribuição Social (1.497) (1.705) (148) (1.372) (882) (1.011) (522) (1.826) Participações Estatutárias no Lucro (443) (484) (420) (443) (407) (443) (386) (600) Participações M inoritárias (0) (27) (27) (39) (35) (39) (44) (37) Lucro Lí q uid o Série histórica revisada desde o 1º trimestre de 2011, por contabilização das despesas referentes aos prêmios pagos a clientes decorrentes de depósitos judiciais e atualização de recursos liberados no âmbito do BB Crédito Imobiliário de acordo com a resolução CMN 3.706/09 nas Despesas de Captação de Mercado, que anteriormente compunham as Outras Despesas Operacionais. Adicionalmente, a série histórica das Despesas de Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses também foi revisada desde o 1T11 por contabilização das despesas referentes à remuneração sobre recursos destinados a pagamento de benefícios do INSS e atualização dos recursos a devolver ao Tesouro Nacional, que anteriormente compunham as Outras Despesas Operacionais. 126
128 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 173. Demonstração Resumida do Resultado Série Anual hões C A GR - % R eceit as d a Int ermed iação F inanceira ,8 Operações de Crédito ,8 Operações de Arrendamento M ercantil ,5 Resultado de Operações com TVM ,8 Resultado com Inst. Finan. Derivativos (1.283) (1.223) (2.239) (1.461) (1.434) 2,8 Resultado de Operações de Câmbio (374) 147 (24,9) Resultado das Aplicações Compulsórias ,7 Op. Venda / Transf. Ativos Financ Res. Fin. das Op. com Seg., Prev. e Capit ,5 D esp esa d a Int ermed iação F inanceira (42.821) (45.052) (52.473) (73.554) (72.360) 14,0 Operações de Captação no M ercado¹ (25.531) (30.146) (38.756) (54.370) (51.112) 18,9 Op. de Emp., Cessões e Repasses¹ (8.685) (2.510) (3.473) (7.210) (7.376) (4,0) Prov. para Créditos de Liquidação Duvidosa (8.606) (12.396) (10.244) (11.975) (13.872) 12,7 R esult ad o B rut o d a Int erm. F inanceira ,2 Out ras R eceit as/ D esp esas Op eracio nais (1.150) (4.494) (7.151) (7.600) (10.480) 73,7 Receitas de Prestação de Serviços² ,3 Rendas de Tarifas Bancárias² ,0 Despesas de Pessoal (8.870) (11.838) (13.020) (14.913) (16.503) 16,8 Outras Despesas Administrativas (7.917) (11.212) (13.040) (13.422) (16.013) 19,3 Outras Despesas Tributárias (2.635) (3.333) (3.750) (4.259) (4.416) 13,8 Res. de Part. em Coligadas e Controladas (991) (46) (34,0) Res. de Op. com Seg., Prev. e Capitalização ,4 Outras Receitas Operacionais (0,1) Outras Despesas Operacionais¹ (7.605) (9.180) (9.144) (8.945) (8.966) 4,2 R esult ad o Op eracio nal ,2 Resultado Não Operacional ,9 R esult ad o A nt es d a T rib. s/ o Lucro ,1 Imposto de Renda e Contribuição Social (2.145) (3.903) (5.321) (4.722) (4.241) 18,6 Participações Estatutárias no Lucro (1.134) (1.385) (1.756) (1.791) (1.835) 12,8 Participações M inoritárias - (1) 0 (93) (156) - Lucro Lí q uid o ,5 1 - Série histórica revisada desde o 1º trimestre de 2011, por contabilização das despesas referentes aos prêmios pagos a clientes decorrentes de depósitos judiciais e atualização de recursos liberados no âmbito do BB Crédito Imobiliário de acordo com a resolução CMN 3.706/09 nas Despesas de Captação de Mercado, que anteriormente compunham as Outras Despesas Operacionais. Adicionalmente, a série histórica das Despesas de Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses também foi revisada desde o 1T11 por contabilização das despesas referentes à remuneração sobre recursos destinados a pagamento de benefícios do INSS e atualização dos recursos a devolver ao Tesouro Nacional, que anteriormente compunham as Outras Despesas Operacionais. 2 - Reclassificação, a partir do 1º trimestre de 2010, do grupamento das receitas de prestação de serviços para o grupamento rendas de tarifas bancárias, conforme Carta-Circular Bacen n.º 3.490/
129 Capítulo 13 Série de Demonstrações Contábeis Demonstração do Resultado com Realocações Tabela 174. Demonstração do Resultado com Realocações Série Trimestral hões 1T11 2 T11 3 T11 4 T11 1T12 2 T12 3 T12 4 T12 R eceit as d a Int ermed iação F inanceira Operações de Crédito Operações de Arrendamento Mercantil (22) Resultado de Operações com TVM Resultado com Inst. Financeiros Derivativos (413) (878) 233 (403) (845) 25 (206) (409) Resultado de Operações de Câmbio (1.577) (450) Resultado das Aplicações Compulsórias Oper. de Venda/Transf. de Ativos Financeiros Res. Fin. das Op. com Seguros, Previd. e Cap Ganho(Perda) Cambial s/ PL no Exterior (29) (124) (116) (9) Outros Res. Op. com Caract. de Interm. 75 (185) 40 (5) (1) (3) Hedge Fiscal (19) (82) (55) D esp esa d a Int ermed iação F inanceira ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Operações de Captação no Mercado¹ (11.910) (13.175) (15.876) (13.847) (13.992) (13.105) (12.613) (11.950) Op. de Emp., Cessões e Repasses¹ (839) (816) (4.249) (1.305) (1.108) (3.922) (1.220) (885) M arg em F inanceira B rut a Prov. p/ Créd. de Liquidação Duvidosa (2.629) (3.047) (3.259) (2.892) (3.576) (3.677) (3.764) (3.636) M arg em F inanceira Lí q uid a Rendas de Tarifas Receitas de Prestação de Serviços Rendas de Tarifas Bancárias Res. de Op. com Seguros, Previdência e Cap Despesas Tributárias s/ Faturamento (977) (1.027) (1.006) (1.071) (1.015) (1.031) (1.049) (1.088) M arg em d e C o nt rib uição Despesas Administrativas (5.692) (5.886) (6.208) (6.966) (6.626) (6.946) (7.123) (7.499) Despesas de Pessoal (3.145) (3.364) (3.481) (3.954) (3.694) (3.871) (4.001) (4.211) Outras Despesas Administrativas (2.547) (2.522) (2.727) (3.012) (2.932) (3.075) (3.122) (3.288) Outras Despesas Tributárias (40) (48) (67) (61) (62) (73) (64) (68) R esult ad o C o mercial Risco Legal (177) (188) (491) (4) (489) (368) (463) (219) Demandas Cíveis (98) (190) (122) 275 (250) (258) (281) (23) Demandas Trabalhistas (79) 2 (369) (278) (238) (110) (182) (196) Outros Componentes do Resultado (50) 330 (532) (435) (515) (672) (761) (590) Res. de Part. em Coligadas e Controladas 9 (16) (18) (29) (67) Res. De Outras Receitas/Despesas Operacionais (59) 346 (514) (482) (516) (674) (731) (523) Outras Receitas Operacionais PREVI Outras Despesas Operacionais¹ (2.269) (2.261) (2.445) (2.654) (2.422) (2.397) (2.386) (2.389) R esult ad o Op eracio nal Resultado Não Operacional (4) R esult ad o A nt es d a T rib. s/ o Lucro Imposto de Renda e Contribuição Social (1.474) (1.566) (924) (1.425) (967) (1.273) (891) (1.324) Benefício Fiscal de JCP Participações Estatutárias no Lucro (442) (472) (373) (450) (433) (440) (372) (500) Participações M inoritárias (0) (27) (27) (39) (35) (39) (44) (37) Lucro Lí q uid o A just ad o Itens Extraordinários (53) (201) Alienação de Participações Planos Econômicos (35) (95) (362) (184) (255) (167) Eficiência Tributária Reversão de PCLD Adicional Alienação de Imóveis Efeitos Fiscais e PLR sobre itens Extraordinários (8) (79) (33) (17) 81 (625) Lucro Lí q uid o Série histórica revisada desde o 1º trimestre de 2011, por contabilização das despesas referentes aos prêmios pagos a clientes decorrentes de depósitos judiciais e atualização de recursos liberados no âmbito do BB Crédito Imobiliário de acordo com a resolução CMN 3.706/09 nas Despesas de Captação de Mercado, que anteriormente compunham as Outras Despesas Operacionais. Além disso, as despesas com atualização de Dívida Subordinada e Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida contabilizadas em Outras Despesas Operacionais foram realocadas para Despesas de Captação de Mercado desde o 1T11. Adicionalmente, a série histórica das Despesas de Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses também foi revisada desde o 1T11 por contabilização das despesas referentes à remuneração sobre recursos destinados a pagamento de benefícios do INSS e atualização dos recursos a devolver ao Tesouro Nacional, que anteriormente compunham as Outras Despesas Operacionais. 128
130 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Tabela 175. Demonstração do Resultado com Realocações Série Anual hões C A GR - % R eceit as d a Int ermed iação F inanceira ,7 Operações de Crédito ,1 Operações de Arrendamento M ercantil ,5 Resultado de Operações com TVM ,1 Resultado com Inst. Financeiros Derivativos (1.283) (1.223) (2.239) (1.461) (1.434) 2,8 Resultado de Operações de Câmbio (374) 147 (24,9) Resultado das Aplicações Compulsórias ,7 Oper. de Venda ou de Transf. de Ativos Financ Res. Fin. das Op. com Seguros, Previd. e Capitalização ,5 Ganho(Perda) Cambial s/ PL no Exterior 941 (1.042) (149) (21,5) Outros Res. Op. com Caract. de Interm (75) 397 0,3 Hedge Fiscal 334 (776) (147) (1,5) D esp esa d a Int ermed iação F inanceira (33.884) (32.269) (42.038) (62.019) (58.796) 14,8 Operações de Captação no M ercado¹ (25.200) (29.759) (38.565) (54.809) (51.660) 19,7 Op. de Emp., Cessões e Repasses¹ (8.685) (2.510) (3.473) (7.210) (7.136) (4,8) M arg em F inanceira B rut a ,9 Prov. p/ Créd. de Liquidação Duvidosa (6.799) (11.629) (10.675) (11.827) (14.651) 21,2 M arg em F inanceira Lí q uid a ,1 Rendas de Tarifas ,6 Receitas de Prestação de Serviços² ,3 Rendas de Tarifas Bancárias² ,0 Res. de Op. com Seguros, Previdência e Capitalização ,4 Despesas Tributárias s/ Faturamento (2.362) (3.149) (3.627) (4.081) (4.183) 15,4 M arg em d e C o nt rib uição ,7 Despesas Administrativas (15.358) (19.185) (22.565) (24.752) (28.194) 16,4 Despesas de Pessoal (8.112) (10.280) (12.244) (13.943) (15.777) 18,1 Outras Despesas Administrativas (7.246) (8.905) (10.322) (10.809) (12.417) 14,4 Outras Despesas Tributárias (140) (100) (107) (216) (268) 17,6 R esult ad o C o mercial ,9 Risco Legal (722) (502) (1.076) (860) (1.539) 20,8 Demandas Cíveis (161) (242) (427) (135) (813) 49,8 Demandas Trabalhistas (560) (260) (649) (724) (726) 6,7 Outros Componentes do Resultado (2.198) 332 (908) (687) (2.539) 3,7 Res. de Part. em Coligadas e Controladas (97) (94) (0,8) Res. De Outras Receitas/Despesas Operacionais (2.102) 281 (1.010) (709) (2.445) 3,9 Outras Receitas Operacionais ,9 PREVI Outras Despesas Operacionais¹ (5.799) (7.755) (10.309) (9.629) (9.595) 13,4 R esult ad o Op eracio nal ,5 Resultado Não Operacional (28,6) R esult ad o A nt es d a T rib. s/ o Lucro ,5 Imposto de Renda e Contribuição Social (2.416) (4.155) (5.242) (5.388) (4.455) 16,5 Benefício Fiscal de JCP ,3 Participações Estatutárias no Lucro (951) (916) (1.637) (1.737) (1.745) 16,4 Participações M inoritárias - (26) 0 (93) (156) - Lucro Lí q uid o A just ad o ,6 Itens Extraordinários (24,8) Reversão de PCLD Adicional (1.594) (676) Alienação de Investimentos Planos Econômicos (372) 157 (371) (103) (968) 27,0 Reavaliação de Participações Consolidadas Substituição da Base de Cartões (54) Previ - Reconhecimento de Ganhos Atuariais Cassi - Reconhecimento de Perdas Atuariais (1.259) Venda da Participação na VISA Internacional Cessão de créditos Eficiência Tributária (12,3) Passivos Contigentes (BESC) (360) Crédito Tributário (BESC) Provisão para Demandas Trabalhistas, Cíveis e Fiscais - (1.367) Créditos tributários - Diferencial de Alíquota CSLL Despesas com Plano de Demissão Voluntária - BNC - (215) Reversão de Passivos Trabalhistas Ganho de Capital - BB Seguros Participações Alienação de Imóveis Efeitos Fiscais e PLR sobre itens Extraordinários (986) (1.870) (527) (78) (401) (20,2) Lucro Lí q uid o ,5 1 - Série histórica revisada desde o 1º trimestre de 2011, por contabilização das despesas referentes aos prêmios pagos a clientes decorrentes de depósitos judiciais e atualização de recursos liberados no âmbito do BB Crédito Imobiliário de acordo com a resolução CMN 3.706/09 nas Despesas de Captação de Mercado, que anteriormente compunham as Outras Despesas Operacionais. Além disso, as despesas com atualização de Dívida Subordinada e Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida contabilizadas em Outras Despesas Operacionais foram realocadas para Despesas de Captação de Mercado desde o 1T11. Adicionalmente, a série histórica das Despesas de Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses também foi revisada desde o 1T11 por contabilização das despesas referentes à remuneração sobre recursos destinados a pagamento de benefícios do INSS e atualização dos recursos a devolver ao Tesouro Nacional, que anteriormente compunham as Outras Despesas Operacionais. 2 - Reclassificação, a partir do 1º trimestre de 2010, do grupamento das receitas de prestação de serviços para o grupamento rendas de tarifas bancárias, conforme Carta-Circular Bacen n.º 3.490/
131 Banco do Brasil Análise do Desempenho 4º Trimestre/2012 Vice-Presidência de Gestão Financeira e Relações com Investidores Vice-Presidente Ivan de Souza Monteiro Gerente de Relações com Investidores Gustavo Henrique Santos de Sousa Gerente Executivo Gisele Campana Rodrigues Gerentes de Divisão Erick Figueiredo Rodrigues Heverton Masaru Ono Joaquim Camilo de Castro Assessores Adriano Gonçalves de Souza Alita de Oliveira Arantes Bruno Santos Garcia Carlos Vieira do Nascimento Cléber Antonio Lima Rentroia Daniela Priscila da Silva Danilo de Melo Farias Diogo Simas Machado Elias Santos Lima Eva Maria Gitirana de Oliveira Fabíola Lopes Ribeiro Glauco Ribeiro Barbirato Tavares Gustavo Correia de Brito Hilzenar Souza Alves da Cunha Janaína Marques Storti Joabel Martins de Oliveira Leonardo Resende Nader Marcelo de Campos e Silva Marcone Edson de Vasconcelos Formiga Filho Mariana Reschke da Cunha Rafael Augusto Sperendio Raquel Castelo de Carvalho Ferrari 130
132 Demonstrações Contábeis Exercício 2012
133 ÍNDICE Relatório da Administração 1 Demonstrações Contábeis 18 Balanço Patrimonial Demonstração do Resultado Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Demonstração dos Fluxos de Caixa Demonstração do Valor Adicionado Notas Explicativas 27 Nota 1 O Banco e suas Operações Nota 2 Reestruturações Societárias Nota 3 Apresentação das Demonstrações Contábeis Nota 4 Resumo das Principais Práticas Contábeis Nota 5 Informações por Segmento Nota 6 Caixa e Equivalentes de Caixa Nota 7 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Nota 8 Títulos e Valores Mobiliários TVM e Instrumentos Financeiros Derivativos IFD Nota 9 Relações Interfinanceiras Nota 10 Operações de Crédito Nota 11 Outros Créditos Nota 12 Carteira de Câmbio Nota 13 Outros Valores e Bens Nota 14 Investimentos Nota 15 Imobilizado de Uso Nota 16 Intangível Nota 17 Depósitos e Captações no Mercado Aberto Nota 18 Obrigações por Empréstimos e Repasses Nota 19 Recursos de Aceites e Emissões de Títulos Nota 20 Outras Obrigações Nota 21 Operações de Seguros, Previdência e Capitalização Nota 22 Outras Receitas/Despesas Operacionais Nota 23 Resultado não Operacional Nota 24 Patrimônio Líquido Nota 25 Tributos Nota 26 Partes Relacionadas Nota 27 Benefícios a Empregados Nota 28 Passivos Contingentes e Obrigações Legais Fiscais e Previdenciárias Nota 29 Gerenciamento de Riscos e Capital Regulatório Nota 30 Demonstração do Resultado Abrangente Nota 31 Outras informações Relatório dos Auditores Independentes 141 Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria 145 Manifestação do Conselho de Administração 146 Parecer do Conselho Fiscal 147 Declaração dos Membros do Conselho Diretor sobre as Demonstrações Financeiras 148 Declaração dos Membros do Conselho Diretor sobre o Parecer dos Auditores Independentes 149 Membros dos Órgãos da Administração 150
134 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração 2012 Senhoras e Senhores Acionistas, Apresentamos o Relatório da Administração do Banco do Brasil relativo ao ano de 2012, de acordo com as exigências da Lei das Sociedades por Ações, do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (Bacen), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Estatuto Social do Banco do Brasil. 1. Ambiente Macroeconômico O exercício 2012 foi marcado pelo aumento da aversão global ao risco. O arrefecimento de importantes economias emergentes (em especial, a chinesa) influenciou a queda nos preços das commodities, potencializando os efeitos adversos sobre as exportações e sobre a atividade econômica do mundo emergente. A economia brasileira, mesmo que reconhecidamente mais resiliente aos problemas externos, não passou incólume à desaceleração do crescimento mundial, requerendo do Governo a implementação de medidas, tanto fiscais como monetárias e creditícias, de estímulo à economia. Nessa conjuntura, a inflação desacelerou em relação ao ano anterior, com a variação acumulada em 12 meses do IPCA, encontrando-se dentro do intervalo de metas. A redução da taxa Selic para o histórico patamar de 7,25% a.a. e a queda dos spreads bancários promoveram importante redução do custo dos empréstimos ao tomador final. 2. Destaques do Período A seguir, em ordem cronológica, alguns eventos que foram destaques no período: i) início das atividades do Banco Postal na rede de atendimento BB, no dia ; ii) iii) iv) aquisição, em , da totalidade das ações do EuroBank (atualmente denominado Banco do Brasil Americas), instituição financeira norte-americana; autorização do Bacen para classificar como capital de nível I, na categoria de instrumento híbrido de capital e dívida, as emissões de Bônus Perpétuo realizadas em janeiro (US$ 950 milhões) e março (US$ 725 milhões) de 2012; lançamento, em , do BOMPRATODOS, uma nova forma de relacionamento entre o BB e seus clientes; v) o Banco do Brasil, em março, alcançou a marca histórica de R$ 1 trilhão em ativos, mantendo a conquista durante 2012; vi) vii) viii) ix) autorização do Bacen para classificar como capital de nível II R$ 1,490 bilhão relacionados à emissão de Letra Financeira Subordinada realizada em junho; participação do BB, em junho, na Conferência Rio+20 como um dos principais parceiros oficiais; o Banco do Brasil, em setembro, foi selecionado, pela primeira vez, para integrar o Índice Dow Jones de Sustentabilidade da Bolsa de Nova Iorque (DJSI) para o período 2012/2013; assinatura de contrato entre o BB e a União, em setembro, pelo qual foi concedido crédito na forma Instrumento Híbrido de Capital e Divida, destinado ao financiamento da safra 2012/2013, no valor de R$ 8,1 bilhões, montante classificado como capital de nível I e II, conforme autorização do Bacen; x) criação, em outubro, da Gerência de Negócios com Cooperativas, pelo Conselho Diretor do Banco do Brasil, alinhada ao Ano Internacional das Cooperativas declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU); xi) xii) xiii) realização, em outubro, da maior captação do BB no mercado externo, por meio da emissão de títulos de dívida de dez anos, que totalizou US$ 1,925 bilhão; lançamento, em , do BB Progressivo II Fundo de Investimento Imobiliário, com valor de oferta de R$ 1,59 bilhão; em continuidade à reorganização societária das atividades de seguros, previdência aberta e capitalização do BB, em novembro, o Conselho de Administração autorizou o início de estudos no sentido de promover a constituição de uma sociedade com a denominação social de BB Seguridade S.A. 1
135 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração Planejamento Estratégico para o Período 2013/2017 Para o período 2013/2017, o Banco do Brasil priorizou dois objetivos principais: aumentar sensivelmente sua eficiência e produtividade e gerar resultados sustentáveis por meio de negócios com forte apelo social. Para aumentar a eficiência e a produtividade, a Empresa passará por profunda revisão e simplificação dos seus principais processos, que resultará em canais, produtos e serviços mais inovadores, convenientes e eficazes, contribuindo para a redução de despesas e consequente geração de resultados aos acionistas. Os negócios com forte apelo social, como os programas Minha Casa Minha Vida e Microcrédito Produtivo Orientado, continuarão na estratégia do BB, constituindo parte fundamental da missão empresarial do BB de promover o desenvolvimento sustentável do Brasil". 4. Desempenho Econômico-Financeiro 4.1 Grandes Números O Banco do Brasil registrou em 2012 lucro líquido de R$ 12,2 bilhões e retorno anualizado sobre o patrimônio líquido de 19,8%. O lucro líquido por ação foi de R$ 4,30 no período. Os ativos somaram R$ 1,2 trilhão, crescimento de 17,2% em 12 meses, com retorno sobre ativos de 1,1% em 2012, encerrando o ano como líder do Sistema Financeiro Nacional, com destaque para sua atuação no crédito com 20,4% de participação de mercado. O patrimônio líquido alcançou R$ 66,1 bilhões, incremento de 13,1% em 12 meses. Tabela 1. Destaques hões Resultado¹ (%) Lucro Líquido ,7 Resultado Bruto da Intermediação Financeira ,1 Receita de Prestação de Serviços e Tarifas Bancárias ,5 Resultado de Operações com Seguros, Previdência e Capitalização ,7 Despesas Administrativas² (28.335) (32.516) 14,8 R$ bilhões Patrimoniais Dez/11 Dez/12 Dez/11 (%) Ativos ,2 Carteira de Crédito Ampliada³ ,9 Captações de Mercado ,5 Depósitos Totais ,7 Patrimônio Líquido ,1 Índice de Basileia % 13,98 14,83 Indicadores (%) Lucro por Ação (em R$) 4,28 4,30 0,5 Retorno sobre Ativos % 1,4 1,1 Retorno sobre Patrimônio Líquido % 22,4 19,8 mil Dados Estruturais (%) Base de Clientes ,6 Total de Contas Correntes ,6 PF ,5 PJ ,5 Agências ,9 Funcionários ,3 Recursos Administrados (R$ bilhões) ,8 1 - Itens baseados nas Demonstrações Consolidadas; 2 - Refere-se à soma de Despesas de Pessoal e Outras Despesas Administrativas; 3 - Inclui Títulos e Valores Mobiliários privados e garantias prestadas; 4 - Depósitos à Vista, a Prazo, de Poupança, Interfinanceiros, Captações no Mercado Aberto, Letras de Crédito do Agronegócio e Demais Letras Bancárias. Para informações mais detalhadas sobre o desempenho econômico-financeiro do BB, acesse o Relatório Análise do Desempenho no sítio: Desempenho dos Papéis O valor de mercado do BB foi de R$ 73,0 bilhões ao final de dezembro/2012. Na carteira teórica do Ibovespa para o quadrimestre jan/13 abr/13, o Banco ocupa a 8ª posição, com 2,934% de participação. A BBAS3 foi negociada em todos os pregões da BM&FBovespa, com volume médio diário de R$ 156,3 milhões em 2012, contra R$ 155,2 milhões no mesmo período do exercício anterior, e 2
136 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração 2012 permanece listada nas carteiras teóricas dos principais índices da bolsa: Ibovespa, Ibrx50, IGC, ISE e Itag. Ao final de 2012, o Programa de American Depositary Receipt ADR Nível I do Banco do Brasil apresentou 19,9 milhões de recibos em circulação. O Banco do Brasil, alinhado à sua prática de reinvestimento de lucros e distribuição de resultado, mantém o payout de 40% do lucro líquido, distribuído sob a forma de dividendos e/ou juros sobre o capital próprio JCP, em periodicidade trimestral. Assim, no ano foram destinados R$ 4,9 bilhões aos acionistas, sendo R$ 1.570,2 milhões como dividendos e R$ 3.353,8 milhões na forma de juros sobre o capital próprio. Os 60% remanescentes do lucro foram destinados à Reserva Legal e às Reservas Estatutárias. 4.3 Informações de Coligadas e Controladas Tabela 2. Participações Societárias do BB Banco Múltiplo Participação Total - % Saldo de Investimento Result. de Particip. Atividade Dez/12 Dez/11 Dez/ Participações Consolidadas Segmento Bancário Banco do Brasil AG. Viena Bancária (1) 100, BB Leasing S.A. Arrendamento Mercantil Arrendamento (1) 100, BB Leasing Company Ltd. Arrendamento (1) 100, BB Securities Asia Pte. Ltd. Corretora (1) 100, (482) BB Securities LLC. Corretora (1) 100, BB Securities Ltd. Corretora (1) 100, BB USA Holding Company, Inc. Bancária (1) 100, (853) Brasilian American Merchant Bank Holding (1) 100, Besc DTVM S.A. Adm. de Ativos (1) 99, Banco Patagonia S.A. Banco Múltiplo (1) 58, Banco Votorantim S.A. Banco Múltiplo (2) 50, ( ) EuroBank Bancária (1) 100, (12.897) Segmento Investimentos BB Banco de Investimento S.A. Banco de Invest. (1) 100, Segmento Gestão de Recursos BB DTVM S.A. Adm. de Ativos (1) 100, Segmento Seg., Previd. e Capitaliz.¹ BB Seguros Participações S.A. Holding (1) 100, BB Corretora de Seg. e Adm. de Bens S.A. Corretora (1) 100, BB Seguridade S.A. Holding (1) 100, Segmento Meios de Pagamento BB Adm. de Cartões de Crédito S.A. Serviços (1) 100, BB Elo Cartões Participações S.A. Holding (1) 100, (3.812) BB Elo Participações S.A. Holding (2) Elo Serviços S.A. Serviços (2) Outros Segmentos BB Administradora de Consórcios S.A. Consórcios (1) 100, BB Tur Viagens e Turismo Ltda. Turismo (1) 100, (1.188) BB Money Transfers Inc. Serviços (1) 100, (934) Cobra Tecnologia S.A. Informática (1) 99, BV Participações S.A. Holding (2) 50, (38.237) 1 Em 17/12/2012 foi aprovada a criação da BB Seguridade, Holding controladora das empresas do ramo de seguridades do Banco. Até o final de 2012 foi mantido no Banco Múltiplo o resultado de equivalência da BB Seguros e Participações S.A. e BB Corretora de Seg. e Adm. De Bens S.A, tendo sido migrado para a nova Holding apenas os saldos de investimento das mesmas. (1) Controladas, consolidadas integralmente. (2) Controladas em conjunto, consolidadas proporcionalmente. (3) Coligadas, consolidadas proporcionalmente conforme determinação do Bacen. Tabela 3. Participações Societárias não Consolidadas Participação Total - % Saldo de Investimento Result. de Particip. Atividade Dez/12 Dez/11 Dez/ Participações não Consolidadas Mapfre Nossa Caixa Vida e Previdência S.A¹ Seg./Previd. (4) 74, Cadam S.A. Mineradora (4) 21, Cia. Hidromineral Piratuba Saneamento (4) 15, Itapebi Geração de Energia Energia (4) 19, Estruturadora Brasileira de Projetos - EBP Serviços (4) 11, Consolidada ver Nota Explicativa 2 de dezembro (4) Coligadas, avaliadas pelo método de equivalência patrimonial. 3
137 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração Rede de Atendimento e Canais O Banco do Brasil encerrou 2012 com 64,2 mil pontos de atendimento, entre rede própria, compartilhada e correspondentes, abrangendo 97,5% dos municípios brasileiros (5.425). A rede própria contava com agências, pontos de atendimento e terminais de autoatendimento. O BB possui a maior rede de agências do País, com participação de 24,1%. A rede de correspondentes, identificada pela marca MaisBB, encerrou o período com pontos de atendimento e estabelecimentos conveniados, aos quais somam-se os pontos do Banco Postal. Em 2012, o autoatendimento pela internet atingiu a marca de mais de 1.752,5 milhões de transações efetivadas por pessoas físicas, correspondendo a 19,7% do total das transações. Mais de 13,6 milhões de clientes estão habilitados a utilizar o canal. Por meio do celular foram realizadas 138,8 milhões de operações. O autoatendimento Setor Público pela internet e celular registrou 313,7 milhões de transações realizadas por 21,4 mil usuários e a Central de Atendimento 258,3 milhões de transações pelos 11,1 milhões de clientes. No período também foi liberado acesso ao Gerenciador Financeiro por meio de dispositivos mobile ipad e Blackberry, somando-se às demais plataformas móveis de conexão já disponíveis, como ipod Touch, iphone e smartphones com sistema operacional Android. O Gerenciador Financeiro alcançou 301,5 milhões de transações, sendo utilizado por mais de 727,3 mil empresas, principalmente de pequeno porte. O Banco inaugurou agências ecoeficientes no bairro de Pirituba, em São Paulo e no bairro de Messejana, em Fortaleza. O projeto reduz impactos ambientais e gera economia de até 20% de energia elétrica e 30% de água, contribuindo para o uso racional dos recursos naturais. No exterior, o Banco do Brasil conduz operações em 24 países, sendo que, em 21 deles, está presente por meio de unidades próprias. E também, atua por intermédio de bancos correspondentes em 139 países. Além disso, na Argentina, o Banco Patagonia encerrou 2012 com 187 pontos de atendimento e uma área especializada em negócios com clientes Corporate. O Banco do Brasil Americas, nos Estados Unidos, manteve ativas as três agências existentes e implantou atendimento por meio de 48 mil terminais de autoatendimento compartilhados, além de serviços de Internet e Mobile Banking. 6. Negócios 6.1 BOMPRATODOS O lançamento do BOMPRATODOS ofereceu diversos benefícios aos clientes do Banco do Brasil. Mais de 9 milhões já fizeram uso de produtos ou serviços com taxas ou preços reduzidos e mais de 5 milhões contrataram crédito com taxas de juros menores. Observou-se que 12% dos clientes que contrataram empréstimos e financiamentos não possuíam nenhuma operação de crédito com o BB. Destaque para as linhas de financiamentos a veículos, em que esse percentual foi de 17%. Além disso, em 2012, o Banco conquistou mais de 1,5 milhão de novos clientes correntistas. Registra-se que 208 mil clientes optaram pelo recebimento de salário no BB por meio da Livre Opção Bancária (LOB) e 26% desse total adquiriu empréstimo ou financiamento após a transferência dos proventos. O desembolso em operações de CDC cresceu 42,1%, atingindo o volume de R$ 65,8 bilhões. Com a oferta de crédito com taxas menores, aliada ao estímulo do uso consciente do crédito, que tem como premissa a escolha acertada da(s) linha(s) a ser(em) contratada(s), o Banco do Brasil contribuiu para reduzir o endividamento e a inadimplência de seus clientes. Os principais resultados proporcionados pelo BOMPRATODOS ao final do ano foram: i) R$ 9,9 bilhões de desembolso em operações de financiamento de veículos. (397,2% acima da média diária antes do BOMPRATODOS); ii) R$ 62,5 bilhões de desembolso total nas linhas de crédito priorizadas para as micro e pequenas empresas, incremento de 19,9% em relação ao mesmo período de
138 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração 2012 Com o novo posicionamento estratégico BOMPRATODOS, o Banco do Brasil reduziu as tarifas em até 34% e as taxas de juros em diversas linhas de crédito em até 64%, possibilitando a realização de novos negócios, sobretudo por meio da atração de novos clientes, da retenção daqueles clientes público-alvo da LOB e da rentabilização dos clientes que realizavam poucos negócios com o BB. Com os resultados alcançados, o Banco pôde ampliar as melhorias nas condições negociais, proporcionando perenidade e sustentabilidade no relacionamento com seus clientes, baseado na confiança mútua e na ética negocial. Para mais informações, acesse o sítio: Carteira de Crédito A carteira de crédito ampliada do BB, que considera as garantias prestadas e os títulos e valores mobiliários privados, atingiu R$ 580,8 bilhões em dezembro/2012, com expansão de 24,9% em doze meses, o que correspondeu à participação de 20,4% do Banco do Brasil no mercado doméstico de crédito. Ao final de dezembro/2012, a carteira de crédito ampliada formada por operações com clientes pessoa física totalizou R$ 152,6 bilhões. Já a carteira de crédito ampliada composta por operações com clientes pessoa jurídica alcançou saldo de R$ 273,8 bilhões. Destaque para a carteira de agronegócios no conceito ampliado, que encerrou o ano com saldo histórico de R$ 108,0 bilhões em operações de crédito rural e agroindustrial. A inadimplência permaneceu sob controle. O indicador que mede o atraso das operações há mais de 90 dias (razão entre o crédito vencido há mais de 90 dias e a carteira de crédito) encerrou o período em 2,1%. Comparando esse indicador com o verificado no Sistema Financeiro Nacional (SFN), de 3,6%, percebe-se que a inadimplência no BB se mantém em patamares baixos. O Banco também apresenta uma estrutura de crédito melhor do que a do SFN. As operações classificadas nos níveis de risco de AA-C encerraram dezembro em 94,5% do total da carteira, contra 92,4% do SFN Clientes Pessoa Física As principais linhas de crédito que compõem a carteira são destacadas a seguir: Crédito Consignado O crédito consignado permanece com maior representatividade na carteira para pessoas físicas, com 38,6% do total, já considerando as aquisições de carteiras e participação no Banco Votorantim. Com a estratégia de qualificação da base de clientes e foco em linhas de menor risco, a carteira de crédito consignado cresceu 14,3% nos últimos 12 meses, o que reforça a liderança do Banco nesse segmento, com 31,2% de participação de mercado. Os empréstimos a servidores públicos continuaram como os mais representativos dessa carteira, com 86,35% do total. A carteira ainda é composta por aposentados e pensionistas do INSS (8,75%) e funcionários do setor privado (4,90%). Financiamentos de Veículos O saldo das operações de financiamento de veículos, incluindo aquisições de carteiras e participação no Banco Votorantim, alcançou R$ 35,9 bilhões, incremento de 14,5% em relação a dezembro/2011. Destaque para o crescimento das operações originadas nas agências do Banco do Brasil com clientes correntistas, que alcançaram saldo de R$ 11,0 bilhões, uma evolução de 134,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada pela estratégia de relacionamento BOMPRATODOS. Em que pese o incremento no desembolso, o perfil destas novas operações continuou dentro dos critérios adotados nos últimos anos, assegurando a qualidade da carteira dentro da série histórica de desempenho. Crédito Imobiliário O crédito imobiliário pessoa física finalizou 2012 com saldo de R$ 10,2 bilhões, expansão de 69,0% em relação a dezembro/2011. Os desembolsos no ano atingiram R$ 5,1 bilhões, 69,2% a mais que no mesmo período de O maior volume de contratações no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) concentra-se na faixa de renda familiar de R$ 1.600,00 até R$ 3.100,00, com utilização de recursos do FGTS. Neste ano, o Banco passou a atender também à faixa de renda de até R$ 1.600,00, como mandatário do Fundo de Arrendamento Residencial. 5
139 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração 2012 Em 2012, o Banco incrementou substancialmente suas contratações de operações no PMCMV, atingindo crescimento de 385,3% em comparação ao ano anterior. No 2º semestre de 2012, o BB passou a operar também no Programa Nacional de Habitação Rural, voltado para redução do déficit habitacional nas áreas rurais. Crédito Acessibilidade Em fevereiro foi lançada a linha de financiamento BB Crédito Acessibilidade, alinhada ao programa de governo Viver Sem Limite Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O novo produto é destinado aos clientes com renda mensal de até 10 salários mínimos para aquisição de produtos de tecnologia assistiva, com taxa de juros a partir de 0,57% ao mês e isenção de IOF. O Banco do Brasil atua com exclusividade na concessão dessa modalidade de crédito na forma proposta pelo Governo e, em pouco mais de 11 meses de contratação, a carteira alcançou R$ 14,7 milhões. FIES Em 2012, como agente financeiro do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), contratou 183 mil operações. O serviço prestado pelo Banco do Brasil permitiu que a carteira originada no BB atingisse saldo de R$ 6,3 bilhões, uma evolução de 276,3% em relação ao mesmo período de Clientes Pessoa Jurídica Os principais montantes que compõem o saldo da carteira pessoa jurídica são apresentados a seguir, divididos entre clientes Micro e Pequenas Empresas (MPE) e Atacado. No exercício, destaque para o desembolso de R$ 24,0 bilhões em operações de repasses do BNDES, o que representou 28,6% de participação e garantiu a liderança no ranking do período. Micro e Pequenas Empresas Ao final de 2012, o BB possuía 2,25 milhões de clientes micro e pequenas empresas (2,34 milhões de contas), mantendo-se como principal parceiro do segmento e reforçando o posicionamento como o Banco das Micro e Pequenas Empresas. O saldo das operações para MPE atingiu R$ 88,9 bilhões, incremento de 30,7% em relação a dezembro/2011. Cabe destaque à destinação de R$ 61,0 bilhões para capital de giro, que representou crescimento de 27,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Somente a linha de crédito BB Giro Empresa Flex, com saldo de R$ 19,2 bilhões, respondeu por 31,5% da carteira de capital de giro. O saldo das operações de financiamento de investimentos às micro e pequenas empresas chegou a R$ 25,9 bilhões em dezembro, crescimento de 40,9% em relação ao mesmo período de Destaque para o Cartão BNDES, que atingiu o saldo de R$ 8,9 bilhões, correspondendo a 49,5% de crescimento em comparação a dezembro/2011. O Banco do Brasil mantém a liderança de mercado do Cartão BNDES em valores desembolsados, quantidade de cartões emitidos e quantidade de transações. Nas operações de crédito com micro e pequenas empresas, o Banco do Brasil utilizou amplamente o Fundo de Garantia de Operações (FGO). Ao final de dezembro, havia 461,3 mil operações com cobertura do FGO, totalizando o saldo aplicado de R$ 13,9 bilhões. Outro destaque é o BNDES Capital de Giro Progeren, que integra o Programa de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade de Geração de Emprego e Renda (BNDES Progeren). Em 2012, as liberações totalizaram R$ 5,8 bilhões, incremento de 169,8% em relação ao mesmo período de O BB apoiava ao final de 2012, 248 Arranjos Produtivos Locais (APL), prestando atendimento a mil empreendimentos. O saldo das operações com as micro e pequenas empresas integrantes de APL atingiu R$ 3,2 bilhões. A parceria do BB nos Arranjos Produtivos Locais busca ampliar a concessão de crédito, fomentar a capacitação empresarial, a expansão e a inovação tecnológica, contribuindo para o acesso aos mercados. No Microcrédito Produtivo Orientado (MPO), a ação do Banco é alinhada ao Programa Crescer do Governo Federal. Ao final de 2012, o MPO alcançou saldo de R$ 729,95 milhões em operações de crédito para capital de giro e investimentos, contratados por empreendedores individuais e microempresas com faturamento anual de até R$ 120 mil. Foram beneficiados mais de 534 mil clientes em todo o País. 6
140 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração 2012 Clientes Atacado O modelo de atendimento em quatro segmentos, Middle, Upper Middle, Corporate e Large Corporate, possibilitou expressiva melhora no relacionamento negocial, principalmente no tocante às taxas e prazos, com condições mais competitivas aos clientes. Em dezembro, a carteira de crédito de clientes atacado no conceito ampliado, que inclui títulos e valores mobiliários (TVM) de emissão privada e garantias prestadas pelo Banco do Brasil, apresentou saldo de R$ 184,9 bilhões, crescimento de 30,1% no ano. As principais Operações Estruturadas somaram mais de R$ 41,8 bilhões em contratações em Deste total, a participação do Banco do Brasil foi de R$ 21,4 bilhões, sendo R$ 6,7 bilhões em operações de financiamento de longo prazo, tais como BNDES, Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO) e Fundo da Marinha Mercante (FMM) e R$ 14,7 bilhões em emissões no Mercado de Capitais, por meio de Debêntures, Notas Promissórias e cotas de FIDC s, além de operações envolvendo recebíveis, facilities e Capital de Giro de longo prazo Agronegócios O BB mantém-se como maior parceiro do agronegócio brasileiro, com participação de 62,5% do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR). A carteira de agronegócios no conceito ampliado encerrou o ano com saldo de R$ 108,0 bilhões em operações de crédito rural e agroindustrial. Esse montante representa um incremento de 20,8 % em relação a dezembro/2011. Do total da carteira de agronegócios, R$ 24,2 bilhões referem-se a operações contratadas no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 11,9 bilhões no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), R$ 39,1 bilhões com os demais produtores, R$ 26,6 bilhões com empresas pertencentes à cadeia do agronegócio e R$ 6,3 bilhões com cooperativas agropecuárias. Na contratação de operações de crédito rural destaca-se a utilização de mecanismos de mitigação de risco (intempéries e preços). Em dezembro, 53,0% das operações de custeio agrícola contratadas na safra 2012/2013 estavam cobertas com seguro de produção (Seguro Agrícola ou Proagro), seguro de preço (contratos de opções). O apoio creditício à sustentabilidade no agronegócio está presente nas linhas Pronaf Agroecologia, Pronaf Eco, Pronaf Florestal e Programa de Agricultura de Baixo Carbono (Programa ABC). Este último programa incentiva os produtores rurais a utilizarem técnicas agropecuárias sustentáveis para reduzir a emissão de gases que provocam o efeito estufa e o desmatamento. Foi destaque em 2012, com mais de financiamentos contratados, atingindo o montante de R$ 2,7 bilhões. O BB aplicou no programa ABC, de julho a dezembro/2012, R$ 1,6 bilhão, de um total de R$ 1,5 bilhão previsto para toda a Safra 2012/2013. O financiamento de lavouras com o emprego do Sistema de Plantio Direto (SPD), uma das tecnologias que compõe os compromissos voluntários assumidos pelo Brasil na COP-15, é expressivo e corresponde a 50,3% do total financiado em custeio agrícola pelo BB na safra 2012/ Captações As captações do BB totalizaram R$ 690,4 bilhões ao final de dezembro de 2012, entre operações realizadas no mercado doméstico e internacional. Destacam-se entre as captações domésticas: i) R$ 34,0 bilhões em Letras de Crédito do Agronegócio; ii) iii) iv) R$ 4,0 bilhões em repasses de fundos e programas e R$ 86,3 bilhões em depósitos judiciais e precatórios; R$ 8,1 bilhões destinados ao financiamento de operações do segmento agropecuário referentes à safra 2012/2013, por meio de contrato assinado, em setembro, entre o BB e a União, concedendo crédito na forma de Instrumento Hibrido de Capital e Divida, sendo o montante elegível como capital de nível I e II; R$ 5,21 bilhões em Letras Financeiras Subordinadas, passíveis de enquadramento como capital de nível II. Considerada essa emissão, o saldo de operações enquadradas como dívida subordinada no mercado doméstico, por seus valores nominais, somaram R$ 10,3 bilhões. 7
141 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração 2012 No mercado internacional, o BB realizou 5 emissões, sendo 2 amparadas por títulos de dívida subordinada perpétua, passíveis de enquadramento como capital de nível I e em conformidade com as diretrizes de Basileia III, 1 emissão de título subordinado passível de enquadramento como capital de nível II e 2 emissões caracterizadas como Senior Notes. Consideradas essas emissões, o volume das operações vigentes, por seus valores nominais, soma US$ 12,798 bilhões. Marcando seu retorno ao mercado japonês em setembro, o BB realizou captação pública de dívida sênior no Japão ("operação de Euro-Iene") no valor de JPY 24,7 bilhões, equivalente a aproximadamente US$ 317 milhões. A maior captação do BB no mercado externo foi realizada em outubro, por meio da emissão de títulos de dívida de dez anos, que totalizou US$ 1,925 bilhão. Devido à demanda, que superou a marca de US$ 11,4 bilhões, a taxa da operação foi uma das menores já contratadas por uma instituição financeira do País. 6.4 Administração de Recursos de Terceiros O Banco do Brasil, por meio da BB Gestão de Recursos (BB DTVM), desde 1994 é líder na indústria nacional de fundos de investimento. Ao final de 2012 atingiu o total de R$ 444,0 bilhões em recursos administrados e uma participação de mercado de 20,0%. No período, destacam-se: i) o volume de recursos aplicados em Fundos Extramercado, não considerado no ranking da Anbima, totalizou R$ 75,4 bilhões; ii) iii) iv) o volume de captações de R$ 1,5 bilhão alcançado pela família de Fundos Allocation, no segmento Private; o lançamento, em fevereiro, de oferta pública de cotas do seu primeiro Fundo de Investimento Imobiliário Renda de Escritórios para aquisição de imóveis comerciais de propriedade da Previ e geração de renda mensal aos cotistas a partir dos aluguéis pagos pelos locatários; o lançamento, em março, do primeiro Fundo de Investimento em Participações (FIP) de seu portfólio, o Brasil Portos e Ativos Logísticos (FIP Portos), que captou R$ 571,5 milhões sob a forma de capital subscrito. No que se refere a captações com foco social e/ou ambiental, o Banco oferece em seu portfólio os seguintes fundos: (i) BB Referenciado Social 50; (ii) BB Ações Índice de Sustentabilidade Empresarial Jovem; (iii) BB Multimercado Balanceado LP Jovem; (iv) BB Multimercado Global Acqua LP Private; (v) BB Ações Carbono Sustentabilidade FIA e BB Ações Carbono Sustentabilidade com Opção de Venda FIA. A BB DTVM é signatária dos Princípios para o Investimento Responsável, regidos pela Organização das Nações Unidas, e está desenvolvendo metodologia para integrar temas ambientais, sociais e de governança corporativa nas tomadas de decisão de investimento. A gestão de recursos no Banco do Brasil é dirigida a todos os segmentos de mercado e, desde 2006, tem recebido nota máxima (MQ1) em Excelência em Qualidade de Gestão, atribuída pela Moody s. No segmento Private, o Banco do Brasil encerrou o ano de 2012 com R$ 66,4 bilhões em recursos administrados. Em crédito, esse segmento apresentou saldo de R$ 6,4 bilhões ao final de dezembro, incremento de 70,0% em doze meses. 6.5 Clientes Governo O Banco do Brasil é o principal agente financeiro de 16 estados, 16 capitais e mais de 433 municípios e responsável pela centralização dos negócios destes entes. Sua participação junto aos Governos Federal, Estaduais e Municipais na implantação de políticas públicas, projetos e programas faz do Banco um fomentador de negócios sociais e impulsionador do desenvolvimento do País. O Proinveste (Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal) é uma linha de crédito, cujo objetivo é aumentar a capacidade de investimento dos Estados e do Distrito Federal, por meio de transferência dos recursos pelo BNDES. Em 2012, o Banco do Brasil contratou 9 operações. 6.6 Cartões O faturamento com cartões de crédito cresceu 23,0% em relação ao ano anterior. A intensa utilização dos cartões como meio de pagamento e instrumento de acesso às linhas tradicionais de crédito tem 8
142 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração 2012 ampliado o faturamento com os cartões, em especial junto aos segmentos empresariais e clientes dos cartões BNDES que, juntos, tiveram crescimento de 33,9% no ano. Em 2012, o BB ampliou o volume de negócios com os cartões Ourocard Crediário, reforçando sua estratégia de oferta de crédito ao consumo por meio da linha BB Crediário, o que alavancou o desembolso dessa linha em 271% em relação ao ano anterior. Além disso, em novembro de 2012, o BB disponibilizou a contratação de operações na linha BB Crediário também para os portadores de cartões da bandeira Elo. 6.7 Seguros, Previdência e Capitalização O Grupo BB Mapfre manteve a 1ª posição em arrecadação de prêmios de seguros do mercado brasileiro. A BB Mapfre SH1, empresa que concentra as seguradoras dos segmentos pessoas, habitacional e rural, encerrou 2012 com R$ 4,7 bilhões de receitas e R$ 635,5 milhões de resultado. A Mapfre BB SH2, empresa que reúne as seguradoras dos segmentos automóveis, patrimoniais e affinity, registrou R$ 6,6 bilhões de faturamento e lucro líquido de R$ 264,2 milhões. No segmento de previdência complementar aberta, a Brasilprev obteve R$ 67,6 bilhões em carteira administrada, crescimento de 37,4% nos últimos doze meses, encerrando 2012 com 26,0% de participação de mercado em arrecadação. Na previdência complementar fechada, a BB Previdência encerrou 2012 com patrimônio de R$ 2,226 bilhões, 41 planos empresariais de 54 empresas patrocinadoras, 2 planos instituídos de 2 entidades classistas e setoriais e 77 mil participantes. Destacou-se também a evolução de R$ 3,3 bilhões no estoque em previdência privada, no modelo de negócios Private, que conta com volume atual de R$ 10,8 bilhões. A Brasilcap apresentou receita 17,6% superior a 2011, totalizando R$ 3,9 bilhões. Suas provisões técnicas ultrapassaram o montante de R$ 6,5 bilhões, o que representa evolução de 29,4% e consolida a posição de liderança no mercado. 6.8 Mercado de Capitais No mercado doméstico de capitais, o BB oferece serviço de compra e venda de ações por meio da sua rede de agências, internet (home broker) e dispositivos mobile. O volume movimentado foi de R$ 21,25 bilhões e 827 mil negócios, dos quais R$ 19,55 bilhões foram pelo novo home broker. Em novembro foi constituído o Fundo de Investimento Imobiliário BB Progressivo II, com patrimônio formado por 64 imóveis localizados em todas as regiões do País e que eram de propriedade do Banco do Brasil. Os imóveis continuarão a ser utilizados pelo Banco e foram alugados pelo prazo inicial de 10 anos. Na oferta pública de distribuição de cotas, realizada no mesmo mês, foram subscritas e integralizadas cotas, no valor de R$ 100,00 por cota. Conforme o ranking Anbima, o Banco do Brasil, no ano de 2012, por intermédio do BB-Banco de Investimento (BB-BI): i) coordenou, 82 emissões de títulos de renda fixa, totalizando volume de R$ milhões, ficando em 3º lugar no ranking de originação consolidado, com 19,5% de participação de mercado; ii) iii) iv) coordenou 78 emissões de debêntures e notas promissórias, totalizando R$ milhões de volume originado; realizou operações de CRI e FIDC, que geraram um volume de R$ 473,17 milhões no mercado de securitização; coordenou 7 ofertas públicas, que somaram R$ 10,15 bilhões no mercado de renda variável. Em termos de distribuição, o BB alcançou o 5º lugar no ranking, com 9,3% de participação de mercado; v) participou de 4 operações de fusões e aquisições, que somaram R$ milhões, ficando em 11º lugar no ranking Anbima, acumulado até 30 de setembro, último dado disponível. 6.9 Serviços Por meio dos serviços de cobrança bancária, arrecadação de guias e débito automático, o Banco do Brasil atende mais de 590 mil empresas, que movimentaram R$ 926 bilhões em 2012, com um total 9
143 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração 2012 de 1,071 bilhão de títulos. Esses serviços agregaram R$ 2,155 bilhões em receitas, crescimento de 2,18% em relação a O Débito Direto Autorizado (DDA) somou 1,23 milhão de sacados eletrônicos, 13% de participação de mercado e mais de 23,7 milhões de boletos apresentados eletronicamente. No âmbito dos convênios de folha de pagamento foram processados R$ 348,6 bilhões. No total, o BB atendeu 12 milhões de servidores públicos e funcionários de empresas privadas com esse serviço. Em relação aos pagamentos de benefícios, foram realizados por meio de cartão específico e crédito em conta, mais de R$ 7,8 bilhões/mês em benefícios de diversos programas do governo. Na arrecadação de tributos, o volume arrecadado em 2012 somou R$ 552,6 bilhões, ficando R$ 5,8 bilhões ou 2,1% acima do verificado no ano passado. O produto que mais se destacou foi a Arrecadação DARF, com 14,5% de crescimento, totalizando R$ 162 bilhões. Ao segmento cooperativista de crédito, o BB disponibilizou os Serviços de Integração à Compe e ao SPB. Até o final do ano de 2012, o serviço foi prestado a 325 cooperativas de crédito, envolvendo cooperados. Por meio do portal Licitações-e, foram realizados 51 mil processos licitatórios no valor total de R$ 23,16 bilhões. A BB Administradora de Consórcios encerrou 2012 com uma carteira de 401 mil cotas ativas, crescimento de 15,6% em 12 meses. Destaque para o segmento de automóvel, que cresceu 18,4%, atingindo 369 mil cotas em dezembro. Foram comercializadas no período 130 mil novas cotas de consórcio, que representam R$ 4,0 bilhões em cartas de crédito Institutos de Previdência - RPPS O Banco do Brasil é a instituição financeira líder de mercado na administração de recursos dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), totalizando R$ 24,4 bilhões em recursos administrados em dezembro, além da geração de tarifas no montante de R$ 49,2 milhões no ano de Em 2012, o Banco intensificou esforços para o desenvolvimento e sustentabilidade da previdência do servidor público, em apoio às políticas de governo. Promoveu e participou ativamente de eventos em parceria com o Ministério da Previdência Social e de treinamentos específicos de capacitação e governança previdenciária para os dirigentes, conselheiros e servidores dos RPPS Internacionalização Nos EUA, o lançamento da marca Banco do Brasil Americas, ocorrido em outubro, marcou o 204 aniversário do BB e o início das operações do banco adquirido na Flórida (antigo EuroBank), estabelecendo as bases para ampliar sua atuação no mercado de varejo norte-americano. Além das corretoras sediadas em Londres e Nova Iorque, o Banco do Brasil inaugurou a BB Securities Ásia, em Cingapura, passando a cobrir os principais mercados investidores. Na Europa, o Banco segue aprimorando a estrutura de governança existente e consolidando a implementação do centro de apoio aos negócios em Portugal BB Europa Servicing Center. O Banco Patagonia, na Argentina, apresentou incremento de 48,6% no resultado de 2012 em comparação a 2011, refletindo o impacto da governança BB sobre a controlada. Em relação às operações de crédito, o aumento foi de 42,0% Comércio Exterior No comércio exterior, o BB manteve a liderança no câmbio de exportação e de importação, com volumes de US$ ,5 milhões e US$ ,1 milhões, e participações de mercado de 27,1% e 21,8%, respectivamente. O BB atingiu a marca de US$ ,9 milhões e US$ ,3 milhões em operações de compra e venda, respectivamente, no mercado de câmbio financeiro. Destaque para o cartão pré-pago em moeda estrangeira Ourocard Visa Travel Money, que já atingiu 56,3% do volume total das vendas de moeda estrangeira destinadas a viagens internacionais (câmbio manual). As operações de exportação (ACC/ACE) se destacam com concessões de US$ 15,3 bilhões e participação de 32,1% do mercado. O volume financiado em importações foi US$ 988 milhões. No 10
144 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração 2012 repasse de recursos de programas governamentais, os desembolsos do Programa de Financiamento às Exportações (Proex), na modalidade financiamento, foram de US$ mil e os desembolsos da linha BNDES-Exim atingiram US$ mil. Os serviços on-line de câmbio e de comércio exterior realizados via internet representaram 68% dos contratos de câmbio de exportação e 49% de importação. O BB oferece, ainda, serviços de capacitação em negócios internacionais. Em 2012 foram treinadas pessoas em todo o País, superando em 36,55% o resultado obtido em Para viabilizar operações de importação, exportação e drawback de empresas de todas as regiões do País, por meio do convênio de cooperação entre o Banco do Brasil e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, foram analisados documentos no ano de Gestão Corporativa 7.1 Governança Corporativa Na estrutura de governança corporativa do Banco do Brasil estão presentes o Conselho de Administração, composto por oito membros, assessorado pelos Comitês de Auditoria e de Remuneração e pela Auditoria Interna, e a Diretoria Executiva composta pelo Conselho Diretor (Presidente e nove vice-presidentes) e por 27 diretores estatutários. O BB mantém ainda, em caráter permanente, um Conselho Fiscal composto por cinco membros titulares e cinco suplentes. Como boa prática de governança corporativa, o Banco instituiu instrumentos para avaliar o desempenho do Conselho de Administração, do Comitê de Auditoria e da Diretoria Executiva, que possibilita o mapeamento e a identificação de oportunidades de aprimoramento das suas respectivas atuações. Além do Estatuto Social, o Código de Governança Corporativa e o Código de Ética são documentos que dão suporte às melhores práticas de governança corporativa do Banco do Brasil. Aderente à Resolução Bacen 3.921/2010, o Banco do Brasil criou modelo para Avaliação de Desempenho de Estatutários e o Comitê de Remuneração, órgão responsável por propor, ao Conselho de Administração, políticas de Remuneração Variável de Dirigentes do Conglomerado. Em todos os níveis do Banco as decisões são tomadas de forma colegiada. Com o propósito de envolver os executivos na definição de estratégias e na aprovação de propostas para os diversos negócios do Banco do Brasil. Para tanto, a administração utiliza comitês, subcomitês e comissões de nível estratégico, que garantem agilidade e segurança ao processo de tomada de decisão. 7.2 Relacionamento com o Mercado O Banco do Brasil disponibiliza ampla gama de relatórios e de informações à CVM e no site de Relações com Investidores. Além disso, adota a postura de convidar o mercado para conferências sempre que a Administração entende ser necessário clarificar temas específicos sobre a Empresa. No ano de 2012, o Banco do Brasil participou de 104 encontros com investidores e analistas no País, 9 non-deal roadshows (visitas de relacionamento) no exterior, 11 conferências no País e no exterior e promoveu 8 teleconferências de resultado com analistas e investidores, além dos atendimentos personalizados a investidores e analistas de mercado. Em 2012, para estreitar o relacionamento com os investidores pessoas físicas, o Banco do Brasil realizou, em conjunto com a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (APIMEC), reuniões em seis capitais brasileiras: Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro. Ao todo, esses eventos reuniram mais de pessoas. 7.3 Controles Corporativos Gestão de Riscos Em 2012, o Banco do Brasil aprovou o seu modelo interno de cálculo de capital para cobertura de risco operacional; participou ativamente das discussões sobre a nova regulação bancária estipulada no âmbito de Basileia III e dos exercícios de avaliação promovidos pelo Comitê de Basileia para Supervisão Bancária; aprovou a política e revisou os processos e procedimentos relacionados à gestão de capital; e convergiu suas notas explicativas referentes à gestão de riscos para o padrão IFRS. 11
145 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração 2012 Mais informações podem ser consultadas no Relatório Gestão de Riscos, disponível no sítio de Relações com Investidores: Controles Internos As diversas atividades de controles internos desenvolvidas no ano de 2012 tiveram por princípio fundamental a segregação de funções para consecução do objetivo de apurar a conformidade dos processos conduzidos pelo Banco do Brasil com as leis e regulamentos externos e internos, com avaliação, validação e certificação dos controles definidos pelos gestores para produtos, serviços e processos. Neste sentido, destaca-se o elevado grau de segurança verificado nos processos de elaboração das Demonstrações Contábeis e Formulário de Referência, publicados no ano de Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo PLD/FT O Banco apoia e contribui ativamente com as ações no âmbito do Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro, por meio da participação nas reuniões de elaboração e implementação da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), e da formalização de Acordos de Cooperação Técnica com instituições como o Ministério da Justiça, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Ministério da Fazenda, e o Ministério Público do Estado de São Paulo. O Banco do Brasil mantém um conjunto de eventos para a capacitação dos funcionários em PLD/FT, incluindo cursos, seminários e certificação de conhecimentos. Participaram dos treinamentos, em 2012, mais de 64,5 mil funcionários. Segurança de Ambientes, de Canais de Atendimento e da Informação Os investimentos em tecnologia, aliados à capacitação contínua dos profissionais, contribuem para proteção dos clientes, dos funcionários e da sociedade. Em 2012, os investimentos na modernização do aparato de segurança das unidades foram de R$ 873 milhões. Destacam-se a expansão do BB Token e a implementação do BB Code aos clientes que possuem smartphone. O BB Code utiliza o código de barras bidimensional QR-Code e técnicas de criptografia nas transações via internet. Mantém ainda a implementação da biometria nos terminais de autoatendimento e de caixa. Em 2012, o BB iniciou a migração dos certificados digitais de conexões seguras (SSL - Secure Sockets Layer) para o padrão ICP-Brasil. Incrementou também o uso de certificados digitais, padrão ICP-Brasil, nos processos operacionais, pois além de excelente ferramenta de segurança, os certificados digitais melhoram a eficiência operacional. Foram assinados 249,2 mil contratos de câmbio com uso de certificados digitais, representando 57,5% do total assinado no Banco do Brasil, gerando uma economia aproximada de R$ 1.707,1 mil no período. Em maio foi inaugurado o Serviço de Informações ao Cidadão (SIC) do Banco do Brasil, alinhado ao disposto na Lei /11 - Lei de Acesso à Informação (LAI). No âmbito da LAI, o Banco do Brasil é a décima entidade mais demandada do Governo Federal. Programa BB Eco Eficiente O Programa BB Eco Eficiente, aprovado em 2012, construiu um conjunto de ações coordenadas, com abrangência em toda a Organização, com objetivo de produzir ganhos sustentáveis de resultado. De caráter permanente, aborda temas que permeiam as principais variáveis da formação do resultado do Banco, sob os aspectos de eficiência e produtividade, e se alinha com o atendimento de demandas globais de redução de impacto ambiental das operações. 7.4 Tecnologia No âmbito dos projetos estratégicos estruturantes cabe destacar o de modernização da infraestrutura tecnológica nas dependências do exterior e o desenvolvimento de nova solução para os processos da área financeira e de tesouraria, e de recursos humanos e logística. Encontra-se em fase de conclusão, a construção do novo Centro de Processamento de Dados (Datacenter) em Brasília DF, que suportará a continuidade dos negócios com segurança e altíssima disponibilidade, mesmo em caso de desastres extremos. Em 2012, o BB realizou investimentos expressivos na preparação de um ambiente tecnológico corporativo robusto para suportar as diversas exigências regulatórias, a exemplo das soluções em curso para alinhamento às regras de Basiléia II, nos segmentos de riscos de mercado, crédito e operacional. 12
146 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração Pessoas 8.1 Talentos, Desempenho e Carreira No ano de 2012, o Banco realizou 3 concursos públicos e ingressaram na empresa novos funcionários. Aproximadamente 15 mil funcionários obtiveram progresso na carreira em 2012 por meio de programas internos de ascensão profissional e identificados em banco de Talentos e Oportunidades. Para acompanhar a atuação profissional, aproximadamente 113 mil funcionários tiveram seus desempenhos individuais avaliados pelo instrumento denominado Gestão do Desempenho por Competências. Com o intuito de consolidar informações sobre diversos indicadores de gestão de pessoas e de desempenho gerencial, foram lançados o Radar Gestão de Pessoas e o Radar do Gestor que mapeiam perfis de cerca de unidades e gestores. Tais ferramentas subsidiam a realização de diagnósticos, o acompanhamento do desempenho e o estabelecimento de estratégias para desenvolvimento de gestores e suas equipes. Em linha com a estratégia de internacionalização do Banco do Brasil, em abril de 2012, foi aprovado o Programa Ascensão Profissional Gestores em Unidades no Exterior, que identificou e desenvolveu funcionários de carreira do Banco do Brasil para atuação internacional. 8.2 Remuneração e Benefícios O Banco avançou em sua política de remuneração variável implantando o Programa de Desempenho Gratificado - PDG, que visa reconhecer os melhores desempenhos entre os gerentes de agência e superintendentes regionais da Rede de Negócios do Banco. Desse público, foram contemplados os 30% com melhor classificação no 2º semestre de 2011, que receberam o pagamento em junho de Além disso, distribuiu a Participação nos Lucros ou Resultados do 2º semestre de 2011 e 1º semestre de 2012, pagas em fevereiro e outubro de 2012 respectivamente. A tabela a seguir demonstra a remuneração e os benefícios concedidos aos funcionários: Tabela 4. Remuneração e Benefício hões (%) Folha de pagamento¹ ,5 Previdência Complementar² ,3 Planos de Saúde² ,7 Participação nos Lucros e Resultados³ ,5 Treinamento (27,7) 1 - Despesas com proventos, benefícios, encargos sociais e provisões administrativas, conforme Nota Explicativa 22.c (Despesas de Pessoal); 2 - Custeio dos planos de previdência complementar e de saúde, conforme Notas Explicativas 22.c e 27 (Tabela Contribuições do Banco para os planos de benefícios); 3 - Valor destinado à Participação nos Lucros e Resultados, conforme Demonstração do Resultado do Exercício; 4 - Conforme Nota Explicativa 22.c. 8.3 Educação Corporativa Em 2012, os treinamentos presenciais alcançaram funcionários. A implementação do novo conceito do Banco - BOMPRATODOS - foi precedida de ações de capacitação à distância, utilizando videoaulas e sistema de acompanhamento por tutoria, com funcionários treinados no módulo Estratégico, no Negocial, e no Crédito Imobiliário e Veículo. Com a parceria do Banco Postal (BP), foram formados multiplicadores, que treinaram funcionários do BP. Com relação ao projeto Minha Casa Minha Vida, foram treinados funcionários, objetivando desenvolver competências específicas sobre crédito imobiliário. Foram preparados, também, agentes para atuarem no Microcrédito Produtivo Orientado e iniciadas ações de capacitação para a transformação da força de vendas. Ainda foram realizadas ações de capacitação sobre Eficiência Operacional e Planejamento Estratégico, para 160 Executivos e Gerentes de Divisão e de Unidades de Apoio, para disseminar o conceito e a cultura de produtividade e eficiência. 13
147 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração 2012 Por intermédio do Programa de Certificação Interna de Conhecimentos, foram certificados funcionários, o que demonstra o alto interesse em se manterem atualizados em assuntos vinculados ao exercício da sua função. Alinhados à Estratégia Corporativa do BB, em 2012, foram investidos R$ 103,5 milhões em educação empresarial e a Universidade Corporativa Banco do Brasil (UniBB) completou 10 anos de existência. 9. Sustentabilidade Em relação à atuação socioambiental do BB no ano, merecem destaque as seguintes ações: i) foi um dos principais parceiros oficiais da Conferência Rio+20, realizada em junho, com mais de 45 mil participantes credenciados e ampla participação de delegações estrangeiras, chefes de estado e representantes da sociedade civil. A Fundação Banco do Brasil também participou, com foco na sociedade civil e ações concentradas na Cúpula dos Povos; ii) aderiu, durante a Rio+20, ao Programa Municípios Verdes, que consiste em promover o desenvolvimento do estado do Pará; iii) realizou, em agosto, o Workshop Negócios Sociais com representantes do Yunus Social Business (YSB) sobre principais experiências no tema, com o intuito de identificar novas formas de atuação no segmento baixa renda; iv) assinou o Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção, assumindo publicamente o compromisso de propagar boas práticas de ética empresarial; v) foi selecionado, pela primeira vez, como integrante do Índice Dow Jones de Sustentabilidade da Bolsa de Nova Iorque (DJSI) para o período 2012/2013, firmando-se internacionalmente como uma empresa de reconhecida sustentabilidade corporativa; vi) recebeu do Programa Brasileiro GHG Protocol, pelo segundo ano consecutivo, a Categoria Ouro em seu Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa; vii) selecionou, em parceria com Fundação Banco do Brasil (FBB) e Instituto Cooperforte, 62 projetos de entidades do terceiro setor apoiadas for funcionários voluntários em todo o País. Os recursos são direcionados para ações de geração de trabalho e conservação ambiental, e somam mais de R$ 3,6 milhões. Além disso, foi aberto no terceiro trimestre o 4º edital para apoio a projetos voltados à promoção, proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes, por meio de recursos oriundos da renúncia fiscal; viii) selecionou, em parcerias com a FBB e o BNDES (Fundo Social), 39 projetos de cooperativas/associações apoiadas pela Estratégia de Desenvolvimento Regional Sustentável em todo o País. Os recursos direcionados foram destinados a projetos de geração de trabalho e renda e somam R$ 8,8 milhões apoiados pela FBB e R$ 12 milhões aprovados pelo BNDES; ix) teve seu desempenho sustentável reconhecido mais uma vez, ao ser listado no Índice de Sustentabilidade Empresarial BM&FBovespa para o período 2012/2013, espaço que ocupa desde a divulgação da primeira carteira em 2005; x) atualizou seu Plano de Sustentabilidade BB - Agenda 21 para o período 2013/2015, de forma a apoiar o processo de aprimoramento das práticas do BB em sustentabilidade e contribuir para que a Empresa seja referência mundial no tema; xi) participou da 18ª Conferência das Partes da Convenção - Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima - COP 18, ocorrida no Qatar. No ano de 2012, a Estratégia em Desenvolvimento Sustentável, que busca impulsionar o desenvolvimento sustentável das localidades onde o Banco está presente, contabilizou 4,1 mil Planos de Negócios em implementação, envolvendo 1,5 milhão de beneficiários em 4,1 mil municípios brasileiros. O saldo das operações contratadas atingiu o valor de R$ 14,9 bilhões, dos quais cerca de R$ 9,4 bilhões (63,31%) referem-se ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). No âmbito do Programa Água Brasil, em março de 2012, o BB promoveu, em parceria com a Associação dos Princípios do Equador, WWF/EUA e Business and Biodiversity Offsets Program B2B, o Workshop Biodiversidade para Bancos, que teve a participação dos principais bancos brasileiros, e objetivou auxiliá-los no processo de inclusão dos riscos da biodiversidade e serviços ecossistêmicos em suas decisões de financiamento e investimento. Ainda, em 2012 o BB publicou as 14
148 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração 2012 diretrizes socioambientais específicas para o crédito nos setores agronegócios e energia elétrica e, em continuidade à iniciativa, elaborou propostas de diretrizes para o crédito nos setores de construção civil e mineração, que foram submetidas à análise dos stakeholders em painel específico realizado em novembro de Para mais informações sobre a atuação do BB em desenvolvimento sustentável, consulte o sítio Informações Legais Conforme os critérios definidos pelo Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei Geral da Micro e Pequena Empresa), 96,3% dos clientes pessoa jurídica do BB são classificados como micro e pequenas empresas. O volume de recursos utilizado pelas MPE atingiu R$ 59,1 bilhões em dezembro/2012, crescimento de 27,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O saldo das operações de capital de giro contratadas pelas microempresas totalizou R$ 9,95 bilhões e das pequenas empresas R$ 30,4 bilhões. As operações de investimento destinadas às microempresas atingiram R$ 4,0 bilhões e para as pequenas empresas R$ 13,8 bilhões. Em cumprimento à Instrução CVM 381, o Banco do Brasil informa que a KPMG Auditores Independentes não prestou ao Banco e subsidiárias, no ano de 2012, serviços que pudessem afetar sua independência em relação aos trabalhos de auditoria. Na contratação de serviços não relacionados à auditoria externa, o Banco do Brasil adota procedimentos que se fundamentam na legislação aplicável e nos princípios internacionalmente aceitos que preservam a independência do auditor. Esses princípios consistem em: (i) o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho, e (ii) o auditor não deve atuar, gerencialmente, perante seu cliente nem tampouco promover os interesses desse cliente. Em 2012, o Banco do Brasil contratou a KPMG Auditores Independentes para prestação de outros serviços não relacionados à auditoria externa do Banco e de suas subsidiárias no montante de R$ 1.753,5 mil, que representam 16,8% dos honorários relativos ao serviço de auditoria externa. Os serviços contratados foram: Data de contratação Fim da contratação Natureza do serviço prestado Valor da remuneração (R$) 14/11/ /12/2012 Corporate income tax and advisory services ,30 27/11/ /11/2012 Risk Based Capital Requirements analysis ,20 01/01/ /01/2013 Consultoria Fiscal/Tributária ,00 24/10/ /12/2013 Revisão da dedutibilidade das perdas no recebimento de créditos ,00 31/01/ /12/2013 Assessoria Fiscal Permanente ,72 20/05/ /12/2012 Revisão da Declaração Integrada de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) ,00 20/04/ /12/2012 Diagnóstico de riscos e matrizes de segregação de funções em sistemas ,00 26/10/ /03/2013 Assessment ICAAP ,00 23/07/ /12/2012 Trabalho de revisão Declaração Imposto de Renda Pessoa Juridica ,00 26/07/ /12/2012 Desoneração Folha de Pagamento decorrente da Medida Provisória ,00 27/07/ /12/2012 Assessoria - Consulta redução do Capital Social ,12 18/09/ /07/2012 Revisões Fiscais, DIPJ e Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (DACON) ,00 29/09/ /11/2012 Custo do produto final ,00 Conforme normas que regem os serviços de auditoria externa, a KPMG Auditores independentes apresenta periodicamente ao Banco do Brasil Carta de Independência. No Banco do Brasil a contratação de serviços relacionados à auditoria externa deve ser precedida por parecer do Comitê de Auditoria. De acordo com o contido na Deliberação CVM 488/05, o BB esclarece: i) os investimentos fixos em 2012 somaram o valor de R$ 2.086,0 milhões, destacando o investimento em novos pontos de atendimento e na melhoria da ambiência das agências (R$ milhões) e em tecnologia da informação (R$ 705 milhões); 15
149 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração 2012 ii) iii) iv) possui R$ 549,5 milhões de créditos tributários não ativados em decorrência dos requisitos estabelecidos pelas Resoluções CMN de e de , e apresentados na Nota Explicativa de Tributos das Demonstrações Contábeis relativas ao ano de 2012; mantém registrado em contas de compensação, conforme regras dispostas no Plano Contábil das Instituições Financeiras (Cosif), o montante de R$ 20,8 bilhões decorrente de Coobrigações e Riscos em Garantias Prestadas a clientes e empresas integrantes do Conglomerado BB; firmou em 2009, Contrato de Abertura de Linha de Crédito Interbancário Rotativo a liberar com o Banco Votorantim pelo limite equivalente ao valor do patrimônio líquido daquela instituição. A operação foi contabilizada em contas de compensação, conforme regras dispostas no Cosif e encontra-se publicada na Nota Explicativa Partes Relacionadas das Demonstrações Contábeis relativas ao ano de Em conformidade com o art. 8º da Circular Bacen 3.068/2001, o Banco do Brasil afirma que possui a intenção e capacidade financeira de manter, até o vencimento, os títulos classificados na categoria Títulos Mantidos até o Vencimento. A capacidade financeira está amparada em projeção de fluxo de caixa que não considera a possibilidade de venda desses títulos. O Banco do Brasil, seus acionistas, administradores e os membros do Conselho Fiscal se comprometem a resolver toda e qualquer disputa ou controvérsia relacionada ao Regulamento de Listagem do Novo Mercado por meio da Câmara de Arbitragem do Mercado da BM&FBovespa, conforme cláusula compromissória constante do Estatuto Social do Banco do Brasil. 11. Principais Reconhecimentos Recebidos no Período i) o portal Licitações-e foi novamente o grande vencedor do VI Prêmio, concedido durante o VII Congresso Brasileiro de Pregoeiros, ocorrido em março, nas categorias: 'Melhor sistema de Pregão Eletrônico 2011', 'Melhor Interação com o Fornecedor 2011' e 'Maior número de pregões realizados e concluídos no ano de 2011 ; ii) iii) iv) em abril, o Presidente do BB, Aldemir Bendine, recebeu do governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, a Medalha da Inconfidência, maior comenda concedida por esse estado, que é entregue anualmente a personalidades e entidades que contribuíram para o desenvolvimento de Minas; no anuário The Banker s Deals of The Year 2012, publicado no mês de abril, o Banco do Brasil foi vencedor entre as operações de captação mais impressionantes, pela emissão de US$ 1 bilhão em dívida subordinada no exterior, realizada em janeiro; em maio, o Banco do Brasil foi escolhido o banco que melhor serviço prestou à sua clientela e ao País em 2011 recebendo o diploma de "Qualidade em Bancos", concedido pela revista Banco Hoje; v) em maio, o BB atingiu o primeiro lugar no ranking de equity sales da Bloomberg, uma das principais provedoras mundiais de informação para o mercado financeiro; vi) vii) viii) ix) também em maio, o Banco do Brasil recebeu placa de reconhecimento pelo importante papel que realiza na disseminação e na contribuição ao alcance dos Objetivos do Milênio pelo Brasil; o Banco do Brasil é o líder do ranking mundial como o banco mais sólido do planeta, segundo pesquisa realizada pela agência norte-americana independente de classificação de risco Weiss Ratings. A pesquisa foi publicada no site BankingMyWay, especializado no mercado bancário internacional; em setembro, a Ouvidoria Externa do BB foi reconhecida como uma das 10 melhores do País, ao participar do Prêmio Ouvidorias Brasil, uma iniciativa da Associação Brasileira de Ouvidores, da Associação Brasileira das Relações Empresa-Cliente e apoio da revista Consumidor Moderno; em setembro, o Banco do Brasil foi reconhecido como uma das empresas líderes pelo Prêmio Época Empresa Verde; x) o Banco do Brasil, em setembro, foi o grande vencedor do Prêmio Intangíveis Brasil (PIB) 2012 na categoria especial Top Intangíveis Brasil, no setor Bancos e, também, foi o primeiro colocado no ranking geral, pela primeira vez, em setembro; xi) o Banco do Brasil recebeu, em setembro, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio Arquitetura Corporativa, desta vez com o projeto da Agência Estilo 2.0 Santa Maria (RS) na categoria Profissional Interiores Obras Realizadas ; 16
150 Banco do Brasil S.A. Relatório da Administração 2012 xii) xiii) xiv) xv) xvi) em setembro, o BB ficou em 3º lugar no ranking Brand Finance, referente às marcas mais valiosas do Brasil e da América Latina 2012; o Banco do Brasil ficou em 1º lugar na categoria Bancos e 3º lugar no ranking geral em Marcas de Confiança 2012 do Ranking Seleções do Reader s Digest; também em setembro, o BB foi considerado a marca favorita da nova classe média brasileira em pesquisa realizada pela Data Popular; BB continua a marca mais lembrada na categoria Banco do prêmio Folha Top of Mind, desde a sua primeira edição. Também foi o mais lembrado na categoria finanças e, entre instituições financeiras, é o que aparece em primeiro quando o assunto é Copa do Mundo e Olimpíadas; em outubro, foi lançada a versão 2012 do Guia dos Bancos Responsáveis (GBR) do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), onde o BB se destacou como o único entre seus pares que teve o desempenho classificado como bom ; xvii) também em outubro, o BB foi considerado o maior banco da América Latina pela AméricaEconomía Intelligence; xviii) em pesquisa divulgada, em novembro, realizada pela consultoria CVA Solutions, o Banco aparece em primeiro no ranking das "instituições que mais agradam aos correntistas"; xix) também em novembro, a campanha BOMPRATODOS, do BB, foi uma das vencedoras da 25ª edição do Marketing Best, prêmio realizado anualmente pela Editora Referência, por meio da revista Marketing e pela Madia Mundo Marketing; xx) a Universidade Corporativa Banco do Brasil (UniBB) recebeu os seguintes reconhecimentos públicos em 2012: Melhor Programa de Educação Corporativa do País, Referência Nacional em Learning & Performance Brasil 2012, considerada uma das Melhores Universidades Corporativas do Brasil pela Corporate University Best in Class CUBIC Awards Brasil. Agradecimentos Agradecemos a dedicação e o empenho de nossos funcionários e colaboradores, bem como a confiança dos acionistas, dos clientes e da sociedade. Mais informações, visite o site de Relações com Investidores: 17
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160 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 1 O Banco e suas Operações O Banco do Brasil S.A. (Banco do Brasil ou Banco) é uma companhia aberta de direito privado, de economia mista, regida, sobretudo, pela legislação das sociedades por ações, e sua matriz está localizada no Setor Bancário Sul, Quadra 1, Lote 32, Bloco C, Edifício Sede III, Brasília, Distrito Federal, Brasil. Tem por objeto a prática de todas as operações bancárias ativas, passivas e acessórias, a prestação de serviços bancários, de intermediação e suprimento financeiro sob suas múltiplas formas, inclusive nas operações de câmbio e nas atividades complementares, destacandose seguros, previdência privada, capitalização, corretagem de títulos e valores mobiliários, administração de cartões de crédito/débito, consórcios, fundos de investimentos e carteiras administradas e o exercício de quaisquer atividades facultadas às instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional. Como instrumento de execução da política creditícia e financeira do Governo Federal, compete ao Banco exercer as funções atribuídas em Lei, especificamente as previstas no artigo 19 da Lei n.º 4.595/ Reestruturações Societárias a) Aquisições BB Americas (antigo EuroBank) Em , o Banco concluiu a aquisição, mediante pagamento à vista de US$ 6 milhões, da totalidade do capital social e votante da instituição financeira norte-americana BB Americas, representado por ações ordinárias. Os valores do investimento e do ágio foram apurados com base no PL ajustado do BB Americas de dezembro/2011, convertidos à taxa de câmbio de Valor pago na aquisição Valor do patrimônio líquido ajustado em (27.203) Valor total do ágio (1) Ágio pela expectativa de rentabilidade futura Ágio do valor justo de bens Aporte de capital O BB Americas, sociedade de capital fechado com sede no estado da Flórida, possui uma rede de três agências localizadas nas cidades de Coral Gables, Pompano Beach e Boca Raton. A aquisição do BB Americas contribuirá para a expansão dos negócios do Banco do Brasil nos Estados Unidos, permitindo a atuação no mercado varejista norte-americano, com foco no atendimento das comunidades brasileira e hispânica residentes naquele País. b) Parcerias Elo Serviços S.A. O Banco do Brasil, o Banco Bradesco S.A. (Bradesco) e a Caixa Econômica Federal (Caixa) finalizaram as negociações para consolidar a permanência da Caixa Participações S.A. (Caixa Participações) como acionista da Elo Serviços S.A. (Elo Serviços), mediante celebração de Acordo de Acionistas entre a Elo Participações S.A. (Elo Participações) e a Caixa Participações. A Elo Serviços é uma sociedade operacional privada que tem a função de desenvolver e gerenciar a Bandeira Elo, cujo lançamento no mercado nacional ocorreu em A estrutura acionária acordada possui a seguinte composição: Elo Serviços % do Capital Total Elo Participações 66,665 Caixa Participações 33,335 27
161 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis A Elo Participações é a empresa da qual o Banco do Brasil e o Bradesco participam com 49,99% e 50,01% do capital total, respectivamente. c) Reorganização Societária na área de Seguros, Previdência Complementar Aberta, Capitalização e Resseguros BB Cor Participações S.A. Em , o Banco constituiu a empresa BB Cor Participações S.A. (BB Cor), que passou a deter 100% de participação no capital da BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens S.A. (BB Corretora). O objetivo do Banco é ampliar a participação de mercado da BB Corretora, que passará a comercializar, dentro e fora dos canais de distribuição do Banco, produtos de terceiros nos ramos em que o Banco não possua acordos de exclusividade com empresas parceiras. A BB Cor deterá também participação acionária no capital social de outras sociedades que atuem no mercado como corretoras na comercialização de seguros, previdência aberta, capitalização e/ou planos de saúde e odontológicos de que o Banco venha participar no futuro. BB Seguridade Participações S.A. Em , o Banco constituiu a empresa BB Seguridade Participações S.A. (BB Seguridade), que passou a deter as seguintes participações societárias: a) 100% das ações de emissão da BB Cor; b) 100% das ações de emissão da BB Seguros Participações S.A. (BB Seguros) que, por sua vez, detém participação nas seguintes sociedades: (i) (ii) (iii) (iv) (v) 74,9% do total das ações (sendo 49,9% ações ON) de emissão da BB Mapfre SH1 Participações S.A., que atua no ramo de seguros de pessoas em parceria com o Grupo Mapfre; 50,0% do total das ações (sendo 49,0% ações ON) de emissão da Mapfre BB SH2 Participações S.A., que atua no ramo de seguros patrimoniais também em parceria com o Grupo Mapfre; 74,9% do total das ações (sendo 49,9% ações ON) de emissão da Brasilprev Seguros e Previdência S.A., que atua no ramo de previdência em parceria com a Principal Financial Group; 66,7% do total das ações (com 49,9% ações ON) de emissão da Brasilcap Capitalização S.A., que atua no ramo de capitalização em parceria com a Icatu Seguros S.A. e a Cia de Seguros Aliança da Bahia; e 100% das ações de emissão da Nossa Caixa Capitalização S.A, que atua no ramo de capitalização. O Banco tem os seguintes objetivos com a constituição da BB Seguridade: a) consolidar, sob uma única sociedade, todas as atividades do Banco do Brasil nos ramos de seguros, capitalização, previdência complementar aberta e atividades afins, incluindo quaisquer expansões futuras dessas atividades, no Brasil ou no exterior, orgânicas ou não; b) proporcionar ganhos de escala nessas operações; e c) obter redução de custos e despesas no segmento de seguridade. O Banco tem intenção de abrir o capital da BB Seguridade e certificar-se de que sua gestão seja independente e comprometida com os conceitos de transparência, prestação de contas, equidade e responsabilidade socioambiental. A administração, apoiada por ferramentas de monitoramento que alinhem o comportamento dos executivos ao interesse dos acionistas e da sociedade em geral, será conduzida com as melhores práticas de governança corporativa, de forma que a BB Seguridade possa ser listada no segmento especial do mercado de ações da BM&FBovespa S.A Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, denominado Novo Mercado. Brasilprev Seguros e Previdência S.A. Em formalizou-se Contrato de Compra e Venda de Ações para aquisição, pela Brasilprev, de 100% do capital social e votante da Brasilprev Nosso Futuro Seguros e Previdência S.A. (anteriormente denominada Mapfre Nossa Caixa Vida e Previdência - MNCVP), então pertencentes à 28
162 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB Seguros (49%) e à Mapfre Brasil Participações S.A. (51%). O valor ajustado para o negócio foi de R$ mil, corrigidos pela taxa CDI até a data da liquidação. Em ocorreu a liquidação financeira do contrato pelo valor de R$ mil. Resumo da operação: Posição em Preço pago na aquisição Patrimônio Líquido da Brasilprev Nosso Futuro Seguros e Previdência S.A Ágio registrado na Brasilprev Seguros e Previdência S.A Percentual de participação na Brasilprev Seguros e Previdência S.A. 74,995% Ágio proporcionalizado Eliminação de RNR, com impacto no ágio Ágio remanescente - posição consolidada Apresentação das Demonstrações Contábeis As Demonstrações Contábeis foram elaboradas a partir de diretrizes contábeis emanadas da Lei das Sociedades por Ações com observância às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (Bacen), do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), quando aplicável. A elaboração de demonstrações de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições financeiras, requer que a Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis, quando for o caso. Ativos e passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem: o valor residual do ativo imobilizado, provisão para créditos de liquidação duvidosa, ativos fiscais diferidos, provisão para demandas trabalhistas, fiscais e cíveis, valorização de instrumentos financeiros, ativos e passivos relacionados a benefícios pós-emprego a empregados e outras provisões. Os valores definitivos das transações envolvendo essas estimativas somente são conhecidos por ocasião da sua liquidação. As demonstrações contábeis individuais contemplam as operações do Banco do Brasil realizadas no país e no exterior (BB-Banco Múltiplo) e as demonstrações contábeis consolidadas contemplam também as operações das subsidiárias financeiras e não financeiras no país e no exterior, das entidades sob controle conjunto, da Entidade de Propósito Específico - Dollar Diversified Payment Rights Finance Company, e dos fundos de investimentos financeiros que o Banco controla direta ou indiretamente, bem como das participações em outras empresas, conforme determinado pelo Bacen (BB-Consolidado). Na elaboração das demonstrações contábeis consolidadas, foram eliminados os valores oriundos de transações entre as empresas consolidadas, compreendendo as participações acionárias de uma empresa em outra, os saldos de contas patrimoniais, as receitas, despesas, bem como os lucros não realizados, líquido dos efeitos tributários. As participações dos não controladores no patrimônio líquido e no resultado das controladas foram destacadas nas demonstrações contábeis. Os saldos das contas patrimoniais e de resultado das participações societárias em que o controle é compartilhado com outros acionistas foram consolidados proporcionalmente à participação no capital social da investida. As operações de arrendamento mercantil foram consideradas sob a ótica do método financeiro, sendo os valores reclassificados da rubrica de imobilizado de arrendamento para a rubrica de operações de arrendamento mercantil, deduzidos dos valores residuais recebidos antecipadamente. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) emite normas e interpretações contábeis, alinhadas às normas internacionais de contabilidade, aprovadas pela Comissão de Valores Mobiliários. O Bacen recepcionou os seguintes pronunciamentos, observados integralmente pelo Banco, quando aplicável: CPC 00 - Pronunciamento Conceitual Básico, CPC 01 Redução ao Valor Recuperável de Ativos, CPC 03 Demonstração dos Fluxos de Caixa DFC, CPC 05 Divulgação sobre Partes Relacionadas, CPC 10 Pagamento Baseado em Ações, CPC 23 Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro, CPC 24 Evento Subsequente e CPC 25 Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes. 29
163 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Adicionalmente, o Banco Central editou a Resolução CMN 3.533, de , cuja vigência iniciou-se em janeiro de 2012, a qual estabeleceu procedimentos para classificação, registro contábil e divulgação de operações de venda ou de transferência de ativos financeiros. A Resolução é convergente com os critérios de baixa de ativos financeiros especificados no CPC 38 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração. O Banco aplicou, ainda, os seguintes pronunciamentos que não são conflitantes com as normas do Bacen, conforme determina o artigo 22, 2º, da Lei n.º 6.385/1976: CPC 09 Demonstração do Valor Adicionado, CPC 12 Ajuste a Valor Presente, CPC 22 Informações por Segmento, CPC 33 Benefícios a Empregados e CPC 41 Resultado por Ação. Os pronunciamentos CPC 07 Subvenções e Assistências Governamentais, CPC 17 Contratos de Construção, CPC 29 Ativo Biológico e Produto Agrícola e CPC 35 Demonstrações Separadas, não conflitantes com as normas do Bacen, poderão ser aplicados pelo Banco na medida em que ocorrerem eventos ou transações abrangidos por esses CPCs. A aplicação dos demais normativos que dependem de regulamentação do Bacen reflete, basicamente, em ajustes imateriais ou em alterações na forma de divulgação, exceto os seguintes pronunciamentos que podem gerar impactos relevantes nas demonstrações contábeis: CPC 04 Ativos Intangíveis e CPC 15 Combinação de Negócios a) reclassificação dos ativos intangíveis identificados nas aquisições do controle do Banco Nossa Caixa e de participação no Banco Votorantim, ocorridas em 2009, bem como na aquisição de controle do Banco Patagonia, em 2011, e do BB Americas em 2012, da conta de Investimentos para a conta de Intangível, no grupamento do Ativo Não Circulante Permanente; b) não reconhecimento de despesas de amortização de ágios por expectativa de rentabilidade futura oriundos das aquisições; e, c) reconhecimento de despesa de amortização de intangíveis com vida útil definida, identificados nas aquisições. CPC 19 Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto segundo o CPC 19, na formação das joint ventures SH1 e SH2, em , as participações societárias recebidas na formação da parceria são registradas a valor justo; o valor contábil dos ativos contribuídos pelo Banco do Brasil, incluindo qualquer ágio, são baixados e o resultado da transação é reconhecido na proporção da participação societária da Mapfre nas novas sociedades constituídas. CPC 38 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração ajuste na provisão para crédito de liquidação duvidosa, em virtude da adoção do critério de perda incorrida ao invés do critério da perda esperada. As demonstrações contábeis foram aprovadas pelo Conselho Diretor em
164 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Participações societárias incluídas nas demonstrações contábeis consolidadas, segregadas por segmentos de negócios: Segmento Bancário Atividade % de Participação Banco do Brasil AG. Viena (1) (4) Bancária 100% 100% BB Leasing Company Ltd. (1) (4) Arrendamento 100% 100% BB Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (1) (4) Arrendamento 100% 100% BB Securities Asia Pte. Ltd. (1) (4) Corretora 100% 100% BB Securities LLC. (1) (4) Corretora 100% 100% BB Securities Ltd. (1) (4) Corretora 100% 100% BB USA Holding Company, Inc. (1) (4) Holding 100% 100% Brasilian American Merchant Bank (1) (4) Bancária 100% 100% BB Americas (1) (4) Banco Múltiplo 100% -- Besc Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (1) (4) Administração de Ativos 99,62% 99,62% Banco Patagonia S.A. (1) (4) Banco Múltiplo 58,96% 58,96% Banco Votorantim S.A. (2) (4) Banco Múltiplo 50% 50% Segmento Investimentos Atividade BB Banco de Investimento S.A. (1) (4) Banco de Investimento 100% 100% Kepler Weber S.A. (2) (4) Indústria 17,56% 17,56% Companhia Brasileira de Securitização Cibrasec (3) (5) Aquisição de Créditos 12,12% 12,12% Neoenergia S.A. (2) (4) Energia 11,99% 11,99% Segmento Gestão de Recursos Atividade BB Gestão de Recursos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (1) (4) Administração de Ativos 100% 100% Segmento Seguros, Previdência e Capitalização Atividade BB Seguridade Participações S.A. (1) (4) Holding 100% -- BB Cor Participações S.A. (1) (4) Holding 100% -- BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens S.A. (1) (4) Corretora 100% 100% BB Seguros Participações S.A. (1) (4) Holding 100% 100% Nossa Caixa Capitalização S.A. (1) (4) Capitalização 100% 100% BB Mapfre SH1 Participações S.A. (2) (4) Holding 74,99% 74,99% Aliança Participações S.A. (2) (6) Holding -- 74,99% Mapfre Participações Ltda. (2) (6) Holding -- 74,99% Companhia de Seguros Aliança do Brasil (2) (4) Seguradora 74,99% 74,99% Mapfre Vida S.A. (2) (4) Previdência 74,99% 74,99% Vida Seguradora S.A. (2) (4) Seguradora 74,99% 74,99% Brasilprev Seguros e Previdência S.A. (2) (4) Seguradora/Previdência 74,99% 74,99% Brasilprev Nosso Futuro Seguros e Previdência S.A. (2) (4) Seguradora/Previdência 74,99% 49% Brasilcap Capitalização S.A. (2) (4) Capitalização 66,66% 66,66% Mapfre BB SH2 Participações S.A. (2) (4) Holding 50% 50% Aliança Rev Participações S.A. (2) (6) Holding -- 50% Aliança do Brasil Seguros S.A. (2) (4) Seguradora 50% 50% Brasilveículos Companhia de Seguros (2) (4) Seguradora 50% 50% Mapfre Seguros Gerais S.A. (2) (4) Seguradora 50% 50% Mapfre Affinity Seguradora S.A. (2) (4) Seguradora 50% 50% Mapfre Assistência S.A. (2) (4) Prestação de Serviços 50% 50% Votorantim Corretora de Seguros S.A. (2) (4) Corretora 50% 50% Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação SBCE (3) (4) Seguradora 12,09% 12,09% Segmento Meios de Pagamento Atividade BB Administradora de Cartões de Crédito S.A. (1) (4) Prestação de Serviços 100% 100% BB Elo Cartões Participações S.A. (1) (4) Holding 100% 100% Elo Participações S.A. (2) (4) Holding 49,99% 49,99% Companhia Brasileira de Soluções e Serviços CBSS (2) (4) Prestação de Serviços 49,99% 49,99% Elo Serviços S.A. (2) (4) Prestação de Serviços 33,33% 33,33% Cielo S.A. (2) (4) Prestação de Serviços 28,68% 28,72% Tecnologia Bancária S.A. Tecban (3) (4) Prestação de Serviços 13,53% 13,53% Outros Segmentos Atividade Ativos S.A. Securitizadora de Créditos Financeiros (1) (4) Aquisição de Créditos 100% 100% Ativos S.A. Gestão de Cobrança e Recuperação de Crédito (1) (4) Aquisição de Créditos 100% 100% BB Administradora de Consórcios S.A. (1) (4) Consórcio 100% 100% BB Tur Viagens e Turismo Ltda. (1) (5) Turismo 100% 100% BB Money Transfers Inc. (1) (4) Prestação de Serviços 100% 100% Cobra Tecnologia S.A. (1) (4) Informática 99,97% 99,97% BV Participações S.A. (2) (4) Holding 50% 50% (1) Controladas. (2) Controle em conjunto, incluídas proporcionalmente na consolidação. (3) Coligadas, incluídas proporcionalmente na consolidação conforme determinação do Bacen. (4) Demonstrações contábeis para consolidação relativas a Dezembro/2012. (5) Demonstrações contábeis para consolidação relativas a Novembro/2012. (6) Empresas descontinuadas durante o exercício/
165 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Foram consolidados ainda os fundos de investimentos financeiros BV Financeira FIDC V, BVIA Fundo de Investimento em Participações, Fundo de Investimento Nióbio I e a Entidade de Propósito Específico no exterior Dollar Diversified Payment Rights Finance Company, os quais o Banco controla direta ou indiretamente. Para efeito de comparabilidade, em função de alteração nas políticas contábeis, foram efetuadas, no Banco Múltiplo e no BB-Consolidado, no exercício 2011, as seguintes reclassificações: a) de R$ mil do grupamento Outras Despesas Operacionais Bônus de Relacionamento Negocial para o grupamento Despesas com Captações no Mercado Aberto e com Depósitos Depósitos Judiciais, de forma a evidenciar melhor a essência da operação; b) de R$ mil do grupamento Outras Despesas Operacionais Outras para o grupamento Despesas com Captações no Mercado Aberto e com Depósitos Outras, de forma a evidenciar melhor a essência da operação; c) de R$ mil do grupamento Outras Despesas Operacionais Convênio INSS para o grupamento Despesas de Obrigações por Empréstimos e Repasses Outras, de forma a evidenciar melhor a essência da operação; e d) de R$ mil do grupamento Outras Despesas Operacionais Atualização de Recursos a Devolver ao Tesouro Nacional (Lei 9.138/95) para o grupamento Despesas de Obrigações por Empréstimos e Repasses Tesouro Nacional, de forma a evidenciar melhor a essência da operação. 4 Resumo das Principais Práticas Contábeis As políticas contábeis adotadas pelo Banco do Brasil são aplicadas de forma consistente em todos os períodos apresentados nestas demonstrações contábeis e de maneira uniforme a todas as entidades do Conglomerado. a) Apuração do Resultado Em conformidade com o regime de competência, as receitas e as despesas são reconhecidas na apuração do resultado do período a que pertencem e, quando se correlacionam, de forma simultânea, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações formalizadas com encargos financeiros pós-fixados são atualizadas pelo critério pro rata die, com base na variação dos respectivos indexadores pactuados, e as operações com encargos financeiros pré-fixados estão registradas pelo valor de resgate, retificado por conta de rendas a apropriar ou despesas a apropriar correspondentes ao período futuro. As operações indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço pelo critério de taxas correntes. b) Mensuração a Valor Presente Os ativos e passivos financeiros estão apresentados a valor presente em função da aplicação do regime de competência no reconhecimento das respectivas receitas e despesas de juros. Os passivos não contratuais, representados essencialmente por passivos contingentes e obrigações legais, cuja data de desembolso é incerta e não está sob controle do Banco, estão mensurados a valor presente uma vez que são reconhecidos inicialmente pelo valor de desembolso estimado na data da avaliação e são atualizados mensalmente. c) Caixa e Equivalentes de Caixa Caixa e equivalentes de caixa estão representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações em operações compromissadas posição bancada, aplicações em depósitos interfinanceiros e aplicações em moedas estrangeiras, com alta liquidez e risco insignificante de mudança de valor, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 dias. d) Aplicações Interfinanceiras de Liquidez As aplicações interfinanceiras de liquidez são registradas pelo valor de aplicação ou aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço e ajustadas por provisão para perdas, quando aplicável. 32
166 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis e) Títulos e Valores Mobiliários TVM Os títulos e valores mobiliários adquiridos para formação de carteira própria são registrados pelo valor efetivamente pago, inclusive corretagens e emolumentos, e se classificam em função da intenção da Administração do Banco em três categorias distintas, conforme Circular Bacen n.º 3.068/2001: Títulos para Negociação: títulos e valores mobiliários adquiridos com o propósito de serem negociados ativa e frequentemente, ajustados mensalmente pelo valor de mercado. Suas valorizações e desvalorizações são registradas, respectivamente, em contas de receitas e despesas do período; Títulos Disponíveis para Venda: títulos e valores mobiliários que poderão ser negociados a qualquer tempo, porém não são adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São ajustados mensalmente ao valor de mercado e suas valorizações e desvalorizações registradas, líquidas dos efeitos tributários, em conta de Ajuste de Avaliação Patrimonial no Patrimônio Líquido; e Títulos Mantidos até o Vencimento: títulos e valores mobiliários que o Banco tem e dispõe de capacidade financeira e intenção para manter até o vencimento. Esses títulos não são ajustados pelo valor de mercado. A capacidade financeira está amparada em projeção de fluxo de caixa que desconsidera a possibilidade de venda desses títulos. A metodologia de ajuste a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários foi estabelecida com observância a critérios consistentes e verificáveis, que levam em consideração o preço médio de negociação na data da apuração ou, na falta desse, o valor de ajuste diário das operações de mercado futuro divulgados pela Anbima, BM&FBovespa ou o valor líquido provável de realização obtido por meio de modelos de precificação, utilizando curvas de valores futuros de taxas de juros, taxas de câmbio, índice de preços e moedas, todas devidamente aderentes aos preços praticados no exercício. Os rendimentos obtidos pelos títulos e valores mobiliários, independente de como estão classificados, são apropriados pro rata die, observando o regime de competência até a data do vencimento ou da venda definitiva, pelo método exponencial ou linear, com base nas suas cláusulas de remuneração e na taxa de aquisição distribuída no prazo de fluência, reconhecidos diretamente no resultado do período. As perdas com títulos classificados como disponíveis para venda e como mantidos até o vencimento que não tenham caráter de perdas temporárias são reconhecidas diretamente no resultado do período e passam a compor a nova base de custo do ativo. Quando da alienação, a diferença apurada entre o valor da venda e o custo de aquisição atualizado pelos rendimentos é considerada como resultado da transação, sendo contabilizada na data da operação como lucro ou prejuízo com títulos e valores mobiliários. f) Instrumentos Financeiros Derivativos IFD Os instrumentos financeiros derivativos são avaliados pelo valor de mercado por ocasião dos balancetes mensais e balanços. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros. A metodologia de marcação a mercado dos instrumentos financeiros derivativos foi estabelecida com base em critérios consistentes e verificáveis que levam em consideração o preço médio de negociação no dia da apuração ou, na falta desse, por meio de modelos de precificação que traduzam o valor líquido provável de realização. Os instrumentos financeiros derivativos utilizados para compensar, no todo ou em parte, os riscos decorrentes das exposições às variações no valor de mercado de ativos ou passivos financeiros são considerados instrumentos de proteção (hedge) e são classificados de acordo com a sua natureza em: Hedge de Risco de Mercado: os instrumentos financeiros assim classificados, bem como o item objeto de hedge, têm suas valorizações ou desvalorizações reconhecidas em contas de resultado do período; e Hedge de Fluxo de Caixa: para os instrumentos financeiros enquadrados nessa categoria, a parcela efetiva das valorizações ou desvalorizações registra-se, líquida dos efeitos tributários, na conta Ajuste de Avaliação Patrimonial do Patrimônio Líquido. Entende-se por parcela efetiva aquela em que a 33
167 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis variação no item objeto de hedge, diretamente relacionada ao risco correspondente, é compensada pela variação no instrumento financeiro utilizado para hedge, considerando o efeito acumulado da operação. As demais variações verificadas nesses instrumentos são reconhecidas diretamente no resultado do período. g) Operações de Crédito, de Arrendamento Mercantil, Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio, Outros Créditos com Características de Concessão de Crédito e Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa As operações de crédito, de arrendamento mercantil, adiantamentos sobre contratos de câmbio e outros créditos com características de concessão de crédito são classificados de acordo com o julgamento da Administração quanto ao nível de risco, levando em consideração a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos em relação à operação, aos devedores e garantidores, observando os parâmetros estabelecidos pela Resolução CMN n.º 2.682/1999, que requer a análise periódica da carteira e sua classificação em nove níveis, sendo AA (risco mínimo) e H (risco máximo), bem como a classificação das operações com atraso superior a 15 dias como operações em curso anormal. As rendas das operações de crédito vencidas há mais de 60 dias, inclusive, independentemente de seu nível de risco, são reconhecidas como receita quando efetivamente recebidas. As operações classificadas como nível H, que permanecem nessa classificação por 180 dias, são baixadas contra a provisão existente. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações de operações de crédito já baixadas contra a provisão são classificadas como H e os eventuais ganhos oriundos da renegociação são reconhecidos como receita quando efetivamente recebidos. A provisão para operações de crédito de liquidação duvidosa, considerada suficiente pela Administração, atende ao requisito mínimo estabelecido pela Resolução CMN n.º 2.682/1999 (Nota 10.e). h) Tributos Os tributos são apurados com base nas alíquotas demonstradas no quadro a seguir: Tributos Alíquota Imposto de Renda (15% + adicional de 10%) 25% Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL (1) 15% PIS/Pasep (2) 0,65% Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins (2) 4% Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza ISSQN Até 5% (1) Alíquota aplicada às empresas financeiras e às empresas não financeiras de seguros, previdência e capitalização. Para as demais empresas não financeiras, a alíquota de CSLL corresponde a 9%. (2) Para as empresas não financeiras optantes do regime de apuração não cumulativo, a alíquota do PIS/Pasep é de 1,65% e da Cofins é de 7,6%. Os ativos fiscais diferidos (créditos tributários) e os passivos fiscais diferidos são constituídos pela aplicação das alíquotas vigentes dos tributos sobre suas respectivas bases. Para constituição, manutenção e baixa dos ativos fiscais diferidos são observados os critérios estabelecidos pela Resolução CMN n.º 3.059/2002, alterados pelas Resoluções CMN n.º 3.355/2006 e CMN n.º 3.655/2008, e estão suportados por estudo de capacidade de realização. i) Despesas Antecipadas Referem-se às aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos benefícios ou prestação de serviço ao Banco ocorrerão durante os exercícios seguintes. As despesas antecipadas são registradas ao custo e amortizadas à medida em que forem sendo realizadas. j) Ativo Permanente Investimentos: os investimentos em controladas e coligadas com influência significativa ou com participação de 20% ou mais no capital votante e em demais sociedades que fazem parte de um 34
168 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis mesmo grupo ou que estejam sob controle comum são avaliados por equivalência patrimonial com base no valor do patrimônio líquido da controlada ou coligada. Os ágios correspondentes ao valor pago excedente ao valor contábil dos investimentos adquiridos, decorrentes da expectativa de rentabilidade futura, estão sustentados pelas avaliações econômicofinanceiras que fundamentaram o preço de compra dos negócios, são amortizados com base nas projeções de resultado anual constantes nos respectivos estudos econômico-financeiros e são submetidos anualmente ao teste de redução ao valor recuperável de ativos. As demonstrações contábeis das agências e controladas no exterior são adaptadas aos critérios contábeis vigentes no Brasil e convertidas para a moeda Real pelo critério de taxas correntes, conforme previsto nas Circulares Bacen n.º 2.397/1993 e n.º 2.571/1995 e seus efeitos são reconhecidos no resultado do período. Os demais investimentos permanentes são avaliados ao custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas por desvalorização (imparidade), quando aplicável. Imobilizado de Uso: o ativo imobilizado é avaliado pelo custo de aquisição, deduzido da respectiva conta de depreciação, cujo valor é calculado pelo método linear às seguintes taxas anuais: edificações e benfeitorias - 4%, veículos - 20%, sistemas de processamento de dados - 20% e demais itens - 10% (Nota 15). Diferido: o ativo diferido está registrado ao custo de aquisição ou formação, líquido das respectivas amortizações acumuladas. Contempla, principalmente, os gastos de reestruturação da Empresa e os gastos efetuados, até , em imóveis de terceiros, decorrentes de instalação de dependências e amortizados mediante taxas apuradas com base no prazo de locação, e com aquisição e desenvolvimento de sistemas, amortizados à taxa anual de 20%. Intangível: o ativo intangível corresponde aos direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção do Banco ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. Um ativo satisfaz o critério de identificação de um ativo intangível quando: for separável, ou seja, puder ser separado da entidade e vendido, transferido ou licenciado, alugado ou trocado individualmente ou junto a um contrato, ativo ou passivo relacionado, independente da intenção de uso pela entidade ou resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais, independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações. Os ativos intangíveis possuem vida útil definida e referem-se basicamente aos desembolsos para aquisição de direitos para prestação de serviços bancários (direitos de gestão de folhas de pagamento), amortizados de acordo com os prazos dos contratos; softwares, amortizados pelo método linear à taxa de 20% ao ano a partir da data da sua disponibilidade para uso e; na conta Outros Ativos Intangíveis, o direito de utilização da rede do Banco Postal, que é amortizado de acordo com o prazo contratual. Os ativos intangíveis são ajustados por provisão para perda por desvalorização (imparidade), quando aplicável (Nota 16). A amortização dos ativos intangíveis é contabilizada em Outras Despesas Administrativas. k) Redução ao Valor Recuperável de Ativos não Financeiros Imparidade Ao final de cada período de reporte, o Banco avalia, com base em fontes internas e externas de informação, se há alguma indicação de que um ativo não financeiro possa ter sofrido desvalorização. Se houver indicação de desvalorização, o Banco estima o valor recuperável do ativo, que é o maior entre: i) seu valor justo menos os custos para vendê-lo; e ii) o seu valor em uso. Independentemente de haver indicação de desvalorização, no mínimo anualmente, o Banco testa o valor recuperável dos ativos intangíveis ainda não disponíveis para uso e dos ágios na aquisição de investimentos. Esse teste pode ser executado a qualquer momento do ano, desde que seja realizado sempre na mesma época. Se o valor recuperável do ativo for menor que o seu valor contábil, o valor contábil do ativo é reduzido ao seu valor recuperável por meio de uma provisão para perda por imparidade, que é reconhecida na Demonstração do Resultado. 35
169 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Metodologias aplicadas na avaliação do valor recuperável dos principais ativos não financeiros: Imobilizado de uso Terrenos e edificações - na apuração do valor recuperável de terrenos e edificações, são efetuadas avaliações técnicas em conformidade com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Sistemas de processamento de dados - na apuração do valor recuperável dos itens relevantes que compõem os sistemas de processamento de dados, são considerados o valor de mercado para itens com valor de mercado disponível ou o valor passível de ser recuperado pelo uso nas operações do Banco para os demais itens, cujo cálculo considera a projeção dos fluxos de caixa dos benefícios decorrentes do uso de cada bem durante a sua vida útil, descontada a valor presente com base na taxa dos Certificados de Depósitos Interbancários - CDI. Outros itens de imobilizado - embora sejam sujeitos à análise de indicativo de perda, os demais bens do imobilizado de uso são individualmente de pequeno valor e, em face da relação custo-benefício, o Banco não avalia o valor recuperável desses itens individualmente. No entanto, o Banco realiza inventário anualmente, onde os bens perdidos ou deteriorados são devidamente baixados na contabilidade. Investimentos e Ágio na Aquisição de Investimentos A metodologia de apuração do valor recuperável dos investimentos e dos ágios por expectativa de rentabilidade futura consiste em mensurar o resultado esperado do investimento por meio de fluxo de caixa descontado. Para mensurar esse resultado, as premissas adotadas são baseadas em (i) projeções das operações, resultados e planos de investimentos das empresas; (ii) cenários macroeconômicos desenvolvidos pelo Banco; e (iii) metodologia interna de apuração do custo do capital baseado no modelo Capital Asset Pricing Model CAPM. No caso do ágio na aquisição do Banco Nossa Caixa, que foi incorporado pelo Banco do Brasil em novembro de 2009, a metodologia consiste em comparar o valor do ágio pago, deduzido pela amortização acumulada, com o valor presente dos resultados do Banco do Brasil projetados para o Estado de São Paulo, descontados os ativos com vida útil definida. As projeções partem dos resultados observados e evoluem com base nas premissas de crescimento de rentabilidade para o Banco do Brasil e são descontadas pela taxa do custo do capital apurada por meio de metodologia interna, baseada no modelo Capital Asset Pricing Model CAPM. Intangível Direitos de Gestão de Folhas de Pagamento - O modelo de avaliação do valor recuperável dos direitos de gestão de folhas de pagamento está relacionado ao acompanhamento da performance dos contratos, calculada a partir das margens de contribuição de relacionamento dos clientes vinculados a cada contrato, de forma a verificar se as projeções que justificaram a aquisição do ativo correspondem à performance observada. Para os contratos que não atingem a performance esperada, é reconhecida uma provisão para perda por imparidade. Softwares - Os softwares, substancialmente desenvolvidos internamente de acordo com as necessidades do Banco, são constantemente objeto de investimentos para modernização e adequação às novas tecnologias e necessidades dos negócios. Em razão de não haver similares no mercado, bem como do alto custo para se implantar métricas que permitam o cálculo do seu valor em uso, o teste de recuperabilidade dos softwares consiste em avaliar a sua utilidade para a empresa de forma que, sempre que um software entra em desuso, seu valor é baixado na contabilidade. Outros Ativos Intangíveis Direito de Utilização da Rede do Banco Postal - A metodologia de apuração do valor recuperável do direito de utilização da rede do Banco Postal consiste em calcular o valor presente dos fluxos de resultado produzidos por meio da estratégia de atuação para o Banco Postal, que são projetados com base nos valores realizados e nas premissas definidas no plano de negócios, e são descontados com base na taxa de custo médio ponderado de capital (WACC). As perdas registradas no resultado para ajuste ao valor recuperável desses ativos, quando houver, são demonstradas nas respectivas notas explicativas. 36
170 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis l) Benefícios a Empregados Os benefícios a empregados, relacionados a benefícios de curto prazo para os empregados atuais, são reconhecidos pelo regime de competência de acordo com os serviços prestados. Os benefícios pós-emprego de responsabilidade do Banco relacionados a complemento de aposentadoria e assistência médica são avaliados de acordo com os critérios estabelecidos na Deliberação CVM n.º 600/2009 (Nota 27). A partir de , a periodicidade das avaliações passou a ser semestral e não mais anual como ocorria até Nos planos de contribuição definida, o risco atuarial e o risco dos investimentos são dos participantes. Sendo assim, a contabilização dos custos é determinada pelos valores das contribuições de cada período que representam a obrigação do Banco. Consequentemente, nenhum cálculo atuarial é requerido na mensuração da obrigação ou da despesa e não existe ganho ou perda atuarial. Nos planos de benefício definido, o risco atuarial e o risco dos investimentos recaem parcial ou integralmente na entidade patrocinadora. Sendo assim, a contabilização dos custos exige a mensuração das obrigações e despesas do plano, existindo a possibilidade de ocorrer ganhos e perdas atuariais, podendo originar o registro de um passivo quando o montante das obrigações atuariais ultrapassa o valor dos ativos do plano de benefícios, ou de um ativo quando o montante dos ativos supera o valor das obrigações do plano. Nesta última hipótese, o ativo somente deverá ser registrado quando existirem evidências de que este poderá reduzir efetivamente as contribuições da patrocinadora ou que será reembolsável no futuro. A parcela dos ganhos ou perdas atuariais reconhecida no resultado do Banco corresponde ao excesso que não se enquadrou no corredor dividido pelo tempo médio de trabalho restante dos empregados que participam do plano. O corredor corresponde ao que for maior dentre: 1-10% do valor presente da obrigação atuarial total do benefício definido; e 2-10% do valor justo dos ativos do plano. O Banco reconhece os ganhos/perdas atuariais no próprio período em que foi realizado o cálculo atuarial, conforme permitido pela Deliberação CVM n.º 600/2009. As contribuições devidas pelo Banco aos planos de assistência médica, em alguns casos, permanecem após a aposentadoria do empregado. Sendo assim, as obrigações do Banco são avaliadas pelo valor presente atuarial das contribuições que serão realizadas durante o período esperado de vinculação dos associados e beneficiários ao plano. Tais obrigações são avaliadas e reconhecidas utilizando-se os mesmos critérios dos planos de benefício definido. O ativo atuarial reconhecido no balanço (Nota 27) refere-se aos ganhos atuariais e sua realização ocorrerá obrigatoriamente até o final do plano. Poderão ocorrer realizações parciais desse ativo atuarial, condicionadas ao atendimento dos requisitos da Lei Complementar n.º 109/2001 e da Resolução CGPC n.º 26/2008. m) Depósitos e Captações no Mercado Aberto Os depósitos e captações no mercado aberto são demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base pro rata die. n) Operações Relacionadas às Atividades de Seguros, Previdência e Capitalização Apuração do Resultado Os prêmios de seguros e as despesas de comercialização são contabilizados por ocasião da emissão das apólices ou faturas e reconhecidos no resultado de acordo com o período decorrido de vigência do risco coberto. As receitas de prêmios e as correspondentes despesas de comercialização relativas aos riscos vigentes, ainda sem emissão das respectivas apólices, são reconhecidas no resultado em bases estimadas. A receita de prêmios de seguros de riscos a decorrer é diferida pelo prazo de vigência das apólices de seguros, por meio da constituição da provisão de prêmios não ganhos, com base nos prêmios emitidos auferidos. As operações de cosseguro aceito, retrocessão e do Convênio Dpvat são contabilizadas com base nas informações recebidas das congêneres, do IRB Brasil Resseguros S.A. e da Seguradora Líder - Dpvat, respectivamente. 37
171 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis As receitas de planos de previdência, seguros de vida com cobertura de sobrevivência e capitalização são reconhecidas no resultado quando efetivamente recebidas, tendo como contrapartida a constituição de provisões técnicas, exceto as receitas para cobertura de riscos nos casos de planos de previdência conjugados, as quais devem ser reconhecidas pelo período de vigência do respectivo risco, independente do seu recebimento. Os custos de comercialização são diferidos por ocasião da emissão do contrato ou apólice e apropriados ao resultado, de forma linear, pelo prazo médio estimado para a sua recuperação, exceto os relacionados à capitalização. As demais receitas e despesas são registradas de acordo com o regime de competência. Provisões Técnicas As regras e procedimentos para a constituição das provisões técnicas são regulamentados pela Resolução n.º 162/2006 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e alterações posteriores por meio das Resoluções n.º 181/2007, n.º 195/2008 e n.º 204/2009 do CNSP. Seguros Provisão de Prêmios não Ganhos (PPNG): é constituída (i) para cobertura de sinistros a ocorrer considerando indenizações e despesas relacionadas a riscos vigentes na data do cálculo e (ii) para registro das parcelas de prêmios que serão apropriados ao resultado durante a vigência do seguro, calculada pro rata die, tomando-se por base a data do início e do fim de vigência do risco segurado. Provisão de Prêmios não Ganhos dos Riscos Vigentes, mas não Emitidos (PPNG-RVNE): representa o ajuste da PPNG dada a existência de riscos assumidos, cuja apólice ainda não foi operacionalmente emitida. É calculada com metodologia baseada na construção de triângulos de "run-off", que consideram o intervalo entre a data de início de vigência do risco e a data de emissão das apólices, em bases retrospectivas, no período de 24 meses. Provisão de Insuficiência de Prêmios (PIP): representa a necessidade de cobertura de possíveis insuficiências das provisões de prêmios para cobertura das obrigações futuras relacionadas aos contratos de seguros. Provisão de Sinistros a Liquidar (PSL): representa a estimativa de pagamentos prováveis de indenizações de resseguros, líquidas das recuperações de cosseguro cedido, determinada com base nos avisos de sinistro recebidos até a data do balanço. A PSL inclui provisão para os sinistros em discussão judicial, constituída conforme critérios definidos e documentados em Nota Técnica Atuarial. Os valores provisionados são atualizados monetariamente e incluem estimativa de custos a serem incorridos com honorários de sucumbências. Provisão de Sinistros Ocorridos, mas não Avisados [IBNR Incurred But Not Reported]: representa o montante esperado de sinistros ocorridos e não avisados até a data-base das demonstrações contábeis. É calculada com base em método atuarial que apura a melhor estimativa com base no histórico de cada segmento de negócio em relação aos sinistros ocorridos e não avisados e conforme definido em cada Nota Técnica Atuarial. Provisão Complementar de Prêmios (PCP): tem como objetivo manter a empresa resguardada nas transições mensais, mantendo o montante das provisões técnicas de prêmio (PPNG e PPNG-RVNE) maior ou igual à média diária do mês de apuração. Calculada para complementar a PPNG, o valor da PCP é a diferença positiva entre a média da PPNG diária e a PPNG do último dia do mês. No seu cálculo devem ser considerados todos os riscos vigentes, emitidos ou não. Previdência Provisão Matemática de Benefícios a Conceder: representa o montante dos prêmios e contribuições aportados pelos participantes, líquido da taxa de carregamento, acrescido dos rendimentos financeiros auferidos nas aplicações dos recursos. Essa provisão refere-se aos participantes cuja percepção dos benefícios ainda não foi iniciada. Provisão Matemática de Benefícios Concedidos: refere-se àqueles já em gozo de benefícios. Provisões para Insuficiência de Contribuições e de Prêmios: são constituídas para fazer face a eventuais oscilações desfavoráveis nos riscos técnicos assumidos nas provisões matemáticas de benefícios a conceder e concedidos, decorrentes da tendência de maior sobrevida dos participantes e o seu cálculo é efetuado utilizando-se como parâmetro a tábua de mortalidade AT 2000 Male/Female Suavizada e premissas relacionadas, considerando todos os contratos vigentes. 38
172 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Provisão de Oscilação Financeira: é constituída para fazer frente aos eventuais impactos de variações desfavoráveis nas taxas futuras dos recursos destinados ao pagamento de benefícios e resgates aos participantes, considerando a remuneração mínima garantida contratualmente. Provisão de Benefícios a Regularizar (PBAR): corresponde ao valor total dos pecúlios e rendas vencidos, não pagos em decorrência de eventos ocorridos, inclusive a atualização de valor cabível, além dos valores estimados referentes às ações judiciais e os resultantes de sentença transitada em julgado. Capitalização Provisão Matemática para Resgate: é calculada sobre o valor nominal dos títulos, atualizada com base em notas técnicas atuariais aprovadas pela Susep. Provisões para Resgate de Títulos Vencidos e Antecipados: são constituídas pelos valores dos títulos com prazos de capitalização finalizados e rescindidos, atualizados monetariamente no período entre a data do direito do resgate e a efetiva liquidação. Provisão para Sorteio a Realizar: é calculada sobre o valor nominal dos títulos, com base em notas técnicas atuariais aprovadas pela Susep. A baixa da provisão é registrada pelo valor equivalente ao risco decorrido, ou seja, o saldo da provisão para sorteio a realizar representa os valores custeados dos sorteios ainda não realizados. Provisão de Sorteio a Pagar: é constituída pelos valores dos títulos contemplados em sorteios, atualizados monetariamente no período entre a data do sorteio e a efetiva liquidação. Teste de adequação de passivos - TAP Para as operações de seguro, resseguro e de previdência complementar, o Banco realiza o Teste de Adequação de Passivos conforme regras e procedimentos instituídos pela Circular Susep n.º 457/2012. O teste de adequação de passivos é realizado semestralmente e tem o objetivo de verificar se as provisões constituídas estão adequadas, devendo essa avaliação ser feita com o uso de estimativas correntes de fluxos de caixa futuros dos contratos. A metodologia utilizada considera a melhor estimativa de todos os fluxos de caixa futuros, levando em conta premissas de cancelamento, sinistralidade, longevidade, anuitização, outras despesas relacionadas às operações e as receitas inerentes ao negócio. Os fluxos de caixa são trazidos a valor presente segundo a Estrutura a Termo das Taxas de Juros - ETTJ publicada pela Susep, conforme as respectivas garantias oferecidas nos contratos em vigor. O teste realizado para a data-base de não apresentou insuficiência em quaisquer dos grupos de contratos de seguros, resseguros e previdência complementar. o) Ativos e Passivos Contingentes e Obrigações Legais O reconhecimento, a mensuração e a divulgação dos ativos e passivos contingentes e obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25 Provisões, Ativos Contingentes e Passivos Contingentes, aprovado pela Resolução CMN n.º 3.823/2009 (Nota 28). Os ativos contingentes são reconhecidos nas demonstrações contábeis somente quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização, usualmente representado pelo trânsito em julgado da ação e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação por outro exigível. Os passivos contingentes são reconhecidos nas demonstrações contábeis quando, baseado na opinião de assessores jurídicos e da Administração, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, com uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança, sendo quantificados quando da citação/notificação judicial e revisados mensalmente, da seguinte forma: Massificados: processos relativos às causas consideradas semelhantes e usuais, e cujo valor não seja considerado relevante, segundo parâmetro estatístico por grupo de ação, tipo de órgão legal (Juizado Especial Cível ou Justiça Comum) e reclamante. Para apuração do valor das obrigações nas ações de natureza trabalhista, são considerados os valores médios dos pagamentos de processos encerrados nos últimos 24 meses, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nas ações de natureza cível são considerados os valores médios dos pagamentos dos 39
173 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis processos encerrados nos últimos 24 meses e, nas ações referentes a planos econômicos, são considerados os valores médios dos pagamentos realizados nos últimos 24 meses. Individualizados: processos relativos às causas consideradas não usuais ou cujo valor seja considerado relevante sob a avaliação de assessores jurídicos. Considera-se o valor indenizatório pretendido, o valor provável de condenação, provas apresentadas e provas produzidas nos autos, jurisprudência sobre a matéria, subsídios fáticos levantados, decisões judiciais que vierem a ser proferidas na ação, classificação e grau de risco de perda da ação judicial. Os passivos contingentes, de mensuração individualizada, classificados como de perdas possíveis não são reconhecidos nas demonstrações contábeis, devendo ser apenas divulgados nas notas explicativas, e os classificados como remotos não requerem provisão e nem divulgação. As obrigações legais (fiscais e previdenciárias) são derivadas de obrigações tributárias previstas na legislação, independentemente da probabilidade de sucesso de processos judiciais em andamento, que têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. p) Despesas Associadas a Captações de Recursos Nas operações de captação de recursos mediante emissão de títulos e valores mobiliários, as despesas associadas são apropriadas ao resultado de acordo com a fluência do prazo da operação e apresentadas como redutoras do passivo correspondente. q) Outros Ativos e Passivos Os demais ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias e cambiais auferidas em base pro rata die e provisão para perda, quando julgada necessária. Os demais passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos, quando aplicável, dos encargos e das variações monetárias e cambiais incorridos em base pro rata die. r) Lucro por Ação A divulgação do lucro por ação é efetuada de acordo com os critérios definidos na Deliberação CVM n.º 636/2010. O lucro básico por ação do Banco foi calculado dividindo-se o lucro líquido atribuível aos acionistas pelo número médio ponderado de ações ordinárias totais, excluídas as ações em tesouraria (Nota 24.e). s) Pronunciamentos Contábeis Recentemente Emitidos Por meio da Deliberação nº 695/2012, de , a CVM recepcionou o pronunciamento técnico CPC 33(R1). As principais alterações são: i) exclusão da possibilidade de utilização do método do corredor; ii) os ganhos e perdas atuariais passam a ser reconhecidos integralmente como ativo ou passivo atuarial, tendo como contrapartida o patrimônio líquido (Ajustes de Avaliação Patrimonial). As remensurações do valor líquido de ativo ou passivo atuarial reconhecido contra ajustes de avaliação patrimonial não devem ser reclassificadas para o resultado no período subsequente; iii) a despesa/receita financeira do plano passa a ser reconhecida pelo valor líquido com base na taxa de desconto; iv) são incluídos novos requisitos de divulgação nas demonstrações contábeis; e v) o pronunciamento deve ser aplicado de forma retrospectiva, em conformidade com o CPC 23 Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. A adoção do referido pronunciamento se aplica aos exercícios iniciados a partir de Caso a norma já estivesse vigente em , haveria os seguintes efeitos nas demonstrações contábeis: 40
174 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Aumento/(Redução) no ativo atuarial (Aumento)/Redução no passivo fiscal diferido Plano 1 - Previ Plano Informal - Previ Plano de Associados - Cassi Outros Planos Total ( ) ( ) (10.119) (Aumento) no passivo atuarial -- ( ) ( ) ( ) ( ) Aumento no ativo fiscal diferido Efeito no patrimônio líquido ( ) (65.461) ( ) ( ) ( ) 5 Informações por Segmento As informações por segmento foram elaboradas considerando critérios utilizados pela Administração na avaliação de desempenho do segmento, na tomada de decisões quanto à alocação de recursos para investimento e outros fins, o ambiente regulatório e as semelhanças entre produtos e serviços. As operações do Banco estão divididas basicamente em cinco segmentos: bancário, investimentos, gestão de recursos, seguridade (seguros, previdência e capitalização) e meios de pagamento. Além desses, o Banco participa de outras atividades econômicas, tais como consórcios e suporte operacional, que foram agregadas em Outros Segmentos. As transações intersegmentos são praticadas em condições normais de mercado, substancialmente nos termos e condições para operações comparáveis, incluindo taxas de juros e garantias. Essas operações não envolvem riscos anormais de recebimento. a) Segmento Bancário Responsável pela parcela mais significativa do resultado do Banco, preponderantemente obtido no Brasil, compreende uma grande diversidade de produtos e serviços, tais como depósitos, operações de crédito, cartões, que são disponibilizados aos clientes por meio dos mais variados canais de distribuição situados no país e no exterior. As operações do segmento bancário abrangem os negócios com os mercados de varejo, atacado e governo, realizados por meio de rede e equipes de atendimento, e os negócios com microempreendedores e o setor informal realizados por intermédio de correspondentes bancários. b) Segmento de Investimentos Nesse segmento são realizados negócios no mercado de capitais doméstico, com atuação na intermediação e distribuição de dívidas no mercado primário e secundário, além de participações societárias e da prestação de serviços financeiros. O resultado da intermediação financeira do segmento é obtido por meio de receitas auferidas nas aplicações em títulos e valores mobiliários deduzidas das despesas de captação de recursos junto a terceiros. As participações acionárias existentes estão concentradas nas empresas coligadas e controladas. As receitas de prestação de serviços financeiros resultam de assessorias econômicofinanceiras, de underwriting de renda fixa e variável. c) Segmento de Gestão de Recursos Responsável essencialmente pelas operações, inerentes à compra, venda, e custódia de títulos e valores mobiliários, administração de carteiras e administração de fundos e clubes de investimento. As receitas são oriundas principalmente das comissões e taxas de administração cobradas dos investidores pela prestação desses serviços. d) Segmento de Seguros, Previdência e Capitalização Nesse segmento são oferecidos produtos e serviços relacionados a seguros de vida, patrimonial e automóvel, planos de previdência complementar e planos de capitalização. O resultado advém principalmente das receitas com prêmios de seguros emitidos, contribuições de planos de previdência, títulos de capitalização e aplicações em títulos e valores mobiliários, 41
175 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis deduzidas das despesas de comercialização, provisões técnicas e despesas com benefícios e resgates. e) Segmento de Meios de Pagamento Responsável pela prestação dos serviços de captura, transmissão, processamento e liquidação financeira de transações em meio eletrônico. As receitas são oriundas principalmente das comissões e taxas de administração cobradas dos estabelecimentos comerciais e bancários pela prestação dos serviços descritos no parágrafo anterior, além das rendas de aluguel, instalação e manutenção de terminais eletrônicos. f) Outros Segmentos Compreende os segmentos de suporte operacional e consórcios, que foram agregados por não serem individualmente representativos. Suas receitas são oriundas principalmente da prestação de serviços não contemplados nos segmentos anteriores, tais como: recuperação de créditos, administração de consórcios, desenvolvimento, fabricação, comercialização, aluguel e integração de equipamentos e sistemas de eletrônica digital, periféricos, programas, insumos e suprimentos de informática, além da intermediação de passagens aéreas, hospedagens e organização de eventos. 42
176 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Composição por segmento: 2º Semestre/2012 BB-Consolidado Bancário Investimentos Gestão de Recursos Seguros, Previdência e Capitalização Meios de Pagamento Outros Segmentos Transações Intersegmentos Total Receitas ( ) Rendas de operações de crédito e arrendamento mercantil Resultado de operações com títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Resultado de operações de câmbio e aplicações compulsórias Resultado financeiro de operações de seguros, previdência e capitalização ( ) ( ) (9) 11 (11) Rendas de prestação de serviços ( ) Rendas com tarifas, taxas e comissões Resultado de participações em coligadas e controladas Resultado operacional com seguros, previdência e capitalização (95.427) (84.324) (3.360) Outras receitas ( ) Despesas ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Despesas de captação no mercado ( ) ( ) (1.222) (15.310) ( ) Despesas com operações de empréstimos, cessões, repasses e arrendamento mercantil Provisão/(Reversão) para créditos de liquidação duvidosa ( ) (15) (38) -- ( ) ( ) 367 (6) (18) -- ( ) Atualização e juros de provisões técnicas ( ) ( ) Despesas de pessoal ( ) (26.412) (29.933) ( ) (82.294) ( ) ( ) Outras despesas administrativas ( ) (71.228) (13.437) ( ) ( ) (98.636) ( ) Depreciação ( ) (1.306) -- (7.370) (8.753) (3.497) -- ( ) Amortização do diferido ( ) (13.547) (4.147) (1.548) -- ( ) Amortização de ativos intangíveis ( ) (3) (170) (50) -- ( ) Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros Resultado na avaliação do valor recuperável de ativos (37.290) (37.290) (1.203) Outras despesas (1) ( ) ( ) (67.826) ( ) ( ) ( ) ( ) Lucro antes da tributação e (2) ( ) participações Imposto de renda e contribuição social (3) ( ) (54.770) ( ) ( ) ( ) (31.167) ( ) sobre o lucro Participações no lucro ( ) -- (259) (16.584) (1.084) (4.628) -- ( ) Participação dos não controladores (81.292) (2) -- (81.294) Lucro Líquido (4) (61.251) Saldos Patrimoniais Ativos ( ) Investimento em coligadas e controladas ( ) Passivos ( ) (1) Conforme normas do Banco Central do Brasil, desde janeiro de 2011, é reconhecida amortização de ágio (nota 14.c). No semestre, foram amortizados R$ mil no segmento Seguros, Previdência e Capitalização. (2) Nas transações intersegmentos, o valor de R$ mil refere-se à eliminação de resultado não realizado, sendo: R$ mil referente à Ativos S.A. e R$ mil da Cobra Tecnologia. (3) Foi ativado no BB-Consolidado o montante de R$ mil (destacado nas transações intersegmentos) referente ao crédito tributário incidente sobre o resultado não realizado. (4) Nas transações intersegmentos, o valor de R$ mil refere-se à eliminação do resultado não realizado líquido dos efeitos tributários. 43
177 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Exercício 2012 BB-Consolidado Bancário Investimentos Gestão de Recursos Seguros, Previdência e Capitalização Meios de Pagamento Outros Segmentos Transações Intersegmentos Total Receitas ( ) Rendas de operações de crédito e arrendamento mercantil Resultado de operações com títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Resultado de operações de câmbio e aplicações compulsórias Resultado financeiro de operações de seguros, previdência e capitalização ( ) ( ) (115) (10) (22) Rendas de prestação de serviços ( ) Rendas com tarifas, taxas e comissões Resultado de participações em coligadas e controladas Resultado operacional com seguros, previdência e capitalização (12.851) Outras receitas ( ) Despesas ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Despesas de captação no mercado ( ) ( ) (1.222) (33.441) ( ) Despesas com operações de empréstimos, cessões, repasses e arrendamento mercantil Provisão/(Reversão) para créditos de liquidação duvidosa ( ) (31) (73) -- ( ) ( ) (64) ( ) Atualização e juros de provisões técnicas ( ) ( ) Despesas de pessoal ( ) (50.089) (57.970) ( ) ( ) ( ) ( ) Outras despesas administrativas ( ) (98.902) (24.912) ( ) ( ) ( ) ( ) Depreciação ( ) (2.613) -- (14.611) (13.886) (6.944) -- ( ) Amortização do diferido ( ) (23.359) (5.097) (3.634) -- ( ) Amortização de ativos intangíveis ( ) (8) (3.914) (120) -- ( ) Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros Resultado na avaliação do valor recuperável de ativos (37.290) (37.290) (6.291) (4.174) Outras despesas (1) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Lucro antes da tributação e (2) ( ) participações Imposto de renda e contribuição social (3) ( ) (84.581) ( ) ( ) ( ) (72.608) ( ) sobre o lucro Participações no lucro ( ) -- (505) (36.634) (1.894) (19.623) -- ( ) Participação dos não controladores ( ) ( ) Lucro Líquido (4) ( ) Saldos Patrimoniais Ativos ( ) Investimento em coligadas e controladas ( ) Passivos ( ) (1) Conforme normas do Banco Central do Brasil, desde janeiro de 2011, é reconhecida amortização de ágio (nota 14.c). No exercício de 2012, foram amortizados R$ mil no segmento Seguros, Previdência e Capitalização. (2) Nas transações intersegmentos, o valor de R$ mil refere-se à eliminação de resultado não realizado, sendo: R$ mil referente à Ativos S.A. e R$ mil da Cobra Tecnologia. (3) Foi ativado no BB-Consolidado o montante de R$ mil (destacado nas transações intersegmentos) referente ao crédito tributário incidente sobre o resultado não realizado. (4) Nas transações intersegmentos, o valor de R$ mil refere-se à eliminação do resultado não realizado líquido dos efeitos tributários. 44
178 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Exercício 2011 BB-Consolidado Bancário Investimentos Gestão de Recursos Seguros, Previdência e Capitalização Meios de Pagamento Outros Transações Segmentos Intersegmentos Total Receitas ( ) Rendas de operações de crédito e arrendamento mercantil Resultado de operações com títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Resultado de operações de câmbio e aplicações compulsórias Resultado financeiro de operações de seguros, previdência e capitalização ( ) ( ) (66) (64) Rendas de prestação de serviços ( ) Rendas com tarifas, taxas e comissões Resultado de participações em coligadas e controladas Resultado operacional com seguros, previdência e capitalização (2.249) Outras receitas ( ) Despesas ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Despesas de captação no mercado ( ) ( ) (44.033) ( ) Despesas com operações de empréstimos, cessões, repasses e arrendamento mercantil Provisão/(Reversão) para créditos de liquidação duvidosa Atualização e juros de provisões técnicas ( ) (83) (122) -- ( ) ( ) (15) (104) ( ) ( ) ( ) Despesas de pessoal ( ) (45.133) (52.581) ( ) (96.446) ( ) ( ) Outras despesas administrativas ( ) (55.205) (24.138) ( ) ( ) ( ) ( ) Depreciação ( ) (2.427) -- (11.736) (11.192) (6.590) -- ( ) Amortização do diferido ( ) (22.514) (2.406) (5.045) -- ( ) Amortização de ativos intangíveis ( ) (159) -- ( ) Resultado na avaliação do valor recuperável de ativos (160) Outras despesas (1) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Lucro antes da tributação e (2) ( ) participações Imposto de renda e contribuição (3) ( ) (66.818) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) social sobre o lucro Participações no lucro ( ) (21) (432) (22.793) (1.534) (24.915) -- ( ) Participação dos não controladores (93.133) (93.131) Lucro Líquido (4) ( ) Saldos Patrimoniais Ativos ( ) Investimento em coligadas e controladas ( ) Passivos ( ) (1) Conforme normas do Banco Central do Brasil, a partir de janeiro de 2011, foi reconhecida, no exercício de 2011, a amortização de ágio (nota 14.c) no valor de R$ mil no segmento Seguros, Previdência e Capitalização. (2) Nas transações intersegmentos, o valor de R$ mil refere-se à eliminação de resultado não realizado da Ativos S.A. (3) Foi ativado no BB-Consolidado o montante de R$ mil (destacado nas transações intersegmentos) referente ao crédito tributário incidente sobre o resultado não realizado. (4) Nas transações intersegmentos, o valor de R$ mil refere-se à eliminação do resultado não realizado líquido dos efeitos tributários. 45
179 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 6 Caixa e Equivalentes de Caixa BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Disponibilidades Disponibilidades em moeda nacional Disponibilidades em moeda estrangeira Aplicações em ouro Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (1) Aplicações no mercado aberto revendas a liquidar posição bancada Aplicações em depósitos interfinanceiros Aplicações em moeda estrangeira Total de caixa e equivalentes de caixa (1) Referem-se a operações com prazo original igual ou inferior a 90 dias. 7 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez a) Composição BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Aplicações no Mercado Aberto Revendas a Liquidar Posição Bancada Letras Financeiras do Tesouro Letras do Tesouro Nacional Notas do Tesouro Nacional Outros títulos Revendas a Liquidar Posição Financiada Letras Financeiras do Tesouro Letras do Tesouro Nacional Notas do Tesouro Nacional Outros títulos Revendas a Liquidar Posição Vendida Títulos públicos federais Tesouro Nacional Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Total Ativo circulante Ativo não circulante b) Rendas de Aplicações Interfinanceiras de Liquidez BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2ºSem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2ºSem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Rendas de Aplicações no Mercado Aberto Posição bancada Posição financiada Posição vendida Rendas de Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Total
180 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 8 Títulos e Valores Mobiliários TVM e Instrumentos Financeiros Derivativos IFD a) Títulos e Valores Mobiliários TVM 28/02/ :52 Vencimento em Dias BB Banco Múltiplo Valor de Mercado Total Total Sem vencimento Acima de 360 Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado 1 Títulos para Negociação Títulos Públicos Letras Financeiras do Tesouro (203) Letras do Tesouro Nacional Notas do Tesouro Nacional Títulos Privados (22) Debêntures (23) Ações Títulos Disponíveis para Venda Títulos Públicos Letras Financeiras do Tesouro (3.211) Letras do Tesouro Nacional (5.940) Notas do Tesouro Nacional Títulos da Dívida Agrária (283) (922) Títulos da Dívida Externa Brasileira Títulos de governos estrangeiros Outros Títulos Privados ( ) Debêntures Notas promissórias (1.478) (4.194) Cédulas de crédito bancário (129) Cotas de fundos de investimentos ( ) ( ) Ações (37) Cédulas de produto rural - commodities (1.817) Certificados de depósito bancário Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio Letras Financeiras ( ) Outros
181 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Vencimento em Dias BB Banco Múltiplo Valor de Mercado Total Total Sem vencimento Acima de 360 Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado 3 Títulos Mantidos até o Vencimento ( ) ( ) Títulos Públicos Letras Financeiras do Tesouro (1.119) (2.909) Notas do Tesouro Nacional (199) (901) Títulos da Dívida Externa Brasileira Títulos Privados ( ) ( ) Outros ( ) ( ) Total BB Banco Múltiplo Vencimento em Dias Sem vencimento Valor de Mercado Total Total Acima de 360 Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado Por Carteira Carteira própria Vinculados a compromissos de recompra Vinculados ao Banco Central (31) (68) Vinculados à prestação de garantias (1.010) 48
182 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB Banco Múltiplo Vencimento em Anos Sem vencimento A vencer em até um ano Valor de Mercado Total Total A vencer entre 1 e 5 anos A vencer entre 5 e 10 anos A vencer após 10 anos Valor de custo Valor de mercado Valor de custo Valor de mercado Por Categoria Títulos para negociação Títulos disponíveis para venda Títulos mantidos até o vencimento
183 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB Banco Múltiplo Valor Contábil Valor Contábil Circulante Não circulante Total Circulante Não circulante Total Por Carteira Carteira própria Vinculados a compromissos de recompra Vinculados ao Banco Central Vinculados à prestação de garantias BB Banco Múltiplo Por Categoria Títulos para negociação % % Títulos disponíveis para venda % % Títulos mantidos até o vencimento % % Valor contábil da carteira % % Marcação a mercado da categoria 3 ( ) ( ) Valor de mercado da carteira
184 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB Consolidado Vencimento em Dias Valor de Mercado Total Total Sem vencimento Acima de 360 Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado 1 Títulos para Negociação Títulos Públicos Letras Financeiras do Tesouro (1.723) Letras do Tesouro Nacional Notas do Tesouro Nacional Títulos da Dívida Agrária (1) Títulos da Dívida Externa Brasileira (466) Títulos de governos estrangeiros Outros (35.065) Títulos Privados Debêntures Notas promissórias Cédulas de Crédito Bancário Ações ( ) Cotas de fundos de investimentos Cédulas de produto rural-commodities Certificados de depósito bancário Eurobonds (1.933) Letras Financeiras Outros
185 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Vencimento em Dias BB Consolidado Valor de Mercado Total Total Sem vencimento Acima de 360 Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado 2 - Títulos Disponíveis para Venda Títulos Públicos Letras Financeiras do Tesouro (3.232) Letras do Tesouro Nacional (16.139) Notas do Tesouro Nacional Títulos da Dívida Agrária (583) Títulos da Dívida Externa Brasileira Títulos de governos estrangeiros Outros Títulos Privados (71.506) Debêntures Notas promissórias (1.474) (4.202) Cédulas de crédito bancário (128) Cotas de fundos de investimentos (72.829) Ações (9.942) Cédulas de produto rural commodities (1.817) Certificados de depósito bancário Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio Letras Financeiras ( ) Eurobonds (16.600) Outros (41.914) 3 Títulos Mantidos até o Vencimento ( ) Títulos Públicos Letras Financeiras do Tesouro (1.115) (2.909) Notas do Tesouro Nacional Letras do Tesouro Nacional Títulos da Dívida Agrária Títulos da Dívida Externa Brasileira Outros Títulos Privados ( ) ( ) Debêntures Certificados de depósito bancário (1) Outros ( ) ( ) Total
186 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB Consolidado Valor de Mercado Total Total Vencimento em Dias Sem vencimento Acima de 360 Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado Por Carteira Carteira própria Vinculados a compromissos de recompra Vinculados ao Banco Central (31) (68) Vinculados à prestação de garantias Provisão para desvalorizações de títulos livres (1.635) -- (1.635) (1.635) BB Consolidado Valor de Mercado Total Total Vencimento em Anos Sem vencimento A vencer em até um ano A vencer entre 1 e 5 anos A vencer entre 5 e 10 anos A vencer após 10 anos Valor de custo Valor de mercado Valor de custo Valor de mercado Por Categoria Títulos para negociação Títulos disponíveis para venda Títulos mantidos até o vencimento
187 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB-Consolidado Valor contábil Valor contábil Circulante Não circulante Total Circulante Não circulante Total Por Carteira Carteira própria Vinculados a compromissos de recompra Vinculados ao Banco Central Vinculados à prestação de garantias Provisão para desvalorizações de títulos livres (1.635) (1.635) BB-Consolidado Por Categoria Títulos para negociação % % Títulos disponíveis para venda % % Títulos mantidos até o vencimento % % Valor contábil da carteira % % Marcação a mercado da categoria ( ) Valor de mercado da carteira b) Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 7.b) Títulos de renda fixa Títulos de renda variável Total c) Reclassificação de Títulos e Valores Mobiliários Não houve reclassificação de títulos e valores mobiliários nos exercícios findos em e d) Instrumentos Financeiros Derivativos IFD O Banco do Brasil se utiliza de Instrumentos Financeiros Derivativos para gerenciar, de forma consolidada, suas posições e atender às necessidades dos seus clientes, classificando as posições próprias em destinadas a hedge (de risco de mercado e de risco de fluxo de caixa) e negociação, ambas com limites e alçadas no Banco. A estratégia de hedge das posições patrimoniais está em consonância com as análises macroeconômicas e é aprovada pelo Conselho Diretor. No mercado de opções, as posições ativas ou compradas têm o Banco como titular, enquanto que as posições passivas ou vendidas têm o Banco como lançador. Os modelos utilizados no gerenciamento dos riscos com derivativos são revistos periodicamente e as tomadas de decisões observam a melhor relação risco/retorno, estimando possíveis perdas com base na análise de cenários macroeconômicos. 54
188 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis O Banco conta com ferramentas e sistemas adequados ao gerenciamento dos Instrumentos Financeiros Derivativos. A negociação de novos derivativos, padronizados ou não, é condicionada à prévia análise de risco. A avaliação do risco das subsidiárias é feita individualmente e o gerenciamento de forma consolidada. O Banco utiliza metodologias estatísticas e simulação para mensurar os riscos de suas posições, inclusive em derivativos, utilizando modelos de valor em risco, de sensibilidade e análise de estresse. Riscos Os principais riscos, inerentes aos Instrumentos Financeiros Derivativos, decorrentes dos negócios do Banco e de suas subsidiárias são os de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. Risco de crédito se traduz pela exposição a perdas no caso de inadimplência de uma contraparte no cumprimento de sua parte na operação. A exposição ao risco de crédito nos contratos futuros é minimizada devido à liquidação diária em dinheiro. Os contratos de swaps, registrados na Cetip, estão sujeitos ao risco de crédito caso a contraparte não tenha capacidade ou disposição para cumprir suas obrigações contratuais, enquanto que os contratos de swaps registrados na BM&FBovespa não estão sujeitos ao mesmo risco, tendo em vista que as operações do Banco nessa bolsa possuem a mesma como garantidora. A exposição de crédito em swap totalizou R$ mil (R$ mil em ). As operações de swap contratadas associadas à operação de captação e/ou aplicação no montante de R$ mil (R$ mil em ) estão registradas pelos valores atualizados conforme a variação incorrida dos respectivos indexadores (curva), e não são avaliados pelo valor de mercado, conforme facultado pela Circular Bacen n.º 3.150/2002. Risco de mercado é a possibilidade de perdas causadas por mudanças no comportamento das taxas de juros e de câmbio nos preços de ações e de commodities. Risco de liquidez de mercado é a possibilidade de perda decorrente da incapacidade de realizar uma transação em tempo razoável e sem perda significativa de valor, devido ao tamanho da transação em relação ao volume via de regra negociado. Risco operacional denota a probabilidade de perdas financeiras decorrentes de falhas ou inadequação de pessoas, processos e sistemas, ou de fatores, tais como catástrofes ou atividades criminosas. 55
189 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Composição da Carteira de Derivativos por Indexador BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Por Indexador Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Contratos de Futuros Compromissos de Compra DI (1) Moedas T-Note Índice Cupom cambial Libor Commodities SCC (2) Compromissos de Venda DI (1) Moedas T-Note Índice BGI (3) Cupom cambial Libor Commodities SCC (2) Operações a Termo Posição Ativa Termo de título Termo de moeda Termo de mercadoria Posição Passiva ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Termo de título Termo de moeda ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Termo de mercadoria (2.686) (3.509) (5.210) (3.872) (2.686) (3.509) (5.210) (3.872) (1) Depósitos Interfinanceiros. (2) Swap cambial com ajuste periódico. (3) Contratos futuros de boi gordo. 56
190 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Por Indexador Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Contratos de Opções (1) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) De Compra Posição Comprada Moeda estrangeira Mercado interfinanceiro Índice DI Opções flexíveis Ações Commodities Outros De Venda Posição Comprada Moeda estrangeira Mercado interfinanceiro Índice DI Opções flexíveis Ações Commodities Outros De Compra Posição Vendida (70.661) ( ) (43.036) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Moeda estrangeira (369) (71) (6.390) (14.724) (38.546) (17.792) ( ) ( ) Mercado interfinanceiro (3.082) -- Pré-fixados (70.214) ( ) (36.579) (92.175) (70.214) ( ) ( ) ( ) Índice DI (7.011) (2) Opções flexíveis (42.450) (44.400) (50.425) (16.039) Ações (6.444) (6.857) (863) (585) Commodities 539 (78) (15) 572 (67) (29) 539 (78) (15) (484) (264) Outros (981) (1.226) (259) (209) De Venda Posição Vendida ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Moeda estrangeira (123) (161) (5.805) (179) (7.596) (12.594) (19.752) (932) Mercado interfinanceiro (1.869) (27.128) Pré-fixados ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Índice DI (4.674) (7.019) (5.166) (41.783) Opções flexíveis (6.145) (1.813) (22.793) (7.553) 57
191 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Ações (6.664) (4.751) (129) (169) Commodities (8.834) (2.954) (12.368) (2.985) (8.874) (2.980) (13.052) (3.574) Outros (61) (36) (1.086) (1.032) (1) A variação do valor de referência verificada no BB-Consolidado decorre do vencimento de contratos de opções e negociação com clientes do Banco Votorantim. BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Por Indexador Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de Valor Valor de mercado custo de referência Valor de custo Valor de mercado Contratos de Swaps Posição Ativa DI Moeda estrangeira Pré-fixado IPCA IGPM Commodities Outros Posição Passiva ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) DI (51.334) (51.989) (48.577) (57.518) (65.814) (64.510) (77.685) (86.700) Moeda estrangeira ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Pré-fixado ( ) ( ) (57.564) ( ) ( ) ( ) (66.181) ( ) TMS (3.365) (3.345) (3.365) (3.345) TR (188) (125) (1.297) (1.769) (679) (1.150) IGPM (50.081) (88.323) (45.454) (57.719) IPCA ( ) ( ) ( ) ( ) Commodities (4) (10) (6) (169) Outros (816) (2.654) (2.692) (28.264) Outros Instrumentos Financeiros Derivativos Posição Ativa Moeda estrangeira Posição Passiva Moeda estrangeira (57.912) (68.325) ( ) ( ) (58.263) ( ) ( ) ( ) 58
192 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Composição da Carteira de Derivativos por vencimento (valor referencial) BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Acima de Acima de Contratos futuros Contratos a termo Contratos de opções Contratos de swaps Derivativos de crédito Outros (1) (1) Referem-se, essencialmente, a contratos a termo de moeda sem entrega física, apenas com liquidação financeira (Non Deliverable Foward). O NDF é operado em mercado de balcão e tem como objeto a taxa de câmbio de uma determinada moeda. Composição da Carteira de Derivativos por valor referencial, local de negociação e contraparte ( ) BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Futuros Termo Opções Swap Outros Futuros Termo Opções Swap Derivativos de crédito Outros BM&FBovespa Balcão Instituições financeiras Cliente Composição da Carteira de Derivativos de Crédito BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Valor de referência Valor de mercado Valor de referência Valor de mercado Valor de referência Valor de mercado Valor de referência Valor de mercado Posição Ativa Risco Transferido Swaps de créditos derivativos com bancos Posição Passiva Risco Recebido (4.303) (18.073) Swaps de créditos derivativos com bancos (4.303) (18.073) 59
193 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis A carteira de derivativos de crédito é composta exclusivamente de operações de compra e venda realizadas pelo Banco Votorantim. Atualmente é composta por clientes cujo risco é classificado como grau de investimento e, como contraparte, figuram os principais líderes internacionais de mercado destas operações. Para a venda de proteção é aprovado limite de crédito, tanto para o cliente risco quanto para a contraparte, conforme as alçadas e fóruns dos comitês de crédito. Aloca-se limite de crédito para o cliente risco pelo valor de referência (notional) do derivativo, considerando os valores depositados em garantia. Para a compra de proteção, opera-se em carteira de trading com cliente risco soberano, principalmente da República Federativa do Brasil. Nesse caso, considera-se a exposição potencial futura para alocar limite da contraparte. A carteira de derivativos de crédito não gerou impactos na Parcela Referente às Exposições Ponderadas por Fator de Risco (PEPR), para apuração do Índice de Basileia do Banco, uma vez que as informações do Banco Votorantim deixaram de ser incluídas no cálculo, conforme determinação do Bacen (Nota 29.f). Composição da Margem Dada em Garantia de Operações com Instrumentos Financeiros Derivativos BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Letras Financeiras do Tesouro Notas do Tesouro Nacional Letras do Tesouro Nacional Títulos de governos estrangeiros Eurobonds Outros Total
194 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Composição da Carteira de Derivativos Designados para Hedge BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Hedge de Risco de Mercado Instrumentos de Hedge Ativo Futuro Swap Opções Passivo Futuro Swap Opções Itens Objeto de Hedge Ativo Operações de crédito Títulos e valores mobiliários Operações de arrendamento mercantil Investimentos externos Outros ativos Passivo Outros passivos Hedge de Fluxo de Caixa Instrumentos de Hedge Ativo Swap Passivo ( ) -- Empréstimo - Bonds (Principal) ( ) -- Itens Objeto de Hedge Ativo Investimentos Externos O Banco, para se proteger de eventuais oscilações nas taxas de juros e de câmbio dos seus instrumentos financeiros, contratou operações de derivativos para compensar os riscos decorrentes das exposições às variações no valor de mercado. As operações de hedge foram avaliadas como efetivas, de acordo com o estabelecido na Circular Bacen n /2002, cuja comprovação da efetividade do hedge corresponde ao intervalo de 80% a 125%. Ganhos e perdas no resultado dos instrumentos de hedge e dos objetos de hedge BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Perdas dos itens objeto de hedge (12.536) (36.253) (22.779) ( ) ( ) ( ) Ganhos dos instrumentos de hedge Efeito Líquido (12.536) (17.321) (35.667) (23.327) Ganhos dos itens objeto de hedge Perda dos instrumentos de hedge (10.351) (10.351) (6.208) ( ) ( ) ( ) Efeito Líquido (10.351) (10.351) (1.922) (12.052)
195 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Instrumentos Financeiros Derivativos Segregados em Circulante e Não Circulante BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Circulante Não circulante Circulante Não circulante Circulante Não circulante Circulante Não circulante Ativo Operações de termo Mercado de opções Contratos de swaps Derivativos de crédito Outros instrumentos financeiros derivativos Total Passivo Operações de termo ( ) (11.701) ( ) (26.569) ( ) (11.900) ( ) (26.569) Mercado de opções ( ) ( ) ( ) -- ( ) ( ) ( ) (21.265) Contratos de swaps ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Derivativos de crédito (4.303) -- (18.073) -- Outros instrumentos financeiros derivativos (65.313) (3.012) ( ) (5.275) ( ) (4.744) ( ) (5.667) Total ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 62
196 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis e) Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Swap 810 (46.771) ( ) (14.535) ( ) ( ) Termo (17.049) (18.502) Opções (55.995) ( ) ( ) (63.627) (99.060) (58.785) Futuro ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Derivativos de crédito Outros ( ) (69.762) (36.066) ( ) ( ) Total ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) f) Ajustes de Avaliação Patrimonial de TVM e Derivativos Reconhecidos no Patrimônio Líquido Exercício/2012 Exercício/2011 Saldo inicial Movimentação Efeito Tributário Saldo Final Saldo inicial Movimentação Efeito Tributário Saldo Final Títulos Disponíveis para Venda Banco do Brasil (60.124) ( ) ( ) (27.161) (54.938) (60.124) Agências e Subsidiárias no exterior (1) (1.981) Coligadas e controladas ( ) ( ) Hedge de Fluxo de Caixa Coligadas e controladas (486) Total ( ) (1) Não contém efeito tributário sobre a marcação a mercado de títulos e valores mobiliários de agências e subsidiárias no exterior em virtude da isenção fiscal da agência Grand Cayman. 9 Relações Interfinanceiras a) Créditos Vinculados BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Depósitos compulsórios no Banco Central do Brasil Exigibilidade adicional sobre depósitos Depósitos a prazo Depósitos de poupança Depósitos à vista Recursos do crédito rural (1) Recursos de microfinanças Sistema Financeiro da Habitação Fundo de compensação de variações salariais Provisão para perdas em créditos vinculados ( ) ( ) ( ) ( ) Demais Tesouro Nacional - Crédito Rural Total Ativo circulante Ativo não circulante (1) Referem-se aos recursos recolhidos ao Bacen em virtude de não terem sido aplicados no crédito rural (Nota 10.a), conforme Resolução CMN n.º 3.745/2009. Os recursos foram objeto de suprimento especial pelo Bacen e mantidos no Banco, sendo registrados em Obrigações por Empréstimos e Repasses (Nota 18.b). 63
197 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis b) Resultado das Aplicações Compulsórias BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Créditos Vinculados ao Banco Central do Brasil Exigibilidade adicional sobre depósitos Exigibilidade sobre recursos a prazo Depósitos de poupança Recursos do Crédito Rural Créditos Vinculados ao Sistema Financeiro da Habitação Créditos Vinculados ao Tesouro Nacional - Crédito Rural Total Operações de Crédito a) Carteira por Modalidade BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Operações de Crédito Empréstimos e títulos descontados Financiamentos Financiamentos rurais e agroindustriais Financiamentos imobiliários Financiamento de infraestrutura e desenvolvimento Operações de crédito vinculadas a cessões Outros Créditos com Características de Concessão de Crédito Operações com cartão de crédito Adiantamentos sobre contratos de câmbio (1) Outros créditos vinculados a operações adquiridas Avais e fianças honrados Diversos Operações de Arrendamento Mercantil Total da Carteira de Crédito Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa ( ) ( ) ( ) ( ) (Provisão para operações de crédito) ( ) ( ) ( ) ( ) (Provisão para outros créditos) ( ) ( ) ( ) ( ) (Provisão para arrendamento mercantil) ( ) ( ) Total da Carteira de Crédito Líquido de Provisões (1) Os adiantamentos sobre contratos de câmbio estão registrados como redutor de outras obrigações. 64
198 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis b) Receitas de Operações de Crédito BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Receitas de operações de crédito Empréstimos e títulos descontados Financiamentos Financiamentos rurais e agroindustriais Recuperação de créditos baixados como prejuízo Financiamentos de Moedas Estrangeiras Financiamentos habitacionais Adiantamento sobre contratos de câmbio Avais e fianças honrados Demais Receitas de arrendamento mercantil (Nota 10.i) Total c) Carteira por Setores de Atividade Econômica BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado % % % % Setor Público , , , ,8 Governo , , , ,5 Administração Direta , , , ,5 Administração Indireta , Atividades empresariais , , , ,3 Grupo BB Indústria , , , ,9 Intermediários financeiros Outros serviços , , , ,4 Setor Privado , , , ,2 Rural , , , ,2 Indústria , , , ,2 Comércio , , , ,3 Intermediários financeiros , , , ,1 Pessoas físicas , , , ,2 Habitação , , , ,4 Outros serviços , , , ,8 Total , , , ,0 65
199 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis d) Carteira por Níveis de Risco e Prazos de Vencimento BB-Banco Múltiplo Operações em Curso Normal Parcelas Vincendas AA A B C D E F G H a a a a a Acima de 360 Parcelas Vencidas Até 14 dias Demais (1) Subtotal (1) Operações com risco de terceiros vinculadas a fundos e programas governamentais, principalmente Pronaf, Procera, FAT, BNDES e FCO. Está incluído o valor das parcelas vencidas no total de R$ mil, que obedecem a regras definidas em cada programa para o ressarcimento junto aos gestores dos fundos, não implicando risco de crédito para o Banco. Operações em Curso Anormal AA A B C D E F G H Parcelas Vincendas 01 a a a a a Acima de Parcelas Vencidas 01 a a a a a a Acima de Subtotal Total
200 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB-Consolidado Operações em Curso Normal AA A B C D E F G H Parcelas Vincendas 01 a a a a a Acima de 360 Parcelas Vencidas Até 14 dias Demais (1) Subtotal (1) Operações com risco de terceiros vinculadas a fundos e programas governamentais, principalmente Pronaf, Procera, FAT, BNDES e FCO. Está incluído o valor das parcelas vencidas no total de R$ mil, que obedecem a regras definidas em cada programa para o ressarcimento junto aos gestores dos fundos, não implicando risco de crédito para o Banco. Operações em Curso Anormal AA A B C D E F G H Parcelas Vincendas 01 a a a a a Acima de 360 Parcelas Vencidas a a a a a a Acima de Subtotal Total
201 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis e) Constituição da Provisão para Operações de Crédito por Níveis de Risco BB-Banco Múltiplo Nível de Risco % Provisão Valor das Operações Provisão mínima requerida Provisão Adicional (1) Provisão Existente Valor das Operações Provisão mínima requerida Provisão Adicional (1) Provisão Existente AA A 0, B C D E F G H Total (1) Refere-se à provisão adicional ao mínimo requerido pela Resolução CMN n.º 2.682/1999, constituída a partir da experiência da Administração, mediante aplicação de teste de estresse sobre a carteira de crédito, considerando o histórico de inadimplência das operações, alinhada com a boa prática bancária. BB-Consolidado Nível de Risco % Provisão Valor das Operações Provisão mínima requerida Provisão Adicional (1) Provisão Existente Valor das Operações Provisão mínima requerida Provisão Adicional (1) Provisão Existente AA A 0, B C D E F G H Total (1) Refere-se à provisão adicional ao mínimo requerido pela Resolução CMN n.º 2.682/1999, constituída a partir da experiência da Administração, mediante aplicação de teste de estresse sobre a carteira de crédito, considerando o histórico de inadimplência das operações, alinhada com a boa prática bancária. f) Movimentação da Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Compreende as operações de crédito, arrendamento mercantil e outros créditos com características de concessão de crédito. BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Saldo Inicial Reforço/(reversão) Provisão mínima requerida Provisão adicional ( ) ( ) (33.837) ( ) ( ) (9.877) Variação cambial provisões no exterior (3.416) Baixas para prejuízo ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Valores adicionados (1) Saldo Final (1) Referem-se aos saldos originados do Banco Patagonia, no exercício de 2011, e do Eurobank, no exercício de
202 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis g) Movimentação da Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa Compreende as provisões para outros créditos sem características de concessão de crédito. BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Saldo Inicial Reforço/(reversão) ( ) (80.368) Variação cambial provisões no exterior (2.421) (1.641) Baixas para prejuízo /outros ajustes (154) (5.955) ( ) (86.881) Valores adicionados (1) Saldo Final (1) Referem-se aos saldos originados do Banco Patagonia. h) Carteira de Arrendamento Mercantil Financeiro por Prazo de Vencimento BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Até 1 ano (1) De 1 a 5 anos Acima de 5 anos Total Valor Presente (1) Inclui os valores relativos às parcelas vencidas. i) Resultado das Operações de Arrendamento Mercantil BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Receitas de Arrendamento Mercantil Arrendamento financeiro Despesas de Arrendamento Mercantil (9.132) (17.692) (17.058) ( ) ( ) ( ) Arrendamento financeiro (9.132) (17.692) (17.058) ( ) ( ) ( ) Arrendamento operacional (58) (116) (116) Prejuízo na alienação de bens arrendados (2.465) (4.361) (2.483) Total j) Concentração das Operações de Crédito BB-Banco Múltiplo % da carteira % da carteira 10 maiores devedores , ,7 50 maiores devedores seguintes , ,7 100 maiores devedores seguintes , ,1 69
203 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis k) Créditos Renegociados BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Créditos renegociados no período (1) Renegociados por atraso (2) Renovados (3) Movimento créditos renegociados por atraso Saldo Inicial Contratações (2) Recebimento e apropriação de juros (6.863) (40.623) ( ) ( ) Baixas para prejuízo ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Saldo Final Montante dos créditos renegociados por atraso (4) Provisão para créditos da carteira renegociada por atraso (%) PCLD sobre a carteira 69,2% 72,3% 62,7% 65,0% Inadimplência 90 dias da carteira renegociada por atraso (%) Inadimplência sobre a carteira 15,8% 16,2% 15,3% 15,8% (1) Representa o saldo renegociado no período das operações de crédito, vincendas ou em atraso, utilizando internet, terminal de autoatendimento ou rede de agências. (2) Créditos renegociados no período para composição de dívidas em virtude de atraso no pagamento pelos clientes. (3) Créditos renegociados de operações não vencidas para prorrogação, novação, concessão de nova operação para liquidação parcial ou integral de operação anterior ou qualquer outro tipo de acordo que implique alteração nos prazos de vencimento ou nas condições de pagamento originalmente pactuadas. (4) Inclui o valor de R$ mil no Banco Múltiplo (R$ mil em ) referente a créditos rurais renegociados. Não está incluído o valor de R$ mil (R$ mil em ) dos créditos prorrogados da carteira rural com amparo em legislação específica. l) Informações Complementares BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Créditos contratados a liberar Garantias prestadas (1) Créditos de exportação confirmados Créditos abertos para importação contratados Recursos vinculados (2) Operações de crédito vinculadas (2) (1) O Banco mantém provisão registrada em Outras Obrigações Diversas (Nota 20.e) no montante de R$ mil no BB-Banco Múltiplo (R$ mil em ) e R$ mil no BB-Consolidado (R$ mil em ), apurada conforme Resolução CMN n.º 2.682/1999. (2) Em , não há operações inadimplentes e nem questionamento judicial sobre operações ativas vinculadas ou sobre os recursos captados para aplicação nestas operações. Em conformidade com a Resolução 680/2011 do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador - Codefat, o Banco do Brasil tinha aplicado, em , recursos oriundos do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT nos valores de R$ mil em Empréstimos e títulos descontados, R$ mil em Financiamentos e R$ mil em Financiamentos rurais e agroindustriais. 11 Outros Créditos a) Créditos Específicos Refere-se, no Banco Múltiplo, a créditos junto ao Tesouro Nacional decorrentes de alongamento de crédito rural no montante de R$ mil (R$ mil em ), conforme estabelecido na Lei n.º 9.138/
204 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis b) Diversos BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Ativo fiscal diferido - crédito tributário (Nota 25.e) Ativo atuarial - Previ (Nota 27.d) Operações com cartões de crédito (Nota 10.a) Devedores por depósitos em garantia - ação judicial (Nota 28.d) Devedores por depósitos em garantia - contingências (Nota 28.c) Imposto de renda e contribuição social a compensar Fundos de destinação superávit - Previ (Nota 27.e) Créditos vinculados a operações adquiridas (1) (Nota 10.a) Aquisição de recebíveis Tesouro Nacional - equalização de taxas - safra agrícola Títulos e créditos a receber - outros Título e créditos a receber - empresas não financeiras Devedores diversos - país Prêmios sobre créditos vinculados a operações adquiridas em cessão Título e créditos a receber - Tesouro Nacional Adiantamento a empresas processadoras de transações com cartões Adiantamentos e antecipações salariais Adiantamentos ao Fundo Garantidor de Crédito - FGC Devedores por depósitos em garantia - outros Devedores diversos - exterior Devedores por compra de valores e bens Direitos por aquisição de royalties e créditos governamentais Outros Total Ativo circulante Ativo não circulante (1) Refere-se a carteiras de crédito consignado e de financiamento de veículos concedidos a pessoas físicas, adquiridas pelo Banco com coobrigação do cedente, contabilizadas em conformidade com a Resolução CMN 3.533/
205 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 12 Carteira de Câmbio a) Composição BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Outros Créditos Câmbio comprado a liquidar Cambiais e documentos a prazo em moedas estrangeiras Direitos sobre vendas de câmbio (Adiantamentos em moeda nacional/estrangeira recebidos) ( ) ( ) ( ) ( ) Valores em moedas estrangeiras a receber Rendas a receber de adiantamentos concedidos e de importações financiadas Total Ativo circulante Ativo não circulante Outras Obrigações Câmbio vendido a liquidar (Importação financiada) (20.274) (5.569) (20.274) (5.569) Obrigações por compras de câmbio (Adiantamentos sobre contratos de câmbio) ( ) ( ) ( ) ( ) Valores em moedas estrangeiras a pagar Rendas a apropriar de adiantamentos concedidos Total Passivo circulante Passivo não circulante Carteira de Câmbio Líquida ( ) ( ) ( ) ( ) Contas de Compensação Créditos abertos para importação Créditos de exportação confirmados b) Resultado de Operações de Câmbio BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Rendas de câmbio Despesas de câmbio ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Resultado de Câmbio ( ) ( ) 72
206 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 13 Outros Valores e Bens BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Bens não de Uso Próprio (1) Bens em regime especial Veículos e afins Imóveis Imóveis habitacionais Máquinas e equipamentos Outros Material em Estoque Subtotal de Outros Valores e Bens (Provisão para desvalorização) ( ) ( ) ( ) ( ) Despesas Antecipadas Despesas de comercialização de seguros e capitalização Prêmios por créditos adquiridos (2) Direitos sobre custódia de depósitos judiciais Comissões pagas a lojistas - financiamento de veículos Despesa de pessoal - programa de alimentação Prêmio pago a clientes - parcerias varejistas Outros Total de Outros Valores e Bens Ativo circulante Ativo não circulante (1) O Banco reconheceu despesa de provisão para desvalorização de bens não de uso no valor de R$ mil (R$ mil em ) no BB-Banco Múltiplo e no valor de R$ mil (R$ mil em ) no BB-Consolidado. (2) Os valores são amortizados de acordo com os prazos de vencimento das parcelas dos créditos adquiridos junto a outras instituições financeiras. 73
207 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 14 Investimentos a) Movimentações em Coligadas, Controladas e Controladas em Conjunto BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Saldo Contábil Movimentações Exercício 2012 Saldo Contábil Resultado Equivalência Saldo Contábil Movimentações Exercício 2012 Saldo Contábil Resultado Equivalência Dividendos Outros Eventos Resultado Equivalência Exercício Dividendos Outros Eventos Resultado Equivalência Exercício 2011 No País ( ) ( ) (95.551) (11.672) BB Seguros Participações S.A. (1) ( ) ( ) BB Seguridade Participações S.A. (1) Banco Votorantim S.A. (2) (3) ( ) ( ) BB Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil (30.196) BB Banco de Investimento S.A ( ) BB Gestão de Recursos - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A ( ) Cobra Tecnologia S.A. (3) (758) (8.725) BV Participações S.A (14.696) -- (38.237) BB Administradora de Consórcios S.A (87.308) BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens S.A. (1) ( ) (32.829) Cadam S.A (25.841) (25.841) BB Administradora de Cartões de Crédito S.A (15.097) (202) BB-Elo Cartões Participações S.A (3.812) (8.428) Besc Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. - Bescval (94) Tecnologia Bancária S.A. - Tecban (829) Cia. Hidromineral Piratuba Companhia Brasileira de Securitização Cibrasec (4) (181) Cia. Catarinense de Assessoria e Serviços CCA (5) Itapebi (30.512) Brasilprev Nosso Futuro Seguros e Previdência S.A. (6) (12.072) (2.250) Estruturadora Brasileira de Projetos - EBP (2.875) BB Aliança Participações S.A. (7) Nossa Caixa Capitalização S.A. (8) Pronor Outras participações (9) ( ) (4.796) Ágio/Deságio na aquisição de investimentos ( ) ( )
208 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Saldo Contábil Movimentações Exercício 2012 Saldo Contábil Resultado Equivalência Saldo Contábil Movimentações Exercício 2012 Saldo Contábil Resultado Equivalência Dividendos Outros Eventos Resultado Equivalência Exercício Dividendos Outros Eventos Resultado Equivalência Exercício 2011 No Exterior ( ) ( ) Brasilian American Merchant Bank Banco Patagonia (36.855) Banco do Brasil AG. Viena (Áustria) BB Leasing Company Ltd BB Americas (12.897) BB Securities LLC Outras participações no exterior Ágio na aquisição de investimentos no exterior (3.964) (3.964) Ganhos/(perdas) cambiais nas agências ( ) ( ) Ganhos/(perdas) cambiais nas subsidiárias e controladas (96.509) (96.509) Aumento/diminuição do PL decorrente de outras movimentações Total das participações em coligadas, controladas e controladas em conjunto (105) (105) ( ) ( ) (Imparidade Acumulada) (4.267) (4.267) (228) (6.998) (6.998) (2.958) (1) O controle da BB Seguros Participações S.A. e da BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens S.A. foi transferido para a BB Seguridade Participações S.A.(Nota 2.c) (2) Inclui aumento de Capital no valor de R$ mil. (3) Excluído resultado não realizado decorrente de transações com o Banco Múltiplo. (4) As informações referem-se ao período de dezembro/2011 a novembro/2012. (5) Empresa em processo de liquidação extrajudicial, não avaliada pelo método de equivalência patrimonial. (6) Empresa adquirida pela Brasilprev em jul/2012, e consolidada a partir dessa data. (7) Investimento transferido para a holding BB-Mapfre SH1 Participações S.A. (8) Investimento transferido para a controlada BB-Seguros Participações S.A. no 1º semestre/2011. (9) Referem-se às participações das empresas coligadas não financeiras. 75
209 No País Capital Social Realizado Patrimônio Líquido Ajustado Lucro (Prejuízo) Líquido Exercício 2012 Quantidade de Ações (em milhares) Ordinárias Preferenciais Participação do Capital Social % Banco Votorantim S.A ( ) BB Seguros Participações S.A BB Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil BB Banco de Investimento S.A Itapebi BV Participações S.A (76.474) Tecnologia Bancária S.A. Tecban (1) ,53 BB Gestão de Recursos - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A Cobra Tecnologia S.A ,97 Cadam S.A ,64 Companhia Brasileira de Securitização Cibrasec (2) ,12 BB Administradora de Consórcios S.A BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens S.A BB Administradora de Cartões de Crédito S.A BB-Elo Cartões Participações S.A (3.812) Cia. Hidromineral Piratuba ,56 Besc Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. - Bescval ,62 Estruturadora Brasileira de Projetos - EBP ,11 Cia. Catarinense de Assessoria e Serviços - CCA ,13 No Exterior Banco Patagonia ,96 Brasilian American Merchant Bank Banco do Brasil AG. Viena (Áustria) BB Leasing Company Ltd BB Securities LLC BB Americas (12.896) (1) Participação direta do BB-Banco Múltiplo de 4,51%. (2) Participação direta do BB-Banco Múltiplo de 3,03%. b) Outros Investimentos BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Investimentos por incentivos fiscais Títulos patrimoniais Ações e cotas Outros investimentos (1) Outras participações no exterior Total (Imparidade Acumulada) (44.984) (44.979) (83.895) (77.200) (1) Inclui, no BB-Consolidado, o montante de R$ mil (R$ mil em ), relativo aos investimentos da holding Neoenergia S.A. 76
210 c) Ágios na Aquisição de Investimentos Movimentação dos Ágios BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exercício/2012 Exercício/2011 2º Sem/2012 Exercício/2012 Exercício/2011 Saldo Inicial Aquisições Amortizações (1) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Variação Cambial (2) (18.756) (18.756) Outros (3) ( ) Saldo Final (1) Registradas em Outras Despesas Operacionais. (2) Refere-se ao ágio do Banco Patagonia e do BB Americas. (3) Inclui a redução de participação nos ágios sobre os investimentos na Brasilveículos Companhia de Seguros e Companhia de Seguros Aliança do Brasil, nos valores de R$ mil e R$ mil, respectivamente. d) Expectativa de Amortização dos Ágios Após 2019 Total BB Banco Múltiplo Banco Nossa Caixa Banco Votorantim Banco Patagonia BB Americas Efeitos tributários (1) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (18.216) (18.577) (16.606) ( ) Total líquido Outras Participações BB-BI Cielo Alelo BB Mapfre SH1 Participações S.A Aliança do Brasil Vida Seguradora Mapfre BB SH2 Participações S.A Brasilveículos BB Seguros Brasilcap Brasilprev Brasilprev Nosso Futuro Seguros e Previdência S.A BB Consolidado Efeitos tributários (1) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (85.224) (94.358) (35.275) ( ) Total líquido (1) 25% de IRPJ e 15% de CSLL para as empresas financeiras e para as empresas não financeiras de seguros, previdência e capitalização, e 25% de IRPJ e 9% da CSLL para as demais empresas não financeiras. A expectativa de amortização dos ágios gerados nas aquisições de participações societárias respalda-se em projeções de resultado que fundamentaram os negócios, elaboradas por empresas especializadas ou por área técnica do Banco, contemplando os prazos das estimativas e taxas de desconto utilizadas na apuração do valor presente líquido dos fluxos de caixa esperados. 77
211 e) Teste de Imparidade dos Ágios O valor recuperável dos ágios na aquisição de investimentos é determinado com base no valor em uso, calculado pela metodologia de fluxo de caixa descontado, que se fundamenta na projeção de um fluxo de caixa para a empresa investida (unidade geradora de caixa) e na determinação da taxa que irá descontar esse fluxo. As premissas adotadas para estimar esse fluxo são baseadas em informações públicas, no orçamento e no plano de negócios das empresas avaliadas. As premissas consideram o desempenho atual e passado, bem como o crescimento esperado no respectivo mercado de atuação e em todo ambiente macroeconômico. Os fluxos de caixa das empresas relacionadas a seguir foram projetados pelo período de dez anos, perpetuando-se a partir do décimo primeiro ano, com taxa de crescimento estabilizada. Para os períodos de fluxo de caixa excedentes aos prazos das projeções dos orçamentos ou planos de negócios, as estimativas de crescimento utilizadas estão em linha com aquelas adotadas pelas empresas. A taxa de desconto nominal foi calculada, ano a ano, com base no modelo CAPM (Capital Asset Pricing Model) ajustado ao mercado brasileiro e referenciado em Reais (R$), com exceção do Banco Patagonia, cujo modelo foi ajustado ao mercado argentino e referenciado em Pesos Argentinos (ARS). Empresas (Unidades Geradoras de Caixa) Taxa anual de Crescimento (1) Taxa anual de Desconto (2) Banco Votorantim 3,60% 11,58% Banco Patagonia 14,20% 24,52% Alelo 3,20% 11,93% Aliança do Brasil 0,00% 12,17% Brasilveículos 0,00% 12,17% Brasilcap 2,85% 9,16% Vida Seguradora 0,00% 12,17% (1) Crescimento nominal na perpetuidade. (2) Média geométrica dos dez anos de projeção. O teste de imparidade do ágio na aquisição do Banco Nossa Caixa, que foi incorporado pelo Banco do Brasil, considera o valor em uso do Banco do Brasil no Estado de São Paulo (unidade geradora de caixa). Os fluxos de caixa têm por base o resultado de 2012 da unidade geradora de caixa, com crescimento pela variação do Produto Interno Bruto (PIB) e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), projetado por dez anos. Os fluxos foram descontados pelo Custo de Capital Próprio do Banco do Brasil. Empresa (Unidade Geradora de Caixa) Taxa anual de Crescimento (1) Taxa anual de Desconto (1) Banco do Brasil Estado de São Paulo Ágio Banco Nossa Caixa 9,22% 11,82% (1) Média geométrica dos dez anos de projeção. De acordo com a análise de sensibilidade realizada, não há a indicação de que mudanças em premissas possam fazer o valor contábil das unidades geradoras de caixa exceder o seu respectivo valor recuperável. O valor recuperável do ágio na aquisição da Cielo é apurado por meio do valor líquido de venda, com base na cotação das ações de emissão da companhia na BM&FBovespa. Empresa (Unidade Geradora de Caixa) Cotação CIEL3 (1) Cielo R$ 50,59 (1) Preço de fechamento da ação em 28/09/2012. Nos exercícios 2012 e 2011, não houve perda por imparidade sobre os ágios na aquisição de investimentos. 78
212 15 Imobilizado de Uso BB-Banco Múltiplo Exercício/ Saldo contábil Movimentações (1) Depreciação Provisão p/ imparidade Valor de custo Depreciação acumulada Imparidade acumulada Saldo contábil (1) Imobilizado de Uso Edificações ( ) (4.407) ( ) (4.407) Sistemas de processamento de dados Móveis e equipamentos de uso ( ) (960) ( ) (960) ( ) ( ) Imobilizações em curso Terrenos (23.213) Instalações (32.892) ( ) Sistemas de segurança (27.836) ( ) Sistemas de comunicação (15.528) ( ) Móveis e equipamentos em estoque (1.172) Sistemas de transporte (251) (1.877) Total ( ) (5.367) ( ) (5.367) (1) Inclui a baixa do valor contábil de R$ mil de Terrenos, R$ mil de Instalações e R$ mil de Edificações em função da transferência da propriedade de 64 imóveis ao BB Progressivo Fundo de Investimento Imobiliário (FII) (Nota 31.d). BB-Consolidado Exercício/ Saldo contábil Movimentações (1) Depreciação Provisão p/ imparidade Valor de custo Depreciação acumulada Imparidade acumulada Saldo contábil (1) Imobilizado de Uso Edificações ( ) (4.407) ( ) (4.407) Sistemas de processamento de dados Móveis e equipamentos de uso ( ) (960) ( ) (960) ( ) (924) ( ) (924) Imobilizações em curso Terrenos Instalações (38.945) ( ) Sistemas de segurança (28.320) ( ) Sistemas de comunicação (16.766) ( ) Sistemas de transporte (2.612) (25.268) Móveis e equipamentos em estoque (1.172) Total ( ) (6.291) ( ) (6.291) (1) Inclui a baixa do valor contábil de R$ mil de Terrenos, R$ mil de Instalações e R$ mil de Edificações em função da transferência da propriedade de 64 imóveis ao BB Progressivo Fundo de Investimento Imobiliário (FII) (Nota 31.d). 79
213 16 Intangível a) Movimentação e Composição BB-Banco Múltiplo Exercício/ Saldo contábil Aquisições Baixas Amortização Provisão para imparidade (1) Valor de custo Amortização acumulada Imparidade acumulada Saldo contábil Direitos de gestão de folhas (2) (3) ( ) ( ) ( ) (49.788) de pagamento Softwares (26) ( ) ( ) Outros ativos intangíveis (4) ( ) ( ) Total ( ) ( ) ( ) (49.788) (1) Registrada em Outras Despesas Operacionais. (2) Reversão de imparidade no valor de R$ mil. (3) Os valores de Aquisições e Baixas incluem contratos renegociadas no período, em que o valor do novo contrato é ativado e o valor do contrato anterior é baixado sem impacto no resultado. (4) Refere-se principalmente ao custo do direito de utilização da rede do Banco Postal para serviços de correspondente bancário (Nota 31.b). BB-Consolidado Exercício/ Saldo contábil Aquisições Baixas Amortização Provisão para imparidade (1) Valor de custo Amortização acumulada Imparidade acumulada Saldo contábil Direitos de gestão de folhas de (2) (3) ( ) ( ) ( ) (49.788) pagamento Softwares (311) ( ) ( ) Outros ativos intangíveis (4) (125) ( ) (995) ( ) (995) Total ( ) ( ) ( ) (50.783) (1) Registrada em Outras Despesas Operacionais. (2) Reversão de imparidade no valor de R$ mil. (3) Os valores de Aquisições e Baixas incluem contratos renegociadas no período, em que o valor do novo contrato é ativado e o valor do contrato anterior é baixado sem impacto no resultado. (4) Refere-se principalmente ao custo do direito de utilização da rede do Banco Postal para serviços de correspondente bancário (Nota 31.b). b) Estimativa de Amortização BB-Banco Múltiplo Exercício Total Valores a amortizar BB-Consolidado Exercício Total Valores a amortizar
214 17 Depósitos e Captações no Mercado Aberto a) Depósitos BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Depósitos à Vista Pessoas físicas Pessoas jurídicas Vinculados Governos Moedas estrangeiras Especiais do Tesouro Nacional Instituições do sistema financeiro Empresas ligadas Domiciliados no exterior Outros Depósitos de Poupança Pessoas físicas Pessoas jurídicas Empresas ligadas Instituições do sistema financeiro Depósitos Interfinanceiros Depósitos a Prazo Moeda Nacional Judiciais Moedas estrangeiras Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT (Nota 17.e) Funproger (Nota 17.f) Outros Total Passivo circulante Passivo não circulante b) Segregação de Depósitos por Prazo de Exigibilidade BB-Banco Múltiplo Sem Vencimento Até 3 Meses 3 a 12 Meses 1 a 3 Anos 3 a 5 Anos Acima de 5 Anos Depósitos a prazo (1) Depósitos de poupança Depósitos à vista Depósitos interfinanceiros Total (1) Inclui os valores de R$ mil (R$ mil em ), relativos a depósitos a prazo com cláusula de recompra antecipada (compromisso de liquidez), considerados os prazos de vencimento originais. 81
215 BB-Consolidado Sem Vencimento Até 3 Meses 3 a 12 Meses 1 a 3 Anos 3 a 5 Anos Acima de 5 Anos Depósitos a prazo (1) Depósitos de poupança Depósitos à vista Depósitos interfinanceiros Total (1) Inclui os valores de R$ mil (R$ mil em ), relativos a depósitos a prazo com cláusula de recompra antecipada (compromisso de liquidez), considerados os prazos de vencimento originais. c) Captações no Mercado Aberto BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Carteira Própria Títulos privados Letras Financeiras do Tesouro Títulos no exterior Notas do Tesouro Nacional Letras do Tesouro Nacional Outros Carteira de Terceiros Letras Financeiras do Tesouro Notas do Tesouro Nacional Letras do Tesouro Nacional Títulos no exterior Carteira de Livre Movimentação Total Passivo circulante Passivo não circulante d) Despesa com Captações no Mercado Aberto e com Depósitos BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Despesas de Captações com Depósitos ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Depósitos a prazo ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Depósitos judiciais ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Depósitos de poupança ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Depósitos interfinanceiros ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Despesas de Captações no Mercado Aberto ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Carteira de terceiros ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Carteira própria ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Carteira de livre movimentação (14) (8.508) (1.648) (14.704) (46.845) ( ) Outras ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Total das Despesas ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 82
216 e) Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) Programa Resolução/ TADE (1) Devolução de Recursos Forma (2) Data Inicial Data Final Disponível TMS (3) Aplicado TJLP (4) Total Disponível TMS (3) Aplicado TJLP (4) Total Proger Rural e Pronaf Pronaf Custeio 04/2005 RA 11/ Pronaf Investimento 05/2005 RA 11/ Giro Rural Aquisição de Títulos 03/2005 SD 01/ / Giro Rural Fornecedores 14/2006 RA 08/ Rural Custeio 02/2006 RA 11/ Rural Investimento 13/2005 RA 11/ Proger Urbano Urbano Investimento 18/2005 RA 11/ Urbano Capital de Giro 15/2005 RA 11/ Empreendedor Popular 01/2006 RA 11/ Outros Exportação 27/2005 RA 11/ Integrar Área Urbana 25/2005 RA 11/ FAT Giro Setorial Micro e Pequenas Empresas 08/2006 RA 09/ FAT Giro Setorial Veículos MGE 09/2006 RA 02/ FAT Giro Setorial Veículos MPE 08/2006 RA 02/ FAT Fomentar Micro e Pequenas Empresas 11/2006 RA 08/ FAT Fomentar Médias e Grandes Empresas 12/2006 RA 07/ FAT Taxista 02/2009 RA 09/ FAT Turismo Investimento 01/2012 RA 08/ FAT Turismo Capital de Giro 02/2012 RA 08/ FAT Encargos a capitalizar Total (1) TADE: Termo de Alocação de Depósito Especial. (2) RA - Retorno Automático (Mensalmente, 2% sobre o saldo) e SD - Saldo Disponível. (3) Recursos remunerados pela Taxa Média Selic (TMS). (4) Recursos remunerados pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). 83
217 O Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT é um fundo especial de natureza contábil e financeira, instituído pela Lei n.º 7.998/1990, vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego - MTE e gerido pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador Codefat. O Codefat é um órgão colegiado, de caráter tripartite e paritário, composto por representantes dos trabalhadores, dos empregadores e do governo. As principais ações para a promoção do emprego financiadas com recursos do FAT estão estruturadas em torno dos programas de geração de emprego e renda, cujos recursos são alocados por meio dos depósitos especiais, criados pela Lei n.º 8.352/1991, nas instituições financeiras oficiais federais, incorporando, entre outros, o próprio Programa de Geração de Emprego e Renda Proger, nas modalidades Urbano Investimento e Capital de Giro e Rural, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Pronaf, além de linhas especiais tais como FAT Integrar Rural e Urbano, FAT Giro Setorial Micro e Pequenas Empresas, FAT Giro Setorial Médias e Grandes Empresas, FAT Giro Setorial Veículos Micro e Pequenas Empresas, FAT Giro Setorial Veículos Médias e Grandes Empresas, FAT Fomentar - Micro e Pequenas Empresas, FAT Fomentar Médias e Grandes Empresas, FAT Giro Agropecuário, FAT Inclusão Digital, FAT Taxista, FAT Turismo Investimento e FAT Turismo Capital de Giro. Os depósitos especiais do FAT alocados junto ao Banco do Brasil, enquanto disponíveis, são remunerados pela Taxa Média Selic (TMS) pro rata die. À medida que são aplicados nos financiamentos passam a ser remunerados pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) durante o período de vigência dos financiamentos. As remunerações sobre os recursos alocados no Banco são recolhidas ao FAT mensalmente, conforme estipulado na Resolução Codefat n.º 439/2005 e nº. 489/2006. f) Fundo de Aval para Geração de Emprego e Renda (Funproger) O Fundo de Aval para Geração de Emprego e Renda (Funproger) é um fundo especial de natureza contábil, criado em pela Lei n.º 9.872/1999, alterada pela Lei n /2001 e pela Lei n.º /2005, regulamentado pela Resolução Codefat n.º 409/2004 e alterações posteriores, gerido pelo Banco do Brasil com a supervisão do Codefat/MTE, cujo saldo em é de R$ mil (R$ mil em ). O objetivo do Funproger é conceder aval a empreendedores que não disponham das garantias necessárias para contratação de financiamentos do Proger Urbano e do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), mediante o pagamento de uma comissão para a concessão de aval. Para formação do patrimônio do Funproger, foram aportados recursos provenientes da diferença entre a aplicação da TMS e a TJLP na remuneração dos saldos disponíveis de depósitos especiais do FAT. Outras fontes de recursos que compõem o Fundo são as receitas decorrentes de sua operacionalização e a remuneração de suas disponibilidades pelo Banco do Brasil, gestor do Fundo. 18 Obrigações por Empréstimos e Repasses a) Obrigações por Empréstimos BB-Banco Múltiplo até 90 Dias de 91 a 360 Dias de 1 a 3 Anos de 3 a 5 Anos No Exterior Tomados junto ao Grupo BB no exterior Tomados junto a banqueiros no exterior Vinculados a empréstimos do setor público (1) Importação Exportação Total Passivo circulante Passivo não circulante (1) Vencimento em abril de 2015, à taxa de 6,92% a.a. 84
218 BB-Consolidado até 90 Dias de 91 a 360 Dias de 1 a 3 Anos de 3 a 5 Anos No País Tomados pelas empresas não financeiras Demais linhas de crédito No Exterior Tomados junto a banqueiros no exterior Vinculados a empréstimos do setor público (1) Importação Exportação Total Passivo circulante Passivo não circulante (1) Vencimento em abril de 2015, à taxa de 6,92% a.a. b) Obrigações por Repasses Do País Instituições Oficiais Programas Taxa de Atualização BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Tesouro Nacional - Crédito Rural Pronaf TMS (se disponível) ou 0,5% a.a. a 4% a.a. (se aplicado) Recoop 5,75% a.a. a 8,25% a.a. ou IGP-DI + 1% a.a. ou IGP-DI + 2% a.a Cacau IGP-M + 8% a.a. ou TJLP + 0,6% a.a. ou 6,35% a.a Outros BNDES Banco do Brasil 0% a.a. a 11% a.a. ou TJLP/var. camb. + 0% a.a. a 6% a.a Banco Votorantim Pré/TJLP/IPCA/var. camb. + 0,5% a.a. a 9,91% a.a Caixa Econômica Federal Finame Banco do Brasil 0% a.a. a 11% a.a. ou TJLP/var. camb. + 0,5% a.a. a 5,5% a.a Banco Votorantim TJLP/Pré + 0,3% a.a. a 11,5% a.a Outras Instituições Oficiais Suprimento Especial Poupança Rural TR Funcafé TMS (se disponível) ou 6,75% a.a. (se aplicado até 06/2012) ou 5,5% a.a. (se aplicado a partir de 07/2012) Outros Total Passivo circulante Passivo não circulante
219 Do Exterior BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Recursos livres - Resolução CMN n.º 3.844/ Fundo Especial de Apoio às pequenas e médias empresas industriais Total Passivo circulante Passivo não circulante c) Despesas de Obrigações por Empréstimos e Repasses BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Despesas de Obrigações por Empréstimos ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Despesas de Obrigações por Repasses ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) BNDES ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Finame ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Tesouro Nacional (44.103) ( ) ( ) (46.183) ( ) ( ) Do exterior (24.105) (35.279) (68.942) (58.086) Caixa Econômica Federal (11.022) (20.388) (11.552) (11.022) (20.388) (11.552) Outras (27.225) (55.171) ( ) (27.225) (55.171) ( ) Despesas de Obrigações por Fundos Financeiros e de Desenvolvimento Despesas de Obrigações com Banqueiros no Exterior ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Total ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 86
220 19 Recursos de Aceites e Emissões de Títulos CAPTAÇÕES Valor emitido Remuneração a.a Data Captação Vencimento Banco Múltiplo Programa Global Medium-Term Notes R$ ,75% 07/ / USD Libor 6m+2,55% 07/ / USD ,50% 01/ / USD ,00% 01/ / EUR ,50% 01/ / JPY ,80% 09/ / "Senior Notes" USD ,87% 11/ / USD ,87% 10/ / Notas Estruturadas USD ,85 a 2,15% Certificados de depósitos - Longo Prazo USD ,19% 05/2010 (1) 05/ USD ,78% 01/2011 (1) 01/ USD ,87% 02/2011 (1) 01/ USD ,72% 03/2011 (1) 03/ USD ,02% 03/2011 (1) 03/ USD ,00% 08/2011 (1) 08/ USD ,55% 09/2011 (1) 09/ USD ,25% 10/2011 (1) 02/ USD ,95% 11/2011 (1) 02/ USD ,93% 11/2011 (1) 12/ USD ,48% 12/2011 (1) 06/ USD ,79% 12/2011 (1) 04/ USD ,74% 12/2011 (1) 04/ USD ,27% 08/ / USD ,52% 08/ / USD ,40% 08/ / USD ,75% 09/ / USD ,88% 09/ / USD ,11% 10/ / USD ,50% 10/ / USD ,90% 10/ / USD ,50% 10/ / USD ,80% 10/ / USD ,80% 11/ / USD ,56% 12/ / USD ,42% 12/ / USD ,98% 12/ / USD ,42% 12/ / USD ,30% 12/ /
221 CAPTAÇÕES Valor emitido Remuneração a.a Data Captação Vencimento Certificados de depósitos - Curto Prazo (2) USD Letras de Crédito do Agronegócio Curto Prazo R$ Longo Prazo (3) R$ Custo de emissões sobre captações R$ -- (393) Letras Financeiras Curto Prazo R$ Longo Prazo (4) R$ Total BB-Banco Múltiplo Banco Patagonia Bonds GPAT Série I ARS ,30% 03/ / Bonds GPAT Série II ARS ,12% 05/ / Bonds GPAT Série III ARS ,27% 08/ / Bonds GPAT Série IV ARS ,87% 11/ / Bonds GPAT Série V ARS ,34% 01/ / Bonds GPAT Série VI ARS ,64% 03/ / Bonds GPAT B Série VII ARS BADLAR ptos. 04/ / Bonds GPAT A Série VIII ARS ,75% 07/ / Bonds GPAT B Série VIII ARS BADLAR ptos. 07/ / Bonds GPAT A Série IX ARS ,00% 08/ / Bonds GPAT B Série IX ARS BADLAR ptos. 08/ / Bonds GPAT A Série X ARS ,90% 11/ / Bonds GPAT B Série X ARS BADLAR ptos. 11/ / Bonds Banco Patagonia Clase I Série 1 ARS BADLAR PB 12/ / Total Banco Patagonia Entidades de Propósitos Específicos - EPE no Exterior (5) Securitização do fluxo futuro de ordens de pagamento do exterior USD ,55% 12/ / USD Libor 3m+0,55% 03/ / USD Libor 3m+1,20% 09/ / USD ,25% 04/ / Total Entidades de Propósitos Específicos - EPE no Exterior Banco Votorantim Debêntures Pós-fixado R$ 0,35% + DI 06/ / Pós-fixado R$ 100 a 111% DI 06/ / Letras de Crédito Imobiliário R$ 93,00 a 97,36% DI 11/ / Letras de Crédito do Agronegócio Pós-fixado R$ 80,00% a 97,50% DI 12/ / Pré-fixado R$ 8,48 a 12,35% 05/ / Letras Financeiras Pré-fixado R$ 8,27 a 14,00% 07/ / Pós-fixado R$ 100 a 112,02% DI 09/ / Pós-fixado R$ 3,42 a 7,81% + IPCA 01/ / Pós-fixado R$ 108 a 109,30% Selic 02/ / Pós-fixado R$ 5,05 a 5,99%+IGPM 08/ /
222 CAPTAÇÕES Valor emitido Remuneração a.a Data Captação Vencimento Programa"Global Medium-Term Notes" Curto Prazo (6) Longo Prazo R$ ,25% 12/ / USD ,91% 09/ / R$ ,63% 04/ / USD ,25% 02/2010 (1) 08/ USD ,25% 04/2010 (1) 02/ CHF ,75% 12/2010 (1) 12/ USD ,32% 02/ / USD ,25% 02/ / USD ,00% 03/ / USD ,27% 04/ / R$ ,19% 05/ / USD ,29% 05/ / R$ ,25% 05/ / USD ,50% 07/2011 (1) 07/ R$ ,40% 01/ / R$ ,30% 01/ / R$ ,50% 02/ / USD ,90% 06/ / USD ,50% 07/ / USD ,90% 07/ / USD 500 5,04% 07/ / USD 700 No Coupon 10/ / R$ ,77% 10/ / USD 500 2,36% 12/ / R$ 125 6,11% 03/ / R$ 133 6,66% 06/ / R$ 176 5,45% 07/ / R$ ,75% 08/ / R$ ,54% DI 01/ / R$ ,78% DI 02/ / R$ ,00% 03/ / R$ ,82% DI 03/ / R$ ,80% 03/ / R$ ,00% 03/ / R$ ,87% 03/ / R$ ,00% 03/ / R$ ,50% 03/ / USD 605 4,25% 04/ / R$ ,00% 04/ / R$ ,00% 04/ / USD 128 4,24% 04/ / USD 100 3,75% 04/ / USD 200 3,80% 06/ / USD 100 3,96% 06/ / R$ ,25% DI 07/ / R$ ,50% 07/ / USD 100 3,51% 07/ / USD 100 4,11% 07/ / R$ ,00% DI 01/ / R$ ,40% DI 02/ / R$ ,17% 03/ / R$ ,60% 03/ / USD ,53% 03/ /
223 CAPTAÇÕES Valor emitido Remuneração a.a Data Captação Vencimento R$ ,09% 04/ / R$ 150 9,14% 04/ / R$ 211 8,27% 05/ / R$ ,56% 05/ / R$ 150 7,78% 07/ / USD ,40% 07/ / USD 160 2,66% 08/ / USD 550 2,70% 09/ / USD 100 2,69% 09/ / USD 500 3,00% 09/ / USD 500 2,05% 09/ / USD 250 4,24% 10/ / R$ 249 8,63% 10/ / R$ 365 9,20% 10/ / USD ,50% 10/ / USD 250 2,35% 10/ / USD 125 2,94% 11/ / R$ 125 6,22% 11/ / USD ,20% 11/ / USD ,00% 12/ / Total Banco Votorantim Empresas não Financeiras Cibrasec Certificados de Recebíveis Imobiliários (7) R$ Kepler Weber S.A. Debêntures R$ TJLP+3,80% 09/ / Ativos S.A. Securitizadora de Créditos Financeiros Debêntures R$ DI + 1,50% 03/ / Total Empresas não Financeiras Valor Eliminado no Consolidado (8) ( ) (79.185) Total BB - Consolidado Passivo circulante Passivo não circulante (1) Operações liquidadas antecipadamente no decorrer do exercício de (2) Títulos com prazo inferior a 360 dias sendo as taxas de juros dos certificados emitidos entre 0,23% e 9,40%. (3) Operações com prazo compreendido entre 360 e 718 dias. (4) Operações com prazo superior a 360 dias e taxas compreendidas entre 100 a 107% CDI. (5) A Entidade de Propósito Específico (EPE) Dollar Diversified Payment Rights Finance Company foi constituída sob as leis das Ilhas Cayman com os seguintes propósitos: (a) emissão e venda de valores mobiliários no mercado internacional; (b) uso dos recursos obtidos com a emissão de valores mobiliários para pagamento da compra, junto ao Banco, dos direitos sobre ordens de pagamento emitidas por banqueiros correspondentes localizados nos EUA e pela própria agência do BB Nova Iorque, em dólares norte-americanos, para qualquer agência do Banco no país ( direitos sobre Remessa ) e (c) realização de pagamentos de principal e juros dos valores mobiliários e demais pagamentos previstos nos contratos de emissão desses títulos. A EPE declara não ter nenhum ativo ou passivo relevante que não os direitos e deveres provenientes dos contratos de emissão dos valores mobiliários. O Banco não é acionista, não detém a propriedade e tampouco participa dos resultados da EPE. As obrigações decorrentes dos valores mobiliários emitidos são pagas pela EPE com os recursos acumulados em sua conta. (6) Títulos emitidos em moeda estrangeira e nacional com prazo até 360 dias. (7) Taxa Referencial - TR, Índice Geral de Preços de Mercado - IGP-M e IPCA e prazo médio de vencimento de 134 meses. (8) Refere-se a títulos emitidos pelo Conglomerado BB, em poder de controladas no exterior. 90
224 20 Outras Obrigações a) Fundos Financeiros e de Desenvolvimento BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Pasep (1) Marinha Mercante Fundos do Governo do Estado de São Paulo Consolidação da Agricultura Familiar CAF Programa Especial de Crédito para a Reforma Agrária Procera Combate à Pobreza Rural Nossa Primeira Terra CPR/NPT Terras e Reforma Agrária BB Banco da Terra Outros Total Passivo circulante Passivo não circulante (1) O Banco é administrador do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), garantindo rentabilidade mínima equivalente à Taxa de Juros de Longo Prazo TJLP. b) Fiscais e Previdenciárias BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Obrigações legais (Nota 28.d) Passivo fiscal diferido (Nota 25.d) Impostos e contribuições sobre lucros a pagar Provisão para demandas fiscais (Nota 28.a) Provisão para impostos e contribuições sobre lucros Impostos e contribuições a recolher Outras Total Passivo circulante Passivo não circulante
225 c) Dívidas Subordinadas Captações Valor emitido Remuneração a.a. Data captação Vencimento BB-Banco Múltiplo Recursos FCO Fundo Constitucional do Centro-Oeste Recursos aplicados (1) Recursos disponíveis (2) Encargos a capitalizar CDBs Subordinados Emitidos no País ,80% do CDI 03/ / ,00% do CDI 03/ / ,00% do CDI 11/ / Dívidas Subordinadas no Exterior USD mil ,50% 09/ / USD mil ,38% 10/ / USD mil ,88% 05/ / USD mil ,88% 06/ / Letras Financeiras Subordinadas ,50% do CDI 03/ / ,00% do CDI 03/ / ,00% do CDI 04/ / ,00% do CDI 05/ / ,00% do CDI 09/ / ,50% do CDI 05/ / ,00% do CDI 05/ / ,50% do CDI 05/ / IPCA+5,45% 05/ / ,50% do CDI 06/ / IPCA+5,40% 06/ / IPCA+5,53% 06/ / IPCA+5,30% 06/ / CDI+1,11% 06/ / IPCA+5,56% 06/ / CDI+1,10% 06/ / IPCA+5,50% 06/ / ,50% do CDI 06/ / IPCA+5,32% 06/ / ,50% do CDI 06/ / IPCA+5,40% 06/ / CDI+1,06% 06/ / IPCA+5,33% 07/ / IPCA+5,24% 07/ / ,50% do CDI 07/ / ,50% do CDI 07/ / ,50% do CDI 07/ / ,50% do CDI 07/ / Pré 10,51% 09/ / Total das Dívidas Subordinadas do BB-Banco Múltiplo Banco Votorantim CDBs Subordinados Emitidos no País CDI+0,49% 11/ / CDI+0,49% 12/ / CDI+0,54% 12/ / IGPM+7,22% 12/ / IPCA+7,93% 03/ / IPCA+7,86% 08/ / IPCA+7,92% 08/ / IPCA+8,00% 08/ / IPCA+7,95% 08/ / CDI+1,67% 08/ / CDI+1,64% 12/ / CDI+1,67% 12/ / Nota Subordinada USD mil ,38% 01/ / Letras Financeiras Subordinadas IPCA+7,25% 11/ /2020 (3) CDI+1,30% 11/ / CDI+1,60% 12/ / CDI+1,94% 05/ / IGPM+7,55% 05/ / IPCA+7,76% 05/ / IPCA+7,85% 05/ / IPCA+7,95% 05/ / IPCA+7,95% 07/ / IGPM+7,70% 07/ / IPCA+8,02% 07/ / IPCA+7,90% 08/ / IPCA+7,93% 08/ / IPCA+7,76% 08/ / IPCA+7,85% 08/ / IGPM+7,70% 08/ / ,00% do CDI 08/ / ,00% do CDI 09/ / IGPM+6,74% 09/ / ,00% do CDI 10/ / IPCA+5,45% 10/ /2014 (3) IGPM+6,71% 10/ / IPCA+7,10% 11/ /2016 (3) ,00% do CDI 11/ /2013 (3) IPCA+7,20% 11/ /2016 (3) IPCA+7,10% 11/ / IPCA+7,20% 11/ / IPCA+7,25% 11/ / IPCA+7% 11/ / Total das Dívidas Subordinadas do Banco Votorantim Dívidas subordinadas emitidas pelo BB-Banco Múltiplo, em poder de controlada no exterior, eliminadas no BB-Consolidado (3.581) (3.026) Total das Dívidas Subordinadas do BB-Consolidado (4) (1) São remunerados pelos encargos pactuados com os mutuários, deduzido o del credere da instituição financeira, conforme artigo 9º da Lei n.º 7.827/1989. (2) São remunerados com base na taxa extramercado divulgada pelo Banco Central do Brasil (Bacen), conforme artigo 9º da Lei n.º 7.827/1989. (3) Operações liquidadas antecipadamente. (4) O montante de R$ mil (R$ mil em ) compõe o nível II do Patrimônio de Referência (PR), em conformidade com a Resolução CMN n.º 3.444/2007. Conforme determinação do Bacen, as dívidas subordinadas emitidas pelo Banco Votorantim não compõem o PR do Banco do Brasil (Nota 29.f). 92
226 d) Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida Captações Valor emitido Remuneração a.a. BB-Banco Múltiplo e BB-Consolidado Data captação Bônus Perpétuos USD mil ,25% 01 e 03/ USD mil ,5% 10/ ,5% 09/ Total BB-Banco Múltiplo Valores eliminados no BB-Consolidado (1.292) (2.209) Total BB-Consolidado Passivo não circulante Passivo circulante Do total dos bônus perpétuos, o montante de R$ mil compõe o Patrimônio de Referência - PR (R$ mil em ), em conformidade com a Resolução CMN n.º 3.444/2007 (Nota 29.f). O bônus emitido em outubro de 2009, no valor de USD mil, tem opção de resgate por iniciativa do Banco a partir de 2020 ou em cada pagamento semestral de juros subsequente, desde que autorizado previamente pelo Bacen. Caso o Banco não exerça a opção de resgate em outubro de 2020, os juros incidentes sobre os títulos serão corrigidos nessa data para 7,782% mais o preço de negociação dos Títulos do Tesouro Norte-americano de 10 anos. A partir dessa data, a cada 10 anos, os juros incidentes sobre os títulos serão corrigidos levando-se em consideração o preço de negociação dos Títulos do Tesouro Norte-americano de 10 anos. Os bônus emitidos em janeiro e março (reabertura) de 2012, nos valores de USD mil e USD mil, respectivamente, poderão ter seus termos e condições alterados, sem a prévia autorização dos detentores dos títulos, com a finalidade de manter ou enquadrar os títulos como capital de nível I ou capital de nível II, em razão da implementação das regras de Basileia III, desde que as alterações não prejudiquem os interesses dos detentores dos títulos. Caso o Banco do Brasil não exerça a opção de resgate em abril de 2023 a taxa de juros dos títulos será redefinida naquela data e a cada 10 anos de acordo com o US Treasury de 10 anos vigente na época mais o spread inicial de crédito. Os títulos apresentam as seguintes opções de resgate, sujeitas a autorização prévia do Banco Central do Brasil: (i) (ii) (iii) o Banco do Brasil poderá, a seu critério, resgatar os títulos no todo, mas não em parte, em abril de 2023 ou em cada pagamento semestral de juros subsequente, pelo preço base de resgate; o Banco do Brasil poderá, a seu critério, resgatar os títulos no todo, mas não em parte, em qualquer data anterior a abril de 2023, em função de evento tributário, pelo preço base de resgate; o Banco do Brasil poderá, a seu critério, resgatar os títulos no todo mas não em parte, em qualquer data anterior a abril de 2023, em função de evento regulatório, pelo maior valor entre o preço base de resgate e o Make-whole amount. Os bônus emitidos em outubro de 2009 e em janeiro e março de 2012 determinam que o Banco suspenda os pagamentos semestrais de juros e/ou acessórios sobre os referidos títulos emitidos (que não serão devidos, nem acumulados) caso: (i) (ii) (iii) (iv) o Banco não esteja enquadrado ou o pagamento desses encargos não permita que o Banco esteja em conformidade com os níveis de adequação de capital, limites operacionais ou seus indicadores financeiros estejam abaixo do nível mínimo exigido pela regulamentação aplicável a bancos brasileiros; o Bacen ou as autoridades regulatórias determinem a suspensão dos pagamentos dos referidos encargos; algum evento de insolvência ou falência ocorra; alguma inadimplência ocorra; ou 93
227 (v) o Banco não tenha distribuído o pagamento de dividendos ou juros sobre o capital próprio aos portadores de ações ordinárias referentes ao período de cálculo de tais juros e/ou acessórios. O bônus emitido em setembro de 2012, no valor de R$ mil, terá os juros devidos por períodos semestrais. Os juros relativos a cada semestre serão pagos em parcela única, atualizados pela taxa Selic, em até trinta dias corridos contados (i) após a realização do pagamento dos dividendos ou juros sobre o capital próprio do respectivo semestre, ou (ii) após aumento de capital com lucros pertencentes aos acionistas, o que ocorrer antes. Não haverá pagamento dos encargos financeiros referentes a um determinado semestre enquanto não for realizado (i) pagamento ou crédito de dividendos (inclusive sob a forma de juros sobre o capital próprio), ou (ii) aumento de capital com lucros pertencentes aos acionistas, relativos ao mesmo semestre. Os encargos financeiros não pagos não serão acumulados. Caso não seja realizado pagamento ou crédito de dividendos (inclusive sob a forma de juros sobre o capital próprio) ou aumento de capital com lucros pertencentes aos acionistas, até 30 de junho ou 31 de dezembro do exercício social seguinte, conforme o caso, os encargos financeiros que ainda não houverem sido pagos, deixarão de ser exigíveis definitivamente. O pagamento dos juros será postergado caso o Banco esteja desenquadrado em relação aos limites operacionais estabelecidos na regulamentação em vigor ou esse pagamento implique o aludido desenquadramento, devendo ser atualizado pela taxa Selic, pro rata temporis, até a efetivação de seu pagamento. Eventuais amortizações ou resgate da dívida, parciais ou integrais, na hipótese de acordo entre as partes, somente poderão ser realizados se os dividendos estiverem sendo devidamente pagos e previamente autorizados pelo Banco Central do Brasil. O resgate da obrigação, ainda que parcial, apenas poderá ocorrer caso o Banco não esteja desenquadrado em relação aos seus limites operacionais estabelecidos na regulamentação em vigor, e ainda, que o resgate não acarrete situação de desenquadramento, sendo o valor devido acrescido dos juros previstos, pro rata temporis, até a efetivação do seu pagamento. A dívida não poderá ser resgatada por iniciativa da União. Em caso de dissolução ou liquidação do Banco, o pagamento do principal e encargos da dívida ficará subordinado ao pagamento dos demais passivos. A presente captação foi autorizada pelo Bacen a integrar o patrimônio de referência no Nível I até o limite regulamentar (Resolução CMN nº 3.444/2007), e o restante dos valores monetizados em Nível II, a partir de setembro de
228 e) Diversas BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Operações com cartão de crédito/débito Passivos atuariais (Nota 27.d) Provisões para pagamentos a efetuar Credores diversos no País Provisões para demandas cíveis (Nota 28.a) Provisões para demandas trabalhistas (Nota 28.a) Obrigações por operações vinculadas a operações de crédito Recursos vinculados a operações de crédito Obrigações por convênios oficiais Obrigações por prêmios concedidos a clientes por fidelidade Obrigações por aquisição de bens e direitos Obrigações por prestação de serviços de pagamento Credores diversos no exterior Provisões para perdas com o Fundo de Compensação de Variação Salarial - FCVS Provisões para garantias prestadas Coobrigações em Cessões de Crédito Outras Total Passivo circulante Passivo não circulante Operações de Seguros, Previdência e Capitalização a) Créditos das Operações BB Consolidado Prêmios diretos de seguros a receber Crédito de operações de seguros com seguradoras Crédito de operações de seguros com resseguradoras Crédito de operações de previdência complementar Total Ativo circulante Ativo não circulante
229 b) Provisões Técnicas BB Consolidado Seguros Provisão de prêmios não ganhos Provisão de sinistros a liquidar Provisão para sinistros ocorridos mas não avisados Provisão de insuficiência de prêmios Outras provisões Previdência Provisão matemática de benefícios a conceder Provisão matemática de benefícios concedidos Provisão de excedente financeiro Provisão de insuficiência de contribuição Provisão de insuficiência de prêmios Provisão para sinistros ocorridos mas não avisados Outras provisões Capitalização Provisão matemática para resgates Provisão para sorteios e resgates Outras provisões Total Passivo circulante Passivo não circulante c) Provisões Técnicas por Produto BB Consolidado Seguros Auto Vida Ramos elementares Dpvat Previdência Plano gerador de benefícios livres - PGBL Vida gerador de benefícios livres - VGBL Planos tradicionais Capitalização Total
230 d) Garantia das Provisões Técnicas BB Consolidado Seguros Previdência Capitalização Total Seguros Previdência Capitalização Total Cotas de fundos de investimento (VGBL e PGBL) Cotas de fundos de investimento (exceto VGBL e PGBL) Títulos públicos Títulos privados Direitos creditórios Imóveis Depósitos retidos no IRB e depósitos judiciais Total
231 e) Resultado Financeiro e Operacional por Segmento BB Consolidado 2º Semestre/2012 Exercício/2012 Exercício/2011 Seguros Previdência Capitalização Total Seguros Previdência Capitalização Total Seguros Previdência Capitalização Total Resultado financeiro Receitas financeiras Despesas financeiras (55.378) ( ) (4.368) ( ) ( ) ( ) (5.630) ( ) (72.109) ( ) (2.254) ( ) Atualização e Juros de Provisões Técnicas (10.277) ( ) ( ) ( ) (98.904) ( ) ( ) ( ) (45.330) ( ) ( ) ( ) Resultado operacional Prêmios retidos e contribuições (Nota 21.f) Variação das provisões técnicas ( ) ( ) (53.006) ( ) ( ) ( ) (27.035) ( ) ( ) ( ) (33.913) ( ) Sinistros retidos ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Despesas de comercialização ( ) (64.978) (85.682) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (77.941) ( ) Despesas com sorteios e resgates de títulos de capitalização Despesas com benefícios e resgates de planos de previdência ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) -- (19.762) -- (19.762) -- (37.394) -- (37.394) -- (29.308) -- (29.308) Total
232 f) Prêmios Retidos de Seguros, Contribuições de Planos de Previdência e Títulos de Capitalização BB Consolidado 2º Semestre/2012 Exercício/2012 Exercício/2011 Seguros Prêmios emitidos Prêmios de cosseguros cedidos (33.355) (45.371) ( ) Prêmios restituídos (9.699) (17.237) (17.416) Prêmios de resseguros cedidos, consórcios e fundos ( ) ( ) ( ) Previdência Prêmios emitidos Contribuições de previdência complementar (inclui VGBL) Prêmios restituídos (6.585) (33.315) (32.840) Capitalização Receitas com títulos de capitalização Total Outras Receitas/Despesas Operacionais a) Receitas de Prestação de Serviços BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Cartão de crédito/débito Administração de fundos Cobrança Arrecadações Interbancária Operações de crédito e garantias prestadas De coligadas/controladas não financeiras Seguros, previdência e capitalização Rendas do mercado de capitais Conta corrente Tesouro Nacional e administração de fundos oficiais Taxas de administração de consórcios Prestados a ligadas Outros serviços Total
233 b) Rendas de Tarifas Bancárias BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Pacote de serviços Operações de crédito e cadastro Rendas de cartões Administração de Fundos de Investimento Contas de depósito Transferência de recursos Outras Total c) Despesas de Pessoal BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Proventos ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Encargos sociais ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Provisões administrativas de pessoal ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Benefícios ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Provisões para demandas trabalhistas (1) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Previdência complementar ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Honorários de diretores e conselheiros (12.602) (24.543) (21.986) (32.445) (62.238) (58.260) Treinamento (25.368) (41.635) (65.113) (32.576) (55.329) (76.566) Total ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (1) Inclui os valores positivos de R$ mil no 2º semestre de 2012 e R$ mil no exercício do mesmo ano, referentes ao ressarcimento ao Banco do Brasil pelo governo do Estado de São Paulo de valores antecipados pelo Banco a ex-empregados do Banco Nossa Caixa (BNC), grupos A e B, a título de complemento de aposentadoria. 100
234 d) Outras Despesas Administrativas BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Amortização ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Serviços de terceiros ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Comunicações ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Demandas judiciais ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Transporte ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Depreciação ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Aluguéis ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Serviços de vigilância e segurança ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Processamento de dados ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Serviços do sistema financeiro ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Serviços técnicos especializados (85.845) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Manutenção e conservação de bens ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Propaganda e publicidade ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Água, energia e gás ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Promoções e relações públicas ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Viagem no país (64.064) ( ) ( ) (78.058) ( ) ( ) Material (64.053) ( ) ( ) (75.127) ( ) ( ) Outras ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Total ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) e) Outras Receitas Operacionais BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Equalização de taxas - Safra agrícola Previ - Atualização de ativo atuarial (Nota 27.c) Atualização de depósitos em garantia Atualização das destinações do superávit - Plano 1 (Nota 27.e) Recuperação de encargos e despesas Reversão de provisões obrigações atuariais Reajuste cambial negativo/reclassificação de saldos passivos Receitas das empresas coligadas/controladas não financeiras Rendas de títulos e créditos a receber Operações com cartões Reversão de provisões - despesas administrativas Reversão de provisões - demandas trabalhistas, cíveis e fiscais Dividendos recebidos Reversão de provisões - despesas de pessoal Outras Total
235 f) Outras Despesas Operacionais BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Despesas das empresas coligadas/controladas não financeiras ( ) ( ) ( ) Operações com cartões crédito/débito ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Amortização de ágios em investimentos ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Atualização das obrigações atuariais ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Atualização de instrumentos híbridos de capital e dívida ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Descontos concedidos em renegociação ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Parceiros comerciais (1) (3.273) (7.519) (12.784) ( ) ( ) ( ) Atualização de depósitos em garantia (2) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Bônus de relacionamento negocial ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Autoatendimento ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Falhas/fraudes e outras perdas (88.158) ( ) ( ) (88.158) ( ) ( ) Prêmio de seguro de vida - crédito direto ao consumidor Reajuste cambial negativo/reclassificação de saldos ativos (70.932) ( ) ( ) (70.932) ( ) ( ) (7.164) (7.164) ( ) (17.090) ( ) ( ) Atualização de JCP/Dividendos (9.090) (25.056) (41.133) (9.090) (25.056) (41.133) Convênio INSS (12.562) (23.983) (7.483) (12.562) (23.983) (7.483) Credenciamento do uso do Sisbacen (15.097) (23.860) (16.823) (15.097) (23.860) (16.823) Previ - Ajuste atuarial (11.119) (20.216) (23.709) (11.119) (20.216) (23.709) Despesas com Proagro (8.601) (15.947) (13.018) (8.601) (15.947) (13.018) Outras ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Total ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (1) Referem-se principalmente a comissões por financiamentos originados pelos parceiros e acordos comerciais com lojistas. (2) Refere-se a atualização da provisão para depósito judicial referente à ação judicial (IR e CSLL) conforme nota 28.d. 23 Resultado não Operacional BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Receitas não Operacionais Lucro na alienação de valores e bens Reversão de provisão para desvalorização de outros valores e bens Lucro na alienação de investimentos / participação societária Ganhos de capital Rendas de aluguéis Atualização de devedores por alienação de bens imóveis Outras rendas não operacionais Despesas não Operacionais (59.945) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Prejuízos na alienação de valores e bens (7.191) (9.924) (14.024) (48.743) (99.603) ( ) Desvalorização de outros valores e bens (38.636) (54.006) (41.380) (40.820) (57.456) (46.891) Perdas de capital (12.747) (34.223) (43.994) (14.942) (37.210) (45.049) Outras despesas não operacionais (1.371) (2.788) (735) (5.313) (8.659) (13.360) Total
236 24 Patrimônio Líquido a) Valor Patrimonial e Valor de Mercado por Ação Ordinária Patrimônio Líquido BB-Banco Múltiplo () Valor patrimonial por ação (R$) 23,12 20,29 Valor de mercado por ação ordinária (R$) 25,60 23,70 Patrimônio Líquido BB-Consolidado (1) () (1) Reconciliado com o BB-Banco Múltiplo (Nota 24.g). O valor patrimonial por ação é calculado com base no Patrimônio Líquido do BB-Banco Múltiplo. b) Capital Social O Capital Social, totalmente subscrito e integralizado, de R$ mil (R$ mil em ) do BB-Banco Múltiplo está dividido em ações ordinárias representadas na forma escritural e sem valor nominal. A União Federal é a maior acionista, detendo o controle. O aumento do Capital Social no exercício de 2012, no valor de R$ mil, decorreu da utilização de Reserva Estatutária para Margem Operacional, aprovada pela Assembléia Geral Extraordinária realizada em e pelo Banco Central do Brasil em O Banco poderá, independentemente de reforma estatutária, por deliberação e nas condições determinadas pela Assembléia Geral dos Acionistas, aumentar o Capital Social até o limite de R$ mil, mediante a emissão de ações ordinárias, concedendo-se aos acionistas preferência para a subscrição do aumento de capital, na proporção do número de ações que possuírem. c) Reservas de Reavaliação As Reservas de Reavaliação, no valor de R$ mil (R$ mil em ), referem-se às reavaliações de ativos efetuadas por empresas ligadas/controladas. No exercício de 2012, foram realizadas reservas no montante de R$ 85 mil, decorrentes de depreciação, transferidas para a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados (R$ mil no exercício de 2011, sendo R$ mil decorrentes de baixa por alienação de participação acionária do BB Banco de Investimento na Pronor Petroquímica e R$ 328 mil decorrentes de depreciação). Conforme Resolução CMN n.º 3.565/2008, o saldo remanescente será mantido até a data de sua efetiva realização. d) Reservas de Capital e de Lucros Reservas de capital 1 -- Reservas de lucros (1) Reserva legal Reservas estatutárias (1) Margem operacional Equalização de dividendos (1) No BB-Consolidado, os valores da Reserva de Lucros e das Reservas Estatutárias são de R$ mil e R$ mil, respectivamente, devido à eliminação do resultado não realizado de empresa controlada, no valor de R$ mil. A Reserva Estatutária para Margem Operacional tem por finalidade garantir margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações da sociedade e é constituída em até 100% do lucro líquido, após as destinações legais, inclusive dividendos, limitada a 80% do capital social. A Reserva Estatutária para Equalização de Dividendos assegura recursos para o pagamento dos dividendos, constituída pela parcela de até 50% do lucro líquido, após as destinações legais, inclusive dividendos, até o limite de 20% do Capital Social. 103
237 e) Lucro por Ação 2ºSem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Lucro líquido atribuível aos acionistas () Número médio ponderado de ações Básico Diluído Lucro por ação Lucro básico por ação (R$) 2,36 4,30 4,28 Lucro diluído por ação (R$) 2,36 4,30 4,27 f) Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos Valor () Valor por ação (R$) Data base da posição acionária Data de pagamento 1º trim/2012 Dividendos pagos , Juros sobre o capital próprio pagos , º trim/2012 Dividendos pagos , Juros sobre o capital próprio pagos , º trim/2012 Dividendos pagos , Juros sobre o capital próprio pagos , º trim/2012 Dividendos a pagar , Juros sobre o capital próprio pagos , Total destinado aos acionistas no exercício de ,722 Dividendos ,549 Juros sobre o capital próprio (1) ,173 Lucro líquido do período Valor () Valor por ação (R$) Data base da posição acionária Data de pagamento 1º trim/2011 Dividendos pagos , Juros sobre o capital próprio pagos , º trim/2011 Dividendos pagos , Juros sobre o capital próprio pagos , º trim/2011 Dividendos pagos , Juros sobre o capital próprio pagos , º trim/2011 Dividendos pagos , Juros sobre o capital próprio pagos , Total destinado aos acionistas no exercício de ,711 Dividendos ,645 Juros sobre o capital próprio (1) ,066 Lucro líquido do período (1) Valores sujeitos à alíquota de 15% de Imposto de Renda Retido na Fonte. Em conformidade com as Leis n.º 9.249/1995 e n.º 9.430/1996 e com o Estatuto do Banco, a Administração decidiu pelo pagamento aos seus acionistas de juros sobre o capital próprio, 104
238 imputados ao valor dos dividendos, acrescido de dividendos adicionais, equivalentes a 40% sobre o lucro líquido. Os juros sobre o capital próprio são calculados sobre as contas do patrimônio líquido ajustado e limitados à variação, pro rata die, da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), condicionados à existência de lucros computados antes de sua dedução ou de lucros acumulados e reservas de lucros, em montante igual ou superior a duas vezes o seu valor. Para atendimento à legislação do Imposto de Renda, o montante de juros sobre o capital próprio foi contabilizado na conta Despesas Financeiras e, para fins de elaboração destas demonstrações contábeis, reclassificado para a conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. O total dos juros sobre capital próprio, no exercício de 2012, proporcionou redução na despesa com encargos tributários no montante de R$ mil (R$ mil no exercício de 2011). g) Reconciliação do Lucro Líquido e do Patrimônio Líquido Lucro Líquido Patrimônio Líquido 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/ BB-Banco Múltiplo Resultado não realizado (1) (58.926) ( ) ( ) ( ) ( ) Participação dos não controladores BB-Consolidado (1) Refere-se a resultado obtido em operações de cessão de crédito do Banco Múltiplo para a Ativos S.A. h) Participação dos não Controladores Patrimônio Líquido Banco Patagonia S.A Besc Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A Cobra Tecnologia S.A Participação dos não Controladores
239 i) Participações Acionárias (Quantidade de Ações) Evolução da quantidade de ações de emissão do Banco em que os acionistas sejam titulares, direta ou indiretamente, de mais de 5% das ações, bem como do Conselho de Administração, da Diretoria Executiva e do Comitê de Auditoria: Acionistas Ações %Total Ações % Total União Federal , ,1 Ministério da Fazenda , ,8 Fundo Fiscal de Investimento e Estabilização , ,2 Caixa F1 Garantia Construção Naval , FGO Fundo de Investimento em Ações , Fundo Garantidor para Investimentos , ,2 FGEDUC Fundo de Investimento Multimercado , Fundo de Garantia à Exportação ,9 Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil Previ (1) , ,4 BNDES Participações S.A. BNDESPar (1) , ,1 Ações em Tesouraria , Outros acionistas , ,4 Total , ,0 Residentes no país , ,5 Residentes no exterior , ,5 (1) Ligadas ao Controlador. Conselho de Administração (exceto Presidente do Banco, que consta na Diretoria Executiva) Ações ON (1) Diretoria Executiva Comitê de Auditoria (1) A participação acionária do Conselho de Administração, Diretoria Executiva e Comitê de Auditoria representa aproximadamente 0,004% do capital do Banco. j) Movimentação de Ações em Circulação/Free Float Quantidade % Quantidade % Ações em circulação no início do período , ,4 Aquisição de ações - programa de recompra (Nota 24.k) ( ) -- Aquisição de ações - pagamento baseado em ações (Nota 24.m) ( ) -- Aquisição de ações pelo BNDESPar ( ) ( ) Aquisição de ações pela Previ ( ) ( ) Venda de ações pela União Federal Subscrição de ações decorrentes de bônus Outras movimentações (1) Ações em circulação no fim do período (2) , ,4 Total emitido , ,0 (1) Refere-se principalmente às movimentações oriundas de Órgãos Técnicos e Consultivos. (2) Conforme Lei n.º 6.404/1976 e regulamento do Novo Mercado da BM&FBovespa. Não considera as ações em poder do Conselho de Administração e Diretoria Executiva. k) Ações em Tesouraria Em 13 de julho de 2012, o Conselho de Administração aprovou o Programa de Recompra de até 50 milhões de ações, no prazo de até 180 dias contados a partir dessa data, objetivando a aquisição de ações para manutenção em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento sem redução do capital social, visando à geração de valor aos acionistas. Até 31 de dezembro de 2012, foram adquiridas ações, no montante de R$ mil, referentes ao programa de recompra. O custo 106
240 mínimo, médio e máximo por ação é de R$ 18,28, R$ 22,83 e R$ 26,78, respectivamente. O valor de mercado dessas ações, em 31 de dezembro de 2012, era de R$ 25,60 por ação. Em , o Banco comunicou o encerramento do programa de recompra de ações. l) Bônus de Subscrição C O Banco, conforme comunicado ao mercado de , informou aos titulares de bônus de subscrição C (BBAS13) as condições para o exercício do direito de subscrever ações decorrentes desses bônus, emitidos e distribuídos gratuitamente aos acionistas em Os titulares dos bônus puderam exercer o direito de comprar novas ações do Banco no período de a (até para os detentores de bônus custodiados em bolsa de valores). Cada bônus garantiu o direito de subscrever 3, ações. O preço do exercício foi de R$ 8,50 por bônus, corrigido pelo Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas, de até a data do protocolo do pedido de exercício do direito de subscrição. Os detentores de bônus exerceram o direito gerando recibos, convertidos em ações ON, conforme homologação do Bacen em Os bônus não subscritos, no total de , perderam sua validade a partir da data limite para subscrição de m) Pagamento Baseado em Ações Em novembro de 2011, o Banco aprovou pagamento, em ações ou instrumento baseado em ações, de remuneração variável aos membros da Diretoria Executiva, em que esses receberiam, a título de bonificação anual relativa ao exercício de 2011, e dentro do montante global aprovado pela Assembleia Geral Ordinária de , um valor entre dois e quatro honorários, de acordo com o atingimento da meta de Retorno Sobre o Patrimônio Líquido - RSPL, fixada em 20%. Ficando o atingimento da meta de RSPL entre 100% e 105%, a remuneração de cada membro da Diretoria Executiva seria de dois honorários; se ficasse maior que 105% e até 115%, seria calculada de forma proporcional e, se ficasse acima de 115%, seria de quatro honorários. No exercício de 2011, o Retorno Sobre o Patrimônio Líquido RSPL foi de 22,6%. Em função do percentual de atingimento da meta, o Banco destinou R$ mil para pagamento baseado em ações, a ser efetuado em três parcelas anuais. Em fevereiro de 2012 foram adquiridas ações, todas colocadas em tesouraria, das quais ações foram transferidas aos membros da Diretoria Executiva em As ações transferidas ficaram bloqueadas para movimentação, e a liberação ocorrerá em três parcelas anuais, conforme cronograma apresentado no quadro a seguir. Pagamento Baseado em Ações Cronograma de desbloqueio Quantidade de ações Data de liberação Primeira parcela Segunda parcela Terceira parcela Total O custo mínimo, médio e máximo por ação é de R$ 27,38, R$ 27,61 e R$ 27,88, respectivamente. O valor de mercado dessas ações, em 31 de dezembro de 2012, era de R$ 25,60 por ação. A Resolução CMN n.º de , que dispõe sobre a política de remuneração de administradores das instituições financeiras, determina que no mínimo 50% da remuneração variável deve ser paga em ações ou instrumentos baseados em ações, dos quais, pelo menos 40% deve ser diferida para pagamento futuro, com prazo mínimo de três anos, estabelecido em função dos riscos e da atividade do administrador. Em decorrência dessa Resolução, o Banco do Brasil aprovou nova política de remuneração variável para a Diretoria Executiva, válida a partir do exercício de Tal política engloba além do Retorno Sobre o Patrimônio Líquido RSPL recorrente, o atingimento de diversos requisitos que ainda estão sendo apurados, como por exemplo, avaliação individual e acordo de desempenho da Unidade à qual o Dirigente está vinculado. Portanto, a apuração do resultado de todos os requisitos e o cálculo do valor exato a ser pago para a Diretoria Executiva serão feitos oportunamente. 107
241 Para o exercício de 2012, de acordo com o montante global aprovado pela Assembleia Geral Ordinária de , o Banco provisionou R$ mil, valor equivalente a 10 honorários por beneficiário, para pagamento de remuneração variável aos membros da Diretoria Executiva. Com base no resultado do 1º semestre de 2012, em , foi efetuado adiantamento no valor de 2,5 honorários para cada membro da Diretoria Executiva. Caso as condicionantes definidas na política de remuneração para o ano de 2012 não sejam atingidas, o valor antecipado será revertido em favor do Banco. 25 Tributos a) Demonstração da Despesa de IR e CSLL BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Valores Correntes ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) IR e CSLL no país ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Imposto de Renda no exterior (33.974) (71.985) (35.362) ( ) ( ) ( ) Valores Diferidos ( ) Passivo Fiscal Diferido ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Operações de leasing ajuste da carteira e depreciação incentivada (641) 892 (76.601) Marcação a mercado 325 (5.840) Ganhos atuariais ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Atualização de depósitos judiciais ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Lucros do exterior Operações realizadas em mercados de liquidação futura Créditos recuperados (1) (22.673) (61.862) ( ) (22.673) (61.862) ( ) Ativo Fiscal Diferido Diferenças temporárias Prejuízos fiscais/bases negativas de CSLL (1.255) (46.861) (1.255) (37.231) Marcação a mercado (57.365) ( ) (56.769) ( ) Operações realizadas em mercados de liquidação futura (19.709) (19.709) Total do Imposto de Renda e Contribuição Social (1) Conforme art. 12 da Lei 9.430/96. ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) b) Conciliação dos Encargos de IR e CSLL BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Resultado Antes dos Tributos e Participações Encargo total do IR (25%) e da CSLL (15%) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Encargos sobre JCP Resultado de participação em controladas e coligadas (33.730) Participação de empregados no lucro Créditos Tributários Ativados - Períodos Anteriores Outros valores (95.459) Imposto de Renda e Contribuição Social do período ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 108
242 c) Despesas Tributárias BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Cofins ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ISSQN ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) PIS/Pasep ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Outras (41.185) (89.774) (86.736) ( ) ( ) ( ) Total ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) d) Passivo Fiscal Diferido BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 31/12/ /12/ /12/ /12/2011 Decorrentes de ganhos atuariais (1) Decorrentes de atualização de depósitos judiciais Decorrentes da marcação a mercado Decorrentes de créditos recuperados (2) Dependências no exterior Decorrentes do ajuste da carteira de leasing Outros Total das Obrigações Fiscais Diferidas Imposto de Renda Contribuição Social Cofins PIS/Pasep (1) A realização do passivo fiscal diferido sobre ganhos atuariais está relacionada à realização dos valores do ativo atuarial (Nota 27). (2) Conforme art. 12 da Lei 9.430/96. e) Ativo Fiscal Diferido (Crédito Tributário) Ativado BB-Banco Múltiplo Exercício/ Saldo Constituição Baixa Saldo Diferenças Temporárias ( ) Provisão para créditos de liquidação duvidosa ( ) Provisões passivas ( ) Operações de crédito efeitos da Lei n.º 9.430/ ( ) Marcação a mercado (95.499) Outras provisões (20.009) CSLL escriturada a 18% (MP n.º 2.158/2001) ( ) Prejuízo fiscal/base negativa (47.936) 44 Total dos Créditos Tributários Ativados ( ) Imposto de Renda ( ) Contribuição Social ( ) Cofins (8.931) PIS/Pasep (1.451)
243 BB-Consolidado Exercício/ Saldo Constituição Baixa Saldo Diferenças Temporárias ( ) Provisão para créditos de liquidação duvidosa ( ) Provisões passivas ( ) Operações de crédito efeitos da Lei n.º 9.430/ ( ) Marcação a mercado (98.620) Outras provisões ( ) CSLL escriturada a 18% (MP n.º 2.158/2001) ( ) Prejuízo fiscal/base negativa (94.649) Superveniência de Depreciação (67.306) Total dos Créditos Tributários Ativados ( ) Imposto de Renda ( ) Contribuição Social ( ) Cofins (9.357) PIS/Pasep (1.520) Não Ativado BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Exerc/2012 Exerc/2011 Exerc/2012 Exerc/2011 Créditos tributários no exterior Diferenças temporárias Parcela de prejuízos fiscais/bases negativas Parcela dos ajustes negativos da marcação a mercado Total dos Créditos Tributários não Ativados Imposto de Renda Contribuição Social Expectativa de Realização A expectativa de realização dos ativos fiscais diferidos (créditos tributários) respalda-se em estudo técnico elaborado em , sendo o valor presente apurado com base na taxa média de captação do BB-Banco Múltiplo. BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Valor nominal Valor presente Valor nominal Valor presente Em Em Em Em Em Em Em Em Em Em Em Total de Créditos Tributários em No exercício, observou-se a realização de créditos tributários no Banco Múltiplo no montante de R$ mil, correspondente a 153,64% da respectiva projeção de utilização para o período de 2012, que constava no estudo técnico elaborado em
244 A realização dos valores nominais de créditos tributários ativados, considerando a recomposição daqueles baixados durante o trâmite da ação judicial (70%), baseada em estudo técnico realizado pelo Banco em , está projetada para 5,5 anos, nas seguintes proporções: BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Prejuízo Fiscal/CSLL a Compensar (1) Diferenças Intertemporais (2) Prejuízo Fiscal/CSLL a Compensar (1) Diferenças Intertemporais (2) Em % 18% 48% 18% Em % 18% 46% 18% Em % 1% 18% Em % 1% 18% Em % 1% 28% A partir de % 3% -- (1) Projeção de consumo vinculada à capacidade de gerar bases tributáveis de IRPJ e CSLL em períodos subsequentes. (2) A capacidade de consumo decorre das movimentações das provisões (expectativa de ocorrerem reversões, baixas e utilizações). 26 Partes Relacionadas Custos com remunerações e outros benefícios atribuídos ao Pessoal Chave da Administração do Banco do Brasil, formado pelo Conselho de Administração, Diretoria Executiva, Comitê de Auditoria e Conselho Fiscal: 2º Sem/2012 Exercício 2012 Exercício 2011 Benefícios de curto prazo Honorários Diretoria Executiva Comitê de Auditoria Conselho de Administração Conselho Fiscal Participações no lucro Outros Benefícios de rescisão de trabalho Total O Banco não oferece benefícios pós-emprego ao Pessoal Chave da Administração, com exceção daqueles que fazem parte do quadro funcional do Banco, participantes do Plano de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). O Banco não concede empréstimos ao Pessoal Chave da Administração, em conformidade com a proibição a toda instituição financeira estabelecida pelo Banco Central do Brasil. Os saldos de contas referentes às transações entre as empresas consolidadas do Banco são eliminados nas Demonstrações Contábeis Consolidadas. Em relação ao acionista controlador, estão incluídas as transações com o Tesouro Nacional e os órgãos da Administração Direta do Governo Federal que mantêm operações bancárias com o Banco. O Banco realiza transações bancárias com as partes relacionadas, tais como depósitos em conta corrente (não remunerados), depósitos remunerados, captações no mercado aberto e empréstimos (exceto com o Pessoal Chave da Administração). Há ainda contratos de prestação de serviços e de garantias prestadas. Tais transações são praticadas em condições e taxas compatíveis com as praticadas com terceiros quando aplicável. Essas operações não envolvem riscos anormais de recebimento. Em , o Banco firmou contrato de mútuo com o Governo Federal no valor de R$ mil cujos termos e condições estão descritos na nota 20.d. Os recursos aplicados em títulos públicos federais e os destinados aos fundos e programas oriundos de repasses de Instituições Oficiais estão relacionados nas Notas 8 e 18, respectivamente. O Banco é patrocinador da Fundação Banco do Brasil (FBB) cujos objetivos são promoção, apoio, incentivos e patrocínio de ações de âmbito educacional, cultural, social, filantrópico, 111
245 recreativo/esportivo e de fomento às atividades de pesquisa científico-tecnológica e assistência às comunidades urbano-rurais. No exercício 2012, o Banco realizou contribuições para a FBB no valor de R$ mil (R$ mil no exercício de 2011). As informações referentes aos repasses e demais transações com entidades patrocinadas estão divulgadas na Nota 27. Aquisição de Carteiras de Operações de Crédito Cedidas pelo Banco Votorantim Cessão com retenção substancial de riscos e benefícios (com coobrigação) Cessão com transferência substancial dos riscos e benefícios (sem coobrigação) 2º Sem/2012 Exercício 2012 Exercício Resultado não realizado líquido de efeitos tributários Sumário das Transações com Partes Relacionadas Controlador (1) (2) Controle Pessoal chave da Controladas (3) Coligadas(4) conjunto administração (5) Outras partes relacionadas (6) Total Ativos Aplicações em depósitos interfinanceiros Títulos e valores mobiliários Operações de crédito Valores a receber de ligadas Outros ativos Passivos Depósitos à vista Depósitos em poupança Depósitos a prazo remunerados Captações mercado aberto Obrigações por empréstimos e repasses Outros passivos (7) Garantias e Outras (8) Coobrigações Rendas de juros e prestação de serviços 2º Semestre/ Despesas com captação (44.103) ( ) (87.252) (2.208) (452) ( ) ( ) Rendas de juros e prestação de serviços Exercício Despesas com captação (69.462) ( ) ( ) (4.923) (740) ( ) ( ) (1) Tesouro Nacional e órgãos da Administração Direta do Governo Federal. (2) Empresas relacionadas na Nota 3 identificadas no item (1). (3) Empresas relacionadas na Nota 3 identificadas no item (2). (4) Empresas relacionadas na Nota 3 identificadas no item (3). (5) Conselho de Administração, Diretoria Executiva, Comitê de Auditoria e Conselho Fiscal. (6) Empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pelo Governo Federal e entidades vinculadas aos funcionários. (7) Inclui o Contrato de Instrumento Híbrido de Capital de Dívida Bônus Perpétuos com o Governo Federal (Nota 20.d); (8) Inclui o Contrato de Abertura de Linha de Crédito Interbancário Rotativo a liberar com o Banco Votorantim, equivalente ao valor do patrimônio líquido daquela instituição. 112
246 Controlador (1) (2) Controladas Controle Pessoal chave da (3) Coligadas(4) conjunto administração (5) Outras partes relacionadas (6) Total Ativos Aplicações em depósitos interfinanceiros Títulos e valores mobiliários Operações de crédito Valores a receber de ligadas Outros ativos Passivos Depósitos à vista Depósitos em poupança Depósitos a prazo remunerados Captações mercado aberto Obrigações por empréstimos e repasses Outros passivos Garantias e Outras (7) Coobrigações Rendas de juros e prestação de serviços 2º Semestre/ Despesas com captação (31.632) ( ) (2.170) (3.044) (648) ( ) ( ) Rendas de juros e prestação de serviços Exercício Despesas com captação (97.341) ( ) (50.671) (3.306) (1.014) ( ) ( ) (1) Tesouro Nacional e órgãos da Administração Direta do Governo Federal. (2) Empresas relacionadas na Nota 3 identificadas no item (1). (3) Empresas relacionadas na Nota 3 identificadas no item (2). (4) Empresas relacionadas na Nota 3 identificadas no item (3). (5) Conselho de Administração, Diretoria Executiva, Comitê de Auditoria e Conselho Fiscal. (6) Empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pelo Governo Federal e entidades vinculadas aos funcionários. (7) Inclui o Contrato de Abertura de Linha de Crédito Interbancário Rotativo a liberar com o Banco Votorantim, equivalente ao valor do patrimônio líquido daquela instituição. 27 Benefícios a Empregados O Banco do Brasil é patrocinador das seguintes entidades de previdência privada e de saúde complementar, que asseguram a complementação de benefícios de aposentadoria e assistência médica a seus funcionários: 113
247 Previ - Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil Cassi - Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil Economus Instituto de Seguridade Social Fusesc - Fundação Codesc de Seguridade Social SIM - Caixa de Assistência dos Empregados dos Sistemas Besc e Codesc, do Badesc e da Fusesc Planos Benefícios Classificação Previ Futuro Aposentadoria e pensão Contribuição definida Plano de Benefícios 1 Aposentadoria e pensão Benefício definido Plano Informal Aposentadoria e pensão Benefício definido Plano de Associados Assistência médica Benefício definido Prevmais Aposentadoria e pensão Contribuição definida Regulamento Geral Aposentadoria e pensão Benefício definido Regulamento Complementar 1 Aposentadoria e pensão Benefício definido Grupo B Aposentadoria e pensão Benefício definido Plano Unificado de Saúde PLUS Assistência médica Benefício definido Plano Unificado de Saúde PLUS II Assistência médica Benefício definido Plano de Assistência Médica Complementar PAMC Assistência médica Benefício definido Multifuturo I Aposentadoria e pensão Contribuição definida Plano de Benefícios 1 Aposentadoria e pensão Benefício definido Plano de Saúde Assistência médica Contribuição definida Prevbep Caixa de Previdência Social Plano BEP Aposentadoria e pensão Benefício definido Número de participantes abrangidos pelos planos de benefícios patrocinados pelo Banco N. de participantes N. de participantes Planos de Aposentadoria e Pensão Ativos Assistidos Total Ativos Assistidos Total Plano de Benefícios 1 Previ Plano Previ Futuro Plano Informal Outros Planos Planos de Assistência Médica Cassi Outros Planos Contribuições do Banco para os planos de benefícios 2º Sem/2012 Exercício/2012 Exercício/2011 Planos de Aposentadoria e Pensão Plano de Benefícios 1 Previ (1) Plano Previ Futuro Plano Informal Outros Planos Planos de Assistência Médica Cassi Outros Planos Total (1) Refere-se às contribuições relativas aos participantes amparados pelo Contrato 97 e ao Plano 1, sendo que essas contribuições ocorreram respectivamente através da realização do Fundo Paridade (Nota 27.e.1) e do Fundo de Contribuição (Nota 27.e.3). O Contrato 97 tem por objeto disciplinar a forma do custeio necessário à constituição de parte equivalente a 53,7% do valor garantidor do pagamento do complemento de aposentadoria devido aos participantes admitidos no Banco até que tenham se aposentado ou venham a se aposentar após essa data, exceto aqueles participantes que fazem parte do Plano Informal. As contribuições do Banco para os planos de benefício durante o 1º semestre de 2013 estão estimadas em R$ mil. 114
248 Valores reconhecidos no resultado 2º Sem/2012 Exercício/2012 Exercício/2011 Planos de Aposentadoria e Pensão Plano de Benefícios 1 Previ Plano Previ Futuro ( ) ( ) ( ) Plano Informal ( ) Outros Planos ( ) (65.749) ( ) Planos de Assistência Médica ( ) ( ) ( ) Cassi ( ) ( ) ( ) Outros Planos (89.027) ( ) ( ) Total (21.526) a) Planos de Aposentadoria e Pensão Previ Futuro (Previ) Plano destinado aos funcionários do Banco admitidos na empresa a partir de Os participantes ativos contribuem com 7% a 17% do salário de participação na Previ. Os percentuais de participação variam em função do tempo de empresa e do nível do salário de participação. Não há contribuição para participantes inativos. O patrocinador contribui com montantes idênticos aos dos participantes, limitado a 14% da folha de salários de participação desses participantes. Plano de Benefícios 1 (Previ) Participam os funcionários do Banco que nele se inscreveram até Em decorrência do estabelecimento, em dezembro de 2000, da paridade entre as contribuições do Banco e dos participantes, foi constituído o fundo paridade, cujos recursos vem sendo utilizados para compensar as contribuições ao plano. Em vista de superávit acumulado, foram suspensas, retroativamente a janeiro de 2007, as contribuições dos participantes, beneficiários (aposentados e pensionistas) e do patrocinador (Banco do Brasil). Conforme Memorando de Entendimentos firmado entre o Banco do Brasil, Previ e entidades representantes dos beneficiários, o regulamento do Plano 1 foi alterado suspendendo as contribuições nos exercícios 2011, 2012 e 2013, ficando a sua manutenção vinculada à existência da Reserva Especial do plano. Plano Informal (Previ) É de responsabilidade exclusiva do Banco do Brasil, cujas obrigações contratuais incluem: (a) pagamento de aposentadoria dos participantes fundadores e dos beneficiários dos participantes falecidos até ; (b) pagamento da complementação de aposentadoria aos demais participantes que se aposentaram até ou que, na mesma data, já reuniam condições de se aposentar por tempo de serviço e contavam com pelo menos 20 anos de serviço efetivo no Banco do Brasil; e (c) aumento no valor dos proventos de aposentadoria e das pensões além do previsto no plano de benefícios da Previ, decorrente de decisões judiciais e de decisões administrativas em função de reestruturação do plano de cargos e salários e de incentivos criados pelo Banco. Em , o Banco do Brasil e a Previ formalizaram contrato por meio do qual o Banco do Brasil integralizou, com recursos do Fundo Paridade, 100% das reservas matemáticas relativas ao Grupo Especial, de responsabilidade exclusiva do Banco, cuja operacionalização migrou do Plano Informal para o Plano de Benefícios 1 da Previ. O Grupo Especial abrange os participantes do Plano de Benefícios 1 da Previ, integrantes do parágrafo primeiro da cláusula primeira do contrato de , que obtiveram complementos adicionais de aposentadoria decorrentes de decisões administrativas e/ou decisões judiciais. (Notas 27.e e 27.f) Prevmais (Economus) Participam desse plano os funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa (incorporado pelo Banco do Brasil em ) inscritos a partir de e os participantes anteriormente vinculados ao plano de benefícios do Regulamento Geral que optaram pelo saldamento. O custeio para os benefícios de renda é paritário, limitado a 8% dos salários dos participantes. O plano oferece também benefícios de risco suplementação de auxílio doença/acidente de trabalho, invalidez e pensão por morte. 115
249 Regulamento Geral (Economus) Plano do qual fazem parte os funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa inscritos até Plano fechado para novas adesões. Funcionários e patrocinadora contribuem paritariamente em média com 12,11% sobre o salário de participação. Regulamento Complementar 1 (Economus) Destinado aos funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa. Oferece os benefícios de complementação do auxílio-doença e pecúlios por morte e por invalidez. O custeio do plano é de responsabilidade da patrocinadora, dos participantes e dos assistidos. Grupo B (Economus) Plano voltado aos funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa admitidos no período de a e seus beneficiários. Plano fechado para novas adesões. O nível do benefício, a ser concedido quando da implementação de todas as condições previstas em regulamento, é conhecido a priori. Multifuturo I (Fusesc) Participam desse plano os funcionários oriundos do Banco do Estado de Santa Catarina Besc (incorporado pelo Banco do Brasil em ) inscritos a partir de e os participantes anteriormente vinculados ao Plano de Benefícios 1 da Fusesc que optaram por este plano. Funcionários e patrocinadora contribuem paritariamente entre 2,33% e 7% do salário de participação, conforme decisão contributiva de cada participante. Plano de Benefícios 1 (Fusesc) Voltado aos funcionários oriundos do Besc inscritos até Plano fechado para novas adesões. Funcionários e patrocinadora contribuem paritariamente em média com 9,89% sobre o salário de participação. Plano BEP (Prevbep) Participam os funcionários oriundos do Banco do Estado do Piauí BEP (incorporado pelo Banco do Brasil em ). Funcionários e patrocinadora contribuem paritariamente em média com 3,58% sobre o salário de participação. b) Planos de Assistência Médica Plano de Associados (Cassi) O Banco é contribuinte do plano de saúde administrado pela Cassi, que tem como principal objetivo conceder auxílio para cobertura de despesas com a promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde do associado e seus beneficiários inscritos. O Banco contribui mensalmente com importância equivalente a 4,5% do valor dos proventos gerais ou do valor total do benefício de aposentadoria ou pensão. A contribuição mensal dos associados e beneficiários de pensão é de 3% do valor dos proventos gerais ou do valor total do benefício de aposentadoria ou pensão, além da co-participação em alguns procedimentos hospitalares. Plano Unificado de Saúde PLUS (Economus) Plano dos funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa. A participação no plano se dá por meio de contribuição de 1,5% do salário bruto, sem limites, para a cobertura do titular e seus dependentes preferenciais, descontados em folha de pagamento do titular e 10% a título de co-participação no custeio de cada consulta e exames de baixo custo, realizados pelo titular e seus dependentes (preferenciais e não preferenciais). Plano Unificado de Saúde PLUS II (Economus) Destinado aos funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa. A participação no plano se dá por meio de contribuição de 1,5% do salário bruto, sem limites, para a cobertura do titular e seus dependentes preferenciais, descontados em folha de pagamento do titular e 10% a título de co-participação no custeio de cada consulta e exames de baixo custo, realizados pelo titular e seus dependentes preferenciais e filhos maiores. O plano não prevê a inclusão de dependentes não preferenciais. 116
250 Plano de Assistência Médica Complementar PAMC (Economus) Voltado para os funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa lotados no Estado de São Paulo. São titulares do plano os empregados aposentados por invalidez dos Grupos B e C e os seus dependentes, que participam do custeio na medida de sua utilização e de acordo com tabela progressiva e faixa salarial. Plano de saúde (SIM) Participam desse plano os funcionários oriundos do Besc. A contribuição mensal dos associados é de 3% do valor dos proventos gerais. 117
251 c) Avaliações Atuariais As avaliações atuariais são elaboradas semestralmente e as informações constantes nos quadros a seguir, referem-se àquelas efetuadas nas datas base de e Mudanças no valor presente das obrigações atuariais de benefício definido Plano 1 Previ Plano Informal Previ Plano de Associados Cassi Outros Planos Exerc/2012 Exerc/2011 Exerc/2012 Exerc/2011 Exerc/2012 Exerc/2011 Exerc/2012 Exerc/2011 Saldo Inicial ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Custo dos juros ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Custo do serviço corrente ( ) ( ) (95.589) (84.607) (38.113) (49.031) Benefícios pagos líquidos de contribuições de assistidos Passivos transferidos de outros planos (6.576) Reduções / liquidações (1) Ganho/(perda) atuarial sobre a obrigação atuarial (2) ( ) ( ) ( ) (3.557) ( ) ( ) ( ) ( ) Saldo Final ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Valor presente das obrigações atuariais com cobertura ( ) ( ) ( ) ( ) Valor presente das obrigações atuariais a descoberto ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (1) No Plano Informal, refere-se substancialmente à migração do Grupo Especial para o Plano 1 da Previ. (Notas 27.e e 27.f). (2) A perda atuarial no exercício de 2012 decorre substancialmente da redução da taxa de desconto, que em era de 10,56% a.a. e em passou a ser 8,71% a.a. Mudanças no valor justo dos ativos do plano Plano 1 Previ Plano Informal Previ Plano de Associados Cassi Outros Planos Exerc/2012 Exerc/2011 Exerc/2012 Exerc/2011 Exerc/2012 Exerc/2011 Exerc/2012 Exerc/2011 Saldo Inicial Rendimento estimado dos ativos do plano Contribuições recebidas Benefícios pagos líquidos de contribuições de assistidos ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Transferência de patrimônio Ganho/(perda) atuarial sobre os ativos do plano ( ) ( ) Saldo Final
252 Valores reconhecidos no balanço patrimonial Plano 1 Previ Plano Informal Previ Plano de Associados Cassi Outros Planos ) Valor justo dos ativos do plano ) Valor presente das obrigações atuariais ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 3) Superávit/(déficit) (1+2) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 4) Superávit/(déficit) - parcela patrocinadora ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 5) Ganhos/(perdas) atuariais não reconhecidos ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 6) (Passivo)/Ativo atuarial líquido (1) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) registrado (4-5) (1) A realização do ativo atuarial registrado em Outros Créditos (Nota 11.b) ocorrerá obrigatoriamente até o final do plano. Entende-se por final do plano, a data em que será pago o último compromisso. Valores reconhecidos no resultado relativos aos planos de benefício definido Plano 1 Previ Plano Informal Previ Plano de Associados Cassi Outros Planos 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Custo do serviço corrente ( ) ( ) ( ) (52.205) (95.589) (84.608) (6.351) (13.653) (24.592) Custo dos juros ( ) ( ) ( ) (81.946) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (44.248) (91.889) ( ) Rendimento esperado sobre os ativos do plano Amortização do ganho/(perda) atuarial líquido Custo do serviço passado não reconhecido ( ) ( ) (40.137) (62.999) (91.006) (31.347) (85.696) ( ) (77.356) (4.956) (9.912) (9.913) Despesa com funcionários da ativa ( ) ( ) ( ) (69.786) ( ) -- Efeito do ativo/passivo não reconhecido (92) Outros ajustes/reversões (134) (Despesa)/Receita reconhecida na DRE ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 119
253 Composição dos ativos dos planos, apresentados como porcentagem do total Plano 1 - Previ Plano Informal - Previ Plano de Associados - Cassi Outros Planos Renda fixa 31,5% 30,2% ,9% 90,9% Renda variável 59,6% 62,2% ,4% 4,3% Investimentos imobiliários 5,2% 4,0% ,1% 1,8% Empréstimos e financiamentos 3,3% 3,2% ,0% 1,8% Outros 0,4% 0,4% ,6% 1,2% Montantes incluídos no valor justo dos ativos do plano Em instrumentos financeiros próprios da entidade 8,1% 5,5% Em propriedades ou outros ativos utilizados pela entidade 0,1% 0,1% ,1% Comparativo evidenciando o retorno esperado e o retorno real dos ativos do plano Taxa nominal de rendimento esperado sobre os ativos do plano no início do exercício (a.a.) Plano 1 Previ Plano Informal Previ Plano de Associados Cassi Outros Planos Exerc/2012 Exerc/2011 Exerc/2012 Exerc/2011 Exerc/2012 Exerc/2011 Exerc/2012 Exerc/ ,56% 10,96% ,56% 10,96% Rendimento esperado dos ativos para o (1) período () Rendimento efetivo () (2) ( ) (1) a Taxa real 6,10% a.a. e Taxa de inflação 4,20% a.a.; a Taxa real 5,70% a.a. e Taxa de inflação 4,20% a.a a Taxa real 6,30% a.a. e Taxa de inflação 4,38% a.a.; a Taxa real 6,30% a.a. e Taxa de inflação 4,38% a.a. (2) Considera os efeitos decorrentes de investimentos em renda variável. 120
254 Principais premissas atuariais adotadas em cada período Plano 1 Previ Plano Informal Previ Plano de Associados Cassi Outros Planos (1) Taxa de inflação (a.a.) 4,20% 4,20% 4,20% 4,20% 4,20% 4,20% 4,20% 4,20% Taxa real de desconto (a.a.) 4,33% 6,10% 4,33% 6,10% 4,33% 6,10% 4,33% 6,10% Taxa nominal de retorno dos investimentos (a.a.) 8,71% 10,56% ,71% 10,56% Taxa real de crescimento salarial esperado (a.a.) 0,14% ,52% 0,65% Tempo médio remanescente de trabalho (anos) 1,92 2, ,24 14,12 6,18 6,73 Tábua de sobrevivência (2) AT-83 AT-83 AT-83 AT-83 Regime de capitalização Crédito Unitário Projetado Crédito Unitário Projetado Crédito Unitário Projetado Crédito Unitário Projetado (1) As premissas atuariais agrupadas são apresentadas através de médias ponderadas. (2) Os planos Prevmais, Multifuturo I e Plano de Benefícios 1 (Fusesc) utilizam a AT
255 O Banco, para definição dos valores relativos aos planos de benefício definido, utiliza métodos e premissas diferentes daqueles apresentados pelas entidades patrocinadas. As diferenças mais relevantes concentram-se na definição dos valores relativos ao Plano 1 Previ. Diferenças de premissas do Plano 1 Previ Banco Previ Taxa real de desconto (a.a.) 4,33% 5% Tábua de sobrevivência AT-83 AT-2000 Avaliação de ativos Fundos exclusivos Valor de mercado ou fluxo de caixa descontado Fluxo de caixa descontado Regime de Capitalização Crédito Unitário Projetado Método Agregado Conciliação dos valores apurados no Plano 1 - Previ/Banco Ativos do Plano Obrigações Atuariais Efeito no Superávit Valor apurado - Previ ( ) ( ) Incorporação dos valores do contrato ( ) ( ) Ajuste no valor dos (1) ativos do plano ( ) ( ) Ajuste nas obrigações taxa de desconto/regime de capitalização Valor apurado - Banco ( ) ( ) ( ) ( ) (1) Refere-se principalmente aos ajustes efetuados pelo Banco na apuração do valor justo dos investimentos na Litel, Neoenergia e em títulos e valores mobiliários mantidos até o vencimento. Valores atuariais para a data atual e para os quatro exercícios anteriores Plano 1 (Previ) Superávit/(déficit) Obrigação de benefício definido ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Ativos do plano (Ganho)/perda atuarial sobre a obrigação atuarial ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Ganho/(perda) atuarial sobre os ativos do plano ( ) Ajustes de experiência sobre os passivos do plano (a.a.) (20,5%) (2,6%) (8,4%) (3,6%) (7,1%) Ajustes de experiência sobre os ativos do plano (a.a.) 7,5% (6,9%) 16,7% 20,8% (28,7%) Plano Informal (Previ) Superávit/(déficit) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Obrigação de benefício definido ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (Ganho)/perda atuarial sobre a obrigação atuarial ( ) (3.557) ( ) ( ) ( ) Ajustes de experiência sobre os passivos do plano (a.a.) (22,6%) (2,2%) (3,7%) (6,1%) (11,4%) Plano de Associados (Cassi) Superávit/(déficit) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Obrigação de benefício definido ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (Ganho)/perda atuarial sobre a obrigação atuarial ( ) ( ) ( ) (13.974) (4.678) Ajustes de experiência sobre os passivos do plano (a.a.) (14,8%) (5,3%) (2,9%) (0,3%) 0,1% Outros Planos Superávit/(déficit) ( ) ( ) ( ) ( ) Obrigação de benefício definido ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Ativos do plano (Ganho)/perda atuarial sobre a obrigação atuarial ( ) ( ) ( ) ( ) (21.867) Ganho/(perda) atuarial sobre os ativos do plano ( ) ( ) Ajustes de experiência sobre os passivos do plano (a.a.) (13,3%) (4,7%) (6,9%) (17,6%) (4,9%) Ajustes de experiência sobre os ativos do plano (a.a.) 2,0% (2,5%) (0,5%) (3,2%) 0,4% 122
256 d) Resumo dos ativos/(passivos) atuariais registrados no Banco Ativo Atuarial Passivo Atuarial Plano 1 (Previ) Plano Informal (Previ) ( ) ( ) Plano de Associados (Cassi) ( ) ( ) Regulamento Geral (Economus) ( ) ( ) Regulamento Complementar 1 (Economus) (2.299) -- Plus I e II (Economus) ( ) ( ) Grupo B (Economus) ( ) ( ) Total ( ) ( ) e) Destinações do Superávit Plano 1 Fundo Paridade 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Saldo Inicial Atualização Contribuições ao Plano 1 - contrato 97 (1) (16.632) (37.257) (83.120) Contribuição amortizante antecipada Grupo Especial (2) ( ) ( ) -- Saldo Final Fundo de Destinação Saldo Inicial Atualização Transferência para os fundos de contribuição e utilização ( ) ( ) ( ) Saldo Final Fundo de Contribuição Saldo Inicial Constituição (3) Atualização Contribuições ao Plano 1 ( ) ( ) ( ) Saldo Final Fundo de Utilização Saldo Inicial Constituição (3) Atualização Saldo Final (1) Inclui o valor positivo de R$ 185 mil no 2º semestre (R$ 392 mil no exercício de 2012 e R$ 503 mil no exercício de 2011) referente a reversões parciais por ajustes de períodos anteriores. (2) Refere-se à integralização de 100% das reservas matemáticas garantidoras dos complementos adicionais de aposentadoria do Grupo Especial. (3) Fundos constituídos no primeiro semestre de e.1) Fundo Paridade O custeio do plano era mantido, até , com a contribuição de 2/3 (dois terços) pelo Banco e de 1/3 (um terço) pelos participantes. A partir de , visando adequar às disposições da Emenda Constitucional n.º 20, tanto o Banco quanto os participantes passaram a contribuir com 50% cada, sendo inclusive objeto de acordo posterior entre as partes envolvidas, com a devida homologação pela Secretaria de Previdência Complementar. O custo da implementação da paridade contributiva foi coberto com a utilização do superávit existente no Plano na época. Como efeito desse acordo, coube ao Banco, ainda, reconhecer o valor histórico de R$ mil, os quais foram registrados em Fundos de Destinação Superávit - Previ. Esse ativo é corrigido mensalmente com base na meta atuarial (INPC + 5% a.a.), e vem sendo utilizado desde janeiro de 2007 para compensar eventual desequilíbrio financeiro na relação entre Reserva a 123
257 Amortizar e Amortizante Antecipada decorrente do contrato estabelecido com a Previ em 1997, o qual garantiu benefícios complementares aos participantes do Plano 1 admitidos até e que não estavam aposentados até aquela data. e.2) Fundo de Destinação Em , o Banco assinou Memorando de Entendimentos com as entidades representativas de funcionários e aposentados, visando à destinação e utilização parcial do superávit do Plano, conforme determina a Lei Complementar n.º 109/2001 e Resolução CGPC n.º 26/2008. Face a aprovação das medidas previstas no Memorando de Entendimentos pelo Conselho Deliberativo da Previ, o Banco registrou, em , em Fundos de Destinação - Previ, o montante de R$ mil em contrapartida à baixa do valor na rubrica de Outros Créditos - Ativo Atuarial, sendo corrigido pela meta atuarial (INPC + 5% a.a.). e.3) Fundo de Contribuição O Fundo de Contribuição é constituído por recursos transferidos do Fundo de Destinação para fazer frente à suspensão da cobrança de contribuições pelo período de três exercícios, conforme estabelecido no Memorando de Entendimentos. Mensalmente, o valor relativo às contribuições do Banco é transferido para a titularidade da Previ. O Fundo de Contribuição é corrigido pela meta atuarial (INPC + 5% a.a.). e.4) Fundo de Utilização O Fundo de Utilização é constituído por recursos transferidos do Fundo de Destinação e poderá ser utilizado pelo Banco após cumpridas as exigências estabelecidas pela legislação aplicável. O Fundo de Utilização é corrigido pela meta atuarial (INPC + 5% a.a.). f) Efeitos, no Plano Informal, da migração do Grupo Especial do Plano Informal para o Plano de Benefícios 1 da Previ: Antes da redução Ganho com a redução Depois da redução Valor presente líquido da obrigação ( ) Valor justo dos ativos do plano Subtotal ( ) Ganho/(perda)atuarial não reconhecido ( ) ( ) Passivo líquido reconhecido no balanço ( ) Passivos Contingentes e Obrigações Legais Fiscais e Previdenciárias Ações Trabalhistas O Banco é parte passiva (réu) em processos judiciais trabalhistas movidos, na grande maioria, por ex-empregados ou sindicatos da categoria. As provisões de perdas prováveis representam vários pedidos reclamados, como: indenizações, horas extras, descaracterização de jornada de trabalho, adicional de função e representação e outros. Ações Fiscais O Banco está sujeito a questionamentos das autoridades fiscais com relação a tributos, que podem gerar autuações com o objeto de competência ou o montante de receita tributável ou despesa dedutível. A maioria das ações oriundas das autuações versa sobre ISSQN, CPMF, CSLL, IRPJ, IOF e contribuições previdenciárias ao INSS. Como garantia de algumas delas, quando necessário, existem penhoras em dinheiro ou imóveis. Ações de Natureza Cível Entre as ações judiciais de natureza cível, destacam-se as de cobrança de diferença de correção monetária de aplicações financeiras e depósitos judiciais relativos ao período dos Planos Econômicos (Plano Bresser, Plano Verão, Plano Collor I e II). 124
258 Ao apreciar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental ADPF nº 165, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão das ações envolvendo os planos econômicos nas aplicações financeiras que estão em fase de recurso. a) Passivos Contingentes Prováveis Em conformidade com a Resolução CMN n.º 3.823/2009, o Banco constitui provisão para demandas trabalhistas, cíveis e fiscais com risco de perda provável. Movimentações nas provisões para demandas trabalhistas, fiscais e cíveis classificadas como prováveis BB-Banco Múltiplo BB - Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Demandas Trabalhistas Saldo Inicial Constituição Reversão da provisão (53.799) ( ) ( ) (58.714) ( ) ( ) Baixa por pagamento ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Atualização monetária Valores adicionados/incorporados (1) Saldo Final Demandas Fiscais Saldo Inicial Constituição Reversão da provisão (35.859) ( ) (56.162) (36.927) ( ) (66.047) Baixa por pagamento (7.962) (18.814) (13.077) (7.962) (18.814) (13.077) Atualização monetária Variação de participação societária em (2) ( ) coligadas Valores adicionados/incorporados (1) Saldo Final Demandas Cíveis Saldo Inicial Constituição Reversão da provisão ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Baixa por pagamento ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Atualização monetária Valores adicionados/incorporados (1) Saldo Final Total das Demandas Trabalhistas, Fiscais e Cíveis (1) Refere-se, no exercício de 2011, aos saldos oriundos do Banco Patagonia e das empresas que compõem a parceria BB-Mapfre, no ramo seguridade e, no 2º semestre e exercício de 2012, refere-se aos saldos oriundos da empresa IBI-Promotora. (2) Refere-se à alteração da participação societária do Banco em coligadas não financeiras. 125
259 b) Passivos Contingentes Possíveis As demandas trabalhistas, fiscais e cíveis classificadas com risco possível são dispensadas de constituição de provisão com base na Resolução CMN n.º 3.823/2009. Saldos dos passivos contingentes classificados como possíveis BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Demandas Trabalhistas Demandas Fiscais (1) Demandas Cíveis Total (1) As principais contingências têm origem em (i) autos de infração lavrados pelo INSS, visando o recolhimento de contribuições incidentes sobre abonos salariais pagos nos acordos coletivos do período de 1995 a 2006, no valor de R$ mil, verbas de transporte coletivo e utilização de veículo próprio por empregados do Banco do Brasil, no valor de R$ mil e participações nos lucros e resultados de funcionários, correspondentes ao período de abril de 2001 a outubro de 2003, no valor de R$ mil e (ii) autos de infração lavrados pelas Fazendas Públicas dos Municípios visando a cobrança de ISSQN, no montante de R$ mil. c) Depósitos em Garantia de Recursos Saldos dos depósitos em garantia constituídos para as contingências BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Demandas Trabalhistas Demandas Fiscais Demandas Cíveis Total d) Obrigações Legais O Banco mantém registrado em Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias o montante de R$ mil (R$ mil em ) no BB-Banco Múltiplo e R$ mil (R$ mil em ) no BB-Consolidado relativo às seguintes ações: Ação Judicial: Imposto de Renda e Contribuição Social Em fevereiro de 1998, o Banco ingressou com Mandado de Segurança, em curso na 16ª Vara Federal do Distrito Federal, pleiteando a compensação integral dos prejuízos fiscais acumulados de Imposto de Renda e das bases de cálculo negativas de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Desde então, o Banco passou a compensar integralmente prejuízos fiscais e bases negativas com o valor devido de Imposto de Renda e de Contribuição Social, realizando depósito integral do montante devido (70% do valor compensado), o que ensejou o despacho do Juízo da 16ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal determinando a suspensão da exigibilidade dos referidos tributos, nos termos do artigo 151, inciso II, do Código Tributário Nacional (CTN). O mérito da causa foi julgado improcedente em 1ª Instância e o Recurso de Apelação interposto pelo Banco foi desprovido pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. A decisão foi impugnada mediante Recurso Extraordinário interposto pelo Banco, em Atualmente, o referido recurso do Banco encontra-se aguardando, no TRF da 1ª Região, o julgamento pelo STF, de outro recurso extraordinário (RE nº ), que teve reconhecida a repercussão geral por aquela Corte Suprema. A compensação dos valores decorrentes de prejuízos fiscais e de CSLL a compensar tem como efeito a baixa de créditos tributários ativados, observada a limitação de 30%. Os tributos diferidos (IRPJ e CSLL) sobre a atualização dos depósitos judiciais vêm sendo compensados com os créditos tributários decorrentes da provisão para perda da referida atualização, em conformidade com o art. 1º, inciso II, 2º, da Resolução CMN nº 3.059, de 2002, sem efeito no resultado. Considerada a hipótese de êxito na ação judicial, verificou-se que, em setembro de 2005 e em janeiro de 2009, o Banco teria consumido todo o estoque de Prejuízos Fiscais e CSLL a Compensar, respectivamente. Assim, desde a competência outubro de 2005 e fevereiro de 2009, os valores do 126
260 IRPJ e da CSLL estão sendo recolhidos integralmente. Além disso, ocorreria a transferência dos recursos da rubrica que registra os depósitos judiciais para a de disponibilidades. Os créditos tributários relativos aos depósitos judiciais (principal) seriam baixados contra a provisão de IRPJ e CSLL existente e seria revertida, contra o resultado, a provisão para riscos fiscais relativa à atualização dos depósitos, registrada no valor de R$ mil. Por outro lado, considerada a hipótese de perda da ação (situação em que os valores depositados judicialmente seriam convertidos em renda a favor da Fazenda Nacional), são reclassificadas, para a rubrica representativa de ativo IRPJ a compensar e CSLL a compensar, as parcelas de créditos tributários de IRPJ sobre prejuízos fiscais e CSLL a compensar, respectivamente, que poderiam ser utilizadas desde a competência outubro de 2005 e fevereiro de 2009, observada a limitação de 30%. Esses tributos a compensar, que decorreriam das retificações das Declarações de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica, correspondem a R$ mil, em , e sua atualização pela Taxa Selic, a R$ mil. Tal valor ajusta a provisão para riscos fiscais relativa à atualização dos depósitos judiciais, de forma que alcançaria o montante necessário para anular integralmente o risco inerente à hipótese de perda. Valores relacionados à referida ação Obrigação Legal Provisão para Processo Judicial Depósitos Judiciais Montante realizado Atualização Montante dos Créditos Tributários Correspondente à Parcela de 70% Prejuízos fiscais de IRPJ Bases negativas de CSLL / CSLL a compensar Ação Judicial: PIS/Pasep e Cofins Provisão para o processo judicial referente ao Mandado de Segurança, por meio do qual se pretende o reconhecimento do direito do Banco do Brasil, da BB Corretora, da Ativos S.A. e do Banco Votorantim de recolherem o PIS/Pasep e a Cofins, de acordo com as bases de cálculo previstas nas Leis Complementares n.º 7, de 1970, e n.º 70, de 1991, sendo, no BB-Banco Múltiplo, o montante de R$ mil (R$ mil em ) e, no BB-Consolidado, o montante de R$ mil (R$ mil em ), do qual R$ mil, oriundos do Banco Votorantim. As liminares do Banco do Brasil e da BB Corretora foram cassadas, em , motivo pelo qual voltaram a recolher, a partir do fato gerador de julho de 2010, o PIS/Pasep e a Cofins, na forma prevista na Lei n , de As medidas judiciais tomadas pelo Banco Votorantim abrangem apenas a Cofins e tiveram sentenças e acórdãos favoráveis, sendo que a parte contrária apresentou os recursos cabíveis, os quais, atualmente, dependem de decisão dos Tribunais Superiores, especialmente, do STF Gerenciamento de Riscos e Capital Regulatório a) Processo de Gestão de Riscos O Banco do Brasil considera o gerenciamento de riscos como um dos vetores principais para o processo de tomada de decisão. No Banco, a gestão colegiada dos riscos é realizada de forma totalmente segregada das unidades de negócios. As políticas de gestão de riscos são aprovadas pelo Conselho de Administração. O Comitê de Risco Global (CRG), fórum composto pelo Presidente e Vice-Presidentes, é responsável pela implantação e acompanhamento destas políticas. Já as diretrizes emanadas do CRG são conduzidas em subcomitês específicos (crédito, mercado e liquidez e operacional), que são fóruns constituídos por Diretores. Para conhecer mais sobre o processo de gestão de riscos no Banco do Brasil, acesse o website bb.com.br/ri. 28/02/ :52 127
261 b) Risco de Crédito Risco de Crédito está associado à possibilidade de perda resultante da incerteza quanto ao recebimento de valores pactuados com tomadores de empréstimos, contrapartes de contratos ou emissores de títulos. Para se alinhar às melhores práticas de gestão do risco de crédito e aumentar a eficiência na gestão de seu capital econômico, o Banco utiliza métricas de risco e de retorno como instrumentos de disseminação da cultura na Instituição, presentes em todo o seu processo de crédito. c) Risco de Liquidez O risco de liquidez assume duas formas: risco de liquidez de mercado e risco de liquidez de fluxo de caixa (funding). O primeiro corresponde à possibilidade de perda decorrente da incapacidade de realizar uma transação em tempo razoável e sem perda significativa de valor. O segundo está associado à possibilidade de falta de recursos para honrar os compromissos assumidos em função do descasamento entre os ativos e passivos. d) Risco Operacional Risco operacional reflete a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos. Este conceito inclui o risco legal. e) Risco de Mercado Risco de Mercado reflete a possibilidade de perdas que podem ser ocasionadas por mudanças no comportamento das taxas de juros, do câmbio, dos preços das ações e dos preços de commodities. Instrumentos Financeiros Valor Justo Instrumentos financeiros registrados em contas patrimoniais, comparadas ao valor justo: BB-Consolidado Ganho/(Perda) não Realizado(a) sem Efeitos Fiscais Valor contábil Valor Justo Valor contábil Valor Justo No Resultado No Patrimônio Líquido Ativos Aplicações interfinanceiras de liquidez (83.471) (612) (83.471) (612) Títulos e valores mobiliários ( ) Ajuste a mercado de títulos disponíveis para venda (Nota 8.a) Ajuste a mercado de títulos mantidos até o vencimento (Nota 8.a) ( ) ( ) Instrumentos financeiros derivativos Operações de crédito ( ) ( ) Passivos Depósitos interfinanceiros (60.879) ( ) (60.879) ( ) Depósitos a prazo ( ) ( ) Obrigações por operações compromissadas Obrigações por empréstimos e repasses (42.227) (42.227) Instrumentos financeiros derivativos Outras obrigações Ganho/(Perda) não Realizado(a) sem Efeitos Fiscais ( ) Determinação do Valor Justo dos Instrumentos Financeiros Aplicações Interfinanceiras de Liquidez: O valor justo foi obtido pelo desconto dos fluxos de caixa futuros, adotando as taxas de juros praticadas pelo mercado em operações semelhantes na data do balanço. 128
262 Títulos e Valores Mobiliários: Contabilizados pelo valor de mercado, em conformidade com o estabelecido pela Circular Bacen n.º 3.068/2001, excetuando-se desse critério os títulos mantidos até o vencimento. A apuração do valor justo dos títulos, inclusive dos títulos mantidos até o vencimento, deu-se com base nas taxas coletadas junto ao mercado. Operações de Crédito: As operações remuneradas a taxas pré-fixadas de juros foram estimadas mediante o desconto dos fluxos futuros de caixa, adotando-se, para tanto, as taxas de juros utilizadas pelo Banco para contratação de operações semelhantes na data de balanço. Para as operações deste grupo, remuneradas a taxas pós-fixadas, foi considerado como valor justo o próprio valor contábil devido à equivalência entre os mesmos. Depósitos Interfinanceiros: O valor justo foi calculado mediante o desconto da diferença entre os fluxos futuros de caixa e as taxas atualmente praticadas no mercado para operações pré-fixadas. No caso de operações pós-fixadas, cujos vencimentos não ultrapassavam 30 dias, o valor contábil foi considerado equivalente ao valor justo. Depósitos a Prazo: Na apuração do valor justo foram utilizados os mesmos critérios adotados para os depósitos interfinanceiros. Obrigações por Operações Compromissadas: Para as operações com taxas pré-fixadas, o valor justo foi apurado calculando o desconto dos fluxos de caixa estimados, adotando taxas de desconto equivalentes às taxas praticadas em contratações de operações similares no último dia de mercado. Para as operações pós-fixadas, os valores contábeis foram considerados equivalentes ao valor justo. Obrigações por Empréstimos e Repasses: Tais operações são exclusivas do Banco, sem similares no mercado. Face às suas características específicas, taxas exclusivas para cada recurso ingressado e inexistência de mercado ativo e instrumento similar, o valor justo dessas operações foi considerado equivalente ao valor contábil. Outras Obrigações: O valor justo foi apurado por meio do cálculo do fluxo de caixa descontado, considerando as taxas de juros oferecidas no mercado para obrigações cujos vencimentos, riscos e prazos são similares. Demais Instrumentos Financeiros: Constantes ou não do balanço patrimonial, o valor justo foi equivalente ao valor contábil. Derivativos: Os derivativos são contabilizados pelo valor de mercado, conforme a Circular Bacen n.º 3.082/2002. A apuração do valor de mercado dos derivativos foi estimada de acordo com modelo de precificação interno, observadas as taxas divulgadas para operações com prazo e indexadores similares no último dia de negociação do exercício. Níveis de Informação Referentes a Ativos e Passivos Mensurados a Valor Justo no Balanço Conforme os níveis de informação na mensuração ao valor justo, as técnicas de avaliação utilizadas pelo Banco são as seguintes: Nível 1 são usados preços cotados em mercados ativos para instrumentos financeiros idênticos. Um instrumento financeiro é considerado como cotado em um mercado ativo se os preços cotados estiverem pronta e regularmente disponíveis, e se esses preços representarem transações de mercado reais e que ocorrem regularmente numa base em que não exista relacionamento entre as partes. Nível 2 são usadas outras informações disponíveis, exceto aquelas do Nível 1, onde os preços são cotados em mercados não ativos ou para ativos e passivos similares, ou são usadas outras informações que estão disponíveis ou que podem ser corroboradas pelas informações observadas no mercado para suportar a avaliação dos ativos e passivos. Nível 3 são usadas informações na definição do valor justo que não estão disponíveis no mercado. Se o mercado para um instrumento financeiro não estiver ativo, o Banco estabelece o valor justo usando uma técnica de valorização que considera dados internos, mas que seja consistente com as metodologias econômicas aceitas para a precificação de instrumentos financeiros. 129
263 Ativos e Passivos Financeiros Mensurados a Valor Justo no Balanço Saldo em Nível 1 Nível 2 Nível 3 Ativos Títulos e valores mobiliários disponíveis para negociação, a valor de mercado Instrumentos financeiros derivativos Títulos e valores mobiliários disponíveis para venda, a valor de mercado Passivos Captação com hedge Instrumentos financeiros derivativos Ativos Títulos e valores mobiliários disponíveis para negociação, a valor de mercado Saldo em Nível 1 Nível 2 Nível Instrumentos financeiros derivativos Títulos e valores mobiliários disponíveis para venda, a valor de mercado Passivos Captação com hedge Instrumentos financeiros derivativos Movimentação dos ativos e passivos financeiros mensurados ao valor justo no balanço, classificados como nível 3 Ativos Títulos e valores mobiliários disponíveis para negociação, a valor de mercado Exercício/2012 Saldo Inicial Aquisições Baixas Resultado Saldo Final Instrumentos financeiros derivativos Títulos e valores mobiliários disponíveis para venda, a valor de mercado Passivos ( ) (38.265) Instrumentos financeiros derivativos (16.230) Exercício/2011 Ativos Títulos e valores mobiliários disponíveis para negociação, a valor de mercado Saldo Inicial Aquisições Baixas Resultado Saldo Final ( ) Instrumentos financeiros derivativos ( ) Títulos e valores mobiliários disponíveis para venda, a valor de mercado Passivos ( ) (29.052) Instrumentos financeiros derivativos ( ) Análise de Sensibilidade (Instrução CVM n.º 475/2008) Alinhando às melhores práticas de mercado, o Banco do Brasil gerencia seus riscos de forma dinâmica, buscando identificar, avaliar, monitorar e controlar as exposições aos riscos de mercado de suas posições próprias. Para isto, o Banco considera os limites de riscos estabelecidos pelos Comitês 130
264 Estratégicos e possíveis cenários para atuar de forma tempestiva na reversão de eventuais resultados adversos. O Banco do Brasil, em conformidade com a Resolução CMN n.º 3.464/2007 e com a Circular Bacen n.º 3.354/2007, e visando maior eficiência na gestão de suas operações expostas ao risco de mercado, segrega suas operações, inclusive instrumentos financeiros derivativos, da seguinte forma: 1) Carteira de Negociação (Trading Book): formada por todas as operações de posições próprias realizadas com intenção de negociação ou destinadas a hedge da carteira de negociação, para as quais haja a intenção de serem negociadas antes de seu prazo contratual, observadas as condições normais de mercado, e que não contenham cláusula de inegociabilidade. 2) Carteira de Não Negociação (Banking Book): formada por operações não classificadas na Carteira de Negociação, tendo como característica principal a intenção de manter tais operações até o seu vencimento. A análise de sensibilidade para todas as operações ativas e passivas do Balanço Patrimonial, em atendimento à Instrução CVM n.º 475/2008, não reflete adequadamente a gestão dos riscos de mercado adotada pela Instituição, bem como não representa as práticas contábeis adotadas pelo Banco. Para determinar a sensibilidade do capital das posições do Banco do Brasil, exceto as posições do Banco Votorantim, aos impactos de movimentos de mercado, foram realizadas simulações com três possíveis cenários, sendo dois deles com consequente resultado adverso para o Banco. Os cenários utilizados estão apresentados como segue: Cenário I: Situação provável, a qual reflete a percepção da alta administração do Banco em relação ao cenário com maior probabilidade de ocorrência, para um horizonte de três meses, considerando fatores macroeconômicos e informações de mercado (BM&FBovespa, Andima, etc.). Premissas utilizadas: taxa de câmbio reais/dólar de R$ 2,02 e manutenção da taxa Selic em 7,25% ao ano, com base nas condições de mercado observadas em Cenário II: Situação eventual. Premissas utilizadas: choque de 25% nas variáveis de risco, com base nas condições de mercado observadas em , sendo consideradas as piores perdas resultantes por fator de risco e, consequentemente, não incorporando a dinâmica de relacionamento entre as variáveis macroeconômicas. Cenário III: Situação eventual. Premissas utilizadas: choque de 50% nas variáveis de risco, com base nas condições de mercado observadas em , sendo consideradas as piores perdas resultantes por fator de risco e, consequentemente, não incorporando a dinâmica de relacionamento entre as variáveis macroeconômicas. No quadro abaixo, encontram-se sintetizados os resultados para a Carteira de Negociação (Trading), exceto as posições do Banco Votorantim, composta por títulos públicos e privados, instrumentos financeiros derivativos e recursos captados por meio de operações compromissadas: Cenário I Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Manutenção -- Redução Cupons de TMS e CDI Risco de variação de cupons de taxas de juros Redução 101 Aumento (39) Cupom de IPCA Risco de variação de cupons de índices de preços Manutenção -- Redução Cupom de Dólar Americano Risco de variação de cupons de moedas estrangeiras Aumento 102 Aumento -- Taxas de câmbio Risco de variação das taxas de câmbio Redução (1.830) Redução (283) 131
265 Cenário II Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Aumento (25.630) Aumento (7.354) Cupons de TMS e CDI Risco de variação de cupons de taxas de juros Aumento (4) Aumento (29) Cupom de IPCA Risco de variação de cupons de índices de preços Aumento (643) Aumento (1.014) Cupom de Dólar Americano Risco de variação de cupons de moedas estrangeiras Redução (36) Redução -- Taxas de câmbio Risco de variação das taxas de câmbio Redução (46.676) Redução (22.918) Cenário III Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Aumento (50.692) Aumento (14.871) Cupons de TMS e CDI Risco de variação de cupons de taxas de juros Aumento (7) Aumento (58) Cupom de IPCA Risco de variação de cupons de índices de preços Aumento (1.263) Aumento (1.981) Cupom de Dólar Americano Risco de variação de cupons de moedas estrangeiras Redução (73) Redução -- Taxas de câmbio Risco de variação das taxas de câmbio Redução (93.351) Redução (45.837) Para as operações classificadas na Carteira de Não Negociação, a valorização ou a desvalorização em decorrência de mudanças nas taxas de juros praticadas no mercado, não representam impacto financeiro e contábil significativo sobre o resultado do exercício. Isto porque esta carteira é composta, majoritariamente, por operações de crédito (créditos diretos ao consumidor, agronegócios, capital de giro, etc.), captações de varejo (depósitos à vista, a prazo e de poupança) e títulos e valores mobiliários, cujo registro contábil é realizado, principalmente, pelas taxas pactuadas na contratação das operações. Adicionalmente, destaca-se o fato dessa carteira apresentar como principal característica a intenção de manter as respectivas posições até o vencimento, não sofrendo, portanto, os efeitos das oscilações em taxa de juros, ou pelo fato dessas operações estarem atreladas naturalmente a outros instrumentos (hedge natural), minimizando dessa forma os impactos em um cenário de estresse. No quadro abaixo, encontram-se sintetizados os resultados para a Carteira de Negociação (Trading) e Não Negociação (Banking), exceto as posições do Banco Votorantim: Cenário I Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Manutenção -- Redução Cupom de TR Manutenção -- Redução ( ) Cupom de TBF Redução (203) Redução (671) Risco de variação de cupons de taxas de juros Cupom de TJLP Aumento Redução ( ) Cupom de TMS e CDI Redução ( ) Aumento Cupom de IGP-M Manutenção -- Redução Cupom de IGP-DI Manutenção -- Redução 280 Risco de variação de cupons de índices de preços Cupom de INPC Manutenção -- Redução Cupom de IPCA Manutenção -- Redução Cupom de moedas estrangeiras Risco de variação de cupons de moedas estrangeiras Aumento Aumento Taxa de câmbio Risco de variação das taxas de câmbio Redução (13.634) Redução (5.236) 132
266 Cenário II Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Aumento ( ) Aumento ( ) Cupom de TR Redução ( ) Redução ( ) Cupom de TBF Redução (137) Redução (290) Risco de variação de cupons de taxas de juros Cupom de TJLP Redução ( ) Redução ( ) Cupom de TMS e CDI Redução (32.793) Redução ( ) Cupom de IGP-M Aumento ( ) Aumento ( ) Cupom de IGP-DI Aumento (53) Aumento (323) Risco de variação de cupons de índices de preços Cupom de INPC Aumento (89.503) Aumento ( ) Cupom de IPCA Aumento (17.295) Aumento (45.617) Cupom de moedas estrangeiras Risco de variação de cupons de moedas estrangeiras Redução ( ) Redução ( ) Taxa de câmbio Risco de variação das taxas de câmbio Redução ( ) Redução ( ) Cenário III Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Aumento ( ) Aumento ( ) Cupom de TR Redução ( ) Redução ( ) Cupom de TBF Redução (275) Redução (582) Risco de variação de cupons de taxas de juros Cupom de TJLP Redução ( ) Redução ( ) Cupom de TMS e CDI Redução (65.597) Redução ( ) Cupom de IGP-M Aumento ( ) Aumento ( ) Cupom de IGP-DI Aumento (106) Aumento (643) Risco de variação de cupons de índices de preços Cupom de INPC Aumento ( ) Aumento ( ) Cupom de IPCA Aumento (25.394) Aumento (87.822) Cupom de moedas estrangeiras Risco de variação de cupons de moedas estrangeiras Redução ( ) Redução ( ) Taxa de câmbio Risco de variação das taxas de câmbio Redução ( ) Redução ( ) Os cenários utilizados para elaboração do quadro de análise de sensibilidade devem, necessariamente, utilizar situações de deterioração de, pelo menos, 25% e 50% por variável de risco vista isoladamente, conforme determina a Instrução CVM n.º 475/2008. Logo, a análise conjunta dos resultados fica prejudicada. Por exemplo, choques simultâneos de aumento na taxa prefixada de juros e redução no cupom de TR não são consistentes do ponto de vista macroeconômico. Especificamente com relação às operações de derivativos existentes na Carteira de Não Negociação, as mesmas não representam risco de mercado relevante para o Banco do Brasil, haja vista que essas posições são originadas, principalmente, para atender às seguintes situações: - Troca de indexador de remuneração de captações e aplicações de recursos realizadas para atender às necessidades dos clientes; - Hedge de risco de mercado, cujo objeto e sua efetividade estão descritos na Nota 8.d. Também nessa operação, a variação na taxa de juros e na taxa de câmbio não produz efeito no resultado do Banco. Em , o Banco do Brasil não possuía qualquer operação classificada como derivativo exótico, conforme descrito na Instrução CVM n.º 475/2008, anexo II. Participação no Banco Votorantim O Banco Votorantim, no 1º semestre de 2011, revisou os critérios de classificação de suas operações resultando na migração de parte das posições da Carteira de Negociação para a de Não Negociação. Dessa forma, a análise de sensibilidade das posições referentes à participação do Banco do Brasil no 133
267 Banco Votorantim passa a ser realizada para a Carteira de Negociação e para o conjunto das Carteiras de Negociação e de Não Negociação. Foram realizadas simulações, com três possíveis cenários, sendo dois deles com consequente resultado adverso: Cenário I: Situação provável. A qual reflete a percepção da alta administração do Banco Votorantim em relação ao cenário com maior probabilidade de ocorrência. Premissas utilizadas: taxa de câmbio reais/dólar média para 2013 de R$ 2,07 e taxa Selic média de 6,50% ao ano para Cenário II: Premissas utilizadas: choque paralelo de 25% nas variáveis de risco, com base nas condições de mercado observadas em , sendo consideradas as piores perdas resultantes por fator de risco e, consequentemente, não incorporando a dinâmica de relacionamento entre as variáveis macroeconômicas. Cenário III: Premissas utilizadas: choque paralelo de 50% nas variáveis de risco, com base nas condições de mercado observadas em , sendo consideradas as piores perdas resultantes por fator de risco e, consequentemente, não incorporando a dinâmica de relacionamento entre as variáveis macroeconômicas. Nos quadros a seguir, encontram-se os resultados da Carteira de Negociação das posições do Banco relativas à sua participação no Banco Votorantim: Cenário I Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Redução Redução Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Manutenção -- Manutenção -- Variação cambial Risco de variação das taxas de câmbio Redução Aumento Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Aumento Aumento 130 Outros Risco de variação dos demais cupons Manutenção -- Redução (487) Cenário II Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Aumento (13.281) Aumento (37.944) Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Aumento (2.830) Aumento (923) Variação cambial Risco de variação das taxas de câmbio Aumento ( ) Aumento (91.152) Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Redução -- Redução (315) Outros Risco de variação dos demais cupons Aumento (12.731) Aumento (13.204) Cenário III Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Aumento (35.578) Aumento (87.694) Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Aumento (5.518) Aumento (1.813) Variação cambial Risco de variação das taxas de câmbio Aumento ( ) Aumento ( ) Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Redução (9) Redução (741) Outros Risco de variação dos demais cupons Redução (27.622) Aumento (47.152) Nos quadros a seguir, encontram-se os resultados das Carteiras de Negociação e de Não Negociação, das posições do Banco relativas à sua participação no Banco Votorantim: 134
268 Cenário I Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Redução Redução Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Manutenção -- Aumento (4.044) Variação cambial Risco de variação das taxas de câmbio Redução (1.702) Aumento TJLP Risco de variação de cupom de TJLP Aumento -- Manutenção -- TR/TBF Risco de variação de cupom de TR e TBF Manutenção -- Manutenção -- Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Manutenção (4.178) Aumento Cenário II Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Aumento ( ) Aumento ( ) Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Aumento (4.896) Aumento (16.839) Variação cambial Risco de variação das taxas de câmbio Redução (65.478) Aumento (96.182) TJLP Risco de variação de cupom de TJLP Redução (3.614) Redução (1.987) TR/TBF Risco de variação de cupom de TR e TBF Redução (38) Redução (605) Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Aumento (5.579) Redução (2.649) Cenário III Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Aumento ( ) Aumento ( ) Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Aumento (9.550) Aumento (29.240) Variação cambial Risco de variação das taxas de câmbio Redução ( ) Aumento ( ) TJLP Risco de variação de cupom de TJLP Redução (7.316) Redução (4.100) TR/TBF Risco de variação de cupom de TR e TBF Redução (77) Redução (1.206) Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Aumento (6.894) Redução (5.880) 135
269 f) Capital Regulatório O Índice de Basileia foi apurado segundo os critérios estabelecidos pelas Resoluções CMN n.º 3.444/2007 e n.º 3.490/2007, que tratam do cálculo do Patrimônio de Referência (PR) e do Patrimônio de Referência Exigido (PRE), respectivamente, sem considerar as informações relativas ao Banco Votorantim, conforme determinação do Bacen Econômico-Financeiro Financeiro Econômico-Financeiro Financeiro PR Patrimônio de Referência Nível I Patrimônio líquido Reservas de reavaliação (4.645) (4.644) (4.731) (4.730) Ativo permanente diferido ( ) ( ) ( ) ( ) Ajustes ao valor de mercado ( ) ( ) ( ) ( ) Créditos tributários excluídos do nível I (106) (106) Instrumentos híbridos de capital e dívida (1) Nível II Ajustes ao valor de mercado Instrumentos híbridos de capital e dívida (1) Reservas de reavaliação Dívidas subordinadas elegíveis a capital Recursos captados do FCO Recursos captados no exterior Recursos captados com CDB Recursos captados com Letras Financeiras Deduções do PR ( ) ( ) ( ) ( ) Instrumentos financeiros excluídos do PR ( ) ( ) ( ) ( ) PRE Patrimônio de Referência Exigido Risco de crédito Risco de mercado Risco operacional Suficiência de PR: PR PRE Índice de Basileia: (PR x 100)/ (PRE / 0,11) 14,83% 15,13% 13,98% 14,45% (1) Conforme Resolução CMN n.º 3.444/2007, os Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida IHCD autorizados pelo Bacen a compor o Nível I do PR estão limitados a 15% (quinze por cento) do total do Nível I, incluído o próprio valor do IHCD. Os IHCD que venham ultrapassar esse limite são adicionados ao Nível II do PR. g) Índice de Imobilização O Índice de Imobilização em relação ao PR é de 25,85% (27,19% em ) para o Consolidado Financeiro, e de 21,64% (22,11% em ) para o Consolidado Econômico- Financeiro, em conformidade com a Resolução CMN n.º 2.669/1999. A diferença entre o Índice de Imobilização do Consolidado Financeiro e do Econômico-Financeiro decorre da inclusão de empresas controladas/coligadas não financeiras que dispõem de elevada liquidez e baixo nível de imobilização, com consequente redução do Índice de Imobilização do Consolidado Econômico-Financeiro. 136
270 30 Demonstração do Resultado Abrangente BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2ºSem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Lucro Líquido Apresentado na Demonstração do Resultado Outros Lucros/(Prejuízos) Abrangentes Ajustes de Avaliação Patrimonial (Nota 8.f) Próprios ( ) ( ) (54.938) ( ) ( ) (54.938) De agências e subsidiárias no exterior De coligadas e controladas (92.614) ( ) (92.614) ( ) IR e CSLL Relacionados aos (Ganhos)/Perdas não Realizados (Nota 8.f) ( ) ( ) Outros Lucros Abrangentes, Líquidos de IR e CSLL Lucro abrangente atribuível à controladora Resultado abrangente das participações dos não controladores (81.294) ( ) (93.131) 31 Outras Informações a) Distribuição de Dividendos e Juros sobre Capital Próprio O Conselho de Administração, em reunião realizada em , aprovou a fixação, para o exercício de 2012, do índice de distribuição do resultado (payout) equivalente ao percentual mínimo de 40% do lucro líquido, cumprindo-se a política de pagamento de dividendos e/ou juros sobre capital próprio em periodicidade trimestral, conforme artigo 43 do Estatuto Social do Banco. b) Banco Postal Desde , o Banco tem acesso à rede de distribuição dos Correios, com cerca de 6,3 mil pontos presentes em 95% dos municípios brasileiros. Por meio desse investimento, o Banco do Brasil antecipou a execução de plano estratégico de estender seus pontos de atendimento para todos os municípios brasileiros. c) Administração de Fundos de Investimentos Posição dos fundos de investimentos administrados pela BB Gestão de Recursos - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. Número de Fundos/Carteiras Saldo () Patrimônio administrado Fundos de investimentos Carteiras administradas d) Constituição de Fundo de Investimento Imobiliário Em agosto de 2012, o Banco do Brasil subscreveu 100% das cotas do BB Progressivo II Fundo de Investimento Imobiliário (FII), administrado pela Votorantim Asset Management (VAM), e as integralizou em espécie e por meio de repasse da propriedade de 64 imóveis, com transferência substancial de riscos e benefícios. Em novembro de 2012, por meio de Oferta Pública Secundária de Distribuição das Cotas do FII, o Banco alienou a totalidade das cotas do fundo. O resultado obtido na transação foi realizado e 137
271 reconhecido na data da venda das cotas, ocasião em que o Banco do Brasil deixou de ser o principal detentor de riscos e benefícios do Fundo. Efeitos da transferência da propriedade dos imóveis ao FII no resultado do Banco: BB Banco Múltiplo e Consolidado Valor de mercado dos imóveis transferidos para o FII Valor contábil dos imóveis transferidos para o FII ( ) Resultado antes dos impostos Imposto de Renda e Contribuição Social ( ) Resultado Líquido e) Informações de Filiais, Subsidiárias e Controladas no Exterior BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Ativo Grupo BB Terceiros Total do ativo Passivo Grupo BB Terceiros Patrimônio líquido Atribuível à controladora Participação dos não controladores Total do passivo º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 2º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Lucro (Prejuízo) Atribuível à controladora Participações dos não controladores f) Recursos de Consórcios Previsão mensal de recursos a receber de consorciados Obrigações do grupo por contribuições Consorciados bens a contemplar (Em unidades) Quantidade de grupos administrados Quantidade de consorciados ativos Quantidade de bens a entregar a consorciados contemplados Quantidade de bens entregues no período
272 g) Cessão de Empregados a Órgãos Externos As cessões para o Governo Federal são regidas pela Lei /2002 e pelo Decreto 4.050/ º Sem/2012 Exerc/2012 Exerc/2011 Empregados Cedidos (1) Custo no Período () Empregados Cedidos (1) Custo no Período () Empregados Cedidos (1) Custo no Período () Com ônus para o Banco Governo Federal Entidades sindicais Outros órgãos/entidades Entidades controladas e coligadas Sem ônus para o Banco Governos Federal, Estadual e Municipal Órgãos externos (Cassi, FBB, Previ e Economus) Entidades dos funcionários Entidades controladas e coligadas Total (1) Posição no último dia do período. h) Remuneração de Empregados e Dirigentes Remuneração mensal paga aos funcionários e à Administração do Banco do Brasil Menor Salário 1.892, ,00 Maior Salário , ,36 Salário Médio 5.334, ,19 Dirigentes Presidente , ,00 Vice-presidente , ,00 Diretor , ,00 Conselheiros Conselho Fiscal 4.411, ,19 Conselho de Administração 4.411, ,19 Comitê de Auditoria - Titular , ,40 R$ i) Política de Seguros de Valores e Bens Não obstante o reduzido grau de risco a que estão sujeitos seus ativos, o Banco do Brasil contrata, para seus valores e bens, seguros considerados adequados para cobertura de eventuais sinistros. Seguros vigentes em Riscos Cobertos Valores Cobertos Valor do Prêmio Seguro imobiliário para as imobilizações próprias relevantes Seguro de vida e acidentes pessoais coletivo para a Diretoria Executiva (1) Demais Total (1) Refere-se a cobertura individual dos membros da Diretoria Executiva. j) Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) Por meio da Medida Provisória nº 600, de , o governo federal estabeleceu que os recursos do FNAC destinados à modernização, construção, ampliação ou reforma de aeródromos públicos 139
273 poderão ser geridos e administrados pelo Banco do Brasil, diretamente ou por suas subsidiárias, conforme definido em ato da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República. A forma de transferência dos recursos do FNAC ao Banco do Brasil, bem como a forma de sua aplicação serão definidas em regulamento. Na função de gestor dos recursos do FNAC, o Banco do Brasil realizará procedimento licitatório, podendo, em nome próprio ou de terceiros, adquirir bens e contratar obras e serviços de engenharia e quaisquer outros serviços técnicos especializados. O Banco será remunerado pelos serviços prestados, nos termos a serem fixados em ato conjunto dos Ministros da Fazenda e da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República. 140
274 Banco do Brasil S.A. Demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2012 KPMG Auditores Independentes Fevereiro de 2013 KPDS 38594
275 KPMG Auditores Independentes SBS - Qd Bl. Q - Lote 03 - Salas 708 a 711 Edifício João Carlos Saad Brasília, DF - Brasil Caixa Postal Brasília, DF - Brasil Central Tel 55 (61) Fax 55 (61) Internet Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações contábeis Ao Conselho de Administração, aos Acionistas e aos Administradores do Banco do Brasil S.A. Brasília - DF Examinamos as demonstrações contábeis individuais e consolidadas do Banco do Brasil S.A., que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis A Administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis do Banco para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos do Banco. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. 2 KPMG Auditores Independentes, uma sociedade simples brasileira e firma-membro da rede KPMG de firmas-membro independentes e afiliadas à KPMG International Cooperative ( KPMG International ), uma entidade suíça. KPMG Auditores Independentes, a Brazilian entity and a member firm of the KPMG network of independent member firms affiliated with KPMG International Cooperative ( KPMG International ), a Swiss entity.
276 Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco do Brasil S.A. em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Outros assuntos - Demonstração do valor adicionado Examinamos também a demonstração individual e consolidada do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração do Banco, para o exercício e semestre findos em 31 de dezembro de 2012, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Brasília, 20 de fevereiro de 2013 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 Giuseppe Masi Contador CRC 1SP176273/O-7 Carlos Massao Takauthi Contador CRC 1SP206103/O-4 3
277 Resumo do relatório do Comitê de Auditoria Introdução O Comitê de Auditoria do Banco do Brasil, órgão estatutário de assessoramento do Conselho de Administração, tem como principais atribuições: revisar, previamente à publicação, o conjunto das demonstrações financeiras e avaliar a efetividade do sistema de controles internos e das auditorias interna e independente. O regimento interno do Comitê de Auditoria está disponível no site O universo de atuação do Comitê compreende o Banco Múltiplo e as seguintes subsidiárias: BB DTVM Gestão de Recursos - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., BB Banco de Investimento S.A., BB Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil; BB Administradora de Cartões de Crédito S.A., BB Administradora de Consórcios S.A. e Besc Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. Os administradores do Banco do Brasil e de suas subsidiárias são responsáveis por elaborar e garantir a integridade das demonstrações financeiras, gerir os riscos, manter sistema de controles internos efetivo e zelar pela conformidade das atividades às normas legais e regulamentares. A Auditoria Interna responde de forma independente pela realização de trabalhos sistemáticos com o objetivo de contribuir para a melhoria dos processos empresariais e de gestão de riscos e para a efetividade do sistema de controles internos. A KPMG Auditores Independentes é responsável pela auditoria das demonstrações financeiras, a quem cabe opinar sobre a sua adequação em relação à posição financeira e patrimonial em todos os aspectos relevantes de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Avalia, também, no contexto dos trabalhos de auditoria sobre as demonstrações financeiras, a qualidade e adequação do sistema de controles internos e o cumprimento de dispositivos legais e regulamentares. Atividades O Comitê de Auditoria realizou ao longo de 2012, reuniões regulares, em cumprimento ao seu plano de trabalho aprovado pelo Conselho de Administração, com a participação de representantes da administração, auditorias interna e independente e com executivos das principais áreas de negócios, controles internos, gestão de riscos, contabilidade, jurídica, tecnologia e tesouraria, além de trabalhos internos. Nessas reuniões abordou, em especial, assuntos relacionados ao sistema de controles internos, contabilidade, processos de gestão de riscos e de capital, Acordos de Basileia, soluções tecnológicas, gestão de recursos de terceiros, contingências, provisões, canal de comunicação, Ouvidoria Externa, dependências externas, e recomendações emitidas pelas auditorias interna e independente e por órgãos externos de fiscalização. Manteve diálogo com as equipes das auditorias interna e independente, oportunidades em que apreciou os seus planejamentos, conheceu os resultados dos principais trabalhos e examinou suas conclusões e recomendações. O Comitê revisou os relatórios da administração, demonstrações financeiras, notas explicativas e os relatórios do auditor independente. Nas situações em que identificou oportunidades de melhoria, sugeriu aprimoramentos.
278 Conclusões Com base nas atividades desenvolvidas no período e tendo presente as atribuições e limitações inerentes ao escopo de sua atuação, o Comitê de Auditoria concluiu: a. o sistema de controles internos é adequado ao porte e à complexidade dos negócios do Conglomerado, sendo objeto de permanente atenção por parte da administração; b. a auditoria interna é efetiva, independente e responde adequadamente às demandas do Comitê; c. a auditoria independente é efetiva e não foram identificadas ocorrências que pudessem comprometer sua independência; d. as demonstrações financeiras do exercício findo em 31/12/2012 foram elaboradas em conformidade com as normas legais e com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, e refletem, em todos os aspectos relevantes, a situação patrimonial e financeira naquela data. Brasília-DF, 20 de fevereiro de Egidio Otmar Ames Coordenador Antônio Carlos Correia Henrique Jäger José Danúbio Rozo
279 MANIFESTAÇÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO O Conselho de Administração do Banco do Brasil S.A. declara que, em reunião desta data, aprovou o resumo do Relatório do Comitê de Auditoria e, de conformidade com o inciso V do art. 142 da Lei nº 6.404, de , tomou conhecimento e recomendou a aprovação das contas da Diretoria e do Relatório da Administração, todos referentes ao exercício de Em 20 de fevereiro de Nelson Henrique Barbosa Filho Aldemir Bendine Adriana Queiroz de Carvalho Bernardo Gouthier Macedo Henrique Jager Sergio Eduardo Arbulu Mendonça
280 PARECER DO CONSELHO FISCAL O CONSELHO FISCAL DO BANCO DO BRASIL S.A., no uso de suas atribuições legais e estatutárias, procedeu ao exame do Relatório da Administração e das Demonstrações Contábeis, incluindo a proposta de destinação do resultado relativo ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2012 os quais foram aprovados, nesta data, pelo Conselho de Administração. Com base nos exames efetuados, nas informações e esclarecimentos recebidos no decorrer do exercício e no Relatório dos Auditores Independentes KPMG Auditores Independentes, sem ressalvas, nesta data expedido, o Conselho Fiscal opina que os referidos documentos estão em condições de ser encaminhados para aprovação da Assembléia Geral dos Acionistas. Brasília (DF), 20 de fevereiro de Anelize Lenzi Ruas de Almeida Conselheira Clóvis Ailton Madeira Conselheiro Marcos Machado Guimarães Conselheiro Pedro Carvalho de Mello Conselheiro Paulo José dos Reis Souza Presidente
281 Declaração dos Membros do Conselho Diretor sobre as Demonstrações Financeiras Em conformidade com o Artigo 25 da Instrução CVM nº 480, de , declaramos que revisamos as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012 do Banco do Brasil S.A. e, baseado nas discussões subsequentes, concordamos que tais Demonstrações refletem adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira correspondentes aos períodos apresentados. Brasília (DF), 19 de fevereiro de Aldemir Bendine Presidente Alexandre Corrêa Abreu Vice-presidente de Negócios de Varejo César Augusto Rabello Borges Vice-presidente de Governo Geraldo Afonso Dezena da Silva Vice-presidente de Tecnologia Ivan de Souza Monteiro Vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores Osmar Fernandes Dias Vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas Paulo Roberto Lopes Ricci Vice-presidente de Varejo, Distribuições e Operações Paulo Rogério Caffarelli Vice-presidente de Atacado, Negócios Internacionais e Private Bank Robson Rocha Vice-presidente de Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Sustentável Walter Malieni Junior Vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos
282 Declaração dos Membros do Conselho Diretor sobre o Relatório dos Auditores Independentes Em conformidade com o Artigo 25 da Instrução CVM nº 480, de , declaramos que, baseado em nosso conhecimento, no planejamento apresentado pelos auditores e nas discussões subsequentes sobre os resultados de auditoria, concordamos com as opiniões expressas no parecer da KPMG Auditores Independentes, de , não havendo qualquer discordância. Brasília (DF), 20 de fevereiro de Aldemir Bendine Presidente Alexandre Corrêa Abreu Vice-presidente de Negócios de Varejo César Augusto Rabello Borges Vice-presidente de Governo Geraldo Afonso Dezena da Silva Vice-presidente de Tecnologia Ivan de Souza Monteiro Vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores Osmar Fernandes Dias Vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas Paulo Roberto Lopes Ricci Vice-presidente de Varejo, Distribuições e Operações Paulo Rogério Caffarelli Vice-presidente de Atacado, Negócios Internacionais e Private Bank Robson Rocha Vice-presidente de Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Sustentável Walter Malieni Junior Vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos
283 MEMBROS DOS ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO PRESIDENTE Aldemir Bendine VICE-PRESIDENTES Alexandre Corrêa Abreu César Augusto Rabello Borges Geraldo Afonso Dezena da Silva Ivan de Souza Monteiro Osmar Fernandes Dias Paulo Roberto Lopes Ricci Paulo Rogério Caffarelli Robson Rocha Walter Malieni Junior DIRETORES Adilson do Nascimento Anisio Admilson Monteiro Garcia Adriano Meira Ricci Antonio Mauricio Maurano Antonio Pedro da Silva Machado Carlos Alberto Araujo Netto Carlos Eduardo Leal Neri Clenio Severio Teribele Gueitiro Matsuo Genso Hayton Jurema da Rocha Hideraldo Dwight Leitão Ives Cézar Fülber Janio Carlos Endo Macedo José Carlos Reis da Silva José Mauricio Pereira Coelho Luiz Henrique Guimarães de Freitas Marcelo Augusto Dutra Labuto Márcio Hamilton Ferreira Marco Antonio Ascoli Mastroeni Marco Antonio da Silva Barros Marcos Ricardo Lot Nilson Martiniano Moreira Raul Francisco Moreira Sandro José Franco Sandro Kohler Marcondes CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Nelson Henrique Barbosa Filho (Presidente) Aldemir Bendine Adriana Queiroz de Carvalho Bernardo Gouthier Macedo Henrique Jäger Sérgio Eduardo Arbulu Mendonça CONSELHO FISCAL Paulo José dos Reis Souza Anelize Lenzi Ruas de Almeida Clóvis Ailton Madeira Marcos Machado Guimarães Pedro Carvalho de Mello COMITÊ DE AUDITORIA Egídio Otmar Ames Antônio Carlos Correia Henrique Jäger José Danúbio Rozo CONTADORIA Eduardo Cesar Pasa Contador Geral Contador CRC-DF /O-5 CPF Daniel André Stieler Contador CRC-DF /O-2 CPF
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