Contrato de Permuta: Abordagem Conceitual do Tema
|
|
|
- Emanuel Machado Fraga
- 10 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Contrato de Permuta: Abordagem Conceitual do Tema Tauã Lima Verdan 1 Resumo: A permuta, também denominada de troca ou escambo, afigurou como a primeira relação contratual estruturada pelos povos primitivos, ainda quando era desconhecida a utilização de moedas nas tratativas comerciais. Há que se realçar que, conquanto fosse o negócio de utilização mais ampla nos tempos primitivos, o Direito Romano não o assimilava como modalidade de contrato reconhecida pela legislação. Notadamente, tal fato decorria de ser a troca uma relação bilateral que não comportava o emprego de uma ação específica para exigir do permutante o cumprimento do acordo entabulado. Em linhas conceituais, tem-se por contrato de permuta como o negócio jurídico em que as partes se obrigam, reciprocamente, a entregar coisas. Cuida salientar que as coisas a que o contrato se adstringe não pode ser dinheiro, pois, se assim o fosse, desnaturado restaria o instituto em tela. Assim, há uma relação estruturada em rem pro re, ao invés de rem pro pretio, coisa por dinheiro, como ocorre nos contratos de compra e venda. Palavras-chaves: Permuta. Troca. Direito Civil. Sumário: 1 Permuta: Denominação e Conceito; 2 Aspectos Característicos do Contrato de Permuta; 3 Objeto do Contrato de Permuta; 4 Permuta de Valores Desiguais; 5 Disciplina Jurídica do Contrato de Permuta; 6 Efeitos do Contrato de Permuta. 1 Permuta: Denominação e Conceito Ab initio, cuida pontuar que a permuta, também denominada de troca ou escambo, afigurou como a primeira relação contratual estruturada 1 Bacharel em Direito pelo Centro Universitário São Camilo-ES. Atualmente, cursa a Pós- Graduação lato sensu em Direito Penal e Processo Penal, da Universidade Gama Filho. Produziu diversos artigos, voltados principalmente para o Direito Penal, Direito Constitucional, Direito Civil, Direito do Consumidor, Direito Administrativo e Direito Ambiental. 1
2 pelos povos primitivos, ainda quando era desconhecida a utilização de moedas nas tratativas comerciais. Segundo Gagliano & Pamplona Filho, troca ou permuta são expressões equivalentes, que contêm uma grande quantidade de sinônimos: câmbio, escambo, comutação, permutação 2. Nesta senda, há que se realçar que, conquanto fosse o negócio de utilização mais ampla nos tempos primitivos, o Direito Romano não o assimilava como modalidade de contrato reconhecida pela legislação. Notadamente, tal fato decorria de ser a troca uma relação bilateral que não comportava o emprego de uma ação específica para exigir do permutante o cumprimento do acordo entabulado. Como modalidade de condictio, ficava-se apenas no campo da origem do enriquecimento sem causa, portanto 3. Em linhas conceituais, tem-se por contrato de permuta como o negócio jurídico em que as partes se obrigam, reciprocamente, a entregar coisas. Cuida salientar que as coisas a que o contrato se adstringe não pode ser dinheiro, pois, se assim o fosse, desnaturado restaria o instituto em tela. Assim, há uma relação estruturada em rem pro re, ao invés de rem pro pretio, coisa por dinheiro, como ocorre nos contratos de compra e venda. Ao lado do esposado, necessário se faz trazer à baila a concepção que: Na permuta um dos contratantes promete uma coisa em troca de outra, ou seja, uma parte se obriga a dar uma coisa por outra. Em melhor definição a troca é o contrato pelo qual as partes se obrigam a dar uma coisa por outra que não seja dinheiro 4. Obviamente, o contrato de permuta guarda bastante similitude com o de compra e venda, já que este pode ser considerado como uma evolução daquele. Além disso, há que se frisar que a compra e venda não deixa de ser uma permuta, todavia, consistente na troca da coisa por seu referente em dinheiro. De fato, a permuta constitui uma alienação de uma coisa por outra, ao passo que a compra e venda, como troca, traz como particularidade primordial o fato de um ter uma coisa trocada por dinheiro. 2 GAGLIANO, Pablo Stolze; PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo Curso de Direito Civil: Contratos em Espécie. Volume IV: Tomo 2. São Paulo: Editora Saraiva, 2009, p VENOSA, Sílvio de Salvo. Código Civil Interpretado. São Paulo: Editora Atlas, 2010, p SILVA, Maíra Santos Antunes da. Do contrato de troca ou permuta. Revista Busca Legis. Disponível em: < Acesso em 18 fev. 2012, p
3 2 Aspectos Característicos do Contrato de Permuta A partir do expendido algures, imperioso se faz salientar que o contrato de permuta é considerado como bilateral, uma vez que se desdobra em direitos e obrigações para ambas as partes. Todavia, óbice não subsiste para que a avença seja multilateral ou plurilateral, caso reste configurado na relação mais de dois contratantes com obrigações, desde que haja como elemento a autonomia da vontade das partes. Da mesma forma, a troca é um contrato oneroso. Mesmo não havendo a entrega da pecúnia nesta modalidade contratual, isso não a torna um contrato gratuito 5. Verifica-se, na modalidade em testilha, que cada benefício colhido pelo permutante corresponde a um sacrifício patrimonial, logo, é plenamente aplicável o conjunto de peculiaridades a tal aspecto característico. Nesta toada, pode-se trazer à colação o seguinte precedente jurisprudencial: Ementa: Obrigações. Contratos. Promessa de Permuta. Nulidade. Inaplicabilidade do Preceito do Art.134, II, Código Civil. Inadimplemento Contratual. Cláusula Penal Incidente. O contrato de troca opera, ao mesmo tempo, duas vendas, servindo as coisas permutadas de preço e compensação recíproca. [omissis]. (Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul Quinta Câmara Cível/ Apelação Cível Nº / Relator Desembargador Clarindo Favretto/ Julgado em ) (destaque nosso) Nessa seara, ainda, infere-se que o contrato de troca é dito comutativo, já que as obrigações devem equivaler-se juridicamente, sendo imprescindível, em decorrência disso, que os pactuantes tenham conhecimento de suas respectivas prestações. A permuta é contrato comutativo, porque as partes conhecem suas respectivas obrigações, visando, em princípio, prestações equilibradas no tocantes aos objetos da permuta ou justo valor 6. Calha colocar em destaque que a correspondência de valores não será tão somente econômica, sendo fruto da vontade das partes, logo, em havendo diferença entre valores pecuniários, isso, por si só, não terá o condão de desvirtuar a espécie contratual em estudo. Como bem anotam Gagliano e Pamplona Filho, pelas suas próprias peculiaridades, a troca ou permuta, em regra, pressupõe que as partes estejam em iguais condições de negociação, 5 GAGLIANO; PAMPLONA FILHO, 2009, p VENOSA, 2010, p
4 estabelecendo livremente as cláusulas contratuais na fase de puntuação, considerando-se, assim, um contrato paritário 7. Ainda no que se refere aos seus aspectos característicos, maiormente à forma, o contrato de troca é descrito como não solene, a priori, desde que o objeto da permuta não sejam bens imóveis. Em ocorrendo esta situação, necessário de faz a observância do dispositivo do art. 108 do Código Civil 8, que considera como imprescindível a presença do registro para que a avença entabulada possa ter validade. Outrossim, também é considerado como consensual, tal como o contrato de compra e venda, na proporção que só se substancializa com a declaração de vontade, produzindo, de imediato, seus efeitos jurídicos obrigacionais, sem operar, de per si, a transferência da propriedade, senão a simples obrigação de fazê-lo 9. No que pertine à designação, trata-se de um contrato nominado e típico, em decorrência de uma disciplina específica consagrada no Estatuto Civil vigente. Tal como ocorre nas avenças atinentes à compra e venda, o contrato de permuta não é estruturado em função da pessoa do permutante, todavia, em razão das coisas destinadas a figurarem como objeto da relação entabulada. Destarte, a troca é considerado como um pacto impessoal, que é aquele que o fito específico é o resultado da atividade avençada, independentemente das partes que irão contratar. Embora envolva dois ou mais pactuantes, o contrato de troca é considerado como individual, já que a estipulação estruturada se refere a pessoas determinadas, consideradas individualmente, mesmo que haja uma pluralidade de partes. Em relação ao tempo, a permuta é considerada como um exemplo de contrato instantâneo, uma vez que os efeitos são produzidos de uma única vez, podendo ocorrer a concretização tanto como o contrato de execução imediata quanto de execução diferida, variando, por óbvio, em razão da situação fática ensejadora, em que a produção concentrada de efeitos se dê 7 GAGLIANO; PAMPLONA FILHO, 2009, p BRASIL. Lei Nº , de 10 de Janeiro de Institui o Código Civil. Disponível em: < Acesso em: 18 fev. 2012: Art Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País. 9 GAGLIANO; PAMPLONA FILHO, 2009, p. 79. Neste sentido: SILVA, p. 03: [...] basta o consentimento para ser celebrado. É consensual e não real, pois se aperfeiçoa com o acordo de vontades, independente da tradição. 4
5 ipso facto à avença ou em data posterior à celebração (em função da inserção de um termo limitador de sua eficácia Objeto do Contrato de Permuta Prima evidenciar, no que tange ao objeto da avença estatuída, que tudo o que pode ser considerado como objeto de um contrato de compra e venda, também o será em uma relação pautada na permuta, excetuando-se, com efeito, o dinheiro. Averbe-se que a presença do valor pecuniário e seu destaque na relação contratual é responsável por trazer a campo os elementos que traçam as distinções entre a permuta e a compra e venda. Ora, há que se aditar, ainda, que os bens frutos de propriedade intelectual ou mesmo de propriedade industrial podem ser elemento de troca, inclusive, há que se trazer à colação o art. 221 do revogado Código Comercial, que assim diccionava: Art [ ] Tudo o que pode ser vendido pode ser trocado 11. Ao lado disso, calha também negritar que são passíveis de troca coisa fungíveis por infungíveis. Bens incorpóreos também podem ser objeto de permuta, assimilada a cessão de direitos à compra e venda 12. Cuida salientar que, devido aos seus aspectos caracterizadores, o contrato de permuta exige para a sua ocorrência a presença de dois bens. Logo, à guisa de exemplificação, não há que se falar em escambo ou troca se um permutante entregar um objeto e o outro prestação de serviço. Como bem assinala Silva, tudo que pode ser vendido, pode ser trocado, não sendo necessários que os bens permutados sejam de igual espécie ou valor, sendo lícito, portanto, permutar um imóvel por uma coisa móvel,ou ainda um bem imóvel ou móvel por um direito Permuta de Valores Desiguais Tendo por sedimento as ponderações aduzidas até o presente momento, afigura-se como algo corriqueiro que, tão somente, de forma excepcional os bens objetos da troca serão de mesmo valor econômico. Nesta 10 GAGLIANO; PAMPLONA FILHO, 2009, p BRASIL. Lei Nº. 556, de 25 de junho de Código Comercial. Disponível em: < Acesso em: 18 fev VENOSA, 2010, p SILVA, p
6 trilha, comumente um dos permutantes compõe a prestação com pecúnia, o que, por óbvio, é decorrente do ajuste da vontade das partes. Vale apenas salientar que o elemento subjetivo dos pactuantes afigura-se como elemento preponderante nas relações contratuais privadas 14. Neste passo, revela-se imprescindível ter em mente que haverá uma preponderância dos valores, a fim de se distinguir a permuta da compra e venda. Vale salientar que, em se tratando de escambo, não há propriamente preço, porquanto os permutantes avençam entregar, de maneira recíproca, bens, que não seja dinheiro. Obviamente, a troca que tiver presença de pecúnia, a título de complementação, não restará desvirtuada, porquanto o objeto detém maior relevância na relação estruturada entre os pactuantes. Entrementes, salientar se faz imperioso que a coisa afigure-se como objeto principal da avença e não o quantum entregue. De outro turno, ao examinar a situação concreta, restando consolidado que o valor em dinheiro goza de maior relevância no contrato estruturado, alocando a coisa permutada a um patamar de inferioridade, não há que se falar em contrato de troca. Ao revés, trata-se de relação negocial pautada na compra e venda, já que a pecúnia é detentora de maior destaque. Considera-se desnaturado o contrato de permuta, quando resta materializado que o valor em dinheiro pago é superior a metade do pagamento. A distinção a ser feita no caso concreto pode ter importância, em virtude de diversas consequências jurídicas que advêm de um ou outro negócio Disciplina Jurídica do Contrato de Permuta Verifica-se que o contrato de permuta ou troca não mereceu, por parte do legislador, maiores detalhamentos, estando suas disposições restritas ao artigo 533 do Código Civil 16, aplicando os regramentos estabelecidos para a 14 Neste sentido: VERDAN, Tauã Lima. Princípios Norteadores dos Contratos: A Valoração do Pós-Positivismo no Código Civil Brasileiro. Jurid Publicações Eletrônicas, Bauru, 25 mai Disponível em: < Acesso em 18 fev. 2012: Desta feita, as relações contratuais fundadas na autonomia da vontade envolvem correlações de força, consoante uma das partes do contrato pode impor a sua vontade (poder) e, com isso, limitar a autonomia da outra ao extremo. 15 VENOSA, 2010, p BRASIL. Lei Nº , de 10 de Janeiro de Institui o Código Civil. Disponível em: < Acesso em: 18 fev. 2012: Art Aplicam-se à troca as disposições referentes à compra e venda, com as seguintes modificações: I - salvo disposição em contrário, cada um dos contratantes pagará por metade as despesas com o instrumento da 6
7 avença de compra e venda, como fixa o caput do dispositivo ora citado. De fato, há que se reconhecer, como exposto no presente, que a permuta guarda bastante similitude com a compra e venda, sendo, portanto, aplicável as disposições desta àquela, observando, com efeito, as particularidade que traçam os termos caracterizadores. A primeira ressalva estabelecida está atrelada à premissa que, a rigor, na troca não há um comprador nem um vendedor, mas sim dois sujeitos que entregam e recebem coisas, distintas de montantes pecuniários. Neste passo, a solução estabelecida pelo Diploma Civilista vigente, no que concerne às despesas do negócio jurídico, fixou que cada um dos permutantes arcará com metade da quantia. Tal regra, obviamente, é de aplicação supletiva, na ausência de estipulação contratual específica, decorrente da autonomia da vontade das partes 17. Consagrada também na redação do artigo 533 do Código Civil, a segunda ressalva traz à baila que o contrato de troca será anulável, quando a avença for estipulada de ascendente para descendente e o valor dos objetos forem desiguais. Ao lado disso, há que pontuar que, em havendo a concordância dos demais descendentes e do cônjuge, não subsistirá qualquer óbice para que a permuta se aperfeiçoe. Verifica-se, neste cenário, o intento do legislador em salvaguardar os demais descendentes e o cônjuge do permutante de possível simulação e de fraude 18. Coadunando com as ponderações estruturadas, bem como ambicionando trazer sedimento robusto acerca do tema, há que se lançar mão do entendimento jurisprudencial, que assim acena: Ementa: Venda de Ascendente a descendente por interposta pessoa e troca desigual. Nulidade. Prescrição. [omissis] 2. Impõe-se a desconstituição da venda, quando flagrante a intenção de troca; II - é anulável a troca de valores desiguais entre ascendentes e descendentes, sem consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante. 17 GAGLIANO; PAMPLONA FILHO, 2009, p Neste sentido: SILVA, p. 03: A troca é anulável se for feita de ascendente para descendente, mas apenas se essa troca for desigual (valores diferentes), pois se os valores forem os mesmos, não será necessário o consentimento dos descendentes e dos respectivos cônjuges. Assim sendo desigual a troca, transferindo o ascendente objeto de maior valor para o descendente e este em menor valor ao ascendente, poderá sim, ocorrer a troca, mas só ocorrerá com o consentimento dos descendentes e dos cônjuges destes, pois neste caso existe claramente um benefício ao descendente,protegendo a lei os demais descendentes da simulação e da fraude. 7
8 fraudar a lei (art do CC), utilizando-se uma terceira pessoa para alienar bens de ascendente a descendente sem o consentimento dos demais. 3. A permuta entre ascendentes e descendentes exige a anuência expressa dos demais descendentes quando evidenciada a desigualdade de valores, mas desde que demonstrado que o descendente permutante saiu beneficiado. Indeferida a diligência requerida pela Procuradoria de Justiça, preliminar argüida pelos apelados não conhecida, agravo retido não conhecido e apelo provido em parte. (Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul Sétima Câmara Cível/ Apelação Cível Nº / Relatora Desembargadora Maria Berenice Dias/ Julgado em ) (destaque nosso) Com efeito, em sendo os valores das coisas permutadas iguais, não há que se exigir a referida anuência, porquanto não subsistirá qualquer possibilidade de ocorrer prejuízo para os demais descendentes. Ao lado do expendido, há que se arrazoar, ainda, que desnecessária será a anuência quando o bem entregue pelo descendente ao ascendente for de valor superior ao entregue pelo segundo ao primeiro. Tal fato guarda simetria com as disposições contidas no inciso II do art. 533 do Estatuto de 2002, vez que não haverá decréscimo do patrimônio do ascendente. Nesta linha, inexistirá interesse dos demais descendentes em discordar da permuta avençada. 6 Efeitos do Contrato de Permuta Há que se arrazoar que os efeitos da troca são, via de regra, os mesmos aplicados em relação à compra e venda, em decorrência da semelhança existente entre os institutos em comento, incluindo-se as garantias existentes quanto à evicção e aos vícios redibitórios, sendo o permutante identificado como vendedor. Nesta linha de entendimento, impende frisar que, no que tane aos vícios redibitórios, não há opção, em relação ao permutante, de exigir a resolução do contrato ou mesmo abatimento do preço, subsistindo tão somente a pretensão à resolução da avença, retornado ao status quo ante. À guisa de exemplificação, pode-se apresentar o seguinte precedente jurisprudencial: Ementa: Rescisão Contratual. Troca de moto por fusca. Adulteração no número do motor do veículo. Prova documental que atesta o defeito anterior ao negócio. Vício redibitório, que autoriza desfazimento da permuta, independente de boa-fé. Retenção do bem pela autoridade policial. Situação que, na regra civil atual, caracteriza evicção, com o mesmo consectário. Recurso desprovido. (Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul Terceira Turma Recursal 8
9 Cível/ Recurso Inominado Nº / Relato Jerson Moacir Gubert/ Julgado em ) (destaque nosso) Em relação ao instituto da evicção, mister se faz salientar que se afetar uma das coisas, restará inquinado todo o contrato. Quadra realçar que a evicção, neste alamiré, figura como uma espécie de garantia que recai sobre o também sobre o permutante, a qual decorre diretamente do contrato e independentemente de estipulação. Ademais, a esta garantia tem direito não só o proprietário, mas também o possuidor e o usuário. Restando configurada a evicção, o evicto terá direito a restituição da coisa, assim como a indenização pelas perdas e danos e, se houver, custas processuais. Estará incluso, também, no caso retro, a ser restituído o evicto pelas despesas contratuais. Anote-se, por necessário, que na permuta haverá a possibilidade do contratante pedir a devolução da coisa que foi entregue, se o outro pactuante não cumprir com a parte que lhe compete, vigorando, desta forma, a exceção de contrato não cumprido. Assim, uma parte não pode exigir da outra o cumprimento de uma obrigação se este, ao menos ao mesmo tempo, não cumpriu a sua. Na troca, os contratantes possuem idêntica obrigação, consistente na entrega da coisa. 9
10 Referências: BRASIL. Lei Nº. 556, de 25 de junho de Código Comercial. Disponível em: < Acesso em: 18 fev BRASIL. Lei Nº , de 10 de Janeiro de Institui o Código Civil. Disponível em: < Acesso em: 18 fev GAGLIANO, Pablo Stolze; PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo Curso de Direito Civil: Contratos em Espécie. Volume IV: Tomo 2. São Paulo: Editora Saraiva, SILVA, Maíra Santos Antunes da. Do contrato de troca ou permuta. Revista Busca Legis. Disponível em: < Acesso em 18 fev VENOSA, Sílvio de Salvo. Código Civil Interpretado. São Paulo: Editora Atlas, VERDAN, Tauã Lima. Princípios Norteadores dos Contratos: A Valoração do Pós-Positivismo no Código Civil Brasileiro. Jurid Publicações Eletrônicas, Bauru, 25 mai Disponível em: < Acesso em 18 fev
BuscaLegis.ccj.ufsc.br
BuscaLegis.ccj.ufsc.br Do contrato de troca ou permuta Maíra Santos Antunes da Silva Conceito Na permuta um dos contratantes promete uma coisa em troca de outra, ou seja, uma parte se obriga a dar uma
O Contrato de Troca ou Permuta no Código Civil
O Contrato de Troca ou Permuta no Código Civil Maria Bernadete Miranda 1 1. Disposições Gerais do Contrato de Troca ou Permuta A troca ou permuta, também denominada escambo, afigurou como a primeira relação
PRÁTICA CIVIL E PROCESSUAL LEGALE
BEM IMOVEL Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I -os direitos reais sobre imóveis e as ações
1. Compra e Venda Mercantil (art. 481/504 CC) 1. Origem histórica da compra e venda
1. Compra e Venda Mercantil (art. 481/504 CC) 1. Origem histórica da compra e venda A compra e venda é o mais importante de todos os contratos, tendo em vista que é pela compra e venda que se dá a circulação
USUFRUTO. 1) Conceito:
USUFRUTO 1) Conceito: O usufruto é um dos chamados direitos reais sobre coisa alheia. Para Sílvio de Salvo Venosa 1 usufruto é um direito real transitório que concede a seu titular o poder de usar e gozar
Outubro/2011. Prof a. HELISIA GÓES. Advogada Especialista em Direito Processual Mestre em Direito Ambiental e Políticas Públicas
Contrato de Compra e Venda Outubro/2011 Prof a. HELISIA GÓES Advogada Especialista em Direito Processual Mestre em Direito Ambiental e Políticas Públicas Definição: é a troca de uma coisa por dinheiro
EXERCÍCIO 1. EXERCÍCIO 1 Continuação
Direito Civil Contratos Aula 1 Exercícios Professora Consuelo Huebra EXERCÍCIO 1 Assinale a opção correta com relação aos contratos. a) O contrato preliminar gera uma obrigação de fazer, no entanto não
ROTEIRO DE ESTUDOS DIREITO DO TRABALHO SUJEITOS DA RELAÇÃO DE EMPREGO
ROTEIRO DE ESTUDOS DIREITO DO TRABALHO SUJEITOS DA RELAÇÃO DE EMPREGO I. EMPREGADOR 1. Conceito A definição celetista de empregador é a seguinte: CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual
CONTRATO DE COMODATO DE IMÓVEL
1/5 CONTRATO DE COMODATO DE IMÓVEL Pelo presente instrumento particular de contrato, que tem de um lado FUNDAÇÃO FACULDADE DE MEDICINA, pessoa jurídica de direito privado, de fins não lucrativos, reconhecida
DIREITO CIVIL Espécies de Contratos
DIREITO CIVIL Espécies de Contratos Espécies de Contratos a serem estudadas: 1) Compra e venda e contrato estimatório; 2) Doação; 3) Depósito; 4) Mandato; 5) Seguro; 6) Fiança; 7) Empréstimo (mútuo e comodato);
Contrato Unilateral - gera obrigações para apenas uma das partes. Contrato Bilateral - gera obrigações para ambas as partes.
Turma e Ano: Flex B (2013) Matéria / Aula: Civil (Contratos) / Aula 13 Professor: Rafael da Motta Mendonça Conteúdo: Teoria Geral dos Contratos: 3- Classificação; 4 - Princípios. 3. Classificação: 3.1
PARECER Nº, DE 2010. RELATOR: Senador ANTONIO CARLOS JÚNIOR I RELATÓRIO
PARECER Nº, DE 2010 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS, sobre o Projeto de Lei da Câmara nº 57, de 2007 (PL 4760, de 2005, na origem), que altera o art. 3º da Lei nº 8.100, de 5 de dezembro de 1990, para
FACULDADE DE PARÁ DE MINAS Reconhecida pelo Decreto 79.090 de 04/01/1970
CURSO DE DIREITO 2º SEMESTRE 2013 PERÍODO: 4º DISCIPLINA: Direito Civil III - Teoria Geral dos Contratos e Responsabilidade Civil CARGA HORÁRIA TOTAL: 80 h/a. CRÉDITOS: 04 PROFESSORA: MÁRCIA PEREIRA COSTA
RESUMO. Um problema que esse enfrenta nesta modalidade de obrigação é a escolha do objeto.
RESUMO I - Obrigações Alternativas São aquelas que têm objeto múltiplo, de maneira que o devedor se exonera cumprindo apenas uma delas. Nasce com objeto múltiplo. Ex.: A se obriga a pagar a B objeto X
Disciplina: Direito e Processo do Trabalho 3º semestre - 2011 Professor Donizete Aparecido Gaeta Resumo de Aula
1. Princípio da norma mais favorável. 2. Princípio da condição mais benéfica. 3. Princípio de irrenunciabilidade. 4. Princípio da primazia da realidade. 5. Princípio da continuidade da relação de emprego.
Outubro/2010. Prof a. Esp. Helisia Góes
Contrato de Compra e Venda Outubro/2010 Prof a. Esp. Helisia Góes Definição: é a troca de uma coisa por dinheiro (VENOSA). É o negócio jurídico bilateral pelo qual uma das partes (vendedora) se obriga
AULA 08 TEORIA GERAL DOS CONTRATOS
Profª Helisia Góes Direito Civil III Contratos Turmas 5ºDIV, 5º DIN-1 e 5º DIN-2 DATA: 24/09/09 (5º DIV) e 29/09/09 (5º DIN-1 e 5º DIN-2) CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ AULA 08 TEORIA GERAL DOS CONTRATOS
Conteúdo: IV - Modalidades de Obrigação. 2. Não fazer. 3. Dar Coisa Certa e Incerta. 4. Divisível. 5 - Indivisível
Turma e Ano: Flex B (2013) Matéria / Aula: Direito Civil - Obrigações / Aula 09 Professor: Rafael da Mota Mendonça Conteúdo: IV - Modalidades de Obrigação. 2. Não fazer. 3. Dar Coisa Certa e Incerta. 4.
BuscaLegis.ccj.ufsc.br
BuscaLegis.ccj.ufsc.br Compra e venda com reserva de domínio Raquel Abdo El Assad * Através da compra e venda com reserva de domínio, não se transfere a plena propriedade da coisa ao comprador, pois ao
ASPECTOS DA DESAPROPRIAÇÃO POR NECESSIDADE OU UTILIDADE PÚBLICA E POR INTERESSE SOCIAL.
ASPECTOS DA DESAPROPRIAÇÃO POR NECESSIDADE OU UTILIDADE PÚBLICA E POR INTERESSE SOCIAL. Por Osvaldo Feitosa de Lima, Advogado e mail: [email protected] Em razão do princípio da supremacia do interesse
2ª Fase Direito Civil
2ª Fase Direito Civil Professor Fabio Alves [email protected] CONTRATOS E CDC PRINCÍPIOS AUTONOMIA DA VONTADE PACTA SUNT SERVANDA BOA-FÉ OBJETIVA 1 Formação dos contratos Proposta e Aceitação
Acordo Quadro para Transacções Financeiras
Acordo Quadro para Transacções Financeiras Anexo de Manutenção de Margem para Transacções de Reporte e Empréstimos de Valores Mobiliários Edição de Janeiro de 2001 Este Anexo complementa as Condições Gerais
a) Liberatória (art. 299 CC) o devedor originário está exonerado do vínculo obrigacional.
Turma e Ano: Flex B (2013) Matéria / Aula: Direito Civil / Aula 12 Professor: Rafael da Mota Mendonça Conteúdo: Obrigações: V - Transmissão das Obrigações: 2. Assunção de Dívida. Contratos: Teoria Geral
Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 2ª TURMA RECURSAL JUÍZO C
JUIZADO ESPECIAL (PROCESSO ELETRÔNICO) Nº201070510020004/PR RELATORA : Juíza Andréia Castro Dias RECORRENTE : LAURO GOMES GARCIA RECORRIDO : UNIÃO FAZENDA NACIONAL V O T O Dispensado o relatório, nos termos
Art. 538. Considera-se doação o contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra.
Lição 14. Doação Art. 538. Considera-se doação o contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra. Na doação deve haver, como em qualquer outro
A TRANSFORMAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES EM FUNDAÇÕES Kelly Schmitz * RESUMO
A TRANSFORMAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES EM FUNDAÇÕES Kelly Schmitz * RESUMO A pessoa jurídica de direito público está exposta na parte geral do Novo Código Civil, que entrou em vigor em janeiro de 2002. As pessoas
EMPRÉSTIMO. 1. Referência legal do assunto. Arts. 579 a 592 do CC. 2. Conceito de empréstimo
1. Referência legal do assunto Arts. 579 a 592 do CC. 2. Conceito de empréstimo EMPRÉSTIMO Negócio jurídico pelo qual uma pessoa entrega uma coisa a outra, de forma gratuita, obrigando-se esta a devolver
Literalidade o título valerá pelo que nele estiver escrito. Formalismo - a forma do título de crédito é prescrita lei.
Legislação Societária / Direito Comercial Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 27 DIREITO CAMBIÁRIO Títulos de Crédito São documentos representativos de obrigações pecuniárias, deve ser escrito, assinado
SENTENÇA. Processo nº: 1026847-91.2015.8.26.0100 Classe Assunto: Procedimento Ordinário - Rescisão do contrato e devolução do dinheiro
fls. 375 SENTENÇA Processo nº: 1026847-91.2015.8.26.0100 Classe Assunto: Procedimento Ordinário - Rescisão do contrato e devolução do dinheiro Requerente: Luiz Eduardo Possagnolo Requerido: Gafisa Spe-127
PARECER Nº 13238. São formulados objetivamente os seguintes questionamentos: Relatei.
PARECER Nº 13238 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL. CONTRATAÇÃO EMERGENCIAL PELO REGIME DA CLT. ARTIGO 37, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 C/C ARTIGO 443 DA CLT. Vem a esta Procuradoria-Geral
Provas escritas individuais ou provas escritas individuais e trabalho(s)
Programa de DIREITO CIVIL II 3º período: 80h/a Aula: Teórica EMENTA Direito das obrigações. Obrigação. Obrigações de dar. Obrigações de fazer. Obrigações de não fazer. Obrigações alternativas. Obrigações
Lei 11.795/08 A NOVA LEI DE CONSÓRCIOS. Juliana Pereira Soares
Lei 11.795/08 A NOVA LEI DE CONSÓRCIOS Art. 2º da Lei 11.795/08: Consórcio é a reunião de pessoas naturais e jurídicas em grupo, com prazo de duração e número de cotas previamente determinados, promovida
Em síntese, a Impugnante alegou o que segue:
Considerando a apresentação, por parte da empresa ÁQUILA TRANSPORTES DE CARGAS LTDA, da IMPUGNAÇÃO AO INSTRUMENTO CONVOCATÓRIO referente ao Pregão Eletrônico nº 23/2010, cujo objeto é o REGISTRO DE PREÇOS
Nº 70034654392 COMARCA DE NOVO HAMBURGO BRUNA MACHADO DE OLIVEIRA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO MONOCRÁTICA. AÇÃO DE COBRANÇA DE SEGURO OBRIGATÓRIO. DPVAT. LEGITIMIDADE PASSIVA. RESPONSABILIDADE DE QUALQUER SEGURADORA INTEGRANTE DO CONSÓRCIO. INCLUSÃO DA SEGURADORA
1. Do conjunto normativo que disciplina a criação de sindicatos e a filiação dos servidores públicos
Nota Técnica nº 07/2008 SINASEFE. Dispositivo do Estatuto que permite a incorporação de outros sindicatos à entidade, na condição de seções sindicais. Análise da legalidade da disposição à luz da Constituição
11/11/2010 (Direito Empresarial) Sociedades não-personificadas. Da sociedade em comum
11/11/2010 (Direito Empresarial) Sociedades não-personificadas As sociedades não-personificadas são sociedades que não tem personalidade jurídica própria, classificada em: sociedade em comum e sociedade
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Registro: 2015.0000421989 ACÓRDÃO
fls. 243 Registro: 2015.0000421989 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 1114351-72.2014.8.26.0100, da Comarca de São Paulo, em que é apelante BROOKFIELD SÃO PAULO EMPREENDIMENTOS
LEI N 3.818, DE 20 DE MARÇO DE 1967
LEI N 3.818, DE 20 DE MARÇO DE 1967 Publicada no DOE (Pa) de 31.03.67. Alterada pela Lei 4.313/69. Vide Lei 5.002/81, que fixa alíquotas para o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos
ILUSTRÍSSIMO SENHOR PREGOEIRO DO PREGÃO ELETRÔNICO Nº 458/2009 DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA- ESTRUTURA DE TRANSPORTES DNIT/RS.
ILUSTRÍSSIMO SENHOR PREGOEIRO DO PREGÃO ELETRÔNICO Nº 458/2009 DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA- ESTRUTURA DE TRANSPORTES DNIT/RS. PREGÃO ELETRÔNICO Nº 458 / 2009 PROCESSO : 50610.000792/2009-59 PORTO
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL EDILSON PEREIRA NOBRE JÚNIOR
AC Nº 540866/PE (0010598-17.2010.4.05.8300) APTE : UNIMED GUARARAPES - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV/PROC : BRUNO BEZERRA DE SOUZA e outros APDO : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ASSIST MP : ANS - AGÊNCIA
COMPANHIA PROVIDÊNCIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO Companhia Aberta. CNPJ/MF n. 76.500.180/0001-32 NIRE 41.3.000.5081-3
COMPANHIA PROVIDÊNCIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO Companhia Aberta CNPJ/MF n. 76.500.180/0001-32 NIRE 41.3.000.5081-3 PLANO DE OPÇÕES DE COMPRA DE AÇÕES DA COMPANHIA CAPÍTULO I OBJETIVOS DO PLANO Cláusula 1.ª
Direito Civil III Contratos
Direito Civil III Contratos Evicção Prof. Andrei Brettas Grunwald 2011.1 1 Código Civil Artigo 447. Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta garantia ainda que a aquisição
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO 9ª Câmara de Direito Privado ACÓRDÃO
Registro: 2014.0000760XXX ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0057XXX- 94.2009.8.26.0405, da Comarca de Osasco, em que é apelante COOPERATIVA HABITACIONAL PLANALTO, é apelado
Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China
CONVENÇÃO SOBRE A LEI APLICÁVEL AOS CONTRATOS DE COMPRA E VENDA INTERNACIONAL DE MERCADORIAS (Concluída em 22 de dezembro de 1986) Os Estados-Partes da presente Convenção, Desejando unificar as regras
CONTRATO DE COMPRA E VENDA COM CESSÃO E TRANSFERÊNCIA DE QUOTAS DE SOCIEDADE POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA
1 CONTRATO DE COMPRA E VENDA COM CESSÃO E TRANSFERÊNCIA DE QUOTAS DE SOCIEDADE POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA I PARTES: a) Sócia 2, doravante denominada simplesmente PROMITENTE VENDEDOR CEDENTE;
A previsibilidade legal da evicção consiste numa garantia de segurança do adquirente.
12 - EVICÇÃO O termo evicção traduz idéia de perda, ser vencido, perder e ocorre quando o adquirente de um bem perde a posse e a propriedade do mesmo em virtude de ato judicial ou administrativo que reconhece
REGIME DE BENS NO NOVO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO
1 REGIME DE BENS NO NOVO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO Cleiton Graciano dos Santos 1 RESUMO: Este artigo trata sobre o Regime de Bens no novo Código Civil brasileiro, apresentando os principais aspectos do assunto,
O FALECIMENTO DO SÓCIO DE EMPRESA LIMITADA E A SUCESSÃO DE SUAS QUOTAS À LUZ DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO
O FALECIMENTO DO SÓCIO DE EMPRESA LIMITADA E A SUCESSÃO DE SUAS QUOTAS À LUZ DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO O falecimento do sócio de empresa limitada é matéria de grande interesse prático para qualquer sociedade
Felipe Galesco São Paulo: 2012 www.galesco.com.br
O suicídio é coberto ou não pelo seguro de vida dentro do período de carência? Felipe Galesco São Paulo: 2012 www.galesco.com.br Para responder esta pergunta, vamos entender qual a sistemática do Código
COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO
COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO PROJETO DE LEI N o 3.847, DE 2012 (Apensados os PLs nº 5.158, de 2013, e nº 6.925, de 2013) Institui a obrigatoriedade de as montadoras de veículos,
A APLICAÇÃO DO REGIME DE CAIXA NA APURAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE AS VERBAS PAGAS A DESTEMPO, ACUMULADAMENTE, POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL
A APLICAÇÃO DO REGIME DE CAIXA NA APURAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE AS VERBAS PAGAS A DESTEMPO, ACUMULADAMENTE, POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL Nelson Yoshiaki Kato 1 RESUMO: O presente artigo aborda a
REGULAMENTO DA PROMOÇÃO RENDA GARANTIDA
REGULAMENTO DA PROMOÇÃO RENDA GARANTIDA HAF SPE017 HA JARDIM BOTÂNICO LTDA., pessoa jurídica de direito privado, com sede na Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, nº. 1280, Mossunguê, nesta Capital,
CÍVEL Nº 71002427482 COMARCA DE PORTO ALEGRE
COBRANÇA. CONSUMIDOR. CONTRATO. SEGURO DE VIDA. RESSARCIMENTO/COMPLEMENTAÇÃO DE AUXILIO FUNERAL. DEVOLUÇÃO EM DOBRO DAS PRESTAÇÕES COBRADAS/PAGAS APÓS A MORTE DO SEGURADO. 1. Restou incontroversa a contratação
DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO
DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO Art. 175 ao Art. 182 CTN Centro de Ensino Superior do Amapá Direito Financeiro e Tributário II Professora: Ilza Facundes Macapá-AP, 2013.1
PERMUTA DE IMÓVEIS CONCEITO
PERMUTA DE IMÓVEIS CONCEITO Considera-se permuta toda e qualquer operação que tenha por objeto a troca de uma ou mais unidades imobiliárias, prontas ou a construir, por outra ou outras unidades imobiliárias,
Processo nº: 0000018-42.2014.8.26.0968 ACÓRDÃO
fls. 1 Registro: 2014.0000019861 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei nº 0000018-42.2014.8.26.0968, da Comarca de São Carlos, em que é MICHELLE
Direito Civil IV Aula 08. Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2
Direito Civil IV Aula 08 Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2 Revisão Localização do Contrato; Características dos Contratos; Conceito de Contrato; Requisitos de Validade dos Contratos;
a) Verificar o direito real do promitente comprador;
PROMESSA DE COMPRA E VENDA 1 Lindiara Antunes Do Nascimento 2, Carlos Guilherme Probst 3. 1 TRABALHO DE CURSO - TC 2 AUTOR- Aluna do curso de Direito pela UNIJUI 3 COUATOR - Mestre em Educação nas Ciências
MINUTA DE CONTRATO CONTRATO DE COMPRA E VENDA
MINUTA DE CONTRATO CONTRATO DE COMPRA E VENDA TERMO DE COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA DE BEM IMÓVEL QUE ENTRE SI FAZEM A FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE ALTO VALE DO RIO DO PEIXE - FUNIARP E. Na forma abaixo: FUNDAÇÃO
CONSULTA N. 605/2014 CONSULENTE: UFSC - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA EMENTA: 1. PERGUNTA:
CONSULTA N. 605/2014 CONSULENTE: UFSC - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA EMENTA: Contrato. Obras e serviços de engenharia. Faturamento em nome de fornecedor/fabricante que não participou da licitação.
Tribunal de Justiça de Minas Gerais
Número do 1.0024.14.148142-4/001 Númeração 0807534- Relator: Relator do Acordão: Data do Julgamento: Data da Publicação: Des.(a) Mariângela Meyer Des.(a) Mariângela Meyer 24/02/2015 06/03/2015 EMENTA:
Desembargador JOSÉ DIVINO DE OLIVEIRA Acórdão Nº 373.518 E M E N T A
Poder Judiciário da União Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios Órgão 6ª Turma Cível Processo N. Agravo de Instrumento 20090020080840AGI Agravante(s) POLIMPORT COMÉRCIO E EXPORTAÇÃO
NEGÓCIO JURÍDICO Conceito MANIFESTAÇÃO DE VONTADE + FINALIDADE NEGOCIAL (aquisição, conservação, modificação e extinção de direitos)
NEGÓCIO JURÍDICO Conceito MANIFESTAÇÃO DE VONTADE + FINALIDADE NEGOCIAL (aquisição, conservação, modificação e extinção de direitos) INTERPRETAÇÃO Boa-fé e usos do lugar CC113 Os negócios jurídicos devem
ESPÉCIES DE RENÚNCIA AO DIREITO HEREDITÁRIO E EFEITOS TRIBUTÁRIOS. Artur Francisco Mori Rodrigues Motta
ESPÉCIES DE RENÚNCIA AO DIREITO HEREDITÁRIO E EFEITOS TRIBUTÁRIOS Artur Francisco Mori Rodrigues Motta ESPÉCIES DE RENÚNCIA AO DIREITO HEREDITÁRIO E EFEITOS TRIBUTÁRIOS Artur Francisco Mori Rodrigues Motta
ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA
ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA DECRETO Nº 13.346, DE 24 DE JUNHO DE 2013. Regulamenta a Lei Complementar nº 4.403, de 5 de junho de 2013, que Estabelece obrigação de uso do sistema ITBI
CONTRATO DE LOCAÇÃO NÃO RESIDENCIAL
DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS É o ato de vontade que, por se conformar com os mandamentos da lei e a vocação do ordenamento jurídico, confere ao agente os efeitos por ele almejados. ELEMENTOS ESTRUTURAIS I -ESSENCIAIS
RESUMO DA TABELA DE EMOLUMENTOS E TFJ DE 2015 EM VIGOR PARA ATOS PRATICADOS A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2015
RESUMO DA TABELA DE EMOLUMENTOS E TFJ DE 2015 EM VIGOR PARA ATOS PRATICADOS A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2015 1- ATOS DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS VALORES EM R$ ATO VALORES TOTAL BUSCA (POR PERÍODO
O DIREITO DE ARREPENDIMENTO NA INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA POR PARTE DO COMPRADOR.
O DIREITO DE ARREPENDIMENTO NA INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA POR PARTE DO COMPRADOR. BRUNO MATTOS E SILVA O DIREITO DE ARREPENDIMENTO NA INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA POR PARTE DO COMPRADOR. BRUNO MATTOS E SILVA
Direito Civil Dr. Márcio André Lopes Cavalcante Juiz Federal
Direito Civil Dr. Márcio André Lopes Cavalcante Juiz Federal Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados. 1 Principais julgados do 1 o Semestre de 2013 Julgados
PONTO 1: Litisconsórcio na Seara Laboral PONTO 2: Sucessão Trabalhista PONTO 3: Terceirização 1. LITISCONSÓRCIO NA SEARA LABORAL
1 DIREITO DO TRABALHO PONTO 1: Litisconsórcio na Seara Laboral PONTO 2: Sucessão Trabalhista PONTO 3: Terceirização 1. LITISCONSÓRCIO NA SEARA LABORAL 1.1 FORMAÇÃO DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO FACULTATIVO
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº, DE 2013
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº, DE 2013 (Do Sr. CARLOS SOUZA) Susta a aplicação dos artigos 62 e 63 do Regulamento do Serviço Móvel Pessoal SMP, anexo à Resolução nº 477, de 7 de agosto de 2007, da
Rio de Janeiro, 26 de julho de 2011.
Rio de Janeiro, 26 de julho de 2011. Ementa: Direito Administrativo e tributário. Desapropriação de imóvel urbano Responsabilidade pelo pagamento da dívida de IPTU e Compensação com o valor a ser recebido
Coordenação-Geral de Tributação
Fls. 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 249 - Data 12 de setembro de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA A promessa de compra e venda de
DES. LUÍS AUGUSTO COELHO BRAGA (PRESIDENTE) E DES.ª ELISA CARPIM CORRÊA
Agravo de instrumento. Recuperação judicial. Contrato de crédito. Hipótese em que a garantia do banco é dinheiro dos depósitos em conta corrente e aplicações financeiras na forma de penhor. Incidência
Nº XXXXXXXXXXXXXX COMARCA DE CAXIAS DO SUL A C Ó R D Ã O
AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE ALIMENTOS MOVIDA PELA GENITORA, IDOSA, CONTRA UM DOS FILHOS. OBRIGAÇÃO ALIMENTAR EXCEPCIONALMENTE SOLIDÁRIA, POR FORÇA DO ART. 12 DO ESTATUTO DO IDOSO (LEI 10.741/03). LITISCONSÓRCIO
Teoria Geral dos Contratos. Formação dos Contratos. Extinção dos Contratos. Contratos Nominados. Contratos Inominados. Atos Unilaterais de Vontade.
1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D.27 PERÍODO: 5º PERÍODO CRÉDITO: 04 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO CIVIL III NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60
Férias Individuais e Coletivas; Período Aquisitivo e Concessivo; Remuneração; Abono; Efeitos na Rescisão Contratual
Lição 6. Férias Férias Individuais e Coletivas; Período Aquisitivo e Concessivo; Remuneração; Abono; Efeitos na Rescisão Contratual 6.1. FÉRIAS INDIVIDUAIS: arts. 129 a 138 da CLT. As férias correspondem
Lição 5. Formação dos Contratos
Lição 5. Formação dos Contratos Seção II Da Formação dos Contratos Art. 427. A proposta de contrato obriga o proponente, se o contrário não resultar dos termos dela, da natureza do negócio, ou das circunstâncias
ARRENDAMENTO MERCANTIL LEASING
ARRENDAMENTO MERCANTIL LEASING LÚCIA HELENA BRISKI YOUNG De acordo com as Leis 6.099/74, art. 1º, e 7.132/83, considera-se arrendamento mercantil o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica, na
TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo
Registro: 2011.0000018579 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0142773-50.2009.8.26.0100, da Comarca de, em que é apelante MARITIMA SAUDE SEGUROS S/A sendo apelado LIDIA ZAHARIC.
Cód. Disciplina Período Créditos Carga Horária. D. 27 5º 04 Semanal Mensal 04 60
e Cód. Disciplina Período Créditos Carga Horária D. 27 5º 04 Semanal Mensal 04 60 Nome da Disciplina DIREITO CIVIL III Curso DIREITO D- 19 DIREITO CIVIL II(MATRIZ 2008/01) D- 21DIREITO CIVIL II(MATRIZ
Lição 15. Locação Locação de coisas
Lição 15. Locação No direito romano, a locação se dividia em locação de coisas e locação de serviços (trabalho). O CC/16 apresentava o contrato de prestação de serviços como locação de serviços. O CC/02
BuscaLegis.ccj.ufsc.br
BuscaLegis.ccj.ufsc.br O que é uma ONG? Rodrigo Mendes Delgado *. Uma ONG é uma Organização Não-Governamental. Mas, para que serve uma ONG? Simples, serve para auxiliar o Estado na consecução de seus objetivos
Institui a chamada isonomia horizontal para que as pessoas que estejam na mesma situação, sejam tratadas de forma similar.
Princípio da Isonomia Tributária Primeiramente, cabe demarcar toda a difícil compreensão do princípio isonomia no Direito, vez que a mera sintetização tratamento pela igualdade, demanda a estipulação de
A RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA NA PRÁTICA
A RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA NA PRÁTICA CONSIDERAÇÕES INICIAIS A RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA É UMA DAS MODALIDADES DE SUJEIÇÃO PASSIVA TRIBUTÁRIA; ANÁLISE DAS HIPÓTESES DE RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA
Espelho Civil Peça Item Pontuação Fatos fundamentos jurídicos Fundamentos legais
Espelho Civil Peça A peça cabível é PETIÇÃO INICIAL DE ALIMENTOS com pedido de fixação initio litis de ALIMENTOS PROVISÓRIOS. A fonte legal a ser utilizada é a Lei 5.478/68. A competência será o domicílio
SENTENÇA. Processo Digital nº: 1059894-56.2015.8.26.0100 Classe - Assunto Procedimento Ordinário - Rescisão do contrato e devolução do dinheiro
fls. 332 SENTENÇA Processo Digital nº: 1059894-56.2015.8.26.0100 Classe - Assunto Procedimento Ordinário - Rescisão do contrato e devolução do dinheiro Requerente: Marcelo Monea e outro Requerido: Vila
Nota Técnica nº. 003/2015/GECOG Vitória, 02 de setembro de 2015.
Nota Técnica nº. 003/2015/GECOG Vitória, 02 de setembro de 2015. Assunto: Orientações sobre o controle de obrigações contratuais no SIGEFES a partir de 10 de setembro de 2015. 1. Com base no art. 105 da
Estabelecimento Empresarial
Estabelecimento Empresarial É a base física da empresa, que consagra um conjunto de bens corpóreos e incorpóreos, constituindo uma universalidade que pode ser objeto de negócios jurídicos. É todo o complexo
Empresas de Capital Fechado, ou companhias fechadas, são aquelas que não podem negociar valores mobiliários no mercado.
A Ação Os títulos negociáveis em Bolsa (ou no Mercado de Balcão, que é aquele em que as operações de compra e venda são fechadas via telefone ou por meio de um sistema eletrônico de negociação, e onde
Superior Tribunal de Justiça
RELATOR : MINISTRO ARNALDO ESTEVES LIMA EMENTA PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO EXERCIDO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS. COMPROVAÇÃO POR MEIO DE FORMULÁRIO PRÓPRIO. POSSIBILIDADE ATÉ
Validade, Vigência, Eficácia e Vigor. 38. Validade, vigência, eficácia, vigor
Validade, Vigência, Eficácia e Vigor 38. Validade, vigência, eficácia, vigor Validade Sob o ponto de vista dogmático, a validade de uma norma significa que ela está integrada ao ordenamento jurídico Ela
