Plataforma Logística de Lisboa Norte
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- Lucca Marroquim Aires
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1 RELATÓRIO DE MONITORIZAÇÃO DA QUALIDADE DAS ÁGUAS SUPERFICIAIS Campanha do ano 2011 Plataforma Logística de Lisboa Norte - ABERTIS LOGÍSTICA S.A. - 2 de Março de 2011 Monitorização Ambiental PLLN Águas superfíciais 1ª campanha 2009 Pág. 1/18 Versão 1
2 Relatório de Monitorização da Qualidade das Águas Superficiais Campanha do ano 2011 PLATAFORMA LOGÍSTICA DE LISBOA NORTE 2 de Março de 2011 Versão 1 APROVADO POR Cristina Ascenço Responsável dos Estudos de Ambiente Engenheira Química Monitorização Ambiental PLLN Águas superficiais Campanha de 2011 Pág. 2/17
3 Índice Geral 1. INTRODUÇÃO IDENTIFICAÇÃO E OBJECTIVOS DA MONITORIZAÇÃO ÂMBITO DO RELATÓRIO DE MONITORIZAÇÃO (RM) ENQUADRAMENTO LEGAL E NORMATIVO ESTRUTURA DO RELATÓRIO AUTORIA TÉCNICA DO RELATÓRIO 7 2. ANTECEDENTES CONSIDERAÇÕES GERAIS MEDIDAS PREVISTAS PARA PREVENIR OU REDUZIR OS IMPACTES OBJECTO DE MONITORIZAÇÃO RECLAMAÇÕES RELATIVAS AO FACTOR AMBIENTAL OBJECTO DE MONITORIZAÇÃO 8 3. DESCRIÇÃO DO PROGRAMA DE MONITORIZAÇÃO IDENTIFICAÇÃO DOS PARÂMETROS A MONITORIZAR E LOCAIS DE AMOSTRAGEM MÉTODOS E EQUIPAMENTOS DE RECOLHA DE DADOS RELAÇÃO DOS DADOS COM CARACTERÍSTICAS DO PROJECTO OU DO AMBIENTE EXÓGENO AO PROJECTO CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE DADOS RESULTADOS DO PROGRAMA DE MONITORIZAÇÃO RESULTADOS OBTIDOS AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS FACE AOS CRITÉRIOS DEFINIDOS AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DAS MEDIDAS DE MINIMIZAÇÃO ADOPTADAS COMPARAÇÃO COM AS PREVISÕES EFECTUADAS CONCLUSÕES 17 ANEXOS: ANEXO I LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DOS PONTOS DE MONITORIZAÇÃO DE ACORDO COM A DIA ANEXO II IMAGEM DO GOOGLE EARTH COM A LOCALIZAÇÃO DOS PONTOS DE RECOLHA ANEXO III BOLETINS DE ANÁLISE DA MONITORIZAÇÃO DA QUALIDADE DAS ÁGUAS SUPERFICIAIS Monitorização Ambiental PLLN Águas superficiais Campanha de 2011 Pág. 3/17
4 Índice de Quadros QUADRO 1 LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DOS PONTOS DE MONITORIZAÇÃO 9 QUADRO 2 OBJECTIVOS AMBIENTAIS DE QUALIDADE MÍNIMA PARA AS ÁGUAS SUPERFICIAIS (ANEXO XXI DO DL 236/98) 10 QUADRO 3 OBJECTIVOS DE QUALIDADE DAS ÁGUAS DESTINADAS À REGA (ANEXO XVI DO DL 236/98) 11 QUADRO 4 RESULTADOS OBTIDOS PARA A VALA DE EMAÚS 12 QUADRO 5 RESULTADOS OBTIDOS PARA A VALA DE SANTO ANTÓNIO 14 QUADRO 6 RESULTADOS OBTIDOS PARA A VALA DO CARRIL 15 Monitorização Ambiental PLLN Águas superficiais Campanha de 2011 Pág. 4/17
5 1. Introdução 1.1 Identificação e Objectivos da Monitorização O presente relatório apresenta os resultados obtidos no decorrer da campanha de 2011 de monitorização das águas superficiais das linhas de água que atravessam a área da futura Plataforma Logística de Lisboa Norte (PLLN). 1.2 Âmbito do Relatório de Monitorização (RM) O âmbito deste relatório de monitorização diz respeito à componente de águas superficiais e decorre das medidas de monitorização recomendadas no Estudo de Impacte Ambiental (EIA) e na Declaração de Impacte Ambiental (DIA). Assim, as águas superficiais alvo da presente campanha são as correspondentes a quatro linhas de água que atravessam os terrenos da futura PLLN, a saber: Ribeira de Castanheira do Ribatejo; Vala de Emaús; Vala de Santo António; Vala do Carril. A recolha de amostras realizou-se de forma pontual durante o dia 26 de Janeiro de Enquadramento Legal e Normativo A legislação em vigor associada ao presente trabalho de monitorização é constituída por: Decreto Lei n.º 197/2005 de 8 de Novembro - dá nova redacção ao DL n.º69/2000 de 3 de Maio, que estabelece o regime da sujeição a avaliação de impacte ambiental de projectos que, pela sua localização, dimensão ou características, sejam susceptíveis de provocar incidências significativas no ambiente Portaria n.º 330/2001 de 2 de Abril - fixa as normas técnicas para a estrutura do EIA, na sequência do DL 69/2000; Decreto-Lei n.º 236/98, de 1 de Agosto estabelece as normas, critérios e objectivos de qualidade com a finalidade de proteger o meio aquático e melhorar a qualidade das águas em função dos seus principais usos; Decreto-Lei n.º 103/2010, de 24 de Setembro estabelece as normas de qualidade ambiental no domínio da política da água e transpõe a Directiva n.º 2008/105/CE, de 16 de Dezembro, e parcialmente a Directiva n.º 2009/90/CE, de 31 de Julho; Norma Portuguesa EN 27888, 9.º vol. define a metodologia para determinar a condutibilidade eléctrica; Monitorização Ambiental PLLN Águas superfíciais 1ª campanha 2009 Pág. 5/18
6 Norma Portuguesa 411 define a metodologia para determinar o ph; Norma Portuguesa 505 define a metodologia para determinar os sólidos suspensos totais; SMEWW 4500-NH3 F define a metodologia para determinar a carência bioquímica em oxigénio (CBO 5 ); SMEWW 5210 B define a metodologia para determinar o azoto amoniacal; SMEWW 4500 P-B,E define a metodologia para determinar o fósforo total; ASTMD 1252/A - define a metodologia para determinar a carência química em oxigénio (CQO); PI.LM.01 define a metodologia para determinar a concentração de coliformes totais e fecais; ISQ W041 metodologia interna para a determinação do oxigénio dissolvido; ISQ W042 metodologia interna para a determinação da temperatura. 1.4 Estrutura do Relatório O presente relatório de monitorização, previsto no n.º 2 do artigo 29.º do Decreto-Lei n.º 197/2005, contempla a estrutura e o conteúdo definidos nas normas técnicas constantes do anexo V da Portaria n.º 330/2001, de 2 de Abril: 1. Introdução Identificação e objectivos da monitorização Âmbito do relatório de monitorização Enquadramento legal Apresentação da estrutura do relatório Auditoria técnica do relatório 2. Antecedentes Considerações gerais Medidas previstas para prevenir ou reduzir os impactes objecto de monitorização Reclamações relativas ao factor ambiental objecto de monitorização 3. Descrição do programa de monitorização Identificação do parâmetro a monitorizar e locais de amostragem Métodos e equipamentos de recolha de dados Relação dos dados com características do projecto ou do ambiente exógeno ao projecto Critérios de avaliação de dados 4. Resultados do programa de monitorização Resultados obtidos Avaliação dos resultados face aos critérios definidos Avaliação da eficácia das medidas de minimização adoptadas Comparação com as previsões efectuadas 5. Conclusões Monitorização Ambiental PLLN Águas superficiais Campanha de 2011 Pág. 6/17
7 1.5 Autoria Técnica do Relatório O presente relatório foi elaborado pelo Instituto da Soldadura e Qualidade com recurso à seguinte equipa técnica: Fernando Fernandes Técnico de Amostragens 12º ano de escolaridade Carla Caetano Responsável Técnica da Unidade de Físico-Química Licenciada em Química Tecnológica Tânia Santos Responsável Técnica da Unidade de Orgânicos Licenciada em Química Tecnológica Marta Pedroso Técnica Superior de Ambiente Engenheira do Ambiente Recolha de amostras Análises laboratoriais Análises laboratoriais - orgânicos Elaboração do Relatório 2. Antecedentes 2.1 Considerações Gerais Este relatório diz respeito à campanha de monitorização de 2011 para o descritor qualidade das águas superficiais, no âmbito da implantação e exploração da Plataforma Logística de Lisboa Norte em Castanheira do Ribatejo. A PLLN corresponde a um projecto de índole rodoviário com o objectivo de complementar a oferta logística da Grande Lisboa constituindo-se como uma plataforma adicional de suporte ao porto de Lisboa e à distribuição para toda a área de influência do mesmo, através da promoção do ordenamento e a eficiência logísticos, proporcionando ainda aos operadores actuais e potenciais a concentração destas actividades em instalações especialmente criadas para o efeito. Entre Janeiro e Julho de 2007 foi realizado o EIA, em fase de Projecto de Execução, tendo sido objecto de Consulta Pública entre 26 de Outubro e 30 de Novembro de Em Janeiro de 2008, este Projecto, correspondente ao Procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) nº 530/2007, obteve a DIA (Processo n.º 04.3/059 (2007) Reg.29) com parecer favorável condicionado ao cumprimento das medidas de minimização propostas, pela entidade responsável pela avaliação, e previstas no EIA. Refira-se que a Autoridade de AIA para este Projecto é a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT). Monitorização Ambiental PLLN Águas superficiais Campanha de 2011 Pág. 7/17
8 2.2 Medidas Previstas para Prevenir ou Reduzir os Impactes Objecto de Monitorização No EIA assim como na DIA, são enunciadas várias medidas de minimização destinadas à protecção das águas superficiais, para a fase seguinte da implantação do empreendimento. Dando cumprimento ao definido na DIA, foram já implementadas uma série de medidas minimizadoras durante a fase de construção da PLLN. Estas medidas foram detalhadas no relatório de monitorização correspondente à 4ª campanha de 2009 e referem-se às seguintes actividades: Gestão de Resíduos; Circulação de Veículos pesados; Regularização de linhas de água; Movimentação de terras /operações de aterro; Instalação/Funcionamento do Estaleiro. 2.3 Reclamações Relativas ao Factor Ambiental Objecto de Monitorização Até à presente data não foram registadas quaisquer reclamações referentes à qualidade das águas superficiais em apreço. 3. Descrição do Programa de Monitorização 3.1 Identificação dos Parâmetros a Monitorizar e Locais de Amostragem A campanha de monitorização da qualidade das águas superficiais do ano 2011, foi realizada, conforme estipulado pela DIA, em oito pontos, a montante e jusante de quatro linhas de água que atravessam a Plataforma, a saber: Ribeira de Castanheira, Vala de Emaús, Vala de Santo António e Vala do Carril. No Quadro 1 apresentam-se as coordenadas geográficas dos pontos de amostragem. A selecção dos locais de recolha das amostras foi efectuada tendo por base a localização dos pontos definida pela DIA bem como as acessibilidades aos locais e a segurança de pessoas e bens. No Anexo I apresenta-se o extracto da Carta Militar identificando os locais de monitorização definidos na DIA, e no Anexo II uma imagem do Google Earth identificando os pontos de recolha das amostras, cujas coordenadas se indicam, como já referido, no Quadro 1. Monitorização Ambiental PLLN Águas superficiais Campanha de 2011 Pág. 8/17
9 Quadro 1 Localização geográfica dos pontos de monitorização. N.º Pontos de monitorização Coordenadas Obs. 1 Vala do Carril - Montante N 39º 00 03,8 ; W 8º 57 13,4-2 Vala do Carril - Jusante N 38º 59 55,1 ; W 8º 57 01,6-3 Vala de Emaús - Montante N 38º 59 47,3 ; W 8º 57 34,6-4 Vala de Emaús - Jusante N 38º 59 27,1 ; W 8º 57 22,0-5 Vala de Santo António - Montante N 38º 59 29,6 ; W 8.º 57 47,4-6 Vala de Santo António - Jusante N 38º 59 10,0 ; W 8º 57 25,9-7 Ribeira da Castanheira - Montante N 38º 59 14,7 ; W 8º 57 59,2-8 Ribeira da Castanheira - Jusante N 38º 58 56,5 ; W 8º 57 44,1 - Em cada amostra de água superficial recolhida nos pontos acima referidos, foram caracterizados os seguintes parâmetros: ph, Temperatura, Oxigénio dissolvido, Salinidade, Condutividade, Hidrocarbonetos totais (HT), Óleos e gorduras (OG), Sólidos suspensos totais (SST), Metais pesados (zinco, cobre, chumbo e cádmio), Carência bioquímica de oxigénio (CBO 5 ), Carência química de oxigénio (CQO), Coliformes fecais, Coliformes totais, Azoto amoniacal, Fósforo total. No Anexo III do presente relatório apresentam-se os boletins de análise emitidos pelo Laboratório de Química e Ambiente do ISQ LABQUI. 3.2 Métodos e equipamentos de recolha de dados Equipamento utilizado O equipamento utilizado na amostragem consistiu num termómetro, medidor de ph e oxigénio dissolvido, condutivímetro e material para a recolha das águas. Verificações prévia e final Previamente ao início das medições, foi verificado o bom funcionamento dos aparelhos, bem como os respectivos parâmetros de configuração. Medições As amostras recolhidas foram objecto de algumas determinações no local (temperatura, condutividade, ph e oxigénio dissolvido). Posteriormente as amostras foram transportadas para o Laboratório de Química e Ambiente para serem analisados os restantes parâmetros. Monitorização Ambiental PLLN Águas superficiais Campanha de 2011 Pág. 9/17
10 Todos os equipamentos de recolha e medição utilizados pelo LABQUI encontram-se devidamente calibrados. 3.3 Relação dos dados com características do projecto ou do ambiente exógeno ao projecto Relativamente ao ambiente exógeno existente na área a intervencionar salienta-se como fontes de poluentes para os recursos hídricos as habitações e industriais existentes na envolvente da área em estudo (fontes tópicas), e a utilização dos terrenos na pastagem de gado bravo (fonte difusa). Outro factor a ter em consideração é a influência das marés das águas do rio Tejo sobre as quatro linhas de água em estudo, cujos caudais de entrada se encontram regularizados por comportas localizadas na foz de cada uma das linhas de água. Esta entrada minimiza os impactes provocados pelos efluentes domésticos, industriais e fontes difusas, e aumenta a salinidade da água durante o período de entrada de caudal. Os parâmetros descritos no ponto 3.1 foram escolhidos tendo em conta as fontes de poluição descritas e os poluentes comuns na sua constituição. 3.5 Critérios de avaliação de dados Os resultados obtidos são comparados com os valores máximos admissíveis (VMA), valores máximos recomendáveis (VMR) e/ou normas de qualidade ambiental (NQA) em vigor, definidos no Decreto-Lei n.º 236/98, de 1 de Agosto e no Decreto-Lei n.º103/2010, de 24 de Setembro, nomeadamente: No Anexo XXI do Decreto-Lei n.º 236/98 (objectivos ambientais de qualidade mínima para as águas superficiais) e na Parte A do Anexo III do Decreto-Lei n.º 103/2010 (NQA para substâncias prioritárias), apresentados no Quadro 2; No Anexo XVI (qualidade das águas destinadas à rega), apresentados no Quadro 3. Salienta-se o facto de para alguns dos parâmetros monitorizados, não existir qualquer valor de referência nos referidos Decretos-Lei. Quadro 2 Objectivos ambientais de qualidade mínima (Anexo XXI do DL 236/98) e normas de qualidade ambiental para as águas doces superficiais (Anexo II do DL 103/2010). Parâmetro Expressão dos resultados VMA/NQA ph Escala de Sorensen 5,0-9,0 Temperatura ºC 30 Variação da temperatura ºC 3 Oxigénio dissolvido % de saturação 50 CBO 5 O 2 mg/l 5 Azoto amoniacal N mg/l 1 Fósforo total P mg/l 1 Monitorização Ambiental PLLN Águas superficiais Campanha de 2011 Pág. 10/17
11 Parâmetro Expressão dos resultados VMA/NQA Cádmio total Cd mg/l 0,0015 [1] Chumbo total Pb mg/l 0,0072 [2] Cobre total Cu mg/l 0,1 Zinco total Zn mg/l 0,5 VMA Valor Máximo Admissível; NQA Norma de Qualidade Ambiental [1] NQA expressa e, concentração máxima admissível, classe 5 (dureza da água 200 mg CaCO 3/l), águas doces superficiais. [2] NQA expressa em valor médio anual, águas doces superficiais. Quadro 3 Objectivos de qualidade das águas destinadas à rega (Anexo XVI do DL 236/98). Parâmetro Expressão dos resultados VMR VMA Cádmio mg/l 0,01 0,05 Chumbo mg/l 5,0 20 Cobre mg/l 0,20 5,0 Salinidade CE ds/m SDT mg/l SST mg/l 60 - Zinco mg/l 2,0 10,0 ph Escala de Sorensen 6,5-8,4 4,5-9,0 Coliformes fecais /100 ml VMR Valor Máximo Recomendado 4. Resultados do Programa de Monitorização 4.1 Resultados obtidos Nos quadros seguintes são apresentados os valores obtidos na campanha de monitorização realizada, fazendo-se igualmente a análise de conformidade com os Anexos XVI e XXI do Decreto-Lei nº 236/98 e Anexo III do Decreto-Lei n.º 103/2010. São apresentados a cor vermelha e a negrito os valores que ultrapassam os referidos valores de referência aqui considerados. Monitorização Ambiental PLLN Águas superficiais Campanha de 2011 Pág. 11/17
12 Quadro 4 Resultados obtidos para a Ribeira da Castanheira Parâmetro Ribeira da Castanheira VMA (DL 236/98) / Anexo XVI DL 236/98 NQA (DL 103/2010) Montante Jusante VMR VMA ph (Escala Sorensen) 7,8 8,0 5,0-9,0 6,5-8,4 4,5-9,0 Temperatura (ºC) 11 9, Oxigénio dissolvido (%) Salinidade ( ) 0,10 0, Condutividade (µs/cm) 7, , HT (mg/l) 5, <3, OG (mg/l) 1,3 4, SST (mg/l) < CBO 5 (mg/l) 4,4 <3, CQO (mg/l) Azoto amoniacal (mg/l) 0,42 6, Fósforo total (mg/l) 0,25 0, Coliformes fecais (mg/l) 3, , Coliformes totais (mg/l) 6, , Zinco (mg/l) 1, <1, ,5 2 10,0 Cobre (mg/l) <1, <1, ,1 0,2 5,0 Chumbo (mg/l) <6, <6, ,0072 5,0 20 Cádmio (mg/l) <5, <5, ,0015 0,01 0,05 Monitorização Ambiental PLLN Águas superficiais Campanha de 2011 Pág. 12/17
13 Quadro 5 Resultados obtidos para a Vala de Emaús Parâmetro Vala de Emaús VMA (DL 236/98) / Anexo XVI DL 236/98 Montante Jusante NQA (DL 103/2010) VMR VMA ph (Escala Sorensen) 8,8 8,4 5,0-9,0 6,5-8,4 4,5-9,0 Temperatura (ºC) Oxigénio dissolvido (%) Salinidade ( ) 1,3 1, Condutividade (µs/cm) 2, , HT (mg/l) 7, <3, OG (mg/l) 0,56 0, SST (mg/l) <10 < CBO 5 (mg/l) 12 8, CQO (mg/l) Azoto amoniacal (mg/l) 2,9 2, Fósforo total (mg/l) 1,3 0, Coliformes fecais (mg/l) 2, , Coliformes totais (mg/l) 3, , Zinco (mg/l) 5, , ,5 2 10,0 Cobre (mg/l) Chumbo (mg/l) Cádmio (mg/l) <1, <1, ,1 0,2 5,0 <6, <6, ,0072 5,0 20 <5, <5, ,0015 0,01 0,05 Monitorização Ambiental PLLN Águas superficiais Campanha de 2011 Pág. 13/17
14 Quadro 6 Resultados obtidos para a Vala de Santo António Parâmetro Vala de Santo António VMA (DL 236/98) / Anexo XVI DL 236/98 NQA (DL 103/2010) Montante Jusante VMR VMA ph (Escala Sorensen) 7,5 8,2 5,0-9,0 6,5-8,4 4,5-9,0 Temperatura (ºC) Oxigénio dissolvido (%) 90 1, Salinidade ( ) 1,2 1, Condutividade (µs/cm) 2, , HT (mg/l) <3, <3, OG (mg/l) <3, , SST (mg/l) < CBO 5 (mg/l) <3,0 <3, CQO (mg/l) <10 < Azoto amoniacal (mg/l) 0,14 0, Fósforo total (mg/l) 8, , Coliformes fecais (mg/l) 3, , Coliformes totais (mg/l) 8, , Zinco (mg/l) <1, , ,5 2 10,0 Cobre (mg/l) <1, <1, ,1 0,2 5,0 Chumbo (mg/l) <6, ,25 0,0072 5,0 20 Cádmio (mg/l) 8, <5, ,0015 0,01 0,05 Monitorização Ambiental PLLN Águas superficiais Campanha de 2011 Pág. 14/17
15 Quadro 7 Resultados obtidos para a Vala do Carril Parâmetro Vala do Carril VMA (DL 236/98) / Anexo XVI DL 236/98 Montante Jusante NQA (DL 103/2010) VMR VMA ph (Escala Sorensen) 7,7 7,8 5,0-9,0 6,5-8,4 4,5-9,0 Temperatura (ºC) Oxigénio dissolvido (%) Salinidade ( ) 0,50 0, Condutividade (µs/cm) 1, ,4 x HT (mg/l) <3, <3, OG (mg/l) <3, <3, SST (mg/l) < CBO 5 (mg/l) 5,3 4, CQO (mg/l) Azoto amoniacal (mg/l) 6, , Fósforo total (mg/l) 0,27 0, Coliformes fecais (mg/l) 2, , Coliformes totais (mg/l) 8, ,5 x Zinco (mg/l) 3, <1, ,5 2 10,0 Cobre (mg/l) <1, <1, ,1 0,2 5,0 Chumbo (mg/l) <6, <6, ,0072 5,0 20 Cádmio (mg/l) <5, , ,0015 0,01 0,05 Monitorização Ambiental PLLN Águas superficiais Campanha de 2011 Pág. 15/17
16 4.2 Avaliação dos resultados face aos critérios definidos Tendo em conta os resultados apresentados nos quadros 4 a 7, constata-se que actualmente as águas superficiais a montante e a jusante do local de implantação da PLLN apresentam, em alguns casos, teores de oxigénio dissolvido, carência bioquímica de oxigénio (CBO 5 ), azoto amoniacal, coliformes fecais e chumbo que não se encontram em conformidade com os respectivos VMA/VMR/NQA. Faz-se de seguida a análise de conformidade relativamente à água colhida em cada linha de água: Ribeira de Castanheira: Os parâmetros oxigénio dissolvido e coliformes fecais ultrapassam os respectivos VMA/VMR, a montante e a jusante. Vala de Emaús: Os parâmetros CBO 5, azoto amoniacal e coliformes fecais ultrapassam os respectivos VMA/VMR a montante e a jusante. Ainda a montante verifica-se o incumprimento dos VMA/VMR estabelecidos para os parâmetros ph e fósforo total. Vala de Santo António: Os parâmetros que ultrapassam os respectivos VMA/NQA são o oxigénio dissolvido (VMA), a montante e a jusante, e o chumbo (NQA), apenas a jusante. Vala do Carril: Os parâmetros que ultrapassam os respectivos VMA/VMR são os coliformes fecais, a montante e jusante; o CBO 5, apenas a montante e o azoto amoniacal, apenas a jusante. Com excepção das situações acima indicadas, todos os restantes parâmetros apresentaram teores inferiores aos respectivos limites legais. Destaca-se que, de entre os 9 incumprimentos de VMA/VMR/NQA verificados a jusante, para a totalidade dos parâmetros analisados nas quatro linhas de água, apenas 2 dessas excedências não foram acompanhadas de incumprimentos também a montante (chumbo, na Vala de Santo António e azoto amoniacal na Vala do Carril). 4.3 Avaliação da eficácia das medidas de minimização adoptadas No decorrer da construção da PLLN, têm sido consideradas as medidas de minimização preconizadas no EIA e na DIA, no sentido de prevenir eventuais impactes ambientais para os recursos hídricos superficiais, conforme exposto no ponto 2.2 do relatório referente à 4ª campanha de 2009 e que incluiu uma análise do histórico em termos de concentração de poluentes. Dado o não agravamento, de um modo geral, da qualidade das águas superficiais analisadas na área de implementação da PLLN, desde a campanha de caracterização da situação de referência até ao actual estado de desenvolvimento dos trabalhos, considera-se que as medidas implementadas até à data têmse revelado eficazes na prevenção dos potenciais impactes sobre as águas superficiais. Monitorização Ambiental PLLN Águas superficiais Campanha de 2011 Pág. 16/17
17 4.4 Comparação com as previsões efectuadas Dado o elevado número de aglomerações urbanas e industriais na envolvente, com descargas de efluentes urbanos e industriais para estas linhas de água, não eram expectáveis grandes alterações aos resultados obtidos nas campanhas anteriores. Contudo, comparando os valores obtidos na presente campanha com os resultados da campanha anterior, decorrida em Setembro de 2010, verifica-se, de forma generalizada, uma melhoria da qualidade das linhas de água monitorizadas nos pontos a montante e a jusante da PLLN, paralelamente a um decréscimo do número de parâmetros cujos teores ultrapassam os respectivos VMR/VMA/NQA. No que se refere à análise da potencial influência dos trabalhos desenvolvidos na PLLN sobre a qualidade das águas superficiais das linhas de água monitorizadas, refira-se que, considerando os resultados obtidos a montante e a jusante do local de instalação da PLLN, verificou-se que, de um modo geral, os pontos de análise a jusante revelam uma qualidade superior relativamente à verificada nos pontos a montante, em particular no que se refere aos parâmetros com teores superiores aos respectivos VMA/VMR/NQA. 5. Conclusões Verifica-se que estas linhas de água se mantêm sujeitas a níveis de concentração de certos poluentes que ultrapassam os valores máximos admissíveis definidos pela legislação nacional para a qualidade das águas doces superficiais e das águas destinadas a rega. Os parâmetros mais críticos são o oxigénio dissolvido, CBO 5, azoto amoniacal, coliformes fecais e chumbo. Em relação à anterior campanha verificou-se um decréscimo do número de parâmetros com teores superiores aos respectivos VMA/VMR/NQA definidos na legislação, quer a montante, quer a jusante da PLLN. Nos casos em que não são excedidos os respectivos valores de referência (porque não estão definidos ou porque os teores detectados são inferiores a estes valores), verificou-se também que os teores obtidos na campanha anterior são geralmente superiores aos obtidos na presente campanha de monitorização. Por último, nesta campanha verificou-se ainda que, de forma generalizada, os pontos de análise a jusante da PLLN revelam uma qualidade superior relativamente à verificada nos pontos a montante. Monitorização Ambiental PLLN Águas superficiais Campanha de 2011 Pág. 17/17
18 ANEXOS
19 Anexo I Localização geográfica dos pontos de monitorização de acordo com a DIA (Extracto da Folha Nº 390 da Carta Militar à Escala 1:25000)
20 Anexo II Imagem do Google Earth indicando os pontos onde foi efectuada a recolha das amostras Nos pontos 7 e 8, correspondentes à Ribeira de Castanheira do Ribatejo, não foi possível recolher amostras por falta de caudal.
21 Anexo III Boletins de análise da monitorização da qualidade das águas superficiais Campanha de 2011
RELATÓRIO DO PLANO DE MONITORIZAÇÃO DA QUALIDADE DE ÁGUAS SUPERFICIAIS DO ECO PARQUE DO RELVÃO
RELATÓRIO DO PLANO DE MONITORIZAÇÃO DA QUALIDADE DE ÁGUAS SUPERFICIAIS DO ECO PARQUE DO RELVÃO RELATÓRIO FINAL DAS CAMPANHAS DE MONITORIZAÇÃO - 2014 Janeiro de 2015 1. Parâmetros da Campanha inicial de
ph, 25oC... Escala de Sorensen 6,5-8,5 5,5-9,0 5,5-9,0 Cor (após filtração simples)... mg/l, escala Pt-Co 10 O) (O) (O) 200
ANEXO I - Qualidade das águas doces superficiais destinadas à produção de água para consumo humano Parâmetros Unidades A1 A2 A3 VMR VMA VMR VMA VMR VMA ph, 25oC.... Escala de Sorensen 6,5-8,5 5,5-9,0 5,5-9,0
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