SIMPOCANA UNESP Dracena 06/11/2015
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- Yago Natal Cipriano
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1 SIMPOCANA UNESP Dracena 06/11/2015 Segunda parte: Avaliação de Falhas em linhas CanaCana-de de-açúcar segundo o Método de Stolf : 1. Fundamento do método 2. Como medir falhas? 3. Como calcular perdas de produtividade? 4. Compensa replantar falhas? 5. Quantidade de muda ou de gemas/m : Qual é o valor? Rubismar Stolf Professor Titular UFSCar Campus de Araras - SP [email protected] 1
2 Bibliografia para download em: FALHAS: 38. STOLF, R. Methodology for gap evaluation on sugarcane lines. STAB, Piracicaba, v.4, n.6, p.1220, jul./ago STOLF, R. Metodologia de avaliação de falhas nas linhas de cana-de-açúcar. STAB, Piracicaba, v.4, n.6, p.22-36, jul./ago STOLF, R., IAIA, A.M., LEE, T.S.G. Índice de falhas segundo o método de STOLF: correlação com o rendimento agrícola em cana-planta. Brasil Açucareiro, Rio de Janeiro, v.104, n.5,6, p.44-50, STOLF, R., IAIA, A.M., LEE, T.S.G. Índice de falhas segundo o método de STOLF: correlação com o rendimento agrícola em soqueiras de cana-de-açúcar. Álcool e Açúcar, São Paulo, v.11, n.58, p.12-16, maio/jun Assuntos correlatos a falhas (no. de gemas no plantio, perfilhos e competição) 60. STOLF, R. & BARBOSA, V. Quantidade de muda nos sulcos de plantio da cana-de-açúcar em espaçamentos convencionais e estreitos: (I) qual é o valor?. STAB, Piracicaba, v.9, n.1/2, p.28-30, set/dez STOLF, R. Um modelo explicativo da competição entre colmos de um canavial e o vale da morte. STAB, Piracicaba, v.8, n.2, p.27-34, nov./dez
3 1. Fundamento do método Definindo falhas 3
4 Comparando um canavial menos falhado e mais falhado Canavial menos falhado Canavial mais falhado 4
5 Distribuição de falhas segundo seu comprimento Cana-planta Tamanho No. de de falhas falhas (100 (cm) m de linha)
6 Tamanho das falhas a serem medidas Tamanho de falhas (cm) No. de falhas (100 m de linha) Cana planta Menos falhada Soq. 4o. Corte Mais falhada 6
7 2. Como medir falhas? falhas? - R. Basta somar o comprimento total de falhas maiores que 0, 5 m em um trecho de linha de cana: %Falhas= Comprimento total das falhas maiores que 0,5 m em determinado trecho x 100 Comprimento total do trecho considerado Exemplo: em um trecho de 20 m foram encontradas 7 falhas maiores que 0,5 m, totalizando 6 m. Calcular a porcentagem de falhas. % Falhas= (6 m / 20 m) x 100 = 30 %, ou seja, 30 m de falhas em 100 m de sulco. 7
8 Interpretação % Falhas= (6 m / 20 m) x 100 = 30 % (30 m de falhas em 100 m de sulco). Tamanho médio das falhas = 6 m / 7 falhas = 0,86 m No. de falhas por 100 m de sulco = 35 (7 falhas /20m x 100 = 35) Frequência = 2,0 m para encontrar uma falha (100 30) / 35 = 2,0 m 35 falhas/100 m 30 % (30m /100m) Tamanho médio TM= 0,86 m Encontra-se uma falha a cada Freq.=2,0 m 8
9 3. Como calcular as perdas de produtividade? como seria a curva Prod. % x Falhas %? O que significa 30 % de falhas em termos de produtividade? 9
10 Ensaio de calibração 5 tratamentos 5 repetições em blocos ao acaso 3 LOCAIS 1- U.s Santa Elisa: SP Us. Santa Bárbara: NA UFSCar Araras: NA
11 Esquema: Trat. 1: 15 gemas /m Ensaio de calibração 11
12 Plantio: Trat. 1: 15 gemas /m 12
13 Esquema: Trat. 2: 12 gemas /m Ensaio de calibração 13
14 Plantio: Trat. 2: 12 gemas /m 14
15 Esquema: Trat. 3: 9 gemas /m Ensaio de calibração 15
16 Plantio: Trat. 3: 09 gemas /m 16
17 Esquema: Trat. 4: 6 gemas /m Ensaio de calibração 17
18 Plantio: Trat. 4: 06 gemas /m 18
19 Esquema: Trat. 5: 3 gemas /m Ensaio de calibração 19
20 Plantio: Trat. 5: 03 gemas /m 20
21 Fechamento: 15 gemas /m (Trat. 1) 21
22 Fechamento: 12 gemas / m (Trat. 2) 22
23 Fechamento: 09 gemas /m (Trat. 3) 23
24 Fechamento: 06 gemas / m (Trat. 4) 24
25 Fechamento: 03 gemas (Trat. 5) 25
26 Colheita 26
27 Colheita 27
28 Colheita 28
29 Colheita 29
30 Colheita: trecho sem falha 30
31 Colheita: trecho com porcentagem elevada de falhas (63 %). 31
32 Produção toneladas x Falhas 32
33 Prod. % x Falhas % 33
34 Conclusão: ocorre uma perda de apenas 32 % e uma recuperação de 68 %. Exemplo: canavial com 100 t / ha sem falhas: ocorrendo 30 % de falhas perde 30 x 0,32 = 9,6 t/ha recupera 30 x 0,68 = 20,4 t / ha 34
35 No. de falhas X F % 35
36 Falhas x perdas no campo 36
37 Medindo falhas 37
38 Como ver as falhas (vista aérea)? Exemplo: comparar visualmente talhão com 20 % x 40 % 38
39 SIMULANDO VISTA AÉREA: COMPARANDO VISUALMENTE CANAVIAL DE 20 % x 40 % DE FALHAS ÁREA COM 20 % DE FALHAS: a cada 3 m encontra-se uma falha de 0,74 m ÁREA COM 40 % DE FALHAS: a cada 1,3 m encontra-se uma falha de 0,87 m 39
40 TÉCNICA DE LEVANTAMENTO DE IMAGENS AGX AÉREAS DESENVOLVIDA PELA (agricultura de precisão) APLICADA AO MÉTODO DE STOLF DE AVALIAÇÃO DE FALHAS. Prof. Dr. Onofre Trindade Jr. USP / ICMC e equipe Aeromodelo com piloto automático GPS e câmera de altíssima resolução Futuro da agricultura de precisão aplicada ao controle agrícola: IMAGENS ON LINE 40
41 TÉCNICA DA AGX APLICADA AO MÉTODO 13 DE STOLF 41
42 TÉCNICA DA AGX APLICADA AO MÉTODO DE STOLF 42
43 TÉCNICA DA AGX APLICADA AO MÉTODO DE STOLF F%=13 43
44 TÉCNICA DA AGX APLICADA AO MÉTODO DE STOLF F%=18 44
45 TÉCNICA DA AGX APLICADA AO MÉTODO DE STOLF F%=20 45
46 TÉCNICA DA AGX APLICADA AO MÉTODO DE STOLF F%=24 46
47 TÉCNICA DA AGX APLICADA AO MÉTODO DE STOLF F%=26 47
48 TÉCNICA DA AGX APLICADA AO MÉTODO 29 DE STOLF F%=29 48
49 TÉCNICA DA AGX APLICADA AO MÉTODO DE STOLF F%=39 49
50 TÉCNICA DA AGX APLICADA AO MÉTODO DE STOLF F%=40 50
51 TÉCNICA DA AGX APLICADA AO MÉTODO DE STOLF F%=50 51
52 TÉCNICA DA AGX APLICADA AO MÉTODO DE STOLF F%=50 52
53 Tese de Flávia Roncato Frasson, Orientada pelo Prof. José Paulo Molin utilizando sensor ótico para medir falhas segundo método de Stolf: Publicações dos autores: FRASSON, Flávia Roncato ; MOLIN, J. P. ; SALVI, José Vitor ; POVH, Fabricio Pineiro ; GARCIA, M. A. L.. Utilização de sensor ótico ativo no diagnóstico de falhas de plantio em cana-deaçúcar. STAB. Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil, v. 26, p , FRASSON, F. R. ; SALVI, J.V. ; POVH, F. P. ; MOLIN, José Paulo ; MOTOMIYA, A. V. A.. Quantificação de Falhas de Plantio de Cana-de-Açúcar Utilizando um Sensor Ótico Ativo.. In: XIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, 2007, Florianópolis. Anais..., p
54 Estudo de falhas em plantios mecanizados - Plantio mecanizado utilizando rebolo / tolete - Syngenta está utilizando o método para validar também a calibração de falhas no método PLENE Plant Energy plantio mecanizado de gemas isoladas 54
55 4. Compensa replantar falhas? falhas? Produtividade: 100 t / ha = kg / ha 1 ha a espaçamento 1,4 m = 7142,8 m de linha Peso de 1 m de linha = 14 kg Preço, valor de 1 kg de cana = 0,050 real / kg Tamanho da falha = 1 m Recuperação natural = 68 % Perda real = 32 % 1. SE NÃO HOUVESSE RECUPERAÇÃO NATURAL Falha de 1 m perde-se 14 kg. Replantio tenta recuperar 14 kg valor de 1 kg de cana = 0,050 real / kg Retorno do replantio de 1 m de falha = 0,050 real/kg * 14kg = 0,70 real 2. CONSIDERANDO A RECUPERAÇÃO A falha de 1 m perde-se 14 x 0,32 = 4,5 kg. Replantio tenta recuperar 4,5 kg pois 9,5 kg recuperaria naturalmente. Retorno do replantio de 1 m de falha = 0,050 real /kg * 4,5kg = 0,23 real 55
56 4. Compensa replantar falhas? 56
57 4. Compensa replantar falhas? FOTO 1. Replantio de falhas na Fazenda Fabiano IV. Data: 23/02/2007. FOTO 2. Brota nas falhas, 2 meses após o replantio (04/2007). 57
58 4. Compensa replantar falhas? FOTO 3. Brota nas falhas, 4 meses após o replantio (06/2007). FOTO 4. Brota nas falhas, 9 meses após o replantio Avaliação de falhas segundo o método de Stolf 58 (11/2007). =================== ===
59 CONSIDERAÇÕES FINAIS Compensa replantar falhas? falhas? R. A cana já apresenta uma fantástica capacidade de recuperação. A margem de recuperação artificial é pequena R. Em geral o sombreamento impede o desenvolvimento da muda replantada nas falhas Esforço muito grande para um retorno incerto... Sugestão para trabalhar as falhas Comece por usar o método de medir as falhas e aplique a tabela de perdas, pois é a melhor forma de conhecer o problema...
60 FIM 60
61 61
62 COMO MEDIR FALHAS? 62
37. STOLF, R. Metodologia de avaliação de falhas nas linhas de cana-de-açúcar. STAB, Piracicaba, v.4, n.6, p.22-36, jul./ago.1986.
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