1. DIREITOS DAS COISAS - INTRODUÇÃO.
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- Emanuel Gonçalves Felgueiras
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1 1. DIREITOS DAS COISAS - INTRODUÇÃO. Relação direta das pessoas com os bens, ou seja, conjunto de normas e institutos jurídicos que norteiam a superação de conflitos de interesses, relacionados, em ultima instancia ao aproveitamento, pelos seres humanos, dos bens que são por eles considerados valiosos. No direito das coisas o ser humano e o bem estão juridicamente vinculados. Características: DIREITO ABSOLUTO: O direito real é oponível erga omnes (inclusive contra o Estado) DIREITO TÍPICO: Só existem os direitos expressamente previstos na lei (não cabe às partes criar novo direito real, apenas utilizar o que está previsto na lei). ADERÊNCIA À COISA: o direito recai sobre a coisa, acompanha a coisa, não importa quem é a pessoa, o relevante é o próprio bem. Classificação: Direito Real Sobre Coisa Própria: normalmente é a propriedade, embora haja outras classificações doutrinárias. Direito Real sobre coisa Alheia: todo direito real que não seja direito de propriedade. 2. DIREITOS REAIS - PROPRIEDADE. A sociedade capitalista existe em razão do direito de propriedade. Ao longo da história é possível citar diversos fatos e acontecimentos que remetem à propriedade, como as revoluções industrial e francesa, e até mesmo o celibato da igreja católica (que surgiu para evitar a divisão da propriedade dos padres). Disposições Preliminares Art O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavêla do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha. 1º O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas finalidades econômicas e sociais e de modo que sejam preservados, de conformidade com o estabelecido em lei especial, a flora, a fauna, as belezas naturais, o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como evitada a poluição do ar e das águas. 2º São defesos os atos que não trazem ao proprietário qualquer comodidade, ou utilidade, e sejam animados pela intenção de prejudicar outrem. 3º O proprietário pode ser privado da coisa, nos casos de desapropriação, por necessidade ou utilidade pública ou interesse social, bem como no de requisição, em caso de perigo público iminente. 4º O proprietário também pode ser privado da coisa se o imóvel reivindicado consistir em extensa área, na posse ininterrupta e de boa-fé, por mais de cinco anos, de considerável número de pessoas, e estas nela houverem realizado, em conjunto ou separadamente, obras e serviços considerados pelo juiz de interesse social e econômico relevante. 5º No caso do parágrafo antecedente, o juiz fixará a justa indenização devida ao proprietário; pago o preço, valerá a sentença como título para o registro do imóvel em nome dos possuidores. A propriedade inclui quatro direitos: usar, gozar, dispor e reaver a coisa de quem a possua injustamente. É preciso verificar, em relação à propriedade: classificações, formas de aquisição, perda, condomínio, direito de vizinhança, direito real sobre coisa alheia e direito real de garantia. Conceito: É o direito máximo ou expressão máxima do poder que a pessoa pode ter sobre um bem e que, respeitadas as limitações legais, confere ao seu titular os direitos de usar, gozar, dispor e reivindicar. 1
2 Direito de Usar: usar é desfrutar dos proveitos diretamente proporcionados pelo bem, ou seja, estar com o bem e poder valer-se dos benefícios inerentes a ele. Esse direito dica vinculado a duas outras idéias: Função Social (dar a coisa destinação que atenda ao interesse da coletividade); Abuso de direito. Direito de Gozar: gozar tem a mesma idéia do termo fruir, revela-se na possibilidade de poder explorar economicamente o bem e dele auferir renda ou lucro (possibilidade de extrair frutos da coisa). Direito de Dispor: possibilidade ou poder de conferir ao bem a destinação que melhor lhe aprouver. A disposição pode ser material (fazer fisicamente o que quiser com o bem) ou jurídica (possibilidade de alienar, doar, etc). Direito de Reivindicar: trata-se do direito de seqüela, é o poder do proprietário de exigir o seu bem de quem quer que o tenha de forma indevida ou injusta. CLASSIFICAÇÃO: Quanto ao Objeto: o Propriedade corpórea: tem existência material, física, o objeto é tangível. o Propriedade incorpórea: o objeto não tem materialidade. Quanto à mobilidade do Objeto: o Propriedade imobiliária: recai sobre os bens imóveis. o Propriedade mobiliária: recai sobre bens móveis. Quanto à extensão: o Propriedade plena: não foi objeto de nenhum limitação por parte do seu detentor. o Propriedade restrita: é aquela que encontra limites quanto ao exercício dos seus direitos face a negocio jurídico realizado pelo seu titular. Quanto aos seus titulares: o Propriedade Singular: só há um proprietário. o Propriedade Coletiva: há mais de um proprietário (condomínio) Quanto à existência no tempo: o Propriedade perpétua: o proprietário terá a propriedade enquanto ele quiser, a menos que haja uma decisão jurídica ou administrativa. o Propriedade resolúvel: é a modalidade de propriedade em que o seu término poderá ocorrer independente de manifestação direta de seu titular. (Ex. retrovenda, clausula de reversão na doação.) Art. 1359, CC: No implemento de uma condição ou termo que resolva a propriedade, também são resolvidos os direitos reais e o novo proprietário (que recebe a propriedade) pode pedi-lo de volta. Art. 1360, CC: Se o contrato se resolve por causa que não seja termo ou condição (ingratidão na doação por exemplo) o possuidor se torna proprietário da coisa e o beneficiário da coisa poderá pedir indenização ao que perdeu a coisa. O legislador menciona a possibilidade de pedir a coisa, mas essa é uma impropriedade técnica, já que a primeira parte do artigo diz justamente o oposto. LIMITAÇÕES DO DIREITO DE PROPRIEDADE: Limitações Legais: o Entre as limitações legais uma das principais é o atendimento da função social da propriedade (art. 5 XXII e XXIII e 170, I e III da CF; art 1228, CC); o também há a desapropriação (ato em que o sujeito detentor da propriedade se vê compelido a compulsoriamente transferir sua propriedade para o Estado em razão do interesse público e mediante prévia indenização); o requisição (que gera o mero uso temporário da coisa por parte do Estado, que precisa dela para combater ou prevenir dano iminente); o além disso há as limitações administrativas (normas de caráter geral que não geram indenização e restringem o direito de propriedade); o o direito de vizinhança (sendo vinhos os terrenos contíguos); o Por fim também existe a coibição do abuso de direito. 2
3 Limitações Negociais: Nascem da manifestação de vontade o Limitação real: é a imposição espontânea por parte do titular do direito criando um direito real (direito sobre um bem) o Limitações convencionais: são negócios jurídicos bilaterais que criam uma obrigação. o Limitações-encargos: é a imposição de restrição ao direito de propriedade decorrente de ato do titular anterior deste direito, em contratos gratuitos (ex. clausula de inalienabilidade, impenhorabilidade e incomunicabilidade). Art A propriedade do solo abrange a do espaço aéreo e subsolo correspondentes, em altura e profundidade úteis ao seu exercício, não podendo o proprietário opor-se a atividades que sejam realizadas, por terceiros, a uma altura ou profundidade tais, que não tenha ele interesse legítimo em impedi-las. Art A propriedade do solo não abrange as jazidas, minas e demais recursos minerais, os potenciais de energia hidráulica, os monumentos arqueológicos e outros bens referidos por leis especiais. Parágrafo único. O proprietário do solo tem o direito de explorar os recursos minerais de emprego imediato na construção civil, desde que não submetidos a transformação industrial, obedecido o disposto em lei especial. Art A propriedade presume-se plena e exclusiva, até prova em contrário. Art Os frutos e mais produtos da coisa pertencem, ainda quando separados, ao seu proprietário, salvo se, por preceito jurídico especial, couberem a outrem. 3. AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE - INTRODUÇÃO. A aquisição é meio pelo qual alguém se torna detentor do direito de propriedade. CLASSIFICAÇÃO: Quanto à natureza da coisa: Pode ser mobiliária ou imobiliária Quanto ao fundamento do título: pode ser por meio de um negócio jurídico ou de um fato jurídico. Quanto à filiação: o Originária: se da sem que o antigo proprietário tenha praticado qualquer ato objetivando a transferência (a propriedade é adquirida sem vícios). o Derivada: se da ante a atuação do antigo proprietário, isto é, mediante a sua participação direta (a propriedade é transferida com os seus vícios, já que só é possível transferir os direitos que se possuí). Quanto à amplitude: o A titulo singular: a transferência é de um ou mais objetos individualizados. o A título universal: a transferência é de um patrimônio como um todo, incluindo ativos e passivos. Quanto à onerosidade: pode ser onerosa ou gratuita. 4. AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE IMÓVEL - USUCAPIÃO. Trata-se da aquisição de propriedade em decorrência de um exercício reiterado da posse. Pretende atender à função social do imóvel. Deste modo, o imóvel passa a pertencer à pessoa que está dando uma utilidade/finalidade ao bem. Pode ser vista como uma apenação ao proprietário negligente. A ação de usucapião é de natureza declaratória (art. 4, CPC) A partir do prazo a usucapião é direito adquirido. Direito adquirido é aquele que já compõe o acervo patrimonial face à plena atenção de todos os requisitos exigidos pela lei. Trata-se de uma forma ORIGINÁRIA de aquisição da propriedade. 3
4 Objeto: Não podem ser usucapidos os bens públicos e os bens fora do comércio. Sujeitos: o Usucapiente: aquele que deseja virar proprietário por meio da usucapião. o Usucapido: aquele que perde a propriedade. o *No processo há litisconsórcio necessário: da pessoa na qual a propriedade está em nome, todas as pessoas de terrenos vizinhos, a União, o Estado, o Município. Tipo de posse (a posse ad usucapionem deve obedecer): Continuidade: inexistência de interrupção da posse (a única exceção é a acessio posessiones) Inexistência de oposição: a posse deve ser pacífica. Intenção de dono do possuidor (animus domini) A posse de má fé pode ser clandestina, violenta ou precária. Nas primeiras a posse é obtida às escondidas (de forma sub-reptícia); na violenta é obtida mediante uso da força; na precária é obtida mediante um abuso de confiança. A partir do momento em que essas situações cessam passa-se a contar o prazo. Art Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e boa-fé; podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença, a qual servirá de título para o registro no Cartório de Registro de Imóveis. Parágrafo único. O prazo estabelecido neste artigo reduzir-se-á a dez anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel a sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo. USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIA Prazo: 15 anos Prazo Especial: 10 anos Deve dar função social ao bem Requisitos Gerais: Continuidade; Inexistência de Oposição; Animus Domini. Art Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como sua, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra em zona rural não superior a cinqüenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade. Art Aquele que possuir, como sua, área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por cinco anos ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. 1º O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do estado civil. 2º O direito previsto no parágrafo antecedente não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez. USUCAPIÃO ESPECIAL OU CONSTITUCIONAL Prazo: 5 anos. Requisitos Gerais: Continuidade; Inexistência de Oposição; Animus Domini. Requisitos Especiais: o Não possuir outro bem imóvel em seu nome. o Dar função social à propriedade. Requisitos Específicos: o Usucapião Rural (pró-labore) terreno de no máximo 50 hectares. o Usucapião Urbana (pró-misero) terreno de no máximo 250m². (lei /01, 9º). * Para definir o que é rural e o que é urbano as vezes é necessário buscar a lei municipal. * A lei NÃO pede que haja boa-fé ou justo-título para essa modalidade. 4
5 Art Poderá o possuidor requerer ao juiz seja declarada adquirida, mediante usucapião, a propriedade imóvel. Parágrafo único. A declaração obtida na forma deste artigo constituirá título hábil para o registro no Cartório de Registro de Imóveis. Art Adquire também a propriedade do imóvel aquele que, contínua e incontestadamente, com justo título e boa-fé, o possuir por dez anos. Parágrafo único. Será de cinco anos o prazo previsto neste artigo se o imóvel houver sido adquirido, onerosamente, com base no registro constante do respectivo cartório, cancelada posteriormente, desde que os possuidores nele tiverem estabelecido a sua moradia, ou realizado investimentos de interesse social e econômico. USUCAPIÃO ORDINÁRIA Prazo: 10 anos Prazo Especial: 5 anos elemento econômico, título oneroso. Requisitos Gerais: Continuidade; Inexistência de Oposição; Animus Domini. Requisitos Especiais: Boa-fé e Justo Título. * Justo título é aquele que seria hábil para transmitir a propriedade caso não houvesse vício na transmissão. USUCAPIÃO ESPECIAL COLETIVA (Lei /01): Prazo: 5 anos Requisitos Gerais: Continuidade; Inexistência de Oposição; Animus Domini. Requisitos Especiais: o Não possuir outro bem imóvel em seu nome. o Área de mais de 250m² (urbana) o Pessoas de baixa renda sem que se possa determinar a porção ocupada por cada família (vários grupos no mesmo espaço) Trata-se de um caso de litisconsórcio necessário. USUCAPIÃO INDÍGENA: Prazo: 10 anos Requisitos Gerais: Continuidade; Inexistência de Oposição; Animus Domini. Requisitos Especiais: Área de no máximo 50 hectares (rural e particular). Art O possuidor pode, para o fim de contar o tempo exigido pelos artigos antecedentes, acrescentar à sua posse a dos seus antecessores (art ), contanto que todas sejam contínuas, pacíficas e, nos casos do art , com justo título e de boa-fé. Acessio Possessiones ou Acessio Temporis: (junção de posses e junção de tempos) Trata-se da possibilidade de domar várias posses para diminuir o prazo, isto é, somar as pessoas de pessoas distintas que se deram de forma sucessiva a fim de viabilizar a usucapião ante a realização de uma transmissão da posse realizada pelo possuidor anterior. Art Estende-se ao possuidor o disposto quanto ao devedor acerca das causas que obstam, suspendem ou interrompem a prescrição, as quais também se aplicam à usucapião. As mesmas causas que geram as interrupções e suspensões da prescrição também o fazem na usucapião. Ora, em ambos os casos o decurso do tempo causa um efeito. Na prescrição há a extinção da pretensão prescrição extintiva. Na usucapião há uma prescrição aquisitiva. 5
6 Das Causas que Impedem ou Suspendem a Prescrição Art Não corre a prescrição: I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal; II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; III - entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela. Art Também não corre a prescrição: I - contra os incapazes de que trata o art. 3o; II - contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios; III - contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra. Art Não corre igualmente a prescrição: I - pendendo condição suspensiva; II - não estando vencido o prazo; III - pendendo ação de evicção. Art Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, não correrá a prescrição antes da respectiva sentença definitiva. Art Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a obrigação for indivisível. Das Causas que Interrompem a Prescrição Art A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á: I - por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a promover no prazo e na forma da lei processual; II - por protesto, nas condições do inciso antecedente; III - por protesto cambial; IV - pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores; V - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; VI - por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito pelo devedor. Parágrafo único. A prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato que a interrompeu, ou do último ato do processo para a interromper. Art A prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado. Art A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros; semelhantemente, a interrupção operada contra o co-devedor, ou seu herdeiro, não prejudica aos demais coobrigados. 1o A interrupção por um dos credores solidários aproveita aos outros; assim como a interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros. 2o A interrupção operada contra um dos herdeiros do devedor solidário não prejudica os outros herdeiros ou devedores, senão quando se trate de obrigações e direitos indivisíveis. 3o A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador. 5. AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE IMÓVEL REGISTRO DO TÍTULO. Art Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis. 1º Enquanto não se registrar o título translativo, o alienante continua a ser havido como dono do imóvel. 2º Enquanto não se promover, por meio de ação própria, a decretação de invalidade do registro, e o respectivo cancelamento, o adquirente continua a ser havido como dono do imóvel. Art O registro é eficaz desde o momento em que se apresentar o título ao oficial do registro, e este o prenotar no protocolo. Art Se o teor do registro não exprimir a verdade, poderá o interessado reclamar que se retifique ou anule. Parágrafo único. Cancelado o registro, poderá o proprietário reivindicar o imóvel, independentemente da boa-fé ou do título do terceiro adquirente. 6
7 Nos casos de transferência da propriedade imóvel a transferência só se transmite com o registro. Nos casos de compra e venda em que o vendedor se recusa a fazer o registro, o juiz pode utilizar as astreintes ou adjudicação compulsória. Nesses casos só será proprietária a pessoa que consta no registro de imóveis, independente da data do contrato. Art A acessão pode dar-se: I - por formação de ilhas; II - por aluvião; III - por avulsão; IV - por abandono de álveo; V - por plantações ou construções. 6. AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE IMÓVEL ACESSÃO. A acessão tem a idéia de agregamento, a união ou incorporação de algo ao bem imóvel. Art As ilhas que se formarem em correntes comuns ou particulares pertencem aos proprietários ribeirinhos fronteiros, observadas as regras seguintes: I - as que se formarem no meio do rio consideram-se acréscimos sobrevindos aos terrenos ribeirinhos fronteiros de ambas as margens, na proporção de suas testadas, até a linha que dividir o álveo em duas partes iguais; II - as que se formarem entre a referida linha e uma das margens consideram-se acréscimos aos terrenos ribeirinhos fronteiros desse mesmo lado; III - as que se formarem pelo desdobramento de um novo braço do rio continuam a pertencer aos proprietários dos terrenos à custa dos quais se constituíram. FORMAÇÃO DE ILHAS: O rio, caso seja navegável, pertence ao Estado, caso não seja navegável pertence ao proprietário do terreno ribeirinho. Aparecendo uma olha no meio do rio, se for exatamente no meio e havendo um proprietário para cada lado do rio, cada um ficará com metade da olha na medida da extensão de seu terreno. Quando uma terra é alagada (novo braço do rio) e desse alagamento resulta a formação de uma ilha, a ilha pertence ao dono do terreno. Art Os acréscimos formados, sucessiva e imperceptivelmente, por depósitos e aterros naturais ao longo das margens das correntes, ou pelo desvio das águas destas, pertencem aos donos dos terrenos marginais, sem indenização. Parágrafo único. O terreno aluvial, que se formar em frente de prédios de proprietários diferentes, dividir-se-á entre eles, na proporção da testada de cada um sobre a antiga margem. ALUVIÃO: Trata-se do acréscimo sucessivo e imperceptível de terra em razão do depósito de detritos e sedimentos às margens do rio. A aluvião acontece ao longo do tempo e o novo pedaço de terra pertence ao dono do terreno da margem. Caso a terra se forme entre dois terrenos caberá proporcionalmente a cada um de acordo com a testada. Alguns entendem que isso só é possível caso ocorra de forma natural; outros entendem que a formação ser natural é irrelevante para a aluvião. 7
8 Art Quando, por força natural violenta, uma porção de terra se destacar de um prédio e se juntar a outro, o dono deste adquirirá a propriedade do acréscimo, se indenizar o dono do primeiro ou, sem indenização, se, em um ano, ninguém houver reclamado. Parágrafo único. Recusando-se ao pagamento de indenização, o dono do prédio a que se juntou a porção de terra deverá aquiescer a que se remova a parte acrescida. AVULSÃO: É o processo natural em que há o deslocamento de terra de uma propriedade para vir a se incorporar a outra propriedade. Isso só pode ocorrer se houver um rio, pois deve haver um aumento na área do terreno e não na altura, ou seja, caso não haja aumento não há aquisição de propriedade. Para adquirir o acréscimo de terreno o dono da outra propriedade deve indenizar o dono anterior (daquele pedaço de terra). Caso durante um ano não haja reclamação da indenização também é adquirida a propriedade. Esse prazo de um ano definido no artigo é de decadência. Se o antigo dono exigir indenização e o novo dono não pagar, esse antigo dono pode remover o pedaço de terra. Art O álveo abandonado de corrente pertence aos proprietários ribeirinhos das duas margens, sem que tenham indenização os donos dos terrenos por onde as águas abrirem novo curso, entendendo-se que os prédios marginais se estendem até o meio do álveo. ALVEO ABANDONADO: Se o rio vier a secar o terreno outrora pertencente ao leito do rio passará a pertencer aos proprietários do terreno ribeirinho. Se com o rio seco alguém vier a perder terra, terá direito a indenização apenas caso não decorra de causa natural. Art Toda construção ou plantação existente em um terreno presume-se feita pelo proprietário e à sua custa, até que se prove o contrário. PLANTAÇÕES E CONSTRUÇÕES: Pode ocorrer em três hipóteses, podendo em cada uma delas haver ou não a má-fé: 1ª hipótese: o dono do terreno não é dono do material utilizado. 2ª hipótese: o dono do material utilizado não é dono do terreno. 3ª hipótese: o sujeito não é dono do material nem do terreno. Art Aquele que semeia, planta ou edifica em terreno próprio com sementes, plantas ou materiais alheios, adquire a propriedade destes; mas fica obrigado a pagar-lhes o valor, além de responder por perdas e danos, se agiu de má-fé. TERRENO PRÓPRIO, PRODUTO ALHEIO: O dono do terreno vira dono do produto empregado, pois o acessório segue a sorte do principal. Se há BOA-FÉ: o dono do terreno deve indenizar pelo valor do bem empregado, pois senão ocorrerá o enriquecimento sem causa, que não é admitido pela lei. Se há MÁ-FÉ: o dono do terreno pagará o valor do bem empregado e também indenizará por perdas e danos. Se a má-fé for do dono do produto é ele que responderá por perdas e danos. Art Aquele que semeia, planta ou edifica em terreno alheio perde, em proveito do proprietário, as sementes, plantas e construções; se procedeu de boa-fé, terá direito a indenização. 8
9 TERRENO ALHEIO, PRODUTO PRÓPRIO: Em regra, como o acessório segue a sorte do principal o dono do terreno vira dono do produto. Se há BOA-FÉ: o dono do produto recebe indenização pelo bem empregado. Se há MÁ-FÉ: o dono do produto perde o produto empregado em favor do dono do terreno sem direito a qualquer indenização. Parágrafo único. Se a construção ou a plantação exceder consideravelmente o valor do terreno, aquele que, de boa-fé, plantou ou edificou, adquirirá a propriedade do solo, mediante pagamento da indenização fixada judicialmente, se não houver acordo. No caso do único há uma subjetividade, pois estabelece que se houver um grande aumento no valor do terreno o dono do terreno pode perder o terreno em favor do dono do produto que agiu de boa-fé (mediante indenização). Art Se de ambas as partes houve má-fé, adquirirá o proprietário as sementes, plantas e construções, devendo ressarcir o valor das acessões. Parágrafo único. Presume-se má-fé no proprietário, quando o trabalho de construção, ou lavoura, se fez em sua presença e sem impugnação sua. Se os dois estiverem de má-fé o dono do imóvel vira dono do produto, mas tem que inidenizar. Art O disposto no artigo antecedente aplica-se ao caso de não pertencerem as sementes, plantas ou materiais a quem de boa-fé os empregou em solo alheio. Parágrafo único. O proprietário das sementes, plantas ou materiais poderá cobrar do proprietário do solo a indenização devida, quando não puder havê-la do plantador ou construtor. TERRENO ALHEIO, PRODUTO ALHEIO: O dono do terreno vira proprietário do produto. Se há boa-fé o dono do terreno indeniza pelo valor dos bens empregados. Se há má-fé não há necessidade de indenização. Art Se a construção, feita parcialmente em solo próprio, invade solo alheio em proporção não superior à vigésima parte deste, adquire o construtor de boa-fé a propriedade da parte do solo invadido, se o valor da construção exceder o dessa parte, e responde por indenização que represente, também, o valor da área perdida e a desvalorização da área remanescente. Parágrafo único. Pagando em décuplo as perdas e danos previstos neste artigo, o construtor de má-fé adquire a propriedade da parte do solo que invadiu, se em proporção à vigésima parte deste e o valor da construção exceder consideravelmente o dessa parte e não se puder demolir a porção invasora sem grave prejuízo para a construção. Art Se o construtor estiver de boa-fé, e a invasão do solo alheio exceder a vigésima parte deste, adquire a propriedade da parte do solo invadido, e responde por perdas e danos que abranjam o valor que a invasão acrescer à construção, mais o da área perdida e o da desvalorização da área remanescente; se de má-fé, é obrigado a demolir o que nele construiu, pagando as perdas e danos apurados, que serão devidos em dobro. CONSTRUÇÕES INVASORAS: Trata-se de situações nas quais a construção em si é realizada em terreno próprio, mas parte da construção invade terreno alheio. A conseqüência dependerá do tamanho da invasão e da existência de boa fé. 9
10 Terreno menor do que 1/20 do terreno invadido Terreno maior do que 1/20 do terreno invadido BOA-FÉ 1. Se o valor da construção exceder o valor do terreno invadido. 2. O Construtor adquire propriedade da parte invadida. 3. Pagamento de indenização no valor do terreno + equivalente à desvalorização do terreno invadido BOA-FÉ 1. Adquire a propriedade da área invadida. 2. Paga indenização (valor da área invadida + valor da indenização pela desvalorização + valorização do imóvel da construção) MÁ-FÉ 1. Construção com valor superior ao da área invadida. 2. Impossibilidade de se demolir a parcela invadida sem prejuízo da parte restante. 3. Indenização no valor do terreno + desvalorização do terreno multiplicados por 10. MÁ-FÉ 1. Tem obrigação de demolir 2. Tem que indenizar por perdas e danos multiplicados por AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE MÓVEL. USUCAPIÃO: Art Aquele que possuir coisa móvel como sua, contínua e incontestadamente durante três anos, com justo título e boa-fé, adquirir-lhe-á a propriedade. Art Se a posse da coisa móvel se prolongar por cinco anos, produzirá usucapião, independentemente de título ou boa-fé. Art Aplica-se à usucapião das coisas móveis o disposto nos arts e Características: A) Ter a coisa sua; B) Ter a posse de forma contínua; C) A posse exercida sem contestação. USUCAPIÃO ORDINÁRIA: Prazo: 3 anos Requisitos: Boa-fé e Justo Título USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIA: Prazo: 5 anos Admite-se acessio possessiones; As causas que suspendem e interrompem a prescrição também o fazem na usucapião. OCUPAÇÃO Art Quem se assenhorear de coisa sem dono para logo lhe adquire a propriedade, não sendo essa ocupação defesa por lei. Forma de aquisição da propriedade decorrente do ato de tomar para si coisa sem dono; Possibilidades de coisas sem dono: o Res Nullius (Coisa que nunca teve dono) Ex. Cavalos Selvagens; Peixes do Mar. o Res Derelictae (Coisa abandonada) Coisa cujo titular demonstrou de forma clara que não quer mais ser titular desse direito. Não confundir coisa abandonada e coisa perdida (caso de descoberta) 10
11 ACHADO DO TESOURO Art O depósito antigo de coisas preciosas, oculto e de cujo dono não haja memória, será dividido por igual entre o proprietário do prédio e o que achar o tesouro casualmente. Art O tesouro pertencerá por inteiro ao proprietário do prédio, se for achado por ele, ou em pesquisa que ordenou, ou por terceiro não autorizado. Art Achando-se em terreno aforado, o tesouro será dividido por igual entre o descobridor e o enfiteuta, ou será deste por inteiro quando ele mesmo seja o descobridor. Ocorre quando é encontrada coisa VALIOSA, OCULTA, de cujo dono não se tenha notícia. A coisa tem que estar enterrada, emparedada ou escondida em compartimento oculto. Conseqüências: A) TERRENO PRÓPRIO: Se achado em terreno próprio, tudo que foi encontrado pertence ao dono do terreno / descobridor. B) TERRENO ALHEIO, POR ACASO: Se for achado, por acaso, em terreno alheio: 50% pertence ao dono do terreno, 50% pertence ao descobridor. C) TERRENO ALHEIO, POR ORDEM ou SEM AUTORIZAÇÃO: Se achado em terreno alheio, quando procurado sem autorização ou sob ordem do proprietário: tudo pertence ao dono do terreno. D) ENFITEUSE: No caso de enfiteuse, 50% vai para o descobridor e 50% para o enfiteuta. Naufrágio - Lei 7542/86: Em caso de naufrágio o dono do navio tem 5 anos para retirar as suas coisas do mar. Passados 5 anos o bem vira patrimônio da União. Quem acha essa coisa tem direito a 40% do achado. TRADIÇÃO Art A propriedade das coisas não se transfere pelos negócios jurídicos antes da tradição. Parágrafo único. Subentende-se a tradição quando o transmitente continua a possuir pelo constituto possessório; quando cede ao adquirente o direito à restituição da coisa, que se encontra em poder de terceiro; ou quando o adquirente já está na posse da coisa, por ocasião do negócio jurídico. Art Feita por quem não seja proprietário, a tradição não aliena a propriedade, exceto se a coisa, oferecida ao público, em leilão ou estabelecimento comercial, for transferida em circunstâncias tais que, ao adquirente de boa-fé, como a qualquer pessoa, o alienante se afigurar dono. 1º Se o adquirente estiver de boa-fé e o alienante adquirir depois a propriedade, considera-se realizada a transferência desde o momento em que ocorreu a tradição. 2º Não transfere a propriedade a tradição, quando tiver por título um negócio jurídico nulo. Tradição é o ato de entrega do bem que tem por fundamento, no caso dos bens móveis, transferir a propriedade caso seja precedido por um negócio jurídico; Os atos que antecedem ou precedem a entrega não transferem a propriedade. Requisitos: O negócio jurídico que precede não pode ser nulo. Aquele que entregou o bem deve ser proprietário ou estar à sua ordem. Exceto: o o Se o sujeito vier a adquirir a propriedade da coisa depois da transferência; Aquisição de bem daquele que aparenta ser o dono em ato realizado em leilão ou estabelecimento comercial. (Visa enaltecer a boa-fé) Modalidades: Real: É realizada a entrega do próprio bem; Simbólica: Entrega de um elemento representativo da coisa; Ficta: Não há nenhuma entrega, mas mera mudança de qualificação jurídica. (o possuidor vira proprietário) 11
12 DA ESPECIFICAÇÃO Trata-se da aquisição de propriedade mediante a transformação de coisa móvel em espécie nova, em virtude do trabalho ou indústria do especificador, desde que não seja possível reduzi-la à condição anterior. Ex.: Pintar tela alheia; fazer escultura com pedra-sabão alheia. REGRA: prevalece a obra. Art Aquele que, trabalhando em matéria-prima em parte alheia, obtiver espécie nova, desta será proprietário, se não se puder restituir à forma anterior. A) Matéria prima parcialmente própria. O especificador vira dono da coisa. Indenização por perdas e danos ao dono da matéria prima. Independe de boa-fé. Art Se toda a matéria for alheia, e não se puder reduzir à forma precedente, será do especificador de boa-fé a espécie nova. B) Matéria prima alheia + especificador de boa-fé. O especificador vira dono da coisa. Indenização por perdas e danos ao dono da matéria prima. 1º Sendo praticável a redução, ou quando impraticável, se a espécie nova se obteve de má-fé, pertencerá ao dono da matéria-prima. C) Matéria prima alheia + especificador de má-fé. O dono da matéria prima vira dono. Especificador NÃO tem direito a indenização. 2º Em qualquer caso, inclusive o da pintura em relação à tela, da escultura, escritura e outro qualquer trabalho gráfico em relação à matéria-prima, a espécie nova será do especificador, se o seu valor exceder consideravelmente o da matéria-prima. D) Obra com valor superior à matéria prima O especificador vira dono da coisa. Indenização por perdas e danos ao dono da matéria prima. Independe de boa-fé. Art Aos prejudicados, nas hipóteses dos arts e 1.270, se ressarcirá o dano que sofrerem, menos ao especificador de má-fé, no caso do 1o do artigo antecedente, quando irredutível a especificação. Exceto quando há má-fé sempre que houver perda surge o dever de indenizar. DA CONFUSÃO, DA COMISSÃO (COMISTÃO) E DA ADJUNÇÃO Art As coisas pertencentes a diversos donos, confundidas, misturadas ou adjuntadas sem o consentimento deles, continuam a pertencer-lhes, sendo possível separá-las sem deterioração. 1º Não sendo possível a separação das coisas, ou exigindo dispêndio excessivo, subsiste indiviso o todo, cabendo a cada um dos donos quinhão proporcional ao valor da coisa com que entrou para a mistura ou agregado. 2º Se uma das coisas puder considerar-se principal, o dono sê-lo-á do todo, indenizando os outros. 12
13 Art Se a confusão, comissão (comistão) ou adjunção se operou de má-fé, à outra parte caberá escolher entre adquirir a propriedade do todo, pagando o que não for seu, abatida a indenização que lhe for devida, ou renunciar ao que lhe pertencer, caso em que será indenizado. Art Se da união de matérias de natureza diversa se formar espécie nova, à confusão, comissão ou adjunção aplicam-se as normas dos arts e (1269 a 1271). Na confusão, comistão e adjunção ocorre a mistura de coisas pertencentes a pessoas distintas. Se a união é voluntária e de comum acordo, os donos podem definir quem vai ficar com a propriedade da mistura. Se não for possível separar as coisas unidas INVOLUNTARIAMENTE ou FEITA POR TERCEIRO ambos serão proprietários em condomínio. Se for possível considerar uma das coisas como PRINCIPAL, o dono do principal vira dono do bem e indeniza o dono do acessório. Se há má-fé, a outra parte pode escolher entre: o Ficar com o bem (pagando o que não é seu) o Abandonar o bem em favor do agente de má-fé e receber indenização. Se da união de matérias de natureza diversa resultar espécie nova, aplica-se as regras da especificação. CONFUSÃO: Aquisição da propriedade decorre da mistura de coisas liquidas ou liquefeitas pertencentes a pessoas distintas. Trata-se de coisas liquidas em que não haja perda ou perecimento pela mistura, isso mesmo, mesmo misturadas ainda tem algum valor (ex: não é relevante se há mistura de leite com azeite). Solução: A coisa continua pertencendo a ambos, proporcionalmente ao valor da coisa que foi misturada. COMISTÃO: Aquisição da propriedade decorre da mistura de coisas sólidas pertencentes a pessoas distintas, não podendo ser desfeita. Não pode haver perda ou perecimento da coisa em virtude da comistão. Solução: A coisa continua pertencendo a ambos, proporcionalmente ao valor da coisa que foi misturada. ADJUNÇÃO: Aquisição da propriedade decorre da sobreposição de peças pertencentes a pessoas distintas. Solução: A coisa continua pertencendo a ambos, proporcionalmente ao valor da coisa que foi misturada. 8. AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE MÓVEL - DESCOBERTA. Da Descoberta Art Quem quer que ache coisa alheia perdida há de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor. Parágrafo único. Não o conhecendo, o descobridor fará por encontrá-lo, e, se não o encontrar, entregará a coisa achada à autoridade competente. Descoberta é achar coisa alheia perdida. O pensamento principal da não é a aquisição da propriedade; O dever inicial da pessoa é procurar o proprietário e em seguida entregar à autoridade competente. A lei garante ao descobridor o direito de uma recompensa, 13
14 Art Aquele que restituir a coisa achada, nos termos do artigo antecedente, terá direito a uma recompensa não inferior a cinco por cento do seu valor, e à indenização pelas despesas que houver feito com a conservação e transporte da coisa, se o dono não preferir abandoná-la. Parágrafo único. Na determinação do montante da recompensa, considerar-se-á o esforço desenvolvido pelo descobridor para encontrar o dono, ou o legítimo possuidor, as possibilidades que teria este de encontrar a coisa e a situação econômica de ambos. Art O descobridor responde pelos prejuízos causados ao proprietário ou possuidor legítimo, quando tiver procedido com dolo. Recompensa: Valor mínimo de 5% sobre o valor do bem. O descobridor pode pedir que o juiz fixe valor maior. A recompensa não inclui as despesas com a conservação do bem, pois isso será pago separadamente. Art A autoridade competente dará conhecimento da descoberta através da imprensa e outros meios de informação, somente expedindo editais se o seu valor os comportar. Publicação: A autoridade competente tem a obrigação de fazer publicação na imprensa sobre o achado (até mesmo por edital se valor for considerável). Art Decorridos sessenta dias da divulgação da notícia pela imprensa, ou do edital, não se apresentando quem comprove a propriedade sobre a coisa, será esta vendida em hasta pública e, deduzidas do preço as despesas, mais a recompensa do descobridor, pertencerá o remanescente ao Município em cuja circunscrição se deparou o objeto perdido. Parágrafo único. Sendo de diminuto valor, poderá o Município abandonar a coisa em favor de quem a achou. Aquisição da Propriedade: Se após a publicação, passados 60 dias, ninguém comparecer ou comprovar a titularidade do bem, ele passa a domínio do município, que levara a leilão para pagar as despesas. Se a coisa for de menor valor, o município pode abdicar desse direito em favor do descobridor. 14
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