SEMINÁRIO PROEJA-FIC/PRONATEC
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- João Pedro Alencar Bugalho
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1 SEMINÁRIO PROEJA-FIC/PRONATEC Experiências desenvolvidas nas escolas da RME - Goiânia Escola Municipal Joel Marcelino de Oliveira Glaucia Maria Morais França Avelar [email protected]
2 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES INICIAIS
3 O que realmente significa? A princípio, experiências desconhecidas por muitos profissionais. Noção inicial muito elementar e insuficiente para o desenvolvimento da proposta.
4 Como fazer? DESAFIO Aprender fazendo (ação-reflexão-ação)
5 PRESSUPOSTO BÁSICO PARA O DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA: Trabalhar na perspectiva do CURRÍCULO INTEGRADO Condição Indispensável: TRABALHO COLETIVO (o que resulta em docência compartilhada)
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7 Currículo Integrado Osmar Lotterman PPP EAJA O Currículo Integrado faz parte de uma concepção de organização da aprendizagem que tem como finalidade oferecer uma educação que contemple todas as formas de conhecimento produzidas pela atividade humana. Trata-se de uma visão progressista de educação à medida que não separa o conhecimento acumulado pela humanidade na forma de conhecimento científico daquele adquirido pelos educandos no cotidiano das suas relações culturais e materiais. Por essa razão, possibilita uma abordagem da realidade como totalidade, permitindo um cenário favorável a que todos possam ampliar a sua leitura sobre o mundo e refletir sobre ele para transformá-lo no que julgarem necessário. O currículo é constituído como um caminho, um conjunto de princípios, as quais apontam vivências, ações, inter-relações que expressam significados confrontando saberes e conhecimentos populares e científicos num diálogo permanente. (...) Na tentativa de estruturar uma trajetória formativa que estimule, de um lado, a superação do isolamento das disciplinas e de uma aprendizagem centrada numa visão de mundo fragmentada, e de outro, buscar, por meio de conhecimentos dos diversos componentes curriculares, alternativas de aprendizagem mais próximas da experiência imediata dos adolescentes, jovens e adultos, propõem-se os seguintes eixos norteadores: identidade, a cidadania, o trabalho e a cultura.
8 PROPOSTA POLÍTICO-PEDAGÓGICA DA EAJA A ORGANIZAÇÃO CURRICULAR (GOIÂNIA, 2013, p.8)
9 FORMAÇÃO CONTINUADA Em que pese a importância de assegurar a realização das reuniões, para além da quantidade é fundamental observar a sequenciação dessas reuniões de modo a assegurar a realização de um trabalho que viabilizasse a reflexão sobre os eixos orientadores da formação: identidade, conhecimento e trabalho. Assim, o tempo era totalmente dedicado ao planejamento, estruturado em dois momentos distintos: um momento reservado à formação, sob a responsabilidade do orientador-formador; outro momento destinado a discussão das questões referentes ao andamento e planejamento das atividades pedagógicas da escola. Havia, a princípio, uma nítida distinção entre estes momentos, o que, ao longo da trajetória da formação continuada foi sofrendo uma mudança significativa à medida que o processo formativo foi sendo ressignificado pela equipe escolar.
10 As reuniões, no primeiro semestre, foram pensadas pela unidade escolar de modo a contemplar dois momentos distintos: o planejamento e a formação. O planejamento continuaria ocorrendo dentro dos padrões anteriormente estabelecidos pela escola, ao passo que a formação ocorreria de acordo com as orientações recebidas pelo orientadorformador. Nesta perspectiva os dois momentos ocorreriam de forma isolada e independente, como se não houvesse relação entre eles. Entretanto, com o passar do tempo a equipe escolar foi percebendo que, na verdade, a formação e o planejamento não eram momentos distintos, mas sim complementares. Essa constatação surgiu a partir do momento em que a formação contemplou o estudo e a discussão do eixo temático, subsidiando sua elaboração pela escola. Além de fornecer os subsídios para a compreensão dessa metodologia, a formação possibilitou a discussão
11 Sequência para o trabalho de formação do ano de 2013 Data Estudos realizados Referencial 20/03/2013 Organização curricular na EAJA princípios, eixos e metodologia. Possibilidades e desafios na organização do Currículo Integrado. Conceito de Politecnia e escola unitária. P.P.P EAJA Marise Ramos 12/04/2013 Organização curricular na EAJA princípios, eixos e metodologia. Discussão metodológica (projeto de ensino; eixo temático e tema gerador). Mundo do Trabalho e Mercado de Trabalho. 26/04/2013 PPP - relação entre eixos, princípios, objetivos, organização curricular, metodologia e avaliação, numa perspectiva dialética. Mediação pelo diálogo, seja em tema gerador/eixo temático ou projetos de trabalho/ensino-aprendizagem. Relação Conhecimento Realidade (tendências dialéticas e não dialéticas) Alguns elementos para o entendimento de docência compartilhada e sua realização na prática 15/05/2013 P.P.P Mémoria: discussão metodológica (eixo temático e tema gerador). Possibilidades e desafios na organização do currículo integrado. Exemplos e construção do eixo temático da U.E Joel Marcelino de Oliveira. P.P.P EAJA Material da CUT P.P.P EAJA TEMA GERADOR Gouveia P.P.P EAJA Maria Ciavatta Marise Ramos.
12 Sequência para o trabalho de formação do ano de 2013 Data Estudos realizados Referencial 10/06/2013 Concepções de avaliação e avaliação da aprendizagem na EAJA. Possibilidades e desafios na organização do currículo integrado. 28/06/2013 Memória e fechamento do semestre: Concepção de homem, trabalho, educação, educação libertadora, trabalho como princípio educativo e currículo integrado. 14/08/2013 Reflexão sobre o tema Cidadania e Trabalho (eixo temático) a partir da leitura, em grupo, dos textos: Trabalho (Frigotto) Trabalho como princípio educativo (Ciavatta) Currículo Integrado (Ramos) Eixo temático: Cidadania e Trabalho redefinição dos subtemas Apresentação do plano de formação para o 2º semestre culminância: Seminário do livro Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. Paulo Freire (1996). 26/08/2013 Conceito de trabalho Trabalho e contemporaneidade Trabalho e tecnologia Trabalho concepção ontológica ou ontocriativa Trabalho e capital Mundo do Trabalho e Mercado de Trabalho Educação Politécnica (PROEJA-FIC/PRONATEC: Perspectivas de transformação pedagógica) P.P.P da EAJA - trabalho e prática pedagogica P.P.P EAJA Paulo Freire Celso Vasconcellos Cipriano Luckesi Marise Ramos Karl Marx Carlos Brandão Paulo Freire Marise Ramos Frigotto Maria Ciavatta Marise Ramos Paulo Freire Karl Marx Gaudêncio Frigotto Celso Antunes Maria Ciavatta Marise Ramos P.P.P EAJA Paulo Freire
13 Sequência para o trabalho de formação do ano de 2013 Data Estudos realizados Referencial 23/10/2013 Estrutura e cronograma do seminário referente ao livro Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. Paulo Freire (1996). Dados do autor Paulo Freire Subsídios teóricos para o desenvolvimento do eixo temático: Conceito de cidadania A Consituição e a Cidadania Cidadania e Direitos Direitos Civis Direitos Sociais Direitos Políticos Marx e Cidadania Regência Compartilhada relatos dos professores. Paulo Freire Maria Lourdes Cerquier-Manzini. 08/11/13 Biografia do autor Paulo Freire Alguns conceitos presentes na obra de Freire. Leitura do prefácio Primeiras Palavras Orientações sobre a apresentação do seminário Apresentação da pesquisa diagnóstica: avaliação dos educandos em relação ao PROEJA-FIC/PRONATEC 20/11/13 Seminário referente ao livro Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. Paulo Freire (1996). Apresentação 1º e 2º grupos. 29/11/13 Seminário referente ao livro Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. Paulo Freire (1996). Apresentação 3º grupo. Considerações finais. Paulo Freire Moacir Gadotti Paulo Freire Paulo Freire
14 Formação foi iniciada pelo estudo da P.P.P da EAJA com ênfase nos eixos, princípios e organização curricular, especialmente no que se refere à metodologia. Metodologia - diferenciação entre tema gerador, eixo temático e projeto de ensino e aprendizagem. Equipe optou por continuar trabalhando com o eixo temático. A partir daí, momentos de formação: oportunidade de reflexão sobre o diagnóstico realizado junto aos alunos e a organização de uma proposta de trabalho em consonância com o mesmo. Momentos de planejamento - oportunidade de reflexão da prática e de busca de novos conhecimentos para subsidiar a práxis. PLANEJAMENTO e FORMAÇÃO realizados de forma integrada, superando anteriormente presente nas reuniões iniciais: dicotomia entre planejamento e formação. A ressignificação da formação foi possível por meio do dialógo entre o orientador-formador, equipe gestora e professores.
15 No segundo semestre de 2013, o orientador-formador e a coordenadora pedagógica da escola discutiram sobre a intencionalidade na seleção de textos para contribuir nas leituras e na prática pedagógica do professor. elaboração de estratégias para os horários de estudos, efetivação da docência compartilhada e discussão aprofundada sobre eixo temático. elaboração do plano de formação de forma sistematizado, considerando as especificidades da referida Unidade Educacional. levantamento de estratégias pedagógicas sobre os desafios pedagógicos na EAJA: maior valorização da cultura do educando; formação dos professores acerca das especificidades da EAJA; apropriação de conceitos para subsidiar a prática pedagógica.
16 Conforme Costa (2008) ora um distanciamento, ora uma aproximação entre os aportes teóricos da proposta de EAJA da SME e as ações implementadas. Observam a existência de uma escola pautada bem mais em ações pedagógicas direcionadas para o aluno, diferentemente, de ações pedagógicas construídas com o educando e capazes, portanto, de levá-lo a alargar a sua tomada de consciência frente ao mundo em que está inserido para que possa, unindo-se a outros, transformá-lo. Com base nestas considerações, propõese a leitura do livro Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa No referido livro justifica-se as questões fundamentais para a formação dos educadores (as) conforme Freire (1996, p. 13) a questão da formação docente ao lado da reflexão sobre a prática educativo-progressiva em favor da autonomia do ser dos educandos é a temática central em torno que gira este texto.
17 Estrutura da apresentação: Grupo I: Cap Não há docência sem discência. Debatedor: Grupo II Avaliador: Grupo III Grupo II: Cap Ensinar não é transferir conhecimento Debatedor: Grupo III Avaliador: Grupo I Grupo III: Cap. 3. Ensinar é uma especificidade humana Debatedor: Grupo I Avaliador: Grupo II O primeiro grupo utilizou a metodologia da exposição oral e do uso de telão para apresentarem os tópicos mais relevantes do capítulo 1. O segundo grupo apresentou um teatro contextualizando o 2º capítulo do livro e depois cada componente do grupo expôs as considerações sobre o livro. O terceiro grupo realizou o visionamento do filme Escola Democrática, após a exibição houve considerações do grupo por meio da apresentação de slides.
18 DIFICULDADE A SER SUPERADA: Observou-se uma grande dificuldade dos professores com o registro escrito, o que foi solicitado na parte escrita para realização do seminário não teve êxito na entrega destes. Conforme o documento da proposta de Seminário cada grupo verbalizador deveria apresentar ao orientador formador e a coordenadora pedagógica um trabalho escrito sintético com espaço incluindo referência, versando sobre os eixos orientadores que continha os seguintes itens: Introdução; Principais críticas e possibilidades pedagógicas; Principais ideias sobre os saberes necessários à prática educativa transformadora; Considerações e reflexões sobre sua prática pedagógica; Referências; Anexos (registro da pergunta e resposta do item c). Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino** **Fala- se hoje, com insistência, no professor pesquisador. No meu entender o que há de pesquisador no professor não é uma qualidade ou uma forma de ser ou de atuar que se acrescente à de ensinar. Faz parte da natureza da prática docente a indagação, a busca, a pesquisa. O de que se precisa é que, em sua formação permanente, o professor se perceba e se assuma, porque professor, como pesquisador. FREIRE (1996)
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35 Considerações sobre a formação de professores A experiência com a formação de educadores em 2013 possibilitou destacar: a exploração de caminhos na formação, a permanência da formação, o diálogo entre os professores sobre a prática pedagógica, a criatividade e criticidade docente. É nesta perspectiva que a formação no interior da escola é de fundamental importância para que as especificidades existentes em cada Unidade Escolar sejam objetos de estudos, avaliações e discussões realizadas a partir do envolvimento do coletivo da EAJA, no sentido não apensas de compreendê-la, como também de encontrar estratégias de ensino capazes de tocar o seu universo (GOIÂNIA, , p. 47).
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