POLIS E VIRTUDE EM ARISTÓTELES
|
|
|
- Sabrina Corte-Real Estrela
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 POLIS E VIRTUDE EM ARISTÓTELES Reinaldo Sampaio Pereira Resumo: Examinaremos, neste artigo, em que medida a investigação acerca da virtude na Ética a Nicômaco tem como propósito possibilitar a felicidade e como essa pressupõe a vida coletiva na pólis. Procuraremos examinar, através da relação entre a virtude, a felicidade do indivíduo, a pólis e o bem da pólis, como a boa organização da pólis apresenta-se, de certo modo, como condição necessária, ainda que não suficiente, para a vida virtuosa do indivíduo e, conseqüentemente, para a vida feliz, fim último próprio ao homem, como atesta a EN a partir dos seus capítulos iniciais. "POLIS AND VIRTUE IN ARISTOTLE" Abstract: We will examine in this article to what extent the research about virtue in the Nicomachean Ethics aims enable happiness and how the happiness requires the common life in the polis. We will look for examine, through the relationship between virtue, someone s happiness, polis and good of the polis, as how good organization of the polis is presented somehow as a necessary condition, but not enough, for the virtuous life and consequently for the happy life, the men s last ending as evidenced by EN from its opening chapters. A ética aristotélica, a qual afigura como um dos grandes modelos éticos da História da Filosofia, apresenta-se, sob diversos aspectos, como novo modelo em relação à ética intelectualista socrático-platônica, legando, para a posteridade, * prof. História da Filosofia Antiga da Unesp (Marília)
2 Reinaldo Sampaio Pereira múltiplos elementos e argumentos que, isoladamente ou em conjunto, foram em muito esquadrinhados pela História da Filosofia. Um dos elementos decisivos para a compreensão da ética aristotélica consiste na noção de virtude, cujo exame, não por acaso, ocupa praticamente metade das páginas da Ética a Nicômaco, um dos seus principais textos éticos: a partir de EN I, 13 até o final do livro V é examinado o que Aristóteles denomina virtude ética e, em todo o livro VI, é feito o exame da virtude dianoética. Podendo a análise da virtude ser feita a partir de múltiplas perspectivas, conforme o interesse investigativo acerca da mesma, consideremos que uma das boas vias de análise da virtude na ética aristotélica consiste em examiná-la a partir de uma perspectiva finalista, ao que parece bastante apropriada, quando se examina a ética aristotélica de um ponto de vista teleológico. Eleita, neste artigo, essa perspectiva teleológica de análise da virtude, notemos primeiramente que Aristóteles abre a Ética a Nicômaco (doravante EN), em I, 1094a1, com uma forte afirmação segundo a qual a noção de finalidade se apresenta como uma certa condição para se alcançar o bem, fim último buscado na EN: (...) toda arte e toda investigação, assim como toda ação e toda escolha parecem visar algum bem. Por isso tem sido dito corretamente que o bem é aquilo a que todas as coisas tendem 1 Deixando de lado a falácia implícita nessa formulação inicial, apontada por Peter Geach, que ficou conhecida como a falácia do menino e da menina 2, notemos que essa forte abertura da EN, sob diversos aspectos, pode ser tomada como orientadora na sua leitura. Se considerarmos que a EN, de certo modo, 1 Aristotle. Nicomachean Ethics, Loeb Classical Library, London, England, Para uma ilustrativa apresentação do problema que ficou conhecido como a falácia do menino e da menina e para o posicionamento acerca dele de vários autores, como Tricot, Gauthier e Jolif ou Dirlmeier, cf. Marco Zingano, Eudaimonia e bem supremo, em Estudos de Ética Antiga, Discurso Editorial, São Paulo-SP, 2007, pp Revista de E. F. e H. da Antiguidade, Campinas, nº 25, jul. 2008/jun. 2009
3 Polis e virtude em Aristóteles trata de como devem ser as escolhas e as ações humanas, e se essas não são aleatórias, mas ocorrem em vista de um certo fim, então quer nos parecer conveniente examinar em que consiste esse fim, para que as escolhas e as ações humanas possam ser identificadas como boas e, consequentemente, para que o agente possa ser corretamente orientado, possibilitando-lhe alcançar a felicidade, fim último a ser buscado, como por diversas vezes reitera Aristóteles na EN. Também na abertura da Política, precisamente em I, 1252a1, o fim a ser buscado é apresentado como sendo um bem, o qual conduz o Estagirita a examinar também a Política de uma perspectiva teleológica, tendo como fio condutor de análise o bem da pólis. Se os homens, no plano ético, fazem escolhas e agem visando a um bem e, no plano político, organizam-se nas diversas comunidades (dentre elas, na comunidade suprema, a pólis) também com o propósito de alcançar um bem, então certa compreensão do que é o bem pode em muito auxiliar tanto na análise das ações humanas (no domínio ético) quanto no exame acerca do modo de organização política e nas suas implicações (no domínio político). Para tais análises, Aristóteles recorre a um modelo investigativo que lhe é próprio: começa por examinar como os seus predecessores e contemporâneos (sobretudo os mais reputados, como Platão) consideraram o que é o bem e quais os tipos de vida melhor apresentar-se-iam como a boa vida, a vida feliz. Seguindo tal estratégia, em EN I 6, tece rápida crítica ao Bem apresentado nos diálogos do mestre Platão. Evidentemente Aristóteles não pode aceitar o Bem genérico (enquanto Idéia) dos diálogos de Platão, uma vez que não aceita a divisão do mundo em sensível e inteligível, recusando o mundo das Idéias. Posiciona-se contra o bem genérico segundo o qual os múltiplos bens do mundo sensível seriam bens por participarem da idéia una genérica de Bem, observando que coisas boas distintas Revista de E. F. e H. da Antiguidade, Campinas, nº 25, jul. 2008/jun
4 Reinaldo Sampaio Pereira necessariamente teriam que ter algo de similar, se todas participassem da idéia de Bem, pois como duas ou mais coisas poderiam participar de uma mesma idéia, se não possuissem em comum aquilo que possibilitaria tal participação? Se honra, sabedoria e prazer, por exemplo, são bens, necessariamente teriam que conter algo de similar, somente assim podendo participar da idéia una genérica de Bem. Mas afirma o Estagirita que são coisas distintas, portanto ou não podem ser as três boas ou então a noção de bem não pode ser una, correspondendo a uma idéia simples (EN I, 1096b20). Uma vez que rechaça a idéia de Bem dos diálogos, cabe a Aristóteles apresentar outra concepção de bem, visto que este é um fim a ser buscado e, enquanto tal, de certa perspectiva, convertendo-se em fio condutor na investigação empreendida na EN. De modo similar à análise feita na Metafísica acerca do ser, na qual o ser uno genérico dos diálogos de Platão é refutado, sendo afirmada a multiplicidade de modos de dizer o ser, o Estagirita, para refutar a idéia de bem dos diálogos, primeiro assevera que, se o bem fosse uno e genérico, não poderia ser predicado de todas as categorias, tendo em vista que elas são distintas e irredutíveis umas às outras; segundo, afirma que também o bem é dito de vários modos, atribuindo, em célebre passagem da EN, a cada uma das categorias do ser, um correlato do bem. O bem referente à substância seria deus ou a inteligência; o da qualidade, as virtudes; o da quantidade, aquilo que é moderado; o da relação, o útil; o do tempo, a oportunidade apropriada; o do espaço, o lugar apropriado, e assim por diante (EN I, 1096a24). O bem, assim como o ser, enquanto gênero, seria vazio de significação, uma vez que não poderia abarcar a multiplicidade de diferenças dos bens de naturezas distintas, como os das diversas categorias. Mas, então, como definilo? Isso seria impossível, uma vez que algo só é definível, em Aristóteles, quando 218 Revista de E. F. e H. da Antiguidade, Campinas, nº 25, jul. 2008/jun. 2009
5 Polis e virtude em Aristóteles possui um universal ulterior que lhe é mais amplo 3. E o ser é o que há de mais universal (Met. B 1001a21). De modo análogo: o que poderia ser mais amplo que o bem, de modo a possibilitar defini-lo? Se não é possível defini-lo, Aristóteles nos fornece alguns atributos para possibilitar a sua apreensão. Como visto, uma primeira característica do bem é que ele é sempre dito em relação a um fim (EN I, 1094a1; Pol. I, 1252a1), quer seja este absoluto (ou seja, um fim que jamais é meio para outros fins), quer não seja absoluto (consistindo em um fim, mas também em meio para outros fins) 4. Se o bem é dito segundo o fim, o sumo bem não pode ser meio para outro fim, mas tem que ser o mais absoluto dos fins, aquele que nunca é desejável em vista de outra coisa, sendo todos os outros desejáveis em vista dele. Mas qual seria, na filosofia prática aristotélica, esse fim? Como ele poderia consistir naquilo em vista do quê se praticam as ações? Tendo recusado a idéia de bem genérico dos diálogos, não podendo contar com um Bem transcendente para orientar como ascender à boa vida, Aristóteles recorre (em uma já mencionada estratégia própria ao início de muitas das suas investigações), em EN I, 5, a três tipos de vida que eram consideradas como boas candidatas à vida feliz, quais sejam: 1) a vida dos prazeres; 2) a vida das honras e a vida virtuosa; 3) a vida contemplativa. Em relação ao primeiro tipo de vida, a vida dos prazeres, recorrendo ao argumento da função (e[rgon), Aristóteles observa que a vida dos prazeres não pode ser função própria ao homem, pois é função de algo (i) aquilo que apenas ele pode realizar (assim como a visão é função do olho, pois cabe somente a ele ver); ou, (ii) podendo outros realizarem a mesma atividade, é função de algo realizá-la quando a realiza melhor que os 3 Cf. M. Heidegger, Ser e Tempo, Parte I, 3 a edição, ed. Vozes, Petrópolis, 1989, p Após atrelar o bem ao fim, logo no início da EN, Aristóteles observa que há fins que são meios para fins ulteriores. Questiona, então, se hão haveria um fim último em vista do qual todos os outros seriam buscados, não sendo meio para nenhum outro. Se a cadeia de fins fosse infinita (EN I, 1094a19), o bem supremo, dito segundo o fim último, seria pulverizado, bem supremo esse em vista do qual as sequências de ações são realizadas. Revista de E. F. e H. da Antiguidade, Campinas, nº 25, jul. 2008/jun
6 Reinaldo Sampaio Pereira demais (se a serra e a pedra afiada podem serrar a madeira, mas se a serra pode melhor realizar tal atividade, então serrar a madeira é função própria à serra e não à pedra afiada). Em relação à vida prazerosa, ela não pode ser a função do homem, pois ela é própria também aos animais irracionais, e esse tipo de vida é mais bestial, mais apropriada aos animais irracionais, portanto, segundo o argumento da função, tal vida, a dos prazeres, não poderia ser tomada como boa candidata à vida feliz. No que concerne ao segundo tipo de vida que se apresenta como candidato à vida feliz, Aristóteles o apresenta com sendo duplo: a vida das honras e a vida virtuosa. Para podermos examinar se, de fato, ambas podem ser consideradas a vida feliz na EN, observemos antes que, ainda que o bem supremo, fim último a ser buscado na esfera prática aristotélica, não tenha sido definido, Aristóteles apresenta duas características próprias ao bem supremo, à felicidade: primeiro, ele deve ser fim último, ou seja, necessita sempre ser escolhido por si próprio e nunca como meio para outra coisa (EN I, 1097a35); segundo, ele deve ser auto-suficiente (au[tarcej), e por auto-suficiente Aristóteles entende aquilo que, em si mesmo, torna a vida desejável e carente de nada, como é próprio à felicidade, a mais desejável de todas as coisas (EN I, 1097b16). Ora, se a vida feliz é autárquica, a vida das honras não pode ser uma vida sumamente boa, pois, como Aristóteles observa em EN I, 5, 1095b23, a honra depende mais de quem a concede do que de quem a recebe. Quanto ao segundo modo de vida que apresentar-se-ia como a vida sumamente feliz, a vida virtuosa, deixemo-la por enquanto de lado, para dela tratar após examinarmos o terceiro candidato à vida feliz. No que concerne, então, ao terceiro candidato à vida feliz, Aristóteles, no livro X da Ética a Nicômaco, identifica a felicidade com a contemplação (EN X, 1177a13), a qual é a atividade mais auto-suficiente 220 Revista de E. F. e H. da Antiguidade, Campinas, nº 25, jul. 2008/jun. 2009
7 Polis e virtude em Aristóteles (1177a28). A contemplação, atividade propriamente divina, encerra duas condições necessárias para a vida feliz: ela é auto-suficiente e é fim último (1177b1). Se as ações humanas visam à felicidade, elas visam ao fim último e à auto-suficiência. Nesse sentido, ao homem cabe imitar, o quanto lhe é possível, a atividade divina. Desse ponto de vista, a atividade divina apresenta-se como paradigma para as ações humanas. Imitar o primeiro motor, de um ponto de vista prático, seria contemplar, atividade propriamente divina (EN X, 1177a13; Met. L, 1072b24). A partir da perspectiva da atividade divina, por um lado, e das ações humanas, por outro, começa a se configurar dupla finalidade para o homem e certa hierarquia entre dois distintos fins no interior da ética aristotélica. Para o homem, não há apenas uma única atividade identificada com o bem, mas duas. A atividade divina da contemplação é a atividade mais nobre, hierarquicamente superior, auto-suficiente (EN X, 1177b19). Mas a vida contemplativa, de uma certa perspectiva, é superior à condição humana, ao homem podendo alcançá-la não exclusivamente em virtude da sua humanidade, mas por nele haver algo de divino, a saber, o intelecto. A vida do intelecto é divina em comparação com a vida propriamente humana (EN X, 1177b27). Ela é a melhor e mais agradável vida para o homem (EN X, 1178a7). Muito embora a contemplação seja uma atividade não restrita unicamente a deus, mas possível também ao homem, a este é vedada a possibilidade de contemplar ininterruptamente, diferentemente do que ocorre com deus (Met. L, 1072b15). Ao homem é impossível a realização, de forma ininterrupta, da atividade mais prazerosa, cabendo-lhe apenas prazeres esporádicos (EN X, 1175a4). A causa da impossibilidade da contemplação ininterrupta para o homem é a sua natureza composta, a qual o impregna de necessidades materiais (como alimento Revista de E. F. e H. da Antiguidade, Campinas, nº 25, jul. 2008/jun
8 Reinaldo Sampaio Pereira e repouso). O que seria atualizar-se para este ente de natureza composta? Se, por um lado, a resposta parece simples, uma vez que a ele é possível a atividade contemplativa (a atividade mais prazerosa), por outro lado, na medida em que, enquanto ente composto, não lhe é possível contemplar ininterruptamente, outra atividade (também prazerosa) identifica-se com a felicidade, a qual se apresenta, embora em grau inferior, também como um bem e, conseqüentemente, fim para o homem enquanto ente composto. Nesse sentido, notemos que os escritos éticos aristotélicos não tratam de como contemplar para atingir o bem, mas como agir virtuosamente para atingi-lo. É forçoso, por conseguinte, que haja, para o homem, outro bem, não característico da sua natureza divina, mas da sua natureza composta. Na investigação acerca do fim último para o homem, Aristóteles observa que várias são as finalidades que ele busca por si mesmas, como a honra, o prazer, a inteligência e as virtudes em suas várias formas, mas mesmo essas seriam escolhidas visando um fim ulterior, qual seja, a felicidade (eudaimonía), a qual, por sua vez, tendo em vista que é apresentada como não sendo escolhida jamais como meio, mas sempre como fim (EN I, 1097b1), afigura como bem supremo, fim último das ações humanas. Mas seria a felicidade, em Aristóteles, algo inalcançável, um mero guia para o agir? Se não, como atingi-la? Como entender esse fim último que, de certa perspectiva, direciona a investigação prática aristotélica? Para compreendermos em que ela consiste, comecemos por postular que não é possível aos homens alcançarem a felicidade isoladamente, necessitando, por conseguinte, reunirem-se em comunidades para tal. Se é assim, então é mister questionar: como a organização em comunidades auxilia o homem a atingir a felicidade? Vale dizer: como a organização em comunidades contribui para o indivíduo atingir o seu fim último, o bem? 222 Revista de E. F. e H. da Antiguidade, Campinas, nº 25, jul. 2008/jun. 2009
9 Polis e virtude em Aristóteles Como é manifesto no início da Política, os homens reúnem-se em comunidades justamente para a satisfação das suas necessidades (como a união do que comanda com o comandado, para garantir a segurança, ou então do homem com a mulher, para a preservação da espécie), seja em famílias, para a satisfação imediata das suas necessidades, ou então em vilas, para satisfazer as necessidades não tão imediatas, ou, por fim, na pólis, exclusivamente na qual há a possibilidade da satisfação de todas as suas necessidades (Pol. I, 1252a26-b18). Se a satisfação das necessidades é condição necessária para o prazer, e se este deve acompanhar a felicidade, esta só é possível, para o homem, na reunião em comunidades. Ademais, se a felicidade só é possível com a auto-suficiência, é apenas com a organização da comunidade suprema, portanto unicamente no âmbito da pólis, que se torna possível ao homem certa auto-suficiência, condição para a vida feliz. Aquele que não necessita se organizar em comunidades ou é uma besta ou um deus (Pol. I, 1253a26). Podemos entender essa afirmação do seguinte modo: um dos requisitos necessários para alcançar o bem é a auto-suficiência, a qual é própria àquele que possui exclusivamente a razão, deus, pois a sua única atividade é a contemplativa, portanto deus, enquanto exercendo ininterruptamente a atividade contemplativa, não carece de mais nada. Sendo assim, deus, puro ato, não necessita reunir-se (seja com deuses ou com homens) em comunidades, pois é auto-suficiente, realiza a atividade mais divina e auto-suficiente, a contemplação. A besta, por ser irracional, não possui potencialidade para determinado tipo de organização, qual seja, a que é dirigida e estruturada pela vida política. Já o homem, por sua vez, possuindo carências e certas potencialidades próprias aos entes detentores de lógos, reúne-se nas diversas comunidades, para que as suas necessidades possam ser satisfeitas e, conseqüentemente, para que Revista de E. F. e H. da Antiguidade, Campinas, nº 25, jul. 2008/jun
10 Reinaldo Sampaio Pereira possa alcançar a felicidade. Isso parece explicar, em certa medida, as diversas menções acerca da pólis, do Estadista e da política na EN, já a partir do seu livro I. Aristóteles necessita pensar em modos de manter a pólis organizada, para que nela seja possível alcançar a vida feliz. Se a vida comunitária é condição necessária, ainda que não suficiente, para a vida feliz, então é mister a Aristóteles examinar como, na comunidade suprema, na pólis, cada um deve proceder para que seja possível atingir tanto o bem coletivo (o bem da pólis) como o bem individual. Para tal, faz-se necessário pensar em regras de conduta, criando abertura para a esfera ética. Nesse sentido, é forçoso a Aristóteles investigar como o homem deve agir virtuosamente em suas relações na pólis, para que seja possível a ele viver bem. O agir virtuosamente configura-se, por um lado, próprio ao homem, possibilitando-lhe atualizar as suas potencialidades de uma perspectiva prática. Por outro lado, a ação virtuosa engendra condições necessárias para uma pólis bem organizada, no âmbito da qual são oferecidas as condições para alcançar a vida feliz. Ao homem, do ponto de vista prático, atualizar-se significa agir virtuosamente. A virtude é a consumação da perfeição (Met. D 1021b20). Ao homem, então, cabe dupla atividade: 1) a contemplação; 2) a vida virtuosa, para a qual é mister ao homem satisfazer as suas necessidades materiais, ainda que elas sejam poucas (EN X, 1178a24), para que seja possível a ele viver bem, atingir a sua felicidade, sendo-lhe forçoso, para tal, reunir-se em comunidades, sobretudo na pólis. É apenas tendo os meios necessários para agir virtuosamente, que será possível fazê-lo. Nesse sentido, observemos que se, por um lado, o homem necessita de dinheiro para realizar as ações liberais, ou então de força para demonstrar a sua virtude de ser bravo (EN X, 1178a29), por outro lado, a ele é necessário ter a quem dar dinheiro ou contra quem aplicar a força. Nesse sentido, a ele é 224 Revista de E. F. e H. da Antiguidade, Campinas, nº 25, jul. 2008/jun. 2009
11 Polis e virtude em Aristóteles necessária a vivência em comunidades para que possa agir virtuosamente e, conseqüentemente, viver bem Apenas em comunidade, interagindo com outros, o homem pode agir virtuosamente, tem a oportunidade de atingir o seu bem de uma perspectiva propriamente humana. Em contrapartida, a contemplação é uma atividade que, de certa perspectiva, não carece da associação dos homens para tornar-se possível, uma vez que a sua atividade é individual e não coletiva. No entanto, isso não obsta de também ela exigir, de certo modo, a reunião na comunidade suprema, uma vez que a natureza humana composta, carente de bens materiais, encontra, na reunião na comunidade suprema, a única via de acesso para a satisfação das suas necessidades, satisfação essa exigida para que o homem possa viver virtuosamente (EN X, 1178b5) e também contemplar. A atividade da contemplação não exige, de certo modo, a inserção daquele que contempla nas diversas comunidades, pois a atividade contemplativa não exige aparato externo, o qual pode até mesmo configurar-se em obstáculo para a contemplação (EN X, 1178b3). Contudo, o engendramento da possibilidade da contemplação, para o homem, exige que ele pertença a diversas comunidades, sobretudo à pólis, na qual poderá satisfazer as suas necessidades, para, então, criar condições para o exercício da atividade contemplativa. Deste modo, a reunião em comunidades é necessária ao homem quando o consideramos de dupla perspectiva: 1) tanto a partir do que há nele de mais divino (pois sua natureza não é plenamente divina, mas composta, o que lhe confere carências), uma vez que a possibilidade da atividade da contemplação, para o homem, exige a satisfação prévia das suas necessidades, como as materiais, as quais podem ser totalmente supridas apenas no âmbito da pólis, 2) quanto do ponto de vista da sua dimensão humana, uma vez que a reunião Revista de E. F. e H. da Antiguidade, Campinas, nº 25, jul. 2008/jun
12 Reinaldo Sampaio Pereira em comunidades, sobretudo na pólis, é fundamental para o agente poder alcançar o seu bem, pois é apenas na sua relação com os outros membros com os quais convive que em muito pode agir virtuosamente. Portanto, não é possível ao homem alcançar o bem fora da pólis. Nesse sentido, visa-se o bem da pólis enquanto é condição necessária para o bem do indivído. Deste modo, é possível entender porque Aristóteles, muito embora privilegie o bem do indivíduo na Ética a Nicômaco, sobretudo no livro X, afirme que deve-se buscar o bem da pólis, que é maior e mais perfeito, antes mesmo até que o do indivíduo (EN I, 1094b8): não é possível pensar o bem do indivíduo sem pensar o bem da pólis, uma vez que é apenas no âmbito desta que ele, tanto na sua dimensão humana quanto divina, pode alcançar o bem. Aristóteles sustenta que o fim da ciência política deve ser o bem do homem (EN I, 1094b8). Se cabe à Política o bem do homem, é também do âmbito da Política o bem da pólis. O bem do indivíduo e o da pólis estão intimamente relacionados, e é precisamente nesta relação (em que um não pode ser alcançado sem o outro) que se instaura uma certa tensão sobre qual deles seria preferível alcançar. De certo ponto de vista, o bem da comunidade suprema é melhor, pois a sua manutenção é exigida para que cada um dos seus membros possa atingir o seu bem, uma vez que apenas nela é possível conseguir a auto-suficiência, condição necessária para o bem do indivíduo. Por outro lado, o fim do indivíduo é preferível, pois o fim da pólis parece necessário, em Aristóteles, na medida que permite ao indivíduo atingir o seu fim, o seu bem. Se a atividade virtuosa é aquela que, no domínio da pólis, possibilita ao agente alcançar o bem propriamente humano, notemos que, no domínio da pólis, a ação virtuosa depende, de certo modo, da função do agente na pólis ou nas demais comunidades. Se o agente for um senhor, por exemplo, várias das suas 226 Revista de E. F. e H. da Antiguidade, Campinas, nº 25, jul. 2008/jun. 2009
13 Polis e virtude em Aristóteles ações consideradas virtuosas podem diferir das ações tidas como virtuosas para um escravo, cuja função, em muitos sentidos, distingue-se das funções do senhor. Também nesse sentido a pólis, de um certo modo, não apenas possibilita ao agente atingir o seu fim último, alcançando o seu bem supremo, a felicidade, mas a organização na pólis determina, em certa medida, o que será um certo tipo de atividade virtuosa, portanto um bem para o agente no interior da pólis. Se Aristóteles aponta na EN que está em busca de um bem alcançável, um bem propriamente humano, observemos que esse bem só é atingível no domínio da pólis. Portanto a boa estruturação da pólis, nesse sentido, é condição necessária para a efetivação do projeto da ética aristotélica. Isso parece explicar a pólis assumir relevante função na arquitetura dos escritos práticos aristotélicos, recebendo grande atenção mesmo na EN, desde o seu início. Referências Bibliográficas ARISTÓTELES. Nicomachean Ethics. Translation by H. Rackham, Loeb Classical Library, London, England, Politics. Translated by H. Rackam, Loeb, STEWART, J. A. Notes of the Nicomachean Ethics of Aristotle, vols. I e II, Clarendon Press, Oxford, ZINGANO, M. A. A. Eudaimonia e bem supremo, in Estudos de Ética Antiga, Discurso Editorial, São Paulo-SP, 2007, pp Artigo recebido em janeiro de Artigo aprovado em janeiro de Revista de E. F. e H. da Antiguidade, Campinas, nº 25, jul. 2008/jun
Aristóteles, Ética a Nicômaco, X 7, 1177 b 33.
91 tornar-se tanto quanto possível imortal Aristóteles, Ética a Nicômaco, X 7, 1177 b 33. 92 5. Conclusão Qual é o objeto da vida humana? Qual é o seu propósito? Qual é o seu significado? De todas as respostas
Aristóteles, Protrético, fr. 2.
9 (...) se se deve filosofar, deve-se filosofar, deve-se igualmente filosofar; em qualquer caso, portanto, deve-se filosofar; se de fato, a filosofia existe, somos obrigados de qualquer modo a filosofar,
ALGUNS PONTOS DE APROXIMAÇÃO ENTRE A
ALGUNS PONTOS DE APROXIMAÇÃO ENTRE A ÉTICA ARISTOTÉLICA E A KANTIANA Reinaldo Sampaio Pereira 1 RESUMO: Nosso propósito, neste artigo, é aproximar dois modelos éticos distintos, o kantiano e o aristotélico,
O conceito ética. O conceito ética. Curso de Filosofia. Prof. Daniel Pansarelli. Ética filosófica: conceito e origem Estudo a partir de Aristóteles
Curso de Filosofia Prof. Daniel Pansarelli Ética filosófica: conceito e origem Estudo a partir de Aristóteles O conceito ética Originado do termo grego Ethos, em suas duas expressões Êthos (com inicial
CENÁRIO FILOSÓFICO DA GRÉCIA CLÁSSICA I
CENÁRIO FILOSÓFICO DA GRÉCIA CLÁSSICA I A ideia de que a finalidade da política não é o exercício do poder, mas a realização da justiça para o bem comum da cidade; A ideia de que o homem livre (e somente
Cap. 2 - O BEM E A FELICIDADE. Ramiro Marques
Cap. 2 - O BEM E A FELICIDADE Ramiro Marques A maior parte das pessoas identificam o bem com a felicidade, mas têm opiniões diferentes sobre o que é a felicidade. Será que viver bem e fazer o bem é a mesma
Plano de Atividades Pós-Doutorado
Plano de Atividades Pós-Doutorado O presente projeto de pesquisa tem a proposta de três bolsas de pósdoutorados, para candidatos selecionados com base em uma chamada internacional, de modo a desenvolverem
EUDAIMONIA E O PROBLEMA DAS AÇÕES VIRTUOSAS EM ARISTÓTELES
EUDAIMONIA E O PROBLEMA DAS AÇÕES VIRTUOSAS EM ARISTÓTELES Thaís Cristina Alves Costa 1 Universidade Federal de Pelotas (UFPel) RESUMO: A partir de uma análise crítica do conceito de eudaimonia aristotélica,
A ÉTICA ARISTOTÉLICA E O CONCEITO DE FELICIDADE. Thaís Santana Ladeira 2, Sérgio Domingues 3
ANAIS IX SIMPAC 835 A ÉTICA ARISTOTÉLICA E O CONCEITO DE FELICIDADE Thaís Santana Ladeira 2, Sérgio Domingues 3 Resumo: É comum pensar em ética como caráter ou conjunto de princípios e valores morais que
Sobre este trecho do livro VII de A República, de Platão, é correto afirmar.
O que é o mito da caverna? O que levou Platão a se decepcionar com a política? 3) Mas quem fosse inteligente (...) lembrar-se-ia de que as perturbações visuais são duplas, e por dupla causa, da passagem
Metafísica & Política
Aristóteles (384-322 a.c.) Metafísica & Política "0 homem que é tomado da perplexidade e admiração julga-se ignorante." (Metafisica, 982 b 13-18). Metafísica No conjunto de obras denominado Metafísica,
fragmentos dos diálogos categorias e obras da exortativas interpretação aristóteles introdução, tradução e notas ricardo santos tradução ( universidad
fragmentos dos diálogos categorias e obras da exortativas interpretação aristóteles introdução, tradução e notas ricardo santos tradução ( universidade e textos introdutórios de lisboa) antónio de castro
As provas da existência de Deus: Tomás de Aquino e o estabelecimento racional da fé. Colégio Cenecista Dr. José Ferreira
As provas da existência de Deus: Tomás de Aquino e o estabelecimento racional da fé. Colégio Cenecista Dr. José Ferreira Tomás de Aquino (1221-1274) Tomás de Aquino - Tommaso d Aquino - foi um frade dominicano
ARISTÓTELES I) TEORIA DO CONHECIMENTO DE ARISTÓTELES
AVISO: O conteúdo e o contexto das aulas referem-se aos pensamentos emitidos pelos próprios autores que foram interpretados por estudiosos dos temas expostos. Todo exemplo citado em aula é, meramente,
OS CONCEITOS DE BEM E FELICIDADE NOS LIVROS I E II DE ARISTÓTELES
OS CONCEITOS DE BEM E FELICIDADE NOS LIVROS I E II DA ÉTICA A Nicômacos DE ARISTÓTELES Questões preliminares Édison Martinho da Silva Difante 1 A definição aristotélica da felicidade não se dissocia da
S. Tomás de Aquino SE A VIDA CONTEMPLATIVA CONSISTE SOMENTE EM UM ATO DO ENTENDIMENTO
SE A VIDA CONTEMPLATIVA CONSISTE SOMENTE EM UM ATO DO ENTENDIMENTO. : Index. S. Tomás de Aquino SE A VIDA CONTEMPLATIVA CONSISTE SOMENTE EM UM ATO DO ENTENDIMENTO Índice Geral PRIMEIRA QUESTÃO SEGUNDA
NODARI, Paulo César. Sobre ética: Aristóteles, Kant e Levinas. Caxias do Sul: Educs, 2010
NODARI, Paulo César. Sobre ética: Aristóteles, Kant e Levinas. Caxias do Sul: Educs, 2010 12 Daniel José Crocoli * A obra Sobre ética apresenta as diferentes formas de se pensar a dimensão ética, fazendo
Sócrates, Sofistas, Platão e Aristóteles (ética) Séc. III e IV a. C
Sócrates, Sofistas, Platão e Aristóteles (ética) Séc. III e IV a. C Nunca deixou nada escrito Patrono da Filosofia Sh As principais fontes: Platão, Xenofonte e Aristóteles Questões Antropológicas O início
Aristóteles critica a doutrina das ideias, de Platão. Ele não acreditava num mundo de ideias à parte, nem nas formas ideias das coisas, nem que o
Aristóteles critica a doutrina das ideias, de Platão. Ele não acreditava num mundo de ideias à parte, nem nas formas ideias das coisas, nem que o nosso mundo fosse uma cópia imperfeita ou um simulacro
REEVE, C.D.C. Ação, Contemplação e Felicidade: um ensaio sobre Aristóteles. Trad. Cecília C. Bartalotti. São Paulo: Loyola, 2014.
REEVE, C.D.C. Ação, Contemplação e Felicidade: um ensaio sobre Aristóteles. Trad. Cecília C. Bartalotti. São Paulo: Loyola, 2014. Tiago Barbosa de Figueiredo 1 Considerando a tão extensa discussão acerca
A ÉTICA NA HISTÓRIA DO PENSAMENTO
SOFISTAS Acreditavam num relativismo moral. O ceticismo dos sofistas os levava a afirmar que, não existindo verdade absoluta, não poderiam existir valores que fossem validos universalmente. A moral variaria
ARISTÓTELES e A Política
ARISTÓTELES e A Política Aristóteles Política (em grego Πολιτικα, em latim Politica), é um texto do filósofo grego Aristóteles de Estagira. É composto por oito livros. Os livros I, II, e III são introdutórios
Clóvis de Barros Filho
Clóvis de Barros Filho Sugestão Formação: Doutor em Ciências da Comunicação pela USP (2002) Site: http://www.espacoetica.com.br/ Vídeos Produção acadêmica ÉTICA - Princípio Conjunto de conhecimentos (filosofia)
Aristóteles e o Espanto
Aristóteles e o Espanto - Para Aristóteles, uma condição básica para o surgimento do conhecimento no homem era o espanto, o qual poderia gerar toda condição para o conhecimento e a elaboração de teorias.
Ética. Material de apoio do Professor Rodrigo Duguay, a partir de Anotações do Professor Felipe Pinho.
1 Ética Material de apoio do Professor Rodrigo Duguay, a partir de Anotações do Professor Felipe Pinho. O que é a Ética? Como ramo da filosfia a ética tenta responder à pergunta: - Como viver? A partir
Sócrates: após destruir o saber meramente opinativo, em diálogo com seu interlocutor, dava início ã procura da definição do conceito, de modo que, o
A busca da verdade Os filósofos pré-socráticos investigavam a natureza, sua origem de maneira racional. Para eles, o princípio é teórico, fundamento de todas as coisas. Destaca-se Heráclito e Parmênides.
Razão e fé. Filosofia MedievaL. Douglas Blanco
Razão e fé Filosofia MedievaL Douglas Blanco CRISTIANO PALAZZINI/SHUTTERSTOCK Aspectos gerais Correntes da filosofia medieval e principais representantes: Patrística (séc. II-V), com Agostinho de Hipona,
Nascido em Estagira - Macedônia ( a.c.). Principal representante do período sistemático.
Aristóteles Nascido em Estagira - Macedônia (384-322 a.c.). Principal representante do período sistemático. Filho de Nicômaco, médico, herdou o interesse pelas ciências naturais Ingressa na Academia de
Colégio FAAT Ensino Fundamental e Médio
Colégio FAAT Ensino Fundamental e Médio Recuperação do 3 Bimestre disciplina Filosofia 1º Ano EM A B Conteúdo: Introdução à Filosofia de Aristóteles Hilemorfismo Teleológico Matéria e forma Ato e Potência
O conceito de Eudaimonia na Ética Aristotélica Uma análise a partir da obra Ética a Nicômaco.
O conceito de Eudaimonia na Ética Aristotélica Uma análise a partir da obra Ética a Nicômaco. Luciane Martins Ribeiro Introdução A filosofia ocidental é coroada por uma cultura logocêntrica. Os filósofos
O caráter não-ontológico do eu na Crítica da Razão Pura
O caráter não-ontológico do eu na Crítica da Razão Pura Adriano Bueno Kurle 1 1.Introdução A questão a tratar aqui é a do conceito de eu na filosofia teórica de Kant, mais especificamente na Crítica da
TOMÁS DE AQUINO SÉC. XIII AS PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS
TOMÁS DE AQUINO SÉC. XIII AS PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS NA SUA OBRA DENOMINADA SUMA TEOLÓGICA, TOMÁS DE AQUINO CONSIDERA CINCO VIAS QUE, POR MEIO DE ARGUMENTOS, CONDUZEM À DEUS, TODAS COM CARACTERÍSTICAS
AULA DE FILOSOFIA. Prof. Alexandre Cardoso
AULA DE FILOSOFIA Prof. Alexandre Cardoso A criação da filosofia está ligada ao pensamento racional. Discutir, pensar e refletir para descobrir respostas relacionadas à vida. Os filósofos gregos deixaram
DOUTRINAS ÉTICAS FUNDAMENTAIS PROFA. ME. ÉRICA RIOS
DOUTRINAS ÉTICAS FUNDAMENTAIS PROFA. ME. ÉRICA RIOS [email protected] Ética e História Como a Ética estuda a moral, ou seja, o comportamento humano, ela varia de acordo com seu objeto ao longo do
O MUNDO VISÕES DO MUNDO ATRAVÉS DA HISTÓRIA
O MUNDO VISÕES DO MUNDO ATRAVÉS DA HISTÓRIA MITO: FORMA DE EXPLICAÇÃO MITO: vem do vocábulo grego mythos, que significa contar ou narrar algo. Mito é uma narrativa que explica através do apelo ao sobrenatural,
RESOLUÇÃO FILOSOFIA SEGUNDA FASE UFU SEGUNDO DIA
RESOLUÇÃO FILOSOFIA SEGUNDA FASE UFU SEGUNDO DIA 1) Para Parmênides o devir ou movimento é uma mera aparência provocada pelos enganos de nossos sentidos. A realidade é constituída pelo Ser que é identificado
Ética e política da subjetividade: hermenêutica do sujeito e parrhesía em Michel Foucault.
Ética e política da subjetividade: hermenêutica do sujeito e parrhesía em Michel Foucault. André Pereira Almeida Os últimos cursos e trabalhos de Foucault acerca da constituição do sujeito ético e político
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS- GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO GERAL DE PESQUISA INICIAÇÃO CIENTÍFICA VOLUNTÁRIA - ICV
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS- GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO GERAL DE PESQUISA INICIAÇÃO CIENTÍFICA VOLUNTÁRIA - ICV RESUMO EXPANDIDO (2009-2010) A ÉTICA NA FORMAÇÃO DOS PEDAGOGOS
PADRÃO DE RESPOSTA - FILOSOFIA - Grupo L
PADRÃO DE RESPOSTA - FILOSOFIA - Grupo L 1 a QUESTÃO: (2,0 pontos) Avaliador Revisor No diálogo Fédon, escrito por Platão, seu personagem Sócrates afirma que a dedicação à Filosofia implica que a alma
UCP - UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS CURSO DE ÉTICA. ÉTICA A NICÔMACO Livro 1
1 UCP - UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS CURSO DE ÉTICA ÉTICA A NICÔMACO Livro 1 Rodolfo Asturiano Vaz PETRÓPOLIS 2010 1 2 UCP - UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS ÉTICA A NICÔMACO Livro 1 Trabalho
A PROVA DA EXISTÊNCIA DE DEUS PELA VIA DO MOVIMENTO EM SÃO TOMÁS DE AQUINO.
doi: 10.4025/10jeam.ppeuem.04006 A PROVA DA EXISTÊNCIA DE DEUS PELA VIA DO MOVIMENTO EM SÃO TOMÁS DE AQUINO. IZIDIO, Camila de Souza (UEM) Essa pesquisa tem como objetivo a análise da primeira das cinco
AULA FILOSOFIA. O realismo aristotélico
AULA FILOSOFIA O realismo aristotélico DEFINIÇÃO O realismo aristotélico representa, na Grécia antiga, ao lado das filosofias de Sócrates e Platão, uma reação ao discurso dos sofistas e uma tentativa de
Anjos: uma aproximação filosófica por Tomás de Aquino!
Anjos: uma aproximação filosófica por Tomás de Aquino! Bruno Guimarães de Miranda/IFTSSJ O livro De Substantiis Separatis (As substâncias separadas) de Santo Tomás de Aquino, traduzido por Luiz Astorga
FILOSOFIA COMENTÁRIO DA PROVA DE FILOSOFIA
COMENTÁRIO DA PROVA DE FILOSOFIA Mais uma vez a UFPR oferece aos alunos uma prova exigente e bem elaborada, com perguntas formuladas com esmero e citações muito pertinentes. A prova de filosofia da UFPR
LISTA - ARISTÓTELES. 1. (Uel 2015) Leia o texto a seguir.
1. (Uel 2015) Leia o texto a seguir. É pois manifesto que a ciência a adquirir é a das causas primeiras (pois dizemos que conhecemos cada coisa somente quando julgamos conhecer a sua primeira causa); ora,
CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARENTIANO. Pós Graduação em Filosofia e Ensino da Filosofia. Sergio Levi Fernandes de Souza RA:
CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARENTIANO Pós Graduação em Filosofia e Ensino da Filosofia Sergio Levi Fernandes de Souza RA: 1123930 Filosofia e Educação da Filosofia ESTADO E EDUCAÇÃO EM PLATÃO Santo André 2013
Duas CONCEPÇÕES SOBRE A FELICIDADE NA ÉTICA DE ARISTÓTELES *
Duas CONCEPÇÕES SOBRE A FELICIDADE NA ÉTICA DE ARISTÓTELES * TWO CONCEPTIONS ABOUT HAPPINESS IN ARISTOTLE S ETHICS JOÃO HOBUSS ** Resumo: Na Ética Nicomaquéia, Aristóteles desenvolve duas concepções distintas
Teorias éticas. Capítulo 20. GRÉCIA, SÉC. V a.c. PLATÃO ARISTÓTELES
GRÉCIA, SÉC. V a.c. Reflexões éticas, com um viés político (da pólis) _ > como deve agir o cidadão? Nem todas as pessoas eram consideradas como cidadãos Reflexão metafísica: o que é a virtude? O que é
REVISÃO GERAL DE CONTEÚDO 9º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II. Professor Danilo Borges
REVISÃO GERAL DE CONTEÚDO 9º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II Professor Danilo Borges ATENÇÃO! Esta revisão geral de conteúdo tem a função de orientar, você estudante, para uma discussão dos temas e problemas
PRINCÍPIOS ÉTICOS E FILOSÓFICOS Introdução a ética aristotélica
PRINCÍPIOS ÉTICOS E FILOSÓFICOS Introdução a ética aristotélica Prof. Me. Renato R. Borges Aristóteles(IV a.c), Kant(1804) e Stuart Mill (1873). facebook.com/prof.renato.borges www.professorrenato.com
JOSIELI APARECIDA OPALCHUKA 26
OPALCHUKA, J. A relação entre eudaimonia e dor: uma aproximação entre Aristóteles e Schopenhauer The relation between eudaimonia and pain: an approach between Aristotle and Schopenhauer JOSIELI APARECIDA
Aula Véspera UFU Colégio Cenecista Dr. José Ferreira Professor Uilson Fernandes Uberaba 16 Abril de 2015
Aula Véspera UFU 2015 Colégio Cenecista Dr. José Ferreira Professor Uilson Fernandes Uberaba 16 Abril de 2015 NORTE DA AVALIAÇÃO O papel da Filosofia é estimular o espírito crítico, portanto, ela não pode
FILOSOFIA - ARISTÓTELES
1. (Uel 2015) Leia os textos a seguir. A arte de imitar está bem longe da verdade, e se executa tudo, ao que parece, é pelo facto de atingir apenas uma pequena porção de cada coisa, que não passa de uma
SANTO AGOSTINHO - INFLUÊNCIAS
SANTO AGOSTINHO SANTO AGOSTINHO - INFLUÊNCIAS Em Cartago, Santo Agostinho estudou literatura, filosofia e retórica. Sua paixão por filosofia foi despertada pela leitura do livro Hortensius, de Cícero um
Cap 5 Crítica à propriedade comum dos bens e das mulheres
Cap 5 Crítica à propriedade comum dos bens e das mulheres Ramiro Marques O livro II de A Política é dedicado ao inquérito sobre o governo ideal (1) e as secções que vão de 1261a10 a 1264b26 são inteiramente
NOTAS INTRODUTÓRIAS AO PENSAMENTO POLÍTICO DE ARISTÓTELES: O regime de inclusão de ricos e pobres.
NOTAS INTRODUTÓRIAS AO PENSAMENTO POLÍTICO DE ARISTÓTELES: O regime de inclusão de ricos e pobres. Rafael Augusto De Conti 1. SUMÁRIO: 1. O ser se diz de vários modos; 2. As causas da comunidade política;
22/08/2014. Tema 7: Ética e Filosofia. O Conceito de Ética. Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes
Tema 7: Ética e Filosofia Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes O Conceito de Ética Ética: do grego ethikos. Significa comportamento. Investiga os sistemas morais. Busca fundamentar a moral. Quer explicitar
Bem vindo à Filosofia. Prof. Alexandre Cardoso
Bem vindo à Filosofia Prof. Alexandre Cardoso A criação da filosofia está ligada ao pensamento racional. Discutir, pensar e refletir para descobrir respostas relacionadas à vida. Os filósofos gregos deixaram
desígnio 14 jan/jun 2015 Denis Coitinho *
desígnio 14 jan/jun 2015 ARISTÓTELES. (2011). ECONÔMICOS. COLEÇÃO OBRAS COMPLETAS DE ARISTÓTELES, VOLUME VII TOMO 2. INTRODUÇÃO, NOTAS E TRADUÇÃO DO ORIGINAL GREGO E LATINO DE DELFIM F. LEÃO. SÃO PAULO,
O tempo na terceira Enéada de Plotino
Daniel Schiochett Resumo: Plotino é conhecido pela doutrina das três hipóstases: o Uno, a Inteligência e a Alma. Enquanto neoplatônico, sua doutrina é pensada a partir da visão platônica do mundo. Todavia,
FILOSOFIA. Professor Ivan Moraes, filósofo e teólogo
FILOSOFIA Professor Ivan Moraes, filósofo e teólogo Finalidade da vida política para Platão: Os seres humanos e a pólis têm a mesma estrutura: alma concupiscente ou desejante; alma irascível ou colérica;
ÉTICA DA FELICIDADE EM ARISTÓTELES ETHICS OF HAPPINES IN ARISTÓTELES
29 ÉTICA DA FELICIDADE EM ARISTÓTELES ETHICS OF HAPPINES IN ARISTÓTELES Wellington Lima Amorim 1 Everaldo da Silva 2 Matêus Ramos Cardoso 3 RESUMO: Este artigo tem como objetivo analisar o conceito de
Prova Global Simulado 6º. Filosofia 2014/2 Devolutiva das questões
Prova Global Simulado 6º. Filosofia 2014/2 Devolutiva das questões Questão nº 1 - Resposta B Justificativa: O amante do mito é de certo modo também um filósofo, uma vez que o mito se compõe de maravilhas
Unidade 2: História da Filosofia Filosofia Clássica. Filosofia Serviço Social Igor Assaf Mendes
Unidade 2: História da Filosofia Filosofia Clássica Filosofia Serviço Social Igor Assaf Mendes Conteúdo (a) Nascimento da filosofia (b) Condições históricas para seu nascimento (c) Os principais períodos
, Ética a Nicômaco. In: Os Pensadores vol.ii. Trad. Leonel Vallandro & Gerd Bornheim da versão inglesa de W.D. Ross. São Paulo. Abril Cutural, 1979.
97 6. Referências Bibliográficas ARISTÓTELES, De Anima. Apresentação, tradução e notas de Maria Cecília Gomes Reis. São Paulo. Ed. 34, 2006., Aristotle De Anima, text and commentary, Ed. W.D. Ross. Oxford,
O caminho moral em Kant: da transição da metafísica dos costumes para a crítica da razão prática pura
O caminho moral em Kant: da transição da metafísica dos costumes para a crítica da razão prática pura Jean Carlos Demboski * A questão moral em Immanuel Kant é referência para compreender as mudanças ocorridas
Processo Seletivo/UFU - abril ª Prova Comum - PROVA TIPO 1 FILOSOFIA QUESTÃO 01
FILOSOFIA QUESTÃO 01 Considere as seguintes afirmações de Aristóteles e assinale a alternativa correta. I -... é a ciência dos primeiros princípios e das primeiras causas. II -... é a ciência do ser enquanto
Ética Profissional e Empresarial. Aula 2
Ética Profissional e Empresarial Aula 2 O Surgimento, a Origem! A ética é estudada, por grandes filósofos, desde a antiguidade! (IV A.C) Ética vem do Grego "ethos", que significa: costumes! Moral vem do
A PESQUISA FUNDAMENTADA NA FENOMENOLOGIA SOCIAL DE ALFRED SCHÜTZ
A PESQUISA FUNDAMENTADA NA FENOMENOLOGIA SOCIAL DE ALFRED SCHÜTZ Maria Cristina Pinto de Jesus A fenomenologia se baseia no estudo das essências, as quais se referem ao sentido dado a algo, que confere
ÉTICA E PRÁTICA EDUCATIVA, OUTRA VEZ. Cipriano Carlos luckesi 1
ÉTICA E PRÁTICA EDUCATIVA, OUTRA VEZ Cipriano Carlos luckesi 1 Qual é um significativo fundamento para a conduta ética e o que isso tem a ver com a prática educativa? Lee Yarley, professor de Religião
Roger Michael Miller Silva. Fins e meios: uma discussão sobre a phronesis na Ética Nicomaquéia. Dissertação de Mestrado
Roger Michael Miller Silva Fins e meios: uma discussão sobre a phronesis na Ética Nicomaquéia Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do título de Mestre pelo
6. Conclusão. Contingência da Linguagem em Richard Rorty, seção 1.2).
6. Conclusão A escolha de tratar neste trabalho da concepção de Rorty sobre a contingência está relacionada ao fato de que o tema perpassa importantes questões da reflexão filosófica, e nos permite termos
CONCEPÇÕES ÉTICAS Mito, Tragédia e Filosofia
CONCEPÇÕES ÉTICAS Mito, Tragédia e Filosofia O que caracteriza a consciência mítica é a aceitação do destino: Os costumes dos ancestrais têm raízes no sobrenatural; As ações humanas são determinadas pelos
A PRUDÊNCIA NA ÉTICA A NICÔMACO DE ARISTÓTELES
A PRUDÊNCIA NA ÉTICA A NICÔMACO DE ARISTÓTELES Introdução/ Desenvolvimento Dagmar Rodrigues 1 Camila do Espírito santo 2 A pretensão do presente trabalho é analisar o que é a prudência enquanto virtude
Filosofia Medievil: TomásadeaAquino
MPET Modelagem Conceitual do Pensamento Filosófco MATERIAL DE APOIO Organizador dos slides: Prof.aDr.aGliuciusaDécioaDuirte Atualizado em: 19 ago. 2017 Filosofia Medievil: TomásadeaAquino SÍNTESE DO CRISTIANISMO
Afirma que a realidade mais fundamental é composta de ideias ou formas abstratas. Para Platão, estas ideias ou formas são objetos do verdadeiro
Afirma que a realidade mais fundamental é composta de ideias ou formas abstratas. Para Platão, estas ideias ou formas são objetos do verdadeiro conhecimento. Elas residem no mundo inteligível e sua natureza
Aluno de Platão, Aristóteles passou a discordar de uma idéia fundamental de sua filosofia e, então, o pensamento dos dois se distanciou.
Aristóteles. Aluno de Platão, Aristóteles passou a discordar de uma idéia fundamental de sua filosofia e, então, o pensamento dos dois se distanciou. Platão concebia a existência de dois mundos: O mundo
BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006 (adaptado).
1. (ENEM 2012) TEXTO I Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento originário de tudo o que existe, existiu e existirá, e que outras coisas provêm de sua descendência. Quando o ar se dilata, transforma-se
O conceito de amizade em Aristóteles.
O conceito de amizade em Aristóteles. "Depende de nós praticarmos atos nobres ou vis; e se é isso que se entende por ser bom ou mal, então depende de nós sermos virtuosos ou viciosos." Aristóteles. Autora:
Kant e o Princípio Supremo da Moralidade
Kant e o Princípio Supremo da Moralidade ÉTICA II - 2017 16.03.2018 Hélio Lima LEITE, Flamarion T. 10 Lições sobre Kant. Petrópolis: Vozes, 2013 O Sistema kantiano Estética Transcendental Experiência Lógica
QUESTÕES DE FILOSOFIA DO DIREITO
QUESTÕES DE FILOSOFIA DO DIREITO QUESTÃO 1 Considere a seguinte afirmação de Aristóteles: Temos pois definido o justo e o injusto. Após distingui-los assim um do outro, é evidente que a ação justa é intermediária
A Estética é uma especialidade filosófica que visa investigar a essência da beleza e as bases da arte. Ela procura compreender as emoções, idéias e
A Estética A Estética é uma especialidade filosófica que visa investigar a essência da beleza e as bases da arte. Ela procura compreender as emoções, idéias e juízos que são despertados ao observar uma
FORMAÇÃO DA MORAL OCIDENTAL -GRÉCIA ANTIGA -
FORMAÇÃO DA MORAL OCIDENTAL -GRÉCIA ANTIGA - Prof. Jailson Costa S O F I S T A S Filosofia, ÉTICA, POLÍTICA ética e E desenvolvimento SOCIEDADE humano Sofistas e o relativismo ético Sofistas e o relativismo
Introdução ao estudo de O Capital de Marx
Introdução ao estudo de O Capital de Marx 1 O Capital - Crítica da Economia Política Estrutura: Vol. I - O processo de produção do Capital Vol. II - O processo de circulação do Capital Vol. III - O processo
Revista Filosofia Capital ISSN Vol. 1, Edição 2, Ano BREVE ANÁLISE FILOSÓFICA DA PESSOA HUMANA DO PERÍODO CLÁSSICO AO CONTEMPORÂNEO
30 BREVE ANÁLISE FILOSÓFICA DA PESSOA HUMANA DO PERÍODO CLÁSSICO AO CONTEMPORÂNEO Moura Tolledo [email protected] Brasília-DF 2006 31 BREVE ANÁLISE FILOSÓFICA DA PESSOA HUMANA DO PERÍODO CLÁSSICO
Liderança. Cap Liderança, do livro: PISANI, E. M.; PEREIRA, S.; RIZZON, L. A. Temas de Psicologia Social. Petrópolis: Vozes, 1994.
Liderança Cap. 10 - Liderança, do livro: PISANI, E. M.; PEREIRA, S.; RIZZON, L. A. Temas de Psicologia Social. Petrópolis: Vozes, 1994. pag 143 a 156 Um dos fatos mais impressionantes e universais sobre
SANTO AGOSTINHO E O CRISTIANISMO
SANTO AGOSTINHO SANTO AGOSTINHO E O CRISTIANISMO Aos 28 anos, Agostinho partir para Roma. Estava cansando da vida de professor em Cartago e acreditava que em Roma encontraria alunos mais capazes. Em Milão,
RESENHAS. Erickson, Glenn W. e Fossa, John A.. Número e razão: os fundamentos matemáticos da metafísica platônica. Natal: EDUFRN, páginas.
RESENHAS Erickson, Glenn W. e Fossa, John A.. Número e razão: os fundamentos matemáticos da metafísica platônica. Natal: EDUFRN, 2005. 252 páginas. Tassos Lycurgo * Livros são entidades estranhas, pois,
Filosofia e Religião.
Filosofia e Religião. Filosofia e Cristianismo. Santo Agostinho. (354 430) É considerado um dos introdutores do pensamento filosófico grego na doutrina cristã. Fortemente influenciado por Platão, concebia
