FILOSOFIA DO DIREITO: DILEMAS E PERSPECTIVAS
|
|
|
- Martim Pinhal Guimarães
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 FILOSOFIA DO DIREITO: DILEMAS E PERSPECTIVAS Professor Doutor Alysson Leandro Barbate Mascaro Professor Adjunto da Faculdade de Direito - UPM É raro que a filosofia do direito escape dos velhos preceitos de legitimação de toda e qualquer ordem existente, de antigos moralismos e de mera compilação de chavões passadistas, e alcance um patamar de crítica de seu tempo, apontando as limitações do pensamento jurídico e delineando horizontes novos para a ação jurídica, política e social. Por isso é tão difícil encontrar universidades que se destaquem como vanguarda da reflexão da filosofia do direito. Meu propósito, neste texto, é apontar para a postulação que faço, no Mackenzie, por um pensamento de superação dos impasses de nosso tempo e de nossa realidade. Já se pode dizer, sem dúvida, que a Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, nos últimos anos, vem desenvolvendo e consolidando uma corrente de pensamento jusfilosófico que a distingue grandemente no quadro do pensamento brasileiro. Venho atuando nesse sentido, tanto no Programa de Pósgraduação em Direito Político e Econômico, junto com o ilustre Prof. Dr. Ari Marcelo Solon, em disciplinas e na orientação das teses de nossos mestrandos, quanto na graduação, junto de vários outros amigos professores. Para fazer do Mackenzie uma universidade de ponta na filosofia do direito brasileira, foi preciso direcionar o pensamento jusfilosófico para uma reflexão profunda a respeito do direito, tomado a partir de uma visão crítica, humanista e atenta aos 1
2 grandes problemas da injustiça social no Brasil e no mundo. Certamente o Mackenzie será reconhecido, no futuro, por ter sido um dos poucos centros de excelência universitária a haver tomado as rédeas de um pensamento crítico no presente. IMPASSES DA FILOSOFIA DO DIREITO A filosofia do direito é o campo mais sensível de todo o arcabouço do conhecimento jurídico. Isto porque, como pensamento mais abstrato, mais geral e mais arquetípico, ela sofre as injunções das mudanças da realidade empírica e concreta dos variados ramos do direito mas, mais ainda, ela é o eixo de confrontação do direito com a totalidade da realidade social. Posta nesta fronteira entre o direito e o todo social, a filosofia do direito é a forma de reflexão que explica, legitima e conserva certos limites dessa fronteira, mas, ao mesmo tempo, deveria ser a disciplina teórica que fizesse a ação contrária: ao invés de guardar a memória e as razões dos limites definidos e esperados da interação direito-sociedade, poderia ser a responsável pela transformação dos padrões de pensamento jurídico e social. Logo se percebe que há um uso conservador e institucional da filosofia do direito que busca apenas, canonicamente, estabelecer os preceitos gerais de uma ciência jurídica que se quererá meramente dedutiva. Neste sentido, a filosofia do direito se presta a ser uma ferramenta teórica positivista que dá os marcos que reforçarão o positivismo prático. Quando se encontram obras que defendem quaisquer ordens, mesmo as ditaduras, pelo elogio atávico da forma legal, percebe-se o positivismo arraigado que cria um círculo fechado de postulações e resultados. 2
3 Mas há uma forma transformadora de se pensar a filosofia do direito. Por essa vertente, resgata-se o preceito originário da filosofia desde Sócrates que tem mais apreço pela verdade que pela ordem estabelecida. Por isso, a boa jusfilosofia não abdica de poder pensar além do já dado, do já existente. Sendo a história do direito, no mais das vezes, a história das injustiças institucionalizadas, lavadas em ritos e sacramentos jurídicos, não pode a filosofia do direito se contentar em ser a especulação legitimadora de tais preceitos. Sendo o injusto o padrão da história, a filosofia do direito de superação e transformação, quando pensar o justo, pensará o novo, o ainda-não-existente, na velha lembrança do grande filósofo do século XX Ernst Bloch. É preciso insistir para o fato de que, em sociedades com altas mazelas, nas quais os homens não têm ainda o respaldo mínimo à sua dignidade, à sua felicidade e sua justiça, só há um caminho para a filosofia do direito, o de apontar para a transformação social. Toda forma de legitimação do existente em prol de alguma cristalina história de repetição da mesma reprodução social é uma aberrante tentativa de chamar por justo e racional o que é a plena evolução do injusto. A FILOSOFIA DO DIREITO E OS HORIZONTES DA CONTEMPORANEIDADE A percepção de que a filosofia do direito não é uma arma neutra, prestando-se, pois, tanto à legitimação do já existente quanto à propositura do novo, não pode olvidar de um grande fato complementar e subjacente. O pensamento jurídico é parte do pensamento de toda a sociedade, e o que pensa a sociedade reflete 3
4 os impasses estruturais e existenciais do próprio tempo e das grandes dominações. Assim sendo, as causas do positivismo analítico e estéril, que vem dominando a filosofia do direito de forma geral nos dois últimos séculos, não se devem buscar apenas na esterilidade dos juristas e de seus maiores pensadores. Esse pensamento jurídico estéril é reflexo de uma sociedade estéril. O capitalismo, ao reificar e mercantilizar o todo social, também converte o jurista em um calculista, que não consegue transcender o horizonte de seus mecanismos formais. Daí que a dialética da filosofia do direito representa posicionar-se, de maneira antecipadora e crítica, ante uma sociedade estruturada para a ordem e a dominação. Como apontar para o justo num mundo e num tempo injusto é o grande dilema da filosofia do direito. Querendo de fato apontar ao justo, ou o pensamento jurídico se torna idílico, vago e generalista risco ao qual sucumbiram os velhos juristas liberais que cultivavam mais a retórica que o apreço ao entendimento da realidade ou se torna então concreto, realista, entendendo os mecanismos da injustiça e sabendo apontar os caminhos de sua transformação. Nesta última alternativa, a filosofia do direito dá as mãos à ação justa, porque pensa a justiça como terreno de apoio para a própria ação transformadora. Os impasses da contemporaneidade são aqueles de uma sociedade já estabelecida sob a égide do capitalismo, que oferece conforto e felicidade a vários, mas não os oferece à maioria. Não se tratando de uma mera distribuição aleatória das benesses, mas de um sistema social de inclusão e exclusão, a dificuldade da filosofia do direito está em captar as causas das injustiças de nosso tempo. 4
5 Saber apontar teoricamente para as razões da injustiça é parte da envergadura necessária que se espera dar a uma filosofia do direito crítica. Isto porque ela tem um papel de apontar para o novo, para a justiça que ainda não se deu, e, neste sentido, é preciso que a filosofia do direito tenha um papel de antecipação, formulando o desejo de um mundo melhor e mais justo e apontando, de maneira realista e fundamentada, para as formas dessa transformação. A filosofia do direito de vanguarda não pode abdicar dessa missão de pensar o justo, ainda que os horizontes atuais da realidade social não dêem mostras de que o justo esteja próximo. Daí resulta a importância mais crucial de um pensamento jurídico superior, porque ele poderá despertar no jurista a chama de fazer da realidade algo diferente da injustiça presente. Tal sonho do pensamento jurídico é a chance de concretizar a realidade do novo, que quiçá seja o justo. 5
1 Sobre a Filosofia... 1 A filosofia como tradição... 1 A filosofia como práxis... 4
SUMÁRIO 1 Sobre a Filosofia... 1 A filosofia como tradição... 1 A filosofia como práxis... 4 2 Sobre a Filosofia do Direito... 9 A especificidade da filosofia do direito... 9 Filosofia do direito e filosofia...
Clóvis de Barros Filho
Clóvis de Barros Filho Sugestão Formação: Doutor em Ciências da Comunicação pela USP (2002) Site: http://www.espacoetica.com.br/ Vídeos Produção acadêmica ÉTICA - Princípio Conjunto de conhecimentos (filosofia)
PENSAMENTO SOCIAL E ESPIRITISMO
ARQUIVO DOS ARTIGOS DO SITE DA ABPE PENSAMENTO SOCIAL E ESPIRITISMO Alysson Leandro Mascaro INCONTRI, Dora. (Org,) Educação, Espiritualidade e Transformação Social São Paulo: Editora Comenius, 2014. Educação,
Sumário. 1 Sobre a Filosofia, 1 A filosofia como tradição, 1 A filosofia como práxis, 5
Sumário Nota, xi 1 Sobre a Filosofia, 1 A filosofia como tradição, 1 A filosofia como práxis, 5 2 Sobre a Filosofia do Direito, 10 A especificidade da filosofia do direito, 11 Filosofia do direito e filosofia,
CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS
CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS Aspectos sociológicos da Educação PRINCIPAIS CORRENTES DO PENSAMENTO SOCIOLÓGICO Prof. Stephanie Gurgel A Sociologia surgiu através da tentativa de Augusto Comte (1798 1857) em
FILOSOFIA COMENTÁRIO DA PROVA DE FILOSOFIA
COMENTÁRIO DA PROVA DE FILOSOFIA Mais uma vez a UFPR oferece aos alunos uma prova exigente e bem elaborada, com perguntas formuladas com esmero e citações muito pertinentes. A prova de filosofia da UFPR
SOFISTAS E SÓCRATES Os sofistas são pensadores que questionam pela retórica o ideal democrático e racionalidade grega que colocava a centralidade da
SOFISTAS E SÓCRATES Os sofistas são pensadores que questionam pela retórica o ideal democrático e racionalidade grega que colocava a centralidade da vida ética na coletividade e no bem comum. Neste sentido,
FILOSOFIA. Professor Ivan Moraes, filósofo e teólogo
FILOSOFIA Professor Ivan Moraes, filósofo e teólogo Finalidade da vida política para Platão: Os seres humanos e a pólis têm a mesma estrutura: alma concupiscente ou desejante; alma irascível ou colérica;
LÓGICA JURÍDICA E A NOVA RETÓRICA
LÓGICA JURÍDICA E A NOVA RETÓRICA RENÉ DESCATES (1596-1650) HANS KELSEN (1881-1973) Kelsen pregava uma objetividade ao ordenamento jurídico, a tal ponto que o juiz, ao prolatar uma sentença, por exemplo,
OBJETO DA FILOSOFIA DO DIREITO
OBJETO DA FILOSOFIA DO DIREITO MÉTODOS APLICADOS A FILOSOFIA DO DIREITO Métodos de Raciocínio Cientifico + para o - A conclusão encontra-se nas premissas DEDUTIVO RACIONALISMO Apenas a razão leva ao conhecimento
PLATÃO O MUNDO DAS IDEIAS
AVISO: O conteúdo e o contexto das aulas referem-se aos pensamentos emitidos pelos próprios autores que foram interpretados por estudiosos dos temas RUBENS expostos. RAMIRO Todo exemplo JR (TODOS citado
Link para animação do mito da caverna. https://www.youtube.com/watch?v=xswmnm _I7bU
Link para animação do mito da caverna https://www.youtube.com/watch?v=xswmnm _I7bU A DOUTRINA DAS IDEIAS OU TEORIA DOS DOIS MUNDOS Para Platão existem, literalmente, dois mundos O mundo das ideias O mundo
ÉTICA GERAL E PROFISSIONAL MÓDULO 2
ÉTICA GERAL E PROFISSIONAL MÓDULO 2 Índice 1. Ética Geral...3 1.1 Conceito de ética... 3 1.2 O conceito de ética e sua relação com a moral... 4 2 1. ÉTICA GERAL 1.1 CONCEITO DE ÉTICA Etimologicamente,
COLÉGIO MAGNUM BURITIS
COLÉGIO MAGNUM BURITIS PROGRAMAÇÃO DE 1ª ETAPA 2ª SÉRIE PROFESSOR (A): Alair Matilde Naves DISCIPLINA: Filosofia TEMA TRANSVERSAL: A ESCOLA E AS HABILIDADES PARA A VIDA NO SÉCULO XXI DIMENSÕES E DESENVOLVIMENTO
O caráter não-ontológico do eu na Crítica da Razão Pura
O caráter não-ontológico do eu na Crítica da Razão Pura Adriano Bueno Kurle 1 1.Introdução A questão a tratar aqui é a do conceito de eu na filosofia teórica de Kant, mais especificamente na Crítica da
PACHUKANIS, Evguiéni B. Teoria geral do direito e marxismo. São Paulo: Boitempo, 2017.
PACHUKANIS, Evguiéni B. Teoria geral do direito e marxismo. São Paulo: Boitempo, 2017. Thais Hoshika 1 Não há dúvidas de que Evguiéni B. Pachukanis (1891-1937) foi o filósofo que mais avançou na crítica
FILOSOFIA DA CIÊNCIA. Prof. Adriano R. 2º Anos
FILOSOFIA DA CIÊNCIA Prof. Adriano R. 2º Anos CÍRCULO DE VIENA - Os filósofos do Círculo de Viena representam o movimento filosófico do positivismo lógico ou empirismo lógico, segundo o qual o saber científico
Capital Portador de Juros: Marx e Chesnais
Capital Portador de Juros: Marx e Chesnais Ref.: Capítulo XXI, vol. 3, de O Capital de Karl Marx e cap. 1 de A finança mundializada de François Chesnais 1 Economia Vulgar É bem conhecida a duplicidade
O pensamento sociológico no séc. XIX. Sociologia Profa. Ms. Maria Thereza Rímoli
O pensamento sociológico no séc. XIX Sociologia Profa. Ms. Maria Thereza Rímoli Avisos Horário de Bate Papo: sextas-feiras, 17hs às 17hs:30 Atenção com o prazo de envio das respostas das atividades eletrônicas.
FUNDAMENTOS DA SOCIOLOGIA. A Geografia Levada a Sério
FUNDAMENTOS DA SOCIOLOGIA 1 Eu não sei o que quero ser, mas sei muito bem o que não quero me tornar. Friedrich Nietzsche 2 PERFEIÇÃO Legião Urbana (1993) 3 A Sociologia É uma palavra com dois vocábulos
Revista Filosofia Capital ISSN Vol. 1, Edição 2, Ano BREVE ANÁLISE FILOSÓFICA DA PESSOA HUMANA DO PERÍODO CLÁSSICO AO CONTEMPORÂNEO
30 BREVE ANÁLISE FILOSÓFICA DA PESSOA HUMANA DO PERÍODO CLÁSSICO AO CONTEMPORÂNEO Moura Tolledo [email protected] Brasília-DF 2006 31 BREVE ANÁLISE FILOSÓFICA DA PESSOA HUMANA DO PERÍODO CLÁSSICO
Para uma nova cultura política dos direitos humanos
Resenha Para uma nova cultura política dos direitos humanos Ludmila Cerqueira Correia 1 Resenha: ESCRIVÃO FILHO, Antonio Escrivão Filho; SOUSA JUNIOR, José Geraldo de. Para um debate teórico-conceitual
LINS, Maria Judith Sucupira da Costa. Educação Moral na Perspectiva de Alasdair MacIntyre. Rio de Janeiro: Ed. ACCES, 2007.
LINS, Maria Judith Sucupira da Costa. Educação Moral na Perspectiva de Alasdair MacIntyre. Rio de Janeiro: Ed. ACCES, 2007. Laécio de Almeida Gomes 1 & Thaline Luise R. Fontinele 2 A autora do livro Maria
BuscaLegis.ccj.ufsc.br
BuscaLegis.ccj.ufsc.br A Dúvida Metódica Em Descartes Antonio Wardison Canabrava da Silva* A busca pelo conhecimento é um atributo essencial do pensar filosófico. Desde o surgimento das investigações mitológicas,
FILOSOFIA DA CIÊNCIA
FILOSOFIA DA CIÊNCIA 1 INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DA CIÊNCIA» Nesta matéria iremos estudar o que significam o pensamento humano, o conhecimento, a filosofia e a ciência para a Filosofia da Ciência. 2 O pensamento
TRANSFORMAÇÃO DO CAMPO, FORMAÇÃO DE ETHOS E MUDANÇA DE HABITUS?: O QUE PIERRE BOURDIEU PODE NOS DIZER SOBRE AS POLÍTICAS DE INCLUSÃO BRASILEIRAS?
908 TRANSFORMAÇÃO DO CAMPO, FORMAÇÃO DE ETHOS E MUDANÇA DE HABITUS?: O QUE PIERRE BOURDIEU PODE NOS DIZER SOBRE AS POLÍTICAS DE INCLUSÃO BRASILEIRAS? Carlos Eduardo Barros Pinto 2 Jéssica do Espírito Santo
A HISTÓRIA DO PENSAMENTO JURÍDICO. Aula n.º 02
A HISTÓRIA DO PENSAMENTO JURÍDICO Aula n.º 02 A HISTÓRIA DO PENSAMENTO JURÍDICO Correntes de pensamento que tem o objetivo de explicar a origem do direito; Cada uma afirma que o direito provém de uma fonte
O ESTADO MODERNO COMO PROCESSO HISTÓRICO A formação do Estado na concepção dialética de Hegel
1 O ESTADO MODERNO COMO PROCESSO HISTÓRICO A formação do Estado na concepção dialética de Hegel ELINE LUQUE TEIXEIRA 1 [email protected] Sumário:Introdução; 1. A dialética hegeliana; 2. A concepção
Método e Metodologia Conceitos de método e seus princípios
Conceitos de método e seus princípios Caminho pelo qual se chega a determinado resultado... É fator de segurança. Seleção de técnicas para uma ação científica... Forma de proceder ao longo de um caminho
Saiba mais: o filme Em nome de deus (1988) retrata o nascimento das universidades medievais no século XII.
Antecedentes A Idade Média foi mesmo a Idade das Trevas? Por vezes, a Idade Média é descrita como um período de trevas, no qual não houve produção intelectual, até que chegasse o Iluminismo ou o Século
CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARENTIANO. Pós Graduação em Filosofia e Ensino da Filosofia. Sergio Levi Fernandes de Souza RA:
CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARENTIANO Pós Graduação em Filosofia e Ensino da Filosofia Sergio Levi Fernandes de Souza RA: 1123930 Filosofia e Educação da Filosofia ESTADO E EDUCAÇÃO EM PLATÃO Santo André 2013
ESTUDO INTRODUTÓRIO PARTE I DISCURSO E ARGUMENTAÇÃO
Sumário ESTUDO INTRODUTÓRIO A TEORIA DISCURSIVA DO DIREITO DE ALEXY E AS DUAS QUESTÕES FUNDAMENTAIS DA FILOSOFIA DO DIREITO Alexandre Travessoni Gomes Trivisonno CAPÍTULO 1 UMA TEORIA DO DISCURSO PRÁTICO
PLANEJAMENTO. GOIÂNIA, 20 de março de 2013.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS - UFG INSTITUTO FEDERAL DE GOIÁS - IFG SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO SME ESCOLA MUNICIPAL JOEL MARCELINO DE OLIVEIRA PLANEJAMENTO GOIÂNIA, 20 de março de 2013. Proposta
PRÁTICA DE ESCRITA NO ENSINO FUNDAMENTAL I E FORMAÇÃO DO PROFESSOR: DA TEORIA À PRÁTICA PEDAGÓGICA
PRÁTICA DE ESCRITA NO ENSINO FUNDAMENTAL I E FORMAÇÃO DO PROFESSOR: DA TEORIA À PRÁTICA PEDAGÓGICA Resumo Tatiana Dias Ferreira (PPGFP/ UEPB) [email protected] Nos dias atuais, no meio educacional, muito
A estética de Hegel. Antonio Rodrigues Belon
A estética de Hegel Antonio Rodrigues Belon A necessidade universal da arte é, pois, a necessidade racional que o ser humano tem de elevar a uma consciência espiritual o mundo interior e exterior, como
ENVELHECER NO BRASIL: REFLEXÕES SOBRE ESTADO, ENVELHECIMENTO E POLÍTICA SOCIAL PARA OS VELHOS
ENVELHECER NO BRASIL: REFLEXÕES SOBRE ESTADO, ENVELHECIMENTO E POLÍTICA SOCIAL PARA OS VELHOS Suéllen Bezerra Alves* *Mestranda do Programa de Pós Graduação em Serviço Social da UFPE; [email protected]
Argumentação e filosofia
Argumentação e filosofia 1- Compreender a origem histórica da rivalidade existente entre Filosofia e Retórica. O pensamento racional teve origem na Grécia antiga, na necessidade do desenvolvimento da Polis
A MEDIDA PROVISÓRIA n. 746/2016 E A REFORMA DO ENSINO MÉDIO
A MEDIDA PROVISÓRIA n. 746/2016 E A REFORMA DO ENSINO MÉDIO Aldemario Araujo Castro Advogado Procurador da Fazenda Nacional Professor da Universidade Católica de Brasília - UCB Mestre em Direito pela Universidade
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE DIREITO DIREITO DAS MINORIAS 21/8/ :54. Profª: Kátia Paulino dos Santos
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE DIREITO DIREITO DAS MINORIAS 1 21/8/2013 16:54 Profª: Kátia Paulino dos Santos 2 JUSNATURALISMO X POSITIVISMO JURÍDICO Esta diferença é discutida desde Aristóteles,
Resenha EDUCAÇÃO E SOCIEDADE NA PEDAGOGIA DO OPRIMIDO
Resenha EDUCAÇÃO E SOCIEDADE NA PEDAGOGIA DO OPRIMIDO Simone Alexandre Martins Corbiniano 1 Em sua principal obra, Pedagogia do Oprimido, escrita no exilo em 1968, Paulo Freire aborda a educação mediante
COLÉGIO MAGNUM BURITIS
COLÉGIO MAGNUM BURITIS PROGRAMAÇÃO DE 1ª ETAPA 1ª SÉRIE PROFESSOR (A): Alair Matilde Naves DISCIPLINA: Filosofia TEMA TRANSVERSAL: A ESCOLA E AS HABILIDADES PARA A VIDA NO SÉCULO XXI DIMENSÕES E DESENVOLVIMENTO
TEXTOS SAGRADOS. Noções introdutórias
TEXTOS SAGRADOS Noções introdutórias A ORIGEM Os Textos Sagrados, via de regra, tiveram uma origem comum: Experiência do sagrado. Oralidade. Pequenos textos. Primeiras redações. Redação definitiva. Organização
MOTIVADORES DA CONSTRUÇÃO DA CIÊNCIA SOCIAL
MOTIVADORES DA CONSTRUÇÃO DA CIÊNCIA SOCIAL 1. A Sociologia como fruto da demanda da Sociedade 2. Problema Social e explicação científica 3. O homem como produtor de conhecimento 4. O conhecimento, tipos
Aristóteles e o Espanto
Aristóteles e o Espanto - Para Aristóteles, uma condição básica para o surgimento do conhecimento no homem era o espanto, o qual poderia gerar toda condição para o conhecimento e a elaboração de teorias.
AULA FILOSOFIA. O realismo aristotélico
AULA FILOSOFIA O realismo aristotélico DEFINIÇÃO O realismo aristotélico representa, na Grécia antiga, ao lado das filosofias de Sócrates e Platão, uma reação ao discurso dos sofistas e uma tentativa de
Versão A. GRUPO I (10 X 3 = 30 pontos)
Versão A GRUPO I (10 X 3 = 30 pontos) Assinala a única alternativa correta 1.Dizer que a filosofia é uma atividade reflexiva é afirmar que: a) A filosofia é um saber puramente racional. b) A filosofia
A ciência deveria valorizar a pesquisa experimental, visando proporcionar resultados objetivos para o homem.
FRANCIS BACON Ocupou cargos políticos importantes no reino britânico; Um dos fundadores do método indutivo de investigação científica; Saber é poder ; A ciência é um instrumento prático de controle da
CRIMINOLOGIA CONCEITO
CRIMINOLOGIA CONCEITO A é uma ciência social empírica e interdisciplinar que se ocupa do estudo do crime, da pessoa do infrator, da vítima e do controle social do comportamento delitivo. O termo ciência
CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICO SALESIANO AUXILIUM
PLANO DE ENSINO 2017-1º Semestre CURSO: DIREITO DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO SEMESTRE: 1º SEMESTRE DE 2017 TURNO: NOTURNO CARGA HORÁRIA: 40 h/a PROFESSOR Me. DANILO CÉSAR SIVIERO RÍPOLI
ARISTÓTELES I) TEORIA DO CONHECIMENTO DE ARISTÓTELES
AVISO: O conteúdo e o contexto das aulas referem-se aos pensamentos emitidos pelos próprios autores que foram interpretados por estudiosos dos temas expostos. Todo exemplo citado em aula é, meramente,
DIREITOS FUNDAMENTAIS SOCIAIS
Pedro Rui da Fontoura Porto DIREITOS FUNDAMENTAIS SOCIAIS Considerações acerca da legitimidade política e processual do Ministério Público e do sistema de justiça para sua tutela LIVRARIA DO ADVOGADO EDITORA
Aula 00. Filosofia do Direito p/ DPU (Defensor Público da União) Professor: Ricardo Torques DEMO
Aula 00 Filosofia do Direito p/ DPU (Defensor Público da União) Professor: Ricardo Torques Aula 00 Apresentação do Curso Introdução à Filosofia Sumário Filosofia do Direito para DPU... 3 Apresentação Pessoal...
AULA 1: Introdução Conhecimento e Ciência
Disciplina METODOLOGIA CIENTÍFICA (farmacêutica) AULA 1: Introdução Conhecimento e Ciência Profa. Dra. Nilce Nazareno da Fonte Oi!!! Começamos hoje, eu e você, uma deliciosa parceria rumo à SUA formação
A ciência deveria valorizar a pesquisa experimental, visando proporcionar resultados objetivos para o homem.
FRANCIS BACON Ocupou cargos políticos importantes no reino britânico; Um dos fundadores do método indutivo de investigação científica; Saber é poder ; A ciência é um instrumento prático de controle da
TEMA-PROBLEMA Da multiplicidade dos saberes à Ciência como construção racional do real
TEMA-PROBLEMA 8.2. Da multiplicidade dos saberes à Ciência como construção racional do real CONHECER Conhecer é um ato em que se cruzam o indivíduo e o objeto de conhecimento. ATO que exprime uma relação
22/08/2014. Tema 6: Ciência e Filosofia. Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes. Ciência e Filosofia
Tema 6: Ciência e Filosofia Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes Ciência e Filosofia Ciência: vem do latim scientia. Significa sabedoria, conhecimento. Objetivos: Conhecimento sistemático. Tornar o mundo compreensível.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS DE PESQUISA. Prof.ª Larissa da Silva Ferreira Alves TCC II
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS DE PESQUISA Prof.ª Larissa da Silva Ferreira Alves TCC II Necessidade de compreensão de que MÉTODO PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS (METODOLOGIA) ALVES, 2008. MÉTODO NA GEOGRAFIA
KARL JENSEN E OS MOVIMENTOS SOCIAIS
KARL JENSEN E OS MOVIMENTOS SOCIAIS Nildo Viana Sociólogo, Filósofo, Professor da Faculdade de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Goiás, Doutor em
Teoria Realista das Relações Internacionais (I)
Teoria Realista das Relações Internacionais (I) Janina Onuki [email protected] BRI 009 Teorias Clássicas das Relações Internacionais 24 de agosto de 2017 Realismo nas RI Pressuposto central visão pessimista
e a intencionalidade da consciência na Fenomenologia
Consciência transcendental e a intencionalidade da consciência na Fenomenologia do Direito André R. C. Fontes* A noção de consciência na Filosofia emerge nas obras contemporâneas e sofre limites internos
História da Matemática na Educação Matemática: espelho ou pintura? Cristina Dalva Van Berghem Motta
História da Matemática na Educação Matemática: espelho ou pintura? Cristina Dalva Van Berghem Motta Seminário 8 Fernanda R. Bonin Marcos Trata-se de uma pesquisa... que busca apresentar fundamentações
CURSO METODOLOGIA ECONÔMICA. Professora Renata Lèbre La Rovere. Tutor: Guilherme Santos
CURSO METODOLOGIA ECONÔMICA Professora Renata Lèbre La Rovere Tutor: Guilherme Santos Ementa da Disciplina Noções de Filosofia da Ciência: positivismo, Popper, Kuhn, Lakatos e tópicos de pesquisa recentes.
RESENHA: POLÍTICA EDUCACIONAL COMO INSTRUMENTO DE CIDADANIA
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA Departamento de Educação DEDU Curso de Licenciatura em Letras com Língua Estrangeira Política e Gestão Educacional Professor Otto Vinícius 09 Dez. 2009 JOÃO BOSCO
Mauricio de Sousa Mario Sergio Cortella
Mauricio de Sousa Mario Sergio Cortella Lições ilustradas com a Turma da Mônica 00010_18_Vamos Pensar + um pouco_cortella_miolo.indd 3 5/2/18 11:38 AM Mauricio! Cortella! Quanto tempo! Desde o lançamento
REGIME MILITAR E SUAS INFLUÊNCIAS NA EDUCAÇÃO. Palavras-chave: Regime Militar, Escola, Educação, Repreensão, Conservadorismo.
ISBN 978-85-7846-516-2 REGIME MILITAR E SUAS INFLUÊNCIAS NA EDUCAÇÃO Marina Ribeiro de Almeida Email: [email protected] Rafael Tonet Maccagnan Email: [email protected] Cleiriane Alves
Autor Rodolfo Bracali. To Open
Autor Rodolfo Bracali To Open Rodolfo Bracali Livro de Abrindo Portas Pensamento Desbloqueios Belo Horizonte Livro Digitais - 2016 2016 by Editora Livro digitais Capa: Rodolfo Bracali Design Índice para
Estética, Filosofia, Cultura e outras Linguagens. Felipe Szyszka Karasek
Estética, Filosofia, Cultura e outras Linguagens Felipe Szyszka Karasek Arte x obras de arte. Como distinguir obras de arte de outras coisas que não são arte? Para estar em um terreno artístico é necessário
O legado da Filosofia grega para o Ocidente europeu
O legado da Filosofia grega para o Ocidente europeu Marilena Chauí Por causa da colonização europeia das Américas, nós também fazemos parte - ainda que de modo inferiorizado e colonizado - do Ocidente
PROCESSO DE INGRESSO NA UPE Sistema Seriado de Avaliação LÍNGUA PORTUGUESA MATEMÁTICA FÍSICA LÍNGUA ESTRANGEIRA FILOSOFIA
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO PROCESSO DE INGRESSO NA UPE Sistema Seriado de Avaliação CADERNO DE PROVA 1º DIA LÍNGUA PORTUGUESA MATEMÁTICA FÍSICA LÍNGUA ESTRANGEIRA FILOSOFIA DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CANDIDATO
Movimentos sociais e o uso contra-hegemônico do direto 1. Rayann Kettuly Massahud de Carvalho 2
Movimentos sociais e o uso contra-hegemônico do direto 1 Rayann Kettuly Massahud de Carvalho 2 O capitalismo e a modernidade são processos históricos diferentes e autônomos. O paradigma sócio-cultural
PSICOLOGIA. Questão nº 1. Padrão de Resposta Esperado:
Questão nº 1 Significado da perspectiva sócio-histórica Compreensão do ser humano como historicamente construído, agente e construtor da história e cultura em que vive, e com as quais interage dialeticamente,
MURCHO, Desidério A natureza da filosofia e o seu ensino. Lisboa: Plátano, 2002, (Coleção Aula Prática), 102 p.
MURCHO, Desidério A natureza da filosofia e o seu ensino. Lisboa: Plátano, 2002, (Coleção Aula Prática), 102 p. O autor. Licenciou-se em filosofia pela Universidade de Lisboa. É um dos diretores da Sociedade
