DROGAS ANTIMICROBIANAS
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- Luiz Felipe de Paiva Vilalobos
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1 DROGAS ANTIMICROBIANAS
2 HISTÓRICO 1495: Mercúrio (SÍFILIS) 1630 : Quinino (MALÁRIA) 1905 Paul Ehrlich composto 606 (Salvarsan) - sífilis 1928: Penicillina - Alexander Fleming 1932: Sulfanilamida - Gerhard Domagk 1941: Purificação da penicilina - Ernst Chain e Howard Florey Pós-IIGM: Penicilina G
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4 DROGAS ANTIMICROBIANAS Quimioterápicos ou sintéticos Antibióticos Drogas semi-sintéticas
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6 EFEITOS Bacteriostático Bactericida
7 ESPECTRO DE AÇÃO
8 TOXICIDADE SELETIVA Capacidade da droga em atuar contra o patógeno alvo, sem afetar o hospedeiro. Toxidade seletiva Efeitos sobre o hospedeiro Ex. Sulfas alta toxicidade seletiva atuam na via do ácido fólico em bactérias apenas.
9 DROGAS ANTIMICROBIANAS
10 NÍVEIS DE AÇÃO DOS ANTIMICROBIANOS Síntese protéica (ribossomos) e transcrição Parede celular Membrana celular Biossíntese de lipídeos Vias metabólicas, DNA e RNA
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12 ANTIMICROBIANOS QUE AFETAM A SÍNTESE PROTÉICA
13 RIBOSSOMOS
14 ESTREPTOMICINA
15 CLORANFENICOL
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17 ANTIMICROBIANOS QUE AFETAM A TRANSCRIÇÃO
18 ANTIMICROBIANOS QUE AFETAM A TRANSCRIÇÃO Ligam-se à subunidade β da RNA polimerase: Rifampicina Estreptovaricina Liga-se ao DNA e impede a síntese do RNA: Actinomicina
19 RIFAMPICINA
20 ESTREPTOVARICINA
21 ACTINOMICINA
22 ANTIMICROBIANOS QUE AGEM SOBRE A PAREDE CELULAR
23 Β-LACTÂMICOS: PENICILINAS E CEFALOSPORINAS Produzidos por eucariotos
24 Β-LACTÂMICOS
25 Β-LACTÂMICOS Penicilinas Cefalosporinas Cefamicinas ½ de todos os antibióticos produzidos e consumidos no mundo.
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27 SÍNTESE DA PAREDE CELULAR
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30 B-LACTÂMICOS São altamente seletivos (alta toxicidade seletiva), pois afetam apenas as bactérias e não o hospedeiro. Alergias
31 CEFALOSPORINAS Cephalosporium sp. Semi-sintéticos Mecanismo de ação igual ao da penicilina. Maior espectro de ação. Mais resistentes às β-lactamases. Eficiente contra Neisseria gonorrhoeae (resistente à penicilina).
32 CEFALOSPORINAS
33 BACITRACINA Produzido por Bacillus subtilis. Polipeptídeo Inibe a síntese da parede celular, impedindo o crescimento da cadeia de peptideoglicano. Uso tópico. Aplicado em conjunto com outras drogas. Composição da pomada Nebacetin (+ Neomicina) Efetivo contra gram-positivas e algumas gramnegativas.
34 BACITRACINA
35 ANTIMICROBIANOS QUE AGEM SOBRE AS MEMBRANAS CELULARES
36 DAPTOMICINA* Produzido por Streptomyces spp. Liga-se especificamente às membranas celulares bacterianas, formando um poro e causando sua despolarização. Eficiente contra gram-positivos como estafilococos e estreptococos.
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38 POLIMIXINA B Produzido por Bacillus polimyxa. Age na membrana celular bacteriana. Efetivo contra gram-negativos.
39 POLIMIXINA B
40 MEMBRANA CELULAR POLIMIXINA B
41 ANTIMICROBIANOS QUE ATUAM NA BIOSSÍNTESE DE LIPÍDEOS
42 PLATENSIMICINA* Produzido por Streptomyces platensis. Inibe seletivamente uma enzima da biossíntese de ácidos graxos. É efetivo contra gram-positivos, incluindo Staphylococcus aureus metilcilina resistente (MRSA) e enterococos vancomicina resistentes.
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44 ANTIMICROBIANOS QUE AGEM EM VIAS METABÓLICAS, DNA E RNA
45 ANÁLOGOS DE FATORES DE CRESCIMENTO Fatores de crescimento: aminoácidos, vitaminas, ácidos nucléicos. Sulfas Isoniazida Análogos de bases Quinolonas
46 SULFAS Primeira sulfa descrita foi a Sulfanilamida, análoga do ácido para-amino benzóico PABA.
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48 TRIMETOPRIM Análogo do ácido diidrofólico. Usado em conjunto com as sulfonamidas.
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50 ISONIAZIDA Reduzido espectro de ação contra micobactérias. Interfere na síntese do ácido micólico, componente da parede celular de Mycobacterium. Droga mais eficiente no tratamento da tuberculose.
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52 QUINOLONAS Interferem na atividade da DNA girase, impedindo o empacotamento do DNA. Efetivas contra bactérias gram-positivas e gramnegativas. Ciprofloxacino fluoroquinolona usada no tratamento de infecções urinárias. Moxifloxacim* droga nova, usada no tratamento de Mycobacterium tuberculosis.
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54 RESISTÊNCIA BACTERIANA
55 RESISTÊNCIA BACTERIANA Capacidade das bactérias em resistir à ação das drogas antibacterianas.
56 RESISTÊNCIA BACTERIANA
57 RESISTÊNCIA BACTERIANA Natural ou intrínseca O alvo para a droga não existe na célula Ex. Células sem parede celular são naturalmente resistentes à penicilina Adquirida Mutação cromossômica Plasmídeos R
58 MECANISMOS DE RESISTÊNCIA A bactéria não possui a estrutura onde o antibiótico atua. Ex. Micoplasmas não têm parede celular, portanto são resistentes aos β-lactâmicos. A bactéria é impermeável à droga. Ex. A maioria das gram-negativas é impermeável à penicilina G e à platensimicina. A bactéria pode alterar a droga, inativando-a. Ex. Muitos estafilicocos têm β-lactamases, que clivam o anel β-lactâmico.
59 MECANISMOS DE RESISTÊNCIA A bactéria pode modificar o alvo da droga. Ex. Modificações no ribossomo (mutações cromossômicas). A bactéria pode desenvolver uma via metabólica alternativa, onde a droga não atua. Ex. Resistência às sulfas, que inibem a produção de ácido fólico. Estas bactérias são capazes de utilizar o ácido fólico do ambiente. A bactéria pode jogar a droga para fora da célula, por meio de efluxo.
60 FATORES ASSOCIADOS COM A DISSEMINAÇÃO DA RESISTÊNCIA BACTERIANA Uso incorreto de antibióticos Uso excessivo em doenças respiratórias Utilização em doses e tempo incorretos Uso sem prescrição médica Uso excessivo de alguma droga contra um determinado patógeno. Procedimentos de controle de infecções hospitalares falhos. Antibióticos usados para nutrição animal.
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63 TESTE DE SENSIBILIDADE AOS ANTIMICROBIANOS
64 ANTIBIOGRAMA Avaliar in vitro a interação fármaco-bactéria. Determinar a sensibilidade e a concentração mínima inibitória. Orientar o tratamento.
65 MÉTODO DA DISCO DIFUSÃO EM ÁGAR KIRBY-BAUER O antibiótico impregnado nos discos difunde-se para o meio e forma-se um halo de inibição em torno dos mesmos se as bactérias forem sensíveis à droga. Meio utilizado: Mueller-Hinton baixo teor de inibidores de alguns antibióticos.
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67 INOCULAÇÃO
68 INOCULAÇÃO
69 INOCULAÇÃO
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73 MICROBIOLOGIA AMBIENTAL 17/10/2016
74 17/10/2016 MICROBIOLOGIA DA ÁGUA
75 ÁGUA
76 ÁGUA POTÁVEL 2,5 bilhões de pessoas não têm acesso ao saneamento básico países em desenvolvimento. 1,5 milhões de crianças morrem por ano, tendo como causa as diarréias. OMS 5 milhões de mortes por ano, causadas por doenças disseminadas pela água. Destas, 50% são infecções intestinais. Cólera é a mais frequente.
77 MICRO-ORGANISMOS PATOGÊNICOS PRESENTES NA ÁGUA Bactérias Salmonella spp. Vibrio cholerae Shigella spp. Yersinia enterocolitica: gastroenterite aguda Escherichia coli: linhagens patogênicas: enterites Clostridium perfringens: enterite, gangrena gasosa Vibrio parahaemolyticus: gastroenterites Pseudomonas aeruginosa: infecções nos olhos, ouvidos Staphylococcus aureus: infecções cutâneas, garganta e intoxicações alimentares Leptospira: hepatite, conjuntivite e insuficiência renal
78 MICRO-ORGANISMOS PATOGÊNICOS PRESENTES NA ÁGUA Fungos aquáticos: saprófitas, parasitas de peixes oriundos do solo: leveduras Candida albicans: infecções da pele, mucosas fungos dermatófitos Geotrichum
79 MICRO-ORGANISMOS PATOGÊNICOS PRESENTES NA ÁGUA Protozoários ciliados Giardia lamblia: esporos resistentes ao cloro amebas Entamoeba hystolytica (amebíase-doença intestinal)
80 MICRO-ORGANISMOS PATOGÊNICOS PRESENTES NA ÁGUA Vírus Hepatites A e B Gastroenterite infecciosa não bacteriana Poliomielite
81 ANÁLISE MICROBIOLÓGICA DA ÁGUA Visa investigar a presença de microrganismos potencialmente patogênicos em concentrações que comprometam o uso da água para os fins aos quais se destina: Consumo humano e animal Recreação Navegação Irrigação Paisagismo
82 EXAME COLIMÉTRICO DA ÁGUA Objetivo Avaliar as condições sanitárias da água, investigando a presença de bactérias do grupo coliforme, que atuam como indicadores de contaminação fecal.
83 CONTAMINAÇÃO FECAL Podem estar presentes nas fezes: Bactérias patogênicas Pseudomonas Enterococcus Salmonella Shigella Vibrio
84 CONTAMINAÇÃO FECAL Coliformes totais Escherichia coli Enterobacter Klebsiella Citrobacter Coliformes fecais E. coli Coliformes termotolerantes E. coli e Enterococcus Presentes nas fezes e em outros habitas Presentes nas fezes
85 ORGANISMOS INDICADORES Coliformes totais, fecais e termotolerantes são indicadores de contaminação fecal. Ocorrência e desaparecimento concomitante com patogênicos. Densidade populacional diretamente relacionada com o grau de contaminação. Maior sobrevida que os patógenos. Ausência em água potável. Fácil detecção e recuperação laboratorial. Não prejudicial (em geral) às pessoas e animais. Manipulação segura.
86 COLIFORMES TOTAIS Bacilos gram-negativos Aeróbios ou anaeróbios facultativos Não formadores de esporos Oxidase negativos Capazes de se desenvolver na presença de sais biliares ou agentes tensoativos Fermentam a lactose com produção de ácido, gás e aldeído a 35,0 +_ 0,5 o C em horas Podem apresentar atividade da B-galactosidase
87 COLIFORMES FECAIS E. COLI Fermenta lactose e manitol, com produção de ácido e gás a 44,5 +_ 0,2 o C em 24 horas Produz indol a partir do triptofano Oxidase negativa Não hidrolisa a uréia Atividade de B-galactosidase e B-glucoronidase Mais específico indicador de contaminação fecal recente e de eventual presença de organismos patogênicos.
88 COLIFORMES TERMOTOLERANTES Subgrupo dos coliformes Fermentam lactose a 44,5 +_ 0,2 o C em 24 horas E. coli é o principal representante Enterococcus grupo dos estreptococos fecais
89 MÉTODO DOS TUBOS MÚLTIPLOS
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91 PROVA PRESUNTIVA PARA COLIFORMES TOTAIS Meio de cultura: Caldo Lactosado Temperatura e tempo de incubação: 35,0 +/- 0,5 o C 24 a 48 horas
92 PROVA PRESUNTIVA PARA CT
93 PROVA CONFIRMATÓRIA PARA COLIFORMES TOTAIS Meio de cultura: Caldo Lactosado Verde Bile Brilhante Temperatura e tempo de incubação: 35,0 +/- 0,5 o C 24 a 48 horas
94 PROVA CONFIRMATÓRIA PARA CT
95 PROVA CONFIRMATÓRIA PARA COLIFORMES FECAIS Quantitativa Meio de cultura: Caldo EC Temperatura e tempo de incubação: 44,5 +/- 0,2 o C 24 horas
96 PROVA CONFIRMATÓRIA PARA COLIFORMES FECAIS Qualitativa Ágar Teague (EMB eosina azul de metileno) Contém lactose e sucrose (mas não glicose) Azul de metileno inibe gram positivas Eosina em ph ácido torna-se escuro, com brilho verde metálico
97 E. COLI EM ÁGAR TEAGUE Colônias pequenas (2mm), negras, sem pigmento verde metálico difundido no meio; Colônias pequenas (2mm), negras com pigmento verde metálico difundido no meio; Colônias com centro negro e bordos róseos, com ou sem pigmento verde metálico difundido no meio.
98 17/10/2016 Profa. Patricia Dalzoto - UFPR
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100
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102 RESOLUÇÃO CONAMA 274/00 CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS DOCES, SALOBRAS E SALINAS DESTINADAS À BALNEABILIDADE (RECREAÇÃO DE CONTATO PRIMÁRIO) Categoria Coliformes fecais Escherichia coli Enterococos (NMP/100 ml) (NMP/100 ml) (NMP/100 ml) Própria Excelente <250 em 80% das <200 em 80% das <25 em 80% das amostras amostras amostras Boa <500 em 80% das <400 em 80% das <50 em 80% das amostras amostras amostras Satisfatória >1000 em mais de >800 em mais de 20% >100 em mais de 20% 20% das amostras das amostras das amostras Imprópria >1000 em mais de >800 em mais de 20% >100 em mais de 20% 20% das amostras das amostras das amostras >2500 na última >2000 na última >400 na última amostra amostra amostra
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