CAPÍTULO 03 DETERMINAÇÃO DO TRÁFEGO EXISTENTE EM RODOVIAS
|
|
|
- Rayssa Rosa Mendonça
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 CAPÍTULO 3 DETERMINAÇÃO DO TRÁFEGO EXISTENTE EM RODOVIAS 1. EXECUÇÃO DE PESQUISAS DE TRÁFEGO EM RODOVIAS As rodovias são classificadas em função de sua importância e tipo de tráfego que deverá acomodar. Assim sendo, diversos são os tipos de pesquisas que se deve realizar para a identificação do tráfego no trecho. A grande maioria das rodovias existentes (planejadas) é rodovia municipal. Em segundo lugar temos as rodovias estaduais e finalmente as rodovias federais e internacionais. Certamente que as rodovias federais ou internacionais deverão acomodar um tráfego mais significativo e de maior porte, porém, essa assertiva nem sempre é verdadeira. Outro aspecto a ser levantado é com relação ao objetivo do estudo de tráfego que se está elaborando. Assim, uma coisa é realizar pesquisas para se identificar o tráfego existente na rodovia e outra é a realização de pesquisas com o objetivo de se estimar o tráfego futuro. Na maioria das vezes ambos os dois objetivos fazem parte do estudo que se está elaborando. Quando se pretende realizar estudos para readequação rodoviária, procurarse-á identificar o tráfego atual e o futuro que passará a surgir; quando se pretende realizar o projeto de restauração e/ou recuperação da rodovia, não haverá, normalmente, o surgimento de um tráfego extra ao já existente; quando, o objetivo é a construção de uma rodovia ainda não existente, somente tráfego futuro deverá surgir. Em função da existência de diversidade de objetivos e de tipos de tráfego que se pretende identificar, serão indicadas adiante, apenas algumas formas de execução de pesquisas. É preciso lembrar que cada estudo exige um programa de pesquisa específico. O que é apresentado no presente capítulo, são exemplos de casos mais comuns. Normalmente, verifica-se que os diversos órgãos rodoviários realizam pesquisas de tráfego, apenas quando desejam fazer algum estudo ou projeto de engenharia. O correto seria que esses órgãos mantivessem um programa de pesquisa sistemática, a fim de se poder contar com dados estatísticos. Pesquisas sistemáticas não serão assunto de discussão no presente trabalho; somente as pesquisas direcionadas para estudos e/ou projetos. 22
2 1.1 Escolha do Local de Pesquisa e Croquis Esquemático Rodovias Municipais Pesquisas de tráfego em rodovias municipais, normalmente serão pesquisas simples, pois tais rodovias, normalmente acomodam um tráfego baixo e de curta distância (tráfego local). Quando uma rodovia municipal apresenta importância significativa, acomodando tráfego de longa distância (intermunicipal, ou interestadual) a escolha dos locais de pesquisa, bem como a quantidade de postos de pesquisa a serem considerados deve obedecer aos critérios indicados adiante em Rodovias Estaduais e Federais. É interessante, como uma primeira avaliação, elaborar um croquis esquemático de localização do trecho dentro do Município. O Mapa rodoviário do Município é um elemento preponderante nesse trabalho. Certamente, o Mapa não necessita estar em escala adequada, nem é necessário apresentar minúcias, ou precisões nas informações. Seria suficiente que o Mapa do Município mostrasse a sede do Município, as principais rodovias existentes, federais, estaduais e municipais pavimentadas, os principais distritos, vilas, bairros e povoados (apenas os mais significativos). Nesse Mapa estaria assinalado o trecho rodoviário cujo investimento é pretendido. Certamente que, devido à redução do tamanho para apresentação, o trecho solicitado, pode se transformar apenas em um ponto, ou um segmento por demais curto no Mapa. Um círculo envolvendo o trecho considerado indicará a prancha ampliada do local. Nessa prancha, em tamanho adequado (A4 ou A3 no máximo), estará mostrado com um pouco mais de detalhe, a área próxima da área de influência da rodovia. Os pontos extremos da rodovia deverão aparecer claramente. Se estiver sendo pretendida a inclusão da rodovia no programa de pavimentação, a prancha do detalhe da rodovia deve mostrar: - sede de Município - nome dos pontos extremos (distrito, bairro, vila, patrimônio, entroncamento rodoviário, etc.) - rodovias pavimentadas próximas e sua ligação com alguma delas (para que o trecho não fique pendurado ). Se estiver sendo pretendida a inclusão da rodovia no programa de melhorias de pequeno investimento, a prancha de detalhe da rodovia deve mostrar: - sede do Município - nome dos pontos extremos - ligação dos pontos extremos com vias revestidas ou pavimentadas. Essas pranchas não necessitam estar desenhadas em escala, podendo ser uma prancha de localização esquemática apenas. O seu objetivo é posicionar a rodovia no contexto geral do Município. 23
3 A terceira prancha, também em tamanho adequado (tamanho A4 de preferência), aceitando-se o tamanho A3 no máximo, deve mostrar detalhes da rodovia em análise. Será esquemático, sem escala, mas com indicação de todas as distâncias, onde serão assinalados os pontos notáveis existentes ao longo do trecho (grandes indústrias, vilas rurais, usinas, parques, grandes escolas, fábricas, grandes represas de recreação, locais de turismo, hotéis campestres, etc.) e todas as rodovias que cruzam, ou se originam da mesma. Alguns exemplos dessa terceira prancha são mostrados nas figuras adiante inseridas. No caso do Exemplo 1, temos um trecho rodoviário com 3 subtrechos de tráfego diferentes. De Vila André até ao Entroncamento de Acesso ao Bairro Andrade, o tráfego deve ser diferente do segmento seguinte, o subtrecho compreendido entre o Entroncamento de Acesso ao Bairro Andrade e Entroncamento de Acesso a Vila Antonio e Patrimônio São Pedro. O terceiro subtrecho é o segmento entre este último entroncamento até ao entroncamento com a PR xxx, no km 48 da PR. A PR xxx indica a existência de uma rodovia estadual (no caso, rodovia do Estado do Paraná) cruzando o mesmo. As localidades Bairro Andrade, Vila Antonio e Patrimônio São Pedro são chamados de geradores de tráfego. Num trecho desta natureza, pode-se realizar pesquisa em apenas um dos trechos, dependendo da finalidade do estudo, como por exemplo, quando se deseja saber se vale considerar o trecho como um possível trecho para integrar a relação dos trechos para um programa de pavimentação do Governo. Entretanto, para o desenvolvimento de projetos de engenharia será necessário fazer uma pesquisa de tráfego em cada um dos subtrechos para se verificar qual o tráfego de cada um deles. Como o que interessa para cada um dos motoristas é chegar a um determinado local (normalmente, sede do Município), e, como o caminho natural é a PR xxx, certamente o terceiro subtrecho apresenta tráfego maior que os demais. O posto de pesquisa de tráfego deve ser posicionado mais ou menos no meio do trecho, contudo, deve-se escolher um local onde os pesquisadores fiquem ao lado da rodovia, fora da pista de rolamento, onde possa enxergar o tráfego dos veículos, distinguindo-os quanto aos seus tipos (automóveis, ônibus, ou caminhões). Assim sendo, muitas vezes não é possível escolher um local bem no meio do trecho. A escolha do local deve levar em conta, não só uma área onde os pesquisadores possam montar uma barraca, mas também, preferencialmente, onde os mesmos tenham um ponto de apoio para suas necessidades (uso de banheiro, por exemplo). O importante é que o posto de pesquisa esteja dentro do subtrecho, evitando a influência de algum gerador de tráfego específico. No caso deste subtrecho não existe esse gerador. 24
4 MUNICÍPIO: xxxxxxxxxx TRECHO: PR xxx VILA ANDRÉ 4,3 km VILA ANDRÉ EXTENSÃO: 22,3 km PROGRAMA: PAVIMENTAÇÃO 3 km POSTO 3 BAIRRO ANDRADE 15 km POSTO 2 PATRIMONIO SÃO PEDRO VILA ANTONIO MATO GROSSO POSTO 1 Km 48 PR xxx DESENHO SEM ESCALA SÃO PAULO EXEMPLO 1 MUNICÍPIO: xxxxxxxxxx TRECHO: DISTRITO ESPERANÇA LAGOA SECA EXTENSÃO: 2,7 km PROGRAMA: PAVIMENTAÇÃO 8,3 km LAGOA SECA 2,7 km POSTO 2 12,4 km VILA RURAL POSTO1 DESENHO SEM ESCALA DISTRITO ESPERANÇA EXEMPLO 2 MUNICÍPIO: XANADU TRECHO: XANADU VILA PROMESSA EXTENSÃO: 15, k m PROGRAMA: READEQUAÇÃO 15, km 13,8 km VILA PROMESSA POSTO ÚNICO 1,2 km PATRIMONIO SÃO MIGUEL 3 XANADU DESENHO SEM ESCALA EXEMPLO 25
5 No caso do Exemplo 2, temos 2 subtrechos: Distrito Esperança Vila Rural e Vila Rural Lagoa Seca. Partindo-se da premissa de que Distrito Esperança é maior que Lagoa Seca e Vila Rural, o gerador maior de tráfego é o Distrito. Assim sendo, o maior volume de tráfego deve ser do primeiro subtrecho: Distrito Esperança Vila Rural. Deverão ser considerados 2 postos de pesquisa, uma vez que 2 segmentos são identificados, certamente, apresentando tráfegos diferentes. Os mesmos cuidados na escolha do local, discutidos anteriormente, devem ser tomados, porém, no caso específico devese evitar a influência da área urbanizada (gerador de tráfego). Assim, o posto de pesquisa deve ficar fora da área de influência do tráfego urbano do Distrito e da Vila. No caso do Exemplo 3, o Patrimônio São Miguel é um gerador de tráfego e o posto de pesquisa não deve ser alocado no primeiro subtrecho: Xanadu Entroncamento de Acesso a Patrimônio São Miguel. Enfim, o posto de pesquisa de tráfego deve ser posicionado em local que identifique, o mais fielmente possível, o tráfego do trecho. Certamente que, ao longo dos trechos de cada um dos exemplos citados existem diversos acessos a propriedades existentes ao lado da rodovia e, na verdade, cada um deles é um gerador de tráfego. Observe-se, porém, que se trata apenas de um pequeno gerador de tráfego e, não necessita ser considerado como um gerador significativo. Esses acessos a propriedades nem aparecem no croquis esquemático desenhado, porque não são considerados na definição de subtrechos de um trecho rodoviário Rodovias Estaduais e Federais No caso de Rodovias Estaduais ou Federais, o processo é semelhante, com a diferença de que os trechos rodoviários, normalmente são de maiores extensões e apresentam maiores quantidades de outras rodovias cruzando o trecho rodoviário em estudo, o que faz com que haja a necessidade de se considerar mais de um posto de pesquisa. Serão apresentados no Capítulo 6 adiante, exemplos de dimensionamento de postos e formulários de campo para rodovias de maior porte, como as estaduais e federais. Observe-se, por outro lado, que no item anterior, foram definidos apenas postos de contagens volumétricas e que a rodovia de alguma forma é existente. Para o caso de rodovia não existente e, para o caso de se identificar um tráfego futuro que possa se desviar de outra rodovia para a mesma, devese considerar postos de pesquisa de origem/destino. Normalmente, a consideração de postos de origem/destino é feita para se identificar desvios de tráfego, o que significa que esses postos deverão ser alocados em outras rodovias, de tal forma a que se possa identificar qual o trajeto desejado e o trajeto que o veículo realiza. Para tal, existem diversos métodos de pesquisa de origem/destino; o método mais utilizado no Brasil é o de entrevista na via. A localização dos postos de origem/destino, bem como sua quantidade é função da rede viária existente, não havendo, portanto, uma regra básica a ser obedecida. Para cada caso deverá ser feita uma análise específica. 26
6 2. UM EXEMPLO DE FORMULÁRIO DE CAMPO DE CONTAGEM VOLUMÉTRICA E FORMAS DE PREENCHIMENTO Diversos modelos de formulários de campo para pesquisa de tráfego serão apresentados no Capítulo 6 adiante. No presente Capítulo será mostrado o modelo de um formulário bastante simples que se encontra inserido logo adiante, na página seguinte. Observe-se, pelo formulário Modelo que existem, no cabeçalho, os dados para serem preenchidos com o Número do Posto de Pesquisa (numeração de controle do Município), a data e o dia de semana. A data e dia de semana são dados importantes, como será visto mais adiante. Além disso, existe espaço para que seja indicada a Rodovia (sigla). Se a rodovia não tiver sigla, anotarse-á apenas: Municipal. Existe também um espaço para indicação do trecho. O trecho é o trecho para o qual pretende-se realizar o investimento. Assim, por exemplo, o trecho do Exemplo 2 é Distrito Esperança Vila Rural, para o Posto 1. O formulário apresenta 3 grandes colunas. A primeira coluna é reservada para anotação de horários. O número de veículos contado no campo é registrado na segunda e terceira colunas. Observe-se também que existem 8 linhas designadas de: DE e ATÉ. Nos 4 quadradinhos da coluna: Horário, logo após as palavras DE e ATÉ são preenchidos os horários do intervalo de pesquisa. Como existem 8 linhas, em cada linha é registrado o número de veículos contados em uma hora cheia. Em se tratando de uma pesquisa de 12 horas, por exemplo, a pesquisa poderá ser realizada entre 6: horas e 18: horas. Isto significa que se utilizarão dois formulários para cada dia de pesquisa. No primeiro formulário, o horário será de 6: até 14: e, no segundo o restante. Assim, na primeira linha os quadradinhos deverão ser preenchidos com os números: DE 6 ATÉ 7 Isto significa que, nessa linha são anotados todos os veículos que transitaram entre 6 e 7 horas. Na segunda linha são anotados os veículos das 7 às 8 horas e os números a serem preenchidos nos quadradinhos serão: DE 7 ATÉ 8... e assim por diante. 27
7 RODOVIA: TRECHO HORÁRIO DE ATÉ DE ATÉ DE ATÉ DE ATÉ DE ATÉ DE ATÉ DE ATÉ DE ATÉ PESQUISADOR: CONTAGEM VOLUMÉTRICA DE TRÁFEGO DATA: DIA DE SEMANA: MOVIMENTO: MOVIMENTO: AUTOMÓVEIS ÔNIBUS CAMINHÕES AUTOMÓVEIS ÔNIBUS POSTO: CAMINHÕES FOLHA...DE... Rodovia2movim.xls 28
8 As 2 outras grandes colunas são subdivididas em 3 subcolunas cada uma. Na primeira subcoluna registram-se os automóveis que transitarem na rodovia; na segunda, os ônibus e, na terceira, os caminhões. Na primeira dessas duas colunas são registrados os veículos transitando no sentido um: sentido do nome do trecho. Por exemplo, se o trecho chama-se Xanadu Vila Promessa, o sentido considerado é de Xanadu para Vila Promessa e todos os veículos transitando nesse sentido são registrados nessa coluna. Na segunda dessas duas colunas são registrados os veículos transitando no sentido contrário. Portanto, todos os veículos que passarem na rodovia, num sentido ou noutro, durante o horário assinalado nas quadrículas da coluna horário, serão assinalados na linha correspondente. Pode-se, dessa forma, saber qual é a distribuição do tráfego por horário do dia. Adiante é incluído um formulário já preenchido como um exemplo hipotético, para maiores esclarecimentos. Observe-se, no formulário que o Número do Posto foi assinalado como sendo AC3. Esta enumeração é uma enumeração de controle do próprio engenheiro de tráfego que vai realizar o estudo. A data e o dia de semana, como já afirmado, são importantes pois serão utilizados mais adiante. A rodovia, por não ter ainda uma sigla definida foi chamada simplesmente de Municipal e o trecho é o do Exemplo 3. Observe-se que o número da folha é 1 de 6. Significa que existem 6 folhas para essa pesquisa. Certamente, tratou-se de uma pesquisa de 3 dias consecutivos; em cada dia foram utilizados 2 formulários pois as pesquisas continuaram depois das 14 horas até uma outra hora qualquer (provavelmente foi até 18 horas). Como se pode observar ainda pelo formulário preenchido, foram contados os veículos que transitaram no sentido Xanadu Vila Promessa e os veículos que transitaram no sentido Vila Promessa Xanadu. Observe-se também que, entre 6 e 7 horas, foram registrados 2 automóveis, nenhum ônibus e 1 caminhão transitando no sentido Xanadu Vila Promessa. Entre 7 e 8 horas foram registrados: 3 automóveis, 1 ônibus e 2 caminhões. Entre 8 e 9 horas foram registrados: 11 automóveis, 3 ônibus e 4 caminhões... e assim por diante. Portanto, é necessário observar que existem quadradinhos pontilhados no formulário modelo. Esses quadradinhos pontilhados servem como guia para o pesquisador que vai preencher o formulário no campo. Na primeira linha (6-7 horas), na primeira coluna (automóveis) somente 2 tracinhos tracejados foram utilizados, pois somente 2 automóveis passaram no posto de pesquisa nesse horário, no sentido Xanadu Vila Promessa. 29
9 3
10 Os números arábicos preenchidos no retângulo em branco são números que devem ser preenchidos pelo pesquisador no campo. Assim que completar o horário, o mesmo deve preencher com número arábico, a quantidade de veículos registrada. Observe-se que cada quadradinho tracejado permite marcar até 5 veículos. Assim sendo, cada quadradinho completo será cinco. Lembrando-se disso, fica fácil para o pesquisador fazer a conta para anotar o número arábico correspondente, pois 2 quadradinhos preenchidos perfazem 1 veículos. Veja a última linha, onde 15 automóveis foram registrados. Quando existem vários veículos registrados num intervalo horário, contar de 1 em 1 facilita o trabalho. Quando, num intervalo horário não se registrar nenhum veículo, no retângulo deve-se colocar um tracinho, como no exemplo. O tracinho indica que não se trata de esquecimento do pesquisador e que realmente nenhum veículo foi registrado. O formulário de campo preenchido fornece informação quanto ao número de veículos que passaram num local do trecho (posto de pesquisa) hora por hora, para cada tipo de veículo. É notório que bicicletas, carroças, motos, charretes, etc. não foram registrados. Não são considerados que seja tráfego que venha a influir na qualidade técnica do pavimento a ser projetado, razão porque o seu registro é desnecessário, a não ser que o estudo de tráfego a ser realizado tenha também outras finalidades, como por exemplo, a análise de acidentes de tráfego e elaboração do projeto de segurança viária. Vale também lembrar que táxis, kombis, vans, caminhonetas, pick-ups são considerados automóveis nesse tipo de formulário (em outros tipos e objetivos, essa classificação poderá ser diferente) e que micro-ônibus são considerados ônibus. 31
11 3. PESQUISAS DE ORIGEM-DESTINO E UM FORMULÁRIO EXEMPLO As normas existentes exigem que as pesquisas de Origem-Destino sejam realizadas por um período de 7 dias consecutivos, contudo, devido aos problemas financeiros, alguns órgãos rodoviários têm aceito pesquisas com duração bem menor. O período mínimo necessário para a pesquisa será discutido adiante no Capítulo 5. Toda vez que ocorrer um evento (chuva, queda de ponte, etc) que interrompa a pesquisa, a mesma deve ser repetida no mesmo horário e dia da semana subseqüente. As pesquisas de Origem-Destino em rodovias têm sido realizadas quase que totalmente pelo método de entrevista na via, onde o usuário é parado e entrevistado para fornecer os dados solicitados. O pesquisador preenche um formulário pré-definido. Um modelo de formulário de pesquisa de O/D é anexado na seqüência (formulário utilizado pelo antigo DNER (atual DNIT) para entrevista na via, no caso de automóveis). Outros exemplos de formulários poderão ser vistos no capítulo 6, mais especificamente, nos exemplos e Em rodovias cujo volume de tráfego seja inferior ou igual a 3 veículos/dia todos os veículos devem ser entrevistados (o número 3 foi fixado de acordo com a experiência de campo). Em rodovias com volume superior é necessário fazer amostragem com contagem volumétrica paralela e simultânea, a fim de se realizar a expansão da amostragem. A amostragem é feita entrevistando-se, no máximo, 3 veículos por hora (referido à hora cheia), isto é, nos horários em que o volume de tráfego supera 3 veículos, entrevista-se essa quantidade, e, nos horários em que o volume é inferior, entrevistam-se todos os veículos. O DER do Paraná indica para cada posto as seguintes quantidades de entrevistadores e de policiais por turno de trabalho: TRÁFEGO DIÁRIO (2 SENTIDOS) ENTREVISTADORES POLICIAIS até a a a acima de A experiência tem demonstrado que é recomendável que um entrevistador trabalhe sempre com o mesmo tipo de veículo. O esquema de sinalização de um posto de pesquisa será mostrado no Capítulo 5. 32
12 Formulário de Pesquisa de O/D utilizado pelo antigo DNER, para automóveis. 33
13 4. CORREÇÃO DOS DADOS DE UMA PESQUISA DE TRÁFEGO 4.1 Coeficiente de Variação Mensal e Fator de Variação Mensal (CVM FVM) Coeficiente de Variação Mensal fornece o coeficiente do tráfego de um determinado mês do ano, em relação ao tráfego médio do ano. Fator de Variação Mensal é o inverso do Coeficiente de Variação Mensal 4.2 Coeficiente de Variação Semanal e Fator de Variação Semanal (CVS FVS) Coeficiente de Variação Semanal fornece o coeficiente do tráfego de um determinado dia da semana, em relação ao tráfego médio da semana e o Fator de Variação Semanal é o seu inverso. 4.3 Coeficiente de Variação Horária e Fator de Variação Horária (CVH FVH) Coeficiente de Variação Horária fornece o coeficiente de uma determinada faixa horária de um dia, em relação ao tráfego total do dia e o Fator de Variação Horária é o seu inverso. 4.4 Exemplo de cálculo do CVM e FVM Considere-se uma determinada Rodovia do Estado do Paraná, onde se realizaram pesquisas de tráfego durante os doze meses do ano de Os valores encontrados em cada mês para AUTOMÓVEIS são apresentados nas colunas 1 e 2 do Quadro 1 adiante inserido. As pesquisas foram realizadas no mesmo local em cada mês, durante os 7 dias da semana. Os valores lançados na coluna 2 do Quadro 1 indicam o número de veículos(automóveis) registrados num dia (VDM ou TMD). Quadro 1 MESES TMD CVM FVM Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro SOMA MÉDIA ,261,74,68,551,948,777,828,879,87 1,171 12,,793 1,351 1,645 1,815 1,55 1,287 1,27 1,137 1,15,854 Os valores de CVM e FVM são, respectivamente, o quociente TMD /MÉDIA e MÉDIA/TMD 34
14 4.5 exemplo de cálculo do CVS e FVS Considere-se uma contagem de tráfego onde se obtiveram os valores indicados no Quadro 2 abaixo. Os valores indicados são os totais encontrados em cada dia de 24 horas para cada tipo de veículo. Quadro 2 DIA SEMANA TMD CVS FVS Domingo 744 Segunda Terça 972,91 1,1 Quarta ,8,92 Quinta ,3,97 Sexta 1 46,98 1,2 Sábado ,6,94 SOMA 7 57 MÉDIA 1 72 O TMD dividido pela MÉDIA fornece o valor do CVS e a MÉDIA dividida pelo TMD fornece o valor do FVS. 4.6 Exemplo de cálculo de CVH e FVH e outros parâmetros Considere-se a pesquisa de tráfego realizada numa rodovia hipotética, cujos resultados de um dia se encontram assinalados no quadro "RESUMO DE CONTAGEM DE TRÁFEGO" adiante inserido. 1. Obter o Coeficiente de Variação Horária (CVH) e o Fator de Variação Horária (FVH) no horário compreendido entre: a) 9: - 1: horas para Automóveis b) 6: - 12: horas para Ônibus 2. Determinar o Pico Horário (K), indicando a hora de pico de caminhões 3. Calcular distribuição direcional de caminhões na hora pico 4. Determinar a composição percentual dos veículos de carga 35
15 1.a) AUTOMÓVEIS RESOLUÇÃO CVH(9-1) = FVH(9-1) = 1.b) ONIBUS CVH(6-12) = FVH(6-12) = 2. HORA DE PICO CAMINHÕES = VOLUME DE PICO CAMINHÕES = VOLUME TOTAL DO DIA = K = 3. FATOR DE DISTRIBUIÇÃO DIRECIONAL FDD = 4. COMPOSIÇÃO DOS CAMINHÕES Leves = = 2,35% Médios = = 15,91% Pesados = = 33,31% Carretas = = 3,43% SOMAS = = 1% 36
16 : 1: 2: 3: 4: 5: 6: 7: 8: 9: 1: 11: 12: 13: 14: 15: 16: 17: 18: 19: 2: 21: 22: 23: SOMA AU - NI- TOMÓ- VEIS Ô - TOMÓ- BUS RESUMO DE CONTAGEM VOLUMÉTRICA CLASSIFICATÓRIA NA RODOVIA HIPOTÉTICA LE - VES SENTIDO 1 C A M I N H Õ E S MÉ - DIOS PE - SADOS CAR - RETAS SO - MA TOTAL SENTI - DO AU - NI- VEIS Ô - BUS LE - VES SENTIDO 2 C A M I N H Õ E S MÉ - DIOS PE - SADOS CAR - RETAS SO - MA TOTAL SENTI - DO TOTAL NOS 2 SENTI - DOS
17 4.7 Considerações sobre os Fatores de Variação e Fatores de Correção A unidade de medida usual adotada para o tráfego é veículos por dia, havendo variações de uso como veículos por hora, veículos por semana, veículos por ano, etc., conforme o objetivo do estudo a ser realizado. O pavimento de uma via, seja rodoviário ou urbano, necessita conhecer, para seu dimensionamento, o número de veículos que transitam durante um ano, ao longo dos diversos anos do período de sua vida útil (período de projeto). Ao se realizar estudos de viabilização de empreendimentos é necessário saber qual o benefício anual advindo do tráfego, para se saber se o benefício no período de projeto compensa o investimento que se quer realizar. Para se conhecer o número de veículos que transitam em um ano é necessário realizar pesquisa ininterrupta durante os 365 dias do ano. Como, normalmente, as pesquisas de tráfego são realizadas por ocasião da elaboração de algum estudo, ou de projeto, as pesquisas de tráfego, restringem-se a um período inferior a um ano. Devido à existência das variações mensais, semanais e horárias, o tráfego pesquisado deverá ser transformado em TMDA (Tráfego Médio Diário Anual), a fim de multiplicar seu valor por 365 e obter-se o total de veículos de um ano. Isto significa que, ao se realizar uma pesquisa de tráfego, é necessário corrigir o valor encontrado por um Fator de Correção (FC). Assim, para se determinar o tráfego de uma rodovia, é necessário fazer uma contagem na mesma e corrigir o seu valor por um Fator de Correção. É lógico que esse fator deverá ser da própria rodovia pesquisada. Todavia, é normal que a pesquisa que se está realizando seja a primeira na rodovia considerada, o que significa que não existe o Fator de Correção. Diante desse impasse, criou-se o conceito de Rodovia Correlata. Desde que exista uma rodovia que apresente características de tráfego similar, essa rodovia é chamada de Rodovia Correlata. Ora, se forem conhecidos os Fatores de Variação dessa rodovia correlata, admite-se que esses fatores podem ser utilizados para se corrigir o tráfego pesquisado. Justamente, pelo fato de se tratar de uma outra rodovia, o tráfego corrigido com os fatores da correlata, não reproduzirá o tráfego total do ano, porém, chegar-se-á a um valor próximo do real, aceitável no caso de estudos de tráfego. Esse tráfego assim determinado, normalmente em veículos por dia, passa a ser o tráfego médio representativo de um ano, ou seja, passa a ser o TMDA da rodovia em estudo. Esse TMDA pode então ser multiplicado por 365 que se obterá o tráfego de um ano. Vale ressaltar que a própria rodovia pode ser sua própria Rodovia Correlata, quando houver pesquisas anteriores na mesma. O Fator de Correção (FC) que deverá multiplicar os dados da pesquisa de tráfego é formado pelos 3 fatores de variação, conforme a expressão matemática adiante. 38
18 1 FC = CVH x CVS x CVM ou FC = FVH x FVS x FVM ou uma combinação desses fatores, como, por exemplo: FVH FC = CVS x CVM Os Fatores de Variação e os Coeficientes de Variação foram discutidos nos itens 4.1 até 4.6 anteriores. Caso a pesquisa atual seja realizada durante as 24 horas de cada dia, os valores de CVH ou FVH serão iguais a 1. Caso se realizem 7 dias consecutivos de pesquisa, 24 horas diárias, somam-se os dados de todos os dias dividindo-se por 7, a fim de se obter a média aritmética. Multiplica-se essa média aritmética pelo Fator de Correção (FC), fazendo-se CVH e CVS ou FVH e FVS iguais a 1. Caso não sejam conhecidos os valores dos Fatores de Variação da via em estudo, adota-se o de uma via correlata que haja disponível. O número de veículos encontrado na pesquisa de campo multiplicado pelo Fator de Correção define o tráfego atual que é chamado, então, de Tráfego Médio Anual (TMDA), ou Volume Médio Diário Anual (VMDA). 39
19 Exercício EXERCÍCIOS DETERMINAÇÃO DO TMDA Considere-se uma rodovia onde foi realizada uma pesquisa tráfego de 2 dias (terça e quarta feira), durante o período de 6 horas às 18 horas na terça e de zero às 24 horas na quarta feira, no mês de setembro, obtendo-se os valores indicados no Quadro 1 abaixo. Quadro 1 DIA CP ON CM TT Terça Quarta CP = Automóveis ON = Ônibus CM = Caminhões TT = Tráfego Total (soma) Pede-se determinar o TMDA (Tráfego Médio Diário Anual). RESOLUÇÃO Como a pesquisa de tráfego não foi realizada por um período de 365 dias consecutivos, será necessário corrigir o tráfego pesquisado por um Fator de Correção (FC). Para tal, é necessário conhecer os Fatores de Variação dessa rodovia, ou de uma correlata. Admitindo-se que os fatores da Rodovia Correlata sejam as abaixo relacionadas no Quadro 2, podemos determinar o TMDA como se segue. VEÍCULOS Automóveis FVH (6-18 horas) 1,232 Quadro2 FVS (terça feira),98 FVS (quarta feira),97 CVM 1,1 Ônibus 1,745,86 1,45,94 Caminhões 1,368,94 1,,98 Observe-se que foram obtidos FVH, FVS e CVM, o que quer dizer, dois fatores e um coeficiente. Logo, devemos utilizar uma composição das fórmulas, ou seja: FVH x FVS FC = CVM O FVH da quarta feira é igual a 1, devido ao fato de que a pesquisa foi realizada por um período de 24 horas consecutivas. Teremos: 4
20 Para Terça feira: FCAutom = FCOnibus = FCCamin = Para Quarta feira: FCAutom = FCOnibus = FCCamin = Conhecidos os Fatores de Correção, podemos obter o TMDA, multiplicando o tráfego da pesquisa pelo respectivo fator. O Tráfego Total é a soma dos diversos tráfegos componentes. TMDA CP ON CM TT 1) 12x1,195 = x 1,596 = x 1,312 = ) 18x,96 = x1,495 = 34 4x1,2 = MÉDIA Observe-se que, o TMDA indicado na linha 1 do quadro acima, foi obtido a partir dos dados de terça feira, e, com os dados da quarta feira, o indicado na linha 2. O TMDA final será a média aritmética dos dois valores. 41
21 EXERCÍCIO Numa determinada Rodovia, foi realizada uma contagem volumétrica classificatória em 12 postos, em dias e horários diversos. No Posto P1 foram encontrados, no dia 28/9 (3a. feira), os valores relacionados abaixo: HORÁRIO MOVIMENTO 1 De A para C AUTO ONIB CAMIN MOVIMENTO 2 De B para C AUTO ONIB CAMIN MOVIMENTO 3 De A para B AUTO ONIB CAMIN 7-8 h h Calcular o TMDA para os diversos movimentos. RESOLUÇÃO De acordo com o enunciado do problema podemos montar o seguinte croquis esquemático da contagem (fluxograma de tráfego) para melhor visualização: A CP= ON= 16+1 CM= CP = CP = ON = 8+3 ON = 2+ B CP = 16+1 CM = 12+8 CP = Carros de Passeio ON = Ônibus CM = caminhões C Consideremos que foi realizada uma pesquisa em uma rodovia correlata (rodovia de mesmas características), tendo sido encontrados os seguintes fatores: FATORES DE CORREÇÃO DA RODOVIA CORRELATA FVH CVS CVM 7-8 horas horas AUTOMÓVEIS ÔNIBUS CAMINHÕES 13,454 14,648 15,519 14,571 28,169 14,296,858 1,5 1,186,866,934,981 Como não são conhecidos os fatores de correção da rodovia em pauta, utilizaremos os fatores da rodovia correlata, e, como os fatores de correção estão misturados entre fatores e coeficientes, a fórmula do fator de correção (FC) será: 42
22 FVH FC = CVS x CVM Exemplo de cálculo para CP (Carros de Passeio, ou automóveis) para o movimento 1 (A para C): 7-8 horas: horas: Como foram obtidos 2 TMDAs, tira-se a média aritmética desses 2 valores a fim de se obter o TMDA final: MÉDIA = CP = Para os demais tipos de veículos e para os demais movimentos, os cálculos são similares. Observe que os 2 valores que definiram a média de 799 automóveis são TMDAs; portanto, não tem sentido esse valor médio, pois eles deveriam ter dado o mesmo valor. Isto não aconteceu por causa do erro nos Fatores de Correção. Por isso mesmo as Normas existentes exigem 7 dias consecutivos de pesquisa. RESPOSTA MOVIMENTO 1 De A para C AUTO ONIB CAMIN MOVIMENTO 2 De B para C AUTO ONIB CAMIN MOVIMENTO 3 De A para B AUTO ONIB CAMIN EXERCÍCIO Na Rodovia PR 182 trecho Loanda - Entr.BR376, pavimentada, foi realizada uma contagem volumétrica classificatória durante 3 dias consecutivos no período de 6-18 horas. Obtiveram-se os seguintes resultados nas datas indicadas: PERIODO DE PESQUISA AUTOMOVEL ONIBUS CAMINHÃO 8/12 - quarta feira 9/12 - quinta feira 1/12 - sexta feira Pede-se o TMDA
23 RESOLUÇÃO Devemos calcular o TMDA separadamente para cada tipo de veículo, uma vez que os fatores de correção são diferentes e porque a composição deles na corrente de tráfego é diferente. Fórmula de Correção: FC = FVH x FVS x FVM Os Fatores de Variação foram obtidos de uma Rodovia Correlata e são os indicados nos Quadros abaixo. O TMDA será a média aritmética dos TMDAs de cada dia. AUTOMÓVEL DATA TMD FVH FVS FVM PRODUTO TMDA Dez/quarta Dez/quinta Dez/sexta ÔNIBUS DATA TMD FVH FVS FVM PRODUTO TMDA Dez/quarta Dez/quinta Dez/sexta CAMINHÃO DATA TMD FVH FVS FVM PRODUTO TMDA Dez/quarta Dez/quinta dez/sexta RESPOSTA AUTOMÓVEL = 443 ÔNIBUS = 4 CAMINHÃO = 344 EXERCÍCIO Numa Rodovia AB foi realizada uma contagem volumétrica classificatória numa interseção (entroncamento) desse trecho com outra rodovia que demanda à localidade C. Foram realizadas contagens durante três dias consecutivos, porém da seguinte forma: 1o. dia: 26/1-3a.feira de zero às 24 horas 2o. dia: 27/1-4a. feira de 6 às 19 horas 3o. dia: 28/1-5a. feira de 6 às 19 horas (13 horas de contagem consecutiva) 44
24 Foram encontrados os seguintes valores em cada movimento: DATA MOVIMENTO A De A para B AUTO ONIB CAMIN MOVIMENTO B De A para C AUTO ONIB CAMIN MOVIMENTO C De B para C AUTO ONIB CAMIN 1o. dia - 3a.f o. dia - 4a.f o. dia - 5a.f Calcular o TMDA a partir dos dados acima. RESOLUÇÃO Observe que, no segundo e terceiro dias, as contagens foram realizadas somente por um período de 13 horas. Logo, os seus FVHs não serão iguais a 1 para esses dias e será igual a 1 para o primeiro dia, uma vez que no primeiro dia a contagem foi realizada durante as 24 horas. De fato, observando-se os Fatores apresentados no quadro VALORES DE FVH abaixo, verifica-se que, para o primeiro dia, os fatores FVH são iguais a 1 e diferente de 1 para o segundo e terceiro dias. Na prática, quando é realizada uma pesquisa dessa forma, calcula-se o FVH das 6 às 19 horas (13 horas) em função da contagem do primeiro dia que abrangeu as 24 horas; utiliza-se esse Fator como Fator para o segundo e terceiro dias. Então, o FVH não é de uma rodovia correlata e sim da própria rodovia. Mesmo assim, esse fator apresenta erro, pois o dia da semana é diferente, mas esse erro,normalmente, é pequeno. A partir dos dados da contagem do primeiro dia, é possível calcular o FVH do horário das 6 às 19 horas, por tipo de veículo, e que será válido para o segundo e terceiro dias, bastando, para isso, proceder como no exemplo apresentado no item 4.6 anterior. Isto feito foram encontrados os seguintes fatores: Autom Onibus Camin VALORES DE FVH MOVIMENTO A MOVIMENTO B MOVIMENTO C 1o. dia 2o. dia 3o. dia 1o. dia 2o. dia 3o. dia 1o. dia 2o. dia 3o. dia 1, 1, 1, 1,171 1, 1,12 1,171 1, 1,12 1, 1, 1, 1, 1, 1,5 1, 1, 1,5 1, 1, 1, 1,71 1, 1, NOTA: Para conferir esses valores, seria necessário ter os dados de campo 1,71 1, 1, Com relação aos fatores de correção semanal e mensal é necessário obtê-los de uma rodovia correlata. Tais fatores são: 45
25 CVS Todos os veículos - todos os movimentos 1o. dia 1,6 2o. dia 1,8 CVM Todos os veículos-todos os movimentos Todos os dias 3o. dia,96 1,1 Uma vez conhecidos os fatores, a resolução é idêntica às resoluções dos exercícios anteriores, ou seja, basta multiplicar o tráfego da contagem de cada dia pelo respectivo Fator de Correção, obtendo-se o TMDA. Serão obtidos 3 valores para os TMDAs. A média é o TMDA da rodovia. Dados da Contagem Fator de Correção Valor Corrigido 1o. dia - 3a. feira CP ON CM ,96,96, MOVIMENTO A 2o. dia - 4a. feira 3o. dia - 5a. feira CP ON CM CP ON CM MÉDIA CP = 111 1,7,92 1,3 1,21 1,3 1,15 ON = CM = 26 Dados da Contagem Fator de Correção Valor Corrigido 1o. dia - 3a. feira CP ON CM MOVIMENTO B 2o. dia - 4a. feira 3o. dia - 5a. feira CP ON CM CP ON CM MÉDIA CP = ON = CM = 4 Dados da Contagem Fator de Correção Valor Corrigido 1o. dia - 3a. feira CP ON CM MOVIMENTO C 2o. dia - 4a. feira 3o. dia - 5a. feira CP ON CM CP ON CM MÉDIA CP = ON = CM = 8 EXERCÍCIO (proposto) O fluxograma abaixo indica o resultado de uma contagem de tráfego realizada no mês de setembro, terça feira entre 7-8 horas e horas, numa interseção em + Observe que existem dois números para cada veículo e para cada movimento; por exemplo, veja o movimento RFFSA - BR116: existem os números O número 1 (primeiro número) é o total de automóveis contados no horário de 7-8 horas e o número 13 (segundo número) é o total de automóveis contados no horário horas. Pede-se o TMDA dos diversos movimentos para os diversos tipos de veículos (utilizar os mesmos Fatores de Variação do Exercício 3.5.2). 46
26 RFFSA A= O= 1 + C= + A=4+2 O=1+ C=+1 A= O= + C= + BR116 RS2 A= O= C= A= O=2 + 1 C=8+224 A= O= C= TRENSURB RESPOSTA RFFSA BR116 A= 218 O= 8 C= - A= 56 O= 8 C= 6 A= 14 O= - C= - RS2 A= 2332 O= 46 C= 167 A=9563 O= 36 C=191 A= 987 O= 92 C= 125 TRENSURB 47
27 FATORES DE CORREÇÃO PARA EXERCÍCIOS 3.5.6, 3.5.7, RODOVIA PAVIMENTADA, CLASSIFICAÇÃO: ARTERIAL SECUNDÁRIA (HORÁRIO DE PESQUISA : 6-18 horas) DATA 2a. feira 3a. feira 4a. feira 5a. feira 6a. feira FVH AUTOM ONIBUS CAMIN , FVS AUTOM ONIBUS CAMIN FVM MÊS DE DEZEMBRO AUTOM=.834 ONIBUS=.836 CAMIN =.843 EXERCÍCIO (proposto) Na Rodovia PR 317 trecho Assis Chateaubriand - Jesuítas, pavimentada, foi realizada uma contagem volumétrica classificatória durante 3 dias consecutivos no período de 6-18 horas. Obtiveram-se os seguintes resultados nas datas indicadas: DATA 15/12 - quarta 16/12 - quinta 17/12 - sexta AUTOM ONIBU S C.LEVE C.MEDIO C.PESADO CARRETA Pede-se o TMDA. EXERCÍCIO (proposto) No trecho Guaraniaçu - Catanduvas, pavimentada, foi realizada uma contagem volumétrica classificatória durante 3 dias consecutivos no período de 6-18 horas. Obtiveram-se os seguintes resultados nas datas indicadas: DATA CONTAGEM AUTOMÓVEIS ÔNIBUS CAMINHÕES 19/12 - terça feira 2/12 -quarta feira 21/12 - quinta feira Pede-se o TMDA. 48
28 EXERCÍCIO (proposto) Na Rodovia PR439, trecho Santo Antônio da Platina - Ribeirão do Pinhal, no entroncamento para Abatiá, pavimentada, foi realizada uma contagem volumétrica de 2 dias nas datas e horários indicados nos fluxogramas adiante. Pede-se calcular o TMDA da Interseção. FLUXOGRAMAS DO EXERCÍCIO RODOVIA: PR439 TRECHO : SANTO ANTONIO DAPLATINA - RIBEIRÃO DO PINHAL Dezembro - 3a. feira - 6 às 18 horas SANTO ANTONIO DA PLATINA A= 94 O= - C= 52 A= 249 O= 11 C= 132 A= 218 O= 9 C= 16 RIBEIRÃO DO PINHAL ABATIÁ Dezembro - 4a. feira - 6 às 18 horas SANTO ANTONIO DA PLATINA A= 76 O= - C= 47 A= 255 O= 7 C= 116 A= 234 O= 8 C= 154 RIBEIRÃO DO PINHAL ABATIÁ 49
29 RESPOSTA DO EXERCÍCIO RESPOSTA EX AUTOM ONIB C.LEVE C.MED C.PES CARR AUTOM ONIB CAMIN RESPOSTA DO EXERCÍCIO SANTO ANTONIO DA PLATINA A= 98 O= - C= 54 A= 284 O= 13 C= 135 A= 254 O= 12 C= 17 RIBEIRÃO DO PINHAL ABATIÁ 5
30 BIBLIOGRAFIA DO CAPÍTULO 3 PESQUISAS DE ORIGEM DESTINO - Ministério dos Transportes GEIPOT 197 CONTAGEM NORMAL DE TRÁFEGO - Ministério dos Transportes GEIPOT 197 GUIA DE FISCALIZACAO DAS CONTAGENS VOLUMÉTRICAS - DNER 1976 ESTUDOS DE VIABILIDADE TÉCNICO-ECONOMICA DE RODOVIAS VICINAIS DER / PARANÁ 1973 ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICO ECONÔMICA DO PLANO DIRETOR DE RODOVIAS ALIMENTADORAS - DER / PARANÁ 1977 AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE RODOVIAS VICINAIS E ALIMENTADORAS DER / PR 1983 ALGUNS PARÂMETROS DE TRÁFEGO PARA AS RODOVIAS DO PARANÁ Pedro Akishino - Secretaria dos Transportes do Paraná 1983/199 INFORMAÇÕES PRÁTICAS PARA REALIZAÇÃO DE ESTUDOS DE TRÁFEGO EM PROJETOS DE ENGENHARIA RODOVIÁRIA Amir Mattar Valente DER / Santa Catarina 1993 MANUAL DE TRÁFEGO PARA RODOVIAS MUNICIPAIS Serviço Social Autônomo PARANACIDADE Secretaria de Desenvolvimento Urbano Governo do Paraná 22 ESTUDOS DE VIABILIDADE PARA IMPLANTAÇÃO DE UMA BALANÇA FIXA PADRÃO DNER NA RODOVIA BR 277 Concessionária ECOVIA CAMINHOS DO MAR Curitiba 21 CONTAGENS VOLUMÉTRICAS DE TRÁFEGO PROGRAMA PARANÁ URBANO II Serviço Social Autônomo PARANACIDADE Secretaria de Desenvolvimento Urbano Governo do Paraná 22 51
CAPÍTULO 05 DETERMINAÇÃO DO TRÁFEGO EXISTENTE EM VIAS URBANAS
CAPÍTULO 05 DETERMINAÇÃO DO TRÁFEGO EXISTENTE EM VIAS URBANAS 1. SIMILARIDADE COM PESQUISAS DE TRÁFEGO EM RODOVIAS Os Estudos de Tráfego para vias urbanas, normalmente possuem finalidades diferentes dos
CAPÍTULO 01 CONCEITOS BÁSICOS DE TRÁFEGO
Introdução à Engenharia de Tráfego Prof. Pedro Akishino Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 1 CAPÍTULO 1 CONCEITOS BÁSICOS DE TRÁFEGO É o número de veículos que passam por uma determinada seção de
CAPÍTULO 01 CONCEITOS BÁSICOS DE TRÁFEGO
Estudos de Tráfego Prof. Pedro Akishino Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 1 CAPÍTULO 1 CONCEITOS BÁSICOS DE TRÁFEGO VOLUME DE TRÁFEGO É o número de veículos que passam por uma determinada seção
CAPÍTULO 04 FLUXOGRAMAS DE TRÁFEGO
APÍTULO 04 FLUXOGRAMAS DE TRÁFEGO 1. INTERSEÇÕES ONEITO A conexão entre vias diversas toma a forma de Interseção. A) Interseção em níveis diferentes ) Interseção em mesmo nível.1) Interseção Direta.2)
Determinação Volume Tráfego
Departamento de Eng. Produção Engenharia de Tráfego Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa [email protected] (27) 9941-3300 1 Determinação Volume Tráfego 2 1 - VMDa (AADT) - Volume médio diário
CAPÍTULO 01 NÚMERO N
CAPÍTULO 01 NÚMERO N O parâmetro de tráfego é um dado necessário ao dimensionamento de pavimentos, uma vez que o mesmo é função basicamente do índice de suporte do subleito e do tráfego do trânsito sobre
Conforme Resolução 396/11 CONTRAN O preenchimento de cada item deverá seguir as instruções em vermelho. 36 ANEXO I A - ESTUDO TÉCNICO: INSTALAÇÃO DE INSTRUMENTOS OU EQUIPAMENTOS MEDIDORES DE VELOCIDADE
PROJETO DE ESTRADAS Pr P of o. D r D. An A d n e d r e so s n o n Man a zo n l zo i
PROJETO DE ESTRADAS Prof. Dr. Anderson Manzoli NOÇÕES DE TRÁFEGO: Volume de tráfego: É o principal parâmetro no estudo do tráfego. Por definiçãoéonúmerodeveículosquepassaporuma determinada seção de uma
Planejamento de Transportes: Introdução à Engenharia de Tráfego
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Planejamento de Transportes: Introdução à Engenharia de Tráfego Cap. 04 Fluxogramas de tráfego Profª. Daniane F. Vicentini 1. Interseção: é a conexão entre as vias existentes
CAPÍTULO 05 NÚMERO N
CAPÍTULO 05 NÚMERO N CONCEITO É o número de repetições (ou operações) dos eixos dos veículos, equivalentes às solicitações do eixo padrão rodoviário de 8,2 tf durante o período considerado de vida útil
Kátia Kellen Martins de França 1, Alexandre da Costa Pereira 2
Avaliação Crítica do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) de Melhorias e Adequação de Capacidade em Subtrechos das Rodovias BR-226/RN e BR-427/RN Respectivamente as Travessias Urbanas
Avaliação dos Pavimentos Flexíveis: Avaliação das Solicitações de Tráfego
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP FACULDADE DE CIENCIAS EXATAS E TECNOLOGICAS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: MANUTENÇÃO DE PAVIMENTOS Avaliação dos Pavimentos Flexíveis:
Exercícios complementares às notas de aulas de estradas (parte 9)
1 Exercícios complementares às notas de aulas de estradas (parte 9) Helio Marcos Fernandes iana Tema: Superlargura 1. o ) Calcular a superlargura a ser acrescentada no trecho curvo de uma pista de quatro
ANÁLISE DE CAPACIDADE E NÍVEL DE SERVIÇO DE RODOVIAS DE PISTA SIMPLES
ANÁLISE DE CAPACIDADE E NÍVEL DE SERVIÇO DE RODOVIAS DE PISTA SIMPLES Sergio Henrique Demarchi Universidade Estadual de Maringá 1. INTRODUÇÃO Em diversos países, como no Brasil, a maior parte da malha
IMPLANTAÇÃO DE FAIXA ADICIONAL NA MG-354 NO TRECHO DE PATOS DE MINAS A PRESIDENTE OLEGARIO
IMPLANTAÇÃO DE FAIXA ADICIONAL NA MG-354 NO TRECHO DE PATOS DE MINAS A PRESIDENTE OLEGARIO Caio Cesar Silva Oliveira (1) ; Gustavo Pereira de Andrade (2), Diego Henrique Mota (3). (1) Graduando em Engenharia
ESTUDOS DE TRAÇADO. Classificação das rodovias. Quanto à posição geográfica
ESTUDOS DE TRAÇADO Classificação das rodovias Quanto à posição geográfica As estradas federais no Brasil recebem o prefixo BR, acrescido de três algarismos, sendo que o primeiro algarismo tem o seguinte
ELABORAÇÃO DE PROJETO EXECUTIVO DE ENGENHARIA DE DUPLICAÇÃO, RESTAURAÇÃO E MELHORAMENTOS DA RODOVIA BR-381/MG
DNIT - SREMG João Monlevade - 28/06/2012 ELABORAÇÃO DE PROJETO EXECUTIVO DE ENGENHARIA DE DUPLICAÇÃO, RESTAURAÇÃO E MELHORAMENTOS DA RODOVIA BR-381/MG RODOVIA: BR-381MG TRECHO: DIVISA ES/MG - DIV. MG/SP
GRUPO COM 04 PESSOAS
Departamento de Transportes Engenharia de Tráfego TT056 TRABALHO II ESTUDO DE FILAS EM INTERSEÇÕES NÃO SEMAFORIZADAS GRUPO COM 04 PESSOAS Profa.Márcia de Andrade Pereira Bernardinis TRABALHO II 1. Escolha
SISTEMA ANGLO DE ENSINO Prova Anglo P-02 G A B A R I T O
SISTEMA ANGLO DE ENSINO Prova Anglo P-02 Tipo D6-05/2017 G A B A R I T O 01. D 11. A 21. C 31. D 02. A 12. C 22. A 32. B 03. C 13. B 23. D 33. B 04. C 14. A 24. A 34. D 05. B 15. B 25. B 00 06. D 16. A
1. Importância do Assunto
Avaliação do Tráfego 1. Importância do Assunto Percentagem no custo da obra 16% 10% 4% 4% 19% Pavimentação Terraplenagem Drenagem Obras complementares e Sinalização Obras de arte especiais Outros 47% Rodovias
SIGAA Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas
SIGAA Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas Cadastramento de cursos: ENSINO TÉCNICO Acesso: https://sig.ifrs.edu.br/sigaa Sumário INTRODUÇÃO... 3 1. CADASTRAR CALENDÁRIO ACADÊMICO... 4 2.
Roteiro para elaboração do Relatório do Impacto no Trânsito RIT- SANTO ANDRÉ (segundo orientações DENATRAN)
Roteiro para elaboração do Relatório do Impacto no Trânsito RIT- SANTO ANDRÉ (segundo orientações DENATRAN) Estrutura da apresentação: 1.0 Informações e caracterização geral 1.1 Do empreendimento 1.2 Do
Pavimentos de Estradas I PLANO DE ENSINO
200794 Pavimentos de Estradas I PLANO DE ENSINO Prof. Carlos Eduardo Troccoli Pastana [email protected] (14) 3422-4244 AULA 1 PLANO DE ENSINO Instruções básicas para a elaboração do projeto de traçado
INTERSEÇÕES PROJETO GEOMÉTRICO
1 Conceitos básicos (SATCC) Umaintersecção éumaparteimportantede umaredede estradas, porque a segurança, a velocidade e o custo da operação de veículos na rede são altamente influenciados pela eficácia
Estrada de Rodagem Distância de Visibilidade 2ª Parte
Estrada de Rodagem Distância de Visibilidade ª Parte Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa [email protected] (7) 994-3300 Nas rodovias de pistas simples e duas faixas de trânsito, faz-se necessário
A IMPORTÂNCIA DOS DADOS DE TRÁFEGO CARACTERÍSTICAS DO TRÁFEGO
CARACTERÍSTICAS DO TRÁFEGO A. VARIÁVEIS BÁSICAS A situação operacional da corrente de tráfego, em uma via, é definida por 3 grandezas principais: - Volume (ou fluxo) - Velocidade - Densidade O Espaçamento
étodos uméricos SISTEMAS DE EQUAÇÕES LINEARES (Continuação) Prof. Erivelton Geraldo Nepomuceno PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA
étodos uméricos SISTEMAS DE EQUAÇÕES LINEARES (Continuação) Prof. Erivelton Geraldo Nepomuceno PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA UNIVERSIDADE DE JOÃO DEL-REI PRÓ-REITORIA DE PESQUISA CENTRO
Noções de Topografia Para Projetos Rodoviarios
Página 1 de 8 Noções de Topografia Para Projetos Rodoviarios Capitulos 01 - Requisitos 02 - Etaqpas 03 - Traçado 04 - Trafego e Clssificação 05 - Geometria 06 - Caracteristicas Técnicas 07 - Distancia
20 Sidia M. Callegari-Jacques
1 Organização de dados quantitativos Uma contribuição importante da estatística no manejo das informações foi a criação de procedimentos para a organização e o resumo de grandes quantidades de dados. A
Carga do tráfego: Cálculo do número N (para pavimentos flexíveis)
Carga do tráfego: Cálculo do número N (para pavimentos flexíveis) Profª Daniane Vicentini Principais ações a serem consideradas no dimensionamento: Carga das rodas dos veículos (dinâmicas, estáticas) Qualidade
SISTEMAS DE TRANSPORTES TT046
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ DEPARTAMENTO DE TRANSPORTES SISTEMAS DE TRANSPORTES TT046 Prof. Eduardo Ratton Prof. Garrone Reck Prof a. Gilza Fernandes Blasi Prof. Jorge Tiago Bastos Prof a. Márcia de
A LOGÍSTICA DO TRANSPORTE DE CARGAS INDIVISIVEIS EXCEDENTES: UM ESTUDO DE CASO NA CIDADE DE BOTUCATU-SP
A LOGÍSTICA DO TRANSPORTE DE CARGAS INDIVISIVEIS EXCEDENTES: UM ESTUDO DE CASO NA CIDADE DE BOTUCATU-SP Luiz Guilherme Carnietto, Cilene de Oliveira 1 Graduando em Logística pela Faculdade de Tecnologia
Consideração do Tráfego em Projetos de Pavimentos
Universidade do Estado de Santa Catarina Pós-Graduação em Engenharia Civil Mestrado Acadêmico Consideração do Tráfego em Projetos de Pavimentos Profa. Adriana Goulart dos Santos Veículos Comerciais Rodoviários:
Procedimento para a Implantação de Sinalização de Regulamentação de Velocidades nas Rodovias Estaduais
Procedimento para a Implantação de Sinalização de Regulamentação de Velocidades nas Rodovias Estaduais 1. Objetivo: O presente Procedimento, visa estabelecer critérios e diretrizes para a implantação de
Projeto Básico de Engenharia do Sistema Viário da Ponte Salvador Ilha de Itaparica, Reconfiguração da BA-001 e Acessos Viários.
Projeto Básico de Engenharia do Sistema Viário da Ponte Salvador Ilha de Itaparica, Reconfiguração da BA-001 e Acessos Viários Set/17 Contagens volumétricas 2010 (estudos PMIs) Contagens volumétricas
LEI COMPLEMENTAR Nº. 18 DE 28 DE MARÇO DE 2013
LEI COMPLEMENTAR Nº. 18 DE 28 DE MARÇO DE 2013 Dispõe sobre o Sistema Viário do Município de São João do Sul, e dá outras providências. JOÃO RUBENS DOS SANTOS, Prefeito Municipal de São João do Sul, Estado
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE MINAS GERAIS. Câmaras Temáticas de Rodovias Federais BR040, BR383, BR482, BR499 e BR265
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE MINAS GERAIS Câmaras Temáticas de Rodovias Federais BR040, BR383, BR482, BR499 e BR265 Novembro - 2013 Mapa das Rodovias sob Jurisdição do DNIT BR 040 BR 265 BR 482 BR 499
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL NO ESTADO DE MINAS GERAIS AUDIÊNCIA PÚBLICA
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL NO ESTADO DE MINAS GERAIS AUDIÊNCIA PÚBLICA PROJETO EXECUTIVO DE ENGENHARIA DE DUPLICAÇÃO RESTAURAÇÃO E MELHORAMENTOS DA RODOVIA BR-381/MG Trecho: Divisa ES/MG Divisa MG/SP Segmento:
Estrada de Rodagem Introdução
Estrada de Rodagem Introdução Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa [email protected] (27) 9941-3300 1 2 Provas (individual) - Datas a serem marcadas conforme andamento da matéria 1 Trabalho
ESTUDOS DE TRÁFEGO E CAPACIDADE Requerente: Master Ambiental. Obra: CONDOMÍNIO RESIDENCIAL EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA
ESTUDOS DE TRÁFEGO E CAPACIDADE Requerente: Master Ambiental Obra: CONDOMÍNIO RESIDENCIAL EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA MAIO 2016 2 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO 3 2. SISTEMA VIÁRIO ANALISADO 4 3. VOLUME DE TRÁFEGO
ANÁLISE DE EMPREENDIMENTO PÓLO GERADOR DE TRÁFEGO (PGT) A análise pela SETTRANS dos PGT utiliza-se da seguinte metodologia:
ANÁLISE DE EMPREENDIMENTO PÓLO GERADOR DE TRÁFEGO (PGT) A análise pela SETTRANS dos PGT utiliza-se da seguinte metodologia: Projeto arquitetônico da edificação: além de observar, no que cabe, as leis de
CAPÍTULO 09 ESTUDOS DE CAPACIDADE - INTRODUÇÃO
CAPÍTULO 09 ESTUDOS DE CAPACIDADE - INTRODUÇÃO HCM HIGHWAY CAPACITY MANUAL Em 1920 começam a ser publicados os resultados dos primeiros estudos sobre capacidade. A primeira versão HCM, cujo organismo americano
Matéria: Matemática Assunto: Variância e desvio padrão Prof. Dudan
Matéria: Matemática Assunto: Variância e desvio padrão Prof. Dudan Matemática VARIÂNCIA Na estatística, a variância de uma variável aleatória é uma medida da sua dispersão estatística, indicando quão
Os usuários selecionados terão de escolher uma das seguintes opções:
Pessoal, segue a resolução das questões de Estatística da prova realizada pela FEPESE, para o cargo de Fiscal de Rendas e Tributos do Município de Criciúma (ISS-SC). A prova não apresentou surpresas, pois
Calibração de modelo de geração de viagens para condomínios de edifícios residenciais.
Calibração de modelo de geração de viagens para condomínios de edifícios residenciais. Pedro Henrique Souza de Oliveira 1 ; Frederico Rodrigues 2 1 Transbetim, Av. Gov. Valadares nº: 838 Bairro: Centro
4 COMPOSIÇÃO DO TRÁFEGO PARA FINALIDADE DE PROJETO ESTRUTURAL
4 COMPOSIÇÃO DO TRÁFEGO PARA FINALIDADE DE PROJETO ESTRUTURAL Número N é o número de solicitações da carga de 8,2 t que um pavimento será submetido a em sua vida de serviço. Na determinação do número N
PTR 2378 Projeto de infra-estrutura de vias de transportes terrestres
PTR 2378 Projeto de infra-estrutura de vias de transportes terrestres 1º semestre/2007 Aula 2 Classificação das Vias CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS Aspectos importantes do planejamento dos transportes Objetivos
DER/PR SRNORTE. Sinalização Horizontal de Curvas à Direita em Rodovias de Pistas Simples
DER/PR SRNORTE Sinalização Horizontal de Curvas à Direita em Rodovias de Pistas Simples Engº Alex Severo Alves Mar - 2010 GERENCIAMENTO DE OPERAÇÃO DA VIA Outra Verdade Inconveniente Desde o advento do
OBMEP 2010 Soluções da prova da 2ª Fase Nível 1. Questão 1
1 Questão 1 a) O número-parada de 93 é 4, pois 93 9 3 = 27 2 7 = 14 1 4 = 4. b) Escrevendo 3 2 = 6 vemos que 32 3 2 = 6. Como 32 = 4 2 2 2, temos 4222 4 2 2 2 = 32 3 2 = 6 e assim o número-parada de 4222
UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM COMO ELEMENTO DE REFORÇO SOBRE SOLO MOLE NA DUPLICAÇÃO DA RODOVIA RÉGIS BITTENCOURT BR-116 KM 312
UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM COMO ELEMENTO DE REFORÇO SOBRE SOLO MOLE NA DUPLICAÇÃO DA RODOVIA RÉGIS BITTENCOURT BR-116 KM 312 Autor: Departamento Técnico - Atividade Bidim Colaboração: Eng. Hérsio Antonio
AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE DA RODOVIA BR-290/RS COM A IMPLEMENTAÇÃO DA QUARTA FAIXA
AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE DA RODOVIA BR-290/RS COM A IMPLEMENTAÇÃO DA QUARTA FAIXA Douglas Cardoso Engelke Graduando em Engenharia Civil Universidade Federal do Rio Grande do Sul Douglas Martins Mocelin
Estudos de tráfego para veículos de carga em rodovias federais do RS
Resumo Estudos de tráfego para veículos de carga em rodovias federais do RS João Fortini Albano (LASTRAN/UFRGS) Helmesona Santana (LASTRAN/UFRGS) Trata o presente trabalho da descrição de contagens volumétricas
Cálculo da Capacidade
Departamento de Eng. Produção Engenharia de Tráfego Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa [email protected] (27) 9941-3300 1 Cálculo da 2 1 - É o máximo de veículos que podem atravessar uma
CAPÍTULO 11 TWO LANES
CAPÍTULO 11 TWO LANES INTRODUÇÃO Uma rodovia de pista simples e duas faixas de rolamento, comumente chamado de rodovia de pista simples, pode ser definida como sendo uma via em que cada uma das faixas
NOÇÕES GERAIS DO DESENHO TÉCNICO MÓDULO 02. Aula 03
NOÇÕES GERAIS DO DESENHO TÉCNICO MÓDULO 02 Aula 03 NOÇÕES GERAIS DO DESENHO TÉCNICO MÓDULO 02 Aula 03 09. Escala Atenção: O material está disponível apenas para este curso. É proibida cópia total ou parcial,
Critério para definição da largura da plataforma de terraplenagem em rodovias
Critério para definição da largura da plataforma de terraplenagem em rodovias Gerson Fernando Fattori (UCS) João Fortini Albano (PPGEP/UFRGS) Resumo Suprindo a lacuna constatada no Manual de Projeto Geométrico
REPRESENTAÇÃO DO RELEVO
REPRESENTAÇÃO DO RELEVO Parte I Conceitos : ponto cotado, perfil, declividade Profª. Érica S. Matos Departamento de Geomática Setor de Ciências da Terra Universidade Federal do Paraná -UFPR REPRESENTAÇÃO
Linha: Sarandi (RS) - Balneário Camboriú (SC)
Linha: Sarandi (RS) - Balneário Camboriú (SC) 1. Objeto Este projeto refere-se ao transporte rodoviário interestadual de passageiros, na ligação Sarandi (RS) - Balneário Camboriú (SC), com uma extensão
OBMEP 2010 Soluções da prova da 2ª Fase Nível 2. Questão 1
Questão a) Para saber o número que deve dizer ao matemágico, Joãozinho deve fazer quatro contas: ª conta: multiplicar o número no cartão escolhido por 2; 2ª conta: somar 3 ao resultado da primeira conta;
Noções de Topografia Para Projetos Rodoviarios
Página 1 de 11 Noções de Topografia Para Projetos Rodoviarios Capitulos 01 - Requisitos 02 - Etaqpas 03 - Traçado 04 - Trafego e Clssificação 05 - Geometria 06 - Caracteristicas Técnicas 07 - Distancia
Universidade Presbiteriana Mackenzie Escola de Engenharia Depto. de Engenharia Civil 2 0 semestre de Aula 3. Características do tráfego
Universidade Presbiteriana Mackenzie Escola de Engenharia Depto. de Engenharia Civil 2 0 semestre de 2017 Aula 3 Características do tráfego Recomendações de leitura: Texto VII: Cidades abarrotadas de veículos
1 a Prova. (5) Enumere as possíveis causas para cada um dos seguintes defeitos que podem ocorrer em:
1 a Prova (1) Conceitue as diferentes categorias de conservação de pavimentos (rotineira, leve e pesada) e apresente exemplos de técnicas de intervenção em cada uma, para o caso de pavimentos asfálticos.
fios ( ) 8 = 2704 m
Resposta da questão 1: [C] A quantidade de fios necessária será igual ao perímetro da chácara multiplicado por 8, o seja: fios (52 + 52 + 117 + 117) 8 = 2704 m Se as estacas estão igualmente espaçadas,
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes DNIT
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes DNIT Universidade Federal de Santa Catarina UFSC Laboratório de Transportes LabTrans Núcleo de Estudos de Tráfego NET Convênio 0056/2007 Processo:
1 The Sundial Primer - "Guias de Mostradores" Relógios de sol Vertical Leste e Oeste Direto
The Sundial Primer - "Guias de Mostradores" O objetivo dos "Guias de Mostradores" é fornecer um método fácil para traçar as linhas horárias para uma série de relógios de sol Verticais Leste Direto e Oeste
DIMENSIONAMENTO DA OFERTA ATUAL E FUTURA DO TRANSPORTE INTERCAMPI DA USP-SÃO CARLOS: UMA AVALIAÇÃO DE DIFERENTES CENÁRIOS
DIMENSIONAMENTO DA OFERTA ATUAL E FUTURA DO TRANSPORTE INTERCAMPI DA USP-SÃO CARLOS: UMA AVALIAÇÃO DE DIFERENTES CENÁRIOS Bruno Almeida Maximino Cintia Isabel de Campos Cira Souza Pitombo Universidade
TRABALHO DE RECUPERAÇÃO
COLÉGIO SHALOM 65 Ensino Fundamental II 9º ANO Profº: Sâmia M. Corrêa Disciplina: Geometria Aluno (a):. No. TRABALHO DE RECUPERAÇÃO TRABALHO DE RECUPERAÇÃO 1) Descreva: NÚMERO DE OURO OU RAZÃO ÁUREA RETÂNGULO
Universidade do Estado de Mato Grosso UNEMAT. Estradas 1 Projeto geométrico
Universidade do Estado de Mato Grosso UNEMAT Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas FACET Curso: Bacharelado em Engenharia Civil Estradas 1 Projeto geométrico Prof. Me. Arnaldo Taveira Chioveto O
Alça de preenchimento
O Excel, como se sabe, traz diversos recursos que podem facilitar trabalhos, porém o desconhecimento de tais recursos pode fazer com que o dia a dia de usuários torne-se repetitivo e até mesmo tedioso.
QUESTÃO 3 (ALTERNATIVA A) Como já foram colocados 1500 baldes na caixa, faltam 500 baldes para enchê-la. O enunciado diz que 2000
1 QUESTÃO 1 Como Mário correu 8 = 1 6 + 2 km em sentido horário e a pista tem 6 km, então ele deu 1 volta completa e ficou a 2 km do ponto de partida no sentido horário. Do mesmo modo, João correu 15 =
ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS E TRATAMENTO DE DADOS
ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS E TRATAMENTO DE DADOS 1.0 Objetivos Utilizar algarismos significativos. Distinguir o significado de precisão e exatidão. 2.0 Introdução Muitas observações na química são de natureza
Linha: Joinville (SC) - Gramado (RS)
Linha: Joinville (SC) - Gramado (RS) 1. Objeto Este projeto refere-se ao transporte rodoviário interestadual de passageiros, na ligação Joinville (SC) Gramado (RS), com uma extensão de 755,20 km. A ligação
Exercícios de Azimutes, Rumos e Estaqueamento
UNICAP Universidade Católica de Pernambuco Exercícios de Azimutes, Rumos e Estaqueamento Autores: Prof. Fernando José de Lima Botelho Prof. Eduardo Oliveira Barros Prof. Glauber Carvalho Costa Prof. Diogo
ESTADO DE MINAS GERAIS DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM
1 - ÍNDICE 2 APRESENTAÇÃO... 3 3 INTRODUÇÃO... 4 4 DEFINIÇÃO DA MALHA CRITÉRIOS UTILIZADOS... 4 5 RODOVIAS ESTADUAIS COINCIDENTES...... 6 6 RODOVIAS CONCEDIDAS... 6 7 NOMENCLATURA E NUMERAÇÃO... 7 8 SITUAÇÃO
ESTRADAS 1 UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO CIVIL. Aula 03 Classificação de Rodovias
UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO CIVIL TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO CIVIL ESTRADAS 1 Aula 03 Classificação de Rodovias Prof.ª MSc. Ant.ª Fabiana Marques Almeida [email protected]
Estatística Aplicada à Sistemas de Informação
ESTATÍSTICA DESCRITIVA 1. INTRODUÇÃO A estatística descritiva se constitui num conjunto de técnicas que objetivam descrever, analisar e interpretar os dados numéricos de uma população ou amostra. As tabelas
9 th ICTCT Extra Workshop Ribeirão Preto - Brasil
9 th ICTCT Extra Workshop Ribeirão Preto - Brasil Ações de Segurança Viária Autovias Grupo Arteris Companhia brasileira com 69,3% do seu controle detido pela Partícipes em Brasil S.L. Divisão das ações:
MT DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM
Procedimento Página 1 de 10 RESUMO Este documento, que é uma norma técnica, define o procedimento a ser utilizado para a determinação da irregularidade de superfície de rodovias com emprego de sistemas
