INFECÇÃO RESPIRATÓRIA AGUDA-IRA
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- Anderson Fernandes Ferrão
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1 INFECÇÃO RESPIRATÓRIA AGUDA-IRA É um conjunto de doenças, que acomete principalmente crianças e que se espalha com facilidade, passando de uma pessoa para outra, dando mais de uma vez na mesma criança. As infecções respiratórias agudas, principalmente a pneumonia, podem trazer risco de vida quando não tratadas. Glaydson Ferrer Enfermagem Clínica Médica
2 Toda a criança que apresenta um ou mais destes sinais, por até 7 dias sem melhorar, deve ser levada ao serviço de saúde: tosse coriza (nariz escorrendo) dor de ouvido dor de garganta respiração rápida e difícil
3 CUIDADOS COM CRIANÇAS COM IRA: NARIZ OBSTRUÍDO Lavar com soro fisiológico cada narina, sempre que necessário. Este soro pode ser preparado em casa, misturando 1 colher pequena de sal com um litro de água fervida e deve ser preparado todos os dias.
4 TOSSE Dar bastante líquido (chás caseiros ou água). Evitar dar xaropes contra a tosse. A tosse ajuda a eliminar o catarro. Quando a criança está com dificuldade de eliminar o catarro, fazer tapotagem: deitar a criança de bruços, no colo, e bater com as mãos em concha nas suas costas.
5 FEBRE Dar banho morno e aplicar compressas úmidas só com água na testa, nuca e virilha. Na febre alta, usar anti-térmico e procurar atendimento médico.
6 Deitar a criança com a cabeça e os ombros mais altos do que o resto do corpo. Fazer vaporização, usando um vaporizador ou uma chaleira ou bule com água fervendo, apenas nos casos de tosse rouca. Onde o clima é seco, colocar uma vasilha com água e panos molhados perto da criança.
7 Mantenha a alimentação normal do cliente, em pequenas quantidades e intervalos menores oferecendo várias vezes durante o dia, sem forçar, evitando assim que a criança engasgue ou vomite. Lembrar que durante o período de doenças infecciosas a criança precisa de mais calorias através dos alimentos.
8 VACINAÇÃO DA CRIANÇA As vacinas que protegem contra a coqueluche e a difteria (DPT), contra as formas graves de tuberculose (BCG) e contra o sarampo, ajudam a prevenir as doenças respiratórias. Por isso, todas as crianças da família precisam estar vacinadas. Veja neste Guia SUS, o tópico Vacinação/Imunização.
9 ALERGIAS RESPIRATÓRIA Com a chegada do inverno e o clima mais úmido, começa a peregrinação de adultos e crianças aos consultórios dos alergistas. A grande maioria dos pacientes apresenta sintomas de rinite, bronquite e asma, queixando-se de nariz escorrendo, coceira nos olhos, tosse e dificuldade para respirar. Sem falar nas constantes crises de espirro, principalmente na parte da manhã.
10 O QUE É ALERGIA? Trata-se de uma doença hereditária (transmitida dos pais para os filhos), relacionada ao sistema imunológico (de defesa) da pessoa. Se um dos pais é alérgico, a chance de o filho ser é de 20%; se os dois pais são, as chances passam a ser de 80%. Este fator sofre influências, também, da região e do ambiente onde a pessoa vive, que podem, ou não, facilitar o desencadeamento da doença.
11 ESTATÍSTICA No caso do Brasil, um país tropical com grande extensão territorial, as pessoas alérgicas sofrem influências de fatores ambientais inerentes a cada região; no sul, são registrados mais processos alérgicos desencadeados devido ao pólen que cai das flores e à alimentação. Nas grandes cidades do sudeste, como Rio de Janeiro e São Paulo, as influências são devido à poluição ambiental causada pela fumaça do trânsito, indústrias e chaminés. No nordeste, estão todos os fatores e o cultural, com exceção do pólen das flores.
12 Podem ser controladas evitando-se o contato com as substâncias causadoras, evitando o ambiente e eliminando os fatores externos que possam estar desencadeando o processo alérgico. Deve ser tratado os sinais e sintomas da doença, para que ela não progrida. Em algumas situações, é necessária a prescrição de medicamento antialérgico (corticóides como última opção). Casos graves, como a asma não controlada e as reações anafiláticas devem ser tratadas com urgência. A reação anafilática, que pode ser desencadeada, principalmente, por picada de insetos (abelhas, vespas e formigas), medicamentos (antibióticos, ácido acetil salicílico entre outros).
13 Além dos fatores genético e ambiental, os alimentos ; corantes, chocolate e leite, são grandes desencadeadores de alergia. É importante minimizar os fatores de risco, procurando viver em um ambiente seco (sem umidade), ventilado (sem fungo e ácaro parasita responsável por desencadear processos alérgicos) e limpo (sem poeira ou sujeira).
14 DICAS PARA EVITAR AS CRISES: Limpe a casa com um pano umedecido em água ou álcool, evitando desinfetante e outros produtos químicos. Nada de espanador, cortinas de tecido e carpete, que concentram muita poeira. Os ácaros, principais causadores de alergia, são abundantes nos colchões e travesseiros e por isso é imprescindível o uso de capas impermeáveis aos ácaros. Evite ter no quarto almofadas, bichinhos de pelúcia e cortinas pesadas, pois tudo isso se torna ninho de ácaros. Deixe entrar ar e sol sempre que possível nos cômodos, evitando assim o aparecimento de fungos.
15 OS PRINCIPAIS TIPOS DE DOENÇAS ALÉRGICAS RESPIRATÓRIA Rinite Sintomas: coceira no nariz, nariz escorrendo, espirros, irritação nos olhos, prurido nos ouvidos, garganta irritada. Causas: pó (ácaros e fungos), cheiros fortes, fumaça de cigarro, mudança de temperatura, alguns animais peludos, pólen de flores. A melhor medida para aliviar suas crises é evitar as causas: manter a casa arejada, evitar produtos de limpeza com cheiro forte, eliminar focos de mofo, principalmente dos armários e forrar colchões e travesseiros com capas anti-ácaro, além de evitar sair bruscamente de locais quentes para locais com ar condicionado.
16 Sinusite É a inflamação dos seios da face, acontecem com a inflamação das infecções do trato respiratório superior. É a complicação mais comum da rinite alérgica. Podendo se tornar crônica.
17 Sintomas Dor na fonte ou região facial; Obstrução nasal que pode provocar respiração pela boca, boca seca e voz fanhosa; Escorrimento nasal que pode escorrer em direção a faringe, provocando mal hálito, tosse; Alteração do olfato, febre, cansaço, fadiga, indisposição e mal-estar;
18 Cuidados de Enfermagem Manter o cliente em repouso; Aplicar compressa quente na face; Orientar ao cliente a realizar inalação com hortelã, eucalipto; Observar queixas do cliente; Administrar medicação prescrita.
19 Tratamento e Prevenção Ingestão abundante de líquidos, higienização nasal com S.F e vaporização. A obstrução nasal pode ser tratada com; descongestionantes orais, tópicos, antibióticos, analgésicos, antitérmicos. A prevenção ainda é o cuidado com infecções nasais, manutenção da permeabilidade nasal durante as viroses; Correção cirúrgica de desvios de septos obstruídos ou cornetos para evitar sinusite; Cuidados quem vive em regiões frias e com mudanças de temperatura.
20 Faringite Inflamação da garganta com hipertermia. Pode ser aguda ou crônica: AGUDA: Membrana faríngea avermelhada, garganta edemaciada, hipertrofia dos gânglios linfáticos cervicais. CRÔNICA: Irritação persistente, devido acúmulo de muco expedido pela tosse e por dificuldade de deglutir, ocorre quando uma infecção respiratória, sinusal ou da boca se espalha para a faringe.
21 Cuidados de Enfermagem Repouso no leito durante o estado febril; Observar e comunicar o aparecimento de exantemas pelo corpo; Administrar gargarejos com solução salina morna; Higienização oral várias vezes ao dia; Ingestão de líquidos; Repouso vocal.
22 Tratamento O tratamento é sintomático, com analgésico, antitérmico e antitussígeno. Umidificar as vias aéreas para facilitar a eliminação das secreções. Repouso em casa para evitar complicações.
23 ASMA BRÔNQUICA É uma das doenças mais comuns do aparelho respiratório,encontrada em crianças, adultos e idosos. Sua característica principal é uma falta de ar, que as vezes obriga a pessoa a procurar auxílio em hospital. As crises se repetem com freqüência e se devem basicamente a um estreitamento dos brônquios, dificultando a passagem do ar principalmente na fase de expiração. Podem ocorrer devido a inúmeros fatores, como alergia a substâncias ocasionalmente inaladas, infecções respiratórias, estresse emocional, estados de ansiedade e poluição ambiental.
24 Sintomas Tosse de inicio seca, depois com secreção; Chiados no peito; Dispnéia; Cianose, com inicio discreto; Sudorese; Extremidades frias; Febre.
25 Cuidados de Enfermagem Verificar e anotar sinais vitais ; Observar e anotar aspecto e características da tosse; Verificar temperatura a para avaliação de possível pnemonia; Observar a presença de sudorese; Observar a presença de cianose; Manter vias aéreas livres. Se for necessário, administrar oxigênio sob cateter ou máscara; Manter cabeceira elevada a 45 graus. Oferecer dieta conforme prescrição; Aumentar a ingesta de líquidos; Proceder à coleta de exames se solicitado; Anotar e comunicar qualquer intercorrência com o paciente ao Enfermeiro responsável por ele; Dar continuidade à prescrição médica, anotando e checando todo procedimento realizado.
26 Tratamento Xaropes expectorantes; - Uso de aerosol; - Soro fisiológico com Berotec ou Atrovente; - Medicamentos como aminofilina (broncodilatadores), hidrocortizona e adrenalina e necessário.
27 Pneumonia É uma inflamação que acomete o tecido pulmonar, causada por vários tipos de microorganismos (vírus, bactéria, parasitas e fungos) e agentes químicos. Ocorre em todas as épocas do ano e aparece com maior freqüência em pessoas do sexo masculino. Apesar de poder aparecer em qualquer fase da vida, é mais observada em jovens e idosos. A pneumonia bacteriana mais comum é aquela causada pela Streptococuspneumoniase, que ocorre mais no inverno.
28 Sintomas Hipertermia (38º.C a 40º.C). - Dor torácica (tipo pontada, que pode aumentar com a respiração); - Dispnéia, calafrios, cianose; - Tosse com expectoração amarelada ou esverdeada que pode ter um pouco de sangue misturado à secreção; - Gemência e dor torácica; - Discreta cianose nos lábios; - Sudorese e as vezes vem de uma gripe mal curada.
29 Cuidados de Enfermagem - Manter o paciente em repouso, em quarto arejado; - Manter o ambiente tranqüilo, calmo, que proporcione o conforto ao paciente; - Fazer a higiene oral e corporal, mantendo o paciente limpo; - Verificar e anotar os sinais vitais de acordo com rotina da unidade; - Oferecer dieta hipercalórica e hiperproteica; - Estimular a ingestão de líquidos (administração de líquidos EV e hidratação oral); - Cuidados com a oxigenoterapia (umidificar o ar inspirado); - Orientar o paciente, quando tossir a usar lenços de papel; - Aliviar a dor com analgésicos, conforme prescrito e monitorizar quanto aos sinais de depressão respiratória;
30 Tratamento - A maioria dos pacientes com pneumonia poderá ser tratada em seu domicílio. Exige-se hospitalização de pacientes em estado grave que precisam de cuidados especiais e medicação endovenosa,de portadores de outras doenças debilitantes e daqueles cujas condições domiciliares não permitem o tratamento adequado. Nos casos graves, até mesmo a internação em Unidades de Tratamento Intensivo poderá ser necessário.
31 Tratamento A pneumonia bacteriana deverá ser tratada com antibióticos. Cada caso é avaliado individualmente além do tipo de antibiótico. Além das medicações, podemos utilizar a fisioterapia respiratória como auxiliar no tratamento. Na maioria dos casos de pneumonias virais o tratamento é só de suporte. Utiliza-se uma dieta apropriada, oxigênio e medicações para dor ou febre. Nos casos de pneumonia por parasitas ou fungos, antimicrobianos específicos são utilizados. Muitas vezes uma gripe ou resfriado podem preceder uma pneumonia. Para tentar evitar isso,vacinas foram criadas.
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