Descartes ( ) a) Quem Era?
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- Amália Filipe Tomé
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1 Descartes ( ) a) Quem Era? René Descartes viveu no começo do século XVII, num período por vezes chamado de Revolução Científica, uma era de rápidos avanços nas ciências, O cientista e filósofo britânico Francis Bacon havia estabelecido um novo método para conduzir experiências científicas, baseado em observações detalhadas e raciocínio dedutivo, e suas metodologias forneceram um novo sistema para investigar o mundo, Descartes compartilhava de sua excitação e otimismo, mas por razões diferentes, Bacon considerava que as aplicações práticas das descobertas científicas eram seu objetivo e ponto principal, enquanto Descartes estava mais fascinado com o projeto de expandir o conhecimento e a compreensão do mundo. Em Meditações sobre filosofia primeira, sua obra mais completa e rigorosa sobre metafísica (o estudo do ser e da realidade) e epistemologia (o estudo da natureza e dos limites do conhecimento), Descartes tentou demonstrar a possibilidade do conhecimento mesmo a partir das posições mais céticas e, a partir disso, estabelecer um alicerce firme para as ciências. O Livro de Descartes, De homine figuris, adota um olhar biológico em relação às causas do conmhecimento. Na obra, ele sugere que a glândula pineal é a ligação entre a visão e a ação consciente. Página 1
2 b) Penso, Logo Existo Da dúvida metódica ao Cogito Munido de um método, Descartes parte para a construção de seu sistema filosófico. A primeira regra do método cartesiano, transcrita acima, prescreve acolher como verdadeiro apenas o que se apresente ao espírito de forma clara e distinta e que não deixe nenhuma dúvida. Esse preceito implica, portanto, não apenas a atitude com que se deve conduzir a busca do conhecimento verdadeiro, mas também, e fundamentalmente, que o critério de verdade para Descartes é a evidência, ou seja, a clareza e distinção com que uma idéia se apresenta à razão. A resposta não parece fácil. Descartes descobre que é possível duvidar de tudo, pela variabilidade dos costumes, das opiniões, das crenças, etc. À semelhança dos céticos, resolve levar sua dúvida a extremos, rejeitando "como falso tudo aquilo em que pudesse imaginar a menor dúvida". Assim, em busca de um ponto fixo para sobre ele basear o seu projeto de reconstrução do saber, Descartes constrói a dúvida metódica, pois é metodicamente necessário pôr tudo em dúvida. Ela será também uma dúvida radical, já que atinge tudo sem exceção, e hiperbólica, porque exagera, chega a extremos de generalização. Mergulhado em tantas dúvidas, Descartes tem uma intuição: ele nota com clareza que duvida e, se duvida, pensa. Não importa se o que ele pensa é um pensamento verdadeiro, não importa que ele não tenha certeza; existe, porém, a consciência de que pensa. E uma coisa que pensa, existe, pelo menos enquanto pensa. Então formula, em latim, "Cogito, ergo sum", que significa "Penso, logo existo". Trata-se da primeira certeza, do ponto fixo procurado, momento fundamental da reflexão cartesiana. Descartes obtém assim o primeiro princípio da filosofia que procurava, e que ficou conhecido simplesmente como Cogito (pronuncia- se "cógito"). Ele percebe com clareza e distinção (seu critério para saber se algo é verdadeiro) que é uma res cogitam, uma "coisa que pensa", um ser ou substância pensante: O Cogito, então, é a primeira certeza. Página 2
3 Da Antiguidade até o início do Renascimento, embora tenham surgido várias teorias a respeito de como se efetua o conhecimento, não há discordância sobre a possibilidade de o ser humano conhecer o real. Do ponto de vista epistemológico, esta é a posição realista, em que os objetos correspondem plenamente ao conteúdo da percepção. No Renascimento, entretanto, ocorrem grandes modificações, dentre as quais vale destacar: A separação entre fé e razão, que leva ao desenvolvimento do método científico para o estudo das ciências naturais; O antropocentrismo, que estabelece a razão humana como fundamento do saber; O interesse pelo saber ativo, que leva à transformação da natureza e ao desenvolvimento das técnicas, em oposição ao saber contemplativo. No rastro dessas mudanças, os pensadores do século XVII abordam a temática do conhecimento de modo inteiramente novo, colocando em questão a própria possibilidade do conhecimento. Não se trata mais de saber qual é o objeto conhecido. Deve-se, agora, indagar sobre o sujeito do conhecimento: Quais as possibilidades de engano e de acerto? Quais os métodos que podemos utilizar para garantir que o conhecimento seja verdadeiro? As respostas a essas indagações dão origem a duas correntes filosóficas diametralmente opostas: o racionalismo e o empirismo. O RACIONALISMO O principal representante do racionalismo no século XVII é o francês René Descartes ( ), que, descontente com os erros e as ilusões dos sentidos, procura o fundamento do verdadeiro conhecimento. Estabelece a dúvida como método de pensamento rigoroso: duvida de tudo que lhe chega pelos sentidos, duvida de todas as idéias da tradição que se apresentam como verdadeiras. À medida que duvida, porém, descobre que mantém a capacidade de pensar. Por essa via, estabelece a primeira verdade que não pode ser colocada em dúvida: se duvido, penso: se penso, existo - embora esse existir não seja físico. "Penso, logo existo". A partir dessa primeira verdade intuída, isto é, concebida "por um espírito puro e atento, tão fácil e distinta, que nenhuma dúvida resta sobre o que compreendemos", Descartes diferencia dois tipos de idéias: algumas claras e distintas, outras confusas e duvidosas. Afirma, então, que as idéias claras e distintas, que são idéias gerais, não derivam do particular, mas já se encontram no espírito, como instrumentos com que Deus nos dotou para fundamentar a apreensão de outras verdades. Essas são as idéias inatas, que não estão sujeitas a erro e que são o fundamento de toda ciência. Para conhecê-las, basta que nos voltemos para nos mesmos, por meio da reflexão. Página 3
4 Devemos notar, entretanto, que, apesar de Descartes postular a existência das coisas em si e o fato de que se pode conhecê-las, a razão não afeta nem é afetada pelos objetos. A razão só lida com as representações, isto é, com as imagens mentais, idéias ou conceitos que correspondem aos objetos exteriores. As idéias, para Descartes, podem ser de três tipos, conforme a origem da representação: Idéias adquiridas: formadas a partir da experiência, como a idéia das estrelas, do Sol, da montanha da cidade; Idéias artificiais: forjadas por nossa imaginação a partir das idéias adquiridas e que não têm realidade fora da nossa mente. Um exemplo é a idéia de Papai Noel, representado como um velhinho de barbas brancas, que carrega um saco de brinquedos nas costas. Idéias inatas: impressas por Deus em nossa alma, como as idéias de perfeição, infinito, liberdade etc. As coisas sejam representadas corretamente, sem risco de erro; Haja controle de todas as etapas das operações intelectuais; Haja possibilidade de serem feiras deduções que levem ao progresso do conhecimento. Página 4
5 TREINANDO PARA O ENEM 1. (Ufsm) O conhecimento é uma ferramenta essencial para a sobrevivência humana. Os principais filósofos modernos argumentaram que nosso conhecimento do mundo seria muito limitado se não pudéssemos ultrapassar as informações que a percepção sensível oferece. No período moderno, qual processo cognitivo foi ressaltado como fundamental, pois permitia obter conhecimento direto, novo e capaz de antecipar acontecimentos do mundo físico e também do comportamento social? a) Dedução. b) Indução. c) Memorização. d) Testemunho. e) Oratória e retórica. 2. (Unicamp) A dúvida é uma atitude que contribui para o surgimento do pensamento filosófico moderno. Neste comportamento, a verdade é atingida através da supressão provisória de todo conhecimento, que passa a ser considerado como mera opinião. A dúvida metódica aguça o espírito crítico próprio da Filosofia. (Adaptado de Gerd A. Bornheim, Introdução ao filosofar. Porto Alegre: Editora Globo, 1970, p. 11.) A partir do texto, é correto afirmar que: a) A Filosofia estabelece que opinião, conhecimento e verdade são conceitos equivalentes. b) A dúvida é necessária para o pensamento filosófico, por ser espontânea e dispensar o rigor metodológico. c) O espírito crítico é uma característica da Filosofia e surge quando opiniões e verdades são coincidentes. d) A dúvida, o questionamento rigoroso e o espírito crítico são fundamentos do pensamento filosófico moderno. 3. (Enem) É o caráter radical do que se procura que exige a radicalização do próprio processo de busca. Se todo o espaço for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que aparecer a partir daí terá sido de alguma forma gerada pela própria dúvida, e não será seguramente nenhuma daquelas que foram anteriormente varridas por essa mesma dúvida. SILVA, F. L. Descartes: a metafísica da modernidade. São Paulo: Moderna, 2001 (adaptado). Apesar de questionar os conceitos da tradição, a dúvida radical da filosofia cartesiana tem caráter positivo por contribuir para o(a) a) dissolução do saber científico. b) recuperação dos antigos juízos. c) exaltação do pensamento clássico. d) surgimento do conhecimento inabalável. e) fortalecimento dos preconceitos religiosos. 4. (Enem) Os produtos e seu consumo constituem a meta declarada do empreendimento tecnológico. Essa meta foi proposta pela primeira vez no início da Modernidade, como expectativa de que o homem poderia dominar a natureza. No entanto, essa expectativa, convertida em programa anunciado por pensadores como Descartes e Bacon e impulsionado pelo Iluminismo, não surgiu de um prazer de poder, de um mero imperialismo humano, mas da aspiração de libertar o homem e de enriquecer sua vida, física e culturalmente. CUPANI, A. A tecnologia como problema filosófico: três enfoques, Scientiae Studia. São Paulo, v. 2, n. 4, 2004 (adaptado). Página 5
6 Autores da filosofia moderna, notadamente Descartes e Bacon, e o projeto iluminista concebem a ciência como uma forma de saber que almeja libertar o homem das intempéries da natureza. Nesse contexto, a investigação científica consiste em a) expor a essência da verdade e resolver definitivamente as disputas teóricas ainda existentes. b) oferecer a última palavra acerca das coisas que existem e ocupar o lugar que outrora foi da filosofia. c) ser a expressão da razão e servir de modelo para outras áreas do saber que almejam o progresso. d) explicitar as leis gerais que permitem interpretar a natureza e eliminar os discursos éticos e religiosos. e) explicar a dinâmica presente entre os fenômenos naturais e impor limites aos debates acadêmicos. 5. (Ufu) Descartes ( ) é importante para a Filosofia Moderna porque foi quem superou o ceticismo da filosofia do século XVI. Embora tenha se servido do recurso dos céticos - a dúvida -, Descartes utilizou este recurso para atingir a ideia clara e distinta, algo evidente e, portanto, irrefutável. Com base neste argumento, I. a evidência não diz respeito à clareza e à distinção das coisas; II. a análise é o procedimento que deve ser realizado para dividir as dificuldades até a sua menor parte; III. a enumeração é a primeira regra do método para a investigação da verdade; IV. a síntese proporciona a ordem para os raciocínios, desde o mais simples até o mais complexo. Estão corretas as afirmações: a) I, II e III b) I, III e IV c) II e IV d) II e III 6. (Ufu) Sobre a filosofia de Descartes, pode-se afirmar, com certeza, que as suas mais importantes consequências foram I. a afirmação do caráter absoluto e universal da razão que, através de suas próprias forças, pode descobrir todas as verdades possíveis. II. a adoção do Método Matemático, que permite estabelecer cadeias de razões. III. a superação do dualismo psicofísico, isto é, a dicotomia entre corpo e consciência. Assinale a alternativa correta. a) II e III b) III c) I e III d) I e II 7. (Ufu) Leia com atenção a citação e, em seguida, analise as assertivas. "E, tendo notado que nada há no eu penso, logo existo, que me assegure de que digo a verdade, exceto que vejo muito claramente que, para pensar, é preciso existir, julguei poder tomar por regra geral que as coisas que concebemos mui clara e mui distintamente são todas verdadeiras, havendo apenas alguma dificuldade em notar bem quais são as que concebemos distintamente." Página 6 (DESCARTES, Discurso do Método. São Paulo: Abril Cultural, p. 55. Coleção "Os Pensadores") I. Este "eu" cartesiano é a alma e, portanto, algo mais difícil de ser conhecido do que o corpo. II. O "eu penso, logo existo" é a certeza que funda o primeiro princípio da Filosofia de Descartes. III. O "eu", tal como está no Discurso do Método, é inteiramente distinto da natureza corporal. IV. Ao concluir com o "logo existo", fica evidente que o "eu penso" depende das coisas materiais.
7 Assinale a alternativa cujas assertivas estejam corretas. a) Apenas II e IV. b) I, II, IV. c) Apenas III e IV. d) Apenas II e III. 8. (Ufu) No escrito publicado postumamente, Regras para a orientação do espírito, Descartes fez o seguinte comentário: Mas, toda vez que dois homens formulam sobre a mesma coisa juízos contrários, é certo que um ou outro, pelo menos, esteja enganado. Nenhum dos dois parece mesmo ter ciência, pois, se as razões de um homem fossem certas e evidentes, ele as poderia expor ao outro de maneira que acabasse por lhe convencer o entendimento. DESCARTES, René. Regras para a orientação do espírito. Trad. de Maria Ermantina Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 1999, p Para alcançar a verdade das coisas, isto é, o conhecimento certo e evidente, é necessário um método composto de regras muito simples que evitem os enganos e as opiniões prováveis. Segundo Descartes, somente duas ciências podem auxiliar na fundamentação do método para a investigação da verdade, são elas: a) teologia e filosofia. b) mecânica e física. c) fisiologia e filologia. d) aritmética e geometria. 9. (Uel) E quando considero que duvido, isto é, que sou uma coisa incompleta e dependente, a ideia de um ser completo e independente, ou seja, de Deus, apresenta-se a meu espírito com igual distinção e clareza; e do simples fato de que essa ideia se encontra em mim, ou que sou ou existo, eu que possuo esta ideia, concluo tão evidentemente a existência de Deus e que a minha depende inteiramente dele em todos os momentos da minha vida, que não penso que o espírito humano possa conhecer algo com maior evidência e certeza. (DESCARTES, René. Meditações. Trad. de Jacó Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo: Nova Cultural, p ) Com base no texto, é correto afirmar: a) O espírito possui uma ideia obscura e confusa de Deus, o que impede que esta ideia possa ser conhecida com evidência. b) A ideia da existência de Deus, como um ser completo e independente, é uma consequência dos limites do espírito humano. c) O conhecimento que o espírito humano possui de si mesmo é superior ao conhecimento de Deus. d) A única certeza que o espírito humano é capaz de provar é a existência de si mesmo, enquanto um ser que pensa. e) A existência de Deus, como uma ideia clara e distinta, é impossível de ser provada. 10. (Ufu) E certamente a ideia que tenho do espírito humano, enquanto é uma coisa pensante e não extensa, em comprimento, largura e profundidade, e que não participa de nada que pertence ao corpo, é incomparavelmente mais distinta do que a ideia de que qualquer coisa corporal. DESCARTES. Meditações metafísicas. Nova Cultural. São Paulo, 1988, p. 47. Col. Os Pensadores. Em relação à ideia de espírito humano, é correto afirmar: a) é uma ideia inata, isto é, não nascida comigo, que não foi posta em mim no meu nascimento e que só posso formar a partir da experiência sensível. b) é uma ideia inata, que nasceu comigo, que só encontro em mim mesmo enquanto coisa pensante. c) é uma ideia abstrata que resulta de um longo processo de comparação da minha consciência com as dos outros. d) é uma ideia adventícia que resulta de um longo processo de dúvida sobre todas as coisas. 11. (Ufu) Leia com atenção o texto abaixo e assinale a alternativa correta. De sorte que, após ter pensado bastante nisto e de ter examinado cuidadosamente todas as coisas, cumpre enfim concluir e ter por constante que esta proposição, eu sou, eu existo, é necessariamente verdadeira todas as vezes que a enuncio ou que a concebo em meu espírito. DESCARTES. Meditações Metafísicas. Nova Cultural: São Paulo, 1988, p. 47. Página 7
8 Segundo Descartes, podemos dizer que a ideia da existência do eu ou do cogito (eu penso) a) é fictícia ou inventada e composta. b) é inata ou congênita e composta. c) é adventícia ou empírica e simples. d) é inata ou congênita e simples. 12. (Ufsj) "Tomemos, por exemplo, esse pedaço de cera que acabo de tirar da colmeia; ele não perdeu ainda a doçura do mel que continha, retém ainda algo do odor das flores... sua cor, sua figura, sua grandeza são patentes; é duro, é frio, tocamo-lo e, se nele batermos, produzirá algum som. (...). Mas eis que,enquanto falo é aproximado do fogo: o que nele restava de sabor exala-se, o odor se esvai, sua cor se modifica, sua figura se altera, sua grandeza aumenta, ele torna-se líquido, esquenta-se... Embora nele batamos, nenhum som produzirá. A mesma cera permanece após essa modificação?". (DESCARTES, R. Meditação Segunda. In: Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 96 (Coleção Pensadores)). Considerando-se as meditações de Descartes, no trecho acima, é CORRETO dizer que a cera a) permanece a mesma após a modificação, porque o que se apresentava nela é o que foi notado pelos sentidos. b) modificou-se e deixou de ser a mesma, mas manteve o que foi apresentado nela e notado pelos sentidos. c) e o que foi apresentado nela e notado pelos sentidos mudaram. d) é coisa extensa, o que permite conceber o que ela é pela imaginação. 13. (Ufsj) Considerando a argumentação colocada por Descartes, na primeira meditação, sobre as coisas que se pode colocar em dúvida, é CORRETO afirmar que a) o segundo argumento permite pôr em dúvida os componentes das percepções indecomponíveis. b) as coisas que nos são representadas durante o sono são componentes das percepções reais e verdadeiras. c) o primeiro grau da dúvida é o argumento do sonho, e o segundo é o da certeza do conhecimento. d) o primeiro grau da dúvida é o argumento do erro do sentido, e o segundo é o argumento do sonho. 14. (Ufsj) Na primeira meditação, Descartes a) percebeu, na idade madura, que havia recebido conhecimentos verdadeiros, sólidos e bem construídos. b) propõe desfazer-se de todas as opiniões e começar tudo novamente, desde os fundamentos, para estabelecer algo de constante nas ciências. c) percebeu que, na idade madura, faltava tempo para se dedicar à revisão dos fundamentos do conhecimento. d) quer estabelecer verdades e desfazer-se dos antigos prejuízos. 15. (Ufsj) "Suponho, portanto, que todas as coisas que vejo são falsas; persuado-me de que jamais existiu de tudo quanto minha memória referta de mentiras me representa; penso não possuir nenhum sentido; creio que o corpo, a figura, a extensão, o movimento e o lugar são apenas ficções de meu espírito. O que poderá, pois, ser considerado verdadeiro?". (DESCARTES, R. Meditação Segunda. In: Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 91 (Coleção Pensadores)). Considerando o trecho acima, Descartes a) descobre que o verdadeiro conhecimento é o adquirido pelos sentidos. b) tem certeza de que ele é uma reunião de membros que se chama corpo humano. c) tem certeza de que ele é, ele existe, enquanto pensar ser alguma coisa. d) afirma que ele é um ar tênue, disseminado por todos os seus membros. Página 8
9 16. (Ufsj) "Suporei, pois, que há não um verdadeiro Deus, que é a soberana fonte da verdade, mas certo gênio maligno, não menos ardiloso e enganador do que poderoso, que empregou toda a sua indústria em enganar-me. (DESCARTES, R. Meditações primeiras. In: Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 88). Considerando o texto acima, Descartes cria o gênio maligno a) para ter certeza de que todas as coisas exteriores que vemos são reais, superando as ilusões e enganos de sua credulidade. b) para poder chegar ao conhecimento de qualquer verdade, sem precisar suspender o juízo. c) como artifício psicológico para levar a dúvida mais a sério e inscrevê-la melhor em sua memória. d) para reforçar a sua crença em um Deus verdadeiro, bom e que não nos engana. 17. (Uema) A epistemologia moderna está alicerçada na crença de que o conhecimento geométrico proporciona um amplo padrão de certeza absoluta, mediante o qual devem ser julgadas todas as outras pretensões do conhecimento. Descartes aponta para uma razão técnica conduzindo o conhecimento, substituindo o problema do ser pelo saber. Em sua obra Discurso do Método, os passos como modelo para se obter a certeza são: a) duvidar, analisar, ordenar, concluir. b) problematizar, duvidar, analisar, sintetizar. c) identificar o que é evidente, duvidar, analisar, sintetizar, ordenar. d) identificar o que é evidente, duvidar, problematizar, analisar, excluir. e) identificar o que é evidente, analisar, sintetizar e ordenar, classificar. 18. (Ufma) A dúvida cartesiana é a pedra de toque do conhecimento e por ela os modos de conhecimento são testados. Isso significa dizer que, para Descartes: a) A verdade não existe. Existe apenas verossimilhança, logo os céticos têm razão em duvidar e em descrer na verdade. b) Os sentidos nos enganam, portanto só podemos emitir opiniões e nunca proferir a verdade, sob pena de não atentarmos para a própria dinâmica da natureza. c) Pela falta de um método adequado e de um critério de verdade, não há como dizer com segurança qual o modo de conhecer que nos leve à verdade. d) A verdade não será necessariamente alcançada após os modos de conhecimento serem postos em dúvida, e aplicado o método. e) O modo de conhecer pela razão, também, nos leva à incerteza, como mostra o argumento dos sonhos, impedindo qualquer possibilidade da verdade. 19. (Uel) Tendo por base o método cartesiano da dúvida, é correto afirmar que: a) Este método visa a remover os preconceitos e opiniões preconcebidas e encontrar uma verdade indubitável. b) Ao engendrar a dúvida hiperbólica, o objetivo de Descartes era provar que suas antigas opiniões, submetidas ao escrutínio da dúvida, eram verdadeiras. c) A dúvida hiperbólica é engendrada por Descartes para mostrar que não podemos rejeitar como falso o que é apenas dubitável. d) Só podemos dar assentimento às opiniões respaldadas pela tradição. e) A dúvida metódica surge, no espírito humano, involuntariamente. Gabarito 1.B 2.D 3.D 4.C 5.C 6.D 7.D 8.D 9.B 10.B 11.D 12.A 13.D 14.B 15.C 16.C 17.E 18.C 19. A Página 9
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