HIGIENE E CUIDADOS GERAIS
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- Maria de Fátima Moreira Caldeira
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1 HIGIENE E CUIDADOS GERAIS Muitas atividades rotineiras de enfermagem manutenção de acesso venoso, troca de fralda, retirada de compressa, posicionamento da criança na cama, etc, apresentam potencial para contribuir com lesão cutânea. Paraná -criança de 5 m. com HD de H1N1 Infusão de SG em acesso perdido 1
2 Os cuidados com a pele devem ir além do banho diário e tornar-se parte de cada intervenção de enfermagem. Paraiba criança de 2 m. com HD de Pneumonia fixação (com excesso de esparadrapo) não foi checada e em menos de 24 h provocou lesão Manutenção da Saúde da Pele Avaliação da pele é facilmente realizada durante o banho. A pele é examinada para quaisquer sinais iniciais de lesão, principalmente na criança que está em risco. Os fatores de risco incluem: Mobilidade comprometida Desnutrição proteica Edema Incontinência Perda sensorial Anemia Infecção 2
3 Bahia recém-nascido durante coleta de sangue, foi esquecido o garrote e percebido apenas após 24 h Banho Exceto quando contraindicado. O banho tem como objetivo principal a limpeza da pele, o conforto e bem estar da criança e beneficia a atividade circulatória da mesma. Possibilita à enfermagem efetuar um melhor exame físico da criança, bem como auxiliar na sua estimulação sensorial e afetiva. 3
4 Banho Sempre que possível a mãe ou acompanhante deve participar dos cuidados de higiene de seu filho. Cabe à enfermagem orientá-la e educá-la sobre cuidados e higiene corporal da criança. O banho é um procedimento de rotina no momento da admissão, diariamente e sempre que necessário. Este procedimento é da responsabilidade do auxiliar de enfermagem responsável pela criança, com orientação do enfermeiro. Banho de aspersão (chuveiro) É indicado para crianças de faixa etária pré-escolar, escolar e adolescente, que consigam deambular, sem exceder sua capacidade em situações de dor. Caso a mãe ou outro acompanhante esteja presente, é importante que participem, a fim de auxiliar a criança. Antes de iniciar o procedimento, arrumar o leito. 4
5 Banho de imersão (banheira) Este banho está indicado para lactentes e pré-escolares que estejam impossibilitados de ir ao chuveiro. Sua escolha dependerá do estado geral da criança. No caso de crianças em oxitenda ou capuz de oxigênio, verificar a possibilidade de outro profissional segurar a fonte de oxigênio durante o banho. Sempre que possível, estimular a mãe ou acompanhante a participar do procedimento. Banho de imersão (banheira) É importante estar atento para que este banho de banheira não seja um motivo de esforço para a criança, mas um momento de relaxamento, pois além de promover a limpeza deve proporcionar momento de relaxamento. É importante que o tempo utilizado para o banho não exceda o necessário, a fim de evitar uma exposição desnecessária da criança. Enquanto se procede ao banho, providenciar a limpeza e troca de lençóis do berço. 5
6 Banho no leito É o banho da criança acamada, sem condições de receber banho de imersão ou aspersão. A técnica utilizada para o banho no leito em criança em fase escolar e adolescente é semelhante ao do adulto, porém do lactente ao pré-escolar não podemos utilizar a mesma técnica, pelas diferenças próprias entre a criança e o adulto. 6
7 Banho no leito A indicação do banho no berço será feita segundo o estado geral da criança e particularidades das patologias nos tratamentos que exijam repouso no leito. As situações mais frequentes em pediatria, que requerem este procedimento, são: crianças em oxigenoterapia, cirurgia recente, inconscientes, em tratamentos ortopédicos, com paralisia cerebral, etc. 7
8 Limpeza dos Cabelos, Higiene Oral, Troca de Fraldas e Higiene Íntima após Micção e Evacuação A limpeza dos cabelos e das unhas deve fazer parte do banho, sempre que necessário. A higiene oral é realizada após as alimentações e está indicada para lactentes, pré-escolares, escolares e adolescentes, com frequência de pelo menos três vezes ao dia. Limpeza dos Cabelos A indicação da lavagem dos cabelos deve ser feita após a observação diária, antes do banho. Deve ser utilizado xampu com ph neutro ou o próprio sabonete líquido neutro, no caso de lactentes. Lavar o couro cabeludo com a ponta dos dedos e não com as unhas, para não machucar a criança, massageando delicadamente. 8
9 Limpeza dos Cabelos No banho de chuveiro é mais prático lavar a cabeça diariamente; caso não seja necessário ou mesmo em dias frios, pode ser colocada uma touca plástica na cabeça, mas aconselha-se lavar os cabelos, pelo menos, em dias alternados. Limpeza dos Cabelos No banho de banheira utilizar uma jarra de água a 37, 5ºC; com a criança deitada na banheira apoiando a cabeça no seu antebraço esquerdo, jogar a água da jarra e passar xampu ou sabonete líquido neutro delicadamente, cuidando para não cair nos olhos da criança e enxaguar em seguida. No caso de venóclise em couro cabeludo, fazer o mesmo procedimento, reforçando a fixação após o banho. 9
10 Limpeza dos Cabelos No banho no leito, lavar os cabelos antes de lavar o corpo, neste caso para que a criança não fique com o corpo exposto durante a lavagem. Utilizar uma jarra com água a 37,5ºC, toalhas e saco plástico para proteger o berço. No caso de pré-escolar, escolar e adolescente, sempre que possível, colocar uma bacia ou cuba própria embaixo da cabeça e apoiar o pescoço da criança com o antebraço. Limpeza dos Cabelos No banho no leito, jogar pequena quantidade de água na cabeça da criança e passar delicadamente pequena quantidade de xampu, enxaguando com o mínimo de água suficiente para retirar a espuma. Retirar a bacia ou cuba, o plástico e colocar uma toalha para secar o cabelo e continuar o banho. Após o término de qualquer banho, pentear os cabelos. Em crianças com cabelos compridos ou crespos, no enxágue é necessário passar um condicionador para facilitar o pentear. 10
11 Higiene oral Nos lactentes sem dentes, deve ser realizada limpeza da gengiva, palato e língua, uma vez ao dia, com auxílio de água filtrada e gaze. 11
12 Higiene oral Nos lactentes com dentes, pré-escolares e escolares até 8 anos, deverá ser feita escovação com creme dental e escova de cerdas macias, realizando movimentos circulares com inclinação da escova em 45º voltada para a gengiva, nas faces voltada para a bochecha (parte interna e externa). Na superfície de mordida colocar a escova 90º com a face do dente fazendo movimentos de vai e vem. Higiene oral E para os escolares acima de 8 anos e adolescentes, idem a técnica dos pré-escolares associada com varredura: a posição da escova é de 90º com o dente com movimentos de varredura para baixo, nos dentes superiores e para cima, nos dentes inferiores. Por último, escovar a língua. 12
13 Higiene oral Nos lactentes até 3 anos de idade, usar creme dental sem flúor, pois há risco de ingestão, contribuindo para a fluorose sistêmica que mancha e destaca o esmalte dos dentes. Após a escovação, se a criança conseguir fazer sozinha, pedir para bochechar com água limpa, desprezando a espuma e secar a boca. Higiene oral Sempre que possível, levar a criança ao lavatório, caso contrário, levar ao berço bandeja com dois copos com água e um recipiente (cuba rim) para desprezar a água após a escovação, toalha, creme dental e escova. Utilizar fio dental antes da escovação. O material utilizado para a escovação deve ser individual. 13
14 Troca de fralda A troca de fralda deve ser realizada após cada micção e evacuação ou conforme necessidade de controle de diurese. A criança hospitalizada necessita, na maioria das vezes, de controle de diurese; sendo assim, a fralda descartável tem maior utilidade, pois além de oferecer menos riscos de assadura, é mais confortável para a criança, sendo seu peso mais fidedigno, porque a urina fica armazenada, ocorrendo menos vazamento. 14
15 Troca de fralda Para trocar a criança após a evacuação, é necessário lavar a região glútea com água e sabonete com ph neutro. Nas meninas afastar os grandes lábios e limpar com movimentos longitudinais únicos no sentido anteroposterior, e nos meninos retrair a glande delicadamente, quando possível. Troca de fralda Quando for somente urina, poderá fazer uma limpeza somente com algodão e água morna. É importante que depois da limpeza a criança esteja com os glúteos, a virilha e os genitais externos secos para colocação da fralda limpa. O uso de hidratante é aconselhado para manter a resistência da pele. 15
16 Troca de fralda Quando houver controle de diurese, antes de iniciar cada troca, deve-se pesar a fralda limpa e, após a troca, pesar a fralda suja (que foi retirada da criança) descontando o peso da fralda limpa. Higiene Íntima após Micção e Evacuação Quando a criança pode deambular, é importante supervisionar a higienização dos genitais e região anal após micção e evacuação, principalmente as meninas, que deverão ser orientadas para limpar-se no sentido anteroposterior. Também deverão ser orientadas quanto à lavagem das mãos após limpar-se. 16
17 Higiene Íntima após Micção e Evacuação A criança acamada, com controle esfincteriano, deve ser orientada quanto ao uso de papagaio e/ou comadre. Após micção, basta uma limpeza com papel higiênico macio. Higiene Íntima após Micção e Evacuação Quando a criança evacuar, é confortável lavar a região glútea com um jato de água morna e sabonete neutro, após a limpeza da região anal com papel higiênico macio. Caso a criança tenha condições de limpar-se, deve ser somente feita a supervisão. Em meninas, orientar a limpeza da região anal no sentido anteroposterior. 17
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