5. Magnitudes das Galáxias
|
|
|
- Rita Caires Sanches
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 5. Magnitudes das Galáxias 1
2 Como se medem magnitudes? As imagens no ótico são obtidas com detectores CCD, geralmente através de um filtro que só deixa passar fótons dentro de um certo intervalo de comprimentos de onda Os CCDs são detectores de fótons, mas o que interessa não é saber o número de fótons em um dado pixel, mas sim o fluxo: a energia por unidade de área por unidade de tempo e por unidade de frequência que chega no pixel. 2
3 Como se medem magnitudes? Para se calibrar as medidas obtidas com um CCD (isto é, converter contagens de fótons em fluxo) é necessário se fazer diversas observações adicionais Calibração do CCD: requer geralmente medidas de bias e flatfield: contagens corrigidas = (contagens medidas bias)/flat-field Calibração fotométrica: requer medidas de extinção atmosférica e de estrelas padrão 3
4 Como se medem magnitudes? Corrigindo-se as contagens de fótons por efeitos introduzidos pelo detector, telescópio e atmosfera (um procedimento denominado redução das observações), obtém-se uma imagem calibrada, onde as contagens são proporcionais ao fluxo. 4
5 Magnitudes m: medida do fluxo monocromático de um objeto Fluxo integrado: [f i ]: erg cm -2 s -1 fluxo integrado numa dada banda Fluxo monocromático (= densidade de fluxo): fluxo numa dada frequência ou comprimento de onda [f λ ]: erg cm -2 s -1 Å -1 [f ν ]: erg cm -2 s -1 Hz -1 Unidade de fluxo importante: Jansky 1 Jy = erg cm -2 s -1 Hz -1 = W m -2 Hz -1 5
6 Magnitudes m: medida do fluxo monocromático de um objeto Magnitude aparente: m = -2.5 log (f / f 0 ) f 0 é o ponto zero da escala de magnitudes Aqui, e daqui em diante, f pode ser tanto fluxo integrado quanto fluxo monocromático, a menos que explicitamente mencionado o tipo (mas geralmente consideraremos o fluxo monocromático) 6
7 Como se medem magnitudes? Atualmente os fluxos são medidos em imagens obtidas com detectores CCD equipados com um conjunto de filtros S λ : função de resposta do filtrodá a sensibilidade resultante no detector em função de λ (ou ν) levando em conta os efeitos da atmosfera, telescópio, detector e filtro Fluxo medido num dado filtro: f i = f λ S λ dλ S λ dλ = 1 7
8 Como se medem magnitudes? Sistema de Vega m Vega = -2.5 log [( f λ S λ dλ) / ( f λ (Vega)S λ dλ)] 8
9 Como se medem magnitudes? Sistema AB m AB = -2.5 log ( f λ S λ dλ / S λ dλ) 48.6 (para f ν em erg cm -2 s -1 Hz -1 ) Note que f λ dλ = f ν dν 9
10 Modelo simples de um filtro Fluxo integrado num dado filtro: f i = f λ S λ dλ S λ dλ = 1 Vamos aproximar por f i f λ0 Δλ onde λ 0 é o comprimento de onda central e Δλ a largura da banda fotométrica 10
11 11
12 Exemplo: a que magnitude aparente corresponde um fluxo de 1 μjy na banda J? Sistema de Vega: f J = 1 μjy = 10-6 x W m -2 Hz -1 f J (0) = 1.65 x W m -2 Hz -1 (ver tabela 1) m J = -2.5 log(f J / f J (0) ) = Magnitude AB: f J = 1 μjy = 10-6 x W m -2 Hz -1 = erg cm -2 s -1 Hz -1 m AB = -2.5 log f J =
13 Magnitude Absoluta M = magnitude absoluta = magnitude aparente a uma distância de 10 pc relação entre fluxo f e luminosidade L para uma fonte à distância d: f=l/(4πd 2 ) logo, m-m = 5 log(d/10) = 5log (d)-5 para d medido em pc m-m : módulo de distância 13
14 Magnitude Absoluta magnitude absoluta = magnitude aparente a uma distância de 10 pc m-m = 5 log(d/10) = 5log (d)-5 para d medido em pc Exercício: como fica o módulo de distância para d medido em Mpc? 14
15 Luminosidades em unidades solares A magnitude absoluta é uma medida de luminosidade : L α M = dex(-0.4 M) Em termos de unidades solares, numa certa banda X: L X = dex[-0.4(m X -M X,S )] L X,S onde L X,S e M X,S são a luminosidade e a magnitude absoluta do Sol na banda X 15
16 Luminosidades em unidades solares Em termos de unidades solares, numa certa banda X: L X = dex[-0.4(m X -M X,S )] L X,S onde L X,S e M X,S são a luminosidade e a magnitude absoluta do Sol na banda X Para X = U, B, V, R, I, temos que, no sistema de Vega: M X,S = 5.66, 5.47, 4.82, 4.28, 3.94 Para X= u, g, r, i, z (SDSS, Blanton et al. 2003), no sistema AB: M X,S = 6.80, 5.45, 4.76, 4.58,
17 Exemplo: a magnitude absoluta do Sol na banda V é Qual é a fração da energia solar que é emitida nessa banda? M V = -2.5 log (f V / f 0 ) Sistema de Vega: f 0 = 3.64 x 10-9 erg cm -2 s -1 Å -1 (ver tabela) Para M V = +4.82, f V = 4.30 x erg cm -2 s -1 Å -1 Como Δλ V = 890 Å, vem que F V f V Δλ V = 3.82 x 10-8 erg cm -2 s -1 17
18 Exemplo: a magnitude absoluta do Sol na banda V é Qual é a fração da energia solar que é emitida nessa banda? F V f V Δλ V = 3.82 x 10-8 erg cm -2 s -1 Como M V corresponde à magnitude da fonte se ela estivesse a d = 10 pc, a luminosidade do Sol na banda V é L V = 4πd 2 F V = 4.58x erg s -1 Como a luminosidade bolométrica (integrada em todos os comprimentos de onda) do Sol é 3.83 x erg s -1, a fração da luminosidade total do Sol que é emitida na banda V é L V / L S =
19 O brilho superficial Conceito muito importante na astronomia extragaláctica Densidade superficial de luminosidade: Σ = L/A (A: área) unidades: L S pc -2 Exemplo: qual é a densidade superficial de luminosidade de um disco de 30 kpc de diâmetro com luminosidade de L S visto de face? Σ = L/A = L S /[π x (15 kpc) 2 ] = 14.1 L S pc -2 19
20 O brilho superficial O brilho superficial é definido em termos de magnitudes e áreas aparentes como: μ = m log A A em geral está em unidades de arcsec 2, então se escreve as unidades de μ como mag arcsec -2 20
21 Exemplo: brilho superficial típico do fundo do céu escuro no LNA, em mag arcsec -2 : μ U 21.6 μ B 22.0 μ V 21.0 μ R 20.4 μ I 19.3 O fluxo proveniente de 1 arcsec 2 do fundo do céu na banda V é igual ao recebido de uma estrela com m v =21.0 O fundo do céu fica mais brilhante conforme se vai para o vermelho Exemplo: brilho superficial típico de um disco de galáxia espiral: μ V 22.5 mag arcsec -2 21
22 Exemplo: em termos de fluxo, o brilho superficial de 25 mag arcsec -2 em B está quanto acima do nível do fundo do céu? Brilho do céu em B: μ c,b 22.0 mag arcsec -2 logo, μ B - μ c,b = -2.5 log(f/f c ) = 3 ou, f f c isto é, este nível isofotal está a 6.3% acima do nível do céu 22
23 Exemplo: qual é o brilho superficial de um disco (no sistema de Vega) de 30 kpc de diâmetro e luminosidade L S na banda V, visto de face? Apresente o resultado em L S pc -2 e em mag arcsec -2. Densidade superficial de luminosidade do disco: Σ = L/A = L S /(π x (15 kpc) 2 ) 14.1 L S pc -2 Para determinar quanto isso vale em mag arcsec -2, vamos supor que 14.1 L S são emitidos por uma área de 1 pc de lado Para que essa área seja vista como um quadrado de 1 arcsec de lado ela deve estar a uma distância d tal que d=d/θ, onde D=1pc e θ = 1 arcsec = π/ (180 x 3600) radianos logo, d = 180x3600/π 206 kpc 6.39x10 23 cm 23
24 Exemplo: qual é o brilho superficial de um disco (no sistema de Vega) de 30 kpc de diâmetro e luminosidade L S na banda V, visto de face? Apresente o resultado em L S pc -2 e em mag arcsec -2. d = 180x3600/π 206 kpc 6.39x10 23 cm O fluxo, então será: f V = 14.1 L S /(4 πd 2 ) 1.05 x erg cm -2 s -1 Logo, como o brilho superficial é a magnitude aparente dentro de uma área de 1 arcsec 2, μ V -2.5 log(f V /f λv Δλ V ) 21.2 mag arcsec -2 24
25 Como o brilho superficial depende da distância? Considere um disco de luminosidade L, raio R e à distância d visto de face Densidade superficial de luminosidade: Σ = L/(πR 2 ) Fluxo: f=l/(4πd 2 ) Diâmetro aparente: θ=2r/d Logo, como μ = m log(a), m α -2.5 log (f), A α θ 2, vem que μ α 2.5 log (θ 2 /f) α 2.5 log (R 2 /L) Classicamente, o brilho superficial não depende da distância! Mas na cosmologia relativística isso não é verdade... 25
26 Medidas de magnitudes de galáxias Galáxias são objetos extensos- não puntuais- sem bordas bem definidas: isso leva a várias formas de se medir suas magnitudes Magnitude de abertura: é a medida da magnitude dentro de uma certa abertura, geralmente circular, centrada no centro da galáxia; a abertura é caracterizada por seu diâmetro D, em arcsec Problema: a fração da luz da galáxia que cai dentro da abertura varia com a distância, tamanho, inclinação e tipo da galáxia 26
27 Medidas de magnitudes de galáxias Magnitude de abertura: Problema: a fração da luz da galáxia que cai dentro da abertura varia com a distância, tamanho, inclinação e tipo da galáxia Curva de crescimento 27
28 Medidas de magnitudes de galáxias Magnitude total: é a medida de toda a luz da galáxia numa dada banda Problema: onde termina a galáxia? Pode ser determinada com uma curva de crescimento : mede-se a magnitude de abertura m(d) em várias aberturas D e estima-se o valor assintótico de m quando D tende a infinito Magnitude métrica: medida dentro de uma abertura fixa em kpc 28
29 Medidas de magnitudes de galáxias Magnitude isofotal: - isofotas: regiões de mesmo brilho superficial na imagem de uma galáxia - magnitude isofotal: magnitude dentro de um dado nível isofotal - exemplo: μ B = 25 mag arcsec- 2 é comumente usado R 25 : raio isofotal: raio médio da isofota de 25 mag arcsec- 2 isofotas da galáxia espiral M51 e da galáxia elíptica NGC
30 Medidas de magnitudes de galáxias Magnitude de Petrosian: - é uma das magnitudes do SDSS - o objetivo é medir uma fração constante da luz, independentemente da distância da galáxia - razão de Petrosian R P em um raio r, medido a partir do centro do objeto: é igual à razão entre o brilho superficial em um anel de raio r e o brilho superficial médio dentro do raio r - o raio de Petrosian r P é definido como o raio onde R P atinge algum valor fixo (0.2 no caso do SDSS) - o fluxo de Petrosian é o fluxo dentro de um raio igual a N P R P (N P igual a 2 no SDSS) - a magnitude de Petrosian é a magnitude AB correspondente ao fluxo de Petrosian 30
31 Absorção da luz na Via Láctea O gás e a poeira na Via Láctea absorvem ou espalham parte da luz proveniente de corpos mais distantes A extinção estelar tem duas característica: - atenua a luz das estrelas - avermelha a luz das estrelas Composição dos grãos de poeira: grafite, silicatos, ferro, gelo sujo (água + amônia + metano +...), PAHs (hidrocarbonetos aromáticos policíclicos),... 31
32 Absorção da luz na Via Láctea Atenuação da luz por gás e poeira: ao percorrer um intervalo de comprimento ds em um meio homogêneo com densidade de partículas n (em cm -3 ), um feixe de luz de intensidade I 0 é parcialmente absorvido, tal que: di = I - I 0 = - n σ I ds onde σ é a seção de choque de absorção mais espalhamento Logo, I = I 0 exp (- n σ s) = I 0 exp (-τ) τ : profundidade ótica na banda em consideração A absorção em magnitudes A G devido à Galáxia e a profundidade ótica τ se relacionam como A G = -2.5 log (I/ I 0 ) = 2.5 log (e) τ τ Correção da magnitude pela absorção galáctica: m corr = m obs - A G 32
33 Absorção da luz na Via Láctea Dependência com a latitude galáctica b: o gás e a poeira estão concentrados no disco e, então, espera-se que A G dependa da latitude galáctica b supondo que o disco é homogêneo e que tem escala de altura H, a linha de visada dentro do disco entre um observador no plano da Galáxia e uma galáxia na latitude b é: s = H cosec(b) Logo, A G α τ α cosec(b) isto é, a absorção galáctica depende fortemente de b. Hoje se utiliza as tabelas preparadas por Schlegel, Finkbeiner and Davis (1998) ver no NED, por exemplo 33
34 Absorção da luz na Via Láctea Dependência com o comprimento de onda: o avermelhamento da luz é produzido pelo espalhamento da radiação por grãos de poeira: τ λ = n g σ λ s em geral diminui com o comprimento de onda (a luz azul é mais espalhada que a vermelha) NED, absorção na direção de M51: Bandas U B V R I J H K L' λ [μm] A λ [mag] Correção da magnitude pela absorção galáctica: m corr = m obs - A G Se M51 tem uma magnitude observada na banda B igual a 8.6, sua magnitude corrigida pela absorção galáctica será
35 Absorção interna nas galáxias Como o gás e a poeira se concentram na componente disco, a absorção da luz em nossa direção pela própria galáxia vai depender de sua inclinação: uma galáxia espiral vista de face é mais transparente que vista de perfil A absorção interna A i corrige a magnitude observada para a magnitude que a galáxia teria se fosse observada de face: m corr = m obs - A i Essa correção é muito incerta: quão transparente um disco é? 35
36 Absorção interna nas galáxias Inclinação i: ângulo entre o plano da galáxia e o plano do céu Supondo que o disco é intrinsecamente circular e é observado como uma elipse com semi-eixos a e b, então i = arccos(b/a) galáxia vista de face: i=0 galáxia vista de perfil: i=90 Esse tipo de correção só é aplicado ocasionalmente 36
37 Absorção interna nas galáxias 37
38 Exemplo: Suponha que uma galáxia Sc tenha as seguintes características: magnitude aparente em r (6165 Å) igual a 14.2; extinção galáctica em r igual a 0.2; módulo de distância de 30.9; diâmetro aparente (eixo maior) de 5 arcmin.; elipticidade igual a 0.5. Qual é a inclinação da galáxia? inclinação: i=arccos(b/a) elipticidade: ε = 1 b/a logo, i = arccos(1-ε) = arcos(0.5) = 60 38
39 Exemplo: Suponha que uma galáxia Sc tenha as seguintes características: magnitude aparente em r (6165 Å) igual a 14.2; extinção galáctica em r igual a 0.2; módulo de distância de 30.9; diâmetro aparente (eixo maior) de 5 arcmin.; elipticidade igual a 0.5. Qual é a inclinação da galáxia? i = 60 Qual é seu diâmetro? módulo de distância: m-m = 5log (d Mpc ) + 25 = 30.9 logo, sua distância é d Mcp = 15.1 Mpc seu diâmetro aparente é de 5 arcmin: θ = D/d = 5 arcmin; logo, o diâmetro da galáxia será D = θ d = 5xπ/(180 x 60) x15.1 Mpc 22 kpc 39
40 Exemplo: Suponha que uma galáxia Sc tenha as seguintes características: magnitude aparente em r (6165 Å) igual a 14.2; extinção galáctica em r igual a 0.2; módulo de distância de 30.9; diâmetro aparente (eixo maior) de 5 arcmin.; elipticidade igual a 0.5. Determine a magnitude aparente corrigida da galáxia r corr = r A G A i r=14.2; A G =0.2 para determinar a extinção interna, vamos adotar o método de de Vaucouleurs e supor que C(T)=1.5 na banda r A i = C(T) log(a/b) = 1.5 x log(2) = 0.45 logo, r corr = Qual é a magnitude absoluta da galáxia? m-m = 30.9, logo, M= = (na banda r) 40
41 Exemplo: Suponha que uma galáxia Sc tenha as seguintes características: magnitude aparente em r (6165 Å) igual a 14.2; extinção galáctica em r igual a 0.2; módulo de distância de 30.9; diâmetro aparente (eixo maior) de 5 arcmin.; elipticidade igual a 0.5. Qual é o brilho superficial médio da galáxia? μ = m log A m=13.5 A: área em arcsec 2 imagem elíptica de semi-eixos a e b: A = πab A = πab = πa 2 (1-ε) = arcsec 2 Logo, μ = mag arcsec -2 a = 2.5 arcmin 41
42 Magnitudes de galáxias distantes Para se determinar a luminosidade de galáxias distantes é necessário se levar em contas efeitos cosmológicos O principal é o desvio espectral: Redshift: a galáxia se afasta Blueshift: a galáxia se aproxima 42
43 Magnitudes de galáxias distantes O redshift mede diretamente a expansão do universo! 1+z = a 0 / a onde a é o fator de escala do universo no redshift z e a 0 é o fator de escala hoje Exemplo: em z=1 as escalas eram a metade do que são hoje Num universo em expansão, as escalas aumentam proporcionalmente ao fator de escala a, inclusive o comprimento de onda dos fótons: 1+z = λ obs / λ e Como a maioria das galáxias exibe redshift, esse termo virou quase que sinônimo de desvio espectral 43
44 Magnitudes de galáxias A correção k(z) distantes Devido ao desvio espectral, a luz de uma galáxia distante que é observada num comprimento de onda λ obs não foi emitida em λ obs mas num comprimento de onda menor, λ e A correção k permite obter a magnitude numa dada banda num referencial em repouso na galáxia Módulo de distância de uma galáxia distante: m-m = 5 log(d l,mpc ) k(z) + A G d l (z): distância de luminosidade 44
45 Magnitudes de galáxias distantes 45
46 Magnitudes de galáxias distantes A correção k(z) depende do tipo da galáxia Correções k(z) nas bandas V, J, K para galáxias elípticas (linha sólida), Sa (linha tracejada) e Sc (linha pontilhada). De Poggianti (1997). 46
47 Como o brilho superficial depende da distância? Na cosmologia, o valor da distância depende do tipo da medida. Distância de luminosidade d l : baseada na medida do fluxo : f=l/(4πd l2 ) Distância de diâmetro d d : baseada na medida do diâmetro aparente: θ=2r/d d Estas duas distâncias NÃO são iguais e se relacionam com o redshift z como: d l = d d (1+z) 2 47
48 Como o brilho superficial depende da distância? Na cosmologia as distâncias de luminosidade e diâmetro se relacionam com o redshift z como: d l = d d (1+z) 2 Nesse caso pode-se verificar que o brilho superficial, em termos do fluxo integrado, fica Σ α (1+z) -4 no caso de fluxo monocromático, Σ α (1+z) -3 (pois a frequência também depende de z) logo, μ α 7.5 log (1+z) O brilho superficial depende fortemente do redshift Brilho superficial: μ = μ obs log (1+z) + k(z) + A G 48
49 Exercícios (1) Mostre que m AB = m Vega + m AB (Vega). (2) A que magnitude aparente no sistema AB corresponde um fluxo de 1μJy? (3) Escreva o módulo de distância para d em Mpc. (4) Qual é o módulo de distância de uma galáxia a 10 Mpc? (5) Um erro de 0.5 mag no módulo de distância causa que erro na distância relativa de uma galáxia? (6) Mostre como a magnitude absoluta se relaciona com a luminosidade. (7) Examine como a densidade de luminosidade e o brilho superficial variam com o redshift z. (8) Calcule que fração da luminosidade do Sol que é emitida na banda B. (9) Que nível isofotal corresponde a 1% do brilho do céu em B? (10) Supondo que A λ é proporcional a λ -α, estime α. Use a dependência entre e de M51. (11) Discuta como se pode determinar a absorção interna de uma galáxia. 49
As galáxias emitem radiação ao longo do espectro desde altas freqüências (raios gama) até baixas freqüências (ondas de radio).
Luz integrada das Galáxias, magnitudes e cores 2.1 Radiação de corpo negro As galáxias emitem radiação ao longo do espectro desde altas freqüências (raios gama) até baixas freqüências (ondas de radio).
Universidade da Madeira Estudo do Meio Físico-Natural I Problemas propostos
Universidade da Madeira Estudo do Meio Físico-Natural I Problemas propostos J. L. G. Sobrinho 1,2 1 Centro de Ciências Exactas e da Engenharia, Universidade da Madeira 2 Grupo de Astronomia da Universidade
Aula 6 Propagação de erros
Aula 6 Propagação de erros Conteúdo da aula: Como estimar incertezas de uma medida indireta Como realizar propagação de erros? Exemplo: medimos A e B e suas incertezas. Com calcular a incerteza de C, se
9 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia
9 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia Prova da eliminatória regional 5 de Março de 2014 15:00 (Continente e Madeira) / 14:00 (Açores) Duração máxima 120 minutos Notas: Leia atentamente todas as questões.
Fotometria de objetos extensos
Fotometria de objetos extensos Gastão B. Lima Neto IAG/USP Aula expositiva: Fluxo, magnitude e Brilho superficial Projeção de uma distribuição 3D e relação com brilho superficial Perfis radiais de brilho
Aula 16: Teoria da Radiação
Aula 6: Teoria da Radiação Maria de Fátima Oliveira Saraiva, Kepler de Souza Oliveira Saraiva & Alexei Machado Müller Ilustração de uma onda eletromagnética com os campos elétrico E e magnético B perpendiculares
Aula 8. Atenuação. Capítulo 6 - Battan
Aula 8 Atenuação Capítulo 6 - Battan Atenuação Quando derivamos a equação do radar, nós assumimos que a distância entre o volume iluminado e o alvo estava preenchida por um meio não atenuante. Em outras
Reflexão e Refracção (7)ë
Arco -Íris Reflexão e Refracção (7)ë O índice de refracção do meio (por ex. água) depende ligeiramente do comprimento de onda da luz Resulta daí a separação das cores no arco-íris! 10 Arco -Íris (cont.)ë
Para cada partícula num pequeno intervalo de tempo t a percorre um arco s i dado por. s i = v i t
Capítulo 1 Cinemática dos corpos rígidos O movimento de rotação apresenta algumas peculiaridades que precisam ser entendidas. Tem equações horárias, que descrevem o movimento, semelhantes ao movimento
A unidade de freqüência é chamada hertz e simbolizada por Hz: 1 Hz = 1 / s.
Movimento Circular Uniforme Um movimento circular uniforme (MCU) pode ser associado, com boa aproximação, ao movimento de um planeta ao redor do Sol, num referencial fixo no Sol, ou ao movimento da Lua
O brilho aparente e a Luminosidade das estrelas. Roberto Ortiz EACH/USP
O brilho aparente e a Luminosidade das estrelas Roberto Ortiz EACH/USP Primeiras estimativas Hiparco (séc. II a.c.) catalogou cerca de 2000 estrelas, visualmente. Ele classificou as conforme seu brilho
ESTRELAS. Distâncias e Magnitudes
ESTRELAS Distâncias e Magnitudes Tendo estudado de que forma as estrelas emitem sua radiação, e em seguida descrito algumas das características de uma estrela que nos é bem conhecida - o Sol - vamos agora
Termômetros de Radiação. Prof. Valner Brusamarello
Termômetros de Radiação Prof. Valner Brusamarello Termômetros de Radiação Todos os corpos na natureza são formados por moléculas, formadas por átomos. Todas as partículas são em essência cargas elétricas.
Princípios de Sensoriamento Remoto. Disciplina: Sensoriamento Remoto Prof. MSc. Raoni W. D. Bosquilia
Princípios de Sensoriamento Remoto Disciplina: Sensoriamento Remoto Prof. MSc. Raoni W. D. Bosquilia Princípios de Sensoriamento Remoto Procedimentos destinados a obtenção de imagens mediante o registro
As propriedades físicas das estrelas: Distâncias Luminosidades Tamanhos Massas. Classificação de estrelas segundo sua:
As propriedades físicas das estrelas: Distâncias Luminosidades Tamanhos Massas Classificação de estrelas segundo sua: Cor Temperatura Características espectrais ESTIMATIVAS DE DISTÂNCIA Método simples
PROBLEMAS DE TERMOLOGIA
PROBLEMAS DE TERMOLOGIA 1 - Numa estação meteorológica, foi registrada uma temperatura máxima de 25ºC. Qual é a indicação da máxima na escala Fahrenheit? 2 - Numa escala termométrica X, marca-se -10ºX
Seja a função: y = x 2 2x 3. O vértice V e o conjunto imagem da função são dados, respectivamente, por: d) V = (1, 4), Im = {y y 4}.
MATEMÁTICA b Seja a função: y = x 2 2x. O vértice V e o conjunto imagem da função são dados, respectivamente, por: a) V = (, 4), Im = {y y 4}. b) V = (, 4), Im = {y y 4}. c) V = (, 4), Im = {y y 4}. d)
Matemática Fascículo 07 Manoel Benedito Rodrigues
Matemática Fascículo 07 Manoel Benedito Rodrigues Índice Geometria Resumo Teórico...1 Exercícios...4 Dicas...5 Resoluções...7 Geometria Resumo Teórico 1. O volume de um prisma eodeumcilindro (retos ou
CINEMÁTICA DO PONTO MATERIAL
1.0 Conceitos CINEMÁTICA DO PONTO MATERIAL Cinemática é a parte da Mecânica que descreve os movimentos. Ponto material é um corpo móvel cujas dimensões não interferem no estudo em questão. Trajetória é
Astrofísica Geral. Tema 05: Noções de Óptica
ma 05: Noções de Óptica Outline 1 Reflexão e Refração 2 Espalhamento 3 Polarização 4 Espelhos 5 Lentes 6 Interferência e Difração 7 Bibliografia 2 / 38 Outline 1 Reflexão e Refração 2 Espalhamento 3 Polarização
Erros e Incertezas. Rafael Alves Batista Instituto de Física Gleb Wataghin Universidade Estadual de Campinas (Dated: 10 de Julho de 2011.
Rafael Alves Batista Instituto de Física Gleb Wataghin Universidade Estadual de Campinas (Dated: 10 de Julho de 2011.) I. INTRODUÇÃO Quando se faz um experimento, deseja-se comparar o resultado obtido
6.2. Volumes. Nesta seção aprenderemos a usar a integração para encontrar o volume de um sólido. APLICAÇÕES DE INTEGRAÇÃO
APLICAÇÕES DE INTEGRAÇÃO 6.2 Volumes Nesta seção aprenderemos a usar a integração para encontrar o volume de um sólido. SÓLIDOS IRREGULARES Começamos interceptando S com um plano e obtemos uma região plana
f (x) = a n x n + a n - 1 x n - 1 +... + a 0 = 0 (a n > 0)
Lista de Exercícios Resolução de Equações Não Lineares 1) Para a delimitação das raízes reais de uma equação polinomial, além do teorema de Lagrange, existem vários outros como, por exemplo, o apresentado
FIGURAS DE LISSAJOUS
FIGURAS DE LISSAJOUS OBJETIVOS: a) medir a diferença de fase entre dois sinais alternados e senoidais b) observar experimentalmente, as figuras de Lissajous c) comparar a frequência entre dois sinais alternados
7) (F.C.CHAGAS) Determine a área da região hachurada nos casos:
EXERCÍCIOS - PARTE 1 1) (PUC) Se a área do retângulo é de 32 cm 2 e os triângulos formados são isósceles, então o perímetro do pentágono hachurado, em cm, é: 39 a) b) 10+7 2 c) 10 + 12 2 d) 32 e) 70 2
QUANTIZAÇÃO DA ELETRICIDADE, DA LUZ E DA ENERGIA
QUANTIZAÇÃO DA ELETRICIDADE, DA LUZ E DA ENERGIA 1 A DESCOBERTA DO ELÉTRON P ~ 10-3 atm gás ionizado - PLASMA P ~ 10-6 atm RAIOS INVISÍVEIS RAIOS CATÓDICOS Experiência J.J. Thomson - RELAÇÃO (e/m) 2 QUANTIZAÇÃO
LISTA DE EXERCÍCIOS Trabalho, Calor e Primeira Lei da Termodinâmica para Sistemas
- 1 - LISTA DE EXERCÍCIOS Trabalho, Calor e Primeira Lei da Termodinâmica para Sistemas 1. Um aquecedor de ambientes a vapor, localizado em um quarto, é alimentado com vapor saturado de água a 115 kpa.
Tópicos de Física Moderna Engenharia Informática
EXAME - ÉPOCA NORMAL 7 de Junho de 007 1. Indique, de entre as afirmações seguintes, as que são verdadeiras e as que são falsas. a) A grandeza T na expressão cinética mv T = é o período de oscilações.
FÍSICA (Eletromagnetismo) CAMPOS ELÉTRICOS
FÍSICA (Eletromagnetismo) CAMPOS ELÉTRICOS 1 O CONCEITO DE CAMPO Suponhamos que se fixe, num determinado ponto, uma partícula com carga positiva, q1, e a seguir coloquemos em suas proximidades uma segunda
Universidade Federal do Pampa UNIPAMPA. Ondas Sonoras. Prof. Luis Gomez
Universidade Federal do Pampa UNIPAMPA Ondas Sonoras Prof. Luis Gomez SUMÁRIO Introdução Ondas sonoras. Características de som Velocidade do som Ondas sonoras em propagação Interferência Potencia, intensidade
Resistência dos Materiais
Aula 4 Deformações e Propriedades Mecânicas dos Materiais Tópicos Abordados Nesta Aula Estudo de Deformações, Normal e por Cisalhamento. Propriedades Mecânicas dos Materiais. Coeficiente de Poisson. Deformação
1 Propagação em sistemas rádio móveis
1 Propagação em sistemas rádio móveis Para se chegar a expressões de atenuação de propagação que melhor descrevam as situações reais encontradas, vai-se acrescentando complexidade ao problema inicial (espaço
NOTAS DE AULAS DE FÍSICA MODERNA
NOTAS DE AULAS DE FÍSICA MODERNA Prof. Carlos R. A. Lima CAPÍTULO 4 MODELOS ATÔMICOS E VELHA TEORIA QUÂNTICA Edição de janeiro de 2009 CAPÍTULO 4 MODELOS ATÔMICOS E VELHA TEORIA QUÂNTICA ÍNDICE 4.1- Primórdios
A Astronomia da Antiguidade aos Tempos Modernos
A Astronomia da Antiguidade aos Tempos Modernos Introdução à Astronomia Fundamental A renascença chegou na astronomia através dos estudos de Nicolau Copérnico, que propôs um modelo heliocêntrico do Universo
O cilindro deitado. Eduardo Colli
O cilindro deitado Eduardo Colli São poucas as chamadas funções elementares : potências e raízes, exponenciais, logaritmos, funções trigonométricas e suas inversas, funções trigonométricas hiperbólicas
Ângulo limite e reflexão total
Ângulo limite e reflexão total 01. (UFRJ) A figura mostra uma estrela localizada no ponto O, emitindo um raio de luz que se propaga até a Terra. Ao atingir a atmosfera, o raio desvia-se da trajetória retilínea
Exercícios: Espelhos planos. 1-(PUC-CAMPINAS-SP) Um pincel de raios paralelos quando refletido por um espelho plano: a) conserva-se paralelo
Exercícios: Espelhos planos. 1-(PUC-CAMPINAS-SP) Um pincel de raios paralelos quando refletido por um espelho plano: a) conserva-se paralelo d) converge b) diverge e) nenhuma das anteriores c) é difundido
Departamento de Astronomia - Instituto de Física - UFRGS
Departamento de Astronomia - Instituto de Física - UFRGS FIS02010 - FUNDAMENOS DE ASRONOMIA E ASROFÍSICA 1a. PROVA 2012/1 - URMA C - Profa. Maria de Fátima Saraiva NOME: Atenção: odas as questões que exigem
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ BIBLIOTECA DE OBJETOS MATEMÁTICOS COORDENADOR: Dr. MARCIO LIMA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ BIBLIOTECA DE OBJETOS MATEMÁTICOS COORDENADOR: Dr. MARCIO LIMA TEXTO: CÍRCULO TRIGONOMÉTRICO AUTORES: Mayara Brito (estagiária da BOM) André Brito (estagiário da BOM) ORIENTADOR:
v = velocidade média, m/s; a = aceleração média do corpo, m/s 2 ;
1. Cinemática Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias - Laboratório de Engenharia Agrícola EAG 0304 Mecânica Aplicada Prof. Ricardo Ferreira
Teorema do Limite Central e Intervalo de Confiança
Probabilidade e Estatística Teorema do Limite Central e Intervalo de Confiança Teorema do Limite Central Teorema do Limite Central Um variável aleatória pode ter uma distribuição qualquer (normal, uniforme,...),
TRIGONOMETRIA CICLO TRIGONOMÉTRICO
TRIGONOMETRIA CICLO TRIGONOMÉTRICO Arcos de circunferência A e B dividem a circunferência em duas partes. Cada uma dessas partes é um arco de circunferência (ou apenas arco). A e B são denominados extremidades
As propriedades físicas das estrelas: Distância Luminosidade Tamanho Massa. Estrelas são classificadas segundo sua:
As propriedades físicas das estrelas: Distância Luminosidade Tamanho Massa Estrelas são classificadas segundo sua: Cor Temperatura superficial Características espectrais Distâncias dentro do sistema solar
Ondas Eletromagnéticas. Cap. 33
Ondas Eletromagnéticas. Cap. 33 33.1 Introdução As ondas eletromagnéticas estão presentes no nosso dia a dia. Por meio destas ondas, informações do mundo são recebidas (tv, Internet, telefonia, rádio,
Departamento de Astronomia - Instituto de Física Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Departamento de Astronomia - Instituto de Física Universidade Federal do Rio Grande do Sul FIS2001 - FUNDAMENTOS DE ASTRONOMIA E ASTROFÍSICA 3.a PROVA 2011/2 NOME: TURMA:C I. ( 0,2 pontos cada) Nas questões
COMUNICAÇÃO DE INFORMAÇÃO A CURTAS DISTÂNCIAS
LOGO FQA COMUNICAÇÃO DE INFORMAÇÃO A CURTAS DISTÂNCIAS Propagação de um sinal Energia e velocidade de propagação (modelo ondulatório) Transmissão de sinais Sinal - é qualquer espécie de perturbação que
ENTENDA OS PRINCÍPIOS DA ALTIMETRIA
ENTENDA OS PRINCÍPIOS DA ALTIMETRIA Altura, Altitude, Nível de Voo. Para muitos de nós, isto pode parecer muito semelhante, talvez até a mesma coisa. Mas em aeronáutica, cada uma destas palavras tem um
maior é de 12π cm, pode-se afirmar que o valor da área da parte hachurada é, em cm 2 : a) 6 π b) 8 π c) 9 π d) 18 π e) 36 π Exercícios
Geometria Plana II Exercícios 1. A figura abaixo é plana e composta por dois trapézios isósceles e um losango. O comprimento da base maior do trapézio ABCD é igual ao da base menor do trapézio EFGH, que
MEIO INTERESTELAR. O espaço interestelar é o local onde estrelas nascem e onde elas retornam quando morrem.
MEIO INTERESTELAR O espaço interestelar é o local onde estrelas nascem e onde elas retornam quando morrem. Rica em gás e poeira e distribuída de modo tênue através das regiões escuras entre as estrelas,
Física 2 - Termodinâmica
Física 2 - Termodinâmica Calor e Temperatura Criostatos de He 3-272.85 C Termodinâmica Energia Térmica Temperatura, Calor, Entropia... Máquinas Térmicas : Refrigeradores, ar-condicionados,... Física Térmica
Sejam VÛ, V½, VÝ os volumes dos sólidos gerados pela rotação do triângulo em torno dos lados A, B e C, respectivamente.
1. (Ufpe 96) O trapézio 0ABC da figura a seguir gira completamente em torno do eixo 0x. Calcule o inteiro mais próximo do volume do sólido obtido. 2. (Fuvest 91) Considere um triângulo retângulo com hipotenusa
1ª LISTA DE EXERCÍCIOS SOBRE ÓPTICA Professor Alexandre Miranda Ferreira
1ª LISTA DE EXERCÍCIOS SOBRE ÓPTICA Professor Alexandre Miranda Ferreira www.proamfer.com.br [email protected] 1 A distância média entre a Terra e o Sol é de 150.000.000 km. Quanto tempo a luz demora para
Resistência dos Materiais
Aula 3 Tensão Admissível, Fator de Segurança e rojeto de Acoplamentos Simples Tópicos Abordados Nesta Aula Tensão Admissível. Fator de Segurança. rojeto de Acoplamentos Simples. Tensão Admissível O engenheiro
As constantes a e b, que aparecem nas duas questões anteriores, estão ligadas à constante ρ, pelas equações: A) a = ρs e b = ρl.
9.3. Representando a constante de proporcionalidade por ρ, podemos reunir as equações R = a L e R = b S 1 (vistas nas duas questões anteriores) da seguinte maneira: L R = ρ (segunda lei de Ohm). S As constantes
A atmofera em movimento: força e vento. Capítulo 9 - Ahrens
A atmofera em movimento: força e vento Capítulo 9 - Ahrens Pressão Lembre-se que A pressão é força por unidade de área Pressão do ar é determinada pelo peso do ar das camadas superiores Uma variação da
30 s Volume 5 Física
0 s Volume 5 Física www.cursomentor.com 26 de novembro de 2014 Q1. São dadas as massas da Terra, da Lua e do Sol: M T = 5, 97 10 27 g, M L = 7, 40 10 25 g e M S = 1, 97 10 g, respectivamente. Exprima estas
Das cosmovisões antigas à cosmologia moderna.
Das cosmovisões antigas à cosmologia moderna. Nós já vimos algumas imagens astronômicas, já conhecemos um pouco do céu, da luz, dos telescópios, E se você fosse desafiado a fazer um desenho do universo,
Tópicos Especiais em Física. Vídeo-aula 5: astrofísica estelar 09/07/2011
Tópicos Especiais em Física Vídeo-aula 5: astrofísica estelar 09/07/2011 Propriedades fundamentais das estrelas Formação estelar Evolução estelar Estágios finais das estrelas Estrelas: o que são? Enormes
Escola Básica e Secundária da Calheta Físico-Química 7.º Ano de escolaridade Turmas A e B
Escola Básica e Secundária da Calheta Físico-Química 7.º Ano de escolaridade Turmas A e B Ano letivo 205/206 FICHA DE TRABALHO DISTÂNCIAS NO UNIVERSO PROPOSTA DE RESOLUÇÃO PONDO EM PRÁTICA OS MEUS CONHECIMENTOS.
FSC1057: Introdução à Astrofísica. A Via Láctea. Rogemar A. Riffel
FSC1057: Introdução à Astrofísica A Via Láctea Rogemar A. Riffel Breve histórico Via Láctea: Caminho esbranquiçado como Leite; Galileo (Sec. XVII): multitude de estrelas; Herschel (XVIII): Sistema achatado
2.1 - Triângulo Equilátero: é todo triângulo que apresenta os três lados com a mesma medida. Nesse caso dizemos que os três lados são congruentes.
Matemática Básica 09 Trigonometria 1. Introdução A palavra Trigonometria tem por significado do grego trigonon- triângulo e metron medida, associada diretamente ao estudo dos ângulos e lados dos triângulos,
MÓDULO 2 ÓPTICA E ONDAS Ronaldo Filho e Rhafael Roger
ELEMENTOS DOS ESPELHOS Os elementos geométricos que caracterizam um espelho esférico são: CAPÍTULO 03 ESPELHOS ESFÉRICOS Seccionando-se uma esfera por um plano, ela ficará dividida em duas partes ou Calotas
Óptica Geométrica 9º EF
Óptica Geométrica 9º EF Fonte de luz Estrelas Lâmpada acesa Lua Lâmpada apagada Fonte Primária Fonte Secundária Classificação de fontes de luz Quanto a emissão a) Fonte Primária (luminoso): produz a luz
Problemas de Mecânica e Ondas 8
Problemas de Mecânica e Ondas 8 P 8.1. ( Introdução à Física, J. Dias de Deus et. al. ) a) A figura representa uma onda aproximadamente sinusoidal no mar e uma boia para prender um barco, que efectua 10
COMPORTAMENTO TÉRMICO DOS GASES
COMPORTAMENTO TÉRMICO DOS GASES 1 T.1 (CESCEM/66) Em uma transformação isobárica, o diagrama de pressão volume de um gás perfeito: a) é uma reta paralela ao eixo das pressões; b) é uma hipérbole equilátera;
Novo Espaço Matemática A 11.º ano Proposta de Teste Intermédio [Novembro 2015]
Proposta de Teste Intermédio [Novembro 05] Nome: Ano / Turma: N.º: Data: - - Não é permitido o uso de corretor. Deves riscar aquilo que pretendes que não seja classificado. Para cada resposta, identifica
SOM PRODUÇÃO E PROPAGAÇÃO DE UM SINAL SONORO
SOM Os sons são ondas mecânicas, vulgarmente utilizadas na comunicação. Podem ser produzidas de diversas maneiras, como, por exemplo, a fala, que resulta da vibração das cordas vocais, ou a música produzida
NDMAT Núcleo de Desenvolvimentos Matemáticos
01) (UFPE) Uma ponte deve ser construída sobre um rio, unindo os pontos e B, como ilustrado na figura abaixo. Para calcular o comprimento B, escolhe-se um ponto C, na mesma margem em que B está, e medem-se
Tipos de galáxias Classificações das elípticas Características gerais Determinação da massa Perfil de brilho Formação e Evolução
Galáxias Elípticas Tipos de galáxias Classificações das elípticas Características gerais Determinação da massa Perfil de brilho Formação e Evolução Marlon R. Diniz Classificação de Hubble Sa Sb Sc E0 E2
Professor Alexandre Assis. 1. O hexágono regular ABCDEF é base da pirâmide VABCDEF, conforme a figura.
1. O hexágono regular ABCDEF é base da pirâmide VABCDEF, conforme a figura. A aresta VA é perpendicular ao plano da base e tem a mesma medida do segmento AD. O seguimento AB mede 6 cm. Determine o volume
EXERCÍCIOS PARA ESTUDOS DILATAÇÃO TÉRMICA
1. (Unesp 89) O coeficiente de dilatação linear médio de um certo material é = 5,0.10 ( C) e a sua massa específica a 0 C é ³. Calcule de quantos por cento varia (cresce ou decresce) a massa específica
O Universo: do Big-Bang à Misteriosa Energia Escura
O Universo: do Big-Bang à Misteriosa Energia Escura Oswaldo Duarte Miranda http://www.das.inpe.br Instituto Tecnológico de Aeronáutica 08 de fevereiro de 2010 Oswaldo D. Miranda O Universo A Divisão de
ROLAMENTO, TORQUE E MOMENTUM ANGULAR Física Geral I (1108030) - Capítulo 08
ROLAMENTO, TORQUE E MOMENTUM ANGULAR Física Geral I (1108030) - Capítulo 08 I. Paulino* *UAF/CCT/UFCG - Brasil 2012.2 1 / 21 Sumário Rolamento Rolamento como rotação e translação combinados e como uma
Conceito de elasticidade. Sumário, aula 9. Conceito de elasticidade. Conceito de elasticidade. Conceito de elasticidade. Conceito de elasticidade
Sumário, aula 9 Elasticidade Elasticidade arco Função iso-elástica Elasticidade preço da procura Elasticidade preço da oferta Vamos imaginar dois materiais diferentes e de dimensão diferentes aos quais
REVISITANDO A GEOMETRIA PLANA
REVISITANDO A GEOMETRIA PLANA Polígonos são figuras planas fechadas com lados retos. Todo polígono possui os seguintes elementos: ângulos, vértices, diagonais e lados. De acordo com o número de lados a
FÍSICA - 1 o ANO MÓDULO 27 TRABALHO, POTÊNCIA E ENERGIA REVISÃO
FÍSICA - 1 o ANO MÓDULO 27 TRABALHO, POTÊNCIA E ENERGIA REVISÃO Fixação 1) O bloco da figura, de peso P = 50N, é arrastado ao longo do plano horizontal pela força F de intensidade F = 100N. A força de
Lista de Exercícios Campo Elétrico
Considere k o = 9,0. 10 9 N. m 2 /C 2 Lista de Exercícios Campo Elétrico 1. Uma partícula de carga q = 2,5. 10-8 C e massa m = 5,0. 10-4 kg, colocada num determinado ponto P de uma região onde existe um
20 TANGÊNCIA E CONCORDÂNCIA 20.1 PROPRIEDADES DE TANGÊNCIA
144 20 TNGÊNI E ONORDÂNI 20.1 PROPRIEDDES DE TNGÊNI Definições: 1) tangente a uma curva é uma reta que tem um só ponto em comum com esta curva. 2) Duas curvas são tangentes num ponto dado T, quando as
Atividade experimental - Tema: Luz
1 Problema: As plantas precisam de luz? 1. Nesta experiência desafiamos-te a observar uma planta aquática a produzir bolhinhas de oxigénio graças à luz que nelas incide. Observa a instalação e regista
Exercícios sobre Força de Coulomb
Exercícios sobre Força de Coulomb 1-Duas cargas elétricas iguais de 10 6 C se repelem no vácuo com uma força de 0,1 N. Sabendo que a constante elétrica do vácuo é de 9 10 9 N m /C, qual a distância entre
Apostila 1 Física. Capítulo 3. A Natureza das Ondas. Página 302. Gnomo
Apostila 1 Física Capítulo 3 Página 302 A Natureza das Ondas Classificação quanto a natureza Ondas Mecânicas São ondas relacionadas à oscilação das partículas do meio. Portanto, exige a presença de meio
Técnico de Nível Médio Subsequente em Geologia. Aula 2. Trigonometria no Triângulo Retângulo Professor Luciano Nóbrega
Técnico de Nível Médio Subsequente em Geologia 1 ula 2 Trigonometria no Triângulo Retângulo Professor Luciano Nóbrega 2 ELEMENTOS DE UM TRIÂNGULO RETÂNGULO a b ß c Lembre-se: soma das medidas dos ângulos
Aula 15: Fotometria. Introdução
Aula 15: Fotometria Maria de Fátima Oliveira Saraiva, Kepler de Souza Oliveira Filho & Alexei Machado Müller, As diferentes faixas do espectro eletromagnético, em frequência e em comprimento de onda. A
Capítulo 6. Geometria Plana
Capítulo 6 Geometria Plana 9. (UEM - 2013 - Dezembro) Com base nos conhecimentos de geometria plana,assinale o que for correto. 01) O maior ângulo interno de um triângulo qualquer nunca possui medida inferior
Aula 1 Óptica geométrica, propagação retilínea e refração da luz
Aula 1 Óptica geométrica, propagação retilínea e refração da luz 1 Último bimestre Definição de corrente elétrica: Leis de Ohm e potência elétrica: i Carga totalque passa por A Intervalo de tempo V R.
CARTOGRAFIA LINHA DE APOIO
COMEÇO DE CONVERSA PROF. Wagner Atallah CARTOGRAFIA LINHA DE APOIO Chegar a um lugar desconhecido utilizando um mapa requer uma série de conhecimentos que só são adquiridos num processo de alfabetização
A VIA-LÁCTEA PARTE I. a nossa Galáxia
A VIA-LÁCTEA PARTE I a nossa Galáxia Definição: Uma galáxia é um conjunto de matéria estelar e interestelar - estrelas, gás, poeira, estrelas de nêutrons, buracos negros isolado no espaço e mantido junto
RESPOSTA: C. a) só a I. b) só a II. c) só a III. d) mais de uma. e) N.d.a. RESPOSTA: C
1. (ITA - 1969) Usando L para comprimento, T para tempo e M para massa, as dimensões de energia e quantidade de movimento linear correspondem a: Energia Quantidade de Movimento a) M L T -1... M 2 L T -2
DEPARTAMENTO DE ENERGIA LABORATÓRIO DE MECÂNICA DOS FLUIDOS MEDIDAS DE PRESSÃO
Nome: unesp DEPRTMENTO DE ENERGI Turma: LBORTÓRIO DE MECÂNIC DOS FLUIDOS MEDIDS DE PRESSÃO - OBJETIVO Consolidar o conceito de pressão conhecendo os diversos instrumentos de medida. - INTRODUÇÃO TEÓRIC..
