Regulação do Sistema Financeiro
|
|
|
- Helena Caetano Sanches
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Regulação do Sistema Financeiro Item 13 do Programa Bibliografia básica: Peter Howells & Bain (2001, cap.24) Joseph Stiglitz e Bruce Greenwald (2004, cap.9)
2 Por que regular? 1. Questões Políticas ou de Poder; 2. Questões Técnicas : a) Contágio a.1. Via comportamento de manada dos depositantes; a.2. Via inadimplência e ou ciclo de endividamento no interbancário; b) Proteção ao consumidor: b.1. Quebras financeiras afetam as aplicações de investidores grandes e pequenos; b.2. Os clientes possuem menos informações do que os agentes financeiros.
3 Por que é difícil regular o sistema financeiro? Alguns gostam de dizer que os problemas listados acima são falhas de mercado, e toda vez que o mercado falha o poder público deve intervir para regular o sistema; A informação assimétrica para ser a falha de mercado mais presente no sistema financeiro. Dela emergem a seleção adversa o risco moral;
4 Por que o sistema financeiro não deve ser regulado? A regulação mais causa do que soluciona problemas; A regulação cria risco moral; Captura pelo regulado: 2.a. maior interesse do regulado do que do consumidor; 2.b. relacionamento próximo do regulador com o regulado;
5 Por que o sistema financeiro não deve ser regulado? 3. Aumenta os custos de cumprimento das regras; 4. Cria barreiras à entrada que levam o mercado à oligopólio ou monopólio; 5. Com 3 e 4 conclui-se que a regulação tende a reduzir o nível de competição no mercado regulado e, consequentemente, reduz a eficiência alocativa;
6 Quem deve regular o sistema financeiro? A) Autoregulação, isto é, a regulação procedida pelos próprios agentes privados que constituem o mercado; a.1. Os agentes que operam no mercado têm interesse em manter sua reputação e o bom funcionamento do sistema; a.2. Os profissionais do mercado entendem melhor o funcionamento do negócio e interviriam menos; Resultado: consegue-se a mesma estabilidade com menor custo do que a regulação pública conseguiria
7 Será?????????????????? 1. Sempre será necessário algum tipo de regulação pública para fazer com que os membros aceitem as regras auto-impostas; 2. Pessoas fora do mercado não disponibilizarão de recursos para obterem as informações necessárias para suas decisões; 3. Os riscos que os não-profissionais incorrerão deverá ser maior do que os próprios membros do mercado; 4. Menos negócios e mais arriscados serão realizados; 5. Quem regula são os agentes já no mercado de forma que há incentivo para eles criarem barreiras à entrada;
8 A Regulação Internacional: As Regras do Comitê de Basiléia 1. A crise da dívida em países subdesenvolvidos representou grande ameaça para o sistema bancário internacional; 2. Bancos com exagerada exposição ao risco de não recebimento desses países; 3. Limites para o crescimento da indústria bancária dos países desenvolvidos; 4. Necessidade de padronização da regulação em nível internacional; 5. Responsabilização dos países hospedeiros.
9 Acordo de Basiléia: Adequação de Capital 1. Necessidade de se criar um critério que ao mesmo tempo desse maior segurança e facilitasse o crescimento da indústria bancária; 2. Adequação de capital: adota-se uma razão risco-ativo como meio de determinar a proporção de capital próprio mínimo a ser exigido do banco; 3. O capital mínimo deveria ser de 8% e o capital do Tipo II, o mais arriscado, não poderia chegar a mais de 50%; 4. Vantagens anunciadas com a medida: a) Amortecedor: o custo de salvamento dos governos a instituições falidas é menor; b) Incentivo: mais capital próprio inibiria aos bancos em correrem riscos excessivos
10 O Processo Evolutivo do Acordo de Basiléia 1. Os critérios de Basiléia 1988 sofreram vários reveses e mudanças; 2. As inovações financeiras que se observaram na década de 90 no mercado de derivativos levaram a várias crises bancárias (Inglaterra, México, Ásia, etc) e às principais revisões do Acordo de 1988; 3. As principais mudanças (ainda sendo) propostas: a) consideração dos riscos de mercado de forma mais ampla; b) supervisão por autoridade externa ao mercado; e c) responsabilização do operador; d) disciplina de mercado.
11 Críticas aos Critério da Adequação de Capital 1. A adequação de capital é um critério que se baseia quase exclusivamente nos incentivos de mercado; 2. Isto é, a adequação de capital elevaria o custo privado ao nível dos custos sociais de forma a desestimular a tomada excessiva de riscos; Mas, se existem assimetria de informação e externalidades, como saber precisamente o risco de cada empréstimo individual e, portanto, estabelecer o imposto a ser cobrado?
12 Críticas ao modelo de adequação de capital 1. Quanto capital deve ser exigido? 1.a) A quantidade de capital em risco que deve ser salva pelo governo em caso de crise depende da probabilidade do retorno total do portfólio que o regulador não tem acesso direto; 1.b) O critério de adequação de capital em geral aplica-se apenas ao crédito e se disconsidera o risco de mercado; 1.c) mesmo quando o risco de mercado é considerado, é praticamente impossível avaliar o risco real ao qual o banco está exposto; os períodos em que os bancos têm maior probabilidade de enfrentar problemas sérios são aqueles em que há um choque macroeconômico, que afeta simultaneamente não só o valor de um dos ativos de um banco, mas de todos os bancos (Stiglitz, p.300)
13 Críticas Riscos de padrões de adequação de capital imperfeitos 2.a) A adequação de capital implica em incentivos perversos que fazem aumentar os riscos ou reduzí-los em proporção inferior ao desejado; 2.b) Há incentivos para se vender ativos que se valorizaram mais e reter aqueles que se desvalorizaram mais (o risco medido diminui pois o banco pode incorporar mais capital com a receita da venda dos ativos valorizados. Mas o risco real é maior, pois o banco mantém ativos que desvalorizaram muito recentemente); 2.c) Os bancos tenderão a comprar ativos de maior volatilidade (variabilidade) pelas razões dadas em 2.b. 2.d) Para fugir às regras de adequação de capital os bancos tem incentivos de investir em ativos de difícil avaliação pelos reguladores
14 Críticas Problemas da transição para um sistema liberalizado/desregulado 3.a) Antes da desregulamentação, os bancos tem incentivo para assumirem riscos maiores; 3.b) A desregulamentação diminui a capacidade dos reguladores de monitorar os bancos (perda de legitimidade e de funcionários competentes);
15 Críticas Metodologias de avaliação de risco 4.a) Um único critério de mensuração do risco para países distintos é inadequado; 4.b) Os bancos usam seus próprios critérios de mensuração do risco
16 Abordagem Alternativa: Regulação pelo Portfólio Três características da proposta: a) Modelo de comportamento do sistema bancário; b) O governo conhece apenas imperfeitamente o comportamento dos bancos; c) Por isso, tem de haver várias ações que se reforcem nos incentivos e nas restrições ao comportamento dos bancos
17 Regulação Prudencial do Portfólio 1. Limitação aos créditos imobiliários; 2. Limitações aos empréstimos internos ao grupo que controla o banco; 3. Limitações ao endividamento em moeda estrangeira e em prazos não condizentes com o perfil temporal dos ativos; 4. Limitações no ritmo de crescimento dos bancos e do sistema bancário; 5. Limitações sobre as taxas de juros pagas e cobradas dos bancos;
ITG 1000 PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
ITG 1000 PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS Brasília, Dezembro/ 2013 Unidade de Políticas Públicas NOTA TÉCNICA ITG 1000 PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS Baseado nas Normas Internacionais de Contabilidade IFRS,
LFG MAPS. Conceitos fundamentais 6 questões
ECONOMIA Nível de importância Tema QTDE de Questões Porcentagem % 1 Conceitos fundamentais 6 27% 2 Estrutura de mercado 5 23% 3 Determinação das curvas de procura 3 14% 4 Política fiscal e monetária 2
Risco de Liquidez e Gerenciamento de Capital
Risco de Liquidez e Gerenciamento de Capital Gerenciamento de Capital Política de Gerenciamento do Risco de Capital Plano de Capital: 2012-2015 Monitoramento mensal do nível de crise de capital As projeções
Abc BANCO STANDARD DE INVESTIMENTOS S.A. ( BSI ) ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO OPERACIONAL
Abc BANCO STANDARD DE INVESTIMENTOS S.A. ( ) ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO OPERACIONAL ÚLTIMA REVISÃO Abril 2013 APROVAÇÃO Conselho de Administração Gestão de Risco Operacional Pág. 1 de 8 ÍNDICE
MANUAL DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE LIQUIDEZ
MANUAL DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE LIQUIDEZ 2 Introdução Este manual tem como objetivo apresentar o tratamento de risco de liquidez utilizado pela Azimut Brasil Wealth Management Ltda. ( AZBWM ), tendo
Economia e Negócios Internacionais MACROECONOMIA
Economia e Negócios Internacionais MACROECONOMIA Microeconomia x Macroeconomia Objetivos Teoria Microeconômica: Preserva em sua análise as características individuais de cada bem e cada fator de produção.
A Política Monetária no Modelo de Keynes
A Política Monetária no Modelo de Keynes Professor Fabiano Abranches Silva Dalto Departamento de Economia da UFPR Disciplina Economia Monetária e Financeira Bibliografia Utilizada: CARVALHO, F. J. C. et.
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS MAIO / 2016 SUMÁRIO POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS... 3 1.1. Objetivo... 3 1.2. Princípios Gerais... 3 1.3. Metodologia... 3 1.4. Diretor e Organograma da Área de Risco... 6
LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O SANTANDER FIC SELEÇÃO TOP AÇÕES 02.436.763/0001-05 Informações referentes a Junho de 2016
LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O SANTANDER FIC SELEÇÃO TOP AÇÕES 02.436.763/0001-05 Informações referentes a Junho de 2016 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o SANTANDER
RISCO DE CRÉDITO PESSOA FÍSICA
8 DICAS PARA REDUZIR O RISCO DE CRÉDITO PESSOA FÍSICA M2M Escola de Negócios SELECIONAR CLIENTES QUE EFETIVAMENTE APRESENTEM CAPACIDADE DE PAGAMENTO PONTUAL DE SUAS DÍVIDAS É FUNDAMENTAL PARA A REDUÇÃO
Microfiltro: Definições dos parâmetros aplicados
Microfiltro: Definições dos parâmetros aplicados Tabela de Microfiltro PROJETO Produto ou serviço Demanda solvente de pessoal qualificado de tecnologia/ equipamento de matériaprima TOTAL Concorrentes (
Como investir COM POUCO DINHEIRO COMEÇANDO DO ABSOLUTO ZERO. As 7 Etapas Fundamentais
Como investir COM POUCO DINHEIRO COMEÇANDO DO ABSOLUTO ZERO As 7 Etapas Fundamentais W W W. G U I A I N V E S T. C O M. B R Aviso Importante O autor não tem nenhum vínculo com as pessoas, instituições
A Análise SWOT (FOFA)
A Análise SWOT (FOFA) Diagnóstico estratégico que permite estabelecer relação entre os pontos fortes e fracos, oportunidades e ameaças no ambiente organizacional SWOT e FOFA Strenght Weakness Forças Oportunidades
Considerações sobre a Lei da Partilha. Adriano Pires Junho de 2015
Considerações sobre a Lei da Partilha Adriano Pires Junho de 2015 Mudanças propostas Extinguir a obrigatoriedade da Petrobras de ter um mínimo de 30% dos campos do pré-sal que vierem a ser leiloados no
[CONTAS.CNT] Contabilidade Pública MÓDULO I. Renato Santos Chaves. Teresina, 13 de junho de 2011. 16 de fevereiro de 2012
Contabilidade Pública Renato Santos Chaves MÓDULO I [CONTAS.CNT] Na aula 1 deste módulo, além da introdução ao curso, serão abordados aspectos históricos que culminaram na implementação da denominada Nova
Disciplina: Análise de Investimentos. AULA 6 Assunto: Método Analítico de Análise de Investimentos
Disciplina: Análise de Investimentos AULA 6 Assunto: Método Analítico de Análise de Investimentos Facilitadora: Prof Ms Keilla Lopes Graduada em Administração pela UEFS Especialista em Gestão Empresarial
Categorização, Priorização e Balanceamento de Portfólio
, e de Gustavo Teixeira Silva 1 Palestrante Gustavo Teixeira é especialista em gerenciamento de projetos, certificado pelo PMI em 21 como Project Management Professional (PMP), Scrum Master e ITIL. Foi
Política Anual de Investimentos
Política Anual de Investimentos 2009 1. Introdução... 3 2. Objetivos... 4 3. Modelo de Gestão:... 5 3.1. Acompanhamento da Gestão de Ente Credenciado:... 5 4. Estratégia de Alocação de Recursos:... 6 4.1.
Mercado Monetário Interbancário
Publicação Nº 1-28 Julho 2010 Mercado Monetário Interbancário PONTOS DE INTERESSE: Conceito Indexantes Títulos do Mercado Monetário Conceitos Importantes Os mercados monetários são aqueles em que se obtêm
10 anos de câmbio flutuante no Brasil. Senhoras e senhores,
10 anos de câmbio flutuante no Brasil Senhoras e senhores, 1. É uma honra participar hoje desta cerimônia que comemora o 10 o aniversário do regime de câmbio flutuante no Brasil. Ontem, dia 18 de janeiro,
Lista de exercício nº 1 Juros simples e compostos*
Lista de exercício nº 1 Juros simples e compostos* 1. Um investidor aplicou $1.000,00 numa instituição financeira que remunera seus depósitos a uma taxa de 5 % ao trimestre, no regime de juros simples.
LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O SANTANDER FIC FI MASTER RENDA FIXA REFERENCIADO DI 02.367.527/0001-84 Informações referentes a Abril de 2016
LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O SANTANDER FIC FI MASTER RENDA FIXA REFERENCIADO DI 02.367.527/0001-84 Informações referentes a Abril de 2016 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais
Os riscos do INVESTIMENTO ACTIVO MAIS, produto financeiro complexo, dependem dos riscos individuais associados a cada um dos produtos que o compõem.
Breve Descrição do produto O é um produto financeiro complexo composto por 50% do investimento num Depósito a Prazo a 180 dias, não renovável, com uma taxa de juro de 4% (TANB Taxa Anual Nominal Bruta),
Engenharia de Software
Engenharia de Software - 2ª Lista de Exercícios - Questões Discursivas Questão 1) O que você entende por processo de software e qual a sua importância para a qualidade dos produtos de software? Qual a
Prof. Esp. Fábio T. Lobato 1
- Prof. Fábio Tavares Lobato Moeda: Conceito e Funções Oferta de Moeda (Pelo BACEN e Bancos Comerciais) 1 2 Moeda Conceito e Funções Objeto de aceitação geral, utilizado na troca de bens e serviços. Aceitação
Informações sobre Serviços de Investimento. Perfis
Informações sobre Serviços de Investimento Perfis Introdução Nas Informações sobre Serviços de Investimento, a DEGIRO fornece uma descrição detalhada dos acordos contratuais que celebrou consigo no Contrato
LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O BNP PARIBAS MASTER CRÉDITO FI RENDA FIXA CRÉDITO PRIVADO LONGO PRAZO
LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O CNPJ/MF: Informações referentes a Maio de 2016 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o BNP PARIBAS MASTER CRÉDITO FI RENDA FIXA CRÉDITO
LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O BRADESCO FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES DIVIDENDOS 06.916.384/0001-73. Informações referentes a Julho de 2016
LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O BRADESCO FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES DIVIDENDOS 06.916.384/0001-73 Informações referentes a Julho de 2016 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCO
POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCO Junho/2016 Esta Política de Gestão de Risco foi elaborada de acordo com as políticas internas da TRIO CAPITAL LTDA., inclusive o Código de Ética e o Manual de Controles Internos
Gilmar Ferreira Maio de 2010
Conceitos de déficits e divida pública ECONOMIA DO SETOR PUBLICO Gilmar Ferreira Maio de 2010 Conceitos acima da linha (calculado pelo Tesouro): a) Déficit Nominal: Gastos totais Receitas total b) Déficit
1. Público - Alvo O FUNDO destina-se a receber aplicações de recursos pelo público em geral, desde que sejam clientes do Banco Citibank S.A.
LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O FRANKLIN MAXI ACOES FUNDO DE INVESTIMENTO EM ACOES CNPJ: 09.217.033/0001-62 Informações referentes a Maio de 2016 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais
Resumo Aula-tema 04: A Macroeconomia do Setor Externo: Uma Introdução
1 Resumo Aula-tema 04: A Macroeconomia do Setor Externo: Uma Introdução Vimos até agora o quanto a globalização mudou os rumos dos negócios internacionais, promovendo o aumento das transações comerciais
Conceito Âncoras Nominais e Metas de Inflação no Brasil
Conceito Âncoras Nominais e Metas de Inflação no Brasil A combinação explosiva entre inflação e recessão verificada em nível mundial durante os anos 70 motivou um interesse crescente em entender a dinâmica
Teoria Econômica e meio ambiente: contribuições e limites Uma análise exploratória
Teoria Econômica e meio ambiente: contribuições e limites Uma análise exploratória Alain Herscovici Universidade Federal do Espírito Santo, Brazil Programa de Pós-Graduação em Economia CNPq/GEECICC Introdução
O valor nominal do título é de R$ 500,00, a taxa é de 1% ao mês e o prazo é de 45 dias = 1,5 mês.
13. (ISS-Cuiabá 2016/FGV) Suponha um título de R$ 500,00, cujo prazo de vencimento se encerra em 45 dias. Se a taxa de desconto por fora é de 1% ao mês, o valor do desconto simples será igual a a) R$ 7,00.
AS CRISES FINANCEIRAS IMPACTAM NAS VENDAS DE JOIAS? 1
AS CRISES FINANCEIRAS IMPACTAM NAS VENDAS DE JOIAS? 1 Guilherme Batista 2, Daniel Knebel Baggio 3, Bruna Faccin 4. 1 Projeto de pesquisa realizado no curso de Mestrado em Desenvolvimento da Unijuí 2 Aluno
Noções de Economia Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata
Noções de Economia Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata Prof. Francisco Mariotti CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1 Microeconomia. 1.1 Demanda do Consumidor.1.1.1 Preferências. 1.1.2 Equilíbrio do consumidor.
Qual é o estoque mínimo que irá garantir o nível de serviço ao cliente desejado pela empresa?
O estoque de segurança remete a erros de previsão de demanda; Falta de confiança nas entregas devido a atrasos no ressuprimento de materiais; Rendimento da produção abaixo do esperado. Qual é o estoque
ALM Asset & Liability Management
ALM Asset & Liability Management Gestão de Ativos e Passivos Michael Witt, FSA MAAA Milliman do Brasil 12 de agosto de 2009 Agenda O que é ALM? Por que ALM é importante para as seguradoras? Estratégias
PERSISTÊNCIA DO PODER POLÍTICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: O CASO DA TRANSIÇÃO DE REGIME NO BRASIL
PERSISTÊNCIA DO PODER POLÍTICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: O CASO DA TRANSIÇÃO DE REGIME NO BRASIL Aluno: Rafael Campos de Mattos Orientador: Claudio Ferraz Introdução Nas últimas décadas, observou-se
A sustentabilidade Financeira do Serviço Nacional de Saúde. Motivação
A sustentabilidade Financeira do Serviço Nacional de Saúde Pedro Pita Barros Faculdade de Economia Universidade Nova de Lisboa Motivação 25º Aniversário do SNS Qual a sua sustentabilidade financeira? O
Boletim Econômico Edição nº 52 dezembro de 2014. Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico
Boletim Econômico Edição nº 52 dezembro de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Os desafios econômicos em 2015 1 Indicadores macroeconômicos ruins A Presidente Dilma Rouseff
Modelo de Dividendos Descontados
Modelo de Dividendos Descontados Ao comprar uma ação, um investidor espera receber dois tipos de FC: dividendos e valorização no preço A valorização no preço da ação é intrinsecamente determinada pelos
SISTEMÁTICA DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
SISTEMÁTICA DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JÚLIO MÜLLER DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO OUTUBRO DE 2013 SUMÁRIO MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO... 1 1. Núcleo de Informações
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Gestão Financeira I Prof.ª Thays Silva Diniz 1º Semestre 2012 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Cap.1 A decisão financeira e a empresa 1. Introdução 2. Objetivo e Funções da
ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA DE VISEU CURSO DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO ECONOMIA II Exercícios - nº 1 2000/01
ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA DE VISEU CURSO DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO ECONOMIA II Exercícios - nº 1 2000/01 I - Escolha a resposta correcta (ou mais correcta) para cada uma das seguintes questões:
Aula 03 - Modelo Clássico e Curva de Phillips
Aula 03 - Modelo Clássico e Curva de Phillips 1. (GESTOR- 2002) Considerando, para um determinado período, uma taxa real de juros de 5% e uma taxa de inflação de 20%, a respectiva taxa nominal de juros,
Banco Central anuncia novo status da dívida externa brasileira
Banco Central anuncia novo status da dívida externa brasileira Resenha Economia & Comércio 2 Celeste Cristina Machado Badaró 05 de março de 2008 Banco Central anuncia novo status da dívida externa brasileira
ALTERAÇÕES 10-19. PT Unida na diversidade PT 2012/0244(COD) 12.11.2012. Projeto de parecer Paulo Rangel (PE500.374v02-00)
PARLAMENTO EUROPEU 2009-2014 Comissão dos Assuntos Constitucionais 12.11.2012 2012/0244(COD) ALTERAÇÕES 10-19 Projeto de parecer Paulo Rangel (PE500.374v02-00) sobre a proposta de regulamento do Parlamento
Fundamentos de Auditoria
Fundamentos de Auditoria A sociedade deseja a apresentação de demonstrações contábeis e divulgações adequadas e esclarecedoras à opinião pública. O parecer dos auditores é o elemento fundamental na extensão
Emenda nº, de 2010/CCJ ao PLC Nº 309, de 2009 (Modificativa)
1 Emenda nº, de 2010/CCJ ao PLC Nº 309, de 2009 (Modificativa) Os artigos 1º, 3º, 7º, 8º, 10, 11, 13, 14, 17 e 18 do Projeto de Lei da Câmara nº 309, de 2009, passam a vigorar com as seguintes redações:
LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O BRADESCO FUNDO DE INVESTIMENTO EM COTAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO ADVANCED 01.919.
LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O BRADESCO FUNDO DE INVESTIMENTO EM COTAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO ADVANCED 01.919.660/0001-33 Informações referentes a Maio de 2016 Esta lâmina contém
Unidade IV. suporte tático da organização: permite uma resposta mais ágil e acertada no campo da estratégia da organização;
Unidade IV 7 VANTAGENS COMPETITIVAS ATRAVÉS DO USO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 7.1 Sistema de informação nos negócios Hoje os sistemas de informação auxiliam todos os níveis da organização, tomando por
Mercado Financeiro - Prof. Marco Arbex
O mercado monetário Prof. Marco A. Arbex [email protected] Blog: www.marcoarbex.wordpress.com Os mercados financeiros são subdivididos em quatro categorias (ASSAF NETO, 2012): Mercado Atuação
Gestor de Crédito WEB. Manual do Usuário Versão 1.4.2
Gestor de Crédito WEB Manual do Usuário Versão 1.4.2 INFORMAÇÕES Setor: Tipo de Documento: CTT Centro de Treinamento Tecnocred Manual de Sistema Última Revisão: 10/08/2010 Versão do Template: 1.0 ÍNDICE
A Nova Política Educacional do Estado de São Paulo
A Nova Política Educacional do Estado de São Paulo Maria Helena Guimarães de Castro 1ª Jornada da Educação Tribunal de Contas do Estado de São Paulo 04 de dezembro de 2008 Panorama da Educação no Brasil
GESTÃO DA MANUTENÇÃO
Classificação Nível de Criticidade para Equipamentos S Q W Itens para avaliação Segurança cliente interno cliente externo meio-ambiente Qualidade Condição de trabalho Status Equipamento A B D P M Perdas
Medida Provisória editada pelo Governo para a nova carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (MP 301) Perguntas e resposta.
Medida Provisória editada pelo Governo para a nova carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (MP 301) Perguntas e resposta. JULHO DE 2006 Medida Provisória editada pelo Governo para a nova carreira
Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública. Ciclo de vida e organização do projeto
Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública Ciclo de vida e organização do projeto Áreas de especialização Ciclo de vida e organização do projeto Os projetos e o gerenciamento de projetos são executados
USO DO CRÉDITO NAS COMPRAS DE AUTOMÓVEIS E ELETRODOMÉSTICOS
USO DO CRÉDITO NAS COMPRAS DE AUTOMÓVEIS E ELETRODOMÉSTICOS Pesquisa realizada pelo SPC Brasil e a CNDL, divulgada recentemente, mostrou que há uma relação direta entre inadimplência e fatores característicos
Capítulo 3: Qualidade de Produto e a ISO 9126
Capítulo 3: Qualidade de Produto e a ISO 9126 Capítulo 1: Introdução Capítulo 2: Conceitos Básicos Capítulo 3: Qualidade de Produto (ISO9126) Capítulo 4: ISO9001 e ISO9000-3 Capítulo 5: CMM Capítulo 6:
Metodologias de Apoio ao Planejamento Estratégico
Metodologias de Apoio ao Planejamento Estratégico Análise Ambiental Análise Ambiental : Matriz SWOT A sigla SWOT Strenghts (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças)
Alguns Problemas Econômicos: - Por que a expansão da moeda e do crédito pode gerar inflação? - Por que o nordestino possui uma renda per capita muito
Alguns Problemas Econômicos: - Por que a expansão da moeda e do crédito pode gerar inflação? - Por que o nordestino possui uma renda per capita muito inferior à do paulista? - Como pode uma desvalorização
REFORMAS E PENSÕES EM PORTUGAL. EDIÇÃO 2009 Os parâmetros do futuro. 25 de Novembro de 2009
REFORMAS E PENSÕES EM PORTUGAL EDIÇÃO 2009 Os parâmetros do futuro 25 de Novembro de 2009 As realidades da reforma para cada geração Diogo Teixeira, Administrador > As regras de cálculo > Geração 50 anos
EDUCAÇÃO CORPORATIVA EDUCAÇÃO PARA A VIDA PROFISSIONAL
EDUCAÇÃO CORPORATIVA EDUCAÇÃO PARA A VIDA PROFISSIONAL O que é o SENAI? Criado em 1942, por iniciativa do empresariado do setor, o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) é hoje um dos mais
MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria de Acompanhamento Econômico Coordenação Geral de Transportes e Logística
MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria de Acompanhamento Econômico Coordenação Geral de Transportes e Logística Parecer Analítico sobre Regras Regulatórias nº 229/COGTL/SEAE/MF Brasília, 28 de agosto de 2015.
Engenharia Econômica
Engenharia Econômica Aula 1: Conceitos Básicos Lucas Motta Universidade Federal de Pernambuco 23 de Março de 2015 Engenharia Econômica Definição Trata-se de um estudo econômico e financeiro de um projeto,
Há um único número 0800 para resolução de problemas relativos a todos os negócios fornecidos pela instituição financeira?
1. SAC O SAC - Serviço de Apoio ao Consumidor -, conforme disciplinado no Decreto 6523/08, é o serviço prestado pelos fornecedores, pela via telefônica, para resolução de problemas na relação de consumo,
Restrições de Investimento:.
LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O GAP MULTIPORTIFOLIO FI MULTIMERCADO 03.804.917/0001 37 Informações referentes a 04/2016 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o GAP MULTIPORTFOLIO
REGULAMENTO DELEGADO (UE) N.º /.. DA COMISSÃO. de 19.9.2014
COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 19.9.2014 C(2014) 6515 final REGULAMENTO DELEGADO (UE) N.º /.. DA COMISSÃO de 19.9.2014 que completa a Diretiva 2014/17/UE do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito
ECONOMIA E MERCADO MICROECONOMIA
ECONOMIA E MERCADO MICROECONOMIA Professora: Karina Cabrini Zampronio Micro e Macroeconomia Microeconomia é o ramo da Teoria Econômica que estuda o funcionamento do mercado de um determinado produto ou
INE 5323 Banco de Dados I
UFSC-CTC-INE Curso de Ciências de Computação INE 5323 Banco de Dados I Ronaldo S. Mello 2006/1 http://www.inf.ufsc.br/~ronaldo/ine5323 Horário Atendimento: Quintas-feiras, das 17h30 às 19h Programa da
ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS NAS CAPITAIS BRASILEIRAS
ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS NAS CAPITAIS BRASILEIRAS EMENTA: O presente estudo tem por objetivo avaliar o impacto da evolução das operações de crédito para pessoas físicas sobre o orçamento das famílias,
IMPERDÍVEL - COMO EMBUTIR O CUSTO DA INADIMPLÊNCIA NO PREÇO DE VENDA (continuação do Up-To- Date 365)
IMPERDÍVEL - COMO EMBUTIR O CUSTO DA INADIMPLÊNCIA NO PREÇO DE VENDA (continuação do Up-To- Date 365) Apresentação de uma fórmula para determinar rapidamente uma contribuição marginal unitária considerando
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social Centro de Imprensa. Índice Futuridade
Índice Futuridade Plano Futuridade O FUTURIDADE: Plano Estadual para a Pessoa Idosa é uma iniciativa da Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social - Seads que objetiva fortalecer a rede
Gestão de Tecnologias em Saúde na Saúde Suplementar. GRUPO TÉCNICO REVISÃO DO ROL Karla Santa Cruz Coelho Fevereiro/2009
Gestão de Tecnologias em Saúde na Saúde Suplementar GRUPO TÉCNICO REVISÃO DO ROL Karla Santa Cruz Coelho Fevereiro/2009 Tecnologias em saúde: considerações iniciais O que é tecnologia em saúde? Medicamentos,
Sistemas de Informação para Bibliotecas
Sistemas de Informação para Bibliotecas Notas de Apoio ao Tópico 1 Henrique S. Mamede 1 Antes de mais nada: O QUE É MESMO INFORMAÇÃO?? Dados Informação Conhecimento Sabedoria 2 Dados São tipicamente voltados
Contribuição da Endesa Brasil a Consulta Pública 043/2009 Qualidade do Fornecimento
Contribuição da Endesa Brasil a Consulta Pública 043/2009 Qualidade do Fornecimento Este documento encaminha as contribuições das distribuidoras da Endesa Brasil, Ampla e Coelce, no que se refere aos questionamentos
Metodologias de alinhamento PETI. Prof. Marlon Marcon
Metodologias de alinhamento PETI Prof. Marlon Marcon Introdução O Alinhamento Estratégico tem por objetivo: alinhar os recursos organizacionais com as ameaças e as oportunidades do ambiente; Obter melhoria
Aula 06: Moedas e Bancos
Aula 06: Moedas e Bancos Macroeconomia Agregados Monetários. As contas do Sistema Monetário. Gilmar Ferreira Maio 2010 Moeda Conceitualmente, o termo moeda é usado para denominar tudo aquilo que é geralmente
