SIMPLES NACIONAL INSTRUTORA CLAUDIA ROVERI

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1 1 Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte: noções preliminares. 1.1 Introdução A promulg ação da LC 123/06, o chamado Estatuto da Microempresa (ME) e da Empresa de Pequeno Porte (EPP) trouxe um universo jurídico totalmente novo e distinto para as pessoas físicas e jurídicas ali enquadradas. Suas alterações incluíram regras diferenciadas nos seguintes campos: tributário, empresarial, de registro em órgãos públicos, trabalhista, previdenciária e de acesso aos processos licitatórios do Poder Público, bem maiores facilidades para obtenção de crédito e de apoio para representação e vendas no exterior. No campo tributário, esta lei extinguiu todos os regimes tributários diferenciados para as ME s e para as EPP s, e criou um novo regime unificado chamado Simples Nacional. Sua adoção foi tornada obrigatória para a União, Estados, Distrito Federal e Municípios. 1.2 A regra constitucional O embasamento constitucional da Lei Complementar 123/06 encontra-se no arts. 146 e 179 abaixo transcritos: Art Cabe à lei complementar:[...] III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre: [...] d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. 155, II 1, das contribuições previstas no art. 195, I e 12 e 13 2, e da contribuição a que se refere o art Artigo que prevê o ICMS. 2 Artigo que prevê a contribuição patronal sobre a folha e a COFINS. 3 Artigo que prevê o PIS. 1

2 Parágrafo único. A lei complementar de que trata o inciso III, d, também poderá instituir um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, observado que: I - será opcional para o contribuinte; II - poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado; III - o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos pertencentes aos respectivos entes federados será imediata, vedada qualquer retenção ou condicionamento; IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes federados, adotado cadastro nacional único de contribuintes. Art A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios dispensarão às microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento jurídico diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei. (grifos em negrito e sublinhados de nossa autoria) Assim, para incentivar as microempresas e para as empresas de pequeno porte, a Constituição Federal determinou que fosse criado um regime jurídico único, com previsão de um tratamento diferenciado, a fim de estimulá-las. Seguindo a diretriz constitucional, em 14 de dezembro de 2006 foi publicada a Lei Complementar 123, que instituiu o Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. OBSERVE: A Emenda Constitucional 42/2003 estabeleceu a criação de um sistema unificado de arrecadação de impostos e contribuições da União, dos Estados e dos Municípios, e não um sistema tributário diferenciado. 1.3 A LC 123/06 e suas alterações Esta Lei Complementar já sofreu modificações através dos seguintes diplomas legais: 2

3 - Lei Complementar 127, de 14 de agosto de 2007; - Lei Complementar 128 de 19 de dezembro de 2008; - Lei Complementar 133 de 29 de dezembro de 2009; - Lei Complementar 139, de 10 de novembro de 2011; e - Lei Complementar 147, de 07 de agosto de Além disso, foi regulamentada pela Resolução 94/2011 do CGSN e suas alterações, e pelas Resoluções 16/2009 e 22/2010 do CGSIM e suas alterações. 2 Regime Tributário o Simples Nacional 2.1 Definição O regime tributário criado pela LC 123/06 ficou conhecido por Simples Nacional, que frequentemente é confundido com o próprio Estatuto. Entretanto, não se pode confundir ambos. O Estatuto é mais amplo e estabelece regras diferenciadas em outras áreas, bastando à empresa ser enquadrada como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP) para beneficiar-se delas. Já o Simples Nacional é um regime tributário unificado e diferenciado para as empresas, sendo sua adesão opcional para as empresas. ATENÇÃO Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte: regime favorecido e diferenciado que traz diversas regras favoráveis às empresas nos campos tributário, empresarial, trabalhista, previdenciário, administrativo, de incentivo à inovação e exportação. Simples Nacional: regime tributário que unificou vários tributos de competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, bem como as regras de apuração, escrituração e obrigações acessórias. 3

4 IMPORTANTE LEMBRAR O SIMPLES NACIONAL ESTÁ CONTIDO NO ESTATUTO NACIONAL DA MICROEMPRESA E DA EMPRESA DE PEQUENO PORTE. PORTANTO, AS REGRAS QUE EXCLUEM DO SIMPLES NACIONAL NÃO EXCLUEM A EMPRESA DO ESTATUTO, MAS AS REGRAS QUE EXCLUEM DO ESTATUTO IMPEDEM A ADESÃO AO SIMPLES NACIONAL. 2.2 Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) e suas competências (art. 2º da LC 123/06) Foi criado o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) para gerir e emitir diversas regras pertinentes ao Simples Nacional. Este Comitê é vinculado ao Ministério da Fazenda. Sua estrutura contém oito membros, assim distribuídos: 04 (quatro) membros representantes da Receita Federal, 02 (dois) membros representantes dos Estados (indicados pelo CONFAZ) e 02 (dois) membros representantes dos Municípios, sendo: 01 (um) representante das Capitais (indicado pela ABRASF); e 01 (um) representante dos demais Municípios (indicado pela CNM). O Presidente do Comitê Gestor será sempre um representante da União. Dentre as diversas competências estabelecidas para o Comitê Gestor estão disciplinar principalmente as regular as seguintes situações: opção, exclusão, tributação, fiscalização, arrecadação, cobrança, dívida ativa, recolhimento, obrigações acessórias e demais itens relativos ao Simples Nacional. Também faz parte de sua competência emitir a regulamentação referente ao Microempreendedor Individual (MEI). 4

5 Cabe ainda ao CGSN verificar se há a necessidade da revisão dos valores expressos em reais, inclusive dos valores referentes aos limites de receita bruta para enquadramento. Essa regra já está valendo a partir de 01º/01/2015, conforme o disposto no art. 1º, 1º da LC 123/06. O CGSN foi regulamentado pelo Decreto presidencial nº 6.038, de 07/02/2007 e pela Resolução nº 001/2007 do CGSN, e suas alterações. De maneira geral, o CGSN está implementando SOMENTE as regras complementares que concernem ao regime tributário simplificado conhecido como Simples Nacional. 2.3 Definição de Microempresa e Empresa de Pequeno Porte (art. 3º e 3-A da LC 123/06 e arts. 2º e 3º da Resolução 94/2011) Quem pode se enquadrar: O empresário. A sociedade empresária. A empresa individual de responsabilidade individual (EIRELI). A sociedade simples. O produtor rural pessoa física. O agricultor familiar conceituado na Lei nº , de 24 de julho de , com situação regular na Previdência Social e no Município. IMPORTANTE: para aderir, os contribuintes devem estar regularmente inscritas no: Registro de Empresas Mercantis Junta Comercial (empresário, sociedade empresária ou EIRELI). Registro Civil de Pessoas Jurídicas (sociedade simples). Conselho Seccional da OAB (sociedade de advogados). 4 Estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. 5

6 Definição de Microempresa (ME): ter receita bruta de até R$ ,00 (Trezentos e sessenta mil reais) ao ano calendário. Definição de Empresa de Pequeno Porte (EPP): ter receita bruta superior a ,00 (Trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ ,00 (Três milhões e seiscentos mil reais) ao ano calendário. A lei também permite a aplicação de sublimites para a receita bruta máxima para os Estados. As implicações serão vistas no tópico correspondente. Início da atividade no próprio ano de opção pelo regime: a receita bruta deverá ser ,00/mês ou fração para ME e R$ ,00/mês ou fração para EPP multiplicados pelo número de meses de atividade da empresa. Por exemplo, um contribuinte que tenha iniciado suas atividades no mês de abril será considerada: Microempresa (ME), se ao final do ano calendário tiver auferido uma receita bruta de R$ ,00 (oito meses vezes R$ ,00). Empresa de Pequeno Porte (EPP), se se ao final do ano calendário tiver auferido uma receita bruta de R$ ,00 (oito meses vezes R$ ,00). A lei ainda permite que tanto as ME s quanto as EPP s possam contar com limites distintos para a receita auferida no mercado interno e para as receitas advindas de exportações, sem perder o direito de permanecer no regime. Isso vale tanto para a receita proveniente de venda de mercadorias quanto para aquelas provenientes de serviços. Assim, por exemplo, uma EPP que aufira R$ ,00 em receitas no mercado interno, poderá ainda auferir mais R$ ,00 em exportações, sem ser desenquadrada. Entretanto, ambas as receitas não podem ultrapassar o máximo permitido. 6

7 Desta maneira, se hipoteticamente o contribuinte obtiver R$ ,00 no mercado interno, e ainda R$ ,00 no mercado externo, estará automaticamente excluído do Simples. Os efeitos quanto à alteração da classificação de ME para EPP ou vice-versa, a forma de cálculo, e ainda quanto à exclusão serão vistos no tópico que trata desse assunto. 2.4 Tributos abrangidos (art. 13, incs. I a VIII da LC 123/06) O Estatuto unificou as regras de apuração e cálculo dos seguintes tributos: ENTE TRIBUTANTE União Estados e DF Municípios e DF TRIBUTOS IRPJ, IPI, CSLL, COFINS, PIS/Pasep e o INSS Patronal ICMS ISSQN A lei também discrimina quais os tributos não estão sujeitos ao regime do Simples, seja como contribuinte ou responsável tributário, e que devem seguir as regras aplicadas às demais pessoas jurídicas (art. 13, 1 da LC 123/06): Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF; Imposto sobre a Importação de Produtos Estrangeiros - II; Imposto sobre a Exportação, para o Exterior, de Produtos Nacionais ou Nacionalizados - IE; Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR; Imposto de Renda, relativo aos rendimentos ou ganhos líquidos auferidos em aplicações de renda fixa ou variável (neste caso, a tributação é definitiva); Imposto de Renda relativo aos ganhos de capital auferidos na alienação de bens do ativo permanente; Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF; Contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS; Contribuição para manutenção da Seguridade Social, relativa ao trabalhador; Contribuição para a Seguridade Social, relativa à pessoa do empresário, na qualidade de contribuinte individual; 7

8 Imposto de Renda relativo aos pagamentos ou créditos efetuados pela pessoa jurídica a pessoas físicas; Contribuição para o PIS/PASEP, COFINS e IPI incidentes na importação de bens e serviços; ICMS devido: o nas operações sujeitas ao regime de substituição tributária, tributação concentrada em uma única etapa (monofásica) e sujeitas ao regime de antecipação do recolhimento do imposto com encerramento de tributação, envolvendo diversos produtos 5 ; o por terceiro, a que o contribuinte se ache obrigado, por força da legislação estadual ou distrital vigente; o na entrada, no território do Estado ou do Distrito Federal, de petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, bem como energia elétrica, quando não destinados à comercialização ou industrialização; o por ocasião do desembaraço aduaneiro; o na aquisição ou manutenção em estoque de mercadoria desacobertada de documento fiscal; o na operação ou prestação desacobertada de documento fiscal; o nas operações com bens ou mercadorias sujeitas ao regime de antecipação do recolhimento do imposto, nas aquisições em outros Estados e Distrito Federal: com encerramento da tributação, observado o disposto no inciso IV do 4º do art. 18 desta Lei Complementar; sem encerramento da tributação, hipótese em que será cobrada a diferença entre a alíquota interna e a interestadual, sendo vedada a agregação de qualquer valor; o nas aquisições em outros Estados e no Distrito Federal de bens ou mercadorias, não sujeitas ao regime de antecipação do recolhimento do imposto, relativo à diferença entre a alíquota interna e a interestadual; ISS devido: 5 Para conhecer a lista completa, vide o art. 13, 1, inciso XIII, alínea a da LC 123/06. 8

9 o em relação aos serviços sujeitos à substituição tributária ou retenção na fonte; o na importação de serviços; demais tributos de competência da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, não relacionados anteriormente. A lei estabeleceu a isenção das demais contribuições instituídas pela União, inclusive as contribuições para as entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical, de que trata o art. 240 da Constituição Federal, e demais entidades de serviço social autônomo (o chamado Sistema S SENAI, SENAC, SESC, SEBRAE). 2.5 Os sublimites dos Estados (art. 19 da LC 123/2006) O Estatuto permite que alguns Estados, com base nas suas participações no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, possam optar por sublimites para a receita bruta máxima para enquadramento no regime. Essa opção é anual e divulgada através de uma Resolução do CGSN. Atualmente, existem 03 faixas previstas, todas baseadas em percentuais do limite máximo de receita bruta hoje em vigor (R$ ,00): Percentual de Percentual do limite Valor em reais participação no PIB máximo de receita bruta Até 1% 35% R$ ,00 Mais de 1% e de menos de 50% R$ ,00 5% Igual ou superior a 5% 70% R$ ,00 Os reflexos para o contribuinte que ultrapassar esses subtetos, e que vão refletir diretamente nas regras de exclusão do próprio regime, e ainda na apuração do ICMS e do ISSQN, serão vistas no tópico que trata do cálculo. 3 Opção pelo regime, vedações e atividades permitidas 9

10 3.1 Procedimento para opção (art. 16 da LC 123/06 c/c arts. 6º e 7º da Resolução 94/2011) A opção pelo Simples Nacional é irretratável para todo o ano-calendário, e está regulamentada pelos arts. 6º a 8º da Resolução 94/2011. Há regras distintas para as seguintes situações: Regras gerais a serem observadas por todos os contribuintes. Empresas já em atividade e Empresas em início de atividade Regras específicas para os escritórios contábeis. As regras específicas para os escritórios de contabilidade serão vistas em tópico próprio. As regras gerais são as seguintes: O contribuinte interessado deve sempre fazer sua opção através do portal do Simples na internet. Para verificar se a ME ou EPP pode optar pelo Simples, serão utilizados os códigos de atividades econômicas previstos na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) informados pelos contribuintes no CNPJ. No momento da opção, o contribuinte deverá prestar declaração quanto ao não enquadramento nas vedações ao ingresso no Simples Nacional, previstas no art. 17 da LC 123/06, independentemente das verificações efetuadas pelos entes federados. Há 02 anexos à Resolução 94/2011 que regulamentam a questão dos códigos ditos impeditivos. O Anexo VI relaciona os códigos da CNAE totalmente impeditivos ao Simples Nacional. Portanto, contribuintes que tenham esses códigos entre suas atividades estão proibidos de optar pelo regime diferenciado. 10

11 O Anexo VII relaciona os códigos ambíguos da CNAE, ou seja, os que abrangem concomitantemente atividade impeditiva e permitida ao Simples Nacional. As empresas que tenham um código ambíguo podem optar pelo Simples Nacional desde que exerçam somente as atividades permitidas e prestem declaração não enquadramento nas vedações previstas no art. 15 da Resolução 94/2011, independentemente das verificações efetuadas pelos entes federados. Os contribuintes que exercerem determinada atividade econômica que deixar de ser considerada como impeditiva ao Simples Nacional, poderão optar por esse regime de tributação a partir do ano-calendário seguinte ao da alteração desse código 6. Se, ao contrário, o contribuinte exercer atividade econômica que passar a ser considerada impeditiva ao Simples Nacional, a ME ou EPP optante que exerça essa atividade deverá efetuar a sua exclusão obrigatória, porém com efeitos para o ano-calendário subsequente. A RFB disponibilizará aos entes federados relação dos contribuintes referidos neste artigo para verificação quanto à regularidade para a opção pelo Simples Nacional, e, posteriormente, a relação dos contribuintes que tiveram a sua opção deferida. O ente que indeferir o ingresso da empresa no Simples Nacional deverá emitir um termo informando o contribuinte. O contencioso tributário caberá ao ente que indeferir o ingresso, que deverá ainda comunicar oficialmente o contribuinte dos motivos do indeferimento. IMPORTANTE: 01) Várias atividades foram incluídas entre aquelas que podem ser optantes pelo Simples, principalmente a partir de 2012 (Lei Complementar 139/2011) e 2015 (Lei Complementar 147/2011). Assim, é fundamental que 6 A LC 147/2014 incluiu diversas atividades que antes eram impedidas de optar, e que a partir de 2015 foram autorizadas a ingressar no Simples. Essas atividades serão vistas mais adiante. 11

12 se verifique a partir de quando determinada foi incluída durante o período fiscalizado. 02) A Receita Federal não faz a conferência entre o objeto social, o código CNAE indicado no CNPJ (pelo contribuinte) e a real atividade exercida. Portanto, durante a fiscalização de empresa optante esses aspectos devem ser verificados. VOCÊ SABIA? A Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) é uma classificação usada com o objetivo de padronizar os códigos de identificação das unidades produtivas do país nos cadastros e registros da administração pública nas três esferas de governo, em especial na área tributária. Para as empresas já em atividade, as regras são as seguintes: A opção deve ser feita até o último dia útil de janeiro, sendo irretratável para o resto do ano. Enquanto não vencido esse prazo, a empresa pode regularizar eventuais pendências e desistir da opção, caso seu requerimento ainda não tenha sido deferido. A não regularização dessas pendências resulta no indeferimento da opção, e este indeferimento poderá ser objeto do contencioso administrativo. IMPORTANTE: AS PENDÊNCIAS PODEM SER REFERENTES TANTO A EVENTUAIS DÉBITOS JUNTO À FAZENDA, QUANTO A PROBLEMAS CADASTRAIS, COMO CADASTRO IRREGULAR OU FALTA DAS LICENÇAS NECESSÁRIAS PARA FUNCIONAR. O contribuinte pode fazer o agendamento para sua opção, em aplicativo disponível no Portal do Simples, entre o primeiro dia útil de novembro e o penúltimo dia útil de dezembro do ano anterior ao da opção. 12

13 O agendamento pode ser indeferido, caso haja pendências a serem regularizadas. Nesse caso, a empresa pode regularizar as pendências e fazer a solicitação para um novo agendamento, ou fazer sua opção no mês de janeiro. A rejeição do agendamento não será objeto do contencioso tributário, nem implica na opção pelo Simples Nacional. Para as empresas em início de atividade, as regras são as seguintes: A opção deve ser feita em até 30 dias após o deferimento da última inscrição obrigatória. ATENÇÃO: As inscrições no CNPJ e no Município serão sempre obrigatórias; já a inscrição estadual somente deve ser feita caso o sujeito passivo seja contribuinte do ICMS. A RFB deve repassar periodicamente as informações a respeito dos contribuintes que formalizarem a sua opção pelo regime, aos entes federativos, para que eles possam relatar eventuais pendências. Os prazos para que os entes federados relatem eventuais pendências são os seguintes: PERÍODO DE INFORMAÇÃO DA RECEITA Informações disponibilizadas do dia 20 (vinte) ao dia 31 (trinta e um) do mês anterior. Informações disponibilizadas do dia 1º (primeiro) ao dia 9 (nove) do mesmo mês. Informações disponibilizadas do dia 10 (dez) ao dia 19 (dezenove) do mesmo mês. PRAZO PARA RESPOSTA DOS ENTES FEDERADOS Até o dia 5 (cinco) de cada mês Até o dia 15 (quinze) de cada mês Até o dia 25 (vinte e cinco) de cada mês Caso a regularidade seja confirmada, ou ainda, caso os prazos supra não sejam respeitados, a opção será deferida. Ou seja, caso o município não se manifeste o deferimento será tácito 7. 7 Por este motivo entre outros igualmente importantes, é fundamental que o Município desvincule a inscrição no cadastro mobiliário das licenças para se estabelecer (alvará). 13

14 Uma vez deferida, a opção será valida desde a data de abertura constante no CNPJ, salvo se for relatada alguma pendência cadastral. A empresa é considerada nova até 180 dias após a última inscrição obrigatória. 3.2 Vedações para ingresso no Estatuto e no Simples 8 (art. 3º, 4º da LC 123/06 e art. 15 da Resolução 94/2011) Existem dois tipos de vedação previstas na LC 123/06: aquelas para ingresso no Estatuto, e aquelas para ingresso no Simples Nacional. As vedações para ingresso no Estatuto, além do limite de receita bruta de R$ ,00 (Três milhões e seiscentos mil reais), estão previstas no art. 3º, 4º da LC 123/06, e são divididas em dois grupos: o Vedações ligadas à atividade. o Vedações ligadas ao quadro societário e/ou à forma de constituição. Os impedimentos ligados à atividade são para as sociedades (incisos VI e VIII): constituídas sob a forma de cooperativas, salvo as de consumo (inciso VI); que sejam instituições financeiras ou equiparadas (inciso VIII); cujos titulares ou sócios guardem cumulativamente com o contratante do serviço relação de pessoalidade, subordinação e habitualidade (inciso XI).. Por outro lado, os impedimentos ligados ao quadro societário e/ou à forma de constituição da pessoa jurídica são as seguintes: de cujo capital participe outra pessoa jurídica (inciso I); que seja filial, sucursal, agência ou representação de empresa com sede no exterior (inciso II); de cujo capital participe pessoa física que seja inscrita como empresário ou seja sócia de outra empresa que receba o tratamento jurídico previsto no 14

15 Estatuto, desde que a receita bruta global ultrapasse o teto R$ ,00 (Três milhões e seiscentos mil reais) (inciso III); com titular ou sócio que participe com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa não beneficiada, desde que a receita bruta de ambas as empresas ultrapasse o limite anual de R$ ,00 (Três milhões e seiscentos mil reais) (inciso IV); com sócio ou administrador (pessoa física) que seja inscrita como empresário, ou seja, inscrito como MEI, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite anual de R$ ,00 (Três milhões e seiscentos mil reais) (inciso V); que participe do capital de outra pessoa jurídica (inciso VII); resultante ou remanescente de cisão ou qualquer outra forma de desmembramento de pessoa jurídica que tenha ocorrido em um dos 05 (cinco) anos-calendário anteriores (inciso IX); constituída sob a forma de sociedade por ações (inciso X). IMPORTANTE!!! As restrições dos incisos IV e VII não se aplicam as participações no capital de: cooperativas de crédito; centrais de compras; bolsas de subcontratação; nos consórcios formados especialmente para obter acesso a serviços especializados em segurança e medicina do trabalho; na sociedade montada especificamente para realizar negócios de compra e venda de bens, para os mercados nacional e internacional, prevista no art da LC 123/2006; em associações assemelhadas, sociedades de interesse econômico, sociedades de garantia solidária e outros tipos de sociedade, que tenham como objetivo social a defesa exclusiva dos interesses econômicos das microempresas e empresas de pequeno porte. 8 As restrições referentes ao Microempreendedor Individual (MEI) serão tratadas no tópico correspondente. 9 Art. 56. As microempresas ou as empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional poderão realizar negócios de compra e venda de bens, para os mercados nacional e internacional, por meio de sociedade de propósito específico nos termos e condições estabelecidos pelo Poder Executivo federal. 15

16 3.3 As atividades proibidas para o Simples Nacional (art. 17, incisos I a XVI da LC 123/06 e art. 15 da Resolução 94/2011) O art. 17 prevê três tipos de vedação: em função da atividade desenvolvida, em função da constituição societária da empresa, ou ainda em função de pendências com a Fazenda. As atividades vedadas de ingresso no Simples Nacional são as seguintes: Exploração de atividade de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, gerenciamento de ativos (asset management), compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring) (inciso I). Serviço de transporte intermunicipal e interestadual de passageiros, exceto (inciso VI): o na modalidade fluvial; ou o nas demais modalidades, quando: possuir características de transporte urbano ou metropolitano 10 ; ou 10 Enquadra-se nessa situação a situação o transporte intermunicipal ou interestadual que, cumulativamente (art. 15, 5 da Resolução 94/2011): I - for realizado entre municípios limítrofes, ainda que de diferentes estados, ou obedeça a trajetos que compreendam regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios, instituídas por legislação estadual, podendo, no caso de transporte metropolitano, ser intercalado por áreas rurais; II - possuir caráter público coletivo de passageiros entre municípios, assim considerado aquele realizado por veículo com especificações apropriadas, acessível a toda a população mediante pagamento individualizado, com itinerários e horários previamente estabelecidos, viagens intermitentes e preços fixados pelo Poder Público. 16

17 realizar-se sob fretamento contínuo em área metropolitana para o transporte de estudantes ou trabalhadores 11. Geradora, transmissora, distribuidora ou comercializadora de energia elétrica (inciso VII). Importação ou fabricação de automóveis e motocicletas (inciso VIII). Importação de combustíveis (inciso IX). Produção ou venda no atacado de (inciso X): o cigarros, cigarrilhas, charutos, filtros para cigarros, armas de fogo, munições e pólvoras, explosivos e detonantes; o bebidas alcoólicas e cervejas sem álcool. Cessão ou locação de mão-de-obra (inciso XII). Loteamento e incorporação de imóveis (inciso XIV). Locação de imóveis próprios, exceto quando se referir a prestação de serviços tributados pelo ISSQN (inciso XV). Em relação à cessão ou locação de mão de obra, a LC 123/2006 (art. 18, 5 o -H) e a Resolução 94/2011 (art. 15, 4º) abrem uma exceção e permitem a adesão de empresas que prestem serviços nas áreas de: Construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de interiores. 11 Enquadra-se nessa situação o transporte intermunicipal ou interestadual de estudantes ou trabalhadores que, cumulativamente (art. 15, 6 da Resolução 94/2011): I - for realizado sob a forma de fretamento contínuo, assim considerado aquele prestado a pessoa física ou jurídica, mediante contrato escrito e emissão de documento fiscal, para a realização de um número determinado de viagens, com destino único e usuários definidos; II - obedecer a trajetos que compreendam regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, instituídas por legislação estadual. 17

18 Serviço de vigilância, limpeza ou conservação. As pessoas jurídicas cuja constituição societária veda o ingresso no Simples Nacional são: Com sócio domiciliado no exterior (inciso II). De cujo capital participe entidade da administração pública, direta ou indireta, federal, estadual ou municipal (empresa pública ou de economia mista) (inciso III). As situações de pendência com a Fazenda que vedam o ingresso no Simples Nacional são: Com débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa (inciso V). Ausência de inscrição ou com irregularidade em cadastro fiscal federal, municipal ou estadual, quando exigível (inciso XVI). ATENÇÃO! A LC 123/06 impede a adesão de contribuintes ao Simples Nacional em dois casos de especial interesse para os municípios: nos casos de desatualização cadastral e de inadimplemento. Esses impedimentos podem ser instrumentos importantes tanto para a atualização do cadastro mobiliário, quanto para a quitação de débitos em aberto. As empresas somente estão impedidas se desenvolverem uma atividade em conjunto com outra que tenha sido expressamente vedada. A vedação ainda se estende às empresas que tenham incorrido em outras proibições, previstas no art. 3º, 4º (vedação de adesão ao Estatuto). 18

19 A Resolução nº 94/2011 do CGSN trouxe essas atividades listadas e vinculadas a CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). Há duas relações: uma com os códigos referentes às atividades totalmente impeditivas à entrada no Simples Nacional, e outra em que há códigos CNAE que abrangem atividades impeditivas simultaneamente com outras liberadas. IMPORTANTE Os códigos constantes nessas tabelas se referem somente ao regime tributário simplificado. Empresas que desenvolvam atividades impeditivas, mas que não estejam impedidas a aderir ao Estatuto pelas regras do Art. 3º da LC 123/06 podem se declarar Microempresa ou ainda Empresa de Pequeno Porte, e usufruir as demais regras diferenciadas previstas no Estatuto. 3.4 Os escritórios contábeis e as regras diferenciadas Os escritórios contábeis optantes do Simples Nacional podem, na forma da legislação municipal, continuar a pagar o ISSQN sob a forma fixa ( 22-A do art. 18). Portanto, caso a legislação municipal não preveja a tributação fixa para os escritórios contábeis, eles deverão pagar pela receita 12. Eles também deverão, individualmente ou por meio de suas entidades representativas de classe, deverão: promover atendimento gratuito relativo à inscrição, à opção e à primeira declaração anual simplificada da microempresa individual, podendo firmar convênios e acordos com a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, por intermédio dos seus órgãos vinculados; 12 Mais detalhes serão vistos no tópico

20 fornecer resultados de pesquisas quantitativas e qualitativas relativas às microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional por eles atendidas; promover eventos de orientação fiscal, contábil e tributária para as microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional por eles atendidas. O escritório contábil que descumprir essas obrigações será excluído, com efeito a partir do mês seguinte ao da exclusão (art. 18, 22- c/ art. 76, II da Resolução 94/2011). 4 Forma de cálculo do Simples Nacional 4.1 Base de cálculo: o conceito de receita bruta Antes de adentrarmos na forma de cálculo do Simples Nacional, é primordial conceituar o que é a receita bruta e como ela é apurada. Assim: Conceito de receita bruta (RBT): serão consideradas para esse fim todas as vendas de bens ou serviços, além do preço dos serviços prestados, descontando-se as vendas ou serviços cancelados e os descontos incondicionais 13 concedidos. (Art. 3º, 1.º da LC 123/2006). Apuração da receita bruta: deve ser apurada globalmente, considerando-se todos os estabelecimentos da pessoa jurídica (matriz e filiais), ainda que estabelecidos em outro Município ou Estado. Como já mencionado no item 2.3, a LC 123/06 ainda permite contabilizar em separado as receitas advindas de exportações, sem perder o direito de permanecer no regime. Desta maneira, ambas as receitas devem ser apuradas separadamente, para fins de determinação da faixa da alíquota a ser paga. Por exemplo, se a empresa obtiver R$ ,00 em vendas para o mercado interno e mais R$ ,00 no mercado exterior, ambas deverão ser 13 Aqueles dados para todo e qualquer comprador dos produtos ou serviços. Por exemplo, o preço de um corte de cabelo é R$ 20,00 (Vinte reais). Mas, numa promoção, o salão diminui o valor cobrado para R$ 15,00 (Quinze reais). 20

21 contabilizadas para a apuração da receita bruta do mês. (LC 123/2006 art. 3, 15 c/c art. 16, 3º, inciso II da Resolução 94/2011). Por fim, há ainda que se observar que a LC 123/06 permite que a receita seja contabilizada pelo Regime de Competência ou pelo Regime de Caixa (art. 18, 3º da LC 123/06 c/c art. 16, caput da Resolução 94/2011). No Regime de Competência contabiliza-se a receita bruta total mensal auferida. Nesse caso, incluem-se todas as vendas, independentemente do recebimento do valor correspondente a essas vendas. No Regime de Caixa contabiliza-se a receita bruta total mensal recebida. Nesse caso, incluem-se somente os valores efetivamente recebidos pelas vendas feitas. A opção por um ou por outro regime deve ser feito no momento da opção e é irretratável para todo o ano-calendário (art. 18, 3º da LC 123/06 c/c art. 16, 1º da Resolução 94/2011). ATENÇÃO!!!!!!! A opção pelo Regime de Caixa servirá exclusivamente para a apuração da base de cálculo mensal, aplicando-se o Regime de Competência para as demais finalidades, especialmente, para determinação dos limites e sublimites, bem como da alíquota a ser aplicada sobre a receita bruta recebida no mês (art. 18, parágrafo único da Resolução 94/2011). 4.2 Forma de cálculo e segregação de receitas Conceitos básicos A fim de se apurar o valor a ser pago mensalmente dentro do Simples Nacional, é primordial conhecer três conceitos importantes para a apuração do total devido e para a permanência no regime: o período de apuração, a receita bruta do ano, a receita bruta total dos últimos 12 (doze) meses e a receita bruta no ano-calendário anterior. Todos são determinados à partir da apuração da receita bruta, e são usados para diferentes finalidades, conforme o quadro abaixo: 21

22 CONCEITO SIGNIFICADO USO Período de Apuração (PA) É o mês-calendário É a base de cálculo usada considerado como base para apuração da receita para o cálculo dos tributos devidos no mês. bruta. Receita Bruta Anual (RBA) É o total de receita bruta É usada para: acumulada durante o anocalendário. determinar se o contribuinte enquadra-se como Microempreeendedor Individual (MEI), Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP); verificar se o contribuinte deve ser excluído e com que efeitos. Receita Bruta Total dos últimos 12 meses (RBT12) Receita Bruta no anocalendário anterior (RBAA) É a receita bruta acumulada nos últimos 12 meses. É a receita bruta acumulada no anocalendário anterior. Determina em qual faixa de alíquota o contribuinte se encaixa. Serve como parâmetro para determinar se um contribuinte tem direito ao recolhimento pelo regime de estimativa da base de cálculo 14. Esses conceitos são importantes, e serão melhor trabalhados durante os exercícios de cálculo Forma de segregação das receitas Uma vez definida a faixa de alíquota, deve-se determinar em qual ou quais tabelas o contribuinte deve recolher os tributos relativos à sua atividade produtiva. Assim, os contribuintes optantes devem separar em as suas receitas conforme a classificação abaixo: 14 Não confundir com o recolhimento do ISS de forma fixa, ou ISS fixo, previsto para as sociedades uniprofissionais no art. 9º, inc. III do DL 406/68. 22

23 revenda de mercadorias, que serão tributadas na forma do Anexo I; venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte, que serão tributadas na forma do Anexo II; prestação de serviços tributados na forma do Anexo III; prestação de serviços tributados na forma do Anexo IV; prestação de serviços previstos na forma do Anexo V; prestação de serviços previstos tributados na forma do Anexo VI 15 ; locação de bens móveis, que serão tributadas na forma do Anexo III, deduzida a parcela correspondente ao ISS; atividade com incidência simultânea de IPI e de ISS, que será tributada na forma do Anexo II, deduzida a parcela correspondente ao ICMS e acrescida a parcela correspondente ao ISS prevista no Anexo III; prestação do serviço de escritórios de serviços contábeis, que serão tributados na forma do Anexo III, desconsiderando-se o percentual relativo ao ISS, quando o imposto for fixado pela legislação municipal e recolhido diretamente ao Município em valor fixo prestação de serviços tributados com base no Anexo III, desconsiderando-se o percentual relativo ao ISS e adicionando-se o percentual relativo ao ICMS previsto na tabela do Anexo I: a) transportes intermunicipais e interestaduais de cargas; b) transportes intermunicipais e interestaduais de passageiros, c) de comunicação. Esta regra serve especialmente para a apuração do IPI, do ICMS e do ISSQN, pois no caso desses impostos, somente a receita específica do fato gerador deverá ser considerada para fins de cálculo do imposto devido. 15 Na Resolução 94/2011 esse Anexo é nomeado como Anexo V-A. 23

24 A forma de segregação dessas receitas, bem como a forma do cálculo do valor final devido pelo contribuinte, estão previstas nos arts. 25-A e 26 da Resolução nº 94/2011 do CGSN. Exemplo: uma empresa tem R$ ,00 de receita bruta no PA, sendo R$ ,00 de serviços tributados pela tabela do Anexo III, e R$ ,00 de venda de mercadorias por ele industrializadas (Anexo II). A RBT12 naquele mês foi de R$ ,00. Assim, deve-se buscar em qual faixa deve-se enquadrar essa RBT12, aplicando-se sobre a base de cálculo da seguinte maneira: 01) O valor auferido com serviços que será de R$ ,00, deverá ser submetida à tabela do Anexo III. 02) O mesmo procedimento deve ser feito em relação à base de cálculo do IPI/ICMS, que será de R$ ,00 e será submetida à tabela do Anexo II. Feita essa segregação, deve-se buscar qual a faixa correspondente à RBT12 e aplicar as alíquotas previstas em ambas as tabelas. 4.3 O reflexo dos sublimites dos Estados para o cálculo do ISSQN e do ICMS Como já foi visto no tópico 2.5, alguns Estados foram autorizados a adotar sublimites em seus territórios. Esses sublimites são calculados em função da participação no PIB e obrigam os Municípios que estiverem situados em seus territórios, sendo válidos somente para a apuração do ICMS e do ISSQN. No caso dos Estados que adotam sublimites 16, os valores médios de receita bruta são respectivamente: 16 Os Estados que adotam esses sublimites podem fazer a opção até novembro de cada ano, e portanto eles podem variar. Para verificar quais os Estados adotaram e qual os sublimites deve-se fazer a consulta anualmente nas Resoluções do CGSN. 24

25 VALOR DO SUBLIMITE VALORES MÉDIOS DE RECEITA BRUTA Até R$ ,00 R$10.500,00/mês e R$ ,00/mês Até R$ ,00 R$15.000,00/mês e R$ ,00/mês Até R$ ,00 R$ ,00 e R$ ,00 IMPORTANTE: 1. Caso o contribuinte exceda esses limites, ele estará impedido de recolher somente o ISS e o ICMS, não afetando o recolhimento dos tributos federais. 2. O contribuinte também não será excluído do Simples, podendo fazer a opção normalmente no ano seguinte. 3. Se constatado, durante uma fiscalização, que uma empresa com sedes em diferentes estados tenha ultrapassado esses sublimites, somente a sede estabelecida no Estado com sublimite será desenquadrada para fins de apuração do ICMS e do ISSQN. 4.4 Tabelas de alíquotas FORMA DE ENQUADRAMENTO NAS TABELAS Para cálculo do valor a ser pago de tributo, deverão ser utilizadas as tabelas previstas nos Anexos, que deverão ser escolhidos de acordo com a atividade e com o valor da receita bruta dos últimos 12 meses (RBT12) (art. 18, 3 a 5 -I da LC 123/06 e art. 25-A da Resolução 94/2011). É importante lembrar que, até 2011 o valor máximo de receita bruta prevista era de R$ ,00. A partir de 2012 com a LC 139/11 mudaram as faixas de receita bruta, ficando inalteradas as alíquotas. 25

26 Anexo I receita decorrente da revenda de mercadorias (ICMS). Anexo II venda de mercadorias por elas industrializadas (IPI e ICMS). Para os contribuintes do ISSQN, estão previstos 04 tabelas, sendo que a principal é aquela prevista no Anexo III. Anexo III sobre a receita decorrente dos seguintes serviços: a) creche, pré-escola e estabelecimento de ensino fundamental, escolas técnicas, profissionais e de ensino médio, de línguas estrangeiras, de artes, cursos técnicos de pilotagem, preparatórios para concursos, gerenciais e escolas livres. b) agência terceirizada de correios; c) agência de viagem e turismo; d) transporte municipal de passageiros e de cargas em qualquer modalidade; e) centro de formação de condutores de veículos automotores de transporte terrestre de passageiros e de carga; f) agência lotérica; g) serviços de instalação, de reparos e de manutenção em geral, bem como de usinagem, solda, tratamento e revestimento em metais; h) produções cinematográficas, audiovisuais, artísticas e culturais, sua exibição ou apresentação, inclusive no caso de música, literatura, artes cênicas, artes visuais, cinematográficas e audiovisuais; i) fisioterapia; j) corretagem de seguros; k) corretagem de imóveis de terceiros, assim entendida a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis; l) serviços vinculados à locação de bens imóveis, assim entendidos o assessoramento locatício e a avaliação de imóveis para fins de locação; m) locação, cessão de uso e congêneres, de bens imóveis próprios com a finalidade de exploração de salões de festas, centro de convenções, escritórios virtuais, stands, quadras esportivas, estádios, ginásios, auditórios, casas de espetáculos, parques de 26

27 diversões, canchas e congêneres, para realização de eventos ou negócios de qualquer natureza; n) escritórios de serviços contábeis 17 ; o) locação 18 ; p) farmácias de manipulação 19 o) outros serviços que, cumulativamente: 1. não tenham por finalidade a prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva, artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não; 2. não estejam sujeitos especificamente à tributação na forma prevista nos Anexos IV, V e VI; Anexo IV sobre a receita decorrente dos seguintes serviços: a) construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de interiores; b) serviço de vigilância, limpeza ou conservação; c) serviços advocatícios. Anexo V sobre a receita decorrente dos seguintes serviços: a) administração e locação de imóveis de terceiros, assim entendidas a gestão e administração de imóveis de terceiros para qualquer finalidade, incluída a cobrança de aluguéis de imóveis de terceiros; 17 Os escritórios contábeis podem recolher o ISSQN de forma fixa, desde que previsto na legislação municipal. Mais detalhes serão vistos no tópico correspondente. 18 Deduzida a parcela correspondente ao ISS, pois o imposto municipal não incide nessa atividade. 19 Tributar no Anexo III (ISSQN) quando o medicamento for feito sob encomenda para entrega posterior ao adquirente, em caráter pessoal, mediante prescrições de profissionais habilitados ou indicação pelo farmacêutico, produzidos no próprio estabelecimento após o atendimento inicial; tributar no Anexo I (ICMS), nos demais casos. 27

28 b) academias de dança, de capoeira, de ioga e de artes marciais; c) academias de atividades físicas, desportivas, de natação e escolas de esportes; d) elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos, desde que desenvolvidos em estabelecimento da optante; e) licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação; f) planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas, desde que realizados em estabelecimento da optante; g) empresas montadoras de estandes para feiras; h) laboratórios de análises clínicas ou de patologia clínica; i) serviços de tomografia, diagnósticos médicos por imagem, registros gráficos e métodos óticos, bem como ressonância magnética; j) serviços de prótese em geral; Anexo VI sobre a receita decorrente dos seguintes serviços: a) medicina, inclusive laboratorial e enfermagem; b) medicina veterinária; c) odontologia; d) psicologia, psicanálise, terapia ocupacional, acupuntura, podologia, fonoaudiologia, clínicas de nutrição e de vacinação e bancos de leite; e) serviços de comissaria, de despachantes, de tradução e de interpretação; f) arquitetura, engenharia, medição, cartografia, topografia, geologia, geodésia, testes, suporte e análises técnicas e tecnológicas, pesquisa, design, desenho e agronomia; g) representação comercial e demais atividades de intermediação de negócios e serviços de terceiros; h) perícia, leilão e avaliação; i) auditoria, economia, consultoria, gestão, organização, controle e administração; j) jornalismo e publicidade; k) agenciamento, exceto de mão de obra; l) outras atividades do setor de serviços que, cumulativamente: 28

29 1. tenham por finalidade a prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva, artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não; 2. não estejam sujeitas especificamente à tributação prevista nos demais Anexos. Em resumo, temos três regras distintas para o enquadramento dos serviços nas quatro tabelas: Há aqueles serviços que tem previsão específica para determinado Anexo. Se o serviço não tiver previsão específica, deve ser tributado no Anexo III. Caso o serviço se caracterize como decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva, artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não e não tenha previsão específica 20, deve ser tributado no Anexo VI MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA (Art. 18, 16-A a 17-A da LC 123/2006 e arts. 22 a 24 da Resolução 94/2011) Caso o contribuinte exceda o valor máximo permitido para a receita bruta no anocalendário (RBA), vai sofrer majoração na alíquota aplicada, mas somente sobre o valor que exceder o limite máximo. Por exemplo: um contribuinte atinge o limite máximo de receita bruta em outubro, alcançando o valor de R$ ,00 (Três milhões e oitocentos mil reais). Nesse caso, somente o valor que ultrapassou o teto, ou seja, R$ ,00 (Duzentos mil reais) sofrerão majoração na alíquota. 20 São os seguintes serviços: fisioterapia e escritórios contábeis (Anexo III), e serviços advocatícios (Anexo IV). 29

30 O texto abaixo 21, extraído do site Mundo Contábil ( explica o passo-a-passo e todas as hipóteses previstas. A majoração das alíquotas também ocorrerá quando o contribuinte ultrapassar os sublimites estaduais e municipais fixados em R$ ,00, R$ ,00 ou R$ ,00, conforme o caso. Essa regra é válida enquanto o contribuinte não atingir o limite máximo para exclusão no mesmo ano-calendário, ou seja, R$ ,00 (Quatro milhões, trezentos e vinte mil reais). Também será aplicada a majoração das alíquotas se, no ano de início das atividades, o contribuinte ultrapassar os limites ou sublimites proporcionais ao número de meses compreendidos entre o início da atividade e o final do respectivo ano-calendário. As hipóteses variam conforme vários fatores, como existência ou não de filiais, quantidade de atividades desenvolvidas com previsão de tabelas distintas, entre outras, conforme abaixo. E para apuração dos limites, deve ser considerado o montante da receita auferida no ano, inclusive em relação ao próprio mês de apuração. Dessa forma, além do controle da receita auferida nos 12 meses anteriores ao período de apuração, o contribuinte também deverá controlar o montante da receita auferida no ano. Com a majoração, as alíquotas máximas do Simples Nacional a partir de 01/01/2012 são: ESPÉCIES DE RECEITAS ALÍQUOTA MÁXIMA ALÍQUOTA MÁXIMA MAJORADA EM 20% Comércio (Anexo I) 11,61% 13,932% Indústria (Anexo II) 12,11% 14,532% Serviços (Anexo III) 17,42% 20,904% Serviços (Anexo IV) 16.85% 20,22% Serviços (Anexo V) 27,90% 33,48% Serviços (Anexo VI) 22,45% 26,94% 21 =6962#c_1_5042Art.Introd. Acesso em 19. Mai

31 Nos tópicos a seguir analisaremos as diversas formas de cálculo da majoração das alíquotas. Cabe destacar, desde já, que a maior complexidade no cálculo da majoração refere-se ao mês em que é ultrapassado o limite do Simples Nacional. Neste mês, deverá ser destacada a parcela que ultrapassou o limite daquela que se manteve nele, afim de que a majoração se aplique somente à parcela excedente. Nos demais meses do respectivo ano-calendário, o total da receita auferida estará sujeita à majoração. II - Contribuinte com todos os estabelecimentos localizados em entes federativos que não adotem sublimites II.1 - Contribuinte com atividade no ano-calendário anterior Quando todos os estabelecimentos do contribuinte (matriz e filias) estiverem localizados em Estados e Municípios que não adotem sublimites, para apuração das alíquotas no mês em que for ultrapassado o limite de R$ ,00, deverá ser calculada a relação entre a parcela da receita bruta mensal que exceder o referido limite e a receita bruta total mensal. O cálculo da relação entre as receitas é necessário para determinação do montante da receita bruta mensal que sofrerá a majoração das alíquotas. Dessa forma, essa apuração se faz necessária tão somente no mês em que a receita bruta mensal ultrapassar o limite de R$ ,00. Nos demais meses do ano-calendário, o montante da receita bruta mensal estará sempre sujeito à majoração da alíquota, ou seja, não haverá mais relação entre receita sujeita e não sujeita à majoração. EXEMPLO: a) Mês de apuração: Novembro b) Receita bruta auferida no mês: R$ ,00 c) Receita bruta auferida nos 12 meses anteriores (Novembro/2011 a Outubro): R$ ,00 31

32 d) Receita bruta auferida durante o ano-calendário (Janeiro a Novembro): R$ ,00 e) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias (Anexo I). Ignorando a questão da majoração da alíquota, pela regra geral de cálculo, com base na receita bruta auferida nos 12 meses anteriores, seria aplicada, neste exemplo, a alíquota de 11,61% sobre a receita bruta auferida no mês. Entretanto, tendo em vista que a receita bruta acumulada no ano ultrapassou o limite de R$ ,00 sobre a parcela excedente deverá ser aplicada a alíquota máxima do respectivo Anexo, majorada em 20%. Dessa forma, sobre o montante auferido no mês será aplicada a alíquota de 13,932%, que corresponde à alíquota máxima do respectivo Anexo, majorada em 20%. Uma vez ultrapassado o limite do Simples Nacional, a ME ou EPP poderá ser excluída do regime a partir do mês seguinte, caso esse excesso seja superior a 20%. Não o sendo, a ME ou EPP poderá permanecer no Simples Nacional, até o final do ano, situação em que todos os demais meses do ano estarão sujeitos à majoração da alíquota. Neste caso, portanto, abandona-se a regra de cálculo com base na receita bruta auferida nos 12 meses anteriores (regra geral), para aplicar a alíquota máxima majorada. Além da majoração da alíquota, portanto, outra consequência do excesso de receita é a exclusão 22 do Simples Nacional a partir do mês seguinte ou do ano-calendário subsequente, quando esse excesso não for superior a 20%. Observa-se que a maior dificuldade no cálculo da majoração da alíquota ocorre no mês em que for ultrapassado o limite estabelecido, sendo que parte do montante auferido no mês estará sujeito à majoração e outra parte não. 22 Vide item 08 da apostila. 32

33 Sobre a parcela que ultrapassar o limite será aplicada a alíquota máxima majorada em 20%; sobre a parcela que respeitar o limite, a alíquota será determinada com base na regra geral, ou seja, com base da receita bruta auferida nos 12 meses anteriores. EXEMPLO Neste exemplo, considere os seguintes dados: a) Mês de apuração: Novembro/2015 b) Receita bruta auferida no mês: R$ ,00 c) Receita bruta auferida nos 12 meses anteriores (Novembro/2014 a Outubro/2015): R$ ,00 d) Receita bruta auferida durante o ano-calendário (Janeiro a Novembro/2015): R$ ,00 e) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias (Anexo I) Observa-se, nos dados do exemplo, que parte da receita (R$ ,00) ficará sujeita à regra geral de cálculo, sendo aplicável a alíquota de 11,61%, e outra parte da receita (R$ ,00) ficará sujeita à alíquota máxima majorada, correspondente a 13,932%. A majoração, portanto, é aplicada somente em relação à parcela que ultrapassou o limite R$ ,00. Nos próximos tópicos serão analisadas as peculiaridades que podem surgir da majoração das alíquotas, principalmente em relação ao início de atividade e à aplicação dos sublimites estaduais e municipais. Para facilitar a compreensão do cálculo, não foi adotada a forma prevista na Resolução CGSN nº 94/2011. O resultado, de qualquer forma, é o mesmo. II Contribuinte que aufere tão-somente um tipo de receita Em relação ao contribuinte com atividade no ano-calendário anterior, no mês em que for verificado que a receita bruta anual acumulada ultrapassou o limite de R$ ,00, deverá ser aplicada sobre a parcela da receita bruta mensal que 33

34 ultrapassou esse limite a alíquota máxima majorada em 20%. Sobre a parcela auferida no mês que não exceder ao limite será aplicada a regra geral de cálculo. EXEMPLO: a) Mês de apuração: Outubro/2015 b) Receita bruta auferida no mês: R$ ,00 c) Receita bruta auferida nos 12 meses anteriores (Outubro/2014 a Setembro/2015): R$ ,00 d) Receita bruta auferida durante o ano-calendário (Janeiro a Outubro/2015): R$ ,00 e) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias (Anexo I) Para apuração do Simples Nacional, no mês em que foi ultrapassado o limite, poderá ser aplicada a seguinte regra: A) Determinação do valor que excedeu o limite Para este cálculo, sobre o montante da receita bruta auferida durante o ano, basta deduzir o limite aplicável: R$ ,00 - R$ ,00 = R$ ,00 B) Apuração do Simples Nacional em relação à parcela que não ultrapassou o limite Para esta apuração, sobre o montante da receita auferida no mês deve ser subtraído o valor apurado no item anterior: R$ ,00 - R$ ,00 = R$ ,00 Sobre esse resultado deve ser aplicada ainda a alíquota determinada com base na regra geral de cálculo, ou seja, considerando a receita bruta auferida nos 12 meses anteriores. No presente exemplo, essa alíquota corresponde ao percentual de 11,51%: R$ ,00 x 11,51% = R$ ,00 C) Apuração do Simples Nacional em relação à parcela que ultrapassou o limite Sobre a parcela que ultrapassou o limite de R$ ,00 deve ser aplicada a alíquota máxima do respectivo Anexo, majorada em 20%. 34

35 Considerando a receita do exemplo, a alíquota máxima aplicável é de 11,61%. Majorada resultará em 13,932%. Sobre a parcela mensal que ultrapassou o limite de R$ ,00 será aplicada essa alíquota: R$ ,00 x 13,932% = R$ ,00 D) Apuração do montante a ser recolhido pelo Simples Nacional O montante a ser recolhido corresponderá ao valor calculado com base na regra geral, adicionado do valor apurado com base na alíquota majorada, ou seja: R$ ,00 + R$ ,00 = R$ ,00 E uma vez ultrapassado o limite, a ME ou EPP estará excluída do Simples Nacional a partir do mês seguinte, caso esse excesso seja superior a 20%. Não o sendo, a ME ou EPP poderá permanecer no Simples Nacional, até o final do ano, situação em que todos os demais meses do ano estarão sujeitos à majoração da alíquota. 1. Para as ME e EPP que possuírem filiais, o valor devido em relação à parcela da receita bruta total mensal que exceder o limite, será obtido mediante o somatório das expressões formadas pela multiplicação da relação a que se refere o tópico II.1 pela receita correspondente de cada estabelecimento, e, ainda, pela respectiva alíquota máxima majorada em 20% (vinte por cento). 2. Para as ME e EPP que possuírem filiais, o valor devido em relação à parcela da receita bruta total mensal que não exceder o limite, será obtido mediante o somatório das expressões formadas pela multiplicação da diferença entre 1 (um) inteiro e a relação a que se refere o tópico II.1 pela receita correspondente de cada estabelecimento, e, ainda, pela respectiva alíquota. II Contribuinte que aufere mais de um tipo de receita Como já disposto, ao contribuinte com atividade no ano-calendário anterior, no mês em que for verificado que a receita bruta anual acumulada ultrapassou o limite de R$ 35

36 ,00, deverá ser aplicada sobre a parcela da receita bruta mensal excedente a alíquota máxima majorada em 20%. Sobre a parcela auferida no mês que não exceder ao limite será aplicada a regra geral de cálculo. Quando o contribuinte auferir mais de um tipo de receita no mês será necessário, no entanto, segregar as receitas para fins de majoração das alíquotas. EXEMPLO: a) Mês de apuração: Outubro/2015 b) Receita bruta auferida no mês: R$ ,00 c) Receita bruta auferida nos 12 meses anteriores (Outubro/2014 a Setembro/2015): R$ ,00 d) Receita bruta auferida durante o ano-calendário (Janeiro a Outubro/2015): R$ ,00 e) Segregação das receitas auferidas no mês: e.1) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias (Anexo I): R$ ,00 e.2) Receitas decorrentes da venda de mercadorias por elas industrializadas (Anexo II): R$ ,00 Para apuração do Simples Nacional, no mês em que foi ultrapassado o limite aplicável, poderá ser aplicada a seguinte regra: A) Relação entre as diversas receitas e a receita bruta mensal Inicialmente será calculada a relação entre cada tipo de receita e o total auferido no mês: R$ ,00 / R$ ,00 = 0,60 R$ ,00 / R$ ,00 = 0,40 B) Determinação do valor que excedeu o limite Para este cálculo, sobre o montante da receita bruta auferida durante o ano, basta deduzir o limite aplicável: R$ ,00 - R$ ,00 = R$ ,00 C) Apuração do Simples Nacional em relação à parcela que não ultrapassou o limite 36

37 Para esta apuração, sobre o montante da receita auferida no mês deve ser subtraído o valor apurado no item anterior: R$ ,00 - R$ ,00 = R$ ,00 Sobre esse resultado devem ser aplicadas as relações encontradas no item 1: R$ ,00 x 0,60 = R$ ,00 R$ ,00 x 0,40 = R$ ,00 A esses valores serão aplicadas as alíquotas determinadas com base na receita auferida nos 12 meses anteriores ao período de apuração. No presente exemplo, essas alíquotas são de 11,51% e 12,01%: R$ ,00 x 11,51% = R$ ,00 R$ ,00 x 12,01% = R$ ,00 O valor devido em relação à parcela que não excedeu ao limite será a soma dessas últimas expressões: R$ ,00 + R$ ,00 = R$ ,00 D) Apuração do Simples Nacional em relação à parcela que ultrapassou o limite Sobre a parcela mensal que ultrapassou o limite de R$ ,00 devem ser aplicadas as relações percentuais encontradas: R$ ,00 x 0,60 = R$ ,00 R$ ,00 x 0,40 = R$ ,00 A esses valores serão aplicadas as alíquotas máximas previstas em cada Anexo, majoradas em 20%. Considerando as receitas do exemplo, as alíquotas máximas são de 11,61% e 12,11%. Majoradas resultarão em 13,932% e 14,532%: R$ ,00 x 13,932% = R$ 8.359,20 R$ ,00 x 14,532% = R$ 5.812,80 37

38 O valor devido em relação à parcela que excedeu ao limite será a soma dessas últimas expressões: R$ 8.359,20 + R$ 5.812,80 = R$ ,00 E) Apuração do montante a ser recolhido pelo Simples Nacional O montante a ser recolhido corresponderá ao valor calculado com base na regra geral, adicionado do valor apurado com base na alíquota majorada: R$ ,00 + R$ R$ ,00 = R$ ,00 E uma vez ultrapassado o limite, a ME ou EPP estará excluída do Simples Nacional a partir do mês seguinte, caso esse excesso seja superior a 20%. Não o sendo, a ME ou EPP poderá permanecer no Simples Nacional, até o final do ano, situação em que todos os demais meses do ano estarão sujeitos à majoração da alíquota. 1. Sobre a segregação de receitas por contribuintes que auferem mais de um tipo de receita, consulte o tópico I.2 do Roteiro Simples Nacional - Cálculo para recolhimento - Regras gerais - Roteiro de Procedimentos. 2. Para as ME e EPP que possuírem filiais, o valor devido em relação à parcela da receita bruta total mensal que exceder o limite, será obtido mediante o somatório das expressões formadas pela multiplicação da relação a que se refere o tópico II.1 pela receita correspondente de cada estabelecimento, e, ainda, pela respectiva alíquota máxima majorada em 20% (vinte por cento). II.2 - Contribuinte em início de atividade no ano-calendário No caso de início de atividade no ano-calendário, o limite para fins da majoração das alíquotas será proporcional ao número de meses de atividade. Dessa forma, no mês em que for verificado que a receita bruta anual acumulada ultrapassou o limite de R$ ,00 multiplicados pelo número de meses compreendido entre o início da atividade e o final do respectivo ano-calendário, o contribuinte deverá aplicar sobre a parcela da receita bruta mensal que ultrapassou esse limite a alíquota máxima majorada em 20%. 38

39 Sobre a parcela auferida no mês que respeitar o mencionado limite será aplicada a regra geral de cálculo. EXEMPLO: a) Início de atividade: Março b) Mês de apuração: Outubro c) Receita bruta auferida no mês: R$ ,00 d) Média aritmética da receita bruta auferida (Março a Setembro): R$ ,00 e) Receita bruta auferida durante o ano-calendário (Março a Outubro): R$ ,00 f) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias (Anexo I) Para apuração do Simples Nacional, no mês em que foi ultrapassado o limite aplicável, poderá ser aplicada a seguinte regra: A) Apuração do limite aplicável Em caso de início de atividade, o limite aplicável corresponderá à multiplicação de R$ ,00 pelo número de meses compreendido entre o início de atividade e o final do respectivo ano-calendário. Considerado o exemplo, onde as atividades foram iniciadas em março/2012, até o final do ano serão 10 meses. O limite aplicável, portanto, será: R$ ,00 x 10 = R$ ,00 B) Determinação do valor que excedeu o limite Para este cálculo, sobre o montante da receita bruta auferida durante o ano, basta deduzir o limite aplicável: R$ ,00 - R$ ,00 = R$ ,00 C) Apuração do Simples Nacional em relação à parcela que não ultrapassou o limite Para esta apuração, sobre o montante da receita auferida no mês deve ser subtraído o valor apurado no item anterior: R$ ,00 - R$ ,00 = R$ ,00 39

40 Sobre esse resultado deve ser aplicada a alíquota determinada com base na regra geral de cálculo. Considerando que se trata de início de atividade, onde não há 12 meses anteriores, a alíquota será determinada com base na média aritmética das receitas auferidas nos últimos meses. No presente exemplo, considerando a média aritmética, a alíquota aplicável será de 11,32%. R$ ,00 x 11,32% = R$ ,00 D) Apuração do Simples Nacional em relação à parcela que ultrapassou o limite Sobre a parcela que ultrapassou o limite de R$ ,00 deve ser aplicada a alíquota máxima do respectivo Anexo, majorada em 20%. Considerando a receita do exemplo, a alíquota máxima aplicável é de 11,61%. Majorada resultará em 13,932%. Sobre a parcela mensal que ultrapassou o limite de R$ ,00 será aplicada essa alíquota: R$ ,00 x 13,932% = R$ ,00 E) Apuração do montante a ser recolhido pelo Simples Nacional O montante a ser recolhido corresponderá ao valor calculado com base nas regras gerais, adicionado do valor apurado com base na alíquota majorada: R$ ,00 + R$ ,00 = R$ ,00 E uma vez ultrapassado o limite, a ME ou EPP estará excluída do Simples Nacional com efeitos retroativos, caso esse excesso seja superior a 20%. Não o sendo, a ME ou EPP poderá permanecer no Simples Nacional, até o final do ano, situação em que todos os demais meses do ano estarão sujeitos à majoração da alíquota. 40

41 O cálculo da relação entre as receitas é necessário para fins de determinação do montante da receita bruta mensal que sofrerá a majoração das alíquotas. Dessa forma, essa apuração se faz necessária tão somente no mês em que a receita bruta mensal ultrapassar o referido limite. Nos demais meses do anocalendário, o montante da receita bruta mensal estará sempre sujeito à majoração da alíquota, ou seja, não haverá mais relação entre receita sujeita e não sujeita à majoração. II Contribuinte que aufere tão-somente um tipo de receita No caso de início de atividade no ano-calendário, o limite para fins da majoração das alíquotas será proporcional ao número de meses de atividade. Dessa forma, no mês em que for verificado que a receita bruta anual acumulada ultrapassou o limite de R$ ,00 multiplicados pelo número de meses compreendido entre o início da atividade e o final do respectivo ano-calendário, o contribuinte deverá aplicar sobre a parcela da receita bruta mensal que ultrapassou esse limite a alíquota máxima majorada em 20%. Sobre a parcela auferida no mês que respeitar o mencionado limite será aplicada a regra geral de cálculo. a) Início de atividade: Março/2015 b) Mês de apuração: Outubro/2015 c) Receita bruta auferida no mês: R$ ,00 d) Média aritmética da receita bruta auferida (Março a Setembro/2015): R$ ,00 e) Receita bruta auferida durante o ano-calendário (Março a Outubro/2015): R$ ,00 f) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias (Anexo I) Para apuração do Simples Nacional, no mês em que foi ultrapassado o limite aplicável, poderá ser aplicada a seguinte regra: A) Apuração do limite aplicável 41

42 Em caso de início de atividade, o limite aplicável corresponderá à multiplicação de R$ ,00 pelo número de meses compreendido entre o início de atividade e o final do respectivo ano-calendário. Considerado o exemplo, onde as atividades foram iniciadas em março/2012, até o final do ano serão 10 meses. O limite aplicável, portanto, será: R$ ,00 x 10 = R$ ,00 B) Determinação do valor que excedeu o limite Para este cálculo, sobre o montante da receita bruta auferida durante o ano, basta deduzir o limite aplicável: R$ ,00 - R$ ,00 = R$ ,00 C) Apuração do Simples Nacional em relação à parcela que não ultrapassou o limite Para esta apuração, sobre o montante da receita auferida no mês deve ser subtraído o valor apurado no item anterior: R$ ,00 - R$ ,00 = R$ ,00 Sobre esse resultado deve ser aplicada a alíquota determinada com base na regra geral de cálculo. Considerando que se trata de início de atividade, onde não há 12 meses anteriores, a alíquota será determinada com base na média aritmética das receitas auferidas nos últimos meses. No presente exemplo, considerando a média aritmética, a alíquota aplicável será de 11,32%. R$ ,00 x 11,32% = R$ ,00 D) Apuração do Simples Nacional em relação à parcela que ultrapassou o limite Sobre a parcela que ultrapassou o limite de R$ ,00 deve ser aplicada a alíquota máxima do respectivo Anexo, majorada em 20%. 42

43 Considerando a receita do exemplo, a alíquota máxima aplicável é de 11,61%. Majorada resultará em 13,932%. Sobre a parcela mensal que ultrapassou o limite de R$ ,00 será aplicada essa alíquota: R$ ,00 x 13,932% = R$ ,00 E) Apuração do montante a ser recolhido pelo Simples Nacional O montante a ser recolhido corresponderá ao valor calculado com base nas regras gerais, adicionado do valor apurado com base na alíquota majorada: R$ ,00 + R$ ,00 = R$ ,00 E uma vez ultrapassado o limite, a ME ou EPP estará excluída do Simples Nacional com efeitos retroativos, caso esse excesso seja superior a 20%. Não o sendo, a ME ou EPP poderá permanecer no Simples Nacional, até o final do ano, situação em que todos os demais meses do ano estarão sujeitos à majoração da alíquota. Para as ME e EPP que possuírem filiais, o valor devido em relação à parcela da receita bruta total mensal que exceder o limite, será obtido mediante o somatório das expressões formadas pela multiplicação da relação a que se refere o tópico II.2 pela receita correspondente de cada estabelecimento, e, ainda, pela respectiva alíquota máxima majorada em 20% (vinte por cento). II Contribuinte que aufere mais de um tipo de receita Como já disposto, no caso de início de atividade no ano-calendário, no mês em que for verificado que a receita bruta anual acumulada ultrapassou o limite de R$ ,00 multiplicados pelo número de meses compreendido entre o início da atividade e o final do respectivo ano-calendário, o contribuinte deverá aplicar sobre a parcela da receita bruta mensal que ultrapassou esse limite a alíquota máxima majorada em 20%. Sobre a parcela auferida no mês que não exceder ao limite será aplicada a regra geral de cálculo. 43

44 Quando o contribuinte auferir mais de um tipo de receita no mês, será necessário, no entanto, segregar as receitas para fins de majoração das alíquotas. EXEMPLO: a) Início de atividade: Março b) Mês de apuração: Outubro c) Receita bruta auferida no mês: R$ ,00 d) Média aritmética da receita bruta auferida (Março a Setembro): R$ ,00 e) Receita bruta auferida durante o ano-calendário (Março a Outubro): R$ ,00 f) Segregação das receitas auferidas no mês: f.1) Receitas decorrentes da revenda de mercadorias (Anexo I): R$ ,00 f.2) Receitas decorrentes da venda de mercadorias por elas industrializadas (Anexo II): R$ ,00 Para apuração do Simples Nacional, no mês em que foi ultrapassado o limite aplicável, poderão ser seguidos os seguintes passos: A) Relação entre as diversas receitas e a receita bruta mensal Inicialmente será calculada a relação entre cada tipo de receita e o total auferido no mês: R$ ,00 / R$ ,00 = 0,60 R$ ,00 / R$ ,00 = 0,40 B) Apuração do limite aplicável Em caso de início de atividade, o limite aplicável corresponderá à multiplicação de R$ ,000 pelo número de meses compreendido entre o início de atividade e o final do respectivo ano-calendário. Considerado o exemplo, onde as atividades foram iniciadas em março, até o final do ano serão 10 meses. O limite aplicável, portanto, será: R$ ,00 x 10 = R$ ,00 44

45 C) Determinação do valor que excedeu o limite Para este cálculo, sobre o montante da receita bruta auferida durante o ano, basta deduzir o limite aplicável: R$ ,00 - R$ ,00 = R$ ,00 D) Apuração do Simples Nacional em relação à parcela que não ultrapassou o limite Para esta apuração, sobre o montante da receita auferida no mês deve ser subtraído o valor apurado no item anterior: R$ ,00 - R$ ,00 = R$ ,00 Sobre esse resultado devem ser aplicadas as relações percentuais encontradas: R$ ,00 x 0,60 = R$ ,00 R$ ,00 x 0,40 = R$ ,00 A esses valores serão aplicadas as alíquotas determinadas com base na regra geral de cálculo. Considerando que se trata de início de atividade, onde não há 12 meses anteriores, as alíquotas serão determinadas com base na média aritmética das receitas auferidas nos últimos meses. No presente exemplo, considerando a média aritmética, as alíquotas aplicáveis serão de 11,32% e 11,82%: R$ ,00 x 11,32% = R$ ,00 R$ ,00 x 11.82% = R$ ,00 O valor devido em relação à parcela que não excedeu ao limite será a soma dessas últimas expressões: R$ ,00 + R$ ,00 = R$ ,00 E) Apuração do Simples Nacional em relação à parcela que ultrapassou o limite 45

46 1. Sobre apuração do Simples Nacional em início de atividade (média aritmética), consulte o tópico II do Roteiro Simples Nacional - Cálculo para recolhimento - Regras gerais - Roteiro de Procedimentos. 2. Para as ME e EPP que possuírem filiais, o valor devido em relação à parcela da receita bruta total mensal que não exceder o limite, será obtido mediante o somatório das expressões formadas pela multiplicação da diferença entre 1 (um) inteiro e a relação a que se refere o tópico II.2 pela receita correspondente de cada estabelecimento, e, ainda, pela respectiva alíquota. Sobre a parcela mensal que ultrapassou o limite de R$ ,00 devem ser aplicadas as relações percentuais encontradas: R$ ,00 x 0,60 = R$ ,00 R$ ,00 x 0,40 = R$ ,00 A esses valores serão aplicadas as alíquotas máximas previstas em cada Anexo, majoradas em 20%. Considerando as receitas do exemplo, as alíquotas máximas são de 11,61% e 12,11%. Majoradas, resultarão em 13,932% e 14,532%: R$ ,00 x 13,932% = R$ 8.359,20 R$ ,00 x 14,532% = R$ 5.812,80 O valor devido em relação à parcela que excedeu ao limite será a soma dessas últimas expressões: R$ 8.359,20 + R$ 5.812,80 = R$ ,00 III - Contribuinte com estabelecimentos localizados em entes federativos que adotem sublimites Caso o contribuinte possua estabelecimentos situados em Estados ou Municípios que aotem sublimites serão aplicadas as alíquotas máximas majoradas quando a ME ou EPP ultrapassar os sublimites estaduais e municipais, fixados em R$ ,00, R$ ,00 ou R$ ,00, conforme o caso. 46

47 A majoração das alíquotas também poderá ocorrer, no caso de início de atividades, quando for ultrapassado os sublimites de R$ ,00, R$ ,00 ou R$ , conforme o caso, multiplicados pelo número de meses compreendido entre o início da atividade e o final do respectivo ano-calendário. III.1 - Receita superior ao sublimite e inferior ao limite geral Considerando que o valor acumulado ultrapasse tão somente o sublimite, mas se enquadre dentro do limite de R$ ,00, deverá ser aplicada a majoração da alíquota tão somente em relação ao ICMS ou ao ISS, conforme o caso. Os demais tributos serão calculados normalmente. III.2 - Receita superior ao sublimite e ao limite geral Neste caso, o ICMS e o ISS serão calculados mediante aplicação das alíquotas máximas dos respectivos sublimites, majoradas em 20%. Os demais tributos serão calculados na forma analisada no tópico II, ou seja, também serão majoradas. Fundamentação: art. 23, II, da Resolução CGSN nº 94/2011. III.3 - Contribuinte em início de atividade Nesta hipótese, de forma semelhante ao que ocorreu no tópico II, os sublimites de R$ ,00, R$ ,00 ou R$ ,00 serão substituídos pelos limites de R$ ,00, R$ ,00 ou R$ , multiplicados pelo número de meses compreendido entre o início da atividade e o final do respectivo ano-calendário. III.4 - Filiais As mesmas regras aplicáveis nos cálculos com filiais do tópico II serão aplicadas nos cálculos na hipóteses de estabelecimentos situados em entes federativos que adotem sublimites, observadas as peculiaridades relativas aos sublimites. 4.5 Imunidade, isenção e demais incentivos fiscais Essas situações estão regulamentadas no art. 18, incs. 18 a 20-A da LC 123/06, e ainda nos arts. 30 a 33 da Resolução 94/

48 Como regra geral, os Estados, o DF e os Municípios tem competência para conceder isenção ou redução do ICMS ou do ISS, e ainda para estabelecer valores fixos para recolhimento desses impostos. Essa concessão de benefício pode ser feita de maneira unilateral pelos entes da Federação, e de modo diferenciado para cada ramo de atividade. A redução ou isenção deve ser necessariamente prevista na legislação do ente federado que concedeu o benefício, com as regras que as empresas devem seguir, para facilitar o preenchimento do PGDAS-D, e devem seguir o disposto nos quadros exemplificativos, presentes no Anexo III dessa apostila. O artigo 18, 23 da LC 123/06 permitiu ainda o abatimento do material fornecido pelo prestador dos serviços previstos nos itens 7.02 e 7.05 da lista de serviços anexa à Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de Entretanto, essa regra diz somente respeito às mercadorias produzidas pelo contribuinte fora do local da obra. O que a LC 123/06 fez nesse caso foi: ATENÇÃO!!!!!! a) reafirmar o que já está disposto na LC 116/03, no art. 7º, 2º, inciso I; b) reafirmar a competência dos municípios para manter na base de cálculo do ISSQN o valor dos materiais aplicados na obra. Com relação à imunidade, a lei silencia, remetendo o assunto para o regulamento. O CGSN por sua vez, regulou o assunto no art. 30, limitando-se a dizer que a imunidade constitucional sobre alguns tributos não afeta a incidência quanto aos demais. 23 Art. 7 o A base de cálculo do imposto é o preço do serviço. [...] 2 o Não se incluem na base de cálculo do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza: I - o valor dos materiais fornecidos pelo prestador dos serviços previstos nos itens 7.02 e 7.05 da lista de serviços anexa a esta Lei Complementar; [...] 48

49 Neste caso, deve-se aplicar normalmente as demais alíquotas referentes aos tributos não alcançados pela imunidade. 4.6 Substituição tributária. As regras estão previstas no art. 21, 4º e 4º-A da LC 123/06, e foram regulamentadas nos arts. 27 a 29 da Resolução 94/2011. Veremos em separado as regras para o ICMS 24. REGRAS PARA O ICMS: No caso do ICMS, o valor do imposto devido por substituição tributária corresponderá à diferença entre: o valor resultante da aplicação da alíquota interna do ente competente para cobrar o ICMS sobre o preço máximo de venda a varejo fixado pela autoridade competente ou sugerido pelo fabricante, ou sobre o preço a consumidor usualmente praticado; e o valor resultante da aplicação da alíquota interna ou interestadual sobre o valor da operação ou prestação própria do substituto tributário. Caso não seja possível determinar o preço máximo de venda a varejo fixado pela autoridade competente ou sugerido pelo fabricante, ou sobre o preço a consumidor usualmente praticado, o ICMS por substituição tributária será calculado tomando por base na fórmula imposto devido = [base de cálculo x (1,00 + MVA) x alíquota interna] - dedução, onde: "base de cálculo" é o valor da operação própria realizada pela ME ou EPP substituta tributária; 24 As regras do ISSQN serão vistas no próximo tópico. 49

50 "MVA" é a margem de valor agregado divulgada pelo ente competente para tributar o ICMS; "alíquota interna" é a do ente competente para tributar o ICMS; "dedução" é o valor da operação ou prestação própria do substituto tributário. Assim, numa operação hipotética, de venda de uma mercadoria com preço de R$ 100,00 (cem reais), e com MVA de 70%, e alíquota interna de 17%, o cálculo do ICMS Substituição fica assim: (( %) x 17%) (100 x 17%) (170 x 17%) 17 28,90-17 = R$ 11,90 VALOR DO ICMS SUBSTITUIÇÃO O valor pago a título de ICMS Substituição não será considerado receita de venda ou revenda de mercadorias para fins de cálculo dos tributos devidos no Simples Nacional. No caso da empresa ME ou EPP se encontrar na condição de substituída tributária, deverá segregar as receitas decorrentes de revenda de mercadoria e ainda, da venda de mercadorias por elas industrializadas. 4.7 Crédito Presumido (LC 123/06, art. 23 e Resolução 94/2011, art. 56) A LC 123/06 proíbe que as empresas optantes aproveitem ou transfiram quaisquer créditos decorrentes dos tributos abrangidos pelo Simples Nacional. Porém, as pessoas jurídicas não optantes pelo Simples Nacional terão direito a crédito correspondente ao ICMS incidente sobre as suas aquisições de mercadorias de microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples Nacional. Essas aquisições devem ser destinadas à comercialização ou industrialização, e deve ser observado como limite o ICMS efetivamente devido pelas optantes pelo Simples Nacional em relação a essas aquisições. 50

51 A alíquota aplicável ao cálculo do crédito acima mencionado deverá ser informada no documento fiscal e corresponderá ao percentual de ICMS previsto nos Anexos I ou II da Lei Complementar para a faixa de receita bruta a que a microempresa ou a empresa de pequeno porte estiver sujeita no mês anterior ao da operação. Na hipótese de a operação ocorrer no mês de início de atividades da microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples Nacional, a alíquota aplicável ao cálculo do crédito corresponderá ao percentual de ICMS referente à menor alíquota prevista nos Anexos I ou II. Mediante deliberação exclusiva e unilateral dos Estados e do Distrito Federal, poderá ser concedido às pessoas jurídicas não optantes pelo Simples Nacional crédito correspondente ao ICMS incidente sobre os insumos utilizados nas mercadorias adquiridas de indústria optante pelo Simples Nacional. É vedado o estabelecimento de diferenciação no valor do crédito em razão da procedência dessas mercadorias. OBSERVAÇÃO: Em Santa Catarina, esse crédito presumido é de 7%, conforme o disposto no art. 15, inciso XXVI do Anexo II do Decreto 2.870/2001 (Regulamento do ICMS de Santa Catarina RICMS/SC). 4.8 Casos Práticos Ver Anexo IV 5 Regras específicas para o ISSQN 5.1 Estimativa fiscal A lei e o regulamento (art. 18, 18 a 20 da LC 123/2006 c/c art. 33 da Resolução 94/2011) permitem que Estados e Municípios estabeleçam estimativa fixa para a base de cálculo (ou enquadramento fiscal). 51

52 Somente podem ser beneficiadas as ME s que tenham receita bruta até o limite máximo previsto na segunda faixa de receitas brutas anuais constantes dos Anexos I a VI, ou seja, até R$ ,00 (trezentos e sessenta mil reais). A Resolução 94/2011 (art. 33, 2º-A) previu ainda limites máximos que podem ser estabelecidos para os valores fixos mensais para as ME s beneficiadas, conforme abaixo: FAIXA DE FATURAMENTO ICMS ISSQN Até R$ ,00 R$ 93,75 R$ 150,00 Entre R$ ,00 e R$ ,00 R$ 279,00 R$ 418,50 Esse limite máximo deve ser calculado proporcionalmente quando a ME tiver iniciado suas atividades no ano-calendário anterior, utilizando-se da média aritmética da receita bruta total dos meses desse ano-calendário, multiplicada por 12 (doze). Não pode ser beneficiada a ME que: possua mais de um estabelecimento; esteja no ano-calendário de início de atividade; exerça mais de um ramo de atividade: a) com valores fixos distintos, para o mesmo imposto, estabelecidos pelo respectivo ente federado; ou b) quando pelo menos um dos ramos de atividade exercido não esteja sujeito ao valor fixo, para o mesmo imposto, estabelecido pelo respectivo ente federado. Sobre a possibilidade de exclusão por extrapolação do limite máximo, são previstas duas regras (art. 33, 9º e 10º): 1. Caso a ME ultrapasse o primeiro sublimite (R$ ,00), ainda poderá recolher no regime de estimativa. 52

53 2. Caso a ME também extrapole o limite máximo de R$ ,00, estará sujeita à exclusão do regime por estimativa, a partir do mês subsequente à ocorrência do excesso, sujeitando-se à apuração desses tributos na forma das demais empresas optantes pelo Simples Nacional. 5.2 Regras para substituição tributária As regras previstas na LC 123/06 são as seguintes: O contribuinte deverá informar no documento fiscal a alíquota a ser aplicada, que deverá ser aquela ao qual está submetido no Simples Nacional no mês anterior ao da prestação. Para empresas em início de atividade, deve-se aplicar a menor alíquota prevista para o ISSQN, que hoje é de 2%. Caso o contribuinte não informe qual a alíquota a qual está sujeito, o tomador do serviço deverá aplicar a maior alíquota prevista, que hoje é de 5%. O prestador tem ainda a responsabilidade de recolher eventual diferença entre a alíquota informada e a efetivamente aplicável, seja no caso dessa alíquota ter sido informada erroneamente, seja no caso de empresa em início de atividade. O valor retido e pago será definitivo, não havendo recolhimento do ISSQN no Simples Nacional sobre a receita de prestação de serviços que sofreu a retenção. Caso as informações prestadas quanto à alíquota aplicável e à eventual substituição tributária sejam falsas, isto sujeitará o responsável, o titular, os sócios ou os administradores da microempresa e da empresa de pequeno porte, juntamente com as demais pessoas que para ela concorrerem, às penalidades previstas na legislação criminal e tributária. ATENÇÃO!!! A LC 123/06 e a Resolução 94/2011 tem regras diferentes quanto à substituição tributária para empresas enquadradas no regime de enquadramento ou estimativa da base de cálculo. 53

54 A LC 123/06 estipulou no art. 21, 4º, inc. IV, que não caberá a retenção nos casos em que a empresa recolhe valores fixos. Por outro lado, a Resolução 94/11 determinou em seu art. 27, inciso V, que esses contribuintes sofrerão retenção quando o ISS for devido a outro Município, não sendo permitida a dedução dessa retenção. Entre a Lei e a Resolução, deve-se cumprir a Lei. Além das regras já previstas na LC 123/06, a Resolução 94/2011 determina o seguinte: O contribuinte que contar com isenção ou redução de ISSQN devido à legislação municipal ou distrital deverá informar a alíquota aplicável, bem como a legislação que concedeu o benefício. No caso da ME ou EPP ser substituto tributário, ele deverá segregar as receitas próprias decorrentes de revenda de mercadorias ou industrialização de produtos, daquelas decorrentes da substituição tributária. Os tributos sujeitos à substituição tributária devem ser recolhidos diretamente ao ente tributante pela ME ou EPP que se encontre na condição de substituto tributário. 5.3 ISS fixo e sua (im)possibilidade no Simples Nacional O ISSQN recolhido de forma fixa é um regime diferenciado previsto no art. 9º, 3º do DL 406/68 e que de acordo com o STJ 25 ainda continua em vigor. Por outro lado, a LC 123/2006 afasta categoricamente todo e qualquer tratamento diferenciado para os contribuintes que aderirem ao Simples Nacional. Desta maneira, caso uma sociedade uniprofissional faça sua adesão ao Simples Nacional, ela perde automaticamente o tratamento diferenciado para recolhimento do ISSQN, DEVENDO RECOLHER O IMPOSTO PELA RECEITA, CONFORME A SISTEMÁTICA DO SIMPLES NACIONAL. 25 (AgRg no AgRg no AgRg no REsp /RS, Rel.Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe 18/03/2009). 54

55 A exceção fica por conta dos escritórios contábeis, que estão autorizados a recolher o ISSQN pelo regime fixo, desde que autorizados pela lei municipal. Portanto, esse regime diferenciado aplicável aos escritórios contábeis é uma liberalidade dos municípios, que podem dentro da sua competência, excluir os escritórios contábeis que não se enquadrem como sociedades uniprofissionais. Entretanto, ainda de acordo com jurisprudência pacificada do STJ, somente as sociedades sem caráter empresarial podem se beneficiar desta forma diferenciada de recolhimento, como pode ser visto no julgado abaixo: TRIBUTÁRIO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. INSTRUMENTALIDADE RECURSAL. SOCIEDADE UNIPROFISSIONAL DE ADVOGADOS. ISS. RECOLHIMENTO COM BASE EM VALOR FIXO ANUAL. TRATAMENTO TRIBUTÁRIO DIFERENCIADO PREVISTO NO ART. 9º, 1º E 3º, DO DECRETO-LEI N. 406/68. REQUISITOS PARA O BENEFÍCIO LEGAL VERIFICADOS NA CORTE DE ORIGEM E. SÚMULA 7/STJ. 1. (...) 2. A jurisprudência das duas Turmas que compõem a Primeira Seção é uniforme no sentido de que o benefício da alíquota fixa do ISS somente é devido às sociedades unipessoais integradas por profissionais que atuam com responsabilidade pessoal, não alcançando as sociedades empresariais, como as sociedades por quotas cuja responsabilidade é limitada ao capital social. 3. É, portanto, necessário, para o deferimento das benesses do dispositivo em questão, o atendimento de requisitos específicos. 4. O Tribunal de origem entendeu que o recorrido não preenche tais requisitos. Incidência da Súmula 7/STJ. 5. Quanto à interposição pela alínea c, este Tribunal tem entendimento no sentido de que a incidência da Súmula 7 desta Corte impede o exame de dissídio jurisprudencial, uma vez que falta identidade entre os paradigmas apresentados e os fundamentos do acórdão, tendo em vista a situação fática do caso, com base na qual a Corte de origem deu solução à causa. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, e improvido. (STJ - EDcl no AREsp: PE 2013/ , Relator: Ministro HUMBERTO MARTINS, Data de Julgamento: 10/12/2013, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: DJe 16/12/2013). Em resumo temos a seguinte situação para a tributação fixa das sociedades uniprofissionais que aderirem ao Simples Nacional: 55

56 A regra geral vigente hoje é a perda automática do tratamento diferenciado para recolhimento do ISSQN, DEVENDO RECOLHER O IMPOSTO PELA RECEITA, CONFORME A SISTEMÁTICA DO SIMPLES NACIONAL. Para os escritórios contábeis, esse regime diferenciado foi facultado, desde que previsto na legislação municipal. De acordo com a jurisprudência pacificada do STJ, caso esses escritórios contábeis se caracterizem como sociedades empresárias perdem automaticamente o direito ao regime diferenciado. 6. Parcelamento (art. 21, 15 a 24 da LC 123/06). As regras previstas para o parcelamento e para o reparcelamento na LC 123/06 são as seguintes: 01) O CGSN é o órgão competente para fixar critérios, condições para rescisão, prazos, valores mínimos de amortização e demais procedimentos para parcelamento dos recolhimentos em atraso dos débitos tributários apurados no Simples Nacional (art. 21, 15 da LC 123/06). 02) O parcelamento pode ser feito em até 60 (sessenta) meses, obedecidas as normas estipuladas pelo CGSN (art. 21, 16 da LC 123/06). 03) Às parcelas será acrescentada a SELIC acumulada mensalmente, calculada a partir do mês subsequente ao da consolidação até o mês anterior ao do pagamento, e de 1% (um por cento) relativamente ao mês em que o pagamento estiver sendo efetuado (art. 21, 17 da LC 123/06). 04) A lei tambem permite o reparcelamento de débitos consolidados em um parcelamento ou de parcelamento rescindido, podendo ser incluídos novos débitos, conforme as regras do CGSN (art. 21, 18 da LC 123/06). 05) O pedido de parcelamento deferido importa confissão irretratável do débito e configura confissão extrajudicial (art. 21, 20 da LC 123/06). 06) Serão aplicadas na consolidação as reduções das multas de lançamento de ofício previstas na legislação federal, conforme regulamentação do CGSN (art. 21, 21 da LC 123/06). 56

57 07) O repasse para os entes federados dos valores pagos e da amortização dos débitos parcelados será efetuado proporcionalmente ao valor de cada tributo na composição da dívida consolidada (art. 22, 22 da LC 123/06). 08) No caso de parcelamento de débito inscrito em dívida ativa, o devedor pagará custas, emolumentos e demais encargos legais (art. 22, 23 da LC 123/06). 09) Implicará imediata rescisão do parcelamento e remessa do débito para inscrição em dívida ativa ou prosseguimento da execução, conforme o caso, até deliberação do CGSN, a falta de pagamento de 3 (três) parcelas, consecutivas ou não; ou de 1 (uma) parcela, estando pagas todas as demais (art. 22, 24 da LC 123/06) Regulamentação do CGSN (arts. 44 a 55 da Resolução 94/2011). O CGSN editou diversas normas concernentes ao parcelamento e ao reparcelamento. Algumas delas foram repetições do que a LC 123/06 determina. Abaixo, estão as regras exclusivas do CGSN: NORMAS GERAIS 01) A redução das multas de ofício (isto é, aquelas impostas como penalidade pelo não pagamento dos tributos) após a consolidação do débito seguirá o disposto nos incisos II e IV do art. 6º da Lei nº 8.218, de 29 de agosto de 1991, na proporção de (art. 44, inc. IV da Resolução 94/2011): 01.1) 40% se o sujeito passivo requerer o parcelamento no prazo de trinta dias, contado da data em que foi notificado do lançamento (art. 44, inc. IV da Resolução 94/2011); 01.2) 20% (vinte por cento), se o sujeito passivo requerer o parcelamento no prazo de trinta dias, contado da data em que foi notificado da decisão administrativa de primeira instância (art. 44, inc. IV da Resolução 94/2011). 02) Somente serão parcelados débitos já vencidos e constituídos na data do pedido de parcelamento e que não se encontrem com exigibilidade suspensa na forma do art do Código Tributário Nacional (CTN) (art. 44, 1º e 2º da Resolução 94/2011). 26 Art Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: I - moratória; II - o depósito do seu montante integral; III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança. 57

58 03) As multas de ofício vinculadas a débitos já vencidos poderão ser parceladas antes da data de vencimento (art. 44, 1º da Resolução 94/2011). 04) Os débitos constituídos por meio de Auto de Infração e Notificação Fiscal (AINF) de que trata o art. 79 poderão ser parcelados desde a sua lavratura, desde que não estejam com a exigibilidade suspensa (art. 44, 3º da Resolução 94/2011). VEDAÇÃO AO PARCELAMENTO 05) Os sujeitos passivos com falência decretada estão proibidos de solicitar parcelamento (art. 44, 4º da Resolução 94/2011). 06) O parcelamento não se aplica (art. 45 da Resolução 94/2011): 06.1) às multas por descumprimento de obrigação acessória; 06.2) à CPP para a Seguridade Social para a empresa optante com base tributada com base nos anexos IV e V da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, até 31 de dezembro de 2008; e para a empresa optante com base no anexo IV da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, a partir de 1º de janeiro de 2009; 06.3) aos demais tributos ou fatos geradores não abrangidos pelo Simples Nacional, previstos no 1º do art. 13 da LC 123/2006. COMPETÊNCIA PARA CONCESSÃO E ADMINISTRAÇÃO 07) Por regra geral, a concessão e a administração do parcelamento serão de responsabilidade da Receita Federal do Brasil (art. 46, inc. I da Resolução 94/2011). A RFB emitiu a Instrução Normativa 1.229/2011, que regulamentou a forma do pedido de parcelamento. 08.1) As exceções ficam por conta dos débitos inscritos em Dívida Ativa da União (DAU), quando a responsabilidade é da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) (art. 46, inc. II da Resolução 94/2011); ou 08.2) do Estado, Distrito Federal ou Município em relação aos débitos de ICMS ou de ISS (art. 46, inc. III da Resolução 94/2011): a) transferidos para inscrição em dívida ativa, em face do convênio previsto no 3º do art. 41 da Lei Complementar nº 123, de 2006; V a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; VI o parcelamento. 58

59 b) lançados pelo ente federado antes da disponibilização do Sistema Único de Fiscalização, Lançamento e Contencioso (SEFISC), desde que não inscritos em Dívida Ativa da União; c) devidos pelo MEI e apurados no Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional (SIMEI). PEDIDO 09) Fica permitida a revisão dos valores do parcelamento, a pedido ou de ofício, para eventuais correções (art. 47 da Resolução 94/2011). A Resolução não limita esta revisão, e portanto, ela pode ser feita tanto no sentido de aumentar o valor a ser parcelado quanto para diminuir. 10) A adesão ao parcelamento implica na aceitação dos termos e condições legais (art. 47 da Resolução 94/2011). 11) O parcelamento de empresas baixadas e ainda de execuções redirecionadas da pessoa jurídica para os sócios deverá ser pedido em nome deles (art. 49 da Resolução 94/2011). DEFERIMENTO 12) O órgão concessor poderá (art. 50, incs. I a III da Resolução 94/2011): 12.1) condicionar o deferimento do parcelamento à confirmação do pagamento tempestivo da primeira parcela; 12.2) considerar o pedido deferido automaticamente após decorrido determinado período da data do pedido sem manifestação da autoridade; 12.3) estabelecer condições complementares, observadas as disposições desta Resolução. 13) Caso a decisão do pedido de parcelamento não esteja condicionada à confirmação do pagamento da primeira parcela, o deferimento do parcelamento se dará sob condição resolutória, tornando-se sem efeito caso não seja efetuado o respectivo pagamento no prazo estipulado pelo órgão concessor (art. 50, 1 da Resolução 94/2011). 14) Caso o contribuinte não pague a 1ª parcela, o deferimento se tornará sem efeito, e o contribuinte será excluído do Simples Nacional, com efeitos retroativos, caso o parcelamento tenha sido solicitado para possibilitar o deferimento do pedido de opção (art. 50, 2 da Resolução 94/2011). 59

60 15) Está proibido um novo parcelamento sem a quitação do parcelamento anterior, exceto no caso de reparcelamento (art. 50, 3 da Resolução 94/2011). CONSOLIDAÇÃO 16) Após deferido o parcelamento, a dívida deve ser consolidada, considerando-se como data da consolidação a data do pedido (art. 51, caput da Resolução 94/2011). 17) Compreende-se por dívida consolidada o somatório dos débitos parcelados, acrescidos dos encargos, custas, emolumentos e acréscimos legais, devidos até a data do pedido de parcelamento (art. 51, 1 da Resolução 94/2011). 18) A multa de mora será aplicada no valor máximo fixado pela legislação (art. 51, 2 da Resolução 94/2011). De acordo com o art. 35 da LC 123/06 deve ser aplicada a legislação do Imposto de Renda, mais especificamente o previsto no art. 950 do RIR/99, já visto anteriormente. PRESTAÇÕES E PAGAMENTO 19) Quanto aos parcelamentos de competência da RFB e da PGFN (art. 52, incs. I a III da Resolução 94/2011): 19.1) O valor de cada parcela será obtido mediante a divisão do valor da dívida consolidada pelo número de parcelas solicitadas, observado o limite mínimo de R$ 500,00 (quinhentos reais); 19.2) O valor mínimo de R$ 500,00 por parcela não se aplica quanto aos débitos de responsabilidade do MEI, quando o valor mínimo será estipulado em ato do órgão concessor o Estado no caso do ICMS e o Município no caso do ISS; 19.3) as prestações do parcelamento vencerão no último dia útil de cada mês; 19.4) O repasse para os entes federados dos valores pagos e a amortização dos débitos parcelados será efetuado proporcionalmente ao valor de cada tributo na composição da dívida consolidada. 20) O valor de cada parcela, inclusive do valor mínimo estará sujeito à atualização monetária e juros da Selic art. 52, 2 da Resolução 94/2011). REPARCELAMENTO (ART. 53) 21) Serão admitidos até 2 (dois) reparcelamentos de débitos do Simples Nacional constantes de parcelamento em curso ou que tenha sido rescindido, podendo ser 60

61 incluídos novos débitos, concedendo-se novo prazo observado o limite máximo de 60 meses (Art. 53, caput). 22) A formalização de reparcelamento de débitos fica condicionada ao recolhimento da primeira parcela em valor correspondente a (art. 53, 1 ): 22.1) 10% (dez por cento) do total dos débitos consolidados; ou 22.2) 20% (vinte por cento) do total dos débitos consolidados, caso haja débito com histórico de reparcelamento anterior. 23) Para os débitos inscritos em Dívida Ativa da União (DAU) será verificado o histórico de parcelamento no âmbito da RFB e da PGFN, e para os débitos administrados pelo Estado, Distrito Federal ou Município, será verificado o histórico em seu âmbito (Art. 53, 2 e 3 ). 24) A desistência de parcelamento em que foi concedida redução de multa de ofício, com a finalidade de reparcelamento do saldo devedor, implica restabelecimento do montante da multa proporcionalmente ao valor da receita não satisfeita (Art. 53, 4 ). 25) Caso a negociação do reparcelamento ocorra dentro do prazo de trinta dias, contado da data em que foi notificado o lançamento, ou ainda no prazo de trinta dias, contado da data em que foi notificada decisão administrativa de 1 ª instância, serão aplicadas as reduções de 40% e 20% respectivamente (Art. 53, 4 ). 26) O reparcelamento para inclusão de débitos relativos ao ano-calendário de 2011, no prazo estabelecido pelo órgão concessor não contará como um parcelamento, nem estará sujeito ao recolhimento mínimo estabelecido no 1 (Art. 53, 5 ). RESCISÃO (ART. 54) 27) São causa de rescisão do parcelamento: a falta de pagamento de três parcelas, consecutivas ou não; ou a existência de saldo devedor, após a data de vencimento da última parcela do parcelamento (art. 54, incs. I e II). 28) A parcela paga parcialmente é considerada inadimplente (art. 54, 1 ). 29) Uma vez rescindido o parcelamento, o saldo devedor será encaminhado para inscrição em dívida ativa, ou se for o caso, dar-se-á prosseguimento à execução fiscal (art. 54, 2 ). 30) A rescisão do parcelamento motivada pelo descumprimento das normas que o regulam implicará restabelecimento do montante das multas de ofício proporcionalmente ao valor da receita não satisfeita (art. 54, 3 ). 61

62 REGRAS COMPLEMENTARES (ART. 55) 31) A RFB, a PGFN, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão editar normas complementares relativas ao parcelamento, observando-se as disposições da Resolução 94/ Regulamentação dos Municípios. Além das regras gerais estabelecidas na LC 123/2006 e na Resolução 94/2011, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios terão competência para estabelecer regras em alguns casos específicos. Eles podem determinar: 01) A forma do parcelamento dos créditos decorrentes de ação fiscal acontecida antes da disponibilização do SEFISC (art. 46, 2º). 02) O órgão competente para conceder o parcelamento (Art. 46, 3º). 03) O valor mínimo e a data de vencimento das parcelas. (Art. 52, 1º). 7 Compensação e restituição de indébito (art. 21,. 5 a 14 da LC 123/06). Ao contrário da redação anterior, que praticamente delegava todo o rito da compensação e da restituição ao CGSN para regulamentação, a LC 139/11 acrescentou diversos incisos ao art. 21 para tratar especificamente dessas duas situações. Na nova sistemática, as regras continuam a ser de competência do CGSN, porém coube à lei regular diversos aspectos, como atualização monetária dos valores a serem compensados/restituídos, compensação/restituição indevida, vedação de compensação com créditos não originários do Simples Nacional, aplicação dos prazos de decadência e prescrição previstos no Código Tributário Nacional (CTN), além da proibição da cessão de créditos para quitação do Simples Nacional Procedimentos na LC 123/06. A LC 123/06 estipulou que será aplicado ao montante a ser compensado/restituído a SELIC a partir do mês seguinte ao que ocorreu o pagamento indevido até o mês 62

63 imediatamente anterior à compensação/restituição, acumulada mensalmente, mais 1% no mês em que a restituição/compensação for feita (art. 21, 7 ). Para a devolução de valores compensados indevidamente, serão aplicadas as regras do Imposto de Renda (art. 21, 8 c/c art. 35). O RIR/99 estipulou no art. 950 para os juros de mora, no art. 953 para a atualização monetária, e no art. 957 para as multas de ofício: Art Os débitos não pagos nos prazos previstos na legislação específica serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento por dia de atraso (Lei nº 9.430, de 1996, art. 61). 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do imposto até o dia em que ocorrer o seu pagamento (Lei nº 9.430, de 1996, art. 61, 1º). 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento (Lei nº 9.430, de 1996, art. 61, 2º). 3º A multa de mora prevista neste artigo não será aplicada quando o valor do imposto já tenha servido de base para a aplicação da multa decorrente de lançamento de ofício. Art Em relação a fatos geradores ocorridos a partir de 1º de abril de 1995, os créditos tributários da União não pagos até a data do vencimento serão acrescidos de juros de mora equivalentes à variação da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento (Lei nº 8.981, de 1995, art. 84, inciso I, e 1º, Lei nº 9.065, de 1995, art. 13, e Lei nº 9.430, de 1996, art. 61, 3º). 1º No mês em que o débito for pago, os juros de mora serão de um por cento (Lei nº 8.981, de 1995, art. 84, 2º, e Lei nº 9.430, de 1996, art. 61, 3º). 2º Os juros de mora não incidem sobre o valor da multa de mora de que trata o art. 950 (Decreto-Lei nº 2.323, de 1987, art. 16, parágrafo único, e Decreto-Lei nº 2.331, de 28 de maio de 1987, art. 6º). 3º Os juros de mora serão devidos, inclusive durante o período em que a respectiva cobrança houver sido suspensa por decisão administrativa ou judicial (Decreto-Lei nº 1.736, de 1979, art. 5º). 4º Somente o depósito em dinheiro, na Caixa Econômica Federal, faz cessar a responsabilidade pelos juros de mora devidos no curso da execução judicial para a cobrança da dívida ativa. 5º Serão devidos juros de mora pelo prazo em que tiver ocorrido postergação de pagamento do imposto em virtude de inexatidão quanto ao período de competência, nos casos de que trata o art

64 Art Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de imposto (Lei nº 9.430, de 1996, art. 44): I - de setenta e cinco por cento nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II - de cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 1964, independentemente de outras penalidades. Parágrafo único. As multas de que trata este artigo serão exigidas (Lei nº 9.430, de 1996, art. 44, 1º): I - juntamente com o imposto, quando não houver sido anteriormente pago; II - isoladamente, quando o imposto houver sido pago após o vencimento do prazo previsto, mas sem o acréscimo de multa de mora; III - isoladamente, no caso de pessoa física sujeita ao pagamento mensal do imposto na forma do art. 106, que deixar de fazê-lo, ainda que não tenha apurado imposto a pagar na declaração de ajuste; IV - isoladamente, no caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento do imposto, na forma do art. 222, que deixar de fazê-lo, ainda que tenha apurado prejuízo fiscal, no anocalendário correspondente. No caso de falsidade na declaração que levou à compensação, será aplicada uma multa de 150%, tendo por base de cálculo o valor total do débito indevidamente compensado (art. 21, 8 ). A lei estabeleceu as seguintes vedações: 01) o aproveitamento de créditos não apurados no Simples Nacional, inclusive de natureza não tributária, para extinção de débitos do Simples Nacional. (art. 21, 9 ). 02) O uso de créditos apurados no Simples Nacional para a extinção de outros débitos para com as Fazendas Públicas, salvo por ocasião da compensação de ofício (ou seja, determinada pela própria Fazenda) oriunda de deferimento em processo de restituição ou após a exclusão da empresa do Simples Nacional. (art. 21, 10). 03) a cessão de créditos para extinção de débitos no Simples Nacional. (art. 21, 13). 64

65 No Simples Nacional, somente é permitida a compensação para a extinção de débitos para com o mesmo ente federado e relativos ao mesmo tributo. Desta maneira, não é possível usar um crédito do ICMS para quitar o IPI, por exemplo (art. 21, 11). Por fim, aplica-se a decadência e a prescrição à compensação e à restituição, conforme previsto no CTN (art. 21, 13). Em termos práticos, significa dizer que o contribuinte tem 05 anos contados a partir do pagamento indevido, para pedir a compensação ou a restituição, conforme previsto no art. 150, 4, que é o prazo para a decadência nos lançamentos por homologação Regulamentação pelo CGSN (arts. 117 a 119 da Resolução 94/2011). A restituição foi regulada pelos arts. 117 e 118 da Resolução 94/2011, que instituíram as seguintes regras: 01) Entende-se como restituição a repetição de indébito decorrente de valores pagos indevidamente ou a maior pelo contribuinte, por meio do DAS (art. 117, parágrafo único). 02) A ME ou EPP somente poderá solicitar a restituição de tributos abrangidos pelo Simples Nacional diretamente ao respectivo ente federado, de tributos de sua competência tributária (art. 118, caput). 03) O ente federado que analisar a restituição deverá certificar-se da existência do crédito a ser restituído, pelas informações constantes nos aplicativos de consulta no Portal do Simples Nacional (art. 118, 1, inc. I). 04) Uma vez processada a restituição, registrá-la no aplicativo específico do Simples Nacional, para bloqueio de novas restituições ou compensações do mesmo valor (art. 118, 1, inc. II). 05) O procedimento para o pedido de restituição deverá ser aquele previsto na legislação de cada ente federado (art. 118, 2 ). 06) Os créditos decorrentes da restituição poderão ser objeto de compensação junto a Fazenda do próprio ente federado (art. 118, 3 ). 65

66 Já a compensação deverá ser feita através de um aplicativo a ser disponibilizado pela Receita Federal (art. 119, caput), e tem as seguintes regras: 01) Será permitida a compensação tão somente de créditos para extinção de débitos junto ao mesmo ente federado e relativos ao mesmo tributo. 02) Os créditos compensados serão aqueles oriundos de período para o qual já tenha sido apropriada a respectiva DASN apresentada pelo contribuinte, até o anocalendário 2011, ou a apuração validada por meio do PGDAS-D, a partir do anocalendário ) As demais regras são as mesmas já previstas na LC 123/06. 8 Obrigações Acessórias o novo PGDAS e o DEFIS 8.1 A função do PGDAS-D. A nova obrigação acessória das empresas optantes do Simples Nacional está assim configurada na lei: 01) As informações prestadas no novo programa de cálculo do Simples Nacional têm caráter declaratório, constituindo confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos tributos e contribuições que não tenham sido recolhidos resultantes das informações nele prestadas. 02) Essas informações deverão ser fornecidas à Secretaria da Receita Federal do Brasil até o vencimento do prazo para pagamento dos tributos devidos no Simples Nacional em cada mês, relativamente aos fatos geradores ocorridos no mês anterior. 03) Ou seja, o PGDAS-D é o documento definitivo de constituição de dívida, e portanto, passível de inscrição em dívida ativa sem a necessidade de processo prévio de fiscalização ou de lançamento de ofício. Além das regras gerais já previstas na LC 123/06, a Resolução 94/11 prevê no art. 37- A a forma de retificação do PGDAS-D: 66

67 01) A alteração das declarações feitas no PGDAS-D poderá ser feita por retificação, que terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindo-a integralmente. 02) A retificação servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados. 03) A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar os débitos: 03.1) já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU, ou, com relação ao ICMS ou ao ISS, transferidos ao Estado ou Município que tenha efetuado o convênio; ou 03.2) em relação aos quais a ME ou EPP tenha sido intimada sobre o início de procedimento fiscal. 04) Após a remessa para inscrição na DAU ou a transferência para os Estados e Municípios com convênio, a retificação só poderá ser feita nos casos em que houver prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração. Essa retificação poderá ser efetuada pela União como regra geral, ou excepcionalmente, pelos Estados e Municípios com convênio para transferência do ICMS e do ISSQN. 8.2 DEFIS Declaração de Informações Socioeconômicas A DEFIS foi regulamentada no art. 25 da LC 123/06, que tem as seguintes regras: 01) Foi criada ainda uma nova declaração que também tem caráter declaratório, e que deverá ser única e simplificada, e que conterá as informações socioeconômicas e fiscais do ano fiscal do contribuinte. 02) Essa nova declaração deverá ser compartilhada entre os entes federativos, e tambem terá caráter de confissão de dívida, e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos tributos e contribuições que não tenham sido recolhidos resultantes das informações nele prestadas. 03) A lei ainda determina que a situação de inatividade seja comunicada ao Fisco conforme estipulado pelo CGSN. 67

68 O CGSN regulamentou a nova DEFIS no artigo 66 da Resolução 94/11: 01) A DEFIS será entregue à RFB por meio de módulo do aplicativo PGDAS-D, até 31 de março de cada ano, relativamente aos fatos geradores ocorridos no ano-calendário anterior. 02) No caso de incorporação, cisão total ou parcial, extinção ou fusão, a DEFIS relativa à situação especial deverá ser entregue: no último dia do mês de junho, quando o evento ocorrer de janeiro a abril do ano-calendário; ou no último dia do mês subsequente ao do evento, nos demais casos. 03) Em relação ao ano-calendário de exclusão do contribuinte do Simples Nacional, este deverá entregar a DEFIS abrangendo os fatos geradores ocorridos no período em que esteve na condição de optante, dentro do prazo para entrega do item anterior. 04) A DEFIS pode ser retificada a qualquer momento, independentemente de prévia autorização da administração tributária e terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada. Essa retificação somente terá efeito, caso seja feita antes do início de qualquer ação fiscal, conforme determina o art. 138, parágrafo único do CTN. 05) A exigência da DEFIS não desobriga a prestação de informações relativas a terceiros. 06) A inatividade da ME ou da EPP durante todo o ano-calendário deve ser informada na DEFIS. 07) Considera-se em situação de inatividade a ME ou EPP que não apresente mutação patrimonial e atividade operacional durante todo o ano-calendário. 08) Há uma regra de transição em relação a DASN: ela deverá ser entregue, com relativa aos fatos geradores dos anos de 2007 a 2011, sendo que a DASN referente a 2011 deve ser entregue até 31 de março de Foram mantido inclusive os prazos de entrega e as penalidades. 09) O CGSN estendeu à DASN todas as regras pertinentes à DEFIS, inclusive dotando-a com o caráter de confissão de dívida. Também previu que a retificação da DASN se conforme o art. 37-A, que regula essa matéria em relação ao PGDAS-D. 68

69 8.3 Documentos e Livros Fiscais e Contábeis. As MEs e EPPs optantes ou não pelo Simples Nacional poderão adotar contabilidade simplificada para os registros e controles das operações realizadas, desde que atendidas às disposições do Código Civil e das Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. A contabilidade simplificada encontra-se regulamentada pela NBC T Escrituração Contábil Simplificada para Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, aprovada pela Resolução CFC 1.115/ DOCUMENTOS FISCAIS (art. 26, inc. I, 4º A 4º-C da LC 123/06 c/c arts. 57 A 59 da Resolução 94/2011): A LC 147/2014 introduziu uma importante mudança quanto à capacidade dos entes federativos para estabelecer obrigações acessórias. Anteriormente, a regra dizia apenas genericamente que estava vedada a imposição de obrigação acessória além daquelas estabelecidas pelo CGSN, que deveriam ter necessariamente características nacionalmente uniformes. O novo diploma legal foi além e proibiu a exigência de obrigações tributárias acessórias relativas aos tributos apurados na forma do Simples Nacional além daquelas estipuladas pelo CGSN e atendidas por meio do Portal do Simples Nacional, bem como, o estabelecimento de exigências adicionais e unilaterais pelos entes federativos, exceto os programas de cidadania fiscal (art. 26, 4º). Além disso, impôs outras regras restritivas: 01) Condicionou a obrigatoriedade da escrituração digital à autorização prévia do CGSN, e à disponibilização de ferramenta gratuita para uso da empresa optante (art. 26, 4º-A). 02) Determinou que a exigência de livros eletrônicos somente pode ser imposta caso seja substitutiva para os livros entregues em meio convencional, cuja obrigatoriedade tenha sido prévia e especificamente estabelecida pelo CGSN (art. 26, 4º-B). 69

70 03) Restringiu a possibilidade dos entes federados exigir a apresentação de escrituração fiscal digital ou obrigação equivalente àqueles que já tenham norma válida publicada por ente federado até o primeiro trimestre de 2014, obrigando os demais a aguardarem a implantação de sistema nacional uniforme estabelecido pelo CGSN com compartilhamento de informações com os entes federados (art. 26, 4º-C). O CGSN já alterou a Resolução 94/2011, incluindo o artigo 61-A, que além de reafirmar o disposto na lei, estabeleceu ainda que: Com relação à entrega de declarações eletrônicas, ou outra exigência relativa à obrigação acessória, o artigo 61-A da Resolução 94/2011 estipulou que tal regra não se aplica à solicitação de documentos durante procedimento administrativo fiscal, tais como a exibição de livros, documentos ou arquivos eletrônicos e o fornecimento de informações fiscais, econômicas ou financeiras, necessários à fundamentação dos atos administrativos oriundos do procedimento. OBSERVAÇÃO IMPORTANTE DA INSTRUTORA!!! Essa é uma norma inconstitucional, já que impede que os entes federados atualizem suas legislações e modernizem seus sistemas de controle das obrigações acessórias, ferindo cláusula constitucional pétrea 27. Portanto, é uma regra duplamente inaplicável, por inconstitucional, e ainda por não ter sido disciplinada pelo CGSN, que ainda não se manifestou como será feita essa autorização ou qual será o formato desse sistema de compartilhamento, ou ainda se e quando será colocado à disposição dos entes federados. 27 Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. [...] Art. 30. Compete aos Municípios: I - legislar sobre assuntos de interesse local; II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei; [...] Art. 60 [...] 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I - a forma federativa de Estado; II - o voto direto, secreto, universal e periódico; III - a separação dos Poderes; IV - os direitos e garantias individuais. 70

71 Ademais, a nova redação dada à LC 123/06 pela LC 147/14 determinou ainda que (art. 26, 10 a 15): 1. A emissão ou recepção de documento fiscal por meio eletrônico estabelecido pelas administrações tributárias, em qualquer modalidade, de entrada, de saída ou de prestação, na forma estabelecida pelo CGSN, representa sua própria escrituração fiscal e elemento suficiente para a fundamentação e a constituição do crédito tributário. 2. Esse sistema a ser regulamentado pelo CGSN e que será feito por um aplicativo único vai permitir o compartilhamento dos dados entre as administrações tributárias da União, Estados, Distrito Federal e Municípios e, quando emitidos por meio eletrônico desobrigam o contribuinte optante pelo Simples Nacional de transmitir seus dados às administrações tributárias. 3. A lei ainda resguardou o direito dos Estados via portarias do CONFAZ28 a instituir a obrigatoriedade de utilização de documentos fiscais eletrônicos nas operações e prestações relativas ao ICMS em aplicativos disponibilizados, de forma gratuita, no portal do Simples Nacional. Com relação à adoção de Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e), a Resolução 94/2011 limitou-se a ampliar a possibilidade de uso de documentos fiscais: autorizados pelos entes federados onde o contribuinte possuir estabelecimento, inclusive os emitidos por meio eletrônico; diretamente por sistema nacional informatizado, com autorização eletrônica, sem custos para a ME ou EPP, quando houver sua disponibilização no Portal do Simples Nacional. As demais regras aplicáveis à emissão de documentos fiscais são as seguintes: 28 CONFAZ Conselho Nacional de Política Fazendária, órgão encarregado de uniformizar a legislação do ICMS no país, e que congrega representantes de todas as Secretarias de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal. 71

72 1. Inutilização dos campos destinados à base de cálculo e ao imposto destacado, de obrigação própria, através da impressão por qualquer meio gráfico indelével, das expressões: "DOCUMENTO EMITIDO POR ME OU EPP OPTANTE PELO SIMPLES NACIONAL"; e NÃO GERA DIREITO A CRÉDITO FISCAL DE IPI. 2. As empresas que excederem os sub-limites de receita bruta máximo para a apuração do ICMS e do ISSQN (vide item 4.3) não precisam fazer a inutilização, e devem consignar, no campo destinado às informações complementares ou, em sua falta, no corpo do documento, por qualquer meio gráfico indelével, as expressões: "ESTABELECIMENTO IMPEDIDO DE RECOLHER O ICMS/ISS PELO SIMPLES NACIONAL, NOS TERMOS DO 1º DO ART. 20 DA LC 123/2006" e "NÃO GERA DIREITO A CRÉDITO FISCAL DE IPI. 3. Quando a ME ou EPP for substituta ou responsável tributária, deverá indicar a base de cálculo e o valor do imposto retido no documento fiscal. 4. A ME ou EPP optante pelo Simples Nacional que emitir Nota Fiscal com direito ao crédito deve indicar no campo destinado às informações complementares (ou alternativamente, no quadro Dados do Produto), a expressão: "PERMITE O APROVEITAMENTO DO CRÉDITO DE ICMS NO VALOR DE R$...; CORRESPONDENTE À ALÍQUOTA DE...%, NOS TERMOS DO ART. 23 DA LC 123/ Os entes tributantes podem exigir dos contribuintes optantes do Simples Nacional o cumprimento das obrigações acessórias previstas nos regimes especiais de controle fiscal, observados os prazos e formas previstos nas respectivas legislações. 6. Manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a apuração dos impostos e contribuições devidos e o cumprimento das obrigações acessórias enquanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações; 72

73 7. Relativamente ao equipamento Emissor de Cupom Fiscal (ECF), deverão ser observadas as normas estabelecidas nas legislações dos entes federados. NOTA: As empresas optantes do Simples Nacional estão obrigadas a prestar informações relativas a terceiros, quando solicitadas LIVROS FISCAIS E CONTÁBEIS (art. 26, 2 e 3 da LC 123/06 e art. 61 da Resolução 94/2011): Livros obrigatórios para TODOS os contribuintes: Livro Caixa, no qual deverá estar escriturada toda a sua movimentação financeira e bancária. Alternativamente, pode-se apresentar o Livro Diário e o Livro Razão. Livros obrigatórios para os contribuintes do ICMS: Livro Registro de Inventário, no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término de cada ano-calendário, quando contribuinte do ICMS; Livro Registro de Entradas, modelo 1 ou 1-A, destinado à escrituração dos documentos fiscais relativos às entradas de mercadorias ou bens e às aquisições de serviços de transporte e de comunicação efetuadas a qualquer título pelo estabelecimento, quando contribuinte do ICMS. Livros obrigatórios para os contribuintes do ISSQN: Livro Registro dos Serviços Prestados, destinado ao registro dos documentos fiscais relativos aos serviços prestados sujeitos ao ISS, quando contribuinte do ISS; Livro Registro de Serviços Tomados, destinado ao registro dos documentos fiscais relativos aos serviços tomados sujeitos ao ISSQN. Livros obrigatórios para os contribuintes do IPI: Livro de Registro de Entrada e Saída de Selo de Controle, caso exigível pela legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI. Livros específicos: 73

74 LIVRO REGISTRO DE IMPRESSAO DE DOCUMENTOS FISCAIS: estabelecimentos gráficos. LIVRO REGISTRO DE VEÍCULOS: intermediários de veículos, inclusive depositários e expositores; LIVRO DE REGISTRO DE OPERAÇÃO COM COMBUSTÍVEIS: estabelecimentos que comercializam combustíveis. DISPENSA: Os livros OBRIGATÓRIOS poderão ser dispensados, no todo ou em parte, pelo ente tributante, respeitados os limites de sua respectiva competência. Características obrigatórias do Livro Caixa (art. 61, 6 da Resolução 94/2011):. Conter termos de abertura e de encerramento e ser assinado pelo representante legal da empresa e pelo responsável contábil legalmente habilitado, salvo se nenhum houver na localidade. Ser escriturado por estabelecimento. LEMBRETE Somente as obrigações acessórias criadas na legislação até março de 2015 podem ser exigidas, de acordo com as alterações feitas pela LC 147/2015, já comentadas anteriormente OBRIGAÇÕES PARA OS CONTRIBUINTES OPTANTES PELO REGIME DE CAIXA (Arts. 70 e 71 da Resolução 94/2011) Os contribuintes optantes pelo Regime de Caixa (art. 18, 3º da LC 123/06 c/c art. 16, caput da Resolução 94/2011) tem obrigações acessórias adicionais para cumprir, todas previstas no art. 70 da Resolução 94/2011. Todas devem preencher um registro dos valores a receber, no modelo constante do Anexo XI da Resolução 94/2011, referente a todas as vendas à prazo, tanto de mercadorias, quanto de serviços. A Resolução ainda determina que o contribuinte demonstre que tentou cobrar os créditos inadimplidos, sendo meios aceitáveis: a) notificação extrajudicial; 74

75 b) protesto; c) cobrança judicial; d) registro do débito em cadastro de proteção ao crédito. O descumprimento das obrigações acessórias acarreta: o desenquadramento de ofício do contribuinte retroativamente ao anocalendário em se constatou o descumprimento; o recálculo dos tributos devidos pela sistemática do Regime de Competência, além da aplicação dos acréscimos legais correspondentes USO DE EQUIPAMENTOS CONTADORES DE PRODUÇÃO (Arts. 72-A da Resolução 94/2011) A ME ou EPP envasadora de bebidas não alcoólicas optante do Simples Nacional permanece obrigada a instalar equipamentos de contadores de produção, que possibilitem, ainda, a identificação do tipo de produto, de embalagem e sua marca comercial, na forma disciplinada pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. 8.4 Certificação digital (art. 72 da Resolução 94/11) Ficou estabelecida a obrigatoriedade de certificação digital para as empresas optantes do Simples Nacional para a entrega da entrega da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP, e ainda para a emissão da Nota Fiscal Eletrônica, quando a obrigatoriedade estiver prevista em norma do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) ou na legislação municipal. 9 Exclusão do Simples Nacional 9.1 Consequências para o enquadramento quando os limites de receita bruta forem ultrapassados: as novas regras de exclusão. As regras para exclusão devido ao excesso de receita bruta tiveram algumas alterações, devido à mudança nas atividades permitidas para optar pelo regime. 75

76 A forma mais importante de exclusão é aquela que diz respeito à extrapolação do teto máximo de receita bruta. A regra funciona da seguinte maneira: - Empresa ME que ultrapassar o teto de R$ ,00 acumulados no ano: passa a ser considerada EPP no próximo ano calendário; - Empresa EPP que não ultrapassar o teto de R$ ,00 acumulados no ano: passa a ser considerada ME no próximo ano calendário; - Empresa EPP que ultrapassar o teto de R$ ,00 acumulados no ano: há duas situações distintas: Se a empresa exceder em mais de 20% da receita bruta máxima (mais de R$ ,00) é desenquadrada com efeito a partir do mês seguinte ao que ocorreu o excesso. Se a empresa exceder em menos de 20% da receita bruta máxima (mais de R$ ,00), será desenquadrada no ano-calendário seguinte. OBSERVAÇÃO 01: esta regra vale tanto para a receita bruta obtida no mercado interno quanto aquela obtida no mercado externo. Por outro lado, para as empresas em início de atividade, a regra da proporcionalidade se manteve. Primeiro, deve-se fazer o cálculo do receita bruta proporcional ao número de meses (inteiros ou fração) em que houve atividade. Depois, deve-se multiplicar o nº de meses restantes do ano pela média máxima de receita bruta mensal permitida para uma EPP, que é de R$ ,00 (Trezentos mil reais), para se chegar ao receita bruta máximo permitido para aquele ano, sem que a empresa seja desenquadrada do regime especial. 76

77 Caso isto ocorra, é preciso verificar se este excedente de receita bruta é inferior ou superior a 20% (vinte por cento). Neste caso, deve-se observar as seguintes regras com relação aos efeitos do desenquadramento: - Empresa ME ou EPP que ultrapassar o limite máximo de receita bruta de R$ ,00/mês em até 20%: a exclusão do regime será feita a partir do anocalendário seguinte; - Empresa ME ou EPP que ultrapassar o limite máximo em mais de 20% de receita bruta de R$ ,00/mês: a exclusão será retroativa ao início das atividades. (art. 3.º, 10,11, 12 e 13). Exemplo: A empresa iniciou suas atividades em 10 de maio. Número de meses em que a empresa terá atividade, no ano-calendário corrente, incluindo a fração do mês de maio: 08 meses. Receita bruta proporcional, para fins de enquadramento: R$ ,00 por mês x 08 (oito) meses = R$ ,00 (Dois milhões e quatrocentos mil reais). Valor máximo de receita bruta para que a empresa não seja desenquadrada retroativamente: R$ ,00 (Dois milhões, oitocentos e oitenta mil reais). Hipóteses A: se o receita bruta for de R$ ,00 (Dois milhões, quinhentos e cinqüenta mil reais), a empresa será desenquadrada somente a partir do anocalendário seguinte. Hipótese B: se o receita bruta for de R$ ,00 (Dois milhões, novecentos e noventa mil reais), a empresa será desenquadrada retroativamente a 10/05, data da opção pelo regime simplificado. 77

78 OBSERVAÇÃO: No caso dos Estados que adotam sublimites, os valores médios de receita bruta são respectivamente R$10.500,00/mês e R$ ,00/mês nos Estados com sublimite de R$ ,00; e R$15.000,00/mês e R$ ,00/mês nos Estados com sublimite de R$ ,00, e R$ ,00 e R$ ,00 para os Estados com sublimite de R$ ,00. Caso o contribuinte exceda esses limites, ele estará impedido de recolher somente o ISS e o ICMS. Os demais tributos poderão continuar a ser recolhidos pelo Simples. IMPORTANTE: o contribuinte está obrigado a comunicar à RFB sempre que ultrapassar os limites de receita bruta, sob pena de exclusão de ofício. 9.1 Por comunicação do contribuinte (art. 30, inc. I e art. 31, inciso I e 4º da LC 123/06 c/c art. 73, inc. I da Resolução 94/2011). A empresa ou empresário individual não é obrigado a ficar no Simples Nacional, podendo optar por sair do regime a qualquer tempo. Caso seja feita no mês de janeiro, produzirá efeito no mesmo ano-calendário. E caso seja feita nos demais meses, esta exclusão somente produzirá efeito a partir do início do ano calendário subseqüente. 9.2 Exclusão de comunicação obrigatória (art. 30 da LC 123/06 c/c art. 73 da Resolução 94/2011) Além dos casos em que ocorrer excesso dos limites de receita estabelecidos, o contribuinte tem que comunicar obrigatoriamente os seguintes eventos: Incorrer nas hipóteses de vedação previstas nos incisos II a XIV e XVI a XXV do art da Resolução 94/2011; 29 Vide itens 3.2 e

79 Possuir débito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa, hipótese em que a exclusão; Não possuir inscrição ou houver irregularidade em cadastro fiscal federal, municipal ou estadual, quando exigível. Em todos os casos, a comunicação deverá ser feita até o último dia útil do mês subsequente ao da ocorrência da situação. Quanto à exclusão, no caso dos impedimentos e com irregularidade cadastral, ela produzirá efeito a partir primeiro dia do mês seguinte ao da ocorrência da situação de vedação. Já nos casos de existência de débito, a exclusão fará efeito a partir do ano-calendário subsequente ao da comunicação. IMPORTANTE: Tanto no caso de débitos, quanto no caso de irregularidade cadastral, a comprovação da regularização do débito ou do cadastro fiscal, no prazo de até 30 (trinta) dias contados da ciência da exclusão de ofício, possibilitará a permanência da ME ou da EPP como optante pelo Simples Nacional. (Art. 76, 1º). A Resolução 94/2011 ainda prevê no seu art. 74, que a alteração dos dados do CNPJ à RFB equivalerá à comunicação obrigatória quando ocorrer: Alteração de natureza jurídica para Sociedade Anônima, Sociedade Empresária em Comandita por Ações, Sociedade em Conta de Participação ou Estabelecimento, no Brasil, de Sociedade Estrangeira; Inclusão de atividade econômica vedada à opção pelo Simples Nacional. Inclusão de sócio pessoa jurídica. Inclusão de sócio domiciliado no exterior. Cisão parcial. Extinção da empresa. Nestes casos, a exclusão fará efeito a partir do primeiro dia do mês seguinte ao da ocorrência da situação de vedação. 79

80 9.2 Exclusão de ofício A exclusão de ofício está prevista no artigo 29 da LC 123/2006 e nos artigos 75 e 76 da Resolução 94/ COMPETÊNCIA E PROCEDIMENTO A competência para fazer a exclusão de ofício pertence aos entes tributantes (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). O procedimento a ser adotado é o seguinte: 01) O ente deve emitir um Termo de Exclusão do Simples Nacional. 02) O contribuinte deve ser comunicado ) A exclusão somente terá efeito, caso o contribuinte não a conteste, ou em contestando, tenha seu pedido indeferido. 04) O ente responsável pela exclusão deve registrar a exclusão no Portal do Simples Nacional, para que ele tenha efeito. 05) Esse registro é dispensado quando a exclusão for feita retroativamente, para CNPJ já baixado. A Resolução ainda dá poderes ao Município, para proceder com a exclusão de contribuinte não sujeito ao ISSQN, desde que ele possua débitos com a Fazenda municipal, como por exemplo aqueles decorrentes das taxas de localização (Alvará) MOTIVOS E EFEITOS DA EXCLUSÃO DE OFÍCIO Os motivos para a exclusão de ofício, bem como seus efeitos estão abaixo relacionados: 30 Segundo o art. 75, 2º c/c art. 110 da Resolução 94/2011, a comunicação deve ser feita pelo sistema de comunicação eletrônica do Simples Nacional, ainda não disponibilizado. Nesse caso, a comunicação deve ser feita de acordo com a legislação municipal. 80

81 MOTIVO DA EXCLUSÃO 01) Quando verificada a falta de comunicação de exclusão obrigatória por extrapolação dos valores máximos de receita bruta permitidos. 02) Descumprimento das obrigações impostas aos escritórios de contabilidade no 22-B do art. 18 da LC 123/ ) Caso se constate que a empresa incorreu em alguma das hipóteses de vedação do art. art. 17, caput da LC 123/ ) Constatação de declaração inverídica no momento da adesão ao sistema ) For oferecido embaraço à fiscalização, caracterizado pela negativa não justificada de exibição de livros e documentos a que estiverem obrigadas, bem como pelo não fornecimento de informações sobre bens, movimentação financeira, negócio ou atividade que estiverem intimadas a apresentar, e nas demais hipóteses que autorizam a requisição de auxílio da força pública. 06) For oferecida resistência à fiscalização, caracterizada pela negativa de acesso ao estabelecimento, ao EFEITOS A partir da data em que o contribuinte ultrapassar os valores máximos de receita bruta permitidos. A partir do mês subsequente àquele em o escritório contábil descumprir o previsto no 22-B do art. 18 da LC 123/06. Retroativamente a partir da data de opção pelo Simples. Retroativamente a partir da data de opção pelo Simples. A partir do próprio mês em que incorridas, impedindo nova opção pelo Simples Nacional pelos 03 (três) anoscalendário subsequentes. A partir do próprio mês em que incorridas, impedindo nova opção pelo Simples Nacional pelos 3 (três) anos B. Os escritórios de serviços contábeis, individualmente ou por meio de suas entidades representativas de classe, deverão: I - promover atendimento gratuito relativo à inscrição, à opção de que trata o art. 18-A desta Lei Complementar e à primeira declaração anual simplificada da microempresa individual, podendo, para tanto, por meio de suas entidades representativas de classe, firmar convênios e acordos com a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, por intermédio dos seus órgãos vinculados; II - fornecer, na forma estabelecida pelo Comitê Gestor, resultados de pesquisas quantitativas e qualitativas relativas às microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional por eles atendidas; III - promover eventos de orientação fiscal, contábil e tributária para as microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional por eles atendidas. 32 Vide itens 3.2 e Art. 6º A opção pelo Simples Nacional dar-se-á por meio do Portal do Simples Nacional na internet, sendo irretratável para todo o ano-calendário. [...] 4º No momento da opção, o contribuinte deverá prestar declaração quanto ao não enquadramento nas vedações previstas no art. 15, independentemente das verificações efetuadas pelos entes federados.[...] 81

82 domicílio fiscal ou a qualquer outro local onde desenvolvam suas atividades ou se encontrem bens de sua propriedade. 07) A sua constituição ocorrer por interpostas pessoas; 08) Tiver sido constatada prática reiterada de infração ao disposto na Lei Complementar nº 123, de ) A ME ou EPP for declarada inapta, conforme o disposto nos arts e da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, e alterações posteriores. 10) O contribuinte comercializar mercadorias objeto de contrabando ou descaminho. 11) Houver falta de escrituração do livrocaixa ou não permitir a identificação da movimentação financeira, inclusive bancária. 12) For constatado que durante o anocalendário o valor das despesas pagas supera em 20% (vinte por cento) o valor de ingressos de recursos no mesmo período, excluído o ano de início de atividade 13) For constatado que durante o anocalendário o valor das aquisições de calendário subsequentes. A partir do próprio mês em que incorridas, impedindo nova opção pelo Simples Nacional pelos 3 (três) anoscalendário subsequentes. A partir do próprio mês em que incorridas, impedindo nova opção pelo Simples Nacional pelos 3 (três) anoscalendário subsequentes. A partir do próprio mês em que incorridas, impedindo nova opção pelo Simples Nacional pelos 3 (três) anoscalendário subsequentes. A partir do próprio mês em que ocorrer, impedindo nova opção pelo Simples Nacional pelos 3 (três) anos-calendário subsequentes. A partir do próprio mês em que incorridas, impedindo nova opção pelo Simples Nacional pelos 3 (três) anoscalendário subsequentes. A partir do próprio mês em que incorridas, impedindo nova opção pelo Simples Nacional pelos 3 (três) anoscalendário subsequentes. A partir do próprio mês em que incorridas, impedindo nova opção pelo 34 Art. 80. As pessoas jurídicas que, estando obrigadas, deixarem de apresentar declarações e demonstrativos por 5 (cinco) ou mais exercícios poderão ter sua inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CNPJ baixada, nos termos e condições definidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, se, intimadas por edital, não regularizarem sua situação no prazo de 60 (sessenta) dias, contado da data da publicação da intimação. 1 o Poderão ainda ter a inscrição no CNPJ baixada, nos termos e condições definidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, as pessoas jurídicas: I que não existam de fato; ou II que, declaradas inaptas, nos termos do art. 81 desta Lei, não tenham regularizado sua situação nos 5 (cinco) exercícios subsequentes. 35 Art. 81. Poderá ser declarada inapta, nos termos e condições definidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, a inscrição no CNPJ da pessoa jurídica que, estando obrigada, deixar de apresentar declarações e demonstrativos em 2 (dois) exercícios consecutivos. 82

83 mercadorias para comercialização ou industrialização, ressalvadas hipóteses justificadas de aumento de estoque, foi superior a 80% (oitenta por cento) dos ingressos de recursos no mesmo período, excluído o ano de início de atividade; 14) Não emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço, de forma reiterada, ressalvadas as prerrogativas do MEI ) Omitir da folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária, trabalhista ou tributária, segurado empregado, trabalhador avulso ou contribuinte individual que lhe preste serviço, de forma reiterada. 16) Ausência ou irregularidade no cadastro fiscal federal, municipal ou, quando exigível, estadual. 17) Débito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa Simples Nacional pelos 3 (três) anoscalendário subsequentes. A partir do próprio mês em que incorridas, impedindo nova opção pelo Simples Nacional pelos 3 (três) anoscalendário subsequentes. A partir do próprio mês em que incorridas, impedindo nova opção pelo Simples Nacional pelos 3 (três) anoscalendário subsequentes. A partir do primeiro dia do mês seguinte ao da ocorrência. A partir do ano-calendário subsequente ao da ciência do termo de exclusão. OBSERVAÇÕES IMPORTANTES No caso dos itens 05 a 15 da tabela, o prazo pode passar de 03 (três) para 10 (dez) anos caso seja constatada a utilização de artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento que induza ou mantenha a fiscalização em erro, com o fim de suprimir ou reduzir o pagamento de tributo apurável na forma do Simples Nacional. No caso dos itens 16 e 17, a exclusão fica suspensa, se houver a regularização em até 30 (trinta) dias do comunicado da exclusão. 36 O MEI fica dispensado de emitir documento fiscal nas operações com venda de mercadorias ou prestações de serviços para consumidor final pessoa física, e ainda naquelas com mercadorias para destinatário inscrito no CNPJ, quando o destinatário emitir nota fiscal de entrada 83

84 CONCEITO DE PRÁTICA REITERADA A conceituação da expressão prática reiterada que aparece nos itens 08, 14 e 15 da tabela supra foi feita no 9 do art. 29 da LC 123/2006, e compreende duas situações assim classificadas: A ocorrência, em 2 (dois) ou mais períodos de apuração, consecutivos ou alternados, de idênticas infrações, inclusive de natureza acessória, verificada em relação aos últimos 5 (cinco) anos-calendário, formalizadas por intermédio de auto de infração ou notificação de lançamento; ou A segunda ocorrência de idênticas infrações, caso seja constatada a utilização de artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento que induza ou mantenha a fiscalização em erro, com o fim de suprimir ou reduzir o pagamento de tributo. 10 Comunicação eletrônica e suas implicações (art. 16, 1-A da LC 139/2011 c/c art. 110, 4 da Resolução 94/2011). A partir da LC 139/11, estabeleceu-se como regra que a comunicação entre o Fisco e os contribuintes optantes do Simples será feita, preferencialmente, por meio de comunicação eletrônica. Entretanto, a lei não descarta outras formas de comunicação previstas pela legislação dos Estados e dos Municípios, e excluiu o MEI Regras de funcionamento (art. 16, 1º-B, incisos I a III da LC 123/06 c/c art. 110, 1º, incisos I a III da Resolução 94/2011). Tanto a LC 123/06 quanto a Resolução 94/2011 (art. 110, 1º, incisos I a III) determinaram as mesmas regras quanto ao funcionamento do sistema eletrônico de comunicação: 01) As comunicações serão feitas, por meio eletrônico, em portal próprio, dispensando-se a sua publicação no Diário Oficial e o envio por via postal. 84

85 02) A comunicação feita na forma prevista no caput será considerada pessoal para todos os efeitos legais 03) A ciência feita com utilização de certificação digital ou de código de acesso será válida. Também está previsto que, enquanto não estiver disponível o aplicativo relativo à comunicação eletrônica do Simples Nacional, os entes federados poderão utilizar sistemas de comunicação eletrônica, com regras próprias. No termo de exclusão emitido pelo sistema de comunicação eletrônica deverá constar: o nome da autoridade emissora, cargo ou função e matrícula, se houver; um número de autenticação para cada documento. Na hipótese de exclusão em lote, a postagem das comunicações no sistema eletrônico de que trata este artigo dispensa a assinatura individualizada dos documentos, devendo ser observada, subsidiariamente, a legislação processual vigente no âmbito do respectivo ente federado. Na prática hoje o sistema já está em vigor através do Portal do Simples, onde o contribuinte pode fazer o agendamento de sua opção, verificar pendências, deferimento ou indeferimento da opção, entre outras funcionalidades, que serão vistas no tópico correspondente Finalidade. De acordo com os incisos I a III do art. 16, 1º-A da LC 123/2006 (repetidos nos incisos I a III do art. 110 da Resolução 94/2011), a finalidade do sistema de comunicação eletrônica destina-se a: I - cientificar o sujeito passivo de quaisquer tipos de atos administrativos, incluídos os relativos ao indeferimento de opção, à exclusão do regime e a ações fiscais (art. 14, parágrafo único e art. 75, 2 da Resolução 94/2011); II - encaminhar notificações e intimações; e III - expedir avisos em geral. 85

86 Assim, a partir de agora, toda e qualquer comunicação da Receita Federal será necessariamente através deste sistema, estando o contribuinte ciente disto a partir do momento que solicitar sua adesão ao Simples. IMPORTANTE!!! O sistema eletrônico não se aplica ao MEI, conforme previsto no artigo 110, 4º, inciso II da Resolução 94/ Prazos e sua contagem (art. 16, 1º-B, incisos IV e V e 1º-C da LC 123/06 e art. 110, 1º, incisos IV e V e 2º da Resolução 94/2011). O contribuinte é considerado cientificado no momento em que abrir a comunicação eletrônica. Caso a ciência seja feita em dia não útil, ela será considerada feita no primeiro dia útil subsequente. Foi ainda estabelecido um prazo limite de 45 (quarenta e cinco) dias para que o contribuinte leia o comunicado, sob pena de ser considerado automaticamente comunicado ao fim desse prazo. 11 Fiscalização e Infrações e Penalidades 11.1 Fiscalização: regras de transição e no SEFISC - Sistema Eletrônico Único de Fiscalização do Simples Nacional (art. 33, 1o-A a 1o-D da LC 123/06). Foram introduzidas novas regras concernentes à fiscalização das empresas optantes do Simples Nacional: 01) A lei determinou que a ação fiscal deve abranger todos os tributos incluídos no Simples Nacional, e poderá abranger todos os demais estabelecimentos da microempresa ou da empresa de pequeno porte, independentemente da atividade por eles exercida ou de sua localização, na forma e condições estabelecidas pelo CGSN. 86

87 02) A exceção fica por conta das empresas que desenvolvem atividades listadas no 5o-C do art. 18 da LC 123/06 37, quando caberá à Secretaria da Receita Federal do Brasil a fiscalização da Contribuição para a Seguridade Social, a cargo da empresa. 03) A competência para autuação por descumprimento de obrigação acessória é privativa da administração tributária perante a qual a obrigação deveria ter sido cumprida. SEFISC - SISTEMA ELETRÔNICO ÚNICO DE FISCALIZAÇÃO DO SIMPLES NACIONAL Com a disponibilização do SEFISC, as regras concernentes à fiscalização dos contribuintes do Simples Nacional passaram as seguintes: 01) A fiscalização ficou sob a responsabilidade da União, dos Estados e do Distrito Federal, dependendo da localização do estabelecimento. E, quando se tratar de empresa prestadora de serviços, a competência também será dos Municípios, observada a LC 116/03. A ação fiscal deverá abranger todos os estabelecimentos da empresa, ainda que estabelecidos em outros municípios e/ou estados, independentemente das atividades exercidas. 02) Na hipótese de realização, por Secretaria de Fazenda ou de Finanças de Estado, do Distrito Federal ou de Município, de ação fiscal em contribuinte com estabelecimento fora do seu território, a administração tributária do outro ente federativo deve ser comunicado para que, havendo interesse, se integre à ação fiscal. A comunicação deve ser feita por meio eletrônico, com antecedência mínima de 10 dias. 03) As Secretarias de Fazenda ou de Finanças dos Estados poderão celebrar convênio com os Municípios de sua jurisdição para atribuir a estes a fiscalização de empresas que não façam prestação de serviços. 37 São os serviços de construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de interiores; e de serviço de vigilância, limpeza ou conservação. 87

88 04) A competência para fiscalizar poderá ser plenamente exercida pelos entes federativos, de forma individual ou simultânea, inclusive de forma integrada, mesmo para períodos já fiscalizados. 05) No caso de períodos já fiscalizados ou em fiscalização, a autoridade fiscal deverá tomar conhecimento para evitar duplicidade de lançamentos. 06) O planejamento das ações tributárias será feito de acordo com as diretrizes de cada ente tributante. O SEFISC foi regulamentado através do art. 78 da Resolução 94/11: 01) As ações fiscais serão registradas no Sistema Único de Fiscalização, Lançamento e Contencioso (Sefisc), disponibilizado no Portal do Simples Nacional, com acesso pelos entes federados. 02) O mesmo ente tributante que abrir ação fiscal deverá encerrá-la, de acordo com os prazos previstos em sua legislação. O início da ação fiscal deve ser registrado em até 07 (sete) dias. 03) O Sefisc conterá relatório gerencial com informações das ações fiscais em determinado período. 04) A Fazenda que iniciar a ação fiscal deverá registrar, no mínimo, os seguintes dados: - data de início da fiscalização; - abrangência do período fiscalizado; - os estabelecimentos fiscalizados; - informações sobre: a) planejamento da ação fiscal, a critério de cada ente federado; b) fato que caracterize embaraço ou resistência à fiscalização; c) indício de que o contribuinte esteja praticando, em tese, crime contra a ordem tributária; d) fato que implique hipótese de exclusão de ofício do Simples Nacional; - prazo de duração e eventuais prorrogações; 88

89 - resultado, inclusive com indicação do valor do crédito tributário apurado, quando houver; - data de encerramento. A entrega do AINF e demais documentos emitidos em procedimento fiscal podem ser entregues ao sujeito passivo: 01) em meio impresso; 02) mediante utilização do sistema de comunicação eletrônica; ou 03) em arquivos digitais, devendo, neste caso, ser entregues também em meio impresso: a) os termos, as intimações, o relatório fiscal e a folha de rosto do AINF; ou b) somente os termos e as intimações, desde que o relatório fiscal e a folha de rosto do AINF sejam assinados com certificado digital, e possam ser validados em endereço eletrônico informado pelo autuante. No caso da entrega ser feita em arquivos digitais: o os documentos serão entregues ao sujeito passivo por meio de mídia não regravável; e o a entrega dos documentos será feita com o respectivo termo de encerramento e ciência do lançamento, no qual devem constar a descrição do conteúdo da mídia digital, o resumo do crédito tributário lançado e demais informações pertinentes ao encerramento Contencioso Administrativo e Judicial CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO (art. 39, 4, 5 e 6 da LC 123/06). O processo contencioso administrativo está regulado no art. 39 da LC 123/06 c/c art. 109 da Resolução 94/11, e as regras são as seguintes: 01) O julgamento do contencioso administrativo relativo ao Simples Nacional será de competência do órgão julgador do ente federativo que praticar o ato administrativo. 89

90 02) Serão objeto de julgamento o lançamento, o indeferimento da opção ou a exclusão de ofício. 03) A exceção fica por conta dos caso em que o contribuinte exerça atividades incluídas no campo de incidência do ICMS e do ISS e seja apurada omissão de receita de que não se consiga identificar a origem, quando o julgamento caberá ao Estado ou ao Distrito Federal do Município autuante, salvo na hipótese de o lançamento ter sido efetuado pela RFB, caso em que o julgamento caberá à União. 04) O Município poderá, mediante convênio, transferir a atribuição de julgamento exclusivamente ao respectivo Estado em que se localiza. 05) O indeferimento da opção e a exclusão de ofício poderão ser julgados em órgão diverso do competente para julgar os lançamentos. DICA! O Município pode prever um procedimento mais ágil e sumário para julgar tanto os casos de exclusão quanto os de indeferimento, já que nesses casos a situação do contribuinte fica em suspenso enquanto não houver o julgamento final PROCEDIMENTOS. 01) As regras aplicáveis ao contencioso administrativo serão aquelas previstas na legislação deste ente federativo responsável pelo julgamento. 02) O ente federado que considerar procedente recurso administrativo do contribuinte contra o indeferimento de sua opção deverá registrar a liberação da respectiva pendência em aplicativo próprio disponível no Portal do Simples Nacional. 03) O deferimento da opção será efetuado automaticamente pelo sistema do Simples Nacional caso não tenha havido pendências com outros entes federados, ou, se existirem, após a liberação da última pendência que tenha motivado o indeferimento. 04) Aplica-se aqui também as regras referentes ao sistema eletrônico de comunicação, previsto no art. 110 da Resolução 94/11. 90

91 CONSULTA As regras concernentes ao processo de consulta estão previstas no art. 40 da LC 123/2006 c/c arts. 113 e 114 da Resolução 94/ ) As consultas poderão ser solicitadas pelo contribuinte da obrigação principal e pelo contribuinte da obrigação acessória, e ainda por entidade representativa de categoria econômica ou profissional, caso haja previsão na legislação do ente federado competente. 02) No caso da ME ou da EPP possuírem mais de um estabelecimento, a consulta deve ser feita pela matriz e comunicada aos demais estabelecimentos, exceto nos casos de consulta do ICMS ou do ISS. 03) A consulta poderá ser respondida em única instancia, sem direito de recurso, exceto quando a legislação do ente federativo preveja o recurso de divergência. 04) É competente para solucionar a consulta: o Estado ou o Distrito Federal, quando se tratar do ICMS; o Município ou o Distrito Federal, na hipótese do ISS; o Estado de Pernambuco, quando se referir ao ISS no Distrito Estadual de Fernando de Noronha; e a RFB, nos demais casos. 05) A consulta formalizada junto a ente não competente para solucioná-la será declarada ineficaz. 06) Na hipótese de a consulta abranger assuntos de competência de mais de um ente federado, o contribuinte deverá formular consultas em separado para cada administração tributária. 07) Caso seja consulta em matéria para a qual seja incompetente, a administração tributária receptora declarará a ineficácia da consulta. 08) Será observada a legislação de cada ente competente quanto ao processo de consulta, no que não colidir com a Resolução 94/11. 09) Os entes federados terão acesso ao conteúdo das soluções de consultas relativas ao Simples Nacional. 91

92 COBRANÇA JUDICIAL. As regras referentes à cobrança judicial estão previstas no art. 41 da LC 123/06 e arts. 125 a 128 da Resolução 94/ Competência da PGFN e exceções. Inicialmente absoluta, a competência da PGFN para executar créditos tributários do Simples Nacional agora comporta três exceções: 01) O crédito tributário decorrente de auto de infração lavrado exclusivamente em face de descumprimento de obrigação acessória prevista na legislação do ente federativo; 02) A cobrança judicial dos valores devidos pelo MEI, no tocante aos créditos do ICMS e do ISSQN; 03) A existência de convênio para transferência dos créditos do ICMS e do ISSQN para Estados e Municípios, que será visto no próximo tópico. Também é de competência da PGFN a cobrança dos valores declarados e não pagos no PGDAS e na DEFIS. Portanto, restou aos demais entes federados somente a cobrança dos valores acima, já que os créditos decorrentes de lançamento de ofício, decorrente da não declaração do contribuinte, também deverão ser inscritos na DAU (art. 125, 1 e 2 da Resolução 94/11) Convênio entre a PGFN e os Municípios para inscrição em Dívida Ativa e cobrança do ISS (art. 41, 3 da LC 123/06 c/c arts. 126 e 127 da Resolução 94/2011). Mediante convênio, a PGFN poderá delegar aos Estados e Municípios a inscrição em dívida ativa estadual e municipal e a cobrança judicial do ICMS e do ISSQN. A existência do convênio implica a delegação pela União, da competência para a administração, a inscrição, a cobrança e a defesa relativas ao ICMS ou ao ISS, ficando 92

93 ressalvado o direito da União, representada pela PGFN, integrar a demanda na qualidade de interessada. Depois da transferência dos dados relativos aos débitos de ICMS ou de ISS ao Estado ou Município que tenha firmado o convênio, a responsabilidade pela sua administração fica transferida ao respectivo ente federado. Na área restrita para acesso aos entes tributantes, há um manual orientando como esse convênio pode ser firmado. Basicamente há dois modelos: o convênio integral e o convênio parcial. Na modalidade de convênio total, A PGFN manterá a sua competência exclusiva para inscrição e ajuizamento dos débitos fiscais relativos a impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional, que são de competência da União. Ao ente convenente, contudo, caberá a inscrição e o ajuizamento dos débitos declarados e não pagos, assim como os constituídos por lançamento de ofício decorrentes de autos de infração lavrados pelo convenente durante a chamada fase transitória de fiscalização e que abranjam apenas créditos próprios. Será atribuição do convenente, também, a inscrição e cobrança dos tributos de sua competência lançados de ofício por meio do Sistema Único de Fiscalização, Lançamento e Contencioso SEFISC. Na modalidade de convênio parcial, a PGFN manterá a sua competência exclusiva para inscrição e ajuizamento dos seguintes débitos fiscais: decorrentes de tributos federais lançados durante a fase transitória; decorrentes de tributos federais, estaduais ou municipais lançados após o implemento do aplicativo unificado de lançamento. Já os Estados, Distrito Federal e Municípios terão competência para inscreverem e ajuizarem os créditos de sua competência tributária lançados de ofício durante a fase transitória do Simples Nacional. 93

94 Ressalte-se que o convênio parcial apenas abrange os créditos constituídos mediante lançamento de ofício. Os créditos declarados (mediante DASN) e não pagos pelo contribuinte são administrados pela SRFB. Em não havendo pagamento, a PGFN inscreve em dívida ativa e promove a sua cobrança judicial, se for o caso. ATENÇÃO!!!!! De acordo com os incisos I e II, do artigo 1 o, da Portaria MF n o 75, de 22 de março de 2012, a PGFN não inscreve em Dívida Ativa da União débitos de um mesmo devedor, cuja soma for igual ou inferior a R$ 1.000,00 (mil reais), bem como não ajuíza execução fiscal igual ou inferior a R$ ,00 (vinte mil reais) Infrações e Penalidades As penalidades estão previstas tanto na LC 123/06 quanto no art. 88 da Resolução nº 94/2011. São elas: PENALIDADES POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença do tributo não pago ou recolhido; 150% (cento e cinqüenta por cento) sobre a totalidade ou diferença do tributo não pago ou recolhido, nos casos de sonegação, fraude e conluio, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis; 112,50% (cento e doze e meio por cento) sobre a totalidade ou diferença do tributo não pago ou recolhido, nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para prestar esclarecimentos ou para apresentar arquivos ou documentação técnica referentes aos sistemas eletrônicos de processamento de dados utilizados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal; 225% (duzentos e vinte e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença do tributo não pago ou recolhido, nos casos de sonegação, fraude e conluio e caso se trate ainda de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação 94

95 para prestar esclarecimentos ou para apresentar arquivos ou documentação técnica referentes aos sistemas eletrônicos de processamento de dados utilizados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, (independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis). Essas multas poderão ser reduzidas nos seguintes percentuais: em 50% (cinqüenta por cento) se o contribuinte pagar no prazo de 30 (trinta) dias contados da data em que tiver sido notificado do lançamento; em 30% (trinta por cento) nas hipóteses do contribuinte pagar o débito dentro de 30 dias da decisão de 1ª instância à impugnação tempestiva (ou seja, apresentada dentro do prazo) do lançamento, ou ainda da data em que tiver sido notificado da decisão de recurso de ofício 38 interposto por autoridade julgadora de primeira instância PENALIDADES POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Há duas previsões distintas: a LC 123/06 prevê algumas penalidades, reproduzidas pela Resolução nº 94/2011, que ainda determina que também que deve ser aplicada a legislação do ente tributante competente para instituir obrigações acessórias específicas para seus tributos. As penalidades por descumprimento de obrigações acessórias são: Não comunicar sua exclusão obrigatória do Simples: 10% dos tributos devidos no mês que anteceder a exclusão; Apresentar declaração fora do prazo: 2% sobre o montante dos tributos; Apresentar declaração com erros: R$ 100,00 para cada grupo de 10 informações incorretas ou omitidas. O valor mínimo de multa a ser aplicado será de R$ 200,00 (Duzentos reais). 38 Recurso de ofício é aquele apresentado pelo julgador quando o Estado perde uma ação. 95

96 Apresentar o PGDAS-D com omissões ou incorreções gera multa de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. O valor mínimo a ser aplicado de multa é de R$ 50,00 (Cinquenta reais). Essas multas poderão ser reduzidas à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício, ou a 75% (setenta e cinco por cento), se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. As multas relativas à falta de prestação ou incorreção no cumprimento de obrigações acessórias, quando em valor fixo ou mínimo, e na ausência de previsão legal de valores específicos e mais favoráveis para MEI, ME ou EPP, terão redução de: 90% para o MEI e 50% para a ME ou EPP, exceto na hipótese de fraude, resistência ou embaraço à fiscalização; e na ausência de pagamento da multa no prazo de 30 dias após a notificação. ALERTA!!! O Art. 38-B impõe que até 31/12/2015 os municípios revisem a legislação e sistemas relativos às multas pelo descumprimento de obrigações acessórias que não configurem hipótese de fraude, resistência ou embaraço à fiscalização, estabelecendo os valores específicos para o MEI, ME e EPP - mais favoráveis do que os das demais empresas - e/ou adequando os sistemas às reduções constantes do art. 38-B (90% para o MEI e 50% para a ME ou EPP) OMISSÃO DE RECEITA (Art. 34 da LC 123/2006 c/c arts. 82 e 83 da Resolução 94/2011) Tanto a Lei quanto o Regulamento reiteram que, no caso de presunção de omissão de receita, são aplicáveis todas as previsões legais das legislações de regência dos tributos incluídos no Simples Nacional. Ou seja, para fundamentar uma omissão de receita do ISSQN, é possível fundamentar o arbitramento em um artigo da legislação estadual ou federal. 96

97 Além disso, o Regulamento ainda prevê que a existência de tributação prévia por estimativa da base de cálculo não desobriga que o contribuinte faça a apuração da base de cálculo real efetuada pelo contribuinte ou pelas administrações tributárias, ou que o contribuinte emita documento fiscal. Aqui há certa confusão entre os conceitos de omissão de receita e estimativa de base de cálculo; entretanto sempre é importante reforçar que a estimativa de base d e cálculo não é uma autorização para deixar de emitir notas fiscais. O Regulamento traz ainda mais duas regras concernentes ao ICMS e ao ISSQN: 01) Quando constatar-se a aquisição, manutenção ou saídas de mercadorias ou de prestação de serviços sem documento fiscal ou com documento fiscal inidôneo, nas atividades que envolvam fiscalização de trânsito e similares e sujeitas ao ICMS OU SEJA, COM INDÍCIOS DE SONEGAÇÃO FISCAL, os tributos devidos serão exigidos observada a legislação aplicável às demais pessoas jurídicas não optantes pelo Simples Nacional. Também aqui a Resolução não inova, pois como já foi visto, a falta de emissão de documento fiscal ou com documento inidôneo é causa de exclusão de ofício do Simples Nacional. 02) Por fim, o artigo 83 estabelece que, na hipótese do contribuinte ME ou EPP exercer atividades sujeitas ao ICMS e ao ISSQN, e onde não seja possível determinar a origem de receitas omitidas, a autuação será feita utilizando a maior das alíquotas relativas à faixa de receita bruta de enquadramento do contribuinte, dentre as tabelas aplicáveis às respectivas atividades. Entretanto, caso as alíquotas das tabelas aplicáveis sejam iguais, será então usada a maior alíquota prevista na última faixa. Esse artigo ainda determina que a parcela autuada que não seja correspondente aos tributos federais será rateada entre Estados, Distrito Federal e Municípios na 97

98 proporção dos percentuais de ICMS e ISS relativos à faixa de receita bruta de enquadramento do contribuinte, dentre as tabelas aplicáveis. 12 Regras empresariais diferenciadas Abertura (art. 4, 1, incisos I e II da LC 123/06). O procedimento para abertura do MEI, da ME e da EPP deve dispensar o reconhecimento de firma (assinatura), alem de informações sobre o capital, estado civil e regime de bens, bem como a remessa de documentos, na forma estabelecida pelo CGSIM. Nesse caso, o CGSIM estabeleceu o procedimento a ser seguido, através da Resolução 16/2009, no seu artigo 22: Art. 22. O processo compreende os seguintes passos: I - o Microempreendedor, observado o disposto no art. 6º, deverá acessar o Portal do Empreendedor, no endereço para: a) obter as informações e orientações necessárias, de forma a permitir a sua decisão quanto ao registro e legalização, assim como efetuar o planejamento de seu empreendimento, observado o disposto no 3º do art. 7º; b) efetuar a pesquisa da descrição oficial do endereço de seu interesse para exercício das atividades desejadas e da possibilidade de exercício dessas atividades nesse local, junto à Prefeitura do Município onde o Microempreendedor exercerá sua atividade, observado o 4º do art. 17; c) preencher formulário eletrônico com os dados requeridos para a inscrição de Microempreendedor Individual e transmitilos via internet. Os dados fornecidos para a pesquisa prévia realizada e o respectivo resultado obtido, quando considerado passível de deferimento, será obrigatoriamente mantido e integrado com os dados e informações fornecidos nesta etapa; d) durante o preenchimento do formulário eletrônico, será efetuada a validação do CPF e a verificação de existência de impedimento para ser Microempreendedor Individual, de acordo com o 1º do art. 17. Ocorrendo a constatação de existência de incorreção de dado cadastral oriundo da validação do CPF ou impedimento, respectivamente, será 98

99 fornecida informação correspondente, devendo o Microempreendedor, quando se tratar: 1. de dado cadastral incorreto, dirigir-se à Secretaria da Receita Federal do Brasil e promover a sua correção, antes de continuar o preenchimento do formulário eletrônico; 2. de impedimento, dirigir-se à Secretaria da Receita Federal do Brasil para obtenção de informações complementares e de orientações quanto ao tratamento da questão, se considerado cabível pelo interessado. e) o Microempreendedor dará sua conformidade às seguintes declarações, assinalando-as no formulário eletrônico: 1. Declaração de Desimpedimento, contendo o seguinte texto: Declaro, sob as penas da Lei, ser capaz, não estar impedido de exercer atividade empresária e que não possuo outro registro de empresário. 2. Declaração de opção pelo Simples Nacional e Termo de Ciência e Responsabilidade com efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório, contendo o seguinte texto: Declaro que opto pelo Simples Nacional e pelo Simei (arts. 12 e 18-A da Lei Complementar nº 123/06), que não incorro em quaisquer das situações impeditivas a essas opções (arts. 3º, 17, 18-A e 29 da mesma lei). Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório. Declaro, sob as penas da lei, que conheço e atendo os requisitos legais exigidos pelo Estado e pela Prefeitura do Município para emissão do Alvará de Licença e Funcionamento, compreendidos os aspectos sanitários, ambientais, tributários, de segurança pública, uso e ocupação do solo, atividades domiciliares e restrições ao uso de espaços públicos. O não-atendimento a esses requisitos acarretará o cancelamento deste Alvará de Licença e Funcionamento Provisório. 3. Declaração de Enquadramento como Microempresa (ME), contendo o seguinte texto: Declaro, sob as penas da Lei, que me enquadro na condição de MICROEMPRESA, nos termos da Lei Complementar nº 123, de 14/12/ Para os maiores de 16 anos e menores de 18 anos, Declaração de Capacidade, com o seguinte texto: Declaro, sob as penas da Lei, ser legalmente emancipado ; f) os dados informados e as declarações efetuadas no formulário eletrônico serão transmitidos para as bases de dados das Juntas Comerciais e da Secretaria da Receita Federal do Brasil, automaticamente, e a Inscrição será confirmada, com o fornecimento, para o Microempreendedor Individual, respectivamente, do Número de Identificação do Registro de Empresa - NIRE e do número de inscrição no CNPJ. O NIRE e o número de inscrição no CNPJ serão incorporados ao Certificado da Condição de MEI; 1. efetuada a inscrição do Microempreendedor Individual, os dados cadastrais correspondentes serão disponibilizados, para os demais órgãos e entidades responsáveis pela sua 99

100 legalização, inclusive os destinados ao Simples Nacional e à Previdência Social, e para os demais órgãos e entidades responsáveis pela inscrição fiscal, emissão do alvará de funcionamento e licenciamentos requeridos em função da atividade a ser desenvolvida. Apesar desta regra, a grande maioria dos municípios ainda não tem possibilidade de fornecer a resposta à consulta de viabilidade conforme previsto na alínea b do inciso I. Alguns Estados como Santa Catarina (REGIM) e São Paulo (SIL) já possuem redes interligadas com centralização nas Juntas Comerciais, e que possibilitam que a consulta de viabilidade seja feita através da internet. OBSERVAÇÃO: UMA FORMA DE SIMPLIFICAÇÃO DE INSCRIÇÃO NO OBSERVAÇÃO: UMA FORMA DE SIMPLIFICAÇÃO DE INSCRIÇÃO NO CADASTRO CADASTRO TRIBUTÁRIO É POSSIBILITAR A INSCRIÇÃO DE OFÍCIO, TRIBUTÁRIO É POSSIBILITAR A INSCRIÇÃO DE OFÍCIO, DISSOCIADA DA DISSOCIADA DA OBTENÇÃO DAS LICENÇAS NECESSÁRIAS PARA OBTENÇÃO DAS LICENÇAS NECESSÁRIAS PARA FUNCIONAMENTO. FUNCIONAMENTO. A LC 123/2006 determina, em relação ao Microempreendedor Individual MEI: redução a 0 (zero) todos os custos, inclusive prévios, relativos à abertura, à inscrição, ao registro, ao funcionamento, ao alvará, à licença, ao cadastro, às alterações e procedimentos de baixa e encerramento (...) (redação dada pela LC 147/2014 ao 3º do Art. 4º da LC 123/2006); isenção de taxas e outros valores relativos à fiscalização da vigilância sanitária ( 3º-A do Art. 4º da LC 123/2006, incluído pela LC 147/2014). Dessa maneira, o Município fica proibido de fazer qualquer cobrança do MEI, em relação aos procedimentos de consulta, abertura, alteração e baixa. OBSERVAÇÃO IMPORTANTE Redução a zero isenção!!! Baixa (art. 9º, 3º da LC 123/06). 100

101 A principal alteração foi a diminuição do prazo para o pedido de baixa da empresa, independentemente do pagamento dos débitos. Este prazo foi diminuído de 03 anos para 12 meses. Esta regra não vale para o MEI, que pode pedir sua baixa a qualquer momento, podendo também ser pessoalmente responsabilizado pelos eventuais débitos remanescentes. O art.19 da Resolução 16/2009 do CGSIM ainda determina que a inscrição do MEI pode ser cancelada se o Município comunicar, no prazo de 180 dias, que o contribuinte deixou de atender à determinação de transferência da sua sede, devido à não adequação à legislação municipal. 13 Microempreendedor Individual (MEI) (Art. 18-A da LC 123/2006 c/c arts. 91 a 108-A da Resolução nº 94/2011 do CGSN Conceito Microempreendedor Individual (MEI): microempresários individuais que auferem renda de até R$ 3.000,00 (Três mil reais) por mês, ou R$ ,00 (trinta e seis mil reais) por ano. Também podem optar os empresários individuais que exerçam atividade de comercialização e processamento de produtos de natureza extrativista. O MEI foi regulamentado pelos artigos 91 a 108-A da Resolução nº 94/2011 do CGSN, que traz as regras específicas, bem como a lista de profissões beneficiadas, elencadas através do código CNAE, na forma do Anexo XIII. Foram beneficiados várias profissões, tais como o pipoqueiro, a manicure, a cabeleireira, o pintor, enfim, pessoas que buscam através dessas atividades ganhar seu sustento, mas que não conseguem ingressar no mercado formal por causa do excesso de burocracia e tributação. As demais regras condicionantes para adesão são: 101

102 exercer tão-somente as atividades constantes do Anexo XIII da Resolução 94/11; possuir um único estabelecimento; não participar de outra empresa como titular, sócio ou administrador; não contratar mais de um empregado, observado o disposto no art Regime Tributário LIMITES DE RECEITA BRUTA E VALORES A SEREM RECOLHIDOS Conforme o art. 18-A, 1º e 2º da LC 123/06 c/c art. 91, caput da Resolução 94/11, os limites do MEI são de R$ ,00/ano ou de R$ 5.000,00/mês. Quando o MEI iniciar suas atividades, o limite de receita bruta deverá ser calculado multiplicando-se R$ 5.000,00 pelo número de meses restantes, ou fração. Este novo limite torna ainda maior o horizonte de possíveis adesões ao sistema, e pode ter algum impacto na arrecadação do ISSQN, uma vez que pode atrair diversos pequenos contribuintes antes na ilegalidade. Ao contrário da ME e da EPP, o MEI não recolhe seus tributos com base em percentuais da sua receita bruta, mas sim em valores fixos, abaixo discriminados: a) R$ 45,65 39 (quarenta e cinco reais e sessenta e cinco centavos), a título da contribuição previdenciária; b) R$ 1,00 (um real), caso seja contribuinte do ICMS; e c) R$ 5,00 (cinco reais), caso seja contribuinte do ISS. Com relação aos demais tributos abrangidos pelo Simples, o MEI está isento. 39 Equivalente a 5% (cinco por cento) do limite mínimo mensal do salário de contribuição para a Previdência Social. 102

103 SISTEMA DE RECOLHIMENTO EM VALORES FIXOS MENSAIS DOS TRIBUTOS ABRANGIDOS PELO SIMPLES NACIONAL - SIMEI O SIMEI é a ferramenta através da qual o MEI deve fazer o pagamento dos valores devidos mensalmente. A divisão dos valores devidos à título de ICMS e ISSQN serão repartidos conforme os códigos CNAE declarados na primeira DAS emitida. Em relação à inclusão e/ou exclusão de atividades da lista do Anexo XIII, a regra geral é que seus efeitos somente se darão no ano-calendário seguinte, exceto se determinada atividade econômica deixar de ser considerada permitida ao SIMEI. Nesse caso, o contribuinte optante que exerça essa atividade efetuará o seu desenquadramento do referido sistema com efeitos para o ano-calendário subsequente, sendo vedada a exclusão de ofício OPÇÃO PELO SIMEI Basicamente, as regras para opção pelo SIMEI são as mesmas previstas para a opção 40 das ME s e EPP s Obrigações acessórias. O art. 26, 1 e 6 da LC 123/06 estipularam as seguintes regras para as obrigações acessórias do MEI: 01) O MEI fará a comprovação da receita bruta mediante apresentação do registro de vendas ou de prestação de serviços na forma estabelecida pelo CGSN (Anexo XII). 02) O MEI tambem está dispensado da emissão do documento fiscal, ressalvadas as situações de emissão obrigatória disciplinadas pelo CGSN. 40 Vide item

104 03) O MEI deverá anexar ao registro de vendas ou de prestação de serviços, na forma regulamentada pelo CGSN, os documentos fiscais comprobatórios das entradas de mercadorias e serviços tomados referentes ao período, bem como os documentos fiscais relativos às operações ou prestações realizadas eventualmente emitidos. No art. 97, 2, I da Resolução 94/11 o CGSN estabeleceu a mesa regra. 04) A emissão de documento fiscal é obrigatória nas vendas e nas prestações de serviços realizadas pelo MEI para destinatário cadastrado no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), ficando dispensado desta emissão para o consumidor final. OBSERVAÇÃO: NÃO SÃO APENAS AS PESSOAS JURÍDICAS QUE TEM REGISTRO OBRIGATÓRIO NO CNPJ, QUE ENGLOBA OUTRAS SITUAÇÕES COMO O PRÓPRIO MEI, QUE É UMA PESSOA FÍSICA EXERCENDO ATIVIDADE EMPRESARIAL. 05) Será criada ainda uma declaração única pelo CGSN, que conterá todos os dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores dos tributos que devem ser pagos pelo MEI 41, da contribuição para a Seguridade Social descontada do empregado e do FGTS, e outras informações de interesse do Ministério do Trabalho e Emprego, do INSS e do Conselho Curador do FGTS, bem como de seus recolhimentos 06) Esta Declaração chama-se Declaração Anual para o MEI (DASN-SIMEI), e está regulada nos art. 100 da Resolução 94/11. 07) O MEI fica ainda dispensado das seguintes obrigações acessórias: escrituração dos livros fiscais e contábeis, da Declaração Eletrônica de Serviços e da emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), ressalvada a possibilidade de emissão facultativa disponibilizada pelo ente federado. 41 Contribuição para a Seguridade Social, relativa à pessoa do empresário, na qualidade de contribuinte individual, ICMS e ISSQN 104

105 OBSERVAÇÃO: APESAR DE A RESOLUÇÃO FALAR EM NOTA FISCAL ELETRÔNICA (NF-e) E NÃO NFS-e (NOTA FISCAL DE SERVIÇOS ELETRÔNICA), SUBENTENDA-SE QUE AMBOS OS DOCUMENTOS ESTÃO INCLUÍDOS NA REGRA. 08) O MEI deverá requerer, quando obrigado a emitir documentos fiscais Nota Fiscal Avulsa ou Autorização de Impressão de Documentos Fiscais (AIDF), devendo proceder conforme a legislação do ente federado da circunscrição do contribuinte. 09) Desta maneira, no que toca os documentos fiscais do MEI, há duas regras: a obrigatoriedade de emitir ou Nota Fiscal Avulsa ou Nota Fiscal acobertada por AIDF, e ainda pode optar pela emissão de Nota Fiscal Eletrônica, caso seja disponibilizado pelo ente federado. 10) O MEI deve entregar até o último dia de maio de cada ano a Declaração Anual Simplificada para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI), que conterá: a receita bruta total auferida relativa ao ano-calendário anterior; a receita bruta total auferida relativa ao ano-calendário anterior, referente às atividades sujeitas ao ICMS; e informação referente à contratação de empregado, quando houver. OBSERVAÇÃO: A RESOLUÇÃO DETERMINOU QUE A DASN-SIMEI SOMENTE PRECISA TER REGISTRADAS AS ATIVIDADES SUJEITAS AO ICMS, SILENCIANDO SOBRE AS ATIVIDADES SUJEITAS AO ISSQN. 11) A DASN-SIMEI poderá ser retificada independentemente de prévia autorização da administração tributária e terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada. Essa retificação somente terá efeito, caso seja feita antes do início de qualquer ação fiscal, conforme determina o art , parágrafo único do CTN. 42 Art A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. 105

106 12) A DASN-SIMEI terá suas informações compartilhadas pela Receita Federal com os demais entes federados. 13) A exigência da DASN-SIMEI não desobriga a prestação de informações relativas a terceiros. 14) Os dados informados na DASN-SIMEI poderão ser encaminhados pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) ao Ministério do Trabalho e Emprego, observados procedimentos estabelecidos entre as partes, com vistas à exoneração da obrigação da apresentação da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) por parte do MEI. ATENÇÃO!!! O MEI não estará obrigado ao uso da certificação digital para cumprimento de obrigações principais ou acessórias, bem como para recolhimento do FGTS Demais regras de interesse do Fisco municipal. Tanto a LC 123/06 quanto a Resolução 94/11 trouxeram outras regras diferenciadas para o MEI, principalmente no tocante às regras de inscrição, alteração e baixa cadastral. As regras diferenciadas para o MEI de interesse dos municípios são as seguintes: O Município deverá assegurar tratamento mais favorecido ao MEI para realização de sua atividade no mesmo local em que residir, mediante aplicação da menor alíquota vigente do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para aquela localidade, seja residencial ou comercial, nos termos da lei, sem prejuízo de eventual isenção ou imunidade existente (art. 18-D da LC 123/2006). Na vigência da opção pelo SIMEI não se aplicam ao MEI (Art. 94 da Resolução 94/2011): 1. Recolhimento do ISSQN através do regime de estimativa fiscal. 106

107 2. Reduções ou qualquer dedução na base de cálculo. 3. Regimes diferenciados, reduções ou isenções específicas para as ME e EPP concedidas pelo Estado, Município ou Distrito Federal que abranjam integralmente a faixa de receita bruta acumulada de até R$ ,00 (sessenta mil reais). 4. Retenções de ISS sobre os serviços prestados. 5. Atribuições da qualidade de substituto tributário. 14 Portal do Simples Nacional (arts. 135 a 138 da Resolução 94/2011) 14.1 Conceito O Portal do Simples Nacional é um portal disponibilizado através da internet pela Receita Federal, com o objetivo de ser a porta de acesso a todas as funcionalidades necessárias tanto para os contribuintes quanto para os órgãos fazendários. Através dele, os servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios poderão ter acesso às seguintes funcionalidades: I - deferimento ou indeferimento de opções; II - cadastramento de fiscalizações, lançamentos e contencioso administrativo; III - inclusão, exclusão, alteração e consulta de informações; IV - importação e exportação de arquivos de dados. Está disponível através de um link na página da Receita Federal do Brasil (idg.receita.fazenda.gov.br) ou diretamente no link Forma de acesso O Portal tem três áreas: uma visível a todos os visitantes, uma restrita aos contribuintes optantes e uma restrita ao Fisco. 107

108 A forma de acesso à área restrita está regulamentada pela Resolução 18/2007, e impõe que esse acesso se dê obrigatoriamente via certificação digital (e-cpf). Para providenciar o acesso, é necessário que o Município cadastre um usuário-mestre junto à Receita Federal do Brasil. Este será o responsável pelo o Município perante o FPM, designado responsável pelo FPEM. Esse usuário mestre pode ser substituído posteriormente, e será o responsável pelo cadastramento dos demais usuários-cadastradores, que por sua vez poderão cadastrar os demais usuários, bem como de suas permissões de acesso. Tanto a habilitação quanto a delegação da atividade de cadastramento devem ser executadas por meio do aplicativo Habilitação no Simples Nacional, serviço disponível na área de acesso restrito (acessado apenas com certificado digital) Principais funcionalidades Através do Portal, os Entes Federados (RFB, DF, Estados e Municípios) poderão ter acesso a várias informações e notícias atualizadas do Simples Nacional, bem como o acesso aos seus aplicativos, como por exemplo: Legislação e Manuais Informações sobre Parcelamento e Convênios Perguntas e Respostas Notícias e Agenda do Simples Nacional Estatísticas de Arrecadação Serviços ao Optante pelo Simples Nacional (opção, cálculo e declaração, exclusão e consulta a optantes) Serviços ao Optante pelo Simei (opção, cálculo e declaração, desenquadramento e consulta a optantes) Acesso exclusivo para entes federados: Cadastramento e habilitação de usuários Verificação de Pendências para o Agendamento e Opção Consulta Histórico Eventos de ofício: inclusões e exclusões 108

109 Consulta PGDAS, DASN Comunicados, Roteiros, Manuais e Leiautes de Arquivos. O Portal ainda disponibiliza um Manual de Acesso, que está disponível somente na área restrita, bem como um Tutorial resumido, disponível no seguinte endereço: s_simples.pdf Sites úteis Nos seguintes sites podem ser encontradas várias informações fundamentais à respeito do Simples Nacional, do Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte: Portal do Simples Nacional: Perguntas e Respostas Simples Nacional: Consulta dos Optantes: ntes.app/consultaropcao.aspx Legislação: Curso à distância sobre o Simples Nacional: Portal do Empreendedor: ATENÇÃO: esses endereços são válidos para o mês de maio de 2015, e estão sujeitos a alteração. Favor verificar se ainda estão ativos. 109

110 ANEXO I COMPETÊNCIA PARA PARCELAMENTO ENTIDADE Valores declarados no PGDAS e não pagos Valores inscritos na Dívida Ativa da União Valores não declarados e lançados através do SEFISC UNIÃO (RFB ) X X PGFN ESTADOS DF MUNICÍPIOS X Valores não declarados e lançados antes da disponibilização do SEFISC 1 X X X X Valores do ICMS com X X convênio 2 Valores do ISSQN com X X convênio 3 Valores devidos por MEI X X X X declarados ou não 1 OBSERVAÇÕES: Nota 01: Somente os valores referentes aos tributos de competência de cada ente tributante. Nota 02: Convênio para inscrever em dívida ativa os valores referentes ao ICMS do Estado conveniado, seja declarado no PGDAS, seja lançado de ofício. Nota 03: Convênio para inscrever em dívida ativa os valores referentes ao ISSQN do Município conveniado, seja declarado no PGDAS, seja lançado de ofício. 110

111 ANEXO II - NOVAS ATIVIDADES 43 A LC 147/2014 prevê que a ME ou EPP que exerça as seguintes atividades poderão optar pelo Simples Nacional a partir de 01/01/2015: a) Tributadas com base nos Anexos I ou II da LC 123/2006: Produção e comércio atacadista de refrigerantes b) Tributadas com base no Anexo III da LC 123/2006: a. Fisioterapia b. Corretagem de seguros c. Serviço de transporte intermunicipal e interestadual de passageiros, na modalidade fluvial, ou quando possuir características de transporte urbano ou metropolitano ou realizar-se sob fretamento contínuo em área metropolitana para o transporte de estudantes e trabalhadores (retirando-se o ISS e acrescentando-se o ICMS) c) Tributada com base no Anexo IV da LC 123/2006: Serviços Advocatícios d) Tributadas com base no (novo) Anexo VI da LC 123/2006: a. Medicina, inclusive laboratorial e enfermagem b. Medicina veterinária c. Odontologia d. Psicologia, psicanálise, terapia ocupacional, acupuntura, podologia, fonoaudiologia e de clínicas de nutrição, de vacinação e bancos de leite e. Serviços de comissaria, de despachantes, de tradução e de interpretação f. Arquitetura, engenharia, medição, cartografia, topografia, geologia, geodésia, testes, suporte e análises técnicas e tecnológicas, pesquisa, design, desenho e agronomia html. Acesso em 19 mai

112 g. Representação comercial e demais atividades de intermediação de negócios e serviços de terceiros h. Perícia, leilão e avaliação i. Auditoria, economia, consultoria, gestão, organização, controle e administração j. Jornalismo e publicidade k. Agenciamento, exceto de mão-de-obra l. Outras atividades do setor de serviços que tenham por finalidade a prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva, artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não, desde que não sujeitas à tributação na forma dos Anexos III, IV ou V da LC 123/2006. (*) A opção de empresas dos novos setores ora autorizados (novas e já existentes) poderá ser feita a partir de 01/01/

113 ANEXO III EXEMPLOS DE REDUÇÃO E ISENÇÃO PARA O ICMS E PARA O ISSQN NO SIMPLES NACIONAL ICMS HIPÓTESE DE REDUÇÕES NAS BASES DE CÁLCULO (exemplo nas três primeiras faixas de faturamento) Percentual de ICMS a ser Percentual observado pelas de ICMS na empresas LC 123/2006 optantes pelo Simples Nacional no Estado X Receita Bruta em 12 meses (em R$) Percentual de redução a ser informado no PGDAS Até ,00 1,25% 0,70% 44,00% De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 1,86% 1,02% 45,16% 2,33% 1,28% 45,06% ICMS HIPÓTESE DE ISENÇÕES E REDUÇÕES NAS BASES DE CÁLCULO (exemplo nas três primeiras faixas de faturamento) Percentual de ICMS a ser Percentual de Percentual observado pela Receita Bruta em 12 redução a ser de ICMS na ME ou EPP meses (em R$) informado no LC 123/2006 optante pelo PGDAS Simples Nacional no Estado X Até ,00 1,25% De ,01 a ,00 O Estado concedeu isenção para essa faixa de receita bruta INFORMAR ISENÇÃO 1,86% 0,78% 58,06% De ,01 a ,00 2,33% 0,99% 57,51% ISS HIPÓTESE DE REDUÇÕES NAS BASES DE CÁLCULO (exemplo nas três primeiras faixas de faturamento) Percentual de ISS a ser observado Percentual pelas empresas de ISS na LC optantes pelo 123/2006 Simples Nacional no Município X Receita Bruta em 12 meses (em R$) Percentual de redução a ser informado no PGDAS Até ,00 2,00% 2,00% 0,00% 113

114 De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 2,79% 2,35% 15,77% 3,50% 2,75% 21,43% ISS HIPÓTESE DE FIXAÇÃO DE ALÍQUOTA ÚNICA PARA TODAS AS FAIXAS DE RECEITA BRUTA, PARA DETERMINADA ATIVIDADE Receita Bruta em 12 meses (em R$) Percentual de ISS na LC123/20 06 Percentual de ISS a ser observado pelas empresas optantes pelo Simples Nacional no Município X da atividade Y Percentual de redução a ser informado no PGDAS Até ,00 2,00% 2,00% 0,00% De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 2,79% 2,00% 28,32% 3,50% 2,00% 42,86% 3,84% 2,00% 47,92% 3,87% 2,00% 48,32% 4,23% 2,00% 52,72% 4,26% 2,00% 53,05% 4,31% 2,00% 53,60% 4,61% 2,00% 56,62% 4,65% 2,00% 56,99% 5,00% 2,00% 60,00% 5,00% 2,00% 60,00% De ,01 a 5,00% 2,00% 60,00% 114

115 ,00 De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 De ,01 a ,00 5,00% 2,00% 60,00% 5,00% 2,00% 60,00% 5,00% 2,00% 60,00% 5,00% 2,00% 60,00% 5,00% 2,00% 60,00% 5,00% 2,00% 60,00% 5,00% 2,00% 60,00% 115

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