Miguel c o s ta Mkazma
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- Jónatas Carlos Almada
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1 Miguel c o s ta Mkazma 49 VÁRIAS PUBLICAÇÕES, DE ORIGEM EUROPEIA E DA América do Norte, apresentam com especial destaque abordagens muito desenvolvidas sobre as diferentes civilizações e culturas dos povos da África Ocidental e Central. A África Oriental (e Austral) é apontada, neste conjunto de abordagens de alguns estudiosos das artes africanas, como sendo uma região mais pobre em expressões artísticas, comparativamente à África Ocidental e Central. Contudo, de acordo com os dados disponíveis, esta região não tem sido, desde o tempo da ocupação europeia, objecto de pesquisas e estudos suficientemente alargados que permitam obter um conhecimento aprofundado das reais potencialidades e diversidades artísticas nela existentes. Os relatórios das viagens de alguns exploradores europeus, que visitaram a África Oriental nos finais do século XIX e princípios do século XX, apresentam descrições etnológicas e antropológicas que dão conta da existência, na região, de vários grupos étnicos com uma longa tradição de esculpir máscaras e outros objectos de arte em madeira. Os Makondes, que vivem nas margens do rio Rovuma, nomeadamente nos planaltos de Mueda e Macomia (em Moçambique) e de Newala e Mahuta (na Tanzânia), onde, como povo, se teriam fixado durante as migrações bantu, apresentam um estilo artístico aparentado ao originário do Congo, apesar da grande distância geográfica. Segundo uma das mais antigas fontes escritas sobre a África Oriental, The Ancient Histo/y of Lindi, os Makondes teriam povoado, inicialmente, as terras da costa, junto ao rio Rovuma e na embocadura do rio Lukuledi. Nessa zona desenvolveram a agricultura e experimentaram contactos comerciais com asiáticos, que vinham através do Oceano ÍndiCO, nos finais do século XVIII. A transferência das povoações Makondes para as terras mais afastadas da costa aconteceu
2 por motivos políticos e económicos: em primeiro lugar, os Makondes foram ameaçados pelo poder político de Madagáscar que, esporadicamente, ensaiava incursões de caça ao escravo junto às embocaduras dos rios Rovuma e Lukuledi; em segundo lugar, este movimento migratório viria a ganhar uma nova dinâmica, na segunda metade do século XIX, quando os Makondes foram forçados a abandonar os vales de Lukuledi e Rovuma, fugindo das ameaças de saque dos Nguni, provenientes do Sudoeste. Ao mesmo tempo vivia-se, ao longo da costa, um perigo provocado pela movimentação acentuada de asiáticos à procura de escravos. Estes dois factores de instabilidade social foram as principais causas que levaram a população Makonde a isolar-se nas terras altas em busca de maior segurança. Aqueles planaltos ofereciam óptimas condições naturais para a autodefesa da tribo e, consequentemente, para a prosperidade sociocultural. A organização política deste povo era caracterizada por uma descentralização do poder em que a família (restrita e mais alargada) constituía a base de desenvolvimento sócio-económico. A estrutura político-social Makonde não conheceu, ao longo da sua história, um poder unitário que governasse todo o território da tribo. As aldeias eram autónomas, usufruindo de uma independência cultural e religiosa próprias. O poder do chefe da aldeia, ou do clã, era restrito, estendendo-se apenas até aos limites da aldeia. O desenvolvimento sócio-cultural dos Makondes de Tanzânia foi «interrompido» pelas influências árabes, sobretudo nos primeiros decénios da segunda metade do século XIX. A partir de 1890 eles mantiveram contactos com o poder alemão e, mais tarde, impôs-se a colonização do mandato britânico naquele território. A profundidade com que a cultura islâmica se tradições africanas levaram aos Makondes da Tanzânia a ignorar a prática de esculpir figurinos. Os Makondes de Moçambique «caíram» nas mãos da ocupação portuguesa nos princípios do século XX, com a presença das missões católicas e a implantação da administração colonial portuguesa. Esta diferença em relação ao início e intensidade de colonização determinou os níveis de mudanças na cultura tradicional e formas de vida social entre os dois grupos Makondes e, consequentemente, também na arte. A tradição Makonde considera a vida como implantou na sociedade da Tanzânia e a forma sendo um processo de fenómenos que acompacomo a cultura europeia penetrou as raízes das nham a organização sócio-económica do 50 Máscara Mapiko. Colecção do Museu Nacional de Arte. Maputo.
3 Máscara Mapiko. Colecção do Museu Nacional de Arte, Maputo. 51 homem e a sua ligação com o mundo dos espíritos ancestrais. Para este povo, o mundo dos antepassados é mais poderoso que a própria acção do homem e exerce fortes influências em todos os domínios da vida. Esta presença divina no ser humano, e no meio que o rodeia, pode trazer efeitos positivos ou negativos à sociedade, dependendo das circunstâncias em que esses espíritos actuam e, sobretudo, da forma como a família cuida dos seus antepassados, com a finalidade de os tornar mais reconciliatórios, apaziguantes e protectores. Com máscaras, figurinos e outras formas de escultura em madeira, os Makondes cultivaram, desde os tempos mais recuados, a tradição de representar o seu imaginário em relação à existência do mundo sobrenatural e à sua convicção na ligação lógica entre este e a tribo. Esta convicção sobre a existência do mundo sobrenatural e o seu múltiplo poder de resposta às orações ou negligências da família e da sociedade dá ao artista Makonde a capacidade e o poder de recriar, na arte, diferentes espíritos, usando uma rica simbologia ao seu dispor. Uma das características sociais que torna este povo famoso é a tradição escultórica de grande riqueza. São sobejamente conhecidos vários modelos de máscaras (algumas das quais utilizadas nos ritos de iniciação e em cerimónias fúnebres), bem como figuras que retractam a vida quotidiana e as composições abstractas que representam uma grande expressividade artística. Comparadas com as máscaras dos povos da África Ocidental e Central, que apresentam tendências eminentemente abstractas, assim como as dos grupos étnicos da bacia do Congo - caracterizadas por uma certa simplicidade formal- as máscaras Makondes constituem exemplo de um acentuado naturalismo e beleza. No contexto formal, estas máscaras podem ser ordenadas em dois grandes grupos, nomeadamente máscaras fa ciais (ou de rosto) e máscaras capacetes (ou de tipo elmo) chamadas Mapiko. Estas duas categorias, que sugerem algumas diferenças na concepção estética entre os dois grupos Makondes que as produzem, não definem, todavia, uma classificação final destes objectos. Novos estudos sobre a categorização das máscaras Makondes, dentro do contexto das máscaras africanas, podem trazer novas propostas sobre a matéria. As máscaras faciais identificam, embora não em termos absolutos, as tradições estéticas dos Makondes da Tanzânia, apresentando, duma maneira genérica, características caricaturais,
4 traços e acabamentos grotescos. A colecção do Karl Weule, em Leipzig, possui vários exemplares deste tipo de máscaras, recolhidas no planalto de Mahuta, no sul da Tanzânia, em A descrição que acompanha estes objectos evidencia a existência de uma actividade alargada de produção e utilização de máscaras naquela região, nos finais do século XIX e princípios do século XX. Por outro lado, as máscaras faciais associam-se à dança Midimu, uma tradição típica do sul da Tanzânia, cuja aparição pública se verifica nas cerimónias dos ritos de iniciação e noutras ocasiões similares. Por exemplo nas cerimónias fúnebres e, também, nos momentos de lazer. A utilização de máscaras faciais por Makondes de Moçambique é feita por imitação e assume um sentido pejorativo, prática que resulta de um tratamento mútuo com o mesmo significado entre os Makondes de Moçambique e da Tanzânia. As máscaras Mapiko distinguem-se das faciais pelo seu elevado carácter naturalista, vincado pela tendência para a perfeição e pormenor do talhe. O artista alcança a beleza da máscara através da utilização criativa de materiais de ornamentação, tais como tintas naturais, cabelos humanos, pêlos de animais, peças metálicas' fibras vegetais e outros. É através de utilização cuidadosa e técnica destes meios que as máscaras ganham, também, uma maior expressividade e naturalismo, associados às formas realistas desta arte. A colecção do Museu da Historia Natural, de Maputo, possui alguns exemplos desta natureza que, provavelmente, são de uma época anterior à década de 50. Elas apresentam algumas características não habituais nas máscaras dos nossos tempos: o diâmetro da abertura principal é relativamente menor, os lábios e o nariz têm formas redondas e volumosas, o dançarino que a leva vê através de orifícios circulares feitos no meio dos olhos. Estas máscaras são pintadas com uma tinta avermelhada. Esta cor é rara nas máscaras mais recentes que são tratadas, normalmente, com um amarelo carregado, um castanho ou cinzento escuro. Uma outra característica do Mapiko, que representa bem as aptidões do escultor no tratamento facial, é a escarificação. Esta pode ser em baixo ou em alto relevo. Trata-se de técnicas de decoração da face feitas através da gravação ou piro gravação. A escarificação pode ser, também, obtida através do uso de tiras finas de cera de abelha que são aplicadas sobre a superfície lisa da máscara. Esta técnica tem uma vantagem que consiste na liberdade de o escultor poder substituir os modelos e figuras das escarificações, sempre que o desejar. Vários estudos feitos sobre esta prática afirmam que uma das funções de tatuagens no corpo humano é de acentuar a beleza nos adultos. Depois dos ritos de iniciação os jovens de ambos sexos são normalmente tatuados como forma de identificá-los com a sociedade de adultos. Algumas afirmações de certos críticos da arte Makonde indicam que esta prática simboliza a identidade Makonde. Contudo, as tatuagens tendem, nos últimos tempos, a desaparecer, por vários motivos e devido a influências culturais exteriores. As escarificações distinguem, por vezes, uma máscara masculina da feminina através de modelos e figuras que são características de cada um dos sexos. No entanto, são necessários estudos mais aprofundados sobre os significados dos diferentes símbolos das tatuagens nos homens e nas mulheres, e também a sua aplicação na arte Makonde. Certos estudiosos da arte Makonde, eventualmente mal esclarecidos, afirmam que as tatuagens dos Makondes de Moçambique simbolizam a sua agressividade. Daí o nome pejorativo «Mavia» para este povo. Esta afirmação não nos parece ter fundamento científico e resulta de uma interpretação duvidosa sobre o tratamerito pejorativo entre os dois grupos Makondes. 52
5 o motivo deste tratamento é o facto de cada um dos dois grupos reclamar ser o melhor portador da identidade cultural da tribo. Para além das categorias já mencionadas (máscaras faciais e capacetes) podem-se ordenar estes objectos em máscaras masculinas e femininas, representando a face e as características de um homem ou de uma mulher, respectivamente. Existem máscaras animalistas, retratando animais, e máscaras mistas, que têm, ao mesmo tempo, sinais humanos e animais, sugerindo imagens de espíritos diversos. Os poucos exemplos de máscaras peitorais que conhecemos aparecem, normalmente, fazendo parte de uma máscara facial ou capacete, formando um conjunto. Por esta razão achamos que elas não constituem uma categoria isolada, à semelhança das faciais e capacetes. Uma máscara peitoral cobre o peito e a parte abdominal do dançarino. Ela apresenta a parte interior convexa, forma que se encaixa perfeitamente na configuração do corpo do bailarino. Determinadas máscaras peitorais identificam-se como femininas através de seios desenvolvidos, símbolo de uma mulher. Na arte Makonde, os seios femininos simbolizam a fertilidade, num sentido muito abrangente. A tradição Makonde atribui à mulher um papel relevante na sociedade. É a mulher que percorre longas distâncias em busca de água para a sua família e cuida dos deveres domésticos, garante a existência das gerações futuras e a reprodução da sociedade em torno da sua filosofia sobre a vida e cultura. Aliás este prestígio, que coloca a mulher num lugar de destaque na esfera social, cultural e religiosa, constitui uma das razões da prática do sistema matrilinear no seio do povo Makonde. Por vezes é difícil distinguir com clareza uma máscara feminina de uma masculina, devido a algumas limitações técnicas que o humano. Para ultrapassar esta dificuldade o escultor recorre, em alguns casos, à utilização de um elemento bastante característico que simboliza bem uma mulher Makonde: a n'dona. Esta é um pedaço de madeira, normalmente preciosa, talhada esteticamente e que atravessa o lábio superior, perfurado, da mulher. A função principal da n'dona é de acentuar a beleza nas mulheres. Mas também ela sugere a identidade da mulher Makonde, embora não em termos absolutos. Jorge e Margot Dias encontraram, na região do planalto de Mueda, nos princípios da década 60, alguns homens Makondes com n'dona. Segundo as conclusões destes estudiosos, aqueles homens seriam os últimos sobreviventes com n'dona, facto que nos leva a crer na antiguidade desta prática. Contudo, não se sabe ao certo se a função de beleza da n'dona é também válida nos homens. As máscaras Mapiko estão intimamente associadas a uma dança que leva o mesmo nome. Esta dança é preparada e apresentada por adultos e homens considerados maduros nos ritos de iniciação masculina. É também frequente assistir-se à aparição do Mapiko em ocasiões de simples divertimento e lazer, assim como nas festas nacionais (durante a luta de libertação nacional e depois da independência). Segundo as descrições de Karl Weule, escritas por volta de 1906, o ritual da dança Mapiko tinha no passado (e continua a ter) um significado religioso e cerimonial. Através da emoção que se vive com a aparição e exibição do Mapiko, a que se acrescenta o seu carácter dramático, fica-se com a sensação de que existe uma comunicação espiritual e mágica entre o mundo dos antepassados e os parentes dos iniciados. Os estudos sobre este ritual, feitos recentemente por vários peritos, entre eles Wembah Rashid, antropólogo tanzaniano, esclarecem escultor Makonde encontra na modelação de que uma máscara Mapiko é mais do que um 53 certas representações anatómicas do corpo objecto esculpido que cobre a cabeça do dança-
6 Máscara Mapiko. Colecção do Museu de História Natural, Maputo. rino: ela engloba toda a indumentária e o próprio indivíduo que a leva. Normalmente fazem parte da indumentária os tecidos de pano, que cobrem os membros superiores e inferiores, a parte da cintura e o pescoço do bailarino. Constituem também parte do traje as peças de palha de palmeira, artisticamente trançadas, que cobrem o tronco do dançarino. Este tecido serve também para segurar os guizos, destinados a acompanhar, melodiosamente, os movimentos rítmicos da dança. A preparação do traje e a sua aplicação no corpo do bailarino é bastante complicada. Ela exige bons conhecimentos sobre a matéria e um domínio sólido das técnicas aprendidas nos ritos de iniciação. É este complicado traje, associado aos gestos e movimentos rítmicos do dançarino, que oferece a beleza e a exclusividade coreográfica ao Mapiko. Podemos concluir que a dança Mapiko é o conjunto da máscara Mapiko, da coreografia, do passo rítmico e cadenciado do dançarino e da 54
7 55 música, acompanhada com instrumentos musicais próprios. Este movimento teatral apresentase cheio de expressividade rítmica e força comunicativa que sugerem uma mensagem religiosa e educativa. A preparação do Mapiko ocorre, normalmente, no mato, num local especialmente preparado e reservado para o efeito, chamado M'polo. Este é formado pelo conjunto de um caminho recto, com uma curva repentina que vai desembocar num pátio mais amplo, conhecido por Chidududu. No Chidududu é construído um alpendre e um armário para albergar as máscaras e outros instrumentos úteis à preparação do Mapiko. O M'polo é caracterizado porum forte secretismo e o seu acesso fica exclusivamente reservado aos iniciados, que formam a sociedade masculina de adultos. As mulheres e jovens não iniciados são proibidos de circular no M'polo. Os mestres escultores elaboram as máscaras no M'polo durante o tempo de lazer, por vezes na presença dos utilizadores destas, para efeitos de medição do diâmetro. No entanto, hoje, em cidades de Moçambique e da Tanzânia, onde vivem grandes comunidades Makondes, o Mapiko é preparado em casa, devido aos condicionalismos próprios, o que fragiliza o secretismo que o Mapiko requer. Assim, a função do Mapiko como elemento de lazer tende a ganhar maior peso, sobrepondo-se ao aspecto religioso, pois não raras vezes se assiste a essa dança meramente para fins de divertimento. Os Makondes têm sido influenciados, nas ultimas décadas, por vários acontecimentos nacionais de relevo, que marcam a vida social, quer de índole política, quer religiosa ou cultural. Durante a luta de libertação nacional eles compartilharam a definição das teorias sobre a cultura moçambicana que alimentaram as suas convicções e sentimentos nacionalistas. A partir da década 70 foi notório o engajamento dos escultores Makondes no processo da luta pela afirmação cultural em Moçambique. Estes factores contribuíram bastante para a descoberta de novas temáticas do Mapiko e demostraram, através da crítica social, a aceitação por esta arte das transformações da vida quotidiana no nosso país. Devido a estas mudanças socioculturais a que os Makondes têm sido sujeitos ao longo das últimas décadas e à comercialização descontrolada de arte, há um sentimento por parte de alguns círculos sociais (nacionais e estrangeiros), de que o Mapiko caminha para a sua deterioração. Eles apontam a proliferação da chamada «arte do aeroporto» e vícios nas formas e estilo como provas disso. No nosso entender, a modernidade e a contemporaneidade da arte em Moçambique podem ter adulterado o desenvolvimento das máscaras Makondes, mas não destruíram a originalidade destes objectos. Bibliografia D. BALO, Politisch-sozialer Walldel iii Tallsal lia: Die Makol lde, Munchen, 1987, p. 57. K. BIl.ANG, «Zeichenhaftigkeit und Rhythmus, Gestaltungsprinzipien der traditionellen afrikanishen Plastik», in Bildel l dellkul lst, Heft 4, 1986, p G. BLESSE, «Moderne Makonde-Plastik», in Beitrag: KU llstal ls Ostaf rika, Leipzig, G. BLESSE, «Makonde-Schnitzereien zwischen Kunst und Handwerk. Zu einigen Problemenen der Vermarktung kunsthandwerklicher Produkte in der Volksrepublik Moçambique», in wiss. Z. Karl-Max-universitaet, Leipzig, 1986, p E. BLOSZISKY-SCHWABE, Kultur iii Zu!.arzaf rika, Berlin, 1988, p ). em. DI,IS, Os Macondesde Moçambique, Lisboa, 1964, p. 59. R. T. DUARTE, ESCl/lturas Makol lde, Maputo, 1987, p. 35. E. GROHS, «Moderne-Plastik der Makonde», in «... so schwarz wie Ebel ll/olz", Kunstaus Tallsal lia, Bayreut/l, 1986, pp. 12, 13, 14. L. HART LINN, Geschichteul ld Formel l der 1Il0demel l Makol ldeku llst, Berlin, 1984, pp. 16, 61, 62, 63, 93. H. HERBST, «Tendezen zeitgenossischer Skulpturen aus Afrika; moderne Kunst der Makonde», in catálogo, Waiblingen, 1990, p. 6. ). G. LIEBENOW, Colol lial Ruleal ld politicai Developmel lt iii Tanzania; the Caseof the Makonde, Evanston, P. SOARES, «Esculturas Makonde, artistas de ontem e de hoje», in revista Indico, Edição 1, 1988, pp
8 Dois Sonetos de Luís de (a-mões Amor é fogo que arde sem se ver; é ferida que dói e não se sente é um contenta mento descontente, é dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se de contente; é um cuidar que se ganha em se perder. É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor? Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança; todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, diferentes em tudo da esperança; do mal ficam as mágoas na lembrança, e do bem (se algum houve), as saudades. o tempo cobre o chão de verde manto, que já coberto foi de neve fria, e enfim converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia, outra mudança faz de mor espanto: que não se muda já como soía.
9 Amuêlê sá ua Fôgô cu cá lêdê sê pá abê; ê sá flida cu cá da dôlô, magi ê sá mó fingui-ióló; ê sua contentamento sê contento, ê sá dôlô cu cá fé - a tlapaiá sê pá a sêbê. Amoê fôgô ua kiçá rêdê kia sa vê-fá; ê flida ua kçá dá dô maji açá chintxi-fá; ê contentamento ua xi contento, ê ká dá dô kia tapaia xi pá sêbê. Ê sá mó di cuá cu a na mêcê-fá magi ê sá cuábem plixiso; ê cá ndá dê tam cu nguê; i contento dê na tê cabá-fá; ê sá ua cuidado cu tê nganho hóla cu a cá plêdê. Ê sá mó kuá ua kia sá mêcê-fá, maji ê bêm ua pixiso; ê ndam ua kiê ndam ki ninguê; magi contento-sê caba axi-fá; ê mó cudadu ua kia ká tê ki mendu de gam dê pêdê. Ê sá mêcê sá pléso di vonté mé plópi; di stliví ngué cu cá vencê; ê sá cuá cu cá fé nom na contlê nguê cu cá fé nom mali-fá. Ê pesu ua kia kaça pô vontadi, iê ká xivi ninguê kika vencê vencêdô; ê sá mó kuá kia ká tê de mal i iê ká matá desejo. Magi cum favôlô dê cá pô sá ni cloçom di nguê cu amizadji, xi senfola cuá-sé ê sá amôlê mé-ê? Maji mó favô sê ká pó bí amizadi na coçam ninguê, xi êli meçu êli amoê? Traduzido em crioulo forro de São To mé por Guslário de Almeida Traduzidos em crioulo Iinguyé, do Príncipe, por Lucília Lavres Tempo cá mudá vonté tém cá mudá, cuá cá mudá confiença tém cá mudá; tudo cuá cu sá mundo cá mudá, i cá ascá tomá ôtlô côlô nóvo. Tempo ká muda vontadi bê ka muda; kuá, ká muda cunfiança, bê ká muda kuá; kuá tudu kiça u mundu, ká muda, iê ká tama cô outô nóvu. Nom cá bê nuvidadji tudo nola, magi cada hola cu cuá dê, ni tudo cuá-xi cu a cá guadá pá ê bi sá; mali cá ficá dôlô cu lembrança dê na tê cabá-fá, sá mó tém cu bém ca fica sudadji. Nó sa vê novidade zóchi tudu, maji kêdê óra, ki kuá sê na cuchi tudu kia ká uadá pá ê vica sá; mali ká fica dô ki lembrança sê sa caba fa, icê bê mó ki bêm bê ká ficá saudade. Tempo cá cubli som cu manto vêdê, cublido cu stléno, i tudu cuá-sé cá bilá áua-uê vungo dóxi cantado. Tempo ká cubi uçam ki mando vêdê, ki cubi ki senu, i cucê ká via aua-uê zuntu-ki cantxiga. Senfola mudá-sé di cuá cada djá, ôtlô cá sá máxi i: cu na cá bilá ficá modu cu ê tava-fá. Senfora muda-sê di kêdê diá, mudança outô kaça maxi: kiê via kiê sá módi kiê tava-fá. Traduzido em crioulo forro de São Tomé por Guslário de Almeida Traduzidos em crioulo linguyé, do Príncipe, por Lucília Lavres
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