VIII. INFLAÇÃO: CONSIDERAÇÕES GERAIS

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1 VIII. INFLAÇÃO: CONSIDERAÇÕES GERAIS 1. Conceito de Inflação A inflação pode ser conceituada como um aumento contínuo e generalizado no nível de preços. Ou seja, os movimentos inflacionários representam elevações em todos os bens produzidos pela economia e não meramente o aumento de um determinado preço. Outro aspecto fundamental refere-se ao fato de que o fenômeno inflacionário exige a elevação contínua dos preços durante um período de tempo, e não meramente uma elevação esporádica dos preços. Em outras palavras, uma economia é inflacionária quando os preços aumentam continuamente e por um longo período de tempo. Outra característica da inflação é o fato de o aumento de preços se estender a todos os bens e serviços produzidos pela economia. Assim, se apenas os bens produzidos por um determinado setor tivessem seus preços elevados, não teríamos inflação. Imaginemos um país onde não haja inflação. Se em determinado ano as condições climáticas não forem muito favoráveis e as safras agrícolas forem menores, teremos um aumento nos preços dos alimentos. Entretanto, se no ano seguinte a situação melhorar e as safras se normalizarem, teremos caracterizado apenas um aumento de preços de pouca duração e circunscrito a um setor específico. Uma vez que a inflação representa uma elevação dos preços monetários, ela significa que o valor real da moeda é depreciado pelo processo inflacionário. Assim, por definição, a inflação é um fenômeno monetário. De início, podemos dizer que a inflação representa um conflito distributivo existente na economia mal administrada. Em outras palavras, a disputa dos diversos agentes econômicos pela distribuição da renda representa a questão básica no fenômeno inflacionário. Dada a diversidade de agentes econômicos existentes, o processo inflacionário pode estar acoplado a inúmeras facetas. O exemplo mais típico refere-se ao desequilíbrio financeiro do setor público, que induz a uma elevação do estoque de moeda em taxas acima do crescimento do produto. No âmbito do conflito distributivo, poderíamos representar esse tipo de inflação como decorrente de um conflito entre o setor privado e o setor público pela disputa do produto. Nessa hipótese, caso o setor público reduza seus gastos e, assim, consiga evitar o acréscimo de moeda, o problema inflacionário pode ser resolvido. Entretanto, o processo inflacionário pode resultar de outros tipos de conflito distributivo. Um que nos parece muito importante, especialmente para o caso da economia brasileira, refere-se às relações entre salários e preços. Nesse caso, o problema estaria centrado numa disputa pelo produto entre trabalhadores e empresários que tomariam instáveis as relações entre salários e preços. Outra faceta ainda do processo inflacionário como representativo do conflito distributivo poderia ser a associação da economia nacional com a internacional. No caso dos choques externos, por exemplo, as crises do petróleo dos anos 1970, o que ocorre è um conflito distributivo dessa natureza, que também pode dar origem a um processo inflacionário. A partir do momento em que se configuram diversas facetas do processo inflacionário, percebe-se a dificuldade de eliminá-lo, especialmente nos países cujo processo inflacionário representa mais de um dos aspectos acima mencionados. Efetivamente, não constitui uma tarefa simples sistematizar a análise do problema da inflação, devido à evidência de que as fontes de inflação costumam diferir em função das condições de cada país ou de cada época. Assim, o processo inflacionário em países subdesenvolvidos tem características diversas das dos países desenvolvidos. Países com estruturas de mercado oligopolizadas apresentam um comportamento de 1

2 preços distintos do de países com estruturas mais concorrenciais. As taxas de inflação também são afetadas pela forma de organização trabalhista de um determinado país, isto é, pelo poder de barganha de seus sindicatos. Ainda mais, países com maior abertura ao comércio exterior tendem a "importar" e "exportar", sendo a inflação de forma mais acentuada que países com pequena participação no comércio internacional. Além de diferirem entre os vários países, deve ser ressaltado que as fontes de inflação também podem ser distintas para um mesmo país, mas em diferentes épocas e estágios de desenvolvimento. Tendo em mente essas considerações, tentaremos sintetizar todos os aspectos mais relevantes que cercam o problema da inflação. Porém, como se trata de um texto dirigido basicamente a alunos de cursos introdutórios de Economia, é evidente que o compromisso maior é com o alcance didático. Nesse sentido, trata-se de um texto relativamente abrangente, mas que não se aprofundará em discussões mais polêmicas, muito frequentes nesse tema. Seguiremos a forma tradicional de análise, que classifica a inflação em função de seus fatores causais. Desse modo, distinguem-se a inflação causada por elevações de custo e a inflação provocada por pressões de demanda agregada. Muitos consideram essa distinção apenas didática, mas ela é importante, porque vai, em grande parte, determinar a terapia mais adequada contra a inflação. Antes, porém, vamos destacar as principais distorções provocadas por elevadas taxas de inflação. O processo inflacionário, especialmente aquele caracterizado por elevadas taxas e particularmente por taxas que oscilam, tem sua previsibilidade dificultada por parte dos agentes econômicos e promove profundas distorções na estrutura produtiva. Diante de tais questões, os principais efeitos provocados por esse fenômeno são apontados a seguir. 2. As conseqüências da Inflação Algumas pessoas poderiam pensar que inflação não é um problema muito grave, uma vez que a economia acaba por se ajustar a esse processo, principalmente no Brasil, onde existiu a correção monetária*. Entretanto, as coisas não são tão simples, pois a inflação provoca uma série de problemas graves para a economia de uma nação. A maior evidência disso é que os governantes de qualquer país sujeito a graves pressões inflacionárias elegem, como meta prioritária, o combate à inflação. Os problemas e as distorções causados pela inflação vão depender do grau e da intensidade em que ela ocorre. Um país cuja inflação seja da ordem de 10% ao ano, ou seja, em que há um aumento de, aproximadamente, 10% nos preços dos bens e serviços produzidos, tem uma preocupação bem menor do que um país que enfrenta um processo inflacionário da ordem de 100% ao ano, por exemplo. *Correção monetária: Foi uma instituição tipicamente brasileira. Criada em 1964, tinha, como objetivo, diminuir o impacto da inflação sobre o sistema econômico por meio da atualização dos débitos e dos créditos dos agentes econômicos. Um contrato de aluguel, por exemplo, que não prevesse nenhum tipo de reajuste, num período de inflação causaria prejuízo ao proprietário do imóvel e beneficiaria o inquilino. A correção monetária foi instituída, então, para eliminar este e outros tipos de distorções causadas pela inflação. Foi, também, um importante fator de estímulo à poupança pessoal, já que as pessoas passaram a ter confiança nas aplicações que rendessem juros e correção monetária. Foi extinta em 1994, constituindo-se uma das medidas do Plano Real. Vejamos, então, em linhas gerais, alguns dos problemas causados pela inflação. 2

3 2.1. Efeito sobre a distribuição de renda O primeiro e talvez o mais grave, do ponto de vista social é o efeito sobre a distribuição de renda. A distribuição de renda é a proporção em que o produto, ou a renda, é distribuída entre os proprietários dos fatores de produção. Num processo inflacionário, os assalariados saem perdendo, pois o poder de compra diminui entre os períodos de reajuste salarial. Isso ocorre porque os preços dos bens e serviços estão subindo mais rápido que os salários, que são reajustados apenas periodicamente. Os proprietários de imóveis e terras, que alugam ou arrendam as suas propriedades, aparentemente também estão perdendo, porque os aluguéis são reajustados apenas periodicamente. Na realidade, entretanto, seus imóveis estão se valorizando, o que, de certa forma, ameniza os efeitos da inflação. Finalmente, os empresários não perdem com a inflação porque podem repassar o aumento de seus custos ao preço de seu produto, transferindo para o consumidor as consequências da inflação. Em resumo: num processo inflacionário, os assalariados saem perdendo, tendo sua participação na renda diminuída, enquanto os proprietários, os empresários e os profissionais liberais (médicos, dentistas, arquitetos etc.) dispõem de mecanismos que permitem a defesa de sua participação no produto da economia Efeito sobre a balança comercial Outro efeito importante da inflação é sentido sobre a balança comercial, que, como veremos mais adiante, é o registro das transações comerciais de um país com outros. Em síntese, a balança comercial representa, de um lado, as receitas (proporcionadas pela venda de mercadorias) e, de outro, as despesas (representadas pela compra de mercadorias), ou seja, elevadas taxas de inflação, em níveis superiores ao aumento de preços internacionais encarecem o produto nacional relativamente ao produzido externamente. Assim, tendem a provocar um estímulo às importações e desestímulo às exportações, diminuindo o saldo da balança comercial (exportações menos importações). O objetivo de qualquer país, em relação à sua balança comercial, é conseguir pelo menos o equilíbrio, isto é, fazer com que suas compras sejam iguais às suas vendas. Quando as compras são maiores do que as vendas, o país está em déficit. Durante um processo inflacionário, quando os preços dos bens e serviços produzidos num país estão em constante elevação, os preços das mercadorias estrangeiras tendem a ficar mais baratos, a curto prazo, se em seus países de origem não houver inflação ou, pelo menos, se essa inflação for menor do que a verificada no país importador. Com isso, as pessoas preferem comprar os produtos importados, mais baratos, contribuindo para o déficit da balança comercial, já que esse consumo vai gerar um aumento nas importações. Por essa razão, os países que enfrentam um processo inflacionário costumam tributar pesadamente as importações de mercadorias para evitar fortes desequilíbrios em sua balança comercial Efeito sobre o mercado de capitais Tendo em vista o fato de que, num processo inflacionário intenso, o valor da moeda se deteriora rapidamente, ocorre um desestímulo à aplicação de recursos no mercado de capitais financeiros. As aplicações em poupança e títulos devem sofrer uma retração. Por outro lado, a inflação estimula a aplicação de recursos em bens de raiz, como terras e imóveis, que costumam se valorizar. 3

4 No Brasil, essa distorção foi bastante minimizada pela instituição do mecanimo da correcão monetária, pelo qual alguns papéis, como os títulos públicos, caderdeneta de poupança e títulos privados passaram a ser reajustados (ou indexados) por índices que refletem aproximadamente o crescimento da inflação. Em épocas de aceleração da inflação, isso contribui para um verdadeiro desvio de recursos de investimentos no setor produtivo, para aplicação no mercado financeiro Efeito sobre as expectativas do empresário Outro efeito importante da inflação é sentido sobre as expectativas dos empresários. Com a inflação e as medidas de política econômica adotadas para combatê-la, como, por exemplo, redução de crédito e controle de preços, os lucros dos empresários tendem a se tornar instáveis, fato que não lhes permite uma perspectiva segura a longo prazo. Em razão disso, tornam-se mais cautelosos e reduzem seus investimentos. Conseqüentemente, há um comprometimento da capacidade produtiva do sistema econômico, o que leva a uma queda no nível do emprego da mão-de-obra. Ainda que alguns possam ganhar com a inflação a curto prazo, pode-se dizer que; longo prazo, poucos ou quase ninguém ganha com ela, porque seu processo, funciona como um rolo compressor, desarticula todo o sistema econômico. Embora os trabalhadores sejam os maiores prejudicados, as perdas salariais farão com que os capitalistas também percam, porque venderão menos, além do governo, que, com as quedas de renda dos trabalhadores e das vendas, terá a arrecadação de impostos reduzida. Uma vez discutidas as distorções provocadas por elevadas taxas de inflação, cabe analisar mais detidamente os fatores que a provocam. 3. Causas Clássicas da Inflação Como dissemos inicialmente, a inflação representa um conflito distributivo pela repartição do produto não adequadamente administrado. Tradicionalmente, a literatura econômica consagrou duas correntes básicas: a inflação provocada pelo excesso de demanda agregada (inflação de demanda) e a inflação causada por elevações de custos (inflação de custos). Nesse aspecto, podemos afirmar que, em sua maioria, os estudos que enfatizam a inflação de demanda privilegiam o aspecto do conflito distributivo entre o setor público e o setor privado. Admite-se que os déficits do governo, ao exigirem seu financiamento por meio da emissão de moeda, originam o fenômeno inflacionário. Por outro lado, os analistas que privilegiam a inflação de custos acabam por considerar os aspectos relacionados ao conflito distributivo associados à elevação de algum preço em particular, importante no processo produtivo (por exemplo, petróleo), ou às relações entre salários e preços Inflação de demanda A inflação de demanda, considerada o tipo mais "clássico" de inflação, diz respeito ao excesso de demanda agregada, em relação à produção disponível de bens e serviços. Intuitivamente, ela pode ser entendida como dinheiro demais em busca de poucos bens. Parece claro que a probabilidade de inflação de demanda aumenta quanto mais a economia estiver próxima de um ponto de pleno emprego de recursos. Afinal, se houver em larga escala na economia, é de esperar que um aumento da demanda agregada deva 4

5 corresponder a um aumento na produção agregada de bens e serviços, pela maior utilização de recursos antes desempregados, sem que necessariamente ocorra m aumento generalizado de preços. Quanto mais nos aproximamos do pleno emprego, reduz-se a possibilidade de uma expansão rápida da produção, e a repercussão maior deve se dar sobre os preços. Como esse tipo de inflação está associado ao excesso de demanda agregada, e tendo em vista que, a curto prazo, a demanda é mais sensível a alterações de política econômica que a oferta agregada (cujos ajustes normalmente acontecem a prazos relativamente longos), a política preconizada para combatê-la assenta-se em instrumentos que provoquem uma redução da demanda agregada por bens e serviços. O governo pode agir direta como indiretamente para reduzir o processo de inflação de demanda. Já a atuação direta ocorre pela redução dos próprios gastos do governo. Evidentemente, a redução dos gastos do "principal comprador" de bens e serviços tem um efeito imediato e eficaz sobre a demanda agregada. A atuação indireta do governo ocorre por políticas que desencorajam o consumo e o investimento privado. Por exemplo, pode implementar uma política monetária que procure restringir a quantidade de moeda e de crédito, ou, uma política fiscal que provoque um aumento da carga tributária, tanto sobre bens consumo como sobre bens de capital Inflação de custos A inflação de custos pode ser associada a uma inflação tipicamente de oferta. O nivel de demanda permanece praticamente o mesmo, mas os custos de certos insumos importantes aumentam e são repassados aos preços dos produtos. A sua natureza geral é a seguinte: o preço de um bem ou serviço tende a relacionar-se bastante com seus custos de produção. Se estes sobem, mais cedo ou mais tarde, o preço do bem provavelmente subirá. Uma razão frequente para a elevação de custos são os aumentos salariais. O aumento das taxas de salários, entretanto, não necessariamente significa que os custos unitários de produção de um bem subiram. Se a produtividade da mão-de-obra empregada aumenta na mesma proporção dos salários, os custos por unidade de produto não são afetados. Por exemplo, se os salários aumentam em 10% e a produção por trabalhador cresce na mesma proporção, não há razão para se elevaremos preços, pois os custos salariais, por unidade de produto, permaneceram os mesmos. Por outro lado, se sindicatos com maior poder de barganha são capazes de forçar um aumento de salários a níveis acima dos índices de produtividade, os custos de produção de bens e serviços aumentam. Se os preços dos produtos finais seguem os custos de produção, resulta uma inflação impulsionada pêlos custos de produção (no caso pelo aumento de salários). A inflação de custos também está associada ao fato de algumas firmas, com elevado poder de monopólio ou oligopólio, terem condições de elevar seus lucros acima do aumentos custos de produção. Nesse sentido, a inflação de custos também é conhecida como inflação de lucros. Mas o que caracteriza, na realidade o termo inflação de custos é o aumento de preços devido a pressões autônomas, causadass pela circunstância de alguns grupos econômicos, como sindicatos e firmas oligopolistas, terem suficiente poder de barganha para forçar aumentos de sua participação na renda nacional, ou, por choques de oferta associados a aumentos e preços de matérias-primas (como petróleo e derivados) e de produtos agrícolas. 5

6 3.3. Inércia Inflacionária Suponhamos que um país, por uma razão ou por outra, conviva com a inflação por um período bastante longo. Se dividirmos os agentes econômicos desse país entre credores e devedores, veremos que a inflação beneficia uns e prejudica outros. De que maneira isso acontece? Imaginemos que o sr. Alberto tome emprestado R$ de seu amigo, sr. Carlos, e prometa pagar-lhe em dois meses. Nesse período, supondo uma economia inflacionária com taxas mensais de 10%, teremos uma inflação acumulada de 21% nos dois meses que correspondem ao prazo do empréstimo. Pontualmente, no final do período, o sr. Alberto entrega ao amigo os R$ que havia tomado emprestado. Resultado, o sr. Carlos foi prejudicado, pois os R$ que recebeu do amigo valem menos do que os R$ que ele havia emprestado dois meses antes. Por sua vez, o sr. Alberto saiu ganhando, pois pagou apenas R$ quando deveria ter pago, pelo menos, R$ Imaginemos, agora, situações como essa em todos os tipos de contratos estabelecidos entre os agentes de um sistema econômico, como contratos de trabalho, aluguel, financiamento, fornecimento etc. Num ambiente inflacionário, sempre haveria um grupo de ganhadores, os devedores, e um grupo de perdedores, os credores. Com isso, as atividades econômicas seriam desestimuladas. Para evitar essa situação, os agentes econômicos encontraram uma maneira de superar o problema de forma que, em transações cujos pagamentos não fossem feitos à vista, não houvesse nem ganhadores nem perdedores. A solução encontrada foi a da indexação, que consiste em corrigir o valor das parcelas que são pagas ao longo do tempo pela inflação do período. Assim, se o sr. Alberto e o sr. Carlos tivessem combinado, na ocasião do empréstimo, que o montante emprestado seria corrigido pela inflação, o sr. Carlos receberia R$ e não se sentiria lesado pelo favor que prestou ao amigo. Por essa razão, numa economia inflacionária, todos os contratos (de aluguel, de trabalho, de financiamento etc.) são indexados. Entretanto, um esquema generalizado de indexação pode prejudicar a eficácia de uma política de estabilização. Suponhamos que, num determinado país, a causa primária da inflação seja a emissão de moeda provocada pelo déficit público, o que aumenta a demanda. Temos, portanto, uma inflação de demanda. Se essa situação persistir por bastante tempo, os agentes desenvolverão mecanismos de indexação como meio de neutralizar os efeitos negativos da inflação. Todavia, se num determinado momento houver um saneamento das finanças públicas, desaparecer o déficit, a emissão cessar e, com isso, anular-se a causa primária da inflação, o esquema de indexação generalizada impedirá a inflação de cair. Ocorre que, a cada período, digamos, de um mês, a inflação tender a ser igual à inflação do período anterior, por força dos reajustes nas prestações, nos aluguéis, nos salários, etc. A essa resistência da inflação às politicas de estabilização que atacam as causas primárias de elevação de preços damos o nome de inércia inflacionária. 4. Indicadores de Inflação no Brasil A inflação é medida pleos números-índices, ou seja, fórmulas matemáticas que informam a porcentagem de aumento nos preços dos bens e serviços num determinado período. No Brasil, são estimados basicamente dois tipos de índices de preços, os índices Gerais de Preços (IGPs), e os índices de Preços ao Consumidor (IPCs). A diferença entre esses índices é óbvia: enquanto os IGPs procuram transmitir uma idéia da 6

7 inflação, pesquisando todos os bens produzidos e consumidos numa economia, já os IPCs enfatizam os gastos cumuns de uma família. Existem vários indicadores da inflação no Brasil. Enquanto alguns deles medem a evolução dos preços no nível do consumidor, outros medem o comportamento dos preços no atacado. O período de coleta também varia, bem como a região de cobertura do indicador e a abrangência, em termos de orçamento familiar. Uma síntese das informações sobre os principais indicadores de preços utili zados na economia brasileira é apresentada a seguir: Indice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) a) instituição responsável: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); b) universo da pesquisa: renda familiar de l a 40 salários mínimos; d) área de cobertura: regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Distrito Federal e Goiânia; e) utilização: correção de balanços e demonstrações financeiras trimestrais e semestrais das companhias abertas. Indice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) a) instituição responsável: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); b) universo da pesquisa: renda familiar de l a 8 salários mínimos; d) área de cobertura: regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Distrito Federal e Goiânia; e) utilização: balizador de reajustes salariais. Indice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) a) instituição responsável: Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (Fipe/USP); b) universo da pesquisa: renda familiar da l a 20 salários mínimos; d) área de cobertura: cidade de São Paulo; e) utilização: reajustes de contratos, deflacionamento de salários e utilização generalizada; f) observação: a Fipe divulga semanalmente os dados sobre o índice (dados quadrissemanais), comparando as últimas quatro semanas em relação às quatro semanas imediatamente anteriores, auferindo um índice mensalizado para cada semana do mês. Indice de Custo de Vida (ICV-Dieese) a) instituição responsável: Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese); b) universo da pesquisa: renda familiar da l a 30 salários mínimos; d) área de cobertura: Município de São Paulo; e) utilização: acordos salariais e deflacionamento de séries salariais. 7

8 Indice Geral de Preços (IGP) a) instituição responsável: Fundação Getúlio Vargas (FGV); b) universo da pesquisa: Rio de Janeiro, São Paulo e 10 regiões; d) área de cobertura: de l a 33 salários mínimos (incluir preços no atacado e construção civil); e) utilização: contratos; f) observações: o IGP é uma composição de três outros índices: índice de Preços por Atacado (60%), índice de Preços ao Consumidor (30%) e índice Nacional da Construção Civil (10%); o IGP é calculado em dois conceitos: no conceito oferta global (OG) são consideradas a produção interna e as importações; no conceito disponibilidade interna (Dl), são excluídas as exportações do conceito oferta global. Indice Geral de Preços no Mercado (IGPM) - é a mesma metodologia do IGP, mudando apenas o período de coleta de dados, que é do dia 21 do mês anterior ao de referência até o dia 20 do mês de referência; - são divulgadas prévias de 10 em 10 dias, que, na realidade, representam uma antecipação do IGP. Indice de Preços por Atacado (IPA) a) instituição responsável: Fundação Getúlio Vargas (FGV); b) universo da pesquisa: preços no atacado; d) área de cobertura: Brasil; e) utilização: contratos; f) observações: o IPA é composto de 18 subíndices regionais em que o peso de cada mercadoria é determinado por sua participação no valor adicionado. Em relação a esses índices, vale observar que sua utilização dependerá do objetivo que se está pretendendo atingir com a aplicação do índice. Assim. Verifica-se que séries relativas à capacidade de compra dos salários dever ser deflacionadas por índices de preços ao consumidor. Se os dados referem-se a todo o país, devem ser utilizados índices com a maior abrangência possivel. Já se as informações referem-se ao Município de São Paulo, pode-se utilizar o IPC-Fipe ou o ICV Dieese. Além disso, a utilização do indicador de preços depende do período em que o mesmo estará diponível. Para acompanhar mais de perto a evolução da inflação, pode-se utilizar o IGPM (dados a cada 10 dias) ou o IPC-Fipe (dados quadrissemanais). Por outro lado, os preços por atacado são mais sensíveis a fatores externos, como mudanças de preço no mercado internacional e desvalorização da taxa de câmbio. BIBLIOGRAFIA: BEGG, David K. H. Introdução à economia: para cursos de Administração, Direito, Ciências Humanas e Contábeis. Rio de Janeiro: Elsevier, GREMAUD, AMAURY P...[et al] Manual de Economia. 4. ed. São Paulo: Saraiva, MCGUIGAN, James R. Economia de Empresas: Aplicações, Estratégias e Táticas. São Paulo: Thomson, PASSOS, C. R. M. Princípios de economia. São Paulo: Pioneira, ROSSETTI, J. P. Introdução à Economia. 19. Ed. São Paulo: Atlas, SILVA, C. R. L. Economia e mercados: introdução à economia. São Paulo: Saraiva, TROSTER, R. L.; MORCILLO, F. M. Introdução à economia. São Paulo: Makron Books, 19 VASCONCELLOS, Marco Antônio S. & GARCIA, Manuel E. Fundamentos de Economia. São Paulo: Saraiva, WESSELS, Walter J.Economia Essencial. São Paulo: Saraiva,

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