104 Introdução ao e-learning
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- Thiago Rijo Nunes
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3 Ficha Técnica Título: Comércio Internacional Autor: Alfredo Motty Editor: Companhia Própria Formação e Consultoria Lda. Edifício World Trade Center, Avenida do Brasil, n.º 1-2.º, LISBOA Tel: ; Fax: / [email protected] [email protected] Entidades Promotoras e Apoios: Coordenador: Companhia Própria Formação e Consultoria Lda e Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS), co-financiado pelo Estado Português e pela União Europeia, através do Fundo Social Europeu. Ministério da Segurança Social e do Trabalho. Ana Pinheiro e Luís Ferreira Equipa Técnica: Revisão, Projecto Gráfico, Design e Paginação: SBI Consulting Consultoria de Gestão, SA Avenida 5 de Outubro, n.º 10 8.º andar, , LISBOA Tel: ; Fax: geral@ sbi-consulting.com e-ventos CDACE Pólo Tecnológico de Lisboa Lote 1 Edifício CID Estrada do Paço do Lumiar Lisboa Tel Fax [email protected] Companhia Própria Formação & Consultoria, Lda, 2004, 1.ª edição GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA Manual subsidiado pelo Fundo Social Europeu e pelo Estado Português 1
4 Índice ÍNDICE 2 ENQUADRAMENTO 3 CONSULTORES DE COMÉRCIO INTERNACIONAL - INTRODUÇÃO 7 PAGAMENTOS INTERNACIONAIS, REMESSAS DOCUMENTÁRIAS, CARTAS DE CRÉDITO, COBRANÇA, RISCO E FINANCIAMENTO DAS OPERAÇÕES DE COMÉRCIO INTERNACIONAL 8 CRÉDITO DOCUMENTÁRIO OU CARTA DE CRÉDITO 11 INCOTERMS ALTERAÇÕES NOS INCOTERMS INCOTERMS INCOTERMS MODO DE TRANSPORTE E INCOTERM 2000 APROPRIADO 38 PRINCIPAIS INCOTERMS EXW NA FÁBRICA (lugar designado) FCA Franco Transportador (...lugar designado) FAS Franco ao Longo do Navio (. porto de embarque designado) FOB Franco a Bordo (. porto de embarque designado) CFR Custo e Frete (. porto de destino designado) CIF Custo, Seguro e Frete (. porto de destino designado) CPT Porte Pago Até ( lugar de destino designado) CIP Porte e Seguros Pagos Até ( lugar de destino consignado) DAF Entregue na Fronteira ( lugar designado) DES Entregue no Navio (...porto de destino designado) DEQ Entregue no Cais ( porto de destino designado) DDU Entregue sem direitos pagos ( lugar de destino designado) DDP Entregue com Direitos Pagos (...lugar de destino designado) 93 MEIOS DE TRANSPORTE VIA INCOTERMS (*) 96 INCOTERMS LOGÍSTICA INTERNACIONAL; TRANSPORTE INTERNACIONAL DE MERCADORIAS, DOCUMENTOS DE TRANSPORTE, SEGUROS E PRÁTICAS E PROCEDIMENTOS ADUANEIROS DOCUMENTAÇÃO DE COMÉRCIO INTERNACIONAL e Práticas e Procedimentos aduaneiros FRETE E CÁLCULO DOS CUSTOS DE IMPORTAÇÃO VIAS DE PENETRAÇÃO NOS MERCADOS EXTERNOS Mercado de Importação Mercado de Exportação 120 ANÁLISE DOS MERCADOS INTERNACIONAIS 125 BIBLIOGRAFIA 132 2
5 Enquadramento A concepção de um manual de comércio internacional pela companhia própria é algo de inovador em Portugal já que se torna necessário desenvolver competências nesta área estratégica para o posicionamento das empresas portuguesas no contexto internacional. Exportar é algo de complexo que requer conhecimentos técnicos daí a razão da criação deste manual. Esperamos contribuir desta forma para a formação em comércio internacional num contexto de internacionalização empresarial. ÁREA PROFISSIONAL Este manual enquadra-se na formação de técnicos de comércio internacional. A internacionalização das empresas portuguesas e a promoção das exportações num contexto de globalização dos mercados requerem uma aposta estratégica e formativa na área do comércio internacional. CURSO / SAÍDA PROFISSIONAL Todos os participantes poderão reunir competências no âmbito desta área e obter saídas profissionais como: assistente de exportação, assistente de importação, trader de import-export, gestor de mercados internacionais, comprador internacional, responsável de sector de exportação de PME S, quadro de comércio internacional em empresas de transportes internacioniais, transitários e de logística. PRÉ-REQUISITOS Para frequentar uma acção auxiliada por este manual, deve ser colocado como pré-requisito o 12º ano com experiência profissional mínima de 3 anos na área do comércio internacional. 3
6 COMPONENTE DE FORMAÇÃO Através deste manual poderão ser leccionado cursos como: Técnicas de comércio internacional INCOTERMS 2000 Distribuição Internacional Plano de exportação Estratégias de exportação Pesquisa de mercados internacionais A Formação a decorrer, tendo este manual como auxiliar, pretende criar competências ao nível das técnicas de comércio internacional, abordagem de mercados externos, elaboração de uma oferta comercial internacional e domínio de incoterms. UNIDADES DE FORMAÇÃO Globalização dos mercados internacionais Estratégias de penetração nos mercados externos Distribuição Internacional Incoterms 1990 e 2000 Meios de Pagamento Internacional Seguros de Transporte Principais Meios de Transporte Internacional Plano de Exportação 4
7 OBJECTIVOS GLOBAIS No final da formação, o formando deve estar apto a: Compreender os principais mecanismos de funcionamento das operações de comércio internacional e a operacionalizar num contexto real de trabalho. CONTEÚDOS TEMÁTICOS Globalização dos mercados: A União Europeia: A liberalização do comércio mundial e a abertura dos mercados. Estratégias de penetração nos mercados externos: estratégias de penetração directa e indirecta; exportação directa e indirecta; acordo de licença, joint-venture. Distribuição Internacional: Selecção e dinamização de canais de distribuição internacional Incoterms Principais termos de comércio internacional Meios de pagamento internacional: a importância da escolha do meio de pagamento internacional mais adequado para a operação de comércio internacional. Seguros de Transporte de Mercadorias: O papel relevante do seguro marítimo de mercadorias: As International Cargo Clauses (ICC) Principais meios de transporte internacional: Transporte Marítimo, Terrestre e Aéreo; As convenções internacionais que regulam o transporte internacional. Plano de Exportar: A elaboração de um plano de exportação: Principais variáveis em que deverão constar num plano de exportação. CONJUNTO DE INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO Os critérios de avaliação mais significativos para esta formação são: Assiduidade e Pontualidade Assertividade Interesse demonstrado 5
8 Conhecimentos Adquiridos Conhecimentos integrados no seu desempenho profissional. Esta avaliação poderá ser efectuada através de: Qualitativa Trabalhos de Grupo Role-Plays Quantitativa Jogos Didácticos Apresentações Participação Respostas (Método Interrogativo) Testes Trabalhos práticos individuais Resolução da Totalidade de Actividades / Exercícios ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS Propõe-se que seja sempre privilegiado o método interrogativo ao método expositivo, de forma a envolver todos os participantes na formação. Entendemos o método expositivo como aquele em que a comunicação é unidireccional e não se motiva a participação dos estudantes Entendemos método interrogativo como aquele em que existe uma troca de perguntas-respostas entre a audiência e o formador. É recomendado, sempre que possível, exercícios recorrendo ao uso de software e o recurso ao acompanhamento online de determinadas aulas é sem dúvida uma mais-valia, igualmente (Tutoria on-line) 6
9 Consultores de Comércio Internacional Introdução: O presente manual foi concebido para o curso de consultores de comércio internacional a organizar pelo. O objectivo por parte do formador é o de contribuir para um maior conhecimento e aperfeiçoamento das temáticas do comércio internacional a todos aqueles cujas funções se relacionam com as actividades de importação e exportação no âmbito dos serviços de comércio internacional. Um melhor domínio das técnicas de comércio internacional e a formação de quadros na área do comércio internacional é uma prioridade estratégica para todas as organizações que desenvolvem negócios internacionais. Espero com este manual dar um contributo positivo a todos aqueles que exercem funções na área do comércio internacional e sensibilizar as empresas para um maior investimento formativo nesta área de relevância estratégica para o posicionamento das empresas e de Portugal na economia global. Conteúdo Programático: 1 - Pagamentos Internacionais, Remessas Documentárias, Cartas de Crédito, Cobrança, Risco e Financiamento das operações de comércio internacional 2- Incoterms (International Commercial Terms) 3. Logística internacional; Transporte internacional de mercadorias, documentos de transporte, seguros e Práticas e procedimentos aduaneiros 4. Vias de Penetração nos mercados 5. Simulação de Casos Práticos Reais 7
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11 Pagamentos Internacionais, Remessas Documentárias, Cartas de Crédito, Cobrança, Risco e Financiamento das operações de comércio internacional A situação actual dos mercados totalmente globalizados e cada vez mais internacionalizados, está a desenvolver e a gerar um grande desenvolvimento de intercâmbio de bens e serviços entre empresas de diferentes países, sendo este um dos factores que caracteriza a situação económica mundial. As empresas que se dedicam e desenvolvem os seus negócios numa perspectiva internacional, conhecem perfeitamente as grandes dificuldades que se deparam nas transacções internacionais, que em muitos casos coincidem com as existentes nos intercâmbios internos, mas que possuem particularidades específicas muito diferentes. Neste campo da negociação internacional das operações de exportação e importação, surgem interesses muito opostos. Por um lado o exportador (vendedor), que quer vender a sua mercadoria mas não está disposto a entregá-la sem a puder cobrar, e por outro lado, temos o interesse do importador (comprador) em receber o produto ou serviço contratado, com prévia comprovação e posterior pagamento. Ambos os interesses, podem conduzir no futuro a posteriores conflitos que deverão ser resolvidos utilizando os meios de pagamento internacionais mais adequados para as duas partes: Vendedor / Exportador Comprador / Importador Estes meios de pagamento cobrança internacionais possuem elementos semelhantes aos utilizados nas operações domésticas, apesar de existirem factores que os diferenciam muito especialmente, tal como legislações, práticas comerciais, diferenças linguísticas, diferentes moedas, riscos, custos, gestão logística, marketing, negociação e complexidade funcional. 8
12 Por isso é que numa operação internacional, a negociação entre as partes no que diz respeito ao meio de pagamento e cobrança internacional a utilizar é um dos elementos-chave e básicos a resolver num contrato de compra e venda internacional. A escolha do meio de pagamento, depende fundamentalmente de quatro factores a nível empresarial, que irão determinar a forma em que se vai cobrar ou pagar as mercadorias ou os serviços acordados: Confiança Risco País Mercado Usos e Costumes Estes quatro factores podem influenciar o processo de negociação internacional: Confiança existente entre o comprador e vendedor O risco País onde está situado o comprador (importador) O nível de risco (empresarial, comercial e financeiro) que cada uma das partes que intervém está disposta a assumir nesta relação comercial, bem como o custo que deverão suportar e a situação de mercado (oferta procura) correspondente ao seu produto serviço influenciarão decisivamente na formalização. Os usos e costumes que os Países têm no âmbito das suas transacções comerciais com o exterior determinam em muitas ocasiões os meios de pagamento e de cobrança a utilizar. A capacidade de negociação comercial que importador e exportador têm para impor os seus critérios à outra parte. Na negociação entre compradores e vendedores, existem dois pontos de vista que tenderão a compatibilizar-se através da negociação. Em comércio internacional deve-se ter em conta o ponto de vista do comprador e do vendedor. A situação mais vantajosa para o comprador, em termos de risco de negócio, verifica-se quando o vendedor envia a mercadoria consignada, ou seja, o comprador ou importador dispõe da mercadoria que não é sua, só depois de a vender, total ou parcialmente é que pagará ao vendedor. Desta forma os riscos concentram-se no lado do vendedor. Situação de pagamento avançado (Cash in advance/advance Payment) Os riscos estão todos concentrados do lado do comprador Consignment stock 9
13 Existe esta situação quando deriva de uma posição forte do comprador relativamente ao vendedor, motivada, entre outras razões possíveis, pelo facto de o exportador pretender, a todo o custo, entrar no mercado, ou por ter um produto pouco concorrencial. A experiência mostra que esta situação de produtos consignados é normalmente pouco estimulante para os parceiros, a menos que o exportador assista e actue, presencialmente, na força de vendas do importador. Os casos mais conhecidos de consignment referem-se frequentemente a commodities com baixo valor acrescentado e baixa diferenciação, que por razões de oportunidades de mercado, permanecem em armazéns estratégicos (algumas vezes navios) junto dos compradores, ou nos armazéns do comprador, na situação de consignment stock que o utiliza conforme as suas necessidades, procedendo ao despacho aduaneiro (importação) de forma parcial. Advance payment O vendedor possui um produto de marca com grande reputação, altamente diferenciado e com marketing global, merecendo a forte preferência dos consumidores. O vendedor tem uma posição dominante no mercado. Vende Ex-works ou FOB e exige Advance payment Conta Corrente Situação desvantajosa para o vendedor, uma vez que na conta-corrente não existem facturas vencidas e é problemático solicitar o pagamento do saldo O comprador pode optar sempre por pagamentos parciais, por vezes de pequenos montantes Eventuais cortes de crédito podem colocar em risco o pagamento da dívida. Aceitação de documentos A venda contra a aceitação de documentos também não garante o pagamento da exportação: quando muito, o comprador, ao aceitar os documentos de compra da mercadoria, confirma o pagamento da factura na data prevista, ou titula a dívida, facilitando a eventual reclamação de créditos 10
14 Pagamento contra documentos (Cash Against Documents) O vendedor não perde a posse da mercadoria A sua posse efectiva só se transfere para o comprador, se e quando este efectuar o pagamento e simultaneamente entrar na posse dos documentos. Para o comprador é uma situação razoável O vendedor poderá ter de retornar a mercadoria caso o comprador não pague Nesta situação assiste ao vendedor o direito de reclamar em tribunal indemnização por perdas e danos (inerentes ao custo de transporte, seguro, capital imobilizado e eventual obsolescência ou deterioração de produtos) Crédito Documentário ou Carta de Crédito A pedido do vendedor, o comprador solicita ao seu banco que garanta o bom cumprimento do contrato comercial e pague posteriormente os bens transaccionados. O banco do comprador emite um documento crédito documentário/ carta de crédito que após a aceitação pelo vendedor, lhe garante o pagamento da mercadoria. Quando o banco emitente não merece suficiente confiança ao vendedor de acordo com os termos e condições da carta de crédito, este pode solicitar a um segundo banco, geralmente o banco de que é cliente, que confirme os termos e condições da carta de crédito, que se designa por carta de crédito confirmada Para o vendedor, existem vantagens em trabalhar através de crédito documentário, porque tem a garantia que após vender os seus produtos, nas condições da carta de crédito, receberá o pagamento referente a eles. Tem como desvantagem a complexidade de produzir a documentação nos termos exactos da carta de crédito Eventuais divergências entre documentos comerciais, ou entre o conjunto destes documentos e os termos da carta de crédito, desobrigam do pagamento o banco emitente. Neste caso, a operação comercial, garantida por crédito documentário, é transformada em pagamento contra documentos, a menos que o cliente e o banco aceitem as divergências existentes, ou seja, mantenham em força a carta de crédito, apesar das divergências documentais. Para o comprador, o pedido de abertura da carta de crédito tem custos, normalmente inferiores a 4% dependendo de várias circunstâncias, e afecta o crédito que o banco disponibilizar para esse cliente. Frequentemente o banco solícita ao comprador (importador) a autorização do endosso de toda a documentação comercial ou 11
15 depósito prévio, geralmente parcial, de numerário, ou ainda garantias reais, para «abrir a carta de crédito» a favor do vendedor (exportador) todas estas condições não são muito convenientes para o comprador. Garantia bancária É um documento emitido por um banco, a favor do vendedor, com o objectivo de garantir a este último o pagamento de bens ou serviços referentes a um contrato. Difere da carta de crédito por razões jurídicas e operativas e por ser mais fácil para o comprador a sua eventual execução. Tem custos inferiores ao da carta de crédito e é utilizável nos contratos de obras públicas e menos utilizado como garantia de pagamento de transacções comerciais de bens ou serviços. Quando realizar uma operação de comércio internacional (import export) não se esqueça de: Conhecer a solvabilidade do cliente Credibilidade comercial e financeira do cliente Saber bem o risco comercial de modo a integrar no contrato a forma mais correcta de garantia e pagamento Prazos e Meios de Cobrança e Pagamento Definido o preço e a moeda de pagamento o vendedor e o comprador acordam também no prazo e no meio de pagamento Prazo e Cobrança de Pagamento Pagamento antecipado Pagamento no acto da entrega do produto Pagamento a prazo O prazo de pagamento faz parte integrante das condições de venda e como já foi referenciado, pode criar vantagens comparativas e alterar as condições de risco comercial Para o vendedor a venda a crédito envolve maiores custos (financeiros) e maior risco. Ao invés para o comprador o pagamento antecipado envolve maiores custos e maiores riscos Na Europa é muito generalizado o pagamento das transacções comerciais até 60 dias da data de entrega 12
16 Meios de cobrança e pagamento As operações de comércio internacional utilizam como meios principais de pagamento os seguintes: Cheque da empresa Cheque bancário Aceite bancário Transferência bancária e de cobrança Remessa Documentária Crédito documentário Factoring 1 Cheque de empresa É o vulgar cheque de empresa, utilizado sempre que a moeda de pagamento seja idêntica à da conta sobre o qual o cheque é sacado. é um meio de pagamento não muito seguro, a que se encontra associado elevado risco e que raramente é utilizado. 2 Cheque bancário internacional É um cheque emitido por um banco. É normalmente utilizado para pequenos pagamentos. É mais credível que o cheque normal por ser possível, em muitos casos, conferir e abonar de imediato as assinaturas nos bancos correspondentes. Por razões de segurança, alguns bancos não aceitam o cheque bancário para negociação imediata. 3 Aceite bancário internacional É a vulgar letra de banco e é mais utilizada como título de dívida do que como meio de pagamento. Tem a possibilidade de poder ser descontado através da banca e, deste modo, permitir o financiamento do vendedor em antecipação á liquidação da transacção comercial. Na data de vencimento e através do sistema bancário, é apresentado à cobrança ao comprador, que liquida ou amortiza o aceite. Embora não dê garantias de pagamento, tem alguma credibilidade, como meio de pagamento, sempre que é descontado na banca. 4 Transferência bancária É o meio de pagamento mais utilizado. Trata-se de uma transferência monetária, geralmente electrónica, do banco do comprador para o banco do vendedor. É um meio de pagamento rápido, fiável e com custos relativamente baixos. 13
17 5 Remessa Documentária Os documentos que apoiam as operações comerciais internacionais têm vários fins: Contabilísticos Aduaneiros Administrativos Também servem como meio de cobrança A remessa Documentária é constituída normalmente pelo seguinte conjunto de documentos: Factura comercial e cópias Documentos de embarque e transporte Eventualmente certificados de origem Certificados sanitários e de qualidade Documentos comprovativos do despacho aduaneiro A remessa Documentária é enviada através do: Sistema bancário Transportador para cobrança contra a entrega de documentos Desta forma o comprador só obtém os documentos necessários para entrar na posse da mercadoria ou para legalizar a sua posse, se efectuar a liquidação da operação comercial. Crédito Documentário (Letter of Credit) Com excepção da carta de crédito nenhum dos anteriores meios de pagamento oferecem a garantia da firme liquidação da Operação comercial. Um exportador quando começa a preparar uma encomenda para exportação não tem a garantia real de vir a receber o dinheiro, após a exportação O crédito documentário é mais uma garantia de pagamento futuro, do que um meio de pagamento. O acto de liquidação da carta de crédito chama-se cobertura da carta de crédito e é normalmente feita por transferência interbancária entre o banco do beneficiário (vendedor) e o banco do aplicante (comprador) Permite por ser uma garantia sobre um futuro pagamento, que o eventual vendedor tenha a certeza de vir a receber o pagamento e, por isso, pode muito mais facilmente permitir efectuar operações de pré-financiamento conhecidas por desconto da carta de crédito Em operações de comércio internacional e antes do comprador pedir ao seu banco para proceder à abertura de uma carta de crédito a favor do 14
18 vendedor, solicita a este uma factura Pro-forma de modo a conhecer objectivamente as condições que devem figurar no crédito documentário. Abrir um crédito documentário custa dinheiro e alterá-lo também. uma abertura de crédito pode custar até 4% do valor do crédito. Pode também ser exigido pelo banco aplicante condições suplementares ao comprador, como por exemplo garantias reais. Tudo depende do montante envolvido e da credibilidade da empresa junto do banco. O QUE PODERÁ CONSTAR NUM CRÉDITO DOCUMENTÁRIO: Identificação do banco aplicante e código de identificação Identificação do banco beneficiário Identificação da empresa beneficiária do crédito documentário (vendedor) Identificação da empresa compradora Montante do crédito e especificação das mercadorias cobertas por esse crédito nomeadamente preço e condições de venda Documentação exigida para negociação Data limite para expedição, meio de transporte e eventuais condicionantes Data limite para aplicação dos documentos no banco, normalmente no banco aplicante As cartas de crédito podem ser: Irrevogáveis Revogáveis A confirmação desta aumenta a credibilidade do pagamento Nota importante: A não elaboração dos documentos de acordo com a carta de crédito torna a documentação numa simples remessa documentária, sem garantia de liquidação. Este é um dos pontos fracos da carta de crédito, como forma de garantia de liquidação de uma operação de comércio internacional. Também é necessário a existência de pessoal qualificado para a elaboração da documentação necessária para a boa cobertura do crédito documentário. Este tipo de instrumento de garantia e de pagamento bancário é muito utilizado em operações comerciais internacionais, especialmente em mercados longínquos. 15
19 Factoring Vantagens É um meio de cobrança O crédito do vendedor sobre o comprador é transferido para a empresa factor. A empresa factor mediante o pagamento de uma pequena comissão irá cobrar o valor da factura, creditando de seguida o vendedor. Elimina custos inerentes às cobranças Poupa à empresa o desagradável trabalho de cobrador O não pagamento ou mesmo a mora no pagamento faz perder reputação à empresa compradora O factor também financia os próprios créditos tomados e, nestas condições, o vendedor não necessita de esperar pela liquidação das facturas na data do vencimento. O Factoring está associado ao seguro de crédito Cobrança, Risco e Financiamento das Operações de Comércio Internacional Cobertura Dos Riscos Existem vários riscos numa operação de comércio internacional: Riscos políticos Riscos cambiais Riscos comerciais Riscos financeiros O Risco Comercial: Está associado à não capacidade do parceiro comercial em concluir e cumprir as obrigações e deveres das diversas fases do negócio que foi acordado. É um risco que está ligado à reputação, à competência e conhecimentos do negócio, à capacidade de gestão, à credibilidade e bom nome da empresa no mercado, à estabilidade financeira e à existência de meios humanos e materiais necessários e suficientes para concluir o negócio. Para obter estas informações pode recorrer a empresas especializadas como: Dun & Bradstreet Mope/Coface Infocomer Para além dos bancos 16
20 COBERTURA DO RISCO DE NÃO PAGAMENTO O risco mais frequente é o de não pagamento ou atraso no pagamento. A turbulência e a incerteza nos mercados, a pressão da concorrência pelo efeito da globalização, a par de outros factores estruturais e conjunturais, fazem com que muitas empresas enfrentem dificuldades de tesouraria que podem levar ao atraso nos pagamentos ou até mesmo à sua suspensão. Seguros de crédito e seguros caução O seguro caução: é muito utilizado para garantir obrigações aduaneiras O seguro de crédito: é utilizado para a cobertura de vários riscos das operações comerciais, incluindo os riscos associados ao não pagamento. Em Portugal, a companhia líder no mercado de seguros de crédito é a COSEC. A COSEC efectua um seguro de crédito externo que é importante para o sector exportador Ao efectuar uma proposta de seguro de crédito o segurado pode optar por um seguro global; que abrange todos os clientes que a COSEC considerar seguráveis, em vários países e para vários produtos. Também pode subscrever uma apólice temporária A seguradora pode não segurar um cliente ou impor plafonds de crédito. O segurado deve procurar a razão para tal procedimento e não tirar conclusões fáceis Se a segurador não aceita segurar é porque tem razões objectivas. São seguráveis créditos de bens e serviços até um ano. O montante coberto é de 85% a 90% das exportações efectivamente seguras e com custo que ronda os 0,3% a 0,8% do montante segurado. É necessário também saber o seguinte: Quais os riscos seguros? Que riscos devemos segurar? Em que condições são seguros? Os principais riscos cobertos são: 17
21 Falência ou insolvência do vendedor Insuficiência de meios de pagamento do devedor Riscos de fabrico Riscos extraordinários cobertos pelo estado português Contratos de compra e venda internacional Nas relações internacionais sejam de natureza comercial, financeira ou tecnológica é fundamental utilizar de forma eficaz o contrato internacional, como garantia e segurança jurídica. Assim, nas operações de comércio internacional os contratos têm uma verdadeira relevância na gestão destas operações. Em qualquer tipo de operação internacional é conveniente utilizar um documento sintético onde estejam mencionados os direitos e obrigações do exportador e do importador. A existência deste instrumento jurídico sem grande formalismo e de carácter particular, assinado entre as duas partes contratantes sujeito a prévia negociação, contribuirá para documentar a operação e para garantir a boa finalidade da mesma bem como o que ficou acordado entre as partes. Princípios que regem os contratos internacionais: A autonomia da vontade das partes A boa-fé contratual O cumprimento do acordado do ponto de vista legal A diligência seguida de acordo com os usos e costumes de cada sector Quando se celebra um contrato de compra e venda internacional também se deverá ter em conta: A variedade de leis e sistemas jurídicos A diversidade de usos e costumes A variedade de foros ou jurisdições 18
22 Documentos preparatórios para a formação do contrato internacional: Carta de intenções É um documento escrito, sem formalidade determinada, que tem por finalidade demonstrar a vontade de ambas as partes em levar a cabo num futuro próximo pré-determinado todos os actos necessários para subscrever um contrato que dê origem a uma transacção ou negócio internacional. Pressupõe uma declaração de vontades recíprocas, sem efeito jurídico vinculativo (de carácter coercivo), mas com alto valor ético para as partes que o subscrevem. Pré-Contrato É um acordo em que duas ou mais partes se comprometem a celebrar, em tempo futuro, um contrato determinado e definitivo que neste momento não se pode ou não se quer concluir. As partes reservam o direito de exigir posteriormente a entrada em vigor do contrato projectado. A opção Pressupõe a existência de um acordo, mediante o qual uma das partes outorga a outra a faculdade de decidir unilateralmente, dentro de um prazo pré-fixado ou noutro posterior, a realização de um contrato de compra e venda respeitante ao seu conteúdo inicial. A oferta É uma promessa ou declaração de vontade realizada unilateralmente pelo oferente que se obriga a dar e a cumprir ou executar uma determinada prestação ou negócio frente a outra parte. Isto é, se trata de uma proposta para contratar, que requer certas condições para a sua validade e eficácia na prática comercial. 19
23 Requisitos da oferta: A intenção do oferente para concluir um contrato com o destinatário da oferta Deve ser clara e completa, em função do contrato a cumprir Sem formalidades, salvo o oferente exija que a aceitação se formule de uma determinada forma sendo assim o aceitante deverá ajustarse para que esta seja válida Ser definitiva, sem reservas gerais que possam modificar substancialmente as condições de um contrato, salvo excepções O prazo de validade definido ou fixado por lei Processo de formação de um contrato Exportador Oferta/Manifestação/Emissão Contrato Importador Aceitação Conhecimento-Recepção Formas de realizar os contratos Escrita Verbal Escrita Correspondência Telex Telefax Documentos electrónicos Via telemática Via cibernética Verbal Via telefónica (Fixo/Móvel) Via vídeo-conferência 20
24 Riscos mais habituais nas operações internacionais Riscos jurídicos Falta de legitimidade Indefinição da lei aplicável Ausência de convenção arbitral Riscos tecnológicos Ausência de capacidade técnica Apropriação de patentes, Know-How e marcas Riscos técnicos Defeitos no design Problemas na fabricação, instalação Riscos comerciais Insolvência do direito Riscos económico-financeiros Falta de garantias Morosidade O contrato de compra e venda internacional e a Convenção de Viena No âmbito dos contratos de compra e venda internacional de mercadorias o documento mais relevante é a Convenção de Viena assinada em 11 de Abril de A convenção foi adoptada por diferentes ordenamentos jurídicos nacionais e aplica-se aqueles contratos que tenham por objecto a transacção de 21
25 determinados bens ou mercadorias entre pessoas com empresas em diferentes Estados. Esta convenção regula a formação do contrato de compra e venda bem como as obrigações e direitos das partes (comprador e vendedor). As principais obrigações do vendedor são as seguintes: Entrega das mercadorias e da documentação segundo o Incoterm contratado para a operação. A mercadoria deve ser entregue segundo o prazo previsto no contrato. O lugar de entrega da mercadoria dever ser convencionado entre ambas as partes. O vendedor deve entregar a mercadoria nas condições de utilização estipuladas no contrato O vendedor deve assegurar a protecção física da mercadoria bem como utilizar a embalagem correcta. A quantidade, qualidade, peso e medida devem ser requeridas pelo comprador As principais obrigações do comprador são as seguintes: Pagamento do preço acordado Recolher a mercadoria no lugar acordado previamente por ambas as partes Deve pagar a mercadoria no prazo estipulado tendo em conta as condições de pagamento acordadas no contrato Deve aceitar a entrega (recepção) da mercadoria de acordo com o lugar, data e forma acordada no contrato. Deve verificar o estado da mercadoria após esta lhe ter sido entregue A resolução do contrato em caso de incumprimento poderá passar pelas seguintes situações: A restituição da mercadoria de forma idêntica A redução do preço por parte do vendedor 22
26 Incoterms (International Commercial Terms) Diferenças entre INCOTERMS 1990 e INCOTERMS 2000 Os Incoterms têm como objectivos proporcionar um conjunto de regras internacionais de interpretação dos termos comerciais mais vulgarmente utilizados no comércio internacional. Através da utilização correcta dos Incoterms evitam-se ou pelo menos reduzem-se as incertezas sobre interpretações diferentes desses termos em diferentes países. O âmbito dos Incoterms limita-se às matérias relativas aos direitos e obrigações das partes em contratos de compra e venda internacional no que respeita à entrega das mercadorias vendidas. Existem várias concepções erradas dos Incoterms. Em primeiro lugar os Incoterms são vistos como sendo aplicáveis aos contratos de transporte e não ao contrato de compra e venda em si. Em segundo lugar, supõe-se por vezes de modo incorrecto que os mesmos dispõem sobre todas as obrigações que as partes possam querer incluir num contrato de compra e venda. A Câmara de Comércio Internacional (CCI) tem afirmado que os Incoterms tratam apenas da relação entre vendedores e compradores ao abrigo de um contrato de compra e venda e, por isso só o fazem em relação a alguns aspectos específicos. A utilização correcta dos Incoterms é fundamental para as seguintes situações no âmbito das operações de comércio internacional: Se as partes estiverem de acordo sobre a utilização de um determinado Incoterm, esse facto reflectir-se-à, necessariamente nos outros contratos Um vendedor que tenha acordado um contrato CFR-ou CIF - não pode cumprir esse contrato senão utilizando o transporte marítimo, 23
27 uma vez que ao abrigo desses termos, deve apresentar ao comprador um conhecimento de embarque desses termos, deve apresentar ao comprador um conhecimento de embarque ou outro documento marítimo, o que pura e simplesmente não é possível se utiliza outro meio de transporte. Para além disso, o documento exigido para um crédito documentário dependerá do modo de transporte a utilizar. Os Incoterms tratam de um certo número de obrigações impostas às partes - tal como a obrigação do vendedor de colocar a mercadoria à disposição do comprador ou de as entregar para transporte no destino - bem como da repartição do risco entre as partes em cada um destes casos Os Incoterms são importantes nas situações que dizem respeito ao desalfandegamento das mercadorias na exportação e na importação, da embalagem das mercadorias, da obrigação do comprador de receber a mercadoria, e ainda da obrigação de cada uma das partes de fazer prova do cumprimento devido das obrigações respectivas. Os Incoterms não contemplam um grande número de problemas que podem surgir nos contratos de compra e venda internacional: Problemas relacionados com a transferência da propriedade e de outros direitos reais Os incumprimentos contratuais e suas consequências A exclusão de responsabilidade em certas situações Não se debruçam sobre as consequências do incumprimento do contrato, nem sobre exclusões da responsabilidade devidas a obstáculos diversos 24
28 Incoterms 1990 Em 1990 foi efectuada a revisão dos Incoterms pela Câmara de Comércio Internacional tendo estes entrado em vigor no dia 1 de Julho de Tal como os Incoterms anteriores as regras vigentes impunham obrigações apenas ao comprador e ao vendedor, não tendo por isso efeito legal sobre questões como transporte, seguro, acordos de financiamento e outros. Ao realizar uma exportação, o exportador deve utilizar a sigla definida pela Câmara de Comércio Internacional, evitando dessa forma uma série de dúvidas e até a inviabilização da operação. A seguir estão relacionadas as 13 siglas padronizadas com as expressões em inglês, francês e português, bem como as suas respectivas definições. EXW- Ex Works A L Usine Ex-ponto de origem ( fábrica, mina, armazém, plantação etc..) O vendedor limita-se a colocar a mercadoria à disposição do comprador no local de origem convencionado e dentro dos prazos estipulados. O comprador responsabiliza-se por todas as operações de transporte. Esta é a obrigação mínima do vendedor. FCA Free Carrier Franco Transporteur Livre Transportador (ponto designado) A adaptação do termo FOB às peculiaridades do transporte intermodal. O ponto de transferência de despesas e responsabilidades não é mais o momento do embarque, mas um ponto intermédio convencionado entre as partes. É o comprador que escolhe o modo de transporte e o transportador. É ele também que paga o transporte principal. O desembaraço aduaneiro de exportação fica a cargo do vendedor. 25
29 FAS Free Alongside Ship Franco le Long du Navire Posto ao lado do Navio (porto de embarque) O vendedor entrega a mercadoria no cais junto ao navio, sob guindastes se o navio atracar, ou em barcaças ao lado do navio se este não acostar no cais. FOB Free on Board Franco Board Livre a Bordo (porto de embarque) Por esta cláusula caberá ao vendedor embarcar a mercadoria, livre de quaisquer encargos, a bordo de um navio no porto de embarque. Nas operações com os EUA, o termo FOB poderá ser utilizado também para os transportes ferroviário e rodoviário. Assim, nos contratos com aquele mercado deve-se acrescentar ao termo FOB o meio de transporte a ser utilizado. No caso do transporte marítimo, é o comprador quem escolhe o navio e paga o frete, assumindo, a partir da entrada dos produtos no navio, todos os riscos e despesas. As formalidades de exportação, contudo competem ao exportador. CFR Cost and Freight Coût et Fret Custo e Frete (seguida do porto de destino) Anteriormente era conhecida como C&F, este termo só difere do anterior pelo facto de que o vendedor não tem a obrigação de pagar o seguro da mercadoria até ao porto de destino. Tal como no CIF, é o vendedor quem escolhe o navio e paga o frete marítimo, responsabilizando-se também pelas formalidades de exportação. O risco de perdas e danos, contudo, ficam por conta do comprador. CIF Cost, Insurance and Freight Coût, Assurance, Fret (CAF) Por esta cláusula, o vendedor obriga-se a colocar a mercadoria sobre o navio no porto de destino com frete e seguros pagos. 26
30 CPT Carriage Paid To Fret ou port payé jusqu à Frete ou Porte pago até (ponto de destino) Idêntico ao CIP, mas sem exigir do vendedor a contratação do seguro. Literalmente, significa Delivered Cost Paid CIP Carriage and Insurance Paid to Fret ou Port Payé, assurance comprise, jusqu`a Frete ou Porte e seguros pagos até (ponto de destino) Baseia-se nos princípios do CIF, sendo que o vendedor é responsável pelos custos de transporte e seguro até ao ponto acordado entre as partes. Os riscos de perdas e avarias são transferidos no momento da entrega da mercadoria ao primeiro transportador, adaptando-se assim a qualquer tipo de transporte, inclusive o intermodal. Literalmente a sigla significa Cost Insurance Paid. DAF Delivered at Frontier Rendu Frontière Local de entrega convencionado na fronteira (local de entrega) O vendedor compromete-se a colocar a mercadoria à disposição do comprador no local convencionado, nos prazos estipulados no contrato de venda. Se é necessário um seguro, recomenda-se que o comprador e o vendedor entrem em acordo quanto à cobertura de todo o percurso. As formalidades de exportação ficam a cargo do vendedor e as de importação cabem ao comprador. Para evitar mal-entendidos, é aconselhável mencionar, após a sigla, os dois países limítrofes e o local preciso da entrega. DES Delivered Ex-Ship (Porto de Destino Convencionado) O vendedor deverá colocar os produtos à disposição do comprador a bordo do navio no porto de destino convencionado. 27
31 DEQ Delivered Ex-Quay Despachado (Porto Convencionado) O vendedor deverá entregar a mercadoria ao comprador no cais do porto de destino. As formalidades de despacho aduaneiro no Pais importador, assim como o pagamento dos direitos e taxas exigíveis são responsabilidade do vendedor. DDU Delivery Duty Unpaid Idêntico ao DDP mas sem exigir do vendedor o pagamento dos direitos de importação. DDP Delivery Duty Paid Rendu droits acquittés Entregue (Destino final no país importador) Esta é a obrigação máxima do vendedor. São da sua responsabilidade todas as operações e despesas relativas às operações de embalagem, carga, descarga, transporte, bem como taxas alfandegárias, direitos e outros impostos que recaiam sobre a mercadoria até ao momento de sua entrega no local convencionado pelo contrato, dentro do país importador. 28
32 Grupo Sigla Utilização E F F F C EXW FCA FAS FOB CFR Ex-works (nome do lugar) na fábrica Free Carrier (nome do lugar) livre no transportador Free Alongside Ship (porto de carregamento) livre ao costado do navio Free on Board (porto de carregamento) livre a bordo do navio Cost and Freight (porto de destino) custo e frete C C C D D D D D CIF CPT CIP DAF DES DEQ DDU DDP Cost, Insurance and Freight (porto de destino) custo, seguro e frete Carriage Paid to (lugar de destino) transporte e seguro pago até Carriage and Insurance paid to (lugar de destino) transporte pago até Delivered At frontier (nome do lugar) entregue na fronteira Delivered Ex-Ship (porto de destino) entregue a bordo do navio Delivered Ex-Quay (porto de destino) entregue,direitos pagos Delivery Duty Unpaid (lugar de destino) entregue,direitos por pagar Delivery Duty paid (lugar de destino) entregue, direitos pagos Classificação dos Grupos Grupo E A mercadoria é entregue nas instalações do vendedor 29
33 Grupo F A mercadoria é entregue nas instalações de um transportador contratado pelo vendedor, que não assume, no entanto o risco da sua perda ou avaria ou dos custos adicionais consequentes de ocorrências posteriores ao seu embarque ou expedição. Grupo C A mercadoria é entregue nas instalações de um transportador contratado pelo vendedor, que não assume, no entanto o risco da sua perda ou avaria ou dos custos adicionais consequentes de ocorrências posteriores ao seu embarque ou expedição. Grupo D A mercadoria é entregue no destino, assumindo o vendedor todos os riscos e custos consequentes do transporte Alterações nos Incoterms 1990 Foram suprimidos dois termos: FOR/FOT Free on Rail FOA FOB Airport Criou se um novo termo: DDU Delivery Duty Unpaid Foram modificados quatro termos: FCA Free Carrier - era FRC Free Carrier CPT- Carriage Paid To era DCP Delivered Carriage Paid DES Delivered Ex-Ship- era EXP Ex Ship DEQ Delivered Ex-Quay- era EXQ Ex quay 30
34 São vendas à partida: EXW FCA FAS FOB CFR CIF CPT CIP É venda na fronteira do país comprador: DAF São vendas no destino: DES DEQ DDU DDP Incoterms 2000 Os Incoterms 2000 entraram em vigor em 1 de Janeiro de A principal razão para as sucessivas revisões dos Incoterms tem sido a necessidade de os adaptar às práticas comerciais actuais. Assim, na revisão de 1980, o termo Franco Transportador (agora FCA) foi introduzido para contemplar o caso, que ocorria com frequência, em que o local da recepção, no comércio marítimo, não era o já tradicional local FOB (passagem da amurada do navio) mas sim um local em terra, antes do carregamento a bordo do navio, no qual as mercadorias eram embaladas em contentor para subsequente transporte por mar ou por diferentes meios de transporte combinados (o chamado transporte combinado ou multimodal). Mais tarde, na revisão dos Incoterms efectuada em 1990, as cláusulas sobre a obrigação do vendedor de fazer prova da entrega vieram permitir a 31
35 substituição da documentação em papel por mensagens electrónicas (EDI), desde que as partes tivessem acordado comunicar dessa forma. Escusado será dizer que se desenvolvem continuamente esforços no sentido de melhorar a redacção e a apresentação dos Incoterms, de modo a facilitar, na prática a sua implementação. Durante o processo de revisão, que levou cerca de 2 anos, a CCI esforçouse por recolher, junto de um leque alargado de especialistas de diversos sectores do comércio internacional, opiniões e reacções sobre projectos sucessivos, tirando partido da representação desses sectores nas delegações nacionais através dos quais a CCI opera. Assim, como esta nova versão dos Incoterms 2000 foram introduzidas alterações significativas em duas áreas: O desalfandegamento e o pagamento de direitos ao abrigo dos termos FAS e DEQ As obrigações de carga e de descarga ao abrigo do termo FCA Os traders que utilizem a nova versão dos Incoterms 2000 devem especificar claramente que o seu contrato se rege pelas novas regras dos Incoterms Em 1990, para facilitar a sua compreensão, os termos foram agrupados em quatro categorias que apresentam diferenças essenciais: começando, designadamente por aquele em que o vendedor só coloca as mercadorias ao dispor do comprador nas próprias instalações (o termo E-Ex Works), seguido do segundo grupo, no qual o vendedor é obrigado a entregar as mercadorias a um transportador designado pelo comprador (os termos F FCA, FAS e FOB), continuando com os pertencentes ao grupo dos termos C, em que o vendedor tem a obrigação de contratar o transporte, mas sem assumir os riscos de perda ou dano da mercadoria, nem encargos adicionais devidos a ocorrências posteriores ao embarque ou à expedição (CFR, CIF, CPT ou CIP) e finalmente, o grupo dos termos D pelos quais o vendedor tem de suportar todos os custos e riscos necessários para que a mercadoria chegue ao lugar de destino (DAF, DES, DEQ, DDU e DDP). 32
36 INCOTERMS 2000 GRUPO E GRUPO F GRUPO C GRUPO D Partida EXW Na fábrica (...lugar designado) Transporte principal por pagar FCA Franco Transportador (...lugar designado) FAS - Franco ao Lado do Navio (...porto de embarque designado) FOB Franco a Bordo (.porto de embarque designado) Transporte principal pago CFR Custo e Frete (porto de destino designado) CIF Custo, Seguro e Frete (...porto de destino designado) CPT Porte pago até (...lugar de destino designado) CIP Porte e seguros pagos até ( lugar de destino designado) Chegada DAF Entregue na fronteira (...lugar designado) DES Entregue no Navio (...porto de destino designado) DEQ - Entregue no Cais(...porto de destino designado) DDU Entregue sem direitos pagos (...lugar de destino designado) DDP Entregue com direitos pagos (lugar de destino designado) 33
37 Termo E é o termo em que é menor a obrigação do vendedor O vendedor não tem de fazer mais do que colocar as mercadorias à disposição do comprador no local acordado habitualmente nas próprias instalações do vendedor. Por outro lado, na prática, o vendedor apoia frequentemente o comprador no carregamento das mercadorias para o veículo de transporte deste último. Se bem que EXW pudesse reflectir melhor esta realidade se as obrigações do vendedor fossem alargadas de modo a incluir o carregamento, pensou-se ser desejável manter o princípio tradicional da obrigação mínima do vendedor no termo EXW, de modo a que este possa ser usado nos casos em que o vendedor não deseje assumir qualquer obrigação relativa ao carregamento das mercadorias. Se o comprador quiser que o vendedor se responsabilize por mais, tal deve ser deixado claro no contrato de compra e venda. Termos F Exigem que o vendedor entregue as mercadorias para transporte de acordo com as instruções do comprador. O local em que as partes pretendem que a entrega ocorra, no termo FCA, tem causado dificuldades, devido à grande variedade de circunstâncias que podem rodear os contratos cobertos por este termo. Assim, as mercadorias podem ser carregadas num veículo enviado pelo comprador para as recolher nas instalações do vendedor; em alternativa, as mercadorias podem Ter de ser descarregadas de um veículo enviado pelo vendedor para as entregar num terminal indicado pelo comprador. Os Incoterms 2000 levam em consideração estas alternativas, estabelecendo que, se o lugar indicado no contrato como local da entrega forem as instalações do comprador, a entrega está completa quando as mercadorias são colocadas à disposição do comprador, ainda não descarregadas do veículo do vendedor. As variações mencionadas para os diferentes meios de transporte em FCA A4 dos Incoterms 1990 não são repetidas nos Incoterms
38 O local de entrega em FOB, que é o mesmo que em CFR e CIF, não sofreu alteração nos Incoterms 2000, não obstante um debate considerável. Apesar de, no termo FOB, a noção de entrega da mercadoria transposta a amurada do navio parecer hoje em dia inadequada em muitos casos, ela é, no entanto, compreendida pelos traders e aplicada de um modo que leva em consideração o tipo de mercadorias e os meios de carregamento disponíveis. Pensou-se que uma alteração do local de entrega FOB iria causar confusões desnecessárias, particularmente no que respeita à venda de matérias-primas transportadas por via marítima, em regra ao abrigo do contrato de fretamento. Infelizmente, a palavra FOB é utilizada por alguns traders meramente para indicar qualquer local de entrega - tal como FOB na fábrica (FOB factory), FOB nas instalações do vendedor ou outros locais em terra desta forma esquecendo o que a abreviatura significa: Free on Board. Há uma alteração importante do termo FAS no que respeita à obrigação de desalfandegamento das mercadorias para exportação, uma vez que a prática mais comum parece ser a de atribuir esta obrigação ao vendedor, e não ao comprador. Termos C -Requerem que o vendedor contrate o transporte nos termos usuais e a expensas próprias. Logo, o local até onde este terá de pagar os custos de transporte tem necessariamente de ser indicado após o respectivo termo C. Ao abrigo dos termos CIF e CIP o vendedor também deve tratar do seguro e suportar os respectivos custos. Uma vez que o local em que ocorre a repartição dos custos é fixado num local do País de destino, os termos C são, com frequência, erroneamente entendidos como acordos de chegada, nos quais o vendedor suportaria todos os riscos e custos até que a mercadoria tivesse chegado ao local acordado. No entanto, deve salientar-se que os termos C são semelhantes aos termos F na medida em que o vendedor cumpre o contrato no País de embarque ou expedição. Assim, os contratos de compra e venda ao abrigo dos termos C, 35
39 tal como os contratos ao abrigo dos termos F, incluem-se na categoria dos contratos de embarque. É próprio dos contratos de embarque que, enquanto o vendedor se vê obrigado a pagar o custo normal do transporte pelo encaminhamento das mercadorias por uma rota usual e de um modo habitual para o lugar acordado, o risco de perda ou dano das mercadorias, bem como os custos adicionais resultantes de ocorrências depois de as mercadorias terem sido devidamente entregues para transporte, recaiam sobre o comprador. Uma vez mais os termos C distinguem-se de todos os outros termos, por conterem dois locais críticos: um que indica o local até onde o vendedor está obrigado a providenciar um contrato de transporte e a suportar os respectivos custos, e outro para repartição do risco. Por esta razão, deve-se Ter o maior cuidado quando se acrescentam ao termo C obrigações adicionais do vendedor, com o objectivo de alargar a responsabilidade deste para além do mencionado local crítico da repartição do risco. É da própria essência dos termos C que o vendedor seja exonerado de mais riscos ou custos depois de Ter cumprido devidamente o contrato, ao concluir o contrato de transporte e entregar as mercadorias ao transportador e ainda ao fazer o seguro segundo os termos CIF e CIP. A essência dos termos C como contratos de embarque é também ilustrada pela utilização habitual de créditos documentários como modo de pagamento preferencial em relação aos mesmos. Quando é acordado pelas partes, no contrato de compra e venda, que o vendedor será pago ao apresentar a um banco, ao abrigo de um crédito documentário, os documentos de embarque acordados, seria bem contrário ao fim específico do crédito documentário que o vendedor suportasse mais riscos e custos depois do momento em que o pagamento tiver sido efectuado nos termos do crédito documentário ou, então, depois do embarque e da expedição da mercadoria. É certo que o vendedor deve suportar os custos do contrato de transporte, independentemente de o frete dever ser pago antes do embarque ou no destino (frete pagável à chegada); no entanto, os custos 36
40 adicionais que possam resultar de ocorrências subsequentes ao embarque e à expedição são obrigatoriamente da conta do comprador. Se o vendedor tiver de fazer um contrato de transporte que envolva o pagamento de taxas, direitos e outros encargos, esses custos irão evidentemente recair sobre o vendedor na medida em que, nos termos do contrato, sejam da sua conta. Termos D Diferem essencialmente dos termos C, uma vez que, de acordo com os termos D, o vendedor é responsável pela chegada das mercadorias ao lugar ou local de destino acordado, na fronteira ou no território do País de importação. O vendedor deve suportar todos os riscos e custos inerentes ao encaminhamento da mercadoria até esse local. Daí que os termos D representem contratos de chegada enquanto os termos C se revelam contratos de partida (expedição). Ao abrigo dos termos D, exceptuando DDP, o vendedor não tem a obrigação de entregar a mercadoria desalfandegada na importação no País de destino. Tradicionalmente, o vendedor tinha a obrigação de desalfandegar as mercadorias na importação, no termo DEQ, desde que as mercadorias tivessem sido descarregadas no cais, significando, com isso, terem sido levadas para o país de importação. Mas, devido a alterações nos procedimentos aduaneiros na maior parte dos Países, é agora mais adequado que a parte domiciliada no País em causa tome a seu cargo o desalfandegamento e pague os direitos e outros encargos. Portanto, o DEQ foi alterado pela mesma razão apontada anteriormente para a alteração em FAS. Parece que em muitos países se utilizam termos comerciais não incluídos nos Incoterms, particularmente no que se refere ao transporte ferroviário (Franco border, Franco-Frontière). No entanto, com estes termos não se 37
41 pretende normalmente que o vendedor assuma o risco de perda ou dano da mercadoria durante o transporte até à fronteira. Seria preferível, em tais circunstâncias, usar o termo CPT, indicando a fronteira. Se, por outro lado, as partes pretenderem que o vendedor assuma o risco durante o transporte, o termo DAF, com indicação da fronteira, seria o mais apropriado. O termo DDU foi acrescentado na versão dos Incoterms de O termo desempenha uma função importante sempre que o vendedor esteja em posição de entregar a mercadoria no país de destino, sem Ter de desalfandegar a mercadoria na importação nem pagar os direitos. Nos países em que o processo de desalfandegamento na importação seja moroso e complicado, pode ser arriscado para o vendedor assumir a obrigação de entregar as mercadorias além do local de desembaraço aduaneiro. Embora segundo o DDU, o comprador tenha de suportar todos os riscos e custos adicionais que possam decorrer do incumprimento da sua obrigação de desalfandegar a mercadoria na importação, aconselha-se o vendedor a não utilizar o termo DDU em países onde se possam prever dificuldades no desalfandegamento da mercadoria na importação. Modo de transporte e Incoterm 2000 apropriado Qualquer modo de transporte Grupo E EXW Na Fábrica (lugar designado) Grupo F FCA Franco Transportador (lugar designado) 38
42 Grupo C CPT Transporte Pago até lugar de destino designado) CIP Transporte e seguros Pagos até (lugar de destino designado) Grupo D DAF Entregue na fronteira (lugar designado) DDU Entregue sem direitos pagos (lugar de destino designado) DDP Entregue com direitos pagos (lugar de destino designado) Apenas transporte marítimo e transporte por vias navegáveis Grupo F FAS Franco ao lado do Navio (porto de embarque designado) FOB Franco a bordo (porto de embarque designado) Grupo C CFR Custo e Frete (porto de destino designado) CIF Custo, Seguro e Frete (porto de destino designado) Grupo D DES Entregue no Navio (porto de destino designado) DEQ Entregue no cais (lugar de destino designado) 39
43 Principais Incoterms EXW NA FÁBRICA (lugar designado) Significa que o vendedor faz a entrega da mercadoria quando a tiver colocado à disposição do comprador nas suas instalações ou noutro lugar designado (oficina, fábrica, armazém) sem o cumprimento das formalidades de desalfandegamento na exportação e sem o carregamento em qualquer veículo de recolha. Mínimo de obrigações para o vendedor devendo o comprador suportar todos os custos e riscos inerentes à retirada da mercadoria das instalações do vendedor. Constituem obrigações do Vendedor Fornecimento da mercadoria de acordo com o contrato O vendedor deve fornecer a mercadoria e a factura comercial, de acordo com o previsto no contrato de compra e venda. Licenças, autorizações e formalidades O vendedor deve prestar ao comprador, a pedido e por conta e risco deste, toda a assistência necessária para a obtenção de quaisquer licenças de exportação, quando for caso disso ou outras autorizações oficiais necessárias à exportação da mercadoria. Contratos de transporte e de seguro Contrato de transporte Nenhuma obrigação Contrato de seguro Nenhuma obrigação 40
44 Entrega O vendedor deve colocar a mercadoria à disposição do vendedor, não carregada em qualquer veículo de recolha, no lugar designado para a entrega, na data ou dentro do prazo estipulados ou, não havendo indicação de prazo, dentro do prazo habitual para a entrega desse tipo de mercadoria. Se não tiver sido acordado nenhum local específico situado no lugar designado para a entrega, e havendo vários locais possíveis, o vendedor poderá escolher o local que melhor sirva os seus propósitos. Transferência do risco O vendedor deve suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria até ao momento em que esta tenha sido entregue. Outras obrigações O vendedor deve prestar ao comprador, a pedido e por conta e risco deste, toda a assistência necessária para a obtenção de quaisquer documentos ou equivalentes mensagens, emitidas ou transmitidas no País de entrega e/ou de origem, de que o comprador possa necessitar para a exportação e/ou importação da mercadoria e, se necessário, para o seu trânsito noutro país. O vendedor deve fornecer ao comprador, a pedido deste, as informações necessárias para que o mesmo possa efectuar o seguro. Constituem obrigações do comprador Pagamento do preço O comprador deve pagar o preço de acordo com as disposições aplicáveis do contrato de compra e venda. Licenças, autorizações e formalidades 41
45 O comprador deve obter, por sua conta e risco, quaisquer licenças de importação e exportação ou outras autorizações oficiais e cumprir, quando for caso disso, todas as formalidades aduaneiras exigidas para a exportação da mercadoria. Contrato de transporte e seguro Contrato de transporte nenhuma obrigação Contrato de seguro nenhuma obrigação Levantamento da mercadoria O comprador deve levantar a mercadoria logo que esta tenha sido entregue de acordo com o previsto Transferência do risco O comprador deve suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria: A partir do momento em que esta tenha sido entregue de acordo com o previsto A partir da data acordada ou da data em que expire o prazo estipulado para ser levantada, em virtude do comprador não Ter notificado o vendedor, desde que, no entanto, a mercadoria esteja devidamente afectada ao contrato, ou seja, claramente separada ou identificada de qualquer outra forma como sendo a mercadoria objecto do contrato. Repartição de custos O vendedor deve pagar todos os custos relacionados com a mercadoria até ao momento em que esta tenha sido entregue ao comprador 42
46 Notificação do comprador O vendedor deve notificar o comprador com a antecedência suficiente do momento e local em que a mercadoria será colocada à sua disposição Comprovativo da entrega, documento de transporte ou mensagem electrónica equivalente Nenhuma obrigação Verificação embalagem marcação O vendedor deve pagar os custos das operações de verificação (tais como verificação de qualidade, medição, pesagem, contagem) que sejam necessárias para colocar a mercadoria à disposição do comprador. O vendedor deve fornecer, por sua conta, a embalagem necessária ao transporte comercial (a menos que seja habitual, na actividade comercial em causa, enviar a mercadoria descrita no contrato sem embalagem) na medida em que as circunstâncias que se referem ao transporte (por exemplo, modalidades, destino) sejam comunicadas ao vendedor antes da celebração do contrato de compra e venda. A embalagem deve ser marcada de forma apropriada. Repartição de custos O comprador deve pagar: Todos os custos relacionados com a mercadoria, a partir do momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto. Quaisquer custos adicionais devidos ao facto de não Ter levantado a mercadoria quando esta se encontrava à sua disposição, ou de 43
47 não Ter notificado o vendedor de acordo desde que no entanto a mercadoria esteja devidamente afectada ao contrato, ou seja, claramente separada ou identificada de qualquer outra forma como sendo a mercadoria objecto do contrato e Quando for caso disso todos os direitos, taxas e outros encargos oficiais, bem como o custo das formalidades aduaneiras exigíveis na exportação da mercadoria. Notificação do vendedor O comprador deve, sempre que tenha o direito de determinar o momento dentro de um prazo estipulado e/ou lugar de levantamento da mercadoria, prevenir o vendedor com a antecedência suficiente. Comprovativo da entrega, documento de transporte ou mensagem electrónica equivalente O comprador deve fornecer ao vendedor o adequado comprovativo do levantamento da mercadoria. Inspecção da mercadoria O comprador deve pagar os custos de qualquer inspecção de pré-embarque, incluindo a inspecção ordenada pelas autoridades do País de exportação. Outras obrigações O comprador deve pagar todos os custos e encargos ocorridos com a obtenção dos documentos ou das equivalentes mensagens electrónicas e reembolsar o vendedor das despesas por este incorridas em resultado da assistência prestada nesses procedimentos. 44
48 2 - FCA Franco Transportador (...lugar designado) Significa que o vendedor entrega a mercadoria, desalfandegada na exportação, ao transportador nomeado pelo comprador no lugar designado. Chama-se a atenção para o facto de o lugar escolhido para entrega Ter influência nas obrigações de carga e descarga da mercadoria nesse lugar. Se a entrega ocorrer nas instalações do vendedor, o vendedor será responsável pela carga. Se a entrega acontecer noutro lugar, o vendedor não é responsável pela descarga. Este termo poderá ser utilizado relativamente a qualquer modo de transporte incluindo o transporte multimodal. Transportador significa qualquer pessoa que, num contrato de transporte, se encarrega de efectuar ou de providenciar um transporte, seja ele ferroviário, rodoviário, aéreo, marítimo. Se o comprador nomear outra pessoa que não seja um transportador para receber a mercadoria, considera-se que o vendedor cumpriu a sua obrigação de entregar a mercadoria quando esta for entregue a essa pessoa. Obrigações do Vendedor Fornecimento da mercadoria de acordo com o contrato Licenças, autorizações e formalidades O vendedor deve obter, por sua conta e risco, quaisquer licenças de exportação ou outras autorizações oficiais e cumprir, quando for caso disso, todas as formalidades aduaneiras exigidas para a exportação da mercadoria. Contratos de transporte e de seguro 45
49 Contrato de transporte Nenhuma obrigação, contudo, se tal lhe for solicitado pelo comprador, ou se for prática comercial e, em devido tempo, o comprador não der quaisquer instruções em contrário, o vendedor pode celebrar um contrato de transporte, nos termos habituais, a expensas e risco do comprador. Em ambas as situações, o vendedor pode recusar-se a fazer o contrato e, se assim o for, deve imediatamente notificar o comprador da sua decisão. Contrato de seguro Nenhuma obrigação Obrigações do comprador Pagamento do preço O comprador deve pagar o preço de acordo com as disposições aplicáveis do contrato de compra e venda. Licenças, autorizações e formalidades O comprador deve obter, por sua conta e risco, quaisquer licenças de importação ou outra autorização oficial, e cumprir, quando for caso disso todas as formalidades aduaneiras exigidas para a importação da mercadoria e para o seu trânsito noutro país. Contrato de transporte e seguro Contrato de transporte O comprador deve celebrar, por sua conta, um contrato para o transporte da mercadoria a partir do lugar designado, salvo quando o transporte for da responsabilidade do vendedor. 46
50 Contrato de seguro Nenhuma obrigação Levantamento da mercadoria O comprador deve levantar a mercadoria logo que esta tenha sido entregue de acordo com o previsto Transferência do risco O comprador deve suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria: A partir do momento em que esta for entregue de acordo com o previsto A partir da data acordada ou da data em que expire qualquer prazo fixado para a entrega, quer porque o comprador faltou com a indicação do transportador ou de outra pessoa, quer porque o transportador ou a parte indicada pelo comprador não levantou a mercadoria na data estipulada ou ainda porque o comprador não notificou o vendedor. Repartição dos custos O comprador deve pagar: Todas as despesas relacionadas com a mercadoria, a partir do momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto Todos os custos adicionais devidos pela não designação do transportador, ou de outra pessoa indicada de acordo quer porque a pessoa nomeada pelo comprador não aceitou a mercadoria no momento combinado, quer por ainda Ter faltado com a notificação devida desde que no entanto a mercadoria esteja devidamente 47
51 afectada ao contrato, ou seja, claramente separada ou identificada de qualquer outra forma como sendo a mercadoria objecto do contrato. Quando for caso disso, todos os direitos, taxas e outros encargos, bem como o custo das formalidades aduaneiras exigíveis na importação da mercadoria e para o seu trânsito noutro país. Notificação do vendedor O comprador deve comunicar ao vendedor, com a antecedência suficiente, o nome do transportador e especificar o modo de transporte, bem como a data ou prazo para a entrega da mercadoria e, se for caso disso, o local exacto do lugar onde a mercadoria deve ser entregue a essa entidade. Comprovativo da entrega, documento de transporte ou mensagem electrónica equivalente O comprador deve aceitar o comprovativo da entrega Inspecção da mercadoria O comprador deve pagar os custos de qualquer inspecção de pré-embarque, excepto quando tal inspecção for ordenada pelas autoridades do país de exportação. Obrigações do Vendedor O vendedor deve entregar a mercadoria ao transportador ou a outra pessoa nomeada pelo comprador, ou escolhido pelo vendedor de acordo com o estipulado e, no lugar designado e na data ou dentro do prazo acordado para a entrega. A entrega só está concluída se: 48
52 O lugar designado for as instalações do vendedor, quando as mercadorias tiverem sido carregadas no meio de transporte fornecido pelo transportador indicado pelo comprador ou por outra pessoa agindo em nome deste. O lugar designado for outro diferente do indicado em cima quando as mercadorias forem colocadas à disposição transportador ou de outra pessoa nomeada pelo comprador, ou escolhida pelo vendedor de acordo com o estipulado, no meio do transporte do vendedor, não descarregado. Se não tiver sido designado um local específico no lugar designado, e havendo vários locais disponíveis, o vendedor poderá escolher o local que melhor sirva os seus propósitos. Na ausência de instruções precisas do comprador, o vendedor poderá entregar a mercadoria para transporte na forma eventualmente exigida pelo modo de transporte e/ou a quantidade e/ou a natureza da mercadoria. Transferência de risco O vendedor deve suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria até ao momento em que esta tiver sido entregue. Repartição de custos Vendedor deve pagar todos os custos relacionados com a mercadoria até ao momento em que esta tenha sido entregue Quando for caso disso, também deve pagar os custos das formalidades aduaneiras, bem como todos os direitos, taxas e outros encargos exigíveis na exportação. Notificação do comprador O vendedor deve notificar o comprador, com a antecedência suficiente de que na altura acordada a mercadoria foi entregue de acordo com o previsto. 49
53 Se na altura acordada, o transportador se recusar a levantar a mercadoria conforme o disposto em, o vendedor deverá informar o comprador desse facto. Comprovativo da entrega O vendedor deve fornecer ao comprador, a expensas do vendedor, a habitual prova da entrega da mercadoria. Verificação Embalagem marcação O vendedor deve pagar os custos das operações de verificação tais como verificação da qualidade, medição, pesagem e contagem que sejam necessárias para a entrega da mercadoria. O vendedor deve fornecer, por sua conta, a embalagem necessária ao transporte da mercadoria (a menos que seja habitual na actividade comercial em causa enviar a mercadoria descrita no contrato sem embalagem). A embalagem deve ser marcada de forma apropriada Outras obrigações O vendedor deve prestar assistência ao comprador, a pedido e por conta e risco deste, toda a assistência necessária para a obtenção de quaisquer documentos. O vendedor deve fornecer ao comprador, a pedido deste, as informações necessárias para que o mesmo possa efectuar o seguro. 3 - FAS Franco ao Longo do Navio (. porto de embarque designado) Significa que o vendedor faz a entrega da mercadoria quando esta tiver sido colocada ao longo do navio, no porto de embarque designado. Tal implica 50
54 que, a partir desse momento, o comprador deva suportar todos os custos e o risco de perdas ou danos à mercadoria. O termo FAS requer que seja o vendedor a desalfandegar a mercadoria na exportação. Esta posição representa o oposto das anteriores versões dos Incoterms, que cometiam ao comprador o encargo do desalfandegamento da mercadoria na exportação. No entanto, se as partes desejarem que seja o comprador a desalfandegar as mercadorias na exportação, tal obrigação deverá constar de forma explícita no contrato de compra e venda. Este termo só pode ser utilizado para o transporte marítimo ou por vias navegáveis interiores. Obrigações do Vendedor Fornecimento da mercadoria de acordo com o contrato O vendedor deve fornecer a mercadoria e a factura comercial de acordo com o previsto no contrato de compra e venda. Licenças, autorizações e formalidades O vendedor deve obter, por sua conta e risco, quaisquer licenças de exportação ou outras autorizações oficiais e cumprir, quando for caso disso, todas as formalidades aduaneiras exigidas para a exportação da mercadoria. Contratos de transporte e de seguro Contratos de transporte Nenhuma obrigação 51
55 Contrato de seguro Nenhuma obrigação Entrega O vendedor deve colocar a mercadoria ao longo do navio e no lugar de carga mencionado pelo comprador, no porto de embarque designado, na data ou dentro do prazo estipulados e de acordo com os usos desse porto. Transferência do risco O vendedor deve, suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria até ao momento em que esta tiver sido entregue. Repartição dos custos O vendedor deve pagar todos os custos relacionados com a mercadoria até ao momento em que esta tenha sido entregues ao comprador. Quando for caso disso, os custos das formalidades aduaneiras, bem como todos os direitos, taxas e outros encargos exigíveis na importação. Notificação do comprador O vendedor deve notificar o comprador, com a antecedência suficiente, de que a mercadoria foi entregue ao longo do navio designado. Comprovativo da entrega, documento de transporte O vendedor deve fornecer ao comprador, a expensas do vendedor, a habitual prova da entrega da mercadoria. Verificação Embalagem Marcação 52
56 O vendedor deve pagar os custos das operações de verificação tais como a verificação da qualidade, medição, passagem e contagem que sejam necessárias para a entrega da mercadoria. Este também deve fornecer por sua conta, a embalagem necessária ao transporte da mercadoria a menos que seja habitual na actividade comercial em causa enviar a mercadoria descrita no contrato sem embalagem. A embalagem deve ser marcada de forma apropriada. Outras obrigações O vendedor deve prestar ao comprador, a pedido e por conta e risco deste toda a assistência necessária para a obtenção de quaisquer documentos ou equivalentes emitidos ou transmitidas no país de embarque ou de origem, de que o comprador possa necessitar para a importação da mercadoria e, se necessário para o trânsito noutro país. Este também deve fornecer ao comprador, a pedido deste, as informações necessárias para que o mesmo possa efectuar o seguro. Obrigações do Comprador Pagamento do preço O comprador deve pagar o preço de acordo com as disposições aplicáveis do contrato de compra e venda. Licenças, autorizações e formalidades O comprador deve obter, por sua conta e risco, quaisquer licenças de importação ou outra autorização oficial a cumprir, quando for caso disso, todas as formalidades aduaneiras exigidas para a importação da mercadoria e para o seu trânsito noutro país. 53
57 Contrato de transporte e seguro Contrato de transporte O comprador deve celebrar, por sua conta, um contrato para o transporte da mercadoria a partir do porto de embarque designado. Contrato de seguro Nenhuma obrigação Levantamento da mercadoria O comprador deve levantar a mercadoria logo que esta tenha sido entregue de acordo com o previsto. Transferência do risco O comprador deve suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria a partir do momento em que esta for entregue de acordo com o previsto e a partir da data acordada ou da data em que expire o prazo estipulado para a entrega, devido ao facto de o comprador não ter notificado o vendedor ou de não ter possibilidade de receber a mercadoria. Repartição dos custos O comprador deve pagar: Todas as despesas relacionadas com a mercadoria, a partir do momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto Todas as despesas adicionais decorrentes quer do atraso na chegada do navio por si designado, quer da impossibilidade de este receber a mercadoria, quer por ter encerrado ao carregamento mais cedo do que a data notificada. 54
58 Quando for caso disso, todos os direitos, taxas e outros encargos, bem como o custo das formalidades aduaneiras exigíveis na importação da mercadoria e para o seu trânsito noutro país. Notificação do vendedor O comprador deve notificar o vendedor, com a antecedência suficiente, do nome do navio, do lugar de carga e do prazo de entrega exigido. Comprovativo da entrega, documento de transporte O comprador deve aceitar o comprovativo da entrega de acordo com as disposições contidas. Inspecção da mercadoria O comprador deve pagar os custos de qualquer inspecção de pré-embarque, excepto quando tal inspecção for ordenada pelas autoridades do país de exportação. Outras obrigações O comprador deve pagar todos os custos e encargos incorridos com a obtenção dos documentos e reembolsar o vendedor das despesas por este incorridas em resultado da assistência prestada nesses procedimentos. 4 - FOB Franco a Bordo (. porto de embarque designado) Significa que o vendedor faz a entrega da mercadoria quando esta tiver transposto a amurada do navio no porto de embarque designado. Isto significa que o comprador tem de suportar todos os custos e o risco de perdas ou de danos à mercadoria a partir desse ponto. O termo FOB requer que seja o vendedor a desalfandegar a mercadoria na exportação. Este termo só pode ser utilizado para o transporte marítimo ou 55
59 vias navegáveis interiores. Se as partes não pretenderem entregar a mercadoria transposta a amurada do navio é preferível usar o termo FCA. Obrigações do vendedor Fornecimento da mercadoria de acordo com o contrato Licenças, autorizações e formalidades O vendedor deve obter por sua conta e risco, quaisquer licenças de exportação ou outras autorizações oficiais e cumprir, quando for caso disso, todas as formalidades aduaneiras exigidos para a exportação da mercadoria. Contratos de transporte e de seguro Contrato de transporte Nenhuma obrigação Contrato de seguro Nenhuma obrigação Entrega O vendedor deve entregar a mercadoria a bordo do navio indicado pelo comprador, no porto de embarque designado, na data ou dentro do prazo estipulados e de acordo com os usos desse porto. Transferência do risco O vendedor deve suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria até ao momento em que esta tiver transposto a amurada do navio no porto de embarque designado. Repartição de custos 56
60 O vendedor deve pagar todos os custos relacionados com a mercadoria até ao momento em que esta Tiver transposto a amurada do navio no porto de embarque designado e quando for caso disso os Custos das formalidades aduaneiras necessárias à exportação, bem como todos os direitos, taxas e Outros encargos exigíveis na exportação. Notificação do comprador O vendedor deve notificar o comprador, com a antecedência suficiente, de que a mercadoria foi entregue de acordo com o previsto Comprovativo da entrega e documento de transporte O vendedor deve fornecer ao comprador, a expensas do vendedor, a habitual prova da entrega de acordo com o previsto Verificação embalagem marcação O vendedor deve pagar os custos das operações de verificação tais como verificação de qualidade, medição, pesagem, contagem que sejam necessárias para a entrega da mercadoria de acordo com o previsto. O vendedor deve fornecer, por sua conta, a embalagem necessária ao transporte da mercadoria (a menos que seja habitual na actividade comercial em causa enviar a mercadoria descrita no contrato sem embalagem) na medida em que as circunstâncias que se referem ao transporte (por exemplo modalidades, destino) sejam comunicadas ao vendedor antes da celebração do contrato de compra e venda. A embalagem deve ser marcada de forma apropriada. 57
61 Outras obrigações O vendedor deve prestar ao comprador, a pedido e por conta e risco deste, toda a assistência necessária para a obtenção de quaisquer documentos emitidos ou transmitidas no país de embarque ou de origem de que o comprador possa necessitar para a importação da mercadoria e, se necessário, para o seu trânsito noutro país. Obrigações do comprador Pagamento do preço O comprador deve pagar o preço de acordo com as disposições aplicáveis do contrato de compra e venda. Licenças, autorizações e formalidades O comprador deve obter, por sua conta e risco, quaisquer licenças de importação ou outras autorizações oficiais e cumprir, quando for caso disso, todas as formalidades aduaneiras exigidas para a importação da mercadoria e, se necessário, para o seu trânsito noutro país. Contrato de transporte e de seguro Contrato de transporte O comprador deve celebrar, por sua conta, um contrato para o transporte da mercadoria a partir do porto de embarque designado. Contrato de seguro Nenhuma obrigação Levantamento da mercadoria O comprador deve levantar a mercadoria logo que esta tenha sido entregue de acordo com o previsto. 58
62 Transferência do risco O comprador deve suportar todo o risco ou danos à mercadoria a partir do momento em que esta tiver transposto a amurada do navio no porto de embarque designado e a partir da data acordada ou da data em que expire o prazo estipulado para a entrega, devido ao facto de o comprador não ter notificado o vendedor ou de o navio não ter chegado a tempo, ou ter encerrado ao carregamento mais cedo do que na data notificada, desde que no entanto, a mercadoria esteja devidamente afectada ao contrato, ou seja, claramente separada ou identificada de qualquer outra forma como sendo a mercadoria objecto do contrato. Repartição dos custos O comprador deve pagar: Todas as despesas relacionadas com a mercadoria, a partir do momento em que esta tiver transposto a amurada do navio no porto de desembarque designado. Todas as despesas adicionais decorrentes do facto do navio indicado não ter chegado a tempo, ou de não ter tido possibilidade de receber a mercadoria, ou de ter encerrado ao carregamento mais cedo do que a data notificada ou porque o comprador não tenha prestado a informação adequada desde que no entanto a mercadoria esteja devidamente afectada ao contrato, ou seja, claramente separada ou identificada de qualquer outra forma como sendo a mercadoria objecto do contrato. Quando for caso disso, todos os direitos, taxas e outros encargos oficiais, bem como o custo das formalidades aduaneiras exigíveis na altura da importação da mercadoria e para o seu trânsito noutro país. Notificação do vendedor O comprador deve informar o vendedor, com a antecedência suficiente, do nome do navio, do lugar de carga e do prazo de entrega exigido. 59
63 Comprovativo da entrega O comprador deve aceitar a prova da entrega Inspecção da mercadoria O comprador deve pagar os custos de qualquer inspecção de préembarque, excepto quando tal inspecção for ordenada pelas autoridades do país de exportação. Outras obrigações O comprador deve pagar todos os custos e encargos incorridos com a obtenção dos documentos e reembolsar o vendedor das despesas por este incorridas em resultado da assistência prestada nesses procedimentos. 5 - CFR Custo e Frete (. porto de destino designado) Significa que o vendedor faz a entrega quando a mercadoria tiver transposto a amurada do navio no porto de embarque. O vendedor deve pagar os custos e o frete necessários para encaminhar a mercadoria até ao porto de destino designado, mas o risco de perdas ou danos à mercadoria, bem como quaisquer custos adicionais devidos a acontecimentos ocorridos depois do momento em que a mercadoria tiver sido entregue a bordo do navio, são transferidos do vendedor para o comprador. O termo CFR requer que seja o vendedor a desalfandegar a mercadoria na exportação. Este termo só pode ser utilizado para o transporte marítimo ou vias navegáveis interiores. Se as partes não pretenderem entregar as mercadorias transposta a amurada do navio, é preferível usar o termo CPT. 60
64 Obrigações do Vendedor Fornecimento da mercadoria de acordo com o contrato Licenças, autorizações e formalidades O vendedor deve obter, por sua conta e risco, quaisquer licenças de exportação ou outras autorizações oficiais e cumprir, quando for caso disso, todas as formalidades aduaneiras exigidas para exportação da mercadoria. Contratos de transporte e de seguro Contrato de transporte O vendedor deve celebrar, por sua conta e nas condições habituais, um contrato de transporte da mercadoria até ao porto de destino designado, pela rota habitual, num navio de transporte marítimo (ou barco de transporte fluvial, se for esse o caso), do tipo normalmente utilizado para o transporte da mercadoria descrita no contrato. Contrato de seguro Nenhuma obrigação Entrega O vendedor deve entregar a mercadoria a bordo do navio, no porto de embarque, na data ou dentro do prazo estipulado. Transferência do risco O vendedor deve, suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria até ao momento em que esta tiver transposto a amurada do navio no porto de embarque. Repartição dos custos O vendedor deve pagar todos os custos relacionados com a mercadoria até ao momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto e o frete e quaisquer encargos resultantes incluindo os de carga de mercadoria a bordo do navio e quaisquer encargos com a descarga no porto de desembarque acordado, se forem de conta do vendedor nos termos do contrato de transporte. 61
65 Quando for caso disso, os custos das formalidades aduaneiras necessárias à exportação, bem como todos os direitos, taxas e outros encargos exigíveis na exportação e para o trânsito em qualquer outro país, se esses custos forem de conta do vendedor, nos termos do contrato de transporte. Notificação do comprador O vendedor deve notificar o comprador, com a antecedência suficiente, de que a mercadoria foi entregue de acordo com o previsto, bem como prestar qualquer outra informação de que o comprador necessite para tomar as medidas normalmente necessárias ao levantamento da mercadoria. Comprovativo da entrega, documento ou transporte O vendedor deve fornecer ao comprador, sem demora e por sua própria conta, o habitual documento de transporte para o porto de destino designado. Este documento (por exemplo, um conhecimento de embarque negociável, uma guia de transporte marítimo não negociável, ou um documento de transporte vias navegáveis interiores) deve abranger a mercadoria descrita no contrato, estar datado dentro do prazo acordado para o embarque, permitir ao comprador reclamar a mercadoria ao transportador no porto de destino e, possibilitar ao comprador a venda da mercadoria em trânsito pela transmissão do documento para um comprador subsequente (o conhecimento de embarque negociável) ou por notificação ao transportador. Quando esse documento de transporte for emitido em vários originais o comprador deve receber um conjunto completo de originais. Verificação embalagem marcação O vendedor deve pagar os custos das operações de verificação (tais como verificação de qualidade, medição, pesagem, contagem) que sejam necessárias para a entrega da mercadoria de acordo com o previsto. Também deve fornecer, por sua conta a menos que seja habitual na actividade comercial em causa enviar a mercadoria descrita no contrato 62
66 sem embalagem, a embalagem necessária ao transporte previsto para a mercadoria. A embalagem deve ser marcada de forma apropriada. Outras obrigações O vendedor deve prestar ao comprador, a pedido e por conta e risco deste, toda a assistência necessária para a obtenção de quaisquer documentos emitidos ou transmitidos no país de embarque e ou de origem de que o comprador possa necessitar para a importação da mercadoria e, se necessário, para seu trânsito noutro país. O vendedor deve fornecer ao comprador, a pedido deste, as informações necessárias para que o mesmo possa efectuar o seguro. Obrigações do comprador Pagamento do preço O comprador deve pagar o preço de acordo com as disposições aplicáveis do contrato de compra e venda Licenças, autorizações e formalidades O comprador deve obter por sua conta e risco, quaisquer licenças de importação ou outras autorizações Oficiais e cumprir, quando for caso disso, todas as formalidades aduaneiras exigidas para a importação da mercadoria e para o seu trânsito noutro país. Contrato de transporte e seguro Contrato de transporte Nenhuma obrigação Contrato de seguro Nenhuma obrigação Levantamento da mercadoria 63
67 O comprador deve aceitar a entrega da mercadoria logo que esta tenha sido efectuada de acordo com o previsto e recebê-la do transportador no porto de destino designado. Transferência do risco O comprador deve suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria a partir do momento em que esta tiver transposto a amurada do navio no porto de embarque. O comprador deve, se não notificar o vendedor em conformidade suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria a partir da data acordada ou da data em que expire o prazo estipulado para o embarque, desde que, no entanto, a mercadoria esteja devidamente afectada ao contrato, ou seja, claramente separada ou identificada de qualquer outra forma como sendo a mercadoria objecto do contrato. Repartição dos custos O comprador deve, sujeito ao disposto pagar: Todos os custos relacionados com a mercadoria, a partir do momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto. Todos os custos e encargos relativos à mercadoria enquanto esta tiver em trânsito, até à sua chegada ao porto de destino, a menos que tas custos e encargos sejam de conta do vendedor nos termos do contrato de transporte. Custos de descarga, incluindo a utilização de embarcações e os direitos a pagar pela utilização do cais, a menos que tais custos e encargos sejam da responsabilidade do vendedor nos termos do contrato de transporte. Todas as despesas adicionais incorridas com a mercadoria, se não notificar o vendedor em conformidade a partir da data acordada ou da data em que expire o prazo estipulado para a expedição, desde, que no entanto, a mercadoria esteja devidamente afectada 64
68 ao contrato, ou seja, claramente separada ou identificada de qualquer outra forma como sendo a mercadoria objecto do contrato. Quando for caso disso, todos os direitos, taxas e outros encargos, bem como o custo das formalidades aduaneiras exigíveis na importação da mercadoria e, quando necessário, para o seu trânsito noutro país, salvo se esses encargos estiverem incluídos nos custos do contrato de transporte. Notificação do vendedor O comprador deve, sempre que tenha o direito de determinar a data do embarque da mercadoria e/ou o porto de destino, notificar o vendedor dos mesmos com a antecedência suficiente. Comprovativo da entrega, documento de transporte O comprador deve aceitar o documento de transporte de acordo com as disposições contidas se estas tiverem em conformidade com o contrato. Inspecção da mercadoria O comprador deve pagar os custos de qualquer inspecção de pré-embarque, excepto quando tal inspecção for ordenada pelas autoridades do país de exportação. Outras obrigações O comprador deve pagar todos os custos e encargos incorridos com a obtenção dos documentos e reembolsar o vendedor das despesas por este incorridas em resultado da assistência prestada nesses procedimentos. 65
69 6 - CIF Custo, Seguro e Frete (. porto de destino designado) Significa que o vendedor faz a entrega quando a mercadoria tiver transposto a amurada do navio no porto de embarque. O vendedor deve pagar os custos e o frete necessários para encaminhar a mercadoria até ao porto de destino designado. Mas o risco de perdas ou danos à mercadoria, bem como quaisquer custos adicionais devido a acontecimentos ocorridos depois do momento da entrega da mercadoria, são transferidos do vendedor para o comprador. No entanto, ao abrigo do termo CIF o vendedor tem também de fazer o seguro marítimo contra a perda ou dano à mercadoria durante o transporte. O vendedor contrata o seguro e paga o respectivo prémio. O comprador deve notar que com o termo CIF só é exigido ao vendedor um seguro com o mínimo de cobertura. Se o comprador pretender fazer uma cobertura mais alargada, deverá acordar com o vendedor um seguro complementar, ou fazê-lo por sua própria iniciativa. O termo CIF requer que seja o vendedor a desalfandegar a mercadoria na exportação. Este termo só pode ser utilizado para transporte marítimo e vias navegáveis interiores. Se as partes não pretenderem entregar a mercadoria transposta a amurada do navio, é preferível usar o termo CIP. Obrigações do Vendedor Fornecimento da mercadoria de acordo com o contrato Licenças, autorizações e formalidades O vendedor deve obter por sua conta e risco, quaisquer licenças de exportação ou outras autorizações oficiais e cumprir, se for caso disso, todas as formalidades aduaneiras exigidas para a exportação da mercadoria. 66
70 Contratos de transporte e de seguro Contrato de transporte O vendedor deve celebrar, por sua própria conta e nas condições habituais, um contrato de transporte da mercadoria até ao porto de destino designado, pela rota habitual, num navio de transporte marítimo do tipo normalmente utilizado para o transporte da mercadoria descrita no contrato. Contrato de seguro O vendedor deve obter, por sua conta, o seguro da carga tal como acordado no contrato e de forma a permitir que o comprador, ou qualquer pessoa com interesse no seguro da mercadoria, possa apresentar uma reclamação directamente ao segurador., e fornecer ao comprador a apólice de seguro ou qualquer outra prova da cobertura do seguro. Entrega O vendedor deve entregar a mercadoria a bordo do navio, no porto de embarque, na data ou dentro do prazo estipulado. Transferência do risco O vendedor deve, sujeito ao disposto, suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria até ao momento em que este tiver transposto a amurada do navio no porto de embarque. Repartição dos custos O vendedor deve pagar: Todos os custos relacionados com a mercadoria até ao momento em que este tiver sido entregue de acordo com o previsto O frete ou quaisquer outros custos resultantes incluindo os de carga da mercadoria a bordo do navio Os custos de seguros 67
71 Quaisquer encargos com a descarga no porto de desembarque acordado, se elas forem da conta do vendedor nos termos do contrato de transporte Quando for caso disso, os custos das formalidades aduaneiras necessárias à exportação, bem como todo os direitos, taxas e outros encargos exigíveis na exportação da mercadoria e para o seu trânsito em qualquer outro país, se esses custos forem de conta do vendedor nos termos do contrato de transporte. Notificação do comprador O vendedor deve notificar o comprador, com a antecedência suficiente, de que a mercadoria foi entregue de acordo com o previsto, bem como prestar qualquer outra informação de que o comprador necessite para tomar as medidas necessárias ao levantamento da mercadoria. Comprovativo da entrega, documento de transporte O vendedor deve fornecer ao comprador, sem demora e por sua própria conta, o habitual documento de transporte para o porto de destino designado. Verificação embalagem - marcação O vendedor deve pagar os custos das operações de verificação tais como verificação de qualidade, medição, passagem e contagem. O vendedor também deve fornecer por sua conta a menos que seja habitual na actividade comercial em causa enviar a mercadoria descrita no contrato sem embalagem a embalagem necessária ao transporte previsto para a mercadoria. Esta deve ser marcada de forma apropriada. Outras obrigações 68
72 O vendedor deve prestar ao comprador, a pedido e por conta e risco deste, toda a assistência necessária para a obtenção de quaisquer documento emitidos ou transmitidos no país de embarque e/ou origem de que o comprador possa necessitar para a importação da mercadoria e, se necessário, para o seu trânsito noutro país. Este também deve fornecer ao comprador, a pedido deste, as informações necessárias para que o mesmo possa efectuar o seguro. Obrigações do comprador Levantamento da mercadoria O comprador deve aceitar a entrega da mercadoria logo que esta tenha sido efectuada de acordo com o previsto e recebê-la do transportador no porto de destino designado. Transferência do risco O comprador deve suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria a partir do momento em que esta tiver transposto a amurada do navio no porto de embarque. Este também deve, se não notificar o vendedor em conformidade, suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria a partir da data acordada ou da data em que expire o prazo estipulado para o embarque, desde que, no entanto, a mercadoria esteja devidamente afectada ao contrato, ou seja, claramente separada ou identificada de qualquer outra forma como sendo a mercadoria objecto do contrato. Repartição dos custos O comprador deve pagar: Todos os custos relacionados com a mercadoria a partir do momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto. Todos os custos e encargos relativos à mercadoria enquanto esta estiver em trânsito, e até à sua chegada ao porto de destino, a menos que tais custos e encargos sejam da responsabilidade do vendedor nos termos do contrato de transporte. 69
73 Custos de descarga, incluindo a utilização de embarcações, e os direitos a pagar pela utilização do cais, a menos que tais custos sejam responsabilidade do vendedor nos termos do contrato de transporte. Todos os custos adicionais incorridos com a mercadoria, se não notificar o vendedor em conformidade a partir da data acordada ou da data em que expire o prazo estipulado para a expedição, desde que no entanto a mercadoria esteja devidamente afectada ao contrato, ou seja, claramente separada ou identificada de qualquer outra forma como sendo a mercadoria objecto do contrato. Quando for caso disso todos os direitos, taxas e outros encargos, bem como o custo das formalidades aduaneiras exigíveis na importação da mercadoria e, quando necessário, para o seu trânsito noutro país, salvo se esses encargos estiverem incluídos nos custos dos contratos de transporte. Notificação do vendedor O comprador deve, sempre que tenha o direito de determinar a data do embarque da mercadoria ou porto de destino, notificar o vendedor dos mesmos com a antecedência suficiente. Comprovativo da entrega, documento de transporte O comprador deve aceitar o documento de transporte de acordo com as disposições Contidas se estiver em conformidade com o contrato. Inspecção da mercadoria O comprador deve pagar os custos de qualquer inspecção de pré-embarque, excepto quando tal inspecção for ordenada pelas autoridades do país de exportação. 70
74 Outras obrigações O comprador deve pagar todos os custos e encargos incorridos com a obtenção dos documentos ou das mensagens e reembolsar o vendedor das despesas por este incorridas em resultado da assistência prestada nesses procedimentos. Este deve fornecer ao vendedor, a pedido deste, as informações para que o mesmo possa efectuar o seguro. 7 - CPT Porte Pago Até ( lugar de destino designado) Significa que o vendedor faz a entrega da mercadoria ao transportador nomeado por seu intermédio, devendo pagar adicionalmente o custo do transporte necessário para trazer a mercadoria até ao destino designado. Isto significa que o comprador suporta todos os riscos de perdas ou danos ou quaisquer outros custos que ocorram depois da mercadoria ter sido entregue dessa forma. Transportador: Significa qualquer pessoa que, num contrato de transporte, se encarrega de efectuar ou de providenciar um transporte, seja ele ferroviário, rodoviário, aéreo, marítimo, por vias navegáveis interiores ou por uma combinação destes modos. Se forem utilizados transportadores sucessivos para o transporte da mercadoria até ao destino designado, o risco transfere-se quando a mercadoria tiver sido entregue ao primeiro transportador. O termo CPT requer que o vendedor efectue o desalfandegamento da mercadoria na exportação. Este termo pode ser utilizado para qualquer modo de transporte, incluindo o transporte multimodal. Obrigações do vendedor Fornecimento da mercadoria de acordo com o contrato 71
75 Licenças, autorizações e formalidades O vendedor deve obter por sua conta e risco, quaisquer licenças de exportação ou outras autorizações oficiais e cumprir, quando for caso disso, todas as formalidades aduaneiras exigidas para a exportação da mercadoria. Contratos de transporte e seguro Contrato de transporte O vendedor deve celebrar, por sua própria conta e nas condições habituais, um contrato de transporte da mercadoria até ao local acordado no lugar de destino designado, pela rota habitual e na forma habitual. Se não tiver sido acordado um local, ou se este não for imposto pela prática, o vendedor pode escolher o local situado no lugar de destino no lugar de destino designado. Entrega O vendedor deve entregar a mercadoria ao transportador contratado de acordo com o previsto, se houver transportadores sucessivos, ao primeiro transportador para o transporte até ao lugar de destino designado na data ou dentro do prazo estipulado. Transferência do risco O vendedor deve suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria até ao momento em que tiver sido entregue de acordo com o previsto. Repartição dos custos O vendedor deve pagar: Todos os custos relativos à mercadoria até ao momento em que ela for entregue O transporte ou quaisquer outros custos resultantes bem como os de carga da mercadoria e quaisquer encargos com a descarga no 72
76 lugar de destino que sejam de conta do vendedor nos termos do contrato de transporte Quando for caso disso, os custos das formalidades aduaneiras necessárias à exportação, bem como todos os direitos, taxas e outros encargos exigíveis na exportação e para trânsito em qualquer outro país, se esses custos forem da responsabilidade do vendedor, nos termos do contrato de transporte. Notificação do comprador O vendedor deve notificar, com a antecedência suficiente, de que a mercadoria foi entregue de acordo com o previsto, bem como prestar qualquer informação de que o comprador necessite para tomar as medidas necessárias ao levantamento da mercadoria. Comprovativo da entrega, documento de transporte O vendedor deve fornecer ao comprador por sua própria conta os habituais documentos de transporte. Verificação Embalagem Marcação O vendedor deve pagar os custos das operações de verificação, tais como verificação da qualidade, medição, pesagem, contagem que sejam necessárias para a entrega da mercadoria de acordo com o previsto. Também deve fornecer por sua conta, a menos que seja habitual na actividade comercial em causa enviar a mercadoria descrita no contrato sem embalagem, a embalagem necessária ao transporte previsto para a mercadoria. A embalagem deve ser marcada de forma apropriada. Outras obrigações O vendedor deve prestar ao comprador, a pedido e por conta e risco deste, toda a assistência necessária para a obtenção de quaisquer documentos ou equivalentes emitidos ou transmitidas no país de expedição ou de origem de 73
77 que o comprador possa necessitar para a importação da mercadoria e para o seu trânsito noutro país. Este também deve fornecer ao comprador, a pedido deste, as informações necessárias para que o mesmo possa efectuar o seguro. Obrigações do comprador Pagamento do preço O comprador deve obter, por sua conta e risco, quaisquer licenças de importação ou outras autorizações oficiais e cumprir, quando for caso disso, todas as formalidades aduaneiras exigidas para a importação da mercadoria e para o trânsito noutro país. Contrato de transporte e de seguro Contrato de transporte Nenhuma obrigação Contrato de seguro Nenhuma obrigação Levantamento da mercadoria O comprador deve aceitar a entrega da mercadoria logo que esta tenha sido efectuada de acordo com o previsto e recebê-la do transportador no lugar de destino designado. Transferência do risco O comprador deve suportar o risco de perdas ou danos à mercadoria a partir do momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto. Repartição dos custos O comprador deve pagar: Todos os custos e encargos relativos à mercadoria enquanto esta estiver em trânsito, e até à sua chegada ao lugar de destino designado, bem como os custos de descarga, a menos que tais custos e encargos sejam da responsabilidade do vendedor nos termos do contrato de transporte. 74
78 Custos de descarga, salvo se esses custos e encargos forem da responsabilidade do vendedor nos termos do contrato de transporte. Todos os custos adicionais incorridos com a mercadoria, se não notificar o vendedor em conformidade, a partir da data acordada ou da data em que expire o prazo estipulado para a expedição, desde que, no entanto, a mercadoria esteja devidamente afectada ao contrato, ou seja, claramente separada ou identificada de qualquer outra forma como sendo a mercadoria objecto do contrato. Quando for o caso disso, todos os direitos, taxas e outros encargos, bem como o custo das formalidades aduaneiras exigíveis na importação da mercadoria e para o seu trânsito noutro país, salvo se esses encargos estiverem incluídos no custo do contrato de transporte. Notificação do vendedor O comprador deve, sempre que tenha o direito de determinar a data de expedição da mercadoria ou o seu destino, notificar o vendedor dos mesmos com a antecedência suficiente. Comprovativo da entrega, documento de transporte O comprador deve aceitar o documento de transporte de acordo com as disposições contidas, se estiver em conformidade com o contrato. Inspecção da mercadoria O comprador deve pagar os custos de qualquer inspecção de pré-embarque, excepto quando tal inspecção for ordenada pelas autoridades do país de exportação. 75
79 Outras obrigações O comprador deve pagar todos os custos e encargos incorridos com a obtenção dos documentos ou das mensagens mencionadas e reembolsar o vendedor das despesas por este incorridas em resultado da assistência prestada nesses procedimentos. 8 - CIP Porte e Seguros Pagos Até ( lugar de destino consignado) Significa que o vendedor faz a entrega das mercadorias ao transportador nomeado por seu intermédio, devendo pagar adicionalmente o custo do transporte necessário para trazer a mercadoria até ao lugar de destino designado. Isto significa que o comprador suporta todos os riscos e quaisquer outros custos que ocorram depois de a mercadoria ter sido entregue desta forma. No entanto em CIP, o vendedor deve igualmente fornecer um seguro que cubra, a favor do comprador, os riscos de perdas ou danos que a mercadoria possa sofrer durante o transporte. Consequentemente, o vendedor contrata o seguro e paga o respectivo prémio. O comprador deve ter em atenção que, com o termo CIP, só é exigido ao vendedor um seguro com o mínimo de cobertura. Se o comprador quiser uma cobertura mais alargada deverá acordar expressamente com o vendedor um seguro complementar ou fazê-lo por sua própria iniciativa. Obrigações do vendedor Fornecimento da mercadoria de acordo com o contrato O vendedor deve obter, por sua conta e risco, quaisquer licenças de exportação ou outras autorizações oficiais e cumprir quando for caso disso, todas as formalidades aduaneiras exigidas para a exportação da mercadoria. Contrato de transporte e de seguro Contrato de transporte 76
80 O vendedor deve celebrar, por sua própria conta e nas condições habituais, um contrato de transporte da mercadoria até ao local acordado no lugar de destino designado, pela rota habitual e na forma usual. Se não tiver sido acordado um local ou se este não for imposto pela prática, o vendedor pode escolher o local situado no lugar de destino designado que melhor sirva os seus propósitos. Contrato de seguro O vendedor deve obter, por sua conta, o seguro da carga tal como acordado no contrato e de forma a permitir que o comprador, ou qualquer outra pessoa com interesse no seguro da mercadoria, possa apresentar uma reclamação directamente ao segurador, e fornecer ao comprador a apólice de seguro ou qualquer outra prova da cobertura do seguro. Entrega O vendedor deve entregar a mercadoria ao transportador contratado de acordo com o previsto ou se houver transportadores sucessivos, ao primeiro transportador para o transporte até ao seu lugar de destino designado na data ou no prazo estipulados. Transferência do risco O vendedor deve suportar todos os riscos de perdas ou danos à mercadoria até ao momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto. Repartição dos custos O vendedor deve pagar: Todos os custos relacionados com a mercadoria até ao momento em que esta tiver sido entregue no lugar de destino de acordo com o previsto, bem como o frete ou outros custos resultantes, incluindo os custos de carga das mercadorias e quaisquer encargos com a descarga da mesma no lugar de destino, se forem 77
81 da responsabilidade do vendedor nos termos do contrato de transporte. Notificação do comprador O vendedor deve notificar o comprador com a antecedência suficiente, de que a mercadoria foi entregue de acordo com o previsto, bem como prestar qualquer outra informação de que o comprador necessite para tornar as medidas necessárias ao levantamento da mercadoria. Comprovativo da entrega, documento de transporte O vendedor como é regra deve fornecer ao comprador por sua própria conta os habituais documentos de transporte Verificação Embalagem Marcação O vendedor deve pagar os custos das operações de verificação tais como a verificação da qualidade, medição, pesagem e contagem. Este também deve fornecer, por sua conta a menos que seja habitual na actividade comercial em causa enviar a mercadoria descrita no contrato sem embalagem. A embalagem necessária ao transporte previsto para a mercadoria e esta deve ser marcada de forma apropriada. Outras obrigações O vendedor deve prestar ao comprador, a pedido e por conta e risco deste, toda a assistência necessária para a obtenção de quaisquer documentos ou equivalentes emitidos ou transmitidas no país de expedição ou de origem de que o comprador possa necessitar para a importação da mercadoria e para o seu trânsito noutro país. Este também deve fornecer ao comprador, a pedido deste, as informações necessárias para que o mesmo possa efectuar qualquer seguro adicional. 78
82 Obrigações do comprador Pagamento do preço O comprador deve obter, por sua conta e risco, quaisquer licenças de importação ou outras autorizações oficiais e cumprir, quando for caso disso, todas as formalidades aduaneiras exigidas para a importação da mercadoria e, se necessário, para o seu trânsito noutro país. Contrato de transporte e seguro Contrato de transporte Nenhuma obrigação Contrato de seguro Nenhuma obrigação Levantamento da mercadoria O comprador deve aceitar a entrega da mercadoria logo que esta tenha sido efectuada de acordo com o previsto e recebê-la do transportador no lugar de destino designado. Transferência do risco O comprador deve suportar o risco de perdas ou danos à mercadoria a partir do momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto. Repartição dos custos O comprador deve pagar: Todos os custos relacionados com a mercadoria a partir do momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto. Todos os custos e encargos relativos à mercadoria enquanto esta estiver em trânsito, e até à sua chegada ao lugar de destino designado bem como os custos de descarga, a menos que tais 79
83 custos e encargos sejam da responsabilidade do vendedor nos termos do contrato de transporte. Custos de descarga, salvo se esses custos e encargos forem da responsabilidade do vendedor nos termos do contrato de transporte. Todos os custos adicionais incorridos com a mercadoria, se não notificar o vendedor em conformidade, a partir da data acordada ou da data em que expire o prazo estipulado para a expedição, desde que, no entanto, a mercadoria esteja devidamente afectada ao contrato, ou seja, claramente separada ou identificada de qualquer outra forma como sendo a mercadoria objecto do contrato. Quando for caso disso, todos os direitos, taxas e outros encargos, bem como o custo das formalidades aduaneiras exigíveis na importação da mercadoria e para o seu trânsito noutro país, salvo se esses encargos estiverem incluídos no custo do contrato de transporte. Notificação do vendedor O comprador deve, sempre que tenha o direito de determinar a data da expedição da mercadoria ou o seu destino, notificar o vendedor dos mesmos com a antecedência suficiente. Comprovativo da entrega, documento de transporte O comprador deve aceitar o documento de transporte de acordo com as disposições contidas, se estiver em conformidade com o contrato. Inspecção da mercadoria O comprador deve pagar os custos de qualquer inspecção de pré-embarque, excepto quando tal inspecção for ordenada pelas autoridades do país de exportação. 80
84 Outras obrigações O comprador deve pagar todos os custos e encargos incorridos com a obtenção dos documentos e reembolsar o vendedor das despesas por este incorridas em resultado da assistência prestada nesses procedimentos. Este também deve fornecer ao vendedor, a pedido deste, as informações necessárias para que o mesmo possa efectuar um seguro adicional. 9 - DAF Entregue na Fronteira ( lugar designado) Significa que o vendedor faz a entrega quando coloca a mercadoria, no meio de transporte em que a mercadoria tenha chegado, não descarregada, desalfandegada na exportação, mas não na importação, à disposição do comprador, no local e lugar designados na fronteira, mas antes do limite aduaneiro do País adjacente. O termo fronteira pode ser utilizado para qualquer fronteira, incluindo a do país de exportação. Portanto, é de importância vital que a fronteira em questão seja exactamente definida, indicando sempre com precisão a seguir ao termo DAF o local e o lugar designados. No entanto se as partes desejarem que sejam da responsabilidade do vendedor a descarga da mercadoria à chegada do veículo de transporte, bem como os riscos e custos a ela associados, tal deverá constar expressamente no contrato de compra e venda. Este termo poderá ser usado, independentemente do modo de transporte a utilizar, quando a mercadoria se destine a ser entregue numa fronteira terrestre. Quando a entrega deva ocorrer no porto de destino, a bordo do navio ou no cais, deverão ser utilizados os termos DES ou DEQ. Obrigações do vendedor Fornecimento da mercadoria de acordo com o contrato 81
85 O vendedor deve obter por sua conta e risco, quaisquer licenças de exportação, autorizações oficiais ou outros documentos necessários para colocar a mercadoria à disposição do comprador. O vendedor deve quando for caso disso cumprir todas as formalidades aduaneiras exigidas para a exportação da mercadoria até ao lugar designado para entrega na fronteira e para o seu trânsito noutro país. Contrato de transporte e de seguro Contrato de transporte O vendedor deve celebrar, por sua própria conta, um contrato de transporte da mercadoria até ao local designado no lugar de entrega na fronteira. Contrato de seguro Nenhuma obrigação Entrega O vendedor deve colocar a mercadoria à disposição do comprador, no meio de transporte em que a mercadoria tenha chegado, não descarregada, no lugar designado para a entrega na fronteira, na data ou dentro do prazo acordado. Transferência de risco O vendedor deve, sujeito ao disposto suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria até ao momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto. Repartição dos custos O vendedor deve pagar: Todos os custos relacionados com a mercadoria, até ao momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto. Quando for o caso disso, os custos das formalidades aduaneiras necessárias à exportação, bem como todos os direitos, taxas ou outros encargos exigíveis na exportação da mercadoria e para o seu trânsito noutro país, antes da entrega, efectuada de acordo com o previsto. 82
86 Notificação do comprador O vendedor deve notificar o comprador, com a antecedência suficiente, de que a mercadoria foi expedida para o lugar designado na fronteira, bem como prestar qualquer outra informação de que o comprador necessite para tomar as medidas normalmente necessárias ao levantamento da mercadoria. Comprovativo da entrega, documento de transporte Procedimento habitual Verificação Embalagem Marcação Procedimento habitual idêntico aos dos termos anteriores Outras obrigações Procedimento habitual Obrigações do Comprador Pagamento do preço Obtenção por sua conta e risco de quaisquer licenças de importação Cumprir todas as formalidades aduaneiras exigidas para a importação da mercadoria Contrato de transporte e de seguro Contrato de transporte Nenhuma obrigação Contrato de seguro Nenhuma obrigação Levantamento da mercadoria O procedimento habitual Repartição dos custos O comprador deve pagar: Todos os custos relacionados com a mercadoria a partir do momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o 83
87 previsto, incluindo os encargos com a descarga das mercadorias necessária para o seu levantamento à chegada do meio de transporte ao lugar de destino designado na fronteira Todos os custos adicionais, caso não receba a mercadoria quando esta tiver sido entregue de acordo com o previsto ou caso não notifique o vendedor em conformidade desde que no entanto a mercadoria esteja devidamente afectada ao contrato, ou seja claramente separada ou identificada de qualquer outra forma como sendo a mercadoria objecto do contrato. Quando for caso disso, o custo das formalidades aduaneiras, bem como todos os direitos, taxas e outros encargos exigíveis importação da mercadoria e para o seu transporte subsequente. Notificação do vendedor O comprador deve, sempre que tenha o direito de determinar o momento, dentro de um prazo estipulado, e ou local para o levantamento da mercadoria no lugar designado, notificar o vendedor dos mesmos com a antecedência suficiente. Comprovativo da entrega, documento de transporte O comprador deve aceitar o documento de transporte ou outra prova de entrega de acordo com as disposições. Inspecção da mercadoria O comprador deve pagar os custos de qualquer inspecção de pré-embarque, excepto quando tal inspecção for ordenada pelas autoridades do país de exportação. Outras obrigações O comprador deve pagar todos os custos e encargos incorridos com a obtenção dos documentos e reembolsar o vendedor das despesas por este incorridas em resultado da assistência prestada nesses procedimentos. 84
88 10 - DES Entregue no Navio (...porto de destino designado) Significa que o vendedor faz a entrega da mercadoria quando a tiver colocado à disposição do comprador a bordo do navio sem estar desalfandegada na importação, no porto de destino designado. O vendedor tem de suportar todos os custos e o risco inerentes ao encaminhamento da mercadoria até ao porto de destino designado antes da sua descarga. Se as partes desejarem que seja o vendedor a suportar os custos e riscos da descarga, deverá ser utilizado o termo DEQ. Este termo só pode ser utilizado quando as mercadorias devam ser entregues num navio, no porto de destino, após um transporte marítimo por vias navegáveis e multimodal. Obrigações do vendedor Fornecimento da mercadoria de acordo com o contrato O vendedor deve obter por sua conta e risco quaisquer licenças de exportação, autorizações oficiais, ou outros documentos e cumprir, todas as formalidades aduaneiras exigidas para a exportação da mercadoria e para o seu trânsito noutro país. Contrato de transporte e de seguro Contrato de transporte O vendedor deve celebrar, por sua própria conta, um contrato para o transporte da mercadoria até ao local indicado. Contrato de seguro Nenhuma obrigação Entrega O vendedor deve colocar a mercadoria à disposição do comprador a bordo do navio, no ponto de descarga referido, no porto de destino designado, na data ou dentro do prazo estipulados, de forma a permitir a sua remoção do navio por meio de equipamento de descarga adequado à natureza da mercadoria. 85
89 Transferência do risco O vendedor deve colocar a mercadoria à disposição do comprador a bordo do navio, no ponto de descarga no porto de destino designado, na data ou dentro do prazo estipulados, de forma a permitir a sua remoção do navio por meio de equipamento de descarga adequado à natureza da mercadoria. Transferência do risco O vendedor deve suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria até ao momento em que esta tiver sido entregue. Repartição dos custos O vendedor deverá pagar os habituais custos Notificação do comprador O vendedor deve notificar o comprador, com a antecedência suficiente, da data prevista para a chegada do navio indicado. Comprovativo da entrega, documento de transporte O vendedor deve fornecer ao comprador, por sua própria conta, a guia de remessa ou o habitual documento de transporte que permita ao comprador reclamar a mercadoria ao transportador no porto de destino. Verificação embalagem marcação Os habituais procedimentos Outras obrigações Os habituais procedimentos 86
90 Obrigações do comprador Pagamento do preço O comprador deve obter por sua conta e risco as licenças de importação Cumprir as formalidades aduaneiras necessárias para a importação das mercadorias Contrato de transporte e de seguro Contrato de transporte Nenhuma obrigação Contrato de seguro Nenhuma obrigação Levantamento da mercadoria Deve suportar todo o risco de perdas e danos à mercadoria a partir do momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto. O comprador se não notificar o vendedor deve suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria a partir da data acordada ou da data em que expire o prazo estipulado para a entrega. Deve pagar todos os custos relacionados com a mercadoria a partir do momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto, incluindo as despesas com as operações de descarga necessárias para levantar a mercadoria do navio. Deve também pagar todos os custos adicionais decorrentes do não levantamento da mercadoria Deve pagar todos os direitos, taxas e outros encargos exigíveis na importação da mercadoria. Deve notificar o vendedor do local do levantamento da mercadoria no porto de destino designado com a antecedência suficiente. Deve aceitar a guia de remessa ou documento de transporte. Deve pagar os custos de qualquer inspecção de pré-embarque, excepto quando tal inspecção for ordenada pelas autoridades do país de exportação. Deve pagar todos os custos e encargos incorridos na obtenção dos documentos. 87
91 11 - DEQ Entregue no Cais ( porto de destino designado) Significa que o vendedor faz a entrega da mercadoria quando tiver colocado à disposição do comprador no cais (embarcadouro) do porto de destino designado, por desalfandegar na importação. O vendedor tem de suportar os custos e riscos inerentes ao encaminhamento das mercadorias até ao porto de destino designado e a respectiva descarga no cais (embarcadouro). O termo DEQ implica que o comprador seja responsável pelo desalfandegamento da mercadoria e tenha de suportar todos os riscos e custos referentes à importação, incluindo direitos e taxas e outros encargos. Se as partes desejaram incluir nas obrigações do vendedor a totalidade, ou parte, dos custos exigíveis na importação da mercadoria, tal facto deve ficar bem claro mediante a inclusão de uma cláusula explícita no contrato de compra e venda. Este termo só pode ser utilizado para o transporte marítimo ou por vias navegáveis interiores, ou ainda para o transporte marítimo multimodal com descarga do navio para o cais (embarcadouro) no porto de destino. No entanto, se as partes desejarem incluir nas obrigações do vendedor os riscos e custos do manuseamento da mercadoria no trajecto do cais para um outro local (armazém, terminal, estação de transporte etc.) dentro ou fora do porto, deverão ser utilizados termos DDU e DDP. Obrigações do vendedor Fornecimento da mercadoria de acordo com o contrato O vendedor deve obter por sua conta e riscos, quaisquer licenças de exportação, autorizações oficiais ou outros documentos a cumprir. Cumprir as formalidades aduaneiras exigidas para a exportação da mercadoria e para o seu trânsito noutro país. Deve celebrar um contrato para o transporte da mercadoria até ao cais. Não é obrigado a subscrever o contrato de seguro 88
92 Entrega O vendedor deve colocar a mercadoria à disposição do comprador no cais conforme referido Na data ou dentro do prazo estipulado Transferência do risco O vendedor deve, suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria até ao momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto Repartição dos custos O vendedor deve pagar: Todos os custos relacionados com a mercadoria até ao momento em que esta tiver sido entregue no cais de acordo com o previsto. Quando for caso disso, os custos das formalidades aduaneiras necessárias à exportação, bem como todos os direitos, taxas ou outros encargos exigíveis na exportação das mercadorias e para o seu trânsito noutro país, antes da entrega. Notificação do comprador O vendedor deve notificar o comprador, com a antecedência suficiente, da data prevista para a chegada do navio indicado, bem como prestar qualquer outra informação de que o comprador necessite para tomar as medidas necessárias ao levantamento da mercadoria. Comprovativo da entrega O vendedor deve fornecer ao comprador, por sua própria conta, a guia de remessa ou o habitual documento de transporte que permita ao comprador levantar a mercadoria e retirá-la do cais. Verificação embalagem marcação Os procedimentos habituais decorrentes nos outros termos Outras obrigações O vendedor deve fornecer ao comprador, a pedido deste, as informações necessárias para que o mesmo possa efectuar o seguro. Obrigações do comprador Pagamento do preço Obter licenças de importação 89
93 Cumprir as formalidades aduaneiras exigidas para a importação da mercadoria Contrato de transporte e de seguro Nenhuma obrigação em ambas as situações Levantamento da mercadoria Suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria a partir do momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto Pagar todos os custos relacionados com a mercadoria a partir do momento em que esta tiver sido entregue, incluindo os custos com o manuseamento das mercadorias no porto para o subsequente transporte ou recolha em armazém ou terminal Todos os custos adicionais decorrentes do não - levantamento da mercadoria quando esta se encontrar à sua disposição de acordo com o previsto Quando for caso, o custo das formalidades aduaneiras bem como todos os direitos, taxas e outros encargos exigíveis na importação da mercadoria e para o seu transporte subsequente Deve notificar o vendedor do local do levantamento da mercadoria no porto de destino designado Deve aceitar como comprovativo da entrega a guia de remessa ou o documento de transporte Deve pagar os custos de qualquer inspecção de pré-embarque, excepto quando tal inspecção for ordenada pela autoridade do país de exportação Deve pagar todos os custos e encargos incorridos na obtenção dos documentos e reembolsar o vendedor das despesas por este incorridas em resultado da assistência prestada nesses procedimentos. 90
94 12 - DDU Entregue sem direitos pagos ( lugar de destino designado) Significa que o vendedor faz a entrega da mercadoria ao comprador por desalfandegar na importação e por descarregar de qualquer meio de transporte, no lugar de destino designado. O vendedor tem de suportar todos os custos e riscos inerentes ao encaminhamento da mercadoria até esse lugar, excluindo quando for caso disso, quaisquer direitos (termo que inclui a responsabilidade e os riscos inerentes ao cumprimento das formalidades aduaneiras, bem como o pagamento das formalidades, direitos aduaneiros, taxas e outros encargos) exigíveis na importação, no país de destino. Tas direitos devem ser suportados pelo comprador, tal como outros custos e risco adicionais resultantes do facto de não ter desalfandegado a tempo a mercadoria na importação. No entanto se as partes desejarem que seja o vendedor a cumprir as formalidades aduaneiras e a suportar os custos e os riscos daí decorrentes, tal facto deve ficar bem claro mediante a inclusão de uma cláusula explícita no contrato de compra e venda. Obrigações do vendedor Fornecimento da mercadoria de acordo com o contrato Deve obter, por sua conta e risco, quaisquer licenças de exportação, autorizações oficiais ou outros documentos e cumprir, quando for caso disso, todas as formalidades aduaneiras exigidas para a exportação da mercadoria e para o seu trânsito noutro país. O vendedor deve celebrar, por sua própria conta, um contrato para o transporte da mercadoria até ao lugar de destino designado. Não existe a obrigatoriedade do contrato de seguro Colocar a mercadoria à disposição do comprador ou da pessoa que este indicar, no meio de transporte em que a mercadoria tenha chegado, não descarregada, no lugar de destino, na data ou dentro do prazo estipulado para a entrega. 91
95 Deve suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria até ao momento em que esta tiver sido entregue Pagar todos os custos relacionados com a mercadoria, até ao momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto Quando for o caso disso, deve pagar os custos das formalidades aduaneiras necessárias à exportação, bem como todos direitos, taxas ou outros encargos oficiais exigíveis na exportação e para o seu trânsito noutro país, antes da entrega efectuada de acordo com o previsto. Notificar o comprador, com a antecedência suficiente, de que a mercadoria foi expedida, bem como prestar qualquer outra informação de que o comprador necessite para tomar as medidas necessárias ao levantamento da mercadoria. Fornecer ao comprador, por sua própria conta, a guia de remessa ou o habitual documento de transporte Pagar os custos das operações de verificação de qualidade, medição, pesagem e contagem que sejam necessárias para a entrega da mercadoria. Fornecer por sua conta a menos que seja habitual na actividade comercial em causa enviar a mercadoria descrita no contrato sem embalagem, a embalagem necessária para a entrega da mercadoria. Esta deve ser marcada de forma apropriada. Deve prestar ao comprador, a pedido e por conta e risco deste, toda a assistência necessária para a obtenção de quaisquer documentos ou equivalentes emitidos no país de expedição ou de origem de que o comprador possa necessitar para a importação da mercadoria Deve fornecer ao comprador, a pedido deste, as informações necessárias para que o mesmo possa efectuar o seguro. Obrigações do Comprador: O Comprador deve pagar o preço de acordo com as disposições do contrato compra e venda 92
96 Deve obter por sua conta e risco quaisquer licenças de importação e cumprir todas as formalidades aduaneiras exigidas para a importação da mercadoria Não é obrigatório o contrato de transporte e de seguro Levantar a mercadoria logo que esta tenha sido entregue Deve suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria a partir do momento em que esta tiver sido entregue Se não notificar o vendedor deve suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria Deve pagar os custos relacionados com a mercadoria a partir do momento em que esta tiver sido entregue no lugar de destino designado Pagar todos os custos adicionais resultantes da falta de cumprimento das obrigações Pagar o custo das formalidades aduaneiras, bem como todos os direitos, taxas e outros encargos exigíveis na importação da mercadoria, quando for caso disso Notificar o vendedor com a antecedência suficiente do local para o levantamento da mercadoria Pagar os custos das operações de Verificação, tais como verificação de qualidade, medição, pesagem e contagem Marcar a embalagem de forma apropriada Aceitar a guia de remessa ou o documento de transportes apropriados Pagar os custos de qualquer inspecção de pré embarque, excepto quando tal inspecção for ordenada pelas autoridades do País de exportação Pagar os Custos e encargos incorridos na obtenção dos documentos 13 DDP Entregue com Direitos Pagos (...lugar de destino designado) Significa que o vendedor faz a entrega da mercadoria ao comprador quando a coloca, por desalfandegar na importação e não descarregada de quaisquer meios de transportes, à disposição do comprador no local designado. 93
97 O vendedor tem de suportar todos os riscos e os custos inerentes ao encaminhamento da mercadoria até esse lugar, incluindo, quando for caso disso, quaisquer direitos (termo que incluí a responsabilidade e os riscos inerentes ao cumprimentos das formalidades aduaneiras, bem como o pagamento dessas formalidades, direitos aduaneiros, taxas e outros encargos) exigíveis na importação, no país destino. Enquanto o termo EXW representa o mínimo de obrigações para o vendedor, o termo DDP representa o máximo de obrigações. Este termo não deve ser usado se o vendedor não puder, directa ou indirectamente, a licença de importação. Se as partes desejarem excluir das obrigações do vendedor alguns dos custos exigíveis na importação da mercadoria (tais como o imposto sobre o IVA), tal facto deve ficar bem claro mediante a inclusão de uma cláusula explícita no contrato de compra e venda. Se as partes desejarem que seja o comprador a desalfandegar a mercadoria na importação e a pagar os direitos, deve utilizar-se o termo DDU. O termo DDP pode ser utilizado independentemente do meio de transporte, mas quando a entrega da mercadoria tiver lugar no Porto de destino a bordo do navio ou no cais deverão ser utilizados os termos DES ou DEQ. Obrigações do Vendedor: Fornecimento da mercadoria de acordo com o contrato Obter por sua conta e risco licenças de exportação e importação Cumprir as formalidades aduaneiras exigidas para a exportação e importação da mercadoria e para o seu trânsito noutro País Deve celebrar por sua própria conta um contrato para o transporte da mercadoria até ao local indicado, se houver algum, no porto de destino designado Não é obrigado a contratar seguro Deve colocar a mercadoria à disposição do comprador, ou da pessoa que este indicar Deve cumprir o prazo estipulado para a entrega da mercadoria 94
98 Deve suportar todo o risco de perda ou dano à mercadoria até ao momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto Deve pagar todos os custos relacionados com a mercadoria até ao momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto. Quando for o caso disso deve pagar os custos das formalidades aduaneiras de importação e exportação, bem como todos os direitos, taxas ou outros encargos exigíveis na exportação e para o seu trânsito noutro País, antes da entrega. Deve notificar o Comprador com a antecedência suficiente, de que a mercadoria foi expedida, bem como prestar qualquer outra informação de que o comprador necessite para tomar as medidas necessárias ao levantamento da mercadoria Deve fornecer ao comprador por sua própria conta, a guia de remessa ou o habitual documento de transporte Deve pagar os custos das operações de verificação Deve marcar a embalagem de forma apropriada Deve fornecer ao comprador, a pedido deste as informações necessárias para que o mesmo possa efectuar o seguro Obrigações do Comprador: O comprador deve pagar o preço de acordo com as disposições aplicáveis do contrato compra e venda O comprador deve prestar ao vendedor a pedido e por conta e risco deste, toda a assistência necessária para a obtenção, quando for caso disso, de quaisquer licenças de importação ou outras autorizações oficiais necessárias à importação da mercadoria Nenhuma obrigação relativa ao contrato de transporte Nenhuma obrigação relativa ao contrato de seguro Deve levantar a mercadoria logo que esta tenha sido entregue de acordo com o previsto Deve suportar todo o risco de perdas ou danos à mercadoria a partir do momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto 95
99 Deve pagar todos os custos relacionados com a mercadoria, a partir do momento em que esta tiver sido entregue de acordo com o previsto, incluindo os custos com as operações de descargas necessárias para levantar a mercadoria do navio Deve pagar todos os custos adicionais resultantes da falta de cumprimento das suas obrigações decorrentes do disposto ou da falta de notificação do vendedor Deve notificar o vendedor do período estipulado ou do local para o levantamento da mercadoria Deve aceitar a guia de remessa ou o documento de transportes apropriados Deve pagar os custos de qualquer inspecção de pré embarque, excepto quando tal inspecção for ordenada pelas autoridades do País de exportação Deve prestar ao vendedor, a pedido e por conta e risco deste, toda a assistência necessária para a obtenção de quaisquer documentos ou equivalentes mensagens electrónicas transmitidas no país da importação. MEIOS DE TRANSPORTE VIA INCOTERMS (*) INCOTERMS A B C D EXW FAZ FCA FOB CIF CIP CFR CPT DAF DDU DDP DES DEQ 96
100 (*) A Qualquer transporte incluindo o multimodal B Aéreo C Ferroviário D Marítimo e Fluvial Quanto ao uso dos Incoterms devem sempre ser definidas as responsabilidades quer do vendedor quer do comprador. Há regras estabelecidas para cada Incoterm que uma vez utilizadas deverão ser respeitadas e que são as seguintes: Regras quanto ao Vendedor Fornecimento das mercadorias em conformidade com o contrato Licenças, autorizações e formalidades Contrato de transporte e seguro Entrega da mercadoria Transferência de riscos Divisão de custos Aviso ao comprador Prova de entrega, documento de transporte ou mensagem informática equivalente Controlo embalagem marcas Outras obrigações Regras quanto ao comprador Pagamento do preço Licenças, autorizações e formalidades Contrato de transporte Levantamento da mercadoria Transferência de riscos Divisão de custos Aviso ao vendedor 97
101 Prova de entrega, documento de transporte ou mensagem informática equivalente Inspecção das mercadorias Outras obrigações 3. Logística internacional; Transporte internacional de mercadorias, documentos de transporte, seguros e Práticas e procedimentos aduaneiros O Transporte e o Contrato de Compra e Venda Para compreender a função do transporte no comércio Internacional é preciso partir do contrato de compra e venda, já que este define a entrega da mercadoria através de um Incoterm. As pessoas físicas ou jurídicas que intervêm nas operações de transporte são as seguintes: Operador logístico: Organiza as actividades logísticas dos seus clientes, tais como aprovisionamento, distribuição, armazenamento e controle de stocks, bem como despacho aduaneiro e transporte. Transitário: Ocupa-se da gestão do transporte internacional e dos que se realizam em regime de trânsito aduaneiro, coordenando todos os seus aspectos Consolidador ou Grupagem: ocupa-se de reunir pequenas quantidades de mercadorias de vários clientes com origem e próximos dos centros de carga, agrupando-as para que o seu transporte possa ser rentável. Operador de Transporte (terrestre): mediador entre carregadores e transportadores, e actua como carregador frente ao transportador e como transportador frente ao carregador. Pode ser de carga fraccionada ou de carga completa, segundo efectue ou não operações acessórias ao transporte como embalagem, armazenamento, seguro, carga e distribuição. Armador ou navegador (transporte marítimo): Proprietário do barco Consignatário (transporte marítimo): Representante contratado por um armador para que lhe ajude nas operações portuárias. 98
102 Estivador (transporte marítimo): Ocupa-se das operações de carga, estiva e coloca as mercadorias nos barcos. Fretista (transporte marítimo): Contrata a utilização de um barco Agente de Carga Aérea (agente e IATA): Empresa especializada na gestão dos transportes aéreos dos seus clientes Empresa Handling (transporte aéreo): Ocupa-se do movimento das mercadorias nos terminais de carga aérea e da carga nos aviões. A preparação da mercadoria inclui a protecção física e a protecção jurídicoeconómica. Protecção física da mercadoria Os seguintes factores são determinantes para a protecção física da mercadoria: Envasilhamento: a sua função é dosificar o produto para venda. Embalagem: A sua finalidade é a protecção durante o transporte, para o qual deve ser inalterável, de fácil manuseamento e com rotulagem normalizada de modo a evitar erros. Manipulação: Implica movimentar a carga correctamente, para isso o equipamento deve estar adaptado à carga. Isto implica a utilização de gruas para contentores e cargas pesadas, empilhadores para palletes, bombas para líquidos e cintas para cargas a granel. Estiva: Trata da colocação das mercadorias dentro dos veículos, evitando danos e aproveitando o espaço e reduzindo movimentações internas das mercadorias. Para que isso aconteça relaciona-se o peso e o volume de cada produto mediante um coeficiente de estiva, próprio de cada mercadoria. Armazenagem: Regulação dos fluxos de matérias-primas, peças, componentes e produtos acabados. Pode ser feita em áreas abertas ou fechadas, segundo a resistência da mercadoria às intempéries, bem como pode se efectuar armazenagem para mercadorias especiais como: mercadorias perigosas, de animais vivos, de valor elevado etc. 99
103 Para seleccionar o modo de transporte mais adequado para a operação de transporte é fundamental o conhecimento das características do produto, os obstáculos geográficos, os factores climatéricos e a duração do transporte. Hoje em dia tem grande importância as embalagens de transporte multimodal, denominadas de UTI (Unidades de Transporte Multimodal), tais como a pallet, o contentor ou a caixa móvel. A sua finalidade é manter agrupada a mercadoria desde a origem ao destino para facilitar os transportes porta à porta. Protecção Juridico-Económica O contrato de seguro consiste em que um segurador se obrigue a pagar a um segurado ou a um terceiro (beneficiário), naquelas situações em que existe o risco da coisa segurada. O documento que reflecte o dito contrato chama-se apólice. O seguro de danos ou coisas que trata de valores económicos relativos à protecção das mercadorias poderá ser resolvido através de uma compensação patrimonial do segurado nos termos da situação prevista em caso de sinistro. 3.1 DOCUMENTAÇÃO DE COMÉRCIO INTERNACIONAL e Práticas e Procedimentos aduaneiros Os documentos de operações de Comércio Internacionais podem-se classificar nos seguintes grupos: Documentos Comerciais Documentos de Transporte e seguro Certificados Documentos Fiscais Documentos Comerciais: Factura Comercial, a sua estrutura não está sujeita a modelo, não é necessário que estejam assinadas, deverá constar nela os seguintes dados: Data Nomes do vendedor e comprador Quantidade Denominação precisa Preço unitário e total da mercadoria Forma e condições de pagamento Termos de entrega da mercadoria 100
104 Anexar packing list. Documentos de Transporte e Seguro: Manifesto de Carga: é um documento utilizado nos transportes marítimos e aéreos que deve conter identificação da Companhia transportadora, da nacionalidade do avião, portos ou aeroportos de origem e destino. É obrigatório para o despacho aduaneiro de entrada e saída de barcos e aeronaves. Conhecimento de embarque marítimo: regula a entrega das mercadorias no transporte marítimo e tem três características essenciais: é contrato de transporte, é título de crédito já que autoriza o seu proprietário legítimo a retirar a mercadoria e a endossá-la a um terceiro. Apólice de Frete: é um contrato de transporte marítimo debaixo de um regime de contratação livre cujo objectivo é o transporte de grandes volumes de mercadoria em navios completos. CMR: Regula o transporte internacional por estrada entre dois países, quando pelo menos um deles ratificou a convenção CMR. É prova de contrato de transporte, mas não é título de crédito, por isso não é negociável. Dá fé das instruções dadas ao transportador e tem que acompanhar o envio. É emitida em três originais e várias cópias. Conhecimento Aéreo: Regula o transporte internacional aéreo entre dois países que tenham ratificado a Convenção de Varsóvia e as suas alterações. È prova de contrato de Transporte e não é um documento negociável. É emitido pela Companhia Aérea ou por um agente de carda e IATA autorizado, em três originais e um número variável de cópias. Documentos Fiscais: DUA é um documento que se utiliza na declaração junto dos serviços alfandegários e diz respeito às 101
105 seguintes operações: mercadoria comunitária e mercadoria não comunitária. Desde a entrada em vigor do Mercado Comunitário Europeu em 1 de Janeiro de 1993, não é necessário a apresentação do documento DUA nos intercâmbios intra-comunitários, já que se introduziu o sistema INTRASTAT. Documentação de comércio exterior Factura comercial Emitida pelo beneficiário em nome do ordenador com a descrição da mercadoria, quantidades, pesos, embalagens, preços, marcas bem como a condição de venda (FOB, CIF) e meio de transporte. Factura consular Factura a visar pelo consulado do país importador. Esta factura pode ser substituída pelo certificado de origem ou de valor. Para muitos países é facultativa. Lista de Peso Emitida pelo beneficiário do crédito. Indica os pesos por volume. Referência a marcas de embarque e/ou número, identifica a mercadoria com a dos restantes documentos. Nota de peso Variante da lista do peso, porque indica o peso liquido e peso bruto total Nota de embalagem Análogo à lista de peso, mas indicando a composição do conteúdo por embalagem. Certificados De origem, sanidade, qualidade, análise, inspecção, fumigação que cliente pode solicitar, indicando qual a entidade que o deve passar. Documento de Seguro Na generalidade este documento é emitido na mesma data ou antes do documento de transporte. O valor coberto deve ser o valor CIF+10% e moeda da factura (e do crédito) e indicar claramente a mercadoria e os riscos cobertos. 102
106 Documentos de Transporte Conhecimento de embarque marítimo (Bill of Lading) É emitido pela companhia de navegação, indica quem envia a quem Descreve o material a bordo e contém as cláusulas exigidas pelo crédito. Indica o porto de carga e descarga e tem de indicar Mercadoria a bordo, tem de ser datado e assinado. Deve indicar igualmente o valor do frete e se já foi pago ou se é a pagar (Prepaid) ou a ser pago (To Be Paid) Carta de Porte Aéreo (Air way Bill) Emitido pela companhia transportadora e indicando os mesmos elementos do conhecimento de embarque marítimo. Despacho aduaneiro Em Portugal as mercadorias só pode ser despachadas nas entidades aduaneiras por Despachantes Oficiais credenciados pela alfândega e pelos importadores despachantes privativos das respectivas firmas. Os documentos basilares para um despachante iniciar um processo são: Título de propriedade (B/L/CMR/CIM) original em nome do importador ou endossado Factura Comercial original Vindo da EU, documento de trânsito EUR1 Mercadoria recebida de Países terceiros, certificado de origem se não vier declarada a origem na factura. No caso de matéria prima que se pretende utilizar o SPG (Sistema de preferências generalizado) não esquecer certificado de origem Forma A ou similar Outros documentos que poderão ser obrigatórios são: Certificado de análise Certificado de qualidade Certificado de sanidade Certificado de peritagem Deverá também entregar-se um certificado de seguro Acima de determinados valores CIF terá que ser necessário declaração ou certificado de importação originais Título de propriedade (B/L) 103
107 Este documento é que dá a propriedade da mercadoria ao importador, vindo consignado ao mesmo ou endossado por um banco. Não esquecer que este título, na via marítima também conhecido por conhecimento, não tem validade se não for autenticado pelos agentes do navio Documento Único Este documento é uma formalidade obrigatória desde que Portugal aderiu à EU, e destina-se a simplificar, racionalizar e aprofundar o mercado único europeu. Este documento tanto pode ser utilizado nas trocas de mercadorias no interior da EU como no âmbito das trocas com Países terceiros e EFTA Declaração de importação Documento que deverá ser licenciado antes de se encomendar a mercadoria. É o documento que nos autoriza a importar uma mercadoria. É obrigatório a partir de certos valores. Factura comercial Documento base por excelência de qualquer transacção comercial com pagamento. Sem ele não é possível desalfandegar nem pagar ao estrangeiro. Seguros de Transporte Seja por via marítima, aérea ou rodoviária, o seguro de transporte é uma das mais importantes operações. Um seguro mal contratado ou não realizado pode causar danos ao importador ou exportador. A prática do seguro contratual teria sido inicialmente a do seguro de transporte marítimo. A ideia de seguro, no entanto, antecede de muito o início dos processos contratuais, podendo até dizer-se remontar aos primeiros sentimentos de posse. O seguro é decorrente da existência de riscos que nos podem levar a perdas. Para nos livramos de eventuais prejuízos, procuramos quem nos dê uma garantia: Esse alguém é o segurador que assume o compromisso perante o segurado, de repor um valor (indeminização), equivalente à perda sofrida. Segurado e Segurador Os dois elementos que intervêm num contrato de seguro. O primeiro não desejando perder o seu património, o segundo esperando não ter que indeminizar. Documentos de Seguro Os documentos usados ou a preencher para se efectuar um seguro são: 104
108 Proposta ou minuta Impresso a ser preenchido pelo proponente ou segurado e onde além de todas as indicações de identificação do segurado, é indicada a mercadoria que se pretende segurar, o seu valor e quais os riscos a serem cobertos. Apólice de Seguro Documento legal emitido pela companhia de seguro face às indicações referidas na minuta. A apólice estabelece no seu corpo todas as cláusulas contratuais e pode ser emitida quer para um embarque quer para cobrir uma série de embarque. Neste último caso a companhia de seguros emite um certificado de seguro. Certificado de Seguro É um documento legal para todos os efeitos contratuais e que substitui a apólice em cada embarque realizado. Deverá haver sempre um certificado para cada embarque. Este certificado é pois emitido em substituição da apólice, especialmente para substituir aquela no caso de esta não ter sido emitida em devido tempo. No caso de vários embarques pode se contratada uma apólice flutuante, a qual poderá cobrir uma grande quantidade de mercadorias por um determinado espaço de tempo, normalmente um ano. Pode também cobrir a compra de mercadorias até um determinado montante elevado. Por cada embarque efectuado será emitido um certificado de seguro. Riscos cobertos no seguro marítimo: Perda total por naufrágio Cobre a perda real do navio e da mercadoria Livre de avaria particular Cobre perda total, a avaria grossa e a avaria particular quando decorrente de naufrágio, abalroamento, colisão, encalhe. Com avaria particular Perda total, avaria grossa e avaria particular. All risks Este seguro cobre todos os riscos de perdas ou danos sofridos pelos objectos segurados. Não cobre danos por demora, vício próprio ou natureza dos objectos, guerra. Condições gerais de uma apólice de seguro de transporte: Objecto do seguro Ficam segurados os objectos e ou interesses patrimoniais estimáveis em dinheiro descritos nas condições particulares, durante o seu transporte, no percurso normal da viagem segura. Quer esta se efectue por via marítima, fluvial, terrestre ou aérea. Riscos cobertos O presente seguro cobre: Perda total, material e absoluta, dos objectos seguros quando ocorrida conjuntamente com idêntica perda total, por fortuna de mar, do navio ou da embarcação em que são transportados, ou por 105
109 acidente terrestre ou aéreo ocorrido com o meio de transporte utilizado, durante o período de risco abrangido pela apólice. A contribuição que, em regulação de avaria grossa cai sobre os objectos e ou interesses seguros. O depósito provisório que, eventualmente, seja exigido para garantia da liquidação da contribuição definitiva de avaria grossa. A perda resultante de colisão ou arrebatamento pelas ondas dos objectos transportados no convés, desde que o transporte nessas condições tenha sido previamente declarado pelo segurado e especificamente aceite pela seguradora. As perdas ou danos sofridos pelos objectos seguros em consequência de riscos expressamente declarados nas condições particulares como riscos cobertos. Cobertura base do seguro de transporte de mercadorias A maioria das apólices pode incluir: Perda total do veículo e da mercadoria Avaria particular: toda aquela que é produzida pelas características do veiculo; por exemplo, uma colisão num camião Despesas efectuadas para colmatar um dano Contribuição para a avaria grossa: compensação que os não afectados pelo dano devem entregar aos afectados pelos danos Normalmente estão excluídos: Perdas causadas por riscos não assegurados Vicio próprio da mercadoria Defeito de embalagem ou estiva Certos danos naturais (terramotos, maremotos) Derrames e perdas naturais de peso ou volume Falta de idoneidade do veículo para o transporte do seguro de mercadoria Insolvência da transportadora Dolo e actos ilícitos Riscos políticos e sociais Sistema de transporte internacionais Quais são os serviços prestados pelos operadores logísticos? Operações de Transporte Consolidação ou Grupagem Desconsolidação Organização de rotas Aluguer de veículos, com ou sem condutor Operações auxiliares de transporte 106
110 Operações de trânsito Despacho aduaneiro Operações de distribuição física Recepção das mercadorias Controlo de quantidade e qualidade Classificação e organização das partidas Gestão das paletes Etiquetagem e marcação de preços Embalagem Preparação das cargas Pré-facturação Expedição Entrega final Operações de gestão Armazenamento Gestão de stocks de matérias primas, produtos semi- acabados e produtos acabados Montagem final de certos produtos (por exemplo, bens de consumo duradouro) Gestão de datas de validade Tratamento informático dos pedidos Operações comerciais Facturação Gestão do ponto de venda (merchandising) Prestação de um serviço de pós-venda e manutenção Colocação à disposição do expedidor de escritórios e meios logísticos Gestão de pagamentos dos clientes 3.2 FRETE E CÁLCULO DOS CUSTOS DE IMPORTAÇÃO Definições de Fretes: Frete Básico (basic freight): É representado pela taxa baixa constante da tarifa. É determinado pelo factor de estiva 1, isto é equiparação de um metro cúbico a uma tonelada, sendo cobrado pelo que der mais. Se uma mercadoria pesa 5 toneladas, mas tem um volume de 10 metros cúbicos, o valor é calculado tomando como base 10. Para além disso inclui-se taxa de volumes pesados, 107
111 taxa para grandes volumes, sobre taxa de combustível, sobre taxa de congestionamento e adicional de porto. Frete não Especificado: Frete às mercadorias não relacionadas nas tarifas de fretes, pelo que poderá aplicar-se o equivalente ao maior frete constante da tarifa. Pagamento do Frete: Pagamento no porto de embarque Pagamento no porto de Destino, à chegada do navio Outros tipos de Frete: Frete Liquido Frete Bruto Frete Temporário Frete de Combate Frete Aberto Frete Temporariamente Aberto Frete Mínimo A formação do custo de transporte pode ser dividida da seguinte maneira: Rodoviária: frete, seguros (riscos rodoviários), taxas e sobre taxas Ferroviário: fretes, sobre taxas Marítimo: fretes internos (inland freight) e manipulação (in e out), fretes (liquido e bruto), seguro Aéreo. Frete, seguro, manipulação no aeroporto e taxas Conclusão: para chegarmos a uma apropriação dos custos dos fretes é necessário conhecer a aplicação das tarifas e manter-se actualizado no que se refere às taxas aplicadas, custos adicionais, etc.. Devemos comparar tarifas quando não existem um órgão regulador e a concorrência faz variar os custos na sua relação peso/volume. 108
112 104 Introdução ao e-learning
113 4. Vias de Penetração nos mercados externos 4.1 Mercado de Importação Ao iniciarmos uma operação de importação devemos estar atentos a todas as possibilidades que nos oferecem para a tornar mais económica. Torna-se necessário analisar o seguinte: 1 O que importar? 2 - Localizar os Fornecedores 3 Efectuar uma consulta 4 Cotação ou oferta 5 Calcular o custo da importação 6 Solicitar licença de importação 7 Confirmar pedido 8 Efectuar operação Bancária 9 Retirar da alfândega, despachar Para localizar fornecedores poderá visitar os seguintes sites: - Association for International Business - Directório Internacional de Compras - Directório de Compras na Europa - Directório Internacional
114 A consulta é um ponto fundamental no processo de importação, pois a partir dela e da forma como for elaborada é que recebemos as ofertas, indicando-nos as condições de fornecimento, bem como as especificações dos bens pretendidos. Esta deve ser elaborada de forma clara e objectiva, solicitando todos os dados e documentos necessários à continuidade do processo de importação, caso decidamos efectuar o negócio. A consulta deve solicitar: Descrição completa do produto com as mercadorias básicas Indicações do peso líquido dos itens e peso líquido total; peso bruto Preço FOB-Porto de embarque, por item total, por exemplo, indicando ainda transporte interno até ao porto de embarque, embalagem especial se houver. Prazo de entrega Prazo de pagamento Condições de pagamento Indicação do país de origem da mercadoria Tipo de embalagem Para calcular o custo de Importação devemos ter em conta as seguintes variáveis: Valor cambial da Mercadoria Termo de entrega Seguro Frete Direitos, taxas e impostos Despachos aduaneiros 110
115 As Operações de Importação: A Importação destina-se principalmente à satisfação da procura interna de: Bens alimentares e bebidas, como por exemplo: Cereais Manteiga Ovos Carnes Frutas Óleos e Gorduras Frutos Oleaginosos Café Chá Cacau Matérias Primas, como por exemplo: Carvão Minérios Petróleo Lã Algodão Madeiras Produtos Semi Acabados, por exemplo: Metalúrgica Produtos intermédios químicos Madeira cortada Combustíveis e lubrificantes Papel e cartão Produtos Acabados, como por exemplo: Máquinas Veículos Produtos Electrónicos Bens De Luxo Conceitos Relevantes: Importação Directa: O utilizador nacional adquire a mercadoria directamente do produtor estrangeiro ou de um exportador. 111
116 Vantagens: Contactos pessoais Poupança Melhores margens comerciais Maior segurança de aprovisionamento em caso de escassez da oferta Devido ao custo de transportes só é viável a partir de certas quantidades Importação indirecta: As mercadorias são adquiridas por um importador nacional Nota Relevante: A maioria das importações só pode ser feita a partir de certas quantidades mínimas para não sobrecarregar os preços das mercadorias com uma elevada quota de custos de transporte. Quando esta quantidade mínima não é atingida, o aprovisionamento através de um importador torna-se mais eficaz A compra a um importador exclui para o comprador: Risco de transporte Risco de qualidade do produto O risco do preço O risco de armazenagem Que serviços pode prestar um importador? Determinar as melhores fontes de abastecimento mediante a contínua observação do mercado e oferecer as mercadorias importadas a preços concorrenciais Adquirir as mercadorias nas qualidades e com as características desejadas. Às vezes as mercadorias não São comercializáveis no mercado interno em forma original e têm de ser classificadas, seleccionadas, misturadas, limpas ou reembaladas. Esta actividade cabe ao importador Adquirir as mercadorias em grandes quantidades e revendê-las em quantidades menores Manter stocks que possibilitam a entrega imediata da mercadoria. Assegurar o abastecimento através da ligação permanente com o mercado externo O Que Importar? Industrial Matéria Prima e componentes Comercial/Revenda Produtos Acabados Uso Próprio - Máquinas 112
117 Uma economia onde a importação é feita em larga escala, sem a devida compensação, logo estará enfrentando graves problemas de liquidez, excepto se houver uma fonte muito boa de percepção de divisas. Principais mecanismos para não estimular as importações: Mecanismos de ordem administrativa burocrática: Suspensão de emissão de licenças de importação para certas linhas de produtos. Morosidade nos trâmites administrativos Condicionamento da emissão de licenças à autorização prévia de certos organismos do estado Restrições às importações feitas por entidades públicas Registos Estabelecimento de quotas Estabelecimentos de programas de importação Mecanismos De Ordem Tributária Aumento dos impostos de importação Aplicação de pautas de valor mínimo Definição de preços de referência Suspensão de concessão de reduções ou isenções de impostos Mecanismos De Ordem Cambial Depósitos antecipados Depósitos totais ou parciais dos valores referentes a cartas de crédito e outros O Sistema de importação implica também: Aspectos Administrativos Burocráticos Procedimentos de ordem administrativa Decisão de Importar Cálculo do custo de importação Contratação do seguro Contratação do Forwarder e despachante Execução do transporte interno Tramitação dos papéis à vista do sistema administrativo de importações Pagamento de taxas Aspectos Cambiais Operações de trocas de moedas Identificar as moedas conversíveis Importações c/ e sem cobertura cambial Formas de pagamento Valor cambial das mercadorias Condições de compra Importações financiadas Investimentos de capital 113
118 Aspectos Fiscais Tributários Processo aduaneiro Tarifa aduaneira Imposto de importação Base de cálculo Preços de referência Pautas de valores mínimos Reduções Isenções Similaridade Regimes ADUANEIROS ESPECIAIS Draw- Back IVA Nomenclatura aduaneira Uma correcta observação de todos estes procedimentos e exigências contidas nos regulamentos só nos beneficia, pois, qualquer erro provoca, no mínimo, um atraso de execução, podendo chegar a um aumento nos custos de armazenagem e provocar outros atrasos e penalizações. Como a importação é um processo dinâmico, cujas regras e procedimentos se modificam rapidamente, devemo-nos manter atentos e actualizados mediante uma consulta regular da informação especializada. Classificação das importações Quanto ao objectivo: Para uso próprio Para stock e revenda Para implantação ou expansão de projectos industriais Para feiras e exposições internacionais Quanto ao licenciamento Dispensadas de licença de importação Sujeitas a licença prévia Sujeita a licença após o desembarque Importações temporariamente suspensas Importações sob controlo especial Importações em consignação Quanto ao pagamento Com Cobertura Cambial: Com pagamento (parcial ou total) antecipado Contra documentos em cobrança (à vista ou a prazo) Contra abertura de carta de crédito à vista ou a prazo) 114
119 Sem Cobertura Cambial: Não há pagamento aplica se nas importações de amostras para feiras, doações e vasilhames a serem desenvolvidos. Rotina de uma importação O que importar? Localizar os fornecedores Efectuar consulta Cotação ou oferta Calcular o custo da importação Solicitar licença Confirmar pedido Efectuar operação bancária Retirar da alfândega (despachar) O Que Importar? Quando nos dispomos a comprar uma determinada mercadoria, seja ela para revenda ou para a nossa linha de produção, ou ainda para nosso próprio uso, para que a compra seja bem feita e apresente os resultados desejados, devemos conhecer o produto a ser importado, o mais profundamente possível, nos seus aspectos técnicos e comerciais, de forma que ao efectuarmos o pedido ao fornecedor, não deixemos dúvidas quanto ao que desejamos comprar. Ao definirmos o que importar, não podemos deixar de considerar as áreas onde poderemos importar com menores encargos aduaneiros ou, ainda, verificarmos entre os fornecedores em potencial, as áreas onde os: Preços são mais baixos A redução de preços implica a redução de encargos de importação Deveremos tirar partido das taxas de câmbio, isto é, utilizar uma moeda cuja cotação local nos beneficie Fontes de informação de potenciais fornecedores: Buyers guide Anuários comerciais Anuários internacionais Europages Câmaras de comércio bilaterais Organismos oficiais de comércio externo Associações sectoriais Feiras Publicações especializadas 115
120 Alguns sites também úteis para o importador: Hungria - Espanha - Polónia - Latvian development agency - Korean trade agency - Japan external trade organization -Importações da China -Importações de Taiwan -Mercado asiático -Mercado da china -Mercado da china US-Angola chamber of commerce
121 Consultas ao potencial fornecedor A consulta é como já afirmei anteriormente é um ponto fundamental no processo de importação, pois, a partir dela e da forma como for elaborada, é que recebemos as ofertas, indicando-nos as condições de fornecimento, bem como as especificações dos produtos pretendidos. Esta deve ser elaborada de forma clara e objectiva Deve solicitar sempre todos os dados e documentos necessários à continuidade do processo de importação, caso decida efectuar o negócio Deve redigi-la em inglês ou na língua do fornecedor Peça a descrição completa do produto com as mercadorias básicas Indicações do peso líquido dos items e peso líquido total e peso bruto Preços FOB (Free on Board), por item total, indicando ainda: Transporte interno até ao porto de embarque Embalagem especial se for caso neste caso o preço seria composto de preço de fábrica (ex-works + frete interno + embalagem especial = FOB porto de embarque) Prazo de entrega Prazo de pagamento Condições de pagamento Indicação do país de origem da mercadoria Tipo de embalagem: sacos, pallets etc. Informação técnica do produto Lista de preços Catálogo Factura Pró-forma caso o fornecedor não disponha de listas de preços, poderá fazer a sua cotação por meio de uma factura Pró-forma, a qual servirá para fazer comprovação de preços no caso de isto ser exigido. A oferta Que o fornecedor nos enviará deverá: Ser analisada cuidadosamente se contém todos os elementos exigidos, se os catálogos, folhetos ou literatura técnica permitem uma identificação correcta do produto Salientar o prazo de entrega do produto Destacar o prazo de validade da oferta Cálculo do custo da importação Fornece-nos o custo aproximado da mercadoria Permite-nos uma correcta avaliação das possibilidades comerciais do produto Permite a previsão do desembolso a ser efectuado Devemos ter em conta as variações e oscilações cambiais Cálculos dos impostos e taxas susceptíveis de variação 117
122 Alguns conceitos chave: Valor cambial da mercadoria É o valor da mercadoria em moeda estrangeira convertido a escudo ou euro à taxa de câmbio oficial Seguro Toda a mercadoria deve ser segurada. O seguro pode ser feito pelo importador ou exportador, por conta do importador. O importador nunca deve deixar de efectuar o seguro contra os riscos de transporte Quando efectuamos o seguro devemos ter em conta: Valor que faça a cobertura de frete + impostos + lucros cessantes Objectivo: cobrir o valor total da importação Frete É o custo de transporte entre o ponto de embarque da mercadoria e o seu destino Os fretes são cobrados com base em tarifas previamente elaboradas, sendo este cálculo efectuado sobre o peso ou a metragem cúbica e, em alguns casos sobre o valor da mercadoria, prevalecendo sempre aquele que resultar em maior valor Exemplo: Valor da mercadoria (FAS ou FOB) Seguro de transportes Frete Valor CIF de: X Valor CIF = Cost, Insurance and Freight Custo, seguro e frete...porto de destino indicado Quando o exportador faz uma cotação em base cif e esta é aceite pelo importador, o exportador obriga-se a efectuar o seguro e a pagar o frete por conta do comprador Segundo o professor Campo Grande no seu «manual de importação» - APPCE 1994, um País que disponha de companhias de seguro e de transportes nacionais deve evitar fazer remessas de divisas para pagamento de fretes e de prémios de seguro, a favor de companhias estrangeiras Divisas Moeda estrangeira utilizada em pagamento tal como: 118
123 Moedas Notas Cheques Remessas Ouro Prata O valor cambial num contrato CIF é constituído por: Valor FOB Prémio de seguro de transporte Valor do frete No caso da importação o importador tem de comprar divisas para serem remetidas para o exterior, para pagamento daqueles valores Restantes dados para chegar ao custo total da importação: Imposto de importação ou direitos Taxas portuárias Taxas fiscais aduaneiras Impostos devido ao fisco após a nacionalização (IVA por exemplo) Transporte da alfândega ao destino final Serviço de despachante Imposto de selo Imposto de tráfego Taxa de armazenagem Taxa portuária Sobretaxas Nota importante: Ao efectuarmos uma consulta sobre um determinado produto a importar devemos saber em primeiro lugar se: A importação de tal produto é permitida Se está sujeita a licença de importação Se a sua aquisição está simplesmente vedada Sistema geral de preferências UNCTAD Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento Concessão de redução ou de isenção do imposto de importação incidente sobre determinados produtos originários de países em desenvolvimento O prazo inicialmente previsto era de 10 anos 119
124 O importador que pretender beneficiar desta situação de isenção de produtos deverá verificar junto do seu consultor de comércio externo se o produto que pretende importar consta das listas de produtos abrangidos ou excluídos por esse mecanismo. Para obtenção dos benefícios do SGP, as mercadorias e as condições de exportação devem respeitar as regras de origem estabelecidas pelos estados signatários de preferências, o que será comprovado pela apresentação do certificado de origem, Form A, visado pela autoridade governamental do país exportador previamente designada. É importante que o importador conheça estas matérias para que no caso das suas importações serem provenientes de países onde possa beneficiar desse regime, saber como tomar as necessárias medidas e exigir do exportador um cuidado especial As atribuições são feitas por quotas e implica um conhecimento do produto Mercado de Exportação Ao pensar emexportar, deve ser muito cauteloso, de modo a avaliar os lucros e riscos envolvidos. Deverá estar atento aos seguintes passos: Qual a dimensão do mercado para o seu produto ou serviço a importar? Identifique a dimensão global do mercado para o seu tipo de produto ou serviço: Se ele é suficientemente grande ou suficientemente receptivo A totalidade de um dado mercado é um ponto de partida importante na sua análise O mercado que analisar pode ser regional ou local em termos de definição Que concorrência existe? Identifique a concorrência Determine a quota de mercado em valor e quantidade que cada um tem Identifique a concorrência de produtos fabricados localmente, como dos importados de países terceiros Estes produtos são fabricados internamente? O mercado global deve ser repartido em percentagens Indique o que é fabricado internamente e o que é importado A concorrência deve ser dividida em categorias: por produtores locais, ou uma combinação dos dois 120
125 Quanto custa penetrar num mercado de importação? Uma vez recolhida informação sobre a dimensão do mercado e a natureza da concorrência deve elaborar uma avaliação dos custos globais envolvidos no desenvolvimento do mercado potencial Poderá detectar que os custos previsionais envolvidos são superiores aos proveitos esperados, neste caso deve considerar outro mercado antes de iniciar as operações de importação Quais as principais barreiras que terá para importar e reexportar? Depois de uma análise das dimensões do mercado e da concorrência analise também: Barreiras que poderão dificultar a importação dos seus produtos de um dado mercado Determine se existem quotas de importação, tarifas à saída excessivas, restrições escondidas ou regulamentação impeditiva de importação com sucesso. Todas as barreiras potenciais deverão ser listadas, juntamente com uma avaliação da sua dimensão e dos planos que tenha para as vencer. Como penetrar nos mercados de importação? Esta é uma decisão estratégica que deve Ter em conta: Importar através: Através de agente Através de distribuidor que está localizado no seu mercado Através de central de compras Através de empresa Trading Através de uma import-export management company Obter licença dos produtos Fabricar Fazer outra coisa como por exemplo, uma associação de empresas de importação Os seus produtos estão adaptados ao mercado onde vão ser comercializados ou terão que beneficiar de alterações? Verifique se os seus produtos e embalagens vão de encontro às necessidades do mercado que escolher para vender ou terá que ser adaptado É essencial que o seu produto corresponda ao que o mercado procura e precisa Deve listar as características do seu produto em comparação com as exigências do mercado 121
126 É altura de verificar se o seu produto e embalagem vão de encontro às necessidades do mercado bem como os riscos que pode assumir com cada estratégia escolhida. Qual o preço de compra e de venda que lhe permite desenvolver o mercado para o seu produto, estabelecer uma posição concorrencial e continuar rentável? Ao fazer a análise deste ponto aconselha-se a que o faça na óptica da análise «custo volume lucro. A questão do preço e volume pode ser importante para si e para a sua estratégia de marketing Tem toda a informação necessária para uma tomada de decisão correcta? Em Portugal é difícil obter informação actualizada e fiável sobre algumas indústrias e mercados, e deve por isso ponderar a confiança que lhe poderá merecer a informação obtida. Se a informação não for suficiente, pode considerar fontes suplementares para a obter, dada a sua importância vital na tomada de decisão. O que deve estar no seu plano de marketing de importação? A concepção da estratégia de penetração no mercado de importação para um específico conjunto produto/país exige a formulação de um plano de penetração. O plano de penetração visa a entrada no mercado alvo desse mesmo País onde vai adquirir o produto O plano de marketing para um mercado externo é um programa de acção que especifica os objectivos e as metas de marketing, as políticas e os recursos atribuídos para atingir esses objectivos e um prazo de execução. O plano inclui também: A análise de mercado alvo Uma descrição do ambiente do mercado Uma auditoria da concorrência Uma análise financeira Um sistema de controlo Nos objectivos do plano podemos falar de: Volume de Vendas Quota de Mercado 122
127 Lucros Rentabilidade dos Investimentos Objectivos para os esforços de marketing: Estabelecer uma rede de distribuição Atingir 5% de notoriedade da marca meta publicitária Posicionar o nosso produto que escolher ou se terá que ser adaptado. É essencial que o seu produto corresponda ao que o mercado procura e precisa. Qual o volume de negócios, o investimento e o lucro líquido previsto por alternativa? Despesas e margens de lucro variam conforme as diferentes estratégias de distribuição, e é preciso determinar as vantagens e desvantagens de cada uma. Deve considerar prioritariamente os investimentos, os lucros e as vendas por opção, Ao conceber o plano de marketing os gestores de marketing de importação tomam decisões sobre o marketing mix internacional: Produto a importar e a comercializar Preço de aquisição e de venda Canais de Distribuição no mercado de aquisição (importador) e de reexportação (venda) Logística Promoções e Publicidade Pode estruturar o seu plano de marketing de importação da seguinte forma: Objectivos do Marketing Volume de Compras e Vendas em Quantidade Volume de Compras e Vendas em Valor Quota de Mercado no mercado importador e mercado de reexportação Lucros Rentabilidade em relação aos investimentos Análise do Mercado Procura no mercado de importação e no mercado de comercialização (reexportação) A segmentação do mercado A oferta no mercado de importação (aquisição) e no mercado de comercialização Os principais concorrentes 123
128 Forças e Fraquezas Vantagem concorrencial sustentável Previsão de compras e vendas Por meses Por regiões As estratégias Definição da clientela alvo Posicionamento O marketing mix Estratégia de produtos Estratégia de preços Estratégia de canais de distribuição Estratégia de logística Estratégia de promoção Estratégia de publicidade O Plano de lucros Receitas Despesas Fixas Despesas variáveis Despesas totais Ponto crítico das vendas (em quantidade, valor e % das vendas) Meios libertos para decisões estratégicas Rentabilidade dos investimentos Processo de avaliação e controlo de planos O desenvolvimento da informação sobre os mercados O primeiro ponto de partida é conhecer o mercado em que quer penetrar como importador Qual a aceitação que o seu produto a importar poderá ter nesse mercado comprador As informações que os novos importadores têm sobre os mercados internacionais partem frequentemente de pressupostos errados e genéricos e não das realidades concretas de cada mercado e dos comportamentos dos produtos e serviços a serem vendidos nesses mercados. O objectivo de um importador deve ser o de confiar apenas em dados factuais, em lugar de considerações genéricas, a não ser no caso de não haver dados disponíveis. Se estudar com objectividade o seu mercado externo com potencial para importar e as possibilidades de aceitação do seu produto que 124
129 quer adquirir, as incertezas do seu plano de importação serão muito reduzidas. Uma análise produto/mercado é uma ferramenta essencial para a redução do risco e para a melhoria das suas oportunidades de importação. Análise dos Mercados Internacionais O primeiro passo é escolher um mercado internacional para os produtos semelhantes ou muito próximos do seu que já importa. Deve analisar tanto o mercado no seu conjunto como os segmentos que tenham características bem determinadas Análise global do mercado: Níveis e tendências das vendas e importações Um mercado estagnado pode ser menos resistente ao seu esforço de importação Um mercado em rápido crescimento terá talvez um lugar para si como importador Um mercado em crescimento pode ser dominado por algumas empresas que lhe dificultarão a entrada Preços Consumidor final Mudanças tecnológicas do produto Licenças de Importação e Quotas Informe-se se o mercado ou País que lhe interessa obriga à obtenção de licenças de importação e se estão estipuladas quotas ou contigentes. O ICEP pode dar esta informação. Pode também pedir informações através do adido comercial da Embaixada de Portugal no País que lhe interessa. Taxas Alfandegárias das Importações É preciso saber se está abrangido por tarifas preferenciais concedidas a países pertencentes à mesma zona económica ou, em alguns casos especiais, para alguns importadores específicos. É preciso saber se este caso se aplica não só para os seus produtos ou serviços, mas também para determinar a força concorrencial de outros produtos similares importados. Determine como é que as importações são valorizadas pela alfândega: é suficiente o valor da factura, ou deve declarar um valor baseado no preço de mercado doméstico do seu produto? 125
130 Direitos preferenciais É preciso saber se está abrangido pelas tarifas preferenciais concedidas a países pertencentes à mesma zona económica ou, em alguns casos especiais, para alguns importadores específicos. Obtenha informações sobre os direitos a pagar pelos outros concorrentes internacionais, actuais ou potenciais. Acordos comerciais Deve procurar saber se existe algum acordo comercial que conceda preferências a produtos e serviços do seu País para o mercado escolhido. Outras taxas de importação Adicionalmente aos direitos e quotas, alguns países aplicam mais de uma taxa de importação a um único produto, e é necessário averiguar se este é o seu caso. Por exemplo, nos Estados Unidos, há pelo menos três taxas sobre importação de bebidas alcoólicas, incluindo vinho. Estas taxas variam de Estado para Estado. Nos EUA, mesmo algumas localidades dentro dos estados têm taxas municipais. Daqui pode resultar um conjunto bastante confuso de taxas de importação e é necessário conhecer bem este mecanismo antes de começar a exportar. Barreiras Não Tarifárias Leis de controlo sanitário Segurança Embalagem Legislação local sobre a percentagem mínima de incorporação de componentes de produção interna, a serem produzidos ou montados no País importador Regulamentação que defende a saúde e segurança do consumidor como, nos EUA, o acordo de utilização de materiais inflamáveis Normas de qualidade e resistência a que os produtos devem obedecer para cumprir os fins a que se destinam. É vulgar para muitos produtos, principalmente material eléctrico e maquinaria. Rotulagem e indicações de embarque, como por exemplo as exigências em alguns Países do Médio Oriente, de que tudo deve estar marcado em caracteres árabes. Normalização de embalagens, que variam muitas vezes de País para País. Bloqueio de embarque: legislação que permite em alguns países bloquear as descargas de mercadorias, ou mesmo impedi-las se for detectado que as importações estão demasiado elevadas. No Japão é permitida, aos agentes alfandegários, a inspecção de cada bem 126
131 importado, o que pode levar à criação de uma verdadeira barreira, dado os atrasos que então se verificam. Exigências aduaneiras: a que é utilizada pelos franceses algumas vezes, obrigando a que todos os equipamentos eléctricos japoneses sejam canalizados através de portos de pequena dimensão. A capacidade de escoamento dos portos assegura que só um montante limitado das importações atingirão o mercado francês. Quotas, Tarifas e Taxas, que limitam os totais de importação nesse mercado. As taxas podem ser baseadas no ad valorum, que tem em conta o valor do produto importado. Uma taxa específica é baseada no número, peso ou alguma unidade de medida do produto importado. Alguns países têm uma combinação dos dois Critérios para determinar as taxas devida às importações. As quotas devem ser vistas cuidadosamente, já que limitam efectivamente as Importações totais de um País. Um bom exemplo deste caso é o acordo Multi-Fibras Nos EUA que restringe as importações de alguns Países. Leis Anti Dumping (Contra a fixação de preços de exportação abaixo dos custos) que penalizam os importadores por venderem produtos abaixo do preço do mercado interno. Os EUA têm uma legislação anti-dumping bastante apertada. Portos de Saída e Portos de entrada Identifique os portos principais de importação e de reexportação Identifique a sua capacidade de escoamento Número e frequência de navios que chegam a esses portos com cargas de Portugal Número e frequência de navios nesses Portos que trazem cargas para Portugal Detecte as capacidades e facilidades de armazenagem Calcule os preços da sua segurança Avalie os custos da armazenagem e compare Existe alguma regulamentação obrigando a uma reembalagem? É obrigatório que o contentor seja inspeccionado e reembalado à saída da Alfândega? Existe algum porto ou zona franca no mercado para o qual lhe interessa importar e reexportar? Assim poderá fazer alguma reembalagem, ou mesmo montagem, para reexportação para outro País sem o pagamento de direitos ou taxas alfandegárias. Obtenha uma listagem das taxas e custos de portagem Obtenha uma tabela dos tempos médios de cargas e descargas e as facilidades existentes para estas operações. Os atrasos de descargas são típicos nalguns portos. Poderá Ter que escolher portos ou entradas alternativas para os seus produtos caso se verifique um congestionamento no porto previamente escolhido. 127
132 A Rede de Transportes Calcule as taxas de transporte até aos terminais de armazenamento Escolha o meio de transporte mais adequado Sistema de Distribuição Agente Distribuidor Rede própria de força de vendas Sistemas de remuneração e de recompensa vigentes Meça a rentabilidade dos armazenistas e retalhistas ao longo do sistema distribuidor Crédito a clientes Analise quais os tipos de créditos oferecidos pelos fornecedores desse mercado alvo Conheça também as práticas dos seus concorrentes Pense numa Política de compras onde possa obter descontos Publicidade e Promoção Avaliação do Ambiente Legal As restrições legais Elabore estatísticas de mercado MERCADO POTENCIAL = PRODUÇÃO INTERNA + IMPORTAÇÕES EXPORTAÇÕES DO PRODUTO X Avalie a concorrência Estrutura comercial nesse mercado Políticas de promoção Vantagens que lhes concedem Produtos que importam desse mercado Notoriedade da concorrência no mercado Recursos Humanos Incentivos financeiros governamentais à importação A Internacionalização Portuguesa Nos últimos 30 anos a economia portuguesa localizou-se entre as que registaram um maior crescimento do seu grau de abertura tanto ao IDE 128
133 como ao comércio externo. Hejazi e Safarian (1999) efectuaram um estudo sobre o impacto tecnológico do comércio externo e IDE num conjunto de 22 países, tendo analisado a sua posição relativa nos anos 70, 80 e 90. O quadro seguinte apresenta a evolução de Portugal face a um conjunto seleccionado de países, bem como a sua posição relativa. Abertura ao IDE e Importações (Países Seleccionados) * IDE / PIB IMP / PIB Alemanha (3) (3) (6) (3) (2) (4) Espanha (5) (6) (3) (6) (6) (6) França (7) (5) (5) (5) (5) (5) R. Unido (1) (1) (2) (2) (3) (3) EUA (4) (4) (5) (8) (8) (7) Portugal (6) (7) (4) (1) (1) (1) Grécia (2) (2) (1) (4) (4) (2) Japão (8) (8) (8) (7) (7) (8) Fonte: Hejazi e Safarian (1999, p. 502) * Posição relativa em que 1 significa maior abertura, entre parêntesis. É interessante observar que em 1970 Portugal registava já um grau de abertura ao comércio externo considerável. No entanto, o IDE era quase irrelevante, com um peso relativo pouco superior ao do hermético Japão. A transformação posterior foi tão intensa que, em 1990, Portugal estava acima do meio da tabela, posição que seria muito ultrapassada a seguir (embora não registada neste quadro) face à forte expansão do IDE à entrada nos primeiros anos da década de 90. Sendo difícil traçar fronteiras temporais bem definidas, até porque as fases se sobrepõem, pelo menos entre sectores distintos, é possível identificar três fases principais do posicionamento nacional face ao IDE: 1ª Fase Pós Guerra Nesta fase o IDE com destino a Portugal caracteriza-se pela transferência de fases de produção standardizadas, com uma integração com o tecido produtivo local relativamente reduzida e tirando partido de grandes diferenças salariais. Verificam-se investimentos em indústrias de processo como o sector químico (petrolíferas, SAPEC) e cimenteiro, mineiro, têxtil, etc., mas com transferência tecnológica 129
134 reduzida. É um período de relativo isolamento posteriormente reduzido com a adesão à EFTA. 2ª Fase O crescimento inicial do poder de compra e a maior abertura aos mercados europeus atraiu algum IDE que continuava a apostar no diferencial salarial mas procurando já maior nível de habilitações. No entanto, a instabilidade política, cambial, etc., desse período desaconselhava o investimento mais capital intensivo, levando a dois tipos predominantes de intervenção: IDE em sectores pouco capital intensivos como os serviços às empresas, publicidade, auditoria, segurança e limpeza, etc.; Colaboração com empresas portuguesas em regime de subcontratação, geralmente envolvendo elevada transferência de know-how. Importantes alianças como a COLEP-Johnson Wax ou a SONAE-Continente formam-se neste período, embora outras mais antigas como a Jerónimo Martins-UNILEVER (um dos raros casos de Joint Venture partilhada pela Unilever) se reforcem neste período. 3ª Fase A adesão à CEE/União Europeia, provocou uma rápida redução de barreiras ao comércio da que era já a principal região de destino das exportações portuguesas. Não se verificou o então esperado papel de portal da Europa, mas houve algum investimento brasileiro e de outros países extracomunitários, ao mesmo tempo que os tradicionais parceiros comerciais - França (Renault), Alemanha (Autoeuropa, Siemens) reforçavam a sua presença. No entanto, este fluxo só teve uma expansão significativa na primeira metade da década de 90, tendo estabilizado a partir desse período. Pelo contrário, foi o IDPE que registou um crescimento sustentado conforme é caracterizado no capítulo 4. Não deixa de ser ilustrativo o peso da experiência internacional prévia dos principais actores da internacionalização portuguesa sugerindo que a presença em mercados externos com forte exposição competitiva - Amorim, CGD, BES, Autosil, etc., ou a colaboração no mercado doméstico com parceiros internacionais - JM, SONAE, COLEP, BCP, etc. foram cruciais à reunião de competências imprescindíveis ao processo de internacionalização. É interessante também verificar um processo de difusão horizontal em contexto de forte competição como é exemplificado pela Petrogal e pela PT/TMN. No primeiro caso, a presença da Petrogal em Espanha é alicerçada no contexto mais competitivo da realidade portuguesa, onde as grandes multinacionais do retalho de combustíveis tinham maior presença que no mercado espanhol, mais fechado e concentrado. No caso da PT/TMN, a pressão concorrencial e a capacidade de marketing da Telecel, participada da Pactel americana, conduziu a um dos casos mais notáveis de inovação em Portugal, com o Mimo como estreia mundial dos cartões pré-pagos para telemóveis. As vantagens competitivas adquiridas no mercado doméstico permitiram à Petrogal adquirir uma quota do 130
135 mercado espanhol idêntica às que a Cepsa e Repsol possuem no mercado português, de dimensão muito inferior; por sua vez, o Baby, uma adaptação do Mimo feita pela Telespcelular tem obtido tanto resultados comerciais como o reconhecimento de capacidade empresarial no Brasil. Entretanto a difusão a partir de Portugal é uma realidade - neste momento os prépagos são o grande argumento comercial dos operadores de telemóveis nos Estados Unidos. Ao nível do estabelecimento de standards internacionais existe também o potencial relativo ao modelo electrónico de cobrança nas auto-estradas (via verde) e do porta-moedas electrónico. Como podemos explicar o fenómeno, algo repentino, da internacionalização acelerada que se verificou na terceira fase? Que factores terão favorecido os níveis de inovação e desenvolvimento tecnológico que permitem às empresas portuguesas superar os obstáculos que, na perspectiva de Hymer, são inevitáveis em contextos diversos dos do mercado doméstico, aliás progressivamente contestado por concorrentes vindos do exterior? O autor com mais notoriedade no campo da inovação e desenvolvimento tecnológico foi Schumpeter (1942). Uma das suas contribuições diz respeito ao papel da dimensão das empresas no seu contributo para a investigação e desenvolvimento. Embora do ponto de vista concorrencial seja preferível que os mercados estejam atomizados, para a I & D é desejável alguma concentração, dado que as grandes empresas dispendem uma percentagem maior das suas receitas nesta área. A razão pode ser encontrada na existência de uma escala mínima eficiente para a I&D justificada tambem pelas falências do mercado da informação e necessidade de maior dimensão para apropriação compensatória dos ganhos da inovação. Esta questão é crucial, dado que a recente internacionalização portuguesa parece corresponder ao crescimento de diversas empresas, necessário tanto para a sua inovação e desenvolvimento tecnológico como para a sua internacionalização (onde também existe uma escala mínima eficiente). Note-se, no entanto, que essa escala mínima é muito variável de sector para sector. Por exemplo, a dimensão mínima para a intern 131
136 104 Introdução ao e-learning
137 BIBLIOGRAFIA Blomstrom, M., A. Kokko and M. Zejan (1992) Host Country Competition and Technology Transfer by Multinationals, NBER Working Paper N Bresman, H., J. Birkinshaw e R. Nobel (1999) Knowledge Transfer in International Acquisitions, Journal of International Business Studies, 30, 3, pp Boddewyn J.J., M.B. Halbrich and A.C. Parry (1986) "Service Multinationals: Conceptualization, Measurement and Theory", Journal of International Business Studies, N. 19, pp Buckley, P. e M. Casson (1976) The Future of the Multinational Enterprise, Londres: McMillan. Caraça, J. e V.C. Simões (1995) The New Economy and its Implications for International Organizations in Roberto Chiattarella, Ed. New Challenges for European and International Business, proceedings of EIBA, Urbino. Celly, K., R. Spekman e J. Kamauff (1999) Technological Uncertainty, Buyer Preferences and Supplier Assurances: An Examination of Pacific Rim Purchasing Agreements, Journal of International Business Studies, N. 30, 2, pp Cantwell, J. (1995) The Globalisation of Technology: What Remains of the Product Cycle Model?, Cambridge Journal of Economics, N. 19, pp Chakravarty, B. e H. Perlmutter (1985) Strategic Planning for a Global Business, Columbia Journal of World Business, 20, 2, pp Dosi, G., C. Freeman, R. Nelson, G. Silverberg and L. Soete (Eds) (1988) Technical Change and Economic Theory, Londres: Printer Publishers. 132
138 Dosi, G. (1998) The Contribution of the Economic Theory to the Understanding of a Knowledge-Based Economy in The Economic Impact of Knowledge, por Neef, D., G. Siesfield e J. Cefola (Eds), MA: Butterworth-Heinemann. Dunning, J. (1986) Japanese Participation in the British Industry, Croom Helm, Londres. Dunning, J. (Ed.) (1985) Multinational Enterprises, Economic Structure and international Competitiveness, Chichester, John Wiley and Sons. Fujita, K. e R.C. Hill (1995) Global Toyatism and Local Development, Urban Affairs Review, N. 1, pp Hejazy, W. e A. Safarian (1999) Trade, Foreign Direct Investment and R&D Spillovers, Journal of International Business Studies, 30, 3, pp Hymer, S. (1976) The International Operations of National Firms: A Study of Direct Investment, MIT Press. Johanson, J. e J. Vahlne (1977) The Internationalization Process of the Firm: A Model of Knowledge Development and Increasing Foreign Market Commitment, Journal of International Business Studies, Vol. 8, pp Mansfield, E. e A. Romeo (1980) Technology Transfer to Overseas Subsidiaries by US Based Firms, Quarterly Journal of Economics, N. 95, pp Mascarenhas, B. (1997) Small International Specialists, Journal of International Management, Vol. 3, No. 3, pp Molero, J. (Ed.) (1995) Technological Innovation, Multinational Corporations and the New International Competitiveness: The Case of intermediate Countries, Harwood Academic Publishers. Ostry, S. (1998) Technology, Productivity and the Multinational Enterprise, Journal of International Business Studies, N. 29, 1, pp Perez, T. (1998) Multinational Enterprises and Technological Spillovers, Amsterdão: Harwood Academic Publishers. Porter, M. (1986) "Changing Patterns of International Competition", California Management Review, Inverno. Prahalad, C.K. e Y. Doz (1987) The Multinational Mission: Balancing Local Demands and Global Vision, New York: Free Press. 133
139 Silva, A. e F. Palma (2000) Dinâmicas Empresariais e Política Industrial: O Papel Futuro da Engenharia, Relatório no Âmbito do Estudo Engenharia e Tecnologia Vernon, R. (1979) "The Product Cycle Hypothesis in a New International Environment", Oxford Bulletin of Economics and Statistics, No. 41. Robles, F. (a publicar) Toward the Latin American Regiocentric Corporation, Latin American Business Review. Rugman, A., J. Van den Broeck e A. Verbeke (Eds.) (1995) Beyond the Diamond: Research in Global Management, Vol. 5, Greenwich, Connecticut: JAI Press. Schumpeter (1942) Capitalism, Socialism and Democracy, Nova York: Mc Graw Hill. 134
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