Governo das Sociedades E RESPONSABILIDADE SOCIAL
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- Rita Vilalobos Lemos
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1 Governo das Sociedades E RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS EMPRESAS Carlos Tavares 1. Quando falamos em governo das sociedades e no papel da respectiva regulação, a primeira questão que se nos depara é se esta intervenção é necessária ou não. Não seria suficiente que os acionistas e a gestão das empresas definissem, de acordo com os seus interesses, as regras que melhor lhes servem para conduzir os destinos das suas empresas? Não serão os códigos de governo societário uma fonte de custos sem claros benefícios associados? A resposta a estas questões é, em meu entender, negativa. Como temos visto no passado recente, os interesses dos acionistas e da gestão nem sempre estão alinhados. Além disso, o poder e os interesses dos diversos acionistas não são iguais entre si. Finalmente, há uma dimensão ética que deve estar presente no governo das sociedades que não está necessariamente presente nas decisões individuais em cada organização. Quase me atreveria a dizer que em larga medida os códigos de bom governo poderiam ser substituídos por um código de ética na condução da empresa e dos seus negócios, mesmo que não escrito, como era afinal o caso noutros tempos. Quando a palavra dada era sagrada, quando ser pessoa de bem era um atributo essencial dos empresários, dos administradores, dos colaboradores das empresas, mas também do Estado e dos seus agentes; quando, enfim, ter bom nome na praça era mais importante do que ter bom nome nos jornais Quando se fala em governo societário e no papel das administrações, uma das expressões mais usadas (e abusadas) é a criação de valor para os 1
2 acionistas. Este conceito arrisca-se a induzir uma lógica puramente financeira de realização de lucros o mais depressa possível. E sob a sua capa, temos assistido a destruições massivas de valor em muitas empresas. Por isso eu prefiro estabelecer como objetivo a realização de valores, de forma a ter em conta outros valores como a ética e a sustentabilidade no longo prazo que vão para além da distribuição imediata de lucros. 2. O tema do governo societário ganhou especial relevo na sequência do desencadear da crise financeira ainda em curso, sendo as suas deficiências apontadas como uma das causas da referida crise. A verdade é que sete anos volvidos e apesar dos esforços que foram feitos sobretudo em termos regulatórios, subsistem ou retornam algumas das más práticas que foram visíveis no período pré-crise. Também em Portugal, nos casos mais conhecidos de abalo de grandes empresas financeiras e não financeiras encontramos os problemas do governo societário mas também e sobretudo da ética - na raiz das convulsões verificadas. Se nos recordarmos dos casos BCP, BPN, BPP, BES e PT, em todos eles encontramos grandes défices no funcionamento dos mecanismos essenciais do governo societário. E, no entanto, algumas destas empresas eram altamente avaliadas seja pela CMVM seja por entidades privadas - e apresentavam excelentes relatórios de governo sobre o cumprimento do Código de Governo e respetivas recomendações. 3. Não quero com isto desvalorizar a importância dos Códigos de bom governo societário e da avaliação do seu cumprimento. Mas a prática tem-nos ensinado que as regras/recomendações têm de ser exigentes e precisas e que mais do que avaliar o seu cumprimento formal interessa avaliar e informar os acionistas de como se traduz esse cumprimento na prática e não apenas na forma. Os mecanismos de tomada de decisão, de assunção de riscos, de 2
3 controlos múltiplos efetivos têm de estar implantados e ser assegurados pelas pessoas competentes e apropriadas para cada função. De nada vale, por exemplo, a uma sociedade ter um grande número de administradores independentes se eles nada perceberem do negócio da sociedade ou se se limitarem a estar presentes nas reuniões do Conselho de Administração. De nada vale a uma sociedade ter mecanismos de controlo de riscos e reporte de irregularidades formalmente perfeitos se as pessoas que os executam não tiverem a independência e a competência necessárias para os aplicar. De nada vale, enfim, a uma sociedade ter uma Comissão de Vencimentos formalmente independente, mas em que os seus membros são de facto selecionados pelos administradores executivos e são pessoas próximas destes. Normalmente, quando surgem problemas graves em sociedades cotadas, as pessoas questionam os supervisores. Sem prejuízo das responsabilidades que estes têm e que não podem nem devem alijar, a verdade é que não me recordo de ter visto os acionistas prejudicados pelo desempenho da sua empresa, perguntar às pessoas que estão dentro da empresa por que é que não viram e não atuaram. Por exemplo, a auditoria interna, o departamento de compliance, o Revisor Oficial de Contas, o Conselho Fiscal ou a Comissão de Auditoria, os Auditores Externos, os Administradores independentes Não me recordo de ter visto propostas de destituição destes elementos por não cumprirem cabalmente as suas funções. Pelo contrário, encontramos certamente louvores e até prémios generosos - a pessoas que integram órgãos sociais que foram responsáveis por decisões ruinosas para os acionistas. É por tudo isto que já tenho referido que o real problema é que: Não há bons modelos de Corporate Governance que resistam às pessoas erradas; 3
4 Não há boas regras que resistam às más práticas; Não há bons princípios de governo societário que resistam à falta de ética e de valores na condução das empresas. 4. E, para mim, quando se fala de responsabilidade social das empresas, ela começa aqui, dentro da própria empresa: no comportamento dos Gestores e Administradores; na forma como são tratados, considerados e reconhecidos os colaboradores; na forma como são respeitados e defendidos os interesses dos que aplicam as suas poupanças ou os seus recursos nas empresas; na forma como a empresa se relaciona com o s concorrentes, clientes e fornecedores. Não quero com isto desvalorizar a importância dos aspetos mais comumente incluídos no conceito de responsabilidade social das empresas: o contributo para a sustentabilidade ambiental; o apoio à investigação científica ou social; as prestações sociais complementares em dinheiro ou em espécie aos colaboradores; a não discriminação dos colaboradores, qualquer que seja o ponto de vista; enfim, o investimento de parte dos proveitos da empresa em projetos de retorno social. Mas a verdade é que, por vezes e não pretendo obviamente generalizar sob a capa deste tipo de intervenção, que é muito apelativa e muito mediática, escondem-se comportamentos empresariais e práticas efetivas de governo societário que, por falharem os critérios básicos da ética e dos valores, são destrutivos, mais cedo ou mais tarde, do que deve ser o papel da empresa face aos que com ela se relacionam. E por isso eu sou relativamente cético face às tendências recentes inclusive nos projetos de regulamentação europeia da valorização e reporte autónomos dos elementos relacionados 4
5 com a chamada responsabilidade social da empresa. Porque para mim, ela tem de estar presente em todos os atos e em todos os comportamentos da empresa e dos seus agentes. De facto, poderá uma empresa falar de responsabilidade social se não tiver mecanismos adequados de reconhecimento e recompensa do mérito dos trabalhadores? Poderá uma empresa falar de responsabilidade social se, por exemplo, a relação entre a remuneração dos gestores e a remuneração média for um múltiplo inaceitável? Poderá uma empresa falar de responsabilidade social se os administradores e gestores não tiverem um respeito absoluto por todos os acionistas e atuarem exclusivamente no interesse destes, especialmente pelos que têm menor poder individual? Como poderá uma empresa falar de responsabilidade social se não pagar pontualmente aos seus trabalhadores e fornecedores? A responsabilidade social das empresas passa ainda e de sobremaneira pelo respeito das regras da sã e leal concorrência. O que inclui, por exemplo, abster-se de exercer o chamado poder de mercado sobre as suas contrapartes, especialmente os fornecedores económica e financeiramente mais débeis. Ou algo tão simples como cumprir pontualmente as obrigações fiscais e não ganhar vantagem sobre os concorrentes pela via do incumprimento. 5
6 5. Tudo isto faz parte para mim do conceito de responsabilidade social das empresas. Tudo isto tem relação também com o bom governo societário. Tudo isto tem, afinal, que ver com as pessoas: as que dirigem as empresas; as que com elas colaboram e as que representam os acionistas. Se todas elas nortearem o seu comportamento pelos mais elevados padrões da competência, da ética empresarial e profissional e dos valores fundamentais, teremos certamente empresas melhores e mais responsáveis socialmente. Por isso, a escolha das pessoas é o elemento crucial. Tal como o é a existência de mecanismos efetivos de sanção para os maus comportamentos e as más práticas. E aqui há um papel insubstituível para os acionistas. Que não podem demitirse da escolha criteriosa e da avaliação das pessoas que elegem para, afinal, gerir o seu dinheiro. Nem da avaliação da forma como o governo da sociedade está a ser executado na prática. Nem podem, os acionistas mais poderosos, cair na tentação de usar o seu poder em benefício próprio contra os interesses da empresa e, portanto, da generalidade dos acionistas. Isso faz parte também da sua responsabilidade social. Já há casos de investidores institucionais que têm como critério não investir em empresas que não têm comportamentos eticamente irrepreensíveis ou adequada responsabilidade social. E no Brasil, a Fundação Getúlio Vargas lançou o índice Grau de Reputação (GR), destinado a medir, no Brasil e na América Latina, práticas éticas nas empresas. A medida do índice é composta pela análise da perceção que o público tenha de atributos como 6
7 responsabilidades social e ambiental, ética na condução dos negócios, respeito pelo consumidor, diversidade nas equipas e respeito na contratação e gestão de colaboradores. Penso que estes são bons sinais, porque já está demonstrado que a regulamentação não pode fazer tudo. Em qualquer caso, eu entendo que há caminho a percorrer nesta matéria, sobretudo no controlo da idoneidade dos gestores de empresas que fazem apelo público à poupança. E também na regulamentação mais estrita das transações com partes relacionadas, do financiamento a acionistas e na sanção da atuação de acionistas qualificados em benefício próprio. São regras que eu defendo e que desejaria que nunca fosse necessário aplicar, porque elas são facilmente substituíveis por uma regra simples e acessível a todas as organizações: tolerância zero para os desvios à ética dos comportamentos, às boas práticas empresariais e aos valores tradicionais. 7
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