COLETA DE DADOS PROFA. ENIMAR JERÔNIMO WENDHAUSEN
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- Manuel de Sequeira Vilaverde
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1 COLETA DE DADOS PROFA. ENIMAR JERÔNIMO WENDHAUSEN
2 Objetivo da aula Conhecer os instrumentos de coleta de dados, suas vantagens e limitações.
3 Caminhos Para a Obtenção de Dados Pesquisa em ciências sociais caminhos para a obtenção de dados: Pesquisa bibliográfica e documental Pesquisa de campo
4 Coleta de dados diretamente das pessoas: Observação Questionário Entrevista Os mais utilizados nas ciências econômicas: Entrevista pessoal Questionário auto-aplicado
5 OBSERVAÇÃO Atividade de senso-comum, no entanto, pode ser considerada como procedimento científico à medida que: a) serve a um objetivo formulado de pesquisa; b) é sistematicamente planejada; c) é sistematicamente registrada e ligada a proposições mais gerais; d) é submetida à verificação e controles de validade e precisão. (GIL, 2000, p.133).
6 OBSERVAÇÃO Vantagem da utilização dessa técnica em relação as outras: Os fatos são percebidos diretamente, sem qualquer intermediação. Principal inconveniente: A presença do pesquisador pode alterar o comportamento dos observados.
7 OBSERVAÇÃO Não constitui o método dos mais utilizados nas ciências sociais, pois: Muitas ações humanas ocorrem no domínio privado. A observação pode provocar alterações no comportamento das pessoas observadas, produzindo resultados pouco confiáveis. Utilização bem mais restrita na Economia.
8 OBSERVAÇÃO Classificação: Observação Simples (observação reportagem) O pesquisador permanece alheio à comunidade, grupo ou situação que pretende estudar. Observa de forma espontânea os fatos. O pesquisador é muito mais um espectador do que um ator. Vantagens: Possibilita a obtenção de dados para a definição do problema. Favorece a construção de hipóteses acerca do problema estudado.
9 OBSERVAÇÃO Limitações: O registro das observações depende, freqüentemente, da memória do investigador. Dá ampla margem à interpretação subjetiva ou parcial do fenômeno estudado.
10 A observação simples é realizada de forma pouco sistemática, sua utilização não é adequada para testar hipóteses ou descrever com precisão as características da população ou de um grupo.
11 OBSERVAÇÃO Observação Participante o pesquisador assume até certo ponto, o papel de um membro do grupo. b.1) natural quando o observador pertence à mesma comunidade ou grupo que investiga. b.2) artificial quando o observador se integra ao grupo com o objetivo de realizar uma investigação.
12 OBSERVAÇÃO Vantagens: Facilita o rápido acesso a dados sobre situações habituais em que os membros das comunidades se encontram envolvidos. Possibilita o acesso a dados que a comunidade ou grupo considera de domínio privado. (GIL, 1999, p. 114). Desvantagens: Pode ter sua observação restrita a um retrato da população pesquisada.
13 OBSERVAÇÃO Observação Sistemática utilizada pelo pesquisador, para descrever fenômenos ou testar hipóteses. Antes de realizar a coleta de dados, o pesquisador deve elaborar um plano específico para a organização e o registro das informações.
14 Ex.: verificar as características dos clientes de um supermercado. O plano envolve: Sexo, idade aproximada, produtos adquiridos, tempo de permanência no supermercado etc.
15 QUESTIONÁRIO Técnica de investigação composta por questões apresentadas por escrito às pessoas. Tipos: a) auto-aplicado e, b) aplicado com entrevista (formulário ou entrevista totalmente estruturada). Vantagens em relação a outras técnicas: Pode atingir um grande número de pessoas. Implica em menores gastos. Não expõe os pesquisados à influência do entrevistador. Garante o anonimato das pessoas. Favorece a tabulação dos dados.
16 QUESTIONÁRIO Limitações: Pode excluir pessoas que não sabem ler e escrever. Impede o auxílio quando a questão não é entendida. Não oferece a garantia de que todos sejam preenchidos completamente e devolvidos, etc. Tipos de questões: a) fechadas; b) abertas; c) questões dependentes.
17 QUESTIONÁRIO Questões fechadas: Deve-se evitar um número muito grande de alternativas, pois isso poderá prejudicar a escolha. Sendo também necessário garantir que haja sempre uma alternativa em que o respondente se enquadre. Questões abertas. Evitar muitas questões abertas.
18 QUESTIONÁRIO NÚMERO DE PERGUNTAS ESCOLHA DAS PERGUNTAS Está condicionada a natureza da informação desejada, nível sociocultural dos interrogados etc. Incluir apenas perguntas relacionadas ao problema pesquisado e que possam ser respondidas sem maiores dificuldades; não devem ser incluídas perguntas cujas respostas possam ser obtidas de forma mais precisa através de outros procedimentos; deve-se evitar perguntas que envolvam a intimidade das pessoas.
19 QUESTIONÁRIO FORMULAÇÃO DAS PERGUNTAS Devem ser formuladas de forma clara e precisa; deve-se levar em consideração o nível de informação do interrogado; a pergunta não deve sugerir respostas e deve referir-se a uma única idéia de cada vez, além de possibilitar uma única interpretação.
20 QUESTIONÁRIO ORDEM DAS PERGUNTAS Adota-se a técnica do funil cada questão deve relacionar-se com a questão antecedente. PREVENÇÃO DE DEFORMAÇÕES O pesquisador deve levar em consideração os mecanismos de defesa social. Estes, de maneira inconsciente intervêm na situação de resposta a um questionário. Algumas deformações: A defesa de fachada: o respondente acredita estar correndo o risco de ser julgado e reage oferecendo respostas defensivas, ou socialmente desejáveis, encobrindo sua real percepção acerca do fato.
21 QUESTIONÁRIO Defesa contra a pergunta personalizada Na sua opinião, o que você pensa a respeito de, entre outras,. São perguntas que tendem a provocar fugas. Deve-se evitar iniciar o questionário com perguntas que provoquem tais reações.
22 QUESTIONÁRIO APRESENTAÇÃO DO QUESTIONÁRIO Apresentação gráfica Instruções para preenchimento Introdução do questionário Pré-teste do questionário
23 ENTREVISTA Técnica em que o pesquisador se apresenta ao pesquisado e formula as perguntas. Vantagens: Permite ao entrevistador adaptar-se às características e circunstâncias em que se desenvolve a entrevista. Possibilita o esclarecimento de questões não entendidas; Oferece maior garantia de respostas do que o questionário.
24 ENTREVISTA Não exige que o entrevistado saiba ler e escrever. Possibilita captar a expressão corporal do entrevistado, bem como a tonalidade da voz e a ênfase nas respostas. Permite a obtenção de dados com elevado nível de profundidade.
25 ENTREVISTA Alguns cuidados: Preparar um roteiro de entrevista. Estabelecer um contato inicial. Devem ser feitas, em primeiro lugar, perguntas que não conduzam à recusa em responder. Realizar uma pergunta de cada vez.
26 ENTREVISTA Limitações: Custo com treinamento de pessoal e aplicação das entrevistas; Tempo despendido; Influência das opiniões pessoais do entrevistador sobre as respostas do entrevistado; Dificuldade de tabulação e análise dos dados, no caso das entrevistas abertas; Ausência de anonimato.
27 ENTREVISTA No caso de respostas incompletas, o entrevistador deve estimular o entrevistado a fornecer a resposta, sem, no entanto sugerir a mesma. As respostas devem ser registradas imediatamente.
28 ENTREVISTA POR TELEFONE: Vantagens: Custos muito mais baixos; Maior facilidade de seleção da amostra; Mais rapidez; Maior aceitação dos moradores das grandes cidades, que temem abrir suas portas para estranhos; Possibilidade de agendar o momento mais apropriado para a realização da entrevista; [ ]. (GIL, 2000, p. 144).
29 ENTREVISTA Limitações: Possibilidade de interrupção da entrevista pelo entrevistado; Menor quantidade de informações; Impossibilidade de descrever as características do entrevistado ou as circunstâncias em que se realizou a entrevista; Parcela significativa da população que não dispõe de telefone ou não tem seu nome na lista. (GIL, 2000, p. 144).
30 ENTREVISTA Classificação: Entrevista Informal Entrevista Focalizada (Semi estruturada) Entrevista por Pautas Entrevista Estruturada
31 ENTREVISTA INFORMAL É o menos estruturado possível. O que se pretende com este tipo de entrevista é obter uma visão geral do problema pesquisado. É recomendada nos estudos exploratórios, que abordam realidades pouco conhecidas pelo pesquisador.
32 ENTREVISTA FOCALIZADA O entrevistador permite ao entrevistado falar livremente sobre o assunto, evitando que o mesmo desvie do tema original. Utilizada com grupos de pessoas que passaram por uma experiência específica.
33 O entrevistador confere ao entrevistado ampla liberdade para se expressar sobre o assunto. Requer grande habilidade do pesquisador para manter o foco do interesse temático.
34 ENTREVISTA POR PAUTAS Apresenta certo grau de estruturação, já que se guia por uma relação de interesse que o explorador vai explorando ao longo de seu curso. As pautas devem ser ordenadas e guardar certa relação entre si. O entrevistador faz poucas perguntas diretas e deixa o entrevistado falar livremente à medida que se refere às pautas assinaladas.
35 ENTREVISTA ESTRUTURADA Se desenvolve a partir de uma relação fixa de perguntas, cuja ordem e redação permanece invariável para todos os entrevistados que geralmente são em grande número. Vantagens: Entre algumas citadas anteriormente, possibilita a análise estatística dos dados. Limitações: Não possibilita a análise dos fatos com profundidade.
36 COMO SE PLANEJA UM QUESTIONÁRIO? É fácil construir um questionário? Deve-se definir no projeto: os objetivos do trabalho e o tipo de respondentes. Um questionário escrito sem finalidade definida terá perguntas desnecessárias.
37 Seja específico ao redigir o objetivo de sua pesquisa. Não escreva: o objetivo deste questionário é levantar algumas informações sobre moradores de rua (VIEIRA, 2009, 24) Escreva: O objetivo desse questionário é levantar as características demográficas de menores de 16 anos moradores de rua da cidade de São Paulo, região central, em (VIEIRA, 2009, 24)
38 Escolha dos respondentes É importante definir e conhecer as características da população alvo antes de começar a construir o questionário. Exemplos: Médicos Cuidadoras de crianças em orfanatos
39 Carta de apresentação Explicar por que o questionário está sendo aplicado (o que se pretende saber e para quê). Enfatizar a importância da resposta. Dar o nome da pessoa ou da instituição responsável pela pesquisa. Dar o nome e telefone da pessoa que deve ser contatada, em caso de dúvida. Garantir o sigilo. Agradecer ao respondente.
40 REFERÊNCIAS GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, Técnicas de pesquisa em economia e elaboração de monografias. 3. ed. São Paulo: Atlas, VIEIRA, Sonia. Como elaborar questionários. São Paulo: Atlas, 2009.
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