Manejo Integrado de Pragas GASTAR CERTO E GANHAR

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1 Manejo Integrado de Pragas GASTAR CERTO E GANHAR ROMEU SUZUKI ENGENHEIRO AGRONOMO UNIDADE MUNICIPAL DE MARILÂNDIA DO SUL Janeiro

2 Sumário 1. Introdução 3 2. Objetivo 3 3. Justificativa 3 4. Métodos e Materiais 4 5. Ficha de acompanhamento 4 6. Cenários e tendência 5 7. Público Alvo 5 8. Resultados 5 9. Fatores crítico de sucesso Estratégias propostas Conclusão 6 2

3 1. Introdução A região de Marilândia do Sul possui hectares de olericultura a céu aberto, com produtores nos municípios de Marilândia do Sul, Califórnia e Mauá da Serra e Faxinal. Esse grande número de produtores depende diretamente da atividade olerícola para obter renda em curto prazo e viabilizar-se nas pequenas áreas. Para a concretização e o crescimento da atividade é necessária uma evolução tecnológica constante, contudo, deve-se priorizar a salubridade dos alimentos e a agroindustrialização. Portanto, após exaustiva ação intensiva, introduziu-se o trabalho de monitoramento de pragas do tomateiro na região de Marilândia do Sul, mas, com uma série de dificuldades na fidelidade do produtor em assumir mudanças tecnológicas no cumprimento das novas formas de produção. O processo busca um estreitamento dos produtores de hortaliças que ainda é um tanto resistente a novas tecnologias, o processo busca demonstrar na prática, nas propriedades referenciais, os resultados alcançados na redução dos custos de produção. 2. Objetivo: Produzir alimento ecologicamente correta que seja socialmente sustentável. 3. Justificativa: A Cultura de Tomate é uma atividade tradicional da região de Marilândia do Sul, na necessidade de encontrar alternativas para a redução do custo de produção e a falta de suporte técnico para a olericultura com poucos profissionais dedicados a essa atividade, pela sua complexidade e estar localizado em extrato de produtores que não tem possibilidade de pagar por assistência técnica especializada. As revendas de insumos colocam profissionais em pequeno número que atendem também produtores de grandes culturas com enfoque de venda de insumos ou pacotes tecnológicos; isso torna crítica à evolução das complexas cadeias produtiva nas áreas de hortícola e a exigência cada vez maior em termos de segurança alimentar e meio ambiente. A região possui 500 produtores de tomate que usam intensamente produtos químicos em várias situações que vão direto a mesa do consumidor. Alimento perigoso, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) afirma que o Brasil é um dos Países que mais utilizam pesticidas no mundo. O Estado do Paraná não foge a regra, sendo um grande consumidor de agrotóxicos, por conseguinte, este trabalho busca a 3

4 satisfazer o consumidor na busca de alimento saudável com baixo impacto ambiental e gerando oportunidade e renda para agricultura familiar. Inevitável a necessidade de se envidar esforços em culturas de representatividade econômica e social como o tomate. A rastreabilidade e credibilidade do consumidor serão conquistadas com ações que estabeleçam uma sistemática de controle, utilizando várias técnicas como: monitoramento de pragas e doenças, análises de solo, tecnologia de aplicação, tecnologia de condução, uso de inimigos naturais e o trabalho de conscientização quanto à carência dos produtos. 4. Materiais e Métodos: O monitoramento de lavouras necessário: monitores treinados para esse fim; um Engenheiro agrônomo para recomendar a necessidade de se efetuar o controle no momento certo com o produto correto. O equipamento de cada monitor: uma lupa de bolso com aumento de 20 vezes; um balde de plástico para coleta de insetos e posterior contagem; uma prancheta para o preenchimento da ficha; um pano de algodão para limpeza do balde; um espelho de bolso para identificar postura de ovos nas pencas do tomateiro. Para a contagem dos insetos sugadores (tripés, pulgão, mosca branca), realiza-se o batimento dos ponteiros no interior do balde para realizar a contagem dos insetos coletados e posteriormente efetuar a marcação do número de insetos presentes na planilha. Para a contagem das: traças do tomateiro; broca pequena e a broca grande consideram-se: anotar a presença de lagarta no ponteiro, anotar a presença de ovos nos frutos menores que uma bola de ping-pong, anotar a presença de lagarta e ovos nas folhas. 5. Ficha de acompanhamento 4

5 6. Cenários e tendência: Os agricultores olerícolas deverão o mais urgente possível alterar drasticamente os conceitos de produzir uso intensivo de produtos químicos para garantir a produção, o mercado mundial tende em médio prazo consumir produtos ecologicamente e socialmente sustentáveis. 7. Público alvo: Os produtores atendidos através do processo de monitoramento de pragas são agricultores beneficiários do Pronaf, entretanto, no segundo ano de trabalho, ocorreu à adesão dos grandes produtores. 8. Resultados: O gráfico abaixo apresenta os resultados alcançados: número de pulverizações; de produtos e quantidade em quilos de agrotóxicos gastos nas áreas dos produtores e área testemunha. Uso de defencivos com MIP e CONVENCIONAL Pedro Unidade Paulo August o Renat o Herst Elizeu José Carlos ( CONVENCIONAL) Produtores Pulverização Produtos Kg-Agrot. Observando a coluna de pulverizações, a menor é de 22 pulverizações, e maior é de 46 pulverizações resultando numa diferença de 24 aplicações. A coluna de produtos a diferença é de 16 agrotóxicos diferentes utilizados. A coluna de quilos de produtos utilizados a diferença é de 126 quilos de pesticidas utilizados por hectares. 9. Fatores Crítico de sucesso: O gargalo existente para atingir todos os produtores, é a lisura no procedimento legais das pessoas que atuam diretamente e indiretamente na atividade de produção. 5

6 10. Estratégias propostas: Trabalho conjunto das entidades envolvidas no setor de produção, desde a fiscalização no cumprimento das leis existentes, ao trabalho de conscientização dos produtores e suas famílias. 11. Conclusão: O trabalho de monitoramento de pragas resulta numa economia de produtos em valores reais e quilos de agrotóxicos utilizados, e diretamente beneficiando o meio ambiente, pois evitamos poluir a área diretamente envolvida com 126 quilos de pesticidas por hectares, considerando, a área total da cultura de tomate na região, totalizaria um volume de aproximadamente quilos de agrotóxicos, que deixaria de ser jogado no ambiente, portanto, este trabalho demonstra que, com a introdução de novas tecnologias é possível reduzir em média até 25% do custo de produção. Engenheiro Agrônomo: Romeu Suzuki CREA: D/SP 6

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