TÍTULO: ALTERAÇÕES BIOPSICOSSOCIAIS EM IDOSOS QUE ADERIRAM A INCLUSÃO DIGITAL

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1 TÍTULO: ALTERAÇÕES BIOPSICOSSOCIAIS EM IDOSOS QUE ADERIRAM A INCLUSÃO DIGITAL CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: MEDICINA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO MOURA LACERDA AUTOR(ES): REBEKA GOMES PINTO CUNHA ORIENTADOR(ES): TULIO MARCUS RIBEIRO CALIXTO

2 Rebeka Gomes Pinto Cunha Alterações Biopsicossociais em Idosos que Aderiram a Inclusão Digital Ribeirão Preto 2014

3 Rebeka Gomes Pinto Cunha Alterações Biopsicossociais em Idosos que Aderiram a Inclusão Digital Centro Universitário Moura Lacerda Tecnologia em Gestão de Tecnologia da Informação Programa de Iniciação Científica Orientador: MSc. Tulio Marcus Ribeiro Calixto Ribeirão Preto 2014

4 Resumo Em função dos avanços tecnológicos, aumento na expectativa de vida e consequente envelhecimento populacional, este projeto propõe uma abordagem sobre as dificuldades enfrentadas pelos idosos ao lidarem com a tecnologia e a importância da inclusão digital para a terceira idade visando evitar a exclusão social e digital, diminuindo assim a lacuna intergeracional. Utilizar-se-á questionários a fim de se obter os dados para análise das alterações de caráter biopsicossocial a qual será realizada utilizando ferramentas da tecnologia da informação, visando identificar e constatar os benefícios cognitivos e comportamentais que a interação com o computador pode trazer para o idoso. Palavras-Chave: Inclusão digital, idoso, intergeracional, biopsicossocial, tecnologia da informação, cognição.

5 Sumário Resumo Sumário Lista de ilustrações Lista de abreviaturas e siglas INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA OBJETIVOS METODOLOGIA RESULTADOS E DISCUSSÃO Preparação da sala onde serão ministradas as aulas de informática Desenvolvimento da ferramenta responsável por obter e armazenar as respostas dos questionários de cada participante CRONOGRAMA MENSAL Referências ANEXO A TERMO DE CONSENTIMENTO ANEXO B AUTORIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO MOURA LACERDA PARA A REALIZAÇÃO DA PESQUISA ANEXO C MEEM ANEXO D GDS ANEXO E PARECER CONSUBSTANCIADO DO CEP

6 Lista de ilustrações Figura 1 Comprovante de envio do projeto de pesquisa ao CONEP Figura 2 Modelo Entidade-Relacionamento do Banco de Dados Figura 3 Ilustração esquemática do modelo MVC Figura 4 Formulário Web para cadastro dos pacientes Figura 5 Formulário Web para aplicação do questinário MEEM Figura 6 Formulário Web para aplicação do questinário GDS Figura 7 Termo de Consentimento Livre e Esclarecido: Informações sobre o paciente e sobre a pesquisa Figura 8 Termo de Consentimento Livre e Esclarecido: Informações sobre os procedimentos e objetivos do estudo Figura 9 Termo de Consentimento Livre e Esclarecido: Informações pós-consentimento. 27 Figura 10 Autorização do Centro Universitário Moura Lacerda para a realização da pesquisa Figura 11 Mini Exame do Estado Mental - Questinários Figura 12 Mini Exame do Estado Mental - Avaliação das respostas Figura 13 Escala de Depressão Geriátrica Figura 14 Parecer Consubstanciado do CEP - Página Figura 15 Parecer Consubstanciado do CEP - Página Figura 16 Parecer Consubstanciado do CEP - Página

7 Lista de tabelas Tabela 1 Cronograma Mensal de Atividades

8 Lista de abreviaturas e siglas CAAE CEP CONEP IDE GDS HTML JSP JVM MEEM MER MS MVC POO SGBD SO WWW Certificado de Apresentação para Apreciação Ética. Comitê de Ética em Pesquisa. Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. Integrated Development Environment (Ambiente de Desenvolvimento Integrado). Geriatric Depression Scale (Escala de Depressão Geriátrica). Hypertext Markup Language (Linguagem de Marcação de Hipertexto). Java Server Pages. Java Virtual Machine (Máquina Virtual Java). Mini Exame do Estado Mental. Modelo Entidade Relacionamento. Microsoft R. Model, View, Control (Modelo, Visão, Controle). Programação Orientada a Objetos. Sistema Gerenciador de Banco de Dados. Sistema Operacional. World Wide Web.

9 7 1 Introdução e Justificativa As modificações no perfil da faixa etária sofridas na estrutura populacional em decorrência do declínio das taxas de fecundidade e de mortalidade infantil, aliado ao desenvolvimento tecnológico e terapêutico no tratamento de doenças, especialmente as crônicas, são fatores que contribuem para o aumento proporcional do número de idosos, propiciando o envelhecimento populacional (SEADE..., 2010). Segundo (RODRIGUES; WATANABE; DERNTL, 2006), este processo que ocorreu primeiramente nos países desenvolvidos, hoje faz parte da realidade dos países emergentes, e o Brasil não foge a regra. Na década de 40 a expectativa de vida dos brasileiros era de 33,7 anos, já no final da década de 90 passou para 64 anos e em 2025 espera-se que a expectativa de vida chegue a 75,3 anos (IBGE..., 2010). (NERI, 2001) afirma que o envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo o qual ocasiona modificações morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas. Tal processo ocorre de forma heterogênica, ou seja, de modo diferente para cada indivíduo, dependendo de circunstâncias biológicas, psicológicas e sociais as quais devem ser analisadas como um todo, em função da complexidade do ser humano, dando origem ao termo biopsicossocial. Dentro do envelhecimento normativo ocorrem alterações típicas e inevitáveis deste processo, tais como as alterações cognitivas, como, por exemplo, perda de memória e concentração, as quais implicam em várias dificuldades para o indivíduo, por exemplo, dificuldade em compreender mensagens longas ou complexas (CANCELA, 2007). Desta forma, idosos enfrentam dificuldades acentuadas em lidar com novos desafios, como por exemplo, os avanços da tecnologia. A globalização e o aumento em larga escala dos recursos tecnológicos têm assumido um papel estratégico juntamente à população, disseminando novas formas de acesso a informação e ao entretenimento, como por exemplo, smartphones, tablets e redes sociais, recursos estes que geram uma nova visão social com novos padrões e valores. Essas novas tecnologias acabam interligadas diretamente aos jovens, evidenciando a exclusão social e digital da pessoa idosa (MOREIRA, 2003). Segundo (KACHAR, 2003), levar informática e aprendizagem para a terceira idade pode proporcionar benefícios, como, por exemplo, a melhora na interação social e no estímulo cognitivo. De acordo com (OLIVEIRA, 2008), pessoas idosas possuem potencial para o desenvolvimento, sendo capaz de aprender e de se adaptar as novas condições e exigências da vida, deve-se apenas respeitar seu ritmo pessoal. Dessa forma, a inserção do idoso

10 Capítulo 1. Introdução e Justificativa 8 no meio digital, poderá proporcionar-lhe uma nova gama de conhecimento, aprendizagem, informação e interação intergeracional. Atualmente as demandas de conhecimento das ferramentas tecnológicas são imprescindíveis para o bem-estar, comunicação e integração de todas as pessoas. A população idosa tem buscado um envelhecimento com mais participação ativa no meio social (REIS, 2011). O Estatuto Do Idoso, garante a pessoa idosa todos os direitos fundamentais, sem prejuízo da sua proteção integral, das oportunidades de preservação a sua saúde física, mental e intelectual, o que evidencia o direito a aprendizagem que a terceira idade possui. Segundo (MOREIRA, 2003), o acesso as tecnologias da informação e comunicação devem ser um fator de inclusão, mediante treinamento da pessoa idosa, para que elas sejam beneficiadas pelo uso da tecnologia e reconhecidas socialmente como parte do meio. Entende-se, portanto, a importância da inclusão digital na vida da pessoa idosa. Por ser um público com limitações decorrentes da idade, vê-se a necessidade de inclusão específica para a terceira idade, respeitando o ritmo e suas dificuldades no processo de aprendizagem, visando a melhoria dos benefícios biológicos, psicológicos e sociais. Neste sentido, a informatização e a comunicação são fatores mantenedores do círculo social, o que demonstra e justifica a necessidade de inserir o idoso nesse meio digital, tornando oportuna, também, a inserção social. Devido a importância e a amplitude do tema, este projeto está focado nos papéis que as novas tecnologias da informação e comunicação podem desempenhar nas alterações biopsicossociais dos idosos em prol da melhoria da saúde e uma nova constituição de conceitos para obter benefícios na qualidade de vida. Dessa forma, visamos explorar a utilização de tecnologias da informação, não somente a distância, mas que estimulem a interação social. A interação efetiva de todas as pessoas rege a constituição de uma sociedade plena. Baseado nessa perspectiva, é fundamental a inclusão para reconhecer as diferenças e torná-las em igualdade. As novas tecnologias contribuem para a integração social de forma geral, afastando o preconceito intergeracional e por consequência diminuindo a exclusão social (CONFORTO; SANTAROSA, 2002).

11 9 2 Objetivos Geral Este trabalho tem como objetivo geral analisar as alterações biológicas, psicológicas e sociais em idosos que aderiram a inclusão digital. Específicos Propor meios para minimizar as lacunas entre as gerações em função do avanço tecnológico. Analisar a importância da inclusão digital para a terceira idade. Ampliar os conhecimentos referentes aos benefícios da inclusão digital para a pessoa idosa. Propor oficinas de interação social da terceira idade, visando melhorar a qualidade de vida do idoso através da motivação em grupo a enfrentar novos desafios e da integração social e digital. Aumentar a autoestima do idoso através de uma inserção ativa no mundo digital. Desenvolver ferramentas computacionais que auxiliem na obtenção e análise dos dados relevantes ao entendimento das alterações biopsicossociais em idosos que aderiram a inclusão digital.

12 10 3 Metodologia A pesquisa proposta apresenta duas abordagens: 1) quantitativa e 2) qualitativa. Na primeira as respostas fechadas serão traduzidas em números, e ao final do trabalho será possível classificá-las e analisá-las em frequência de aparição, sendo os seus dados descritivos avaliados através de um método estatístico. A segunda abordagem busca analisar, observar, compreender e interpretar as necessidades dos entrevistados visando a melhoria da qualidade de vida (BARDIN; RETO; PINHEIRO, 1979; SILVA; MENEZES, 2005). O desenvolvimento do projeto dar-se-á da seguinte forma: primeiramente será realizado um levantamento bibliográfico a fim de compreender as principais alterações do envelhecimento e as relevâncias tecnológicas para pessoas dessa faixa etária, de forma a desenvolver aulas específicas a serem aplicadas em oficinas de interação voltadas para a terceira idade. Após a analise bibliográfica, será avaliado o melhor local a ser utilizado para as aulas de informática que serão ministradas. As salas de aulas serão adaptadas conforme as necessidades deste público. Definido o local das aulas e infra-estrutura da sala, serão formados dois tipos de grupos: o grupo experimental (participantes das aulas de informática) e o grupo controle (não participantes das aulas de informática), a fim de compará-los ao final do estudo. Para iniciar a formação dos grupos, o primeiro critério será captar idosos dos grupos de convivência de Ribeirão Preto. Os critérios de seleção do programa são: ter idade igual ou superior a 60 anos, ser alfabetizado, ser fisicamente independente, apresentar declínio cognitivo leve ou não apresentar declínio cognitivo. Tais critérios visam estabelecer um nivelamento dos candidatos. Os grupos pré-selecionados passarão por uma avaliação gerontológica onde será aplicado o Mini Exame de Estado Mental (MEEM), teste utilizado na área da saúde para avaliar a função cognitiva do idoso, a fim de estabelecer os critérios de seleção, segundo o Programa Telessaúde Brasil do Ministério da Saúde (TELESSAÚDE..., 2006). Em função da quantidade de candidatos aptos para a pesquisa, serão constituídos grupos de até 20 pessoas. Os candidatos poderão ser alocados aleatoriamente nos grupos desde que não comprometam a pesquisa, como, por exemplo, superlotação na sala. Para coleta dos dados, serão realizadas entrevistas informais, uma vez que este tipo de entrevista possibilita ao pesquisador um conhecimento mais aprofundado da temática que está sendo investigada (ALENCAR, 1999). Para tal, serão entrevistados os participantes do programa, incluindo tanto o grupo controle, quanto o grupo experimental. Será aplicado a

13 Capítulo 3. Metodologia 11 cada idoso um questionário contendo questões que analisarão aspectos sociais, biológicos e psicológicos. Ao grupo controle, será aplicado um questionário adicional contendo questões referentes ao seu interesse e expectativas de aprendizagem. As aulas serão ministradas, para o grupo experimental, no período de três meses, uma vez por semana. O conteúdo das aulas será baseado nas estatísticas dos questionários respondidos. Ao término de cada mês, será realizado um feedback, onde será registrado todo o processo evolutivo do aluno. Assim que finalizado o período das aulas, os questionários serão novamente aplicados, tanto para o grupo controle quanto para o experimental, a fim de se obter os dados relevantes para iniciar a fase de análise, a qual contará com o emprego da bioinformática 1. Forma de Análise de Resultados Com os resultados e feedbacks gerais, será realizada a análise dos dados, comparando as alterações biopsicossociais, se forem constatadas, e análise comparativa entre os grupos participantes da pesquisa. Por se tratar de um projeto multidisciplinar a pesquisa contará com a participação de uma profissional da área da gerontologia, apta a aplicar corretamente os instrumentos que serão utilizados na análise dos dados e posteriormente auxiliará na interpretação dos resultados. Devido à quantidade de dados obtidos, a utilização de ferramentas computacionais é necessária no sentido de organizar e armazenar a informação através do emprego de SGBDs 2, e possibilitar, de maneira eficiente e segura, a sua posterior recuperação, permitindo assim que os mesmos dados sejam analisados de diferentes maneiras e até mesmo comparados entre si, por meio da utilização e/ou desenvolvimento de algoritmos para este fim (LEISERSON et al., 2002), tornando o processo de análise dinâmico e em constante avanço tecnológico. Avaliação de Riscos Os riscos encontrados neste projeto são mínimos, podendo haver algum tipo de constrangimento durante as entrevistas, algum sentimento de incapacidade por parte da pessoa idosa por não conseguir acompanhar as aulas de informática, ou uma frustração por não conseguir assimilar ao fim do curso o conteúdo ministrado. Diante do exposto o 1 Aplicação de técnicas computacionais e informática na área de estudo da biologia (ATTWOOD et al., 2011). 2 Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados (ELMASRI et al., 2005).

14 Capítulo 3. Metodologia 12 participante tem o total direito de abandonar as aulas de informática, a qualquer momento, sem nenhum prejuízo a sua pessoa, conforme consta no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, exibido no Anexo A.

15 13 4 Resultados e Discussão Até o presente momento os resultados podem ser divididos em quatro partes: 1) Preparação da sala onde serão ministradas as aulas de informática para terceira idade e a elaboração do material didático que será utilizado, 2) Desenvolvimento da ferramenta responsável por obter, armazenar e, posteriormente, analisar as respostas dos questionários de cada participante, 3) Aplicação dos questionários antes e após o desenvolvimento das aulas, 4) Desenvolvimento das aulas de informática específicas para a terceira idade. Por se tratar de um trabalho que evolve a participação de seres humanos, antes iniciar as atividades propostas nos itens 3 e 4 é necessário a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, cuja submissão ao CONEP foi realizada no dia 10 de Julho de 2014, cujo CAAE é A Figura 1 exibe o protocolo da submissão e o status da análise pelo Comitê de Ética. 4.1 Preparação da sala onde serão ministradas as aulas de informática A sala de aula escolhida, identificada como sala F10, fica na Sede do Centro Universitário Moura Lacerda, situada à Rua Padre Euclides, 995 em Ribeirão Preto. A sala é ampla e arejada, de fácil acesso e possui toda infraestrutura necessária para acomodar os alunos, como por exemplo, ar condicionado, mesas, cadeiras, ventiladores, projetor, etc. Com 18 computadores disponíveis para utilização, todos com acesso a Internet, Sistema Operacional Microsoft Windows 7 R em português, Microsoft Office 2010 R, antivírus e compactador de arquivos. A autorização da Instituição Moura Lacerda para a realização da pesquisa está exibida no Anexo B. Em função das limitações físicas e cognitivas decorrente da idade avançada dos participantes, foi necessário elaborar aulas adaptadas e preparadas com uma didática facilitada que proporcione maior aprendizagem e memorização de conteúdo (KACHAR, 2000). O material didático foi elaborado exclusivamente para atender as necessidades e habilidades do público alvo e aborda os seguintes tópicos: Conhecendo o computador; Ligando e desligando o computador; Apresentação gráfica do SO MS Windows 7; Os diversos aplicativos disponíveis junto com o SO e sua utilização;

16 Capítulo 4. Resultados e Discussão 14 Programas básicos: PaintBrush, Calculadora e Bloco de Notas; Alterar o Papel de Parede da Área de Trabalho; Definição e utilização de Arquivos e Pastas; Introdução ao editor de Texto MS Word 2010 (Parágrafo, Alinhamento e Tabulação, Impressão de Documentos no Word, Edição e Manipulação de Imagens no Word); CENTRO UNIVERSITÁRIO BARÃO DE MAUÁ DADOS DO PROJETO DE PESQUISA COMPROVANTE DE ENVIO DO PROJETO Título da Pesquisa: Alterações Biopsicossociais em Idosos que Aderiram à Inclusão Digital Pesquisador: Tulio Marcus Ribeiro Calixto Versão: 2 CAAE: Instituição Proponente: DADOS DO COMPROVANTE Número do Comprovante: /2014 Patrocionador Principal: Instituição Universitária Moura Lacerda Informamos que o projeto Alterações Biopsicossociais em Idosos que Aderiram à Inclusão Digital que tem como pesquisador responsável Tulio Marcus Ribeiro Calixto, foi recebido para análise ética no CEP Centro Universitário Barão de Mauá em 15/07/2014 às 09:32. Endereço: RAMOS DE AZEVEDO Bairro: JARDIM PAULISTA CEP: UF: SP Município: RIBEIRAO PRETO Telefone: (16) Fax: (16) Figura 1 Comprovante de envio do projeto de pesquisa ao CONEP.

17 Capítulo 4. Resultados e Discussão 15 Internet (Google, , Facebook, Youtube, navegabilidade). 4.2 Desenvolvimento da ferramenta responsável por obter e armazenar as respostas dos questionários de cada participante Adotamos as seguintes tecnologias para desenvolver uma ferramenta computacional, cuja finalidade inicial é armazenar em um SGBD, as respostas obtidas através dos formulários aplicados nas entrevistas realizadas com os idosos antes e depois das aulas de informática. São elas: JAVA, HTML, Eclipse, PostgreSQL, Apache Tomcat, PGAdmin3 e BRmodelo. Abaixo há uma breve descrição e justificativa de utilização de cada tecnologia. A ferramenta proposta está sendo desenvolvida para funcionar na Web, pois na atualidade a Internet é um recurso muito utilizado tanto para a realização de diversos tipos de trabalho, como por exemplo, EAD, Vendas on-line, divulgação de produtos, agenda compartilhada, acesso a contas bancárias, lazer e outros. Com a utilização de ferramentas da informática e a Internet, foi projetada uma aplicação interativa e de fácil utilização para o profissional da saúde. Um dos critérios adotados para a utilização das ferramentas abaixo foi a popularidade das mesmas. JAVA: A tecnologia JAVA foi adotada por ser uma plataforma segura onde o código é sempre executado dentro da JVM. Java é uma linguagem de programação que facilita o controle de objetos e fornece portabilidade completa entre diversas plataformas (Windows, Linux, Apple e outros). Dessa forma, um programa pode ser executado em vários ambientes diferenciados. Neste contexto, destaca-se a utilização de duas tecnologias JAVA no desenvolvimento de software voltado para Internet: 1) JAVA Servlet e 2) JAVA Server Pages (JSP), ambos permitem o desenvolvimento de aplicações dinâmicas, são gratuitas, contém tratamentos de exceções, interface gráfica e ligação cliente/servidor com base na Internet (PERRY, 2004). HTML: Tecnologia utilizada em complementação à tecnologia JAVA para o desenvolvimento da aplicação para WEB. É uma linguagem de marcação de hipertexto utilizada corriqueiramente para desenvolvimento de páginas para internet, (SILVA, 2008). Eclipse: Ferramenta adotada por ser uma IDE, onde suas funcionalidades contribuem para a otimização do tempo do processo de desenvolvimento do software (RIVIERES, 2001). É uma ferramenta gratuita que facilita a construção de diferentes aplicações baseadas em IDE, possui arquitetura focada em execução e integração de plugins, o que permite que o software desenvolvido em Eclipse seja integrado a outras aplicações que também se interliguem a mesma (ECLIPSE; IDE, 2006).

18 Capítulo 4. Resultados e Discussão 16 Apache Tomcat: A tecnologia Apache Tomcat 8.0 foi adotada por ser um servidor JSP e JAVA Servlet, gratuito e de fácil configuração que atende as demandas do desenvolvimento da aplicação (VUKOTIC; GOODWILL, 2011). PostgreSQL: SGBD distribuido como projeto de código aberto. Utilizada a versão 9.0, que permite atualização in Loco integrada, autenticação Radius (TONIN et al., 2008), comandos de gestão e permissões de Banco de Dados facilitados, além da alta performance e recursos avançados. A utilização de sistemas da informação para o gerenciamento da base de dados da aplicação, facilita a inserção, alteração, manipulação e o armazenamento dos dados de maneira segura e eficiente, permitindo a sua recuperação e a providência de backup, caso necessário, sem perda dos dados anteriormente coletados (DATE, 2004). PGAdmin3: Tecnologia adotada como interface gráfica completa para a administração do PostGreeSQL. A ferramenta facilita a criação de tabelas, atribuitos, chaves primárias e estrangeiras e o gerenciamento da base de dados Possui licença livre e multiplataforma. BRModelo: Esta tecnologia foi adotada para a modelagem do banco de dados da aplicação. De utilização gratuita, é utilizada corriqueiramente para a geração automática do modelo relacional de um SGBD (CÂNDIDO, 2008). Na atual etapa de desenvolvimento, a modelagem do Banco de Dados da aplicação é composta por seis tabelas 1, descritas a seguir: 1. Paciente: Tabela criada para armazenar dados sobre o paciente. Esta tabela contém onze campos de preenchimento: Código do paciente (onde fica armazenada a identificação única de cada paciente - Chave Primária), Nome do Paciente, Data de nascimento, CPF do paciente, Telefone, Sexo, , Data que foi realizado o cadastro, Endereço, UF e Observação (campo destinado a possiveis anotações). 2. Tipo Exame: Tabela criada para armazenar a identificação dos exames que estão disponíveis na aplicação. Esta tabela contém dois campos de preenchimento, o Código do tipo de exame (onde fica armazenada a identificação única de cada exame contido na aplicação) e o Nome do Exame, que contem a descrição a respeito do código armazenado, ou seja, qual é o exame referente àquele código. 1 Formalmente o Modelo Entidade Relacionamento de um Banco de Dados é composto por Entidades (ilustradas através de tabelas) e Relacionamentos (ilustrados por meio de linhas contínuas ou pontilhadas, de acordo com a função de cada uma). Por se tratar de um trabalho multidisciplinar adotamos o termo Tabela, no lugar de Entidade, afim de facilitar a leitura e compreensão pelo público advindo de outras áreas do conhecimento, externo às Ciências da Computação e afins.

19 Capítulo 4. Resultados e Discussão Exame: Tabela criada para armazenar os dados da realização do exame. Esta tabela contém cinco campos de preenchimento, o Código do exame (onde fica armazenada a identificação única de cada exame - Chave Primária), Código do paciente no qual é utilizado um dado já previamente cadastrado e armazenado na tabela Paciente, Código tipo exame onde utiliza-se um dado previamente cadastrado na tabela Tipo Exame, Data, campo utilizado para armazenar a data da realização do exame e Horário, utilizado para gravar a hora que foi realizado o exame. 4. MiniMental: Tabela criada para armazenar os dados coletados na realização do Mini Exame do Estado Mental. Esta tabela contém vinte e quatro campos de preenchimento, Entrevistador, onde fica armazenado o nome do profissional que está gerindo o exame, Data onde fica armazenada a data de realização do exame, Código (onde fica armazenada a identificação única de cada exame realizado), Código Paciente onde utiliza um dado previamente cadastrado na tabela Paciente, Tipo Exame, o qual utiliza um dado previamente cadastrado na tabela Tipo Exame e dezenove questões que estão que referentes ao MEEM, as quais são armazenada separadamente, nos seus respectivos campos, para posterior recuperação e análises. 5. GDS: Tabela criada para armazenar os dados coletados na realização do exame da Escala Geriátrica de Depressão. Esta tabela contém dezoito campos de preenchimento, Código (onde fica armazenada a identificação única de cada exame cadastrado), Código Paciente onde utiliza um dado previamente cadastrado na tabela Paciente, Tipo Exame onde utiliza um dado previamente cadastrado na tabela Tipo Exame e quinze questões referentes ao GDS, armazenadas separadamente para posterior recuperação e análises. 6. Resultado: Tabela criada para armazenar a somatória dos pontos referentes aos exames inclusos na aplicação. Esses pontos serão utilizados em análises posteriores, o que resulta em um diagnóstico baseado em estatísticas. Esta tabela contém dois campos de preenchimento, Código do Paciente onde utiliza um dado previamente cadastrado na tabela Paciente e Resultado onde fica armazenado os dados das pontuações obtidas. A Figura 2 ilustra o MER atual do Banco de Dados. A ferramenta proposta é desenvolvida com base no modelo MVC e POO. Uma breve descrição dessas tecnologias é apresentada a seguir. Modelo MVC: O modelo MVC é um modelo de arquitetura do software que separa a camada de apresentação da lógica da aplicação. O Modelo se baseia nos dados da aplicação, a Visão na representação dos dados e o Controle intermedia a manipulação dos dados e a interação com o usuário (Visão). Na aplicação sugerida, é

20 Capítulo 4. Resultados e Discussão 18 Figura 2 Modelo Entidade-Relacionamento do Banco de Dados. utilizado o MVC para WEB, onde há o envio de requisições de entrada, por meio dos formulários WEB, ao Controle, onde como resposta (e a partir do Controle), este recebe uma página da WEB para a Visão (REENSKAUG, 2003). A Figura 3 ilustra o modelo MVC. Figura 3 Ilustração esquemática do modelo MVC. POO: É uma metodologia de desenvolvimento de software orientada a objeto. Componentes do sistema são desenvolvidos a partir da observação de objetos da vida

21 Capítulo 4. Resultados e Discussão 19 real e seus comportamentos e funcionalidades. Os programas são estruturados em módulos com ênfase na reutilização de código (RESENDE; SILVA, 2005). As Figuras 4, 5 e 6 ilustram, respectivamente, o Formulário para inclusão do paciente/aluno no sistema, o MEEM e o GDS. Ao clicar no botão "Gravar Dados", o sistema armazena as informações inseridas nos formulários nas respectivas tabelas do Banco de Dados. Figura 4 Formulário Web para cadastro dos pacientes.

22 Capítulo 4. Resultados e Discussão 20 Figura 5 Formulário Web para aplicação do questinário MEEM.

23 Capítulo 4. Resultados e Discussão 21 Figura 6 Formulário Web para aplicação do questinário GDS.

24 22 5 Cronograma Mensal Meses Atividades Análise bibliográfica X X X X X X X X X X X X Desenvolvimento do projeto X X X X X X X X X X X X Definição do local de aula e resoluções burocráticas X X Seleção dos grupos X X Aplicação dos questinários iniciais X Aulas de informática X X X Aplicação dos questinários finais X Análise dos dados/resultados X X Conclusão do trabalho, elaboração do artigo científico e relatório final X X LEGENDAS Concluído Em andamento Pendente Tabela 1 Cronograma Mensal de Atividades. As atividades pendentes necessitam da aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa para serem iniciadas.

25 23 Referências ALENCAR, E. Introdução à metodologia de pesquisa social. Lavras: Ufla, p. p125, ATTWOOD, T. et al. Concepts, historical milestones and the central place of bioinformatics in modern biology: a european perspective. Bioinformatics-Trends and Methodologies. Rijeka: Intech Online Publishers, BARDIN, L.; RETO, L. A.; PINHEIRO, A. Análise de conteúdo. Edições 70, Lisboa, CANCELA, D. M. G. O processo de envelhecimento. Trabalho realizado no Estágio de Complemento ao Diploma de Licenciatura em Psicologia pela Universidade Lusíada do Porto, p. 3, CÂNDIDO, C. H. brmodelo: Ferramenta de modelagem conceitual de banco de dados. Trabalho de Conclusão de Curso de Pós-Graduação (Banco de dados) UFSC, Santa Catarina. Disponível em:< sis4. com/brmodelo/monografia/monografia. htm>. Acesso em, v. 1, CONFORTO, D.; SANTAROSA, L. M. Acessibilidade à web: Internet para todos. Revista de Informática na Educação: Teoria, Prática PGIE/UFRGS, v. 5, n. 2, p , DATE, C. J. Introdução a sistemas de bancos de dados. Elsevier Brasil, ECLIPSE, I.; IDE, E. Documentação do. Disponível em: eclipse. org. Acesso em, v. 12, ELMASRI, R. et al. Sistemas de banco de dados. Pearson Addison Wesley, IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/>. KACHAR, V. A terceira idade eo computador: interação e transformações significativas. A Terceira Idade, São Paulo, v. 11, n. 19, p. 5 21, KACHAR, V. Terceira idade e informática: aprender revelando potencialidades. Cortez, LEISERSON, C. E. et al. Algoritmos: Teoria e prática. Editora Campus, MOREIRA, M. A. Sociedad de la información y analfabetismo tecnológico: nuevos retos para la educación de adultos. Disponible en Internet en: ull. es/users/manarea/documentos/documento10. htm, NERI, A. L. Desenvolvimento e envelhecimento: perspectivas biológicas, psicológicas e sociológicas. Desenvolvimento e envelhecimento: perspectivas biológicas, psicológicas e sociológicas, Papirus Campinas, OLIVEIRA, R. d. C. D. S. Docência para a terceira idade. Olhar de professor, v. 4, n. 1, PERRY, B. Java servlet & jsp cookbook. "O Reilly Media, Inc.", 2004.

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