CIDADE SUSTENTÁVEL O PAPEL DA ENGENHARIA CIVIL NA QUESTÃO INTRA-URBANA DA SUSTENTABILIDADE

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1 NÚBIA DE SOUSA LUZ CIDADE SUSTENTÁVEL O PAPEL DA ENGENHARIA CIVIL NA QUESTÃO INTRA-URBANA DA SUSTENTABILIDADE Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Anhembi Morumbi no âmbito do Curso de Engenharia Civil com ênfase Ambiental. SÃO PAULO 2004

2 NÚBIA DE SOUSA LUZ CIDADE SUSTENTÁVEL O PAPEL DA ENGENHARIA CIVIL NA QUESTÃO INTRA-URBANA DA SUSTENTABILIDADE Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Anhembi Morumbi no âmbito do Curso de Engenharia Civil com ênfase Ambiental. Orientador: Prof. Jane Luchtenberg Vieira SÃO PAULO 2004

3 i Família e amigos Dedico este trabalho para a milha família que sempre apoiou e compreendeu-me durante todo este tempo concedendo à estrutura para ser o que sou hoje. Agradeço também por toda a ajuda e paciência dispensadas, principalmente nos momentos em que estava ausente para o desenvolvimento deste projeto. A meu pai que apesar de não estar presente, plantou no meu Coração a vontade de vencer, afinal esta vitória também é dele, Esteja onde estiver. Aos amigos, que formam a segunda família que escolhi, agradeço pela alegria que trazem a cada dia. Aos meus colegas de sala que durante este período ajudaram para que hoje possa alcançar este objetivo em minha vida. Que vocês sempre conservem o espírito jovem e que cada um de nós possa seguir o seu caminho em paz.

4 ii AGRADECIMENTOS Agradeço a Universidade Anhembi Morumbi por todos os professores que passaram pelo meu caminho durante estes anos de aprendizado e por todos os conhecimentos que me foi passado. Certamente deixaram um pouco deles comigo e levaram um pouco de mim com eles. Que vocês sempre honrem esta digna profissão e continuem a tornar os jovens do nosso país mais sábios. Agradeço a professora Profª Jane Luchtenberg Vieira que me orientou para a elaboração deste projeto, pelo tempo e conhecimentos que me foi dedicado. Agradeço a Diretora da Secretária de Habitação e Meio Ambiente, Sônia Lima pela atenção e credibilidade ao fornecer materiais para o estudo de caso deste trabalho, e todas as pessoas que, direta ou indiretamente, contribuíram para a conclusão deste estudo o meu muito obrigada!

5 iii RESUMO O desenvolvimento deste trabalho visa mostrar a importância da engenharia civil para o desenvolvimento da Cidade Sustentável. É relatado o crescimento populacional do Brasil, a história da nossa política de desenvolvimento econômico e social, e também a surgimento da política urbana e ambiental. São abordados os critérios para a gestão ambiental, através de planejamento participativo, tanto da sociedade como de órgãos governamentais. São apresentados definições de Cidade Sustentável, seus critérios e estratégias para implantação e execução no Brasil, incluindo a questão intra-urbana da sustentabilidade, visando atingir os parâmetros internacionais de desenvolvimento sustentável. Palavras Chave: Cidade Sustentável; Gestão Ambiental; Questão intra-urbana da Sustentabilidade.

6 iv ABSTRACT This paper shows how civil engineering is important to maintain the quality life in a city. It describes social, historic and political aspects that can influence the development of a city. Environmental influences, strategic actions and plans to solve urban problems are also presented. Finally; definitions about Sustained City are discussed. Key Words: Sustained City, Environmental Administration and Question Urban Sustain.

7 v LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura : Composição média dos entulhos depositados no aterro de Itatinga, São Paulo...48 Figura : Área de descarga e triagem do aterro Itaquera...59 Figura : Compactador do entulho Aterro de Itaquera...59 Figura : Drenagem de água no Aterro de Itaquera Compactador...60 Figura : Detalhe da retirada de água da drenagem, para abastecimento de caminhão pipa...60 Figura : Britador de agregado reciclável Aterro de Itaquera...61 Figura : Imã para retirada de materiais metálicos no britador Aterro...61 Figura : Detalhe de material metálico retirado do imã do britador doaterro de Itaquera...62 Figura : Detalhe de material reciclado no britador do Aterro de Itaquera...62 Figura : Detalhe Moinho Martelo recicladora particularatt Base Jaçanã...64 Figura : Detalhe de pó de pedra retirados no processo de reciclagem de entulho na recicladora ATT Base Jaçanã...66 Figura 8.1.1: Região Metropolitana do Estado de São Paulo Figura 8.1.2: Município de São Bernardo do Campo Figura 8.2.1: Represa Billings Figura 8.1.2: Loteamento JD. Nova Canaã...71 Figura 8.1.3: Caracterização do JD. Nova Canaã Figura 8.1.4: Proposta de Calçamento Ecológica Figura 8.1.5: Croqui esquematico da calçada Ecológica Figura 8.1.6: Proposta de pavimentação drenante...77

8 vi LISTA DE TABELAS Tabela 5.1: Censo Demográfico de 1940 à Tabela 5.2: Crescimento Percentual da População Urbana e Rural entre 1940 e 1996 (%)...7

9 vii LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABES ABNT APA ATTS BNDES BNH COMASP CONAMA CREA CSN DAEE DBO DBQ DBR ETE I & T IBGE IPT IPTU LIMPURB ONG s ONU PIB PMSBC PMSP PNDU PNMA POE RCD Associação Brasileira de Engenharia Sanitária Associação Brasileira de Normas Técnicas Área de Proteção Ambiental Áreas de Transbordo e Triagem Banco Nacional de Desenvolvimento Social Banco Nacional de Habitação Comitê de Meio Ambiente, Segurança e Produtividade Conselho Nacional do Meio Ambiente Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia Companhia Siderúrgica Nacional Departamento de Água e Energia Elétrica Demanda Biológica de Oxigênio Demanda Química de Oxigênio Discos Biológicos Rotativos Estação de Tratamento de Esgoto Informações e Tecnologia Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Instituto de Pesquisas Tecnológicas Imposto Predial e Territorial Urbano Limpeza Urbana Órgãos Não Governamentais Organização das Nações Unidas Produto Interno Bruto Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo Prefeitura Municipal de São Paulo Política Nacional de Desenvolvimento Urbano Política Nacional do Meio Ambiente Plano de Obras e Equipamentos Resíduos de Construção e Demolição

10 viii SECOVI-SP SERFHAU SGA SHAMA SIERESP SINDUSCON SMA SSO Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis de São Paulo Serviço Federal de Habitação de Urbanismo Sistema de Gestão Ambiental Secretaria de Habitação e Meio Ambiente Sindicato das Empresas Removedoras de São Paulo Sindicato da Industria da Construção Civil Secretaria do Meio Ambiente Secretaria de Serviços e Obras

11 ix SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivo Específico METODOLOGIA DO TRABALHO JUSTIFICATIVA PANORAMA GERAL DO CRESCIMENTO URBANO Princípios da Política Nacional Estatuto da Cidade Cidade Sustentável Elaboração de Planos Diretores Municipais QUESTÃO INTRA-URBANA DA SUSTENTABILIDADE Principais Questões Intra-Urbanas Acesso a Terra e Déficit Habitacional Saneamento Ambiental Abastecimento de Água e Esgoto Sanitário Drenagem Pluvial Coleta e Tratamento de Lixo Saúde e Saneamento Ambiental Transporte e Trânsito Desemprego e a Precarização do Emprego...37

12 x 7 ENGENHARIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Introdução de Normas Ambientais para a Engenharia Impacto Ambiental na Construção Civil Consumo de Recursos Naturais Geração de Resíduos Consumo de Energia Poluição Ambiental Madeira seu uso da Construção Civil e Meio Ambiente Atuação da Construção Civil na Questão de desenvolvimento Sustentável Gestão de Resíduos da Construção Civil Grupo Ação Conjunta Programa de Gestão Ambiental de Resíduos em Canteiros de Obra Obtenção do Agregado Reciclado Agregados Reciclados em Usinas de Reciclagem PROJETO CANAÃ PROGRAMA BAIRRO ECOLÓGICO Programa Bairro Ecológico Jardim Nova Canaã CONCLUSÕES...81 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...833

13 1 1 INTRODUÇÃO O crescimento das cidades no Brasil ocorreu de forma desordenada a partir de 1940, deixando de ser um país rural para transformar-se em urbano. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, a população aumentou em 411%, chegando a pessoas em Esse crescimento da população não acompanha o respectivo crescimento de desenvolvimento urbano com implantação de infra-estrutura, o que gerou e ainda gera desordem urbana. A partir da década de 80, o desenvolvimento urbano ganha destaque com a evolução da população de em 1970 para em Face ao crescimento populacional o Brasil tem por desafio, o desenvolvimento da questão intra-urbana da sustentabilidade. Esse assunto envolve as dificuldades das cidades brasileiras em relação ao acesso a terra, ao déficit habitacional, à carência de saneamento, à carência de uma política nacional de transporte e de trânsito eficiente, ao desemprego e a má qualificação do emprego. O propósito da gestão das cidades é buscar modelos de políticas que combinem as novas exigências de economia globalizada à regulamentação existente. Diante das informações apresentadas, este trabalho vem apontar como a área da engenharia civil está aprimorando-se perante o desenvolvimento sustentável

14 2 implementado no Brasil, utilizando materiais e técnicas que minimizam a agressão no meio ambiente e ainda tragam o bem estar social.

15 3 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral O trabalho está focado na descrição do desenvolvimento de cidades sustentáveis, detalhando aspectos das questões Intra-Urbanas onde a engenharia civil tem grande inserção. 2.2 Objetivo Específico O trabalho tem por objetivo indicar qual o papel da engenharia civil no desenvolvimento sustentável das cidades, buscando soluções para resolver e minimizar as problemáticas sociais e ambientais urbanas, como exemplo o saneamento, através de sistemas de abastecimento de água, coleta e tratamento dos esgotos, drenagem pluvial urbana, coleta e tratamento de lixo. Estudo de caso é apresentado no capitulo 8.

16 4 3 METODOLOGIA DO TRABALHO O trabalho foi elaborado a partir de referências disponibilizadas pelo Ministério das Cidades, Ministérios do Meio Ambiente e a Comissão de políticas de Desenvolvimento Sustentável. Termos esses: - Agenda 21 Nacional: - Agenda 21 Brasileira Base para Discussão; e - Cidades Sustentáveis Subsídios à elaboração da agenda 21 Brasileira. São também utilizadas referências técnicas, extraídas de temas de estudos governamentais e privados, ligados ao trabalho desenvolvido. Parte dessas referencias técnicas é o estudo de caso, complementado por visitas técnicas, documentos e arquivos da Secretária de Habitação e Meio Ambiente - SHAMA da Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo - PMSBC.

17 5 4 JUSTIFICATIVA O Brasil busca desde a década de 80, um crescimento econômico e social para atingir padrões internacionais e a ferramenta de planejamento utilizada é a Agenda 21, um poderoso instrumento de planejamento, que mostra a engenharia civil e seu importante papel nesse crescimento. A Agenda 21 não é um documento ambiental e sim de desenvolvimento, como afirmam seus coordenadores e elaboradores. E por tratar de assuntos diversos e complexos para o planejamento do Brasil, no presente estudo é abordado o 2º tema da Agenda 21 Brasileira, intitulado Cidades Sustentáveis - a Questão Intra-Urbana da Sustentabilidade. Nas questões relativas ao planejamento das cidades, a engenharia civil tem destaque, pois desenvolve, projeta, constrói e implantam os devidos melhoramentos públicos. É por tanto abordado, como a construção civil está aprimorando seus métodos, visando melhorar o desempenho por meio da qualidade, acompanhar e ser participativa dentro do processo de desenvolvimento do Brasil, promovendo atividades sustentáveis na indústria da construção civil em geral; deixando para trás o aspecto de predadora do meio ambiente.

18 6 5 PANORAMA GERAL DO CRESCIMENTO URBANO Em 1940 a população era de 41 milhões de habitantes segundo o censo do IBGE do mesmo ano, sendo este o primeiro censo que separava população rural da população urbana, onde um terço residia em zonas urbanas. Na metade do século XX, a população brasileira chegou próximo dos 52 milhões de habitantes. É nessa década que o grau de urbanização começa a crescer acentuadamente na Região Sudeste, conforme dados apresentados nas Tabelas 5.1 e 5.2. Tabela 5.1: Censo Demográfico de 1940 à Anos Brasil Sudeste Estado de São Paulo (IBGE, 2004)

19 7 Tabela 5.2: Crescimento Percentual da População Urbana e Rural entre 1940 e 1996 (%). Anos Área Regiões Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul C. Oeste 1940/50 Urbana ,14 40,33 48,24 45,43 56,37 Rural 16,95 19,61 19,68 6,42 33,37 32, /60 Urbana 66,66 64,88 58,42 62,87 88,53 137,84 Rural 16,90 26,93 10,86 11,35 33,73 47, /70 Urbana 66,39 69,84 56,36 65,88 67,48 141,99 Rural 5,90 23,27 11,55-17,32 24,36 36, /80 Urbana 54,53 86,72 49,47 47,90 62,63 109,84 Rural -6,06 43,79 5,42-18,32-22,19-7, /91 Urbana 37,84 95,30 46,60 28,73 38,01 49,55 Rural -6,55 52,15-3,07-15,55-19,98-27, /96 Urbana 11,00 18,67 13,35 8,48 10,76 15,90 Rural -5,68-1,77-6,83-4,45-6,42-7,25 (IBGE, 2004) No censo de 1960, a população chegou a 71 milhões. O que representou para o Brasil uma taxa de crescimento de 3,11 % ao ano. No censo de 1970, a população chega a 93 milhões e é notada uma desaceleração no crescimento de habitantes, sendo que 56% da população, já era urbana. A Região Sudeste nesta década teve a maior, entrada de migrantes vindos da zona rural, pois estava concentrada 81% da atividade industrial do Brasil. A transformação da sociedade de rural em urbana deve-se em parte aos problemas

20 8 agrários não-sanados, que expulsaram do campo a população sem trabalho, contribuindo para a concentração da pobreza nas cidades. Em meio a este processo de urbanização, a década de 1970 registrou o ritmo mais forte de metropolização e de metropolização da pobreza (SANTOS E SILVEIRA, 2002). Em 1980, a população chega aos 119 milhões de habitantes. Em todas as regiões brasileiras é notado que seu maior índice demográfico está concentrado na zona urbana. No censo de 1991 a população chega a 146 milhões. O Brasil é a quinta nação mais populosa do mundo. A última contagem oficial, realizada em 2000 pelo censo IBGE, totaliza habitantes (SANTOS E SILVEIRA, 2002). No último censo, realizado em 2000, a população atinge 170 milhões. As cidades brasileiras dos tempos coloniais tiveram início nos cumes de morros, segundo relatos históricos; isso ocorria em primeiro lugar, por questões de segurança e estratégia militar, a qual aquelas posições seriam melhor defensáveis em situações de ataque dos inimigos e, em segundo lugar, por uma questão de estratégia ambiental, uma vez que os fundos de vales eram considerados insalubres e sujeitos à enchentes. A Cidade de São Paulo foi uma delas, fundada pelos jesuítas em 1554 (FRANCO, 2001).

21 9 A Cidade de São Paulo foi planejada em função das vias de circulação e do escoamento da produção. Num primeiro momento os caminhos seguiriam as tropas de burros, noutro as estradas de ferro e por fim o transporte rodoviário ao qual a cidade se submeteu a ponto de inverter seus valores de cidade civilizada e esquecer todos os parâmetros de qualidade de vida de seus cidadãos (TORNIELO et al, 1995). De 1970 até 2002, pouco evoluiu o desenvolvimento urbano das cidades, principalmente nas metrópoles como São Paulo, onde houve a preocupação com a canalização de córregos, visando controlar enchentes; expansão de loteamentos clandestinos; baixa qualidade na coleta e processo do lixo sólido. Todos esses fatores não resolveram os problemas gerados e implicaram em agravamento da situação de desconforto, principalmente do ponto de vista ambiental (SANTOS E SILVEIRA, 2002). Assim, a cidade viu o apagar de todas as suas referências paisagísticas naturais e culturais. A maiorias dos parques e praças tornou-se ilhada e estranguladas pelo sistema viário onde o cidadão a pé, não tem vez. Tal fato pode ser observado em novos projetos de pontes da cidade, onde não foram previstas calçadas de pedestres. Nas pontes mais antigas, os passeios são estreitados ou restritos a um lado só, em detrimento às novas pistas de rolamento (FRANCO, 2001). Segundo Franco (2001), a cidade esqueceu as melhores lições dos urbanistas e paisagistas que por aqui passaram, como é o caso da paisagista Bouvard, que na segunda década do século XX, apresentou sua concepção sistêmica de parques de

22 10 fundos de vale nos projetos do Anhangabaú e Parque Dom Pedro; e do engenheiro Saturnino de Brito que, em seu projeto para a várzea do Rio Tietê, previa um parque linear, que seria uma lagoa de contenção de enchentes, tentando compensar o estreitamento de cinturão meândrico da calha do mesmo rio. Em 1976, o Departamento de Água e Energia Elétrica DAEE, implantou o Parque Ecológico do Tietê com intuito de preservar a capacidade de amortecimento das cheias nas várzeas do Tietê, à montante da barragem da Penha, e de aproveitar as áreas inteiras para atividades de lazer e para a preservação da fauna e da flora (ALMEIDA et al, 2002). No final da década de 80, a Secretária de Meio Ambiente - SMA do Estado de São Paulo, preocupada com a crescente invasão das áreas de mananciais, elaborou um zoneamento ambiental que induziu o decreto da criação da Área de Proteção Ambiental APAs, que por definição são porções territoriais delimitadas, onde primordialmente objetiva-se preservar os ecossistemas indispensáveis à sobrevivência de significantes espécies biológicas. A APAs, não são consideradas unidades de conservação (na concepção exata do termo), mas sim categorias de manejo adicionais, onde os recursos podem sofrer uso direto racional, através de um manejo sustentável (TORNIELO et al, 1995). Segundo Santos e Silveira (2002), o desequilíbrio ambiental aumenta com o crescimento da população e com os avanços tecnológicos que possibilitam a transformação da natureza pelo homem. Os impactos ambientais não só provocam desequilíbrio localizado, mas também em escala global, como alteração do clima,

23 11 poluição das águas e do ar. E isso é notado com o crescimento de favelas em loteamentos clandestinos, em áreas de mananciais, que em conseqüência causam desmatamento, queimadas, geração de lixo, erosão do solo, poluição de rios e lagos. Um grande exemplo de impacto ambiental de grande escala é o caso das queimadas, onde o solo tem seus nutrientes consumidos, causando o empobrecimento do mesmo. A fumaça gerada causa danos à saúde e contribui para o aquecimento do planeta. O desmatamento por sua vez, causa a erosão, que por modificação do solo, facilita o arrastamento das partículas constituintes deste solo pela ação da chuva (BRANCO, 2001). Segundo Osório (2002),visando a melhora da situação de degradação ambiental, o Governo Federal regulamentou os artigos 182 e 183 da Constituição Federal, em 10 de julho de 2001, com a Lei nº , onde estabelece diretrizes gerais da política urbana, conforme segue: - Direito às Cidades Sustentáveis: direito à moradia, saneamento ambiental, infraestrutura urbana, transporte, serviços públicos, trabalho e lazer, tanto para a população atual quanto as gerações futuras; - Planejamento do desenvolvimento das cidades: organização da distribuição espacial da população e das atividades econômicas do município e do território, sob sua área de influência, para evitar e corrigir o crescimento urbano desordenado e seus efeitos negativos sobre o meio ambiente; - Oferta de equipamentos urbanos e comunitários: com transporte e serviços públicos adequados aos interesses e necessidades da população; e

24 12 - Ordenação e controle do solo: evitando utilização inadequada dos imóveis urbanos; edificações ou uso do solo excessivos ou inadequados em relação à infra-estrutura urbana. Instalações de empreendimentos que possam gerar tráfego para infra-estrutura urbana. 5.1 Princípios da Política Nacional No início da década de 1940, Vargas implantou no Brasil o Plano de Obras e Equipamentos POE. A tecnoestrutura permitiria ao estado impulsionar de forma coordenada, o desenvolvimento econômico nos setores de indústria pesada (instalação da Companhia Siderúrgica Nacional CSN), exploração mineral e transporte de bens de consumo. Em 1950, os fatos nacionais de maior importância são a entrada das multinacionais e a construção de Brasília. Em 1960, com os militares no poder, surgem vários planos que ensaiam o planejamento global ou integrado; como o Programa de Integração Nacional, voltado para ocupação da Amazônia e o Programa da Energia Nuclear, que marcaram a difusão da idéia de que o território não podia mais ser entendido apenas nos seus aspectos físicos e que os problemas sócio-econômicos faziam parte do planejamento. (ALMEIDA et al, 2002). Em 1970 surgem os planos regionais, com a implantação das bacias hidrográficas de regiões de interesse ecológicos, como o pantanal; planos setoriais: saúde, alimentação, transporte; e planos nacionais de desenvolvimento. No mundo, o

25 13 planejamento urbano encontrava-se em xeque na década de 70, sendo o mais conhecido pelos planos diretores físicos, pela problemática de crescimento das cidades (TORNIELO et al, 1995). Os anos 80 vêm marcados por mudanças filosóficas, no que tange ao planejamento das ações humanas. As questões ambientais, ainda são tratadas de forma setorial (água, florestas, solo, áreas verdes, etc.). Após a Lei nº , de 31 de Dezembro de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional de Meio Ambiente - PNMA, o planejamento ambiental começa a tomar mais corpo, de início como um apêndice do planejamento urbano, territorial, regional, e recentemente como base das ações em qualquer tipo de empreendimento social (ALMEIDA et al, 2002). Conforme Osório (2002), a Política Urbana e a Política Ambiental apresentavam caráter centralizador. No Período de 60 à 70, o Governo Federal toma para si a atribuição de planejar as cidades. Sendo criado o Banco Nacional de Habitação - BNH, para a promoção habitacional e gestão de recursos destinados a investimentos de infra-estrutura urbana; o Serviço Federal de Habitação de Urbanismo SERFHAU, para difundir e uniformizar a prática de elaboração de planos diretores, com integração multidisciplinar de racionalidade técnica. A preocupação central dos planos era a elaboração de metodologias que priorizava diagnósticos amplos e setorializados, fundamentados em dados quantitativos. Eram planos que não revelavam os processos de causalidade dos problemas, não explicavam suas interdependências e raramente apresentavam soluções exeqüíveis e compatíveis com potencial dos Governos locais (ALMEIDA et al, 2002).

26 14 Em novembro de 2003 o Ministério das Cidades realizou uma Conferência das Cidades, para formulação dos princípios da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano - PNDU, de forma sustentável para o presente, e para as futuras transformações do país (MISTÉRIO DAS CIDADES, 2004). A PNDU garante a todos os brasileiros, o direito à cidade, segundo os seguintes critérios: - Moradia digna; - Terra urbanizada; - Saneamento ambiental; - Trânsito seguro; - Mobilidade urbana; - Infra-estrutura e aos serviços e equipamentos urbanos de qualidade; - Meios de geração de renda e acesso à educação; - Saúde; - Informação; - Cultura, esporte, lazer; - Segurança pública; e - Trabalho e participação. As diretrizes da PNDU tem por principal atribuição formular e coordenar os trabalhos para o bem estar e garantir a qualidade de vida, articulando-se com as diversas esferas do governo, do setor privado e das organizações não governamentais, para implementar programas nos setores de habitação, saneamento básico, urbanização e transporte coletivo, de forma sustentável nas cidades. A atribuição dos

27 15 participantes para gerar e garantir a qualidade de vida da população, são distribuídas: - Ministérios das Cidades: órgão responsável pela formulação da política e gestão do programa de reabilitação de áreas centrais e pela articulação dos parceiros necessários para agilizar o objetivo do programa; - Estados: articular com os municípios, sendo responsável pelo apoio à formulação, planejamento e execução das ações de reabilitação e promover recursos para realização dos programas; - Municípios: são gestores locais, responsáveis pela formulação, planejamento e execução das ações de reabilitação, pela articulação dos parceiros, condutor dos recursos das contrapartidas pactuadas e formulação de leis para regularização do uso e ocupação solo nas áreas de intervenção; - Caixa Econômica Federal: agente operador e financeiro, prestador de serviços e de acessoria técnica; - Agente Financeiro: instituições financeiras habilitadas; - Cooperação Internacional: prestar assistência técnica e acessoria no planejamento das ações, bem como viabilizar aporte de recursos internacionais; - Representações da Sociedade Civil e de entidades empresariais: definir, acompanhar e controlar, por meio de instâncias representantes e eleitas democraticamente; - Beneficiários: são os municípios, moradores, proprietários de imóveis, locatários e mutuários, comerciantes, empreendedores e trabalhadores, construtoras, trabalhadores da construção civil e sociedade em geral; e - Parceiros: são o Mistério da Cultura, do Turismo, do Meio Ambiente, da Fazenda, IBGE, Banco Nacional de Desenvolvimento Social - BNDES, Universidades

28 16 privadas, centros de pesquisa, concessionárias de serviços públicos, associações de moradores, Órgãos não Governamentais ONG`s, Governos internacionais e outros. Estatística do IBGE divulgada em 2003 estima o déficit habitacional de 6,60 milhões de moradias em todo o país. Só na cidade de São Paulo, há falta de 380 mil moradias, causando o surgimento de novas favelas, cortiços, ocupação do solo, loteamentos irregulares e clandestinos (IBGE, 2004). 5.2 Estatuto da Cidade No dia 10 de julho de 2001 foi aprovada a Lei nº , chamada por Estatuto da Cidade. Ela cria uma nova concepção Urbana e os mecanismos necessários para colocá-la em prática. O Estatuto determina que todos os municípios com mais de 20 mil habitantes aprovem um plano diretor no prazo máximo de cinco anos, contanto a partir da aprovação da Lei Federal. O Plano Direto é realizado para organizar e planejar o crescimento da cidade, projetando-a para o futuro (BRASIL, 2001). A exigência de plano diretor já existia na Constituição, mas em 2001, segundo a Pesquisa do IBGE, apenas 38.2 % dos municípios com mais de 20 mil habitantes tinham o seu Plano Diretor aprovado (ALMEIDA et al, 2002).

29 17 Um dos recursos previsto pelo estatuto é a chamada concessão onerosa do direito de construir. Trata-se da cobrança de uma taxa pela exploração imobiliária da parte mais valorizada das cidades segundo os critérios do município, que define o limite permitido para as construções de acordo com a metragem dos terrenos. Caso os empreendedores queiram ultrapassar esse limite, como construção de prédios altos em lotes pequenos para aumentar seus ganhos, são taxados. O dinheiro arrecadado com impostos poderá ser investido em bairros sem infra-estrutura (OSÓRIO, 2002). O Estatuto também define a função social da propriedade. Imóveis e terrenos vazios, em regiões valorizadas das cidades, mantidos para especulação imobiliária, são exemplos de propriedades que não cumprem função social. Para evitar essa situação, o estatuto prevê a cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano IPTU progressivo, conforme o tempo de desocupação do imóvel, para estimular os proprietários a cumprir a função social. Caso o abandono do terreno ou do imóvel persista, a Prefeitura poderá recorrer à desapropriação (ALMEIDA ET AL, 2002). 5.3 Cidade Sustentável Segundo Osório (2002), a Organização das Nações Unidas ONU, um quarto da população mundial que mora em cidades, vive na absoluta pobreza. Um dos graves sintomas desse processo é a falta de moradia. E cerca de 1 bilhão da população vivem em favelas ou áreas clandestinas. As principais razões são o alto custo das habitações urbanas e a falta de financiamento voltado para a população mais pobre.

30 18 E em virtude do crescimento natural da população, mais as migrações do campo e de outras regiões sem desenvolvimento econômico local, resultam no inchaço das cidades, com graves conseqüências econômicas e sociais como, má distribuição de renda e falta de infra-estrutura. Outro importante assunto discutido são as megacidades, que na conferência de Habitat II em 1996, eram consideradas como uma praga e que deveriam ser evitadas a qualquer custo, fixando a população no campo para evitar o êxodo rural, e com isso evitar o inchaço das cidades ( AZEREDO, et al, 2000). As megacidades foram um fenômeno do processo de urbanização. São consideradas megacidades, todas as cidades que possuem mais de 10 milhões de habitantes. Em 1950, apenas Nova York, nos Estados Unidos, tinha mais de 10 milhões de habitantes. Em 2000, já havia uma dezena de cidades consideradas megacidades, antes típicas das nações desenvolvidas. Sendo agora, um fenômeno cada vez maior dos países em desenvolvimento. No Brasil são apontas como megacidades São Paulo e Rio de Janeiro (SANTOS E SILVEIRA, 2002). Conforme Tornielo et al (1995), o êxodo rural acontece em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Isso por falta de uma política agrária, que faz com que a população se desloque do campo para as cidades em busca de trabalho, educação e melhores condições de vida. Também contribui para esse descolamento a mecanização da produção agrícola que faz com que a necessidade de mão-de-obra se torne cada vez menor.

31 19 O caderno de Novaes et al (2000), a Cidade Sustentável foi criado para ajudar a implementar políticas urbanas, com princípios de desenvolvimento sustentável, e isso foi definido pela a Agenda 21. A Agenda 21, segundo Tornielo et al (1995), são destacados para o assentamento humano com desenvolvimento sustentável; à habitação adequada, aperfeiçoamento e manejo dos assentamentos humanos, promover e existência de planejamento e manejo sustentável do uso da terra principalmente em áreas de risco, integrar infraestrutura de saneamento ambiental (água, esgotamento sanitário, drenagem e manejo de resíduos sólidos, promover sistema de energia e de transporte, promover atividades sustentável na industria da construção). Azeredo et al (2000), menciona que A discussão sobre cidade sustentável só tomou vulto nos últimos dez anos, graça aos impulsos dados pela Rio-92 e pela Conferência Habitat II. A necessidade de ambientalizar as políticas urbanas, ou construir cidade com estratégias ecológicas, tem sido postuladas em dois nichos distintos que se fertilizam mutuamente. Os dois nichos distintos são: - Cidades Biocidas, onde os ciclos não são pensados ou planejados. - Cidades Ecológicas, onde existe uma consciência ambiental dos gestores e dos cidadãos. No que Azeredo et al (2000), define as cidades biocidas, em sua maioria verdadeiras máquinas de destruição da natureza e produtoras do estresse humano, propõem então, o modelo do metabolismo circular como substituto do metabolismo linear, no qual todos os fluxos são planejados e tecnologicamente sustentado, para se buscar

32 20 fora somente o necessário, reduzindo drasticamente todo o tipo de emissão negativa. A sustentabilidade urbana está diretamente relacionada à capacidade de cada cidade, pensada como um ecossistema construído, prover-se com um mínimo de importação de recursos de que necessita, compensando as cidades vizinhas, ou países, das possíveis externalidades negativas (AZEREDO et al, 2000). A conferência Rio-92 e Habitar II, descrita no caderno de Cidades Sustentável, mostram uma mudança na problemática urbana e sua relação com o mundo rural: as cidades mesmo desorganizadas e sem infra-estrutura, ainda são a maneira que os seres humanos encontram para viver em sociedade e prover suas necessidades, fracassando totalmente as políticas de fixação no campo (AZEREDO et al, 2000). Conforme Novaes et al (2000), as estratégias a serem consideradas prioritárias para política urbana e que abranja os objetivos do macro desenvolvimento sustentável em qualquer escala considerada (global, nacional, ou local) são descriminados os seguintes critérios: - Equilíbrio dinâmico entre a população e o ecossistema local, diminuindo consideravelmente o consumo de recursos naturais disponíveis e as desigualdades espaciais; - Deixar claro a responsabilidade ecológica, aumentando a conscientização e a capacidade dos representantes da população, para o princípio da coresponsabilidade dos países, grupos e comunidades na gestão dos recursos e

33 21 dos ecossistemas compartilhados, como ar, oceanos, florestas e bacias hidrográficas; - Busca de eficiência energética, implicando redução significativa nos níveis de consumo atual, sobretudo dos combustíveis fósseis, e de fontes energéticas renováveis; - Busca por desenvolvimento de tecnologias que não agridam o ecossistema, e que altere os processos do setor produtivo significativamente; - Alteração e conscientização dos padrões de consumo de recursos naturais, e bem como evitando produção de resíduos não degradáveis ou não-recicláveis; - Recuperar áreas degradadas e repor os estoques dos recursos naturais como o solo, água e cobertura vegetal; e - Manutenção da biodiversidade existente, o que for retirado do recurso natural deve ser devolvido, ou melhor, antes de usar os recursos naturais, deve-se planejar como será feita essa utilização, de forma a suprir as necessidades sem alterar o ecossistema. Os gestores do ambiente urbano e das cidades tiveram como tarefa reorganizar e reestruturar o sistema de gestão, passando a ser denominados Novos Marcos da Gestão Urbana, é o que descreve Azeredo et al (2000), e são citados como: - Mudança de escala, onde são direcionados para incentivar o surgimento de novas cidades com aglomeração pequena de população, ou de assentamentos pequenos de grandes cidades. O que facilita o planejamento com baixo custo dando a infra-estrutura necessária e com menor impacto ambiental; - Incorporação da dimensão ambiental nas políticas setoriais urbanas, onde são previstos, nos projetos de execução de habitação, abastecimento, saneamento,

34 22 ordenação de espaço, transporte. Os critérios ambientais, de preservação e recursos estratégicos, como água, solo e cobertura vegetal; e proteger a saúde humana como também garantir o bem estar da população; - Integração das ações de gestão, usando o trabalho em conjunto, reduzindo o custo e ampliando os impactos positivos; - Necessidade de planejamento estratégico, formalizando como deve ser realizada a urbanização, evitando o crescimento desordenado e desnecessário; - Descentralização das ações administrativas e dos recursos, para atender a necessidade real de cada local, ou seja, para cada localidade e estudado a melhor maneira de administrar os recursos e como deve ser executado, estabelecendo prioridades; - Incentivo e inovação, no tratamento do desenvolvimento sustentável, incentivando a criação de novas soluções para evitar a degradação ambiental e a recuperação de áreas já degradadas, como experimentos de materiais, novas tecnologias, novos métodos de produtividade e novas formas organizacionais; - Inclusão dos custos ambientais e sociais, considerando no orçamento e na contabilidade dos projetos de infra-estrutura; - Indução de novos hábitos de moradias, transporte e consumo nas cidades, reeducando culturalmente a população, incentivando ao uso de bicicletas e de transportes não-poluentes, como também criação de hortas comunitárias, jardins, arborização com árvores frutíferas; edificações para uso comercial ou de moradia que evitem o uso intensivo de energia; e utilização de materiais reciclados; e - Fortalecimento da sociedade civil e dos canais de participação, incentivando a divulgação da necessidade de preservar, cuidar e realizar a manutenção do ecossistema para obtermos qualidade de vida.

35 Elaboração de Planos Diretores Municipais Como é citado no Estatuto da Cidade, os Planos Diretores são de grande importância para os municípios, como instrumento básico de política de desenvolvimento ordenamento do crescimento urbano. O Plano Diretor deve respeitar a diversidade da região local, pois cada município tem suas próprias características e os números de habitantes, bacia hidrográfica a que pertence, tipo da economia, o uso do solo, etc (OSORIO, 2002). Para montar-se um Plano Diretor é necessário um estudo da região local, garantindo o desenvolvimento urbano que não agrida o ecossistema, supra as necessidades da população com qualidade de vida, sendo elaborado e implementado com a participação efetiva de todos os cidadãos (SANTOS E SILVEIRA, 2002). Conforme Almeida et al (2002), para esse estudo são realizados relatórios técnicos por equipes especializadas, como a engenharia e arquitetura públicas, assistência judiciária, profissionais especializados na mobilização social, entre outros, que elaboram diversos documentos: - Mapas de Município: facilitam a leitura da realidade local de forma clara e localizada no território; - Mapas Temáticos sobre Território: são compostos pelo condicionante e potencialidade na parte físico ambientais como geomorfologia, clima, hidrografia, vegetação, solo, dentre outros;

36 24 - Mapa geomorfológico e de avaliação de relevo, contendo as delimitações e caracterização de bacias hidrográficas, delimitação e características das grandes unidades morfoestruturais, com ênfase para identificação e seleção das áreas e sítios morfologicamente favoráveis para a construção de barragens. Como também localiza áreas vulneráveis à ação erosiva, a inundações e a assoreamentos, onde é possível implantar hidrovias e rodovias, linhas de transmissão de energia elétrica; além da indicação favorável para expansão urbana e também para implantação de infra-estrutura turística; - Mapas de recursos hídricos, onde analisa a capacidade hídrica dos rios e cursos d águas, avaliando seu potencial superficial e terrestre, e os regimes de cargas hídricas; - Mapa de vegetação, onde inclui a delimitação das principais coberturas vegetais e florestais, com características de microrregiões, homogêneas; avalia o potencial dos recursos florestais, visando ao seu aproveitamento econômico; delimita as áreas de reservas e parque florestais, das áreas ecológicas, seja para fins de preservação ou de conservação; - Preservação cultural, estrutura fundiária e evolução histórica da cidade e do território, pois através dessa documentação é que será indicado o que deve ser protegido pelo poder público como patrimônio histórico, identificando as áreas regulares e irregulares, a distribuição e forma de uso da propriedade, e identificando seus marcos de origem e referências históricas e culturais; - Mapas de características e distribuição da população e seus movimentos, avaliando o número de habitantes por bairro e densidade; avaliando a faixa etária e escolaridade, analisando as condições de emprego e de renda familiar, o crescimento ou evasão de população;

37 25 - Mapa de solo e de potencial da terra, classificando o tipo de solo segundo suas origens, evolução e característica físico-química; indicando o tipo de aptidão agrícola do solo, onde documentando e mapeando os solos propícios ou favoráveis para aproveitamento econômico; analisando a ocupação atual do território, como as atividades e formas de uso e ocupação de uso existente no presente, vazios urbanos e zona rural, áreas habitacionais definindo diferentes padrões existentes na cidade, áreas com edificações de maior altura, densidades habitacionais e morfologias; - Mapas de Infra-Estrutura Urbana, informando o número de hidrovias, rodovias principais e vicinais, aerovias e infra-estrutura aeroviária, usinas hidrelétricas e termoelétricas e linhas de transmissão, núcleos urbanos e limites urbanos, redes de esgoto sanitário, redes água, redes luz, redes de telefone, redes de drenagem, redes de equipamentos (educação, saúde, cultura, esporte e lazer, etc), captação e adução de água e comunicação; - Mapas de Atividades Econômicas dos Municípios, informando as atividades econômicas predominantes, inclusive as informais e sua importância local e regional, quais estão em expansão ou em retração, não só em termos de números de empregos e de empresas, mas de rentabilidade destas, relacionadas à receita do município; - Dinâmicas Imobiliárias, analisando o mercado imobiliário local, mostrando as tendências em curso, como áreas em retração, em expansão, novos produtos imobiliários, índice de inadimplência e etc; e - Levantamento da legislação urbanística, (leis de uso de solo, parcelamento, códigos de obras e posturas), ambiental e patrimonial nos âmbitos municipal, estadual e federal, que incidem no município, e análise sobre sua atualidade,

38 26 onde e se a legislação está ou não sendo aplicada, onde as formas de ocupação têm contrariado a legislação em vigor o por quê isso ocorre. A partir de todas as informações colhidas no âmbito do município para montar o Plano Diretor são definidos os temas prioritários para o futuro da cidade, buscando reorganizar o espaço urbano. Desta forma é importante trabalhar com uma perspectiva estratégica, selecionando temas e questões que por serem cruciais para a cidade neste momento, devem ser analisadas e pode redefinir o seu destino (SANTOS E SILVEIRA, 2002).

39 27 6 QUESTÃO INTRA-URBANA DA SUSTENTABILIDADE Segundo o Sindicato das Empresas de compra, venda, Locação e Administração de Imóveis de São Paulo SECOVI SP (SECOVI-SP, 2000), a modificação causada pelo homem no meio ambiente têm, em geral, um aspecto comum que é a alteração da vegetação primaria. A vegetação primaria representa o equilíbrio da interação climática com as características do solo de uma determinada área, pois é o elemento fixador do solo e estabilizador das condições climáticas e hidrológicas. A retirada das matas expõe o solo e as margens dos cursos d águas aos processos erosivos, com conseqüente assoreamento e inundações, ou promovem ainda a desertificação de grandes áreas. Essas grandes áreas são identificadas como áreas urbanas, que por sua mostram problemas internos ambientais. Por definição a palavra intra indica posição interior, e a palavra urbano é relativo a cidade pós provem de urbe que significa cidade. Portanto quando é descrito sobre Questão intra-urbana é tratado sobre as problemáticas internas ambientais de uma região Urbana. O conceito que norteia as discussões atuais sobre proteção do meio ambiente é o de desenvolvimento sustentável. E esse é o desafio atual da gestão das cidades, buscar modelos de políticas que combinem as novas exigências da economia globalizada à regulação pública da produção da cidade, e ao enfrentamento do quadro de exclusão social e de deterioração ambiental (ALMEIDA et al, 2002). A Questão Intra-Urbana da Sustentabilidade faz parte de um dos critérios das Cidades Sustentáveis, onde são tratados as dificuldades de acesso a terra, o déficit

40 28 habitacional, a carência de saneamento ambiental (abastecimento de água, coleta e tratamento dos esgotos, drenagem pluvial urbana e coleta e tratamento do lixo), implantação de política nacional de transporte e de trânsito, e o desemprego e a precarização do emprego (TORNIELO et al, 1995). Para Novaes et al (2000), a resolução desses problemas, alguns municípios já estão executando projetos, e outros ainda elaborando. São eles: parcerias, descentralização, convergência de ações e envolvimento/controle social por meio de diversas formas de organização da sociedade. No âmbito dos municípios, destacamse aqueles que trabalham com instrumentos de desenvolvimento que contemplam: a criação de órgãos colegiados de gestão; a co-gestão dos serviços comunitários, aperfeiçoamento da regulação urbanística; a construção de parcerias urbanas com o setor privado e a comunidade. Conforme Azeredo et al (2000), a questão intra-urbana da sustentabilidade é elaborada de forma individual para cada território local, sendo pequenas cidade ou bairros com problemática sociais e ambientais. E para essa questão são considerados os orçamentos públicos participativos, assim como a implementação de planos estratégicos, planos diretores e de desenvolvimento local, ambiental, Agendas 21 locais etc., subsidiando a tais iniciativas. Existem obstáculos para conquista da sustentabilidade urbana, de natureza estrutural que podem ser listados: - A reforma inacabada do Estado Brasileiro; - A baixa capacidade de investimentos em infra-estrutura urbana e serviços básicos; - A reforma agrária incompleta;

41 29 - A reforma fiscal e tributária orientada basicamente para os problemas do déficit das contas públicas; - A estratégia de inserção econômica competitiva adotada pelo país, que coloca as questões ambientais no primeiro plano da agenda econômica; Como também para Azeredo et al (2000), os fatores positivos para a questão intraurbana sustentável que impulsionam o desenvolvimento sustentável e devem ser ampliados e fortalecidos, são: - O aumento da consciência ambiental da população e a crescente institucionalização de organismos e sistemas de gestão pública do meio ambiente; - O fortalecimento da vida democrática; - A renovação significativa da restruturação legal no que se diz respeito ao meio ambiente; e - As novas experiências em gestão urbana que vêm ocorrendo em todo o território nacional. 6.1 Principais Questões Intra-Urbanas Serão descritos separadamente os problemas que abrangem a questão Intra-urbana da sustentabilidade, baseado no caderno de Cidades Sustentável descrito por Azeredo et al (2000).

42 Acesso a Terra e Déficit Habitacional Com o aumento da urbanização no Brasil, é notado que cada vez mais surgia carência de moradias, e esse fenômeno é também denominado Déficit habitacional. O acesso a terra e o déficit habitacional está ligado diretamente com o número de moradores em favelas. O numero de moradores em favelas chegou a mais de 5 milhões em 1991, tendo crescimento especialmente no Nordeste de 15,24% para 25,75% e na Região Norte, de 3,15% para 9,52% (NOVAES et al, 2000). Mesmo nas áreas em que há redução acentuada das taxas de crescimento da população como um todo, as favelas vêm-se ampliando. Em algumas cidades, quase a metade do espaço construído está na esfera do irregular e do informal, o que envolve questões que vão desde a insegurança às formas de ocupação. A irregularidade fundiária tem forte implicação nos obstáculos ao acesso ao crédito e aos programas habitacionais oficiais, que exigem a regularização como condição para a obtenção dos financiamentos (AZEREDO et al, 2000). As dificuldades de acesso à terra urbana e a má distribuição de renda resultam em um déficit habitacional no Brasil cresce a cada ano. Houve um crescimento desse déficit no período 1991/1995: 665 mil unidades, das quais 200 mil nas áreas metropolitanas, 450 mil nas demais áreas urbanas e 15 mil nas áreas rurais. Em termos médios, o déficit habitacional corresponde a 11,5% do estoque de domicílios permanentes das regiões metropolitanas, 13% das demais áreas urbanas e 21,4% das áreas rurais (NOVAES et al, 2000).

43 Saneamento Ambiental O Saneamento Ambiental envolve as questões de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, drenagem pluvial, coleta e tratamento do lixo, e saúde e saneamento ambiental (NOVAES et al, 2000) Abastecimento de Água e Esgoto Sanitário Abastecimento de água e esgoto sanitário Sessenta e sete porcento da população brasileira e oitenta e oito por cento da população urbana do país são atendidos por serviços de abastecimento de água. A população não atendida, ou atendida em condições precária, localiza-se basicamente nas áreas periféricas e favelas das cidades. A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária ABES informa que, a maior parcela da população urbana atendida está na região Sudeste com 92,18%, enquanto no Norte e Nordeste estão localizados os níveis mais baixos de atendimento (ABES, 1996 APUD AZEREDO et al, 2000). Segundo Azeredo et al (2000), o abastecimento de água e o esgoto sanitário é o setor que não está atingindo as metas de atendimento e da qualidade na prestação dos serviços para toda população urbana, que é de direito no país. A crise revela a ineficácia "social" e "ambiental". A projetada privatização dos serviços de saneamento ambiental, por sua vez, apresenta uma contradição expressa entre os

44 32 objetivos de aumento da rentabilidade e a necessidade de investimento em áreas de baixa renda. Conforme Novaes et al (2002), na área judicial há numerosas questões a resolver, como o conflito entre competências municipais, metropolitanas e estaduais no saneamento; a exigência judicial de serviço medido para cobrar pelo tratamento de esgotos; e a existência, hoje, de serviços de tratamento em que não houve cobrança específica aos usuários. O que dá aos usuários de futuros tratamentos possibilidade de contestação da cobrança (por estabelecerem desigualdade entre cidadãos), no caso de privatizações desse tratamento. A não privatização pode implicar no não atendimento do déficit atual ou atendimento apenas parcial e lento, na medida das dificuldades financeiras dos governos. Uma solução discutida em alguns fóruns tem sido a formação de empresas mistas, em que o poder público mantenha o controle acionário e o poder regulador e o capital privado se encarregue das obras e da operação dos serviços. (ALMEIDA et al, 2002). Os investimentos necessários para acabar com o déficit dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário foram estimados pelo governo federal em R$ 42 bilhões (0,38% do PIB), para um horizonte de seis anos, até No passado recente, os investimentos anuais do setor foram sempre inferiores a 0,2% do PIB (MPO/SEPURB: 1995 APUD AZEREDO et al, 2000).

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