Editorial...03 Conhecendo o MGA...04 Oração Bandeira Gay...06

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2 Editorial...03 Conhecendo o MGA...04 Oração Bandeira Gay Conferência Nacional...07 Marina Lima e Gal Costa Travesti faz parto na rua Quem...09 Discurso Presidente Lula Quem Quem...13 Entrevista João Silvério Trevisan Chega de Preconceito Múltiplas Cores - Érika Kokay...18 Opinião Nota do PCdoB Quem...21 Divórcio entre casal gay V Parada Gay de Alfenas Sargentos gays...26 Quem Quem Oswaldo Braga...30 Personalidade Propostas LGBT Quem...34 Quem Milton Cunha Carta aberta à Claudia Leite...38 Contos Entrevista Luiz Mott Código de Ética da Petrobrás...45 Quem Alerta Vermelho Esta é uma publicação do MGA (Movimento Gay de Alfenas e região Sul de Minas) Av. São José, Centro - Alfenas - MG CEP: Telefax: (35) / Fotos: André Pereira Novais Projeto Gráfico: Reinaldo Henrique Silva Tiragem: 5000 exemplares Impressão: Gráfica Gilcav Ltda. Os artigos assinados são de total responsabilidade dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião da diretoria do MGA. O conteúdo desta revista pode ser reproduzido desde que citada a fonte. Financiamento: O Movimento Gay de Alfenas e região sul de minas (nome oficial) foi criado em março de 2000 e registrado em maio de É uma Organização Não Governamental, sem fins lucrativos formada por voluntários sem nenhuma remuneração nos cargos e posições que ocupam. Sua missão é lutar por uma sociedade mais justa 02 e inclusiva que reconheça os direitos humanos e a diversidade de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. Assim, a Associação propõe e constrói políticas de homo-inclusão, promove o reconhecimento e a visibilidade das diferentes expressões da homossexualidade e celebra o orgulho de viver a diversidade.

3 Verão com 40 graus de Emoção Poxa, o tempo voa mesmo! Lá se vão 3 anos que a gente vem driblando os obstáculos e trabalhando duro para produzir uma nova edição da DIVERSIDADE. Agora, temos que comemorar e podemos respirar aliviados por essa e mais 5 edições que virão, garantidas dentro de um projeto apresentado e aprovado no Ministério da Cultura, indicação através de emenda parlamentar do deputado José Fernando Aparecido de Oliveira do Partido Verde daqui de Minas. Atrasos, problemas gráficos, errinhos de português...mas cá estamos nós, chegando à edição 6, e cheios de gás. Desta vez, dando destaque ao resultado das eleições em nossa cidade, onde com a ajuda, o apoio e o voto de cada um de vocês, saímos vitoriosos, elegendo o PRIMEIRO VEREADOR GAY ASSUMIDO DE ALFENAS, o único eleito em toda região sudeste do Brasil neste ano, o primeiro do PV da cidade, o mais jovem da atual legislatura. Ufa! Que responsabilidade. Mas estou pronto e quero poder continuar contando com a ajuda de cada um para juntos fazermos realmente um mandato participativo. Conheça o Ano novo, que maravilha. O grande babado é que janeiro significa VERÃO. E esta estação representa corpos suados, malhados, gostosos.. E pra presentearmos o leitor antenado do MGA, estamos elaborando um calendário dentro de um projeto aprovado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas o ME- NINOS DE ALFENAS, onde vamos clicar e exibir 12 desses corpos fazendo parte da execução desse projeto que visa uma redição significativa de casos de HIV entre os HSH.... Aguardem!!! Mais uma iniciativa pra lá de inédita em nossa conservadora região sul mineira. Mas fiquem de olho mesmo porque serão confeccionados apenas 500 calendários. Sol escaldante. Está na hora de transformar os tons de pele, de verde água, brancura OMO total, e amarelo pálido para dourado sensação. Muito protetor solar, óculos escuros, sungas da moda (é claro!) e muita camisinha, de todas as cores, formas e modelos. Tudo isso para encarar a estação do sexo selvagem. Os animais podem acasalar na primavera, mas os homens se soltam mesmo, no verão. Neste momento, nosso tesão vai a mil por hora. Também pudera, é um tal de bofes sem camisa, cruzando nosso caminho, que não dá. Fevereiro e Março, nem se fala. Fica impossível circular por Alfenas sem perceber o transtorno e a delícia que o reinício das aulas causa. O transito fica engarrafado, os ônibus ficam mais cheios. É um tumulto geral. Mas, um olhar mais cuidadoso sobre esse caos urbano revela o lado positivo dessa bagunça. São esses belos exemplares da beleza jovem (aí entra os meninos e meninas) que circulam em direção às suas universidades. E há tantas nuances e variedades de beleza que fica difícil decidir, num simples percurso de casa ao trabalho, quem foram os mais interessantes que a gente viu pelo caminho. É comum também esbarrar num sinal de transito com aqueles grupos de calouros de faculdade levando trote, pedindo uma contribuição, qualquer moedinha... E lá estão eles, no auge de seus 18 anos, sem camisa, com seus rostos e troncos pintados, verdadeiras obras de arte. É difícil dizer não numa hora dessas e a gente acaba contribuindo com a brincadeira. Confessa vai.. Ainda mais se o bofe for belo. Rs. Agora só falta o mais importante, saber a sua opinião... Esperamos que gostem e que nos mandem suas críticas, positivas ou negativas, para podermos sempre melhorar. Até a próxima. Sander Simaglio 03

4 É sempre bom lembrarmos quando tudo começou, e principalmente conhecermos como funciona esta instituição que em 2009 completa 9 anos de existência e de trabalhos ininterruptos não só na cidade de Alfenas, mas em toda a extensa e conservadora região sul de Minas Gerais. Coloco aqui alguns itens que são imprescindíveis para o conhecimento da estrutura e funcionamento de nossa ONG: O que é: O Movimento Gay de Alfenas MGA é uma entidade civil, sem fins lucrativos, sendo pioneiro na região sul do Estado de Minas Gerais na defesa dos direitos de gays, lésbicas, transgêneros e bissexuais. O MGA foi fundado em 10/03/2000 e é reconhecido de Utilidade Pública Municipal, pela Lei N de 03/12/2003, e de Utilidade Pública Estadual, pela Lei N de 30/ 04/2004. O que realiza: Luta de forma permanente pela inclusão social dos/as homossexuais, através do ativismo, pela construção da cidadania e do fortalecimento da comunidade homossexual. Desenvolve diversas ações que visam a prevenção das DST/HIV/AIDS e o apoio direto às pessoas que vivem com HIV/AIDS. Como realiza: - Através de reuniões com debates temáticos acerca das Homossexualidades, Cidadania e Saúde. - Promovendo e/ou participan- 04 O O amor é que é importante, o sexo o é um acidente; pode ser igual, pode ser diferente! Fernando Pessoa do de atos públicos, debates e oficinas sobre homossexualidade e/ou DST/AIDS, em escolas, universidades, unidades de saúde e comunidades; - Prestando orientação jurídica, psicológica e social às pessoas portadoras de HIV/AIDS e aquelas afetadas por discriminação em decorrência da orientação homossexual; - Oferecendo ao portador HIV/ AIDS academia completa de musculação para o tratamento da Lipodistrofia; - Desenvolvendo campanhas e projetos de prevenção das DST/ AIDS, com fornecimento orientado e gratuito de preservativos; - Realizando treinamentos sobre ativismo, prevenção e desenvolvimento institucional; - Contribuindo para a formação e/ou fortalecimento de grupos de promoção dos direitos homossexuais na região sul de Minas Gerais; - Participando de diversos fóruns de controle social das políticas públicas em Saúde e Direitos Humanos; - Disponibilizando uma Lan House para portadores e comunidade LGBT carente, além de manter biblioteca e videoteca sobre Direitos Humanos, sexualidade e DST/AIDS para toda a sociedade. Como é formado: O MGA é formado por pessoas de orientação homossexual (gays, lésbicas, transgêneros) e também por bissexuais e heterossexuais interessados/as na defesa da livre expressão sexual e dos direitos humanos. Nossas Reuniões Gerais: Em nossa sede, todas as quintas-feiras, às 19:00 horas, conforme nosso calendário de reuniões. Como ajudar o MGA: - Participando das atividades realizadas pela instituição e associando-se ao grupo; - Nossas ações são custeadas através de doações, apoios e parcerias, e principalmente através de projetos financiados pelo Poder Público Estadual e Federal; - Para funcionarmos, há uma série de despesas como aluguel, telefone, transporte, limpeza, água, luz etc, que depende inteiramente de doações e contribuições diversas; - Você pode doar recursos, assim como livros, revistas, fitas de vídeo e CDs para a biblioteca e videoteca da instituição. O Sócio Benemérito: Colabore com o MGA. Agindo assim, você estará contribuindo para a defesa da cidadania de pessoas que têm seus direitos, infelizmente, desrespeitados diariamente. Você estará contribuindo para uma sociedade mais justa onde o respeito às diferenças seja, de fato, uma regra. Torne-se sócio/a benemérito/a do MGA e contribua mensalmente, para que nós possamos desenvolver nossas atividades. Entre em contato conosco.

5 Oração Óh Deus Força de todos os Teus filhos e filhas oprimidos, Que apenas querem fazer parte de Teu Reino de inclusão, Nos colocamos diante de Teus olhos de misericórdia. Ajuda-nos a parar as exclusões, para que já não tenha mais sofrimento e dor neste Teu mundo criado bom e belo. Perdoa nossos silêncios, covardias e cumplicidades, porque calar e fugir não podem ser as respostas de Teu povo que quer testemunhar o Teu Evangelho. Concede-nos a valentia de ser santuários de Tua coragem para fazer respeitar toda a diversidade de identidades, para terminar com todas as iniqüidades de gênero, para que ninguém tenha medo de amar, para que ninguém seja excluído, humilhado e sofra violência, para que ninguém tenha medo de falar de seu diagnóstico de hiv... para que sejamos santuários de confiança e amizade verdadeiros. Empodera a Teu povo para que seja um corpo que anuncia: a paz na terra para todas as pessoas que trabalham pela justiça, para todas as pessoas que trabalham pela paz, para todas as pessoas que trabalham pela verdade para todas as pessoas que trabalham pela liberdade para todas as pessoas que praticam o que aprendem no Teu Evangelho Isto Te pedimos por Aquele que não foge e se faz Emmanuel, o Deus que habita entre todos os grupos e pessoas, excluídas em seus lares, em suas comunidades e em suas igrejas. Amém. Rev Gelson Piber Pastor da ICM Niterói 05

6 A bandeira gay chega ao chão da fábrica SÃO PAULO - A discussão sobre os preconceitos e direitos dos homossexuais entrou oficialmente na pauta dos trabalhadores. Desde março, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) criou de forma oficial o coletivo GLBTT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) um grupo onde os trabalhadores discutem temas como piadas feitas com os gays e lésbicas nas empresas, prevenção a doenças sexualmente transmissíveis e reivindicações de casais homossexuais a serem incluídas nas convenções coletivas das empresas. - Assim como as mulheres e os negros têm um grupo para discutir suas políticas, achamos que a comunidade GLBTT também precisava ter um núcleo dentro da CUT - diz Lucinei Paes Lima, secretária de Políticas Sociais da CUT estadual e responsável pelo grupo. A idéia, diz ela, é ter um debate aberto e diversificado. Numa das reuniões mais recentes, foi discutido o caso de um rapaz de uma empresa da Baixada Santista, demitido por justa causa notadamente por ser homossexual. Histórias de homossexuais - homens e mulheres - descartados ainda durante as entrevistas de seleção de emprego também já entraram na pauta. Um dos pontos mais importantes das discussões é como levar para as convenções coletivas das empresas os direitos dos homossexuais. Em algumas categorias, como enfermeiros e bancários isso já está acontecendo. No sindicato dos enfermeiros, trabalhadores homossexuais podem justificar a ausência para acompanhar o companheiro ao médico, por exemplo. 06 Nessa categoria, os casais homossexuais também já conseguiram a extensão do auxílio-doença. E a idéia é ampliar os benefícios como assistência médica e auxílio funeral para casais que mantém relações homoafetivas. - Duas companheiras do movimento sem-terra, no Pontal do Paranapanema, obtiveram na Justiça o documento de posse da terra em nome de ambas. Essa é uma vitória importante que queremos discutir no grupo e lutar para transformá-la em lei - diz Lucinei Lima, da CUT. O coletivo é formado por 15 representantes indicados por sindicatos, que não necessariamente são homossexuais. Estão representados setores como químicos, bancários, enfermeiros, metalúrgicos, metroviários e funcionários de limpeza. As reuniões vinham acontecendo informalmente há cerca de dois anos, mas o grupo foi oficializado este ano. Os encontros acontecem uma vez por mês. O último discutiu uma postura mais política a ser levada para a Parada Gay. - Participamos nos últimos dois anos e este ano também teremos um carro. Mas queremos levar para a semana do Orgulho Gay a discussão de políticas públicas para os homossexuais. A Parada não pode ser apenas festa - diz Elaine Aparecida Leoni, secretaria geral do sindicato dos enfermeiros, que participa do grupo. A criação oficial do núcleo GL- BTT na CUT não significa que o preconceito em relação ao universo homossexual tenha amainado dentro das fábricas. Setores como a construção civil ou de trabalhadores rurais, considerados mais machistas pela própria instituição, ainda relutam em mandar representantes ao grupo. Mesmo assim, a criação desse coletivo, único a existir numa central sindical na América Latina, já é considerada uma vitória pelos seus integrantes. - Há ainda muito preconceito de alguns setores para indicar representantes para um grupo como esse - diz Lucinei, da CUT. Marxismo, quando usado de- vidamente, é um sistema aberto que absorve novas experiências e ajusta antigos paradigmas e con- ceitos a novas realidades Sam Webb

7 I Conferência Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais Os(as) delegados(as) da Conferência Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transe ransexuais aprovaram, na madrugada do dia 9, a Carta de Brasília. A Carta expressa a esperança de um futuro sem preconceito e discriminação. Carta de Brasília Nós delegadas e delegados, participantes da Conferencia Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), reunidos em Brasília, entre os dias 5 e 8 de junho de 2008, com o intuito de avaliar e propor estratégias de promoção da cidadania e de combate à violência e a discriminação contra a população LGBT, manifestamos nossa esperança e confiança de conquistarmos um Brasil e um mundo sem nenhum tipo de preconceito e segregação; Consideramos que o processo de mobilização social e a consolidação de políticas públicas em todas as esferas do Estado são fatores determinantes para a construção de uma sociedade plenamente democrática, justa, libertária e inclusiva; Para tanto, assumimos o compromisso de nos empenharmos cada vez mais na luta pela erradicação da homofobia, transfobia, lesbofobia, machismo e racismo do cotidiano de nossas instituições e sociedade, e por um Estado laico de fato; A humanidade conhece os horrores causados pelas diferentes formas e manifestações de intolerância, preconceito e discriminações praticadas contra idosos, crianças, pessoas com deficiência, bem como por motivações de gênero, raça, etnia, religião, orientação sexual e identidade de gênero; Contra o segmento LGBT tem recaído, durante séculos, uma das maiores cargas de preconceito e discriminações. Na idade média foram queimados em fogueiras. Durante o reino da barbárie nazista foram marcados com o triangulo rosa e assassinados em campos de concentração e fornos crematórios, juntamente com Judeus, Ciganos e Testemunhas de Jeová. Também nos países ditos do socialismo real, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais foram vitimas de discriminações, preconceito, e condenações, o que mostra que a intolerância e a discriminação extrapolam as barreiras ideológicas e os regimes políticos; Assim, como os preconceitos foram gerados e alimentados por determinadas condições históricas, é chegado o momento de introduzir no âmago dos valores essenciais da sociedade: a consciência, o respeito e o reconhecimento da dignidade da pessoa humana, em sua absoluta integridade, em superação a comportamentos, atitudes e ações impeditivas ao avanço de conquistas civilizatórias, as quais dedicamos nossos melhores esforços; No mundo de hoje ainda existem países onde uma pessoa pode ser presa, condenada e morta por sua orientação sexual e identidade de gênero. A ONU reconhece a condição de refugiado político às pessoas que estejam ameaçadas em sua segurança ou integridade em virtude de sua raça, religião, nacionalidade, opinião política ou identificação a certos grupos sociais onde se incide a orientação sexual e a identidade de gênero, quando expostas a situações de ameaça, discriminação ou violência circunstâncias características de grave violação de direitos humanos; Cumpre ao Poder Público (Executivo, Legislativo e Judiciário), o dever do diálogo, entre seus órgãos, e com a sociedade civil, com vistas à convalidação de direitos e à promoção da cidadania LGBT; seja pela ampliação, transversalidade e capilaridade de políticas públicas; pelo aprimoramento legislativo e pelo avanço jurisprudencial que reconheça, no ordenamento constitucional, a legitimidade de direitos e garantias legais reivindicadas pelo público LGBT em suas especificidades; Nem menos, nem mais: direitos iguais! É oportuno que o governo brasileiro busque apoio na comunidade internacional para a retomada, junto ao conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), das discussões para a aprovação de uma nova resolução dedicada aos Direitos Humanos e a Orientação Sexual e Identidade de Gênero, a exemplo da Resolução já aprovada na OEA, também apresentada pelo Brasil. A prática afetivo-sexual consentida entre pessoas do mesmo sexo integra os direitos fundamentais à privacidade e à liberdade. Por isso, o avanço da cidadania LGBT requer o reconhecimento das relações homoafetivas como geradora de direitos, sem discriminação quanto àqueles observados nos vínculos heterossexuais; Repudiamos toda e qualquer associação entre a promoção de direitos da população LGBT com a criminosa prática da pedofilia e da violência sexual presente na sociedade brasileira, que devem ser tratadas, rigorosamente na forma de lei; Consideramos que a luta pelo direito à livre orientação sexual e identidade de gênero constitui legítima reivindicação para o avanço dos direitos humanos em nossa sociedade e para o aprimoramento do Estado Democrático de Direito; Para tanto, solicitamos urgência na criação do Plano Nacional de Direitos Humanos e Cidadania LGBT; o cumprimento dos objetivos do Programa Brasil sem Homofobia e a aprovação dos projetos de lei que criminaliza a homofobia; que reconhece a união civil de pessoas do mesmo sexo e que autoriza a mudança do nome civil das travestis e transexuais pelo seu nome social; Por isso, nós, participantes da Conferência Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais reivindicamos ao Poder Público (nos três níveis) que se aprofunde esforços, reflexões e ações em prol da consolidação de direitos de toda a comunidade LGBT, a fim de que as futuras gerações possam viver num mundo onde toda modalidade de preconceito e discriminação, motivadas por questões raciais, religiosas, políticas e de orientação sexual e identidade de gênero, estejam definitivamente suprimida do convívio humano. Brasília 08 de junho de

8 Marina Lima revela que sua 1ª experiência gay foi com Gal Costa! Em entrevista à revista Joyce Pascowitch, a cantora Marina Lima, famosa por suas polêmicas, revelou que a também cantora Gal Costa foi sua primeira experiência homossexual, quando Marina tinha 17 anos. Fiquei louca pela Gal. Um tio meu da Bahia me levou a um show dela e eu fiquei muito fã. Passaram alguns anos e eu ouvi falar que Gal era gay. Foi um choque para mim. Um choque!, disse ela na revista. Marina conta que não sabia sobre a homossexualidade de Gal Costa: aí eu soube que essa mulher, que era meu grande ídolo, transava com mulher. Foi um choque, mas aquilo abriu uma porta para mim. Até que, enfim, eu conheci a Gal. Eu tinha 16, 17 anos, e ela começou a brincar de sedução comigo. Fiquei em pânico e voltei para os Estados Unidos. Aí, lá fora, eu vi que eu queria experimentar, e que a pessoa que eu queria era ela. E me aproximei da Gal e acabei transando com ela. Foi muito importante para mim. Na entrevista, Marina afirma ainda que chegou a ter relações com outras cantoras, mas que a mais famosa delas foi Gal Costa. É a que vale a pena falar. Foi a primeira, né? Foi muito bonito e emocionante o gesto de solidariedade de uma travesti que, talvez sem a ajuda de um soldado, o parto improvisado de uma mulher em plena via pública, não se concluísse exitosamente. Tomaram parte no acontecimento o travesti Andréia, o empresário Cobalchini e o investigador policial Santos em uma passarela próximo à estação Niterói do Trensurb, na cidade de Canoas. A jovem mãe, 25, passava pelo local quando inesperadamente estourou a bolsa, entrou em serviço de parto e tudo aconteceu. 08 Andréia, a primeira pessoa a socorrê-la é uma travesti, moradora de rua que coincidentemente encontrava-se nas proximidades conversando com amigos, quando ouviu o pedido de socorro da jovem Letícia. Segundo relata, entrou em pânico quando ouviu chamar pelo seu nome. Foi o quanto deu para improvisar uma mesa de parto em cima de um banco na base da passarela, contou. Alguns curiosos se aglomeraram e tentaram evitar o parto improvisado, chamando o serviço de urgência, mas antes do socorro médico chegar vinha ao muno uma bonita menina com dois quilos e 195 gramas, que passou a chamar-se Gabriela. Tudo correu bem. A menina já está com quase uma semana de vida. Francisco Basso Dias

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10 Discurso HISTÓRICO do Lula na abertura da I Conferência Nacional GLBT (na íntegra) Meu caro companheiro Paulo Vannuchi, secretário especial dos Direitos Humanos, Meu caro companheiro José Gomes Temporão, ministro da Saúde, Meu caro Carlos Eduardo Gabas, ministro interino da Previdência Social, Meu querido companheiro Luiz Dulci, ministro-chefe da Secretaria- Geral da Presidência da República, Meu querido companheiro José Antonio Toffoli, advogado-geral da União, Meu querido companheiro Elói Ferreira de Araújo, ministro-chefe interino da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Nossa querida companheira Nilcéa Freire, secretária especial de Política para as Mulheres, Minha companheira Marisa, Minha querida companheira Cida Diogo, presidente da Frente Parlamentar da Cidadania GLBT, em nome de quem cumprimento todos os companheiros parlamentares aqui presentes, Meu querido companheiro Tony Reis, Fernanda Benvenuti e Negra Cris, por meio de quem quero cumprimentar todas as delegadas e delegados presentes a esta I Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais, Companheiros convidados, Meu querido companheiro Sérgio Mamberti, Minha querida companheira Arlete, Meus queridos companheiros representantes de delegações estrangeiras aqui presentes eu sei que são 14 países participando desta I Conferência, Companheiros e companheiras da imprensa, Meus amigos, Minhas amigas, Companheiros e companheiras, Primeiro, Paulinho, eu queria te agradecer por este momento. O Paulinho, no ano passado, me procurou para dizer que, de todas as conferências, de tantas que nós já fizemos... Já foram 49 conferências nacionais que nós fizemos. Certamente já envolvemos, ao todo, mais de 3 milhões e meio de brasileiros e brasileiras, de 10 todo o território nacional. Neste ano que se inicia, nós estamos fazendo a I Conferência, e o Paulinho falou: Lula, é importante ele não me chama de Lula, me chama de Presidente, apesar dos 40 anos de amizade, nós precisamos fazer essa Conferência. E eu queria saber se o Presidente a convocará por decreto. Eu disse: Paulinho, prepara o decreto, que nós a convocaremos por decreto. E por que eu comecei elogiando o Paulinho? Paulinho, eu penso que o Temporão disse uma coisa aqui que, se alguém não gravou, é importante gravar, porque eu acho que o seu discurso é antológico. Quem faz muito discurso, tem dia que acerta, tem dia que não acerta. Você que grava novela, Serginho, não é assim? Tem dia que você vai lá, grava um texto em 30 segundos e vai embora; e tem dia que aquele texto de 30 segundos leva 3 horas para gravar. Eu me lembro de que uma vez nós ficamos com o Suplicy das 9 da noite às 3 da manhã para gravar um texto, acho que de 35 segundos. Bem, meus companheiros, eu quero agradecer a vocês por estar vivendo este dia. Não é fácil para um presidente da República, nem aqui no Brasil e nem em outro país do mundo, participar de eventos que envolvam um segmento tão grande, tão heterogêneo e tão motivo de preconceitos com vocês. Não é fácil. Então, quando o Tony Reis fala que nunca antes na história do Planeta um presidente convocou uma conferência como esta, eu fico orgulhoso porque nós estamos vivendo no Brasil um momento de reparação. Eu tenho dito, Paulinho, quando vou inaugurar obras do PAC nas favelas, que o que nós estamos fazendo é uma reparação de governantes irresponsáveis que, durante 50 ou 60 anos, deixaram os pobres se amontoarem em lugares que não deveriam se amontoar. Na verdade, se quando aparecessem os primeiros grupos de pobres, o prefeito e os vereadores fossem lá e cuidassem deles, os colocassem num lugar mais adequado, não permitiriam que virassem cidades, não permitiriam a quantidade de gente morando de forma degradante neste País. Houve momentos de irresponsabilidade. Então, eu tenho dito que nós estamos fazendo um processo de reparação. E o Brasil precisa de um processo de reparação. Quando eu recebi, no Palácio do Planalto, os nossos queridos companheiros e companheiras catadores de papel, o companheiro lá de São Paulo fez um discurso, e dizia: Presidente, se a gente não conquistar mais nada na vida, só o fato de a gente estar colocando o pé dentro do Palácio do Planalto, já terá valido a pena, porque nós nunca imaginamos passar nem perto do Palácio do Planalto. Eu participei com a companheira Nilcéa, no Rio de Janeiro, há dois anos, acho que foi do Dia do Combate à Aids, se não me falha a memória, e eu dizia para a Nilcéa: nós precisamos criar no Brasil o Dia do Combate à Hipocrisia. Eu sei que isso fere pessoas, deixa outras angustiadas, mas o dado concreto é que, se eu não conseguir criar, alguém vai criar, Nilcéa. Sabem por que é preciso criar o Dia do Combate à Hipocrisia? Porque quando se trata de preconceitos, eu o conheço nas minhas entranhas, eu sei o que é preconceito. Talvez seja a doença mais perversa impregnada na cabeça do ser humano. É uma doença que a gente não combate apenas com leis. A lei ajuda, a Constituição ajuda, montar conselhos ajuda, Tony, tudo ajuda, mas é um processo cultural. É um processo que passa por uma revolução cultural de as pessoas irem compreendendo que precisamos nos gostar do jeito que somos, que não precisamos querer que ninguém seja igual. Mesmo nesta platéia, é bem possível que tenha diferenças, que tenha preconceitos, uns achando eu posso isso, mas aquele não pode aquilo. Se nós não arejarmos a cabeça, a despoluirmos de preconceitos, não cumpriremos o que o Paulinho pediu aqui, que é a unidade em torno das coisas votadas no Congresso Nacional. Eu vou dizer a vocês o mesmo o que eu disse no encontro que nós fizemos da Conferência da Igualdade

11 Racial. Nós temos um grande projeto para fazer o Estatuto da Igualdade Racial dentro do Congresso Nacional. Eu fui muito claro aos companheiros delegados: se vocês não se colocarem de acordo, por mínimo que seja, alguém terá que abrir mão de alguma coisa para construir o consenso para o Congresso Nacional votar. Se vocês estiverem divididos dentro do Congresso, não haverá Estatuto da Igualdade Racial nem hoje e nem nunca. Vocês vão ter três dias de Conferência e, livremente, irão discutir, discursar, escrever, retratar e apresentar uma proposta para o governo. Posso dizer a vocês: o tratamento que vocês terão, com o documento que apresentarem, será igual ao tratamento que nós demos às 49 conferências que aconteceram antes da de vocês. Se não for assim, nós estaremos fazendo apenas uma meia democracia, aquela democracia que pode aparecer na hora que eu quero, quando eu preciso, mas que não é plena, não paira 24 horas em cima das nossas cabeças, em cima da cabeça daqueles que, por preconceito, não querem entender o jeito de ser de cada um. Obviamente que nós também seremos honestos, como fomos honestos com as outras conferências. Aquilo que não puder ser feito, a gente vai dizer com o mesmo companheirismo: companheiros, isso aqui não dá, isso aqui não passa, isso aqui não vai. Se não estabelecermos essa relação companheira entre nós, terminaremos a Conferência e voltaremos a ter as desconfianças que tínhamos antes de entrar aqui. Eu disse que agradecia o fato de estar aqui hoje, porque uma vez eu disse que todo político é cheio de certezas, todo político é cheio de convicções muito precisas. As pessoas se assustavam quando eu dizia: Olha, eu sou a metamorfose ambulante. Na minha vida, eu penso que tenho tudo definido. No dia seguinte eu aprendo que tem uma coisa que ainda não estou definido, e que eu preciso me definir; que tem uma coisa que eu era contra, agora sou a favor; que tem uma coisa que eu não concordava, agora eu concordo. É esse o jeito de governar uma família que tem 190 milhões de filhos. Não é filho único, não temos apenas uma religião, não temos apenas uma opção sexual. Disseram bem, todos os que falaram aqui, do Paulinho ao companheiro Temporão: ninguém pergunta a opção sexual de vocês quando vão pagar Imposto de Renda, ninguém pergunta quando vai pagar qualquer tributo neste País. Por que discriminar na hora em que vocês, livremente, escolhem o que querem fazer com o seu corpo? É mais fácil falar do que transformar as palavras em coisas concretas, porque aí é preciso medir a correlação de forças na sociedade. Mas uma coisa sagrada vocês fizeram: conseguiram quebrar a casca do ovo, conseguiram gritar para o Brasil que vocês existem e que não querem nada a mais, nem nada a menos do que ninguém. Vocês querem ser brasileiros, trabalhar e viver respeitados, como todos querem ser respeitados no mundo. Por isso eu quero dizer a vocês que, quando nós assinamos o Decreto, as pessoas começaram: Mas você vai, Presidente? Você sabe o que eu senti quando coloquei o boné na cabeça, Tony? O mesmo preconceito que tinha contra mim quando, pela primeira vez, eu coloquei o boné do Movimento dos Sem-Terra na minha cabeça. Eu nunca apanhei tanto. Eu era recém-presidente da República, recém-empossado, e coloquei o chapéu dos Sem-Terra na cabeça. Eu apanhei acho que mais de um mês na imprensa. Eu poderia colocar chapéu do Banco do Brasil, do Banco Real, do Bradesco, da Vale do Rio Doce, da Petrobras, do Corinthians, do Flamengo, do Vasco, eu poderia falar qualquer... Agora, eu não poderia colocar dos Sem-Terra, e me veio uma luz: eu vou colocar todos, porque somente assim vou quebrar o preconceito que as pessoas têm, de achar que você pode ou não pode fazer as coisas. É gratificante vir aqui porque a gente sai aprendendo uma lição, a lição da maturidade política do Movimento, a lição da compreensão de que só existe um jeito de, cada vez mais, a sociedade reconhecer o Movimento: é cada vez mais brigar, é cada vez mais andar de cabeça erguida, é cada vez mais brigar contra o preconceito, é cada vez mais denunciar as arbitrariedades. Somente assim a gente vai conquistar a cidadania plena e poder, todo mundo, andar de cabeça erguida nas ruas, sem ninguém querer saber o que nós somos, apenas que somos brasileiros e brasileiras e que queremos construir este País sem preconceitos. Eu conheço líderes importantes. Ao longo da minha vida, eu conheci figuras muito importantes no Planeta, que não têm coragem de assumir o homossexualismo no seu país. Dá a impressão de que não existe, porque as pessoas sempre pensam: no meu país não tem isso, na minha casa não tem aquilo, eu nunca vou pegar isso, eu nunca vou pegar aquilo. Nós estamos sempre transferindo para os outros quando, na verdade, seria tão mais simples e o mundo seria tão mais alegre, se nós fôssemos menos rígidos com os tabus que foram colocados no nosso caminho ao longo da nossa história. Quero dizer a todos vocês, companheiros e companheiras: Deus ilumine vocês, e apresentem aqui a proposta que vocês entenderem seja a melhor e que possa garantir... Eu posso dizer a vocês: no que depender do apoio do governo, no que depender do apoio do Poder Executivo e dos Ministros, nós iremos trabalhar para que o Congresso Nacional aprove o que precisar aprovar neste País. Eu me lembro, Paulinho... Acho que não te contei, porque isso ainda não é do seu tempo. Você sabe que uma vez eu descobri que aqui, em Brasília o Paulinho já era ministro, tinha o problema de uma lei que não permitia que o portador de deficiência física sobretudo a pessoa que tinha um problema de visão andasse no transporte com seu cão-guia, pegasse o metrô, entrasse no supermercado, entrasse na igreja. Aí eu falei: Paulinho, nós vamos convocar uma reunião dentro do Palácio do Planalto, com os cachorros lá. Os cães vão entrar dentro do Palácio do Planalto porque, na verdade, os cães são uma extensão daquele companheiro que é portador de deficiência visual. Eu acho que são exemplos assim que a gente vai tendo que fazer, cada vez mais, até que um dia consiga andar na rua sem perceber ninguém olhando meio de esguelha para a gente, aquele olhar de lado, aquele olhar desconfiado. Então, eu acho que este dia é, realmente, histórico. Eu penso que vocês não têm ainda a dimensão do que este dia pode causar, como efeito multiplicador de quebra de preconceitos e de conquista de direitos. É uma pena, meus queridos deputados quero agradecer a presença de vocês, que mais deputados e senadores não tenham vindo. É uma pena porque, ao ver vocês, eles iriam tomar um susto, e iam fazer uma exclamação: São iguais a mim Quem sabe voltassem para suas atividades com menos ranço e com menos preconceito. Boa sorte, boa Conferência. Que Deus abençoe a todos vocês. 11

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14 O protesto se faz justamente na festa É uma novidade excepcional o fato de um segmento minoritário conseguir se afirmar publicamente em dimensões tão extremas. Eu chorei por várias vezes nas primeiras edições da Parada do Orgulho Gay aqui de São Paulo. Certa vez, o sociólogo britânico Anthony Giddens dissera: O O sexo hoje em dia aparece continuamen- te no domínio público e, além disso, fala a linguagem da revolução.. Li- derança querida do movimento ho- mossexual brasileiro, o escritor João Silvério Trevisan é exemplo vivo da publicização contemporânea das questões de ordem sexual. Protago rotago- nista do desenvolvimento das lutas GLBT no Brasil, Trevisan discute, na entrevista a seguir,, a origem e a ma- turação da realização das chamadas paradas pela diversidade sexual ou paradas pelo orgulho gay. A A pri- meira parada aqui de São Paulo nós fizemos em Naquele momento, enfrentamos uma resistência bru- tal. Em algumas ruas, as pessoas do alto dos prédios jogavam merda na gente,, lembra. Emocionado com a dimensão social e cultural que as manifestações assumiram no correr da década de 1990, o escritor de- fende o caráter festivo dos eventos do gênero e garante: Um engaja- mento político feliz tem muito mais sentido de ser Quando a gente dis- cute o surgimento das paradas GLBT, sempre se apontam as manifesta- ções contra a discriminação sexual de 1969 em Greenwich Village, Nova Iorque, como um marco des- ses movimentos. Na mesma época, você começava a enveredar pelo ci- nema, com uma produção também interessada por questões de ordem sexual. Foi uma mera coincidência? Absolutamente. Acho que o período favorecia tudo isso. Indiscutivelmente, essas manifestações homossexuais são resultado direto de maio de O meu interesse pelas questões colocadas pelo movimento de maio de 1968 era tão grande e tão frustrado aqui no Brasil que eu decidi ir aos Esta- 14 dos Unidos. Aliás, eu não fui para os Estados Unidos. Eu fui para Buckley, na Califórnia, que foi um pólo importante das lutas estudantis de 1968 e também de efervescência para todo um conjunto de informações novas que a esquerda brasileira de então não me oferecia. Claro, ali também estava em jogo a minha homossexualidade. Eu havia me assumido homossexual e estava procurando novos caminhos que me permitissem pensar essa minha condição. A esquerda brasileira abominava tudo isso. A esquerda brasileira ainda estava concentrada no conceito de luta de classes. Então, todas as outras lutas eram excluídas ou tidas como lutas menores. Ou se defendia a luta do proletariado ou não se defendia luta alguma. As pessoas queriam que, primeiro, se fizesse a revolução do proletariado para, só depois, caminhar para as outras revoluções. Sempre pensei o contrário: para mim, todas as revoluções têm que estar juntas. De que forma os episódios acontecidos nos Estados Unidos influen- ciaram o movimento gay brasileiro, tendo em vista que aqui o País aís con- vivia com uma ditadura? Olha, influenciaram através dos exilados, basicamente. No Brasil dos anos 1960 e 1970, a gente convivia com duas ditaduras: uma ditadura de Estado, de direita, político-militar; e uma ditadura de esquerda, que não compreendia o discurso da diversidade. Eu saí do Brasil, auto-exilado, por três anos, circulando pelo continente. Fui por terra de São Paulo a Buckley, onde fiquei por um ano e meio. De lá, fiquei outro tempo também no México. Foi uma época da minha vida em que optei por circular. Na verdade, a experiência que tive nos Estados Unidos foi crucial para o desenvolvimento do movimento homossexual brasileiro. A fundação do primeiro grupo de liberação homossexual que surge no Brasil, que está agora completando 30 anos, é fruto das minhas vivências nos Estados Unidos. Buckley é uma cidade ao lado de São Francisco, uma cidade basicamente universitária, um caldeirão cultural avançadíssimo nos anos Para você ter uma idéia, em 1975, Buckley tinha coleta seletiva do lixo! Buckley tinha uma forte consciência ecológica, Buckley tinha uma forte consciência feminista, Buckley tinha forte consciência negra por conta da influência de Oakland. Além disso, havia um movimento homossexual organizado extraordinário. Absurdamente contrário ao Brasil daquele período, nos Estados Unidos era permitido e comum entre os homossexuais que eles conversassem sobre seus direitos. Buckley colocou todas as minhas idéias pessoais em cheque e foi a partir disso que comecei a mobilizar alguns companheiros quando voltei ao Brasil. Cheguei em 1976 e me senti profundamente solitário... Organizar um grupo foi o jeito que encontrei de existir. Mas a verdade é que, naquele momento, a gente nem sequer sabia como começar uma conversa sobre as questões homossexuais. A gente tinha sérias limitações políticas, ideológicas e psicológicas para discutir nossa sexualidade. Passados 40 anos, que diálogo o senhor vê entre aquelas manifes- tações de poucos militantes com essas passeatas de milhares de pes- soas que acontecem nas principais metrópoles? Historicamente, eu não consigo traçar uma explicação para as paradas. Não havia indício de manifestações nessas proporções. Fico emocionado quando vejo que elas se tornaram possível. As paradas são a

15 grande exceção e a minha grande esperança no movimento homossexual. As paradas me parecem ser a única manifestação popular e coletiva da comunidade homossexual. Então, as vejo como um instrumento político importantíssimo, apesar de muita gente as considerar um carnaval fora de época. Seja um carnaval ou não, o fato é que homossexuais estão tomando as ruas, realmente rompendo com o esquema de invisibilidade, fazendo o que nenhum outro grupo ou movimento social faz. Isso tudo com uma reivindicação muito sofisticada, que é o direito de amar. As paradas tiveram mesmo uma contribuição decisiva para uma ampliação dos direitos civis dos segmen- tos homossexuais? Claro. Principalmente, enquanto elemento de pressão. Antes, os homossexuais não tinham visibilidade pública. Todo mundo sabia que os homossexuais existiam aos montes, mas ninguém tinha uma noção exata disso. Hoje, a Avenida Paulista fica lotada de pessoas que se afirmam, que têm cheiro, que têm corpo, que têm idéias e identidades... Eu vou todos os anos e sempre fico emocionadíssimo quando vejo aquela multidão. Olho a Parada do Orgulho Gay e penso: Meu Deus, como valeu a pena todo meu esforço. Penso isso sem nenhum tipo de pejo. Jamais pensei que aqueles nossos encontros de poucos gatos pingados pudessem se transformar num evento de massas nessas proporções. Além da pressão social que vem no bojo da realização das paradas, penso que os homossexuais ganham muito em termos de politização com esses eventos. O homossexual que vai a uma parada conquista uma visibilidade pública que é essencial. Nós, homossexuais, já sofremos muito por não termos uma auto-imagem. Durante muitos anos, nós estivemos completamente alheios de qualquer representação com pretensões de dar conta da realidade. É como se não existíssemos. As paradas nos dão existência pública. Uma coisa que me emocionou muito, acho que na terceira ou quarta parada aqui de São Paulo, foi o fato de as pessoas começarem a participar sem óculos escuros. No começo, as pessoas meio que se protegiam atrás dessa máscara... Fico felicíssimo quando vejo que os homossexuais, aos poucos, estão se expondo. Politicamente e psicologicamente, as paradas cumprem a função de mostrar que nós, homossexuais, não estamos mais sozinhos. Por que esses eventos tiveram um crescimento tão dinâmico ao passo que instrumentos também muito im- portantes, a exemplo do jornal Lam- pião do qual o senhor fez parte, não vingaram? Eu acredito que tem muito a ver com a época. O Lampião só existiu para que a parada pudesse existir. Isso significa que houve um processo histórico. A primeira parada aqui de São Paulo nós fizemos em Ali, a idéia ainda era de passeata, mas reunimos 500 pessoas para protestar contra um delegado que estava prendendo deliberadamente travestis, prostitutas e homossexuais no Centro de São Paulo. Naquele momento, enfrentamos uma resistência brutal. Em algumas ruas, as pessoas do alto dos prédios jogavam merda na gente. Hoje, a situação é outra: há uma disponibilidade muito solidária para a questão da diversidade. É uma coisa impressionante a quantidade de idosos e crianças que esses eventos conseguem atrair. Isso, para mim, é uma conquista sem precedentes para a causa homossexual. Sem o Lampião, a Parada do Orgulho Gay não seria possível. Ele cumpriu uma etapa que abriu portas para as conquistas atuais. Sem falar que o Lampião morreu por um problema editorial, de viabilidade editorial que existe até hoje. O Lampião não tinha anunciantes, como também a G Magazine enfrenta problemas econômicos seríssimos. A própria Parada do Orgulho Gay, com toda a multidão de gente que atrai, não encontra patrocínio de empresas privadas... Isso é uma atitude completamente inaceitável. Para mim, trata-se de uma atitude ilógica comercialmente, financeiramente, que só se justifica por questões preconceituosas. A dificuldade do movimento ho- mossexual em transformar esses 3,4 milhões de participantes da Parada do Orgulho Gay de São Paulo em capi- tal econômico também se repete no âmbito da política? Pelo contrário. A Parada do Orgulho Gay encontra investimento público justamente por se configurar como estratégico economicamente. Hoje, a parada é o maior atrativo turístico de São Paulo. Por isso, a Prefeitura não abre mão da realização do evento. Para você ter uma idéia, o Ministério Público decretou que todas as manifestações públicas fossem retirados da Avenida Paulista, por conta do fluxo do trânsito, e essa regra não vale para a Parada do Orgulho Gay. A própria cidade tem interesse no evento, interesse econômico, sobretudo. Graças ao potencial econômico da parada é que ela se impôs. Há três anos, o jornal Folha de São Paulo publicou uma pesquisa sobre a Parada do Orgulho Gay que atestava que 76% dos participantes homossexuais, bissexuais e transsexuais do evento concordam totalmente ou em parte com a frase alguns homossexuais exageram nos trejeitos, o que alimenta o preconceito contra os gays. O senhor foi uma das vozes contrárias ao índice, lamentando o fato de os gays praticarem o mesmo preconceito que os vitima. O senhor arriscaria uma explica- ção para isso? Isso é um sintoma do baixo, baixíssimo, nível de politização do movimento homossexual brasileiro. Por uma fatalidade histórica e cultural, a comunidade homossexual tem um nível político baixíssimo no Brasil. Isso tudo é também um sintoma muito claro de como o movimento homossexual brasileiro vem se conduzindo. É um movimento de elite, feito e voltado para a classe média, em consonância direta com o poder. Há um diálogo do movimento homossexual com o poder que não passa pela comunidade homossexual e vejo isso como um problema. Esse problema é uma herança que o movimento homossexual, mas não só ele, tem das esquerdas. Para as esquerdas, sempre foi mais fácil pegar em armas do que provocar uma mudança de mentalidade dos indivíduos. Isso aconteceu também com as feministas. Quando elas começaram a se mobilizar, muitas tiveram reação de seus mari- 15

16 dos, que eram revolucionários só fora de casa. Então, penso que esse tipo de crítica é uma comprovação da falta de auto-estima da comunidade homossexual e ainda uma falta de consciência enquanto comunidade, enquanto coletividade. A idéia que tem que ser valorizada é a diversidade, por mais que esse termo seja desgastado. Não existe essa coisa do mais gay e do menos gay. O que estamos reivindicando é justamente isso: o direito à diferença. Por que o caráter festivo das para- das provoca reações tão conflitantes? Os organizadores quase sempre argumentam que os trios elétricos e shows com artistas famosos se justificam por atrair segmentos extra-glbt. Os militantes mais engajados, no entanto, reclamam de uma aparente despolitização do evento. Política e carnaval não podem atuar conjuntas? Essas lideranças que reclamam são todas elas umas idiotas. Quem reclama de despolitização, na verdade, não tem nenhum consciência política. Não faz sentido essa revolta contra uma manifestação política alegre. Um engajamento político feliz tem muito mais sentido de ser. Então, vamos festejar! O grande macete das paradas foi tirar o caráter de passeata e inserir o caráter de celebração. O protesto se faz justamente na festa. Você pode ser muito político, fazendo carnaval, não há nenhum antagonismo de intenções. Aliás, os homossexuais deveriam ter a obrigação de perceber que nós sempre fizemos isso. Nós sempre fizemos da celebração um mecanismo de resistência. No contexto da popularização das paradas GLBT no Brasil, é nítido um aumento da contrapartida dos poderes públicos oficiais para com a realização desses eventos. Hoje, essas manifestações são legitimadas desde o aporte de verbas do Ministério da Cultura ao ordenamento dos departamentos municipais de trânsito, por exemplo. Você diria que esse apoio tem se projetado para além do factual? O apoio é, sim, para além do factual e não é um apoio negativo. O 16 que é negativo é uma relação subserviente com esse poder político estabelecido. Não vejo o fato de ter conseguido um respaldo maior junto às esferas de poder público como uma espécie de submissão. O perigo existe, mas, claro, as lideranças têm que estar dispostas a enfrentá-lo. O movimento homossexual não pode ser tratado nunca como política de governo, mas, sim, como movimento social. Os movimentos sociais não são correias de transmissão das ações de um determinado governo ou de um determinado partido. Eu, particularmente, acho fundamental que se mantenha a total independência. Com relação à realização das paradas, o apoio dos poderes públicos pode até ser pontual, específico, mas do ponto de vista político e cultural ele é difícil de aquilatar. Tudo isso forma um quadro tremendamente dialético, os gays encontram apoio público para ir às ruas justamente para pressionar por mais e mais apoio, mais e mais direitos. Aliás, grande parte da força do movimento homossexual aqui de São Paulo se deve a nossa boa e independente relação com os poderes estabelecidos. Muito freqüentemente, as pessoas pensam que o governo da Marta Suplicy foi uma maravilha para a comunidade homossexual. No entanto, nossas principais conquistas legais foram com o PSDB e com o DEM, e, não, com o PT. A Marta nos deu um pé na bunda quando assumiu a Prefeitura de São Paulo. Por or fim, qual o maior legado das paradas pela diversidade sexual? Que contribuição você diria que essas manifestações oferecem a ou- tros movimentos sociais? O Brasil e o mundo estariam hoje demonstrando um interesse maior por cruzar bandeiras e lutas? Em que medida o militante gay já se identifica em outros contextos e vice-versa? Eu acredito que estamos todos aprendendo, por mais que ainda seja muito delicado avaliar isso. A verdade é que, historicamente, só um louco poderia negar a importância das paradas para a comunidade homossexual. Isso, sem dúvida, serve como uma espécie de modelo, de estímulo, para outros grupos sociais. Como elemento político, social e cultural, as paradas estão tendo uma influência decisiva. É uma novidade excepcional o fato de um segmento minoritário, tradicionalmente excluído, conseguir se afirmar publicamente em dimensões tão extremas. Eu chorei por várias vezes nas primeiras edições da Parada do Orgulho Gay aqui de São Paulo. Nunca me passou pela cabeça que uma cidade tão conservadora fosse abraçar com tanto carinho a causa homossexual! Essa receptividade se espalha hoje pelas mais diferentes regiões. Acabei de receber umas fotos da Parada Gay de Alfenas, no Interior de Minas Gerais. Então, há uma novidade histórica se disseminando. Isso tem, sim, um sentido e deverá repercutir muito ainda. Esse ano, os empresários da noite gay boicotaram o desfile e os trios que foram para a Avenida Paulista foram os trios das centrais sindicais, entidades essas que estiveram durante muito tempo à margem do debate sobre sexualidade e sobre homossexualidade. Essa integração só é possível porque as pessoas, enfim, perceberam que não faz sentido nenhum lutar sozinho. É fundamental que as pessoas percebam que a luta dos homossexuais não é só dos homossexuais, mas de todos nós. Também nós temos que entender essa coletividade. Magela Lima Repórter ter FIQUE POR DENTRO Criação artística como manifestação política Paulista de Ribeirão Bonito, João Silvério Trevisan desde cedo ofereceu seu talento à militância homossexual. No cinema, como roteirista, é autor de Contestação (1969) e Orgia ou o homem que deu cria (1971). Escritor e dramaturgo, tem grande contribuíção também no jornalismo contemporâneo, sendo um dos responsáveis pela edição do jornal O Lampião da Esquina, alternativo voltado ao público homossexual que circulou entre 1978 e Na literatura, assina vasta produção, da qual se destacam os títulos Testamento de Jônatas Deixado a David (1976), Em Nome do Desejo (1983), Devassos no Paraíso (1986) e Ana em Veneza (1994).

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