REDE DE MONITORAMENTO DO AR DO PÓLO PETROQUÍMICO DE CAMAÇARI: UMA CONCEPÇÃO AVANÇADA

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1 REDE DE MONITORAMENTO DO AR DO PÓLO PETROQUÍMICO DE CAMAÇARI: UMA CONCEPÇÃO AVANÇADA Neuza Maria Santos Neves (1) Engenheira Química pela Escola Politécnica da UFBA (1980), Engenheira Bioquímica pela Universidade de Birmingham (1986), e Especialização em Higiene Ocupacional pelo NST/UFBA. Atuação em monitoramento do ar, tratamento de efluentes líquidos, e higiene ocupacional, na CETREL S/A. Elizabeth da Rocha Couto Engenheira Química pela Escola Politécnica da UFBa (1990), Mestre em química pelo Instituto de Química da UFBa (1996). Jurandir Rocha Brito Técnico em Química pelo Colégio Central da Bahia e tecnológo em química pelo CEFET (Ba). Endereço (1) : Km 09 - Via Atlântica - Interligação Estrada do Côco - Pólo Petroquímico - Camaçari - BA - CEP: Brasil - Tel: (071) Fax: (071) RESUMO A Rede de Monitoramento do Ar - R.M.A., do Pólo Petroquímico de Camaçari, possui oito estações que monitoram o ar continuamente na região de influência do Pólo, definida como as áreas urbanas de Lamarão, Camaçari, Dias D Ávila e Nova Dias D Ávila. A Rede opera desde maio/94, e em 1996 foram obtidos dados não somente sobre a concentração dos poluentes legislados no país: dióxido de enxofre, monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio, material particulado e ozônio, como também sobre 41 poluentes orgânicos, considerados prioritários pela U.S.E.P.A., e metais. Além disto obteve-se informações precisas sobre o comportamento meteorológico na região, indispensável para a avaliação da concentração dos poluentes na atmosfera. A qualidade do ar na região de influência do Pólo é determinada quase que exclusivamente por fontes industrias, e este fato pode ser confirmado através das baixas concentrações registradas para os poluentes relacionados com veículos automotores, como o monóxido de carbono e os óxidos de nitrogênio. Os poluentes de maior interesse na área do Pólo: são os poluentes orgânicos, dióxido de enxofre e ozônio. Em 1996 nenhum poluente monitorado pela Rede, e legislado no país, teve seu padrão ultrapassado, apesar da detecção de picos de concentração de SO2, no período considerado críticos para a dispersão de poluentes na atmosfera, na referida região, ou seja entre os meses de maio a setembro. Para os poluentes orgânicos não existem limites estabelecidos no Brasil, porém em 1996 foi efetuado um estudo em conjunto com as empresas do Pólo e o COFIC- Comitê de Fomento Industrial do Pólo, com objetivo de propor limites para estes poluentes. 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 2464

2 PALAVRAS-CHAVE: Monitoramento do Ar, Poluição Atmosférica, Monitoramento Ambiental. INTRODUÇÃO A Rede de monitoramento do Pólo Petroquímico de Camaçari está em operação contínua desde maio de 1994, e sua implantação foi um dos condicionamentos estabelecidos pelo CEPRAM - CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE, na Resolução 620, datada de 21 de julho de 1992, promulgada após a análise do Estudo de Impacto Ambiental, efetuado para analisar a ampliação das empresas instaladas no Pólo. Decorridos dois anos e meio desde sua implantação, a Rede tem fornecido resultados sobre a concentração dos poluentes e parâmetros meteorológicos, relacionados no item a seguir, praticamente sem interrupção, ao longo desse período, permitindo o conhecimento cada vez maior, da poluição atmosférica, na região de influência do Pólo. E no futuro, a partir dos resultados obtidos a cada ano, tornar-se-á possível o estabelecimento de tendências, para os poluentes de interesse na região. DESCRIÇÃO DA REDE DE MONITORAMENTO DO AR DO PÓLO PETROQUÍMICO DE CAMAÇARI Poluentes Monitorados através da Rede A rede monitora os seguintes poluente:? Os poluentes convencionais: Material Particulado, Dióxido de Enxofre, Óxidos de Nitrogênio (NO e NO 2 ), Monóxido de Carbono e Ozônio, legislados pela Resolução no 0 3 do CONAMA - Conselho Nacional de Meio Ambiente - datada de 1990;? Os poluentes não convencionais (compostos orgânicos voláteis e metais), para os quais o Brasil não dispõe de legislação;? E parâmetros meteorológicos, tais como direção e velocidade do vento, pressão, temperatura, umidade, precipitação pluviométrica e radiação solar. Objetivos da Rede Os principais objetivos da R.M.A. são:? Avaliar a qualidade do ar nas estações, comparando as concentrações obtidas nas estações com os padrões fixados pelo CONAMA, pelo CEPRAM e pelas normas técnicas nacionais e internacionais, para áreas urbanas;? Fornecer as informações obtidas às empresas associadas à Rede, ao CRA - Centro de Recursos Ambientais, e demais partes interessadas, que permitam detectar mudanças na qualidade do ar da região do Pólo, tanto em períodos curtos, como em períodos longos, e a influência que a operação das empresas associadas possam causar ao meio ambiente;? Fornecer subsídios para avaliar os efeitos da poluição na saúde humana, nos materiais, na fauna e na flora; 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 2465

3 ? Avaliar fatores específicos que possam influenciar a qualidade do ar na região de influência do Pólo, inclusive as condições meteorológicas;? Determinar o planejamento e controle da poluição atmosférica e seu acompanhamento;? Avaliar a eficiência das medidas corretivas implantadas. MUNICÍPIO DE CAMAÇARI Aspectos sobre o Relevo da Região O município de Camaçari, está limitado pelas latitudes de 12 o e 13 o Sul e pelos meridianos 038 o e 039 o Oeste. A topografia é quase plana com ligeiras ondulações no terreno cuja altitude, em relação ao nível médio do mar, varia entre 60 e 200m. É constituído por uma planície praticamente uniforme, composta de sedimentos com pequenas elevações costeiras e dunas de pouca altitude. A região apresenta o contorno costeiro quase linear, que não influi na intensificação ou enfraquecimento do regime diário de brisas marítimas e terrestres. O fluxo de ar que sopra da zona costeira avança a distâncias além do Pólo, uma vez que inexiste a presença de montanhas que resultem em efeitos de bloqueio sobre a circulação local. Embora a topografia de Camaçari seja quase plana, associada à influência oceânica, a urbanização e ao complexo industrial da área, ocorre uma nítida influência sobre o padrão da circulação atmosférica da região. Caracterização Climática O clima de Camaçari, de acordo com Köppen, é classificado como quente e úmido, que é típico de região tropical próxima do litoral, com distribuição irregular de chuvas, se estendendo praticamente durante todo ano. De acordo com a Normal Climatológica do INMET (1992), a temperatura média anual é de 25 o C e a precipitação anual é cerca de 1700 mm. Em 1996 o acumulado anual da precipitação foi de 1958,9 mm, observado na estação SUDIC (Latitude 12 o 40 S e Longitude 38 o 19 ). Esse valor quando comparado com a normal, mostrou que em 1996 choveu 258,9 mm a mais do que o esperado. PROJETO DA REDE Baseou-se no melhor método disponível atualmente que é a modelagem matemática, da dispersão das emissões, dos poluentes em estudo, para localizar as estações de monitoramento do ar. Para efetuar a modelagem é necessário conhecer detalhadamente:? O Inventário de Emissões Atmosféricas da região, atualizado e aprimorado;? O comportamento da Meteorologia da área em estudo, especialmente no que se refere a ocorrência de ciclos diários, e inversões de temperatura na micro região; 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 2466

4 ? A atuação e influência da topografia sobre o escoamento da região e sobre a dispersão atmosférica; 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 2467

5 Inventário das Fontes de Emissão Atmosféricas do Pólo Petroquímico de Camaçari A tabela 1, apresenta o inventário de emissões atmosféricas do Pólo Petroquímico de Camaçari, onde pode-se observar as cargas totais emitidas em 1996 e 1995 no Pólo: Tabela 1: Comparação Entre as Cargas Totais Anuais Emitidas em 1995 e em 1996 no Pólo Petroquímico de Camaçari. Carga de poluente emitida (Ton/ano) Variação (%) Mat. Particulado ,6 SO ,5 CO ,5 NOX ,23 Orgânicos ,0 Comparando-se as cargas de poluentes atmosféricos lançadas nos anos de 1995 e 1996, conforme a tabela anterior, observa-se que em 1996 houve uma redução nas cargas de SO2, NOX, Material Particulado e poluentes orgânicos. Apenas a carga de CO sofreu um pequeno acréscimo de 1,5%. De acordo com recomendações da EPA, as emissões de VOC s devem ser na realidade 40 % maior, devido as emissões fugitivas, que em geral deixam de ser consideradas, ou são subestimadas pelas indústrias, devido à falta de equipamentos necessários e/ou da tecnologia para sua medição, e portanto utilizam balanços de massa para efetuar os cálculos.? O levantamento das cargas emitidas no Pólo é avaliado anualmente, não só para calibração do modelo de dispersão, más também para ajustes tarifários.? Estes resultados, são usados como dados de entrada nos modelos de dispersão de poluentes, e permitem também identificar os principais contribuintes de cada um dos poluentes.? O inventário utilizado no projeto da Rede foi obtido em 1991, referente ao ano de 1990, e não apresenta diferenças significativas em relação aos últimos anos. Micrometeorologia A magnitude do impacto na qualidade do ar na região de influência do Pólo depende das condições atmosféricas dominantes, responsáveis pelo transporte, transformação e dispersão dos poluentes emitidos, bem como pelas possíveis ocorrências de situações críticas de poluição do ar, dentro e fora do Complexo. Os principais parâmetros meteorológicos estudados foram: direção e velocidade do vento na superfície, e camada de inversão térmica. 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 2468

6 ? Direção e velocidade do vento - obtidos na estação localizada próximo ao Pólo.? Inversão térmica - Para determinar a estabilidade e detectar a inversão térmica sobre uma região, são utilizados dados coletados através de radiossondagem ou de radar acústico. Neste projeto foram usados os dados de radiossondagem, únicos disponíveis, obtidos na estação meteorológica de Salvador e operada pelo DNMET, que consiste no lançamento diário de sondas na atmosfera, as quais fornecem informações sobre a temperatura e umidade do ar, direção e velocidade dos ventos, em diferentes níveis, desde a superfície até 30 Km de altura. As condições meteorológicas na região de influência do Pólo, são monitoradas através de diversos parâmetros meteorológicos, nas 4 estações completas da Rede e em uma estação instalada na área da TIBRÁS, operada também pela CETREL. Os parâmetros meteorológicos monitorados são apresentados na Tabela 2. Tabela 2: Relação dos Parâmetros Meteorológicos Medidos nas Estações Completas da Rede. ESTAÇÃO ESCOLA LAMARÃO HOSPITAL TIBRÁS CÂMARA PARÂMETRO? Temperatura? Umidade relativa? Direção e Velocidade do vento? Temperatura? Umidade relativa? Radiação Solar? Precipitação? Direção e velocidade do vento? Pressão atmosférica? Temperatura? Radiação Solar? Umidade Relativa? Precipitação? Direção e velocidade do vento.? Temperatura? Umidade relativa? Direção e velocidade do vento? Desvio padrão da direção do vento? Direção e velocidade do vento Topografia da Região A topografia pode influenciar a circulação das brisas marítima e terrestre sob 2 aspectos: através da forma do terreno e da cobertura vegetal. 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 2469

7 Outro aspecto topográfico peculiar é a forma da linha costeira da região, quase linear, que não interfere na brisa marítima ou terrestre. Devido a inexistência de serras e maciços, ou vales profundos na região de Camaçari, a região do POLO não apresenta circulação secundária, tipo vale ou montanha. O Oceano Atlântico, distante cerca de 20 Km do Pólo, é quem governa o microclima da região, com efeitos infinitamente preponderantes aos dos espelhos d'água locais. O contraste térmico entre o Oceano e o Continente é o gerador de brisas marítima/terrestre, ao longo do dia, que determina a intensidade e direção dos ventos da circulação secundária local, elemento importante para a dispersão dos poluentes atmosféricos. Modelagem da Dispersão de Poluentes Atmosféricos na Área de Impacto do Pólo O objetivo principal da modelagem matemática foi determinar a área de influência do Pólo, e os locais onde as concentrações seriam mais altas, e portanto de interesse para localização das estações de monitoramento. Os dados mencionados nos itens anteriores foram usados para alimentar dois modelos matemáticos multifontes, desenvolvidos pela EPA-Environmental Protection Agency (USA), denominados:? ISCLT - Industrial Source Complex Long Term, que determina as concentrações médias anuais, provenientes de complexos industriais com fontes múltiplas.? ISCST - Industrial Source Complex Short Term, para determinar as concentrações para períodos curtos, de 1 h., 8hs. e 24 hs. Os resultados de modelagem foram utilizados para localizar as estações de monitoramento do ar. Localização das Estações A Rede de Monitoramento do Ar é composta de 8 estações, dentre as quais 7 estão localizadas em áreas urbanas, situadas ao redor do Pólo, como mostra a tabela 3, e uma situada entre o Complexo Básico e a CARAÍBA METAIS:? As 4 estações completas, são consideradas a base da rede, monitoram um maior número de poluentes e também parâmetros meteorológicos;? E 4 estações simples, que monitoram os 2 poluentes mais importantes na área: compostos orgânicos e SO2. 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 2470

8 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 2471

9 Tabela 3: Localização das Estações da Rede de Monitoramento do Pólo. ESTAÇÃO No. TIPO LOCALIZAÇÃO POLUENTES MONITORADOS 1 - CÂMARA Completa Entre a Câmara e a Prefeitura de Camaçari SO2, NOX, CO, MP e Orgânicos 2 - GRAVATA Simples Escola Helena C. Magalhães SO2, MP (Camaçari) 3 - COBRE Simples Estação Elevatória do Cobre SO2 e Orgânicos 4 - SÍTIO Simples Lamarão do Passé SO2 5 - LAMARÃO Completa Escola Josiane Santos (Lamarão do Passé) SO2, NOX, O3, MP e Orgânicos 6 - BALNEÁRIO Simples "Sociedade Amigos de Dias D'Avila" SO2 7 - ESCOLA Completa Escola Prof. Anfrísio Santiago SO2, MP, NOX e (Nova Dias D'Avila) Orgânicos 8 - H. GERAL Completa Hospital Geral de Camaçari SO2, NOX, CO, O3 e MP Observações: (1) As 4 estações completas monitoram também parâmetros meteorológicos: - Velocidade e direção do vento; - Precipitação pluviométrica; - Radiação Solar, etc. Estas estações foram localizadas a partir dos resultados obtidos na modelagem matemática, e com base nos seguintes objetivos:? verificar as concentrações resultantes nos maiores centros urbanos, situados próximos ao Polo;? obter as concentrações de fundo (background) que entram na área do Polo, quando sopram os ventos predominantes;? operar em locais com maior vigilância e segurança, e locais como escolas, hospitais e outros locais públicos. MÉTODOS DE MONITORAMENTO DOS POLUENTES CONSIDERADOS Os poluentes convencionais, SO2; CO; NOX e O3 são monitorados através de modernos equipamentos automáticos e contínuos, e se baseiam nos seguintes métodos:? SO2 - Fluorescência no ultravioleta;? NOX - Quimioluminescência;? O3 - Fotometria no ultravioleta;? CO - Infra vermelho associado a filtros de correlação; 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 2472

10 ? Hidrocarbonetos e Compostos Orgânicos - as amostras destinadas a análise de hidrocarbonetos e orgânicos específicos nas estações de monitoramento do ar, são coletadas em recipientes especiais denominados "Summa Canisters", durante um período de 24 horas, a cada 15 dias, e em seguida são injetadas no cromatógrafo através de um Concentrador Criogênico;? Material Particulado - consiste em amostrar durante 24 horas seguidas, a cada 6 dias, uma grande quantidade de ar, que passa pôr um filtro especial, instalado no HI-VOL ou amostrador de grandes volumes. Este filtro coleta as partículas com diâmetros <100 micra. Utiliza-se também o PM10, equipamento semelhante ao HI-VOL, que monitora apenas as partículas menores que 10 micra;? Sensor Remoto de Poluentes - FTIR, cuja biblioteca possui os espectros de referência de 254 compostos diferentes, entre os quais benzeno, tolueno e xileno. Este equipamento era inicialmente utilizado como unidade móvel para o monitoramento do ar nas áreas comuns situadas entre as industrias do Pólo, e também dentro de algumas empresas do complexo. Porém desde outubro/96 o FTIR deixou de ser usado como unidade móvel, passando a operar como uma estação fixa, instalado na área central do Pólo, onde analisa os compostos de maior interesse na área. RESULTADOS E DISCUSSÃO O nível de poluição do ar é avaliado através das substâncias poluentes presentes e que o torna nocivo a saúde pública e prejudicial aos materiais, à fauna e a flora. Considera-se poluente, qualquer substância presente no ar, e que a depender de sua concentração possa torná-lo impróprio, ou ofensivo à saúde, inconveniente ao bem-estar público, danoso aos materiais, prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade. Determinar as concentrações destas substâncias é medir o grau de exposição dos receptores como o homem, as plantas e os materiais. Os poluentes incluem qualquer elemento ou composto químico, natural ou artificial, capaz de permanecer em suspensão no ar ou ser arrastado pelo vento. Essas substâncias podem existir na forma de gases, no estado líquido, em forma de gotas ou de partículas sólidas. No sentido mais amplo, a poluição do ar é um problema mundial, pois uma vez que os poluentes são emitidos podem se dispersar em toda a atmosfera global. A instalação da Rede de Monitoramento do Ar representou, para o Pólo Petroquímico de Camaçari, o último passo em seu sistema de proteção ambiental. Observa-se também que cerca de 90 % de todas as emissões atmosféricas geradas no Pólo são provenientes de aproximadamente 6, das 52 empresas instaladas no Complexo. Em termos práticos, isto significa que para minimizar a poluição atmosférica no Pólo, é necessário implementar programas de controle das emissões gasosas, inicialmente, apenas nestas industrias. Os resultados medidos pela Rede de Monitoramento do ar, tem sido sistematicamente apresentado ao CRA - Centro de Recursos Ambientais, COFIC - Comitê de Fomento Industrial, bem como às comunidades vizinhas ao Pólo, através de relatórios mensais. 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 2473

11 Identificação do Período Crítico para Dispersão dos Poluentes Atmosféricos Após análise dos dados meteorológicos, identificou-se o período mais críticos para a dispersão atmosférica, em relação a cada um dos parâmetro meteorológicos avaliados, permitindo concluir que este período situou-se entre os meses de maio a setembro, onde observou-se:? maior pressão atmosférica;? menores valores de temperatura;? menores valores de velocidade do vento;? menor intensidade de radiação solar;? menor precipitação;? umidade relativa elevada. A influência deste período crítico em 1996 teve reflexo direto na qualidade do ar, e em particular, sobre o material particulado. Conclui-se, nesse caso, que no período de maio a setembro, identificou-se pelo menos um parâmetro meteorológico em cada um dos meses, que contribuiu, com maior ou menor peso, para uma piora das condições de dispersão atmosférica, na região de influência do Pólo. Com relação à chuva, em 1996 observou-se dois extremos: um em maio, quando ocorreu a maior precipitação, e outro em outubro, quando ocorreu a precipitação mínima. Observa-se que a qualidade do ar pode mudar em função basicamente das condições meteorológicas que determinam uma maior ou menor diluição dos poluentes, mesmo mantendose as cargas de emissão dos poluentes. Por este motivo, a qualidade do ar piora quando as condições meteorológicas são desfavoráveis à dispersão dos poluentes, como ocorre à noite ou no período de inverno. Qualidade do Ar em 1996 Ainda em seu segundo ano completo de operação, a Rede de Monitoramento do Ar tem apresentado resultados positivos, dentre os quais os mais importantes são: o conhecimento da concentração dos poluentes na região de influência do Pólo, não somente dos poluentes legislados no país, como também de 41 compostos orgânicos de interesse na área, e de metais, e também a divulgação destes resultados com as partes interessadas: as empresas, o órgão ambiental, as comunidades vizinhas, etc. Os resultados obtidos para a concentração dos poluentes legislados através da Resolução CONAMA 003/90, tem se mantido dentro dos padrões permitidos, exceto para ozônio, que teve seu padrão ultrapassado em uma ocasião no ano de As tabelas 4 a 7 apresentam os resultados obtidos para o ano de o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 2474

12 Tabela 4: Concentrações Médias Mensais de SO2 no Período de Janeiro a Dezembro de 1996 (ppb). Estações Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Camara 2,4 2,8 2,5 6,5 6,7 3,1 2,4 1,6 1,6 3,8 9,2 5,0 Gravatá 0,3 0,3 0,4 0,3 0,3 0,1 0,2 0,1 0,1 0,4 0,5 0,6 Cobre 2,8 2,6 3,6 4,5 5,3 3,5 5,2 5,5 4,5 1,2 1,7 2,3 Sítio 1,1 nd 3,6 6,7 4,3 16,3 15,2 17,6 17,2 3,8 4,0 2,1 Lamarão 3,7 2,8 3,6 4,9 4,1 7,7 6,6 8,5 8,9 3,5 2,2 2,1 Balneário 0,1 0,2 0,2 1,7 2,6 0,9 1,0 6,5 0,1 0,1 0,3 0,2 Escola 2,4 2,3 1,9 2,9 4,2 2,3 3,8 3,0 3,0 2,5 2,1 1,7 Hospital 2,0 2,3 2,5 2,3 2,6 1,9 2,6 1,9 2,0 1,9 1,8 2,8 Areias 5,5 5,5 3,5 0,7 0,9 1,2 0,3 0,2 1,0 2,1 3,6 5,8 Limite para a concentração média mensal= 30,5 ppb. nd = não disponível. Tabela 5: Concentrações Máximas Horárias de NO2 Detectadas nos Meses de Janeiro a Dezembro de 1996 (ppb). Estações Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Camara 19,8 18,5 16,8 13,5 21,2 13,2 20,1 20,4 8,3 5,5 7,3 4,5 Lamarão 11,2 10,8 8,6 11,0 7,4 16,3 11,7 10,1 3,2 2,1 2,9 1,8 Escola 10,2 9,5 7,3 12,3 9,3 9,1 18,2 11,3 2,4 1,0 1,7 2,2 Hospital 18,7 17,8 17,4 14,2 19,2 12,4 27,4 19,5 3,7 3,5 3,4 2,9 Limite para a concentração máxima horária = 170 ppb. Tabela 6: Concentrações Máximas Horárias de CO Detectadas nos Meses de Janeiro a Dezembro de 1996 (ppb). Estações Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Câmara 1,4 1,3 1,3 1,5 1,6 1,4 2,9 1,5 0,3 0,3 0,5 0,7 Hospital 1,5 1,1 1,6 1,3 1,3 1,8 1,4 0,7 0,3 0,2 0,3 0,3 Limite para a concentração máxima horária = ppb. Tabela 7: Concentrações Máximas Horárias de O3 Detectadas nos Meses de Janeiro a Dezembro de 1996 (ppb). Estações Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Lamarão 31,3 44,1 43,6 41,1 50,5 35,4 41,0 30,0 26,8 19,9 23,4 18,1 Hospital 23,1 49,1 41,6 30,7 54,6 30,6 36,8 28,7 30,8 21,0 21,5 14,2 Limite para a concentração máxima horária = 81,6 ppb. Estes resultados positivos, entretanto, não limitaram os esforços das empresas instaladas no Pólo Petroquímico de Camaçari, quanto à reduzir suas emissões na fonte, de acordo com os princípios da Atuação Responsável, cujo objetivo principal é continuamente melhorar as atividades de proteção ambiental das industrias químicas. Quanto aos 41 poluentes orgânicos e os metais monitorados através da Rede, que não possuem limites de concentração ambiental no Brasil, os resultados detectados foram comparados aos limites estabelecidos pela legislação americana, tendo ficado também dentro dos limites estabelecidos naquele país. RECURSOS 19 o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 2475

13 A Rede foi totalmente financiada pelas empresas do Polo, e os investimentos envolvidos foram de R$ ,00 (dois milhões de Reais), para a aquisição dos equipamentos e instalação da Rede. Além disto a cada ano são pagos também os custo operacionais. Todas as empresas localizadas no Polo participam dos custos, mesmo aquelas que não emitem uma carga significante de poluentes, pagam 0,25 % dos custos da Rede. CONCLUSÕES? A Rede encontra-se instalada e em operação rotineira desde Maio/94.? Os resultados obtidos até o momento estão dentro dos padrões CONAMA 003/94, exceto para o ozônio, que ultrapassou o padrão em uma ocasião, durante o ano de 1995.? A carga de poluentes emitidas pelas empresas é checada anualmente.? Um dos objetivos principais da rede é orientar as empresas no sentido de reduzir as cargas de poluentes lançados para a atmosfera.? Os dados gerados pela rede são enviados para as empresas do Pólo mensalmente.? A análise mensal dos parâmetros meteorológicos permitiu a identificação do período mais crítico para dispersão atmosférica em 1996, que engloba os meses de maio a setembro, período idêntico a 1995;? De um modo geral essa análise mostrou que a circulação local do vento de superfície modifica a sua direção e a velocidade sobre a região de influência do Pólo, em função da topografia e das alterações no ciclo climatológico sazonal da atmosfera;? A qualidade do ar foi classificada como boa, em 1996, ou seja, a concentração dos poluentes tem se mantido sempre dentro dos padrões estabelecidos pelo CONAMA 003/90, para os poluentes, SO2, CO, NO2 e MP. Entretanto o SO2 apresentou picos de concentração bastante elevados no período crítico para dispersão atmosférica;? Com relação aos compostos orgânicos voláteis, poluentes não legislados no país, detectouse que a concentração de alguns destes poluentes, tende a se elevar no período entre maio a setembro, devido as condições meteorológicas desfavoráveis à dispersão;? Em 1996 foi intensificado o monitoramento de poluentes orgânicos na área de influência do Polo.? Embora a medição dos parâmetros meteorológicos, no nível da superfície horizontal, seja bastante representativa do comportamento do regime microclimático local, em 1997 será adquirido um radar acústico, com o objetivo de efetuar medições do perfil vertical do vento, e da altura da camada de mistura, para melhor interpretar os resultados obtidos através da Rede de monitoramento do ar. Observa-se ainda que o vento muda de direção com a altura, principalmente no regime de microescala em zona costeira. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. CETREL; REDE DE MONITORAMENTO DO AR: Relatório Anual, o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 2476

14 2. OLIVEIRA S. Estudo sobre a influência dos parâmetros Meteorológicos Críticos para a formação de Oxidantes Fotoquímicos na Grande São Paulo, CETESB, Relatório de Qualidade do Ar do Estado de são Paulo, o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 2477

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