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1 INDICADORES AMBIENTAIS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO 113 Padrões de produção e consumo Recicloteca da COMLURB - Gávea

2 114 INDICADORES AMBIENTAIS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO ÁGUA ATMOSFERA SOLO BIODIVERSIDADE 2.12 Emissões de gases contribuintes para o efeito estufa O que significa? Demonstra o quantitativo de contribuições de gases do efeito estufa proveniente das atividades antrópicas e sob a responsabilidade 6 da cidade. Qual é a sua importância? Alguns gases presentes na atmosfera terrestre agem como a cobertura de uma estufa sobre o planeta, permitindo a passagem da radiação solar, mas impedindo a emissão da radiação infravermelha da Terra para o espaço. Este efeito, chamado de Efeito Estufa, faz com que a temperatura do planeta permaneça dentro de níveis aceitáveis para a manutenção da vida. Os gases do efeito estufa são o Dióxido de Carbono (CO 2 ), o Metano (CH 4 ), o Ozônio (O 3 ) e o Óxido Nitroso (N 2 O), juntamente com o vapor d'água. Maior atenção tem sido dada aos dois primeiros, cujas concentrações na atmosfera vêm aumentando sensivelmente devido `as atividades antrópicas. Isto contribui para o aquecimento global, podendo acarretar importantes mudanças climáticas. Gráfico 12 - Emissões antrópicas totais de gases do efeito estufa - Município do Rio de Janeiro 1990 / Fonte: PCRJ, Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SMAC - Inventário de Gases do Efeito Estufa da Cidade do Rio de Janeiro - COPPE Como foi calculado? Os dados fazem parte do Inventário de Gases de Efeito Estufa da Cidade do Rio de Janeiro, realizado em São as emissões totais anuais de Dióxido de Carbono (CO 2 ) e de Metano (CH 4 ), expressas em Gg de CO 2 equivalente. (continua na na pág 117) 6 - O critério da "responsabilidade" adotado no "Inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Município do Rio de Janeiro", considera a existência de emissões induzidas ou compensadas em outros municípios. O uso do critério de limites político-administrativos seria insuficiente pois deixaria de considerar importantes fontes de emissão induzidas pelo Município do Rio de Janeiro ou compensadas em outros municípios. São exemplos dessa questão as emanações de metano correspondentes à fermentação anaeróbica dos resíduos provenientes do Município do Rio de Janeiro que ocorrem fisicamente em Gramacho no Município de Duque de Caxias e as emissões de dióxido de carbono provenientes dos motores de veículos a álcool no interior do Município do Rio de Janeiro, que são compensadas pelo cultivo da cana-de-açúcar, de forma renovável, em outros municípios brasileiros mas de "responsabilidade do Município do Rio de Janeiro".

3 INDICADORES AMBIENTAIS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

4 116 INDICADORES AMBIENTAIS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

5 INDICADORES AMBIENTAIS DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO 117 (continuação da pag. 114) A metodologia empregada foi a do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), de 1996, e oficialmente adotada pela Convenção do Clima. Na contabilização dos gases foram considerados os seguintes setores de atividade: o uso de energia, a atividade industrial, o setor agropecuário, as mudança no uso da terra e florestas e o tratamento de resíduos. As adaptações e hipóteses necessárias à aplicação da metodologia foram feitas de acordo com o modelo adotado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Comentário: Considerando-se o potencial de aquecimento global, o principal setor responsável pelas emissões de gases de efeito estufa da cidade do Rio de Janeiro é o de resíduos sólidos. No entanto, analisando-se separadamente as emissões de CO 2 e CH 4 verifica-se que a queima de combustíveis fósseis é a responsável pela maior parte das emissões de CO 2 da cidade. A fermentação anaeróbia dos resíduos sólidos é a principal fonte de emissões de CH 4, chegando a 91% em 1998, graças à ampliação da coleta do lixo urbano e de sua disposição em aterros sanitários. Pode-se verificar uma alteração do padrão das emissões na década de 90 devido ao aumento do consumo de combustíveis fósseis pelo setor de transporte rodoviário individual. Em 1990, havia grande participação do álcool etílico no setor, com emissão líquida zero, (uma vez que se considera que o CO 2 emitido pela queima do álcool é reabsorvido no crescimento da cana-de-açúcar). Nos anos seguintes, a rápida expansão da frota de veículos particulares, conjugada com a queda do uso do álcool, gerou um aumento das emissões de CO 2.

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