POLITICA NACIONAL DE MUSEUS

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2 DÉCADA DE 30, QUANDO DA CRIAÇÃO DO SPHAN Criado o SPHAN - Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (hoje IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional); Atuação na museologia considerada tímida, pois privilegiava a preservação de bens edificados. As ações ocorridas voltadas para os museus: medidas para impedir a evasão de bens do país; política de criação de museus nacionais; Princípios do Iphan na coordenação da política de museus; Abordagem de fatos e personagens excepcionais; Predominância de critérios estéticos e de raridade na formação de coleções; história tratada da ótica das elites e do Estado; Idéia de que os museus deveriam educar o povo.

3 DÉCADA DE 30, QUANDO DA CRIAÇÃO DO SPHAN Contexto histórico e político Pós trinta: refletia o ideário da construção de uma identidade nacional, influenciada por uma geração de modernistas e pela busca de uma identidade genuinamente brasileira: Valorização do passado e das tradições nacionais, que na prática e na época significou a redescoberta da estética barroca e do passado colonial; Traduzida numa política regional, fundamentada na ideologia da mineiridade que foi transformada em matriz da identidade nacional;

4 Gráfico 3 - Número de museus por ano de fundação, Brasil, Fonte: Museus em números

5 Lançamento da Política Nacional de Museus e Centros Históricos pelo IPHAN / DEMU - Departamento de Museus, Brasília DF. Foi uma das primeiras ações do Ministério da Cultura, ( ); O objetivo : promover a valorização, a preservação e a fruição do patrimônio cultural brasileiro, considerado como um dos dispositivos de inclusão social e cidadania, por meio: a) do desenvolvimento e da revitalização das instituições museológicas existentes e; b) pelo fomento à criação de novos processos de produção e institucionalização de memórias constitutivas da diversidade social, étnica e cultural do país.

6 A Política Nacional de Museus apresenta sete eixos programáticos, que norteiam as ações a serem desenvolvidas: 1) Gestão do campo museológico, 2) Democratização e acesso aos bens culturais, 3) Formação e capacitação de recursos humanos, 4) Informatização de museus, 5) Modernização de infra-estruturas museológicas, 6) Financiamento e fomento para museus e 7) Aquisição e gerenciamento de acervos museológicos

7 O Sistema Brasileiro de Museus_ criado pelo Decreto n 5.264/2004 órgão responsável pela gestão da Política Nacional de Museus. é um marco na atuação das políticas públicas voltadas para o setor museológico. Gráfico 5 - Porcentagem (%) de museus segundo natureza administrativa, Brasil, 2010 Gráfico Porcentagem (%) de museus, por categorias de natureza administrativa, Brasil, ,8 45,0 40,0 41,1 35,0 30,0 22,0 67,2 Pública Privada Outra 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 11,8 14,3 9,8 3,7 6,9 1,7 10,8 0,0

8 O Sistema Brasileiro de Museus_ criado pelo Decreto n 5.264/2004 O SBM tem a finalidade de facilitar o diálogo entre museus e instituições afins, objetivando a gestão integrada e o desenvolvimento dos museus, acervos e processos museológicos brasileiros. O SBM propicia o fortalecimento e a criação dos sistemas regionais de museus, a institucionalização de novos sistemas estaduais e municipais de museus e a articulação de redes temáticas de museus. É atribuição do SBM propor a criação e o aperfeiçoamento de instrumentos legais para o melhor desempenho e desenvolvimento das instituições museológicas no Brasil.

9 O Comitê Gestor do Sistema Brasileiro de Museus será composto por representantes dos seguintes órgãos e entidades: I - dois do Ministério da Cultura; II - um do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; III - um do Ministério da Educação; IV - um do Ministério da Defesa; V - um do Ministério da Ciência e Tecnologia; VI - um do Ministério do Turismo; VII - um dos sistemas estaduais de museus; VIII - um dos sistemas municipais de museus; IX - um de entidade representativa dos museus privados de âmbito nacional; X - um do Conselho Federal de Museologia; XI - um de entidade de âmbito nacional representativa dos ecomuseus e museus comunitários; XII - um do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus; XIII - um da Associação Brasileira de Museologia, e XIV - dois de instituições universitárias relacionadas à área de Museologia. O caráter abrangente e democrático de sua estrutura visa a torná-lo um instrumento legítimo de desenvolvimento do setor museológico brasileiro.

10 O SISTEMA DE MUSEUS É UM DOS ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO SISTEMA NACIONAL DE CULTURA Conferência de Cultura Órgão Gestor da Cultura Conselho de Política Cultural Plano de Cultura Sistemas Setoriais de Cultura Elementos Constitutivos dos Sistemas de Cultura Sistema de Financiamento à Cultura Comissões Intergestores Sistema de Informações e Indicadores Culturais Programa de Formação na Área da Cultura

11 Sistema Nacional de Cultura Objetivo: propor uma estrutura que integre, articule e organize a gestão cultural, aproximando as administrações federal, estaduais e municipais e a sociedade civil, no intuito de criar uma política de Estado, ou seja, que não seja afetada nas trocas de governo. Dimensões: A dimensão simbólica fundamenta-se na ideia de que é inerente aos seres humanos a capacidade de simbolizar, que se expressa por meio de diversas línguas, valores, crenças e práticas. Nessa perspectiva, também chamada antropológica, a cultura humana é o conjunto de modos de viver, os quais variam de tal forma que só é possível falar em culturas humanas, no plural. Adotar a dimensão simbólica possibilita superar a tradicional separação entre políticas de fomento à cultura (geralmente destinadas às artes) e de proteção do patrimônio cultural, pois ambas se referem ao conjunto da produção simbólica da sociedade.

12 A dimensão cidadã fundamenta-se no princípio de que os direitos culturais fazem parte dos direitos humanos e devem constituir-se como plataforma de sustentação das políticas culturais. Essa dimensão está garantida na Constituição Brasileira. A dimensão econômica compreende que a cultura, progressivamente, vem se transformando num dos segmentos mais dinâmicos das economias de todos os países, gerando trabalho e riqueza. Mais do que isso, a cultura, hoje, é considerada elemento estratégico da chamada nova economia ou economia do conhecimento, que se baseia na informação e na criatividade, impulsionadas pelos investimentos em educação e cultura

13 O PNC: Plano de Cultura é um instrumento de gestão de médio e longo prazo, no qual o poder público assume a responsabilidade de implantar as políticas culturais. O Plano estabelece estratégias e metas, define prazos e recursos necessários a sua implantação. Lei n /2010. Entre as 53 metas propostas pelo PNC, as que se relacionam com o universo dos museus são: META 28: Aumento em 60% no número de pessoas que freqüentam museu, centro cultural, cinema, espetáculos de teatro, circo, dança e música META 29: 100% de bibliotecas públicas, museus, cinemas, teatros, arquivos públicos e centros culturais atendendo aos requisitos legais de acessibilidade e desenvolvendo ações de promoção da fruição cultural por parte das pessoas com deficiência

14 Gráfico 31 - Porcentagem (%) de museus que possuem instalações destinadas a portadores de necessidades especiais, Brasil, ,3 50,7 Possui Não possui Gráfico Porcentagem (%) de museus por tipos de instalações para portadores de necessidades especiais, Brasil, 2010 Rampa de acesso 78,8 Sanitário adaptado 48 Vagas exclusivas 38,2 Elevador adaptado 24 Etiquetas/Textos em Braille Sinalização em Braille Outras instalações 5,7 5 7,4 0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 100,0

15 META 31: Municípios brasileiros com algum tipo de instituição ou equipamento cultural, entre museu, teatro ou sala de espetáculo, arquivo público ou centro de documentação, cinema e centro cultural, na seguinte distribuição: 35% dos municípios com até 10 mil habitantes com pelo menos um tipo; 20% dos municípios entre 10 mil e 20 mil habitantes com pelo menos dois tipos; 20% dos municípios entre 20 mil e 50 mil habitantes com pelo menos três tipos; 55% dos municípios entre 50 mil e 100 mil habitantes com pelo menos três tipos; 60% dos municípios entre 100 mil e 500 mil habitantes com pelo menos quatro tipos; 100% dos municípios com mais de 500 mil habitantes com pelo menos quatro tipos; META 34: 50% de bibliotecas públicas e museus modernizados META 41: 100% de bibliotecas públicas e 70% de museus e arquivos disponibilizando informações sobre seu acervo no SNIIC

16 Promulgada a Lei que institui o Estatuto de Museus brasileiros (Lei , de 14/01/2009). Estatuto de Museus, que traz legislações específicas para orientar e auxiliar as instituições em suas tarefas de rotina, com normas de preservação,conservação, restauração e segurança dos bens artísticos, tais como a obrigatoriedade de um plano museológico e de um programa de segurança. As instituições museológicas brasileiras terão até cinco anos para se adaptar às novas normas. Além de criar normas gerais reguladoras, o Estatuto busca contribuir para uma definição mais ampla do conceito de museus, estabelece os procedimentos de criação de instituições museológicas, identifica suas funções e atribuições e regula atividades específicas

17 Criação do IBRAM - Instituto Brasileiro de Museus (Lei , de 20/01/2009). Art. 3 o O Ibram tem as seguintes finalidades: I promover e assegurar a implementação de políticas públicas para o setor museológico, com vistas em contribuir para a organização, gestão e desenvolvimento de instituições museológicas e seus acervos; II estimular a participação de instituições museológicas e centros culturais nas políticas públicas para o setor museológico e nas ações de preservação, investigação e gestão do patrimônio cultural musealizado; III incentivar programas e ações que viabilizem a preservação, a promoção e a sustentabilidade do patrimônio museológico brasileiro; IV estimular e apoiar a criação e o fortalecimento de instituições museológicas;

18 IX garantir os direitos das comunidades organizadas de opinar sobre os processos de identificação e definição do patrimônio a ser musealizado. POLITICA NACIONAL DE MUSEUS V promover o estudo, a preservação, a valorização e a divulgação do patrimônio cultural sob a guarda das instituições museológicas, como fundamento de memória e identidade social, fonte de investigação científica e de fruição estética e simbólica; VI contribuir para a divulgação e difusão, em âmbito nacional e internacional, dos acervos museológicos brasileiros; VII promover a permanente qualificação e a valorização de recursos humanos do setor; VIII desenvolver processos de comunicação, educação e ação cultural, relativos ao patrimônio cultural sob a guarda das instituições museológicas para o reconhecimento dos diferentes processos identitários, sejam eles de caráter nacional, regional ou local, e o respeito à diferença e à diversidade cultural do povo brasileiro; e

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