PIBID UMA BREVE REFLEXÃO ENTRE TEORIA E PRÁTICA DOCENTE

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1 PIBID UMA BREVE REFLEXÃO ENTRE TEORIA E PRÁTICA DOCENTE Andrieli Petrouski Guardacheski Acadêmica do Curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Centro- Oeste/Irati bolsista do PIBID CAPES Rejane Klein, Docente do Curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Centro-Oeste/Irati coordenadora do sub-projeto Pedagogia do PIBID CAPES Resumo: No decorrer deste trabalho apresentaremos breve reflexão da experiência adquirida por meio Programa Institucional de Bolsa de Iniciação á Docência (PIBID), iniciado no mês de março de 2014, que está sendo desenvolvido em uma escola pública municipal de Irati PR, com alunos do 3 ano do Ensino Fundamental. O objetivo do referido projeto é trabalhar com os alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem durante a fase de alfabetização, nosso foco principal são atividades que possam desenvolver a oralidade, leitura e escrita. Neste curto tempo de atuação, percebemos o grande interesse das crianças com o projeto, que era justamente o que buscávamos: a curiosidade pelo novo. Deixando claro que educar é uma missão, que se ensina e se aprende de forma recíproca. Palavras-chave: alfabetização; aprendizagem; formação para docência. Introdução Este trabalho visa apresentar o resumo da vivência no cotidiano escolar que o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação á Docência (PIBID) está nos proporcionando. Esta prática docente pretende atingir os alunos em fase de alfabetização que apresentam algum tipo de dificuldade e necessitam de um atendimento individualizado para que talvez possam aumentar o seu rendimento escolar. Sabemos que a fase de alfabetização é muito importante na vida de uma criança, pois se dá nos anos iniciais de sua escolarização, é o primeiro contato com as letras, com a escrita, leitura e talvez com o professor. A partir deste momento algumas dessas crianças que estão na faixa etária entre 5 a 10 anos apresentam facilidade em abstrair os conteúdos, alguns já

2 carregam consigo o conhecimento adquirido em casa, ou na educação infantil. Outros possuem mais dificuldade pelos mais variados motivos, são estes que necessitam da nossa atuação, do nosso trabalho como docente. Apresentaremos também a forma com que este trabalho está sendo desenvolvido, os resultados obtidos e as conclusões apresentando qual é a contribuição que o Programa possibilita e se a proposta está sendo na prática concretizada. A Prática Discente como Exercício de Docência na Formação Inicial de Professores Ao dar início ao trabalho de iniciação a docência, participamos da reunião com professores, coordenadora e equipe pedagógica da escola, realizada no dia 21 de março de 2014 e conduzida pela coordenadora do sub-projeto Pedagogia Linha Anos Iniciais. Na oportunidade pudemos conhecer o professor responsável pela turma em que iríamos atuar, conhecemos um pouco da estrutura da escola e foi também o momento de apresentação do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação á Docência (PIBID). A partir de então começamos a observação com a turma de 3 ano do Ensino Fundamental. No período de observação, pudemos auxiliar a professora em todas as atividades desenvolvidas em sala, assim como juntamente com a docente selecionar os alunos que iríamos atender. De início seriam 9 alunos que apresentavam maior dificuldade na leitura e escrita. Durante o período de observação, realizamos reuniões e estudos. Na elaboração do planejamento demos ênfase em atividades que contribuíssem no desenvolvimento da oralidade, leitura e escrita. Estudamos parte da Proposta Curricular do Município, assim como os termos Alfabetização e Letramento. O conhecimento destes itens é importante para a efetivação de nosso trabalho, percebemos isso nas palavras de Soares (2003) apud Irati (2009, p.127.). Dissociar alfabetização e letramento é um equívoco porque, no quadro das atuais concepções psicológicas, linguísticas e psicolinguísticas de leitura e escrita, a entrada da criança (e também do adulto analfabeto)

3 no mundo da escrita se dá simultaneamente por esses dois processos: pela aquisição do sistema convencional de escrita a alfabetização, e pelo desenvolvimento de habilidades de uso desse sistema em atividades de leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita o letramento. Os termos alfabetização e letramento são distintos, mas na prática pedagógica devem caminhar juntos, fazendo com que a leitura e escrita tenham sentido para a criança. Partindo dessa premissa, selecionamos atividades envolvendo os gêneros textuais charge e poesia, que já faziam parte dos conteúdos da docente responsável pela turma. Ao desenvolvermos o trabalho de planejamento demos ênfase em atividades com jogos, roda de conversa, textos diversificados, portanto recursos um pouco diferenciados da sala de aula, tornando assim um momento prazeroso e ao mesmo tempo de aprendizagem. Nossa atuação na escola acontece duas vezes na semana, sendo que o atendimento individualizado é realizado em um dia e no outro é feito acompanhamento em sala de aula juntamente com a professora. Para que se possa realizar o atendimento de forma mais eficaz, as crianças foram organizadas em dois grupos, de acordo com o grau de dificuldade que cada grupo apresenta. O atendimento dos grupos se deu no início do mês de maio de 2014, sendo que no decorrer deste período tivemos um aluno transferido, ficando assim, com 8 (oito) alunos atendidos pelo programa. As dificuldades apresentadas pelos alunos são semelhantes como, por exemplo, o uso das sílabas complexas, inversão de letras parecidas e a dificuldade de relacionar a oralidade com a escrita. Durante nosso trabalho buscamos incentivar reflexão da criança sobre a atividade proposta e assim mostre interesse pelo conteúdo. Os gêneros Charge e Poesia, trabalhados neste período são significativos para o desenvolvimento do aluno em fase de alfabetização, pois a linguagem utilizada nas charges e as rimas do poema chamam a atenção da criança, fazendo com que procurem por mais textos destes gêneros.

4 O período de atuação com os alunos ainda é curto, mas já se pode perceber um avanço em pelo menos 2 (dois) deles. Este trabalho está gerando interesse nos alunos pelo aprender, portanto concordamos com Teixeira (et al,s/d) quando diz que, Conclusões A grandiosidade do processo de alfabetizar não pode ser somente compreendida como uma forma de ensinar, mas de aprender e evoluir, permitindo assim, uma leitura de interpretações do mundo e a compreensão daquilo que se lê. Nesse sentido a alfabetização tem um importante papel, o de conduzir as crianças à aquisição da oralidade, da leitura e da escrita com fruição, isto é, que se sinta o prazer ao estar em sala de aula. Foi o Programa de Iniciação á docência PIBID que me proporcionou o primeiro contato com a sala de aula, momento em que se pode perceber na prática o que até então só havia sido discutido na teoria. O contato com esses pequenos alunos que estão na fase de alfabetização gera uma vivência humanizada, em que se deve levar em conta a cultura que a criança trás consigo para dentro da escola, muitos deles pertencem a uma classe social modesta, necessitam não só de aprendizado, mas de afeto e atenção, componentes estes que percebemos fazerem a diferença em nossa vivencia social. Com a participação neste projeto pode-se perceber se é realmente esta profissão que se busca. Referências: IRATI. Secretaria Municipal de Educação. Proposta Curricular da Rede Municipal de Ensino de Irati. Irati, SOARES, Magda. Letramento e alfabetização: as muitas facetas. In: 26ª Reunião Anual da ANPED. Poços de Caldas M.G., Disponível em: WU_OPOoivPK78gBg&ved=0CDEQFjAF&usg=AFQjCNH1FnkSbp6dZ_ZXp35z9zD VrmSYQw TEIXEIRA, S. F; AMARO, M.; VIANA, V. Alfabetização e linguagem: refletindo sobre oralidade, leitura e escrita. Disponível em:

5 uesa/artigos/oralidade_leitura_escrita.pdf. Acesso 14/08/2014.

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