Rock n roll madness loucos por música Uma biografia musical

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1 Rock n roll madness loucos por música Uma biografia musical Eu gosto muito de escrever. Fazer uma biografia pode muito bem ser mais uma desculpa pra combinar palavras e pretender algum sentido qualquer para elas. Claro. Como pode também ser uma tentativa de dividir com vocês um pouco do longo caminho até aqui, ainda que ninguém se interesse muito por isso. É verdade. Nesse mundo instantâneo de hoje, ninguém dá muito valor à troca. Tudo tem que ser rápido, eficiente e direto ao ponto. Contar histórias? Especialistas em sites, livros e artigos pelo Brasil todo certamente desdenhariam meu esforço de escrever mais do que duas linhas. Diga quem você é, o que você faz e pronto: ninguém lê nada na Internet. Pois eu não escrevo para essas pessoas. Escrevo para aquelas que lêem, que querem saber, trocar, ensinar e aprender. Escrevo para quem quer ouvir. Escrevo não para contar minha história, mas a história da música na minha vida. Acho que sou apenas um mensageiro. Acho que a música me tocou um dia e, um dia, resolvi dividir essa experiência com outras pessoas. Resolvi dizer que vale a pena, que a vida é muito mais do que bons empregos e dinheiro na conta. Que sonhar é bom, e correr atrás dos sonhos é melhor ainda, mesmo com todos os tropeços. Aliás, não só mesmo, mas justamente por causa de todos eles é que a tentativa faz sentido. A música para mim é apenas um meio para dar voz a tudo isso. E hoje, neste meu trabalho artístico e depois de muito tempo, finalmente encontrei um espaço/tempo para levar esta missão em frente, com carinho, com dedicação. A música, que tanto fez parte da minha vida, hoje me permite traduzi-la em palavras que ecoam. Em uma história. As origens ( ) Minhas primeiras lembranças da música me levam aos tempos de jardim da infância ainda, em São Paulo, numa festinha na escola, em que todos meus coleguinhas foram fantasiados de Balão Mágico, ou qualquer coisa do tipo, e eu de Kiss. Adorava o Gene Simmons. Meu disco preferido era o Dressed to Kill. Eu cantava todas de cor, sem entender nenhuma letra: room service, baby I can use a meal, room service, we do what you feel. Tinha seis anos. Um dia meu irmão Rodrigo e eu decidimos montar uma banda. Acho que chamava Mader Mader. Tocávamos nossas próprias composições, em um inglês ininteligível, amparados por uma bateria feita de caixas de papelão e guitarras cantaroladas com a boca. Passei praticamente minha vida escolar inteira desenhando capas de discos, fazendo discografias e sonhando. Toquei em mil bandas, a maioria delas imaginárias, lógico. Uma professora chegou a reclamar para meu pai que eu conversava sozinho. Provavelmente eu estava dando entrevistas pra mim mesmo. A verdade é que eu era louco por música. Meu pai chegava em casa e tocava seus vários LPs, de Red Nichols e Les Elgart a Creedence e Dire Straits. Ele era bem eclético e por

2 causa disso acabei ouvindo de tudo. Ainda que ficasse bem mais impressionado vendo o Gene Simmons voar e o Paul Stanley chacoalhar os ombros para a platéia. Comecei tendo aula de piano, com sete anos, minha mãe me levou. Antes disso, eu não lembro, mas consta que cantei Na Manjedoura em Belém numa apresentação do jardim da infância. Lembro sim de a professora ter me escolhido, sei lá por quê. Fiquei enrolando o cadarço envergonhado e não lembro de nada além disso. Foi então que decidi ser o Michael Jackson. Thriller tinha acabado de ser lançado e eu ficava imitando todos os passos e danças dele num venerável insulto ao criador da moondance. Gostava tanto de fazer isso que meus pais decidiram que seria interessante eu animar as festinhas de fim de ano em família: bastava juntar todos os tios e primos no Natal, que lá estava eu, depois da ceia, dançando Michael Jackson na frente de todo mundo. Vai entender. Versão Argentina ( ) Com 11 anos fui morar na Argentina. A cidade chamava Resistencia e até a casa tinha nome: Casita. Foi uma casa que, para mim, existiu desde sempre: em seus campinhos de futebol, em seu acolhimento, em suas margens frente ao rio. Acho que por ter mudado tanto de lugar, minhas memórias são mais vivas, como se fossem compassadas, de uma maneira rítmica até. Um período pra cada lugar, uma história pra cada período. Exatamente como na música. Não é a toa que a segunda música do Discos De Vinil E Fitas chama Resistencia. Na Argentina comecei a ter aulas de violão. Meu pai foi o primeiro a falar para mim da importância que o violão teria na minha vida, como integrador social, numa roda de amigos, e mesmo como uma forma de expressar minha arte e me desenvolver. Tocava chamamé, um estilo muito presente nas regiões andinas da Argentina, Bolívia e Peru, misturado com as planícies da região do Chaco (Argentina e Paraguai). Mas eu gostava mesmo era de rock. Montei diversas bandas de mentira com amigos, gravamos algumas fitas, os instrumentos cantarolados com a boca. Tudo brincadeira. Brincando ou não, a arte, ou alguma insólita variável dela, sempre esteve presente na minha infância. Com nove anos eu já tinha escrito três livros : O menino errado, sobre um garoto que ia mal na escola; Rannieri, sobre um caçador de tesouros; e O menino fantasia, provavelmente numa tentativa de autobiografia (!), camuflada na história de um menino e um velhinho que tinha uma comprida barba branca e um barrigão enorme. Na história, o menino desenha um velinho que assume vida, de alguma forma, saindo do papel e vindo a parar do seu lado. Os dois viveriam mil aventuras. Sei lá se isso aconteceu mesmo, mas ainda tenho este livrinho, com as ilustrações e tudo mais. Os outros, infelizmente se perderam. Com 12 anos eu tinha também feito umas cinco séries de histórias em quadrinhos: O gângster, O assassino, O invasor, Conan, o bárbaro, O exterminador. Todas autênticas obras-primas da mais bela arte, quase sem cenas de violência. Embora

3 amareladas pelo tempo e pelo esquecimento, também guardo essas historinhas, em algum baú da minha casa. Gostava bastante de escrever poesias. Mandava para minha mãe no dia das mães, para meu pai no aniversário dele. Na 7ª série tive o descaramento de querer ler a poesia que tinha feito à minha mãe numa gincana cultural do colégio em que eu estudava, Dom Bosco. Era um colégio religioso e militar, só para garotos. Imaginem a fúria dos alunos ao verem um garoto miudinho (de menino sempre fui assim) no palco, recitando um poema pra mamãe, com a voz aguda. Fui vaiado até não poder mais. Como se não bastasse (e para mim essa palavra parecia nunca fazer parte do meu vocabulário), eu insistia em fazer arte de algum jeito (de criança sempre diziam que eu era muito arteiro mesmo). Não me contentando com o poema, escrevi uma pequena peça de teatro e chamei meus amigos para participar, para apresentá-la na mesma gincana. Era do Indiana Jones, eu era o próprio. Fomos também vaiados por todos. Mas eu não desistia de jeito nenhum (vai ser cabeça dura assim!). Resolvi escrever outra peça, agora sobre Alexandre, O Grande, que teve que aprender a ser músico para libertar a princesa das garras de Hades e terminava tocando Twist and shout. Dessa vez, e pelo menos dessa vez, eu acertei a mão. A galera adorou. No entanto, e como deveria ser pelo resto da minha vida artística, não tive a chance de apresentar esta peça na gincana para toda a escola, foi só para minha classe mesmo, porque a gincana foi cancelada de última hora. Meus anos na Argentina me marcaram profundamente. Era o final da década de 80 e pairava no ar aquele clima de saudosismo, de mudança. Não que eu soubesse o que era isso, na ingenuidade de meus 12 anos, mas de um jeito ou de outro me deixei ficar nessa época, como se a saudade existisse só para justificá-la e tempos depois sempre voltasse a buscá-la, seja numa estrada, seja numa canção, seja numa lembrança. Bebedouro Rock City ( ) Ganhei minha primeira guitarra com 15 anos, quando já tinha mudado para o interior de São Paulo, em Bebedouro. Nessa época já devia ter umas 20 composições em inglês, agora com um mínimo de estrutura gramatical, ainda que todas elas se chamassem rock n roll alguma coisa. Rock n roll hell, Rock n roll madness, We want some rock n roll, Rock it out e Rock makes me shout fazem parte dessa leva. Eu juro. Tenho até uma fita gravada com essas pérolas. Antes disso, na 8ª série, aconteceu outro gincana cultural, no Colégio Objetivo. Valia inscrever de tudo: música, poesia, crônica, teatro. Puxa vida como eu amava essas coisas. Ia logo me inscrevendo em todas as categorias e tendo que convencer os amigos que sim, eles eram capazes de ser atores, músicos, poetas, pintores, tudo ao mesmo tempo, na maioria das vezes contra a vontade de todos. Não sei como acabavam aceitando e se submetendo às minhas elucubrações. Acontece que eu era tipo um tratorzinho, saia logo atropelando todo mundo. Amigos queridos, espero que não guardem rancor de mim!

4 Enfim, nessa gincana fizemos uma dublagem altamente tosca de Money Talks, do AC/DC. Eu tocava a guitarra, sem saber uma nota, caia e rodopiava no chão tentando imitar o Angus Young. Até que era legal. O mais legal mesmo foi uma peça de teatro que a gente apresentou, na mesma gincana. Não sei por que eu continuava tentando dar uma de diretor teatral, em vez de seguir como todos os outros alunos normais de Educação Artística, que haviam se incorporado ao grupo dirigido pela professora: criei um grupo dissidente. A professora aceitou com a condição de que fizéssemos uma peça fiel à história sobre a libertação dos escravos. Lá foi o grupo dela e fez uma linda apresentação sobre o tema, responsável e fidedigna. A escola inteira estava presente, assistindo, e aplaudiu. Chegou a vez de o meu grupo entrar. Eu não queria muito seguir roteiros pré-determinados, nunca fui assim. Logo de cara a peça começava com um baita quebra-pau, os escravos fugindo na porrada e depois eram todos capturados novamente. Do meio da peça eu consegui ver o olhar de reprovação da professora. O cenário então desabou na minha cabeça (literalmente). Mas eu improvisei sendo um dos escravos, como se derrubar a parede de tijolos em cima de mim fosse parte do roteiro. A platéia riu. Na cena seguinte, os escravos, tristes, começaram a cantar para afastar suas mágoas. Nada a ver com a história real. A Princesa Isabel viu o que eles faziam, ficou encantada e decidiu abrir uma companhia de teatro. A peça culminava com os escravos dançando e cantando ao som de Tell me more (Olívia Newton-John e John Travolta), conquistando a simpatia dos que assistiam e sendo libertados por sua música. E não é que a peça conquistou mesmo a simpatia das pessoas? A escola aplaudiu de pé e a professora pessoalmente veio me parabenizar por ter trabalhado tanto nos bastidores para a realização daquela peça. Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida. Minha primeira apresentação oficial como músico foi ainda com 15 anos, numa banda formada por amigos do colegial, que se chamava Psicozzy. A banda acabou em dois meses por diferenças estilísticas. Na verdade eles me mandaram embora: eles queriam tocar covers e eu as minhas horríveis músicas próprias. Mas valeu a experiência. Meu primeiro parceiro musical pra valer foi o Du Viegas, grande amigo da escola e ainda dos dias de hoje. Com ele fizemos o Angel Hammer sim, eu era heavy metal e tocávamos nossas composições, misturadas com Kiss, Ramones e Attaque 77. Fizemos um show na boate de Bebedouro, à época reduto dos mauricinhos e patricinhas da cidade, que ficaram pasmos com nossa caretice: 80% do set era autoral, ninguém conhecia nada e mesmo assim a gente tocava como se todo mundo estivesse adorando nosso som. Na primeira música que cantei, Rock n roll hell, quase vomitei, de tão nervoso, mas se isso acontecesse viria até a calhar com a atitude que pretendíamos. Do Angel Hammer também faziam parte Grilo, na batera, e Palmito, no baixo. Os apelidos, acreditem, refletiam perfeitamente a diversidade da banda (não sei se deveria, mas vou deixar que vocês saibam que o meu nome artístico era Andrew LeBon e o do Du, Eddie Shaggy foi mal, Du). Tudo bem, éramos crianças. O Grilo e o Palmito se rebelaram com a imponderável liderança artística minha e do Du (até parece), e decidiram sair da grande e promissora Angel Hammer, deixando-nos sem cozinha. Foi então que resolvi ligar para um garoto, quem eu havia conhecido dois anos antes numa situação no mínimo inusitada: estava um calor de 57 graus (Bebedouro é foda)

5 e eu assistia aos jogos inter-escolares sentado na arquibancada do ginásio, sozinho. Não tinha muitos amigos, havia acabado de me mudar da Argentina para Bebedouro, estava totalmente deslocado. Eu quase não conhecia ninguém. De repente, vi um menino de seus oito anos (ok, 10) se aproximar e, dirigindo-se a mim, perguntou sem rodeio algum: Qué um pouco do meu suquinho? Ele trazia consigo um suco de laranja, daqueles que vinham em saquinhos, e mesmo sem me conhecer me ofereceu um pouco. Esse era o Felipe Tamburello. Isso era ainda em 1991, e a partir desse dia ele se tornaria meu amigo de toda a vida, inseparável companheiro das minhas desventuras musicais. Algum tempo depois de tê-lo conhecido me disseram que ela era um batera fantástico, e como o Grilo havia nos deixado, resolvi ligar pra ele. Ele atendeu, meio mal humorado estava no meio de um ensaio e eu evidentemente estava interrompendo. Perguntei se ele estava tocando com alguém, ele disse que era o baterista e o vocalista (!) de uma banda e que não tinha muito tempo para outras coisas. A banda acho que era ele e mais um cara (que ele mandou embora depois). Realmente era um menino de 12 anos muito ocupado. Ofereci a possibilidade de entrar no Angel Hammer, uma banda com o maior futuro do mundo e blábláblá, mas ele fez pouco caso. Eu devo ter dito que lhe emprestaria meus bonequinhos do He-man se ele entrasse, ou qualquer coisa do tipo, mas a verdade é que ele acabou aceitando. Para o baixo, chamamos o Zé Cláudio, que na verdade era tecladista. O primeiro ensaio com a nova formação foi interessante. O Du ficou meio ressabiado com o Felipe porque ele tava meio bravo e o bumbo era mais alto que ele, mas nada que impedisse o bom som do conjunto (hoje eles também são melhores amigos). Eu ficava me olhando no espelho enquanto cantava, fazendo caras e caretas a la Paul Stanley (bem ridículo por sinal) e o Zé Cláudio ria sem parar. Fizemos um único show, também na boate, e o Fê, com 12 anos, destruiu na batera. De novo, tocamos praticamente só músicas nossas, para a surpresa do público presente. E no mesmo dia tocou com a gente o Iron Maiden Cover, da qual fazia parte o Dersinho, quem voltaria a entrar na história anos depois. O Angel Hammer deve ter sido a banda que mais ensaiou no mundo. Sem brincadeira, qualquer folga na nossa agenda escolar era motivo pra ensaiar. A gente ensaiava, ensaiava, ensaiava, sem ter show marcado, sem ter para que ensaiar, a não ser o próprio prazer de tocar (até porque quando alguém ensaia, sempre é para alguma coisa, não?). A gente não: ensaiava para ensaiar. No fim das contas, o ensaio era o próprio show. Primeiro na casa dos pais do Du, coitados deles, tão bonzinhos, não sei como se submetiam a isso. A gente tocava desafinado, fora do tom e de tempo. Depois foi na casa do Felipe. A avó e a mãe dele adoravam nossa presença e faziam pão-de-queijo pra animar os ensaios. Já eu morava em apartamento, e mesmo assim ensaiamos algumas vezes lá, na sacada (!), mas os vizinhos não deixaram mais. Naquela época todo mundo brigava sem precisar de muito motivo então mudamos de banda umas seiscentas vezes. O Du roubava minhas músicas, eu as dele, a gente competia e ninguém ganhava, como bons leonino e aquariano que somos. Vale dizer que o Du fazia

6 um estilo bem Bret Michaels (que ele não assume de jeito nenhum) e eu Ace Frehley (ainda que estivesse bem aquém, nos meus 16 anos e até hoje de ingerir qualquer tipo de alucinógeno). O Du, Felipe e eu, juntamente com o Cafu, outro grande amigo nosso, éramos uma turma e tanto. O Felipe era mais novo e acabou sendo adotado pela gente. Os amigos da classe dele tinham um pouco de inveja, sei lá, afinal ele saía com os meninos mais velhos. A gente tinha 16 e ele 12. Ele só não suspeitava que nós três éramos os mais bobões do mundo. Nenhum de nós namorava, sequer tínhamos pretendentes. Usávamos boné de banda, camisa de flanela em cima de uma camiseta preta, de banda também, e ficávamos na esquina da única chopperia da cidade, com os pés encostados na parede, discutindo sobre música, mudanças nas formações de nossos conjuntos preferidos e os últimos discos que tinham sido lançados. As garotas da nossa classe até que achavam a gente legal, pelo menos de vez em quando, mas tinham vergonha de passar perto, às vezes nem nos cumprimentavam. Isso porque no começo dos anos 90 reinava em nossa geração um desejo coletivo e tácito de pertencer à turma dos tais (e olha que estávamos em Bebedouro!): os mauricinhos passeavam com seus copos de uísque em uma mão e a menina mais bonita da escola em outra. Já a gente só sonhava. Eu, pelo menos, devo ter gostado de trinta meninas na minha adolescência. E, invariavelmente, tomado trinta foras. Dos piores. Vivi infinitas vezes aquela estranha sensação de ver uma garota na minha frente, talvez esperando que eu falasse com ela, e sentir meu corpo congelar numa timidez inerte que me condenaria pelos anos restantes da minha vida colegial à triste solidão de quem ama e nunca é amado. O que era uma timidez enorme no mundo dos relacionamentos era uma inexplicável ousadia nos negócios. Nessa época, esse lado meio esquisito meu responsável por me deixar confuso pelo resto da vida, querendo sempre fazer mil coisas ao mesmo tempo começou a ganhar força. Alguns chamam de falta de foco. Outros de empreendedorismo. O fato é que, com 16 anos, eu tentava reuniões com algumas empresas da cidade, à procura de patrocínios para a banda. Eu ia à pé, com uma fita embaixo do braço e algumas fotos no outro, visitando livrarias, escolas de inglês e até concessionárias de carros. Ia na cara dura mesmo. Para meu espanto (de hoje, afinal ainda não consigo entender como me atrevia a tanto) eu consegui mais de um. Com a ajuda desses patrocínios pudemos fazer os shows na boate, já que seus proprietários nunca investiriam em uma banda desconhecida (de moleques de 16 anos!) e a produção de qualquer evento envolvia uma série de custos. Mandava fitas também, para gravadoras e rádios. Trocava cartas com empresários nos EUA. Tentava viabilizar a arte de algum jeito. E, se não conseguia nenhuma brecha como empresário, continuava tentando como artista. Nem que fosse outra arte. Fiz concurso pra garoto-propaganda. Ganhei, achando que ia virar ator da globo da noite para o dia, mas só fiz gravar comerciais bestas. Já que não seria contratado decidi então fazer meu próprio filme. Junto com o Cafu, certamente um dos amigos mais importantes da minha vida, escrevemos o roteiro para

7 Scorpion and Ace, um filme policial violento pra caramba, com uma história esdrúxula, mas que na época parecia o máximo. Peguei a filmadora do meu pai, convocamos os amigos (sempre os mesmos) e distribuímos os papéis. O Felipe Tamburello era um dos bandidos: Krugher. Nossa tarefa era perseguir o irmão do Cafu, o Cássio; e o Felipe, no papel de renomados traficantes de Bebedouro City. Uma das cenas bizarras do filme mostrava o Cafu e eu nos preparando para a batalha, vestindo a roupa de policial, colocando o revólver no coldre e fazendo cara de mau. Só depois fomos perceber que, no filme, parecia que a gente estava se trocando juntos no mesmo banheiro (erro de produção)! Nas cenas de luta, a gente instalava um vídeo-game por perto e alguém precisava dar uns socos no joguinho pra coincidir com as porradas do filme. Era para chorar de rir. A gente se divertia mesmo. Não contentes com o filme que não passou da quinta cena o Cafu e eu decidimos fazer um filme de boxe, a la Rocky Balboa. Eu só não sabia que envolvia lutar de verdade, mas enfim. Preparamos um mega evento, seria a luta do século, War Machine contra Executer, com amigos da escola obviamente pagando mico, na ordem: Laurinho Cócegas, comentarista e jurado; Zé Cláudio Compaixão, câmera-man; Felipe Andorinha, jurado; Du Malcovich, jurado (comprado pelo Cafu! O cara passou a luta inteira torcendo pra ele, acreditam?). E como juiz, este sim era o ponto alto da luta, Flavinho Emoções, um amigo nosso que era todo bombado. Ficou sem camisa e de gravatinha borboleta. O embate foi cômico, pra não dizer trágico. Eu pesava trinta quilos e meio e o mais perto que havia chegado de uma luta na minha vida foi entre os bonequinhos do He-man e do Rambo. O Cafu pesava oitenta e nove, era faixa-preta de caratê e usava luvas sem proteção. Não preciso nem dizer: o cara me arrebentou inteiro. E, de maneira até hoje inexplicável, ele não me nocauteou. Pelo contrário, fizemos a contagem de pontos... e eu ganhei! Ou os jurados estavam viajando enquanto a gente se dava umas bordoadas na cabeça ou não sabem fazer conta, mas para todo fim, fui o campeão da luta do século. Está tudo em fita e não me surpreenderia se um dia ela aparecer pelos youtubes da vida tamanha é a bizarrice. Tudo isso acontecia na casa do Cafu, diga-se de passagem. A mãe dele ficava desesperada, coitada, afinal não é todo dia que melhores amigos marcam um encontro para trocarem umas porradas. Saíamos arrebentados, mas sempre tinha lanchinho. A mãe do Cafu era demais. Decidimos fazer a revanche. Para isso, resolvemos filmar os treinos. A câmera focava no Cafu fazendo algum exercício, então cortava para mim. Era muito engraçado: ele levantava 10 quilos em cada braço, com sua cara de japonês inabalável; e eu suava pra levantar um quilo e meio. Ele corria uma quadra em quinze segundos. Eu pulava cordinha imitando o Stallone. Éramos crianças. Mas tínhamos 17 anos e não sei como passamos pelo colegial. Com tanta atividade extracurricular não era de se esperar que o Cafu e eu fôssemos bons alunos. Mas pasmem, éramos os melhores da escola, se não for da cidade. E óbvio: competíamos. Um dia ele era

8 melhor, noutro eu. A admiração que tínhamos um pelo outro fez mesmo da gente bons alunos e queridos dos professores. Chegávamos na escola sem saber que tinha prova, a classe inteira aos berros, correndo pra lá e pra cá. Tem prova hoje? Do que? o semblante do Cafu parecia não se alterar para nada. De química orgânica! gritava alguma desesperada. Então a classe entrava num conflito físico brutal pra decidir quem sentava perto da gente. Eu ia para uma ponta, o Cafu para outra, e passávamos cola para a classe inteira: éramos generosos. Teve até aqueles para quem a gente fez a prova inteira. No terceiro colegial cheguei a montar outra banda também, Mr. McCoy, em homenagem a uma música que eu tinha feito com meu irmão. Dessa banda participou um exímio guitarrista e grande amigo, Gansinho, que anos depois me ajudaria a produzir a demo que me conduziu ao Christiaan Oyens. O irmão dele, Ganso, estudava com a gente, era nosso amigo também e detonava no vocal. O batera era o eterno e grande Tamburello, que de um jeito ou de outro sempre esteve do meu lado. Ah, o Felipe e eu, quantas vezes teremos saído em Bebedouro? Eu passava para buscá-lo em sua casa, no Uninho que meu pai me emprestava. A gente ficava ouvindo Warrant no último volume: Mr. Rainmaker, don t waste your time, I found a girl who s permanent sunshine. Se bem que a gente nunca encontrava a tal menina do sol incessante. Dávamos milhões de voltas de carro, ouvíamos Jeff Healey carregando seu blues em How long can a man be strong? porque a gente não sabia quanto tempo ia agüentar sem encontrar uma namorada, e nada mudava nunca. Falando em carro, meu pai também tinha um Landau aprendi a dirigir nele. Um dia a gente resolveu filmar um campeonato de futebol. Como ninguém tinha carro, os 10 jogadores dos dois times, foram no Landau, todos juntos, eu dirigindo. Foi uma vergonha. Dez carinhas descendo do mesmo carro, como se fosse o ônibus da seleção. Não sei o que isso tem a ver com a música, mas acredito que existe um pouco de tudo em nós. E um pouco de Bebedouro ficou, com certeza, para sempre em mim. Com o fim do colegial fechei a fase de Bebedouro na minha vida, mas a porta ficou aberta para as amizades que duraram para sempre. Fui pra Argentina tentar ser médico, depois para a Inglaterra para estudar inglês, onde conheci um monte de bandas legais, e nessas indas e vindas toquei algumas vezes na banda de thrash-metal do meu irmão, Malparidos. Nessa fase, como (quase) todo guitarrista em construção, eu estava bem ligado no fator ummilhão-de-notas-por-segundo e o estilo cabia bem para essa banda. Meu irmão tinha um senso de peso muito forte, que ele emprestava para suas músicas e que acabaria exercendo uma grande influência em minhas composições no futuro. No fim das contas, meu irmão sempre esteve presente em minha música, desde o Mader Mader, até os dias de hoje. E um pouco disso eu resgatei quando decidi voltar às origens.

9 De volta a São Paulo: Grapevine ( ) Voltei para São Paulo, minha cidade natal, eu continuava compondo e tocando sozinho. O Du também tinha mudado para cá e montamos a Sixxty-9, uma banda de hard rock cocky se é que vocês entendem esta expressão. Como o Felipe não tinha nem terminado o colegial em Bebedouro e não conhecíamos nenhum baterista, utilizamos programação para gravar umas músicas bem legais que eu tinha feito: All the world s gone dry, Running To Kill (que no futuro eu transformaria na Incompreensão ) e uma parceria minha e do Du, Frozen Wings, muito boa também, com uma pegada meio Alice In Chains, entre outras na mesma praia. Chegamos a fazer um home-video do Sixxty-9, que filmamos em Bebedouro, tocando todas estas músicas junto com o Fê, além do Gansinho na outra guitarra (que já começava a despontar com sua técnica estonteante) e o bom e velho Zé Cláudio no baixo. A intenção era mandar essa fita de vídeo para alguma gravadora. Ah, o sonho das gravadoras, quem me dera eu tivesse me livrado dele antes. O Gansinho, junto com seu irmão, Ganso, seguiu seu destino pra formar uma bela banda de metal, VersOver. E esta seria a última vez que eu tocaria com o Fê, por um bom tempo. Meu caminho musical tomava um desvio repentino, que seria fundamental para meu futuro, embora me distanciasse de minhas origens. Bebedouro ficava para trás, e na frente um aparente mundo de oportunidades. No cursinho conheci um figura que seria outro parceiro importante na minha carreira musical: Peu. Tínhamos a paixão pela música em comum e isso nos fez bons amigos. Ele também gostava de Creedence, o pai dele também mostrava mil músicas pra ele e ele também tinha um milhão de bandas, entre elas uma de rockabilly, Another Five Hundred. Não demorou muito pra gente resolver fazer um som juntos. Eu sempre tinha sonhado em montar uma banda cover do Creedence (em parte para agradar meu pai) e quando eu dei a idéia para o Peu ele topou na hora. Nascia o Grapevine, com o Teteu, amigo dele, na batera, o Dani, irmão dele, na outra guitarra, e meu irmão no baixo. Em um único dia, na casa do meu pai, tirei todas as músicas no violão e transcrevi todas as letras não existia Internet, não dava pra pegar a letra no Google como se faz hoje em dia, de maneira tão fácil. Essa foi uma fase muito gostosa dá pra não gostar de tocar Creedence? em que aprendi bastante como guitarrista, justamente ao tocar coisas mais simples, e ao mesmo tempo mais emotivas. John Fogerty era um mestre nos riffs. Aprendi também com o forte senso de harmonia entre o Peu, Teteu e Dani; eles tinham uma característica curiosa de unidade que me remetia a meus tempos de banda com meus amigos. Além disso, eu estava totalmente em casa, com meu irmão ali do lado. Era demais. Com o Peu aprendi a rasgar a voz pra alcançar as notas que eu não conseguia. Eu acabaria precisando de 150 mil aulas de canto no futuro pra dominar melhor esse vício, mesmo assim não posso deixar de agradecêlo por isso, pois até então eu tinha muita vergonha de soltar a voz e esse macete me ajudou a enfrentar muito meu medo: de um dia para o outro virei um roucão, rasgando tudo quanto era nota! Bem legal. O Grapevine começou a ganhar fôlego. Na edícula da minha casa eu resolvi montar um estúdio de ensaios. Eu deixava tudo preparado antes da chegada da galera: ficava regulando o som, tentando adequar um quarto de uma casa de família à sonoridade de uma banda de

10 rock. Ficava passando fita adesiva nos cabos porque odiava que eles ficassem desorganizados, coisa maluca essa, não? Sempre fui meio roadie. O pessoal chegava e era só plugar e tocar, estava tudo pronto. Ninguém precisava mexer uma palha. Mesmo assim, tinha tão presente a memória de ensaiar sempre que dava, adquirida em Bebedouro, que ficava louco ante a impossibilidade de fazer o mesmo em São Paulo: os caras moravam na Granja Vianna, nunca podiam, e quando um podia o outro não, tinham outras bandas. Enfim, era uma frustração e tanto, pois o que eu queria era ficar tocando sem parar. Vale dizer que já estávamos na faculdade, eu estudava publicidade na ECA, e lá mesmo conheci um outro grande amigo desta nova fase, Tiaguinho. Garoto simpático, sorridente e eternamente feliz, foi como um motorzinho dando ouvido às minhas divagações sobre banda, música, como tinha e não tinha que ser. Putz, ele me ouvia sem parar. E dar ouvidos a um aquariano pode ser perigoso corre o risco dele nunca mais parar de falar. Ao mesmo tempo em que o Grapevine começava a ganhar prêmios de melhor performance ao vivo em festivais por aí, eu continuava com meu gosto pela composição. E sempre em inglês. Continuava gravando, sozinho que fosse, com o teclado da minha irmã, com meu violão. Fiz uma música bonita, Been left by the rain, que gravei na sala da minha mãe, mostrei pros meus pais, eles adoraram. Mas... era tudo em inglês. Meu pai, que sempre esteve presente em minha vida, com seus conselhos e o carinho que a proximidade da nossa relação permite, acompanhava de perto minhas diversas incursões pela arte e pela música. Depois de me ouvir repetir um milhão de vezes que agora é pra valer, esta banda sim vai estourar, juntamente com fitas e fitas mal gravadas, ele me apontou a beleza da língua portuguesa e de como ela tinha sempre feito parte, de alguma forma, no jeito de eu querer fazer arte. Falou das minhas poesias quando menino. Falou da minha paixão pela Literatura. E era verdade. Falou que seria muito bom seu passasse a fazer músicas em português. Mas era muito difícil aceitar isso. Num dia, no meio de uma aula de Sociologia, acho, falei para o Peu: por que a gente não compõe em português?. Ele não gosta muito de assumir isto mas a verdade é que ele me xingou e disse: você pensa que é o Renato Russo?. Até que tinha um pouco de razão. De qualquer jeito, o Peu era outro cara que amava escrever e tinha lá suas crônicas e histórias, muito boas por sinal. No cursinho, não preciso nem dizer, a gente competia pra ver quem era o melhor em redação e quem ganhava a preferência da professora. Eu até que estava indo bem na primeira metade do curso, mas ele resolveu apelar e apelou feio. Numa das redações encomendadas pela professora ele entregou um texto que o pai dele fez (um exímio escritor, diga-se de passagem), só que o sacana falou que foi ele. Claro que a professora veio toda apaixonada e melosa: Peuzinho querido, que texto é esse?. Aí o safado confessou, mas já tinha ganho o coração dela! Enfim, tudo isso pra dizer que ele é sim um escritor e tanto; e algum dia sei que ainda vou ver algum livro dele publicado por aí. Dito isto, era perfeitamente natural que os dois passássemos então a compor juntos, em português, não importando quão resistentes fôssemos a esse processo.

11 Nossa primeira música foi Num outro lugar, em que usamos um dicionário de sinônimos (!) para fazer grande parte da letra. Bom, tudo tem seu começo. A música entrou para um filme que nosso grupo fez para a aula de Cultura Geral, ou sei lá qual, na USP. O filme era sobre uns anjos que tentavam mostrar o caminho correto para as pessoas. Óbvio que nós todos fomos os (péssimos) atores, e o script não era lá tão bom, mas acreditem ou não o que as pessoas mais destacavam quando assistiam era nossa música. Fizemos então aquilo que chamamos de Prelúdio Acústico uma banda com duas vozes e dois violões. Essa banda existia puramente para tocar o que a gente gostava, e isso era o máximo. O Peu e eu íamos de bar em bar implorando por um espaçozinho que fosse na agenda desse pessoal, pra gente tocar alguns covers e quem sabe lá no meio algumas nossas. História de uma patricinha apaixonada surgiu nessa época. Os amigos mais próximos começaram a gostar bastante. Diziam que a gente tinha futuro. O Teteu logo entrou no Prelúdio, e depois de fazermos algumas apresentações num bar chamado Garrafaria, só voz e violão, fizemos o primeiro show nós três (o Peu tocando baixo), na festa de libertação dos bixos da ECA, em março de 97. E essa foi a primeira vez que o Tiaguinho também subiu num palco, pra tocar baixo na História. Detalhe: ele nunca tinha visto um baixo na vida. Até então ele fazia aula de violão e ficava cantarolando músicas do Iron Maiden e Live, os únicos dois CDs que ele tinha. E ele era tão legal que não fazia sentido não tê-lo na banda, mesmo sem saber qual uso poderíamos dar pra ele! Enfim, eu tinha um baixo (e nessa época só o fato de ter um instrumento era o suficiente para que uma pessoa pudesse tocá-lo) e emprestei pro Tiaguinho, pra ele treinar. E ele entrou na banda. Eu sempre tive uma característica um pouco chata de ir atrás de tudo quanto é banda nesse mundo, comprar a coleção inteira e forçar todo mundo a gostar também. Fui assim desde criança. Na época da faculdade, eu morei uma temporada na Califórnia e voltei de lá encantado com uma série de bandas novas que faziam um som muito legal que eu resolvi chamar de College Rock (só porque o conheci na Universidade da Califórnia), mas que não tem nada a ver com isso: a única verdade nesta afirmação é que essas bandas se lançavam na faculdade mesmo. Mas seu estilo pode ser considerado como Adult Alternative Pop/Rock. Pelo menos é o que o pessoal chama lá fora. Faziam parte dessa leva Collective Soul, Gin Blossoms, Toad The Wet Sprocket, Hootie, Edwin McCain Sister Hazel, Del Amitri, entre vários outros. Eu trouxe vários CDs pra ouvir com o pessoal e acabamos resolvendo que queríamos fazer um som assim. Na verdade, eu conheci Blossoms e Toad graças ao bom e velho Kiss, ainda em 94, por causa de seu CD tributo, no qual estas bandas fizeram versões matadoras para Christine Sixteen e Rock n Roll All Night respectivamente. De qualquer forma, um dos maiores fãs que o Prelúdio tinha era o irmão do Peu, o Dani. Quando fazíamos uma música, bastava mostrá-la pro Dani para, depois de vê-lo chorar emocionado, ter a certeza que havíamos acabado de fazer um hit. Só depois eu aprendi que o Dani choraria por qualquer música que o Peu fizesse. Uma vez o Peu fez um rock n roll, chamava Balada com meus amigos, acho, e o Dani chorou. Vai ser emotivo assim! De qualquer forma, ele adorava mesmo nossas músicas e não parava de insistir para entrar e ser o outro guitarrista do Prelúdio. Se vocês ainda não confundiram a história inteira, vão se

12 lembrar que o Dani já tocava no Grapevine com a gente, mas não bastava. Ele ia nos ensaios do Prelúdio, nem que fosse pra ficar assistindo, dando uma força, fazendo backings. Pô, um cara assim merece entrar na banda, não? Já que falamos no Grapevine, tenho que contar a vocês um pouco das nossas desventuras. A primeira vez que o Grapevine subiu num palco foi no festival do Mackenzie, em 97. Ficamos em terceiro lugar entre 300 bandas, com I heard it through the grapevine. Legal pra caramba. Depois tocamos em alguns outros festivais e rara vez devemos ter feito um show mesmo. Um dos primeiros, com set completo e tudo, (pelo menos tentativamente) foi num boteco ao lado da faculdade em que meu irmão estudava, Unib. No boteco cabiam sete pessoas. Levamos bateria, amplificador, microfones, tudo. Juntou umas duzentas. Putz, até meu pai foi assistir, nem creio. O show foi interrompido pela polícia, muito louco. Fizemos um outro show, que meu irmão também descolou, num bar no Itaim, onde a nossa descontração no palco começou a virar marca registrada. Subíamos nas mesas pra solar, rolávamos no chão, era uma mega diversão. Só que o bar era uma pizzaria. Um terceiro show, também através do meu irmão (a família Galiano parecia mesmo ter tino para essa atividade!), foi na quermesse da Móoca, nas escadarias de uma igreja, contratados por um Frei, que na verdade era um Frade, e se chamava Fred. O clima era um pouco hostil, afinal não tenho certeza se os freqüentadores daquela quermesse na Móoca estavam muito interessados em Creedence Clearwater Revival. Houve ainda um quarto show, num evento do Incor, onde meu irmão trabalhava, que foi espetacular. Só havia adultos, e todos ficaram encantados com nosso repertório setentista. Dançavam pra lá e pra cá, e ver essa energia das pessoas, em resposta ao nosso som, é algo sem explicação. Acho que o último show do Grapevine foi na ESPM, em 99 desta vez quem arranjou foi o Dani mesmo e que provavelmente marcou a despedida do Grapevine, mas deixou para sempre a marca de irreverência no palco e cadência contagiante das músicas do Creedence em meu perfil musical. Vodka Frog: um drinque com os sapos ( ) O fim do Grapevine coincidiu mais ou menos com o surgimento do Vodka Frog, pelo menos com esse nome afinal o Prelúdio já existia desde meados de 96, quando o Peu e eu resolvemos compor juntos. Em 98 já tínhamos mais composições, o Dani já tinha entrado e ensaiávamos bastante. Eu tinha visitado uma série de estúdios profissionais, deslumbrado, e pensei que era hora da gente ter um registro decente de nossas músicas (até então todas as minhas gravações tinham sido feitas em fitas caseiras). Foi duro convencer o pessoal a investir em um estúdio, estava todo mundo meio sem grana (como todo universitário), mas todos acreditavam invariavelmente que a banda tinha futuro. Eu tinha feito aulas de piano no Souza Lima, então fui atrás deles pra ver a possibilidade de gravar um CD demo minimamente decente. Conheci o Bechara, baterista e técnico de som

13 do Souza Lima. Os sapos, como éramos conhecidos, adoraram a possibilidade de gravar, todo mundo botou um pouquinho de grana no bolo e fechamos 20 horas, se não me engano, pra gravar e mixar três músicas. Eu me lembro bem de querer ter gravado um disco inteiro, mas óbvio que não tínhamos dinheiro nem tempo para ensaiar tantas músicas. Gravamos nossa primeira demo em 98, que foi um aprendizado bastante interessante. Ficaríamos no negativo por um bom tempo, até conseguirmos recuperar a grana investida. Em 99 passei o ano novo na Califórnia, com outro grande amigo meu, Gabes. Fomos atrás do show do Gin Blossoms, o único depois que eles tinham se separado, que seria na virada do ano novo em Phoenix, Arizona. Sim, no meio do deserto. Essa viagem foi sensacional. Acabamos ficando amigos dos caras do Gin Blossoms (salvaguardando as proporções do que esta palavra significa para eles e para nós). O Gabes e eu dávamos muita risada juntos. Tínhamos mil sonhos em comum e um deles era largar tudo e abrir uma empresa ou qualquer coisa nos EUA. Lembro de o Gabriel anunciar peremptoriamente: cara, temos tudo para detonar nos EUA! Vamos morar aqui agora mesmo. No dia seguinte eu mostrei a 15 minutos pra ele, minha mais nova composição, e ele não teve dúvidas de anunciar, de maneira igualmente peremptória: cara, você tem tudo pra detonar na música! Vamos voltar pro Brasil agora. Esse era o Gabes. Mostrei também Vamoprabalada e acho que nessa hora ele resolveu ser nosso empresário, mas esqueceu no minuto seguinte e foi fazer outra coisa, como bem é de sua característica. De volta ao Brasil, acho que tivemos a grande sorte de conhecer um grupo bem legal de amigos, na Câmara Americana de Comércio, onde o Tiaguinho, Teteu e eu trabalhamos por um ano mais ou menos. Marssa, Ximas, Rodrigones, Tarsa, Morenets, Danilão, Walan, Beisert, Jubes, Ni, Pedrão e mais um montão de gente, todos jovens, da mesma idade, trabalhando numa empresa. Só molecada. Era de se esperar que houvesse balada atrás de balada. Não tenho absolutamente nenhuma dúvida que este foi o grande propulsor do Vodka Frog como banda, porque a gente acabou virando desculpa pra esse pessoal todo se encontrar. Não teríamos nunca conseguido o que conseguimos se não fossem por amigos como estes, além dos outros, obviamente, que nunca deixaram de nos acompanhar: o pessoal da ECA, Mackenzie, ESPM, Granja e tantos outros. Foi na própria Câmara que ouvi falar de um tal de festival de música cujo vencedor poderia gravar um CD. Putz, era tudo o que eu queria. Imediatamente inscrevi o Vodka, embora contra a vontade do pessoal da banda que não acreditava muito nesse tipo de festival. Chamei o Dani pra me acompanhar e fomos conhecer o organizador do evento, grande Fernandão Bustamante (ex-tecladista do Zero). O esquema do festival era aquela velha história de sempre, compre não sei quantos ingressos se quiser participar. Eu comprei, certo de que venderia tudo na Câmara. Vendemos uns quatro, acho. Mas mesmo assim, tocamos História e Enfim e... ganhamos! Essa era a primeira vez, de fato, que o Vodka subia num palco (até então só havíamos tocado como Grapevine). Foi a primeira vez também que

14 usamos o sapo de pelúcia, mascote da banda. Enquanto a gente tocava a História eu o atirei no meio da galera (e acho até hoje que o sapo foi o grande responsável pela nossa vitória). Como prêmio, gravamos um EP com 8 músicas nossas, num passo que nos abriria muitas portas. Isto foi no começo de Terminamos o CD em julho do mesmo ano, acho. Chamamos o disco de O Rádio Não Tem O Que Tocar, o primeiro EP do Vodka. Com o CD na mão, faltava levá-lo para as pessoas que tinham o poder de decisão nas gravadoras. Mas não bastava mandar pelo correio. Faríamos um mega lançamento no Woodstock Club, na Rua Consolação. Alugamos o espaço e até chegamos de carro especial, pra causar uma impressão (o Kiss fez isso no seu primeiro show em NY, chegando de limusine). Sim, eu fazia de tudo para seguir os consagrados passos do Kiss, não tenho vergonha de admitir! Contratamos buffet pra servir salgadinhos e não sei mais o quê. O Teteu, que era um cozinheiro e tanto, diga-se de passagem, inventou um drink Frog, verde. Foi um show bem legal. Serviu mais pra mostrar quem a gente era para as pessoas do que para qualquer empresário. Até porque a gente filmou tudo, para preparar um material bem bacana depois, mas misteriosamente a fita sumiu. É interessante notar que durante esse tempo todo, todos nós continuávamos trabalhando, estudando, enfim; dedicávamos somente o pouco tempo livre que tínhamos para a música. Mas não deixava de ser recompensador. Logo depois desse show, eu recebi a notícia de que tinha entrado num curso de pós-graduação na Harvard, bastante concorrido algo que também sonhava com profunda intensidade (sempre lembrando que eu fazia muito de tudo ao mesmo tempo). O pessoal da banda congelou quando eu contei para eles. Justo agora?. É, na minha vida sempre foi tudo justo agora. Fui a obrigado a tomar uma das decisões mais difíceis da minha vida: a banda era apenas uma promessa nesse momento, o curso de pós-graduação algo mais concreto. O louco aqui foi atrás da música, meu pai quase me mata. Para dar um formato mais profissional para essa decisão, mudei do meu quarto para a edícula (onde a gente costumava ensaiar) e coloquei um sofazinho lá, junto com uma mesinha de escritório. Pronto, estava inaugurando o escritório do Vodka Frog! Com nada mais do que isso e um telefone comecei a ligar de gravadora em gravadora, bar em bar, empresário em empresário, sempre procurando vender a nossa incipiente marca, que agora, mais do que uma promessa, tinha que acontecer de qualquer jeito. O primeiro show que surgiu dessa investida foi no Zé Pereira (bar na frente da FAAP), casa que nos acolheu até julho de O Gabes me levou lá, uma amiga sua trabalhava como promoter da casa. Fizemos uma reunião com ela e ele não sei como a convenceu de que éramos uma banda espetacular. Fizemos um show e lembro-me do Zé Pereira entrar em ebulição! Era algo impressionante: não cabia muita gente, o som era amador, as mesas competiam por espaço com as pessoas, tinha gente nas escadarias, em cima das cadeiras, mas a energia do lugar era tudo de bom. Os garçons começaram a cantar junto com a gente, o pessoal da FAAP foi começando a vir mais e mais e coincidentemente metade das pessoas que trabalhavam na Câmara estudava na FAAP então uma coisa levou a outra e... pronto: já não éramos mais tão desconhecidos. Cópias do EP O Rádio Não Tem O Que

15 Tocar começaram a circular (de novo, ainda não rolava o fenômeno da Internet e mp3), e mais e mais pessoas pareciam estar gostando de nosso som. O tempo que eu passava no escritoriozinho improvisado do Vodka Frog também servia de inspiração para uma série de coisas legais: criamos o Frog Intra, um comunicado por que contava as novidades da banda para os amigos/fãs, sempre num tom irreverente. Dessa forma, eu tinha conseguido juntar duas coisas que eu amava em uma: ficar inventando coisas e correndo atrás de tudo com a possibilidade de escrever ainda mais sobre a gente! Então era frog intra pra cá, frog intra pra lá. A base de dados ia crescendo, o profissionalismo de nossas ações também. A gente aprendia com o processo. Nesse meio tempo tenho certeza que uma série de bandas legais que cruzaram com a gente na época passou a adotar parte de nossas estratégias e postura frente ao público. De repente começou a surgir um monte de mascotes, comunicados engraçados por e coisas parecidas. Acho que isso foi um legado bem interessante que o Vodka Frog deixou para o cenário da música independente de São Paulo, salvaguardando as proporções. Nessa época também surgiu o Frog Box : era uma caixa verde, super legal, com nosso CD, cópias de matérias que começávamos a soltar na imprensa, fotos, etc. Mandamos o Frog Box para tudo quanto é lado. Eu virei até motoboy, de Uninho mesmo fui de rádio em rádio levando o Frog Box, ligando para ver se tinha chegado, convidando as secretárias, estagiárias, porteiros, guardas-noturnos (e quem atendesse ao telefone) para nossos shows. Uma dessas ligações retornou: no dia 12 de fevereiro de 2001 (por sinal meu aniversário), a voz do Edgard (ex-vj da MTV) anunciou Alguma Vez na 89 FM! Ouvir nossa música rolando no rádio foi algo indescritível. Um presente de aniversário. Uma dádiva. Lembrome de ter pulado com os caras, gritando, e depois sentei sozinho, chorando de alegria. A segunda grande casa que nos recebeu (e mudaria nosso destino) foi o Na Mata. Num dia qualquer outro grande amigo meu, Ximas, me liga no meio da noite, desesperado: Dreas, você tem que vir aqui, puta que pariu, cara. Demorou pra entender o que ela queria dizer, mas enfim ele me contou que havia descoberto uma balada onde o palco era verde e em forma de sapo! Eu fui na mesma hora encontrá-lo, e era verdade. Só então percebi que lá era o extinto Popular, uma casa onde, quatro anos atrás, eu havia ido para assistir um show de uma banda e ficado encantado com o lugar. Lembro-me de ter pensado um dia vou tocar aqui. Comecei a ligar para o dono, para tentar uma reunião, mas a casa era disputadíssima. Quando ele finalmente agendou, fizemos uma apresentação toda elaborada em PowerPoint, e lá fomos, eternos empresários/músicos, artistas/empreendedores, tentar vender um sonho. Coincidentemente o Cliff, um dos donos da casa com quem falamos, amava Gin Blossoms, o que facilitou muito o processo. Ele nos deu uma única noite de teste: oito de agosto de Queríamos também comemorar os cinco anos de banda (considerando a primeira composição minha e do Peu, em 96), então tudo parecia fazer mais sentido. Todo mundo ajudava com alguma coisa: o Teteu era o mestre da sala de estar, sabia receber as pessoas como ninguém, conversava com todo mundo e sabia o nome de todo mundo. O Dani e o Peu tinham mãos muito hábeis para o design. O Peu desenhou o logo da banda e o

16 Dani fez sites, convites, flyers e tudo mais. Inclusive o convite dessa dita festa de cinco anos da banda. O Tiaguinho, bem, ele era a simpatia em pessoa. Ficava sorrindo no palco e todo mundo achava o máximo. E eu, sei lá, acho que era o senhor dos pepinos. Um dia antes do show lá estávamos nós, empolgados, todo mundo comemorando, e quem liga para mim? O dono do Na Mata, extremamente nervoso, gritando como é possível que vocês toquem duas horas, uma banda desconhecida, tocar músicas próprias? Só uma e olha lá. Pior ainda: o Na Mata não costumava chamar bandas de rock, e era natural que eles ficassem preocupados. Conversei com ele, procurando acalmá-lo, mas acho que não precisava. A noite acabou falando por si mesma: batemos o recorde de público da casa, só com amigos nossos, e amigos de nossos amigos. O show foi muito legal era o ano do Vodka. Ficaríamos no Na Mata até a minha despedida da banda, em novembro de Nesse tempo todo fizemos os shows que considero até hoje os mais legais do período do Vodka. Já em 2002, o Teteu e eu tínhamos virado uma bela dupla de empresários: a gente ia de terno e gravata, notebook e um discurso afinado pra tentar convencer gravadoras a nos contratarem. Mandávamos milhões de s. Um dia me ligaram da Sony, retornando um que eu havia enviado ao presidente. O cara era o Diretor Artístico de lá e simplesmente tinha adorado o conceito por trás da nossa banda, embora não tivesse ainda ouvido nosso som (e a gente sabe que nesse meio a música nem sempre vem em primeiro lugar, né?). Vodka Frog, que nome maluco, meu velho!. Nunca esqueço essa frase. Fiquei pasmo, a Sony tinha ligado pra gente! Conseguimos, até hoje não sei como, agendar uma reunião com ele, e mostramos nosso som. A coisa toda com a Sony evoluiu e quando estávamos para fazer a reunião final, no Rio, tivemos que desistir, porque outro empresário extramente famoso, conhecido por descobrir bandas de pagode com quem tínhamos feito uma demo no mesmo ano, muito a contragosto meu (ele queria que a gente fosse uma banda só de violões e tocasse na Rádio Cidade) falou que queria assinar com a gente e a banda, não muito segura, acabou indo com ele. Foi muito triste. Óbvio que ficamos na geladeira, o tal empresário sumiu com as fitas e perdemos a Sony para sempre. Ao mesmo tempo, eu tinha conseguido o de um tal de Ktenas, Vice-presidente de Marketing da Abril Music e mandei uma mensagem pra ele (tenho o até hoje). Depois ele me contou que tinha intenção de assinar com a gente, mas a gravadora acabou fechando. Claro, é a história da minha vida. O que é pra ser é pra ser. Eu fiquei muito abalado com todo esse processo e cheguei até a pensar em desistir. Mas a energia dos shows era muito forte, as pessoas pareciam gostar, não tinha como algo tão verdadeiro assim não dar certo. A gente estava se consolidando como banda fixa no Na Mata e mais e mais casas estavam nos procurando. Acabamos abrindo as portas para noites dedicadas ao rock no Na Mata, coisa que nunca acontecera antes. O público aumentava, todo mundo comentava. Então pensei que poderíamos seguir nosso caminho sozinhos mesmo, que talvez as gravadoras não fossem a única alternativa. Quem me dera eu tivesse chegado a essa conclusão antes.

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