A Relevância do Acesso ao Crédito na Dinâmica da Informalidade no México. Oscar Sánchez G. 1

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1 A Relevância do Acesso ao Crédito na Dinâmica da Informalidade no México I. Introdução Oscar Sánchez G. 1 O fenômeno da Informalidade laboral tem sido de grande importância no México, como resultado do aumento na proporção de trabalhadores não registrados no Instituto Mexicano de Seguro Social (IMSS), os quais representam uma maioria dentro da população economicamente ativa (PEA). De acordo com as cifras captadas recentemente pela Pesquisa Nacional de Ocupação e Emprego (ENOE), cerca de 60% dos trabalhadores no México trabalham fora do setor formal, que tradicionalmente garante o acesso aos serviços de saúde e benefícios de pensões, entre outros direitos 2. Embora tenham sido feitas revisões recentemente na metodologia de estimativa do tamanho do setor informal, a percepção geral é de que a maioria dos trabalhadores no país opera sob essas condições, estando ainda fora de alcance um ponto de inflexão na dinâmica do fenômeno. O principal interesse deste estudo não é a medição da Informalidade no México, mas sim a análise dos principais determinantes de suas recentes tendências. Para poder captar o fenômeno em sua totalidade, é realizada uma comparação internacional, tanto do nível da Informalidade e de seu comportamento dinâmico, como sua relação com os principais determinantes. Submeter um amplo conjunto de países sob as mesmas métricas destaca a relevância de alguns fatores e permite reconhecer a impossibilidade de identificar um único determinante como condutor principal da informalidade. Esta análise multifacetada ainda que não pretenda ser exaustiva leva à consideração de uma explicação alternativa do fenômeno, que até agora não tem sido reconhecida pela literatura sobre o assunto. É assim que, na segunda parte do estudo, a análise se concentra na identificação da evidência estatística do papel desempenhado pelo sistema financeiro na explicação, pelo menos de parte da dinâmica recente da Informalidade. Constata- se que o acesso ao crédito é um fator que está intimamente relacionado com a dinâmica da informalidade no México. A segunda parte do trabalho chama, portanto, para estudar tal relação conduzindo uma investigação do efeito que o acesso ao financiamento tem sobre o crescimento no emprego de pequenas e médias empresas, no México; que se conhecem como os empregadores mais intensos de mão de obra informal. Descobre- se que as empresas que aumentam a sua força de trabalho de forma significativa são, principalmente, aquelas que de uma forma ou de outra tiveram acesso ao crédito. Assim, concluímos que o sector financeiro tem um papel importante na determinação da tendência da Informalidade no México. 1 Comments to earlier drafts by Jose A. Gonzalez, Francisco Gil, Miguel Messmacher and Carlos Ramírez are thankfully acknowledged, as well as research assistance by Carlos Tendilla. All errors remain mine. 2 A ENOE é levantada pelo Instituto Nacional de Estatística, Geografia e Informática (INEGI), 3 A CSS soma as contribuições do empregador e do trabalhador. As contribuições do empregador e, em alguns países, os 2 A ENOE é levantada pelo Instituto Nacional de Estatística, Geografia e Informática (INEGI), 1

2 O trabalho está organizado sob a seguinte sequência: na seção II, é analisada a relação que existe entre as contribuições trabalhador- empregador e o nível da Informalidade. Na secção III, consideram- se outros fatores estruturais que poderiam interagir com a Informalidade, partindo da análise de um amplio número de países. Na seção IV, é realizado um estudo econométrico do efeito que o acesso ao crédito pode ter sobre a capacidade de expansão das pequenas e médias empresas no México. A seção V oferece algumas conclusões com base nos principais resultados do estudo. II. Relação entre as Contribuições para a Seguridade Social e a Informalidade Existe uma percepção popularizada de que a Informalidade laboral no México definida como a proporção da população economicamente ativa, sem acesso aos serviços públicos de seguridade social é significativamente influenciada pelo nível das contribuições de trabalhador- empregador. Isto é, como resultado do imposto sobre a renda, representado por essas contribuições para a seguridade social, a pagar tanto pelo trabalhador como pela empresa, os trabalhadores têm incentivos para evadir o pagamento de tais contribuições trabalhando no setor Informal da economia. De acordo com esta interpretação, e, uma vez que para aceder aos serviços de saúde, por exemplo, o típico trabalhador deve contribuir com uma taxa materialmente mínima, as contribuições do IMSS, portanto, representam um imposto que desestimula o trabalho formal. Quando se compara o nível das contribuições de trabalhador- empregador, em vigor no México, com as impostas em outros países, é óbvio que a sua dimensão relativa não é elevada. No Gráfico 1, observa- se que, em proporção, não o salário médio (em oposição à legislação Mexicana, que estabelece as contribuições como uma proporção da média salarial), mas sim, do total dos custos trabalhistas, as contribuições para a seguridade social no México (15%), são consideravelmente mais baixas do que a média (23%) dos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico 3 (OCDE). 3 A CSS soma as contribuições do empregador e do trabalhador. As contribuições do empregador e, em alguns países, os impostos sobre os salários são adicionados ao rendimento bruto do trabalhador para determinar o total do custo trabalhista. As observações para cada país corresponde ao caso de uma família de quatro pessoas com somente um trabalhador assalariado. Os países incluídos aqui são aqueles que constam no banco de dados comparativo das diferenças salariais (tax wedge) a OCDE, onde as comparações são feitas, com relação ao total dos custos trabalhistas. A defasagem salarial refere- se à diferença entre os custos trabalhistas para o empregador e a renda líquida do trabalhador. Fonte: OCDE Tax Wedges

3 Destaca o fato de que, relativo a este conjunto de países, o nível das contribuições de trabalhador- empregador no México não é, nem muito menos, dos níveis mais altos, e, como uma proporção do total dos custos trabalhistas na empresa, é menor do que no Chile, na Inglaterra ou no Canadá, e é superior, em apenas um ponto percentual, ao dos Estados Unidos. Nota- se ainda que, em países como França, Alemanha, Áustria ou Itália, o imposto sobre a renda com base nas contribuições do empregador e do empregado excedem, mais que o dobro, a porcentagem imposta no nosso país. Embora a maneira mais direta de estimar o tamanho do setor de trabalho informal, seja calculando o número de trabalhadores que carecem de acesso a um contrato formal, a uma pensão, ou a algum outro serviço de seguridade social, não existe um banco de dados que considere um amplio número de países. Assim, considera- se recorrer à medições mais generalizadas, que se concentram em estimar o tamanho da economia "paralela" (shadow economy), já que existe uma literatura suficientemente desenvolvida, até hoje, que realizou tal estimativa para um número suficientemente amplio de países 4. No gráfico 2, mostra- se uma análise comparativa simples de seção transversal, que indica que, para todos os países aqui considerados, o nível das contribuições de trabalhador- empregador não guardam qualquer relação óbvia com o tamanho da economia informal. Ressalta, em particular, que o México cuja relação de contribuições de trabalhador- empregador está abaixo da média da OCDE registra um nível de Informalidade (30% do PIB), bem acima do observado em outros países. Este é o caso, por exemplo, da França, Alemanha, Áustria e Itália. Observa- se, também, que 4 O índice de informalidade usado aqui é obtido a partir de uma estimativa multivariada, onde o tamanho da economia "sombra" é concebida como uma variável latente (já que não há maneira direta de medir este fator), cujas variações estão correlacionados com indicadores, como a participação no mercado de trabalho ou a prevalência do uso de dinheiro na economia. Portanto, o "índice tenta capturar o valor do conjunto dos bens e serviços que são escondidos das autoridades, a fim de evitar qualquer pagamento de impostos, as contribuições de trabalhador- empregador do IMSS, e evitar as restrições legais, tais como os salários mínimos, o máximo de horas de trabalho ou as normas de saúde e seguridade. A referência deste cálculo é: Schneider F. e Buehn A. (2012). 3

4 os países com CSS similares, em termos relativos às do México, têm um tamanho do setor Informal consideravelmente inferior ao do nosso país. 45$ 2.$Contribuciones$a$Seguridad$Social$e$Informalidad*$$ (%$del$costo$laboral,$%$del$pib)$ CSS$(Patrón$y$Empleado)$ 40$ 35$ FRA$ HUN$ AUT$ GRE$ RCH$ BEL$ ALE$ ITA$ ESL$ 30$ SUE$ ESK$ EST$ 25$ JAP$ POR$ POL$ FIN$ ESP$ HOL$ TUR$ LUX$ 20$ ING$ NOR$ CHL$ EUA$ 15$ CAN$ COR$ MEX$ 10$ SUI$ IRL$ ISR$ 5$ AUS$ NZL$ DIN$ 0$ 0$ 5$ 10$ 15$ 20$ 25$ 30$ 35$ Informalidad$(%$del$PIB)$ É possível explorar a base de dados da OCDE, referida acima, para analisar o efeito das alterações nas contribuições de trabalhador- empregador sobre o nível da Informalidade na economia. No Gráfico 3, é capturada a mudança nas CSS durante um período de cinco anos ( ) e a sua relação com a alteração no nível da economia Informal. Em primeiro lugar, observa- se que, com exceção da Itália, durante os últimos 5 anos, a Informalidade diminuiu para todos os países desta subamostra. Por outro lado, o número de nações que registraram aumentos nas contribuições de trabalhador- empregador durante este período é comparável aos que registraram declínios. O mais relevante, no entanto, é que não existe uma relação óbvia entre as alterações nas contribuições de trabalhador- empregador e o desempenho da Informalidade, dado que o nível da Informalidade na economia diminuiu tanto para os países cujas contribuições de trabalhador- empregador caíram, como para aqueles onde as CSS aumentaram. 4

5 3. Resposta de Informalidade às mudanças na CSS Se fosse possível pensar que a análise anterior abrange um período especial, devido à diminuição geral na atividade econômica global, devido à grande recessão de (e onde os países desenvolvidos, caracterizados nesta amostragem, registraram períodos recessivos). Para dissipar essa suspeita, é possível usar a base em dados da OCDE, ampliando o horizonte temporal da análise para 10 anos. No entanto, a abordagem varia um pouco, já que neste caso, é necessário considerar as mudanças na carga fiscal trabalhista (definida como a soma das contribuições de trabalhador- empregador, mais os impostos sobre a renda, menos os benefícios). No Gráfico 4, observa- se a reação da Informalidade frente às mudanças na carga fiscal trabalhista (CFL). Paralelamente com a análise acima, o número de países que registram aumentos na CFL é comparável aos que decretaram quedas. Salienta também que os declínios na Informalidade nos últimos 10 anos, foram acompanhados tanto de aumentos como de diminuições na carga fiscal trabalhista. De modo que, não existe nenhuma relação óbvia entre as mudanças nos impostos sobre a renda (medidos aqui como a CFL) e as mudanças na Informalidade. É evidente que o cancelamento das contribuições de trabalhador- empregador na Nova Zelândia foi acompanhado por uma queda de quase 4 pontos do PIB no tamanho da economia Informal. No entanto, deve- se notar que a maior parte dessa queda ocorreu durante o período de , sendo a queda na Informalidade de 2006 a 2012, igual a apenas 1,6 pontos percentuais do PIB. Assim, o efeito da eliminação das contribuições de trabalhador- empregador para as pensões na Nova Zelândia foi relativamente menor sobre a medição da economia Informal relatada aqui 5. 5 A Nova Zelândia abandonou as contribuições para a seguridade social em 2006 (principalmente destinadas às pensões). Como resultado desta política o setor informal contraiu- se em 1,6% do PIB (de 10,4% para 8,8%). A queda de 4% do PIB, observada no gráfico, ocorreu principalmente entre 2002 e 2005, enquanto a queda da informalidade experimentada após 2006 foi de apenas 1,6 pontos. Assim, neste caso extremo, onde as CSS foram canceladas completamente, o efeito sobre o tamanho da economia informal não era substancial. 5

6 4. Resposta de Informalidade à mudanças na CFL Se o nível e o comportamento das contribuições de trabalhador- empregador não tem uma relação direta com a Informalidade, a questão a ser abordada, então, é: como é que os países com características muito semelhantes às do México conseguiram reverter a tendência crescente da Informalidade? Assim, como se pode observar na Tabela 1, os indicadores do tamanho da participação da força de trabalho no setor formal da economia mostram uma tendência crescente no Chile, Colômbia e Peru. Estas observações contrastam com o comportamento de uma medição semelhante para o México, onde se observa que o setor formal continua perdendo terreno 6. Cuadro 1. Porcentaje de trabajadores formales 7 % de PEA Porcentaje de Trabajadores Formales* México Chile Colombia Perú Fuente: Banco Mundial. 6 Existem várias maneiras de estimar o tamanho da economia informal nos regimes contributivos. De acordo com os dados do Banco Mundial, empregados aqui, o setor formal laboral está constituído por trabalhadores que têm acesso aos benefícios de seguridade social, uma pensão ou um contrato legal. Note- se que as tendências observadas na tabela não são alteradas ao modificar a condição para a definição de formalidade laboral. 7 Porcentaje de trabajadores suscritos a la seguridad social. 6

7 *Hay distintas maneras de estimar formalidad en los regímenes contributivos. Por ejemplo, el acceso a un contrato laboral, pensión o a servicios de salud. De acuerdo con los datos del Banco Mundial aquí expuestos, distintas acepciones de informalidad no alteran las tendencias para los países aquí incluidos. III. Fatores Estruturais que influenciam na Informalidade Marco Regulatório e Informalidade Com base na mesma amostragem de países da OCDE, usada anteriormente, a seguir, é analisado o efeito que outros fatores poderiam ter sobre o comportamento da Informalidade. Em primeiro lugar, analisamos a relação entre a rigidez do marco regulatório (o que inclui, por exemplo, a regulamentação do mercado de trabalho) e a Informalidade. Para a realização deste experimento foi levado em consideração uma medição da Liberdade Empresarial (Business Freedom), publicada pela Heritage Foundation, como um elemento constituinte do Índice de Liberdade Econômica 8 (Economic Freedom Index). No Gráfico 5, são apresentados, simplesmente, os valores deste índice e os níveis de Informalidade correspondentes ao subconjunto de países na amostra original do Gráfico 1. O que se observa é a existência de uma relação inversa, mesmo tênue, entre o índice da Liberdade Empresarial e o tamanho da economia informal. 8 O marco regulatório está se aproximando através do Índice de Liberdade Empresarial, que é um componente do Índice de Liberdade Econômica, elaborado pela Fundação Heritage. O índice de Liberdade Empresarial estima o tempo e o esforço necessário para implementar iniciativas empresariais privadas. Alguns estudos que analisam o efeito do marco regulatório sobre o tamanho da economia informal encontram causalidade. Embora alguns estudos não encontram significância estatística, Friedman et al (2000), Johnson et al (1998) e Heckman e Pagés- Serra (2000), encontraram evidências de uma relação direta entre a intensidade do marco regulatório e a informalidade. 7

8 Como mencionado anteriormente, dentro desta amostra o México é o país com maior Informalidade, no entanto, agora tal variável está associada, em média, a um nível maior da variável no eixo vertical (a Liberdade Empresarial). O que não era o caso das Contribuições para a Seguridade Social (CSS) do Gráfico 1. Assim, pelo menos à primeira vista, maior Liberdade Empresarial tende a corresponder com menor Informalidade. Ao ampliar a amostragem de países, incluindo aqueles para os quais é possível obter os registros de ambos indicadores, a relação inversa entre a Liberdade Empresarial e o tamanho da economia Informal é ainda mais clara. Isto é ilustrado no Gráfico 6. Corrupção e Informalidade As percepções sobre a eficácia com que o governo administra os recursos fiscais e sobre a qualidade dos serviços públicos tem, sem dúvida, um efeito sobre a disposição do setor privado, de se envolver com a atividade econômica formal. Os governos que são vistos como esbanjadores 8

9 ou corruptos provavelmente encaram um eleitorado insatisfeito que buscará maneiras de sonegar o pagamento de impostos e/ou contribuições para a seguridade social dos trabalhadores 9. Tal como ilustrado no Gráfico 7, uma medição do tamanho da economia informal exibe uma relação direta com o índice de percepção da corrupção. Este último é baseado em estimativas da Transparência Internacional, derivadas de uma pesquisa que tenta capturar as percepções individuais sobre a corrupção das autoridades, enquanto realiza tramites burocráticos. Por isso, um setor público percebido como corrupto por parte dos cidadãos está naturalmente associado a um maior nível de Informalidade. Desempenho Acadêmico e Informalidade O desempenho acadêmico de um país é um fator que afeta diretamente a qualidade da mão de obra que entra como insumo nos processos de produção. Da mesma forma, o nível de educação escolar representa uma barreira de entrada para a economia formal, uma vez que as empresas geralmente exigem um mínimo de requisitos de educação escolar, o qual se supera com maior probabilidade quanto maior seja o desempenho acadêmico, em média. As medições do desempenho acadêmico geralmente costumam dividir os resultados dos testes que indicam a capacidade de resolver problemas de matemática ou de conhecimentos científicos 10. Nos gráficos 8 e 9, ilustra- se a relação que se observa entre o desempenho acadêmico em matemática e ciências, contra os níveis observados de Informalidade. Tal domo se 9 No caso da última declaração, se daria somente se, o governo for o administrador dos planos de aposentadoria. Veja- se Johnson S., Kaufmann D. e Zoido- Lobatón P. (1998), para uma análise mais profunda da relação entre a corrupção, as finanças públicas e a economia informal. 10 Foram utilizados os resultados das provas PISA, projetadas e implementadas pela OCDE para os anos de 2003, 2006, 2009 e São calculadas as médias dos resultados para cada país ao longo dos quatro anos. 9

10 pode constatar, se observa uma relação inversa entre o desempenho acadêmico e a Informalidade nos países da OCDE. Destacando os resultados relativamente baixos do México em ambas provas acadêmicas e a alta correlação destes com os níveis de Informalidade no país. Eficácia Macroeconômica e Informalidade O potencial de um país para gerar empregos formais é concebível intimamente ligado à capacidade de manter uma expansão da produção com um ritmo elevado no médio prazo. A fim de captar a interação deste aspecto, considerado aqui como uma variável na média de 10 anos da taxa de crescimento do PIB em dólares dos Estados Unidos, ajustado por paridade do poder 10

11 aquisitivo (de acordo com a metodologia do Fundo Monetário Internacional, FMI). No Gráfico 10, se percebe uma tênue relação inversa entre o crescimento de médio prazo, definido, como descrito acima, e o tamanho da Informalidade para um conjunto de países desenvolvidos e em desenvolvimento. 10. Crescimento Econômico e Informalidade Índice de Informalidade A relação acima é corroborada, de certa forma, ao analisar a interação entre o nível médio de desemprego nos últimos 10 anos e o tamanho do setor informal. No Gráfico 11, denota- se a relação direta entre o desemprego medido no médio prazo e o tamanho do setor informal Desemprego e Informalidade 11 A fonte para as cifras do desemprego por país é o World Economic Outlook do FMI. Outros estudos sobre a relação entre o estado do ciclo econômico e o tamanho da economia informal encontram evidência semelhante estatisticamente significativa. Bajada e Schneider (2006), Feld e Schneider (2009), concluem que o comportamento da economia, medido através da média de crescimento da economia e a taxa de desemprego, desempenha um papel importante na decisão sobre trabalhar ou não na economia informal. 11

12 Penetração Financeira e Informalidade A seguir investiga- se a relação que poderia existir entre a Penetração Financeira medida como o acesso ao crédito do setor bancário e o tamanho do setor informal na economia. O ponto de partida é uma amostragem de países, incluindo nações, tanto desenvolvidas como em desenvolvimento. A fim de capturar o maior número de países possível utiliza- se uma medição suficientemente amplia da penetração financeira: o crédito ao Setor Privado como proporção do PIB elaborado pelo Banco Mundial. Nesta primeira abordagem, na figura 12, destaca- se a relação inversa entre a medição de Penetração Financeira e a dimensão do sector Informal. O resultado não é muito alterado, ao se levar em conta uma variável equivalente, também elaborada pelo Banco Mundial, que capta o que é definido como Inclusão Financeira. Ou seja, o quanto o crédito bancário é acessível para a população, e é medido através de uma pesquisa que identifica os indivíduos maiores de 15 anos, sujeitos em um contrato de crédito bancário nos últimos 12 meses. Na figura 13, analisa- se a relação desta variável com o tamanho do setor Informal, onde, mais uma vez, destaca- se a correlação negativa acima identificada. 12

13 Ao ampliar a amostragem de países, o máximo possível, para os quais se têm acesso aos dados sobre o Crédito ao Setor Privado, em proporção ao PIB e o tamanho do setor Informal como proporção do PIB, encontram- se. Esta relação encontra- se novamente com uma relação inversa com semelhante ajuste a céu aberto, inicialmente para uma amostra menor. Como se pode pensar que a amostragem de países incluídos nesta análise poderia influenciar os resultados, no sentido de que, para um grupo de países desenvolvidos claramente o tamanho da economia Informal deve ser menor e dado o nível de desenvolvimento a capacidade dos bancos para canalizar crédito à economia pode aumentar, isso iria contrastar com o caso dos 13

14 países em desenvolvimento, onde a Informalidade é maior (do que nos países desenvolvidos) e a Penetração Financeira é menor (do que nos países desenvolvidos). Em outras palavras, os gráficos acima, poderiam estar mostrando, simplesmente, dois subconjuntos de países, cujas características são diametralmente opostas; isto é, os desenvolvidos com menor informalidade e com maior penetração financeira e as nações em desenvolvimento com exatamente o contrário. Portanto, a seguir, analisa- se a relação entre a Penetração Financeira e a Informalidade somente para uma subamostra que inclui apenas os países em desenvolvimento. Na Figura 14, observa- se que a relação inversa entre o crédito para o Setor Privado como proporção do PIB e o tamanho do setor informal, se preserva, mesmo que, apenas no caso de países em vias de desenvolvimento. A incapacidade do sistema financeiro para penetrar e permitir que a maioria da população, as famílias e as empresas, tirem proveito dos benefícios do crédito a um custo acessível resulta ser um fator capaz de potenciar a formalidade. Isto pode ocorrer por vários canais. O canal mais direto é o acesso ao crédito imobiliário a custos razoáveis. Se a economia tem instituições financeiras com capital sólido e que acreditam ser rentável outorgar créditos para grande parte da população, o que torna o setor formal da economia em um ímã que atrai a maioria dos trabalhadores. Isto ocorre pelo simples fato de que, para estar sujeito ao crédito, os trabalhadores devem contar com declarações de renda ou holerites de salários que comprovem sua condição laboral e garantam certo grau de certeza quanto à sua capacidade para cumprir com as obrigações da dívida. Neste caso, o acesso ao crédito imobiliário se torna a alavanca de renda do trabalhador formal, já que permite ao empregado ter a oportunidade de assumir o controle do ganho de capital gerado pela valorização da propriedade hipotecada no crédito contratado. 14

15 O fenômeno aqui descrito é uma das razões pelas quais nas economias desenvolvidas o sistema financeiro funciona como uma espécie de caixa de ressonância que multiplica os efeitos do crescimento. É por isso que essas latitudes são caracterizadas por altos níveis de Penetração Financeira associados com os menores níveis do setor informal. Este primeiro canal de transmissão da Penetração Financeira à Informalidade é relevante no caso do México, já que, quando se analisam as características do mercado de crédito imobiliário comparando- o com os países em condições semelhantes de desenvolvimento, a falta de alcance é observada no acesso crédito como um fator de destaque no caso do México. Assim, em relação à situação prevalecente no Chile, por exemplo, observa- se que este país não apenas conseguiu manter os custos de acesso ao crédito imobiliário em níveis mais baixos, mas que tem sido capaz de manter estas condições de crescimento no acesso ao crédito imobiliário, há mais de 10 anos. Na Figura 14, observa- se como a taxa real do crédito imobiliário no Chile, é quase exatamente a metade do que a observada no México. Além disso, o nível do custo do crédito imobiliário no Chile se mantem entre 4 e 6% nos últimos 10 anos. Estas condições são diametralmente diferentes das registradas no México. Lembre- se que ao analisar os dados da Tabela 1, observou- se que a participação do trabalho formal no Chile, Colômbia e Peru, mantêm uma tendência crescente, em contraste com a dinâmica contrativa, que persiste na economia Mexicana. Um canal de transmissão alternativo da Penetração ou Inclusão Financeira à Informalidade é por meio do acesso ao crédito por parte de pequenas e médias empresas, que são as mais intensas na contratação de trabalhadores informais. Ou seja, a falta de acesso aos empréstimos limita a expansão e a possibilidade de sobrevivência das pequenas empresas, causando, eventualmente, 15

16 que não sejam capazes de formalizar a relação laboral do trabalhador. Em outras palavras, um maior acesso ao crédito permitiria que estas empresas pudessem se expandir, o que as obrigaria a estabelecer relações contratuais formais com seus trabalhadores. Considerações Conceituais Sobre o Efeito do Acesso ao Crédito Sobre a Informalidade Não é complicado documentar a evidência deste segundo canal de transmissão. No entanto, para analisar a influência do acesso aos produtos financeiros no mercado de trabalho informal é referência obrigatória recorrer à literatura, que se concentra sobre o efeito do financiamento bancário sobre a desigualdade de renda e a pobreza. O documento que sintetiza a linha de pesquisa acima destacado é: Levine R., Levkov A. e Rubinstein Y. (2008), estudo que avalia o impacto da intensificação da concorrência no diferencial de salários entre trabalhadores brancos e negros nos Estados Unidos. A linha de análise leva vantagem com um experimento natural dado pelo efeito da desregulamentação financeira implementada no país a partir de meados dos anos setenta. Resumindo, o resultado é que a desregulamentação financeira inter e intraestadual causou um aumento significativo no salário relativo dos trabalhadores negros, com o mecanismo de transmissão desse efeito através do aumento da concorrência no mercado de bens. Ao levantar as barreiras financeiras (quando as províncias permitem a entrada de bancos de outros estados e proliferam as agências bancárias), as empresas dispostas a contratar trabalhadores negros expandem seu acesso ao crédito, tornando- se agora mais competitivas (dado o diferencial de salário entre brancos e negros). A expansão dessas empresas que geram o aumento da concorrência nos bens é o que acaba fechando a diferença salarial. Em uma análise paralela, se substituídos brancos e negros por formal e informal, e dada a evidência da existência de um diferencial de salário, positiva entre trabalhadores formais e informais (pelo menos no México), o aumento no acesso ao crédito para as pequenas e médias empresas (que na sua maioria empregam trabalhadores informais), obteriam uma vantagem, tornando- as mais competitivas, causando sua expansão. Eventualmente, estas empresas, para adquirir o seu nível ideal, optariam por contratar formalmente, devido a sua maior participação no mercado. Existem outros estudos relevantes, que analisam o efeito do acesso ao crédito sobre o comportamento de pequenas e médias empresas (aquelas em que se concentra, principalmente, a população de trabalhadores informais remunerados). Demigüc- Kunt A., Klapper L.F. e Panos G.A. (2009) analisam os fatores que afetam a transição para o trabalho autônomo na Bósnia Herzegovina. O estudo centra- se em um experimento natural que capta o efeito das mudanças no marco legal sobre a flexibilidade laboral e a promoção de atividade empresarial. Os principais resultados são que a pré- existência de uma relação com um banco comercial aumenta a probabilidade de começar uma empresa com mais de dois empregados formais. Além disso, a precondição de uma relação bancária melhora a probabilidade de sobrevivência de um projeto empresarial recentemente lançado após um ano. 16

17 Fajnzylber P., Maloney W.F. e Montes- Rojas G.V. (2006) examinam o comportamento das microempresas no México analisando os efeitos, entre outras coisas, do acesso ao crédito. Entre seus principais resultados destacam que o acesso ao financiamento aumenta os lucros, e que a existência de um crédito formal impacta duas vezes mais sobre os benefícios que o crédito informal. Finalmente, Fajnzylber P., Maloney W.F. e Montes- Rojas G.V. (2009) exploram as características das pesquisas de emprego e microempresas (ENEU e ENAMIN), que ligam o comportamento destes com a pesquisa domiciliares. Acredita- se que as empresas com acesso ao crédito expõem 14% mais probabilidade de sobrevivência, bem como que a existência de um empréstimo bancário está associada a uma maior probabilidade de crescimento da empresa em funções; e que a existência de um crédito no início de operações está associada a uma menor probabilidade de saída do mercado. IV. O Efeito do Acesso ao Crédito Sobre a Dinâmica do Emprego em Pequenas e Médias Empresas no México A fim de definir empiricamente a causalidade entre a Penetração Financeira e a Informalidade, a seguir, realiza- se um teste empírico dessa relação, onde o foco é o canal do crédito através do comportamento do emprego em Pequenas e Médias Empresas. A análise posterior repousa sobre o pressuposto de que este tipo de empresa que empregam, em sua maioria, trabalhadores informais remunerados no México. Este último é consistente com a definição oficial de trabalho informal no México de acordo com o INEGI, que considera não apenas os trabalhadores que trabalham em empresas informais, mas também no serviço doméstico, os funcionários em granjas agrícolas informais e os trabalhadores de empresas formais ou do governo, não registrado no IMSS 12. O estado do sector informal no México está resumido na Tabela 2. 1 trabajador 2 a 5 trabajadores 6 a 10 trabajadores Empleados y Auto-empleados 2008, 2010, a 15 trabajadores 16 a 50 trabajadores 51 o más trabajadores Desconocido Informal Formal Promedio Fuente: INEGI. Cuarto trimestre de los años 2008, 2010 y 2012 de la Encuesta Nacional de Ocupación y Empleo (ENOE). O efeito do acesso ao crédito sobre o comportamento do emprego nas pequenas e médias empresas, no México, pode ser estudado fazendo uso dos resultados da Pesquisa Nacional de Ocupação e Emprego (ENOE), e seu derivado, a Pesquisa Nacional de Micro Empresas (ENAMIN). A primeira é um painel rotativo que amostragem trimestralmente os trabalhadores, acompanhando- 12 Esta metodologia é equivalente ao manual para 2012 da Organização Internacional do Trabalho (OIL), intitulado " Measuring Informality, a new statistical manual on the informal sector and informal employment." 17

18 os por cinco trimestres consecutivos. A partir deste levantamento são obtidos dados sobre idade, sexo, escolaridade, estado civil e situação de emprego, renda, tamanho e setor da empresa onde os trabalham. A abordagem, aqui analisada, é a dos trabalhos autônomos, de modo que, é filtrada a informação da ENOE, para considerar apenas os trabalhadores que relatam ter sido empregadores ou trabalhar por conta própria durante a semana prévia à amostragem. O segundo banco de dados é proveniente dos questionários da ENAMIN, correspondente aos anos 13 de 2008, 2010 e Neste levantamento são reentrevistados os trabalhadores autônomos definidos a partir do ENOE, e, com base nos resultados, é possível caracterizar as pequenas e médias empresas pelo número de empregados, o tamanho do estoque de capital, o tempo de operação da empresa, o lucro líquido, o sector em que operam e se cumprem ou não com a obrigação de pagar impostos e se têm acesso a financiamentos 14. O objetivo desta análise é estudar como as características do trabalhador e da empresa determinam o crescimento do emprego nas pequenas e médias empresas no México, durante o período mais recente possível, A abordagem foca, em particular, no efeito do acesso ao crédito sobre a variação no tamanho da força de trabalho durante um ano 15. A Tabela 3 mostra uma fotografia da informação contida na amostragem de empresas que classificam de acordo com a sua característica mais simples: o número de funcionários. O painel superior da Tabela 3 resume esta dinâmica com base na amostragem total da ENAMIN, aqui considerada, incluindo os anos de 2008, 2010 e Os painéis subsequentes capturam a dinâmica observada a cada respectivo ano Freq. Percent Cum. 1 worker 14, to 5 wks 11, to 10 wks to 15 wks to 50 wks Total 27, Freq. Percent Cum. 1 worker 5, to 5 wks 4, to 10 wks to 15 wks A ENAMIN foi suspensa em 2004 e 2006, por razões desconhecidas. 14 A análise apresentada abaixo é, por conseguinte, uma atualização dos resultados de Fajnzylber P., Maloney W.F. e Montes- Rojas G.V., que estudaram o comportamento de microempresas até o ano de 2002, com base na Pesquisa Nacional de Emprego Urbano (ENEU) e a ENAMIN. 15 De fato, dados os formatos de captura de informações da ENOE e da ENAMIN, somente é possível caracterizar o comportamento do empregador por cinco trimestres (15 meses), período posterior ao qual se perde o registro de tal empresa. 18

19 16 to 50 wks Total 10, Freq. Percent Cum. 1 worker 5, to 5 wks 4, to 10 wks to 15 wks to 50 wks Total 10, Freq. Percent Cum. 1 worker 3, to 5 wks 2, to 10 wks to 15 wks to 50 wks Total 6,638 Como pode ser visto, dentro de cada ano amostrado pouco mais de 50% das empresas representam as unidades de indivíduos autônomos que trabalham por conta própria. Continuando com a descrição das informações contidas na tabela, pouco mais de 40% das pequenas empresas empregam entre 2 e 5 trabalhadores. Portanto, de todas as unidades de negócios entrevistadas cerca de 95% são unidades autônomas ou têm entre 1 e 4 funcionários na folha de pagamento; ou seja, a maioria das empresas aqui consideradas são, literalmente, pequenas empresas (com cinco ou menos trabalhadores). Essa afirmação está correta tanto para a amostragem em sua totalidade, como para cada um dos três últimos anos da amostragem da ENAMIN, no México. Para completar a descrição da amostragem, como pode ser reconhecido a partir da tabela, cerca de 3 % das empresas têm entre 6 e 10 empregados, enquanto as demais com 2%, são médias empresas, que empregam entre 10 e 50 trabalhadores. Note- se que um total de empresas participou das amostragens, o que corresponde a unidades em 2012, em 2010 e unidades em Para descrever a dinâmica das pequenas e médias empresas no México, a seguir, uma matriz de transição é apresentada, a qual capta o comportamento do emprego nessas empresas ao longo do ano da amostragem worker 2 to 5 wks 6 to 10 wks 11 to 15 wks 16 to 50 wks 51 or more 1 worker to 5 wks to 10 wks

20 11 to 15 wks to 50 wks worker 2 to 5 wks 6 to 10 wks 11 to 15 wks 16 to 50 wks 51 or more 1 worker to 5 wks to 10 wks to 15 wks to 50 wks worker 2 to 5 wks 6 to 10 wks 11 to 15 wks 16 to 50 wks 51 or more 1 worker to 5 wks to 10 wks to 15 wks to 50 wks worker 2 to 5 wks 6 to 10 wks 11 to 15 wks 16 to 50 wks 51 or more 1 worker to 5 wks to 10 wks to 15 wks to 50 wks Cada registro indica a probabilidade de transitar do status na linha ao status indicado pela coluna. Assim, por exemplo, para a totalidade da amostragem, cerca de 13% dos trabalhadores autônomos permaneceram nesse status durante o ano, enquanto que 55% deles empregou entre 1 e 4 trabalhadores durante o ano, passando a fazer parte do grupo de entre 2 e 5 trabalhadores. Note- se que 8% dos trabalhadores autônomos estão fora da amostragem, o que implica que se tornaram empregados assalariados ou contratados, ou desempregados ou aposentados. Portanto, de acordo com as informações contidas na tabela, pode- se concluir que a maioria (80%) dos trabalhadores autônomos é capaz de aumentar o tamanho da empresa (a folha de pagamento) durante um ano. Para as empresas que iniciam com entre 2 e 5 trabalhadores, a história é semelhante, já que a maioria delas se expande. Cerca de dois terços da amostragem total (66%), empregam trabalhadores adicionais. No entanto, 13% dessas unidades descem de categoria para autônomo, com 8%, saindo completamente da amostragem. Finalmente, as empresas que iniciam com entre 6 e 10 trabalhadores também têm um comportamento semelhante, já que 56% delas se expande. Poucas, 6%, se mantêm, enquanto que 38% diminuem ou desaparecem. Com as informações revisadas até agora, pode- se dizer que as pequenas empresas (aquelas com 10 ou menos funcionários) tendem a crescer durante os 20

21 primeiros 12 meses. Este é também o caso daquelas com entre 11 e 15 trabalhadores no total da amostragem, já que 49% delas têm ascensão na categoria de emprego. As empresas com 16 funcionários ou mais são as mais propensas a se contrair, embora mais de um terço tendem a crescer. Em resumo, de acordo com as informações contidas na Tabela 4, as pequenas e médias empresas no México destacam- se por sua dinâmica em termos de aumento ou diminuição na categoria de emprego. A análise que se segue tentará ilustrar o papel que realizam os principais determinantes da tal dinâmica de trabalho. Ingerência do acesso ao crédito na dinâmica do emprego nas pequenas e medias empresas A hipótese de trabalho deste estudo é que as características pessoais do empregador impactam sobre a probabilidade de expansão da empresa. Estas características incluem: idade, escolaridade, estado civil, renda, emprego alternativo. Uma vez, levados em consideração estes fatores, as oportunidades de expansão da empresa são influenciadas por fatores específicos para a mesma, como: o número de empregados, o valor do capital investido, o tempo de vida da empresa, ou o acesso ao financiamento 16. Interessa investigar se, uma vez controlando os fatores acima mencionados, o acesso ao crédito, formal ou informal, têm alguma ingerência sobre a probabilidade de expansão da empresa. Para analisar os determinantes do crescimento do emprego na empresa, aqui foi usado um modelo Probit, que toma como variável dependente a mudança na categoria de emprego. Ou seja, a variável dependente assume o valor de 1 se a empresa aumenta sua força de trabalho subindo na escada de emprego. Ou seja, se a empresa passa de ter um único funcionário para contratar, entre 1 ou mais trabalhadores; ou se passa de ter entre 1 e 5 funcionários para contratar, entre seis ou mais, e assim por diante. A variável dependente assume um valor de 0, se a empresa manteve seu status em relação ao número de trabalhadores, ou se diminuiu na escala de emprego. Na Tabela 5, mostram- se os resultados do modelo Probit, onde se estima a incidência das características, tanto pessoais do empregador como da empresa, sobre a possibilidade de expansão da força de trabalho 17. Para descrever os resultados, o efeito das características pessoais é levado em consideração em primeiro lugar e, somente depois, se considera a ingerência dos fatores específicos às empresas. 16 De acordo com a mesma linha de Evans D.S. e Leighton e L.S. (1989), estima- se um modelo probit que tenta capturar o papel que as características do empregadores têm sobre a probabilidade de expansão da empresa. Uma vez que estas sejam levadas em consideração, se leva em conta o efeito que outras variáveis, tais como o acesso ao crédito, têm sobre tal probabilidade. 17 Estimativas adicionais realizadas, a fim de corroborar os resultados aqui apresentados estão disponíveis ao público através de um contato com o autor 21

22 Regr.&1 Regr.&2 Regr.&3 Regr.&4 Regr.&5 Regr.&6 Regr.&7 Regr.&8 Regr.&9 Regr.&10 Age& & 0.361*& 0.317**& 0.334**& 0.315**& 0.332**& 0.312**& 0.329**& 0.648***& 0.648***& Age& **& 0.427**& 0.318**& 0.334**& 0.318**& 0.334**& 0.318**& 0.333**& 0.654***& 0.654***& Age& **& 0.443**& 0.296**& 0.309**& 0.298**& 0.311**& 0.301**& 0.313**& 0.656***& 0.656***& Schoolling&6212&years 0.384***& 0.379***& 0.287***& 0.283***& 0.284***& 0.280***& 0.282***& 0.278***& 0.170***& 0.170***& Schooling&13&or&more 0.565***& 0.558***& 0.439***& 0.434***& 0.434***& 0.429***& 0.433***& 0.428***& 0.243***& 0.243***& Married ***& ***& **& **& **& **& **& **& & & Employer s&income 0.024*& 0.024*& 0.013& 0.013*& 0.013& 0.013*& 0.013*& 0.013*& 0.003& 0.003& Second&job ***& ***& ***& ***& & Time&in&Business 0.020***& 0.020***& 0.019***& 0.019***& 0.019***& 0.019***& 0.013***& 0.013***& Capital&Stock 0.039***& 0.039***& 0.038***& 0.038***& 0.036***& 0.036***& 0.029***& 0.029***& Size&225&employees ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& Size&6&or&more&employees ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& Informal&Credit 0.077*& 0.077*& Formal&Credit 0.112*& 0.111*& Informal&Start2up&Credit 0.098***& 0.097***& 0.058***& 0.058***& Formal&Start2up&Credit 0.168***& 0.169***& 0.126***& 0.126***& Informal&Credit&Ongoing 0.126***& 0.125***& 0.093***& 0.093***& Formal&Credit&Ongoing 0.110*& 0.108*& 0.085& 0.085& Commerce 0.010& 0.010& Agriculture ***& ***& Construction ***& ***& Services & & Manufacturing & & Transporte & & Log2likelihood Pseudo&R2&&&&& Number&of&Observations &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 Growth Observa- se, em primeiro lugar, que a variável idade é positiva e estatisticamente significativa a 1 %, na maioria das regressões. As respostas individuais sobre esta variável no questionário da ENOE são classificadas em vários grupos, dos quais aqui são levados em consideração: entre 31 e 35 anos, 36 e 50 anos e 51 e 65 anos. Nas regressões 9 e 10, em que tanto o acesso ao crédito como os elementos setoriais são considerados, vemos que o coeficiente associado com a idade é quase o dobro, representando o elemento mais importante para determinar a probabilidade de expansão da empresa. Ainda, o grupo de 36 a 50 anos tende a dominar o restante, apontando a evidência em favor do argumento de que os indivíduos estão dispostos a envolver- se no trabalho autônomo, unicamente havendo tido experiência suficiente no rubro, no qual, eventualmente, decidem iniciar uma empresa. No que diz respeito à escolaridade são considerados dois grupos: de 6 a 12 anos e de 13 em diante. Tal como no caso anterior, as duas variáveis são positivas e estatisticamente significativas na maioria das regressões. Esta evidência indica, não somente, que a educação do empregador ajuda nas possibilidades da empresa, mas que a preparação extra aumenta a probabilidade ainda mais, como pode ser visto pelo maior tamanho do coeficiente associado ao grupo de 13 anos de escolaridade ou mais. Esta última variável domina em tamanho, não somente o outro grupo de escolaridade (6 a 12 anos), mas também os coeficientes de idade. No entanto, este último não é o caso para as regressões 9 e 10, onde os coeficientes associados com a escolaridade se reduzem de tamanho consideravelmente. Portanto, a evidência estatística parece sugerir que a experiência de trabalho do empregador, é a característica relevante capaz de incrementar a probabilidade de expansão da empresa A experiência laboral pode ser estimada, alternativamente, como a diferença entre a idade e a escolaridade menos 6, a idade de entrada no sistema de educação formal, no México. 22

23 O estado civil do empregador é negativo e estatisticamente significativo em todas as regressões, exceto nas duas últimas, onde em nova contagem, os coeficientes diminuem quase pela metade e tornam- se insignificantes. A renda do empregador é também um sinal pré- concebido, mas não significativo. Embora a existência de uma ocupação alternativa para o empregador seja um sinal negativo, como esperado, essa variável perde toda a significância estatística na última regressão, onde todos os fatores são considerados. Finalmente, nota- se que a relevância destas variáveis características do empregador (exceto para idade e escolaridade), é de segunda ordem, dado o tamanho dos coeficientes associados. Em resumo, as características pessoais do empregador são importantes como determinantes da probabilidade de expansão da empresa, sendo, acima de tudo, a experiência laboral, o fator com maior experiência, com mais preponderância 20. N&Growth Regr.&1 Regr.&2 Regr.&3 Regr.&4 Regr.&5 Regr.&6 Regr.&7 Regr.&8 Regr.&9 Regr.&10 Age& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& Age& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& Age& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& Schoolling&6212&years ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& Schooling&13&or&more ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& **& ***& Married *& *& *& *& *& *& *& *& **& **& Employer s&income ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& Second&job & & & & **& Size&225&employees 0.593***& 0.593***& 0.612***& 0.612***& 0.615***& 0.615***& 0.618***& 0.618***& 0.615***& 0.615***& Size&6&or&more&employees 1.257***& 1.257***& 1.237***& 1.236***& 1.243***& 1.243***& 1.243***& 1.243***& 1.250***& 1.250***& Time&in&Business ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& Capital&Stock ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& ***& Informal&Credit **& **& Formal&Credit ***& ***& Informal&Start2up&Credit ***& ***& ***& ***& Formal&Start2up&Credit ***& ***& ***& ***& Informal&Credit&Ongoing *& *& & & Formal&Credit&Ongoing ***& ***& ***& ***& Commerce & & Agriculture 0.094***& 0.101***& Construction & & Services 0.020& 0.022& Manufacturing **& **& Transporte ***& ***& Log2likelihood Pseudo&R2&&&&& Number&of&Observations &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 &&&&&&&&&&& 27,652 No que diz respeito às características inerentes à empresa, tanto o tamanho do estoque de capital como a idade da empresa, são estatisticamente significativos e o sinal esperado. Um maior investimento em máquinas e equipamentos aumenta a probabilidade de expansão da escala de operações da empresa, o que afeta o número de postos de trabalho necessários. A relevância da 19 Este resultado é consistente com a visão concebida de que somente os indivíduos com capacidade administrativa suficiente, se tornem empresários, enquanto o restante é mantido como assalariado. Alguns indivíduos obtêm maior utilidade na gestão da empresa que do trabalho assalariado, o que reduz o custo de oportunidade de trabalho autônomo. Esta visão contrasta com a de Harris e Todaro (1970), onde o mercado de trabalho segmentado, é interpretado onde o setor formal urbano caracterizado pela alta produtividade, deixa de lado o setor tradicional, que serve de refúgio para os desempregados e os trabalhadores migrantes rurais. 20 Estes resultados são consistentes com os de Fajnzylber, et al (2006), que acham que a evidência empírica para o México aponta para a presença significativa de trabalhadores com maior produtividade dentro dos entrantes ao trabalho autônomo, em oposição à ideia de que o setor está povoado por trabalhadores com baixos níveis de qualificação. 23

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