DUAS CARAS. Aguinaldo Silva. Sinopse para uma novela das oito de. Rio de Janeiro, fevereiro de 2007

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1 1 DUAS CARAS Sinopse para uma novela das oito de Aguinaldo Silva Rio de Janeiro, fevereiro de 2007

2 A história que abaixo será contada a partir dos depoimentos de suas principais personagens terá três fases. A primeira se passa na segunda metade da década de 80, será situada nas zonas litorânea e da mata de Pernambuco com ênfase no município praiano de Igarassu e mostrará apenas duas figuras que participarão de toda a novela: MARCONI FERRAÇO, então com quinze anos e conhecido como GAROTO PIDÃO, e BÁRBARA CARREIRA, além do estelionatário HERMÓGENES e outras personagens eventuais. A segunda fase acontece dez anos depois, e nela o GAROTO PIDÃO, agora com vinte e cinco anos, já tem um nome, que ainda não é o definitivo: ele é ADALBERTO RANGEL. Nessa fase HERMÓGENES sai da história, e entram, além de figuras eventuais (moradoras do interior do Paraná e da cidade fictícia de Passaredo), JÚLIA e MARIA PAULA. É no final desta segunda fase que nosso herói aplica o maior golpe de sua vida e então, por circunstâncias que não vale a pena relatar agora, acaba mudando de rosto. O clima dessas duas primeiras fases é de road movie, pois ADALBERTO, primeiro com Hermógenes e depois sozinho, estará sempre na estrada, a fugir das vítimas de seus golpes, dos quais o mais comum é o conto da guitarra romena. A terceira fase é o presente, e nela o ex-garoto pidão e ex-adalberto Rangel agora se apresenta como o empresário da construção civil MARCONI FERRAÇO. Ela se passa no Rio de Janeiro, na área compreendida pela Barra da Tijuca e Jacarepaguá, abarcando, via Estrada Velha, o entorno da Lagoa, no qual está situada a Favela da Mangueirinha, que é um dos cenários. 2

3 3 UM ROSTO, MUITOS NOMES: Eu me chamo MARCONI FERRAÇO, mas este não é meu nome verdadeiro. Assim como não é verdadeira a meia dúzia de outros nomes que usei durante algum tempo em diferentes ocasiões e em locais diversos do Brasil, até me instalar no Rio de Janeiro, mais precisamente na Barra da Tijuca, e decidir que esta identidade, pela qual hoje me apresento, seria a definitiva. O meu nome de batismo? Tantas vezes precisei abdicar dele desde minha adolescência que já não o recordo. E se o lembrasse não o pronunciaria agora. Sei que o recebi há quarenta anos, na pia batismal de uma igreja em ruínas, numa vila histórica do litoral de Pernambuco chamada Igarassu. Sou pernambucano, portanto, e ainda devo ter por lá alguns parentes, embora não saiba deles, e menos ainda eles de mim. Minha vida pregressa, aliás, é um segredo que mantenho guardado a sete chaves, primeiro porque já não sou mais quem era, e segundo porque a revelação do modo como cheguei até aqui me condenaria a muitos anos de cadeia. Sim, tive uma vida irregular e movimentada, e fui durante muito tempo o que uns chamariam de 171 e outros de estelionatário. Mas, depois que dei o maior golpe de toda a minha vida (e sobre ele falarei mais adiante), tudo isso ficou para trás; é passado. Fui um reles marginal, como me classificou certa vez um policial que conseguiu me prender durante algumas horas, antes de ficar com tudo o que eu tinha e me mandar embora. Hoje sou um homem de prestígio, cujos negócios principais estão no ramo da construção civil, graças à qual pude reescrever minha própria história até me tornar uma figura muito respeitável no Rio de Janeiro, principalmente na Barra da Tijuca e no segmento mais nobre do bairro de Jacarepaguá, onde centralizo meus negócios imobiliários. No setor em que agora atuo também tomei atitudes que meus advogados, com a boa vontade típica das criaturas pagas a peso de ouro, chamariam de pouco ortodoxas. O que significa que forjei escrituras à custa de dinheiro; baixei minha mão pesada sobre a cabeça de alguns proprietários indecisos quanto ao que deveriam fazer com seus imóveis (e não lhes dei outra alternativa senão vendê-los a mim a preço de banana); e, usando às vezes da força bruta, invadi terras e me apropriei delas na mão grande, sem que por isso alguém se atrevesse a desafiar meu poderio para me chamar de grileiro.

4 4 Nessa questão da posse de terras esses dois bairros nos quais atuo são até hoje um verdadeiro faroeste distante no qual, como no faroeste verdadeiro, no frigir dos ovos a força e a ousadia é o que mais contam. E Deus é testemunha disso: ao longo da minha vida nunca tive problemas em usar a força nem deixei um só instante de ser ousado quando foi preciso. Tenho um passado que os moralistas e os politicamente incorretos chamariam de negro. E isso afeta minhas relações com o mundo que me cerca. Como já disse acima, reescrevi minha própria história, ou pelo menos a adaptei ao meu gosto pessoal e ao meu dinheiro. Mesmo assim, não faço alarde desta minha nova biografia, e trato de manter os detalhes dela numa permanente zona de sombra. O pessoal da mídia, do qual fujo como o diabo da cruz, diz que sou avesso à publicidade. Alguns me incluem até na lista dos temperamentais, ou pior ainda: dos esquisitos. Embora não tenham a menor idéia da razão de tudo isso, o fato é que estão certos. Evito me expor além da conta devido ao meu passado, mesmo que sejam quase nulas as chances de que alguém saído dele venha a me reconhecer. É que há alguns anos, por decisão minha, me submeti a uma série de cirurgias plásticas que acabaram por me dar um novo rosto, e este se adaptou à perfeição à minha nova identidade. Mesmo sem gostar de aparecer, como sou rico e poderoso acabei me tornando uma celebridade: sou aquele que foge das câmeras e das entrevistas e cuja exposição, ainda que rápida e fugidia, é sempre objeto de notícia. Para a mídia sou antes de tudo um empresário voraz, e depois sou também um grande mistério que ela, por mais que tente, nunca chega a decifrar como gostaria. Sou um homem solitário. Tenho muitos conhecidos, mas ninguém a quem possa chamar de amigo. Nem mesmo ao meu sócio, GABRIEL DU- ARTE, velho conhecido dos meus primeiros tempos na Barra da Tijuca, a quem cooptei por que do ponto de vista legal não me era permitido ter várias empresas sozinho. A participação dele em tudo que tenho é mínima, simbólica apenas; mas mesmo assim lhe rende o bastante para manter sua vida de luxo e ostentação, que ele divide com a esposa, uma mulher fútil chamada EVA - mas conhecida nas colunas sociais como EVITA, e os dois filhos adolescentes e problemáticos, PEDRO e RAMONA. Gabriel é o que muitos diriam uma boa alma. E Eva - ou Evita Duarte como ela se autodenomina, numa tentativa de se ligar à outra do mesmo nome e glorioso passado na Argentina se aproveita do fato de o marido ser um banana - como ela o chama às vezes - e o domina. Houve um tempo em que chegou a se insinuar para mim. Mas eu deixei bem claro, sem precisar pronunciar sequer uma palavra quanto a isso, que sua família perderia todos os privilégios se ela não tirasse da cabeça essa idéia de manter comigo algum

5 5 tipo de intimidade. Desde então, como a maioria dos que me rodeia, Evita Duarte me respeita e me teme. Vivo só em minha mansão num condomínio de luxo na Barra da Tijuca, apenas com os criados necessários à manutenção da casa, além de uma governanta que priva de minha intimidade há vinte e cinco anos. Ela poderia me destruir se contasse tudo o que sabe a meu respeito. Mas não tenho a menor duvida quanto a isso me é moralmente fiel desde o dia (quando eu tinha quinze anos) em que me iniciou sexualmente num prostíbulo do bairro de Prazeres (em Jaboatão, um município perto do Recife), e eu disse que a amava. Não era verdade, claro. Mas ela, que já ouvira antes esse tipo de declaração irrefletida sem lhe dar maior importância, sabe-se lá por que razão daquela vez resolveu acreditar nela. E continuou acreditando, mesmo depois que lhe dei, ao longo de todos esses anos, provas irrefutáveis de que tal sentimento não era verdadeiro. Seu nome é BÁRBARA. E houve um tempo, quando ela estava no auge, em que fazia juz a ele. Hoje é uma mulher ainda bonita, mas madura e contida, que prefere ser conhecida pelo nome completo e mais um título, ou seja: dona BÁRBARA CARREIRA. Vivo só, mas não tanto, pois quase sempre existe uma mulher à minha volta tentando me conquistar a qualquer preço. Não posso dizer que as mulheres sejam o meu ponto fraco, pois um homem como eu não pode se dar ao luxo de ter alguma fraqueza. Mas a verdade é que gosto muito delas. Foi uma mulher quem me deu tudo o que tenho. E embora vá falar dela mais adiante e contar como fiquei rico graças à sua ingenuidade e seu romantismo (sim, eu roubei até o último centavo de tudo o que ela possuía), a verdade é que nunca penso nela, e menos ainda lhe sou agradecido. Claro que essa mulher vai reaparecer a certa altura da minha vida para cobrar com juros altíssimos, que só poderão ser pagos com minha completa desgraça, tudo o que lhe roubei no passado. Mas antes de chegar a essa fase crítica de minha vida é preciso que lhes dê mais detalhes sobre como sou agora. Portanto... É Bárbara quem escolhe as mulheres com quem eventualmente durmo. E nenhuma delas fica a menos de três metros de mim sem antes assinar um documento, redigido à perfeição pelos meus advogados, no qual renuncia a qualquer tipo de reinvidicação legal quando eu a mandar embora. Enquanto estão comigo sou gentil com elas e lhes dou presentes caros dos quais guardo os recibos em meu nome, pois assim se quiser posso retomá-los. Mas depois que as despacho é como se não tivessem existido, e sob nenhuma circunstância quero mais saber notícias delas. É Bárbara que as trouxe quem as despacha quando assim determino. E o faz com o maior prazer, pois no fundo deve

6 se achar a única mulher que jamais sairá da minha vida, a não ser que ela mesma o queira. Nesse momento estou prestes a mandar uma dessas mulheres embora. Chama-se DÉBORA, era aspirante a modelo - mas sem nenhuma chance por causa dos peitos grandes -, e de uns dias para cá só pensa em passar por cima de todas as precauções que exijo dela até engravidar e ter um filho comigo. Claro que isso não seria possível, pois na clínica onde um famoso cirurgião plástico moldou à perfeição o meu segundo rosto aproveitei para pedir que me fizessem uma vasectomia. A razão para isso foi muito mais que um capricho. Então eu não sabia que vida teria quando saísse dali. E imaginava que, qualquer que ela fosse, nela não haveria lugar para uma esposa, e muito menos para filhos. Meu exemplo de vida ainda era o velho e nômade Hermógenes. Até então eu tinha sido um aventureiro como ele, e pretendia continuar como tal; e para isso não poderia me dar ao luxo de ter uma família. Claro que meus passos acabaram me guiando em outra direção e hoje, como já deixei bem claro, sou um homem estabelecido. Mas nunca pensei em reverter a cirurgia que por enquanto me impede de ter filhos, pois até hoje não achei uma mulher pela qual valesse a pena fazê-lo. De qualquer modo, este é um fato da minha vida que nunca revelei a ninguém nem mesmo a Bárbara. Quanto à minha atual namorada e seus inúteis esforços para engravidar de mim... Por enquanto ainda não sei desta sua intenção melíflua, mas Bárbara logo vai descobri-la e me contar a respeito, e então minha fúria vai se abater sobre Débora e ela se arrependerá de ter nascido. Sim, porque eu sou um homem de grandes ódios, embora eles nunca me façam perder a cabeça. Sou capaz de esperar durante anos, sem dar a menor bandeira a respeito, pela hora certa de me vingar de um desafeto. E quando o faço é sempre de modo definitivo; com todo rigor possível e sem deixar pistas. Por isso, pelo modo inflexível como costumo agir na vida e nos negócios, sou um homem muito temido, e também muito respeitado. Foi à custa desses dois sentimentos, o temor e o respeito - além da força e da ousadia de que falei acima - que construí minha vida. E que vida. Agora tenho tudo. Mas não acho que seja suficiente, pois nos próximos anos vou querer mais ainda. Sou rico, riquíssimo, tenho dinheiro e bens a perder de vista. Também sou dono e senhor de muita gente, incluindo figuras de prôa do Executivo, do Legislativo e da Justiça no Rio de Janeiro. Já elegi vereadores e deputados, nomeei Secretários de Estado e diretores de empresas estatais e mistas, e transformei num inferno a vida de pelo menos um governador do Estado, o qual teve a veleidade de achar que podia sobreviver sem meus favores. Sim, eu sou o Homem. E para isso, embora saiba mantê-los a uma certa distância, tenho em torno de mim uma legião de asseclas, quase todos re- 6

7 crutados em diferentes pontos da área em que reino. O primeiro, claro, é o meu sócio, Gabriel Duarte e sua família de aloprados e doidivanas sobre os quais já falei antes. O segundo é o chefe do escritório de advocacia que trabalha para mim em regime de exclusividade: o doutor PAULO DE QUEIROZ BARRETO. Cinquentão, amante dos conhaques e dos charutos, viciado em pôquer, dado aos garotos, mas no mais absoluto segredo... Cheio de defeitos, portanto; porém uma verdadeira fera quando se trata de enveredar pelos meadros obscuros do Direito. Por mais clara que a Lei seja, diz ele, tem sempre um mas uma vírgula mal posta, ou uma crase desencaminhada e sórdida - que nos permitirá driblá-la. E ele é mestre em descobrir este mas e fazer dele o uso que melhor apraz ao seu cliente. Doutor Barreto, como eu o chamo, é casado com uma vetusta senhora, cinco anos mais velha que ele, de nome GUINEVÈRE. Com ela, apesar da inapetência dos dois para o sexo, teve um filho hoje com vinte e oito anos - seu provável sucessor no escritório, mas sem a sombra sequer do seu talento - que se chama PAULO DE QUEIROZ BARRETO FILHO e é mais conhecido nas rodas como BARRETINHO; e uma filha de vinte e cinco anos, JÚ- LIA: meio assistente de produção numa produtora de filmes, meio chefe de cozinha, e nem uma coisa nem outra. Por ela um rapaz chamado EVILÁSIO CAÓ, lugar-tenente de um dos poucos desafetos meus a quem respeito (um sujeito conhecido como JUVENAL ANTENA do qual ainda falarei muito), vai se apaixonar perdidamente, mesmo sabendo que negro, originário de uma favela e marginal como é, nunca terá a menor chance de se aproximar dela. O doutor Barreto tem uma irmã, BRANCA MARIA BARRETO DE MORAES, viúva de um certo professor João Pedro Pessoa de Moraes, homem de muitas posses e interesses na área da educação cuja morte (como será contado adiante) ocorreu de forma no mínimo insólita. Dona Branca não teve tempo nem razões, como se saberá depois - para chorar a perda, pois herdou do marido uma Universidade particular, que hoje dirige com mão de ferro depois de ter providenciado sua mudança do Centro da cidade para a Barra, onde a transformou, à custa de gritos e porretadas, num centro de referência do melhor ensino. Mulher arrogante e inflexível, ela tem uma filha, chamada SÍLVIA, pela qual para surpresa de todos, até de mim mesmo - vou me apaixonar de forma irreversível depois que ela voltar de um longo período de estudos na Suíça. Embora Sílvia resista com veemência a este meu sentimento, acabarei por conquistá-la, é claro. E será no dia do nosso casamento que a tal mulher do meu passado vai aparecer para cobrar sua fatura atrasada e mais as multas e juros, com isso transformando minha vida tão ordenada num caos, um verdadeiro inferno. Outro que é muito próximo de mim, embora esteja a quilômetros de distância, é um cidadão que atende pelo insólito nome de WATERLOO DE SOUSA: o responsável pela minha segurança e aquele que executa, sempre 7

8 de forma cruel e inflexível, minhas ordens mais obscuras. Há alguns dias, sem que o consultasse a respeito, ele se ofereceu para atear fogo à Favela da Mangueirinha, cuja simples existência nas vizinhanças há anos impede a construção de um dos meus projetos imobiliários mais ambiciosos. É nessa comunidade, formada basicamente por nordestinos, que reina como todo poderoso chefão o tal Juvenal Antena de quem falei acima. Embora a sugestão de Waterloo tenha provocado em mim algumas fantasias dignas de um Nero, por enquanto não lhe dei nenhuma resposta. Ex-policial de passado tenebroso, fanático por armas e sempre dado a uma beligerância, Waterloo às vezes me lembra um cão raivoso. Mas como os animais dessa espécie, sem jamais deixar de ser tenso ele é fiel a quem o alimenta. E mesmo sabendo o quanto é perigoso sei tirar proveito disso sempre lhe pagando mais do que merece. Ele deve ter uma família, ou pelo menos alguém que lhe seja mais próximo, mas nunca lhe perguntei nem ele me falou a respeito. Sei que de vez em quando sai com algumas moças, em geral arrebanhadas nas copas e cozinhas das mansões do condomínio onde moro. Nos últimos tempos está bancando uma delas, a mulata conhecida como ANDRÉIA BIJOU, candidata a rainha de bateria da Escola de Samba Nascidos na Mangueirinha, cujo presidente e benemérito é ninguém menos que o tal Juvenal Antena. Ah, sim, tem o meu motorista, um rapaz de nome EZEQUIEL que, por ter se tornado pentecostal é execrado pela genitora, uma suma sacerdotisa do candomblé conhecida como DONA SETEMBRINA. Ele nunca se separa de sua Bíblia - até mesmo quando está dirigindo trata de mantê-la sobre o colo. E a certa altura da minha história vai ter premonições a meu respeito que, para grande espanto meu, se mostrarão perigosamente verdadeiras. Ezequiel tem um irmão mais velho de nome JOSÉ, o ZÉ DAS COU- VES, ex-feirante de profissão e tão dado à bebida que, nos momentos mais tenebrosos, em matéria de apoio só pode contar com DOGÃO, um vira-latas que se tornou seu amigo fiel e inseperável. Apesar deste sério handcap capaz de deixar a maioria dos seres comuns sem qualquer esperança de futuro, José será descoberto por um produtor musical num lance de pura sorte, e se transformará num pagodeiro de grande sucesso. Sua música, do tipo deixa a vida me levar, funcionará como uma espécie de porta-voz da pobre sabedoria popular atualmente em voga. Tanto que em pouco tempo ele se tornará dono de uma ampla discografia. Zé das Couves, como ele mesmo diz, é amancebado com uma mulher chamada Amélia, que nas palavras dele é de verdade não porque seja igual à daquela música antiga, mas porque, depois que ele fica famoso, à custa de uma disciplina ferrenha impõe ordem à sua vida. Os dois estarão sempre tentando ter um filho, mas enquanto não o conseguem tratarão de adotar duas crianças, dois Jabás segundo Zé importados diretamente da Paraíba. 8

9 Já falei de passagem do modo como a Favela da Mangueirinha, sob a égide do seu todo poderoso chefão Juvenal Antena, vem impedindo a concretização de um dos meus projetos imobiliários mais caros: o Condomínio de Excelência Blue Lagoon, apresentado aos possíveis compradores como um paraíso às margens da Lagoa da Tijuca, mas na verdade a mais de três quilômetros desta. O terreno onde os prédios seriam erguidos foi um dos primeiros a ser comprado por mim, mal cheguei ao Rio e decidi que o ramo da construção civil seria o meu negócio. Situado na Baixada de Jacarepaguá, ele ficava ao lado de um outro condomínio que, depois da falência de sua construtora quando mal saíra das fundações, acabou sendo invadido pelos próprios operários, quase todos nordestinos. A ação para a retomada de posse das terras, feita pelos donos do terreno com a minha ajuda (pois eu tinha interesses na área), já estava quase vitoriosa quando entrou na briga o tal Juvenal Antena. Ex-funcionário de uma empresa de transportes de valores, aposentado muito cedo da corporação por razões nunca explicadas, ele se auto proclamou líder dos invasores. E não apenas os exortou a resistir, mas ainda comandou a invasão de outras áreas próximas, incluindo parte do meu terreno. A partir daí a ação da justiça se tornou inviável, pois uma associação de moradores, criada a mando de Juvenal, logo se tornou perita em apelar para o recurso das liminares que tornavam impossível qualquer tentativa de despejo. Enquanto a justiça protelava mês após mês, ano após ano sua decisão sobre o caso, a favela crescia. De simples acampamento de operários tornouse um verdadeiro bairro, com direito até a um próspero comércio ao qual não falta nem mesmo uma sofisticada uisqueria - na verdade disfarce para uma casa de massagens. Hoje, segundo as estatísticas, ela teria milhares e milhares de habitantes. Mas deve ter muito mais que isso, pois levas de novos moradores chegam a cada dia graças às facilidades que Juvenal Antena lhes oferece, incluindo uma linha de ônibus pirata que uma vez por semana liga a Mangueirinha diretamente a Campina Grande, na Paraíba; e assim é impossível contá-los. Enquanto isso, bem ao lado, as placas oferecendo a Excelência do Condomínio Blue Lagoon há muito apodreceram. Isso quando não foram arrancadas para servir de divisórias aos novos barracos. E, para evitar que a invasão do meu terreno se consuma, tive que mandar construir em torno dele uma verdadeira muralha de concreto, com direito a guaritas nas quais os meganhas arrebanhados por Waterloo, fortemente armados, vigiam dia e noite. Algumas escaramuças já foram registradas entre meus seguranças e os homens de Juvenal, que também tem o seu exército ; pois é graças a este que ele comanda todos os setores da favela, incluindo a vida pessoal dos seus moradores. E estes, mesmo tendo que pagar pelo direito de viver no local não 9

10 10 reclamam disso, pois o chefão, em troca do pagamento da taxa de moradia, lhes dá paz, proteção, assistência médico-jurídica e até conselhos. É isso mesmo - na Favela da Mangueirinha, Juvenal Antena é ao mesmo tempo prefeito, juiz, delegado e conselheiro. Ele decide as desavenças entre vizinhos e as querelas domésticas. Castiga os moradores que saem da linha e, nos casos mais graves, chega a expulsá-los da comunidade, condenando-os ao degredo. Pune todos os delitos, desde os furtos, agressões e assaltos até aquele que considera o maior de todos - o tráfico de drogas: quando um traficante resolve desafiá-lo e se instalar no local não hesita em mandar despachá-lo. Ele também cuida da limpeza das ruas, providencia a entrega dos botijões de gás sempre no dia certo, assim como, através da instituição urbanonacional denominada gato, fornece o acesso à água, à iluminação e à televisão a cabo. Tudo mediante o pagamento de taxas que, mesmo módicas, depois de multiplicadas pelo número crescente de moradores da favela contribuem para manter sempre cheios os cofres do seu cada vez mais vasto império. Se os moradores do local se queixam disso? Pelo contrário, acham que é Deus no céu e Juvenal na terra, e assim ele é muito querido. Durante esses anos todos, enquanto eu cresci de modo sempre legal, Juvenal cresceu ilegalmente ao meu lado. Embora tenhamos escolhido caminhos diferentes, somos cada um à sua maneira dois empreendedores. Assim não tive outra saída a não ser aturá-lo, sempre adiando a hora do nosso grande confronto. Mas este vai se tornar inevitável quando ele se aliar à mulher que reaparece do meu passado para tirar tudo o que tenho. E então, não só a ela, mas também a ele: terei que destruí-los. A essa altura todos já perceberam: por mais que tente manter alguma reserva quanto a essa mulher do meu passado, chegou a hora de contar como a conheci, como nos envolvemos, e como eu apliquei o maior de todos os meus golpes nela. Mas para isso terei que voltar a um período ainda mais remoto do meu passado, quando eu não tinha ainda a menor idéia de que um dia, antes de passá-la para trás, iria casar com ela. Nasci como já disse, numa cidade histórica e decadente do litoral de Pernambuco. Meus pais eram muito pobres. E se dependesse apenas deles eu não teria chegado nem perto de aonde cheguei, não fosse o fato de que, aos quinze anos, conheci um cidadão chamado HERMÓGENES. Talvez até hoje, tanto no modo de me comportar como nas minhas atitudes, eu me inspire nele. Hermógenes era discreto, supostamente alvar, quase invisível, porque sua profissão assim o exigia: ele era 171 : um estelionatário de muita experiência que se especializara no conto da guitarra. Andava há anos pelo interior do Nordeste a convencer, com grande êxito, fazendeiros e comerciantes ingê-

11 nuos a lhe comprar uma engenhoca que ele apresentava como a infalível máquina de fabricar dinheiro. Não vou aqui esmiuçar os detalhes desse golpe, pois a verdade é que, para os não iniciados, ele pareceria completamente absurdo. Incluía um pouco de prestidigitação e muita conversa, e nessa última o tal de Hermógenes era imbatível. Dava gosto vê-lo a convencer suas vítimas de que, uma vez donos daquela miraculosa máquina, eles não teriam outra saída senão assumir o fardo de se tornarem riquíssimos. Com gestos precisos, quase como um artista, fazia diante dos olhos extasiados do cliente uma demonstração de como a máquina funcionava. E sem falhar uma só vez os convencia. Depois de sair dali deixando a tal máquina que ao novo comprador logo se revelaria inútil -, mal se via a salvo de uma possível perseguição ele tirava um velho mapa rodoviário do bolso e nele escolhia a esmo sua próxima parada. Era durante essas idas e vindas na estrada, entre os locais de um golpe e outro, que ele se tornava mais acessível e conversador. E então, para aprender melhor sobre a profissão na qual me iniciava, eu me enchia de coragem e o interrogava. Como eu entrei na sua vida? Foi simples: aceitei seu convite para cair na estrada, num certo dia em que ele passou de carro diante da minha casa e me viu lá sentado no meio fio. Ele procurou meu pai, lhe ofereceu uma certa quantia para que este alocasse os meus serviços... Ou seja: embora Hermógenes tenha tratado o assunto com a maior delicadeza, a verdade é que meu pai me entregou a ele em troca de dinheiro e, portanto, eu fui vendido. Hermógenes costumava dizer, quando eu fazia alguma coisa errada e ele me castigava duramente, que me escolhera por pena: quando lhe vi na beira da estrada magro e sujo feito um cachorro sem dono e com aquele olhar de pedinte, não resisti em lhe trazer comigo. Ele dizia isso e eu fingia que acreditava. Mas já percebera que o meu olhar de pedinte o atraíra porque, quando me apresentava às suas possíveis vítimas como seu filho doente, e dizia que precisava vender a máquina para financiar uma operação sem a qual eu teria uma morte prematura, elas olhavam para mim e não tinham a menor dúvida. Assim, meu olhar de pedinte o ajudou a ganhar muito dinheiro. Mas Hermógenes nunca me deu nada além de comida e roupa, sem exagerar numa coisa ou noutra, pois, segundo dizia seus clientes não acreditariam na história da operação de urgência se eu aparecesse diante deles gordo e bem vestido. Nessa época eu ainda não tinha o nome pelo qual sou conhecido hoje. Também não usava mais o meu nome de batismo, e sim um dos muitos dos quais me servi enquanto trabalhei para Hermógenes. Este não apenas me batizava, como providenciava os documentos que tornavam legal o nome escolhido. E também me indicava os caminhos através dos quais era possível legalizar uma falsa identidade; desse modo conheci falsários capazes de forjar e tornar legais qualquer tipo de documentação que o cliente lhes pedisse. 11

12 12 Existe uma verdadeira malha desse tipo de profissionais, que se conhecem um ao outro e cobrem o país inteiro. E a eles recorri nas muitas vezes em que precisei de tais serviços, mesmo quando já não trabalhava mais para o meu patrão. De vez em quando Hermógenes se concedia umas férias do seu trabalho, e então viajava comigo para o Recife. Nessas ocasiões sempre se hospedava no mesmo hotel miserável no Centro velho da cidade. Foi numa dessas viagens que ele, preocupado com o tempo cada vez maior que eu passava trancado no banheiro, decidiu que estava na hora do seu ajudante conhecer intimamente uma mulher, pois só assim acalmaria os nervos. Dessa forma travei relações com Bárbara, aquela que me coube no bordel ao qual ele me levou numa certa noite. Naquela primeira vez, embalado pelo prazer e a magia que a mulher me proporcionara, lhe fiz a declaração de amor que não sei por que diabos a marcou para sempre e fez com que se tornasse minha servidora fiel, como é até hoje. A partir daquela primeira noite, todas as vezes em que Hermógenes se concedeu os tais períodos de férias e viajou para o Recife comigo tratei de visitá-la. E por mais ocupada que estivesse Bárbara nunca deixava de conseguir um tempo para fazer com que eu desfrutasse dos seus carinhos e de sua companhia. Eu era seu menino querido, ela dizia com o mesmo fervor com que me chama agora de Doutor Marconi. Assim, nos tornamos primeiro uma espécie de amantes, e depois mais que isso: ficamos amigos. Passamos a fazer confidências um ao outro, e a conversar sobre nossos planos para o futuro, embora nessas ocasiões falássamos mais para nós mesmos. E assim como eu soube de sua vida pregressa (antes de se tornar prostituta ela fora casada tardiamente e tivera dois filhos), Bárbara acabou sabendo tudo a meu respeito - até mesmo do meu trabalho como ajudante de um vigarista. Mas nunca me criticou nem me aconselhou a mudar de vida, já que também havia escolhido um caminho irregular para si mesma e não tinha a menor vergonha disso. Com o passar dos anos ficamos tão íntimos que até nos escrevíamos. Embora eu não tivesse um paradeiro certo, já que estava sempre em trânsito com Hermógenes, fazia uma previsão dos lugares por onde passaria e a informava a respeito; e quando chegava naqueles locais sempre havia uma carta que ela me enviara na posta restante dos correios e que, com os meus garranchos de semi-alfabetizado, eu respondia. Claro, nessas minhas andanças com Hermógenes eu conheci outras mulheres e eventualmente também as tive. Mas, por conta da minha vida sempre em trânsito, não me liguei a nenhuma além de Bárbara. Por isso, até que nos tornássemos primeiro apenas amigos, e depois patrão e empregada, e

13 13 até que surgisse aquela a quem enganei, posso dizer que ela foi a única mulher da minha vida. Durante os dez anos em que viajei com Hermógenes pelo interior do Nordeste nunca tive um tostão no bolso, e andei sempre mal vestido e faminto. Mas nunca me arrependi de estar com ele, pois numa coisa meu patrão era pródigo: nas lições que me dava sobre a vida e sobre a sua arte. Graças a ele me tornei um mestre em vender ilusões, que era como ele se referia ao estelionato. E quando me considerei pronto para exercer a profissão por conta própria, soube cobrar o que ele me devia, segundo meus cálculos. A essa altura eu já descobrira que ele guardava todo o seu dinheiro na mala, atrás de um fundo falso. E então, chegada a hora, foi só fugir com ela enquanto ele dormia sem deixar o menor rastro. Dizem que Hermógenes é vivo até hoje. Não sei nunca mais o vi, pois tive o cuidado de não agir na mesma região que o meu antigo patrão e mestre. De posse do dinheiro que ele amealhara ao longo daqueles anos todos de conto da guitarra, viajei para o interior de Minas, onde durante alguns meses tratei de tirar o atraso e aproveitar a vida. E quando já tinha gasto quase tudo que roubara do outro, usei o que me restava para comprar os apetrechos necessários, com os quais passei a dar meus próprios golpes, sempre com o sucesso previsto. Não me fixei apenas no truque principal de Hermógenes, pois sabia que a guitarra exigia uma sutileza de gestos que eu não tinha. E também não me especializei num determinado tipo de golpe, preferindo praticar de forma aleatória vários deles. Do interior de Minas fui para São Paulo e, sempre pelo interior, desci para o Oeste do Paraná, seguindo o que se chamaria naqueles anos de a trilha da riqueza. Naquelas pequenas e prósperas cidades recém fundadas nunca havia menos de meia dúzia de pessoas ansiando por ser enganadas, e eu sempre satisfazia seus anseios. E foi por causa de uma delas que cruzei com os pais de MARIA PAULA. Tudo aconteceu de forma aleatória. Numa das poucas vezes em que me dispus a dar o golpe da guitarra escolhi para vítima um fazendeiro simplório de ascendência italiana. Depois de parar diante de sua porta com o meu carro como quem não queria nada, e após dois dedos de prosa, logo fui introduzido à sua casa, e lá começei a exercitar minha lábia. Tudo caminhou bem até que uma mulher, que logo soube ser a sogra do tal sujeito, entrou inesperadamente na sala. Em meio à minha vigarice, e com o fazendeiro visivelmente fascinando, não tive como interromper meu trabalho por conta de sua chegada. E vi desde o primeiro instante que enquanto ficava lá, parada e em silêncio, ela não acreditava numa só palavra do que eu falava.

14 Fosse ela a minha vítima, e eu teria dado um jeito de interromper o golpe alegando um defeito qualquer na máquina, e depois trataria de ir embora. Até tentei fazer isso; mas o fazendeiro, a essa altura muito interessado por conta de tudo o que eu já dissera não me deu a menor chance; e assim, sempre sob o olhar de censura da megera, fui obrigado a levar o negócio adiante até fechá-lo. Recebi o pagamento combinado, dei as últimas instruções sobre o funcionamento da máquina que só poderia ser religada dali a uma hora e tratei de sair a toda, sabendo que era apenas uma questão de minutos até que a megera conseguisse convencer o genro de que pagara um alto preço para ser enganado. Se nessas ocasiões eu sentia medo? Não, pelo contrário: era quando alguma coisa ameaçava dar errada no golpe que ele me parecia mais prazeiroso. O perigo me excitava quase tanto quanto uma mulher bonita. E esse prazer só fazia crescer enquanto eu dirigia o carro a toda velocidade, me afastando cada vez mais do local onde mais uma vez me dera bem como golpista. Em geral essas fugas eram interrompidas para uma relaxada num bordel de beira de estrada, num local suficientemente distante daquele do qual fugira, onde já me sentisse mais seguro. Era isso que eu estava pensando em fazer naquele instante, já a duas horas de distância das terras do tal fazendeiro, enquanto dirigia a cento e vinte por hora: parar numa daquelas boates que proliferavam no interior do Paraná trazidas pelo progresso e escolher a melhor de suas mulheres para passar um tempo comigo. Com o rádio do carro ligado a todo volume, preocupado em não deixar passar o primeiro bordel que surgisse, eu me desconcentrei da estrada. Por isso só vi tarde demais quando um carro saiu de trás do caminhão que vinha em direção contrária à minha tentando cortá-lo e, sem conseguir fazê-lo, veio a toda velocidade pela contramão à minha frente. Enquanto eu buzinava frenético, sem ter como me desviar - pois se o fizesse bateria no caminhão que vinha pelo lado contrário ou então iria de encontro à mureta e poderia cair na ribanceira -, vi quando o carro patinou no instante em que o seu motorista, sem saber o que fazer, pisou com toda violência no pedal do freio. E então foi tudo muito rápido: enquanto o caminhão passava e seguia o seu caminho, o outro carro rodopiou à minha frente e, a essa altura descontrolado, desviou violentamente para a esquerda, pulou sobre a mureta de proteção da estrada e foi cair no abismo lá embaixo. Ao mesmo tempo em que o carro batia lá no fundo com um estrondo, eu tratava de freiar e parar no acostamento, onde fiquei durante alguns segundos, meio aturdido, a pensar naquele acidente horrível e a repetir para mim mesmo que não fora o culpado. Depois, no silêncio que se seguiu ao barulho do carro rolando ladeira abaixo, quando afinal me acalmei um pouco, tratei de tirar o cinto de segurança, descer e ir até a beira do abismo para ver como ele ficara. Estava parado lá embaixo, a uns cem metros, em meio a uma nuvem de poeira. Nos poucos segundos que antecederam o desastre pude ver 14

15 que, além do motorista, havia nele um passageiro. Teria alguém sobrevivido à queda? Só havia um meio de saber: descendo até lá. Decorridos alguns minutos depois do acidente poucos carros tinham passado na estrada de raro movimento àquela hora, e nenhum dos seus motoristas se dera conta do ocorrido. Eu podia ter parado um deles e clamado por socorro. Mas não o fiz pois alguma coisa, talvez minha intuição de golpista - me dizia que antes devia eu mesmo ir lá embaixo para ver se havia algum sobrevivente do desastre, e se era possível lhe prestar algum tipo de ajuda. E foi o que fiz. Depois de estacionar melhor meu automóvel para não despertar suspeitas, tratei de descer pela ribanceira até o carro, perto do qual constatei: seus passageiros, um homem e uma mulher, estavam mortos. Tinham mais de quarenta anos. Eram casados, como pude ver nos documentos que achei em suas respectivas bolsas. WALDEMAR e GABRIELA FON- SECA DO NASCIMENTO: eram assim que se chamavam. Tinham muitas posses. Na bolsa do homem - uma pasta de executivo - isso podia ser facilmente constatado pelos muitos cartões de crédito, pela meia dúzia de extratos bancários, pelas ordens de compra e venda de ações e gado, e também pela escritura que documentava a venda recente de uma fazenda de altíssimo valor no pantanal de Mato Grosso. Em menos de dez minutos, enquanto estive a cascavilhar nas duas bolsas, com minha experiência de estelionatário pude traçar um alentado perfil do casal, até concluir que se tivessem cruzado comigo ainda em vida poderiam se tornar de longe minhas vítimas de situação mais abastada. Havia também muito dinheiro com eles, inclusive em moeda estrangeira. Mas eu, como não sou ladrão, embora tenha contado quanto não roubei nada. Apenas me detive um pouco mais nas fotos de uma moça que a mulher trazia em sua carteira; loura e linda, ela escrevera numa delas uma dedicatória que dizia: à minha mãe, com as saudades e o beijo da Maria Paula. Era aquela com quem, menos de dois meses depois, eu estaria casado. Mas naquele instante não me passava pela cabeça que eu chegaria a esse ponto. Afinal de contas não tivera culpa do acidente (apenas estava lá quando ele acontecera), não planejara nada, e muito menos podia imaginar que a filha daquele casal mal me conhecesse se envolveria comigo. Além disso, a brutalidade da morte dos dois, a mim que era jovem e nunca vira antes alguém perder a vida, sem nenhuma dúvida me abalara. Tanto que, desolado por não poder fazer mais nada por eles, apenas me ajoelhei perto do carro e, com as mãos cobrindo o rosto, tratei de murmurar uma prece, na tentativa de ajudá-los a fazer em paz a passagem. E foi assim que os guardas da Polícia Rodoviária me encontraram: ajoelhado ao lado do carro acidentado, na mais completa desolação, a orar pelos dois mortos com os olhos cheios de lágrimas. Trazidos pelo motorista do caminhão, que cruzou com eles poucos quilômetros adiante e lhes relatou o acidente, eles foram testemunhas da minha extrema comoção, assim como o 15

16 16 motorista atestaria que eu não tivera culpa de nada. E cada um deles, no devido tempo, sustentou estas versões que só serviram para me enaltecer diante dos moradores da pequena cidade de Passaredo, onde vivia o casal de cuja família agora restava apenas a filha Maria Paula. MARIA PAULA: Depois que Adalberto Rangel, como ele disse que se chamava, sumiu da minha vida levando tudo que meus pais tinham me deixado, durante dois meses me recusei a sair de casa ou ver quem quer que fosse, tão envergonhada fiquei por causa do que me acontecera. E não houve um só dia naquele período de absoluta solidão e muita dor e pena em que não me sentisse culpada. Sim, por que a humilhação pela qual passei, e que me deixou tão prostrada, não me tirou o tino a ponto de achar que fora apenas vítima. Eu confiara cegamente naquele homem a quem na verdade não conhecia; a tal ponto que lhe entregara tudo o que tinha, incluindo no pacote até mesmo a minha vida. E se, depois de se apossar de tudo, ele fora embora sem deixar o menor rastro me deixando na mais absoluta penúria, então cometera um crime - mas a culpa fora minha. Sim, eu confiei em Adalberto Rangel. Mas só fiz isso porque o amava. Eu o amei desde o primeiro instante em que o vi e ele me contou como encontrara meus pais agonizantes logo após presenciar o desastre de automóvel, e quais tinham sido as últimas palavras da minha mãe antes de morrer praticamente em seus braços: por favor, procure minha filha e cuide dela. Foi por isso que ele saíra do seu caminho e viera até Passaredo, segundo me disse no dia em que me pediu em casamento: para cuidar de mim como a minha mãe lhe pedira. Então eu tinha apenas dezoito anos, era uma menina que sempre fora mimada pelos pais a vida inteira e, agora órfã, sem nenhum parente próximo ou distante, precisava confiar em alguém; e o escolhido para isso foi ele. Desde que chegou à cidade com os policiais rodoviários e me deu a notícia nunca mais ele se afastou de mim a não ser quando foi embora. Ficou do meu lado, junto com vizinhos e amigos, enquanto eu purgava a dor terrível de ter perdido minha família inteira. E no enterro, quando o sofrimento se tornou forte demais e eu desmaiei, foi ele quem me amparou em seus braços. Desde aqueles primeiros dias Adalberto Rangel tratou de se tornar essencial à minha vida, de tal forma que, decorrida uma semana da morte dos meus pais,

17 17 e antes de descobrir que o amava, eu já o considerava o maior de todos os meus amigos. Agora sei o quanto fui ingênua. Aqui em São Paulo, onde estou a trabalhar e a tentar vencer na vida com meu próprio esforço pois, do que meus pais deixaram ao morrer, depois que ele foi embora não me restou mais nada -, é sempre nisso que penso cada vez que me concedo uma pausa: meu Deus, como eu fui tola. E não por falta de aviso. Muita gente lá em Passaredo tentou me alertar sobre a bobagem que eu estava fazendo: ninguém sabe de onde saiu este homem, me diziam, tente se informar melhor sobre ele antes de se envolver deste modo. Mas não adiantou nada. Dois meses depois da morte dos meus pais eu já estava casada com ele. E em regime de comunhão de bens - não porque Adalberto me obrigara a isso, mas porque eu assim o quisera. E, durante os dez meses em que vivi com meu marido e me julguei a mais feliz das mulheres, não deixei de assinar, sem sequer ler o que continham qualquer um dos papéis que ele me apresentara. Foram esses papéis procurações, como me disseram depois os advogados -, assinados por mim de livre e espontânea vontade -, que ele usou para movimentar contas bancárias, vender terras, imóveis, gado e ações, e para transferir todo o dinheiro depois se sabe lá para onde. Até a casa onde nós morávamos ele conseguiu vender sem que me desse conta. E assim, quando foi embora, eu não possuía mais nada, além de um monte de dívidas, os móveis e minhas roupas. Sim, durante dois meses não saí de casa nem falei com ninguém, por conta da vergonha. Mas quando afinal me dispus a conversar com os advogados que me procuravam se oferecendo para tomar alguma providência, descobri que meu calvário não havia terminado. Após muito pesquisar, eles descobriram que não havia em nenhum lugar desse país enorme um homem chamado Adalberto Rangel - pelo menos que fosse o titular dos documentos apresentados por ele ao casar comigo. Além disso, os números desses documentos indicavam que eram todos falsos. Assim, do ponto-de-vista legal, nem ao menos estivera casada com ele. Eu fora vítima de um golpe praticado por um homem que sequer existia. Adalberto Rangel fora apenas uma ilusão, uma ventania que soprara com força sobre a minha vida e, quando fora soprar em outra freguesia, levara todas as minhas posses. Não havia nada de concreto que pudesse fazer a polícia identificá-lo algum dia. Nem mesmo impressões digitais ele deixara. Pelo menos foi isso que os advogados me dissseram. E eu acreditei neles, até que se passaram dois meses desde o sumiço do suposto Adalberto Rangel e eu percebi que há algum tempo minhas regras não vinham. E então me lembrei: uma das coisas que ele costumava dizer era que, pelo menos du-

18 18 rante uns dois anos, não queria ter filhos, pois pretendia se sentir livre para aproveitar a vida ao meu lado. Por isso me pedia para tomar as precauções necessárias. O problema era que eu pensava justamente o contrário: órfã de forma tão prematura, depois de casada não via a hora de constituir minha própria família. Sim, eu não podia esperar dois anos para ter um filho, achava que este só serviria para tornar ainda maior a felicidade que em que vivíamos. Assim, pouco antes de Adalberto me dar o golpe e sumir no mundo deixei de lado as precauções e, como descobri depois, engravidei dele. Portanto, o fantasma que me roubara tudo e depois se desvanecera no ar sem saber deixara comigo uma parte de si, graças à qual seria possível identificá-lo. Mas antes disso eu teria que localizá-lo, e talvez nunca chegasse a esse ponto. Mesmo que tivesse dinheiro para pagar aos detetives que o procurariam para mim, que pistas eu lhes daria para que fizessem isso? Tudo o que tinha era um nome e uma biografia que se mostraram falsos, pois até as fotos tiradas no dia do nosso casamento ele carregara consigo junto com os negativos. Na cidade mineira onde ele disse que nascera, segundo os advogados que durante algum tempo trabalharam para mim de graça não havia nenhum registro a respeito, e também ninguém o conhecia. Numa fazenda uma mulher chegou a se demorar mais examinando as fotos, pois achou que ele era parecido com um vigarista que há algum tempo atrás dera um golpe no seu genro. Mas este homem, que talvez pudesse identificá-lo, morrera há pouco após sofrer um derrame. Assim, prestes a ter um filho, eu decidi que não daria à luz em Passaredo. Disposta a deixar para trás a garota ingênua e mimada que fora enganada por um vigarista, vendi tudo o que me restara os móveis e alguns objetos, entreguei a casa na qual nascera aos seus novos donos e, grata às pessoas que pagaram por tudo muito mais do que valia, me mudei para São Paulo. JÚLIA DE SOUSA, uma moça de minha idade, filha de uma ex-empregada de minha casa e praticamente minha irmã, já que fôramos criadas na mesma casa e estudáramos na mesma escola, contra tudo e contra todos resolveu ir comigo. Em poucos dias eu estava instalada numa casa modesta, num bairro da periferia paulista. Júlia logo arranjou emprego de diarista e, juntando o que ela ganhava com o que eu ainda tinha, pudemos atravessar os próximos cinco meses, até que nasceu o meu filho RENATO. Logo que pude tratei de arranjar emprego. Foi difícil, por causa da minha total falta de experiência. Mas quando consegui um que me pareceu digno (num supermercado, primeiro de caixa e depois como promotora de vendas) tratei de trabalhar com afinco, pois o que eu mais queria então era criar do modo melhor possível o meu filho.

19 19 Foi só em Renato que pensei nesses dez anos. De tanto trabalhar não tive tempo para namoros nem aventuras. E também não os quis, porque - embora me envergonhe de dizer isso não esquecera que, antes de ser enganada, eu fora feliz com o meu suposto marido. Não sou adepta do provérbio segundo o qual as mulheres gostam de apanhar, mas o fato é que de vez em quando sonhava que estava dormindo em seus braços, e quando acordava tratava de me convencer, mas sem muita ênfase, que aquilo não passara de um pesadelo. Ao contrário de mim Júlia, que não carregava nenhum peso trazido do seu passado, pôde se dedicar, enquanto também progredia no trabalho e nos estudos, à vida romântica. Logo conheceu um rapaz, técnico em informática de ascendência italiana, chamado ÍTALO NEGROPONTE, com quem casou e hoje tem dois filhos: MANOELA, de oito anos, e LEONE, de sete. Ítalo trabaha na filial carioca de uma empresa paulista de informática, fica lá durante os dias úteis e só vem para casa nos fins-de-semana. Assim Júlia pode ficar quase sempre comigo. Os dois filhos dela são grandes amigos de Renato, que agora tem dez anos, pois já faz todo esse tempo desde que fui roubada pelo pai dele, sobre o qual nunca lhe contei a verdade disse apenas que ele precisou ir embora e são poucas as chances de que volte algum dia. E se ele voltar? Renato me perguntava de vez em quando. Eu desconversava a respeito disso, mas então pensava que se ele voltasse só teria uma pergunta a lhe fazer: por que, tendo eu lhe dado toda a minha vida, ele tivera que fazer aquilo? E então, qualquer que fosse a sua resposta, em nome do meu filho eu lhe cobraria tudo o que perdi com multas e juros e o denunciaria à polícia. Mas na verdade, preocupada em viver minha nova vida, há muito deixei de pensar no inexistente Adalberto Rangel, pelo menos até o dia em que, ao abrir uma revista de celebridades no consultório de um dentista onde tinha levado Renato, pousei os olhos sobre a foto da inauguração de uma Faculdade no Rio de Janeiro, mais precisamente na Barra da Tjuca, na qual apareciam, entre outras pessoas, um empresário chamado Marconi Ferraço ao lado de sua noiva, de nome Sílvia. Alguma coisa me chamou a atenção naquela foto. Primeiro não soube o que era, mas depois percebi que era o modo quase esquivo como aquele homem se colocava diante da câmera; era como se ele não se sentisse à vontade diante dela, ou se relutasse em ser fotografado. Já tinha ouvido falar de muitas pessoas que se sentiam pouco à vontade diante de uma câmera, mas este não parecia ser o caso daquele homem o que ele estava era quase se escondendo. Durante o resto do dia, sem que atinasse com o motivo disso, o jeito esquivo daquele homem na foto não me saiu da cabeça, e assim eu fui dormir pensando nele. Mas, quando acordei, preocupada de novo com o meu dia a

20 20 dia de muitas tarefas, acabei deixando o assunto de lado. Dois dias depois, no entanto, ele estava de volta: durante um programa de variedades num canal da televisão a cabo, apareceu a festa de inauguração da tal Faculdade e, ao lado da noiva Sílvia (que era filha da proprietária do estabelecimento de ensino), lá estava Marconi Ferraço de novo. Mesmo sem saber o que me levou a fazer isso, eu me apressei em colocar uma fita no videocassete, gravando assim o resto da aparição do tal Marconi Ferraço e sua noiva. Depois que o programa terminou, voltei a fita e a revi várias vezes. O que tanto me chamara a atenção naquele homem? Não consegui descobrir. Ciosa dos meus horários teria que acordar às cinco horas da manhã no dia seguinte e tomar dois ônibus para levar Renato na escola e depois ir trabalhar no supermercado - tratei de esquecer o assunto de novo e fui dormir. Mas no meio da noite, depois de um sono agitado e entrecortado por pesadelos, acordei banhada em suor e ali, no escuro do meu quarto, sempre com a figura esquiva de Marconi Ferraço diante dos meus olhos, começei a pensar numa possibilidade absurda, mas que explicava à perfeição porque aquele homem me impressionara tanto: seria possível? Tratei de levantar, ligar de novo a televisão e rever a fita mais algumas vezes, até que me certifiquei: de algum modo, por trás do rosto de Marconi Ferraço que nunca vira antes eu reconhecera um outro rosto - o de Adalberto Rangel, pai de meu filho e meu falso ex-marido. NOSSO HOMEM EM HONDURAS En el libro de Grahan Greene nuestro hombre es de Havana. Yo nasci en Honduras. Si, soy el médico. E embora hispânico de nascimento, cometerei a licença poética de me expressar aqui no mais castiço português, a fim de esclarecer melhor mais alguns passos dessa história. Sou um famoso cirurgião plástico que se dedicou, durante grande parte da vida a forjar e/ou moldar rostos. Nem sempre os que meus pacientes queriam, mas aqueles que eu podia... E a verdade é que, na minha especialização, eu podia tudo. Quase sempre alcancei sucesso em minhas cirurgias. Em Los Angeles devolvi a atrizes de sessenta anos os rostos que elas ostentavam aos trinta. Em certas repúblicas do Caribe corrigi os defeitos mais ostensivos de políticos, porém só os da face, porque os da alma eles sempre faziam questão de manter intactos.

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