O diálogo entre a psicanálise e a neurociência: o que diz a filosofia da mente? Elie Cheniaux

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1 O diálogo entre a psicanálise e a neurociência: o que diz a filosofia da mente? Elie Cheniaux

2 As relações entre a psicanálise e a neurociência

3 As relações entre a psicanálise e a neurociência

4 As relações entre a psicanálise e a neurociência

5 Freud e as neurociências

6 A formação neurocientífica de Freud Ernst Brücke Theodor Meynert Monografia sobre a afasia

7 O Projeto de Freud (1895): uma psicologia para neurólogos O manuscrito Freud & Fliess

8 Neurônio: uma descoberta recente Santiago Ramón y Cajal (trabalhos apresentados em 1888 e 1889) Wilhelm Waldeyer (1891)

9 Freud e as barreiras de contato Charles Sherrington descreve a sinapse em 1897

10

11 O projeto como um precursor da metapsicologia freudiana

12 Uma (re)aproximação entre psicanálise e neurociência

13 Neuro-psicanálise

14

15 Contra uma aproximação entre a psicanálise e a neurociência

16 Quem pode responder? A filosofia da mente

17 O problema mente-cérebro

18 Ou problema mente-corpo

19 Human beings are divided into mind and body. The mind embraces all the nobler aspirations, like poetry and philosophy, but the body has all the fun.

20 As principais correntes da filosofia da mente Dualismo de substância Monismo de substância Interacionismo Paralelismo psicofísico Epifenomenalismo Behaviorismo analítico Materialismo fisicalista ou redutivo Funcionalismo Materialismo eliminativo Emergentismo

21 Dualismo vs. Monismo Dualismo: a mente com algo imaterial, alma Monismo: uma única substância; materialismo

22 Correntes dualistas

23 Interacionismo René Descartes: res cogitans vs. res extensa; glândula pineal.

24 Paralelismo psicofísico Leibniz: físico e mental independentes, mas correlacionados pela intervenção de Deus.

25 Epifenomenalismo Estados mentais são efeitos colaterais de estados cerebrais, a mente não tem eficácia causal Reflexo de retirada.

26 Epifenomenalismo Benjamin Libet (EEG durante neurocirurgias)

27 Críticas ao dualismo Oposição de quase todos os filósofos desde o século XX. Considerado não científico, mais relacionado às religiões. Não há definição precisa do que seja imaterial. Não há explicação sobre como o incorpóreo pode afetar o mundo físico Epifenomenalismo: mente e consciência não são sinônimos

28 Correntes monistas

29 Behaviorismo analítico Gilbert Ryle e Carl Gustav Hempel A mente não existe: é meramente um conceito, e não uma substância física, para designar comportamentos e disposições exibidos pelas pessoas. Ignora desejos e intenções. Em vez de ligou o ventilador porque sentiu calor, diz que há uma disposição para ligar o ventilador quando a temperatura está acima de 40º.

30 Materialismo fisicalista ou redutivo Filósofos Herbert Feigl, U.T. Place e J.J.C. Smart Estados mentais são estados cerebrais (são estados físicos) Relâmpago = descarga elétrica das nuvens para a terra; água = H 2 O

31 Materialismo fisicalista ou redutivo Teorias de identidade Identidade de tipo: um determinado sentimento = ativação de determinado conjunto de neurônios (a relação é universal) Identidade de ocorrência (ou espécime-espécime): um mesmo estado mental pode ser produzido por diferentes estados cerebrais; um estado mental corresponde a um estado cerebral (numa determinada pessoa, num determinado momento)

32 Funcionalismo Hilary Putnam e David Lewis Origem: inteligência artificial, modelo neurocomputacional. Exemplo: relógio não interessa o material de que é feito Cérebro: hardware; mente: software.

33 Materialismo eliminativo P. K. Feyerabend, Katherine Wilkes e o casal Paul e Patrícia Churchland. A versão mais radical do materialismo. O vocabulário mentalista da psicologia popular, uma teoria primitiva, deve ser substituído por uma terminologia e descrição neurofisiológicas.

34 Crítica ao materialismo Ignora os qualia: vivências conscientes, subjetivas e privadas; a real experiência de ver o vermelho ou sentir o gosto do sal. Searle e o problema do quarto chinês: sintaxe sem semântica

35 Emergentismo Dualismo de propriedades Compatível com o monismo de substância Propriedades da matéria: massa, volume, cor, etc. Corpo e mente: propriedades distintas de uma mesma substância Doutrina da superveniência Donald Davidson

36 Níveis de complexidade e disciplinas científicas relacionadas, segundo a doutrina da superveniência Níveis de complexidade grupos sociais mentes seres vivos, células moléculas átomos, partículas elementares Disciplina relacionada sociologia psicologia biologia química física Fenômenos ou propriedades de níveis mais altos dependem de fenômenos ou propriedades de níveis mais baixos, mas aqueles não são redutíveis a estes. As propriedades psicológicas são supervenientes às (dependem das) propriedades biológicas (e físicas)

37 Emergentismo Propriedades emergentes: em níveis mais altos de complexidade emergem novas características que não podem ser preditas a partir de níveis mais baixos, e que transcendem as propriedades das partes constituintes. Umidade: uma propriedade emergente da água. Dois tubos com O2, C e N: em um há só moléculas e em outro há organismos unicelulares (vida) Os estados mentais emergem de estados cerebrais

38 Conclusão

39 O diálogo psicanálise / neurociência Correntes dualistas Em contradição com a ciência Interacionismo e paralelismo psicofísico: desnecessário conhecer o cérebro (posição de muitos psicanalistas) Epifenomenalismo: ignora as vivências subjetivas, foco da psicanálise Correntes monistas Behaviorismo analítico, materialismo redutivo, funcionalismo e materialismo eliminativo ignoram as vivências subjetivas, foco da psicanálise Muitos neurocientistas e psiquiatras biológicos: materialismo redutivo

40 O diálogo psicanálise / neurociência Emergentismo Valoriza tanto o corpo como a mente. Materialismo não redutivo. Não considera a mente separada do corpo ou imaterial.

41

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