O Meio Ambiente e a Indústria da Construção. Andre Aranha Campos Coordenador do COMASP Conselheiro do SindusCon-SP

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1 O Meio Ambiente e a Indústria da Construção Andre Aranha Campos Coordenador do COMASP Conselheiro do SindusCon-SP SEMINÁRIO TÉCNICO SEGURANÇA E SAÚDE NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 03 de fevereiro de 2012

2 COMITÊ DE MEIO AMBIENTE VISÃO: O SindusCon-SP considera que a construção sustentável é uma questão estratégica para o setor da construção civil já que este é um assunto primordial para a competitividade das empresas. OBJETIVO: Pesquisar, divulgar informações, capacitar empresas e profissionais, desenvolver metodologias, buscar soluções, produtos e tecnologias, para implantação de requisitos de sustentabilidade nos empreendimentos e na cadeia produtiva da construção.

3 ALGUMAS ÁREAS DE PARTICIPAÇÃO DO COMITÊ DE MEIO AMBIENTE Programa CBIC de Construção Sustentável Câmara Ambiental da Construção Civil da CETESB GT de Edificação do PROCEL Edifica Programa Estadual de Construção Sustentável Programa Madeira é Legal do Estado e Município de São Paulo Comitê de Municipal de Mudança do Clima e Ecoeconomia Cidade SP Representante do setor da construção no GT CONAMA que elaborou a resolução CONAMA 307/2002 PNRS representante do Setor da Construção no Apoio Técnico

4 AÇÕES REALIZADAS EDUCAÇÃO AMBIENTAL Uso Racional da Água Ações Realizadas Programa Madeira é Legal Áreas Contaminadas Aquisição Responsável de Madeira na Construção Civil

5 AÇÕES REALIZADAS EDUCAÇÃO AMBIENTAL Gestão de Resíduos

6 AÇÕES REALIZADAS EDUCAÇÃO AMBIENTAL Em parceria com o Senai- SP foi desenvolvida metodologia para a Conscientização e a Sensibilização Ambiental no setor da Construção Civil. A metodologia de Educação Ambiental foca a ação nos canteiros de obras, criando um ambiente favorável para a implantação do gerenciamento de resíduos, envolvendo a sensibilização dos funcionários e fornecedores.

7 PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL DE RESÍDUOS EM CANTEIROS DE OBRA COMPREENDE O DESENVOLVIMENTO E IMPLANTAÇÃO DE METODOLOGIA PARA GESTÃO DE RESÍDUOS EM CANTEIROS DE OBRAS Consultoria: I & T Informações e Técnicas Obra Limpa 1ª Turma - início: jan/03 - conclusão: set /04 Coordenação: COMASP Comitê de Meio Ambiente do SindusCon-SP

8 Construtoras Participantes: BARBARA / BKO / CYRELA / DP / FORTENGE / INMAX / HUMAITÁ / SINCO / SOUEN & NAHAS / TECNISA / TECNUM

9 OBJETIVOS DO PROGRAMA CAPACITAR O SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL PARA A CORRETA GESTÃO DE SEUS RESÍDUOS VISANDO ATENDIMENTO AOS REQUISITOS AMBIENTAIS - agindo preventivamente - buscando soluções adequadas ao setor - assumindo atitude pró ativa

10 OBJETIVOS DO PROGRAMA CAPACITAR O SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL PARA A CORRETA GESTÃO DE SEUS RESÍDUOS VISANDO ATENDIMENTO AOS REQUISITOS LEGAIS RESOLUÇÃO CONAMA 307 5/julho/2002 Objetivo Prioritário Não Geração de Resíduos Outros Objetivos Redução, Reutilização, Reciclagem e Correta Destinação

11 OBJETIVOS DO PROGRAMA CAPACITAR O SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL PARA A CORRETA GESTÃO DE SEUS RESÍDUOS VISANDO ATENDIMENTO ORGANIZAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS E SEGREGAÇÃO DOS RESÍDUOS PARA: - Reduzir desperdícios - Permitir a reutilização ou reciclagem - Destinação compromissada

12 METODOLOGIA TREINAMENTOS / CAPACITAÇÃO TREINAMENTOS NAS OBRAS REUNIÕES E TREINAMENTOS DAS EMPRESAS

13 METODOLOGIA - SEGREGAÇÃO

14 METODOLOGIA DESTINAÇÃO COMPROMISSADA DOCUMENTO CTR CONTROLE DE TRANSPORTE DE RESÍDUOS Reciclagem de PVC Papéis em aparista Madeira em caldeira Reciclagem de resíduos de alvenaria e concreto

15 PLANEJAMENTO Cronograma das Atividades Definição de Recursos Necessários IMPLANTAÇÃO Aquisição/ Instalação de Equipamentos Treinamento das Equipes/ Capacitação Segregação dos Resíduos SUPORTE À DESTINAÇÃO Correta Destinação (Informações/Soluções) Registros da Destinação/Documentação ACOMPANHAMENTO Check List Avaliação ETAPAS DO PROGRAMA

16 Fatores Limpeza Segregação Espaços de E D C B A E D C B A Avaliados Ponderação o tipo 2,74% 17 o tipo 2,74% 16 o tipo 2,74% 15 o tipo 2,74% 14 o tipo 2,74% 13 o tipo 2,74% 12 o tipo 2,74% 11 o tipo 2,74% 10 o tipo 2,74% 9 o tipo 2,74% 8 o tipo 2,74% 7 o tipo 2,74% 6 o tipo 2,74% 5 o tipo 2,74% 4 o tipo 2,74% 3 o tipo 2,74% 2 o tipo 2,74% 1 o tipo 2,74% Térreo - frontal 4,44% Térreo - proj. tipos 2,57% Térreo - Lazer 14,02% Subsolo A 10,03% Subsolo B 9,81% Subsolo C 9,81% MÉDIAS FINAIS =====> METODOLOGIA - AVALIAÇÃO CHECK - LIST : LIMPEZA E SEGREGAÇÃO 10,00 9,00 8,00 7,00 6,00 5,00 4,00 3,00 2,00 1,00 7,68 7,25 6,77 9,65 7,72 5,73 Observações Gerais AVALIAÇÃO DE LIMPEZA 9,55 8,70 8,40 8,30 8,35 4,98 Jun/2003 Jul/2003 Ago/2003 Set/2003 Out/2003 Nov/2003 Obra A (melhor desempenho) AVALIAÇÃO SEGREGAÇÃO AVALIAÇÃO DESTINAÇÃO 5,85 Obra B (desempenho mediano) 5,15 9,90 9,60 7,70 3,30 Obra C (desempenho insatisfatório)

17 PESQUISA DE AVALIAÇÃO DE RESULTADOS DO PROGRAMA PILOTO Vantagens identificadas no programa Organização da obra 64% Conscientização ambiental Redução de custos Melhora na administração dos resíduos 46% 41% 41% Adequação à legislação Melhora a imagem da construtora 11% 7% Base: total da amostra A melhora no ambiente de trabalho é visto como a maior vantagem do programa, que reflete na melhoria das rotinas do setor

18 RESULTADOS DO PROGRAMA MANUAL Gestão Ambiental de Resíduos da Construção Civil A experiência do SindusCon-SP /publicações

19 RESULTADOS DO PROGRAMA Mudança da imagem da Construtora 13% 87% Perceberam a mudança Não Perceberam a mudança Base: total da amostra A grande maioria percebe uma mudança positiva na imagem da construtora com a implantação do Programa de Gestão de Resíduos da Construção Civil.

20 RESULTADOS DO PROGRAMA Participantes Sentem-se gratificados por participar do programa Há uma forte percepção de modernização dos sistemas de trabalho O programa também transfere valor a quem participa

21 RESULTADOS DO PROGRAMA Custos da obra Englobando: consultoria, mão de obra, treinamentos, equipamentos, correta destinação dos resíduos Aumentaram Reduziram 17% 39% Saldo positivo Empataram 34% Não sabe 10% Base: total da amostra 17% dos participantes, dos quais 9% são diretores das construtoras, acreditam que os custos aumentaram com a implantação.

22 COMPARATIVO CUSTOS EX: CONSTRUTORA X EDIFÍCIO A EDIFÍCIO B Sem Programa Área Total: m2 Edifício Residencial Alto Padrão 16 pavimentos Total m3 resíduos = 688 m3 Total m3 resíduos/ Total m2 = 0,16 m3/m2 Custo Total Destinação = R$ ,00 Área Total: 5453 m 2 Edifício Residencial Alto Padrão 20 pavimentos Total m 3 resíduos = 475 m 3 Total m 3 resíduos/ Total m 2 = 0,09 m 3 /m 2 Custo Total Destinação = R$ 8.250,00 Com Programa Obs. não foram considerados os resíduos de metal

23 RESULTADOS DO PROGRAMA PONTOS POSITIVOS Aperfeiçoamento da logística da obra Mudança de Cultura Imagem da Empresa Organização, segregação, acondicionamento e destinação dos resíduos. Conscientização Ambiental Funcionários e Fornecedores valorizam mais a Construtora REDUÇÃO DE CUSTOS

24 RESULTADOSDO PROGRAMA ASPECTOS A MELHORAR Divulgação do programa Envolvimento aumentar conscientização das Construtoras melhorar imagem do setor maior participação da Alta Administração Conscientização de fornecedores Educação Ambiental Capacitar os multiplicadores Necessidades Mensuração de resultados Locais para destinação dos resíduos Busca de novos fornecedores

25 AÇOES REALIZADAS SINDUSCON-SP GRUPOS DE TRABALHO COMASP E GT RESÍDUOS DA CÂMARA AMBIENTAL DA CONSTRUÇÃO - CETESB Grupo Ação Status GT RESÍDUOS GESSO GT RESÍDUOS MADEIRA GT IMPERMEABILIZAÇÃO GT RESÍDUOS TINTAS Viabilização Logística Reversa Colaboração na elaboração Cartilha da Assoc Drywall Discussão do correto gerenciamento dos resíduos Discussão do correto gerenciamento dos resíduos Discussão do correto gerenciamento dos resíduos Elaboração de estudo para caracterização das embalagens implantado Em finalização Cartilha das Entidades Setor Madeireiro Em finalização Cartilha IBI suspenso

26 AÇOES REALIZADAS SINDUSCON-SP Norma NBR Resíduos da construção civil e resíduos inertes Áreas de transbordo e triagem - Diretrizes para projeto, implantação e operação. Norma NBR Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes Aterros Diretrizes para projeto, implantação e operação. Norma NBR Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes Áreas de reciclagem Diretrizes para projeto, implantação e operação. Norma NBR Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil Execução de camadas de pavimentação Procedimentos. Norma NBR Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural - Requisitos

27 PARTICIPAÇÃO SINDUSCON-SP FÓRUNS DE DISCUSSÃO Conama GT Resíduos de Construção GT Resíduos Câmara Ambiental da Ind da Construção CETESB Câmara Ambiental de Resíduos - CETESB GT Resíduos Comitê de Mudanças Climáticas da Cidade de SP GT Prefeitura Guarulhos Câmara Técnica LIMPURB PMSP

28 PROTOCOLO DE INTENÇÕES SINDUSCON-SP E SMA Protocolo de Intenções com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, visando à conjugação de esforços para a consolidação do desenvolvimento sustentável no setor da construção civil no Estado de São Paulo. Ações: - Gestão de Resíduos - Educação Ambiental

29 OBRIGADO André Aranha Campos

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