Regimento Interno da Comissão de Farmácia e Terapêutica

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1 Regimento Interno da Comissão de Farmácia e Terapêutica Da natureza e finalidade Art. 1º - A Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT) é instância de caráter consultivo e deliberativo da Direção Médica e está vinculada à Direção Geral. Art. 2º - A CFT tem por finalidade desenvolver e supervisionar todas as políticas e práticas de utilização de medicamentos, antissépticos, desinfetantes, saneantes e agentes de diagnóstico do hospital. Das atribuições Art. 3º - São atribuições da CFT: 1º- Estabelecer normas e procedimentos relacionados à seleção, dispensação, utilização e à administração de medicamentos, antissépticos, desinfetantes, saneantes e agentes de diagnóstico do hospital. 2º - Selecionar, padronizar e promover o uso seguro e racional dos medicamentos prescritos no hospital, através da elaboração do formulário terapêutico e protocolos de utilização de medicamentos. 3º- Assessorar a Direção Médica e a Coordenação de Farmácia do hospital em todos os assuntos referentes a medicamentos antissépticos, desinfetantes, saneantes e agentes de diagnóstico do hospital. 4 - Propor a Padronização de Medicamentos e sua avaliação constante, analisando e emitindo parecer sobre as solicitações de inclusão, exclusão ou substituição de itens. 5º- Coordenar e acompanhar avaliações clínicas e estudos de consumo de medicamentos em pesquisa ou récem - lançados seguindo as normas da Comissão de Ética e Pesquisa. 6º - Disciplinar ações e medidas dos representantes da indústria farmacêutica. 7º - Divulgar os estudos clínicos e/ou revisões bibliográficas relativos aos medicamentos antissépticos, desinfetantes, saneantes e agentes de diagnóstico do hospital excluídos ou incluídos na instituição. 8º- Elaborar políticas de notificação e acompanhamento de reações adversas de medicamentos, antissépticos, desinfetantes, saneantes e agentes de diagnóstico do hospital. Art. 4º - A seleção de medicamentos deve ter como referência a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais, a lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial de Saúde e literatura baseada em evidência de acordo com o perfil farmacoterapêutico do medicamento a ser estudado. Art. 5º - A seleção de medicamentos deve objetivar: O uso racional do medicamento adequando uma resolutividade na terapêutica com uma maior eficiência administrativa.

2 Art. 6º - Para a avaliação da inclusão na Padronização de Medicamentos deverão ser observados os seguintes critérios: 1º-Indicação fundamentada em medicina em evidências; 2º-Registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA. 3º-Valor terapêutico comprovado, com suficientes informações clínicas na espécie humana e em condições controladas, sobre a atividade terapêutica e farmacológica com toxicidade tolerada, avaliando os riscos e benefícios; 4º-Composição perfeitamente conhecida excluindo-se sempre que possível, as associações fixas; 5º-Denominação pelo princípio ativo conforme Denominação Comum Brasileira (DCB), ou na sua falta, conforme Denominação Comum Internacional (DCI); 6º-Informações suficientes sobre as características farmacocinéticas, farmacodinâmicas e farmacotécnicas; 7º-Formas farmacêuticas, apresentações e dosagem que facilitem a comodidade para a administração aos pacientes a que se destina o cálculo da dose a ser administrada e o fracionamento ou a multiplicação das doses. Art. 7º - Os critérios que deverão ser avaliados para entrada/substituição na Padronização de Medicamentos são: Melhor apresentação, armazenamento, distribuição e controle; Maior estabilidade; Maior informação com respeito a suas vantagens e limitações, eficácia e eficiência; Maior comodidade na administração; Facilidade de dispensação. Melhor relação custo x benefício Art. 8º - Os critérios para exclusão na Padronização de Medicamentos deverão levar em conta as seguintes evidências: Apresenta relação risco/benefício inaceitável; Não apresenta vantagens farmacológicas e/ou econômicas comparativamente a outros produtos disponíveis no mercado; Não apresenta demanda justificável. Interditados ou com suspeita de toxicidade pela legislação sanitária. Art. 9º - As solicitações de inclusão, exclusão ou substituição de medicamentos da Padronização de Medicamentos deverão ser encaminhadas à CFT através de solicitação em formulário próprio, acompanhado da documentação técnica exigida. 1º - As solicitações de inclusão, exclusão ou substituição de medicamentos da Padronização de Medicamentos devidamente encaminhados à CFT serão analisadas em seu âmbito.

3 2º - A critério da CFT, a solicitação poderá retornar ao solicitante para complementação das informações. 3º - Uma vez emitido o parecer pela CFT e homologado pela Direção Médica, novas solicitações sobre o mesmo produto somente serão aceitas decorrido um período de doze meses, salvo nos casos em que houver fato novo justificando sua inclusão ou exclusão. Da composição Art. 10º - A Comissão de Farmácia e Terapêutica - será composta por representantes, titular e suplente, dos seguintes Setores da Casa de Saúde São José: Diretoria Médica Representante da Diretoria Enfermeiro indicado pela Gerência de Enfermagem Direção Técnica da Farmácia Serviço de Infecção Hospitalar Farmacêutico representante do Serviço de Farmácia Laboratório de Análises Clínicas Supervisão de Compras Gerência Médica Representante Médico da UTI Representante Médico da Emergência Auditoria 1º - A representação dos Setores relacionados deverá ocorrer através da indicação formal de dois nomes por Setor, encaminhada diretamente à Diretoria Administrativa, para um período de dois anos, sendo um titular e um suplente, podendo estes ser reconduzidos por mais de um período igual e consecutivo. 2º - Todos os membros deverão assinar termo de isenção, onde afirmem ausência de conflitos de interesse, principalmente no que se refere o vínculo empregatício ou contratual, compromissos e obrigações com indústrias privadas produtoras de medicamentos, que resultem em aferição de remunerações, benefícios ou vantagens pessoais. 3º - Será dispensado, automaticamente, o membro que deixar de comparecer duas reuniões consecutivas, sem justificativa relevante, apresentada por escrito

4 até quarenta e oito horas úteis após a reunião, devendo o Setor que representa, nesta circunstância, indicar novo membro. 4º - Nas situações em que os membros da CFT julgarem necessário, serão consultados especialistas, os quais poderão eventualmente participar das reuniões, com direito à voz. Do funcionamento Art. 11º - A CFT será Coordenada pelo Diretor Médico e secretariada pela supervisão Técnica do Setor de Farmácia. Parágrafo único - Caberá a Secretária providenciar a organização da pauta das reuniões e a preparação de cada tema nela incluído. Art. 12º - A CFT reunir-se-á, ordinariamente, uma vez ao mês, extraordinariamente, por convocação do seu Coordenador ou por requerimento da maioria dos membros encaminhado à Presidência. Art. 13º As reuniões serão iniciadas com a presença mínima de metade mais um, do total de seus membros. Art. 14º Cada membro titular terá direito a um voto, transferível a seu suplente, quando de sua ausência. Art. 15º Na impossibilidade de consenso, depois de esgotada a argumentação técnica, consubstanciada em evidências científicas, as recomendações e pareceres da CFT serão definidas pela maioria simples do total dos seus membros presentes. Art. 16º As recomendações e pareceres da CFT serão submetidos à apreciação do Coordenador da CFT para homologação final, a qual implicará em seu registro através de Comunicado Interno para todos os Setores membros. Parágrafo único Caso as recomendações e pareceres da CFT não sejam aceitas para a homologação final, o Coordenador deverá apresentar justificativa, por escrito, à referida Comissão. Art. 18º As reuniões da CFT serão registradas em atas sumárias, cuja elaboração ficará a cargo da sua Secretaria Executiva, onde constem os membros presentes, os assuntos debatidos e as recomendações e os pareceres emanados. Disposições gerais Art. 19º - A compra de medicamentos não previstos na Padronização de Medicamentos, e que por sua natureza deva ser de caráter emergencial, será

5 avaliada pelo corpo técnico de farmacêuticos, pela Coordenação Farmacêutica e comunicado ao Diretor Médico. Parágrafo único - A autorização para aquisição destes medicamentos não implicará, necessariamente, em sua inclusão na Padronização de Medicamentos.

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